Últimas indefectivações

sábado, 3 de agosto de 2019

Hat-trick de Cardozo ao Sporting



"Óscar Cardozo marcou a inacreditável quantia de 12 golos ao Sporting! Um exterminador de "lagartos" que ainda hoje nos deixa tantas saudades. A sua mais gloriosa noite terá sido para a 4ª eliminatória da Taça de Portugal em 2013/14, Numa bela noite de verão na Luz, o Tacuara marcou 1, 2, 3 (!) golos a Rui Patrício e deixou as bancadas vermelhas em euforia. O jogo seria épico, um 4-3 com o jogo já a ser decidido no prolongamento, com um golo estranho de Luisão, já que cabeçeou no chão e Rui Patrício deixou passar a bola entre as pernas.
Veremos quem será o héroi de amanhã na Supertaça, mas seja qual for, que busque inspiração no nosso Paraguaio preferido, que já está a ir no bom caminho."

Pré-condição para ter tacho na descomunicação social desportiva...!!!!

"“Não somos um canal de clube nem da FPF. É o canal do futebol português. Vamos ter debates e análises dos principais momentos do futebol e das principais equipas, mas nunca o vamos fazer numa perspectiva clubística. Já há oferta suficiente no mercado em relação a isso.” - Nuno Santos, Director do Canal 11.
A Federação Portuguesa de Futebol lançou esta semana o Canal 11, cujo objectivo é tratar o futebol de um modo diferente, distante do que acontece nos outros canais como SIC, TVI, CMTV e outros. A ideia é de salutar, pode ser uma pedrada no charco que é o lodo existente no desporto em Portugal. 
Para atingir esse objectivo - de elevar a discussão do jogo, sem clubites exacerbadas - é contudo necessário ter profissionais competentes e isentos. Pedimos que sejam isentos, não que vistam o manto da isenção. É sabido que os jornalistas gostam muito de levar a “liberdade de expressão” aos extremos, sobretudo quando lhes convém. Não podem é estar à espera que comentários feitos no passado sejam apagados e deixados de ser tidos em conta.
Damos o exemplo de Sofia Oliveira, que integra o projecto do Canal 11. Ali veste o manto da isenção, quer tratar os clubes por igual. Pena que no passado tenha uma série de comentários insultuosos e de má fé para com o Sport Lisboa e Benfica. Antes de ir para o Canal 11, trabalhou no Sporting, primeiro no Jornal e depois na Televisão. Esteve também nos quadros da YoungNetwork Group, empresa que geriu durante algum tempo a comunicação do Sporting, a qual dispendia mais de meio milhão de euros ao ano. Esta empresa foi a responsável pela montagem de uma máquina de propagada, construída para atacar e destruir o Benfica, seja através de blogs (Mister do Café), seja através de perfis falsos nas redes sociais e comentários televisivos.
Outra das caras do Canal 11 é Pedro Sousa, que foi “apenas e só” Director de Comunicação do Sporting Clube de Portugal.
Se se olhar à equipa do Canal, torna-se evidente que o facto de existirem jornalistas que passaram pela estrutura do Sporting e do Porto é considerado algo normal e recorrente. Mas quantos profissionais com passado no Benfica integram o projecto? Curiosa questão.
Quem se segue? Carlos Rodrigues Lima? Bernardo Ribeiro? Pedro Candeias? Todos estes colaboraram activamente no ataque ao Benfica, seja divulgando emails, seja levantando dúvidas infundadas, seja colocando em causa a idoneidade de funcionários do Benfica, sem direito ao contraditório e em plena praça pública, escondendo-se através das suas contas das redes sociais.
O Polvo pergunta qual o critério principal de recrutamento para o Canal 11. Se a competência e integridade, se o passado no Sporting ou Porto, ou se o clubismo doentio e ódio a determinados clubes? Não pedimos que sejam integrados elementos ligados ao Benfica, apenas exigimos que não tomem as pessoas por parvas.
Estamos atentos."

Até na Playstation !!!

A História Gloriosa - #3 - Amoreiras, saída de Cosme Damião e novos heróis | 1924-1934

Antevisão conjunta...

A música da Supertaça: o tirolirofica e o tirolirorting

"A saudosa Amália Rodrigues, a nossa musa eterna, falou-nos certa vez de dois tipos que se juntavam na esquina e tocavam alegremente, sem preocupações, distraindo quem passava nas proximidades e quem arranjava prontamente motivo para sorrir. SL Benfica e Sporting CP fazem-no desde 1 de Dezembro de 1907, quando numa tarde tenebrosa de chuva austera se puseram os dois na Feiteira, em Carcavelos, e tocaram para todos os que ali passavam nos seus afazeres. Gentes curiosas foram-se amontoando à sua volta – não era todos os dias que por ali se juntavam dois fulanos a fazer barulho – e, a pouco e pouco, foram ficando. Pouca noção tinham de que estariam a testemunhar a mais bonita parelha do futebol luso: no Domingo, será o 307º concerto dos amigos, agora famosos e símbolos de Portugal, companheiros na longa luta pela bonitização do futebol, infelizmente tão fora de moda que a ideia agora é fazer do derby eterno um evento de ódio e confronto.
O tirolirofica e o tirolirorting assumiram-se como o dueto mais talentoso da musicalidade, chegando a fama às colónias, sedentas das paixões da metrópole: os principais fãs dão pelo nome de Eusébio da Silva Ferreira e Fernando Peyroteo, que se tornaram como o mais presente nas exibições (29 presenças) e o que mais palmas bateu (48 bolas nas redes), respectivamente. Ambos nascidos nas Áfricas, representam a larga falange de apoio aos amigos lisboetas além-mar, sinal da sua importância no contexto da portugalidade contemporânea, pontos de contacto da cultura lusitana e com grande capacidade de influência no imaginário das populações. Benfica e Sporting, em conjunto, sempre produziram as melodias mais bonitas. Tirolirofica a tocar a concertina e Tirolirorting a dançar o solidó, e vai de trocar e troca de novo, qualquer esquina é sitio para se tocar o perfeito fado do futebol português.
No Algarve, o primeiro apresenta-se em melhor estado. O agente Bruno Lage tem tratado bem da sua figura, tem-lhe entregue méritos que com uma pré-epoca em cima se encaminham para a consolidação dos apresentados em 2018/2019. Aos abandonos de Félix e Jonas, ouvinte habitual, a musicalidade do artista chegou a Espanha e Raul De Tomas aterra em Lisboa prometendo muitas palmas. A engrenagem Rúben Dias/Ferro, a dinamização do meio-campo onde se apresentam Gabriel, Samaris, Florentino, Fejsa e Taarabt para dois lugares e a manuntenção de Pizzi e Rafa nos desequilíbrios exteriores asseguram bons prenúncios.
O amigo Tirolirorting é que custa a encontrar o bom caminho, ainda que o holandês Keizer tenha conseguido recompor, a pouco e pouco, a compostura do artista já metido numa série de problemas extra-palco. As enxaquecas e vícios de Tirolirorting fizeram dele um músico amorfo, afundado há anos numa espiral de futilidades várias que só são esquecidas nestes encontros: se o concerto de Domingo é importante para Tirolirofica, o seu significado e importância agiganta Tirolirorting, ansioso por concertos desta estirpe ao lado do seu amigo de sempre. Bruno Fernandes, que se perfila actualmente como seu maior fã, arrisca-se a assistir ao último certame. Outras melodias além da Mancha devem convencê-lo antes do fecho do mercado, mas que não o façam até Domingo: a sua presença é essencial na perfomance de Tirolirorting. Muita da qualidade do concerto depende de Bruno e do seu lugar na plateia. Com a sua presença na primeira fila, gritando e gesticulando de contentamento, a actuação do ídolo eleva-se para níveis fora do habitual.
É do interesse geral que estejam reunidas todas as condições para que a concertina e o solidó fluam da melhor forma, que os músicos sintam a confiança para explanar todo o seu talento sem quaisquer complexos. Se é verdade que a sua relação se deteriorou ultimamente – a fama não foi amiga, os parasitas espreitam a cada… esquina – a mais bonita amizade não se mete em causa por certos públicos e as suas tentativas de sabotar os concertos mais apaixonantes do futebol português.

