Últimas indefectivações

sábado, 29 de novembro de 2014

Vitória em Angra...

Lusitânia 53 - 86 Benfica
10-18, 13-28, 23-10, 7-30

Quase sempre muito bem, a atacar, e a defender... Num pavilhão onde costumamos ter dificuldades. Excelente atitude...
Até começamos a perder por 6-0, mas depois foi sempre a somar, e com uma defesa agressiva, fomos cavando uma vantagem superior a 20 pontos...
No 3.º período, relaxámos, diminuímos a agressividade, e como é normal no Basket, os árbitros não gostam de diferenças pontuais grandes... o Lusitânia aproveitou e reduziu para 10 pontos de diferença!!! A palestra do Lisboa parece que foi inspiradora, porque no início do 4.º período, voltámos ao ritmo 'europeu', tanto no ataque como na defesa... 'matando' qualquer esperança que os Lagartos da Terceira podiam ter tido!!!
Individualmente o Jobey distribuiu 'desgraça'; o Slay fez um dos seus melhores jogos; e o Soares tem um fetiche pelos contra-ataques terminados em afundanço!!!

O jogo começou com mais uma má notícia: lesão do Doliboa, que não jogou...; achei estranho o não-regresso do Gentry ao jogo, suspeito que também tenha-se ressentido de alguma coisa; e já na parte final, vi o Carlos Andrade a sair a coxear...!!! Espero que nenhuma destas lesões seja preocupante, porque neste momento já temos a nossa dose de lesionados de longa duração!!! Depois do Carreira, foi a vez do Ferreirinho durante a semana lesionar-se gravemente... Ainda temos (pelo menos) 3 jogos Europeus, é preciso proteger o Jobey, que é claramente o abono desta equipa... E nestes jogos com diferenças grandes, o Gameiro e o Castela têm que ter mais minutos.

Com a derrota do Barcelos, com a Ovarense, voltamos ao 1.ª lugar, o nosso lugar... apesar de ainda ser em igualdade com os Galos!!!

Resolver cedo...

Benfica 9 - 1 Sanjoanense

Jogo de sentido único, com uma entrada a 'matar' do Benfica, aos 5 minutos já estava 3-0... ao intervalo 5-0, e chegámos mesmo aos 9-0... só depois o adversário marcou o tento de honra.
Num momento da época com um calendário carregado, com várias viagens, acabou por ser bom ter um jogo tranquilo.

Liderança...

Benfica 6 - 2 Leões de Porto Salvo

No meio de algumas contrariedades, continuamos líderes. Com a lesão do Hemni (provavelmente para o resto da época!!!), com a lesão do Chaguinha (provavelmente 2 semanas), com o castigo do Mancuso, e com as lesões prolongadas do Pablito e do Vítor Hugo, as opções para hoje eram poucas... Tão poucas, que até deu para o Tiago Fernandes, de 16 anos, se ter estreado!!!
O jogo só vai ser transmitido na BTV, em diferido, esta noite, não vi o jogo, mas as informações que recebi, falam de um 'quase' massacre durante todo o jogo, com muitos golos falhados...
Uma nota especial para eficácia do Patias nas bolas paradas. Até podem achar pouco, mas eu só peço ao Patias que mantenha esta característica... quando chegarmos às fases decisivas da época, esta eficácia poderá ser decisiva.

Mau

Benfica B 0 - 2 Tondela

Mau resultado, em mais uma má exibição da nossa equipa B. A mini-digressão Inglesa não fez nada bem!!! O Tondela é uma das equipas da II Liga, que joga futebol mais positivo, sabem trocar a bola de pé para pé, mas o Benfica tem obrigação de fazer melhor...
Pode ter sido uma coincidência, mas o regresso do João Teixeira, está ligado aos resultados menos positivos. A opção Rúben Pinto, João Teixeira na minha opinião, não é a melhor... independentemente da qualidade do Teixeira, com a saída do Amorim perdemos capacidade de marcação, e recuperação de bola... As equipas fazem-se de equilíbrios, e a nossa neste momento parece desequilibrada...

Varela; Semedo, Valente, Lindelof, Rebocho; Pinto, Teixeira Santos, 72'); Guedes, Costa, Andrade (Sanches, 57'); Fonte.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Quando se quer dizer mal...

"A prestação europeia do Benfica não pode deixar nenhum adepto satisfeito. Eu também não gostei dos resultados. Tudo o que a seguir escrevo tem por base e princípio, este desagrado inicial.
Quando o Benfica chegou a uma final europeia (onde não estava há 20 anos), que perdeu contra o Chelsea, ninguém disse que esse feito compensava a derrota no campeonato. Nessa altura os comentários diziam que importante era ter ganho o campeonato nacional. No ano anterior, quando se chegou aos quartos-de-final da Liga dos Campeões (derrota com o Chelsea campeão europeu), reduzidos a nove, e com custos enormes de desgaste no campeonato, ninguém disse que a melhor Liga dos Campeões dos últimos 20 anos fazia esquecer a perda do campeonato nacional.
Mesmo na última época, quando se ganhou a Liga, a Taça de Portugal, a Taça da Liga e se chegou novamente a uma final europeia importante, houve comentários que lembravam a derrota com o Olympiakos na Champions.
Quando se quer dizer mal até o cabelo ou a gramática do treinador servem.
Ganhar em Coimbra é a única resposta possível. Mostrar em Coimbra uma inequívoca vontade de sermos campeões é a única atitude espectável. Só no fim da época saberemos se esta foi má, aceitável ou excelente. Para já, a Supertaça está garantida, mas ainda é pouco, reconheço que não chega. O campeonato, a Taça de Portugal e a Taça da Liga são uma ementa suculenta para o resto da época.
SC Braga na Luz é obstáculo muito difícil para o objectivo Taça. Mas obrigatório para quem quer vencer a prova. Parece-me bem o mote de Lourenço Pereira Coelho ontem no final do sorteio: «Queremos repetir a última época».
Sim, também eu quero acabar no Jamor com a Taça de Portugal na mão."

