Últimas indefectivações

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Inferno des Lichts II

Revelação (pouco surpreendente) !!!

O caminho não será fácil !!!


Benfica 3 - 0 Esmoriz
25-18, 25-17, 25-22

Começamos a 2.ª fase, com aquele que teoricamente será o jogo mais acessível... tendo em conta as contrariedades no momento o calendário até ajudou, o verdadeiro teste vai acontecer no próximo fim-de-semana, com o jogo na Maia, no Sábado, e a recepção ao Sp. Espinho no Domingo. Não sei se o Miguel Tavares vai recuperar a tempo, o Coelho tem estado bem, mas não é a mesma coisa...

Ter o pássaro na mão, e deixá-lo fugir !!!


Reus 4 - 3 Benfica

Estivemos por duas vezes em vantagem na 2.ª parte (1-2 e 2-3), mas não conseguimos gerir o jogo... não é fácil comentar um jogo pelas 'infos' na Net, ainda por cima em Catalão - com o caseirismo normal... -, mas mesmo assim perto do final do jogo, acreditando na 'info' Catalã, ficou um penalty por marcar a favor do Benfica, isto num jogo onde o Reus nas 'bolas paradas' marcou dois golos (LD, Penalty) e falhou um LD nos últimos segundos, e o Benfica não beneficiou de uma única situação de 'bola parada', se calhar até falhávamos, como tem sido hábito, mas é um indicador...
É sempre bom ficar em 1.º lugar no grupo, mas entre o Liceo da Corunha e o Valdagno a diferença não é muita... talvez o 'trauma' da eliminação da época anterior pelos Italianos, pode ter alguma influência... Parece que vão ser os Italianos os primeiros do grupo C, vão receber os Galegos e têm mais 3 pontos.
Em condições normais o Viareggio em casa, tem tudo para vencer o Reus - ou pelo menos empatar -, e nós vamos vencer os Alemães na Luz, portanto tudo vai depender da 'motivação' dos nossos 'amigos' Bertolucci!!!

Vitória no meio do Atlântico


Lusitânia 61 - 70 Benfica
12-11, 21-21, 14-22, 14-16

Só na 2.ª parte conseguimos uma vantagem de 10 pontos - sustentada - que acabámos por gerir até ao final... Nota para a não utilização do Doliboa, que normalmente faz os 40 minutos, que desta vez foi 'substituído' pelo Carlos Andrade, que foi o melhor marcador, e o melhor ressaltador...

Somar pontos


Benfica 31 - 24 Xico

Excelente vitória

"A história é simples de contar. Em mais de cem anos o Benfica ganhou duas vezes na Alemanha. Uma com Jorge Jesus e outra com Jorge Jesus. Todos nós como adeptos temos direito à nossa opinião, em futebol não há nada mais democrático que a asneiras. Todos temos direito a ela. Factos é que são mais difíceis de rebater. Excelente vitória na Alemanha, num jogo com uma soberba arbitragem, o que para quem vem das habilidades do Proença e do Xistra ainda se faz mais notado. Com arbitragens destas o Benfica seria campeão, com aquilo que se vê e se sabe em Portugal é praticamente impossível. Ainda há muitas homenagens ao Calheiros, ao Guímaro, ao Marques da Silva em actividade. Há muita gente para homenagear. Se pensarmos que temos a eliminatória resolvida, perdemos em casa e somos eliminados. Se voltarmos a entrar com esta maturidade e rigor estaremos na próxima fase.
Quinta-feira, na Luz, será difícil aos mais de 40 mil adeptos fazer melhor que os cinco mil portugueses que durante 90 minutos calaram a BayArena. Esta alegria é merecida e inteiramente dedicada aos nossos adeptos e emigrantes que mostraram com civismo e dedicação o amor ao clube e ao País. Foi uma festa dentro da festa.
Depois do jogo da Madeira nada melhor que explicar com futebol a injustiça dos procedimentos. Contra a Académica teremos de averiguar se ainda nos deixam jogar com 11, e ficar reconhecidamente gratos se isso ainda for possível. A expulsão do Matic na Madeira é o resumo do nosso futebol e do nosso campeonato. Matic é simplesmente o mais influente e importante jogador do Benfica. Contra a Académica será mais um passo de uma luta desigual, mas que ainda assim terá de ser travada com valentia.
Com o critério de validação do golo do FC Porto contra o Olhanense o Benfica teria ganho 3-2 ao Braga na primeira jornada. E eu até sou a favor desse critério... e por isso acho o golo bem validado. Pena que não seja para todos."

Sílvio Cervan, in A Bola

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Inferno des Lichts


E Pinto da Costa citou as escutas...

"No editorial da última edição da revista Dragões, Pinto da Costa criticou a escolha de João Ferreira para o Benfica-FC Porto, citando, em defesa da sua tese, uma conversa entre Valentim Loureiro e Luís Filipe Vieira, constante das escutas do Apito Dourado. Sim. Depois de esgrimir argumentos contra a divulgação das escutas e sua utilização pelos tribunais; depois de ter accionado judicialmente quem citou as escutas ou meramente anunciou onde podiam ser ouvidas; depois de se ter vitimizado, alegando danos de imagem; depois de um ilustre portista, Rui Moreira, ter abandonado em directo um programa televisivo por se recusar a debater o teor das escutas; eis que Pinto da Costa sai a terreiro e trata de citar as famosas escutas.
É um daqueles momentos que marcam um antes e um depois; que retira argumentos a todos os pintistas que se refugiavam no sacrilégio que era comentar o que praticamente toda a gente ouviu ou leu (na net são mais de nove milhões os clics nas escutas...); e que abre, enfim, novas pistas de debate a propósito do que a Justiça portuguesa entendeu não dever ser tido em linha de conta. E se há coisa que os portugueses não conseguem entender são os expedientes da Justiça, a ideia de que os grandes, das finanças, da política e também do desporto estão sempre acima dos comuns mortais e que nada lhes acontece; os alçapões que os causídicos mais hábeis conseguem explorar; as voltas e reviravoltas que os casos dão, aqueles que não saem do mesmo sítio e ainda os que acabam por prescrever.
Mas regressemos ao tema desta coluna: Pinto da Costa já cita as escutas do Apito Dourado. E eu a pensar que, em semana de resignação do Papa, nada mais me poderia surpreender..."

José Manuel Delgado, in A Bola

Basta!

"Já não há desculpas.
Só é enganado quem quer.
Desde 2001 que ele anda por aí.
Teve tempo de resolver (pelo menos) dois Campeonatos, recebeu todas as insígnias que lhe deviam, não faltou às merecidas homenagens, e deixou cair todas as máscaras.
Começou por se auto-intitular 'benfiquista', certamente para dissimular vontades. Depois, sempre muito bem penteado, foi lançado as sementes de uma carreira frutuosa, que o levou Europa fora, até aos mais cintilantes palcos, para dirigir os mais importantes jogos, recebendo os louvores e prémios correspondentes.
Pelo meio, fez o que fazem aqueles que, nos meandros da arbitragem portuguesa, pretendem chegar longe: protegeu os poderes instalados, com o seu apito sempre afinado segundo a mesma escala, sem variações, sem uma só colcheia ou semi-fusa a destoar.
Não irei repetir-me. Não vou voltar a descrever todo o vasto e negro historial da criatura. Nem esta coluna daria para tanto.
Quero apenas manifestar o meu desejo, ou melhor, a minha exigência, de que isto não fique assim.
Quero acreditar que a força social e institucional do meu Clube seja suficiente para impedir este indivíduo de continuar, época a época, a transformar jogos do Benfica num repetido Carnaval. Não acredito em coincidências. Nem em azares - sobretudo quando se sucedem em série. E não duvido da sabedoria, da preparação, nem da perspicácia de quem tão galardoado é. Sobram pois poucas hipóteses.
Achei graça a uma entrevista concedida nas vésperas do último clássico. Diverti-me com as acrobacias retóricas de quem pretendia estar nesse jogo, certamente para fazer dele o que fez de outros. Mas esperava que o bom senso não permitisse voltar a vê-lo por perto.
Eis que regressou, em todo o seu esplendor, para dar mais um bailinho - agora na Madeira - a todos os que, ingenuamente, ainda crêem na sua isenção.
O homem continua a sua luta. Talvez queira tornar-se imortal. Talvez sonhe ser uma espécie de Calabote ao contrário. E enquanto o deixarem, enquanto o deixarmos, ele não irá parar."

Luís Fialho, in O Benfica

PS: Este último paragrafo era desnecessário... se a tentativa era fazer uma piada, havia muitas outras formas... continuar a usar o nome do Calabote, insinuando um beneficio que nunca aconteceu, não fica bem... muito menos aos Benfiquistas.

