Últimas indefectivações

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Correm ainda, lado a lado, pelas estradas da memória

"José Maria Nicolau merece ser aqui relembrado por uma e outra vez. Foi uma figura única do ciclismo português e marcou, com Alfredo Trindade, a rivalidade acima das rivalidades. Um Benfica-Sporting sobre duas rodas.

Chamavam-lhe «O Hércules do Cartaxo», tamanha a sua potência. José Maria Nicolau foi o maior ciclista da década de 30, e há muitos que o consideram o melhor de todos os tempos. Começou mal. Em 1928, no Lisboa-Óbidos-Lisboa, desistiu. Voltou no ano seguinte. Lisboa-Cartaxo. «Queria chegar primeiro na minha terra. Seria algo para jamais esquecer. Vesti pela primeira vez a camisola do Benfica. Sentia-me capaz de tudo. Mesmo tendo como adversários gente do melhor, como Quirino de Oliveira ou António Marques. A prova era terrível. A saída de Lisboa era feita através de azinhagas com mau piso. Mal partimos, lancei-me na frente. Bem me avisaram para ir mais devagar, que iria rebentar num instante, mas não liguei. Na ponta final fui vencido pelo Quirino. Fiquei triste e satisfeito. Triste por perder. Satisfeito por perceber que era tão bom como os outros».
Não era. Era melhor.
Dedicou-se a vencer: I Circuito de Lisboa, Taça União, III Volta dos Campeões, Grande Prémio de Outuno, Estoril, I Porto-Vigo, Porto-Lisboa, Volta a Portugal! Vencia provas com quem bebia água: fácil, de golada...
A Volta a Portugal estava na sua 2.ª edição. Tinha havido a primeira; depois, quatro anos de intervalo. Finalmente, Nicolau.
Alto, jovem pleno de vigor. Era um touro de potência. Determinado; entusiasta. «Desde que atingiu a classe de corredor de primeira linha, não hesitava em arrancar logo de princípio. Em muitas provas, pareceu levar tudo de reboque, na sua roda... Nas descidas, era do mais confiado. A 'alma' de Nicolau, em cima da bicicleta, correspondia à 'alma' tradicional do Benfica».
Em 1932 não ganhou a Volta. Mas ganhou o resto: V Volta dos Campeões, Taça Golegã, Taça Olímpica, Grande Prémio de Lisboa, 12 Voltas à Gafa, Porto-Lisboa, Taça União, III Lisboa-Coimbra, Campeonato de Portugal em Fundo, Lisboa-Benavente. Não havia limites para José Maria Nicolau.
Um rival de peso
Houve, depois, a rivalidade. A rivalidade de sempre: Benfica-Sporting - José Maria Nicolau - Alfredo Trindade. No velho jornal Os Sports, após a III Volta a Portugal, conquistada por Trindade, fazia-se a comparação: «A superioridade atlética de Nicolau em relação a Trindade é inegável: a derrota na III Volta não o apouca, porque os melhores perdem e não deslustra perder quando o adversário é valoroso e se vendeu cara a vitória. Nicolau disputou provas, além da Volta, e em todas triunfou; nas dezanove etapas da Volta, venceu doze vezes e ficou quatro vezes em segundo e duas em terceiro. É difícil demonstrar mais absoluto senhorio, e o campeão do Benfica merece a designação de rei na época de 1932».
A carreira de Nicolau foi pejada de triunfos.
Houve um ou outro, em especial.

O recorde batido na Porto-Lisboa. Estava em 14h42s, e Nicolau fez 12h10s - 2h35m11s de diferença. Explosivo! Supersónico! Há uma fotografia bem exemplar desse momento. Nicolau junta as mãos sobre a cabeça em gesto de triunfo. Está aos ombros dos seus companheiros - Mário de Almeia, Domingos Leal, Santos Duarte, Vassalo Miranda, Aguiar da Cunha e Gil Moreira. Uma equipa de campeões!
A rivalidade continuava- «Nicolau-Trindade de constituíram a mais célebre rivalidade ciclista de todos os tempos em Portugal», escrevia-se na Stadium, uma revista revolucionária (em todos os sentidos) para a época. «As estradas do continente eram ímanes que atraíam compactas multidões para as suas beiras. Os gritos de incitamento, os aplausos vibrantes do povo eram incentivos caros que chegavam à alma dos seus formidáveis ciclistas. O triunfo de um deles não era, de modo alguém, derrota inglória do outro. Era um duelo ímpar de emoção, um duelo sem fim. Desta alternância de ganhar e de perder nasceu a mais excepcional e vibrante rivalidade desportiva de todos os tempos no ciclismo lusitano. O facto de Alfredo Trindade pertencer ao Sporting e José Maria Nicolau ao Benfica completou com extrema felicidade o quadro dessa formidável emulação desportiva, jamais atingida entre dois atletas no plano puramente individual. Nicolau ganhou a II Volta a Portugal, e Trindade foi segundo. Trindade ganhou a III Volta a Portugal, e Nicolau foi segundo. Na quarta, Nicolau desistiu, e Trindade ganhou. Na quinta, Trindade desistiu, e Nicolau ganhou. Que melhor igualdade se pode desejar para traduzir a enorme rivalidade que existiu entre os dois ídolos do ciclismo?».

Os dois nomes entraram, lado a lado, no corredor estrito dos mitos. Passaram-se as décadas, e mantém-se a chama. Correm ainda num desafio infinito pelas estradas da memória."

Afonso de Melo, in O Benfica

Benfiquistas a bordo

"Em dia de jogo na outra margem, a massa associativa 'encarnada' atravessou o Tejo e colaborou na construção do Novo Parque de Jogos.

Na época 1956/57, o Benfica conquistou o seu nono Campeonato Nacional. Entre o início e o fim da competição, vários foram os episódios que ficaram para a história. A viagem ao Barreiro no dia 14 de Outubro de 1956 foi um deles.
Nesse domingo, ao inicio da tarde, o Benfica atravessou o rio Tejo rumo à 'cidade industrial' para disputar a 5.ª jornada frente ao Grupo Desportivo da Companhia União Fabril (CUF) do Barreiro. Consigo levou uma 'dedicada falange de apoio'.
A Comissão Central organizou dois 'barcos especiais ao Barreiro' que transportaram os sócios e simpatizantes do 'Glorioso' entre o Cais do Sodré, em Lisboa, e o cais da CUF, no Barreiro. Em ambos, aos cinco escudos do bilhete de ida e volta, acrescia uma 'sobretaxa de 2$50 a favor do Fundo da Construção do Novo Parque de Jogos'. Uma vez mais, a massa associativa acedeu à iniciativa do Clube e '«gente» benfiquista não faltou no Barreiro'.
Na outra margem, o jogo teve início às 15h, no campo D. Manuel de Melo - emprestado pelo FC Barreirense ao clube seu conterrâneo 'enquanto arrelva o seu estádio de Santa Barbara' - e contou com casa cheia. Milhares de benfiquistas ali se deslocaram para 'acompanhar o seu clube, dando o seu contributo para mais um grandioso espectáculo desta festa que é o futebol!'.
Vencer o desafio não foi tarefa fácil para os 'encarnados'. A CUF marcou ao minuto um, o campo era uma piscina de lama, Águas e Palmeiro lesionaram-se e Coluna foi expulso. No entanto, 'a garra, o brio, a vontade benfiquista' foram mais fortes que os obstáculos e os 'encarnados' venceram por 3-2. 'Acabado o jogo, o Benfica, apesar de tudo, continuava à cabeça do campeonato'. Na viagem de regresso a Lisboa, os passageiros dos 'barcos especiais' abanaram as suas bandeiras com entusiasmo redobrado. E terão sido inúmeros os 'Viva o Benfica!' que se ouviram no Tejo.
Roland Oliveira captou a falange benfiquista num desses 'barcos especiais' a caminho do Barreiro. A fotografia foi publicada na edição de 18 de Outubro do jornal O Benfica. Na legenda lia-se: 'Bandeiras ao lato, a «frota» do Benfica caminha à «conquista» do Barreiro... e dos dois pontos'. Conseguiu.
Pode ver esta e outras fotografias na exposição Roland Oliveira, em exibição na Rua Jardim do Regedor, em Lisboa."