Sílvio Cervan, in A Bola

24 x Benfica

"Já o fim-de-semana anterior havia sido gordo: mesmo sem futebol, as várias modalidades, de pavilhão e não só, nos sectores masculino e feminino, haviam contado por vitórias os jogos disputados. Depois, a meio da semana, o basquetebol deu-nos mais uma alegria, ao vencer brilhantemente na Finlândia, fazendo renascer a esperança de apuramento na EuroChallenge.
A série de vitórias continuou imparável no sábado e no domingo.
Triunfos no futebol, no futebol de formação (Juniores, Juvenis e Iniciados), no hóquei em patins masculinos (em França) e feminino, no futsal masculino e feminino, no andebol (dupla jornada europeia, com apuramento para a fase seguinte da Challenge Cuo), e no voleibol (dupla jornada nacional, com vitórias amplas). Se considerarmos todos estes registos, o balanço daqueles nove dias poderá traduzir-se em algo como 24 jogos e 24 vitórias. Ou seja, uma semana em cheio. Uma semana à Benfica.
Destaque naturalmente para os sucessos europeus em três frentes (hóquei, basquete e andebol), esperando que a elas se possa juntar um bom resultado do futebol na bela cidade de São Petersburgo. O voleibol entrará em cena na próxima semana, completando a mão cheia de presenças internacionais de alto nível.
As classificações reflectem, naturalmente, este onda triunfante. Lideramos em futebol, hóquei em patins (masculino e feminino) e futsal (masculino e feminino). Estamos bem perto (é uma questão de tempo, direi eu) no basquetebol e no voleibol. Caso tenhamos ganho ao Madeira, ascendemos ao segundo posto também no andebol.
Mais uma vez as nossas modalidades colocam-se em posição de escrever história. Mais adiante se verá, mas o caminho é este.
Já amanhã temos novos desafios. As nossas equipas sabem bem que camisola vestem. Há que manter as lideranças que conseguimos, e tomar de assalto as que ainda nos escapam. Com vigor, com alma e com paixão. Com milhões e apoiar. Para ganhar tudo!
Somos do Benfica, e isso nos envaidece."

Luís Fialho, in O Benfica

Semana 'Gold'

"Foi sem dúvida uma semana muito peculiar aquela que agora termina. O Benfica conseguiu superar todos os prognósticos num jogo sempre difícil com um Moreirense bem organizado do ponto de vista técnico e táctico. Miguel Leal tem, neste domínio, um mérito indiscutível, tendo revelado um enorme poder de gestão de activos, de criatividade e de organização táctica - sobretudo defensiva - extremamente consistente.
No entanto, conforme sublinhou Jorge Jesus, o Benfica tem um mérito ainda maior. Conseguiu manter um ritmo ofensivo pressionante desde o minuto um ao minuto 90; manter uma linha de meio campo forte e controlada, incansável no objectivo de manter a posse de bola; e, claro, uma renovada capacidade de concretização que deve ser mantida ao longo de todo o Campeonato Nacional.
Deve ser de destacar o imenso trabalho que Jorge Jesus tem feito com Jonas e a sua crescente capacidade de concretização e finalização, primeiro com o Sporting da Covilhã, agora com o Moreirense... e ainda há muito para jogar até ao final da temporada.
Desde o início desta época que o tenho sublinhado na BTV: o grande desafio de Jorge Jesus este ano é a construção de uma 'equipa sombra' tão eficaz como a 'equipa principal', dado que estamos ainda em todos os exigentes palcos do Futebol europeu. O jogo com o Moreirense foi, por isso, fundamental: revela imaginação, rotatividade e alternativas neste plantel do Benfica.
Para lá do Futebol, a semana fica ainda marcada pelos desenvolvidos no caso dos 'Vistos Gold' e pela prisão preventiva decretada a um ex-primeiro-ministro, indiciado por fraude e branqueamento de capitais. Independentemente da cor política de cada um, devemos ser capazes de aplaudir e desejar uma justiça cada vez mais proactiva e imparcial nos seus desígnios. A justiça será verdadeiramente Gold."

André Ventura, in O Benfica

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Afinal, nem isso

"Quando o Benfica perdeu em casa com o Zenit lembro-me de ter escrito, num acesso infantil de optimismo, que já nos estava a imaginar na terceira final consecutiva da Liga Europa.

