Últimas indefectivações

sábado, 17 de setembro de 2016

Realidade

Corruptos 26 - 18 Benfica
(12-9)

O derrota acaba por ser esperada, os números demasiado exagerados, mas a nossa falta de eficácia ofensiva, explica quase tudo!
Sofrer 26 golos, está dentro da normalidade, mas hoje foi notória a nossa falta de poder de fogo...

É de conhecimento geral, que existe uma diferença enorme entre os investimentos dos Clubes neste campeonato. Corruptos e Sporting, sem play-off's, com estes plantéis têm obrigação de só perder pontos, entre eles...!!! Independentemente do pior ou melhor dia, o Benfica em condições normais, com o actual investimento, poderá lutar pelo 3.º lugar... e tentar um 'bom dia' nas Taças!!!!


PS: Não foi um dia agradável para as modalidades:
- No Futsal, numa competição oficial, organizada pela AFL, perdemos na Meia-final com os Leões de Porto Salvo por 3-2, depois de estarmos a vencer por 0-2 !!! Jogámos sem o Bebé, o Coelho, o Cecílio, o Ré, o Ângelo, o Patias, o Jefferson, o Fernando e o Hemni... mas mesmo assim, o Joel tem toda a razão para ter ficado chateado!!!!
- No Hóquei, num torneio de pré-época, perdemos com os Lagartos. Esta pré-época, está a ser má...!!! Aliás no Hóquei isso tem sido habitual. O problema é que esta época, os nossos adversários estão mais fortes, e o Benfica está efectivamente mais fraco com a saída do Torra...
O Benfica jogou quase sempre mal, mas mesmo assim, conseguimos recuperar, e disputar o resultado... mas aquele absurdo 2.º azul ao Miguel Rocha acabou com o jogo...

A voz de comando

"Esta semana voltaram à agenda as competições europeias, que bom. Não foi uma jornada particularmente brilhante para as equipas portuguesas visto que nenhuma delas conseguiu vencer o seu jogo, que pena. Vi-os todos.
Depois do Benfica-Besiktas, o que mais me interessou foi o jogo do Sporting de Braga com os belgas do Gent, porque o Braga é o próximo adversário do Benfica naquilo que verdadeiramente interessa a toda a gente. É depois de amanhã que o Braga vem à Luz. Ou seja, ainda temos três dias para se lesionarem mais jogadores do Benfica até à hora do pontapé de saída. Como se tem lesionado um jogador por dia, é bom mentalizarmo-nos para mais três baixas e, de preferência, sem fazer disso drama. As lesões dos jogadores do Benfica podem ter-lhes custado 2 pontos no jogo com o Vitória de Setúbal e outros 2 pontos no jogo com os turcos para a Liga dos Campeões, mas têm servido para pôr à prova um manancial de jovens soluções que não deixaram ficar mal nem o emblema nem o treinador. Aliás, os treinadores. Foi o adjunto de Rui Vitória que esteve na terça-feira a dirigir a equipa, visto que Rui Vitória se viu expulso nos minutos finais do encontro com o Bayern Munique da época passada. E sabe-se lá o que teria acontecido se Vitória tivesse ficado no banco até ao fim do jogo com os alemães...
Foi coisa que não aconteceu a Jorge Jesus em Madrid, ficar no banco até ao fim do 'partido'. Fez-se expulsar, como tantas vezes lhe acontece, e não se penitenciando pelos cartão vermelho que, segundo ele, tanto prejudicou o Sporting, acabou por penitenciar o seu adjunto a quem não reconheceu competência para estes altos transes competitivos. Respeitando a opinião do treinador do Sporting, ainda estará fresca na memória de todos aquela recuperação que o Benfica encetou na temporada de 2013/14 quando se viu com 5 pontos de atraso em relação ao Porto e viu o seu treinador, Jorge Jesus, suspenso por 30 dias por comportamento incorrecto num Vitória de Guimarães - Benfica. A verdade é que Raul José, o mesmo adjunto, foi para o banco e quando, um mês depois, o treinador do Benfica voltou a poder exercer as suas funções, a diferença para o FC Porto já tinha sido substancialmente reduzida. O que, por ironia ou convicção, levou muita gente da facção anti-Jesus na Luz a concluir que, se calhar, melhor seria prolongar-lhe o castigo e deixar as coisas tal como estavam no que respeita à voz de comando. Mexer é estragar, ainda que nem sempre."

Minas em casa

"Mais do que os rivais, para já é o Benfica que vai pondo em perigo o inédito tetra

O número invulgar de lesões no Benfica numa fase tão precoce da temporada dá que pensar e exige apuramento de responsabilidades por parte de quem manda no clube e lidera a gestão do futebol profissional.
Num quadro de normalidade no plantel, arrisco mesmo que, na terça-feira, com golo ou sem golo marcado, o regresso de Talisca à Luz teria produzido razões só para metade do falatório a que vimos assistindo. Porque é abissal a diferença entre descarregar na equipa Jonas, Mitroglou e Jiménez - que na temporada anterior, em conjunto, valeram "apenas" 73 golos - e não poder lançar nenhum dos arrombadores de balizas.
Neste "detalhe" que é o ataque, concedamos, será injusto apontar o dedo ao controlo preventivo do Benfica LAB ou à actuação do departamento médico, porque o trio de avançados foi parado por fatalidades comuns. Já a repetida ausência de Jonas, e a "misteriosa" infecção no seu pé direito, poderá levar a que se pense mais em aselhice, seja de quem for, do que propriamente em azar.
Indiscutível e inquestionável é o desarmamento objectivo do tricampeão - se a perda de pontos no início da Champions, num grupo que a teoria descreve como acessível, tem valor relativo, o mesmo não se aplicará no que à campanha na I Liga diz respeito. E o presidente dos encarnados, Luís Filipe Vieira, foi explícito: todas as forças têm de ser orientadas para um inédito tetra. Fasquia bem alta, para que ninguém duvidasse.
Mas pelos vistos, e para já, a maior ameaça às probabilidades de sucesso parece estar dentro de casa e não tanto (ou apenas) na capacidade dos crónicos rivais."

Desculpa Salvio, deixei-te ficar mal

"Tenho uma relação de amor/ódio com o desporto. Eu amo-o, ele odeia-me. Por mais que adore futebol, nunca tive jeito para dar mais do que dois toques seguidos. Três em dias bons. Estar fora de forma (bom, é uma forma de colocar as coisas) também não ajuda. Ainda assim, foi com orgulho que representei A BOLA a convite de uma marca desportiva, ontem, no Seixal.
Tivemos oportunidade de experimentar o já famoso simulador 360s. Fiquei na equipa treinada por Salvio. Grimaldo orientava a outra equipa. O objectivo era simples. Um exercício de recepção e passe. Durava 30 segundos, cada jogador tinha cinco bolas. O simulador disparava a bola a 40Km/h, tínhamos de receber e passar a um colega projectado no simulador. Se não tivéssemos linha de passe, podíamos jogar direto, isto é, acertar num ângulo superior. Visto de fora parece mais fácil. Disseram-me que o segredo era a recepção. Acreditem, ninguém recebeu melhor a bola do que eu. O pior foi o resto. Não acertei qualquer passe, nem bolas ao ângulo. A máquina também não ajudou. Disparou duas bolas seguidas. A minha pontuação foi de 0.0. Não fui o único. A minha equipa perdeu e desiludimos Salvio.
Mas nenhuma camarada de A BOLA faria melhor que eu. Acreditem."

Rui Miguel Melo, in A Bola

Estará o desporto mundial contaminado?

"As informações roubadas à agência antidopagem por 'hackers' russos levantam uma discussão mundial sobre o 'doping' nos atletas de elite.