Objectivamente (gatunagem)

"Este fim-de-semana os gatunos atacaram forte no Futebol! Não. Não estou a falar da actuação do «benfiquista», Pedro Proença, na Madeira, nem da sua vergonhosa actuação em que beneficiou o Nacional, e por tabela, o nosso mais directo competidor, o FC Porto!
Não. Não estou a falar da expulsão de Matic, nem do penálti de Claudemir sobre Gaitán.
Não. Não me vou sequer a referir às sistemáticas péssimas actuações Pedro Proença sempre que apita o Benfica, demonstrando em campo uma arrogância e uma atitude de má vontade que já começa a enjoar!
Mas não. Não estou a falar de nada disso. E já nem me lembro do golo em fora-de-jogo do Maicon a época passada que deu mais um título emporcalhado ao FC Porto! E nem quero pensar que por causa dessas boas arbitragens o Pedro Proença tenha sido empurrado para a final da Champions e do Europeu! É que a apitar assim por cá, poderia haver dúvidas das suas capacidades lá fora. Mas não. Por cá ele pode fazer o que quer.
Lá fora faz arbitragens do outro Mundo! Por isso ainda fico mais zangado quando Pedro Proença se lança de apito na boca a apitar jogos do Benfica!
Mas não estava a falar de nada disso! Estou a falar dos gatunos que entraram na Federação Portuguesa de Futebol para roubar o computador do presidente, Fernando Gomes, e da sua secretária, Marina, antiga e experiente funcionária que já acompanhou muitos presidentes daquele organismo dirigente do Futebol e que, provavelmente, terá muitos segredos guardados na sua máquina de disco rígido...
Há por agora muito segredo na actuação da gatunagem neste fim-de-semana. Mas estou certo que, mais dia menos dia, tudo se irá esclarecer!"

João Diogo, in O Benfica

Assinatura PP

"1. Empatámos (mal) no sempre difícil campo do Nacional, com uma muito displicente entrada em jogo, depois de algumas boas fases com azares à mistura e, no final, um empate que só não é mais penalizador porque o FCP também empatou... e num jogo bem mais acessível. Desta vez, o árbitro Pedro Proença, sempre tão bom lá fora como infeliz quando arbitra o Benfica,esteve bem no plano técnico mas falhou disciplinarmente  Prejudicando: o Benfica, claro. Deve ser azar. Dele e nosso.

2. É bem possível que o Conselho de Disciplina da Federação já tenha decidido, mas as notícias do fim-de-semana indicam que se prepara uma grande 'golpaça'. O FC Porto, que utilizou indevidamente três jogadores no jogo da Taça da Liga, não iria ser castigado, pois essa 'promoção' de jogadores da equipa B, menos de 72 horas depois, 'não feriu a verdade desportiva' e 'foi de encontro ao espírito da lei'. Enfim, a lei, que é clara e não deixa margem para dúvidas, visando impedir que as equipas que têm formações B tenham vantagem, fazendo uma melhor gestão dos plantéis, seria interpretada conforme dava jeito... ao FC Porto, que neste caso pôde fazer descansar os jogadores da primeira equipa, utilizando os da formação B. Perante um caso tão claro de violação dos regulamentos, já se estranhara a demora na decisão do CD. Depois, começou a perceber-se. Até porque, entretanto, o tal CD já havia remetido para a Liga denúncias anónimas (!), uma das quais visando quatro jogadores do Benfica que teriam jogado dois encontros da equipa A com menos de 72 horas de diferença. Claro que o caso, sem pés nem cabeça, morreu logo, pois a Comissão de Instrução de Inquéritos da Liga nem lhe deu seguimento, tão ridículo era. Mas o objectivo do CD federativo foi claro: ao meter ao barulho mais uns tantos casos desviava as atenções do caso do FC Porto e dava a entender que os regulamentos eram confusos e se prestavam a várias interpretações. Enfim, o Sistema aí está de novo. E é com alguma curiosidade que aguardo a reacção dos dirigentes do V. Setúbal, sempre tão dóceis para com o FCP...

3. Não é por muito repetirem um desejo que ele se torna realidade, Alguns sportinguistas afirmaram que o clube é a maior potência desportiva nacional e agora o seu presidente até fala em 700 títulos ganhos em dois anos. Como se fosse possível fazer equivaler um título de Futsal com, por exemplo, um título de 'plumas' de Taekwon-do (por muito respeito que esta modalidade mereça). Mas, enfim, o 'rigor histórico' dos sportinguistas é há muito conhecido..."

Arons de Carvalho, in O Benfica

Carnaval

"Era de esperar outra coisa? O Pedro Proença no apito, Domingo Gordo, só podia dar mascarada. A coisa chegou a parecer séria até aos últimos instantes. E depois? O tal árbitro, considerado o melhor do Mundo, sendo que Portugal não conta para essa precipitada avaliação, teria que assumir o seu costumeiro protagonismo, a sua sanha, numa laia de sentenças dignas da data que se comemorava.
O Carnaval do Proença é o Carnaval do costume. Em caso de dúvida, castiga o vermelho e beneficia outras enunciações cromáticas, todas as outras. É de agora? Não, é de sempre. O homem não tem, não tem de todo, condições psicológicas par ajuizar qualquer partida em que o Benfica seja interveniente. A expulsão de Matic é dos episódios mais hilariantes de que há memória no Futebol português.
Arrogante, altaneiro, desdenhoso, podia contentar-se com aquela dose de brilhantina na cabeça, seu sinal distintivo. Só que o outro sinal é pior. Pior e causa dolos. As razões de queixa do Benfica são mais que muitas. O Proença padece de antibenfiquismo primário. Primário e recorrente. Isso não é uma maleita? Grave, muito grave, considerando o seu poder discricionário num jogo.
Enquanto o Proença apitar, o Benfica terá fatalmente menos golos, terá sempre mais expulsões, terá sempre motivos para presumir má-fé. As proençadas do Proença são as proençadas da inverdade. Quando se pugna pela verdade desportiva não há que acabar de vez com proençadas? Confesso mesmo que se o Proença é o melhor árbitro do Mundo, eu tenho que ser o adepto mais cego do planeta."

João Malheiro, in O Benfica

Carnavalesco

"O Carnaval é coisa toleirona. O Carnaval sem o respectivo corso seria assim como uma espécie de coisa toleirona e contra-natura. E, mesmo sendo o discurso carnavalesco uma espécie de apologia do mundo às avessas, há avessas que nunca o podem ser totalmente, não vá dar-se o caso de o mundo sair do próprio eixo.
Deste modo, o corso carnavalesco, no futebol português, começa muito antes do Entrudo e prolonga-se no tempo. É caso para dizer que, no futebol português, o Entrudo é sempre que o presidente da Liga ou da FPF ou do Conselho de Arbitragem querem (ou que alguém quer por eles). Neste fim-de-semana, o Carnaval chegou com o demissionário presidente do Sporting travestido de futuro presidente do Sporting a dizer que chegou a pensar no actual treinador do Benfica para o ajudar como cangalheiro da coisa. Foi enternecedor e certamente que o actual treinador, acabado de enterrar a faca no anterior treinador, saboreou a sensação da lâmina a entrar nas suas próprias costas. Antes, chegara a notícia de que uns meliantes assaltaram a assaltada sede da FPF. Levaram umas coisas informáticas do Presidente e da sua Secretária. Deixaram para trás evidências e, entre as mochilas e martelos, certamente que andará por lá um diligentemente esquecido cartão de associado de um clube. Enquanto a polícia investiga, a tribo da bola espera o veredicto que a FPF ditará num dos dias seguintes ao do Entrudo. Há quem garanta que o verdadeiro Carnaval conhecerá o seu esplendor nesse mesmo dia. Pelo caminho, foi interessante ver como a charanga afinou em pleno corso uma musiquita em tom de ‘requiem’ pela alma do nosso Benfica que deixara dois pontos na Madeira. Para azar da banda e dos pantomineiros que bufam nos instrumentos (tocando de ouvido e fiando-se de que não necessitam de ler a pauta), desta vez a coisa correu mal. Tudo por culpa de um penalti marcado em tons de vira minhoto e falhado em ritmo de chá-chá-chá que fez com que fosse em vão todo o esforço carnavalesco do melhor, e mais ‘brilhantinado’, gigantone do mundo.
E assim se vai passando mais um Carnaval, normal e com tudo nos eixos."

Pedro F. Ferreira, in O Benfica

Meio caminho andado... !!!


Bayer Leverkusen 0 - 1 Benfica

Fomos mais uma vez felizes em Leverkusen !!! Mesmo com todas as poupanças - Maxi, Enzo, Salvio, Lima... -, com algum pragmatismo e com muita concentração, com muita disciplina e solidariedade, com inteligência táctica e com um mortífero Tacuara (mais uma vez, está muito perto de passar a ser, o 2.º melhor marcador Glorioso de todos os tempos na Europa, só atrás do King!!!)... e ainda com um Melga salvador nos últimos segundos!!!
Nas últimas épocas, temos tido quase sempre um jogo Europeu, em condições Alpinas - ou Árticas -, em Donetsk correu bem, em São Petersburgo correu menos bem, hoje, com muita neve, voltou a correr muito bem...!!! Ficou claro esta noite, que o discurso de Jesus - desvalorizando tudo, em prol do Campeonato -, é para ser levado a sério. Ainda bem que assim é... Ficou também claro, que temos plantel... Em algumas situações, em bolas perdidas dentro da nossa área, tivemos alguma fortuna, mas também tivemos nos pés o 0-2, várias vezes !!! Mesmo assim, o Artur nem teve assim tanto trabalho...