ESTA entente cordiale que vigora entre o Benfica e o Porto, e que parece deixar positivamente encantados os líderes dos emblemas arquirivais, está a deixar os adeptos dos dois clubes às aranhas sem saberem muito bem o que dizer sobre o sensacional pacto de regime que entrou em vigor com a eleição de Luís Duque para a presidência da Liga.
Da parte dos presidentes, Pinto da Costa tem sido o mais prolixo sobre a matéria. Em Angola, onde foi tratado por «irmão» pelo simpático general Kundi Pauhma, elogiou a solução encontrada a meias com o Benfica para repor o futebol português no bom caminho.
Já em Portugal, o presidente do Porto foi mais longe estando mais perto e afirmou que a rivalidade com o Benfica é «dentro do campo». Não andasse o país entretido com aquilo de que toda a gente fala e aqui tínhamos um assunto e pêras para as aberturas dos telejornais.
Andam, assim, os adeptos do Benfica e do Porto abananados com esta revolução dos afectos depois de andarem trinta anos a odiar-se uns aos outros militantemente. Abananados e diga-se também, em abona da verdade, que andam preocupados, o que se compreende porque não é fácil, de um dia para o outro, incorporar o novo paradigma.
A portistas já ouvi dizer que esta modernice só pode correr mal para o lado deles porque tanto respeito e sentido cívico redundam numa descaracterização até à medula daquilo que foi o corpo teórico e prático do triunfal avanço sobre a capital que tão bons resultados proporcionou.
A benfiquistas ouvi dizer bem pior. Que a coisa só pode correr pessimamente para o nosso lado e que, por isso mesmo, está já garantido o segundo lugar no campeonato que é o lugar dos primeiros dos últimos. Dizem muitos dos nossos que não há memória, nas últimas três décadas, de se ver o Benfica campeão quando a relações institucionais com o Porto se esmeram em aprumo e em confiança.
A politólogos, gente mais complicada e com outras referências, ouvi palavras mirabolantes sobre esta novíssima união. Dizem que tudo isto lhes faz lembrar aquele momento histórico do fim do século XX em que a República Federal Alemã e a República Democrática Alemã se constituíram num mesmo país dando origem a uma era, a que vivemos presentemente, de conforto, bem-estar e prosperidade como nunca se tinha visto.

PERANTE esta douta análise, cabe agora aos adeptos do Benfica e do Porto escolheram quem gostavam de ser na dita equação. A RFA ou a RDA? Foi o Benfica que anexou o Porto ou foi o Porto que anexou o Benfica? A um velho comunista ouvi uma vez dizer, contendo o riso, que foi a RDA quem anexou a RFA e que esse era um dos segredos mais bem guardados da História.
Lá para Maio, quando o campeonato já estiver terminado, olharemos para a tabela final e logo veremos quem é que anexou quem em prol da prosperidade do futebol português.
Uma coisa é certa: o presidente dos anexados vai ter de se aguentar com uma ruidosa revolta popular. De um lado ou do outro, já estou a ouvi-los.

NO passado fim-de-semana houve Taça de Portugal que, por alguma coisa, é uma competição extraordinariamente amada no país. A Taça traz-nos jogos diferentes a que prestamos inaudita atenção como, por exemplo, o beatífico Santa Maria - Santa Eulália que terminou com o apuramento da Santa que jogava em casa.
E a Taça faz-nos diferentes, é verdade. Por exemplo, o fabuloso Oriental eliminou o Vitória de Setúbal mercê de um lance infeliz de um jogador dos sadinos, François, que meteu um golo na sua própria baliza.
No fim do jogo, os adeptos do Oriental festejaram rijamente o sucesso, como lhes competia, e os adeptos do Vitória de Setúbal no lugar de se atirarem ao árbitro, ao treinador e ao François, como também lhes competia, optaram, maravilhosamente, por consular com aplausos e carinho o seu infeliz jogador.
Foi bonito de se ver. Estas raridades do comportamento só acontecem na Taça de Portugal e é por isso que toda a gente gosta da Taça de Portugal.
Na Luz, o Benfica recebeu e eliminou o Moreirense com um resultado de 4-1. Quatro golos e qual deles o mais bonito? Jonas e Salvio foram os artistas de serviço quanto à concretização. Quanto à não-concretização, Derley pelo que jogou e Cristante por nos ter mostrado o que sabe jogar, foram as outras alegrias da tarde.
O golo de honra dos visitantes nasceu de um desatenção calamitosa no eixo central da nossa defesa permitindo ao Taquarita de Moreira de Cóngos fuzilar sem hipótese para Júlio César brilhar. Coisas que acontecem.
Mas na perspectiva de desatenções destas em São Petersburgo tiram-nos o sono. E o sonho também.