Quando surgiram as primeiras acusações de uso regular de doping no desporto russo e da respectiva conivência do sistema de controlo antidopagem do país, logo se entendeu que o problema, assim enunciado e anunciado, iria ter uma implicação directa na participação olímpica dos atletas russos, até porque seria impossível, no actual sistema político de Putin, que o modelo desportivo fosse autónomo das decisões do Estado.
Foi assim que se chegou à convicção de que o Estado russo era o primeiro responsável por um sistema que não apenas permitia o uso de substâncias dopantes nos atletas de alta competição, como o promovia e encobria.
A notícia consequente surgiu sem surpresa. Em muitas disciplinas, a Rússua estaria impedida de participar nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro a acabaria, mesmo, por ser banida dos Jogos Paralímpicos.
Os ecos da indignação russa não interessaram especialmente os media ocidentais. Apenas algumas referências soltas sobre a reacção de Putin a acusar o ocidente de intolerável perseguição, mas o assunto acabaria por ficar no âmbito da discussão técnica.
Dividiram-se, então, posições essenciais. Desde os que afirmavam a sua satisfação porque, na prática, o sistema universal de controlo antidoping funcionou, até aos mais cépticos, que admitiram que o desporto mundial, ao mais alto nível, e sobretudo nos países mais desenvolvidos, estava, definitivamente, contaminado, embora os seus atletas de elite estivessem oficialmente defendidos pela própria Agência Mundial Antidopagem, porque aceitava sem questionar todos os procedimentos legais que permitem o uso de substâncias proibidas, tolerando-as pela anterior prescrição médica e com base em argumentos de prestação de um serviço clínico que deveria continuar a ser pessoal e de intimidade defendida.
Nunca se conheceria a verdadeira extensão do problema que encerra essa tolerância legal do sistema de controlo antidopagem se não tivesse surgido, agora, e com verdadeiro estrondo mundial, a informação dos dados secretos da Agência Mundial sobre alguns dos atletas mais mediáticos do mundo. As informações foram roubadas por um grupo de hackers russos e que, ao que indicam fontes policiais americanas, serão conhecidos especialistas na prática de espionagem electrónica.
A Agência já veio reconhecer que esses dados são verdadeiros e entre os que causaram maior impacto estavam os do ciclista Chris Froome, vencedor de três Tours (2014, 2015 e 2016) a quem a Agência permitiu, no quadro legal da prescrição médica, que alguns dos resultados dos testes antidoping tivessem indicado o uso de corticosteroides, sob a forma de um medicamento chamado prednisolona/40 mg (do grupo dos esteróides) que consta na lista de produtos absolutamente interditos.
Além disso, os hackers trouxeram ao conhecimento do mundo que a grande campeã olímpica de ginasta (quatro medalhas de ouro) e grande ídolo dos Estados Unidos, Simone Biles, acusou substâncias proibidas no controlo feito durante os Jogos do Rio, embora com o consentimento oficial, por ter apresentado prescrição médica. O mesmo sucedeu no ténis, com as irmãs Williams. Tanto Serena como Venus teriam tomado, sob orientação clínica, medicamentos proibidos.
Jornais como o New York Times dedicam, agora, espaço à discussão do tema e questionam: até que ponto a tolerância oficial da prescrição médica está a permitir que alguns atletas de elite atinjam resultados que, sem esses medicamentos, não seriam possíveis?
Os hackers russos prometem mais e inquietantes revelações.
(...)"

Vítor Serpa, in A Bola

Benfiquismo (CCXXII)

A arder...!!!

Ronaldo é um Talisca melhorado

"O Benfica fez uma exibição muito boa em Arouca. Foi um daqueles jogos que podiam ter acabado com cinco ou seis golos sem escândalo.
Terça-feira tivemos noite europeia ingrata. Com uma equipa limitada pelas lesões, fomos desviados da rota e vimos em ex-jogador marcar no último minuto. Tenho que ser justo: no dia seguinte quando vi o infortúnio leonino fui forçado a reconhecer que o traidor deles é melhor que o nosso. Ronaldo é um Talisca melhorado. O Sporting perdeu com naturalidade, mas fez um bom jogo em Madrid. Bruno de Carvalho queixou-se da arbitragem sem referir se a culpa era do Benfica ou do Vítor Pereira seus habituais culpados. Este Sporting está muito forte, tem imensas soluções e tem condições para disputar todas as competições. Jorge Jesus sente isso e por isso a sua tristeza no fim era indisfarçável.
O FC Porto mantém-se uma incógnita, foi quase ridícula a prestação europeia (embora se apure facilmente no grupo) no entanto a nível doméstico irá ser candidato seguramente.
O Benfica que ainda não ganhou um jogo na Luz este ano (ganhou todos fora) vai receber um SC Braga bem melhor que o Besiktas. Não sejamos hipócritas: Jiménez, Mitroglou, Jonas, Rafa, Jardel, Zivkovic... são muitas baixas e de muita qualidade. Não há equipa do mundo que não se sinta com seis dos seus melhores lesionados. Esperamos também ver Fejsa recuperado porque são enormes as suas exibições. As dificuldades não impedem os que entrarem de o fazer com os olhos postos na vitória, pois só os três pontos podem ser objectivo num jogo entre candidatos ao titulo. O Benfica joga com o SC Braga um dos jogos mais difíceis que terá este ano quer pela qualidade do adversário quer pela enfermaria colectiva que reside na Luz. Neste momento cada adepto almeja pela notícia de uma ou outra recuperação. Rui Vitória não se lamenta porque de nada adianta, mas tinha razões suficientes para o fazer."

Sílvio Cervan, in A Bola

Miss Piggy

"(...)
Miss Piggy é um elemento do seriado infantil de fantoches americano criado por Jim Henson, The Muppets. É uma porquinha muito talentosa que, ao longo dos anos, lançou seu próprio perfume, escreveu um livro, actuou em filmes, ganhou roupas exclusivas (de maisons como Chanel), fez propagandas e muito mais. Ela é a diva do grupo e namora Kermit, o sapo, também conhecido como Cocas. Tem cabelo loiro e gosta de cantar. É cinto negro em Karatê e sempre pinta as unhas de cores diferentes.
Eles, os americanos, como são mais que muitos, inventam tudo e têm um mercado de biliões de pessoas para poderem divulgar os seus produtos. É como remar contra uma corrente, se quisermos vender alguma coisa. Mas a verdade é que em Portugal também existem réplicas da Miss Piggy.
Confesso que quando olho para determinada pessoa, a mesma faz-me lembrar a radiosa Miss Piggy. E como ela, é provecta em arranjar meios de Comunicação Social que exprimem e divulguem as suas ideias.
Falta-lhe apenas lançar a sua colecção de perfumes, porque face à sua dimensão física, creio que vai ser difícil conseguir lançar uma marca de roupa universal.
Não vou obviamente dizer quem é a, ou o, Miss Piggy português. Deixo tal descoberta à imaginação dos portugueses, observando as fotografias dos jornais. Mas que é muito parecido, disso não tenho dúvidas! Só duvido de que tenha o mesmo sucesso!"

Pragal Colaço, in O Benfica

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Elucidativo

"A norte ouve-se um discurso datado e ridículo, que apenas tenta iludir problemas internos, e já não impressiona ninguém. Os nossos vizinhos da Segunda Circular insistem numa diarreia verbal, que parte da mistificação e acaba no ódio. Enquanto isso, o Presidente do Benfica dá uma entrevista notável a um canal televisivo, onde sobressai o fair-play, a humildade, a serenidade, e uma certeza inabalável no rumo a seguir.
É tranquilizador para os benfiquistas ouvir Luís Filipe Vieira.
Ao contrário dos rivais, o nosso Presidente percebe perfeitamente os requisitos de uma comunicação própria do século XXI, em que se fala para uma massa adepta cada vez mais jovem, cada vez mais instruída, e cada vez mais exigente.
Não se refugia em banalidades. Não deixa questões sem resposta (nem mesmo as mais incómodas). Aborda todos os temas com a segurança de quem sabe muito bem aquilo que já alcançou, mas ainda melhor o que pretende alcançar.
Obviamente existem certas matérias - nomeadamente no âmbito da negociação de jogadores - para as quais todos compreendemos a necessidade de manter alguma reserva, na defesa dos altos interesses do Clube. Expormo-nos em demasia dar trunfos, presentes futuros, aos adversários. Também isso o Presidente soube deixar claro, com a frontalidade de quem nada tem a esconder.
Não são precisas declarações diárias (ou bidiárias), nem facebooks, ou comunicados inflamados, para fazer passar uma mensagem. Numa hora, o nosso Presidente disse tudo o que tinha a dizer.
E o que disse assegura-nos que o Benfica continua, e continuará, no caminho certo."

Luís Fialho, in O Benfica

Não aprendem

"Depois de, há duas semanas, ter partilhado aqui a minha aventura com um taxista inchado como um sapo, hoje venho contar-vos como tenho analisado os posts dos meus amigos e conhecidos sportinguistas no Facebook. Há meia dúzia deles que são bastante activos nas redes sociais. Mais do que as fotografias de apoio do seu clube, o que els gostam de 'postar' são recados ao SL Benfica, a Luís Filipe Vieira ou a Pedro Guerra.
Não há dia que passe sem um claramente do abismo para onde caminha o seu clube. Nada disso me espanta. Afinal, estamos a falar de adeptos que nunca puderam festejar um título de campeão nacional no Facebook. Nem no Twitter. Muito menos no Instagram. Daí terem de usar as redes sociais para atacar quem o faz de forma absolutamente normal há, pelo menos, três anos.
Pois bem, esses meus amigos e conhecidos andam loucos de alegria. Para eles, já não há volta a dar. Já esfregam as mãos (gastas pelos anos de sofrimento) anunciando, depois de apenas quatro jornadas do campeonato. Gosto disso. Não me interpretem mal, gosto porque já sei no que vai dar: no mesmo de sempre. Vai ser uma profunda desilusão misturada com ataques de fúria contra tudo o que mexa.
Não vale a pena. Há malta que não aprende com os erros. Cá por mim, sigo com calma, com confiança no trabalho do meu clube e com a mesma vontade de sempre de ir ao Marquês. Não se preocupem, quando lá chegar faço uma selfie e ponho no Facebook, à semelhança do que tenho feito nos últimos anos."

