Últimas indefectivações

sábado, 24 de maio de 2014

E a Luz deu Di Maria !!!

E nesta noite onde a nossa Catedral recebeu o maior jogo de Futebol do Mundo, nada melhor do que um nosso ex-jogador, ser considerado a maior Estrela da noite: Angel Di Maria... Curiosamente, nas muitas antevisões que ouvi e li, o regresso do Di Maria à Luz passou quase despercebido... Foi de longe o melhor jogador e campo, decisivo, só lhe faltou o golo. Parabéns também para o Coentrão, que estava a fazer um bom jogo quando foi substituído...
Estes foi um daqueles jogos, onde pessoalmente, não tinha preferências... mas quando hoje, soube da clausula de 1 milhão de Euros, no contrato do Di Maria, perguntei logo: e o contrato do Coentrão não tem a mesma cláusula porquê?!!!
Nos últimos dias, sem vender ninguém o Benfica encaixou mais de 4 milhões de euros (Champions, Di Maria e David Luiz), agora só espero que a UEFA levante a tenda rapidamente da Catedral, aquele azul não fica nada bem... Independentemente da visibilidade global que este jogo deu a Lisboa e ao Benfica, não posso deixar de criticar os exageros que foram permitidos: com o Museu fechado e a Benfica TV praticamente fechada...!!! Gostamos de ver a Catedral bem vermelhinha...!!!
Uma nota final ainda para a UEFA, a FIFA e até para o Simeone: foi deprimente ver no maior jogo da época, os jogadores completamente de rastos, durante mais de 30 minutos!!! Enquanto os dirigentes continuam a inventar competições todos os anos, ou a aumentar o número de jogos em cada competição... quando chegamos aos momentos das decisões, temos os jogadores completamente esgotados... o mesmo aconteceu com o Benfica esta época...!!!
O Simeone também merece um recado, porque hoje (e antes já tinha feito o mesmo), voltou a apostar num jogador lesionado, e depois foi obrigado a fazer uma substituição aos 9 minutos... E depois, quando foi para o prolongamento, teve uma substituição a menos, algo que até pode ter sido decisivo devido aos muitos jogadores que pediam para sair...!!!

Um sonho dourado

"Em 1965, Eusébio conquistou a Bola de Ouro, troféu instituído pela France Football para distinguir o melhor futebolista europeu. O prémio foi-lhe entregue no ano seguinte por Dennis Law, seu antecessor e adversário nesse dia.

O tempo das idas à mercearia para fazer compras à Dona Elisa, o do pontapé a meio caminho na bola de trapos, o da baliza feita de pedras e caniços, o do Carlitos, do Mandala e do Orlando, o do Senhor Chico das cautelas: todo esse tempo da sua infância em Moçambique era já, docemente, uma coisa rupestre.
Agora Eusébio era o melhor da Europa. Para muitos, até, o melhor do mundo.
Habituado a vencer, chegou naquela noite ao Estádio da Luz para dar a volta a uma derrota por 2-3 sofrida em Manchester, em jogo da Taça das Clubes Campeões Europeus. Mais do que isso, era uma noite muita sua, de aclamação e reconhecimento muito especiais. À espera dele tinha Max Urbini - chefe de redacção da prestigiada revista France Football -, a estrela mor do United, Denis Law, e 75 mil almas a cobrir totalmente as bancadas e a fazerem soar uma orquestra de buzinas, rocas, gaitas e chocalhos ensurdecedores.
Entrou de branco para se distinguir do encarnado que, naquela noite agridoce, seria de Law e companhia. Tinha 24 anos. A Bola de Ouro, arrancada precisamente por Law no ano anterior, era agora sua. Finalmente, sua! E se o checoslovaco Masopust não existisse em 1962, seria a segunda. Mas agora nem os magníficos Giacinto Facchetti ou Luís Suarez, recém-campeões europeus pelo Inter de Milão, à custa dele e de um mar de sorte, conseguiriam interpor-se.
Habituado a elogiá-lo no magazine gaulês, Max Urbini guardou a caneta e o papel para mais tarde. Era hora de se juntar a Law no relvado, para depositarem nas mãos de Eusébio um sonho dourado, capaz de tentar os irmãos Metralha ou os Argonautas. Pela primeira vez, um jogador português obtinha o máximo reconhecimento internacional. E estava ainda por escrever grande parte da fábula. A começar pela façanha dos 'Magriços' em Inglaterra, daí a uns meses, com ele imparável e soberano. No fim da festa, veio o jogo. Mas a noite seria pequena, dramaticamente incapaz de rimar com a sua grandeza. George Best (2), Herd, Connelly e Bobby Charlton pareciam ter bolas a nascer-lhe dos pés. Eusébio ficou estupefacto a vê-las entrar.
Cinco! Cinco a um! E nem mesmo o ponto de honra teve digna assinatura: Dunne, na própria baliza, que no final gracejou: 'Como fui eu quem meteu a bola do Benfica, espero ter direito aos prémios que os jornais anunciaram... Se calhar, esses senhores anunciantes estavam a pensar no Eusébio, não?'
Ganhar e perder fazia parte. E, nisso, Eusébio era igualmente maior, tendo reconhecido como superior a exibição dos ingleses.
No dia seguinte, a Bola de Ouro iria para Charlton. Eusébio em segundo, apenas a um ponto! Mas se em 1962 houvera, de facto, um Masopust inquestionável, agora, mais do que Charlton, havia impensavelmente um homem da caneta: Couto e Santos. O jornalista português do Mundo Desportivo faria a diferença no referendo, entregando a Inglaterra o ouro português. Eusébio teve pena. Eusébio teve mesmo muita pena. Portugal, também."

Luís Lapão, in Mística

Reflexões de um benfiquista do Porto

"1. Cresci num mundo familiar 'hostil', composto por uma coligação negativa de verde lagarto com tons fortes de azul e branco. Só mesmo aquela imperial vermelha e branca dos anos 60 (equipa encarnada, já que a censura salazarista nem nos permitia chamar vermelho ao que era... vermelho) poderia ter transformado este longínquo vianense num benfiquista dos quatro costados.
Claro que aconteceu comigo e com muitos outros milhares de portugueses da minha geração. Tudo obra daquela equipa imensa, da saga estoica da final de Berna e dos primeiros passos do grande e saudoso Eusébio, entronizado em Amesterdão. Mas o risco de me 'perder' até foi grande. É que se os pais são ainda, felizmente, lagartos, o perigo maior vinha do meu avô azul e branco, que, 'aproveitando-se' dos meus oito(nove anos, tudo tentou para me garantir na sua banda. Chegou mesmo a arrastar-me 70 quilómetros (no final dos anos 50, sem portagens nem SCUT) para me mostrar os andrades nas tardes de domingo (e de que recordo um jogo contra o Belenenses, derrotado por sete a zero, e um golo directo do Acúrsio, então guarda-redes das Antas).
Só que ser do contra já me estava - felizmente - na massa do sangue. Embora, com a ajuda do nosso Eusébio e companhia, até me tenha sido fácil (e ao meu irmão) organizar a 'revolta' e impor à família uma outra realidade, toda de vermelho e branco. Como se prova, valeu (e vale) a pena resistir.

2. Vivo há bastante tempo em Matosinhos. Considero-me uma espécie de cidadão do Porto Região, já vivi na cidade, também já estive em Gaia, montei agora arraiais a 500 metros do Passeio Marítimo do 'nosso' Souto Moura, quase em frente à entrada de Leixões. Amigos de Lisboa perguntam-me por vezes se não tenho problemas em ser benfiquista no Porto. Há muita gente que pensa que ser benfiquista no Porto é duro e difícil, que é preciso coragem para suportar a pressão dos andrades. Um dia destes cruzei-me num restaurante com o Miguel Sousa Tavares e logo a tese contrária veio à baila, que o que era mesmo difícil era ser portista em Lisboa, isso sim, era um acto de coragem (...). Neste particular até acho que Sousa Tavares tem certa razão. Só que nada disso tem a ver com coragem ou com maior ou menos tolerância.
Claro que é bem mais fácil um nativo do Porto ser benfiquista que um lisboeta ter tendências azuis e bancas. E a explicação é fácil. É que benfiquistas no Porto são aos magotes, aos milhares, é fácil e natural o encontro, a convivência e a afinidade quotidiana entre benfiquistas em pleno coração do dragão. O contrário não se verifica, portistas em Lisboa são coisa invulgar, razão pela qual os portistas da capital se 'sentem' mal, isolados, como se fossem uma espécie rara.
E na verdade até são.