NA manhã de ontem, bastante chuvosa por sinal, apelando sem esforço ao meu fair play e patriotismo fiz questão de dar os parabéns a um bom amigo e vizinho sportinguista pelo triunfo da véspera sobre o Maribor que garantiu ao Sporting, no mínimo, a presença na Liga Europa.
Muito obrigado! - respondeu-me com elevação e modéstia, escusando-se diplomaticamente a qualquer referência sobre a periclitante situação europeia do meu clube. Ou a pôr-se a adivinhar as possibilidades do Benfica na tarde-noite da Rússia. Delicadezas que muito apreciei.
De franca simpatia em simpatia franca, dei-lhes os parabéns, não menos sinceros, pela exibição do Nani, pelo golo do Nani, pela jogada do golo do Nani e fui surpreendida por uma reacção bem diferente daquela que era legítimo aguardar.
O meu vizinho e bom amigo sportinguista empalideceu, deitou as mãos à cabeça:
- Isso foi a pior coisa que nos podia ter acontecido! - ripostou.
E explicou-me, pausadamente, que melhor teria sido se esse momento mágico do jogo de Alvalade tivesse ocorrido quando falhou a electricidade de modo a inviabilizar liminarmente a captação pelas câmaras de televisão que, com claridade a rodos, lá levaram as imagens «do génio» - palavras suas - por esse mundo fora e, especialmente, até Manchester.
- Foi a pior coisa que podia ter acontecido ao Sporting! - repetiu na conclusão do seu raciocínio que, sendo enviesado, não deixa de ser avisado.
Até ao fim de Janeiro, que é quando se fecha a janela das transferências, vão andar divididos os adeptos do Sporting no que respeita aos golos e às jogadas de Nani. Por um lado, reina a angústia porque sempre que Nani faz levantar Alvalade o barulho é tão intenso que chega num instantinho a Old Trafford.

ANDRÉ ALMEIDA poderiam chamar hoje os jornais o czar de São Petersburgo não fosse a sua única falha de marcação a Hulk ter resultado no golo com que o Zenit derrotou ontem o Benfica afastando-o da Liga dos Campeões o que, por esta altura do ano, já vem sendo tradição.
No único segundo em que não teve a oposição impecável de André Almeida, Hulk conseguiu meter uma bola na área na direcção de Danny que fez o golo solitário do jogo na cara de Júlio César. Foi um Benfica pequenino que se apresentou na primeira parte, sem dimensão europeia à míngua de meio-campo e de poder de fogo. Os primeiros vinte minutos da segunda parte foram outra coisa para bastante melhor e não fosse a ausência de poder de fogo o jogo poderia ter ficado bem resolvido para o nosso lado. Depois foi o que se viu. O Zenit a crescer, o Benfica a minguar e adeus Liga dos Campeões onde, bem vistas as coisas, só poderíamos ir fazer pequena figura.
Quando o Benfica perdeu em casa com o Zenit na jornada inaugural lembro-me de ter escrito, num acesso de infantil de optimismo, que já nos estava a imaginar na terceira final consecutiva da Liga Europa. Afinal, nem isso."

Leonor Pinhão, in A Bola

PS: Não compreendo como é que os Benfiquistas continuam a dar corda a esta conversa das Alianças. Admito que no início até podia ter havido dúvidas, mas agora o cenário é claro:
A Liga está em pré-falência; o Campeonato corria o risco de não chegar ao fim; alguém tinha que passar o 'cheque', que garanta o normal funcionamento da Liga; pagar a árbitros, delegados, Conselhos disciplinares...; como é óbvio os Clubes 'maiores' tinham que se chegar à frente; e o Palhaço do Carvalho quando percebeu que ainda tinha que pagar alguma coisa: fugiu, com o rabo à seringa... é assim que os caloteiros normalmente actuam...; todos temos 'amigos', que quando vamos jantar fora, na altura da pagar, vão sempre à casa-de-banho ou vão fumar para a porta!!!  E normalmente são os que tem maior 'garganta'!!!

Bandeiras e Benfica europeu

"Bandeirola, bandeirinha, bandeira: três palavras irmãs que sempre se cruzam num jogo de futebol. Uma já oficialmente proscrita - bandeirinha - por ser politicamente desajustada e dar nome de coisa a quem é pessoa, o agora denominado árbitro assistente. Mas que, sem desprimor, ainda se diz porque bandeirinha está enraizado no futebolês ou que se emprega furiosamente perante um fora-de-jogo mal assinalado. Em desuso estão, igualmente as expressões intermédias 'fiscal de linha' e 'juiz de linha'. Já no Brasil, bandeirinha também se chama a quem muda muitas vezes de opinião. Neste sentido, há sempre um pouco (ou muito) de bandeirinha em cada um. Outro diminutivo de bandeira é a conhecida bandeirola. Não me refiro aqui nem às pequenas bandeiras que se colocavam nos canos das trombetas de cavalaria, nem à panícula do milho. Antes falo das que estão nos quatro cantos de um campo de futebol. Há ainda as duas que se colocam nos extremos de cada metade do campo que, embora bandeirolas, são mais tratadas como bandeiras de meio-campo.
Só não há bandeirada. Isto se não a definirmos como o valor mínimo para uma transferência de um jogador, por contraponto ao valor máximo da cláusula de rescisão. Há, ainda, o gesto de 'arriar a bandeira' quando uma equipa desiste de um jogo e antes da habitual declaração de que 'no próximo jogo, temos que levantar a cabeça'.
Por falar em arriar a bandeira, lá se foi - para o meu clube - a Champions! Grupo difícil, mas onde se poderia ter feito bem melhor. Na gélida Rússia, nem sorte, nem engenho. Mas foi nas duas primeiras jornadas que se renunciou mais uns fartos milhões e prestígio."