Ricardo Santos, in O Benfica

Bem-vindo, Carlos Morais

"A contratação de Carlos Morais, considerado o melhor basquetebolista angolano nos últimos anos, é uma grande notícia. Antes de mais pela qualidade do atleta, indiscutivelmente acima da média, não fosse Angola um país com enormes pergaminhos na modalidade. Também pelas primeiras impressões que o jogador deixou na sua apresentação: ponderado, inteligente, conhecedor da realidade do nosso basquetebol e assumidamente benfiquista. Finalmente, por reforçar a ligação do Benfica a um povo cujos laços históricos a Portugal se reflectem, no presente, sobretudo à língua e à afectividade pelos clubes desportivos.
Entre nós, talvez não se tenha bem noção de que, em Angola, o basquetebol é tão popular quanto o futebol. Aliás, Carlos Morais tem sido requisitado para emprestar a sua imagem às principais empresas angolanas. Não é por acaso, duas das maiores figuras da história do desporto angolano são antigos basquetebolistas, tão-só José Carlos Guimarães e Jean-Jaques. Ambos notabilizaram-se ao serviço do Benfica e, com o seu contributo nos anos 80 e 90, tornámo-nos hegemónicos a nível nacional e marcámos presença entre os melhores da Europa.

P.S.1 - José Gomes tornou-se, de acordo com os registos disponíveis, o quarto mais novo de sempre a estrear-se na equipa de honra de futebol do SLB em jogos de competições oficiais. Hugo Leal, Espírito Santo e Chalana mantêm-se no topo da lista.

P.S.2 - Nem de penálti evidente sobre Rafa em Arouca nem a mão de Gelson em Alvalade cegaram para reavivar a discussão em torno da utilização do vídeo-árbitro. Há demandas que são tão inúteis quanto convenientes. Fica claro que o seu propósito pouco ou nada tem que ver com a propalada verdade desportiva."

João Tomaz, in O Benfica

Preocupante futuro UEFA

"Está cumprido o primeiro acto da fase de grupos das competições europeias com preocupante e magro pecúlio para as equipas portuguesas, que apenas conseguiram arrecadar três dos doze pontos UEFA em disputa. Com a concorrência a apertar, o fantasma da diminuição de representantes na Champions começa a adquirir contornos reais, o que levanta putativos problemas de matizes diversas. por um lado, com apenas um representante directo da Liga dos Campeões e outro obrigado a disputar a terceira pré-eliminatória, o dinheiro destinado a Portugal diminui substancialmente; por outro, se perante o quadro vigente de dois mais um na Champions a guerra subterrânea entre os três grandes já está como está, que pensar de uma situação em que, de Benfica, Sporting e FC Porto apenas um tenha garantida a presença na Liga Milionária, o segundo vá à pré-eliminatória e o terceiro seja relegado para a Liga Europa? Do ponto de vista futebolístico, com a repercussões sociais que se adivinham, esta será a antecâmara de uma guerra civil...
Faltam cinco jornadas para o fim da fase de grupos, 80 por cento ainda está por jogar. Devemos, por isso, sentir-nos, ainda assim, optimistas? Francamente, não creio. A derrota do Sporting, por mais injustiça que tenha sido - e foi-o - pode ter comprometido o apuramento para a fase seguinte, num grupo de tremenda exigência; o Benfica, mergulhado em lesões e sem o meio-campo que faz falta ao nível da Champions, deve ser foco de preocupação; e o FC Porto, uma montanha-russa exibicional, nem por estar num grupo acessível garante boas notícias. O futuro olha-se com preocupação..."

José Manuel Delgado, in A Bola

O mais e o menos da semana europeia

"A semana europeia não foi boa para as equipas portuguesas. Na Liga dos Campeões, Benfica e Porto empataram em casa, não tendo jogado o suficiente para poderem ter alcançado algo mais. O Sporting foi melhor mas saiu derrotado nos minutos finais em casa do campeão europeu. O Sp. Braga fechou a ronda com um empate caseiro frente ao Gent.
A minha análise aos pontos positivos e negativos da semana europeia das equipas portuguesas.

Mais

- Nelson Semedo está mais consistente e teve bom rendimento. Esteve seguro, bem posicionado e a tomar boas decisões. Dar profundidade pelo corredor está no seu ADN. Voltou a fazê-lo com critério e procurou os desequilíbrios, nem sempre conseguidos.

- André Horta continua o seu processo evolutivo e na estreia na Champions voltou a mostrar personalidade. Esteve seguro no passe, arriscou (é dele o passe longo para Salvio que acabou por dar o único golo) do Benfica-Besiktas e soube ocupar bem o seu espaço, o que permitiu recuperações e boas coberturas defensivas.

- O grande golo de Otávio no FC Porto-Copenhaga foi a nota de registo muito positivo no Dragão. Danilo foi o único a meu ver a estar próximo do seu rendimento.

- A forma como a equipa do Sporting jogou bem durante toda a partida na casa do campeão europeu em título foi o aspecto mais marcante do jogo. Foi uma equipa personalizada, adulta, organizada e corajosa. Apesar da derrota já no final, a qualidade excepcional foi de grande nível.
Os destaques individuais para mim foram Coates e Ruben Semedo, uma dupla segura e muito concentrada, ambos eficazes nas suas acções. Adrien e Bruno César foram os melhores elementos num sector que foi importante para o controlo do jogo. O capitão leonino fez um grande jogo na forma como ocupou o espaço, pressionou e marcou o ritmo do meio campo. Bruno César, numa posição que foi de apoio simultaneamente à dupla do meio campo e a Bas Dost, voltou a ter rendimento e a marcar em Madrid.

- Gelson Martins mostrou-se em pleno Santiago Barnabéu. Sem medo, pediu a bola, foi para cima dos adversários e usou a velocidade para criar problemas e mostrou a sua qualidade em jogo de grande exigência.

Menos

- As ausências dos avançados principais do Benfica obrigaram Rui Vitória novamente a procurar soluções. E se internamente ainda é possível serem superadas, em jogos da Champions é bem mais difícil. Outra exigência, outra competitividade, outro ritmo, e o Benfica teve de viver com isso. Gonçalo e Cervi foram os escolhidos para a frente e apesar da luta e do empenho revelados, o Benfica mostrou pouco ofensivamente.

- O rendimento apresentado pela equipa do FC Porto foi curto para quem tem ambições para passar a fase de grupos. Marcou cedo mas nem isso deu tranquilidade à equipa ou permitiu demonstrar superioridade perante um adversário que foi crescendo no jogo e assumindo varias vezes o controlo.
O Porto foi uma equipa pouco esclarecida revelando pouca agressividade e pouca intensidade. Em superioridade numérica desde os 66m e com as substituições operadas a alterar a disposição táctica, faltaram ideias para ultrapassar a defesa adversária.

- A forma como depois de 88 minutos de jogo em que foi melhor a equipa do Sporting sofreu dois golos e saiu derrotada de Madrid deixa uma enorme frustração.

- As substituições feitas por Jesus, Vitória e Nuno não tiveram o efeito desejado. Na procura de soluções seja para manter o resultado ou para ir atrás de outro, o que é certo é que as decisões dos treinadores portugueses não foram eficazes.»"


PS: No 'Menos' devia ser incluído a atitude do Otávio, que simulou descaradamente uma falta que não existiu, com queda, rebolanço, gritos... até sair o 2.º amarelo para o jogador do Copenhaga!!!!! E acabou por não servir para nada...

