Últimas indefectivações

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Chapecoense: o "outro lado" de uma catástrofe

" "É real?"; "A sério?"; "Aconteceu?"; "Como?"; "Sem chão"; "Confusão"; "Sensação de irrealidade"; "Pode ser que seja apenas um pesadelo"... Angústia, pesadelos, medo instalado, evitamento, fuga para a frente...
Estes são alguns dos pensamentos, das emoções ou comportamentos que com muita frequência se encontram associados a pessoas que sobrevivem ou testemunham de forma direta (ou indireta) um evento crítico de vida (catástrofes naturais, acidentes, lutos, entre outros).
E isto é, também, uma resposta "saudável" e normal de qualquer um de nós porque, de alguma forma, denota que somos ainda capazes de empatizar com o sofrimento (no caso, humano), seja ele próximo ou alheio.
O chamado "stress traumático" é uma resposta normal a um evento traumático que pode causar emoções de intensidade elevada, às vezes confusas e até paralisantes. Pode até ser responsável por alguns episódios de insónia, irritabilidade, tristeza ou ataques de ansiedade, mas, se persistirem no tempo, devemos procurar ajuda especializada.
Este tipo de fenómeno pode ser amplamente abrangente mesmo até a quem, não o presenciando de forma direta, acabou por aceder a um conjunto de informações (normalmente, visuais) via o usual "bombardeamento" de imagens nos media (felizmente, neste ultimo acidente de avião, a imprensa respeitou um pedido de algum resguardo face à imagem do cenário do acidente).
De facto, as imagens podem ser altamente traumáticas (e sim, há aqui um papel de responsabilidade social que a imprensa deveria chamar a si mais vezes...).
Por exemplo, em Portugal, a excessiva e abusiva projeção da trágica morte de Miklós Fehér resultou, indiretamente, num aumento exponencial de prescrições e solicitações de exames de natureza cardiológica que, nesse mesmo ano, quintiplicou! E este foi apenas um dos muitos efeitos colaterais na população...
De facto, sermos expostos a este tipo de eventos traumáticos (mesmo de forma indireta, via media) pode fazer disparar os nossos níveis de ansiedade, criando stress traumático.
Na realidade, e num ápice, todo o nosso sistema de crenças e certezas cai por terra, deixando-nos com uma sensação de impotência e grande vulnerabilidade num mundo "perigoso" onde não controlamos nada (o que, no que respeita a "não controlarmos nada"... até é verdade, pois apenas o nosso comportamento pode ser "controlado" e, às vezes, é bem dificil!).
Para além destas respostas individuais que, invariavelmente, nos empurram muitas vezes para uma reflexão pontual sobre a nossa vida, sobre o facto de que a devemos aproveitar mais e melhor, ou que devemos mudar "isto ou aquilo"... E pontual porque, passado algum tempo, já pouco recordamos do que prometemos a nós próprios nesse momento.
Assistimos também a um conjunto de movimentos de generosidade globais em prol das vítimas, que, muitas vezes, demonstram uma capacidade de superação sobrehumana, o que acontece quando nos agregamos genuinamente para ajudar alguém.
Senão vejamos: no incidente de 11 de Setembro, uma das empresas visadas com um enorme número de colaboradores atingidos, resolveu doar o produto da sua faturação a favor das famílias das vítimas e, articulando com fornecedores e clientes, num movimento global de entreajuda, em vez da faturação normal de 1 milhão de dólares, atingiram a quantia de 6 milhões, para efeitos de doação.
É um facto: este tipo de "eventos", mesmo que momentaneamente, transforma-nos fazendo-nos questionar como podemos ser "mais e melhor", como podemos "viver mais", "dar-nos mais" (aos cônjuges, à família e aos amigos).
Chegamos mesmo quase a acreditar que essa irá ser a nossa realidade... E depois...
Puff!!!
Lá voltamos (indivíduos, empresas e comunidade em geral) à "vidinha", ao "piloto automático"... Todos nós, sem excepção.
Até à próxima catástrofe...
E se pensássemos um pouco como podemos manter viva esta ideia de "sermos mais vida" (para nós e para os outros) no nosso dia-a-dia e não apenas quando surge uma "bandeira vermelha", que nos recorda da indelével fragilidade humana?
Julgo que a melhor homenagem que pode ser prestada a quem, de forma inesperada, nos deixa e deixa... sem chão... será, sem dúvida, não querendo "mudar o mundo", focarmo-nos em mudar "o nosso mundo", com pequenos e simples atos diários de generosidade connosco e com os outros!"

Mudar para modo Maradona

"Talvez o Lisandro possa entrar? E o Zivkovic, que é feito dele? Não sei, são só ideias. Com o Nápoles, vamos em modo Maradona, pode ser?

Luisão escorrega à entrada da área e Ghazaryan, o arménio do Marítimo, embrulha um golito logo aos cinco minutos. Um acidente... Não é preciso começarmos já a saltar em cima dos chapéus de coco, amigos. Calma, está tudo bem. Aliás, se cometo a indelicadeza de referir o falhanço do veterano faraó é só para sublinhar isso. Porque a má sorte do nosso central sintetiza bem o jogo inteiro, esta nossa primeira derrota. Nem foi bem um jogo, foi mais um azar desmedido em forma de futebol. Luisão escorregou literalmente e a equipa escorregou metaforicamente. Mas não passou disso. Só um escorregão...
Foi pena, claro, que tivemos uma mão-cheia de quases. Bolas à barra; bolas assobiando junto aos postes da baliza dos ilhéus mas do lado de fora; bolas a roçar num mindinho da luva do compridíssimo guardião maritimista; bolas prontas para beijar as redes que, no último momento, se encolhiam, tímidas, platónicas, deslizando para canto, desistindo da alegria. Foi pena, sim, mas, depois daquele começo meio sonâmbulo, até demos uns toques bonitos como é hábito. Parecíamos tomados de bom espírito, dispostos a riscar o "má" de "má sorte". Pelo menos, foi assim que eu interpretei o golo de Nelsinho: dança de corpo; velocidade para dentro; remate tão feliz que faz nascer uma bola de felicidade; desvio acidental, perfeito, de um Gonçalo Guedes a fugir no sentido contrário; plim, golo. É verdade, foi uma pena. Tanta alegria desperdiçada, não é, caros amigos?
Não há de ser nada, temos de seguir em frente. Mas, atenção - aqui, onde ninguém nos ouve, deixem-me dizer só uma coisinha mínima. Se queremos golear o Nápoles na terça-feira, temos de sair já-já-já da Turquia mental em que estamos refastelados como odaliscas matissianas. Neste percalço madeirense, também houve algo de "síndrome da segunda parte". Na primeira demos 6-0, e na segunda facilitámos... Não, temos de arregaçar as mangas e voltarmos a nós próprios. Pode ser? Para terminar, deixe-me dizer-lhe, míster, que gostei muito das suas declarações no final. Era fácil cair em cima da incompetência do árbitro e sacudir a água fria do capote, mas o Glorioso tem de estar acima disso. Bravo. Para dentro é que talvez seja bom mandar uns sinais, não? Talvez o Lisandro possa entrar? E o Zivkovic, que é feito dele? Não sei, são só ideias. Com o Nápoles, vamos em modo Maradona, pode ser?"

Não há futebol sem Liga dos Campeões

"Puristas e neoliberais têm motivos para a considerar imprescindível. Benfica e FC Porto jogam bem mais do que os 5,5 milhões do prémio

Para um clube português, a Champions é sempre a escada que leva ao segundo andar, seja qual for a perspetiva. Nós, na Imprensa, talvez façamos parecer vezes de mais que a Liga dos Campeões se confina aos prémios, isto é, uma receita imediata com um peso desproporcional em bolsos como os de Benfica, Sporting e FC Porto, mas neoliberais e puristas partilham o mesmo barco nesta matéria. Duas equipas meio imberbes, como são a benfiquista e a portista, nunca cumprirão todo o potencial sem que os Gonçalos Guedes, Andrés Silvas ou Ruis Pedros enfrentem com regularidade o melhor futebol do mundo e se habituem a ver-se nesse estatuto. E os preços nunca baterão no teto se os jogadores não forem promovidos, e examinados, nas arenas frequentadas por quem gasta dinheiro a sério. Ou se não entrarem no circuito dos sussurros e rumores de mercado que influenciam os mais interessantes dos gastadores: os ignorantes que emprenham pelos ouvidos. Entre os oitavos de final da Champions e a fase de grupos há uma diferença grande de visibilidade e ruído. Nos oitavos, o universo reduz-se a 16 equipas, oito jogos por ronda, para além de já ter ficado estabelecido o mérito desportivo. O sentido de urgência aumenta; o espaço para erros reduz-se; o tempo para decidir desaparece; os olhares inquisidores multiplicam-se, vindos de todo o mundo. Jogar os oitavos da Liga dos Campeões, para um miúdo de 18 ou vinte anos, é como passar por Harvard ou Oxford. Hoje e amanhã, Benfica e FC Porto jogam, talvez, as três próximas épocas."