Uma nota: excelente iniciativa da FPF, com a criação do canal 11 e a entrevista conjunta a Bruno Lage e Marcel Keizer. O futuro tem que ser este."

Benfiquismo (MCCLI)

Off-Record!!!

As 7 conquistas do SL Benfica na Supertaça

"A Supertaça Cândido de Oliveira é a única competição nacional em que o SL Benfica não é o clube com mais troféus conquistados, podendo igualar o Sporting CP no número de títulos conquistados no próximo Domingo. Irei aqui recordar cada uma das sete Supertaças que o SL Benfica tem no seu museu.
Supertaça 1980
Esta Supertaça surgiu no meio de circunstâncias especiais. Na época anterior, tinha-se atingido o auge de uma guerra entre Porto e Lisboa declarada por José Maria Pedroto e Jorge Nuno Pinto da Costa, então treinador e director desportivo do FC Porto, respectivamente. Depois do Sporting ter conquistado o seu 15º campeonato, Benfica e FC Porto marcaram encontro naquela que foi uma das finais da Taça de Portugal mais tensas da história do futebol, que ficou marcada por várias particularidades, entre as quais, a presença de adeptos do Sporting nas bancadas a torcer pelo rival de Lisboa.
O Benfica venceria a final por 1-0 e essa conquista marcou um encontro com os leões para a Supertaça na abertura da época seguinte. Depois de um empate a duas bolas em Alvalade (golos de Carlos Manuel e César), o Benfica acabaria por conquistar a primeira Supertaça da sua história ao vencer a segunda mão na Luz por 2-1, com golos de Nené e Vital. O húngaro Lajos Baroti foi o treinador que deu a primeira Supertaça Cândido de Oliveira ao Benfica.
Supertaça 1985
O FC Porto sagrar-se-ia campeão nacional na época anterior, que ficaria marcada pela morte de José Maria Pedroto. O Benfica tinha realizado o seu pior campeonato dos últimos anos, mas conquistaria a Taça de Portugal com uma vitória por 3-1 sobre os azuis e brancos (dois golos de Manniche e um de Nunes), marcando novo encontro no início da época seguinte para a Supertaça.
A primeira mão disputada no Estádio da Luz teria uma vitória da equipa encarnada por 1-0 com um golo de Diamantino. Na segunda mão disputada nas Antas, a equipa encarnada conseguiu segurar a vantagem trazida de Lisboa, conquistando assim a segunda Supertaça da sua história. John Mortimore foi o técnico que deu esta conquista ao clube.
Supertaça 1989
Depois do Benfica ter conquistado o seu 28º campeonato com um dos melhores registos defensivos da história (apenas 15 golos sofridos em 38 jogos), a equipa encarnada seria surpreendentemente derrotada pelo Belenenses na final da Taça de Portugal por 2-1.
Assim, ambas as equipas voltaram a defrontar-se na Supertaça da época seguinte. Aí o Benfica, sob o comando técnico do regressado Sven-Goran Eriksson, acabaria por conquistar a sua terceira Supertaça sem grandes dificuldades, com duas vitórias por 2-0 (golos de Vata e Lima na Luz e de Magnusson e um auto-golo no Restelo) sobre a equipa de Belém.
Supertaça 2005
Depois do Benfica ter quebrado o jejum de 11 anos ao conquistar o campeonato 04/05 sob o comando técnico de Giovanni Trapattoni, a equipa acabaria por falhar o objectivo da dobradinha ao perder no Jamor contra o Vitória FC por 2-1. Assim, haveria novo encontro entre ambas as equipas na abertura da época seguinte.
Num jogo típico de início de temporada, com pouca intensidade e poucas ocasiões de perigo, um golo solitário de Nuno Gomes na segunda parte acabaria por dar ao Benfica a quarta Supertaça da sua história. Foi o único troféu conquistado por Ronald Koeman ao serviço do SL Benfica.
Supertaça 2014
Depois de uma temporada quase perfeita, o sucesso do clube acabaria por ter o seu preço com a equipa a perder cinco jogadores titulares. Com uma equipa de remendos, apresentaram-se no Estádio Municipal de Aveiro para defrontar o Rio Ave FC na Supertaça. Apesar de terem tido muitas ocasiões, o nulo permaneceu teimoso no final do tempo regulamentar e prolongamento.
Chegadas as grandes penalidades, o guarda-redes Artur Moraes, que passara a pré-temporada debaixo de fogo perante os rumores da contratação de um novo guarda-redes, acabaria por se assumir como herói ao defender três grandes penalidades e dar a quinta Supertaça ao Benfica. Seria a primeira supertaça e o oitavo troféu conquistado por Jorge Jesus ao serviço dos encarnados.
Supertaça 2016
Depois de uma segunda metade da época anterior de grande nível, o Benfica chegaria ao primeiro tricampeonato em 40 anos, iniciando a temporada 2016/2017 com um confronto contra o SC Braga na Supertaça, numa altura em que o interesse dos encarnados no campeão europeu Rafa era notícia diária nos jornais.
O Benfica abriu o marcador bastante cedo no jogo com um golo do estreante Franco Cervi. Depois de um período de maior ascendente da equipa arsenalista, os encarnados acabariam por resolver o jogo já no último quarto de hora do jogo com golos de Jonas e Pizzi. Foi o terceiro troféu conquistado por Rui Vitória ao serviço do Benfica.
Supertaça 2017
Depois do primeiro tetracampeonato da sua história e do desinvestimento no plantel no Verão junto com uma pré-temporada horrível, a equipa partia para a Supertaça debaixo de fogo. A conquista sobre o Vitória de Guimarães acabou por ser o ponto mais alto de uma época decepcionante em todos os aspectos.
O Benfica já vencia por 2-0 no primeiro quarto de hora do jogo com golos de Jonas e Seferovic, com Raphinha a reduzir para os vitorianos já perto do intervalo. A cerca de 10 minutos do fim, Raúl Jiménez faria o 3-1 final e conquistava a sétima e última Supertaça até ao momento. Foi o 20º troféu conquistado por Luisão ao serviço do Benfica, coroando-o como o jogador mais titulado da história do clube."

Seferovic, o coordenador da pressão

"Na antevisão à Supertaça na Rádio Estádio referi-me à importância de Seferovic sobretudo no momento defensivo, e na forma como as características sem bola do suíço entroncam naquele que será o plano estratégico de Lage – Asfixiar – Pressionar para assim retirar a bola ao Sporting. 
Seferovic que tem muitas dificuldades técnicas e de tomada de decisão com bola, é o oposto sem esta. Quer ofensivamente quer defensivamente, é um jogador que dá muito à sua equipa sempre que não tem de tocar na “menina”. 
Na pressão encarnada, é ele o homem que que tudo determina – e pode vê-lo por gestos a orientar acção dos colegas:
"

Afinal, o tal pontapé de baliza de Odysseas e Rúben Dias não se deve fazer. Mas pode fazer-se. Confuso? Sim, mas o IFAB vai esclarecer

"O IFAB - International Football Association Board - decidiu esclarecer as dúvidas sobre o novo pontapé de baliza, que permite que a bola seja jogada dentro da área e rapidamente devolvida para as mãos do guarda-redes, (...)

Depois de alguma controvérsia relativa à forma como eram executados alguns pontapés de baliza (nomeadamente por Vlachodimos: bola picada para a cabeça do defesa, que depois a devolvia, permitindo que ele a agarrasse), o IFAB decidiu agora esclarecer que - por força das dúvidas existentes quanto à possibilidade do procedimento ferir não a letra mas o "espírito da lei" - haverá oportunamente uma reunião do seu Sub-Comité Técnico, no sentido de se pronunciar, em definitivo, sobre a questão.
Até que isso aconteça, a solução provisória encontrada foi "neutral":
- Por enquanto, este tipo de lances não serão nem permitidos nem penalizados.
Ou seja, se ocorrerem, o árbitro apenas ordenará a repetição do pontapé de baliza.
Opinião pessoal:
- A decisão do IFAB é oportuna e correta.
O procedimento, em si, é de legalidade técnica inabalável (isso é claro e evidente), mas a verdade é que explora uma lacuna na lei, cujo espírito é, precisamente, o de permitir que o jogo tenha mais dinâmica e menos perdas de tempo.
Fica a clarificação."

