Últimas indefectivações

sábado, 24 de janeiro de 2015

Vitória no Faial...

Sp. Horta 25 - 27 Benfica

O Sporting da Horta em casa cria sempre algumas dificuldades, mas o Benfica voltou a demonstrar que esta época é uma equipa muito mais regular... mesmo sem o Dario, a equipa não se ressentiu, e manteve a perseguição ao 3.º lugar (ficar em 4.º, em 3.º ou mesmo em 2.º não é a mesma coisa, tendo em conta as possíveis combinações no play-off)... Voltámos a falhar alguns Livres de 7 metros, situação que se tem repetido, e que no futuro nos poderá sair caro... Mesmo com o Semedo, e o Borragan com poucos golos (além do ausente Dario Andrade), logo 3 dos nossos habituais melhores marcadores, conseguimos encontrar soluções... Uma das marcas deste Benfica, é a distribuição dos golos por todos os jogadores, a equipa ao contrário de épocas recentes, não está dependente de um só jogador...

PS: Foi hoje notícia, mais uma situação caricata que se passa no outro lado da 2.º circular: o Belenenses queixa-se que os seus jogadores estão a ser assediados pelo Sporting, sem que o clube de Belém seja informado, notificado ou sequer avisado!!! Parece que alguns jogadores, até já treinaram com o Sporting...!!! É preciso ter mesmo muito descaramento, andar sistematicamente a mandar grandes postas de pescada, armando-se em paladinos da verdade desportiva e dos comportamentos, e depois andarem a fazer estas figuras tristes.
Nada que me surpreenda...

Aldeia vermelha !!!

Turquel 1 - 5 Benfica

Jogo que prometia ser difícil, mas com um golo logo a abrir, se tornou menos complicado. Mesmo assim, só um início de 2.º tempo, com 3 golos me deixou descansado... A grande surpresa, acabou por ser o trabalho 'equilibrado' dos apitadores, a famosa dupla Pintos...!!! Se já não têm 'favores' para pagar aos mais obedientes 'tarecos', é porque realmente algo está a mudar!!!!
Foi realmente pena aquele resultado com o Barça, porque a equipa está a confiante e a jogar bem... Esta era uma das 3 perigosas deslocações, faltam ainda os jogos em Valongo e Oliveira de Azemeis, além claro do jogo com os Corruptos na Luz. Muito sinceramente não acredito que nas restantes partidas existam surpresas...!!!
Realce ainda para o regresso do Diogo Rafael, após uma curta lesão... num jogo disputado na terra dos irmãos Rafael, num Pavilhão cheio, com muito apoio, como é habitual na 'aldeia' do Hóquei... onde diga-se, a grandissíma maioria da população é Benfiquista.

Entrada a todo o vapor...!!!

Benfica 7 - 1 Pinheirense

Desta vez o golo apareceu cedo, e mais uma vez, numa bola parada, algo que tem acontecido várias vezes nos últimos jogos, estamos a trabalhar bem neste aspecto, apesar desta vez o adversário ter defendido muito mal, deixando 2 jogadores do Benfica completamente sozinhos, junto da baliza, num livre!!!
O golo que sofremos também foi consequência de um erro, desta vez do Bruno Pinto, que ainda embriagado com o golo que marcou, teve uma saída má de bola, de zona defensiva, e deixou a equipa desequilibrada...
Gostei bastante da atitude defensiva do Benfica, a pressionar muito alto, a maior parte dos golos nasceram de recuperações altas... Com 6-1 ao intervalo, o jogo estava decidido, no 2.º tempo baixámos um pouco o ritmo... Até porque para a semana vamos novamente a Braga, o actual 2.º classificado...
Uma nota para a estreia do Xande. Ainda não deu para ver muito, mas gostei do toque de bola... e fiquei surpreendido com a estrutura física. Vai ter apreender o esquema da equipa, principalmente a defender, mas tem tempo até ao Play-off...

Apertado...

Algés 64 - 70 Benfica
15-16, 15-18, 16-17, 18-19

Depois de ma série de vitórias muito confortáveis, com grande espectáculo ofensivo, hoje, em Algés a história foi outra... Olhando para as estatísticas, mantivemos a qualidade defensiva, mas no ataque ao cesto, as coisas foram mais complicadas...
O numero mais surpreendente é mesmo a 'derrota' nos ressaltos: 27/26, a utilização do Seth somente em 10 minutos da partida pode explicar esta má performance na luta pelos ressaltos... Mesmo assim 'vencemos' todos os períodos, mas se o Algés tivesse melhor aproveitamento nos Lances Livres, as dificuldades teriam sido maiores...
O maior perigo para o Basket do Benfica, é a falta de competitividade da Liga Portuguesa, espero que este resultado mais apertado de hoje, tenha sido devido à preparação da Taça Hugo dos Santos que se vai realizar no próximo fim-de-semana, e não devido a algum tipo de baixa de forma...