Tudo em jogo

"Inclusive o mercado

Cruzo as duas declarações, a de Rui Vitória e a do empresário de Gelson Martins, e vejo nelas ao mesmo tempo uma coerência e uma provisoriedade. O treinador do Benfica prevê que, mais cedo ou mais tarde (eventualmente cedo), algumas das suas jovens estrelas deem o salto. O agente garante que, aconteça o que acontecer, Gelson não sai do Sporting em janeiro.Hoje, por jogar o dérbi, ambas são verdade. O Sporting persegue o líder e o Benfica, mesmo com lesões (e até uma derrota), mantém-se na frente. Mas é impossível não deixar a validação daquelas declarações para domingo.Se o Benfica ganhar, e aberto novo fosso de cinco pontos entre os dois, é provável que Gelson se torne menos invendável. A experiência de Carrillo não correu mal. Já se forem os leões a prevalecer, começa a ficar demasiada coisa em causa para os encarnados - a possibilidade de alienarem jogadores-chave, pelo menos em janeiro, deixa de existir.Queiramo-lo ou não: a própria abordagem ao mercado depende do jogo do próximo fim de semana. Este ano, ainda não houve nenhum desta magnitude.

A velha rota
Um dia há de funcionar
É sempre a sombra de Eusébio que paira nestes momentos, não é? Quando um grande português vai buscar um jovem jogador aos PALOP? Ou será já também (um pouco) a de Mantorras? Seja como for, Gelson Dala e Ary Papel são os mais recentes jogadores do Sporting. Talvez lhes convenha terem a noção, para saberem como posicionar-se, de quantos "novos Eusébios" recebemos nos últimos 20 ou 30 anos. E de quantos se confirmaram."

Rui Pedro e outros sete nomes: será que o país aprendeu a lição?

"A necessidade deu-lhes a oportunidade. A alguns deles falta a continuidade.

Rui Pedro, André Silva e Diogo Jota. Gelson Martins e Rúben Semedo. Nélson Semedo, Gonçalo Guedes e André Horta.
Nomes que sobressaem em três meses de temporada, e apenas porque a necessidade gerou a oportunidade.
Oito jovens que sublinham a qualidade da formação em Portugal e o espaço que tem surgido nos grandes nos últimos meses. Haverá muitos mais na calha nos próximos tempos, se continuarem a lembrar-se deles. Como devem.
Se a qualidade da formação não é de hoje, o que mudou terá sido a mentalidade – a mudança é sempre mais lenta, como nos ensinou a História. Rui Vitória, Jorge Jesus e Nuno Espírito Santo têm aberto a porta e, sobretudo, dado espaço ao erro e ao amadurecimento com que nenhum deles nasce. 
Gelson é hoje em dia o jogador que mais desequilíbrios provoca na Liga e, apesar do reforço da sua posição no fim do mercado com nomes como Markovic e Joel Campbell, nunca deixou que Jesus tivesse dúvidas. O mesmo aconteceu com Rúben Semedo e a renovada concorrência.
Na Luz, Gonçalo Guedes não vem só desta temporada, mas, depois de um apagão, aproveitou os problemas de Jonas para ganhar força física e intensidade, tornando-se um jogador ligeiramente diferente do que muitos projetaram. Nélson Semedo recuperou os índices do início da última época, e é atualmente um dos laterais que mais entusiasmam. André Horta foi aposta segura de Vitória até à primeira lesão e apresentou créditos.
André Silva começou a sustentar-se no FC Porto na final da Taça de Portugal e, apesar de um ou outro momento menos bom, continua a ser fundamental na equipa de Nuno. Foi com Jota no onze que os dragões melhoraram no ataque, e Rui Pedro, ainda com idade de júnior, já valeu três pontos fundamentais, porque o reforço Depoitre continua sem convencer.
Belenenses e Vitória de Guimarães foram clubes que adotaram uma filosofia de aposta no jogador nacional, alguns por empréstimo, outros formados internamente. A crise obrigou-os a isso, e são exemplos de sucesso desportivo. Bons exemplos a seguir.
Todos os jovens acima precisaram ou precisam de continuidade. A qualidade está toda lá, e muitas vezes bem superior a muitas contratações de valor duvidoso.
A pergunta que deixo é: se o jovem jogador português tem provado qualidade, não só na Liga como lá por fora e ainda nas seleções jovens – de que os sub-21 são o exemplo mais marcante – por que é que estes números continuam a ser tão baixos?
Vivemos um tempo de ouro do futebol português, depois da conquista do Euro 2016 e com Fernando Santos e Cristiano Ronaldo a estarem, com inteira justiça, muito perto de ganhar os prémios do ano da FIFA.
O país pode ter aprendido a lição ou tudo isto ser apenas circunstancial. Acredito que esteja pelo menos a começar a aprender. O futebol português tem também a sua (boa) oportunidade."

Por que razão avaliamos tanto o discurso dos treinadores

"A liderança do treinador é um dos temas mais fascinantes do desporto, num ambiente geralmente competitivo onde o trabalho individual e coletivo estão interligados. E a liderança de uma equipa, pela complexidade e ambiguidade em que é exercida, continua a originar novas formas de a discutir, seja num gabinete de uma equipa profissional seja num café!
A verdade é que um treinador tem inúmeros desafios e em quase todos eles precisa de ter uma capacidade eficiente de exercer a sua liderança perante a sua equipa técnica ou os seus atletas, sabendo que o seu comportamento e a sua experiência são determinantes para o seu sucesso e o ambiente que cria através do seu relacionamento tem uma especial influência na entrega por parte do atleta.
Ao praticar a liderança o treinador socorre-se e envolve-se nas ações, tenta usar a parte motivacional e perceber a mente de cada atleta que faz parte da equipa. E é através da sua comunicação que alinha as suas ideias e as suas ações, para inspirar os atletas em prol dos objetivos. A narrativa por parte de um treinador para a sua equipa é composta geralmente por três elementos: a história do treinador, a história do «nós» e a história para ou sobre o contexto. E é na narrativa do treinador que compreendemos os seus valores, o que ele quer passar à equipa e como ele gere e potencia os desafios com aquela mescla de palavras e frases em várias direções.
Nas últimas semanas discute-se muito se as abordagens do treinador do FC Porto são benéficas. Será um bom ou mau comunicador Jorge Jesus? Por que Peseiro se sente mais confortável a comunicar no Sp. de Braga do que no Dragão? Ou se aquele discurso de Rui Vitória a seguir aos Barreiros foi para desdramatizar ou foi genuíno.
Alex Ferguson afirmava que para se ser campeão é necessário inspirar as pessoas a serem melhores, dar-lhes melhores competências técnicas, torná-las vencedoras e conseguir que eles entendam que estás a lutar por elas. E isto consegue-se através de um discurso que nem tem de ser inspirador, mas tem de cativar um a um. Se não for assim, até se podem vencer jogos, mas não se vencem campeonatos.
Numa observação sobre o clima na equipa nacional neozelandesa de rugby, abordou-se a questão essencial para o treinador que é conseguir construir uma ideia de si enquanto treinador e líder. E sem existir a capacidade de verbalizar essa mesma ideia concreta e o mais real possível para equipa, de pouco valem os conhecimentos. O treinador Mike Krzyzewski, o enorme Coach K, afirma algo como: «Tu tens de ser tu próprio. Isto é algo que tu tens de falar às tuas equipas, de ser e usar a tua personalidade e os teus valores para atingir a equipa.»
Tudo se altera em pouco tempo. E até podemos pensar que conseguimos acompanhar as mudanças, mas a nossa narrativa sofre sempre que tentamos ser algo que não somos. Lá bem no fundo, os atletas estão sempre à escuta, até podem não perceber o exercício x ou y, mas captam todos estes momentos de grande ou má performance comunicacional. E quando a bola não rola, também nós nos cafés ou nas redes sociais avaliamos isso."