Prestígio

"Conquista da International Champions Cup faz mais pelo prestígio do Benfica do que três Supertaças seguidas

Este fim de semana o Benfica pode vencer o mais prestigiado torneio internacional de pré-época e a Supertaça portuguesa. Com franqueza, não deve haver um benfiquista que não prefira vencer mais a Supertaça da paróquia do que o mais prestigiado torneio internacional de Verão. De facto, a primeira prova oficial da época, com grande repercussão nas conversas tidas no adro da igreja, é para os adeptos mais importante do que uma vitória que levaria o Benfica a ser falado em todo o mundo. Mas é assim a nossa realidade. Verdade que o Benfica ainda não ganhou qualquer das duas, será até difícil a conquista de qualquer uma. No caso da International Champions Cup porque o Man. United pode vencer o Milan por três golos num jogo disputado em Inglaterra, no segundo caso porque a planificação da época leonina parece ter por principal objectivo a conquista da Supertaça Cândido Oliveira.
O Benfica, sem fazer um deslumbrante jogo frente ao Milan, conseguiu uma excelente vitória, que o deixa na luta por um troféu improvável. Na noite (tarde) de Vlachodimos, houve talento, entrega e sorte. Como afirmava esta semana em entrevista n'A Bola o organizador do torneio, o Benfica já não é só o clube das comunidades de emigrantes, o seu prestígio e capacidade de mobilização estão em crescendo.
Com todo o respeito e carinho pela diáspora, há hoje muito mais mercado internacional para o Benfica potenciar o seu prestígio internacional. A vitória neste torneio faz mais por este prestígio do que três Supertaças seguidas.
Bruno Fernandes foi mantido em repouso activo, sem ser vendido, para o jogo da Supertaça com o Benfica. Fez bem o Sporting em atribuir esta importância ao rival na planificação da época, já que a prova não tem muita.
Um Benfica - Sporting é sempre um aperitivo com uma história especial para começar uma época oficial. Deverá ser um bom jogo, numa altura em que parecem ser, nesta fase, as duas melhores equipas portuguesas. O Sporting, mesmo sem vencer nos jogos de pré-época, mostrou qualidade em algumas partes dos jogos que assisti. O FC Porto parece, com alguns atrasos, lesões e contratempos, mais concentrado no seu desígnio russo para evitar (maiores) embaraços financeiros. Seguro de que a partir de domingo à noite estes clubes (Benfica e Sporting) têm na sua posse todos os troféus nacionais, e disso se podem orgulhar ambos."

Sílvio Cervan, in O Benfica

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Eneacampeões!

"Assim de repente, no Benfica, só me recordo das Marias, no voleibol, do badminton e das corridas em patins e poderem afirmar que se sagraram campeões nacionais nove vezes consecutivas. E agora a nossa equipa masculina de atletismo, numa modalidade e num sector em que o investimento é muito mais significativo e a competitividade é bastante elevada.
A maior parte das declarações dos protagonistas do desporto são confinadas à espuma dos dias. Assim o dita a voracidade da competição, cuja renovação, época a época, é galopante e praticamente integral. É, por isso, ainda mais da elementar justiça recordar o que a prof. Ana Oliveira, então já a coordenadora do projecto Olímpico e da nossa secção de Atletismo, disse há oito anos no rescaldo da primeira destas nove conquistas. Qualquer coisa como 'nesta temporada não sabíamos se já seria possível sermos campeões, mas o projecto do Benfica está a ser implementado para ganharmos mais títulos no futuro'. Passados todos estes anos, podemos constatar, com imensa admiração e orgulho, que não se tratou de meras palavras de circunstâncias.
Muito se poderia destacar neste título, mas é para João Vítor Oliveira, o vencedor da prova de 110 metros barreiras, que dedico o último parágrafo. O voo para alcançar a meta e vencer a final da sua prova foi impressionante. Desconheço uma imagem que melhor ilustre o que é ter raça, querer e ambição, as características de personalidade indispensáveis a qualquer atleta que tenha a honra e o privilégio de representar o Sport Lisboa e Benfica. Tratou-se de um mergulho de mística, de um voo só alcance de um atleta por um momento metamorfoseado águia. Um atleta à Benfica!"

João Tomaz, in O Benfica

Crónica 100, o mote para a Supertaça

"Amigo leitor, esta é a minha crónica número 100 no jornal O Benfica. Caramba, dê cá um abraço. Foi para isto que eu me esforcei tanto durante os ditados na escola primária. Por norma, os jogadores e os treinadores desvalorizam este tipo de marco quando o atingem, portanto é assim mesmo que eu vou olhar para este número. Com moderação e humildade. E daí, não, não consigo controlar o entusiasmo. São 100 artigos escritos para O Benfica! 100! Como posso lá eu ignorar esta meta? Claro que tenho de a realçar. É um privilégio imenso. Há quem se limite a escrever recados na parte de trás das facturas da Galp para o marido ir às compras - e normalmente eles mentem água. Eu tenho a honra de poder escrever no jornal do maior clube do mundo. Acima disto não há mais nada. Um dia, quando tiver um filho e lhe contar esta façanha, estou certo de que ele ficará orgulhoso. Pelo menos até começar a ler e se aperceber de que o pai só debitava palermice.
Domingo está de volta a competição a valer. Gostaria imenso de brincar com o incrível percurso do SCP durante a pré-época, porém não arrisco - por experiência própria, bem sabemos que os resultados dos jogos de preparação pouco ou nada contam.
Fomos campeões no ano em que levámos 3 do Monterrey (2015-2016) e perdemos o campeonato no ano em que espetámos 5 ao Real Madrid (2012-2013). A concentração tem de estar no nível máximo. Bruno Lage tem de galvanizar os jogadores, e os benfiquistas que vão ao Algarve têm de afinar a voz. Segunda-feira faço 25 anos e não tenho hábito de preparar grandes festas, mas desta vez quero passar a meia-noite a celebrar."

Pedro Soares, in O Benfica

Começar a ganhar

"Acabaram-se os testes, acabaram-se as experiências. Agora é a sério, e, como sempre, para vencer.
Neste domingo, o Benfica tem, diante do 'velho rival', a possibilidade de conquistar a 8.ª Supertaça da sua história. Mas, mais do que isso, pode começar a nova época com um troféu nas mãos, e marcar desde logo a sua posição face ao Campeonato que se avizinha, sedimentando o favoritismo que o estatuto de campeão naturalmente lhe confere.
Sabemos que estes jogos têm características muito especiais. Não é preciso ir mais longe: mesmo na exultante ponta final da temporada passada, e contra todas as expectativas, fomos eliminados por este adversário da Taça de Portugal. Dérbi é bérbi, e, nestas ocasiões, como alguém sabiamente disse, 'prognósticos... só no fim do jogo'.
Temos, pois, de estar atentos. Mas devemos partir para o Algarve confiantes. O plantel é fortíssimo, a pré-época correu muito bem, e tudo parece devidamente preparado para começar a ganhar. Aliás se no sábado o AC Milan der uma ajudinha, também a prestigiada International Champions Cup pode vir, pela primeira vez, para o Museu Cosme Damião. Vale o que vale. Mas não será pouco, tratando-se de uma prova onde marcou presença a nata do futebol europeu.
Pena que o maldito 'mercado' não deixe as equipas estabilizarem. É completamente anacrónico disputar várias partidas oficiais com jogadores a entrarem e a saírem, no Benfica, mas também nos adversários - que assim se podem dar ao luxo de esperar mais uns dias para vender os melhores. Enfim, é um velha questão, que, como outras, tarda em ser encarada de frente por quem de direito."