Bagão Félix, in A Bola

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Vitória...

Carvalhos 2 - 5 Benfica

Missão cumprida, em jogo com muito pouca informação sobre o que se passou. Chegámos ao 0-5, e tivemos muitas faltas contra... Tudo na mesma no topo da classificação.

Objectivo: bi-campeonato... nada mudou

Zenit 1 - 0 Benfica

Resultado ingrato, num jogo muito equilibrado, onde houve poucos remates à baliza, mas onde o Benfica teve várias oportunidades de marcar (mas falhou), e onde os Russos, em dois remates à baliza, marcaram um golo!!! O Júlio César só se assustou em mais um lance, num contra-ataque, num momento em que o Enzo estava a receber assistência fora-do-campo...

A eliminação da Champions aconteceu no 1.º jogo na Luz, aí é que o resultado foi estranho, e como o Benfica nos 3 jogos fora, não conseguiu recuperar o prejuízo, acaba eliminado...

Como eu já tinha afirmado o empate neste jogo não chegava, já que ficaríamos dependentes de terceiros na última jornada... Por isso compreendi a substituição do Talisca pelo Derley, o Benfica precisava de ganhar o jogo. Correu mal... como noutras ocasiões corre bem. Mas sabendo aquilo que a casa gasta, prevejo folhetim para vários dias!!!

O Benfica começou o jogo de forma prudente, como muitas vezes não faz na Champions, e é criticado. Mesmo assim só em bola parada (muitas delas inventadas) é que o Zenit se aproximava. A meio da 1.ª parte, subimos no terreno, e tivemos a primeira grande oportunidade num remate do Salvio. Entrámos muito bem no 2.º tempo, tivemos 3 claríssimas oportunidades... o Luisão até já marcou golos daquela forma, mas hoje falhou estrondosamente o remate!!!
O Talisca hoje jogou um pouco mais recuado, e defensivamente ocupou muito terreno, em relação ao jogo em Leverkusen onde o Jesus lhe pediu para fazer a mesma coisa, esteve muito melhor, mas ofensivamente nunca conseguiu apoiar o Lima...
Com a saída do Talisca o Zenit, o jogo voltou a ficar equilibrado, mas mesmo assim o Júlio César não tinha trabalho... até aparecer o golo... Nos últimos minutos não houve jogo...

O André Almeida mostrou a sua utilidade, num jogo onde não se pedia ao André para desequilibrar ofensivamente esteve quase perfeito. O Nico foi o principal desequilibrador...
O Lima está num mau momento de forma, o Samaris fez um dos melhores jogos, mesmo assim teve algumas falhas (inclusive no golo, onde compensou mal o Jardel...).

Não posso acabar sem falar do senhor Rizzoli: o critério disciplinar (principalmente) na 1.ª parte foi digno de um qualquer Proença... talvez assim se explique como esta gente chega ao topo da arbitragem Mundial!!! Inventou amarelos para o Benfica, e foi perdoando vários ao Zenit (o do Anyukov então...!!!). Acabou por condicionar todo o jogo disciplinarmente... permitiu um 'choradinho' constante dos mais beneficiados, e quando parecia ter mudado o critério expulsou o Luisão, com duplo-amarelo, isto depois de ter perdoado duplo-amarelos a jogadores do Zenit que jogaram a bola com o braço, simularam grandes penalidades, agarraram avançados do Benfica... Não me admira o sucesso que este senhor tem na UEFA e na FIFA. 3 jogos do Benfica, 3 resultados negativos, 2 deles inquinados: hoje, e em Glasgow...
Dentro do mesmo nível, tenho que ainda destacar a 'exibição' da PorkosTV. Se os dois palhaços que passaram o jogo a ladrar, ainda tentaram disfarçar (disfarçaram mal... mas ainda tentaram), o palhaço do microfone no final da partida, foi mesmo à descarada!!! A bajulação como foi tratado, o outro palhacito que tem uma carreira feita às custas da Corrupção, em contraste com a maneira como são feitas as perguntas ao treinador do Benfica, é gritante... Não é só falta de profissionalismo, é muito mais...

Já o escrevi várias vezes, este ano, prefiro ficar fora da Liga Europa, não temos plantel para rodar em todas as competições. Parece que o Bayer fez-me esse favor, ao perder em casa com o 'intragável' Mónaco...
Agora, o mais importante é o jogo em Coimbra, felizmente parece que não houve lesões... o último jogo em São Petersburgo levou tempo a recuperar a equipa fisicamente do esforço, da porrada e do frio.

2.º lugar...