Cadomblé do Vata

"1. Pelo segundo ano consecutivo, apuramo-nos para os oitavos de final da Champions... só foi pena não termos perdido 4 jogos pela margem mínima para ser uma fase de grupos de alto prestigio.
2. O pessoal goza com o espanhol do Jorge Jesus, mas quem parece não ser fluente em castelhano é o Rui Vitória... mister, na língua de Cervantes, "Eduardo Sálvio" não quer dizer "Titular Obrigatório". 
3. Ontem perdemos porque estivemos 45 minutos a pensar no Nápoles e 45 minutos a pensar no Sporting... só espero que no domingo não estejamos 45 minutos concentrados no Sporting e 45 minutos com a cabeça no Real Massamá.
4. Temos que assumir de uma vez por todas que é complicado jogar com 2 avançados tão móveis como Guedes e Jiménez... a relação que têm com a área é a que um universitário tem com a casa dos pais... só lá vai esporadicamente para comer e deixar a roupa a lavar.
5. O apuramento do SLB, valeu ao Besiktas a despedida da Champions e a perda de largos milhões de euros... não tarda temos o Talisca a pedir dinheiro aos amigos outra vez."

Benfiquismo (CCCX)

Central goleador...

Vermelhão: qualificação com derrota !!!

Benfica 1 - 2 Nápoles


Em primeiro lugar destacar a qualificação, pelo 2.º ano consecutivo, com um grupo equilibrado e competitivo. Onde as duas melhores equipas acabaram por passar. Mesmo com os 4 pontos desperdiçados nos confrontos com o Beskitas, o Benfica acabou por merecer a qualificação... Foi pena, aquela última meia hora em Istambul, porque com uma vitória nesse jogo, o Benfica teria obtido a qualificação, e este último jogo, teria tido outro contexto, possibilitando a preparação do derby do próximo domingo...
O Dínamo acabou por fazer a sua obrigação (!!!), os Turcos depois de tanta 'vaca', acabaram por finalmente terem um pouquinho de 'azar': recordo o golo desperdiçado pelo Guedes na Luz, que daria o 2-0, antes do golo do Talisca; recordo o penalty desperdiçado pelo Nápoles no San Paolo e o golo da vitória do Besiktas nos minutos finais, em fora-de-jogo...; e recordo aquele meia-hora final do Benfica em Istambul... depois do Mitro falhar o 0-4 !!!
Em relação à derrota de hoje, confesso, fiquei muito irritado!!! Não porque perdemos (em desporto tudo pode acontecer), mas pela forma como não 'preparámos' o jogo!!! A filosofia predominante em Itália, passa pela adaptação da estratégia ao adversário. Em Portugal, nos 'grandes' nem por isso... Pois, o Benfica, com Rui Vitória, mas também com o antecessor, tem esta estranha tendência suicida, de não 'mudar' nada no nosso esquema!!!!
Eu sou daqueles que defende o 'nosso' 442, acho que em mais de 90% dos jogos que o Benfica disputa por época, o 442 é de longe o melhor Modelo, mas depois existem os restantes 10%... E nós continuamos a não fazer qualquer tentativa de adaptar-nos às circunstâncias!!!
Não é novidade nenhuma, é uma história recorrente: sempre que o Benfica, defronta uma equipa de grau de dificuldade elevado, que joga em 433, temos sempre, sempre, sempre muitas dificuldades!!! Mais ainda quando defrontamos adversários fisicamente mais fortes no corpo-a-corpo... perdendo assim quase todos os duelos individuais!!!!
Hoje, além da 'natural' inferioridade numérica no meio-campo, ainda houve dois 'pormaiores' que 'mataram' qualquer possibilidade do Benfica 'disputar' de igual para igual, esta jogo:
- a 'quase' marcação individual do Fejsa ao Hamsik: os italianos perceberam, o Eslovaco, em 'construção' recuava praticamente para defesa-esquerdo, e o Fejsa ia atrás dele... abrindo um enorme buraco no centro...
- após os primeiros minutos, o Salvio recuou... começou a fazer parte da 'linha defensiva do Benfica', ficámos a jogar com praticamente 5 defesas em linha!!!!
Com estas duas variações, a nossa linha de meio-campo, desapareceu... Os Napolitanos, ficaram com 'estrada' aberta para fazerem os passes para as costas da nossa defesa...!!!
Aquilo que me deixou ainda mais irritado, é que isto era visível... e durante os 90 minutos, nada foi alterado, nem sequer tentado!!!!
Pior ainda, é que esta estratégia anti-Benfica, de fazer superioridade numérica no nosso lado direito da defesa, tem sido usada repetidamente nos últimos confrontos com os Corruptos e aconteceu recentemente na tal última meia-hora de Istambul...
Rui Vitória, já cometeu outras decisões erradas, mas normalmente, tem uma boa capacidade de auto-crítica, e nos jogos seguintes rectifica... Mas sobre esta situação, ainda não encontrou antídoto!!!
E hoje, mesmo se não tivesse sido 'treinado' (mas deveria ter sido analisado, porque nós sabíamos que o Nápoles vinha jogar assim), a opção óbvia, sem fazer substituições, seria colocar o Guedes a defender na direita, e jogar num 451...
Podia até não resultar, mas pelo menos tínhamos tentado alguma coisa...
E vamos ver se Domingo, não vamos enfrentar um esquema idêntico!!!
A crónica já vai longa!!! Apesar de todas as nossas 'falhas', temos que reconhecer que este Nápoles, tem uma excelente equipa, muita qualidade individual (Hamsik, Alan, Albiol... muito bons na 1.ª fase de construção - apesar do erro do Central no final). O curioso é que esta equipa do Nápoles (orçamento estratosférico comparado com a realidade portuguesa), depois da vitória em ao Benfica na 1.ª volta, entrou em crise!!! E esteve uma série de jogos sem ganhar... e a jogar mal!!! Mas nas últimas semanas, voltou a subir de forma... e a vitória sobre o Inter na última sexta-feira confirmou essa subida...!!!

Outro pormenor inquietante, são os golos desperdiçados pelo Benfica: em Istambul, na Madeira e hoje, falhámos golos muito golos... e mais: nos primeiros 20 minutos da 2.ª parte, numa altura onde o resultado ainda está em aberto (nos 3 jogos), falhamos golos escandalosamente, e praticamente na resposta, sofremos um golo...!!!
Hoje, foi aquele passe picado do Pizzi, que o Rafa e Jiménez chegaram milimetricamente atrasados!!!

Não vou fazer as habituais análises individuais. Porque quando existe este encaixe estratégico tão desigual, as performances individuais são 'irrelevantes'!!! É fácil, dizer que os jogadores não correram, que os jogadores não foram profissionais, que os jogadores são maus, que os jogadores estão cansados... tudo isso pode ser dito, ou insinuado, mas para mim, a partir do momento que as 'peças' foram tão mal colocadas no 'tabuleiro', o jogo ficou decidido...
Um exemplo perfeito desta má gestão de recursos, foi o Fejsa: terminou o jogo completamente 'roto', tal como o Luisão... com melhor organização, tudo seria diferente!!!
Mesmo assim, uma nota para o golo embalado pelo 'Eu amo o Benfica'... e com um bocadinho mais de discernimento, até podia ter dado para empatar!!!

O único aspecto, onde Rui Vitória tem 'desculpa' é no nosso processo ofensivo!!! Sem Grimaldo, tudo fica mais difícil... Os nossos adversários sabem disso!!! O André Almeida cumpre defensivamente, é praticamente dado de 'barato'... permitindo ao esquema defensivo dos nossos adversários concentrar todas as suas unidades, no nosso flanco direito... E com o tal 'povoamento' em excesso em cima do Semedo e do Salvio, depois tornar-se difícil fazer os desequilíbrios ofensivos!!!