O Artur mostrou alguma ansiedade, a neve não ajudou, mas com o decorrer do jogo, foi ganhando confiança...
A minha única discordância na rotação do Jesus, foi o Jardel. Que já demonstrou ser de confiança. Assim parece que vamos atacar esta série de 4 jogos 'perigosos' com a dupla Luisão, Garay. Que hoje esteve quase sempre bem, mas devido à qualidade dos avançados adversários, teve algumas dificuldades, sendo ultrapassados em situações onde normalmente isso não acontece. Por exemplo, no ultimo lance - o Melga Save !!! -, é um erro do Garay (e inicialmente do Melga também!!!).
Os laterais cumpriram defensivamente, a ordem era para não subir... e assim até foi bom o Maxi ficar no banco!!! Sem os desequilíbrios nas faixas, o trabalho dos centrais e do Matic ficou facilitado. Em alguns momentos do jogo, o Benfica retraiu-se em demasia, nessas alturas os laterais fechavam ao meio, e os extremos jogavam quase como laterais, passou muito por esta movimentação, o sucesso da equipa... Se o Melga acabou quase por não subir - com o politica de rotação o Melgarejo só jogou hoje, porque o Luisinho nos últimos jogos não deu cinfiança... -, o Almeida ainda teve tempo de fazer a assistência para o Cardozo!!!
Mais um grande jogo do Matic. Com o André Gomes ao lado foi mais afoito, com o Enzo foi mais fixo. O André Gomes continua a ter perdas de bola proibidas - com uma regularidade assustadora!!! -, não sei se é excesso de confiança, mas tem que rapidamente rectificar... O Enzo posicionalmente perde-se, mas consegue compensar, com uma enorme garra...
Os extremos merecem um grande elogio essencialmente pelo trabalho defensivo, o trabalho do Ola John denota uma evolução enorme... Passaram muitos minutos na nossa linha defensiva... Enquanto o Urreta teve pouca bola, o Ola na primeira parte, agarrou-se demasiado à bola, e na segunda, com um bocadinho mais de instinto matador podia ter marcado por duas vezes!!! A entrada do Salvio acabou por ser importante, para dar qualidade de posse...
O Nico na minha opinião fez o jogo mais consistente a '10', sem grandes oportunidades de golo, mas seguro nas transições ofensivas... As coisas só não correram melhor, porque com o terreno pesado, a bola 'prendia' e muitos passes saíram pouco tensos - ao Nico a ao resto da equipa... -, obrigando o jogador que recebia a bola, a parar...
O Cardozo marcou... é para isso que lhe pagamos o ordenado. Depois de uma chata lesão. Depois de uma série de jogos sem marcar. Depois da Proençada lhe ter 'saltado a tampa' foi muito importante o Óscar ter marcado um golo tão importante como este... O Lima entrou para sujar a camisola...

Já vi muitos jogos arbitrados por este senhor na Liga Espanhola, e admito que normalmente gosto, hoje teve quase sempre bem, e com critério: disputas duras, com bola: sem falta; faltas duras, com o objectivo de jogar a bola: sem cartões; faltas cínicas, mesmo que 'leves': com amarelos!!! Não concordei com aquele livre perto do fim, por jogo perigoso do Enzo, e fiquei com muitas dúvidas na 1.º parte, em diversas ocasiões, nos foras-de-jogo não assinalados ao ataque do Bayer, mas a realização nunca mostrou as repetições!!!

Estamos no intervalo da eliminatória, nada está ganho, mas está melhor do que estava no início do jogo. O jogo na Luz não será fácil. Tudo vai depender da maneira como os nossos jogadores vão encarar o jogo: com a concentração competitiva que demonstrámos hoje, a vitória será nossa... Isto apesar da qualidade indesmentível desta equipa Alemã, que luta pelo 2.º lugar na Bundesliga com o Dormund, e que esta época já venceu o Bayern !!! Digo isto porque nos próximos dias, tenho a certeza que os iluminados do costume vão descobrir milhares de debilidades neste Bayer!!!

Não vai ser fácil, manter o ritmo no meio de tantos jogos, nas próximas semanas... mas nunca poderemos esquecer que o objectivo: é o Campeonato. Com a lesão do André Gomes, deverá ser o André Almeida o substituto do Matic no Domingo. Temos que entrar a 'matar', tal como fizemos em Coimbra para a Taça, não podemos ficar à espera dos golos... Com o apoio incondicional de todos, à equipa - e ao treinador -, as nossas hipóteses de triunfar aumentam, continuar a alimentar novelas - e invejas - com o Jesus e com a Direcção sempre que temos um resultado menos bom - como o da Choupana -, não é inteligente, nem ajuda o Clube a ultrapassar os obstáculos ciclópicos - Proenças e amigalhaços... - que temos pela frente!!!

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

B(is) !!!


Benfica 2 - 1 Aves

O Carnaval teve forte concorrência

"Assim que houver um jogador do FC Porto expulso ou 'penalty' contra o FC Porto experimentarão os benfiquistas os deleites que, até agora, só têm sido 'desfrutados' pelo nosso adversário.

TERÇA-FEIRA de Carnaval teve forte concorrência esse ano. Ah, pobre terça-feira de Carnaval, tão desmaiada de viste logo pela manhã face às palavras de Pinto da Costa versando árbitros. Versando mas em prosa, note-se bem, nada de versos a rimar nem de aparatos declamatórios.
Se só aparecer lhe bastava, depois de um longo período de ausência - praticamente desde que qualificara de «estúpidos» e de «idiotas» todos aqueles que falam mal dos árbitros -, Pinto da Costa não só veio ele próprio, dando a mão à palmatória, falar mal de árbitros como também, e melhor ainda, se dispôs a comentar publicamente uma escuta telefónica do processo do Apito Dourado.
É a primeira vez na História que tal coisa acontece. Daí termos começado por dizer que este ano o Carnaval teve forte concorrência. Aliás, nem houve Carnaval. Circunstâncias de monta o impediram, concordarão.
Mal Pinto da Costa disse que o João 'pode ser' Ferreira satisfez», imobilizaram-se todos os corsos nas principais artérias das nossas vilas e cidades mais dedicadas ao entrudo. Não valia a pena gastar gasolina.
Para quê deitar dinheiro à rua a troco de divertimento quando o maior dos divertimentos pode acontecer grátis numa terça-feira de Carnaval?
Em 2013, Carnaval, digo-te de caras, foste muito fraquinho. Esmagou-te a concorrência. Tiveste-a forte, é certo. Em 2014 veremos como te vais portar.

CURIOSA, sem dúvida, a primeira referência do presidente do FC Porto às escutas do Apito Dourado. Evidentemente não se referiu a nenhuma das 1329 gravações em que era o protagonista. Ou o engenheiro-mor ou o chefe da caixa, como preferirem.
Na sua alocução, a tal que deu cabo do Carnaval, referiu-se o presidente do FC Porto a uma escuta ao major Valentim Loureiro em que o ex-presidente da Liga de Clubes apresentava a Luís Filipe Vieira uma lista de nomes de árbitros, a ver qual lhe agradava mais.
Inadvertidamente, Pinto da Costa prestou um serviço inestimável ao presidente do Benfica. Basicamente ilibou-o do grosso das suspeitas que não podem deixar de cair sobre todos os que foram escutados pela polícia no decorrer do processo do Apito não pode ser Dourado.
Disse o presidente do FC Porto em abono do presidente do Benfica que «de muitos nomes» propostos pelo major só o de João Ferreira mereceu um «pode ser» de Vieira. Também já ouvi a escuta e confirmo. É verdade. No entanto, ao ouvi-la - não é a mesma coisa do que ler a transcrição da conversa - fiquei com a ideia de que o «pode ser» a João Ferreira se prendeu mais com motivos militares do que com interesses desportivos. Ferreira é major do nosso Exército. O outro major, por definição, também era major e o presidente do Benfica não terá querido melindrar aquele ramo das Forças Armadas.
Voltemos à vida civil.
Pinto da Costa põe Luís Filipe Vieira salvo das más-línguas quando revela, chocado, que o presidente do Benfica «de muitos nomes» que lhe foram apresentados, enfim... não terá gostado de nenhum a não ser daquele, do tal major. Ainda bem, dizemos nós, os benfiquistas com relativo alívio.
Mal por mal, ainda bem que o presidente do nosso clube não reagiu a uma lista «de muitos nomes» de árbitros como se de gente da sua confiança se tratassem. Como se fossem, um a um, tão íntimos que até o presidente do Benfica, nas horas vagas, pudesse dispensar aconselhamentos matrimoniais aos pais dos próprios árbitros.
Para compreenderem que, ao contrário do presidente do Benfica, o presidente do FC Porto tinha um cacharolete de árbitros em grande estima e conta pessoal, remete-vos para o YouTube.
Para compreenderem o que levou, Pinto da Costa a esperar um mês até reagir à nomeação do major João Ferreira para arbitrar o Benfica-FC Porto, remeto-vos para o segmento seguinte desta crónica em que, a propósito dos regulamentos da Taça da Liga, será analisado com parcimónia o estranho caso do elixir da juventude que, de certa maneira, explica tudo.