Ressaca...

Benfica 0 - 3 Fonte do Bastardo
22-25, 21-25, 15-25

Não sei o que se passou, se foi desconcentração, descompressão, demasiada rotação do plantel... Mas jogar assim dificilmente ganharíamos um Set...
Não é fatal, mas com esta derrota dissemos adeus ao 1.º lugar na época regular, e assim perdemos a vantagem do jogo em casa, na mais que provável Final do Campeonato, com a Fonte do Bastardo.
Nos dois jogos Europeus, foi visível que a formação certa para o Benfica derrotar a Fonte, é o Ché como Oposto, e o Gaspar na Zona 4, qualquer outra combinação, deu mal resultado...
Este é um dos perigos das competições Europeias... A prioridade tem que ser o Campeonato, e nestes últimos 10 dias, a equipa de Voleibol do Benfica, deu tudo na Europa, e acabou por desleixar-se no Campeonato...

O Flávio Cruz já tinha feito alguns pontos nos Açores na última Quarta-feira, hoje voltou a entrar... depois de uma longa paragem por lesão, é sempre bom ter o Flávio de regresso. Com o Roberto a jogar abaixo do normal, o regresso do Flávio à forma ideal, será importante... além de ser mais uma das nossas armas no Serviço.

Recomenda-se para combater os sintomas de amnésia !!!


Crédito: Hugo Gil

Ainda hoje no Rascord, o Santolas, na sua crónica, começa por atacar a falta de vergonha do Pintinho... mas depois, no meio do paleio, afirma sem qualquer despudor, que os Corruptos este ano não foram beneficiados...; em Penafiel só um golo foi irregular(!!!)...; e outras barbaridades.
Tudo isto consequência da forma como a descomunicação social desportiva, semanalmente, branqueia todas as situações.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Boa primeira volta, adversários tristes

"O Benfica jogou bem e conseguiu uma boa vitória na Madeira. Cumpriu a sua parte neste contagem decrescente para o objectivo final. Metade do campeonato está cumprido, com uma primeira volta como não se via há 30 anos, o Benfica deixa os adversários mais desanimados. Não tenho dúvida que o FC Porto será adversário até ao fim, e sei que uma boa primeira volta não é suficiente para ganhar o título, mas é muito bom ter seis pontos de vantagem e mostrar consistência.
Em Moreira de Cónegos o Benfica qualificou-se para a meia-final de outra importante prova. Basta ver a reacção de dirigentes do Braga e do Porto na luta por outra meia-final, para ver quão importante é a prova para as principais equipas. Será com tranquilidade que veremos quais os adversários que nos acompanham na prova. Embora FC Porto e Sporting sejam históricos do nosso futebol, Braga e Setúbal têm melhor palmarés na prova.
Haverá sempre muita qualidade nas meias-finais da Taça da Liga, que serão, ao que tudo indica, contra o Sporting dia 11 de Fevereiro. Veremos que o Sporting não poupará um titular.
Gostei da segunda parte de Moreira de Cónegos, na linha de jogos anteriores, muito conseguidos, e com uma vontade de ganhar e chegar aos objectivos traçados. Jonas dispensa mais elogios da minha parte, é classe pura.
Paços de Ferreira será o próximo adversário, um dos mais difíceis até ao fim da Liga. Campo pequeno, tradicionalmente difícil, pode marcar o resto do campeonato. Vencer segunda-feira seria pôr-nos da rota do Móvel directamente para o rota do título, mesmo não acreditando que o rival entre Madeira dentro.
Uma última referência ao nosso voleibol, a equipa de José Jardim acaba de qualificar-se para os quartos-de-final de uma prova europeia. É uma dupla vitória: do voleibol português e de quem luta pelo ecletismo de alto nível no Benfica."