Mafalda Esturrenho, in O Benfica

Gerir a comunicação é muito mais do que controlar redes sociais

"Os leões podem estar a descobri-lo da pior maneira.

«Se é uma equipa trabalhada por mim tem de ser a melhor. A diferença está no treinador.»
As palavras não precisam de ser identificadas, todos sabem de que boca vieram e, mesmo que não tivessem sido mediáticas o suficiente, dificilmente alguém não acertaria no autor. Provavelmente, em Portugal, só ele o diria.
Jorge Jesus é um treinador fantástico. As suas equipas são sempre muito competitivas e têm um cunho próprio.
Jorge Jesus tem, quando fala de bola, uma profundidade como poucos. O conteúdo é bom, e enriquecedor para quem o ouve.
Jorge Jesus tem, ao mesmo tempo, um lado que não controla e que tem invariável impacto nos grupos com que trabalha. Acontece muitas vezes quando ganha, outras quando perde.
Se estas declarações proferidas antes da humilhação com o Rio Ave e logo após a derrota em Madrid marcam a temporada do leão, simbolizando o início do seu descalabro, a última sobre Palhinha confirma o escasso valor que o jogador do Sporting – em geral, não especificamente o médio-defensivo – tem para o treinador.
E não é só Jesus, já que a entrada do presidente Bruno Carvalho no balneário em Chaves afina pelo mesmo diapasão. Tal como as exigências posteriores de atitude e entrega, reforçadas num comunicado em que o responsável dividia as culpas entre si e o técnico.
A verdade é que se «Palhinha levou o guião errado» para o jogo é porque alguém lho passou. Naturalmente seria Jesus a fazê-lo, dado que é ele quem monta a equipa e a estratégia. 
«Apresentámos aqui uma equipa muito jovem, com seis jogadores da formação. Aliás, dez da formação em 18 convocados. Isso também se paga. Mas estamos a dar um passo atrás para dar dois à frente.»
Também as declarações do treinador pós-clássico poderão fazer transparecer a discordância com a mudança de rumo da política desportiva, feita agora à base da formação, com os regressos de jogadores como Podence, Geraldes, entre outros.
A grande diferença de Jesus da Luz para Alvalade é que agora não tem qualquer filtro. E, mesmo assim, no clube anterior, ao falar de um possível substituto de Matic no Seixal atirou que os jovens jogadores do Benfica «tinham de nascer dez vezes» para poderem aspirar a tal. O que também motivou uma reação dos mesmos nas redes sociais.
No Sporting, não tem qualquer filtro, repita-se. Se no ano passado poderá ter sido ele a unir o adversário com uma declaração despropositada – embora baseada em falsa premissa –, na presente época, a de todas as apostas, terá perdido o controlo do rumo da equipa, com mais uma frase em falso.
Agora, nas palavras sobre Palhinha e a formação, Jesus parece levantar dúvidas sobre a futura estratégia desportiva do clube e a sua posição na mesma.
Mais do que controlar os jogadores nas redes sociais, dividindo-se em negações de contas e na exacerbação de mensagens positivas, estacando consequências de declarações de Jesus e do próprio momento que a equipa atravessa, o clube deveria focar-se na origem do problema.
Não é de hoje que a comunicação ganha jogos, muitas vezes campeonatos. E o inverso também é verdade. O Sporting poderá estar a descobri-lo da pior maneira."

Benfiquismo (CCCLXXII)

Humberto...

Ainda o rescaldo...

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Lixívia 20

Tabela Anti-Lixívia
Benfica.......... 48 (-8) = 56
Corruptos..... 47 (+9) = 38
Sporting........ 38 (+4) = 34

Mais uma semana, e nada de novo:
- no clássico Dragarto, derrota dos do costume, com erros a beneficiar os do costume, e com os 'enrabados' caladinhos... logo as Osgas que com outros adversários fartam-se de ganir...!!! Noutros tempos, eram roubados no Dragay, mas pelo menos dois ou três dias depois, lá marcavam uma conferência de imprensa, para dizerem que tinham sido roubados, mas com o Babalu, nem isso... Na paz dos anjos!!!
- na Luz, mais uma arbitragem inacreditável, com uma dualidade de critério aberrante... e com as agressões sobre jogadores do Benfica, a passarem impunes...
Resumindo, tudo muito previsível!!!

O grande erro no Dragay, é a falta no início do 2.º golo dos Corruptos. O mais extraordinário, é a 'critica' inverter o 'ónus' do erro, dizendo que a lei da vantagem foi bem dada!!!
É o Brahimi que leva a bola, mas o Palhinha ganha posição com o corpo, usa os braços normalmente (se o uso dos braços é falta, então 'tudo' é falta!!!), e é o Brahimi a rasteirar o bode expiatório do Judas!!!
Em relação ao pedido de penalty pelo Sporting, não acho que têm razão... A semana passada, em Setúbal, num lance idêntico após remate do Mitro, nem sequer discuti o 'caso' aqui na Lixívia... Este tipo de remates, à 'queima', não devem ser assinalados penalty's... O problema é que fora da área, já são marcadas!!! Na Luz, no Benfica-Nacional, o Salvio perto da área dos Madeirenses, provou isso mesmo...
A estratégia do Huginho, foi marcar tudo... cerca de 49 faltas!!! Até por isso, a não marcação de falta sobre o Palhinha, é mais escandalosa...
Disciplinarmente, os Corruptos ainda pediram o 2.º Amarelo ao Marvin sem razão... Agora, o Mini podia ter levado o 2.º Amarelo, mas curiosamente nas análises pós-jogo, o lance do Mini foi 'apagado'!!!!


Na Luz, além dos 'casos' específicos, o indicador mais esclarecedor, foi mesmo o conjunto de decisões durante os 90 minutos, relvado totalmente inclinado... Isto por parte de um árbitro que até tinha estado bem no Benfica-Moreirense da 1.ª volta... mas após a famosa sequência de ameaças/reuniões mudou de agulha... e depois do Moreirense-Corruptos da Taça da Liga, sentiu a necessidade de mostrar na Luz, que não é anti-Corruptos, bem pelo contrário!!!
Disciplinarmente esteve uma nódoa: os defesas do Nacional, foram fazendo faltas sucessivas, e apesar dos avisos, Amarelos nem vê-los... Depois resolve mostra o Amarelo ao Jonas (por protestos) e na falta seguinte, foi obrigado a mostrar um Amarelo ao Nacional... mas quando o guarda-redes do Nacional também protestou ostensivamente, 'esqueceu-se' do critério...
As bolas paradas também foram engraçadas: descobriu praticamente em todas as 'bolas paradas' favoráveis ao Benfica, faltas ofensivas... só tenho pena que na Taça da Liga, não tenhamos tido a mesma equipa de arbitragem!!!
O lance mais grave, foi a não expulsão do jogador do Nacional, que tentou acabar com a carreira do Fejsa!!! Flagrante, óbvio e em frente do árbitro... entrada assassina...
No lance sobre o Salvio, pessoalmente, também acho que seja Vermelho, mas é raro algum árbitro ter a coragem de o fazer, neste tipo de lances!!! O mais inacreditável, é que os 'expert's' que a semana passada 'pediram' a expulsão do Pizzi na Meia-final da Taça da Liga com o Moreirense, agora, acharam que o Amarelo foi bem mostrado!!!!! Sendo que o Pizzi, apesar de ter feito uma falta grosseira para parar um contra-ataque, não colocou a integridade física do adversário em causa... Ontem, o Salvio não ficou gravemente lesionado, por pura sorte... Não existiu qualquer intenção de jogar a bola, o Central do Nacional foi aos tornozelos do Salvio, com intenção de aleijar... e como jogador profissional de futebol, com plena consciência do perigo da 'entrada'!!!
No lance sobre o Semedo, o contacto existe, o Tobias agarra o Semedo, mas a queda foi demasiado fácil... a velha questão da intensidade, e o excesso de teatralização!!!
Na jogada com o Rafa, a não marcação de qualquer falta é ridícula... seria no mínimo Livre Indirecto!!! Mesmo com as repetições, não é claro a existência de contacto na cabeça do Rafa, por isso digo no mínimo...!!!
Agora, a não marcação de 'nada' (nos descontos, com 3-0 no marcador), só prova que o senhor árbitro (que aparentemente é Lagarto), foi para o jogo com a clara intenção de 'lavar' a imagem após o Moreirense-Corruptos... o que é grave!!!