3. Depois de, em Julho passado, ter saído do Parlamento nacional, confronto-me agora no 'parlamento' municipal da Invicta com Rui Moreira e o seu (ainda) delicodoce estado de graça. Deixei, é claro, bons amigos em Lisboa, que amiúde revejo com gosto, e que, conjugados com novos focos de actividade, ajudam a fazer a transição de 14 anos de um vai-e-vem quase frenético entre o Porto, a capital e muitos outros sítios e locais.
Há contudo, coisas que a distância e a mudança de estilo e de vida comprometeram de forma drástica. O ambiente e a emoção, a corrente de energia positiva entre quem assiste e faz força e quem, tapete, jogo e luta fazem falta. Tem-me faltado, confesso, o som e a luz da nossa Luz...

4. Há dias ouvi Passos Coelho dizer que era benfiquista. Há coisa de ano e meio também ouvira Vítor Gaspar dizer que o era.
Então agora qualquer pessoa pode, a despropósito, anunciar publicamente que é benfiquista? Usar o bom nome do Benfica para benefício próprio? Sem sequer pedir autorização prévia nem pedir direito de admissão? Sem pagar ao menos um imposto e contribuir para aumentar as receitas do Estado? (confesso que até já pensei em remeter esta indignação-sugestão para os homens da troika...).
Por falar em Passos Coelho, o primeiro-ministro anda há uns tempos a dizer que em Maio vamos abandonar o memorando da troika (ainda não percebi porque chama programa cautelar ao memorando, mas enfim...). Argumenta Passos Coelho que o país está diferente, muito melhor que há dois anos. Pode ser que sim, que tenha razão. Mas eu acho que essas afirmações têm que ser provadas, têm que passar pelo teste do algodão.
E o teste do algodão todos sabemos qual é. Por isso, antes de Maio, o primeiro-ministro tem de ir assistir a um jogo de casa cheia na Luz e ser anunciada a sua presença pela instalação sonora. Logo se verá se, efectivamente, o país está mesmo melhor que em 2011..."

Honório Novo, in Mística

A aranha e a besta

"Considerado na história do futebol o melhor guarda-redes de sempre, o soviético Lev Yashin selou com Eusébio uma amizade imortal.

Ali, naquele único pedaço do campo onde a relva não crescia, o mundo era dele. Tinha dois braços que pareciam quatro. Uma silhueta assustadora. Era um colosso. Um aracnídeo gigante que tecia uma teia inviolável, possuindo um poder capaz de fazê-lo vaguear às cegas entre buzinas de automóveis e campainhas de eléctricos. No seu reduto, não houve igual.
Incomparável a desfazer golos feitos. Penáltis, esses, foram mais de 100. Um houve, especial, que lhe fintou a estatística. Do outro lado estava uma besta, como um dia o classificou o jornalista espanhol Ramón Melcón; uma criatura que transportava em corrida a tal doutrina dos golos feitos; que 'corria como só pode correr alguém que foge da polícia ou da miséria' - assim o pintou o escritor uruguaio Eduardo Galeano.
O aracnídeo gigante pôs-se em guarda, pronto a encarar friamente a besta e a desfazer-lhe sem cerimónias o proveito e a fama. No cartão de identidade tinha o maior dos nomes: Lev Ivanovich. Mais simplesmente: Yashin.
A bestial criatura colocou o esférico no umbigo da área. Deu meia volta e afastou-se uma dúzia de metros. Ali ficou, por instantes, a medir o alvo, como fazem os touros.
Dezoito anos mais cedo, Lev era apenas Levezinho: recta a figura, mãos sonhadoras, bálsamo no cabelo. O Dínamo de Moscovo acabava de recrutá-la. Durante uns tempos, seguiu do banco as mãos graduadas de Alexei Khomich, o 'Tigre', general das redes no clube moscovita e na selecção soviética. Nessa era, a criatura que 'corria como só pode correr alguém que foge à polícia ou à miséria' era ainda um menino a pontapear, descalço, uma trapeira na Mafalala. Uns anos mais tarde, aterraria em Lisboa, já senhor de uns sapatos, mas descalço na modéstia que o seguiria a vida inteira.
'Remata com os dois pés?' - perguntam-lhe, à chegada. Responde que 'sim, mais ou menos...'.
Por essa altura, havia já em Moscovo e na Europa do futebol o aracnídeo gigante. Havia já Yashin: quatro títulos no Campeonato Nacional e três na Taça da URSS; um título olímpico (1956) e outro europeu (1960) ao serviço da sua selecção. A 28 de Julho de 1966, naquele jogo em que se definia em Londres o terceiro lugar no Campeonato do Mundo, entre Portugal e a União Soviética, somava já novos títulos e a única Bola de Ouro (1963) atribuída até hoje a um guarda-redes.
Mas também o menino, por essa altura, era já um senhor. Era já Eusébio: igualmente Bola de Ouro (1965), campeão europeu de clubes (1962), cinco vezes vencedor do Campeonato Nacional e três da Taça de Portugal, ao que somava ainda duas Bolas de Prata - eis a besta que parte para a bola na arena de Wembley.
Atira forte e colocado ao ângulo.
Estira-se o 'Aranha Negra', com todos os membros, mas não lhe chega. Acercam-se ambos um do outro. Para além dos bichos, estão os homens. Cumprimentam-se como irmãos, Filhos perfeitos do fair play e da humildade."

Luís Lapão, in Mística

Acabou... finalmente !!!

Corruptos 24 - 19 Benfica

Acabou o martírio... mais uma temporada sem títulos!!! Exige-se uma revolução...
Nestas ocasiões o elo mais fraco costuma ser o treinador, nos jornais já apareceu o nome do Paulo Fidalgo, mas muito sinceramente não creio que a simples mudança de treinador mude o cenário do Andebol do Benfica. É verdade que o 'sistema' no Andebol também é uma realidade, mas temos dado demasiado tiros nos pés, para nos podermos queixar com convicção...
Em relação ao plantel basta analisar a entrada do Semedo na equipa, para chegar à conclusão que precisamos de um jogador igual, para o lado direito... já que o Pedroso (que já renovou!!!), não consegue ser uma opção regular, durante uma época inteira.
Faz-me confusão ler e ouvir Benfiquistas a pedir o fecho da secção, até porque na Formação o Benfica tem feito um excelente trabalho... Aquilo que temos que fazer, é melhorar o nosso desempenho. Também discordo, da não participação Europeia para o ano, até porque com o 4.º lugar vamos à Challenge... onde até podemos ser felizes e repetir a Final...!!!

PS1: Parabéns às nossas meninas do Basket que hoje se sagraram Campeãs Nacionais da 1.ª Divisão (que é de facto a 2.º divisão!!!), isto depois da semana passada já terem confirmado a subida ao escalão máximo do Basket feminino...

PS2: No 1.º dia da Taça dos Clubes Campeões Europeus de Atletismo, os nossos rapazes, estão em 3.º lugar. É pena que nesta altura nem todos os atletas estejam no seu melhor, e que ainda tenhamos alguns lesionados importantes, já que sem os Russos (faltou dinheiro para a viagem!!!), podíamos pelo menos dar mais luta aos Italianos... Estamos somente a 3 pontos dos Checos (2.º), portanto, amanhã a Prata é possível...

PS3: Parabéns à Teresa Portela, pela medalha de Bronze da Taça do Mundo de Szeged na Hungria, no K1 500m.

PS4: Parabéns aos putos dos Iniciados, que depois de se terem sagrado Campeões Nacionais da categoria, venceram este fim-de-semana um torneio particular, onde derrotam o Bate Borisov por 6-0, o Maribor por 9-1, uma selecção Russa por 7-1, e na Final venceram o Estrela Vermelha por 3-2!!!

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Tricampeões... 25.º título Nacional !!!

Guimarães 72 (0) - (3) 88 Benfica
14-28, 26-18, 18-28, 14-14

Já está... acabou por ser mais fácil do que o esperado. O Vitória nos primeiros jogos da temporada parecia que ia dar mais luta, mas uma excelente atitude defensiva da nossa equipa, acabou por tornar esta Final, num aparente passeio...
Hoje, mais uma vez, o Jobey fez a diferença ofensivamente... nas últimas épocas temos tido vários bons Americanos que acabam por se ir embora, mas o Jobey é claramente o melhor entre eles... e devido à idade (menos apetecível no mercado Europeu...), até pode ser que fiquei por cá...!!!
Parabéns a todos, começando pelo por vezes muito criticado Carlos Lisboa, e a todos os jogadores... Esta noite, nem o mau 2.º período merece critica!!!
Só tenho um reparo, gostava que o Ferreirinho durante a época tivesse mais minutos... para o ano, espero que o Castela também seja mais utilizado... Já foi notícia, que para o ano, todas as Modalidades do Benfica, vão reduzir os orçamentos, espero que essa gestão seja feita com 'cabeça'... até porque no Basket com o regresso dos Corruptos mascarados, com outro nome, vai provavelmente aumentar o grau de dificuldade... apesar do Vitória, provavelmente continuar a ser o adversário mais difícil!!!
Apesar de ter sido mais utilizado nesta parte final da época, o Weaver durante a maior parte do ano, parecia desligado da equipa, talvez o 'corte' se possa fazer por aí, mantendo o resto da equipa...
PS: Os dirigentes Vitorianos pediram um ambiente 'grego' para este jogo!!! Pessoalmente gosto de ver pavilhões cheios... seria bom que assim fosse sempre. Mas infelizmente a definição de um 'grande ambiente' é passar o jogo todo a ofender a instituição e os jogadores do Benfica... Ainda por cima sem originalidade nenhuma nos cânticos!!! Mal educados e plagiadores...!!! E por incrível que pareça, até são elogiados pelos jornaleiros e pelos dirigentes!!!