Sílvio Cervan, in A Bola

Equipa de Autor

"Estávamos em Agosto, às portas das competições oficiais, e o Benfica levava seis derrotas em oito jogos de pré-temporada - a última das quais por 5-1 diante do Arsenal. Apenas Sion e Estoril haviam sido ultrapassados por uma equipa 'encarnada' que se dizia estar em decomposição. Oblak, Garay, Siqueira, André Gomes, Markovic, Rodrigo e Cardozo, peças importantes no 'Triplete', haviam partido. Antes já partira Matic. Mais tarde partiria também Enzo Pérez. Até jovens promessas como Cancelo, Bernardo Silva ou Cavaleiro nos deixavam. Fejsa, Amorim, Sìlvio e Sulejmani apresentavam lesões graves e demoradas. Do 'melhor plantel dos últimos trinta anos' pouco mais restava do que cinzas.
Confesso que fui dos muitos a desconfiar das potencialidades de um conjunto do qual os presumíveis titulares eram outrora suplentes. no qual o banco estava agora ocupado por ex-renegados, e para o qual as novas contratações estavam longe de entusiasmar. Até porque nos quadros do principal adversário entravam 'estrelas' em catadupa. Muita gente terá então suposto que o novo campeão estava encontrado, restando-nos lutar pelo segundo lugar.
Estamos em Janeiro, e nada está ganho. Mas ver este Benfica comandar categoricamente a classificação, com vantagem pontual significativa, e agora também com nota artística elevada, é reconfortante, e diz bem da qualidade do trabalho realizado por um treinador de excepção.
Jorge Jesus já mostrara capacidade para fazer equipas de luxo a partir de grandes plantéis. Nos últimos meses tem demonstrado que também as faz a partir de escombros. Ou melhor, a partir daquilo que pareciam escombros, mas que ele soube potenciar e transformar em ourivesaria fina.
É oficial: temos de novo uma grande equipa, jogamos de novo um belíssimo Futebol, e somos os mais fortes candidatos ao título. Podemos não o conquistar, mas a performance até agora alcançada, nas circunstâncias acima referidas, não está ao alcance do comum mortal.
Este Benfica é pois uma obra de autor. Diria mesmo, uma obra de mestre."

Luís Fialho, in O Benfica

A caminho do 34.º

"À medida que vamos avançado no Campeonato, uma verdade vai adquirindo contornos de evidência: o Benfica é o mais forte candidato ao título. Os jogos frente ao V. Guimarães e ao Marítimo são a expressão plena dessa tendência. Quanto à equipa de Rui Vitória, os dados são sobejamente conhecidos: uma equipa jovem, fisicamente imponente, com jogadores rápidos e tacticamente bem construída.
Por sua vez, em relação ao plantel de Leonel Pontes, ninguém negará a garra e o permanente espírito ofensivo que caracteriza o conjunto madeirense.
Ora, em ambos os casos, Jorge Jesus conseguiu bloquear por completo o estilo e a dinâmica de jogo dos adversários: no caso do Vitória, André André passou completamente despercebido e, no caso do Marítimo, Danilo e Edgar Costa não foram além de um pequeno susto a Júlio César.
Estes factores não nos dizem, obviamente, que o Benfica renovará com toda a certeza o título. Dão-nos, em qualquer caso, pistas importantes sobre o trabalho inexcedível de Jorge Jesus: a reconstrução técnica de uma equipa que perdeu uma parte muito importante dos seus activos, a aposta e o desenvolvimento do potencial de jogadores como Talisca, Ola John ou Jonas e sobretudo a capacidade de, mesmo com jogadores novos e não familiarizados com os processos de jogo do Benfica, bloquear completamente a estratégia de jogo dos adversários, seja de um Moreirense extremamente defensivo, seja de um FC Porto agressivamente ofensivo. São duas as qualidades que não podem faltar a uma equipa que almeje o título: a regularidade e a capacidade de adaptação táctica. Ora, um Benfica que desequilibra completamente um Arouca extremamente agressivo e defensivo para, poucos dias depois, bloquear a quase totalidade das linhas ofensivas do Marítimo, só pode revelar uma extraordinária capacidade técnica, táctica e construtiva.
E, se assim é, estamos claramente no caminho do 34.º Campeonato Nacional."

André Ventura, in O Benfica

História genealógica (I)

"1. No século III houve um par de gémeos cuja memória a História guardou para glória dos tempos até ao fim do tempo. Na verdade, eram já célebres em vida, precisamente pelo exemplo de vida. Deles se poderá dizer que viviam de acordo com aquilo em que acreditavam, porque sabiam que quando assim não é se acaba, fatalmente, por crer naquilo que não se vive. Resumindo: além de médicos famosos, os dois gémeos acabaram também como vítimas do martírio. Daí que tenham sido elevados aos altares. A partir de então a hagiografia refere-se sempre a ambos em conjunto: São Cosme e São Damião.