Anexos:

Benfica
1.ª-Tondela(f), V(0-2), Pinheiro, Nada a assinalar
2.ª-Setúbal(c), E(1-1), Oliveira, Prejudicados, (1-0), (-2 pontos)
3.ª-Nacional(f), V(1-3), Soares Dias, Nada a assinalar
4.ª-Arouca(f), V(1-2), Veríssimo, Prejudicados, (0-3), Sem influência no resultado
5.ª-Braga(c), V(3-1), Sousa, Prejudicados, (4-1), Sem influência no resultado
6.ª-Chaves(f), V(0-2), Martins, Prejudicados, (0-3), Sem influência no resultado
7.ª-Feirense(c), V(4-0), Luís Ferreira, Prejudicados, (5-0), Sem influência no resultado
8.ª-Belenenses(f), V(0-2), Hugo Miguel, Nada a assinalar
9.ª-Paços de Ferreira(c), V(3-0), Esteves, Nada a assinalar
10.ª-Corruptos(f), E(1-1), Soares Dias, Prejudicados, Impossível contabilizar
11.ª-Moreirense(c), V(3-0), Godinho, Prejudicados, Sem influência no resultado
12.ª-Marítimo(f), D(2-1), Vasco Santos, Prejudicados, (1-4), (-3 pontos)
13.ª-Sporting(c), V(2-1), Sousa, Prejudicados, Sem influência no resultado
14.ª-Estoril(f), V(0-1), Paixão, Prejudicados, (0-4), Sem influência no resultado
15.ª-Rio Ave(c), V(2-0), Rui Costa, Prejudicados, (5-0), Sem influência no resultado
16.ª-Guimarães(f), V(0-2), Almeida, Nada a assinalar
17.ª-Boavista(c), E(3-3), Luís Ferreira, Prejudicados, (3-0), (-2 pontos)
18.ª-Tondela(c), V(4-0), Esteves, Nada a assinalar
19.ª-Setúbal(f), D(1-0), Pinheiro, Prejudicados, (1-1), (-1 ponto)
20.ª-Nacional(c), V(3-0), Godinho, Prejudicados, Sem influência no resultado

Sporting
1.ª-Marítimo(c), V(2-0), Nuno Pereira, Nada a assinalar
2.ª-Paços de Ferreira(f), V(0-1), Hugo Miguel, Beneficiados, Impossível contabilizar
3.ª-Corruptos(c), V(2-1), Martins, Beneficiados, (0-1), (+3 pontos)
4.ª-Moreirense(c), V(3-0), Almeida, Beneficiados, (2-0), Impossível contabilizar
5.ª-Rio Ave(f), D(3-1), Pinheiro, Nada a assinalar
6.ª-Estoril(c), V(4-2), Capela, Beneficiados, (4-3), Sem influência no resultado
7.ª-Guimarães(f), E(3-3), Soares Dias, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
8.ª-Tondela(c), E(1-1), Rui Costa, Beneficiados, (0-1), (+1 ponto)
9.ª-Nacional(f), E(0-0), Vasco Santos, Prejudicados, (0-1), (-2 pontos)
10.ª-Arouca(c), V(3-0), Xistra, Beneficiados, Impossível contabilizar
11.ª-Boavista(f), V(0-1), Veríssimo, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
12.ª-Setúbal(c), V(2-0), Rui Costa, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
13.ª-Benfica(f), D(2-1), Sousa, Beneficiados, Sem influência no resultado
14.ª-Braga(c), D(0-1), Hugo Miguel, Beneficiados, Sem influência no resultado
15.ª-Belenenses(f), D(0-1), Tiago Martins, Nada a assinalar
16.ª-Feirense(c), V(2-1), Esteves, Beneficiados, (1-2), (+3 pontos)
17.ª-Chaves(f), E(2-2), Almeida, Nada a assinalar
18.ª-Marítimo(f), E(2-2), Pinheiro, Prejudicados, (2-3), (-2 pontos)
19.ª-Paços de Ferreira(c), V(4-2), Veríssimo, Beneficiados, (3-2), Impossível contabilizar
20.ª-Corruptos(f), D(2-1), Hugo Miguel, Prejudicados, (1-1), (-1 ponto)

Corruptos
1.ª-Rio Ave(f), V(1-3), Veríssimo, Nada a assinalar
2.ª-Estoril(c), V(1-0), Luís Ferreira, Prejudicados, Sem influência no resultado
3.ª-Sporting(f), D(2-1), Martins, Prejudicados, (0-1), (-3 pontos)
4.ª-Guimarães(c), V(3-0), Sousa, Nada a assinalar
5.ª-Tondela(f), E(0-0), Hugo Miguel, Beneficiados, (1-0), (+ 1 ponto)
6.ª-Boavista(c), V(3-1), Almeida, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
7.ª-Nacional(f), V(0-4), Rui Costa, Beneficiados, Sem influência no resultado
8.ª-Arouca(c), V(3-0), Manuel Mota, Nada a assinalar
9.ª-Setúbal(f), E(0-0), Pinheiro, Nada a assinalar
10.ª-Benfica(c), E(1-1), Soares Dias, Beneficiados, Impossível de contabilizar
11.ª-Belenenses(f), E(0-0), Oliveira, Beneficiados, (1-0), (+1 ponto)
12.ª-Braga(c), V(1-0), Xistra, Beneficiados, Sem influência no resultado
13.ª-Feirense(f), V(0-4), Luís Ferreira, Beneficiados, Impossível contabilizar
14.ª-Chaves(c), V(2-1), Vasco Santos, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
15.ª-Marítimo(c), V(2-1), Esteves, Prejudicados, Sem influência no resultado
16.ª-Paços de Ferreira(f), E(0-0), Soares Dias, Beneficiados, (1-0), (+1 ponto)
17.ª-Moreirense(c), V(3-0), Veríssimo, Beneficiados, Sem influência no resultado
18.ª-Rio Ave(c), V(4-2), Sousa, Beneficiados, (0-2), (+3 pontos)
19.ª-Estoril(f), (1-2), Oliveira, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
20.ª-Sporting(c), (2-1), Hugo Miguel, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)

Jornadas anteriores:
1.ª jornada
2.ª jornada
3.ª jornada
4.ª jornada
5.ª jornada
6.ª jornada
7.ª jornada
8.ª jornada
9.ª jornada
10.ª jornada
11.ª jornada
12.ª jornada
13.ª jornada
14.ª jornada
15.ª jornada
16.ª jornada
17.ª jornada
18.ª jornada
19.ª jornada

Épocas anteriores:
2015-2016

Benfica imune à pressão

"O Benfica regressa à liderança da Liga após exibição segura e autoritária.

Dissipar todas as dúvidas
1. Havia dúvidas (legitimas) que os maus resultados lançaram na mente dos adeptos encarnados. Afinal, pela primeira vez em alguns meses, o Benfica entrava em campo numa posição que não estava habituado... atrás do concorrente ao título FC Porto. Como reagiu? Com autoridade: Jonas voltou a ser Jonas, deu duas bicadas no adversário e assim estabilizou o ritmo cardíaco dos adeptos, até dos menos optimistas. O tempo dirá se este jogo teve o condão de afastar os fantasmas que começaram a povoar a realidade dos benfiquistas após as últimas jornadas, mas a verdade é que a exibição foi muito bem conseguida e desde muito cedo se percebeu que o Nacional não teria condições de discutir o jogo com uma equipa que soube gerir todas as emoções e se mostrou imperturbável.

Equilíbrio durou pouco
2. O Nacional prometeu que não seria equipa preocupada apenas em defender e a verdade é que fez por cumprir essa promessa. Mesmo assim, o maior mérito que teve foi ter conseguido controlar os movimentos ofensivos do Benfica nos primeiros 20 minutos. Mas essa foi realidade que os desmoronou com o primeiro golo de Jonas, que voltou a marcar aos 35 minutos e sentenciou dessa forma um jogo que se previa muito complicado para os encarnados.