De todos os cenários possíveis para esta noite, aquele que me assustava mais era a queda na Liga Europa... sendo assim, nem tudo foi mau!!!!!!
Amanhã saberemos quais serão os nossos possíveis adversários!!! No Pote 2, vão ficar equipas muito fortes, portanto ter ficado em 2.º não é assim tão penalizador... Pessoalmente, preferia jogar com uma equipa do nosso 'campeonato' nos Oitavos, e depois nos Quartos, ter outro 'Bayern'... Mas até Fevereiro, muito coisa vai mudar... a começar pela disponibilidade física do nosso plantel!!!

PS: Estivemos 'quase' a conseguir ter um minuto silêncio de grande dignidade no Estádio da Luz, mas os parvos das palmas lá tiveram que aparecer!!!

Vitória, com viagem marcada...!!!

Benfica 2 - 0 Nápoles


Qualificação garantida, num jogo onde desperdiçamos muitos golos... o 0-0 ao intervalo, era mentiroso e muito perigoso... com equipas Italianas nunca se sabe!!!
Com os 'reforços' tudo ficou mais fácil, mas recordo que ganhámos em Nápoles, sem o Dias, sem o Buta, sem o Joãozinho e mesmo sem o Zé Gomes (que hoje também não jogou...)!
4 anos, 4 qualificações para a eliminatória seguinte, na Youth League... pode parecer pouco importante, mas são 'resultados' destes que ajudar a dar prestígio à nossa formação, dão experiência aos nossos jogadores, permitem-lhes o crescimento competitivo e indirectamente, acabam por valorizar os nossos jovens...
Terminámos em 2.º lugar do grupo, assim vamos ser obrigados a disputar uma eliminatória extra. O jogo será fora do Seixal, e será disputado a 7 ou 8 de Fevereiro. Dos possíveis adversários só dois nomes 'assustam'!!! Mas com os jogos a serem disputados ainda no Inverno, temos aqui várias possibilidades 'geladas':
Ajax (hol)
Altınordu (tur)
Maccabi Haifa (isr)
Midtjylland (din)
Roma (ita)
Rosenborg (nor)
Salzburg (aus)
Viitorul (rom)

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Um diabo negro e sem piedade

"O segundo de dois «derbies» disputados nos Estados Unidos, em Foxboro, terminou com a vitória clara do Benfica sobre o Sporting (3-0). Depois, de forma inédita, ambas as equipas regressaram a Lisboa no mesmo avião.

«Benfica e Sporting viajaram no mesmo avisão!»: eis a manchete. Com honras de primeira página. Era assim mesmo em 1972. Julho de 1972. Acrescentava-se: «Deve ser quase inédito! Mas os dois esquadrões regressaram juntos esta manhã, em bloco, da aventura norte-americana que rendeu umas centenas de contos aos clubes e jogadores». E que viagem era essa que juntava dois clubes irmãos quase sempre desavindos? Era o regresso a Lisboa e Tejo e tudo. Um regresso dos Estados Unidos, de Foxborough.
Foxborough, arredores de Boston, no Estado de Massachusetts. Também lhe chamam Foxboro. Chegou a ser, em tempos que lá vão, a capital do fabrico de chapéus de palha. Muitos emigrantes portugueses vivem nas redondezas. Motivo mais do que óptimo para realizar dois jogos amigáveis entre Benfica e Sporting para lusitano ver. Sobre o primeiro desses confrontos, falaremos um dia, nesta sua página. Vamos ao segundo.
No Schaeffer Stadium, catorze mil espectadores deixaram na bilheteira mais de 1900 contos e viram o Benfica fazer uma exibição de gala e bater confortavelmente o seu grande rival na sequência de movimentos notáveis de categoria e empenho.
Os golos foram todos na segunda parte: três. Um de Eusébio, de «penalty»; um de Jordão, que tamém sofreu a falta que deu a grande penalidade, e o terceiro de Nené. Eram duas equipas imponentes. Veja-se:
BENFICA - José Henrique; Malta da Silva, Humberto, Messias e Adolfo; Rui Rodrigues, Toni e Vítor Martins; Nené, Artur Jorge e Eusébio. Jordão entrou no segundo tempo para o lugar de Artur Jorge.
SPORTING - Botelho; Pedro Gomes, Laranjeira, José Carlos e Hilário; Tomé, Gonçalves e Peres; Marinho, Yazalde e Nelson.
Já se sabia antes de a bola começar a rolar: havia um prémio de 12 contos para cada jogador da equipa vencedora. Nada de deitar fora...
Soltou-se o diabo negro...
Os golos só espirraram a partir do minuto 70, mas não foi essa a verdade dos acontecimentos. Durante a primeira parte, o Benfica fez o suficiente para garantir vantagem tranquila. Nené, Humberto e Vítor Martins tiveram oportunidades para abrir o marcador, mas perderam-nas por uma razão ou outra.
Não que o Sporting tenha feito papel de cordeiro que espera a imolação. Nada disso! Quem tinha Yazalde arriscava-se sempre a marcar um golo pelo menos, e o argentino andou lá perto. A diferença era esta: o Benfica jogava em ataque continuado, e o Sporting preferia o contra golpe.
Substituições ao intervalo. Nos leões, Danilo e Nando para os lugares de Tomé e Yazalde. Nas águias, aquela já assinalada lá atrás: Artur Jorge por Jordão.
Felino, negro como uma sombra assustadora, Rui Trindade Jordão tornou-se temível. Quem o segurava? Pulava por entre os defesas contrários como um diabo cuspindo fogo. A cada minuto que passava tornava-se mais perigoso, encontrava-se mais perto da baliza de Botelho. No minuto 70, no tal fatal minuto 70, briga na área do Sporting com Pedro Gomes e Laranjeira. Cai e é «penalty» assegura o árbitro norte-americano Jim Powell. Eusébio, sempre Eusébio, corre para o ponto solitário dos 11 metros. Como é seu hábito, não falha. O Benfica ganha vantagem e, pelo desenrolar dos acontecimentos, ganha também o jogo.
Não existe por parte dos homens de Alvalade fulgor suficiente para contrariarem a superioridade encarnada. A resistência física e moral está de rastos. Jordão prossegue, imávido, no seu recital. Ainda muito longe da baliza, recebia uma bola com um domínio perfeito Ajeita-me para o remate perfeito e irretocável. É golo!!! Com pontos de exclamação.
Outros poderiam ter sido marcados. Houve hipóteses para isso. Mas só aconteceu mais um, por Nené, a dois minutos do final de prélio: 3-0. Os bolsos dos benfiquistas ficavam mais cheios. Era tempo de correr para o autocarro e tomar o rumo do aeroporto na tal viagem conjunta com algo de inédito e com muito de saudável. Lisboa, ao longe, esperava pelos seus clubes preferidos. Ainda que sempre rivais, seja em que lugar do mundo for..."

Afonso de Melo, in O Benfica

'Um mar humano'

"Desmaios e invasão de campo no dia da conquista do nono Campeonato Nacional.