2. Cerca de dezasseis séculos depois, isto é, mais exactamente, em 1904, alguém baptizado com os nomes de ambos os gémeos resgatou também para si uma pequena linha da história. Falamos, claro, do principal dos vinte e quatro fundadores do Sport Lisboa e Benfica, da sua graça Cosme Damião, Júlio Cosme Damião para dizer tudo. Do bom do nosso Júlio sabe-se que não foi santo - pelo menos nunca chegou a ser canonizado. Também não foi mártir. E apesar de não ser médico foi numa farmácia, sim, numa farmácia, mais propriamente na Farmácia Franco, que fundou o Glorioso. Pelo seu clube fez tudo e de tudo. Desde futebolista, como médio, e treinador, durante dezoito épocas consecutivas, até principal promotor do novo Estádio das Amoreiras, solenemente inaugurado em 1925. Mas o cume do seu ecletismo talvez seja o de responsável pela fixação das regras do hóquei em patins. E já que assim foi, pensou ele, porque não ser também árbitro? Se bem o pensou melhor o fez: a história regista-o como o juiz do primeiro desafio da modalidade.
(continua)"

Paulo Teixeira Pinto, in A Bola

O Benfica (e a sua formação) é um pipeline que rende milhões

"Nos últimos anos, o Benfica transformou-se num pipeline gerador de milhões de euros. É provavelmente o clube europeu que mais receitas gerou com a venda de jogadores nos últimos cinco anos. Começou com Di Maria, Ramires, David Luiz, Fábio Coentrão, e depois tem continuado todos os anos, com Javi Garcia, Witsel, Matic, Markovic, Rodrigo, Oblack, Cardozo, Enzo Pérez, Kardec, e muitos outros de menor relevância.
Mas, para além de vender muito bem os jogadores que brilham na primeira equipa, o Benfica transformou também a sua formação e a sua equipa B em centros geradores de receitas importantes. Nos últimos anos, já houve vários jogadores juniores que foram vendidos, e pelo menos dois jogadores que estavam em transição, entre a equipa B e a A, como André Gomes e Bernardo Silva. Ou seja, o Benfica tem agora 3 centros geradores de receitas na venda de jogadores: juniores, equipa B e equipa principal.
Há muitos que discordam desta estratégia, pois vivem ainda na utopia de querer uma equipa principal onde haja muitos jogadores vindos da formação. Ora, isso não faz muito sentido. A grande maioria dos jogadores da formação, em qualquer clube, seja ele o Barcelona, o Ajax ou o Benfica, não chegará nunca à equipa principal. Provavelmente, podem ser bons jogadores nos juniores, mas não tem capacidades para mais. Vendê-los é boa ideia, se existir uma boa proposta. E também é boa ideia vender jogadores da equipa B, se os valores propostos forem elevados, seja para o clube, seja para o jogador.
Foi o caso de André Gomes, e é o caso de Bernardo Silva. Ambos são bons jogadores, mas dificilmente seriam titulares permanentes da equipa principal. Ambos foram vendidos por cerca de 15 milhões de euros, um valor muito elevado para quem poucos jogos fez na equipa principal. Além disso, foram para o Valência e para o Mónaco ganhar muito mais do que ganhavam no Benfica. Portanto, a venda foi boa para o clube, e o contrato foi bom para eles.
Faz sentido vender jogadores por estes valores, para clubes estrangeiros. A equipa principal não se ressente, pois eles não eram titulares, e gera-se uma óptima receita para o clube. E é bem mais inteligente do que vender um centro-campista fundamental da equipa, a um clube rival, por apenas 11 milhões de euros, e ainda por cima chamando-lhe maçã podre, como se passou com João Moutinho. Pelo menos no caso do Benfica, as vendas não trazem proveitos futuros aos rivais. Por isso, há que dar os parabéns a Luís Filipe Vieira por conseguir faturar tanto. Só em Janeiro o Benfica já ultrapassou os 40 milhões de euros, com as vendas de Enzo, Bernardo e Jara. E há também que dar os parabéns a Jorge Jesus, que apesar de ter visto sair tantos jogadores num ano, consegue manter a equipa a jogar bem, na liderança do campeonato.
Este é o único modelo de negócio que é lucrativo para os clubes portugueses. Foi descoberto e praticado muitos anos pelo FC Porto, é no presente mais eficaz no Benfica, e será certamente o futuro do Sporting, quando se conseguir recuperar mais do que já conseguiu."

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Da falta de sentido de Estado

"Figo fez um favor a José Eduardo. Ambos, no fundo, são agora acusados da mesma coisa. De falta de sentido de Estado.