33 - 5 - 25

"Ontem o meu amigo Paulo Pina fazia-me notar um erro de semântica frequente nesta overdose de conquistas do Benfica: repetidamente se disse que o Benfica foi o único clube a ganhar os três títulos na mesma época, mas bastaria dizer que o Benfica foi o único clube que ganhou os três títulos. De facto Campeonato, Taça de Portugal, Taça da Liga e uma final europeia são dose quase irrepetível de alegrias.
Não sei como vai o nosso organismo reagir aos próximos dois meses, sem finais para vencer e títulos para conquistar. Agosto e a Supertaça ainda estão longe. Esta questão da habituação pode mesmo ser um problema sério. Por cautela, vou logo ver o basquetebol a Guimarães, para evitar recidivas.
Justo dizer que o Rio Ave fez mais para ganhar a Taça de Portugal que o Sevilha para vencer a Liga Europa, mas o futebol também tem injustiças, relativas. Tivemos azar e um árbitro manhoso em Turim, tivemos sorte e um poste amigo no Jamor.
Foi uma época de sonho, merecemos cada momento de alegria, esperemos poder repetir, pelo menos em parte, na próxima época.
Ver os jogadores esgotados no final do jogo do Jamor foi uma alegria, ficou a certeza de que deram tudo, de que deixaram a última gota de suor em campo, de que a única ideia que tinham era vencer. Talvez por isso venceram tanto e venceram todos.
Se para Jorge Jesus subir à tribuna do Jamor foi bem diferente este ano em relação à última época, imaginem então para os milhões de adeptos do Benfica.
Enquanto os adversários terão que construir uma equipa para nos derrotarem, nós teremos que tentar não destruir a nossa para continuar a vencer. Tenho dúvidas do que será mais difícil, atento à conjuntura de mercado. Agora começa o martírio dos títulos de jornais que nos vendem um jogador todos os dias. Fica a fé de que na maioria das vezes é mentira e a certeza de que «o campeão voltou». Vejam bem que maravilha de título tem esta crónica."

Sílvio Cervan, in A Bola

Deve estar a falar Chinês !!!



É inacreditável a quantidade de vezes que o Jesus já indicou neste final de época que vai ficar, e mesmo assim, continua-se a especular com a sua saída...!!! Até com uma entrevista do Maxi à chegada ao Uruguai, fizeram a mesma coisa!!! O entrevistado diz uma coisa, o jornaleiro, infere o oposto...!!!

Alegria e... bruxas

"1. Grande época fez a nossa equipa de Futebol, concluída com mais um triunfo, este na Taça de Portugal. Quatro dias depois da terrível final de Turim, a equipa fez uma excelente primeira parte, não deixando o Rio Ave tocar na bola, mas ressentiu-se naturalmente na segunda. Mas lutou sempre e ganhou muito justamente voltando a juntar Campeonato e Taça, como há muito não acontecia.

2. Não acredito em bruxas mas lá que as há, há. Também não acredito na maldição de Guttmann, mas lá que ela se faz sentir, faz. Mais uma vez tudo correu mal ao Benfica numa final europeia, perdida de forma totalmente injusta. Os castigos e lesões que deixaram de fora jogadores importantes: a lesão de Sulejmani logo a abrir, desfalcando uma posição na qual já era a terceira opção; a lesão de Siqueira no prolongamento, impedindo outras opções; várias oportunidades flagrantes perdidas por bem pouco (Beto ainda estará para saber como defendeu algumas bolas...); uma inqualificável arbitragem (como pode este árbitro ir ao Mundial?), com três penalidades sonegadas (duas delas dando direito a pelo menos 2.º amarelo e expulsão); um critério (?) lamentável na amostragem de cartões; e, finalmente, uma permissividade absoluta (e estavam lá mais dois juízes!) para com as 'batotices' de Beto nas grandes penalidades.
De resto, tudo foi bonito nesta final, no que ao Benfica diz respeito: o grande apoio dos adeptos no estádio; o incentivo de muitos outros à chegada da equipa a Lisboa; o convite feito a diversas entidades e antigos jogadores para estarem presentes; o desportivismo da equipa mesmo derrotada daquela forma. Não ganhámos mas honrámos, mais uma vez, o Futebol nacional. E não tenho dúvidas que, em próxima oportunidade, a maldição será finalmente derrotada.

3. Já escrevi isto mas vou repetir. Eu, que tenho uma padaria e vendo 100 pães por dia, serei melhor vendedor que o meu vizinho, dono de um stand de automóveis, que precisa de um ano para vender 100 carros? Isto é o mesmo que comparar os triunfos (até falam em títulos!) do Benfica e do FC Porto nas competições. Não é possível comparar vitórias no Campeonato/Liga (33/27) e, com as da Taça de Portugal (25/16), e, muito menos com as da Taça da Liga (5-0) ou da Supertaça, num único jogo (4-20). O palmarés do Benfica é incomparavelmente melhor!"

Arons de Carvalho, in O Benfica

Fazer História

"Domínio absoluto nas competições nacionais: o Benfica venceu o Campeonato Nacional com 7 pontos sobre o segundo classificado; nas Taças de Portugal e da Liga deixou pelo caminho o segundo e o terceiro da classificação do campeonato e vencem as finais. À sétima edição da Taça da Liga, pela primeira vez em Portugal um clube vence numa época as três competições nacionais. Foi o Benfica a escrever essa página da História e teria que ser o Benfica.
O Benfica somou ao 33.º título de Campeão Nacional a 25.ª Taça de Portugal e a quinta Taça da Liga. Ninguém tem um palmarés assim. Mais ninguém tem este lugar na História. É o Benfica no presente, no ano em que o Campeão voltou.
Tudo isto enche os Benfiquistas de orgulho. Mas, a par dos títulos e troféus conquistados, o Benfica tem a seu favor duas épocas sucessivas de esplendor da modalidade do futebol, numa das quais fez o pleno a nível nacional. Mas esta época esplendorosa foi possível porque houve a época do ano passado, na qual o Benfica não conquistou troféu algum, embora tenha chegado a todas as decisões finais, durante uma temporada na qual assentou na construção de uma equipa ganhadora: direcção, equipa técnica, plantel, meios.
O ganhar tudo a nível nacional, como este ano, habitua mal os Benfiquistas, porque nenhum clube ganha tudo e sempre de forma limpa. A competição disputa-se dentro do campo e para ganhar, ou não ganhar, é necessário antes de mais chegar ao momento das decisões, o que por si só já é um feito assinalável.
Isto é mesmo assim mas claro que é bem mais reconfortante ganhar. E essa é a vocação e o destino do Benfica. Não estamos a falar de títulos de jornal, manipulados.
Este Glorioso Clube, tem um palmarés inigualável e uma História que continuará a fazer-se."

João Paulo Guerra, in O Benfica

Do sabor da vitória

"Vencer, no Benfica, sabe a Benfica. Ou seja, sabe bem, sabe a justiça, a sofrimento e a prémio. Sabe, ainda, a Mística e a História. Por fim, vencer, no Benfica, sabe a futuro. Estas três vitórias nacionais [mais aquela outra da Liga Europa que um árbitro alemão na final, um inglês na meia-final e bastante desacerto na finalização conseguiram evitar] trazem com elas a justiça aos méritos de uma equipa técnica de excelência que no final da época passada foi crucificada na imprensa, no estádio e nas redes sociais (local por excelência em que se assiste ao esplendor da legitimação da imbecilidade) por muitos dos que agora os louvam, esquecendo-se de que já se preparavam para jogar aos dados a túnica do crucificado.
Esta vitória sabe, e de que maneira, ao sofrimento dos que diariamente trabalharam mais do que todos os outros para que a máxima latina “ad augusta per angusta” se pudesse realizar no presente. De entre estes, à cabeça está Luís Filipe Vieira. Sabe a Mística, porque a Mística do Benfica é feita de vitórias honradas, limpas e sem a mácula de sabujos que garantem vitórias em troco de viagens ao Brasil, conselhos matrimoniais e prostitutas baratas em lupanares frequentados pelos agora profissionais da arbitragem. Esta vitória sabe, essencialmente, a futuro, na medida em que só faz verdadeiramente sentido se for potenciada como alicerce das vitórias futuras. Quando vemos jovens adeptos a dizer de viva voz que este Benfica é aquele de quem os pais e avós lhe narram façanhas épicas do passado, devemos perceber que é essencial que estes jovens possam no futuro ser testemunho vivo de muitas jornadas de glória como a que vivemos este ano. O resto é o agradável sabor de discutir entre benfiquistas se esta época é de cariz épico ou de cariz bíblico."