AO contrário do que sucedeu com o Sporting do Braga B, o FC Porto não vai ser penalizado por ter utilizado três jogadores em dois jogos sem se ter cumprido o prazo de 72 horas que os regulamentos estipulam. Até aqui tudo normal, nada de carnavalesco. Ninguém acreditou que o Conselho de Disciplina da FPF pudesse alguma vez cometer a leviandade de penalizar o FC Porto com a eliminação de uma prova do calendário oficial.
«Todavia hay clases, no?», como dizem os espanhóis.
De acordo com a imprensa que se tem vindo a ocupar do assunto, foi graças a um «buraco na lei», um vazio, uma omissão do legislador, que o FC Porto viu rapidamente arquivada a queixa contra os seus interesses na Taça da Liga. Acontece frequentemente noutros casos bem mais importantes e que nada têm a ver com futebol. Refiro-me, obviamente, ao buraco na Lei.
No entanto, a melhor defesa da razão do FC Porto não foi nenhuma conveniente tecnalidade jurídica. A defesa que fez tábua rasa dos regulamentos das competições foi apresentada nas páginas do Jornal de Notícias por Armando Leitão, professor da Faculdade de Engenharia do Porto.
Diz-nos o professor Leitão que «o tempo mede-se, não se conta» e que «a partir do momento em que a precisão é a hora, 71 horas e 45 minutos são 72 horas». Como se não bastasse ainda adiantou: «72 horas é o intervalo entre 71 horas e 30 minutos fechado até 72 horas e 30 minutos aberto.»
Para os que perderam no raciocínio do professor Leitão e tendo sempre em mente os exemplos recentes, esclarece-se que nisto das horas e dos minutos «fechado» é para o Sporting de Braga B e «aberto» é para o FC Porto, naturalmente, e volta a ser «fechado» para o Vitória de Setúbal.
Para os que, independentemente das suas afeições clubistas, são renitentes à intuição automática destes conceitos modernos de tempo contado e medido, de espaço de tempo, esclarece-se que isto, no fundo, bem analisado, são muito boas notícias para toda a gente.
Imagine o leitor que faz anos no fim deste Inverno. Alegre-se! Na realidade, segundo a ciência, só faz anos a meio do próximo Verão.
Incrível, não é? Teve o FC Porto que correr um ligeiríssimo risco de vir a ser eliminado de uma prova oficial para, finalmente, se descobrir o elixir da juventude.
Estão também esclarecidos porque demorou Pinto da Costa um mês a reagir à nomeação da major-árbitro João Ferreira para o Benfica-FC Porto. É que, na verdade, não demorou nem um minuto. Foi na horinha, amigos. Se não acreditam, perguntem aos cientistas. Ou ao legislador.

NO domingo de Carnaval, o Benfica empatou fora com o Nacional. Logo a seguir, o FC Porto empatou com o Olhanense em casa, resultado que surpreendeu o país. Bastava ao FC Porto ganhar para se ver sozinho no topo da tabela deixando o Benfica a 2 pontos na condição subalterna de perseguidor.
Assim não aconteceu.
As já citadas e recitadas declarações de Pinto da Costa sobre árbitros, em concorrência fatal para o dia de Entrudo, foram notícia dois dias depois da jornada de domingo que deixou uma vez mais FC Porto e Benfica emparelhados no primeiro lugar.
Se o FC Porto tivesse ganho ao Olhanense estas declarações de Pinto da Costa não teriam qualquer utilidade ou sentido. Melhor lhe serviria ficar calado.
E se fosse ao contrário? Se o FC Porto tivesse ganho ao Olhanense depois do empate do Benfica na ilha da Madeira, será que Luís Filipe Vieira viria a público acusar Pedro Proença de ter cometido na Choupana «um atentado ao futebol e à verdade desportiva»? Espero bem que não. Falar de árbitros é só para gente estúpida e idiota.

O Benfica empatou com o nacional porque ofereceu dois golos ao adversário e jogou menos à bola do que tem sido costume. Os árbitros são o que são, às vezes enganam-se. Todos têm as suas características. Já ouvi benfiquistas muito indignados porque, nos minutos que antecederam o pontapé de saída do FC Porto-Olhanense, a cada expulsão de um jogador do Benfica o estádio do Dragão vinha abaixo com aplausos.
E se fosse ao contrário, não aconteceria coisa parecida na Luz? Assim que neste campeonato houver um jogador do FC Porto expulso (em 18 jornadas ainda não aconteceu) ou uma grande penalidade marcada contra o FC Porto (também ainda não aconteceu em 18 jornadas) exprimentarão os benfiquistas os deleites que, até agora, só têm sido desfrutados pelo nosso adversário.
Quanto a Pedro Proença... nada a dizer. Palavras, para quê?
Pedro Proença é como o azeite, acaba sempre por vir ao de cima.

PS - Foi assaltada a sede da FPF. Só levaram o computador do presidente. Fiquem tranquilos os ladrões. Como não foram autorizadas por um juiz as gravações das câmaras de video-vigilância da sede da FPF não vos vai acontecer nada."

Leonor Pinhão, in A Bola

Neo-realismo

"Este texto não pretende falar de Gaibéus, nem de Ladrões de Bicicletas. Muito menos ficar para a história como um tratado de pessimismo, ou de optimismo. Quer ser, antes de tudo, um retracto fiel da correlação de forças que o Futebol português actualmente traduz.
Desde Setembro que Benfica e FC Porto não perdem um único ponto no Campeonato Nacional (salvo, naturalmente, o empate entre ambos). Olhamos para a tabela classificativa, e vemos o nosso Clube a realizar uma das melhores campanhas das últimas décadas. Mas, não estamos no 1.º lugar. Este estranho paradoxo deve ser entendido à luz de duas diferentes dimensões.
A primeira é a superioridade absoluta que os dois 'grandes' demonstram, e a fragilidade que todos os outros raramente conseguem disfarçar. Os efeitos da crise fizeram sentir-se sobretudo a 'Classe Média' da nossa Liga, o que a transforma num passeio semanal para 'Águias' e 'Dragões'.
A segunda remete-nos para o crescimento competitivo que o Futebol 'encarnado' manifesta, face a um FC Porto que há meia dúzia de anos dominava a seu bel-prazer quase todas as competições nacionais em que participava. Na verdade, se Vieira conseguiu a recuperação financeira e estrutural do nosso Clube, Jesus é o rosto da recuperação desportiva que nos levou de um patamar subalterno - em quinze épocas, o Benfica alcançara apenas um título e quatro segundos lugares -, para um plano de total paralelismo face ao nosso grande rival.
É preciso também dizer que este não é um rival qualquer. É o mais forte que o Benfica enfrentou na sua história, ocupando o 7.º lugar no ranking da UEFA, conquistando três Taças europeias numa década, e perdendo uma única vez nos últimos 86 jogos de Campeonato. Vamos lutar até ao fim pelo título. Mas não podemos, nem embandeirar em arco com o que alcançamos, nem exigir um final feliz. Os 50% de hipóteses que temos nesta altura são já um upgrade face a um Benfica menor, com o qual durante alguns anos tivemos de conviver, e do qual jamais nos devemos esquecer."

Luís Fialho, in O Benfica

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Vermelho, vermelhão

"O sócio do Benfica Pedro Proença acrescentou mais uma linha a vermelho carregado na sua complicada relação com o clube do coração.
Nos últimos três campeonatos, a equipa de Jesus perdeu 13 pontos em 15 possíveis, com o seu associado como juiz de campo. E no reencontro da Choupana, quase um ano depois do golo de Maicon, nem faltaram os cartões vermelhos para prolongar a sua influência na vida encarnada por mais duas ou três jornadas. Com os escalpes de Cardozo e Matic, sobe a sete o número de jogadores do Benfica abatidos em campo pelo melhor árbitro do Mundo, ou seja, sete vezes mais do que em comparação com o FC Porto no mesmo número de jogos."

Doze-a-dois na tarde do furacão vermelho!!!

"Quinta jornada do Campeonato Nacional, no Campo Grande. Dois treinadores húngaros. Avançados temíveis. O FC Porto estreava um guarda-redes (no espaço de sete dias sofreu 18 golos!). O Benfica e Julinho foram irresistíveis.