FOI uma semana pródiga em não-acontecimentos. O Benfica NÃO perdeu no Funchal com o Marítimo e tanto se trabalhou no campo da retórica para que isso acontecesse.
A culpa, naturalmente, foi do árbitro que validou os quatro golos do Benfica, dois obtidos em posição irregular e os outros dois marcados com a mão para lá da hora.
Bruno de Carvalho NÃO convocou eleições antecipadas mas não deixou de ser versátil perante a assembleia de sócios.
A culpa foi, lamentavelmente, da já famosa agenda do treinador que obrigou a alterações na agenda do presidente.
Pinto da Costa NÃO foi eleito o dirigente do século do futebol português provando-se que esta mania dos sufrágios acaba sempre por gerar enormes perversões.
A culpa foi, obviamente, do youtube porque enquanto andarem por aí à solta as escutas do Apito Dourado haverá sempre quem, a coberto do voto anónimo, se recuse infantilmente a dar o mérito devido a quem o tem.
E quanto a isto, tenham lá paciência, não há volta a dar.

TRINTA MILHÕES DE EUROS foi quanto o Benfica facturou em meia dúzia de meses com a venda de André Gomes e de Bernardo Silva, duas pérolas das suas camadas jovens.
Dirão que ambos os negócios foram do maior interesse para a tesouraria. E, provavelmente, foram.
Mas se foi por interesse não foi certamente por amor.
Pessoas românticas como eu sofrem muito com estas coisas.
Espero ver em mim atenuada esta melancolia com uma vitória bem trabalhada na segunda-feira em Paços de Ferreira onde se joga o nosso futuro próximo.

O presidente do FC Porto que não fique triste por não ter sido homenageado na Gala da Federação Portuguesa de Futebol. Até porque as homenagens em Portugal, com se sabe, são sempre contra alguém. 
Homenagem das boas, das valentes, das antigas recebeu Pinto da Costa três dias depois em Penafiel. Artur Soares Dias, que tinha sido aconselhado há precisamente um ano a não voltar a apitar jogos do Porto, voltou e voltou de modo a fazer esquecer antigas agruras e incompreensões. Foi bonito.
Quanto ao não menos simpático Quiñones, ninguém o viu. O jogador emprestado pelo Porto ao Penafiel não constou da convocatória e por estes dias não se fala de outra coisa, como era de esperar.

LUÍS FIGO, uni-Bota de Ouro, disse que ao longo da sua carreira tinha conhecido «jogadores melhores» do que Ronaldo, tri-Bota de Ouro, e do que Messi, tetra-Bota de Ouro.
Com esta afirmação Figo fez um grande favor a José Eduardo. Aliviou-lhe a pressão e de que maneira.
As baterias que estavam todas apontadas para o antigo jogador do Sporting viraram-se como que por instinto para o não menos antigo jogador do Sporting. Ambos, no fundo, são acusados da mesma coisa. De falta de sentido de Estado.
Uma irmã de Cristiano Ronaldo tomou a palavra para mandar Luís Figo ir ao encontro de uma «parede áspera» onde possa «coçar os cotovelos».
Benditos sejam os futebóis que têm a sua nobreza e as suas respectivas famílias reais.

A menos que aconteça qualquer coisa de absolutamente extraordinário Pedro Proença anunciará hoje o fim da sua carreira como árbitro de futebol. A notícia deixa consternada a UEFA e também a FIFA.
De acordo com a edição de anteontem de A BOLA o próprio Pierluigi Collina, a sumidade das sumidades da arte de apitar, deslocou-se propositadamente a Lisboa para tentar convencer Pedro Proença, em italiano, a protelar por mais um ano a sua despedida dos relvados.
Gostos não se discutem. Conspirações, muito menos.
Proença poderia apitar por mais uma temporada mas prefere não o fazer por razões que, certamente, explicará hoje na sua anunciada conferência de imprensa.
Ficarão frustradas, no entanto, as expectativas de alguns, aliás muitos, adeptos do Benfica dados à inevitabilidade das justiças cósmicas.
Ao longo da última década em que descortinou penaltis e validou golos irregulares que, inadvertidamente, desviaram títulos do Benfica havia nas bancadas da Luz quem, de boa-fé, confiasse que a redenção de Proença surgiria na sua temporada de despedida em que por ser isso mesmo, de despedida, lhe permitiria assumir o seu benfiquismo doentio ressarcindo-se e ressarcindo-nos dos dolos tão espectacularmente infligidos à mercê de uma catrefada de penaltis cientificamente distribuídos sem vergonha nenhuma.
Tirem daí o sentido. Pois não vai acontecer. Proença recusa-se a entrar em campo naquela que seria a sua última época, aquela derradeira época em que muitos milhares de malucos o esperavam ver actuar na qualidade de anjo vingador de si próprio.
Ora, francamente, prefiro assim.
A verdade acima de tudo.

