Últimas indefectivações

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

...mais um reforço Olímpico!!!



É o regresso a casa do Arnaldo Abrantes, casa, que também foi do seu pai, e da sua mãe!!! Que só saiu do Benfica porque a secção praticamente fechou na altura. Nas últimas temporadas o Arnaldo não evolui aquilo que seria expectável... nos últimos tempos estava a correr como individual, esperamos que de novo com águia ao peito, as grandes marcas voltem...

A qualificação para os Jogos de Londres, nos 200m, está garantida, mas ao contrário de outras provas, a passagem aos Quartos-de-final (Meias-finais na melhor das hipóteses), com uma boa marca, é um grande resultado, agora em Campeonatos Europeus, as finais podem 'aparecer'...!!!

Hermínio Loureiro para presidente!

"Surpreendido será o adjectivo que melhor me ocorre para qualificar a candidatura de ex-presidente do Sporting a líder da FPF (Soares Franco) um dia depois do actual presidente dos leões, Godinho Lopes, se ter encontrado com o número um do Benfica, Luís Filipe Vieira, para, nem me interessa se bem ou mal, encontrarem estratégia conjunta no que diz respeito à escolha do sucessor de Gilberto Madaíl. E assumindo, mais uma vez, que não sou seguidista, se pudesse votar o meu voto ia direitinho para Hermínio Loureiro, como já defendi aqui mais do que uma vez, por entender, dentro da minha observação, que é a figura que melhor serviria os interesses do futebol português, especialmente no que diz respeito ao futuro. Porquê Loureiro? Por duas razões únicas e fundamentais (não podia estar mais à vontade quanto à minha preferência, pois politicamente estamos em quadrantes diametralmente opostos e venham cá dizer-me que não devia haver politiquice neste acto eleitoral...): fez enorme trabalho na Liga dos Clubes, numa fase ainda mais difícil do futebol luso; não me esqueço daquela conversa que tivemos nos Açores, quando A BOLA homenageou Pauleta, em que me provou serem grandes as suas preocupações com os quadros competitivos, a defesa do jogador português e a arbitragem. Portanto, se pudesse votar... estava garantido. A minha esperança é que muitos com peso na decisão pensem da mesma forma.


Com o devido respeito, pois tenho pelo futebolista admiração gigantesca, só me apetece gritar 'COITADINHO DO RICARDO'! De repente, comprovou-se que o crime compensa. Por amor à Selecção (e quase um milhão de euros de lucros!!!), Carvalho saiu de fininho, ou desertou, ou deu à sola, ou pirou-se, ou fugiu, porque queria ser titular. Assim, só acho que Paulo Bento errou numa coisa: Carvalho tem é de pedir desculpa aos companheiros. Os portugueses querem é que a Selecção ganhe. Como agora, para desgosto de alguns..."


José Manuel Freitas, in A Bola

Boa notícia (aliás já nem é notícia...!!!)



quinta-feira, 8 de setembro de 2011

E que tal experimentarem uma novidade?

"OS presidentes do Benfica e do Sporting almoçaram juntos e só por isso foram notícia de relevo nos telejornais de terça-feira e nos jornais de ontem. Benfica e Sporting à mesa, temos estratégia erudita com certeza...
E para quê?
Os observadores e os analistas garantem que se trata das eleições para a presidência da Federação Portuguesa de Futebol o motivo que juntou Luís Filipe Vieira e Godinho Lopes.
É um assunto que interessa a ambos os rivais na medida em que o Sporting não tem um presidente da FPF a que possa chamar ser desde Antero da Silva Resende, entre 1983 e 1989. Já o Benfica, desde a presidência de Morais Leitão, nos anos de 1979 e 1980, não lhe têm faltado presidentes da FPF a que pôde chamar seus, tais como Romão Martins, de 1981 a 1983, João Rodrigues, de 1989 a 1992, e Vítor Vasques, entre 1993 e 1996.
Quanto a Gilberto Madaíl, no cargo desde 1996, poucos saberão de certeza firme qual é a sua orientação clubista e eu não me atrevo sequer a lançar as mais leves suposições sobre a tal afinidade que o presidente em exercício tão bem soube iludir nestes seus quinze anos de consulado.
Mas, pela lógica vigente, Gilberto Madaíl parece ser do Benfica, com o devido respeito pela presidencial figura.
E porquê?
Porque estes últimos 32 anos com hipotéticos presidentes do Benfica na FPF coincidem taxativamente com os 32 anos em que assistimos à afirmação do FC Porto como uma força política sem rival no futebol português.
No que diz respeito ao Sporting, se bem se lembram os mais velhos, o consulado de Silva Resende ficou marcado por aquele episódio caricato e lesa-Sporting à volta da inscrição de Frank Rijkaard na FPF que não foi aceite porque a papelada chegou com dois minutos de atraso à antiga sede na Praça da Alegria.
Estiveram, portanto, Luís Filipe Vieira e Godinho Lopes a almoçar anteontem no Hotel Tivoli, em Lisboa, para tratarem de um candidato comum às eleições para a FPF. A ideia só pode ser abrir uma frente conjunta da capital contra os alterosos poderes políticos, funcionais, administrativos e tudo o mais, de Pinto da Costa, presidente do FC Porto, clube que não mete um presidente a que possa chamar de seu na presidência da FPF desde a I Guerra Mundial, passe o exagero.
A que conclusão chegaram?
Fernando Seara ou Filipe Soares Franco? Filipe Soares Franco ou Fernando Seara? Filipe Seara ou Fernando Soares? Se a conversa foi à volta destes nomes, temos o caldo entornado porque significa que nem o Benfica nem o Sporting perceberam muito bem o que de lamentável lhes aconteceu nas últimas três décadas.
A que conclusão deveriam ter chegado?
Apenas uma. E que requer urgência de aplicação a ver se as coisas mudam como os dois presidentes da Segunda Circular querem que mudem. E, por isso mesmo, que tal experimentarem uma novidade?
Luís Filipe Vieira e Godinho Lopes bem faziam em propor, muito rapidamente, um candidato comum que tivesse a particularidade de ser do FC Porto, nascido e criado na Torre dos Clérigos.
É que já merecem, carago!