Jesus e a cruz

"O treinador do Sporting lida mal com a falta de tolerância dos árbitros para com os excessos no banco

Imagino que não fosse essa a intenção, mas a verdade é que, quando Jesus diz que, com ele no banco, o Sporting não teria perdido frente ao Real, está a assumir a responsabilidade pela dramática derrota no Santiago Bernabéu. Nem sequer é preciso imaginar a dimensão do raspanete que o treinador dispensaria a um jogador que se tivesse feito expulsar em circunstâncias semelhantes.
A questão é que, mesmo querendo muito acreditar na versão mais benevolente para o treinador leonino, aquela que aponta para o excesso de zelo do árbitro esquecendo as instruções do International Board no sentido de não tolerar protestos no banco, a verdade é que esta não é a primeira, nem a segunda, nem mesmo a terceira vez que Jesus acaba um jogo na bancada. Aliás, mesmo em Portugal, mesmo com árbitros portugueses que falam a mesma língua e já lhe conhecem o feitio exuberante, mesmo com arbitragens que, pelo menos nos últimos tempos, só têm merecido elogios por parte dos responsáveis leoninos, Jesus tem sido expulso com uma regularidade e frequência que já o deveriam ter levado a concluir que, provavelmente, o problema não são os árbitros: é mesmo ele.
Ora, se Jesus tem a certeza de que tudo seria diferente se não tivesse sido expulso, talvez já fosse sendo tempo de fazer a parte que lhe compete para, pelo menos, não se pôr a jeito. É que, por cá, a margem de erro vai dando para quase todos os excessos, mas na Champions, todos os pormenores contam e de vitórias morais está o inferno das equipas que acabam relegadas para a Liga Europa cheio."

Chuteiras Pretas: Manifesto contra o futebol fúcsia

"Eram lindas. Pretas, listadas a branco. Compradas no velho Centro Comercial Londres, ali na Senhora da Hora. As minhas primeiras chuteiras.
Olhado através da inocência dos oito anos, o futebol não é um monstro de sete cabeças, desumano, cruel e polémico. Não, é apenas e só aquilo que deveria ser ao longo de toda a nossa vida: o mais belo jogo do planeta.
Esse futebol da minha meninice, simbolizado nas primeiras chuteiras pretas usadas nos pelados dos distritais do Porto, é o futebol que terá lugar neste cantinho de Opinião.
Parto investido das minhas MJ Sport, orgulhosamente negras, e olho para a actualidade moderna, assumidamente ingénuo, por vezes puro e, quiçá – não prometo nada – com laivos de romantismo. 
«Chuteiras Pretas», sem complexas análises técnico-tácticas, nem tiros ao alvo do costume – arbitragem, claro. O futebol, 22 homens em campo, uma bola, o ADN intrínseco a cada um dos clubes, o comportamento de treinadores e futebolistas.
«Chuteiras Pretas», sempre. Reconheço a minha impaciência e incredulidade para o mau gosto abundante nos criativos das marcas desportivas de maior renome.
Fúcsia, âmbar, jade, escarlate? Em chuteiras não, por favor. A minha palete de cores é minimalista e preconceituosa. Fica aqui o manifesto. O leitor já sabe com o que contar.
Já agora, antes de nos despedirmos com um até já, três notas telegráficas sobre os clubes portugueses na Liga dos Campeões.
Benfica: alérgico ao pé esquerdo de Talisca
Sporting: admirável em Madrid
FC Porto: insuficiente contra o Copenhaga

PS: se o caro leitor identificar algum futebolista da Liga portuguesa com chuteiras pretas, avise-me por favor."

Benfiquismo (CCXXI)

Mister...

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Com o apoio dos melhores adeptos do mundo

"Nunca me preocupei com as tentativas de isolamento mediático, porque as convicções e os princípios acabam, sempre, por vencer.

1. Porque será que andam tão preocupados comigo, com aquilo que eu digo, onde falo ou escrevo e nos cargos que ocupo? Tantos ataques - da mais diversa natureza, através dos mais diversos meios e a propósito de tudo e de nada - com um único objectivo: calarem-me.
Sabemos - todos - quem são e porque andam por aqui, mas não me peçam para dizer os nomes, por razões decência intelectual e de higiene mental.
Só te esse objectivo, recorrendo, mesmo, ao ataque pessoal, o que não deixa de corresponder ao carácter da maioria esmagadora deles. Ate porque, se não for isto, não sabem fazer mais nada. Têm entre mãos uma missão impossível! Pela razão que sabem que me assiste e porque a esmagadora (esmagadora, mesmo) maioria de seis milhões de portugueses só não lhes diz o que eu lhe digo (ou pior) porque não tem acesso a órgãos de comunicação social.
Nunca me preocupei com as tentativas de isolamento mediáticas, até porque as convicções e os princípios acabam, sempre, por ganhar. Tive, por isso, momentos em que senti que poderia estar sozinho, apesar de ter toda a razão do mundo. O que não é o caso, desta vez! Tenho toda a razão do mundo e estou com a melhor companhia do mundo.
Passando a publicidade, não se trata, provavelmente, dos melhores adeptos. Eles, os do Benfica, são - mesmo - os melhores do mundo! E estar com eles, sentir o seu apoio diário, é a única coisa que me preocupa.

Reconheço que aos que fazem de mim um alvo, também. E, por isso, me querem calar. Eles lá sabem porquê! Eu também!
Mas, sabendo bem porque me querem calar, não tenho medo, nem deles, nem do que dizem. Para bom entendedor...


Benfica, Rui Vitória e a Liga dos Campeões
2. O Benfica deu as boas vindas ao Besiktas neste seu regresso à Liga dos Campeões, seis anos depois, com um empate com que nunca sonharam, a avaliar pelas suas reacções. Ou, melhor, achavam um sonho - a julgar pela maneira efusiva como festejaram o golo do empate. Uma equipa forte, com bons jogadores, com a vantagem de alguns conhecerem a o futebol português.
O Benfica entrou muito bem, com uma boa primeira parte, mas ressentiu-se na segunda metade. Não sendo desculpa para o resultado, ou até para alguma falta de lucidez após a saída de Fejsa, o boletim clínico anterior ao jogo era crítico: Jardel, Jonas, Jovic, Raúl Jiménez e Mitroglou. E Rafa, que, depois da Selecção, chegou, treinou, viajou para Aroua, jogou, sofreu um penalty não assinalado e se lesionou!
Rui Vitória, tal como na sexta-feira inventou uma solução eficaz, com boas exibições.
Ederson (um gigante entre os postes), Grimaldo e Nélson Semedo (com uma disponibilidade para estar em todo o lado), Lindelof e Lisandro (sempre seguros), Fejsa (que grande jogador), André Horta (do Benfica desde pequenino - literalmente - com outra exibição consistente, dando indicações de que a continuar a trabalhar e a crescer a este ritmo, teremos um grande médio), Gonçalo Guedes (grande jogo, apenas manchado pelo falhanço que podia ter resolvido o jogo), num grupo bastante equilibrado. Ainda faltam muitos jogos e isto só agora começou. Uma nova época, um novo desafio, mas, ainda assim, a mesma determinação.
Mas a história de um campeonato ou de uma competição não é feita de um resultado só. Não obstante o empate bem amargo - pelo que as duas equipas fizeram em campo, mas sobretudo por ter sido cedido no último minuto - não posso deixar de voltar a fazer referência a Rui Vitória, que além do grande carácter me contagia com o seu discurso e atitude, de grande ambição, ao encontro daquilo que penso e defendo.
Recentemente, veio dizer publicamente ser possível conquistar a Liga dos Campeões (o que eu já disse, vezes sem conta). Mas o que hoje quero realçar é a extraordinária facilidade com que suepra eficazmente as adversidades.
Sabe qual é o caminho, que não passa pela ambição (desmedida) em querer resultados imediatos, que poderiam implicar não apostar na juventude da formação. Antes pelo contrário, Rui Vitória não exige jogadores já formados, jogadores que basta serem geridos, porque, como ele gosta de afirmar, repetidamente, «às vezes, de um problema sai uma oportunidade». E esse problema tem sido para já, a oportunidade de Gonçalo Guedes e de outros, como aconteceu no ano passado para Ederson, Nélson, Lindelof ou Renato.
Mas independentemente das oportunidades concretas que são dadas a cada um dos nossos jovens jogadores - que, inevitavelmente, me deixam muito satisfeito enquanto vice-presidente, mas sobretudo enquanto sócio e adepto - retenho as palavras de Rui Vitória a propósito de José Gomes, quando afirmou: «É o exemplo daquilo que é hoje a qualidade dos jogadores do Benfica».
Um treinador que não só tem o cuidado de dar alento aos mais novos que são utilizados, como também tem a preocupação de amparar e dar conforto aos mais novos que, fruto das circunstâncias, ainda não foram utilizados. De facto, só com um treinador assim será possível criar uma equipa jovem, bastante irreverente, na qual os mais novos têm a devida oportunidade de quem tem a obrigação de lhes dar todas. Porque, e citando sempre o professor Manuel Sérgio (um doa destes tenho que escrever só sobre ele), «o fundamento do futebol é o ser humano, a táctica vem muito depois». E, no Benfica, hoje, antes de cada jogador, está um homem!