Pedro F. Ferreira, in O Benfica

Limpeza

"Um árbitro particularmente tendencioso, e um guarda-redes particularmente inspirado, impediram o Benfica de alcançar a glória europeia que tanto fez por merecer.
Turim não nos trouxe felicidade, mas é preciso dizer que não nos feriu o orgulho. Quem chega a uma grande final jamais sai derrotado. São necessárias muitas alegrias para passar por uma tristeza assim. Tantas quantas as eliminatórias vencidas, algumas com o perfume de grandeza que nos define perante a história.
A desolação é maior pela força do hábito. São já alguns anos a cheirar o troféu. Duas finais consecutivas, ambas perdidas por detalhes. Uma meia-final inglória, também. Tudo em apenas quatro temporadas. Pode falar-se de azar. Pode falar-se de desencanto. Até de maldições. Nunca de fracasso. Antes de força. A força que nos fez lá chegar, e que nos faz acreditar que podemos lá voltar. Tivemos pouco tempo para carpir mágoas. No domingo seguinte, no belo palco do Jamor, os nossos heróis voltaram aos triunfos, derrotando o cansaço, e arrecadando um inédito triplete.
Uma, duas, três! Não só foi limpinho, como foi…uma limpeza.
Deixámos poucos argumentos à oposição. Ainda assim, com a sua inesgotável criatividade, lá conseguiram apregoar que o Benfica tinha obrigação de vencer o Rio Ave e erguer a Taça; que o orçamento o obrigava desde logo a ser campeão; que a Taça da Liga não interessava nada; que a Liga Europa, essa sim, desenhava a fronteira do sucesso; que o objectivo era a final da Champions League; tudo isto até à espantosa conclusão de que a época benfiquista nem tinha sido nada de especial. Talvez mesmo um pouco decepcionante - ou qualquer que seja a palavra que a imaginação quiser utilizar.
Veja-se até onde a inveja os leva.
Veja-se o quanto ela nos pode divertir. Vozes que não chegam ao céu à parte, importa agora que façamos deste um ponto de partida, e não de chegada. “Para o ano há mais”, foi o último grito que se ouviu nas bancadas do Jamor. É esse que nos deve ficar no ouvido. 2014-2015 começa já."

Luís Fialho, in O Benfica

Cheira bem, cheira a Lisboa

"Lisboa, capital do Mundo. Por estes dias assim é, e graças ao futebol. Há pelo menos dez anos que a maior cidade portuguesa não recebia tanta visibilidade, e deste feita sem os custos associados ao Euro 2004. A final lisboeta da Liga dos Campeões é, provavelmente,  melhor negócio da história da capital de Portugal: é a cidade mais falada do Mundo, dos pastéis de Belém aos becos de Alfama, do 28 para a Graça à movida do Bairro Alto, tudo serve para motivo de reportagem e divulgação dos media à escala planetária. Lisboa deve, pois, estar grata ao futebol; e particularmente a Fernando Gomes que teve engenho e arte para usar o centenário da Federação Portuguesa de Futebol como argumento para invocar uma excepção e colocar a decisão da Champions num estádio com 15 mil lugares a menos do que está previsto para jogos desta natureza. Lisboa deve, também, estar orgulhosa da forma como a sua Câmara Municipal agilizou processos e preparou a cidade para acolher a maior invasão espanhola de sempre (e desta vez sem Filipes...).
Quanto ao jogo de sábado, que opõe os rivais madrilenos, algumas curiosidades servem para apimentar ainda mais o duelo: Real Madrid e Atl. Madrid nunca venceram qualquer jogo oficial em Lisboa. Nem jogaram, a doer, no Estádio da Luz. Mais ainda, Real Madrid e Atl. Madrid nunca ganharam com o holandês Kuipers a arbitrar...
Finalmente, os portugueses, Pepe em dúvidas por lesão, Fábio Coentrão em dúvida por opção, Cristiano e Tiago prontos para a luta... Não faço segredo da minha costela merengue; nem da admiração por estes colchoneros, provavelmente a equipa mais solidária de todos os tempos. Mas o que quero acima de tudo é que, a pensar do Mundial, não haja danos colaterais..."

José Manuel Delgado, in A Bola

A visita do Igor: Uma história improvável

"O Benfica de Eusébio continua ainda hoje a ser motivo de lembrança em todo o mundo. De passagem por Lisboa, um turista russo veio ao museu em busca desse imaginário e teve um encontro surpreendente.

O museu do Louvre tem Mona Lisa. Nós temos Eusébio.
Há uns tempos, no contexto de uma reportagem para a Benfica TV, Toni e José Augusto foram convidados a abrir no museu as suas caixinhas de memórias. No 'Caminho do tempo', fez-se uma pausa em 1973, para recordar os campeões sem derrotas nesse mesmo ano - um feito particularmente grato ao convidado Toni.
Estava-se nisto quando surgiu, vindo do nada, um visitante boquiaberto. De mochila às costas e uns óculos clássicos, que lhe emprestavam um ar de figura académica, estendeu um dedo e, meio espantado, meio nervoso, balbuciou: 'Augusto!' A câmara continuou a gravar e o homem que vinha do Leste tratou também de escancarar a sua caixinha. Tirou lá de dentro aquele Benfica universal, do tempo de Eusébio e... de 'Augusto'! Aquele preciso Augusto, tão ali, tão diante dele, tão verdadeiro que parecia mentira.
Era como se estivesse no cinema e, de repente, o actor principal saltasse da tela para vir cumprimentá-lo e falar com ele. Igor, de seu nome, citou de pronto as revistas desportivas da sua infância, que vestiam Portugal com um jersey vermelho, águia ao peito e heróis de casta, feitos em Berna e Amesterdão.
'Eram os melhores, eram os melhores!', repeti ele do alto da sua meia-idade.
Espirituoso, como sempre, Toni atalhou: 'Logo vais contar aos teus filhos e à tua esposa!' Só depois é que se explicou a Igor quem era Toni. Os olhos do homem vindo do Leste engravidaram. Jogador?! Treinador?!
Toni, ao seu jeito, fez questão de sublinhar o valor extra de José Augusto, bicampeão europeu. Para ajudar à festa, convidou Igor para o jogo que havia no fim de semana, no Estádio da Luz. Promessa feita e cumprida. No fim do desafio, Igor não cabia em si de contente. O museu, o estádio, o jogo... Tudo espectacular! Claro que não tinha assistido, no relvado da nova Luz, àquele futebol borbulhante que foi de Eusébio e Augusto. E de Águas e Simões. E de Cavém e Coluna. Mas a cor das camisolas era a mesma. O grito colectivo era o mesmo.
No dia seguinte, evaporou-se em direcção a Moscovo, levando com ele a sua caixinha de memórias mais cheia que nunca.
Eu reforcei a minha ideia que, ainda hoje, para gente como Igor, vir a Lisboa sem visitar o Benfica de Eusébio é a mesma coisa que estar em Paris e não ir ao Louvre. Com uma pequena diferença: não se encontram nos corredores do Louvre condiscípulos de Mona Lisa."

Luís Lapão, in Mística

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Ainda a final europeia

"1. Ficou patente o desprezo que a UEFA (presidente, órgãos jurisdicionais, comités de arbitragem) tem relativamente a tudo o que não diga respeito a um certo poderio desportivo e económico.
2. Acabe-se com a fantochada das estátuas que estão na cabeceira. Uma delas estava a 2 metros de penálti descarado sobre Lima.
3. 12 olhos (árbitro, 2 assistentes, 4.ª árbitro e as 2 estátuas) não viram o guarda-redes do Sevilha defender 3 metros à frente da linha de baliza. Deviam ir para o Guiness oftalmológico. Aliás, foi o mesmo árbitro que até já validou um golo que entrou pelas malhas laterais. Foi premiado com uma final...
4. Tudo começou no jogo contra a Juventus. Três jogadores cruciais afastados em circunstâncias que nunca aconteceriam se fosse ao invés. Por exemplo, Salvio é impedido de jogar a final por um braço na bola, tal e qual aconteceu a Carriço num remate que ia direito à baliza sem que o penalti tivesse sido assinalado.
5. O Benfica poderia ter ganho o jogo. Mas é adequado afirmar que com Enzo, Salvio, Markovic, Fejsa e até Sulejamani (sujeito a uma agressão apenas com amarelo) o teria ganho com facilidade. Imagine-se o Real Madrid, o Barcelona ou o Bayern sem 5 jogadores fundamentais numa final e tirem-se as conclusões.
6. A Liga Europa traz-me sempre sentimentos contraditórios. Se Roberto não tivesse defendido tudo e mais alguma coisa no jogo da Champions na Grécia que determinou a passagem do Benfica para a Liga Europa, imagino-me a desfrutar do pleno nacional sem mácula. Um quase paradoxo...
7. A narração do jogo na tv portuguesa foi... inenarrável. Do princípio ao fim a desmerecer a equipa portuguesa."