DA Gala da FFP, na verdade, só conheço o rescaldo. Bem animado, por sinal. Consta, portanto, que há uma lista de injustiçados à qual, se me é permitido em nome da liberdade de expressão, gostaria de acrescentar mais uns pozinhos para que a história de um século do futebol português não fique manca por falta de homenagens a quem as merece.
Em primeiro lugar, as roulottes.
As roulottes foram injustamente esquecidas. As roulottes que são ponto de encontro de amigos à porta dos estádios pelo país fora e que providenciam couratos e bifanas frequentemente de qualidade superior aos jogos que se lhes seguem.
Em segundo lugar, Pimenta Machado.
Foi ele o autor da frase que define com propriedade e ser o nosso centenário jogo.
- No futebol o que hoje é verdade amanhã é mentira.
Ficou, portanto, por homenagear o indisputado dirigente do século.
É que não se vê outro tão incisivo nas palavras.

JONAS, que até ao Funchal vinha marcando um golo por jogo, não marcou frente ao Marítimo mas colaborou com grande brilho no segundo e no terceiro golo do Benfica pelo que está perdoado.
Já Júlio César continua a primar pela regularidade na Liga. Não só não sofreu nenhum golo no Funchal como também se deu ao luxo de nos oferecer uma estirada de alta categoria evitando o golo do Marítimo quando o resultado já era largamente favorável ao Benfica.
O guarda-redes brasileiro mais a sua lombalgia crónica já vão em 719 minutos sem sofrer golos.
Já dizia o Guttman, há mais de meio século, que o Estádio da Luz tem um clima que faz milagres.

ONTEM, em Moreira de Cónegos, Jonas voltou à normalidade e marcou o seu golinho da praxe. Foi a terceira vitória do Benfica no seu grupo da Taça da Liga e consequente apuramento para as meias-finais da competição. O Benfica gosta da Taça da Liga e quer voltar à final.
Já os nossos rivais não gostam da Taça da Liga. O Sporting nem quer entrar e quanto ao Porto, ontem, quase quis sair com Lopetegui a ameaçar com a deserção geral, o que não se veio a verificar.
Na véspera desta jornada da Taça da Liga, o Sporting reivindicou oficialmente a 'lagartice' de Jorge Jesus. Um dia, que não vai tardar, ainda contabilizarão como seus os títulos conquistados por Jesus ao serviço do Benfica. Um bocadinho como fazem com as Bolas de Ouro do Ronaldo."

Leonor Pinhão, in A Bola

Não devemos discriminar ninguém, mas...

Era bom se fosse um Adeus, mas desconfio que seja só um Até Já...!!!
Tivemos inclusive direito a uma encenação com discursos, entrevistas, lançamento de futuras candidaturas... juras de amor e afins!!! Espero que a presença oficial do Benfica na cerimonia, tenha sido em solidariedade com a comunidade, cada vez mais alargada de pessoas com problemas de cáries!!! Como Clube Universal, não devemos discriminar ninguém, mas alguns merecem mesmo ser discriminados... e não estou a falar do Benfiquista da foto que se segue... Viva ao Benfica!!!

Eusébio e (não ou) Ronaldo

"Em mais uma Gala, mais um cacharolete de prémios e homenagens, sempre discutidos e discutíveis. Desta vez, no centésimo aniversário da FPF, uma efeméride indiscutivelmente marcante.
Entre os premiados, Cristiano Ronaldo, agora considerado o melhor jogador português do século. Uma atribuição que se dirá quase inevitável depois de, pela 3.ª vez, ter sido distinguido, com inegável vantagem, como o melhor jogador do ano em todo o mundo.
Todavia, permito-me discordar. Não para retirar mérito ao jogador do Real Madrid. Simplesmente porque acho uma distinção que premeia o presentismo e relega para segundo plano o passado. São assim os tempos de agora: o que é bom é o que é novo. É a expressão da vitória da actualidade presente sobre a memória passada. Cem anos que, afinal, se parecem resumir a um tempo de agora, minimizando tudo o que já foi tempo. Cem anos que o são entre o momento 0 e o momento 100 e não o momento 100 sobre todos os momentos antes do 100.
Eusébio tem contra si ser passado. Ronaldo tem a seu favor ser presente a futuro. Mas 100 anos não são uma meta a cortar em que só contam os últimos anos, são um caminho em que todos os passos são igualmente importantes. Pergunto, até: dos votantes, quantos viram jogar Eusébio? E como comparar tempos tão diversos, agora com uma magnitude comunicacional totalizante, antes com uma propagação pouco mais do que paroquial?
Para mim, Eusébio ainda é o primeiro. Cristiano lá chegará, por certo, mas deixemos correr o tempo e ganhar distância face à emoção que sempre nos condiciona. Então o galardão será, sem qualquer polémica, para a sociedade Eusébio & Cristiano!"

Bagão Félix, in A Bola

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Até parece fácil...!!!