Dia 7 de Fevereiro de 1943. Acabam de cumprir-se 70 anos. Campo Grande, em Lisboa, Estádio do Sport Lisboa e Benfica. Quinta jornada do Campeonato Nacional. O árbitro era Vasco Ataíde, de COimbra, e vão ver que um destes dias surgirá por aí, pela boca de algum trapalhão, comparado ao pobre e inocente Inocêncio Calabote.
A verdadeira história de Calabote contá-la-ei um destes dias. Porque, ao contrário do que certa propaganda faz constar, nunca houve um 'Caso Calabote'. Houve, isso sim, um 'Caso Guiomar'. Ficará para outra altura. A efeméride a isso aconselha.
Chegava o Benfica à quinta jornada com quatro vitórias: 3-2 ao União de Lisboa, no Lumiar; 1-0 ao Olhanense, no Campo Padinha, em Olhão; 8-3 ao Vitória de Guimarães, no Campo Grande; 3-2 ao União do Barreiro, no Campo de Santa Bárbara, no Barreiro.
Grandes rematadores tinha esse Benfica. Valadas, extremo-esquerdo, que possuía um pontapé poderoso; Julinho, que marcou 202 golos, em 200 jogos; Rogério Lantres de Carvalho, o inesquecível Rogério 'Pipi', figura ímpar da história do Clube, acabado de chegar vindo de Chelas.
O FC Porto visitava a capital nesse dia 7 de Fevereiro. Pela segunda vez no Campeonato já que, na primeira jornada, fora copiosamente derrotado nas Salésias, pelo Belenenses: 0-4. Depois recebera o Sporting, na Constituição (2-2), fora ao Campo Santana, em Matosinhos, dar 4-0 ao Leixões e, também na Constituição, batera o Olhanense, por 3-2.
Da qualidade dos seus avançados, também o FC Porto não se podia queixar: Correia Dias que marcou a brutalidade de 200 golos em 167 jogos pelos 'azuis-e-brancos'; Araújo e o madeirense Artur de Sousa, conhecido por Pinga, figura maior de toda a história do Futebol português.
Ah! Esse jogo do Campo Grande prometia ser uma bela peleja!

Entremos em campo...
Entremos é um forma de dizer, entram eles, ou entraram que é mais correcto. E entraram assim:
BENFICA - Martins; Gaspar e César Ferreira; Jordão, Albino e Francisco Ferreira 'cap.'; Manuel da Costa, Julinho, Teixeira e Valadas.
FC PORTO - Luís Mota; Alfredo e Guilhar 'cap.'; Anjos, Nunes e Baptista; Póvoas, Gomes da Costa, Correia Dias, Pinga, Araújo.
Rogério 'Pipi' ainda não conquistara o seu lugar ao sol. Mas jogava Teixeira, o 'Marreco', natural dos Açores, um poço de força.
Como treinadores, dois húngaros: Janos Biri, pelo Benfica, um metódico do treino, nascido em Budapeste, que fora guarda-redes do Boavista e que passou pelas mais diversas equipas do Futebol português; Lipo Herczka, pelo FC Porto, um durão que já tinha passado pelo Benfica, entre 1935 e 1939 e fora responsável pelo primeiro Tricampeonato dos 'encarnados - voltaria em 1947 para substituir precisamente Janos Biri.
Pois... mas essa tarde foi de Biri. De Biri e de toda a equipa do Benfica. E de Julinho, claro está!
Nunca se tinha visto nada assim entre os dois clubes. E nunca mais se verá, certamente.
Aos 4 minutos, Valadas fez o primeiro golo. Pobre Luís Mota, o guarda-redes em que ninguém acreditava e viera substituir o extraordinário Mihaly Siska! Era o seu jogo de estreia. Ao intervalo já a diferença era pesada: 4-0. Golos de Valadas (31m), Teixeira (39m) e Manuel da Costa (44m, de 'penalty'). Nada a fazer. Na defesa portista a confusão é total. A rapidez dos avançados do Benfica torna-se estonteante, uma verdadeira tortura para os seu adversário. No primeiro minuto da segunda parte, Alfredo faz autogolo, mas Póvoas, aos 48m, atira para a baliza certa. Ânimo de pouca dura: Julinho (55m), Manuel da Costa (58m, de penálti) e de novo Julinho (60 e 61m) põem o resultado nuns inconcebíveis nove-a-um !!! E faltava meia-hora para jogar.
O público avermelhava de satisfação e de orgulho.
Aos 64m, Nunes é expulso. O furacão Benfica abranda. Araújo reduz para 2-9 (67m). Então o vendaval volta a soprar. Destruída, a equipa do FC Porto, ainda se sujeita a mais três golos: Julinho (75m), Francisco Ferreira (77m) e Teixeira (85m).
Doze! Doze-a-dois!
O Benfica lança-se para o título. Pelo caminho regista mais goleadas: 6-2 à Académica, 5-2 ao Unidos de Lisboa, 7-1 ao União Barreiro... Sofre derrotas pesadas - Vitória de Guimarães, no Campo da Amorosa (1-5) e Belenenses nas Salésias (2-5), mas na segunda volta não permite desforra ao FC Porto e vence nas Constituição por 4-2.
A equipa de Lipo Herczka perde na jornada seguinte, em casa, com o Unidos de Lisboa por humilhantes 2-6. Luís Mota é crucificado: nunca mais voltou a jogar na equipa principal. Termina o campeonato em 7,º (10 equipas) e é eliminado da Taça de Portugal pelo Vitória de Setúbal (0-7). Resultados de pesadelo...
O Benfica faz a dobradinha: vence o Vitória de Setúbal na final da Taça, por 5-1. E os setubalenses festejam o feito de terem sido a primeira equipa da II Divisão a chegar à final.
Quanto ao doze-a-dois é coisa que já não se usa..."

Afonso de Melo, in O Benfica

O ego de Proença

"Ao contrário do que os benfiquistas dizem, Pedro Proença não quer prejudicar o Benfica. Simplesmente não é um bom árbitro. Falta-lhe inteligência para gerir o jogo em ocasiões críticas. Em lugar de acalmar os jogadores, enerva-os.
No famoso dérbi da Luz do ano passado, antes do fora-de-jogo fatal, expulsara Emerson com algum exagero. Ora, num dérbi, um árbitro deve procurar terminar o jogo com 11 jogadores para cada lado, salvo factos excepcionais.
Também em Setúbal, há 3 semanas, expulsou de forma insensata dois jogadores do Vitória.
No jogo da Madeira, voltou a não estar à altura. Sabendo a polémica que rodeara o jogo, e vendo no fim o nervosismo dos jogadores dos Benfica, devia ter tentado com inteligência esfriar os ânimos. Mas fez o contrário: lançou gasolina no fogo. Num lance que qualquer mediano árbitro inglês teria resolvido sem dramas, mostrando o amarelo a Cardozo por picardia com um adversário que atrasava a marcação de um canto, mostrou-lhe o vermelho. E depois as coisas precipitaram-se. Levou com uma garrafa, enervou-se, e expulsou Matic em jeito de ‘’vingança’’.
Por que razão Pedro Proença apita melhor lá fora? Porque em Portugal acha-se a estrela do espectáculo, quer mostrar que manda e que não tem medo dos clubes (em especial do Benfica). E este vedetismo prejudica-o muito.
Lá fora arbitra melhor porque é mais humilde, não pretende tanto ser vedeta, e é mais cauteloso.
Os bons árbitros são os que evitam os problemas. Ora, nos estádios portugueses, Proença já provou ser um autêntico especialista em arranjar problemas. Com ele há sempre ‘’casos’’. Bastaria isso para não poder considerar-se um bom árbitro."

Lixívia 18

Tabela Anti-Lixívia:
Benfica.........46 (-6 ) = 52
Corruptos......46 (+4 ) = 42
Braga...........30 ( +1 ) = 29
Sporting.........19 (+6 ) = 13