A nova paixão dos invejosos?
3. Talisca é, desde terça à noite, a nova paixão futebolística de quem nos inveja! Mas isso não nos deve fazer esquecer - sem exageros positivos ou negativos - a história do tempo que passou connosco.
Sabemos como Talisca chegou ao Benfica. Ninguém se esquece do início da grande temporada que fez, depois de um período em que não gozou férias, pela sucessão de calendários desportivos, tendo tido grande influência nas primeiras vitórias dessa época e na conquista desse campeonato. Mesmo que isso significasse - como veio a acontecer - abdicar de Bernardo Silva (é bom que o recordemos). Depois dessa euforia inicial, continuou sem a utilidade do início da sua primeira época no Benfica, apesar do o treinador ser o mesmo.
Com a mudança de treinador, nada se alternou e Talisca teve o seu último momento de glória com a camisola encarnada no golo de livre directo que fez oa Bayern.
Mas, num exercício de memória e de humildade, recordamos, sempre, as saudades que tínhamos do jogador que chegou a Portugal. Isso resolverá as nossas dúvidas em relação à decisão da sua saída. Sem palavras, como sem palavras deixarei a maneira com festejou o golo, que motivou a interpelação de vários ex-colegas seus. Como diriam os chineses «ninguém foge à sua sombra»."

Rui Gomes da Silva, in A Bola

'Taliscadas'

"Talisca, ex-jogador do SLB 2014/16, agora em regime de empréstimo ao Besiktas, apontou, com mestria, o golo que tirou uma vitória ao Benfica e liquidou uma boa maquia do produto da sua cedência. Nada a apontar quanto ao seu profissionalismo que, ainda há pouco tempo, foi decisivo em golos similares contra o Bayern e o Marítimo, este em jornada crucial da última Liga.
O minuto 92, de má memória, parece estar a voltar. Recordo o incrível falhanço de Lindelof que derrotaria o Vitória de Setúbal e agora este golo de Talisca.
Para além da decepção do resultado, o que, porém, mais me incomodou foi o modo exuberante e pseudo-místico como o baiano festejou o golo no Estádio e contra o clube que o tornou conhecido. Um pouco de recato teria sido um acto de inteligência e de elegância para com a sua (ainda) entidade patronal. Depois bolsou, relesmente, palavras de mau gosto, de vendetta e de contradição com o que antes dissera.
Sei que há algumas excepções (raridades) nestes festejos face a um anterior clube (veja-se ontem C. Ronaldo). Mas Talisca optou pela norma do futebol mundo-cão. Juras de eterna consideração são só tretas. Só lhes interessa o vil metal, estão-se marimbando para a ideia de gratidão, revelam um carácter onde a consciência não ocupa lugar, pavoneiam-se como os imprescindíveis desse mundo de efemeridade, tudo o que dizem nauseabunda oco ou fingido. Uns calhordas, em suma.
Por mim, dispenso todos as taliscadas que, por aí, abundam. Até para ainda conservar o genuíno gosto pelo futebol. E, já agora, manifesto-me contra a prática de empréstimos deste tipo. Ou ficam ou saem. Uma só cara e um só patrão."

Bagão Félix, in A Bola

A lei do Silva é a lei da selva

"Nenhuma multa incomoda os talibãs televisivos, porque sai sempre barato: intimidar os árbitros compensa e bem

Rui Gomes da Silva, vice-presidente do Benfica, estreia a modalidade dos processos disciplinares por comentários televisivos. Há bondade na ideia (vamos chamar-lhe "lei do Silva") de punir os terroristas verbais. Quando há um esgoto a céu aberto, o mínimo que se pode fazer é pôr lá uma placa, mas nem que a tabela máxima prevista no regulamento disciplinar seja aplicada, neste ou em casos futuros, a medida está destinada a ser apenas uma boa intenção.
Se perguntassem a um presidente de clube grande quanto pagaria ele para garantir a simpatia dos árbitros, sem nenhum perigo de apitos dourados ou cromados, a resposta seria em milhões de euros, talvez os mesmos que custaria um ponta de lança. Ou seja, muitíssimo mais do que está ao alcance da Liga impor como multa aos "talibãs" das tevês. Sai barato, seja qual for a taxa a pagar. Ficou bem provado nestes últimos anos que a intimidação compensa e que os árbitros, por muito que berrem autonomia e verticalidade, acabam eles próprios a compensar quem mais intimida (não são humanos só para os erros).
Neste mês de Setembro houve exemplos disso que alguém devia explicar: por que razão uma bola na mão é falta num jogo e no seguinte já não é; por que razão uma sucessão de faltas duras, em hora e meia, passa em claro numa semana e, na outra, vinte minutos chegam para uma expulsão. Acresce que quem mais intimida é quem mais acesso tem ao tempo de antena; quem mais contactos e cumplicidades tem no espaço mediático; quem está mais perto dos centros de decisão e dos canais privilegiados. A actual lei do ruído, que já contrata dignos directores de jornais de referência para construírem os guiões da bandalheira, é a lei do mais forte. A lei do Silva é a lei da selva."


PS: Artigo interessante, e em teoria, bastante acertado...
O irónico, é que o autor desta opinião, é o Director do jornal O Jogo, o assumido braço armado do Clube mais Corrupto de Portugal e arredores! O jornal que por 'obrigação' manipula informação ao serviço do 'dono'!!!! A última frase então é preciosa...!!!
Este artigo, é parecido com aqueles comunicados no Facebook do Babalu (ou dos seus discípulos) pugnando pela ética e os bons costumes...
Existem casos, onde aquilo que falta mesmo, é um espelho !!!

Benfiquismo (CCXX)

O «branco» também fica bem !!!

A noite em que o Benfica descobriu o novo Kelvin

"Um Azar do Kralj viu em Fejsa um Deus de rabo de cavalo e em Talisca alguém para destronar Kelvin: "O Benfica descobriu hoje um novo vilão. Talisca enfiou uma na baliza de Ederson quando já meia dúzia de adeptos chegavam à estação de Alfornelos"

EDERSON Julio César entrou hoje em campo sem o habitual ar de galã, parecendo antes um captaz do Roque Santeiro. Pouco depois percebeu-se que Ederson regressara à titularidade, o que fazia mais sentido. Foi chamado a intervir numa dúzia de lances e não só não desapontou como fez algumas defesas para o Instagram. Aos 71 minutos conseguiu simultaneamente evitar um golo e atingir Ricardo Quaresma, o que deveria valer 20 pontos na fantasy league da Champions.

SEMEDO Apareceu muito no ataque e desenhou algumas triangulações interessantes com Cervi e Salvio na primeira parte. Contou com a ajuda preciosa dos tratadores do relvado na primeira parte, que assinalaram uma cruz no relvado para indicar em que local exacto deveria Semedo tentar cruzar. Na segunda parte atacou no sentido inverso, já sem auxílio visual, e percebeu que mais valia defender. Assim fez com relativa competência.

LISANDRO Nada como ter uma noite para relaxar e levar a família ao cinema. Pode agradecer a Aboubakar.

LINDELÖF Dada a ausência do amigo Lisandro, Lindelöf optou por ficar em campo não fosse algum adversário tentar uma gracinha. Raramente foi necessária a sua presença em campo, mas é aqui que se vê os verdadeiros amigos. Muchas gracias.

GRIMALDO Exibiu-se a bom nível no jogo com maiores preocupações defensivas desta época, mostrando compreender os princípios técnico-tácticos da modalidade quando Ricardo Quaresma se encontra em campo. Foi, aliás, tão competente a colocar-se no caminho da bola que apanhou com uma em cheio na cara. Ficou inconsciente durante uns momentos e, minutos depois, já aparecia a cruzar junto à linha de cabeceira. Um jogador à Benfica.

FEJSA Mais uma exibição a confirmar que Deus usa rabo de cavalo. Para ser perfeito só lhe faltou acertar com uma perna no Talisca, mas até Deus cometeu erros.

HORTA Primeira parte quase a terminar e um remate a 35 metros da baliza quase nos fez voltar a acreditar que André Horta é mesmo o novo Renato Sanches. Muitas vezes bem defensivamente, é, talvez, de todos os anões titulares no onze de hoje, o que melhor compensou com uma leitura correta do jogo.

CERVI Estava eu entretido a dizer mal dele quando marcou. Assim não vale. Mais irrequieto e melhor a defender do que na estreia em Tondela. Na segunda parte, um dos centrais turcos deu-lhe a mão por engano para a entrada em campo. Importa, no entanto, referir que o melhor do mundo são as crianças, não o Cervi.

PIZZI Investiu num timesharing com André Horta situado na zona do meio-campo, com vista privilegiada para o oceano de oportunidades desperdiçadas por Gonçalo Guedes. Não comprometeu, mas não terá sido dos jogos em que mais nos apeteceu usar a hashtag #pissi.

SALVIO Beckett ficaria orgulhoso. Salvio encarna na perfeição o espírito contido na expressão “falhar melhor”, o que entusiasma muitos e irrita outros tantos. A malta embirra com ele (até nós), mas a quantidade de vezes que Salvio entrega a bola em condições a um colega e mantém a esperança dos adeptos em ver essa bola entrar na baliza é muitas vezes subestimada. A não ser que essa bola seja passada a Gonçalo Guedes.