Moreirense 0 - 2 Benfica

Foi um jogo morno, mas praticamente só teve um sentido... O Artur fez algumas defesas (a meio do 1.º tempo), mas com relativo perigo, foi o Benfica que assumiu o jogo, mesmo com as muitas ausências. É verdade que também não criámos muitas oportunidades, mas com um bocadinho mais de acerto, na 1.ª parte, e nos últimos minutos da partida,  e o resultado teria sido muito mais dilatado...
Tudo isto, contra uma das equipas, que na parte de baixo da tabela, melhor futebol pratica. Quando se tem rotinas consolidadas, mesmo quando se muda meia equipa, a qualidade pouco se altera... parece fácil, mas não é!!!
O Ola John começou muito bem, foi perdendo gás... O Jonas começou perdulário, mas acabou por ser decisivo a marcar, e a assistir... Como já afirmei anteriormente o Derley nunca será uma 'estrela', mas pode ser muito útil, luta como poucos, e hoje foi premiado, com um golo 'a meias', com o defesa adversário, mas que pelo esforço, merece que o golo seja atribuído a ele...!!! O Cristante e o Pizzi voltaram a dar boas indicações... O Sulejmani ainda está fora de forma...
O Guedes foi o último a entrar, mas foi aquele que entrou com mais ganas de mostrar serviço... não é tímido, assume o risco, e por isso acaba por falhar algumas jogadas, devemos dar algum desconto... pessoalmente, acredito que o futuro do Gonçalo, será a posição de 2.º avançado, 'vagabundo', mais ou menos na zona do Jonas, mas para já vai ter que aparecer as rotinas de extremo.
A substituição do Eliseu pelo Sílvio ao intervalo pareceu-me ter sido uma opção de gestão (dar descanso ao Eliseu e dar minutos ao Sílvio), espero que sim, e que não sejam problemas físicos com o Eliseu!!!
Estamos qualificados, a Meia-final será na Luz, onde vamos receber os Lagartos, ou o Setúbal, ou o Belenenses (menos provável). Estou curioso, em saber, se o Paspalho na Luz, 'arriscaria' jogar com as 2.ªs opções!!!
PS: Optei por não escrever sobre a venda do Bernardo, porque a histeria que o nome Bernardo Silva provoca na Gloriosesfera, deixa-me irritado... e até acho que o próprio Bernardo acaba por sair prejudicado...!!!
Gostaria de ver o Bernardo com a camisola do Benfica (aliás ainda não perdi a esperança...!!!), mas tenho consciência que no actual contexto seria muito difícil o Bernardo jogar no Benfica, explico:
Sou daqueles que defende a permanência do Jesus no Benfica, por muitas épocas; creio que já todos percebemos que o Jesus tem um esquema de jogo fixo, pode ter algumas variações, mas nunca alterações radicais na estrutura da equipa; o jogador mais parecido com o Bernardo, a jogar no Benfica do Jesus, foi o Aimar... estamos a falar de um autêntico fora-de-série; e mesmo assim o melhor Aimar, apareceu em 2009/10, a jogar a '8', quando tinha o Ramires a jogar como falso extremo direito, a tapar as 'costas' do El Mago; no actual esquema, a posição natural do Bernardo seria no lugar do Jonas, e parece-me pacífico que o Bernardo não preenche todos os requisitos para esta posição; dito isto, parece-me a proposta de 'quase' 16 milhões de euros, era irrecusável; o Bernardo até se pode valorizar, mas neste momento creio que esta foi a decisão correcta.
O Benfica criou um modelo de jogo bem definido, até o jogo desta noite provou, que com vários jogadores pouco utilizados, as dinâmicas são as mesmas... O Benfica hoje não depende de um jogador, pensar que o Benfica devia alterar a sua maneira de jogar para encaixar um jogador especifico, é um erro. Somando os prós e os contras, prefiro manter um colectivo forte, sem insubstituíveis.
Para memória futuro, deixo aqui a minha previsão: dos actuais jogadores da B (incluindo os emprestados), o Teixeira, e o Hélder Costa (além do Guedes), são aqueles que melhor encaixam no modelo do Jesus. Tanto o Cavaleiro (não é extremo... e é muito perdulário à frente da baliza), como o Cancelo (mau a defender), vão ter muitas dificuldades em conquistar um lugar no Benfica do Jesus...!!!
Outra coisa: vender o Bernardo e o André Gomes por cerca de 15 milhões de euros cada um, não é a prova que o Caixa Futebol Campus não é preciso, bem pelo contrário. O objectivo, é a integração na equipa principal, mas se isso não acontecer, tomaria qualquer equipa do Mundo vender jovens jogadores da formação, por estes valores...!!!

Incontestável !!!