PAULO BENTO chamou a Ricardo Carvalho desertor e Ricardo Carvalho chamou a Paulo Bento de mercenário.
É uma linguagem inflamada, despropositada, de cariz militarista e patriótico.
Esta coisa de se confundir a Selecção Nacional com a Pátria é reveladora de uma grande pobreza mental a que não escapam até intelectuais e cientistas, o que se compreende, porque o futebol responde a uma ânsia de colectivo e os grandes colectivos, para serem mesmo grandes, têm de se infantilizar ao ponto da unanimidade do discurso e das emoções.
Há anos, há muitos anos, era eu jornalista de A Bola e entrevistei João Saldanha, que foi jornalista, treinador e uma figura sem par no futebol brasileiro. Saldanha foi o responsável técnico que qualificou o escrete para o Mundial de 1970 mas acabou por ser substituído, na fase final da competição, no México, por Mário Zagallo que era pessoa mais da confiança da CBD e que levaria o Brasil ao título mundial.
João Saldanha foi sempre um marginal, um excêntrico, enfim, um poeta. Disse-me ele, em Novembro de 1985, no Rio de Janeiro, que não descansaria enquanto não conseguisse convencer a FIFA de que era um erro tremendo, um abuso, uma estupidez permitir que se tocassem os hinos nacionais dos países antes dos jogos entre selecções.
Para Saldanha, futebol era simplesmente futebol, um jogo, um jogo absolutamente maravilhoso que no Brasil era praticado como quem pratica a arte da música, mas confundir esse jogo de perícia e habilidade, e também de sorte e azar, com a nossa Pátria e com as Pátrias dos outros ia, certamente, acabar um dia mal...
O que se passou com a selecção portuguesa, entre Paulo Bento e Ricardo Carvalho, não foi nada de tão trágico quanto Saldanha agourava nesse dia quente distante de um Verão carioca. Foi simplesmente uma anedota sem graça a acrescentar a muitas outras com que a Selecção, a nossa selecção, muito frequentemente nos brinda.
Mas quando ouço gente responsável a exigir que Ricardo Carvalho peça desculpa «a todos os portugueses» lembro-me, inevitavelmente, de Teresa Guilherme no Big Brother e, depois, de João Saldanha na sua campanha solitária contra a militarização do futebol e em prol da abolição dos hinos antes dos jogos para que não se confundam coisas sérias com entretenimentos.
João Saldanha tinha carradas de razão. E ainda tem, embora já não cá esteja. Morreu em Roma, em 1990. Estava em Itália para assistir ao Mundial de futebol e não sei bem, lamento, quantos hinos ainda teve de ouvir tocar antes de fechar os olhos definitivamente.
Quanto ao pedido de desculpas de Ricardo Carvalho «a todos os portugueses», se me é permitido, gostaria de confessar a Ricardo Carvalho a admiração que sempre tive por ele e que continuarei a ter, apesar deste seu deslize infantil com que terminou uma carreira sempre digna, melancólica e eficiente na Selecção Nacional.
E, já agora e no que me diz respeito enquanto portuguesa, está Ricardo Carvalho perfeitamente dispensado de me pedir desculpa. Aliás, está proibido de me pedir desculpa.



GOSTO da ciência da estatística aplicada ao futebol e ao rendimento dos jogadores. Por isso chamo a atenção dos cientistas das estatísticas do nosso futebol para quando se referirem a Artur Moraes, guarda-redes do Benfica nunca se esquecerem de acrescentar aos pertinentes dados sobre as suas intervenções a soco, a pontapé, em voo, em queda, etc... este singular facto adicional, mas não menos importante: 1 assistência para golo.
É uma proeza que muitos médios e avançados que custaram pequenas fortunas a diversos emblemas ainda não conseguiram fazer.
Sim, o golo de Bruno César na Choupana foi um momento raro de pura diversão. Mas metade do golo é de Artur Moraes, que lançou o companheiro e compatriota, enfim, em profundidade...
Não admira que Lula da Silva em visita a Portugal, quisesse, assim que aterrou, ir logo a correr para o Estádio da Luz só para almoçar com estes dois grandes artistas brasileiros...



O Benfica não inscreveu Capdevilla para esta fase de grupos da Liga dos Campeões e inscreveu Jardel.
Não escrevi esta frase para dar a notícia a ninguém.
Escrevi-a apenas para me ir convencendo a mim própria de que é verdade. E ainda não estou completamente convencida. Melhor será reescrevê-la.
Cá vai:
O Benfica não inscreveu Capdevilla para esta fase da Liga dos Campeões e inscreveu Jardel.
...Ainda não estou convencida."

Leonor Pinhão, in A Bola


PS: A ironia da Leonor não mente, praticamente todos os antigos presidentes da FPF 'ligados' ao Benfica, raramente beneficiaram o Benfica, e variadas vezes beneficiaram os nossos inimigos, tudo para manterem a imagem de imparcialidade (e não só...). Mas desta vez o enredo é diferente, porque no passado o Presidente da FPF era uma figura, quase, decorativa, só em casos excepcionais é que podia exercer o seu poder de influência, nas competições internas. O verdadeiro poder estava no Conselho de Arbitragem, no Conselho de Disciplina e no Conselho de Justiça. Com a alteração dos Estatutos, e do processo eleitoral, a escolha do próximo Presidente da FPF terá uma importância nunca antes 'vista', com impacto directo no CA, no CD e no CJ...

Ricardo Gomes

"Ainda na esteira do que ontem escrevi, tenho presente um desportistas que atravessa uma grave situação de doença: Ricardo Gomes.

Enquanto jogador do Benfica foi um dos que mais me impressionaram pela sua completude. Atleta invulgar, de uma extrema lealdade, desportista sereno e culto, colega solidário, deixou para a história do clube a sua participação sempre eficaz e campeã em várias épocas. Foi, aliás, o primeiro capitão encarnado não português. Numa dupla incomparável com Mozer e a que se juntaria ainda um outro jogador de eleição, Valdo.

Na final europeia de 1990, em Viena, contra o Milan, recordo-me de ter falado com ele, imediatamente após o jogo que o Benfica havia perdido por um a zero. Li-lhe nos olhos e nas palavras, uma melancolia profunda e, ao mesmo tempo, apaziguadora do dever integralmente cumprido. Disse-lhe, então, que perdera aquela final, mas que ainda tinha o Mundial um mês depois para tentar vencer pelo Brasil, ao que me respondeu que essa «lei das compensações» não lhe esbatia a dor.