Benfica 28 - 26 Madeira SAD

Depois da dupla jornada do fim-de-semana com os Noruegueses esperava-se um jogo complicado, até porque o Madeira SAD por tradição faz sempre grandes jogos na Luz!!!
Pareceu-me que o Ortega quis proteger os jogadores mais influentes, o Dario, o Ronny, especialmente, ficaram mais tempo no banco do que o normal, mesmo o Borragan teve algum descanso... O Zé Costa foi a excepção, já que ficou muitos minutos em campo, tanto a atacar como a defender...
A vantagem do Benfica foi quase sempre curta, ao intervalo 12-10, e na 2.ª parte quando o Benfica normalmente é mais forte, o Madeira foi-se aguentando com alguns expedientes que o Benfica mostrou dificuldade em adaptar-se: guarda-redes avançado (7 para 6 em campo!!!); e defesa 3:2:1 muita alta... Já perto do fim, finalmente abrimos uma boa vantagem 27-21... mesmo assim, nos últimos minutos, quando o vencedor já não estava em causa os Madeirenses não desistiram e reduziram para 2 !!!
Gostei de ver em alguns momentos a equipa jogar em simultâneo com o Davide, o Flávio, o Cavalcanti e o Moreno... então o Flávio está a evoluir a olhos vistos, temos futuro.

O Carneiro este ano tem sido menos influente, mas continuava a contribuir, nem que fosse para rodar com o Tiago. No jogo de domingo acabou por lesionar-se, partiu o quarto metacarpo, e assim vai ficar de fora algum tempo... O Álamo hoje também não foi opção, mas creio que foi mais por precaução.

Quem diria, estamos em 2.º lugar... vamos visitar os Corruptos no próximo fim-de-semana, não será fácil, mas a equipa está com atitude positiva...

A Taça 1/16 e 1/8

"Já aqui escrevi que a Taça de Portugal é a competição mais democrática do nosso futebol profissional. Ou seja, aquela em que um clube mais modesto pode festejar uma vitória inolvidável para a sua história perante um clube de outra e superior divisão. Aquela em que se pode ganhar o troféu e aspirar a uma aventura europeia, sem ser Benfica, Porto e Sporting. Continuo a pensar que até uma determinada fase da competição, os jogos sorteados entre clubes de escalões deveriam ser sempre realizados em casa destes. Assim, se faria uma boa discriminação positiva e se veriam, por esse Portugal fora, as equipas mais desejadas.
Este ano e chegados aos oitavos de final da Taça, é interessante verificar que dos 16 apurados, 62% são da 1.ª Divisão, mas ainda resistem 3 clubes da 2.ª Liga e outros tantos do campeonato de seniores que corresponde ao 3.º escalão.
Já ficaram de fora 8 primodivisionários, entre os quais Porto, Guimarães, Académica e Vitória de Setúbal (que venceram 6 das últimas 10 edições da Taça).
Tudo dependendo dos caprichos dos sorteios, Benfica, Sporting e Braga assumem-se agora como os menos surpreendentes finalistas. Ou talvez não porque um sensacional Belenenses, os sempre duros de roer (sobretudo em casa) Paços de Ferreira, Nacional, Marítimo e Rio Ave têm uma palavra a dizer.
Uma palavra especial para um dos clubes pelo qual tenho uma grande ternura e me reconduz sempre às minhas memórias de juventude: o COL, Clube Oriental de Lisboa que eliminou o Vitória de Setúbal em jogo bem renhido. E também para o derby minhoto, o mais iconográfico a seguir ao SLB-SCP.
Viva, pois, a Taça!"

Bagão Félix, in A Bola

UEFA Youth League - 5.ª jornada

Zenit 5 - 1 Benfica

Primeira parte segura, com uma vantagem merecida... nada podia antever o que se passou no 2.º tempo!!!
Não sei se foi o frio, mas os jogadores saíram das cabines com as pernas e o cérebro 'congelados'... É verdade que já estamos qualificados, mas ainda não garantimos o 1.º lugar (muito importante para jogar os Oitavos em casa), e não será fácil, pois o Bayer não é tão mau como a classificação parece dizer: hoje, venceram o Mónaco por 4-0!!!

terça-feira, 25 de novembro de 2014

E os «olés» mataram o tango...

"Portugal-Argentina «a sério» só houve um - no dia 29 de Junho de 1972, para a Minicopa, com vitória portuguesa por 3-1. A exibição portuguesa foi brilhante. De tal forma que os jornais brasileiros carregaram com força nos elogios.