Luís Fialho, in O Benfica

Dicotomia

"Ás vésperas do regresso das grandes competições nas áreas mais relevantes do desporto, enquanto se concluem os períodos de preparação dos atletas e equipas, os adeptos mais dedicados já manifestam saudades das grandes disputas oficiais nos planos nacional e internacional.
O final da época anterior já fora verdadeiramente extraordinário, pela intensidade com que os desafios se jogaram; e, no seu termo, os deuses do desporto pareceram castigar propositadamente os que insistiram em fazer da batota, da calúnia e do crime os atalhos mais expeditos para as suas pretendidas vitórias.
Mas, logo a seguir, os portugueses passavam a assistir incrédulos a uma das mais agitadas pré-épocas de todos os tempos. Julgo que não exagero se afirmar que os episódios ainda há pouco tempo inacreditáveis se sucederam nestes dois meses e meio, a uma cadência verdadeiramente vertiginosa; persistiram rumores e especulações de recorte inconcebível, metralhados por sistemas e protagonistas mediáticos não menos extravagantes; e, volta, não volta, até factos reais e notícias autênticas, por exemplo acerca de transferências de jogadores - outrora tidas como inimagináveis - ainda conseguiram surpreender mais do que os altos e baixos de pitorescos resultados de jogos e torneios de preparação...
No centro de tudo, no olho do furacão, sempre o Benfica. Evidentemente. Pelas boas e pelas más razões. Primeiro, nas mil maneiras de celebração do esforço, do talento e da competência dos seus, com a fantástica alegria dos benfiquistas a alavancar a infinita confiança com que, a cada dia, nos sentimos a partir para o futuro. Mas, muito tristemente, também, em resultado das diabólicas teias de inveja, da cobiça, do ressentimento, do rancor e do penoso recalcamento em que os nossos rivais se acabrunham e definham progressivamente, diante dos reiterados êxitos do Benfica.
Dantes, com outros protagonistas, a rivalidade desportiva baseava-se num espírito essencialmente competitivo, aqui e ali, apenas pontuado por um ou outro epifenómeno menos próprio.
Mas, hoje registo tornou-se impossível.
O Benfica é, cada vez mais, um clube cada vez maior, a caminho dos céus da glória que, em todo o caso, nós, prudentemente, sempre tomamos como efémera. Ao invés, infelizmente, eles não param de descer aos infernos. Mas, nessa vertigem, parecem sentir-se bem."

José Nuno Martins, in O Benfica

Alcochete para o bem e o mal

"O juiz de instrução do processo de Alcochete decidiu levar a julgamento todos os arguidos acusados na sequência do ataque à academia do Sporting, a 15 de Maio do ano passado. Salvaguardando as distâncias entre estar sentado no banco dos réus e ser condenado - para isso é que serve o julgamento - os danos daqueles tempos tresloucados por que os leões passaram parecem não querer levantar ferro. É verdade que o Sporting destituiu Bruno de Carvalho, suspendeu-o e depois expulsou-o, mostrando os sócios do grémio de Alvalade que não se reveem nas práticas da anterior gestão. Mas há males e prejuízos que vão continuar a marcar a vida do Sporting. Repare-se no que era o valor de mercado de Rui Patrício, Gelson Martins e William Carvalho, e aquilo que os responsáveis leoninos, numa lógica de deixar ir os anéis para salvar os dedos, aceitaram. E, ainda, no rombo que foi a saída da grande promessa que era Rafael Leão, transferido agora do Lille para o Milan por quase 40 milhões de euros. Sendo certo que o Sporting ainda batalha na justiça contra a justa causa invocada pelo novo rossonero, para rescisão do contrato, o facto de Bruno de Carvalho estar entre os 44 acusados de Alcochete não favorecerá, por certo, a argumentação dos leões. Frederico Varandas, na entrevista que concedeu recentemente à SIC, mostrou muita lucidez (e coragem) ao afirmar que mais importante do que jogar para ganhar imediatamente um campeonato, era investir mas infra-estruturas que foram desprezados nos mandatos anteriores e devolver o Sporting à pureza do projecto da formação, de que foi pioneiro, em Portugal. É por aí que os leões continuarão grandes..."

José Manuel Delgado, in A Bola

Responsabilidade de ser exemplo

"A importância do futebol vai muito para lá de um jogo. Os agentes intervenientes na competição têm responsabilidades perante a sociedade que, em circunstância alguma, podem ser esquecidas. No momento em que surge no nosso dia a dia, e não só na televisão, um novo jogador, o canal 11, estamos a aumentar a responsabilidade perante todos os que gostam deste jogo e para com todos os outros. Sem receio de errar, o pior que pode acontecer a um jogador é ter medo de falhar, mas sempre a querer ser exemplo. Os valores têm que se sobrepor a tudo o resto. Óbvio que quem compete quer ganhar, ser referência, estar na frente do marcador. Não basta marcar mais golos do que o adversário, temos que ter respeito por ele. Que pode sempre vir a ser futuro colega de equipa. Quanto mais elevado é o nível da competição, maior tem que ser a responsabilidade. Esta semana tivemos exemplos significativos, nacionais e internacionais. Simeone, que na competição tem excessos conhecidos, questionando sobre Griezmann, respondeu assim: «Não comento o fim da relação, mas os 5 anos em que estivemos juntos. Durante esse tempo respondeu dentro de campo, com um nível de compromisso enorme. Os números são fantásticos». Ronaldo encontrou-se com Florentino Pérez. O capitão da Selecção Nacional chamou o presidente ao palco na homenagem de que foi alvo. Bonito gesto. Florentino respondeu: «Vamos ter saudades a vida toda, Ronaldo é o melhor». O 11 promoveu uma conversa entre os treinadores de Sporting e Benfica. Fantástico. Os dois querem ganhar, mas ambos percebem o exemplo que têm que ser para milhões de fãs. Lage e Keizer aceitaram o desafio, como Rúben Dias e Luís Neto também se dispuseram ao frente a frente. Temos que lutar pela nossa equipa, impondo conjunto de valores, que têm, obrigatoriamente, que ser a imagem de marca da maior modalidade desportiva no mundo. Temos a responsabilidade de ser exemplo."

José Couceiro, in A Bola

Pelo Benfica

"E eis que, finalmente, o pontapé de saída, a nível oficial, está prestes a ser dado na temporada 2019/20 (domingo, 4 de Agosto, 20h45).
A presença da insígnia de Campeão Nacional nas camisolas da nossa equipa de futebol é um orgulho e representa o estatuto alcançado com o desempenho no Campeonato Nacional da temporada passada, mas não passa disso mesmo. Não representa pressão adicional, favoritismo ou responsabilidade acrescida pois, no Benfica, a exigência é sempre a mesma: máxima.
A Supertaça é a única prova em que, cujo palmarés, o Benfica, por diversas razões que não importam escalpelizar agora, mas que são sobejamente conhecidas por quem prestou atenção às últimas décadas do futebol português, não está à altura dos seus pergaminhos. Vencemos apenas sete vezes este troféu. No entanto, acreditamos que a tendência foi invertida nos últimos anos, nos quais saímos vitoriosos nas duas últimas participações (2016 e 2017). A pré-época consolidou sistemas e demonstrou a enorme qualidade do plantel campeão.
Teremos pela frente o Sporting, um rival histórico e que é sempre um adversário a ter em conta, apresentando-se para ganhar em qualquer competição que participa e, por esta ordem de razão, em qualquer jogo também. Terá certamente de ser um Benfica ao seu melhor nível aquele que desejamos vitorioso no próximo domingo.
Mas não almejamos somente o triunfo da nossa equipa na edição deste ano da Supertaça Cândido de Oliveira. Pretendemos também que a Supertaça seja um momento exemplar de promoção do futebol português, uma jornada em que impere o fair-play e a participação positiva de duas grandes massas de adeptos.
O encontro entre Bruno Lage e Marcel Keizer, assim como o de Rúben Dias e Luís Neto, extravasam o mero domínio do marketing promocional. São antes uma demonstração de que é possível adversários no campo juntarem-se fora dele em prol de uma paixão e de um objectivo partilhados, o futebol e a promoção do mesmo.
Que prevaleça este espírito e que, no relvado, o Benfica consiga superiorizar-se ao Sporting. Queremos muito vencer a Supertaça!"

Keizer & Lage

"Todos são aspiradores de audiências através da difamação e da injúria"!!!