Nunca foi, como jogador ou agora como treinador, homem de polémicas inúteis, de jogos de bastidores, de desrespeito pelos adversários, de mediatismos bacocos. Simplesmente, uma pessoa profissionalmente plena e eticamente irrepreensível.

Actualmente técnico do Vasco da Gama e aos 46 anos de idade, Ricardo enfrenta um decisivo desafio contra a doença e a sempre frágil fronteira entre a vida e a morte.

Fica aqui, singelamente, a manifestação do desejo do seu regresso rápido à vida activa para continuar a singrar através da maior das vitórias desportivas: a da exemplaridade numa actividade, às vezes, tão desumanamente predatória."


Bagão Félix, in A Bola

Vacas magras

"A tão badalada e enaltecida organização estrutural do FC Porto desta vez ficou em xeque: deixar para os últimos dias ou horas duas importantes operações de mercado (a contratação de um ponta-de-lança e a venda de Álvaro Pereira), ambas falhadas, foi uma amostra de que tem poucos fracos. Para já não falar da inesperada surpresa que foi a deserção de Villas-Boas. Refiro o caso Álvaro Pereira porque no mundo-cão do futebol não há lugar para caprichos ou pequenas vindictas. Uma oferta de 20 milhões de euros por um defesa lateral é sempre irrecusável e duvido que volte a surgir outra igual. Por outro lado, partir para a Liga dos Campeões com o inexperiente e inadaptado Kléber como única referência para o eixo do ataque é entregar de antemão o ouro ao bandido.

A Série A despede-se do mercado com um saldo desolador: 56 milhões de euros gastos. É esta a diferença líquida entre as receitas arrecadadas com vendas e as despesas feitas com compras, o que dá um média ponderada de 2,8 milhões por cada uma das 20 equipas! Longe vão os tempos áureos das décadas de 80 e 90 em que não se olhava a meios para recrutar as estrelas mais rutilantes. Quem mais investiu foi a Juventus (40 milhões) mas, em compensação, também houve quem somasse lucros de 57 milhões, como a Udinese da família Pozzo que está declaradamente no futevol com fins lucrativos e que é co-proprietária do Granada, da I Liga espanhola. Um dos grandes males do futebol italiano são os elevados salários. Vejam a sua trajectória alucinantes nos últimos 50-60 anos: Valentino Mazzola, capitão do Torino e da squadra azzurra, morto tragicamente com toda a equipa em 1948 num desastre aéreo em Superga, ganhava 8 contos/mês (5 vezes mais que um operário); hoje, Ibrahimovic, por exemplo, ganha 950 mil euros de vencimento-base (950 vezes mais do igual operário)!"


Manuel Martins de Sá, in A Bola

Pedir sem dar

"Em Portugal exigem-se medalhas sem que exista uma verdadeira aposta no alto rendimento


Assisti a fases dos Mundiais de atletismo num barulhento café e distraí-me, também, com algo que me atraiu desde os distantes anos 60, nos Jogos de Roma: apreciar a diferença morfologia dos atletas, hábito que começou quando nem pensava seguir Educação Física. Na Aldeia Olímpica, não era difícil: a altura dos basquetebolistas, a envergadura dos lançadores, a magreza dos fundistas, as pequeninas ginastas, as orelhas dos lutadores, o equilíbrio morfológico dos decatlonistas... e por aí fora.

Já então muitos países sabiam que para o alto rendimento - tal como na arte - era fundamental identificar talentos, morfológica e psicologicamente e, depois, proporcionar-lhes meios para desenvolverem as suas capacidades. Os resultados foram espectaculares nos anos 70. Diz Tudor Bompa que 80 por cento dos medalhados da DDR e da Bulgária resultaram da identificação de talentos.

Muito evoluiu a Teoria e a Metodologia do Treino e os métodos para descoberta de talentos, aperfeiçoando-se critérios. Só que a base é a mesma: quem desafina, não canta ópera. E em Portugal? Verdade que houve quem se preocupasse com o assunto aí nos anos 80. Porém, os - poucos - cientistas estavam preocupados com as carreiras académicas, longe do terreno.

A «detecção» dependia mais do saber de treinadores e da força de vontade dos atletas que apareciam do que da observação de crianças e encaminhamento das mais dotadas para certos desportos.

Nesta época do ano, os pais (que podem) e as escolas (que têm professores com horário e instalações) têm actividades desportivas. Mas não contemos muito com eles para o desporto de alto rendimento.

Só para o de lazer e já não é pouco. Raros passarão pelo buraco da agulha, entrando no reino dos campeões. E a esses que escaparam à pobreza técnica e científica, o que é que se exige? Medalhas! E o que recebem? A crítica de não as alcançarem, como faziam uns vizinhos da mesa onde me sentava... e não só."


Jenny Candeias, in A Bola

Uns safanões

"Escrevi um dia que os piores inimigos dos clubes são os próprios adeptos – os quais, em certas situações, criam um clima interno de instabilidade altamente prejudicial.
Quando as coisas correm bem, tudo está bem. Mas quando correm mal – e os jogadores mais precisam do carinho da massa associativa –, os adeptos insultam o treinador e os jogadores, exigem cabeças, fazem distúrbios, puxando a equipa ainda mais para baixo.
Olhe-se para o Benfica, onde os sócios já atacavam Jesus; olhe-se para o Sporting, onde os sócios gritam aos jogadores “Vocês são uma vergonha!”; olhe-se para o Guimarães, cujos sócios chegaram a agredir os jogadores da sua equipa!
É inacreditável!
Por isso, fiquei preocupado com a vitória do Guimarães na Madeira. Por duas razões.
Por um lado, porque ela caucionou a “chicotada psicológica”. Num momento em que as chicotadas psicológicas começavam a ficar desacreditadas e a estabilidade começava a ser vista como um valor, este resultado do Guimarães apontou no sentido contrário.
Por outro lado, a vitória veio dar razão aos que defendem a teoria de que “uns safanões dados a tempo nunca fizeram mal a ninguém”, como dizia Salazar.
Depois da goleada imposta pelo Vitória de Guimarães ao Nacional, muita gente vai voltar a dizer que as chicotadas psicológicas até resultam. E os mais arruaceiros irão afiançar que umas palmadas nos jogadores de vez em quando só lhes fazem bem.
Os 4-1 infligidos pelo Guimarães ao Nacional, na Choupana, não ajudaram nada a posição de quem defende um maior fair play no futebol português."


quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Estão com medo, muito medo...!!!