Como se costuma dizer, cai que nem sopa no mel, embora a combinação de sabores não me pareça feliz. Enfim, o povo é que tem a infinita sabedoria dos ditos e anexins, deixemos a coisa como está.
Portugal-Argentina. Só houve um a sério, ou meio-a-sério se quiserem, em 1972, na Copa da Independência, ou Minicopa, comemorativa dos 150 anos da independência do Brasil, uma competição e pêras organizada pela Confederação Brasileira de Desportos: vinte selecções nacionais e continentais disputariam a prova em 12 estádios. Quinze equipas - Argentina, Selecção de África, França, Selecção da América Central, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia, Paraguai, Irlanda, Venezuela, Chile, Irão, Jugoslávia e Portugal - seriam distribuídas por três grupos; outras cinco - Brasil, Uruguai, URSS, Checoslováquia e Escócia - ficariam isentas da primeira fase. Em seguida, formavam-se dois grupos de quatro equipas que decidiam o acesso à final em sistema de «poule».
Já falei aqui por mais do que uma vez da Minicopa, até porque o Benfica levou uma equipa inteira nessa selecção que era orientada por José Augusto. Toda a gente sabe que atingimos a final e, em pleno Maracanã, perdemos com o Brasil, campeão do Mundo, no último minuto, por 0-1.
Mas, hoje, o que me traz aqui é a Argentina. Vem a propósito da semana, como está bem de ver.
Apurado para a segunda fase com uma tranquilidade e uma eficácia surpreendentes, o Portugal de José Augusto encantava todos aqueles, que do lado de cá do Atlântico, seguiam atentamente as peripécias da selecção das quinas. No entanto, e como é hábito, punha-se em causa a qualidade dos adversários vencidos. E esperava-se para ver, agora que, na segunda fase, nos cabia jogar com equipas tão fortes como a da Argentina, da URSS, e do Uruguai. No Rio de Janeiro, no mesmo Maracanã onde, na véspera, o favoritíssimo Brasil empatara com a Checoslováquia (0-0) e deixara evidente a dificuldade de substituir Pelé, que abandonara de vez a «canarinha», a resposta lusitana foi extraordinária. Há quem diga que a vitória sobre os argentinos foi uma das mais brilhantes da história da selecção nacional. É bem possível! Primeiro porque derrotámos um adversário ao qual nunca tínhamos ganho - um empate e quatro derrotas; em segundo lugar, porque o nome de Argentina fazia sempre ressoar nas campainhas da memória as terríveis humilhações impostas pelo San Lorenzo de Almagro na sua lendária viagem a Portugal em 1947; por fim, porque a Argentina era, de facto, um conjunto muito forte que procurava recuperar da ausência do Mundial de 1970 (fora eliminada pelo Peru de Teófilo Cubillas) e contava em figuras como Herédia, Pastoriza, Octavio Bianchi e Brindisi.

O grande baile lusitano
Entretanto vejamos como jogaram as duas selecções nesse histórico dia 29 de Junho de 1972:
PORTUGAL - José Henrique; Artur, Humberto Coelho, Messias e Adolfo; Jaime Graça, Toni e Peres; Jordão, Eusébio e Dinis. Matine entraria para o lugar de Peres.
ARGENTINA - Santoro; Wolf, Vargas, Lopez e Herédia; Brindisi, Semenewicz e Pastoriza; Bianchi, Fischer e Mas (depois Marcelâmgelo).
O árbitro foi o inglês Erwin Walker.
Cuidadosamente preparada e mentalizada para a Minicopa - é fácil perceber o que significaria para os argentinos vencerem o torneio no terreno dos seus rivais brasileiros -, a Argentina foi, todavia, completamente vulgarizada pela velocidade e jogo de conjunto dos portugueses.
Portugal não se limitaria a vencer. O seu domínio foi tão intenso, a sua superioridade tão esmagadora, o nível da sua exibição tão fora do comum, que os cerca de 50.000 espectadores que se tinham deslocado ao Estádio Mário Flho entraram em delírio.
O «gambeteo» virava-se contra os seus criadores. O futebol criativo de Jaime Graça, Peres, Eusébio, Jordão e Dinis era avassalador; as arrancadas de Artur e Adolfo devastadoras; as fintas surgiam em avalanche, as situações de perigo junto à baliza de Santoro constantes. Adolfo faria o primeiro golo, aos 36 minutos; após um tabelinha com Peres, com um remate fortíssimo ao ângulo da baliza argentina; a «celeste» empataria no minuto seguinte, com um golo de Brindisi, tirando proveito de uma falha da defesa lusitana.
Mas, sobre o intervalo, Eusébio faria o seu inevitável golo. No segundo tempo, a superioridade portuguesa foi ainda mais nítida e os argentinos eram massacrados pelos «olés» e pelas gargalhadas que choviam das bancadas onde portugueses e brasileiros se uniam contra um adversário comum.
O terceiro golo, logo no reatar do encontro, foi bem o espelho aos acontecimentos: Artur sobe pela direita a entrega a Jordão; este lança-se em dribles sucessivos sobre três adversários e dá a bola para Eusébio que, de primeira, põe Dinis frente à baliza, isolado, perante o desespero de Santoro.
No jornal «O Globo», o famoso jornalista brasileira João Saldanha, que chegara a ser seleccionador nacional antes de Zagallo, escrevia: «Há muito tempo que não vejo um time jogar tão bem. Nenhumas falhas. Se caprichassem um pouquinho, eram cinco ou seis. Toni tem uma raça impressionante; Eusébio é a calma personificada; os laterais, perfeitos; Peres deu aula; Jordão fez miséria. A Argentina é um bom time, mas Portugal, ontem, não perdia para ninguém».
Também Nélson Rodrigues, o grande mestre da crónica brasileira, não perdeu a hipótese de escrever sobre o encontro no mesmíssimo «O Globo»: «Na partida, de anteontem havia um favorito, que era a Argentina. Assim, o impacto da vitória portuguesa foi muito mais firme e mais forte do que seria em condições normais. Mas, se pensarmos bem, verificaremos que não havia razão para surpresa. Portugal mostrou que as suas condições técnicas são muito melhores do que as da Argentina. Eu diria que Portugal vive o grande momento da sua história futebolística. O time luso jogava com tanta folga e com uma facilidade tão humilhante que os seus jogadores, em dado momento, deram um olé no meio. O admirável no futebol luso é a influência brasileira. Não há dúvida nem sofisma. As nossas características, Otto Glória as levou para Portugal. Já em 66 os lusos deram uma alta demonstração de desenvolvimento. Só não fez mais contra a Inglaterra porque o seu time entrou em pane psicológica. Mas se houver um novo confronto, em campo neutro e com uma arbitragem neutra, sou muito mais Portugal. Anteontem foi impressionante. Enquanto o adversário chorava a sua impotência e frustração, os portugueses construíram a sua bela vitória. Muita gente lamentava que o Brasil não tinha adversário nessa copa. É falso, mil vezes falso. Aí está, por exemplo, quadro português. Grande escrete, que melhora de 15 em 15 minutos».
Falou, está falado!"