O Campeonato Nacional de futebol teria o seu epílogo a 31 de Março de 1957. O Benfica embora líder da classificação, somava apenas mais um ponto que o FC Porto. Tudo se decidiria nessa última jornada. O Benfica teria de ganhar, na Luz, frente à Académica para conquistar mais um título de campeão nacional.
Os momentos que antecederam o encontro foram de intensa expectativa. O público cedo começou a encaminhar-se para o Estádio. Formou-se uma 'verdadeira multidão', um 'mar humano'. Mas nem só de encarnado se vestiam as bancadas da Luz, pois 'os estudantes deslocaram a Lisboa numerosa falange de apoio'.
O jogo teve início às 15h. O Benfica rapidamente mostrou 'que, mais minuto menos minuto, a bola dançaria nas malhas da baliza contrária'. No entanto, a Académica resistiu no primeiro tempo e a ansiedade crescia. Já no início da segunda parte, o 'Glorioso' inaugurou o marcador. 'À bancada (...) acorreram os bombeiros com a maca e, sobre ela, vencido pela emoção, um adepto dos «encarnados» foi transportado' para o balneário, inerte. Quatro minutos, depois, novo golo 'encarnado' e... outro desmaio. 'Desta vez foi uma senhora (...). A maca não chegou a ser necessária. Mais animosa, a senhora em breve se recompôs. Desceu aos balneários, bebeu um calmante, e lá foi, pista fora, recuperar o seu lugar'.
O tempo corria, os minutos passavam e o desejo de chegar ao fim e festejar era cada vez maior. Quando o árbitro deu por finda a partida, foi 'o fim do mundo!'. O Benfica ganhara por 2-0, era campeão nacional!
A multidão, na ânsia de erguer em triunfo os campeões, começou a saltar para dentro do campo. Vinham de todos os lados. O relvado ficou 'repleto de público, sem se perceber bem como e donde saiu, pois as bancadas continuavam repletas'. 'Nunca o Estádio da Luz apresentou tão festivo aspecto'. Roland Oliveira esteve presente e fotografou.
Depois, a festa continuou na cabina. Os dirigentes do clube abraçavam-se, abraçavam 'os jogadores' e, 'enquanto o champanhe corria a jorros', o homem do desmaio acordou, 'olhos à sua volta, localizou o ambiente e começou a gritar: Benfica! Benfica! Benfica!'
Pode ver esta e outras fotografias na exposição Roland Oliveira, em exibição na Rua Jardim do Regedor, em Lisboa."

Mafalda Esturrenho, in O Benfica

Benfquismo (CCCIX)

É tempo de construir Lendas...

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Lixívia 12

Tabela Anti-Lixívia
Benfica.......... 29 (-5) = 34
Corruptos...... 25 (-1) = 26
Sporting........ 27 (+4) = 23


Jornada do tudo ou nada!!! Em vésperas de derby, todas as fichas foram jogadas, esta semana!!! Os Lagartos não se esqueceram que na época anterior, a derrota em Guimarães, antes do Sporting-Benfica, foi decisiva... E assim, apostaram todas as 'malas' nesta jornada!!!
Foi um autêntico regresso ao passado...

Vasco Santos, ficou 'famoso' na Luz, quando num Benfica-Setúbal, anulou um golo ao Benfica (Suazo), voltando com a jogada atrás, quando inicialmente tinha dado a Lei da Vantagem, marcando uma falta a favor do Benfica!!!! Mas esquecendo-se de mostrar o 2.º amarelo ao jogador do Setúbal (Sandro)... o resultado estava em 2-1 a favor do Benfica, o golo do Suazo seria o 3-1!!! Já nos descontos, e com culpas para o Quim, o Setúbal acabou por empatar 2-2, com um pontapé de bicicleta fora da área!!!!!!
Admito, depois disso, até fez alguns jogos discretos... aquele que me trás piores memórias, foi um Arouca-Benfica (aquele onde PSP pediu aos adeptos do Benfica para não festejarem os golos, porque a bancada amovível poderia cair; aquele onde foram despejadas toneladas de areia no relvado...!!!), onde mão quis marcar 2 penalty's descarados a favor do Benfica, quando o resultado do jogo ainda estava em aberto... numa altura onde o campeonato estava a ser decidido ponto a ponto!!!!!!
Pois bem, na Sexta-feira nos Barreiros, deixou os Fortuntos Azevedos (sim, aquele dos conselhos matrimoniais que agora é colunista do Nojo!!!!) desta vida orgulhosos!!!!
Não houve um erro, foram 96 minutos de erros constantes, sucessivos, sistemáticos, premeditados, sempre contra o Benfica, sempre a favor do Marítimo...
Com um jogo decisivo da Champions poucos dias depois, e com um derby na jornada seguinte, a estratégia de condicionamento dos jogadores do Benfica, passou pela agressividade total, com impunidade técnica e disciplinar... Isto é daquelas coisas, que está no manual... Não tem nada de saber!!!!!!
O primeiro Amarelo para o Marítimo surgiu após os primeiros 30 minutos, após quase 15 faltas (as que foram assinaladas), a maior parte delas violentas e logo a um jogador de tendência ofensiva!!!
Aliás nestas primeiras 12 jornadas, tem sido evidente as instruções bem claras nos jogos do Benfica: antes dos 60 minutos, não 'existem' cartões para jogadores adversários do Benfica!!! Só em casos de extrema gravidade... e mesmo assim, só jogadores ofensivos, defesas nunca!!!!
Para 'azar' do Vasco Santos, o tal jogador que levou o Amarelo; imediatamente antes do intervalo, faz penalty (dentro ou fora da área é indiferente para o caso), e no mínimo levaria sempre o 2.º amarelo... qual a solução?!!! Inverter a falta, e marcar falta ofensiva!!!!!! Criatividade máxima!!!!!
Praticamente todos os jogadores de características defensivas do Marítimo mereciam ter levado Amarelo nos primeiros 30 minutos... sendo que o Maurício (autor do segundo golo do Marítimo), foi o pior, por larga margem... sendo que na 'pior' das suas faltas, o árbitro nem sequer marcou falta!!!!!
Penalty's:
- o mais descarado, é claramente sobre o Nelsinho. O contacto até começa fora da área, mas termina claramente dentro da área. A marcação de falta contra o Benfica, é um das decisões mais absurdas que há memória... Repito, não foi incompetência, foi premeditado!!!
- aos 16 minutos, num canto a favor do Benfica, a bola vai à Mão de um defesa do Marítimo, após o Luisão cabecear a bola. Não acho que tenha sido deliberado, portanto não considero penalty. Mas tenho a certeza que com outro Clubes, este lance teria lançado a discussão.
- logo no início da 2.ª parte, num canto, o Mitro é puxado pela camisola quando ia saltar à bola ao 2.º poste...
- logo a seguir, o Pizzi é derrubado dentro da área. Não existe falta do Erden Sen que corta a bola, a falta é do jogador do Marítimo que vem por trás do Pizzi, é empurra descaradamente o Benfiquista...
- aos 61 minutos, o Salvio é impedido de jogar a bola de cabeça... é puxado pelo braço, e derrubado com perna direita pelo defesa do Marítmo. Jogada muito parecida com o penalty assinalado a favor dos Corruptos com o Braga esta semana...
- noutro Canto, Luisão é totalmente placado por um defesa do Marítimo... praticamente igual, ao penalty assinalado a nosso favor no Benfica-Dinamo Kiev!!!
- aos 65 minutos, o Luisão protestou nova bola na Mão, num Canto a favor do Benfica. Não houve uma única repetição neste lance. Revendo o lance na Box parece existir um braço no ar, mas não tenho a certeza...
Conclusão dos penalty's: só ficaram 5 penalty's por marcar!!!!
Mas além dos penalty's, não foram assinaladas várias faltas junto da área do Marítimo. Destaco duas:
- a primeira sobre o Jiménez, agredido na cabeça, na meia-lua...
- a segunda sobre o Mitroglou, já nos descontos, empurrado com os dois braços, completamente à descarada...
Até os livres a favor do Benfica, estavam 'proibidos'!!!!
Ao mesmo tempo que tivemos todos estes erros junto da área do Marítimo, no outro lado do campo, na área do Benfica valia tudo!!! Em Portugal, para o bem e para o mal, os árbitros têm a tendência de marcarem qualquer contacto sobre os guarda-redes nas bolas paradas (para se protegerem de eventuais protestos). Pois neste jogo ficámos a saber que 'bloqueios' sobre o guarda-redes do Benfica são permitidos!!!!
- na 1.ª parte, existe num Canto existe um bloqueio claro, e só por acaso não foi golo...
- quando o Marítimo ganha o primeiro canto do 2.º tempo, o banco do Benfica avisou a equipa de arbitragem da estratégia ilegal do adversário, mas nem assim a falta foi assinalada e deu mesmo golo ao Marítimo...
Até se pode defender que o Ederson foi anjinho, mas a falta existe... alias na área do Marítimo os bloqueios feitos pelo Lindelof já foram assinalados!!! Afinal, o Vasquinho conhece as regras!!!
Somando todos estes erros decisivos no resultado final, seria expectável que a imprensa declarasse  o jogo, como mais um escândalo do Tugão... até os próprios comentadores da PorkosTV, que normalmente nunca comentam os erros de arbitragem contra o Benfica, estavam 'incomodados' com o que se estava a passar!!!! Mas não, a reacção da descomunicação social, foi de rejubilo, pois o campeonato está mais competitivo!!!! A única situação que levantou algumas criticas foi o anti-jogo... e mesmo assim, as criticas foram leves!!! Dos lances capitais nada... O próprio lance do Nelsinho desapareceu dos resumos que passaram nos noticiários!!!!
Os outros penalty's menos óbvios, nem no directo da PorkosTV tiveram realce, foi tudo desvalorizado... foi só espírito guerreiro do Marítimo, que festejou como tivesse ganho a Champions... Isto uma semana depois, da propaganda Lagarta ter começado a falar de incentivos a terceiros (e como nós sabemos, quando eles 'acusam' alguém de fazer alguma coisa, é porque eles já o fizeram ou estão a fazê-lo!!!).
Em relação ao anti-jogo, só em assistências a jogadores lesionados o jogo esteve parado cerca de 10 minutos na segunda parte!!!! Golos, substituições demoradíssimas... e o filho da puta deu seis minutos... Por exemplo, no Dragay, com muito menos anti-jogo, houve 7 minutos de compensação!!!!