Duas simples notas sobre a mais que provável candidatura do 'Jameson' à Presidência da FPF:
-O Pintinho está com medo de um possível acordo Benfica/Sporting para as próximas eleições da FPF, assim em vez de apoiar (secretamente) Vítor 'Chapelada' Baía, empurra um ex-presidente Lagarto, julgando que o Sporting não pode deixar de o apoiar... Dividir para Reinar... a receita é antiga... é uma excelente oportunidade para avaliar as intenções da actual Direcção do Sporting.
-Curioso o silêncio dos jornaleiros avençados mais próximos dos Corruptos sobre este assunto, tem sido os jornais teoricamente mais afastados da Camorra, a chamar os bois pelos nomes, ao nomear os apoios do Soares 'Jameson' Franco... a estratégia provavelmente passava por manter em segredo tal apoio, mas já não vão a tempo...

Existem muitos Benfiquistas, com argumentos válidos, que desconfiam ou recusam mesmo, qualquer tipo de aliança com o Sporting... Aquilo que está em causa nas próximas eleições da FPF é demasiado importante para teimosias ou embirrações, mesmo que tenham algum mérito... Os Lagartos não merecem a nossa confiança, é verdade, mas a Direcção do Benfica tem que pelo menos tentar. Se mais uma vez, os Lagartos resolverem ir mais uma vez ao 'beija mão', o problema é deles, e vão ter que o fazer abertamente na comunicação social, à vista de todos... Quem critica a Direcção do Benfica por não ir suficientemente longe nas críticas ao Sistema (arbitragem, disciplina...), é obrigado a apoiar todas as tentativas do Benfica (nestas eleições da FPF), em tentar 'varrer' da FPF (arbitragem, disciplina...) todos os fantoches dos Corruptos, mesmo que para isso tenhamos que fazer acordos com os Lagartos...


Nota: A montagem 'Idiota', com a cara do 'Jameson', foi retirada dum blog da Juve Leo!!!

O quase ídolo

"Michael Fanter anda nas páginas dos jornais e revistas de todo o Mundo. Até aqui nada de estranho. Todos os dias os meios de comunicação tornam famosos homens que até então eram meros desconhecidos.

O que fez na vida Michael Fanter? Descobriu a cura para alguma doença? Frio. É um desportista talentoso? Ainda mais frio. É um actor de teatro ou de cinema? Ultra-congelado.

Michael Fanter, até hoje, não fez nada. E é por isso que é notícia. Quer dizer, não é bem por isso. Na verdade, é notícia apesar de não ter feito nada. Vamos acabar com o mistério, então, que o espaço desta coluna começa a escassear. O feito de Michael Fanter é incrivelmente inútil, até porque em nada depende dele: é parecido com o basquetebolista Pau Gasol, da NBA. E, por ser parecido com ele, ganha facilmente 900 euros por dia, enquanto sócia deste, o que o leva a ser convidado para festas e inaugurações.

O negócio, no entanto, tem outras ironias, como a de os empresários tentarem vender jogadores usando as estrelas como referências. Normalmente com bons resultados, mas não desportivos. Vamos lá fazer o exercício: quantos novos Maradonas apareceram nos últimos 15 anos? E onde andam agora?

..."


Nuno Perestrelo, in A Bola

Mimos e autoritarismos

"Da mais recente polémica produzida no interior da Selecção ninguém ficou a ganhar. Pelo contrário, ambos deviam ser penalizados com derrota. O primeiro, Ricardo Carvalho, por atitude reprovável; o segundo, Paulo Bento, por ter descido ao nível do subalterno e reagido sem a elegância que deve exigir-se ao principal responsável técnico pela equipa lusa. Se um errou, o outro imitou-o, sendo altura de perceber que um país como o nosso, de limitado campo de recrutamento, não pode dar-se ao luxo de, entre renúncias, exclusões, dispensas, opções, ou o que queira chamar-se-lhe, deitar fora praticantes de qualidade. Uns saíram por iniciativa própria, outros por caprichos de quem manda, outros ainda por motivos que nem a inteligência enxerga. Transmite-se assim para o exterior, além da indisfarçavel bagunça, um sinal de abundância de talentos que, em rigor, não existe.

O problema não está nas decisões frontalmente tomadas, mas sim nas ambiguidades que uma Federação amorfa e fora de prazo de validade foi permitindo, por não ver, não saber ou não fazer a menor ideia... Deixa-se andar, até ao esquecimento... Por exemplo, ainda ninguém enfrentou com verdade a expulsão de Vítor Baía e a troca por outro guarda-redes de divisão inferior. Nem o significado da sucessão de renúncias, desde Rui Costa, no Euro-2004, a Simão, Tiago, Paulo Ferreira ou Deco. Mais as inatingíveis medidas técnicas, como a proscrição de João Moutinho com Queiroz ou o esquecimento de Bosingwa, com Bento, apesar deste anunciar o contrário. Não sei, nem estou interessado em saber se falaram ou não com ele em relação a esta última convocatória, mas era dispensável o ralhete do seleccionador a propósito de uma interpelação alicerçada no interesse jornalístico do caso. O que se sabe é que o lateral-direito, ultrapassados alguns impedimentos físicos, atravessa um momento de forma espantoso. E desde o Portugal, 3 - Dinamarca, 1, no Estádio do Dragão, o primeiro jogo da era Paulo Bento, em Outubro de 2010, Bosingwa só foi visto nos particulares com a Espanha, como lateral-esquerdo, e com a Argentina, sentado na bancada por causa de dores no joelho. O resto é pura divagação e... a mania que se está a instalar nos treinadores de que não devem satisfações a quem quer que seja.