Bagão Félix, in A Bola

Chamem-lhe o que quiserem

"Não foi o presidente do Benfica, de apelido Vieira, a chamar o avançado de apelido Vieirinha, apenas pelo capricho de perpetuar o seu apelido na selecção de todos nós benfiquistas.

VINTE E SETE anos depois, o Benfica conseguiu finalmente fazer uma dobradinha. Bravo! Uma dobradinha, para os leigos, é conquistar o campeonato e a Taça de Portugal numa mesma época. Foi precisamente o que aconteceu este ano ao Benfica e com grande autoridade.
À tão ansiada dobradinha juntou-se uma outra conquista de uma competição oficial, a já celebérrima Taça da Liga. Tudo somado foram três títulos muito saborosamente conquistados e ainda mais saborosamente festejados.
Contudo o país, por falta de assuntos estruturais sobre os quais se debruçar, e também por força do peso do Benfica na chamada sociedade e na chamada comunicação social, foi lançado para um debate semântico como não se via e ouvia em Portugal desde que, na já longínqua década de 80 do século passado, um presidente da AF Porto, Adriano Pinto, instituiu “dar o xito” como o fundamento filosófico do regime nascente.
O que era um «xito»? Nunca se soube muito bem, ainda que se desconfiasse. E como se escreve? É com x ou com ch? Questões que ainda hoje estão por responder, essa é que é a verdade...
E, passados tantos anos, chega mais uma novidade para o léxico: o que é um triplete? Ou é com a final e diz-se tripleta? Andas todos malucos a falar disto desde domingo quando Carlos Xistra, com x e não com ch, deu por acabado o jogo da final da Taça de Portugal no Jamor.
Diz-se de tudo. Que a Taça da Liga não conta e que a Supertaça conta. E diz-se também precisamente o contrário. Ontem, o site da FIFA saudava a proeza do Benfica chamando-lhe «treble» mas sabendo-se como o Benfica domina a FIFA e a UEFA logo se percebe a marosca internacional.
No campo adversário, rangem-se dentes com o tri-qualquer coisa inédito, arrepelam-se cabelos com a tripleta inaugural. Seja lá o que for, não tem importância nenhuma esta discussão semântica. O Benfica ganhou as três competições internas em que esteve envolvido em 2013/2014 e ganhou-as muitíssimo bem e com grande brilho. Chamem ao feito, porque se trata de um feito, o que quiserem. Não importa com toda a franqueza.
Razão tem, uma vez mais, Jorge Jesus que não vai em modas. O treinador do Benfica optou pela linguagem gestual. Bravo, mister! É mostrar os três dedos e acaba-se logo com a conversa.

RÚBEN AMORIM e André Almeida são os jogadores do Benfica que Paulo Bento vai levar ao Brasil. Faz bem Paulo Bento, em minha opinião, em assegurar a presença de dois Manéis na comitiva, sem menosprezo por Amorim e Almeida que têm nomes próprios e que foram, ambos, notáveis no contributo que deram à equipa campeã nacional de 2013/2014, vencedora da Taça de Portugal de 2013/2014 e vencedora da Taça da Liga de 2013/2014.
De um modo geral, a convocatória de Paulo Bento provocou e vai continuar a suscitar grande celeuma, o que é perfeitamente natural ainda que, uma vez mais em minha opinião, talvez fosse escusado tanto dislate visto que não há, em Portugal e por esse mundo fora, quem consiga definir a selecção portuguesa sem ser como a equipa onde joga Cristiano Ronaldo e «os outros todos».
Os outros todos (Cristiano Ronaldo à parte e Manéis do Benfica à parte) são 20, uns são bem melhores do que outros e ainda outros bem piores do que uns tantos que não foram chamados para a missão transatlântica. A todos eles, aos melhores, aos piores e aos assim-assim, desejo as maiores felicidades. 
Duda, jogador do Málaga que, sem qualquer espécie de surpresa, não foi eleito, reagiu com indignação à exclusão de Antunes, seu colega na Andaluzia, da lista definitiva do seleccionador nacional. Também gosto de Antunes e confesso, no entanto sem indignação, que me surpreende a sua ausência.
E também gosto de Duda, um excelente jogador. Duda tentou encontrar uma explicação plausível para o caso de Antunes e saiu-se com esta: «É o Benfica que manda na selecção.» Aqui discordo, com todo o respeito pela pluralidade das opiniões e pela opinião do Duda em particular.
Ao contrário do que o jogador do Málaga pensa e diz, não foi o presidente do Benfica, de apelido Vieira, o responsável pela chamada do avançado do Wolgsburg, de apelido Vieirinha, só pelo capricho ditatorial de perpetuar o seu apelido na selecção de todos nós, de todos nós benfiquistas, naturalmente.
Não, Duda, lamento contradizê-lo mas o Benfica não manda na selecção. Nem vislumbro qual seria a vantagem.

«OS presidentes do FC Porto e da Câmara de Gaia uniram as suas vozes contra o centralismo de Lisboa» foi notícia de ontem. Os dois presidentes juntaram-se para o assinar de uma nova parceria e lamentaram «o enterro da regionalização» que, segundo os próprios, foi fatal para um Norte que «se depaupera».
Precisamente por ouvir falar em «depaupera» veio-me à lembrança uma notícia do último Verão, publicada num respeitado diário generalista e que nunca vi contestada. Tem tudo a ver com o «depaupera», como terão oportunidade de constatar. Rezava assim, resumidamente para não maçar:
«O FC Porto levará 2666 anos para pagar o Centro do Olival», em título.
E porquê?
Porque sendo de 500 euros mensais o valor pago pelo FC Porto ao município gaiense pela utilização do seu centro de estágio que custou 16 milhões de euros aos depauperados munícipes gaienses ou, se preferirem, «aos cofres públicos», basta fazer as contas para se saber o tempo de espera até ao total ressarcimento público.
2666 anos, nem mais, nem menos. Ora tomem lá.
Mas como o contrato celebrado entre a Câmara de Gaia e o FC Porto vigora apenas por 50 anos, é de considerar muito seriamente a hipótese de ficarem os gaienses em 2016 anos de solidão, pendurados sem saber a que porta bater para a cobrança.
Entretanto, segundo os dois presidentes, a regionalização já foi enterrada quando tinha tudo para ser um sucesso.
O dito enterro da regionalização explica também o empobrecimento do país, excepção feita a Lisboa onde não há nem haverá um único pobre até 2666.

COM a conquista dos três troféus nacionais desta temporada, Luís Filipe Vieira ganhou junto dos sócios e dos adeptos do clube um estatuto que nunca teve. E Vieira demorou dez anos a conquistá-lo.
Trata-se da confiança. A confiança no presidente. Trata-se da multidão a pensar, perante os factos, que, se calhar, o presidente até é tipo para perceber mais disto do que nós, nós a multidão.
É apanágio dos adeptos estarem plenamente convencidos de que percebem mais disto do que o presidente, do que os treinadores, do que os enfermeiros, etc…
Por isso, no fim da temporada de 2012/2013, todos considerámos uma loucura, um risco sem precedentes a renovação do contrato com Jorge Jesus, gostando-se ou não do mister, porque tudo apontava para uma desastrosa sequela.
Sejamos francos, todos achámos que não.
O presidente entendeu que sim.
E lá tomou a sua decisão contra todas as correntes. Luís Filipe Vieira é um grande vencedor desta temporada pelo que conquistou para o Benfica e pelo que conquistou para si em termos de crédito.
Em 2003, poucos depois do ex-presidente do Alverca ter sido eleito pela primeira vez presidente do Benfica, um antigo presidente do Benfica, Jorge de Brito, conversando comigo mostrou grande interesse em conhecer pessoalmente Vieira que, simpaticamente, logo tratou de estar com Brito.
Como não se conheciam e como eu conhecia ambos convidaram-me para estar presente. Fui ter com eles a um restaurante no Guincho. Guardo e guardarei sempre para mim os ecos dessa conversa de um velho presidente com um novo presidente. O mais que vos posso dizer é que, pela minha parte de ouvidora, foi uma experiência única e adorável. Vieira foi o primeiro a sair porque já era presidente do Benfica e tinha mais do que fazer. Fiquei uns poucos minutos mais à conversa com Brito sobre assuntos vários que nada tinham a ver com o Glorioso. Mas quando nos despedimos, não resisti a perguntar ao antigo presidente:
- Então, gostou do nosso novo presidente?
E ele respondeu-me com um sorriso rasgado:
- Gostei. E sabe uma coisa? As pessoas aprendem, as pessoas aprendem… - e disse-o com ênfase, apontando-me o dedo como um mestre-escola a querer fazer valer os seus ensinamentos perante alunos reticentes.
Não podia deixar de partilhar esta pequena história num momento muito particular na vida do Benfica e num momento muito particular do percurso de Vieira como presidente do Benfica."