"Luís Filipe Vieira não precisa que o defendam. Tem arte e recursos para isso. Mas ver esta missionária da cidadania tão concentrada no Presidente do Sport Lisboa e Benfica, motiva-me a assinalar as suas incoerências. A primeira delas é mesmo a alusão a Berardo. O principal problema desse benfiquista foi tratar um conjunto de parlamentares com a ironia que merecem. O património acumulado de Berardo chegará para as dividas que a sua actividade empresarial gerou. Pelo meio criou empregos, difundiu cultura, dinamizou o potencial de Portugal, no sector agrícola e do turismo. Também LFV tem uma actividade empresarial que responderá pelas responsabilidades criadas e que, tanto quanto se sabe, já estarão contratualizadas. É a única parte feliz da comparação, um e outro criaram riqueza a partir do sector privado, pagaram impostos, enfrentaram com os seus activos crises económicas mundiais. Voltemos a Ana Gomes... ganhou protagonismo com o processo de independência de Timor Leste. Sabendo os mais atentos que quem colocou o assunto no mapa foi Ramalho Eanes e a e a viagem de navegação do "Lusitânia Expresso", além dos mártires do massacre do cemitério de Santa Cruz. Depois arvorou-se em paladina de valores. Todavia, enquanto militante activa e premiada com vários cargos (a própria e a sua descendência) manteve-se silenciosa perante a nuvem espessa e tóxica de más práticas que foi envolvendo o seu partido. Acordou recentemente para a transparência no futebol depois de décadas de despudorada corrupção que beneficiaram um clube que teima em não referir nas suas prédicas, como se não existisse. Perante as evidências de conduta criminosa do seu protegido hacker, opta por fingir que não percebe. Como não se lhe ouviu peva sobre o fair play no futebol. Não se interessa pela lavandaria de esquina que está aberta apenas para alguns clientes, como intermediários de mala, chefes de gang, dinossauros e prostitutas. A esse nível não desce. Só lhe interessa o que reluz. E o que reluz são as luzes dos estúdios onde precisa de estar para exercer a sua cidadania, que se transformou numa série de insultos, opiniões disparatadas e teses de pacotilha para um aprendiz de KGB. Terá as suas audiências, como têm Aníbal Pinto, Francisco Marques e Bruno de Carvalho. Na tentação das comparações até dão um colorido poker. Ana Gomes está para a cidadania, como Aníbal Pinto para o comentário desportivo, Francisco Marques para o jornalismo e Bruno de Carvalho para o dirigismo. Todos são aspiradores de audiências através da difamação e da injúria."

SL Benfica: Com o bicampeonato na mira!

"A pré-temporada no futsal acabou de arrancar. O campeonato nacional da primeira divisão só arranca em Setembro, mas algumas equipas já arrancaram os trabalhos com vista à época 2019/20. Desse lote destacamos o actual campeão nacional em título, o Sport Lisboa e Benfica.
Os treinos já arrancaram esta semana e a equipa do SL Benfica, comandada por Joel Rocha, parte com muita vontade de atacar o bicampeonato nacional. A época só arranca com a realização da Supertaça, entre o Benfica e o Sporting Clube de Portugal, no dia 1 de Setembro, e por isso o tempo da pré-temporada é de sensivelmente um mês.
Com a manutenção da equipa técnica, que desde 2014/15 lidera os destinos das águias, comandada por Joel Rocha leva a uma maior solidez nas ideias da equipa. Em termos de alterações no plantel, houve apenas três.
A entrada de André Sousa, que foi guardião essencial na nossa única (até aos dias de hoje) conquista continental, para o SL Benfica deve-se por já não ser mais a primeira escolha nos “leões”. O guarda-redes português perdeu o seu lugar para Guitta, e até já começava a perder a sua posição na hierarquia dos guardiões leoninos para Gonçalo Portugal.
Esta troca, apesar de poder parecer uma “traição”, acaba por ser um negócio bom para ambas as partes. Para as águias porque garantiram um reforço de qualidade (uma excelente alternativa a Diego Roncaglio) enquanto que os verdes e brancos “despacham” um jogador que começava a perder espaço e minutos de jogo no plantel leonino.
Mas não ficam por aqui as trocas de lado da segunda circular. Desta feita falamos de um reforço bem mais jovem, com apenas 19 anos, o português Célio Coque. É uma das grandes promessas do nosso país e que na temporada 2018/19 já fazia parte do plantel sénior do Sporting.
O outro atleta que vem ajudar os encarnados a tentar alcançar o bicampeonato é o brasileiro Fernando Drasler. Veio de Espanha, onde foi peça-chave no sucesso do El Pozo Murcia, uma das grandes equipas do país vizinho. Na última temporada, o El Pozo chegou à final do play-off do campeonato espanhol e garantiu a presença na edição 19/20 da Liga dos Campeões de Futsal.
O plantel conta com 16 jogadores, com particular destaque para estes três novos elementos, que tudo farão para poderem constituir uma opção válida para o treinador. A vontade dos “encarnados” é chegar, claro está, ao bicampeonato. Ao longo desta pré-época vou apresentar os plantéis do principal escalão e comentar as entradas e contratações neste defeso."

Vamos assistir a um momento histórico no futebol: será uma árbitra a apitar a Supertaça Europeia

"A árbitra francesa Stéphanie Frappart foi a escolhida pela UEFA para apitar o jogo entre Liverpool e Chelsea, em Istambul É a primeira vez que uma árbitra do sexo feminino vai orientar a final de uma competição europeia. A francesa Stéphanie Frappart foi a escolhida pela UEFA para apitar a Supertaça entre Liverpool, vencedor da Liga dos Campeões, e Chelsea, vencedor da Liga Europa, a 14 de Agosto.
Stéphanie Frappart, 35 anos, será assistida por outras duas árbitras: Manuela Nicolosi, também francesa, e Michelle O'Neal, irlandesa, numa final que será disputada em Istambul, na Turquia.
Em Julho, a árbitra francesa apitou a final do Mundial feminino, precisamente em França, entre os EUA e a Holanda. Apenas uma portuguesa esteve presente no Campeonato do Mundo feminino: Sandra Bastos.
Frappart foi a primeira mulher a apitar um jogo da Ligue 1 em França, em Abril, e faz parte do lote de árbitros do campeonato francês.
"Já disse em várias ocasiões que o potencial do futebol feminino não tem limites e estou encantado por ter Stéphanie Frappart a apitar a Supertaça Europeia", disse o presidente da UEFA, Aleksander Čeferin, ao site da UEFA.
Stéphanie Frappart não é, ainda assim, a primeira árbitra do sexo feminino a orientar um jogo de uma competição europeia masculina. Essa honra coube a Nicole Petignat, que apitou na antiga Taça UEFA, entre 2004 e 2009.
A Supertaça Europeia também terá videoárbitro: Clement Turpin, de França, com os assistentes François Letexier, também francês, Mark Borsch, da Alemanha, e Massimiliano Irrati, de Itália."

O ADN Português

"A menos de um ano dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, o sonho de vestir as cores da bandeira torna-se cada vez mais palpável… O sentimento de ambição, determinação e força de vontade, importantes marcos da identidade portuguesa, evidenciam-se cada vez mais não só em mim como em todos aqueles que lutam pelo mesmo objectivo.
Os aspirantes a pisar o maior palco desportivo deste quadriénio devem recordar-se e recuar à época das grandes conquistas lusitanas, onde o puro ADN português se notabilizou nos quatro cantos do mundo, realçando o carisma patriótico de cada guerreiro lutador tão característico desta nação. 
Questionem-se. O que os movia? Por que lutavam? Por quem batalhavam?
Não será um campo de batalha semelhante a um tatami, a um campo de jogo, a um estádio, a uma pista… Qual o “segredo” intrínseco de cada um destes indivíduos que os motivava a percorrer este percurso tão árduo do sucesso. Será um sentimento de dever para com o país? Ou um sentimento de honra que carregam dentro de si?
Em todos os momentos-chave tentei transpor esse ADN português. Em cada acção que fazia, cada respiração dada, inspirava o orgulho de ser portuguesa e, tal como aqueles guerreiros, eu quero escrever história. História esta que não será escrita sozinha e necessita do Sonho de cada um, da perseverança e desse dito ADN.
E estando a um prazo tão curto do objectivo é necessário sonhar e não ter limites quando o fazemos, sonhem sem medos e hesitações. Ressaltem o fulgor português de dentro de vocês, humildemente e sem nunca esquecer as raízes tão próprias deste povo.
Podemos ser um povo pequeno, estar na extremidade mais ocidental da Europa, esquecidos, subestimados, mas a mais pura das verdades é que conseguimos elevar o nome do país nas mais diversas modalidades desportivas, marcando a nossa posição no mapa em todo o mundo! Recentemente, são mais que muitas as provas do nosso Valor, não só pela quantidade de medalhas arrecadadas, mas também pelas honrosas prestações dos atletas lusos. Sendo este crescimento potenciado pelo nosso genoma patriótico.
Nós somos assim, Guerreiros!
Vão atrás do Sonho!"