Ainda mais autoridade
3. É bem verdade que o segundo golo de Jonas acabou com as dúvidas, mas deve dizer-se que na segunda parte o Benfica foi ainda melhor, gerindo com muito critério a posse de bola e mostrando uma reacção muito positiva quando a perdia. Desta forma, o Nacional só por uma vez levou o perigo à área encarnada, por Tobias Figueiredo, muito por culpa de encarnados, que foram ontem muito coesos e evitaram dessa forma qualquer sobressalto.

De novo sem sofrer golos
4. Em suma, o Benfica regressa à liderança após uma exibição segura e autoritária. Esteve à altura do momento e se dormiu atrás do FC Porto, pelo que se viu na Luz, deve ter dormido muito bem. Referência ainda para o facto de os encarnados conseguirem evitar sofrer golos ao sexto jogo, depois de nos últimos cinco terem consentido nove, muito para um candidato ao título. Pressão? Só mesmo a atmosférica e por culpa de um Jonas anticrise que marcou duas vezes. O outro golo? Do suspeito do costume: Mitroglou estava no sítio certo para acabar uma partida de extrema importância."

Vítor Manuel, in A Bola

Sinais da bola

"Escondido
Rui Vitória foi um dos 48 mil que assistiram ao jogo da bancada. No caso do treinador, suspenso três encontros, num camarote. Conselho de Disciplina aprecia, amanhã, o recurso ao castigo, para que o técnico regresse ao banco na sexta-feira e possa voltar a falar.

Rico plantel
André Almeida foi titular 13 jogos seguidos, Franco Cervi, reforço com provas dadas, entrou de início em Setúbal. Estavam convocados, mas não entraram na ficha de jogo por opção técnica. É a riqueza do plantel dos encarnados. Quantos técnicos se podem dar a este luxo?

É só amor
É um caso de amor correspondido. Os adeptos adoram Jonas e o avançado adora o Benfica. Já o disse publicamente. E, ontem, depois de assinar o primeiro golo e sossegar a turba encarnada o brasileiro mostrou o emblema da camisola nos festejos.

Outra vez?
Primeiro foi Eliseu que se agarrou à virilha esquerda depois de sofrer falta de Zequinha. Depois foi Salvio que se queixou do tornozelo direito após entrada dura de Rui Correia. Mais lesões? O argentino tinha falhado a deslocação a Setúbal por lesão no tornozelo direito.

Maldade
Uau de espanto por todo o estádio quando Nélson Semedo, sob pressão passou a bola por entre as pernas de Aristeguieta e foi buscá-la mais à frente, junto à linha de meio-campo. Uma maldade carregada de técnica e de classe do lateral-direito."

Nuno Paralvas, in A Bola

Jesus, Palhinha e o que está por dizer...

"Se Palhinha levou o guião errado, que lho deu? Era bom que Jorge Jesus voltasse a este tema para deixar tudo em pratos limpos...

Jorge Jesus tem muitos anos de futebol, foi jogador antes de ser treinador e conhece por dentro e por fora a dinâmica dos grupos e o código da cabina. Sabe, por isso, que fica mal a qualquer técnico encontrar bodes expiatórios entre os seus pupilos para insucessos que são sempre de todos, nada vale mais do que o colectivo, é a equipa que ganha e é a equipa que perde, ou então, se é cada um por si, o desfecho acabará sempre por ser negativo. Vem este introito a propósito do que o treinador do Sporting disse, no fim do clássico do Dragão, sobre João Palhinha, o jovem que estava emprestado ao Belenenses, regressou à casa mãe e logo nas primeiras impressões teve de de substituir William Carvalho no onze inicial clássico do Dragão.
Disse Jesus, depois do jogo, a propósito de João Palhinha:
«Não levou o guião certo para se enquadrar com o que estava a acontecer no jogo, andou perdido na primeira meia hora. Isso foi fatal para nós em termos tácticos.» À primeira vista trata-se de uma crítica cruel do treinador ao jogador, a quem são imputadas responsabilidade directas no descalabro leonino. Pela gravidade do que que foi dito, seria interessante que Jorge Jesus viesse a público (porque as declarações que fez foram públicas...) clarificar o sentido do que afirmou. Porque, em limite, quem dá o guião ao artista é o realizador, neste caso o treinador; e, nesse caso, o facto de Palhinha não ter o guião certo seria culpa do próprio Jesus. Ou então o que Jorge Jesus quis mesmo dizer foi aquilo que pareceu, ou seja, que a culpa da derrota foi de João Palhinha. De uma forma ou de outra, creio justificar-se uma clarificação por parte do técnico do Sporting. Até porque Jesus tem sido, ao longo da carreira, muitas vezes acusado de narcisismo e egocentrismo, colocando-se no centro das atenções, acima dos jogadores que dirige. São conhecidas algumas tiradas do treinador verde-e-branco, que tiveram, até, na época passada, o condão de unir a cabina do Benfica, a propósito do que os encarnados não seriam capazes de fazer depois da partida do «cérebro»; ou já na versão do técnico do Sporting, o facto da «qualidade do treino» fazer a diferença num plantel que não seria o melhor. Mas, voltando a Palhinha, Jesus deve dissipar dúvidas: O que disse foi mesmo um ataque ao jogador, ou o reconhecimento de ter ele próprio falhado na preparação do clássico?

Ás
Leonardo Jardim
Ao fim de 23 rondas da Ligue 1 o Mónaco é líder isolado e tem sido alvo dos maiores elogios, especialmente pela extraordinária capacidade realizadora que tem demonstrado. Na última jornada,  uma vitória clara, 3-0, sobre o Nice foi suficiente para tirar dúvidas sobre quem é o mais forte no hexágono. Leonardo Jardim soma e segue!
(...)

ÁS
Jonas
Depois da temporada, viram-se sinais de bonança na Luz. O triunfo sobre o Nacional da Madeira foi claro, devolveu o Benfica ao topo do campeonato, deixando o Sporting a dez pontos, e para ele muito contribuiu Jonas com dois golos, o segundo de excelente recorte técnico. É, de facto, um futebolista de excelência.

Marco Silva já ganhou a Klopp e Mourinho
«Se eu acreditei na permanência logo que cheguei, porque razão não haveria de acreditar agora?»
O treinador português do Hull City tem uma tarefa árdua pela frente, manter o clube do nordeste de Inglaterra na Premier League não vai ser simples. Mas, para já, conseguiu ganhar o respeito dos seus pares. Em três jogos com o United de Mourinho, uma derrota, um empate e uma vitória. E no confronto de Sábado passado com o Liverpool e Klopp, um triunfo claro. Grande Marco.

Premier League
Em Inglaterra joga-se o melhor campeonato do Mundo. A distribuição nacional de riqueza permite, hoje em dia, que as vinte equipas em prova se apresentam com argumentos válidos, tornando os jogos emocionantes e de prognóstico sempre reservado. E até aconteceu que um clube pode ser campeão num ano e na época seguinte viver com a corda na garganta, asfixiado pelo espectro da relegação. É o que se passa com o Leicester, que à 24.ª jornada está apenas um ponto acima da linha de água. E Kasper Schmeichel já disse: «Chegou o momento de todos nos chegarmos à frente, caso contrário descemos de Divisão».

França muito perto da glória em Twickenham
Começou o Torneio das Seis Nações de 2017 e o espectáculo não faltou. Gales, sem surpresa, foi ganhar ao Olímpico de Roma à Itália; em Murrayfield a Escócia foi mais forte que a Irlanda e em Twickenham a Inglaterra suou as estopinhas para levar de vencida a França, somando a 15.ª vitória consecutiva. Big Show Rugby!"

José Manuel Delgado, in A Bola

Quando é que Jesus (o maior da paróquia) pede desculpa?