GUEDES Bem, o puto Guedes continua cheio de gás. Este miúdo faz-se. Lembras-te do Nélson Oliveira? Onde é que ele está agora? Epá, ok, a intenção era boa. Não comecem já a criticar o miúdo. Era só um bocadinho mais de força e ela ia lá. Levanta a cabeça, caraças, tens o Salvio a pedir a bola. Chuta com o direito. Com o direito! Mas é isto, é isto. Epá, ó Guedes, santíssimo sacramento. Passa a bola! CHUTA À BALIZA! CHUTA! PRESSIONA O CIGANO! ISSO! CHUTA, CHUTA, CHUTAAAAAA. EPÁ, VAI MORRER LONGE.

SAMARIS Entrou aos 71 minutos para ajudar a segurar um 1-0 na Luz contra uma equipa que pouco tinha feito para empatar, o que gerou na acústica do estádio uma leve sensação de “mau maria, queres ver que este Arnaldo está a inventar”. Não resultou.

CELIS Substituiu Fejsa e pareceu apostado em patrocinar as últimas investidas do Besiktas. Sempre que o vemos em campo lembramo-nos de uma vez que chamei um designer de interiores para ir lá a casa e apareceu um carpinteiro. É sabido que o mundo precisa de carpinteiros, mas talvez não neste plantel.

TALISCA Kelvin pode oficialmente reformar-se, se é que isso ainda não aconteceu. O Benfica descobriu hoje um novo vilão. Talisca enfiou uma na baliza de Ederson quando já meia dúzia de adeptos chegavam à estação de alfornelos. Minutos depois um país inteiro insultava-o no seu Facebook e no instagram.

ARNALDO TEIXEIRA Depois de inventar meia dúzia de jogadores, Rui Vitória viu-se obrigado a inventar um novo treinador. A avaliar pela substituição de Fejsa, não cremos que Arnaldo Teixeira esteja a caminho do Bayern, mas parece ser um valor seguro como treinador adjunto. E ele que não se queixe. O Raul José liga todas as semanas para a APAV."

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Falta de carácter

Não costumo tratar destes assuntos aqui no Blog. Não andamos atrás de polémicas para ter mais audiências. Mas o que se passou ontem é demasiado grave para ficar calado! E não estou a falar do empate do Benfica, concedido nos descontos. Aquilo que foi dito, por um jogador que ainda tem contrato com o Benfica, é inadmissível!!!
Em condições normais a condenação seria unânime, mas nestes tempos de contra-informação, e ódio anti-Benfica primário, o que se assistiu foi mais uma 'comemoração'!!! Pelos mesmos, que ignoraram as palavras do Aboubakar sobre os Frutados!!!

Começando pelo principio: desde que chegou à Turquia, Talisca tem-se fartado de dar entrevistas, tantas, que como é 'natural', já entrou em contradição várias vezes! Basicamente, o Talisca já chamou mentiroso ao Talisca!!! Parece complicado, mas é mesmo assim... Mesmo assim ainda houve gente com vontade em bater-lhe palmas ontem!!!!
Portanto, a credibilidade do individuo, deveria ser nula...

Mas como a vontade em ver sangue é maior do que qualquer outra coisa (então com o Benfica...), aquilo que foi dito ontem, foi tomado como verdade absoluta, e repetido à exaustão ontem à noite, e hoje o dia todo (e se não houvesse Champions hoje, a rábula iria continuar)!!!

Vamos por partes: Talisca queixou-se que o Benfica atrasou-se a pagar-lhe o ordenado, e o seu empresário confirmou, que o Baiano teve que pedir dinheiro emprestado a amigos, devido ao recente parto da sua mulher!!!!
Talisca, chegou ao Benfica à cerca de dois anos, recebeu um ordenado perto dos 60 mil euros por mês, mas alguns dias de atraso no ordenado, obrigou-o a pedir ajuda!!!!
Tudo isto é ridículo... mas vamos seguir o raciocínio:
O contrato com o Besiktas foi assinado no dia 21 de Agosto, e no ponto 13 os Turcos assumem a responsabilidade de pagar o ordenado de Julho!!! Isto confirma que o ordenado esteva realmente em atraso, mas curiosamente o mais beneficiado foi o jogador!!! Já que no Besiktas o ordenado é o dobro!!! Portanto, esperando alguns dias ganhou cerca de 60 mil euros!!! Realmente a Direcção do Benfica, 'desrespeitou' Talisca!!!!!
Recordo que no início de Agosto, o Benfica estava à espera da resposta ao pedido de Licença de Trabalho em Inglaterra, e apesar de a resposta ter sido negativa... as condições base foram transferidas para o contrato com o Besiktas.
Aqui está um print do contrato:

Quando alguém tem o descaramento de usar a filha recém-nascida, contando uma meia-verdade (mentido...) para atingir terceiros (os mesmos que proporcionaram nos últimos dois anos uma vida muita acima daquilo que ele tinha...), só pode existir uma conclusão: falta de carácter!
Não é burrice, não é birra, não é pirraça... é simplesmente, falta de carácter!

O problema de ser apanhado a mentir, é que a credibilidade desaparece, e todos os rumores, ganham de repente veracidade.
Recordo que Talisca esteve no meio da polémica dos SMS's e que o desafio do Judas ao Benfica, para publicar os SMS's, deu mesmo a entender que o conteúdo das mensagens, eram criticas ao novo treinador do Benfica, Rui Vitória...
Apesar do Talisca ter começado a época como titular, com o aparecimento do Renato Sanches, passou definitivamente para o banco... e os tais rumores, que o apontavam como Bufo, baseavam-se no seu descontentamento...
E tudo isto, neste momento, parece ser mesmo verdade!

Com mais três anos de contrato com o Benfica, descontente com o banco, aparentemente tudo fez para causar a ruptura... começando com a exigência de um aumento de ordenado!!!! Não contente, foi causando problemas com as possibilidades que estiveram em aberto de transferências... e com os Ingleses a recusarem a Licença de Trabalho, acabou na Turquia, com ordenado duplicado!!!
Mesmo assim, podia ter ficado calado, mas não... e como ninguém é assim tão burro, só posso chegar à conclusão, que o 'conselheiro' por trás da falta de carácter tem outro objectivo: voltar a juntar os dois 'sem carácter'!!!!

Espero que a Direcção esteja atenta e não caia na tentação de fazer exactamente aquilo que eles querem...

Uma coisa tenho a certeza, nunca mais irá vestir a camisola do Benfica, e isso deixa-me, confortado!

Cores a mais e cores a menos

"Terminou a Vuelta em ciclismo, este ano bem mais interessante do que o Tour francês. Pois é a propósito do ciclismo que me lembrei de escrever esta curta crónica, sobre cores e seu simbolismo. Não me refiro à cor da liderança, que até aqui varia entre o amarelo francês e português o rosa em Itália ou o vermelho em Espanha. Mas antes, à circunstância de cada uma dessas cores ter deixado de ser a única no pelotão e, como tal, perder alguma da magia. O «camisola amarela ou vermelha» tem agora a companhia de outros amarelos ou vermelhos, ainda que com matizes diferenciáveis. É pena e é confuso!
Noutro âmbito, os equipamentos das selecções estão sempre em mudança, com o merchandising a bater o simbolismo pátrio (e, não raro, a estética). Em Portugal, não só quanto aos tons de vermelho e verde longe das cores da bandeira, como em cada desporto, cada qual com variantes. Uma roda-viva de tutti-frutti...
Ainda no futebol, está agora consagrado o princípio de que as chuteiras (a parte mais decisiva no equipamento...) não fazem parte do «uniforme obrigatório» das equipas. Tudo o resto é igual, mas botas há-as pretas, amarelas, verdes, vermelhas, azuis e até há quem calce uma de cada cor! Já no no hóquei por que raio a bola não é fluorescente para a vermos na tv?
Confesso que não gosto de ver jogadores do Benfica com chuteiras verdes, mas não vou ao ponto de defender - como terá feito o Sporting - a proibição da cor do rival, mesmo que só nas cuecas ou «sugerindo» a eliminação do vermelho nos bólides de atletas, como já sucedeu com o ex-encarnado Bruno César! Que lástima!"