Leonor Pinhão, in A Bola

Tecnologia para ajudar Platini

"O sistema não é perfeito porque por detrás do árbitro está um homem, mas é quase."
Michel Platini, Presidente da UEFA, sobre as arbitragens com seis elementos

Há muito quem clame, incluindo eu, a necessidade de pôr a tecnologia, sobretudo as imagens de televisão, a auxiliar os árbitros de futebol. Mas percebi na semana passada que há algo ainda mais urgente: pôr a tecnologia a auxiliar Platini. O presidente da UEFA insiste que tudo está melhor desde que decidiu pôr mais dois árbitros nas linhas de fundo. O presidente da UEFA ou não tem televisão ou é um cómico...
Esta última apologia das equipas de arbitragem com seis elementos aconteceu horas antes da final da Liga Europa, em Turim. Depois foi o que se viu: penalty sobre Lima nas barbas dum dos árbitros de baliza, outro que parece existir sobre Gaitán nas barbas do outro, um amarelo para Siqueira nas barbas do fiscal de linha (que nada assinalou, e foi o árbitro, em pior posição, a inventar...), Beto a sair antes da linha, nos penalties, com todos a assobiar para o lado...
Se pensasse, Platini perceberia que o número de árbitros é irrelevante - porque muitas vezes veem coisas diferentes e depois alguém tem de decidir. E quantas vezes, como em Turim (admito que os árbitros de baliza tenham duas vezes dado indicação de penalty e nas duas tenham sido desautorizados por Brych...), não decide quem viu mal?

P.S.: Já ouvi dizer que o Benfica perdeu a final de Turim porque o Paulo foi lá, porque o Ricardo não foi, porque o João usou meias de cores diferentes, porque há 52 anos um treinador ressabiado fez uma previsão lógica. Disparates. O Benfica perdeu porque falhou dois penalties, o que atendendo aos marcadores, nem foi surpreendente, e porque nos 120 minutos anteriores, apesar do árbitro, apesar das baixas, não teve capacidade para ir para cima de uma equipa manifestamente inferior. Maldição? Superstição? Joguem mas é à bola."

Hugo Vasconcelos, in A Bola

PS: Esta ideia de que o Benfica, mesmo prejudicado antes do jogo com os castigos, mesmo prejudicado durante o jogo, tinha a obrigação de jogar muito melhor para ganhar... é completamente idiota.

Paulo, o trepador de postes !!!

O Paulo Lopes está e fim de contrato, pessoalmente acho que devia renovar. Com a Oblak a titular, o Bruno Varela e o Paulo Lopes podem perfeitamente ser as opções... Não tenho nada contra o Artur, mas acredito que ainda tem 'mercado' e creio que tenha a ambição de não ficar uma época inteira no Banco...!!!

Benfica nas bocas do Mundo !!!

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Vitória... muito 'azul' !!!

Sanjoanense 5 - 8 Benfica

O mais importante era a vitória, e a qualificação para as Meias-Finais da Taça de Portugal, onde vamos defrontar o vencedor da partida entre Juventude Pacense e a HC Cambra.
Não vi o jogo, mas não posso deixar de estranhar o 15-20 em faltas, e o 1-4 em Azuis!!! Tudo isto apitado por um dos famosos Pinto, o Zé!!! A falta de vergonha é inacreditável...

No rescaldo

"Terminou a época do futebol nacional, em que o domínio do Benfica foi total e justo. «O Campeão voltou» chama-se em uníssono, entre as hostes encarnadas. De facto, o que não foi apenas a alegria da conquista de todos os títulos nacionais numa temporada, mas a ideia que, desta vez, é para continuar. Que não foi fruto do acaso e de circunstâncias excepcionais, antes foi consequência de um trabalho persistente, competente, integral e estável que já se antevia em épocas transactas. A equipa acabou desgastada pelo cansaço físico e emocional. A final da Taça contra um valoroso para uma saborosa vitória, em particular para Jorge Jesus que bem a mereceu.
A temporada evidencia também que, para estar em todas as frentes, é preciso ter praticamente duas equipas de valor não muito dissemelhante. Com a agravante de, no próximo ano, haver essa aberração de mais 4 jornadas no Campeonato (para já não falar numa 2.ª divisão com 24 equipas e 46 jornadas!).
Agora começa o defeso, a meias com o Mundial. Vai ser um ver se ter avias com notícias, não-notícias, rumores mentidos e desmentidos.
Não sei o que vai acontecer no Benfica. Será bom que Jorge Jesus possa continuar o seu exponencial trabalho e que a inevitável sangria de jogadores seja controlado. Leio os jornais e, de tanto nome que se fala que vai sair, quase me pergunto se há equipa daqui para a frente. Confio nas decisões que terão que ser tomadas no equilíbrio do binómio resultados desportivos/estabilidade financeira. E também espero que se aproveitem alguma boas promessas da equipa B e de juniores."

Bagão Félix, in A Bola

Lima, em balanço...

Da Luz para o Mundo !!!

Pedro, o Grande !!!

Para a história

"O Benfica ganhou a Taça de Portugal juntando-se ao Campeonato Nacional e à Taça da Liga. Garanti um inédito triplete na história do futebol em Portugal.
Não foi nada fácil vencer o Rio Ave no Jamor, foi preciso muito trabalho e o particular talento de Gaitán e as mãos de Oblak. O Rio Ave montou bem a estratégia. Nuno Espírito Santo deu a iniciativa ao Benfica durante a primeira parte e preparou um feroz ataque na segunda aproveitando o desgaste físico e psicológico da equipa da Luz.
É bem verdade que o Benfica termina a época em beleza conquistando a 25.ª Taça num relvado absolutamente fantástico e preparado para receber o jogo do centenário entre Portugal e a Grécia no dia 31.
Uma nota de destaque para a nova bancada instalada criando óptimas condições para ver o espectáculo. As melhorias no Jamor são bem visíveis fruto da parceria entre o Governo e a FPF, mas se todos os adeptos se lembrarem de entrar 10 minutos antes do jogo a confusão existirá sempre. Todos sabemos que o piquenique no Jamor é tradição e festa, mas temos que ter a noção que não se pode prolongar quase até à hora do jogo.
Quem estava muito feliz era Jorge Jesus, que conseguiu finalmente ganhar a Taça de Portugal quebrando a maldição. Vejam bem como num ano quase muda tudo e para ser uma época perfeita só faltou mesmo vencer em Turim a Liga Europa.
O jogo foi lento e nem sempre bem jogado derivado ao calor, mas também ao desgaste físico dos jogadores. Uma final que todos queriam ganhar, mas só uma equipa podia levantar o troféu na prova rainha do futebol português. Calhou ao Benfica e fez-se história. Uma palavra para Carlos Xistra com trabalho globalmente positivo.
Para o ano teremos mais..."

Hermínio Loureiro, in A Bola

PS: 'Postei' esta crónica aqui, para provar a cegueira dos 'croquetes'!!! Apesar do sportinguismo do Hermínio Loureiro, reconheço-lhe qualidades. Um dos melhores e mais isentos dirigentes do futebol português, dos últimos anos...
Agora, como se pode ler, não está imune a alguns dos males... do Futluso:
- Como está habituado a ir para a Tribuna, com tratamento Vip, com estacionamento privilegiado, bilhete oferecido, à sombra... não pode sentir na pele, os problemas dos simples adeptos, que têm que comprar bilhete, têm que encontrar local para estacionar o carro - após os Parques do Jamor estarem fechados, apesar de ainda caberem muitos veículos lá dentro!!! -, têm que ir para a torreira do Sol, e para quem tem o azar de ficar na bancada Norte do Jamor, é obrigado a passar por 1 entrada!!! Uma entrada, para 1/3 da capacidade do Jamor!!!
- Outro vírus dos 'croquetes', é o cooperativismo!!! Parece que sentem a obrigação de se proteger uns aos outros... Elogiar o trabalho do Xistra, é mesmo de cego, mas também não o podemos acusar de muita coisa, porque os jornaleiros supostamente profissionais e isentos, fizeram o mesmo!!! Quando alguém (profissional) observa a repetição do penalty sobre o Lima, e diz que os jogadores tropeçaram, não podemos esperar muito mais dos 'croquetes' independentes!!!
- O problema destes 'vírus' (males) é que como não reconhecem os erros, para o ano, muito provavelmente, vamos ter que os aguentar novamente...!!!

Imortal

Tributo...

Campeões para sempre...

terça-feira, 20 de maio de 2014

Aviso à navegação...