"O Sporting perdeu ontem qualquer possibilidade de a sua equipa principal de futebol ganhar um troféu esta época ao ser derrotado no Dragão por 2-1. Ora conseguir justificar esta temporada negra com os árbitros ou com os erros dos jogadores nem a teoria das probabilidades permite. Há com certeza alguma responsabilidade do treinador. Mas até hoje não se ouviu uma única vez Jorge Jesus pedir desculpa por erros seus ou por montar mal a equipa ou o sistema para os jogos. Chegará alguma vez esse dia?
Jorge Jesus é um excelente treinador do ponto de vista técnico e táctico. Consegue tornar jogadores sofríveis em bons jogadores e torna jogadores apenas bons em excelentes. Mas do ponto de vista psicológico, Jesus é um péssimo treinador. O que disse ontem no final do jogo com o FC Porto é não só uma desculpa de mau pagador: é inadmissível para um clube que tem orgulho nos jogadores que saem da sua Academia e que os quer ver a jogar e valorizar-se na equipa principal.
E o que disse Jesus no final? Pois, que “o FC Porto na primeira parte foi melhor porque o João Palhinha não levou o guião certo para se poder enquadrar com o que estava a acontecer. Perdeu-se durante meia hora e isso foi fatal para nós. Ao intervalo recompusemos a estrutura em função do que queríamos, anulámos o FC Porto a nível ofensivo e marcámos um golo. Mas quem ganhou este jogo foi o Casillas. Fez duas grandes paradas mas ele também está lá para isso”.
Mais: “O Matheus já tinha sido lançado num jogo contra o FC Porto. Tinha o Campbell e o Bruno César lesionados e não havia muitas soluções para o lugar. É um jovem e lembro que jogámos com seis jogadores da formação, dez num total de 20 convocados. Isto paga-se. Como o caso de Palhinha”.
Estas declarações são tão graves, que num clube que se orgulha da sua formação e que fez regressar agora um conjunto de jogadores da casa que estavam emprestados para assim enfrentar a segunda volta da Liga, deviam dar direito a despedimento com justa causa. Porque estas palavras, por mais explicações que se venham agora a dar, é colocar sobre os ombros de João Palhinha a derrota no Dragão. E é dizer, preto no branco, que isto de utilizar jogadores da Academia é muito bonito mas não dá para ganhar jogos com grandes clubes e, muito menos, para conquistar troféus e campeonatos. Ora se é isto que pensa o treinador, então há aqui uma disparidade grave com o que defende o clube. 
O Sporting começou por perder o jogo no Dragão não por causa de Palhinha mas por causa do onze que Jesus colocou em campo. Ao fazer alinhar Matheus Pereira na esquerda e Bryan Ruiz atrás de Bas Dost, o técnico sportinguista deu meio tempo de avanço ao FC Porto e dois golos de desvantagem. Matheus Pereira não pode ser responsabilizado por nada. Não tinha jogado praticamente na Liga e entrar num desafio desta importância não é seguramente fácil. Depois não tem nenhuma rotinas de jogar com Martin Zeegelaar, que ainda por cima é um péssimo defesa esquerdo (é de lá, aliás, que sai o centro de Corona que dá o primeiro golo ao FC Porto). Ou seja, na primeira parte, o lado esquerdo do Sporting não existiu, quer a defender, quer a atacar, e a culpa é inteirinha de Jorge Jesus. Ouviu-se o treinador dizer alguma coisa sobre isto? Nada. Zero. Ele é o maior da paróquia e quando as coisas não correm bem o problema é dos jogadores.
Sim, Palhinha interpretou mal a lei do fora de jogo no primeiro golo e deixou Soares sozinho. Mas antes da bola chegar a Soares já muita coisa estava a correr mal no Sporting, como continuou a correr durante toda a primeira parte. No segundo golo, Palhinha disputa uma bola a meio-campo com Brahimi, embrulham-se os dois, o árbitro deixa seguir, Danilo faz um lançamento em profundidade e Soares entre três jogadores do Sporting corre uns vinte metros, finta Patrício e marca. Nenhum dos três jogadores era Palhinha, mas estava lá um tal de Semedo, além de Coates e Schelotto, e ninguém conseguiu travar o brasileiro.
Vem a segunda parte e Jesus emenda a mão. Tira não o Palhinha (não foi ele o responsável de tudo, segundo Jesus?) mas Matheus Pereira (como era óbvio, mesmo antes de ter entrado em campo) e lança o Alan Ruiz. E o que acontece? O Sporting mete o FC Porto no bolso e passa a mandar de forma categórica no jogo. E as coisas ainda melhoram quando avisadamente tira Zeegelaar (já tinha visto um amarelo e só não foi para a rua por gentileza de Hugo Miguel) e mete, imaginem, um jogador da formação que nem sequer é defesa esquerdo, um tal de Ricardo Esgaio. E as coisas melhoram de novo quando aos 81 minutos, em que era preciso fazer um forcing final, tira Palhinha e mete, imaginem, outro da formação, um tal de Podence, que em dez minutos fez dois centros perigosos e ativou, juntamente com Esgaio, o lado esquerdo da equipa do Sporting.
Ora o que aconteceu na segunda parte podia ter acontecido durante todo o jogo. E só não aconteceu por responsabilidade exclusiva de um senhor que dá pelo nome de Jorge Jesus, que acha sempre que tem de inventar quando vai ao Dragão e dá-se normalmente mal (ainda todos nos lembramos dos 5-0 que o Benfica lá levou quando meteu um defesa central, um tal de David Luiz, a defesa esquerdo…). O que ontem aconteceu no Dragão não foi culpa do Palhinha. Havia outros jogadores que não deviam ter entrado em campo. O Matheus, o Zeegelaar e, já agora, o Semedo, que está nervoso e fora de forma. E houve sobretudo um senhor que decidiu quem devia jogar e como: Jorge Jesus.
Digamos que se o Sporting tem entrado com esta equipa (Patrício; Schelotto, Coates, Paulo Oliveira e Esgaio; Palhinha Adrien e Alan Ruiz; Gelson, Bas Dost e Bryan Ruiz) teria tido mais hipóteses de não sair derrotado do Dragão e muito menos de estar a perder por 2-0 ao intervalo. E já agora, se queria fazer uma surpresa, em vez do Matheus, tinha posto o Podence, que vinha altamente motivado pela conquista da Taça da Liga pelo Moreirense, em cuja final fez uma enorme exibição.
Eu não sou a favor do despedimento de Jorge Jesus. Seria um enorme erro. Jesus é um excelente treinador e ainda vai dar enormes alegrias aos sportinguistas (e bem precisados andamos). Mas pensar e falar mais nos seus erros do que nos dos jogadores ajudava. Inventar menos ajudava. Não criticar e menorizar os jogadores da formação ajudava ainda mais. Não embirrar com alguns jogadores, como o Jefferson ou o Paulo Oliveira, para colocar nos seus lugares rapazes bem menos fiáveis, então ainda ajudava muito. Que os deuses ajudem Jorge Jesus a perceber que ele próprio tem de melhorar em muitos aspectos – não nos técnico-tácticos, mas nos do discurso sobre as derrotas e na relação com os jogadores. Se isso vier a acontecer, pelo menos será possível ficarmos em terceiro lugar esta época. Fraca consolação! Mas apesar de tudo é um objectivo fundamental que dá acesso à pré-eliminatória da Champions.
PS – O presidente Bruno de Carvalho deve estar muito contente. Todos os treinadores que escolheu para o Sporting desde que assumiu o cargo estão a demonstrar que são efectivamente bons. Leonardo Jardim, depois de ter sido campeão na Grécia, lidera a liga francesa com o Mónaco, que ontem venceu o Nice por 3-0. E Marco Silva (que conquistou a Taça de Portugal para o Sporting, o último troféu do clube), que Bruno de Carvalho criticava pelas suas deficiências técnicas (…) também foi campeão na Grécia e desde que chegou ao Hull City, em Inglaterra, equipa que estava no último lugar, já empatou com o Manchester United de Mourinho (e ganhou e perdeu para a Taça da Liga) e venceu o Liverpool por 2-0 este domingo, conquistando elogios de Jürgen Klopp. Só falta mesmo Jorge Jesus ganhar alguma coisa pelo Sporting. Confiemos."