Será preciso, muita, muita, muita, mas mesmo muita falta de vergonha no focinho, para voltar a nomear o Desdentado, esta época, para outro jogo do Benfica... Talvez esta seja a melhor prenda, que o Benfica recebeu nesta jornada!!! Em contrapartida, vamos ter que jogar as próximas jornadas sem dois dos nossos melhores jogadores, e se o Cardozo neste momento tem substitutos, a ausência do Matic, nem que seja um só jogo, pode ser problemática...!!!
O branqueamento feito aos roubos dos apitadeiros, manifesta-se de várias maneiras, uma das mais irritantes, é a simples ocultação de factos, na sombra de outras factos, supostamente explicáveis!!! Por exemplo, no jogo da Luz com os Corruptos a época passada, para alguns, o único erro, foi o golo em fora-de-jogo - a culpa até foi do fiscal-de-linha!!! -, a fatal clara sobre o Witsel no início da jogada que acabou no golo do empate Corrupto, não aconteceu; a não-expulsão do Djalma, não aconteceu; a ridícula expulsão do Emerson, não aconteceu; a falta na recuperação de bola que deu o 1.º golo aos Corruptos, não aconteceu; as faltas não assinaladas junto da área dos Corruptos, não aconteceram; etc., etc., etc... No Domingo, o critério técnico e disciplinar foi totalmente inverso, ao que o mesmo Porco Desdentado, utilizou em Setúbal - no tal jogo que violou os regulamentos da Liga!!! -, expulsando nesse jogo dois jogadores do Setúbal, demonstrando um zelo, que desta vez não teve, permitindo praticamente tudo aos adversários do Benfica, deste facto ninguém fala; da invenção de uma regra, que impede o Benfica de marcar um livre a meio-campo rapidamente, ninguém vai falar; até os 2 penalty's vão ser esquecidos!!! Se no 1.º o Desdentado pode estar tapado - o fiscal tinha que marcar... -, no 2.º, sobre o Gaitán, não marcou porque não quis... Se em Setúbal marcou o contacto sobre o Varela, quando este está apoiado, não marcou este contacto sobre o Nico, repito: porque não quis (ouvir os grunhidos de gente acéfala, a defender que não foi falta porque o Gaitán não chegaria à bola, dá vontade de os empalar, num pau com bicos, embebido em álcool!!! A bola até podia estar na outra área, se a bola tivesse dentro do campo, em jogo, seria sempre falta... Se o Nico tivesse saltado para as costas do defesa, ou se o defesa tivesse ganho a posição, não seria falta, mas neste caso o Claudemir viu que não chegava à bola, deslocou-se em direcção ao Gaitán, e empurrou-o premeditadamente...)!!! Repito: ninguém vai falar destas coisa. Vão dizer que o Cardozo foi bem expulso e no Matic as imagens não são conclusivas!!! Esta vai ser a argumentação dos Porcos Corruptos, dos Porcos avençados, dos Porcos Lagartos, e do Desdentado e da sua pandilha...!!!
Sim, o Cardozo foi 'totó' - como já afirmei na crónica ao jogo -, no limite aceita-se a expulsão, mas aquilo que é inaceitável, é o comportamento do Desdentado. Muitos outros apitadores fazem o mesmo, mas isso não o desculpa. Vê-se na repetição que ele nunca tirou os olhos do Cardozo, logo quando o Cardozo derruba o adversário, ele 'salta' que nem a Pipi das meias-altas, sprintando em direcção ao Cardozo, com um contentamento enorme!!! Se ele viu o anti-jogo do Marçal - mostrou-lhe depois o 2.º amarelo -, então qual a razão para não ter intervindo imediatamente, prevenindo a reacção do Cardozo?!!! A resposta é simples: ele queria que o Cardozo perdesse a cabeça...!!! E já agora, o derrube do Cardozo ao Marçal, foi isso mesmo um derrube. Quando um jogador faz uma falta daquelas durante o jogo, ninguém reclama a expulsão do jogador, ninguém afirma que houve uma agressão... admito que com o jogo parado é mais grave, mas naquela 'dança' do anti-jogo, estava-se a lutar pela bola... A reacção ao vermelho, foi condenável, vai carregar o castigo, mas não se compara a outras reacções muito mais graves, que passaram completamente impunes na Justiça desportiva Portuguesa, inclusive pelo actual CD da FPF... Recordo que poucos minutos antes da expulsão, o Cardozo rematou à baliza, um defesa desviou a bola para canto e o Desdentado marcou pontapé de baliza, logo a seguir viu o Nico a ser derrubado na área... e isto foi só em 3 minutos!!! Não desculpando a reacção, explica, como é que é fácil perder a cabeça, com um filho-da-puta daqueles, eu teria feito muito pior (ou melhor, conforme a perspectiva)!!!
A expulsão do Matic prova vários pontos: o espírito vingativo da Besta Desdentada, a falta de carácter da Bosta Desdentada... Não prova incompetência, porque ele sabia perfeitamente o que estava a fazer. Ele tem ouvido as preces do seu líder ideológico  Vitinho Pereira (e não é o Presidente do Conselho de Arbitragem!!!), e só o quis homenagear !!! Os roncos do simulador Candeias e do Criminoso Presidente Alves... só reforçam aquilo que ando a dizer há muito tempo: o desporto Português está cheio de gentinha sem carácter. O Matic não faz falta nenhuma, é o adversário que salta nas costas do Matic, é inclusive o Candeias que com o ombro levanta o braço do Matic, para depois se queixar do queixo !!!
A Sport TV ainda tentou criar um suposto penalty do Luisão, mas teve azar, já que não existiu qualquer falta.
Mesmo com o Benfica a não jogar bem, nos primeiros minutos, porque depois até acabamos por criar uma quantidade absurda de oportunidades, quase todas falhadas, e com o Nacional a jogar com uma dose de cavalo da amarelinha, este jogo, com um árbitro minimamente impacial tinha sido ganho. Nenhum equipa no Mundo, ganha um Campeonato com 30 jogos perfeitos, nenhuma, nem o Barça... Diminuir a importância do Roubo, para atacar o Jesus ou a Direcção é indigno...
Irrita-me profundamente que inclusive Benfiquistas venham evocar o suposto Benfiquismo do Proença: o Pai dele, era um grande Benfiquista, com cativo no antigo Estádio da Luz, até inscreveu-o o filho como sócio, mas o filho não devia ser dele... O homem não tem um pingo de Benfiquismo no sangue, nunca teve!!! O curriculum prova-o:


Este é o tal jogo, onde o Pintinho pede o Proença ao Pinto de Sousa, uma Supertaça em Guimarães, contra o Leiria!!!


 O Cosme bem tentou, mas a coisa correu mal... eu avisei aqui, que as doses de cavalo de amarelinha, que os Corruptos têm tomado, nos últimos jogos, com a obsessão de ultrapassar o Benfica no número de golos marcados, tem os seus efeitos!!! E desta vez, com o Olhanense, a preparado para a luta - algo também raro!!! -, nem com as ajudas do sócio Cosme conseguiram ganhar... falharam muitos golos, é verdade, o Bracali não abriu as pernas - como outros -, eles não estão habituados a grandes exibições dos guarda-redes adversários, nós por outro lado estamos habituados - é quase obrigatório!!! -, portanto percebemos o sabor amargo da não-vitória!!!
Não vi o jogo todo, falaram de uma agressão do Jackson nos primeiros minutos, mas não consegui ver. Agora vi a placagem do Mangala ao Targino, que nem amarelo levou. Já li alguns a defenderem que o Targino não ficava isolado, muito sinceramente é completamente indiferente se o Targino ficava isolado, porque uma falta daquelas é para vermelho directo. Se repararem bem na repetição, a bola já não está lá... No último minuto dos descontos, também assisti com alguma nostalgia mórbida, a mais uma boa defesa do Bracali, num cabeceamento do Lucho, com dois jogadores Corruptos em fora-de-jogo declarado!!! Mas não foi golo...!!!
O penalty é o costume: se fosse o Alex Sandro (ou o Rolando ou outro qualquer...) não era, como foi a favor dos Corruptos já foi !!! Mais um esclarecimento: este é um daqueles penalty's que eu acho não serem acções deliberadas, mas que normalmente em Portugal são marcadas...
adenda: No golo dos Corruptos, não consigo ter a certeza que o Mangala toca no Bracali, eu sei que na Luz, com o Braga, o Benfica viu um golo parecido ser mal anulado, desta vez, como não tenho a certeza 'dou' o beneficio da dúvida!!!

Os Lagartos e os Brácaros perderam... não houve casos de arbitragem. Estou na expectativa para saber, quanto tempo vai ser necessário, ao CD da FPF decidir, em relação ao cobarde ataque nas bancadas da Pedreira, por parte dos Corruptos disfarçados de adeptos do Braga, aos adeptos do Paços... parece que agora é proibido festejar golos da nossa equipa, nos Estádios dos adversários!!! Mais um exemplo claro da regressão cultural....

Anexos:
Benfica
1ª-Braga(c) E(2-2), Soares Dias, Prejudicados, Beneficiados, (3-2), (-2 pontos)
2ª-Setúbal(f) V(0-5), Jorge Sousa, Nada a assinalar
3ª-Nacional(c) V(3-0), Bruno Esteves, Nada a assinalar
4ª-Académica(f) E(2-2), Xistra, Prejudicados, (0-3), (-2 pontos)
5ª-Paços de Ferreira(f) V(1-2), Marco Ferreira, Prejudicados, (1-5), Sem influência no resultado
6ª-Beira-Mar(c) V(2-1), Rui Costa, Prejudicados, Beneficiados, (3-1), Sem influência no resultado
7ª-Gil Vicente(f) V(0-3), Vasco Santos, Nada a assinalar
8ª-Guimarães(c) V(3-0), João Ferreira, Prejudicados, (4-0), Sem influência no resultado
9ª-Rio Ave(f) V(0-1), Bruno Esteves, Nada a assinalar
10ª-Olhanense(c) V(2-0), Rui Silva, Nada a assinalar
11ª-Sporting(f) V(1-3), Marco Ferreira, Nada a assinalar
12ª-Marítimo(c) V(4-1), Hugo Pacheco, Prejudicados, (5-0), Sem influência no resultado
13ª-Estoril(f) V(1-3), Duarte Pacheco, Nada a assinalar
14ª-Corruptos(c) E(2-2), João Ferreira, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar no resultado
15ª-Moreirense(f) V(0-2), Capela, Nada a assinalar
16ª-Braga(f) V(1-2), Bruno Esteves, Nada a assinalar
17ª-Setúbal(c) V(3-0), Vasco Santos, Beneficiados, Sem influência no resultado
18ª-Nacional(f) E(2-2), Proença, Prejudicados, (2-4), (-2 pontos)