Depois das celebrações, é tempo de começar a trabalhar exclusivamente na próxima época. O anuncio da contratação do jovem Polaco Dawidowicz, é um bom indicador...
Nas últimas vezes que fomos Campeões, passámos demasiado tempo a festejar, e acabámos por começar a época seguinte, mal preparados... Espero que isso não aconteça, desta vez. É sempre bom recordar que na época 2010/2011, começamos a época, com 9 pontos roubados nas primeiras 4 jornadas, e só não foram 12, porque o Roberto defendeu um penalty, na Luz, com o Setúbal!!!
O Benfica não pode cair no conto do vigário: Corruptos fragilizados !!! Nós sabemos que ele não precisam de treinadores ou jogadores, para serem competitivos... quem se deixar iludir que algo mudou no futebol português, está a ser ingénuo!!!

Se querem provas que o Sistema anti-Benfica está vivo, bem vivo, basta ouvir ou ler, a quantidade de atrasados mentais, que estão a tentar empurrar o Jesus para fora do Benfica!!! Inventam os argumentos mais parvos, para defenderem a saída do Jesus... Eles estão aflitos, desesperados...!!! Como já afirmei anteriormente, o Presidente do Benfica, nunca iria aceitar uma saída do Jesus, neste momento. Por isso, Jesus só sairá, forçando a saída, contra a vontade do Presidente, e isso é algo que o Jesus nunca fará ao Presidente, depois de tudo o que Vieira fez por ele... Nunca!!!

Resolvida a questão do treinador, vamos aos jogadores: as declarações do Rodrigo, e a indefinição no Valência deram-me algumas esperanças, mas a recente confirmação da compra do Valência pelo Peter Lim acabou com a novela: Rodrigo e André Gomes vão ser jogadores do Valência na próxima época. Ponto final. Hoje, é notícia a possibilidade do Garay, também ir para Valência, não sei se é verdade, mas se não for para Valência, deverá ir para outro Clube...
Não podemos ser hipócritas, quando são publicadas as contas do Benfica, é ver muitos escandalizados, com o Passivo, com a massa salarial, entre outras discussões. Também é 'praticamente 'público que o Benfica pretende baixar os custos fixos (salários) nas próximas épocas, sendo assim ninguém se poderá indignar quando o Benfica decide não acompanhar as ofertas salariais que se praticam fora de Portugal. Se fosse eu (adepto), a decidir, se calhar oferecia o salário que o Garay quisesse, mas ainda bem (para o Benfica!!!) que sou só adepto!!!
Mas no geral creio que os Benfiquistas já estão mentalizados, a saída do El Negro é praticamente inevitável, o regresso do Lisandro López deixa a maioria descansada, mas curiosamente, eu, não estou convencido!!! Até agora, ainda não vi o Lisandro jogar como Central do lado esquerdo!!! Para alguns jogadores, jogar num lado ou noutro, não interessa, mas para outros (Luisão por exemplo...) o rendimento é completamente diferente... Sempre vi o Lisandro como um possível substituto do Luisão e não do Garay... espero que os meus receios não se confirmem...
Estas três saídas (Garay, Rodrigo, Gomes), são aquelas que dou como garantidas. Aceitaria também com algum 'agrado', as saídas do Artur, do Sulejmani, e do Djuricic, caso tivéssemos propostas interessantes... Pela primeira vez, também aceitaria a venda do Cardozo!!! A meio desta época, o Benfica mudou a forma de jogar (também desconheço se o Cardozo está totalmente recuperado do problema nas costas), sabendo da necessidade do Benfica em efectuar receita com a venda de jogadores, entre perder o Enzo, ou o Gaitán, ou o Salvio... prefiro perder, neste momento, o Tacuara!!! Em vez de fazermos uma grande venda, como temos feito nas últimas época, podíamos chegar a um valor próximo, vendendo vários jogadores (o Kardec por exemplo, já conta para a soma...), que neste momento não são titulares... creio que é a melhor estratégia. Temos ainda vários emprestados, que também podem fazer parte destas contas...
Com a titularidade do Oblak, e com a excelente época do Bruno Varela na equipa B, creio que faz todo o sentido uma venda do Artur. O Sulejmani, foi bastante irregular, chegou a custo zero, e tem mercado nos Países Baixos. O Djuricic foi a grande desilusão da época, ainda é bastante jovem, mas se oferecerem um valor igual, ao que gastámos na compra, eu, vendia!!!
Digo já, que não acredito nas vendas do Salvio ou do Enzo. Mas no caso do Enzo é preciso renovar o contrato, com uma actualização salarial.
O caso mais bicudo pode ser o Nico. Só venderia o Gaitán por um valor a rondar os 30 milhões. Mas se ele sair temos que ir buscar outro jogador de valor idêntico, algo que não será fácil. O 'falado' Candeias, não chega!!!
Para fechar o dossier das saídas, falta falar dos emprestados: os dois defesas-esquerdos!!! A renovação do empréstimo do Sílvio creio que será fácil, devido à lesão... Mas no caso do Siqueira prevejo uma grande novela de Verão!!! O ideal seria mandar o Mitrovic à troca para Granada, mas também já li que o problema é o ordenado que o Siqueira pede!!! Com a lesão do Sílvio (se ficar...), temos que ter outro defesa-esquerdo logo no início da época. Este é daqueles assuntos que não pode ser adiado, até ao final da janela de transferências...

Em relação às entradas, com o anuncio do Dawidowicz, se confirmar-se como opção para a equipa A, resolvemos o problema da saída do Matic. Ainda por cima com o Amorim e o Fejsa, muitas vezes lesionados, temos que ter mais opções para o meio. Basta recordar como o Enzo terminou o jogo do Jamor!!! Aliás a questão das lesões recorrentes do Amorim e do Fejsa, faz-me mesmo duvidar, se além do Pawel, não deveríamos ter um 5.º médio-centro no plantel!!!
Sem o Rodrigo, e provavelmente sem o Cardozo, o principal problema do mercado, vai ser encontrar avançados para fazer companhia ao Lima. Pontas-de-lança de qualidade raramente são baratos... Gosto da atitude, e até reconheço algumas qualidades no Funes Mori, mas falta-lhe o faro pelo golo... Precisamos de 2 avançados de qualidade para fazer companhia ao Lima. Ponto final!!! E aviso já que o Belga do Standart, Batshuayi, não me convence!!!
O resto das contratações depende da confirmação das saídas: com Siqueira e Sílvio não precisamos de outro defesa... Com o Nico, não precisamos de mais Alas (Markovic, Salvio, Nico, Candeias(?), Hélder Costa...)

Para terminar a conversa, espero que o Bernardo faça parte do plantel principal. Neste momento, não reconheço ao Djuricic qualquer qualidade que o Bernardo não tenha, bem pelo contrário!!! Pessoalmente, o Lindelof também poderia fazer parte das opções, seria um 2.º André Almeida!!! O Sueco, pode fazer 3 posições, e neste momento até pode ser o melhor substituto do Maxi na lateral direita...
Em relação ao Cavaleiro, espero que seja uma opção para o lugar do Rodrigo. O Ivan não é extremo, é avançado... Quem pode fazer o papel de 5.º Ala, pode ser o Hélder Costa...!!!

Dos vários emprestados que o Benfica tem, além do Lisandro: Pizzi, Ola John, Nélson Oliveira, Farinas, Sidnei, Jara, Correa, Ascues, Djaló, Michel, Mitrovic, Airton, Varela, Correa, Liz, Rojas, San Martin, Clésio... de todos estes, aquele que está mais próximo de entrar na equipa, podia ser o Pizzi, mas não creio que seja jogador para o Benfica. Entre o Candeias e o Pizzi, acho que o Candeias tem mais capacidade de drible curto do que o Pizzi, e isso num Ala do Benfica é importante, porque o Benfica não joga em contra-ataque, um sistema que se adapta mais ao estilo do Pizzi. O Nélson Oliveira é uma questão de atitude. O Mitrovic fez uma boa época em Espanha, mas continuo a pensar que não tem qualidade para jogar no Benfica, devemos aproveitar a boa imagem que ele tem neste momento no mercado Espanhol... 