A, AA e AAA (a Lei 6, explicada ponto por ponto)

"Depois de aqui analisarmos a lei que se dedicava exclusivamente ao árbitro, faz todo o sentido que hoje se fale daquela que rege a actividade dos restantes colegas.
Por isso, apertem o cinto de segurança e embarquem comigo a toda a velocidade, para mais uma viagem... às leis de jogo.
Lei 6 - Os outros elementos da equipa de arbitragem
O futebol evoluiu muito nas últimas décadas. O maior profissionalismo de jogadores e restantes equipas (técnica e dirigente), a evolução de toda a estrutura de apoio e a implementação de mais recursos tecnológicos (ao serviço do scouting e treino, por exemplo), permitiu que o jogo de hoje fosse ainda mais rápido, inteligente e dinâmico.
Um só árbitro e dois voluntariosos “fiscais de linha” seriam sempre insuficientes para uma realidade tão avassaladora.
Por isso, a sexta das leis validou a necessidade se introduzirem-se novos elementos nas equipas de arbitragem.
Assim, além do árbitro principal e dos seus dois “árbitros assistentes” (AA), podem também fazer parte dessa equipa:
Um quarto árbitro;
Dois árbitros assistentes adicionais (AAA - que nós conhecemos como “árbitros de baliza”);
Um árbitro assistente de reserva (que estará na bancada e só será chamado para ocupar o lugar de um dos seus dois colegas ou do 4A, caso fiquem impossibilitados).
Obviamente que esta vasta equipa não alinha em todos os jogos.
Quase todas as competições profissionais têm, no mínimo, apenas os primeiros quatro elementos (o trio do meio e o 4A). Algumas já recorrem a AAA (como acontece, por exemplo, na Liga dos Campeões, no Brasil e em Itália) e poucas – muito poucas – utilizam o chamado árbitro assistente de reserva (a UEFA nomeia-o, excepcionalmente, para finais europeias).
Mas repare: se fossem todos chamados a um jogo – como acontece na Final do Euro ou da Liga Campeões –, a equipa de arbitragem poderia ter um máximo de sete elementos (e não se esqueça que a lei ainda poderá acrescentar um ou dois vídeoárbitros, caso esse projecto venha a ser aprovado). 
Agora vamos lá explorar um pouco mais do que nos diz a Lei 6, começando pela regra de ouro:
Toda a equipa de arbitragem actua sob a direcção do árbitro da partida.
Se, por acaso, algum dos seus elementos for culpado de conduta imprópria ou interferência indevida no jogo (ou seja, se tiverem comportamento inaceitável ou extravasarem o âmbito das suas competências), o árbitro tem o poder de os demitir, de imediato, das suas funções e dar disso nota posterior à entidade competente.
Quer isto dizer que, durante um jogo, o árbitro pode, literalmente, “expulsar” um seu colega, se o considerar culpado de tais condutas (aí substitui-o por outro elemento, oficial ou da bancada).
Mais. Todos (com a excepção do raro “árbitro assistente de reserva”) prestam apoio directo ao árbitro na marcação de faltas e infracções, sempre que para tal disponham de melhor ângulo de visão. A lei permite que, caso se justifique, remetam um relatório ao organizador da competição.
A ideia é que essa entidade tenha o maior número de informações possíveis para tomar as melhores decisões disciplinares.
Mas além dessa missão, todos os elementos da equipa de arbitragem devem:
Apoiar o árbitro a inspeccionar o terreno de jogo (sobretudo antes do seu início); Inspeccionar todas as bolas que vão a jogo; Inspeccionar os equipamentos das equipas; Registar todos os incidentes de jogo (tempos, golos, cartões, etc)
Caso o árbitro do jogo fique impossibilitado de actuar/continuar a dirigir o jogo, o regulamento da competição deve especificar, claramente, quem o substitui: o 4A, o AA mais categorizado ou o AAA mais qualificado.
Esta norma varia de competição para competição. Na Liga Portugal é o 4A quem substitui o seu chefe de equipa.
Agora vamos às missões específicas de cada um deles.
Comecemos pelos Árbitros Assistentes (AA)
Há muito que não se chamam fiscais de linha, porque há muito que fazem mais do que apenas “fiscalizar as linhas” do terreno de jogo. Eles devem:
Indicar quando a bola sai completamente do terreno de jogo e a que equipa pertence o pontapé de canto, de baliza ou o lançamento lateral;
Indicar quando um jogador deve ser punido por fora de jogo; Indicar quando é solicitada uma substituição; Indicar quando, num pontapé de penalti, o GR se mova para a frente antes da sua execução e se a bola transpõe, por completo, a linha de baliza (mas apenas nos jogos em que não exista AAA)
Além da indicação do ponto 3, o AA deve também apoiar o árbitro / 4A em todo o processo de substituições.
Em alguns casos (excepcionais), o AA pode ainda entrar no terreno de jogo para ajudar o árbitro (por exemplo, para controlar a distância das barreiras em zonas mais próximas de si).
Noutros casos (que a lei não menciona mas aceita) pode também entrar no terreno para apoiar o árbitro na gestão de conflitos ou agressões.
Agora o 4.º Árbitro
Ele é responsável por:
Supervisionar o processo de substituições;
Verificar o equipamentos de jogadores/suplentes;
Verificar o regresso (ao terreno) do jogador, após autorização do árbitro;
Inspeccionar bolas de substituição;
Indicar publicamente o tempo adicional (através da placa e que será sempre o tempo mínimo a acrescentar, em cada uma das partes. Essa decisão é exclusiva do árbitro);
Informar o árbitro de qualquer comportamento irresponsável ocorridos nos bancos técnicos.
Por último, os Árbitros Assistentes Adicionais (AAA)
Eles (também) podem indicar quando a bola ultrapassa, por completo, a linha de baliza – dizendo se é pontapé de canto ou de baliza – e também indicar se a bola entrou ou não na baliza.
Além disso, têm também outra tarefa idêntica à dos AA : a de assistir o árbitro na execução dos pontapés de penálti (a de ver se o guarda-redes se move para a frente antes do remate e se a bola ultrapassou por completo a linha de baliza, entre os postes e por baixo da barra transversal).
Neste caso (quando a equipa de arbitragem tem AAA), o árbitro assistente deixa de “controlar” essa situação e coloca-se no enfiamento da marca de penálti (para aferir potenciais foras de jogo, à posteriori).
A lei não refere, mas a UEFA sugere ainda a todos os AAA que:
Indiquem verbalmente ao árbitro que ocorreu uma agressão, uma falta atacante ou uma infracção passível de penálti em zona onde tenham visão/colocação privilegiada; Exerçam uma forte missão proactiva, ou seja, que em todos os cruzamentos para as áreas (nomeadamente em bolas paradas), informem atacantes e defensores que estão atentos e que estes não devem cometer faltas.
Um estudo recente provou que esse trabalho – de pura prevenção – fez com que as infracções nas áreas diminuíssem drasticamente.
O trabalho dos AAA é muitas vezes criticado porque, na verdade, não tem qualquer manifestação pública: não apitam, não fazem sinais nem usam bandeira.
O certo é que a sua comunicação com o árbitro é constante e muitas das decisões de área que este toma baseiam-se na opinião “silenciosa” daqueles.
Fique connosco. Voltamos na próxima 2.ª feira com a Lei 7.
Sabem qual é?"

Duarte Gomes, in Tribuna Expresso

Benfiquismo (CCCLXXI)

Coelho à chuva !!!

Cadomblé do Vata

"1. Depois de dois maus resultados, resolvemos o jogo com o Nacional com dois golos de Jonas... o José Gomes Ferreira pensa que sabe muito de economia, mas por cá quem resolve crises é o Pistolas. 
2. Há um mês Casillas disse que o SLB tinha ADN vencedor. Ontem foi NES a afirmar que o SLB em 2º estava numa posição a que não estava habituado... isto é tudo muito estranho para mim porque ainda sou do tempo em que os portistas não gostavam de nós.
3. É impressão minha ou o Eliseu está cada vez a cruzar mais longe da linha de fundo... não tarda começa a pedir ao Ederson para lhe deixar bater uns pontapés de baliza para a pequena área adversária.
4. Este fim de semana foi perfeito para recuperar de toda a semana passada... não só o SLB regressou às vitórias como também o estádio do Celta de Vigo ficou feito em cacos pelo mau tempo.
5. O SLB venceu os quatro jogos disputados contra os dois últimos do campeonato, equipas contra quem o Sporting empatou... isto é para que os sportinguistas vejam que não somos rancorosos... apesar de dizerem mal de nós, não temos problemas em ajuda-los na luta pela manutenção."