Sporting
1ª-Guimarães(f) E(0-0), Capela, Nada a assinalar
2ª-Rio Ave(c) D(0-1), Marco Ferreira, Nada a assinalar
-Marítimo(f) E(1-1), Xistra, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
4ª-Gil Vicente(c) V(2-1), Vasco Santos, Beneficiados, Prejudicados, (2-2), (+2 pontos)
5ª-Estoril(c) E(2-2), Nuno Almeida, Beneficiados, (2-3), (+1 ponto)
6ª-Corruptos(f) D(2-0), Jorge Sousa, Prejudicados, (1-0), Sem influência no resultado
7ª-Académica(c) E(0-0), Bruno Esteves, Nada a assinalar
8ª-Setúbal(f) D(2-1), Paulo Baptista, Nada a assinalar
9ª-Braga(c) V(1-0), Proença, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
10ª-Moreirense(f) E(2-2), Hugo Miguel, Nada a assinalar
11ª-Benfica(c) D(1-3), Marco Ferreira, Nada a assinalar
12ª-Nacional(f) E(1-1), Soares Dias, Nada a assinalar
13ª-Paços de Ferreira(c) D(0-1), Rui Silva, Nada a assinalar
14ª-Olhanense(f) V(0-2), Hugo Pacheco, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
15ª-Beira-Mar(c) V(1-0), Cosme, Nada a assinalar
16ª-Guimarães(c) E(1-1), Xistra, Beneficiados, (1-2), (+1 ponto)
17ª-Rio Ave(f), D(2-1), Capela, Beneficiados, Sem influência no resultado
18ª-Marítimo(c) D(0-1), Duarte Gomes, Nada a assinalar

Corruptos
1ª-Gil Vicente(f) E(0-0), Duarte Gomes, Beneficiado, Prejudicado, (1-1), Sem influência no resultado
2ª-Guimarães(c) V(4-0), Hugo Miguel, Prejudicado, Sem influência no resultado
3ª-Olhanense(f) V(2-3), João Ferreira, Nada a assinalar
-Beira-Mar(c) V(4-0), Manuel Mota, Nada a assinalar
5ª-Rio Ave(f) E(2-2), Bruno Esteves, Nada a assinalar
6ª-Sporting(c) V(2-0), Jorge Sousa, Beneficiados, (1-0), Sem influência no resultado
7ª-Estoril(f) V(1-2), Capela, Nada a assinalar
8ª-Marítimo(c) V(5-0), Cosme, Nada a assinalar
9ª-Académica(c) V(2-1), Hugo Pacheco, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
10ª-Braga(f), V(0-2), Xistra, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
11ª-Moreirense(c) V(1-0), Vasco Santos, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
12ª-Setúbal(f) V(-3), Proença, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
13ª-Nacional(c) V(1-0), Rui Costa, Prejudicados, (2-0), Sem influência no resultado
14ª-Benfica(f) E(2-2), João Ferreira, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
15ª-Paços de Ferreira(c) V(2-0), Jorge Sousa, Nada a assinalar
16ª-Gil Vicente(c) V(5-0), Paulo Baptista, Beneficiados, Sem influência no resultado
17ª-Guimarães(f) V(0-4), Marco Ferreira, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar no resultado
18ª-Olhanense(c) E(1-1), Cosme Machado, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado

Braga
1ª-Benfica(f) E(2-2), Soares Dias, Beneficiado, Prejudicado, (3-2), (+ 1 ponto)
2ª-Beira-Mar(c) V(3-1), Paulo Baptista, Nada a assinalar
3ª-Paços de Ferreira(f) D(2-0), Pedro Proença, Nada assinalar
4ª-Rio Ave(c), V(4-1), Bruno Paixão, Nada a assinalar
5ª-Guimarães(f), V(0-2), Paulo Baptista, Prejudicados, Sem influência no resultado
6ª-Olhanense(c), E(4-4), Jorge Tavares, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
7ª-Marítimo(f), V(0-2), Benquerença, Nada a assinalar
8ª-Gil Vicente(c) V(3-1), Rui Silva, Beneficiados, Impossível contabilizar
9ª-Sporting(f) D(1-0), Proença, Prejudicados, (1-1), (-1 ponto)
10ª-Corrutpos(c) D(0-2), Xistra, Prejudicados, Impossível contabilizar no resultado
11ª-Académica(f) V(1-4), Soares Dias, Nada a assinalar
12ª-Estoril,(c) V(3-0), Nuno Almeida, Beneficiados, (3-1),Sem influência no resultado
13ª-Moreirense(c) V(1-0), Jorge Sousa, Nada a assinalar
14ª-Nacional(f) D(3-2), Hugo Miguel, Nada a assinalar
15ª-Setúbal(c) V(4-1), Duarte Gomes, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
16ª-Benfica(c) D(1-2), Bruno Esteves, Nada a assinalar
17ª-Beira-Mar(f) E(3-3), Hugo Pacheco, Beneficiados, Prejudicados, (4-2), (+1 ponto)
18ª-Paços de Ferreira(c) D(2-3), Paulo Baptista, Nada a assinalar

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terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

72 horas: parte 2

"Mais uma semana de domínio da “lei das 72 horas”. Para além da instauração pelo Conselho de Disciplina (CD) de processos disciplinares por utilização em menos de 72 horas de jogadores da mesma equipa na mesma competição (!) e, até, na Taça de Portugal – arquivados pela Comissão de Instrução e Inquéritos (CII) da Liga –, realizou-se a “audiência disciplinar” de julgamento do processo envolvendo FC Porto e os três jogadores utilizados na Taça da Liga.
Em causa o art. 13º do Regulamento das Equipas B: “Qualquer jogador apenas poderá ser utilizado pela equipa principal ou equipa B, decorridas que sejam 72 horas após o final do jogo em que tenha representado qualquer uma das equipas, contadas entre o final do primeiro jogo e o início do segundo” (n.º 1); “considera-se representação a utilização efectiva de um jogador em jogo de qualquer uma das equipas, quer enquanto titular, quer enquanto suplente” (n.º 3).
Segundo reza a imprensa, a defesa do FC Porto, no escopo de ultrapassar o ditame gramatical da lei, fez o seu papel: sustentou que só há condenação quando o jogo de utilização ilícita se realiza pela equipa B – e não pela equipa principal, como foi o caso. Segundo se presume, a CII terá feito o seu papel: sustentar a acusação e explicitar que o espírito da lei se enquadra na sua letra. Um dia antes, de facto, a CII (a propósito dos aludidos arquivamentos) elucidara a “razão de ser” do regulamento, ancorada na credibilização das equipas B. Cito: “O art. 13º pretende evitar uma rotação, ao sabor da conveniência do momento desportivo, entre jogadores da equipa principal e da equipa B, protegendo-se a verdade desportiva e também o fair play com os demais contendores. De forma simplificada, pode afirmar-se que esta proibição existe para evitar que as equipas B funcionem como “fachada” para uma atuação duplicada da equipa principal ou como uma sua reserva de plantel. A proibição de que os jogadores transitem entre equipa principal e equipa B (ou entre equipa B e equipa principal), num prazo inferior a 72 horas, é imperativa e não pode ser derrogada pela vontade dos jogadores ou dos clubes”.
A dúvida estará na “vontade do legislador”. Quando assim é, ordena o art. 9º do Código Civil: “Não pode ser considerado pelo intérprete o pensamento legislativo que não tenha na letra da lei um mínimo de correspondência verbal, ainda que imperfeitamente expresso”; “Na fixação do sentido e alcance da lei, o intérprete presumirá que o legislador soube exprimir o seu pensamento em termos adequados”. Com ou sem “revoluções” jurídicas, o CD decidirá em 10 dias. Os “quadros” da FPF darão os pormenores através da agência Lusa. O Conselho de Justiça encerrará a contenda."