O sucesso da contratação de Paulo Bento pela FPF é inatacável. Os resultados não admitem duas interpretações: primeiro lugar no grupo, quatro jogos oficiais, quatro vitórias, doze pontos, onze golos marcados e dois sofridos. Cem por cento de eficácia, o mérito de ressuscitar uma selecção e fazê-la voltar a acreditar nas suas imensas capacidades. Trabalho que é fruto da obra fantástica do actual seleccionador, daí que tudo deva ser tentado no sentido de proteger este percurso vitorioso de percalços que o diálogo e a sensatez ajudam a solucionar. Não estou a sugerir aproximações, embora aplauda a disponabilidade do presidente do Sindicato dos Jogadores, Joaquim Evangelista, nem a branquear a acção de Ricardo Carvalho. Se não mais for convocado, já conhece a razão. Foi ele quem a provocou, ficando sem margem para contestar seja o que for. De toda a maneira, a última coisa de que a Selecção precisava era de mais um desconforto como este, que volta a trazer à colação o delicado tema das duplas nacionalidades, mais o tique de autoritarismo que tem atacado os seleccionadores, ao colocarem o poder acima da razão: desde Scolari, o qual se deu ao desplante de agredir um adversário e de ofender jornalistas em público com vocabulário de taberna. Quanto à agressividade do discurso, aliás, as semelhanças são preocupantes: Queiroz, em desespero, convidou os jogadores a irem com ele para a selva combater fantasmas; Bento fala agora em virar de costas, em deserção e ateia a fogueira para queimar em lume brando mais uma das referências da Selecção, por acaso o seu melhor central. É o que eu penso.

O caminho não pode ser por aqui. Nem os futebolistas profissionais e generosamente pagos devem comportar-se como meninos mimados, nem os treinadores julgar-se no direito de pôr e dispor sem prestarem contas, nem a equipa nacional ser tratada com tamanho desrespeito. É urgente mudar, com nova Federação... Não vejo outra saída."


Fernando Guerra, in A Bola

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Hóquei em Patins

A nossa equipa de Hóquei já treina, mais especificamente 4 jogadores!!! Os outros 6 estão ao serviço das suas respectivas Selecções, a preparar o próximo Campeonato do Mundo, que se vai realizar na Argentina. Ricardo Silva, Valter Neves, Diogo Rafael, Luís Viana por Portugal, Cacau no Brasil e Abalos na selecção da Argentina. Neste momento só o nosso guarda-redes suplente não é Internacional A, pelo seu país, o Sérgio Silva e o Carlos López não vão ao Mundial devido à sua veterania, e a exclusão do João Rodrigues foi uma decisão bastante polémica do nosso seleccionador, mas no futuro próximo o João vai 'ganhar' o seu lugar na Selecção...
Não é fácil avaliar (e antecipar) o sucesso da secção, o Hóquei é provavelmente a modalidade colectiva de pavilhão mais corrupta em Portugal!!! Na época anterior a equipa atingiu níveis altíssimos, vencemos a Supertaça e a Taça Cers, e só não triunfámos no Campeonato devido aos desvios Frutados habituais... aliás a grande época do Benfica obrigou os funcionários Frutados a 'horas extra'... Havendo no início da época passada alguma dúvida sobre a competência da equipa técnica liderado por Luís Sénica, creio que o excelente desempenho da equipa, confirmou a sua qualidade. Objectivamente o único objectivo que a equipa ficou aquém foi na Taça de Portugal (sem influências externas), onde um jogo bastante azarado, nos deitou fora...
Mesmo assim, sem baixar os braços, o Benfica reforçou-se, e mantém a ambição de vencer o Campeonato. Vamos jogar a Supertaça Europeia, e regressamos à Liga dos Campeões (grandes jogos Europeus de volta aos Pavilhões da Luz), mas o objectivo principal é indiscutivelmente o Campeonato...
A saída do Ricardo Pereira poderá ser considerada 'normal', alguns jogos menos conseguidos durante a época passada faziam adivinhar esta decisão. O Tiago Rafael precisa de jogar, no Benfica tinha poucos minutos, apesar do muito talento, fisicamente, para um defesa, falta-lhe 'caparro', espero que um dia com mais experiência, possa regressar... O Caio é provavelmente o jogador Português mais talentoso, mas só joga quando quer!!! Pode decidir um jogo sozinho, mas na maioria do tempo anda a 'dormir'. O treinador deixou o Caio muitas vezes no banco, chegou mesmo a não ser convocado, portanto com a manutenção da equipa técnica, adivinhava-se a saída. Aquilo que eu estranho é que o jogador tenha optado pela sua equipa anterior, que o impediu de jogar uma época inteira, após da sua recusa em renovar, antes de vir para o Benfica!!! A razão provavelmente está na mudança de equipa técnica nos Corruptos, é que o Caio tinha-se incompatibilizado com o anterior treinador. Isto quer dizer que os seus dois últimos treinadores, abdicaram dele, algo que não é muito lisonjeiro...
O Sérgio Silva vem 'rodar' com o Abalos, espero que o temperamental Sérgio perceba que está a jogar no Benfica, e portanto os excessos não vão ser perdoados pelos homens do apito.
Vi o Carlos López na Liga dos Campeões do ano passado, e apesar da veterania parece-me uma excelente contratação, é um avançado diferente do Viana, mas deve também 'rodar' com o nosso artilheiro no ringue.
Pessoalmente acho que este vai ser o ano da confirmação do Diogo Rafael, a garra, a explosão, o espírito vencedor, a qualidade técnica, a velocidade, fazem do Diogo um grande jogador, apesar de toda equipa ter jogado bem, foi o Diogo que desequilibrou a nosso favor a final da Taça Cers na Catalunha...

GR: Ricardo Silva, Pedro Henriques
Defesas: Abalos, Sérgio Silva, Valter Neves, João Rodrigues
Avançados: Diogo Rafael, Cacau, Luís Viana, Carlos López

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Golos e assobios

"Mesmo sem recorrer a qualquer instrumento rigoroso de medição, tenho para mim que os assobios ouvidos nos estádios raramente representam o sentimento da maioria das pessoas sentadas nas respectivas bancadas. Se, numa multidão de 50 mil, mil indivíduos assobiarem freneticamente, e os restantes 49 mil permanecerem em silêncio, o barulho será impressivo, e enviesará todas as conclusões que dele se possam tirar. Estaremos a falar de apenas dois por cento de representatividade, mas com decibéis capazes de deitar abaixo um estádio, uma equipa, ou um jogador. Concorre para isto que não me recordo, nos tempos mais próximos, de ver alguém assobiar a equipa do Benfica, ou qualquer um dos seus jogadores, desde perto da cadeira onde normalmente me sento - muito embora também oiça, com bastante incómodo, o ruído daqueles que o fazem.