Resumindo, uma das mais corruptas arbitragens dos últimos anos... totalmente premeditada, desde da nomeação, até ao resultado final.
Isto organizado e patrocinado, por um CA da FPF dirigido, pelo pai de um puto, atleta dos lagartos, que anda a publicar incentivos à violência contra o Benfica nas redes sociais... com o presidente da APAF também com um filho atleta Lagarto... com o adversário dos Lagartos a ser treinado, por ex-candidato à presidência Lagarta, com um ex-dirigente, ex-comentador Lagarto a assumir o cargo de treinador noutra equipa... Isto é fartote!!!!

Quem quiser ver alguns lances com mais pormenor, aconselho este link do A Minha Chama.


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Em Alvalixo, Rui Costa fez tudo para satisfazer a entidade patronal!!! Passou tudo, coteveladas, pisadelas... foi sempre em frente!!!
Até os golos anulados ao Sporting, serviram para mais uma vez, passarem por vitimas, quando de facto foram beneficiados!!!!
- no primeiro golo anulado, existe falta clara... nada a dizer.
- no segundo golo anulado, existem dois erros: Coates jogo a bola com o braço, falta não assinalada; e na sequência do canto, o golo é mal anulado!!! Conclusão, um erro, anula o outro!!!!
Agora, como explicar a não expulsão do William e do João Pereira?!!!
William atinge violentamente um adversário com o cotovelo, deixando-o a sangrar; João Pereira pisa a cara, um adversário, intencionalmente... sim, foi intencionalmente, quem joga a bola, sabe perfeitamente que aquele tipo de lances, são perfeitamente evitáveis... Se fosse sem querer, o mais provável era o João Pereira ter feito uma entorse!!!!
Mas com tudo isto, aquilo que tivemos, foi um festival de protestos no banco Lagarto, estilo palhaçada, mais uma vez, com total impunidade...
Mas existiram muitos outros 'pequenos' lances. Só no início do 2.º tempo, João Amaral jogador do Vitória, está envolvido em duas situações 'cómicas':
- primeiro é agarrado pela camisola escandalosamente, quando ia entrar em boa posição na área do Sporting... árbitro nada marca!!!
- logo a seguir, João Pereira, agarra e rasteira João Amaral no bico da área do Sporting, seria um livre perigoso contra os Lagartos!!! Rui Costa decide imitar Vasco Santos!!! Falta contra o Setúbal...!!!


No Dragay, o Xistra até fez uma arbitragem boazinha... o grande erro, na minha opinião, foi no penalty assinalado sobre o André Silva, pois a falta parece-me fora da área... mas como o penalty foi desperdiçado, acabou por não ter influência.
No resto, com um ou outro erro, nos lances mais importantes esteve bem: golos anulados aos Corruptos (dois); e noutro simulação do André Silva!!!!


Anexos:

Benfica
1.ª-Tondela(f), V(0-2), Pinheiro, Nada a assinalar
2.ª-Setúbal(c), E(1-1), Oliveira, Prejudicados, (1-0), (-2 pontos)
3.ª-Nacional(f), V(1-3), Soares Dias, Nada a assinalar
4.ª-Arouca(f), V(1-2), Veríssimo, Prejudicados, (0-3), Sem influência no resultado
5.ª-Braga(c), V(3-1), Sousa, Prejudicados, (4-1), Sem influência no resultado
6.ª-Chaves(f), V(0-2), Martins, Prejudicados, (0-3), Sem influência no resultado
7.ª-Feirense(c), V(4-0), Luís Ferreira, Prejudicados, (5-0), Sem influência no resultado
8.ª-Belenenses(f), V(0-2), Hugo Miguel, Nada a assinalar
9.ª-Paços de Ferreira(c), V(3-0), Esteves, Nada a assinalar
10.ª-Corruptos(f), E(1-1), Soares Dias, Prejudicados, Impossível contabilizar
11.ª-Moreirense(c), V(3-0), Godinho, Prejudicados, Sem influência no resultado
12.ª-Marítimo(f), D(2-1), Vasco Santos, Prejudicados, (1-4), (-3 pontos)

Sporting
1.ª-Marítimo(c), V(2-0), Nuno Pereira, Nada a assinalar
2.ª-Paços de Ferreira(f), V(0-1), Hugo Miguel, Beneficiados, Impossível contabilizar
3.ª-Corruptos(c), V(2-1), Martins, Beneficiados, (0-1), (+3 pontos)
4.ª-Moreirense(c), V(3-0), Almeida, Beneficiados, (2-0), Impossível contabilizar
5.ª-Rio Ave(f), D(3-1), Pinheiro, Nada a assinalar
6.ª-Estoril(c), V(4-2), Capela, Beneficiados, (4-3), Sem influência no resultado
7.ª-Guimarães(f), E(3-3), Soares Dias, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
8.ª-Tondela(c), E(1-1), Rui Costa, Beneficiados, (0-1), (+1 ponto)
9.ª-Nacional(f), E(0-0), Vasco Santos, Prejudicados, (0-1), (-2 pontos)
10.ª-Arouca(c), V(3-0), Xistra, Beneficiados, Impossível contablizar
11.ª-Boavista(f), V(0-1), Veríssimo, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
12.ª-Setúbal(c), V(2-0), Rui Costa, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado

Corruptos
1.ª-Rio Ave(f), V(1-3), Veríssimo, Nada a assinalar
2.ª-Estoril(c), V(1-0), Luís Ferreira, Prejudicados, Sem influência no resultado
3.ª-Sporting(f), D(2-1), Martins, Prejudicados, (0-1), (-3 pontos)
4.ª-Guimarães(c), V(3-0), Sousa, Nada a assinalar
5.ª-Tondela(f), E(0-0), Hugo Miguel, Beneficiados, (1-0), (+ 1 ponto)
6.ª-Boavista(c), V(3-1), Almeida, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
7.ª-Nacional(f), V(0-4), Rui Costa, Beneficiados, Sem influência no resultado
8.ª-Arouca(c), V(3-0), Manuel Mota, Nada a assinalar
9.ª-Setúbal(f), E(0-0), Pinheiro, Nada a assinalar
10.ª-Benfica(c), E(1-1), Soares Dias, Beneficiados, Impossível de contabilizar
11.ª-Belenenses(f), E(0-0), Oliveira, Beneficiados, (1-0), (+1 ponto)
12.ª-Braga(c), V(1-0), Xistra, Beneficiados, Sem influência no resultado

Jornadas anteriores:
1.ª jornada
2.ª jornada
3.ª jornada
4.ª jornada
5.ª jornada
6.ª jornada
7.ª jornada
8.ª jornada
9.ª jornada
10.ª jornada
11.ª jornada

Épocas anteriores:
2015-2016

Do antijogo e de como liquidar a praga

"Os árbitros não podem ser cúmplices do antijogo. E deve ser só deles a decisão de parar o jogo em caso de alegada lesão.