Bagão Félix, in A Bola

O tempo dos heróis é hoje

"A melhor era do desporto é mesmo o século XXI

No meu tempo é que era.
Agora não custa nada.
Antes é que era bom.
Deixei de ver desde que.
Já não tem piada.
É um negócio.
Parece que não é igual.
Está demasiado científico.
Perdeu emoção.
Já não me desperta interesse.
Saudosos tempos do senhor fulano.
Não é mau, mas lembras-te daquele?
Ainda tem de comer muita sopa para lhe chegar aos calcanhares.
O paradoxo mais exemplar da língua portuguesa é aquele que diz que só estamos bem a queixar-nos. Desconfiar, relativizar, criticar, apontar, recordar. Tudo junto ou misturado, vai dar ao mesmo.
O povo da saudade vive de saudades.
Num espaço como este, que vive de recordações, não é intenção inverter a lógica e fechar a sete chaves a história. O passado tem sempre espaço. O que já fomos serve de alicerce ao que vamos ser. Ao nosso caminho, como diria Rui Vitória. Aos nossos pilares, como diria Nuno Espírito Santo. Mas, no fundo, vale pouco mais do que peaners, como diria Jorge Jesus.
São páginas viradas a que nos agarramos por nos lembrarem tempos que não voltam. E com esta encerro a filosofia barata.
Vamos ao desporto.
Tudo isto para deixar a ideia que serve de mote a esta crónica: somos uns privilegiados. Desportivamente falando. Nem falo de Portugal, falo do mundo. Assim, todo de uma vez.
Para quê chorar por Maradona ou Pelé, que dominaram sozinhos, quando temos Messi e Ronaldo a fazer cair todos os recordes na maior rivalidade individual da história do futebol? Ainda não tinham visto por esse prisma? Habituem-se, será o que as gerações futuras vão lamentar não ter visto. 
Michael Jordan à parte, acredito que a esmagadora maioria dos melhores de sempre nas suas áreas competiram no século XXI. Nunca houve outro Roger Federer. Usain Bolt é o maior monstro da velocidade. Querem mesmo falar de Michael Phelps?
Se vamos para os motores, sabemos que nunca ninguém dominou como Michael Schumacher, com Sebastian Vettel, assim a Ferrari renasça, muito a tempo de lá chegar. Como Sebastien Loeb, com Sebastien Ogier, assim se mantenha na Volkswagen, muito a tempo de lá chegar. Como Valentino Rossi, claro. E será que Marc Marquez não chega lá?
Sozinho ou com as mesmas ajudas dos outros, nunca vi um ciclista tão impressionante como Lance Armstrong. Se vi, chama-se Chris Froome e o tempo vai dar-me razão.
O tempo que Simone Biles tem pela frente para colar-se a Nadia Comaneci no trono da ginástica. O tempo que Renaud Laillenie, gostem os brasileiros ou não, já teve para bater o recorde de Sergey Bubka no salto com vara.
Recentemente surgiu um estudo que indicava que o homem está muito perto de atingir o limite. Que os recordes mundiais já roçam o humanamente possível e que em breve poderão ficar inalcançáveis. 
Este é, por isso, o tempo de aproveitar o privilégio que é saborear esta era do desporto. A verdade é uma: ainda há heróis. E competem hoje.
Não se queixem, aproveitem."

Benfiquismo (CCXIX)

Deveria ser sempre assim...
em todos os jogos.
Mas o comodismo do sofá...
está a matar a militância!

Benfica - Juventus, 2014

Frustrante...

Benfica 1 - 1 Besiktas


Perder pontos no último minuto, é sempre frustrante, quando mais neste contexto! Numa analise fria, até se pode admitir que o empate é justo, mas apesar de todas as ausências, tivemos tudo para 'matar' este jogo, várias vezes... a ocasião desperdiçada pelo Guedes é inexplicável! Notou-se que a equipa fez um esforço enorme, para compensar as adaptações que fomos obrigados a fazer... e estivemos muito perto do triunfo, demasiado perto...!!!  

Sendo que a saída do Fejsa foi determinante para o que se passou nos últimos minutos! Pela forma como se movimentou antes de ser substituído, suspeito que seja mais uma lesão...!!! Direi mesmo, a ser mais uma lesão: será a mais determinante de todas... mais 'grave' que todas as lesões anteriores!!! Espero piamente estar enganado e que a minha suspeita seja totalmente infundada!!! Actualmente, sem Fejsa, o Benfica não tem meio-campo!!!!

Hoje, não estou com disposição para fazer uma analise longa à exibição colectiva e individual, deixo só três notas:
1) Mais uma vez, as substituições foram tardias...!
2) Jogámos praticamente com uma equipa sub-23. É bonito, mas como foi visível, não chega...
3) Nestes primeiros jogos oficiais da época, o Benfica tem dominado quase sempre os adversários, independentemente de jogar melhor ou pior. Estatisticamente temos liderado praticamente todos os indicadores, com a excepção de um: os Duelos!
Em todos os jogos, mesmo com o Arouca, mesmo com o Tondela... o Benfica fica sempre a 'perder', nos duelos individuais. Estamos a jogar com uma equipa de pesos-pluma... não existe falta de entrega, mas além dos Centrais, só o Fejsa tem capacidade para ganhar duelos físicos!
Não é normal, uma equipa como o Besiktas vir à Luz, e ter mais pose de bola... e isso deveu-se em grande parte ao domínio físico no jogo... As ausências dos nossos pontas-de-lança ajudaram a tornar este indicador, ainda mais desequilibrado, mas o problema é mais profundo...!!!

Além de tudo isto, ainda levámos mais uma vez, com uma daquelas típicas arbitragens na Luz em jogos da UEFA: o mais anti-caseiro possível!!! Inacreditável a inclinação do critério, durante os 90 minutos... O ataque que acabou no golo do Besiktas, começou com uma carga de ombro do Guedes, transformada em falta... Esta situação na Luz é recorrente, tenho a certeza que em Istambul o critério será diferente...
Recordo, que durante o jogo passaram em claro várias situações de Mão na Bola durante o jogo, excepto a última...!!!
E só não marcou penalty contra o Benfica, porque os auxiliares não o deixaram... porque vontade de o marcar, ele tinha...!!!

Em relação às declarações do Talisca, só tenho que o mandar para o caralho... O Benfica já desmontou os seus supostos argumentos... Mas o que fica evidente, mais uma vez, é que esta gente, acha que está a fazer um favor ao Benfica, quando veste o Manto Sagrado, e que por alguma razão estranha, o Clube fica-lhes a dever alguma coisa...
Mas existe gente que não enxerga mesmo nada, a começar por aqueles que o aplaudiram... Ignorando todas as declarações contraditórias das últimas semanas... além das outras histórias menos públicas, mas de conhecimento geral!

Afirmei antes deste jogo entre amigos, que estava mais preocupado com o jogo de Segunda, do que com este. A qualificação para os Oitavos, está mais difícil, mas está ao nosso alcance (se tivermos os jogadores disponíveis!!!).
Agora, no Campeonato a margem de erro é mínima! O ano passado começamos a época, com uma aversão aos jogos fora da Luz, esta época parece que o problema são os jogos na Luz... E na segunda, além do adversário, vamos ter o regressado Jorge Sousa...
Tudo junto, sem o Fejsa, estou muito, mas mesmo muito pessimista!!!!!!!

Nulo

Benfica 0 - 0 Besiktas


Este ano as expectativas estão mais baixas: estamos a jogar com uma média de idades muito baixa (alguns Juvenis!)... e com vários jogadores com idade de participarem nesta competição de fora: Zé Gomes, Joãozinho, Rúben Dias...!!! E aqui, também temos alguns lesionados: Gedson, Jota...
Portanto, a cobrança tem que ser diferente...

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Mister...

O que se passa com o Benfica?

"Havia unanimidade nacional: o Benfica precisava de ir à bruxa. Caramba, quatro pontas de lança e todos eles lesionados, sem condições para jogar? Que grande azar!
Rui Vitória, que não tinha cão, caçou com gato. E venceu o jogo, em Arouca, conseguindo, até, uma primeira parte digna dos maiores elogios.
De repente, no Benfica, o cão não apresentou melhorias e lesionou-se também o gato. Agora, para a Champions, com o Besiktas, o Benfica vai ter de caçar com... rato.
Seis possíveis titulares na enfermaria: Jiménez, Jonas, Mitrolgou, Rafa, Danilo e Jardel. A situação gera incredulidade. Há casos de simples traumatismos, que ainda não estão curados? Sim, mas não só. E os casos mais inquietantes serão aqueles que foram dados como curados e que pelos vistos não estavam, como aconteceu com Jonas (um recorde de recuperação que, agora, levanta dúvidas) e o caso de Jardel que apareceu, surpreendentemente, numa novidade e que volta a sair dos convocados por não estar em boas condições físicas.
Não queremos nem devemos entrar em especulações, e também não duvidaremos de competências, mas é legítimo, dizermos que nada disto é normal e que a pergunta óbvia será: o que se passa, então, no Benfica?
Um conjunto de azares, que nem os Távoras? Um conjunto de acidentes inoportunos? Uma praga de lesões que entrou no Seixal como mosquitos africanos? Que se passa, afinal?
Estamos no início da época e o treinador, não pode contar com mais de metade dos jogadores de uma equipa de futebol? Não é normal num clube de elite. Alguém explica?"