Sou da opinião que nenhum adepto, que se queira digno desse nome, tem o direito de assobiar a sua própria equipa durante um jogo. Embora pessoalmente nunca o tenha feito, aceito, no limite, que a frustração de um mau resultado, ou de uma exibição menos feliz, possa levar alguns a vaiar os jogadores no final de uma partida. Não entendo, nem aceito, que, enquanto se joga, alguém prejudique aqueles que diz apoiar, acrescentando-lhe ansiedade, insegurança e temor, estimulando e tranquilizando, na proporção inversa, os adversários.

Vem isto a propósito dos incompreensíveis assobios de que tem sido recorrentemente alvo o nosso melhor goleador, naquela que é uma manifestação da irracionalidade que por vezes inunda o universo do futebol - ou não fosse este um desporto de multidões, ou não fossem estas caldo para tantas ignobilidades.

Não sei quem assobia Cardozo, e, como digo acima, desconfio que não sejam tantos quanto parecem. Não entendo que o façam, desde logo por se tratar se um profissional ao serviço do nosso clube, vestindo a nossa camisola, ostentando ao peito o nosso emblema. Mas se atendermos à impressionante carreira do jogador desde que chegou à Luz, esses assobios passam do âmbito da incompreensão e do lamento, para o campo do absurdo ou do surreal.

Tacuara marcou 104 golos em jogos oficiais (mais 22 em amigáveis) desde que, há pouco mais de quatro anos, aterrou em Portugal. Foi campeão nacional, ganhou a 'Bola de Prata' - único benfiquista a consegui-la em mais de duas décadas, com um número de golos só suplantado, ao longo desse período por Mário Jardel -, é já o maior goleador estrangeiro da história do Benfica, e é, claramente, o melhor e mais eficaz ponta-de-lança que passou pelo clube desde os tempos de Mats Magnusson. É um jogador cuja morfologia não torna particularmente elegante, mas cuja eficácia é a todos os títulos assinalável. O seu papel na equipa passa essencialmente por aparecer no local certo para concretizar. Aparece sempre, marca muitas vezes, e, como todos os grandes pontas-de-lança, falha algumas outras. Tem um pontapé fortíssimo, e é exímio na conversão de livres. É um avançado letal, que muitas equipas gostariam de ter. É um matador, que nos tem dado um número considerável de pontos e vitórias.

Não lhe peçam dribles, 'rabonas', 'verónicas' ou 'chicuelinas'. A sua função não é essa. Não lhe peçam velocidade, correrias ou cortes de carrinho. A sua morfologia provavelmente não permite. Tacuara está lá apenas para o último toque, e nesse aspecto não há, nem houve nos tempos mais recentes, ninguém melhor que ele no Benfica, ou mesmo na concorrência directa - descontando talvez apenas um certo colombiano, que acaba de ser vendido para a Liga Espanhola por mais de 40 milhões de euros.

Diga-se a propósito que Óscar Cardozo terá sido vítima de uma comparação tremendamente injusta faze a Falcao, jogador com características completamente diferentes, e que muitos benfiquistas lamentam não ter vindo um dia para a Luz. Não veio, mostrou as suas qualidades noutro lado, e Tacuara não tem culpa nenhuma disso. Assobiar Cardozo porque Falcao escapou para o rival está para lá de qualquer razoabilidade, mas creio ser precisamente isso que, por vezes, passa pela cabeça da minoria a que me refiro. O que é certo é que se o colombiano vale quarenta milhões, o paraguaio (já descontada a diferença de idade) valerá certamente bem mais do que vinte. Num caso ou noutro falamos de grandes avançados, de grandes goleadores. Encontrá-los no mercado não é fácil, como soubemos no passado, e voltaremos a lembrar no dia em que Tacuara tiver de partir.

Ao longo dos tempos, nem sempre as bancadas da Luz - tradicionalmente mais sensíveis ao estilo, mesmo que inconsequentemente, e menos dadas às cruezas e friezas da eficácia - souberam valorizar avançados que hoje simbolizam décadas inteiras do nosso eloquente património histórico. José Torres ou Nené são apenas dois exemplos daqueles que, por mais golos que marcassem, por mais vitórias que nos dessem, raramente conseguiam cativar unanimidades. Hoje são dois nomes de dimensão absolutamente monstruosa nos registos do passado benfiquista. Os tempos são outros, mas Óscar Cardozo, sujando ou não os calções, é o que temos de mais parecido com essas tão gratas individualidades, como mesmo quem agora o assobia irá um dia, saudosamente, ter de reconhecer."


Luís Fialho, in O Benfica

Basket

Os treinos da nossa equipa de Basket já começaram, as contratações já estão disponíveis, e hoje com o último jogo no EuroBasket o Minhava e o Elvis, depois de umas mini-férias merecidas, também se vão apresentar...
Numa avaliação superficial, acho que o plantel está mais forte, só o base Americano é 'desconhecido', os outros conhecem o Basket português, apesar de alguma veterania, parece que a equipa estará forte...

As lesões têm afectado demasiadas vezes esta Secção, é importante prevenir e avaliar as condições dos atletas: o Heshimu sofreu bastante no final da época anterior, creio que com hérnias, algo que com certeza não desapareceu... o Carreira foi operado no início da época passada, creio que lhe foi retirado um tumor, se a doença parece ter 'desaparecido', o facto, é que o Diogo nunca conseguiu atingir os níveis habituais... o Sérgio também me pareceu limitado nos Play-off's... o Barroso apesar da idade precoce está a fazer tratamento a uma pubalgia... o Betinho falhou EuroBasket devido a lesão...

A escolha do Carlos Lisboa para treinador principal é um risco. No mercado Português não há muitas opções, mas temos que admitir que o passado do Lisboa como treinador não é igual ao seu passado como jogador. A acumulação de funções (treinador e director das modalidades), é igualmente discutível, creio que o Goran Nogic será efectivamente o treinador de campo, e o Carlos terá uma função de 'manager', à Inglesa, mas espero que as outras secções não sejam descuidadas...

A não renovação com o António Tavares também é muito discutível. É verdade que o nosso antigo capitão nas últimas épocas perdeu predominância, mas sempre que era chamado respondia com pontos. Por outro lado a sua saída abriu portas à entrada do Tomás Barroso, um produto da nossa formação, que a época passada terá sido a grande revelação da Liga. No pouco que vi do EuroBasket o Tavares terá sido o nosso melhor jogador ofensivamente, com muita vontade em mostrar serviço, após muitos anos afastado da Selecção por opção dos vários seleccionadores, mesmo quando 'carregava' sozinho a equipa do Benfica às 'costas'!!! As despedidas nunca são fáceis, e esta também não será...