O antijogo é uma praga que assola, sobretudo, o futebol dos países do sul da Europa e da América Latina. Deve-se à conjugação de dois factores, o primeiro de ordem sociológica - a ausência de censura social perante a esperteza do subterfúgio - e o segundo de cariz económico, fundado na disparidade de meios entre as equipas.
Não é fácil, com os meios actualmente à disposição, erradicar tão pernicioso fenómeno, mas há que encará-lo de frente e agir em conformidade. É sabido que a mentalidade de jogadores, treinadores e adeptos levará, pelo menos, uma geração a alterar no sentido do primeiro fair-play (que não é nenhuma treta, é, isso sim, uma das pedras basilares do jogo como foi sonhado pelos founding fathers), mas isso não nos deve impedir de pugnar por melhores práticas, nem que estas, no presente estádio, sejam aplicadas por coerciva.
Enquanto a cronometragem electrónica dos jogos não chega(há, de facto, coisas que não se entendem...), anulando a vantagem dos prevaricadores na queima de tempo, cumprirá aos árbitros uma administração mais criteriosa do tempo de jogo, no sentido de não premiar as más práticas. Os árbitros não podem ser cúmplices do antijogo e quando o forem devem ser censurados e punidos.
Esta é uma parte da equação. A outra tem a ver com as simulações de lesões. O râguebi resolveu, em boa parte, este problema, permitindo a entrada das equipas médicas com o jogo a decorrer. Enquanto essa inovação não chega ao futebol, o árbitro, que não é médico, está obrigado a interromper o jogo para assistência. Mas além de compensar o tempo perdido, deverá também punir comportamentos desviantes, como, por exemplo, quando um jogador «lesionado», mal sai do campo, saltar da maca para reentrar.
Finalmente, uma questão igualmente sensível. Creio que, perante um jogador alegadamente lesionado, a obrigação de interrupção do jogo não deve ficar do lado dos jogadores, mas sim do árbitro. É este que deve definir se há, ou não, lugar à entrada da equipa médica, sem se esconder atrás de um ónus injusto que está a cair sobre os jogadores. Creio, pois, ser justa a decisão dos treinadores que avisam que a sua equipa não coloca a bola fora perante adversários caídos. A decisão de interromper o jogo deve pertencer ao árbitro.

Como foi que disse? Ser ou não ser, eis a questão
«Esta dupla, do Filipe e do Marcadno, é das melhores duplas de sempre do FC Porto e do futebol português»
Pinto da Costa, presidente do FC Porto
Jorge Costa/R. Carvalho, Eduardo Luís/Celso, Fernando Couto/Aloísio, Simões/Freitas, Eurico/Lima Pereira, José Rolando/Armando Manhiça, Virgílio/Miguel Arcanjo, Rolando/Maicon, Otamendi/Mangala, Bruno Alves/Pedro Emanuel. A propósito de grandes duplas do FCP.

O adeus do Campeão
Nico Roseberg, 31 anos, decidiu colocar ponto final na carreira na Fórmula 1, poucos dias depois de sagrar-se campeão mundial. Dez anos no circo foram suficientes para o piloto alemão, que toda a vida viveu entre motores e competição, dizer 'aufwiedersehen'. Será que, como dizem, se fartou de Hamilton?
PS - Na última semana dei conta do meu desencanto por não haver F1 na televisão portuguesa. 'Mea culpa, mea maxima culpa', a F1 está, por cá, disponível no Eurosport 2 XTRA, o canal pago desta plataforma. O seu a seu dono...
A tragédia da Chape vista pelos jornais
O desastre de aviação que dizimou a equipa brasileira da Chapecoense foi motivo de atenção dos media, a nível mundial. Entre muitas capas de sensibilidade e bom gosto, esta, do jornal Meia Hora, do Rio de Janeiro, terá sido a mais inspirada. Ou como é possível, sem qualquer letra, valer mais que mil palavras...
(...)"

José Manuel Delgado, in A Bola

Treino de hoje...

Benfiquismo (CCCVIII)

Benfica 2 - 0 Nápoles

domingo, 4 de dezembro de 2016

Empate

Corruptos B 1 - 1 Benfica B


Até não entrámos mal nos primeiros minutos, mas depois acabámos por ficar muito retraídos... e o golo dos Corruptos foi consequência natural do domínio...
No 2.º tempo jogámos melhor, o golo do empate acabou por chegar 'atrasado'...!!! Curiosamente, após o 1-1, voltámos a recuar, quando parecia que tínhamos capacidade de dar a volta!

As ausências, são um bom 'indicador'!!! Se a classificação da equipa B não fosse tão tranquila, se calhar a decisão de 'baixar' 4 jogadores para a UEFA Youth League, não seria tão fácil!!!

Benfiquismo (CCCVII)

Estádio das Amoreiras

sábado, 3 de dezembro de 2016

Empate que soube a pouco...

Sporting 2 - 2 Benfica

Em primeiro lugar: este jogo nunca se devia ter realizado!!! Chovia em vários locais do piso do pavilhão do Entrocamento, os jogadores escorregavam, o jogo esteve constantemente parado para limpeza do piso... além da componente do perigo de lesões, havia a questão desportiva, facilmente se poderia sofrer um golo, devido a uma poça de água dentro do pavilhão...!!! Isto é completamente absurdo...

Passando por cima deste assunto, temos que dar os parabéns aos jogadores do Benfica. Com o mau resultado na Quinta-feira os jogadores reagiram positivamente. Na minha opinião o nosso melhor jogo da temporada, melhor inclusive do que o jogo da Supertaça!!!
Conseguimos ter bola, criar oportunidades, e defendemos quase sempre muito bem, sem dar espaços ao adversário... que foi obrigado a jogar no passe longo (à procura da 'bola parada': canto ou 'lateral'!!!), porque não conseguia sair a jogar em 'construção'!!! Aliás 90% dos remates do Sporting, foram em 'bolas paradas'!!!
Fomos claramente a equipa com mais caudal ofensivo, e com mais oportunidades perigosas, pelo menos em 2/3 da partida!!! Conseguimos inclusive várias recuperações altas, mas falhou sempre o último passe...!!!
O nosso pior momento, foi mesmo após o Elisandro ter inaugurado o marcador!!! Recuámos as 'linhas' e acabámos por sofrer 2 golos... o primeiro num 'chouriço' gigantesco!!! O Benfica com 0-1, tinha que continuar a defender 'alto'... Quando o Marcão 'subia' para o 5x4 tínhamos que recuar, não podiamos ficar sempre retraídos!!!
A perder por 2-1, arriscámos o 5x4 e fomos eficazes...
Nos últimos segundos, defendemos bem o 5x4 (negativo!!!) do Sporting.

A surpresa do jogo, foi mesmo a integração do Elisandro (o Jefersson também regressou!!!) após longa ausência por lesão. E o jogo do Benfica com o pivot brasileiro, é completamente diferente, para melhor!!!

O jogo ficou ainda marcado por uma agressão do Marcão ao Ré, que o árbitro viu... mas não quis agir!!! E já agora o Marcão foi o MVP da partida!!!

O segundo confronto do ano com os milionários Lagartos: 1 vitória e 1 empate. Com um Campeonato decidido no Play-off, estes confrontos são muito importantes para marcar terreno psicológico para a mais do que previsível Final!


PS: Parabéns ao Nuno Saraiva (-73 Kg) e à Marta Silva (-70 Kg) pelos títulos de Campeões Nacionais de Judo.
João Martinho (-81 Kg) ficou pela Prata. Djamila Santos (-52 Kg), Sandra Borges (-63 Kg) e Noel Delgado (-90 Kg) ficaram pelo Bronze

Vitória fácil...

Benfica 3 - 0 Viana
25-13, 25-21, 25-14

Zelão(10), Ché(10), Mart(9), Rapha(7), Reis(5), Lopes(4), Gaspar(4), Violas(3), Vinhedo(2), Honoré, Magalhães

Jogo com pouca história, com os Minhotos a darem pouco luta...
Acabou por ser o jogo ideal, antes da estreia na Europa, na próxima Quarta-feira, na Luz, com os nossos conhecidos Suíços do Biogas...

Vitória com muitos golos, novamente...