Um pónei chamado Mitroglou, um Jonas que foi o melhor 6, 7, 8, 9, 10, e 11 do Benfica e o look de Jokanovic

"Ederson
Como é que uma pessoa que faz tão pouco ao longo de 90 minutos pode ser tão desejada por meio mundo? Discutem-se as hipóteses mais estapafúrdias: um Mundial com 48 países, o fim do fora-de-jogo, penalties marcados a partir do meio campo. Não sabemos quando é a próxima jantarada de funcionários da FIFA, mas queremos recomendar que os guarda-redes possam levar um cobertor e um livrinho ou uma revista para dentro do campo.

Nélson Semedo
Excelente exibição no 50.º jogo ao serviço do Benfica. Assim sendo, se Nelson Semedo fosse vendido hoje a preço de saldo, cada presença sua em campo teria rendido ao Benfica 1 milhão de euros, ou o mesmo que 50 vitórias na fase de grupos da Liga dos Campeões, tudo isto sem o incómodo de visitar cidades como Donetsk, São Petersburgo ou Borisov e com o privilégio de ver crescer um dos melhores laterais-direitos da Europa. Podíamos falar do seu jogo interior ou do jogo exterior, já que ambos resultaram em golos do Benfica, ou podíamos até falar de um tipo de jogo que não cabe nas definições de interior ou exterior, a que chamaremos apenas ca’ganda joga. Podíamos falar do modo imperturbável como desempenhou as tarefas defensivas com e sem bola. Podíamos mencionar a sua interpretação germânica dessa mariquice a que se convencionou chamar lateral-direito-moderno. Ficasse cá mais 10 anos e seria um lateral-direito à antiga. Isso é que era.

Lindelof
Exigia-se uma resposta dos jogadores após a sequência desastrosa de derrotas e/ou más exibições em janeiro. No caso de Lindelof, isso aconteceu aos 21 minutos, no lance mais perigoso do Nacional, só que em vez de um sonoro “PRESENTE!” a resposta do sueco foi um “QUEM? ONDE? Porra, assustaram-me! Opá, desculpem, estava distraído”.

Luisão
Exibição segura. Só o vimos uma vez fora de posição, aos 26’, para celebrar o primeiro golo com os colegas. Consciente do momento frágil que a equipa atravessa, passou os 64 minutos seguintes a exigir ao árbitro que apitasse para o fim do jogo enquanto olhava para um relógio imaginário no seu pulso.

Eliseu
Eliseu sabia que para agradar no regresso à titularidade teria de surpreender os benfiquistas. E assim foi. Assim que os adeptos viram um lateral-esquerdo utilizar o pé esquerdo, um estado colectivo de perplexidade tomou conta do estádio, seguido de entusiasmo, seguido de ainda mais entusiasmo, seguido de um pouco menos de entusiasmo, que isto é o Eliseu e não convém exagerar. A sua melhor acção defensiva aconteceu quando um passe para as suas costas foi interceptado involuntariamente pelo seu calcanhar. Aos 52 minutos foi visto a pedir calma aos colegas, não porque o jogo pedisse tranquilidade mas porque os seus pulmões começaram a falhar.

Fejsa
Boa exibição, mais a defender do que a atacar. É espantoso como as suas recuperações de bola fazem lembrar a típica cena de filme de pancadaria: fulano competente em artes marciais é atacado por dois mânfios, consegue imobilizar ambos com meia dúzia de golpes certeiros, olha em redor e não vê mais ninguém, baixa a guarda, segue caminho, e logo a seguir é atropelado por um sérvio de um metro e noventa que o deixa inconsciente.

Pizzi
É um dos poucos jogadores neste plantel que precisa de menos minutos. Aceitou, e bem, ser vilipendiado por alguns assobios vindos da bancada durante a primeira meia hora. A jogada mais próxima do valor que lhe é reconhecido na construção ofensiva foi um toque de calcanhar que lançou o ataque mais perigoso do Nacional em todo o jogo. Os golos apareceram pouco tempo depois e com eles Pizzi foi renascendo: um passe esperto aqui, uma finta elegante acolá, e a capacidade de ir buscar energias que nem ele nem nós julgávamos que tivesse. Saiu aos 78 minutos com uma ovação dos adeptos, quase tão merecida como a bomba de oxigénio que o aguardava no balneário. Seria importante a BTV incluir os sinais vitais do jogador no rodapé de futuras transmissões.

Salvio
Nunca pensámos vir a dizer isto, mas uma pequena parte de nós desejou que a lesão do Salvio fosse ligeiramente mais grave.

Zivkovic
No fundo só precisava de levantar a cabeça, calibrar aquele pézinho esquerdo e esperar que os 10 indivíduos vestidos da mesma cor aparecessem para jogar com ele. 3 jogos e meio nesta liga (trezentos e poucos minutos) bastaram para confirmar que é o único sérvio em condições de explodir esta época. Como se não bastasse a qualidade dos lances ofensivos, chegou ao fim e tinha recuperado tantas bolas como Fejsa o que, pensando bem, pode vir a dar jeito. Mal podemos esperar para o ver jogar novamente, mesmo sabendo que, como tudo nesta vida, tanta expectativa irá redundar em desilusão.

Mitroglou
Não há nada a fazer. Mitroglou é um one trick pony, na medida em que se formos ao circo e o pónei não fizer o seu único truque - marcar golos - muitos de nós irão protestar, pedir o dinheiro de volta, ou até insultar o pónei. Vamos fazer assim: da próxima vez que Mitroglou não marcar golos, tentem lembrar-se disto. Não se insulta um bicho tão fofinho.

Jonas
Numa altura em que muitos de nós perdem demasiado tempo das suas vidas a discutir quem é o melhor 6, se esse 6 não daria um melhor 8, se porventura não precisaríamos de um 9.5 que conseguisse fazer as vezes de um 7.3, é importante celebrar a exibição plena de felicidade daquele que é, como foi amplamente demonstrado nas suas diferentes acções ao longo do jogo, o nosso melhor 6, 7, 8, 9, 10, e 11.

Rafa
Rui Vitória tem insistido muito em Salvio na direita e Rafa na esquerda, mas colocar o argentino em detrimento do barreirense é, nesta fase, o mesmo que ir à Fashion Week de Paris com uma mala da Cavalinho e deixar a Hermès no hotel. Rafa, indiferente a estas bacoradas, levou à letra o epíteto de suplente de luxo e contribuiu de forma prestável para a melhor jogada da partida, que resultou no terceiro golo.

Filipe Augusto
Entrou para se apresentar aos adeptos e acabou a fazer coisas erradas pelos motivos certos. A sua melhor acção em campo foi um pontapé em Salvador Agra, um daqueles futebolistas que parecem ter tido um chamamento divino para irritar adeptos do Benfica ao longo das suas carreiras. Valeu um amarelo para Filipe Augusto e alguns aplausos na bancada. Continua assim, miúdo.

Carrillo
Lembram-se daquele tipo que aparecia sempre com um amigo vosso na noite, apesar de ninguém gostar muito dele? Carrillo é esse tipo de futebolista. Tudo indica que vamos passar os próximos meses a ver estas suas aparições algures o irrelevante e o incómodo. Daqui a uns anos haveremos de atravessar a rua para evitar cumprimentá-lo.

Jokanovic
E este? Há os ex-jogadores que se mantêm em boa forma, os que acusam ligeiramente a passagem do tempo, os que desistem por completo e depois há Jokanovic, que apareceu na Luz com um visual de ex-traficante de armas tornado informador da CIA na região do Kosovo. Impecável."

Hugo dos Santos... fácil !!!

Benfica 77 - 60 Corruptos
23-16, 25-13, 20-15, 9-16

Parece que as cabaçadas vieram para ficar!!! Quando esperamos jogos apertados, temos jogos fáceis!!! Só espero que quando chegarmos às Finais, as 'facilidades' se mantenham!!!
Hoje, até deu para 'poupar' os mais utilizados: Hollis, Morais e Andrade....
Os Corruptos foram obrigados a fazer 3 jogos em 3 dias, mas com as ausências do Benfica (principalmente o Raivio), com o Morais condicionado e o próprio Hollis a recuperar após lesão, não esperava...
De todos os indicadores, aquele que merece destaque foram os Triplos: 16/38 (48%)!!! Depois de tantas derrotas contra os Corruptos (3/18), por causa dos Triplos, também já merecíamos uma...