Creio que este ano não vamos participar no EuroChallenge, por um lado é pena, porque o ano passado ficou provado que podemos ter sucesso nessa competição, mas o desgaste dessa competição, com a FPB/Liga a fazer tudo para prejudicar o Benfica, e com o nosso principal adversário interno a optar por não jogar as competições europeias, se calhar a melhor opção para o Benfica, é mesmo abdicar da Europa, para evitar um desgaste físico inevitável...!!!

Portugal terminou hoje a sua participação no Europeu, pessoalmente, e apesar das derrotas, acho que a qualificação para o EuroBasket já foi meritória, o grupo era dificílimo, é verdade que podíamos ter ganho à Polónia e à Grã-Bretanha, mas foram cometidos erros que só podem ser corrigidos com uma participação mais regular em competições deste nível. Curiosamente a equipa acabou por jogar melhor com os adversários mais poderosos. O Elvis esteve quase sempre bem, no seu estilo, com alguma ingenuidade, mas deu tudo... O Minhava esteve quase sempre trapalhão a organizar, e pouco atrevido no lançamento exterior, exagerando nas entradas para o cesto...

Bases: Minhava, Carreira, Barroso, Reed, Scott

Extremos: Sérgio, Heshimu, Betinho, Doliboa, Monteiro, Ferreirinho

Postes: Elvis, Gentry

Sem mais palavras...

domingo, 4 de setembro de 2011

Oportunidade?

"A nova temporada trouxe, desde logo, densa polémica em torno da arbitragem.

No ano passado foi o Benfica a vítima do Sistema - que pretendeu decapitar a equipa, então considerada como a principal favorita à conquista do título. Este ano, um renovado Sporting, carregado de aquisições e de esperança, parece ter sido alvo de idêntica estratégica. O ponto em comum é fácil de identificar, e reside naqueles que, sempre que necessário, podem contar com a mão amiga dos seus heróis de estimação.

Como qualquer benfiquista, não gosto do Sporting. Mas, competições à parte, independentemente de uma ou outra declaração inflamada, de um ou outro comportamento condenável dos seus adeptos, reconheço que o nosso vizinho e rival constitui, juntamente com o Benfica, o duo dos maiores clubes portugueses daquilo a que eu chamaria o arco da responsabilidade.

Nos últimos anos, tolhidos por uma rivalidade cega e doentia, por um sentimento de inveja e de ciúme para com o nosso crescimento, e para com a nossa clara superioridade dentro do campo, a postura institucional dos 'leões' foi equívoca, inviabilizando, em momentos históricos determinados, que o Futebol português fosse definitivamente libertado das amarras que ainda o envolvem. Com novos dirigentes empossados, a esperança numa plataforma de entendimento e compreensão comum ganhou novos argumentos, e creio que esta pode ser a altura certa para encetar esse caminho. Até porque o Benfica não pode, nem deve, esquecer o que lhe sucedeu no ano passado, por esta mesma altura.

O combate pela verdade, que o Benfica assumiu sozinho, está muito longe do seu epílogo, e carece de apoios. Será que se pode confiar neste Sporting para, por fim, assumir as suas responsabilidades, deixar de assobiar para o lado, evitar gritos estéreis, e caminhar lado a lado connosco (e com quem mais se queira juntar) nesta difícil luta? Creio que beneficiariam ambos com isso, pois, com resultados decididos apenas pelos jogadores, tanto o Benfica, como o Sporting, ganhariam mais vezes."


Luís Fialho, in O Benfica

O apito negro

"A crise aberta com a recusa do árbitro João Ferreira em arbitrar o jogo Beira-Mar - Sporting está muito longe de estar encerrada. Costuma ser assim com as grandes crises: põem a descoberto as questões de fundo e vão-se agudizando por etapas sucessivas, nalguns casos até à ruptura final.

O que aconteceu com este jogo foi grave e inusitado, mas veio mostrar até que ponto existe uma solidariedade corporativa entre os profissionais do sector, que se mantiveram unidos e deixaram o problema sem solução até ao último momento.

Não é fácil ser árbitro em Portugal, já que se trata de uma actividade sujeita a uma permanente suspeição e a um escrutínio que causa profundo desgaste a quem se expõe todas as semanas nos relvados.

Neste aspecto, os árbitros são muitas vezes comparáveis aos políticos, sujeitos à mesma pressão e desgaste. E que ninguém duvide que a maioria é gente séria e competente. Os árbitros debatem-se com problemas de diversa índole. Um deles é o aumento constante da exposição mediática e a polarização de conflitos de maior amplitude que muitas vezes encontram a válvula de escape no Futebol. Outro problema é o facto de o espectador em casa ter hoje muito melhores condições técnicas para ajuizar do que o próprio árbitro. Quando ele erra, por distracção, negligência ou dolo, já o mal está feito e tornou-se irreparável. Por outro lado, as bancadas estão repletas de árbitros e treinadores informais que vêem e julgam muito mais com os olhos do coração do que com os da razão. Nessa medida, cada jogo tende a ser um barril de pólvora à espera do rastilho que o active.

Num futuro próximo terá de se reequacionar a forma como os árbitros julgam, dotando-os, eventualmente, de meios tecnológicos que os tornem menos falíveis, vulneráveis e, em alguns casos, aliciáveis. Para já, a crise está para durar, de tal modo que se pode mesmo falar da existência de uma espécie de 'apito negro', roufenho, quase inaudível e muito pouco digno de respeito."


José Jorge Letria, in O Benfica

El Rei D. Sebastião

"Quero falar do projecto de taxas a aplicar aos ricos, do Barcelona/Porto, da greve dos jogadores em Espanha, do descalabro do Arsenal e dos seis golos sem culpa que Roberto sofreu, mas não dá, não há como. Por muito que me apeteça é-me impossível fugir ao assunto Nacional/Sport Lisboa e Benfica. É demasiado importante para ser deixado para a semana seguinte. De arranque sugiro que façamos um teste fácil:

1) Em que Estádio o nevoeiro nocturno marca presença regular a ponto de ser impossível ver jogadores, árbitros e linhas do relvado?