Benfiquismo (MCCL)

Bagdade, 1966

Alkacete...e afins !!!

"O dia em que um ex-presidente do SCP é pronunciado por indícios de autoria moral de vários crimes de ameaça agravada, 19 de ofensa à integridade física qualificada, 38 de sequestro, de um crime de detenção de arma proibida e de crimes que são classificados como terrorismo, não quantificados, é o dia em que alguma imprensa escrita dá maior destaque à reacção deste arguido à decisão, na sua conta de Facebook, com costumeiros insultos. Tem sido assim nos últimos anos. Identificam-se estes anti-heróis, como a figura em causa, os líderes de claques, o hacker, os candongueiros, os vozeiros e transformam-nos nas figuras maiores do desporto que os próprios tentam a todo o custo destruir. Estranha atracção a deste jornalismo. Parecem não compreender que este tipo de vírus só contribui para a decadência da sua profissão. A prazo a informação que geram transforma-se em material de investigações criminais, de sentido contrário ao que apregoam, e que têm forte probabilidade de terminar em condenações. Enquanto isso acontece, esse jornalismo de dependência vai cerceando a confiança das pessoas em determinadas linhas editoriais. A reacção é óbvia: menos interesse pela informação, menos consumo de conteúdos, mais precariedade. Por outro lado, é muito evidente o desalinhamento entre a informação validada processualmente - em tribunais de Lisboa e Porto - e as narrativas dos media, muitas vezes alienadas da verdade. Esta decisão centra a análise no essencial: não deve existir espaço no futebol e no desporto para incentivadores e agentes de violência. Por vontade de alguns responsáveis, incluindo os da esfera governamental, o problema de Alcochete é um problema de claques e aí existe espaço para estender o manto da censura ao Benfica, que tem, segundo dizem, claques ilegais, como a que protagonizou a invasão a Alcochete. Estão enganados. No crivo experiente de um juiz de instrução, Alcochete é sinónimo específico de grave risco para a paz social e para a ordem pública. Não há espaço para confusões, nem impunidades. É a liberdade dos que rejeitam a violência como orientação de base que está em risco. E tem de ser preservada. Após a produção de prova, aplique-se a lei como tiver de ser aplicada."

Cashball...

"A Federação Portuguesa de Andebol decidiu arquivar o processo Cashball como se nada tivesse acontecido.
Sem recursos e meios para montar uma equipa de investigação, sem aguardar pelo desfecho do processo de investigação judicial ou prorrogar ou suspender os processos de inquérito no sentido de aguardar o desfecho dos processos judiciais associados, sem ouvir oficialmente outros clubes, nem muito menos Paulo Silva (o empresário que confessou ter comprado árbitros e jogadores).
O caso está arquivado, amigos!
Em anexo vão algumas imagens que expõem a nu toda esta vergonha e que representam a podridão que está implementada no coração do desporto português - a sua própria Federação.
Pode parecer que andamos a dormir, mas não andamos. Andamos de olhos bem abertos. Em breve a festa vai começar novamente, podem ter a certeza. Aproveitem as nossas férias... enquanto podem.
A equipa do Polvo das Antas. 
Bónus de entretimento - Alcochete: www.docdroid.net/9ivuGwu
Divirtam-se."


Futsal: à procura do Bicampeonato...

Pequenas alterações, mas com impacto!
Depois da extraordinária vitória na última época, regressámos ao trabalho, com o objectivo de voltar a vencer internamente, mas também de ganhar na Europa!

As saídas do Raul Campos e do Tolrá, deixaram-me chateado! O Raul foi claramente o 7.ª NFL durante a época, foi aquele que ficou mais tempo de fora, mas depois no último jogo foi decisivo... tal como tinha sido o melhor jogador na Final de 2017/18!
O Tolrá foi decisivo defensivamente nos jogos mais importantes... ainda por cima, tinha contrato com o Benfica, que acabou por 'facilitar' a saída, a pedido do jogador!!!

Se para o Tolrá houve substituto directo, o Drasler (internacional Brasileiro), para o lugar do Raul ficámos 'pendurados'... O jovem Luíz Silva, que o ano passado fez parte da equipa de sub-20, acabou por aparecer na foto oficial... mas deverá jogar pouco!

Contratámos também o André Sousa, e o Célio Coque ao Sporting. O André tem sido o titular da Selecção Nacional, mas tem sido suplente no Sporting. O Roncaglio para mim, é claramente melhor, mas com o André vamos poder 'rodar' durante a época regular, deixando o Roncaglio de fora como um dos NFL extra!!! Pessoalmente, nunca gostei do André Sousa, reconhece-lhe qualidades, mas nunca gostei do comportamento dele na quadra...
Se o empréstimo do Cristiano é compreensível, espero que o André Correia, não seja prejudicado, pois na última época, o puto teve alguns minutos, poucos, mas de muita qualidade!

Em relação ao Célio, não sei o que esperar. Tem muito potencial, mas não sei se fará parte da rotação 'normal', tal como o Afonso Jesus...

O sucesso da época vai depender muito de 3 jogadores: os veteranos Fernandinho e Robinho... e sem o Raul, terá que ser o Fits a 'marcar' em todos os jogos, inclusive nos jogos 'grandes', algo que o ano passado não aconteceu...!!!
Vamos também ter uma época longa, com os internacionais, com muitos jogos pelas suas Selecções, não vai ser fácil manter a condição física de toda a gente no ponto!!!

Guarda-redes:
Roncaglio
Sousa
Correia
Fixo:
André
Drasler
Afonso
Célio
Ala:
Cecílio
Bruno
Chaguinha
Brito
Henmi
Ângelo
Silva
Pivot:
Fits
Fernandinho

O Brinco do Baptista #10 - Beautiful Game* ( *excepto para alguns )



"Aquele número mágico. Camisa fora dos calções e meias descaídas. O fantasista na sua plenitude. Aquele que tendo o toque de Midas nos pés faz com que todos caiam de amores por este jogo.
Daí que neste #10 convidamos alguém que... não gosta de bola! Parece impossibilidade, mas é imune a esta febre. E por muito estranho que nos pareça, iremos tentar perceber o que afasta uma pessoa deste jogo apaixonante, descobrindo por outro lado, o que nos deixa a nós sempre tão maravilhados. 
Se o #10 é o maestro, o que se pode fazer quando alguém não conhece a música? Márcio Barcelos, benfiquista não praticante, apaixonado pelo mundo do podcast, sendo autor do Sobretudo, do Portcasts e criador do Podes - festival de podcasts, fala-nos da sua paixão e é arrastado pelo Sérgio Engrácia, Aires Gouveia e João Tibério para o mágico mundo do futebol. Não garantimos conversões, mas garantimos um episódio diferente, como que um coelho tirado da cartola."

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

No caminho do sucesso

"Numa entrevista concedida à revista "Exame", Domingos Soares de Oliveira abordou vários temas da actualidade do Sport Lisboa e Benfica. Falou sobre a transferência de João Félix, enalteceu os resultados financeiros, abordou o tema do naming do Estádio, da pacificação do futebol português e ainda sobre a expansão da marca Benfica. ECA

Maior transferência de sempre no futebol português
"Como é evidente, ninguém pode ficar triste por receber 120 milhões de euros. Acho que é preciso ter consciência da grandeza do que nós já fizemos. Tivemos anos em que as transferências andavam à volta dos 80-100 milhões de euros, mas sempre com muitos jogadores. Mesmo este exercício que terminou agora, a 30 de Junho, terá um montante significativo do ponto de vista de venda de jogadores, portanto um único negócio que faça 120 milhões de euros é impossível dizer que não é bom. Agora, nós vivemos hoje uma realidade económica que nos deveria permitir dizer “não” a determinadas vendas e estar a reter os jogadores. Na minha modesta opinião, teria preferido muito mais que o jogador ficasse aqui um ou dois anos em vez de o deixar sair já. Para nós, para o jogador – não sei se para o Atlético de Madrid –, teria sido uma situação mais desejável. Mas a vontade do jogador é uma vontade importante, tem de ser respeitada. As condições do negócio, para que se pudesse fazer sem que o Benfica se possa opor, foram apresentadas. O Benfica recebe 120 milhões a pronto, portanto não adianta dizer se estamos contentes ou não. O negócio está feito, está feito."