O meu plantel para o ano, com uma margem de erro grande, a esta distância:
GR: Oblak, Bruno Varela, Paulo Lopes
DC: Luisão, Lisandro, Jardel, Steven
DE: Siqueira(?), Sílvio(?)
DD: Maxi, Almeida, Lindelof
MD: Fejsa, Dawidowicz
MO: Enzo, Amorim, (?)
AD: Salvio, Markovic
AE: Nico, Candeias(?), Hélder Costa
AV: Lima, Cardozo(?), (?), Cavaleiro, Bernardo

Pawel Dawidowicz

Primeira contratação oficializada. Já cá tinha estado, já estava oficiosamente contratado, mas só hoje tirou a 'foto'!!!
Parece que os jornaleiros são unânimes, em apontar este jovem Polaco para a equipa B. Pessoalmente, sem ter acesso a informação privilegiada, não me parece que vá para a B. Aliás a minha confiança é tanta, que estou a escrever este post, porque se fosse para a B, não perdia tempo!!!
Tendo em conta a grande margem de erro, que os videos/resumos do YouTube merecem, este parece que não engana... Se tiver que apostar, aposto que vai ser opção para a equipa principal!!!
Ainda por cima alguns jogadores vão chegar atrasados devido ao Mundial, sendo assim é praticamente seguro o Pawel vai ter oportunidades na pré-época, e o Jesus não o vai desperdiçar. Provavelmente será uma opção para o lugar do Fejsa!!!
Agora só temos que aprender a pronunciar o nome dele... se calhar é melhor esperar pelo Jesus, ele seguramente vai traduzir a coisa por miúdos!!!

Cento e quarenta e três quilómetros para Oeste

"Não foi a primeira vez que o Benfica decidiu uma final europeia em Itália. A outra foi em 1965 e foi infame! Contra o Inter, em Milão, em pleno S. Siro. Ficou para a lenda!

DE Milão a Turim são 143 quilómetros. Para Oeste. Não foi esta a primeira final disputada pelo Benfica em Itália. Houve outra, em 1965. Injusta final, essa. Um pouco por toda a parte, havia o incómodo, o desconforto: a UEFA, pela voz do presidente do Comité Organizador da Taça dos Campeões, José Crahay, anunciara, após as meias-finais, que a final se disputaria em S. Siro, a casa do Inter, Campeão Europeu em título. A decisão era inédita, inacreditável. Mas foi levada por diante. Em caso de empate, finalíssima em Bruxelas.
S. Siro encheu, claro! 180 milhões de liras de receita, recorde absoluto do grande estádio de Milão, qualquer coisa como 8.500 contos da época.
80.000 pessoas estariam nas bancadas para assistir à segunda vitória da equipa de Moratti e Heleno Herrera na Taça dos Campeões da Europa.
«Lasciate ogni speranza, voi chi entrate», dizia Dante, no «Inferno».
S. Siro seria o inferno. Não havia esperança para o Benfica.
O Benfica contrariou o Inferno, no entanto.
«Esse Benfica que a UEFA quis transformar num grupo de convictos cristãos da era moderna, a lançar às feras famintas da grande arena de S. Siro, fora a grande sensação do jogo e dera uma 'lição de bola' ao estranho e 'irrealizado' Inter, edição H.H., com o seu futebol manhoso e sádico, marcado por aquilo que se chama em Itália de 'profundo realismo'» escreveu Vítor Santos em «A Bola».
Impressionante! Frente a um conjunto enrolado na sua casca, como o bicho-de-conta, o Benfica efectuara uma exibição estupenda de determinação e de autoconfiança, produzindo um futebol construtivo, profundamente atacante e sempre imbuído daquilo que se pode chamar o espírito imperecível do 'association'.
O Benfica foi, em S. Siro, personagem principal de um dos momentos mais dramáticos do futebol português. A três minutos do intervalo, um remate enrolado do brasileiro Jair, faz a bola fugir, em jeito de galinha assustada, por entre as mãos, por debaixo do corpo, pelo meio das pernas de Costa Pereira. Grande especialista do futebol de não perder Herrera era o mestre dos mestres no futebol de guardar vantagens inesperadas. O Inter defendeu-se, recolheu-se, fechou-se. Todos os verbos que pudesse utilizar seriam reflexos: eram onze homens trancados sobre si próprios, auxiliados pelo lamaçal em que se transformou um relvado infame. E contra isso nada pôde a valentia lusitana.
Aos 12 minutos da segunda parte, Costa Pereira, herói de Berna, réu de Milão, não resiste a uma hérnia discal e a um traumatismo no pé direito. Não sendo ainda tempo de substituições, é Cávem quem se prepara para vestir a camisola de guarda-redes. Mas é Germano que toma, finalmente, o seu lugar, incapacitado, também ele, por uma rotura muscular na coxa.
São dois infernos: o de S. Siro e o das lesões.
Nenhum ser humano seria capaz de atravessar dois infernos assim.

Uma avalanche de elogios
RODOLFO PAGNINI, jornalista do «L'Unitá»: «Escrevemos estas linhas febris enquanto os jogadores do Inter correm em redor do rectângulo, transportando bem alto, sobre as cabeças, a Taça da Europa. No centro do terreno encharcado de chuva e de suor, distingue-se o vermelho das camisolas do Benfica. Eusébio, Germano, Coluna e os seus companheiros olham para a festa que os envolve, desconsolados, tristes. A alegria do Inter é a sua tristeza. Uma tristeza, uma amargura, plenamente justificada. O público apercebe-se disso. E rompe um aplauso fragoroso e espontâneo. O Benfica perdeu, mas sai de campo com todas as honras. Pode levar consigo, para Lisboa, as armas do nobre vencido. Saído Costa Pereira, todos pensaram: o Inter tem a vitória na mão. E prepararam-se para saborear mais golos. Ao invés, a partida terminava, nesse momento, para a equipa de Milão. Porquê? Porque o Benfica, essa maravilhosa equipa, actualmente a mais forte da Europa, não quis render-se ao inelutável, e fez uma apelo ao seu desmensurado orgulho, lançando-se para a frente, de cabeça erguida, indo buscar forças ao fundo do coração e da alma».
J.L. Manning, jornalista do «Daily Mail»: «Com tudo contra si, o Benfica teve uma actuação memorável em S. Siro. A Taça da Europa foi, no entanto, entregue a uma equipa de Milão pela terceira vez. Mas esta vitória não tem qualquer justificação, desobedecendo a todos os princípios que deveriam balizar um torneio de futebol. Os portugueses foram derrotados por um golo de acaso que nunca teria sido marcado num campo em condições regulares. E durante a última meia-hora suportaram ainda a falta do seu guarda-redes. Ninguém poderá dizer que este jogo se moveu pelas regras da justiça! O Benfica tinha razões suficientes para se queixar da decisão da UEFA de marcar o jogo para o estádio do Inter. Mas presenteá-lo, ainda por cima, com um sepultura inundada, foi um verdadeiro insulto. O jogo devia ter sido adiado».
Jean Eskenazy, uma das figuras do jornalismo francês, conhecido por andar sempre elegantemente vestido e de cravo na lapela, escrevia por sua vez no «France-Soir», no seu estilo curioso e vivo: «Não pretendemos dizer que o Inter foi indigno da vitória. Mas quando recebe, uma pessoa bem educada deve dirigir a conversa. Ora, ontem, em S. Siro, só o Benfica fez as despesas da conversa, só ele recheou o jogo dos melhores trunfos. E mesmo jogando sem o seu guarda-redes obrigou os italianos a defenderem-se ferozmente. Se me fosse dado a escolher uma equipa à qual oferecer a vitória, não teria dúvidas: dá-la-ia ao Benfica. É uma grande equipa, cheia de talento, de coração e de vontade. Caiu como só os grandes sabem cair. Felicitemo-la. No jogo de Milão, foi o vencido que saiu engrandecido e isso força a nossa admiração e respeito».
Cento e quarenta e três quilómetros para Oeste e um sonho por descobrir."

Afonso de Melo, in O Benfica

PS: Afinal, além do Guttmann, parece que existe qualquer coisa entre o Benfica e esta região de Itália!!! Podem assistir aqui ao jogo completo:

O Cota, a dar música na despedida...

Nação vermelha...!!!


segunda-feira, 19 de maio de 2014

Convicções, trabalho, vitórias... a caminho de mais triunfos !!!

De Benfiquistas para Benfiquistas !!!


Bonita e sentida homenagem do Câmara Municipal de Lisboa aos triunfos do Sport Lisboa e Benfica, mas a Praça do Município é pequena de mais, para o universo Vermelho!!!
Se ontem, nos camarotes do Jamor, parecia uns desfile de anti-benfiquistas institucionais a dar os parabéns, hoje sentiu-se a paixão...!!!






PS1: Falou-se muito da não-festa no Marquês de ontem, não sei de onde partiu a não-iniciativa: se do Benfica, se da CM, ou se da Policia (já que com a mobilização total para a Final da Champions do próximo fim-de-semana, deve ter havido muitas 'folgas' este fim-de-semana!!!) Defendi desde da Festa do título, que a Grande Festa, deveria ser após o Jamor, mas não foi isso que aconteceu... foi pena.

PS2: Não estive na Praça do Município, mas tal como eu ontem chamei a atenção, a única queixa que me chegou aos ouvidos, de quem lá esteve, foi mais uma vez os cobardes atrasados mentais dos petardeiros...!!!

PS3: Parabéns a dobrar para o André Almeida e o Rúben Amorim pela convocatória para o Mundial... O Ivan e o André Gomes terão de certeza outras oportunidades.