Depois de um início de temporada complicado, ganhámos o 1.º troféu da temporada... a partir de agora sem a distracção da Europa, temos que dar tudo para garantir o 1.º lugar na fase regular, algo que não depende de nós!!!

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Vermelhão: Vitória calma...

Benfica 3 - 0 Nacional


Regresso à normalidade, ou à 'quase' normalidade, porque o excesso de confiança e alegria transbordante que existiu durante muitas jornadas, no pré-jogo desta época, hoje, não existiu!!! Os últimos resultados deixaram os adeptos desconfiados... Isso foi perfeitamente perceptível no ambiente, e os próprios jogadores seguramente sentiram isso...
Talvez por isso, voltámos a 'entrar' mal no jogo... com receio de falhar, faltando velocidade nas mudanças de flanco, e com muita dificuldade em descobrir linhas de passe na zona central... Os nossos adversários tem usado sempre a mesma estratégia, um 451, fazendo 'sobrecarga' nos flancos (principalmente à frente do Semedo), e pressionando com todos, inclusive com o ponta-de-lança adversário, a ser um primeiro 'trinco'!!!
As 'saídas' do Nacional nunca criaram muito perigo, o Ederson só teve uma intervenção complicada, mas a nossa 'linha' defensiva, mais uma vez, não esteve 'afinada' em alguns lances... E ainda tivemos 'sorte' em levar com bandeirinhas competentes!!!
Antes do 1.º golo, já tinamos criado várias oportunidades, quase todas pela Direita, quase sempre com o Salvio, que apesar das más decisões que recorrentemente toma, é o nosso Ala que melhor resiste ao choque e que mais duelos ganha em zona de decisão...
Mas o golo foi mesmo fundamental, deu tranquilidade aos adeptos e à equipa... e até o adversário acabou por 'subir' um pouco, dando mais espaço ao Benfica... algo que aproveitámos, marcando o 2.º e foi pena não ter entrado o 3.º antes do intervalo...!!!
Entrámos bem no 2.º tempo, mas o golo não apareceu... e assim, mudámos para o modo 'gestão' e desta vez, apesar da impaciência de alguns adeptos, até tivemos bem a gerir a vantagem... com o Nacional, a criar somente um jogada de algum perigo, num Livre Lateral...!!!
Com as substituições, melhorámos... os jogadores que entraram querem mostrar 'serviço' e isso notou-se...
Acabou por ser o jogo ideal, para recuperar a confiança...
Ederson foi quase um espectador... uma defesa na 1.ª parte, e uma brincadeira na 2.ª!!!
Luisão e Lindelof fizeram uma partida regular, sem muito trabalho, mas com algumas descoordenações na definição da 'linha'!!!
O Nelsinho fez um dos melhores jogos dos últimos tempos... e o Eliseu regressou em grande!!! Para mim, foi um dos melhores, jogando quase sempre na antecipação... e compensando a falta de velocidade, com inteligência!!!
A outra grande 'diferença' na equipa é o Fejsa: em Setúbal até começou mal mas foi melhorando, hoje, já jogou ao seu nível... jogar contra o Fejsa, deve ser desesperante!!! O Pizzi passou praticamente toda a semana em tratamentos, não esperava uma grande exibição... e acabou por me surpreender pela positiva, enquanto teve pernas jogou bem... se calhar devia ter sido subsistido mais cedo!!!
Nos flancos, estivemos bem, principalmente na direita... Apesar das melhorias na esquerda, com o regresso do Eliseu, é óbvio que o Zivkovic rende mais na direita, cada cruzamento do Ziv é meio-golo... Mas o Salvio tem que jogar, porque tanto o Ziv, como o Cervi e o Rafa são jogadores que fisicamente, tem dificuldades nos duelos, só um Carrillo 'competitivo' poderá 'tirar' o lugar ao Toto!!!!
A dupla da frente marcou os 3 golos, logo, jogaram bem!!! O problema é que, neste tipo de jogos, Jonas e Mitro, dão pouca 'velocidade' à equipa... com os nossos adversários a fazerem duas 'linhas' muito próximas, o espaço é reduzido, e os nossos avançados não são 'perigosos' nas bolas em profundidade... têm que ser normalmente os nossos flanqueadores a dar opção de passe nas 'costas' da linha defensiva adversária!!! E também por isso, será importante o regresso de Jiménez...
Mais uma vez, tivemos uma arbitragem cobarde!!! O efeito da coação continua...!!! Dualidade de critérios gritante, técnica e disciplinarmente... Para quando um adversário expulso?!!! Para quando uma penalidade, num momento em que o resultado esteja em 'aberto'?!!! E este Godinho, até agora, tinha sido um dos árbitros menos maus na Luz (Benfica-Moreirense), mas depois da controvérsia no Moreirense-Corruptos na Taça da Liga, parece que ficou condicionado!!!
Vamos entrar numa fase muito importante: todas as jornadas antes do Benfica-Corruptos serão decisivas... Quem tiver memória, sabe que entrar no clássico, a precisar de vencer, não é a mesma coisa, do que necessitar somente do empate... Os treinadores e os jogadores podem dizer que jogam sempre para ganhar, mas a realidade é outra...
E com os jogos da Champions pelo meio (o Benfica ainda tem as Meias-Finais da Taça de Portugal com o Estoril), toda a concentração, é obrigatória...
O próximo é o Arouca, que está a jogar melhor do que o Nacional... Depois do mau início de época, o Arouca recuperou os bons resultados, e tenho a certeza que nos vai criar vários problemas nos contra-ataques... Na Sexta-feira exige-se uma 'linha defensiva' coordenada,,,

I believe!

Benfiquismo (CCCLXX)

35 a caminho do 36 !!!

Não tenhas dó, Benfica

"No pacato decorrer do jogo do Porto na Amoreira, assim que os primeiros petardos atingiram a relva e a fumarada escondeu de todos os olhares a baliza do Estoril, incluindo o guarda-redes Moreira, logo o perspicaz comentador do do serviço televisivo se apressou a destacar o alto sentido cívico do líder dos Super Dragões, que lá descortinou, naquele transe opaco, a pôr cobro à situação ralhando veementemente com os atiradores à solta na bancada. Uma coisa destas não é novidade, Quando, há três semanas, dois elementos supostamente da mesma claque invadiram por volta das cinco da tarde o centro de treinos dos árbitros para "ameaçar de morte" - de acordo com o que se leu na imprensa - Artur Soares Dias, logo às oito das noite todos os serviços noticiosos da televisão transmitiram em directo o "repúdio" do líder dos Super Dragões pelo infausto acontecimento na Maia. Não, Fernando Madureira não tem boa imprensa. Nós, os pagantes, é que temos má imprensa.
Não procure o Benfica justificação no raide ao centro de treinos dos árbitros-levado a cabo sabe-se lá por quem - para os últimos pontos que esbanjou. O Benfica empatou na Luz e perdeu no Bonfim, porque não soube ser superior, como lhe compete, às circunstâncias. Se quer ser outra vez campeão, não pode o Benfica entrar em campo cheio de dó dos árbitros que só sobreviverão às ameaças de morte se o mesmo Benfica perder pontos seja de que maneira for. Esta missão humanitária, sendo incrivelmente nobre, e altruísta, tem de acabar. O Benfica tem de tratar da sua vida apelando ao seu inato espírito de luta e, por sua vez, os árbitros têm de tratar das suas vidas apelando, por exemplo, à policia e aos órgãos disciplinares da popular modalidade, se é que estão para aí virados. 
Racionalmente, a verdadeira razão para os tropeções do Benfica no último terço do mês de Janeiro foi a meteórica passagem de Kelvin pelo Porto. É de desconfiar que o jogador brasileiro veio ao Dragão fazer uma perninha por sugestão das velhas forças espirituais que regeram com sucesso o emblema e que já tinham feito um muito especial "come back" no jogo com o Braga, lançando para o relvado uma galinha negra sem a qual jamais o Rui Pedro teria conseguido marcar aquele golo no expirar do tempo de compensação. Mal por mal, antes atirar com galinhas negras do que com bombas de fumo, dirão os adeptos providos de bom senso. Não tenhas dó, Benfica."