Para onde está a ser canalizado o valor da transferência
"Obviamente podemos investir na contratação de um megacraque. Mas temos aí dois problemas. O primeiro é que esses megacraques, hoje em dia, dizem que o campeonato português é menos sexy do que os cinco principais campeonatos. Gostam da ideia de poder jogar na Champions, sim, mas o que eu tenho de acautelar é o equilíbrio da folha salarial. Se eu for contratar um jogador que vá ganhar cinco ou seis milhões limpos, eu crio um problema gigantesco ao nível do balneário. O dinheiro vai ser claramente usado para reforçar a nossa capacidade competitiva, o que não significa necessariamente que seja mais compras ou mais salários, mas nós não podemos ficar com o dinheiro aqui, dizer que o Benfica é uma entidade fantástica e que temos 300 milhões no banco. A intenção é reforçar sempre a nossa capacidade competitiva, sem comprometer o equilíbrio, quer do ponto de vista de contas quer do ponto de vista salarial."

Ano extraordinário do ponto de vista financeiro
"Temos mantido sempre, do ponto de vista de rácios, o nosso custo salarial dentro das recomendações da UEFA, abaixo dos 70%. Mantendo este comportamento, conseguiremos apresentar resultados positivos, como temos feito nos últimos cinco anos, e 2018/2019 será novamente um ano com resultados positivos. Como é evidente, arrancando 2019/2020 com uma receita extraordinária de 126 milhões, com a garantia de que estamos na Champions, batemos recordes de receitas de lugares cativos, os Red Pass; o ano vai ser extraordinário do ponto de vista financeiro. Oxalá tenhamos a capacidade de ir o mais longe possível na Champions, é um factor importante. Mas as outras receitas todas, direitos televisivos, patrocínios, etc., são muito estáveis, portanto não haverá aqui nenhuma surpresa que faça com que possamos sequer equacionar um cenário de prejuízos no final desta época."

Plantel fechado ou ainda poderá haver movimentações?
"Até 31 de Agosto, o plantel está em aberto, e nos dois sentidos. Podem entrar jogadores e podem sair. Eu arrisco-me sempre a ter um jogador, que para nós é crítico, mas, no dia 29, aparecer aqui alguém, bater a cláusula de rescisão à má fila e levá-lo. E este caminho dos jogos de preparação é um processo fundamental para que a equipa técnica faça uma redução do número de jogadores do plantel e para fazer as contratações cirúrgicas que possam ser necessárias."

O passivo
"Em termos nacionais as pessoas preocupam-se muito com o passivo e eu nunca vi ninguém preocupar-se com o activo. trezentos milhões de passivo, sendo que 130 é o que temos hoje daquilo que tem encargos financeiros; não sei como vamos fechar em termos de fornecedores. No entanto, diria que ficará nos 50-60 milhões de euros, e o resto são os descontos de contratos que vamos fazendo, o que para nós é um valor suficientemente aceitável. Não há nenhuma obsessão do Benfica em seguir uma trajetória mais acentuada de redução de passivo. Ele vai ser reduzido; como lhe disse a nossa intenção é muito provavelmente, nas próximas emissões obrigacionistas, fazer uma ligeira redução dos montantes disponíveis no mercado, mas não será acentuada."  

Naming do Estádio
"Nós ainda não conseguimos chegar a acordo, e não é caso único. As marcas portuguesas não conseguem suportar o investimento que nós consideramos necessário. Como tal, andamos muito à volta dos temas internacionais. Aquilo que se percebe hoje em dia é que ninguém vai investir no naming só para ter aqui o nome da sua marca, para o divulgar. As marcas nacionais não precisam disso e as grandes marcas internacionais têm outros veículos para projectar o seu nome; elas não precisam de o fazer num país periférico como é o caso de Portugal. Portanto, precisamos de encontrar uma justificação do ponto de vista de negócio que vá muito além da exposição da marca. E é isso que andamos a discutir com mais do que um parceiro. Neste momento temos duas conversas em aberto, espero poder fechar uma."

Importância da Champions League
"Por exigência dos grandes clubes europeus, o dinheiro distribuído na Champions é muito superior ao que era. Há uns anos, pela entrada íamos buscar 8-9 milhões de euros, agora vamos buscar €40 a 45 milhões. A exigência dos clubes grandes e a resposta da UEFA para impedir a criação da tal Superliga europeia resultaram no aumento das receitas. A nível doméstico, isto cria mais desequilíbrio, não apenas em Portugal mas em todo o lado. A nível internacional isto permite-nos manter uma capacidade competitiva razoável, embora seja evidente que nós não recebemos o mesmo que um Barcelona ou um Liverpool, mas pelo menos não ficamos apenas com as verbas domésticas, o que tornaria impossível competir. O exemplo do Ajax, e espero que em breve se fale do exemplo do Benfica, é esse, o facto de com receitas acrescidas por irem mais longe na Champions conseguem ter uma competitividade que, até há pouco tempo, era impossível para um clube de uma liga média, como a holandesa."

Pacificação no futebol português
"A situação tem vindo a degradar-se e não é apenas entre os três principais clubes. O que nós assistimos nos últimos anos foi à criação de um grupo chamado G15, que exclui de alguma forma os três principais clubes portugueses. Eu não conheço nenhuma situação assim a nível europeu. Mas temos este G15, não sei se este grupo ainda está vivo ou não. Depois temos um grupo, que eu chamo G2, que é uma maior proximidade entre Porto e Sporting, e ainda temos o G1, o Benfica, que, de alguma forma, não está nem num grupo nem noutro e que vai fazendo o seu próprio caminho. Respondendo de forma mais objectiva à sua pergunta: as mudanças de liderança que ocorreram do lado do Sporting geram naturalmente um movimento de maior abertura para que possamos discutir. A atual presidência do Sporting tem tido um discurso mais construtivo quando estamos sentados à mesma mesa. Do que eu me lembro em todos os sectores em que já trabalhei, todos têm mecanismos para se sentarem à mesa e construir qualquer coisa. Nós temos isso a nível europeu, os clubes que eu conheço a nível doméstico de outros países têm essa capacidade de conversarem entre grandes e pequenos. Em Portugal, não o estamos a fazer. E acho que isso é prejudicial para o desenvolvimento da indústria."

Caso dos emails
"Nestes quase dois anos, fomos objecto de um conjunto de acusações que eu considero infundadas mas que levaram a uma série de notícias internacionais e que claramente afectaram a marca. Houve necessidade de dar explicações aos nossos principais parceiros e tivemos de fazer um esforço significativo, e o facto de termos de fazer esse esforço significa que, de alguma forma, a marca foi prejudicada. Hoje, parece-me que é uma questão que está em vias de ser ultrapassada, e o sucesso relativo que temos vindo a ter nos casos que estão a ser avaliados em tribunais, seja o caso da concorrência desleal ou outros, creio que leva a que os benfiquistas neste momento voltem a sentir o clube com toda a sua pujança."