Vítor Serpa, in A Bola

Mudar a arbitragem, sim, mas a sério

"Com o mesmo árbitro a decidir, Fábio Veríssimo, em lances fotocopiados, com o FC Porto já 'penalty' (Rio Ave), com o Benfica não (Arouca).

Apesar das acções de formação feitas durante a interregno das competições nos clubes e até nas recordações de jornais, no sentido de explicar o básico das dezenas de alterações nas regras do jogo de futebol e que entraram em vigor na presente temporada, continuam dúvidas no ar, principalmente no que se refere à interpretação de lances com evidentes, semelhanças, sem se observar, porém, a necessária coerência ao nível dos julgamentos e das medidas aplicadas.
Devagar, talvez, mas queremos acreditar que as coisas estão a mudar, para melhor, notando-se algaraviada mais contida na discussão de situações, na maioria delas sem nada para discutir. Se transportássemos o último encontra entre o United e o City para aquilo que são os hábitos e os costumes práticos teríamos gritaria para três meses, tal a intensidade e sucessão de casos geradores de turbulência analítica.
Começo precisamente por aqui, trazendo à colação o jogo do FC Porto em Roma em que, a duas entradas brutais de jogadores italianos, De Rossi e Emerson, uma delas a provocar lesão grave em Maxi Pereira, correspondeu a mostragem de dois cartões vermelhos, ficando a ideia de que a partir de agora a integridade física do praticante é tida como ponto de honra, na valorização do espectáculo e na protecção do artista face ao destempero caceteiro. Estou de acordo, estaremos todos de acordo, mas idêntico critério não foi seguido, por exemplo, em Old Trafford, quando o guarda-redes do City, como recurso desesperado para corrigir uma asneira que fizera voou com as pernas à frente e os pés como duas setas apontadas na direcção de Rooney. Se há lances para partir osso este foi um deles e, no entanto, nada aconteceu: não houve penalty, nem expulsão. Não houve nada, o quem entra em contradição com o que se assistiu em Roma e também com o que se tem observado por cá, em que os árbitros se equilibram no meio termo, nem tão bondosos como o inglês Clattemburg, nem tão rigorosos quando o polaco Marciniak.

O que me traz hoje ao tema arbitragem tem a ver, no entanto, com o recente Arouca-Benfica e com o despique entre o benfiquista Rafa e o arouquense Hugo Basto em que, é a minha opinião, o árbitro devia ter assinalado penalty por empurrão ao defesa do emblema visitado.
Já estaremos a passar o tempo em que um sopro bastava para fazer cair o avançado e sacrificar o defesa e a douta decisão de assinalar ou não penalty ficava ao livre arbítrio do juiz de campo, o qual julgava a favor da direcção do vento, por conveniência e por ser o único com poder de avaliação sobre a intensidade do toque ou, em linguagem mais simples, validar a trapaça de quem usava o expediente da queda. Mas isto era antes, ou não?
Voltando ao referido lance de Arouca, o árbitro em questão, Fábio Veríssimo, um dos internacionais fabricados em laboratório, entendeu que tudo se desenvolveu sem ferir os limites da legalidade. Como não estou de acordo, embota me falte a sabedoria para contrapor, recorri a quem sabe, aos textos em A BOLA de Duarte Gomes, dos quais me tenho servido para me orientar nesta difícil fase de transição.
Elogios a Fábio Veríssimo à parte, Duarte Gomes destacou a dificuldade de análise em «incidente que ocorreu em grande velocidade» e «com um contacto quase imperceptível a olho nu». Até aqui, tudo bem, mas não alcancei o sentido da explicação adicional, ao sublinhar que os árbitros têm directrizes claras do Conselho de Arbitragem para «não punirem contactos menores» e para serem «menos interventivos tecnicamente». Como? Tanto assim, que, na jornada de abertura, no Rio Ave - FC Porto, em lance que classifico como retrato do que se viu em Arouca, entre Marcelo (empurrador) e Otávio (empurrado) e análise especializada chegou a diferente conclusão, transformando-se o toque menor em «empurrão de Marcelo a um adversário», que conduziu a «muito boa leitura, excelente decisão» ao assinalar penalty.
Na opinião de Duarte Gomes foi penalty, nos dois casos, mas na prática, com o mesmo árbitro, em lances que considero fotocopiados, com o FC Porto foi sim, com o Benfica foi não. Objectivamente, está a mudar o quê?"

Fernando Guerra, in A Bola

Benfica! Benfica! Benfica! Eles fazem muito barulho!!!

"Os Benfica-Sporting fazem parte da memória e do romance. Multiplicam-se inevitavelmente época após época. Devem ser relembrados volta e meia. Por todas as razões que fazem do futebol qualquer coisa de único.

Houve a véspera daquele Benfica-Sporting, nas Amoreiras, de 3 de Março de 1940, que Peyroteo conta no seu livro de memórias. Manuel Marques gostava de irritar o treinador Szabo, que falava um português atrapalhado. E interrompia-lhe a prelecção, dizendo: «Isso está tudo muito bem, mas o senhor não está a contar com os adeptos deles, que fazem muito barulho e influem no resultado.»
Szabo zangava-se: «Sinhor! Carágo! Dar uma cabêçada para si. Não brincar e não rir, que não ter graça nênhum!»
E Manuel Marques insistia: «Eles fazem muito barulho, a gente não vê a bola, não vê nada. Só ouve gritar Benfica, Benfica, Benfica. É horrível!»
E Szabo, então, dava a táctica definitiva: «Passar bola bons condições e Fernando fazer calar tudos, gajos não piar mais...»
E Fernando Peyroteo faz calar todos. Com golos: um, dois e três. «Caréga, Maria!»
Houve aquele outro jogo de 17 de Outubro de 1965, no Estádio da Luz, com Lourenço, que viera da Académica e a quem, por pirraça, chamavam a «Vaca», a fazer quatro golos, dois deles de chapéu a Melo.
«Não foi uma questão de o guarda-redes ser pequeno, foi uma questão de ângulo para marcar os golos assim», diria Lourenço, mais tarde, defendendo-se da troçados que diziam que tinha marcado quatro golos a uma guarda-redes anão. E Melo sofrendo o «síndroma de Persónico» e nunca mais jogando outro derby.
O imarcescível Nelson Rodrigues costumava escrever: «Tudo é Fla-Flu e o resto é paisagem.»
Pois era mesmo isso que me apetecia escrever.
100 anos de nomes. A dimensão dos grandes nomes.
As imensas madrugadoras das vitórias; as longas noites das derrotas.
«Cidade triste e alegre, outra vez sonho aqui...»
Poemas de noventa minutos.
Domingos transformados em catástrofes.
Alfama e Madragoa; a ponte e o Cristo-Rei; o leão do Marquês.
O Chiado e o Rossio. A Estrela e Campolide.
As noites inquietas do Bairro Alto.
As ruínas do Carmo e o sino da igreja da Trindade.
Da Travessa do Guarda-Jóias ao elevador da Bica.
Da Penha de França à Pampulha.
Do Largo do Conde Barão à Rua de Sol ao Rato.
Tudo isto é também Benfica e Sporting.
Equipas inteiras lidas ao ritmo dos poemas:
Azevedo, Cardoso e Marques; Barrosa, Canário e Veríssimo; Jesus Correira, Vasques, Peyroteo, Travaços e Albano.
Costa Pereira, Mário João e Ângelo; Cavém, Germano e Cruz; José Augusto, Eusébio, Torres, Coluna e Simões.
Carvalho, Pedro Gomes e Hilário; Fernando Mendes, Alexandre Baptista e José Carlos; Figueiredo, Osvaldo Silva, Mascarenhas, Geo e Morais.
José Henrique; Artur, Humberto Coelho, Messias e Adolfo; Toni e Jaime Graça; Eusébio, Artur Jorge, Nené e Jordão.
«Tirem-me daqui a matafísica!»
Fados canalhas; homens bêbados; montras de leitarias; lençóis dependurados nas janelas.
O rio ao fundo.
«Macio Tejo, ancestral e mudo».
O transistor pousado sobre o balcão de mármore da taberna: «GOOOOLOOOOOOOOO!»
O grito fugindo ao longo das ruelas estreitas.
Fitas coloridas de plástico nas portas dos talhos.
Miúdos dependurados nas boleias dos eléctricos.
Prazeres e Gomes Freire.
«Houve uma vez»; poderia continuar assim e nunca mais acabar.
O romance dos Benficas-Sportings é um poema interminável.
Com Lisboa e Tejo e tudo."

Afonso de Melo, in O Benfica