Benfica 36 - 23 Arsenal Devesa
(20-11)

Mais um bom jogo, com muitos golos marcados e poucos sofridos... Ainda me recordo das dificuldades que tivemos em vencer este adversário na 1.ª jornada!!!!
Vidrago voltou a encontrar os golos... Destaque ainda, para a segunda parte com o Capdeville a corresponder entre os postes, novamente...
Aparentemente os dotes de 'conquistador' do Cavalcanti precisam de melhorar, as senhoras árbitras não gostaram!!!!

Na próxima jornada, vamos ao Funchal, o grau de dificuldade volta a subir...

PS: Na última quinta-feira, tivemos o sorteio da fase de grupos da Taça EHF. Não havia muito por onde escolher, com muitos Clubes dos mesmos países, havia muitos condicionalismos... Assim, vamos jogar com: Melsugen (Ale), Anaitasuna (Esp), Coks (Fin). Os Alemães estão em 11.º no seu campeonato, os Espanhóis em 8.º e os Finlandeses lideram a sua Liga.
Os Coks em teoria está ao nosso nível, mas os outros dois adversários, têm orçamentos gigantes comparado com o Benfica...

Vitória com 'passos' de Nicolia !!!

Benfica 9 - 2 Paço de Arcos
(4-2)

O Nicolia está em grande forma... e quando o melhor do Mundo, está bem, não é fácil o Benfica 'não ganhar'!!!
Mesmo assim, depois do 2-0, ainda tivemos uma pequena 'branca' que deu o 2-2, mas depois só deu Benfica!
Independentemente do resultado, vi um Benfica mais colectivo em vários momentos ofensivos do jogo, e as transições defensivas estão claramente melhores...

PS: As nossas meninas confirmaram esta noite a passagem à próxima fase da Liga Europeia, com nova vitória sobre o Merignac por 7-2. Marlene(4), Maca(1), Arsénio(1), Rita Lopes(1)

Vitória complicada...

Lusitânia 82 - 91 Benfica
28-25, 19-33, 21-14, 14-19

Jogo de altos e baixos, mas no fim, acabámos por fazer a nossa obrigação...!!!
O Carlos continua a dar-se bem neste jogos, e o Hollis parece 'guardar-se' para a Europa!!!

Além de achar que Lindelöf se deve sujeitar à máquina zero, (...) viu um Egas em campo

"Ederson
Importante momento formativo para o jovem brasileiro, que descobriu esta noite a sensação de perder um jogo do campeonato. Curiosamente, hoje que era um bom dia para vomitar, pareceu-nos impecável, tendo inclusivamente evitado golos.

Nélson Semedo
Participou em dois ressaltos de bola, um que bateu nos seus pés e dá golo ao Marítimo, e um outro chamado Gonçalo Guedes. Tentou algumas vezes repetir o golaço de há poucos dias, dando a entender que o seu pé esquerdo não é tão forte como o direito. Enquanto continuar a colocar um à frente do outro, como fez durante todo o jogo em tarefas ofensivas e defensivas, ninguém lhe irá pedir satisfações.

Luisão
Escorrega no lance do primeiro golo, borrando espectacularmente a pintura do seu jogo 300 no campeonato. Gente mais obtusa dirá que está na hora de Luisão pendurar as botas. Gente mais obtusa dirá que está na hora de chamar o Lisandro, o Jardel, o Kalaica ou irmão mais novo do Malacia. Gente mais obtusa deverá aproveitar esta noite para descansar, que amanhã é outro dia e já ninguém vos consegue ouvir.

Lindelof
uma estranha correlação positiva entre a evolução capilar de Lindelöf e a degradação do seu nível exibicional. Quanto mais comprido o cabelo, maior a tendência para cometer erros. Das duas, uma: ou Lindelof aceita a deliberação de milhões de adeptos e sujeita a sua carreira à máquina zero, ou nada. Não há mais nenhuma hipótese. Os benquistas têm-se habituado, e bem, a defesas centrais que não usam cera no cabelo. Luisão: não tem cabelo. Jardel: cabelo curto, quase sempre tapado por uma ligadura na cabeça que acabou de partir. Lisandro: não interessa, já perceberam o exemplo. Põe-te fino, sueco.

André Almeida
Nenhum plano sobrevive ao primeiro encontro com o inimigo. A afirmação pertence a um general qualquer que já morreu e não a Rui Vitória, um marechal a quem os planos têm corrido lindamente, mas não sobreviveram ao primeiro encontro com um lateral esquerdo adaptado. O momento-chave do jogo, protagonizado pelo nosso Egas, dá-se aos 67 minutos quando o rapaz tenta, por razões que levaremos tempo a decifrar, utilizar nem mais nem menos que o seu o pé esquerdo. Esta intervenção viria a provocar um abrupto movimento das placas tectónicas e o terceiro lance de bola parada consecutivo da sua responsabilidade, tudo no espaço de dois minutos. Não satisfeito, André Almeida quis ver até esta espiral de erros poderia conduzir o jogo, a sua vida e o estado anímico de milhões de pessoas. Cedeu o seu lugar em campo imediatamente a seguir ao segundo golo do Marítimo, numa substituição que, em rigor, foi bem pensada, mas pecou por ligeiramente tardia.

Fejsa
Se toda a gente neste país só perdesse uma vez a cada 42 jogos estaríamos nós bem melhor. A estatística mais importante da carreira de Fejsa, pai todo poderoso do meio-campo benfiquista e talismã que tem piada recordar em conversas como as de hoje, essa mantém-se: há quase 10 anos que não sabe o que é não ser campeão nacional. E continua a jogar com a atitude de quem não encomendou as faixas. Clone-se.

Pizzi
Novamente o melhor do Benfica. A prova de que foi o indivíduo mais lúcido em campo, se não vos bastar as várias jogadas bem desenhadas na construção ofensiva e o apoio constante a Fejsa na recuperação e cobertura de espaços. Mas, dizíamos, a maior prova da sua lucidez foi mesmo não ter espetado uma lambada a um dos vários maritimistas que o provocaram na esperança de sacar o amarelo que o impediria de defrontar o Sporting. Comporta-se como um capitão de equipa, o que é bonito de ver. Lá estará na próxima semana para bater continência.

Salvio
Como grande benfiquista que é, irá falar com Rui Vitória e colocar temporariamente o seu lugar à disposição para o jogo contra o Sporting. Isso ou cala-nos com mais uma grande exibição como só ele sabe. Hoje não foi o caso, mas, venha o que vier, parece-nos bem.

Cervi
Tinha acabado de participar num lance perigosíssimo quando recebeu instruções para ceder o seu lugar a Carrillo. Como bom miúdo que é, acatou, mas as crianças que escrevem isto não apreciaram a sua substituição. Aguerrido, disciplinado tacticamente, rigorosamente sempre solidário, é vê-lo no ataque e segundos depois a safar uma bola qualquer junto a Luisão e Lindelöf, às vezes até por baixo deles. Só lhe queremos bem. Ah, e aquele corte de cabelo continua a ser uma das melhores piadas desta temporada.

Gonçalo Guedes
Excelente nos movimentos de costas para a baliza, em especial aos 27 minutos, quando se isolou pela direita e finalizou da melhor forma um remate de Nélson Semedo.

Mitroglou
Analisar as exibições de Mitroglou nos dias que correm é mais fácil se fingirmos que isto é um boletim clínico. Kostas Mitroglou apresenta ligeiras melhorias, mas continua na unidade de cuidados intensivos. Mantém um quadro gravoso de estiramento cerebral, agravado por delírios relacionados com o ex-companheiro no ataque, que resultaram numa rotura muscular da sua confiança. Continua a fazer trabalho de ginásio mental com forte vigilância técnico-táctica. Não é seguro que jogue contra o Sporting, apesar de poder vir a estar no relvado.

Rafa
Precisamos todos, nós e o Rafa, de mais minutos seus em campo. Por favor tratem disso. Hoje voltámos a avistar o Rafa de há três meses. Fez jogar, quase marcou por duas vezes e parece-nos que só precisa de 90 minutos contra um adversário razoável. À falta de melhor, pode ser já no próximo domingo.

Jiménez
Gottardi está recuperado, aparentemente.

André Carrillo
Gottardi pede novamente assistência."