Expansão da marca Benfica
"Acho que temos condições para ambicionar um Benfica mais forte do que o que temos hoje. E faço a comparação, olhando para os últimos 15 anos, e olhando para a frente. Como o Presidente diz, há 15 anos não tínhamos dinheiro para mandar cantar um cego. Tudo o que queríamos era um sonho, e a capacidade de concretização era muito limitada. Mas é preciso dizer que estávamos nos anos de fácil crédito. E, com o apoio dos bancos, conseguimos a construção do estádio, a remodelação do plantel, a regularização das dívidas todas que tínhamos herdado dos tempos mais negros do Benfica. Se hoje temos, olhando para trás, uma capacidade financeira que é única, uma capacidade de investimento que é única, um plantel que nos orgulha em termos nacionais, se vimos de um processo em que nos últimos seis campeonatos ganhámos cinco, temos uma estrutura profissional que é muito boa, e digo-o sem falsas modéstias, acho que podemos equacionar que, não havendo comportamentos desviantes em termos de eleições que tragam aqui populistas – já vimos isso no Benfica e fora do Benfica –, diria que há todas as condições para, daqui a 10 anos, estarmos cada vez mais integrados nos maiores clubes europeus. Acredito que temos todas as condições para isso.""

O discreto Rei do Mercado

"Há um português a dominar o Mercado do futebol europeu de quem pouco ou nada se fala, apesar dos extraordinários negócios que tem realizado. Trabalha em França desde 2013 e, apesar de aparentemente ninguém dar nada por ele, em termos mediáticos, nestes seis anos gerou mais-valias na ordem dos 500 milhões de euros.
O Lille acaba de vender Nicolás Pépé ao Arsenal por 80 milhões, Rafael Leão ao Milan por 30, Thiago Mendes e Ikoné ao Lyon por 31 e El Ghazi aos Aston Villa por 9 milhões. As mais-valias são de 98 milhões, em cima de um dos melhores anos desportivos de sempre, com o 2.º lugar na Liga e apuramento directo para a Champions League. Há um ano, o mesmo clube francês tinha investido 9 milhões de euros em aquisições, mas facturou 70 milhões em vendas. Performance nada má para um clube que estava sob vigilância do fair-play financeiro.
O responsável por este fenómeno é o português Luís Campos, ex-treinador de pouco sucesso e com a nódoa de ter dirigido no mesmo ano duas equipas que desceram de divisão. Hoje, um jornal espanhol chamou-lhe “Monchi de França”, comparando-o ao admirável director desportivo do Sevilha. Em Portugal, tem passado à margem das notícias e, que eu tenha visto, nem nos cada vez mais e maiores espaços ligados ao “Mercado” as suas proezas têm merecido destaque.
Com muita descrição, quase desconhecido, Luís Campos executa em Lille o que já tinha feito no Mónaco, onde gerou mais-valias superiores a 300 milhões de euros, com jogadores como Bernardo Silva, Fabinho, Martial, Lemar ou Mendy.
Em seis anos, entre Monaco e Lille, as compras e vendas de Luís Campos conduziram a lucros de aproximadamente 500 milhões de euros. Outros fizeram mais dinheiro graças à formação, mas o Lille, tal como o Monaco, tornou-se num caso de estudo com a sua política de prospecção: compras baratas e vendas chorudas. Hoje mesmo, Luis Campos estava em Istanbul para comprar o médio Yusuf Yazici, do Trabzonspor."

Beira-Mar de Monte Gordo e os cuícos

"Se calhar devia começar esta rubricazinha de Agosto um pouco mais para oriente, em Vila Real de Santo António, onde o Lusitano tem uma história bem rica, certamente uma das mais preenchidas de todos os clubes à beira-mar plantados, pois é essa a ideia que faz mexer as letras destas colunas.
Mas, convenhamos, Beira-Mar de Monte Gordo é chamativo. Com aquele hífen que lhe dá um certo ar senhorial do séc. xvii, embora tenha nascido tão-somente em 1950, no dia 2 de Agosto, pelo que está na véspera de comemorar os seus 69 anos. Parabéns, portanto, pelo “curioso número”, como deixou escapar certa vez, de sorriso malicioso, o prof. João Bosco Soares Mota Amaral, a quem não eram conhecidas quaisquer ordens de malícias.
Concelho de Vila Real, distrito de Faro, eis a terra do Grupo Desportivo Beira-Mar, nome oficial. 
Vida difícil! Vida difícil!
E não tem sido tão difícil a vida dos clubes algarvios, com muitos deles arrastados para crises irresolúveis que os deixaram à beira da extinção, quando essa extinção não condenou até alguns deles?
Em 2011, por exemplo, andava o Beira-Mar num sofrimento atroz nos confins da Série F da iii Divisão, entretanto extinta, e transmitiu à Federação Portuguesa de Futebol que já não conseguia manter-se mais à superfície. Não houve boias que evitassem o seu afogamento.
Álvaro Viegas escreveu na letra do hino: “Beira-Mar! Beira-Mar/ Vamos todos apoiar!”
Não houve apoio que segurasse os cuícos.
“Os cuícos?”, perguntam aqueles que não conhecem Monte Gordo, essa estância de férias encantadora nos anos 60, era o Beira-Mar uma criança, cabanas de telhados de colmo espalhadas pela beira-mar, só o som da composição beira-mar (ou Beira-Mar) encanta o aparelhinho auditivo, em alguns tão sensível, a Ria Formosa logo ao lado, o sapal, os pescadores à moda da xávega, enfim, um Algarve que foi fenecendo para surgir outro no seu lugar.
Para os sensíveis dos ouvidos, conta Vítor Madeira, historiador de Monte Gordo, os cuícos não gostavam de ser cuícos. Mesmo que o dicionário da Sociedade de Língua Portuguesa registe e defina o termo desta forma: “Designação pitoresca dos habitantes da praia de Monte Gordo, perto de Vila Real de Santo António”.
Ora o cuíco era peça de roupa, com capuz, tecida a lã de carneiro, vestimenta resistente para quem passava as jornas na labuta do peixe ou no serviço a patrão que pagava pouco. Homens e mulheres usavam-no dia e noite, até para dormir se preciso fosse. Afinal, como diz o povo, mesmo em Monte Gordo, o que tapa o frio tapa o calor. E vice-versa.
Ficaram cuícos. Uns com orgulho, outros sem ele. Mas ainda há herdeiros do Beira-Mar que se intitulam cuícos. E jogam como cuícos. Torcem, mas não quebram."

João Félix

"João Félix tem tudo para brilhar no Atlético de Madrid, foi transferido por uma verba exorbitante, 126 milhões de euros, pesam sobre si enormes expectativas.
No Benfica fez coisas espectaculares e ajudou a vencer o título. É um nove e meio que faz lembrar Roberto Baggio, mas para lá chegar, tem que ser humilde, trabalhador, com espírito de sacrifício e muito esforço.
Tem apenas 19 anos, vai crescer futebolisticamente e com enorme futuro, tudo depende da sua adaptação e da ajuda de Simeone.
Ronaldo quando foi para o Manchester United tinha Alex Ferguson, mas também, Carlos Queiroz à sua espera para o ajudar na sua integração.
João Félix fez uma boa exibição contra o Real Madrid e MLS ALL-STARS, mas convém não exagerar, e perceber-se que são jogos a feijões e de pré-temporada.
Na Liga espanhola há 10 a 12 equipas que pressionam e complicam muito o trabalho dos avançados, depois há o Real Madrid e o Barcelona que têm um plantel melhor do que o Atlético de Madrid. Os jogos de pré-temporada dão indicações, mas não dão pontos nem títulos.
A prova de fogo vem a seguir com o início do campeonato. João Félix com a saída de Griezmann, pode aproveitar o lugar deixado vago, dando bons sinais que pode ser um aliado de Diego Costa.
No futebol é habitual passar de bestial a besta e vice-versa. Vem-me sempre à ideia Renato Sanches, um fabuloso jogador que tem sido um fiasco por falta de adaptação e por culpa própria.
Convém não exagerar e manter a serenidade, João Félix tem muita qualidade, mas o campeonato espanhol não é o campeonato português, é mais exigente, mais competitivo e mais pressionante.
O João Félix tem uma personalidade e maturidade impróprias para quem tem somente 19 anos, isso pode ajudá-lo. Acabou de chegar ao Atlético de Madrid e há rumores que o Manchester United o quer para o ano.
Vamos esperar com calma e que tenha a protecção do treinador e dos colegas.
Esperemos que o Atlético de Madrid daqui a uns tempos ache que a soma que deu tenha sido bem empregue e que até pensem que foi barato. Mas para isso, tem que o provar em jogos a sério, a doer e a pontuar."