Afonso de Melo, in O Benfica

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Frio Inglês, continua...!!!

Leicester City B 2 - 0 Benfica B

Jogo decidido nos primeiros minutos, com um auto-golo logo de entrada... e aos 17 minutos já estávamos a perder por 2 !!! Foi uma entrada suicida, até porque no resto do jogo foi visível a qualidade superior dos nossos jogadores, o Leicester, basicamente, defendeu bem, tentou o contra-ataque, e nós demonstrámos muitos problemas na finalização... Mesmo assim o Miguel Santos, foi um dos melhores.
Continuo a não compreender uma aparente tentativa do Hélder em pôr a equipa a jogar com 3 Centrais!!!
Acabou a nossa participação nesta competição, com 1 vitória, e 2 derrotas... temos qualidade para ter feito melhor, mas notou-se nos jogos com os Ingleses uma maior maturidade competitiva...

M. Santos; Nunes, Cardoso (Amorim), Lindelof; Semedo, Menga (N. Santos); Pinto, Teixeira (Sanches); Costa, Guedes; Fonte. 

domingo, 23 de novembro de 2014

Nos Oitavos-de-final da Challenge Cup


Mais um jogo difícil, mais um jogo onde estivemos quase sempre atrás do marcador, mais um jogo onde cometemos muitos erros ofensivos, mas mais uma vez, a equipa não baixou os braços, lutou, e no final a qualidade superior da nossa equipa acabou por fazer a diferença... Jogar os dois jogos na Luz, ajudou, mas o facto da BTV transmitir os nossos jogos, deu uma vantagem ao adversário (principalmente ontem), pois eles tinham um conhecimento sobre a nossa equipa, que nós não tínhamos sobre eles...

As expectativas Europeias este ano são baixas, apesar desta competição em condições normais estar ao nosso alcance (recentemente tivemos numa Final... e os Lagartos até ganharam esta prova, à poucos anos!!!), mas o Benfica está a tentar construir uma nova equipa... Agora, se passarmos as próximas eliminatórias (não seremos cabeças de série no sorteio...), acredito que no final da época, na altura das decisões, vamos estar mais fortes...

De 3 é mais fácil !!!

Benfica 80 - 58 Guimarães
20-18, 26-15, 21-14, 13-11

O resultado não reflecte as dificuldades iniciais, o jogo começou equilibrado, e só nos últimos minutos da 1.ª parte, uma série de Triplos, cavou uma diferença confortável, que nunca mais perdemos... aliás, hoje, voltámos a estar muito bem de longa distância, com mais de 50%...

Não posso deixar de lembrar que apesar do percurso quase perfeito (1 derrota), não estamos em 1.º lugar, o Barcelos continua na frente, só com vitórias... quando jogamos esta época com os Galos, alguns Benfiquistas desvalorizaram o valor da equipa de Barcelos, mas estão a provar claramente que esta época, serão provavelmente o nosso maior adversário!!!

Depois da vitória na Finlândia, estava com algum receio, inclusive das lesões... infelizmente, acabou por ser o Diogo Carreira, que no lance estúpido acabou por se lesionar, espero que não seja grave. Apesar de em alguns jogos ser pouco utilizado, o Carreira, quando é chamado, normalmente resolve... e nesta altura todos são poucos, para gerir os minutos na Europa.

Em ritmo de cruzeiro...

Benfica 3 - 0 Guimarães
25-15, 25-16, 25-18

Foi mais fácil do que eu esperava, o orçamento do Vitória baixou, o nível da equipa desceu... o que tornou o jogo mais acessível. Mas como tínhamos visto ontem, não se pode 'adormecer', hoje, no 2.º e 3.º Set, começamos 'perros', mas chegando a meio dos Set's, não demos hipóteses...
Tem sido interessante observar a evolução do João Oliveira. Os jogos na Selecção no último defeso, fizeram-lhe bem. Ainda não está ao nível do Roberto, do Flávio e do André, mas para lá caminha, a passos largos... 

Foi pena a desistência da equipa de Andorra, pois seria uma boa oportunidade para aumentar o nosso ritmo competitivo, pois em Portugal, só a Fonte e o Sp. Espinho nos podem causar 'problemas'... e assim vamos chegar à eliminatória com o Partizan de Belgrado, sem ritmo...