Os dilemas do futebol

"1. Situemo-nos para além da circunstância nacional. Os últimos dias ofereceram largos motivos de ponderação para a "governança" (adoro este termo) do futebol. Sem pretendermos ser exaustivos, mas para que o leitor não perca a memória dos factos e para que os dirigentes atentem nos sinais dos tempos, elenquemos alguns dos mais significativos registos destes dias.
2. A UEFA publicou o seu quinto relatório sobre o licenciamento dos clubes de futebol, abrangendo 670 clubes de 53 federações nacionais, já em ambiente defair play financeiro, com dados bem preocupantes sobre os problemas financeiros dos clubes.
3. Investigadores da Europol identificaram mais de 380 jogos de futebol manipulados na Europa, incluindo dois encontros da Liga dos Campeões e partidas de qualificação para o Europeu e o Mundial, bem como "jogos de topo nas Ligas europeias", tendo sido identificadas 425 pessoas, em 15 países (jogadores, dirigentes, árbitros, membros das organizações futebolísticas, etc.).
4. Blatter afirmou: "Estamos a falar de jogos, e nos jogos há sempre batota. Nunca deixará de existir." No passado dia 7, a Comissão Europeia publicitou o estudo sobre os aspectos económicos e jurídicos das transferências de jogadores. Estamos perante um estudo de fundo a necessitar de leitura atenta e imprescindível para os decisores. Ele termina com a apresentação de 21 propostas de medidas bem concretas, dirigidas às ligas, federações nacionais, UEFA e FIFA, por exemplo. Ele detecta insuficiências jurídicas e formas de controlo José Manuel Meirim
5. Em França, é noticiado o denominado Qatargate, relativo à escolha do país para a realização do Campeonato do Mundo de 2022. A FIFA endereça a denúncia, para investigações, para o seu Comité de Ética.
6. O presidente do Comité de Ética, Mark Pieth, por sua vez, em entrevista a um jornal alemão, segundo o noticiado, adiantou que simpatia por ditadores, uma boa dose de sexismo e nenhum desejo de se reformar a sério fazem parte do ADN da cúpula dirigente do futebol mundial. Ups!
7. É neste contexto que, no passado dia 7, a Comissão Europeia publicitou o estudo sobre os aspectos económicos e jurídicos das transferências de jogadores. Estamos perante um estudo de fundo a necessitar de leitura atenta e imprescindível para os decisores. Ele termina com a apresentação de 21 propostas de medidas bem concretas, dirigidas às ligas, federações nacionais, UEFA e FIFA, por exemplo. Ele detecta insuficiências jurídicas e formas de controlo.
8. Mas, bem para além das qualidades do estudo, o que deve fazer pensar os dirigentes do futebol é que a União Europeia, mediante a realização destes estudos, não deixa de estar a marcar a sua agenda política no desporto. Ela não se limita, como pode parecer à primeira vista, a potenciar a análise dos problemas. Ela vai como que dirigindo orientações e guidelines ao movimento desportivo, de forma indirecta, é certo, mas que, mais tarde, acabarão por se projectar no juízo que alcançar sobre a dita governança desportiva, sem que seja ainda de desprezar a irradiação desta leitura científica naquilo que podem vir a ser, no futuro, as decisões dos tribunais da União Europeia.
9. É tempo de estudar e de agir. Vem a minha erudição: o tempo não se ocupa em realizar as nossas esperanças: faz o seu trabalho e voa (Eurípedes). E esta?"

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Música repetida

"A campanha está a ser brutal. Rara é a intervenção televisiva de algum comentador (?), sobretudo afecto ao FC Porto que não se refira a Maxi pereira como um futebolista indisciplinado. Pouco falta para que o apelidem de trapaceiro, açougueiro, carniceiro. Objectivo? Condicionar o influente lateral benfiquista, condicionar os árbitros nas medidas técnicas ou disciplinares sempre que o internacional uruguaio intervém.
O processo é antigo, tem anos, muitos anos, a cartilha não mudou. Só poderiam ser os mesmos que parecem sofrer de amnésia na sua cegueira azul e na sua sanha contra o vermelho. Lembram-se de Paulinho Santos, que um dia, na Luz, até saiu de maca, de polegar levantado, sorrindo para o banco portista? Lembram-se de Bruno Alves e das suas intervenções macias e democráticas na competição?
Lembram-se de uma equipa completa do FCP a correr atrás do árbitro José Pratas, numa cena digna de um filme humorístico, sem que houvesse qualquer decisão de carácter disciplinar? Lembram-se do búlgaro Kostadinov ter abalroado um árbitro assistente e, ao invés do caso recente de Luisão, ficar completamente impune?
No Futebol, a memória vale, vale muito. A memória dos jogos, dos golos, dos triunfos, das taças. Mas também a memória de tantas acções anti-desportivas quase sempre interpretadas por gente ligada ao mesmo emblema. Até já há quem não tenha memória das Escutas do Apito Dourado e da colossal tentativa de inquinar (e conseguir) a verdade no futebol indígena. Para já não falar dos (muitos) anos anteriores. Anos impúdicos, anos de vencedor amiudado."

João Malheiro, in O Benfica

Benfica não pode continuar passivo!

"Eu já tinha escrito um artigo, há uns dias, em que dizia que isto ia acontecer. E que o Benfica ia continuar calado.
A arbitragem do "melhor árbitro do mundo", que, além de travar o jogo, arbitrariamente, como lembrou Jesus, inventou uma expulsão cirúrgica, por uma falta totalmente inexistente, provou que o campeonato está, desde o princípio, condicionado pela possibilidade de nomeações de árbitros que não dão garantias de imparcialidade.
Isto aconteceu pouco depois de Proença, ter expulso Cardozo por uma reacção acalorada contra o anti-jogo do jogador do Nacional (que se pode admitir, no limite, se não fosse Proença nunca hesitar quando é contra nós), numa altura em que o Benfica estava completamente instalado na área do Nacional.
Horas depois, no Dragão, o conhecido Cosme Machado inventava um penalti a favor do FCP que só não lhe deu a vitória porque Jackson Martinez falhou a pontaria!
Como eu dizia no artigo, antecipando o que se vai passar daqui para a frente, "É assim que se perdem campeonatos"! Há dois anos, foi no começo da temporada, no ano passado foi no fim, este ano é a meio!
O que mais é preciso para que Vieira acorde e perceba que o Benfica não pode continuar passivo, sem uma estrutura profissional para o futebol e para a comunicação e, sobretudo, sem uma atitude firme contra TODOS os que conspiram contra os seus interesses, no respeito da legalidade e do fair-play?"

Objectivamente (Lagartices)

"A profunda convulsão do nosso vizinho Sporting tem tido momentos que pedem a compaixão e outros que provocam a ira de qualquer ser mortal por muito compreensivo que seja!
Vem isto a propósito das declarações incendiárias do presidente, Godinho, sobre o interesse do Benfica em Insúa por troca com Kardec e Nolito, tentando tirar partido da estúpida rivalidade doentia de alguns sportinguistas que sempre vêem com bons olhos uma guerrinha contra o SLB!
Vá lá que G. Lopes não se lembrou de dizer que o Benfica queira mesmo era dar Cardozo, Lima e Garay pelo genial Insúa e ainda nos disponibilizávamos a pagar todo o passivo do clube... a PRONTO!
De facto, têm vindo de Alvalade coisas que chocam! A rábula do Benfica-Sporting e da zona de protecção dos adeptos que acabou no trágico incêndio (que as 'incendiárias' declarações de Paulo Pereira Cristóvão e o do próprio Godinho provocaram) e as mentiras sobre o adiamento do jogo em Alvalade devido a imprevistos de última hora que chocavam com os calendários já estabelecidos para ambos os clubes e que, de todo, era impossível alterar, foram algumas das rábulas que este dirigente protagonizou e que confirmam a 'grande credibilidade' que ele goza no seu próprio clube!
Não tenho nada que ver com o que se passa na casa dos nossos rivais. Agora não admito - como Sócio - que Godinho Lopes aproveite a velha rivalidade entre os dois emblemas para tentar ganhar votos (ele já está em campanha), inventando histórias da carochinha para embalar os desiludidos do seu clube. Ele acha que 'comprando uma guerra de boa qualidade' com o Benfica pode arrastar alguns dos mais fundamentalistas!
O que era bom mesmo era que descobrisse qual a melhor forma de pagar o que deve ao Benfica na decisão da Liga sobre os estragos nas bancadas da Luz. Isso é que ele fazia bem, em vez de andar a arranjar desculpas de mau pagador, com recursos e mais recursos, aproveitando a lentidão da Justiça!"

João Diogo, in O Benfica

72 horas ( + ou - )

"Armando Leitão, professor na Faculdade de Engenharia do Porto e docente de Estatística e Gestão de Manutenção, disse esta semana ao Jornal de Notícias que o intervalo de 72 horas que não foi cumprido por três jogadores do FC Porto entre dois jogos - e que pode resultar na exclusão da Taça da Liga - não foi, afinal, de 72 horas.
«O tempo mede-se, não se conta. Quem fez a lei definiu uma precisão à hora e não ao minuto, pelo que 71 horas e 45 minutos são 72 horas. Setenta e duas horas é o intervalo entre 71 horas e 30 minutos fechado e 72 horas e 30 minutos aberto. Só haveria risco de eliminação se estivesse escrito 72 horas e zero minutos», disse o professor.
Parece-me evidente que Armando Leitão dominará melhor a temática, pelo que não vou questionar isto dos intervalos abertos e fechados. Até porque, sendo eu muito pontual, posso sempre usar esta informação na próxima vez que tiver de ficar à espera de alguém, lembrando que 35 minutos não são 35 minutos, é uma hora. Para mais, é sempre bom quando alguém doutras áreas entra em cena no futebol, renovando conceitos cristalizados. O próprio tempo de jogo pode ser discutido numa base similar. Um golo ao minuto 45 pode, no futuro, ser fora de tempo se se argumentar matematicamente que, nas leis, 45 minutos podem ser uma hora e logo o golo foi marcado quando o jogo, na verdade, já acabara; e ninguém percebera, porque as pessoas, coitadas, julgam que o tempo é dos relógios. E o intervalo dos jogos, serão 15 minutos? Será intervalo aberto ou fechado? E isto se o tempo existir. Einstein, por exemplo, escreveu que «é uma ilusão, uma mera distinção entre passado, presente e futuro» e que «a única razão para o tempo é impedir que tudo aconteça ao mesmo tempo».
Nem tenho estudos para isto. Fico-me pelo Jorge Palma: «O tempo não sabe nada, o tempo não tem razão. O tempo nunca existiu, o tempo é nossa invenção. Se abandonarmos as horas não nos sentimos sós. Meu amor, o tempo somos nós»."

Miguel Cardoso Pereira, in A Bola