2) Qual o campo, qual é ele, onde as partidas foram interrompidas por causa do nevoeiro, desde que há primeira Liga?

3) Qual o encontro da época anterior em que o SLB foi mais prejudicado pela arbitragem?

4) A que equipa pertence Filipe Lopes, que nesta última jornada deveria ter sido expulso (três faltas para vermelho directo) e castigado com pelo menos cinco jogos de suspensão?

5) Qual o emblema que representam os atletas que viram Bruno César fugir que nem um foguete até marcar um belíssimo golo na passada Segunda-feira?

Sim, nas respostas o denominador comum é o Nacional da Madeira. Todavia, independentemente dos erros de Artur Soares Dias e da excelente prestação do Benfica, o que me chama aqui é o disparate que se repete ano após ano, a irresponsabilidade de realizar à noite os jogos da Primeira Divisão na Choupana. O telespectador não vê, o espectador pagante que está na bancada não vê, os jogadores talvez vejam alguma coisa, mas o assinante da televisão não vê nada, convenhamos. Ninguém 'vê um Boi à frente do nariz'. Se não mudarem de Estádio então mudem a hora do jogo! Se a decisão é da Liga então a Liga que decrete a alteração no horário. Se a decisão é da televisão que paga a transmissão, então que se mude o encontro para os Barreiros. Não vale a pena pensar de forma gananciosa porque, tal como está, toda a gente perde. Será que ainda há gente a acreditar no regresso de D. Sebastião?"


Ricardo Palacin, in O Benfica

O novo-rico

"Vivemos tempos complicados para a DESEJADA ramificação dos valores de cidadania, da humanidade e da vivência em sociedade.

Com a massificação dos direitos à educação, à cultura, à saúde, ao trabalho e ao salário, o Homem foi mandando às urtigas certos princípios como a solidariedade, o bem-estar comum, a consciência de grupo e até mesmo de família.

É verdade. A facilidade com que o dinheiro foi entrando nas nossas vidas, às vezes de forma tão absolutamente lotérica ou ilícita -, ora em função das benesses de carácter social criadas pelos estados ditos desenvolvidos, pelo aproveitamento das brancas da lei geral e dos compadrios governamentais -, alterou a postura do homem no planeta e na vida.

Fenómenos como as riquezas súbitas, bem ou mal explicadas, provocaram uma espécie de mutação, digamos, genética, que atirou para as ruas gente de bolso farto e cabeça curta. Era pois inevitável que o mundo passasse a ter que contar com esse espírito novo-rico que tudo arrasta à sua passagem, na ilusão de que o poder material é inesgotável e justifica a agressão. Assim se compreende o significado da inflação. A inflação resulta precisamente desse novo-riquismo que consome e exige, não tanto o melhor, o que até seria compreensível, mas apenas o mais caro, o mais estrondoso nos números e nas fotografias.

O novo-rico está agora em todo lado, aqui e ali com comportamentos de pato-bravo, e não se queixa da alta dos impostos ou da qualidade de vida dos que o rodeiam. O novo-rico, no seu grau mais elevado, conseguiu atingir estado do offshore, do vidro escuro no jipe, da mesa reservada no restaurante, do beija-mão do político carente de votos, e, como não é burro, foi fazendo uma selecção de coisas que lhe dão prazer (e fortuna) e afastou as outras que são uma chatice e por vezes cheiram a suor. O novo-rico está, de facto, hoje em quase todo o lado, até na Selecção Nacional."


Paulo Montes, in A Bola

Nelson Évora em 5º no Campeonato do Mundo



Excelente resultado, 17,34 m, o melhor da época, o melhor após a prata do Mundial de 2009, depois do calvário das lesões, este resultado, confirma o regresso do Nelson aos grandes momentos... O início de época foi cuidadoso, com medo de uma 'recaída', só poucos dias antes do Mundial o Nelson ultrapassou os 17 metros, na próxima época, começando logo com confiança, fazendo consistentemente marcas nos 17 metros, quando chegarem os Jogos Olímpicos será possível lutar pelas medalhas, nos 17 metros 'altos', ou até nos 18 metros!!!

Hoje com os dois Americanos a baterem os seus recordes pessoais (o Claye fez dois nulos nos dois primeiros saltos, esteve praticamente a ser 'eliminado' dos últimos 3 saltos!!!), o Idowu a fazer o melhor da época, era impossível chegar ao pódio, mesmo assim, talvez com algum cansaço, o Nelson hoje só saltou acima dos 17 metros no primeiro salto, seria de esperar que fizesse outros saltos do mesmo nível, mas isso não aconteceu... mas para o ano a história será diferente. Recordo que provavelmente o maior adversário do Nelson em Londres vai ser o Tamgho, que faltou a estes Mundiais por lesão.


O Yazaldes Nascimento e o Ricardo Monteiro fizeram parte da Selecção Nacional nos 4x100 m. Falharam o apuramento para a final, após o Yazaldes ter sido tocado por um Brasileiro!!! Sendo a equipa do Brasil desclassificada, o estranho para mim é a equipa Portuguesa não ter sido 'repescada' para a final, já que acabou por ser prejudicada. Já na final dos 110m barreiras, o Chinês, foi tocado pelo Cubano, o Cubano foi desclassificado, mas o Chinês que provavelmente iria ganhar a corrida sem o toque, ficou com a prata!!!

Foi pena o Yazaldes não ter conseguido participar a nível individual nos 100m, recordo que ele conseguiu os mínimos, mas o vento anulou a marca...


A participação Portuguesa mesmo sem medalhas, foi uma das melhores de sempre, os Benfiquistas tiveram todos muito bem: 5º Nelson, 6º Fortes, 9º Marisa, 10ª Chuva...


Uma nota para horrível transmissão televisiva, uma realização absurda, e mesmo a nível da organização das provas houve falhas... Sendo que a discussão sobre as falsas partidas 'abafou' todos os outros problemas... pessoalmente defendo que a alteração à regra das falsas partidas, foi feita exclusivamente para não atrasar os directos televisivos, não houve nenhum critério desportivo envolvido, por isso acho absurdo a desclassificação do Bolt, e dos outros!!! A regra que permite uma falsa partida, e à 'segunda' (independentemente do atleta) dá a eliminação, é um mal menor, espero que nos Jogos Olímpicos de Londres não tenhamos 'novelas' destas...