Fonte do Bastardo 0 - 3 Benfica
23-25, 22-25, 22-25

Quem só viu aqueles dois primeiros parciais na 1.ª mão, deve achar este resultado muito estranho!!!
Hoje, não demos hipóteses, entrada muito forte, confiantes, muito melhores no serviço, sem nunca perder a calma... Muito superiores. Parabéns a todos os jogadores...
Curiosamente o Set mais 'fácil' foi o primeiro, o parcial só parece equilibrado, porque com 24 pontos, 'engasgámos' e deixámos a Fonte aproximar-se perigosamente!!! Nos outros dois Set's a nota foi sempre o equilibro, sendo que na parte final de cada Set, conseguimos sempre ser superiores... Desta vez, não houve tremeliques!!!
Mais uma vez o Ché a Oposto, e o Gaspar na Zona 4, deu resultado...

Assim, nos Quartos-de-final vamos defrontar os Gregos do Ethnikos Alexandroupolis (!!!), uma equipa que até agora perdeu 1 Set nas competições Europeias, na actual época!!! Passando a vista ao plantel dos Gregos, têm alguns jogadores  da ex-Jugoslávia, o que normalmente é sinal de qualidade... Sendo que o primeiro jogo é na Luz...

Quinze

Benfica 15 - 1 Póvoa

Jogo com pouca história, a diferença entre o primeiro classificado e último é muito grande... E só foram 15, porque o Benfica, baixou o ritmo já a pensar no jogo do próximo Sábado, em Turquel, onde além da qualidade do plantel do adversário, vamos encontrar, mais uma vez, a dupla Pinto/Pinto... uns verdadeiros 'cavaleiros' do Apocalipse Corrupto!!!

Primeira volta 'sem espinhas'

"O Benfica é o tetralíder de Inverno. A última vez havia sido em 1936-39! Com o registo de maior pontuação dos últimos 30 anos.
Em comparação com a época transacta, importa lembrar que o SLB acaba a primeira volta sem 7 ou 8 dos então titulares indiscutíveis: Garay, Siqueira, Matic, Rodrigo, Markovic, Oblak e agora Enzo, para já não falar em Cardozo e André Gomes. Se acrescentarmos Fejsa, e considerarmos a onda de lesões que atingiu sobretudo Rúben e Salvio, podemos alcançar o que significa esta liderança insofismável, a meio da prova. Restam Luisão, Maxi, Gaitán e Lima. Provavelmente, à excepção de Júlio César e de Jonas, os agora titulares (ou quase) Jardel, Eliseu, André Almeida, Samaris, Ola John e mesmo Talisca seriam reforços de banco.
Quem pensaria assim que o Benfica fosse o clube na Europa com mais vitórias (88,3%) e mais pontos (90,2%)! Quem diria que, com uma defesa aparentemente menos forte, não se tivessem consentido golos em 12 dos 17 jogos disputados! Quem afirmaria que, depois da saída de Enzo, de tenham ganho com classe os 4 jogos seguintes (14-0)!
Bem sei que, no futebol, nada é seguro e estas análises não são transportáveis para o futuro como se de uma lógica matemática se tratasse. Mas, este registo é o que é. Categórico, tanto quanto esperançoso. A Jesus o que é de Jesus. Como já aqui escrevi, podem mudar jogadores, mas os processos estão tão maturados que se torna uma inteligência inevitabilidade a sua consistência. É o que vale a estabilidade de um treinador que não inventa... antes reinventa.
P.S. «No bilhar não há árbitros auxiliares» (Presidente FCP, 22.12.2014). Tal como em Penafiel..."

Bagão Félix, in A Bola

Benfica puxa dos galões

"A nossa Liga cumpre a primeira das suas duas etapas e, no momento da viragem, ressalta a autoridade tão justa quanto inquestionável do Benfica, que segura com as duas mãos a liderança, e ainda para mais com uma confortável vantagem de seis pontos, seis, sobre o FC Porto, que, apesar de registar um ataque histórico, não revelou por enquanto capacidade suficiente para fazer frente ao actual campeão nacional. Mérito de Jorge Jesus - o melhor treinador português a trabalhar no nosso país - e dos seus jogadores e ainda dos dirigentes do clube da Luz, que, com um esforço digno e saudável, têm sabido manter uma equipa competitiva, apesar das constantes solicitações do mercado.
Não há a mais pequena dúvida de que o trunfo do Benfica assenta, desta vez, no facto de funcionar quase sempre como equipa, ultimamente pelo menos tem sido sempre assim, colocando em campo valores fundamentais da alta competição, que o mesmo é dizer, ordem, tranquilidade e atrevimento. Antes de mais, Jorge Jesus recuperou uma importante premissa que parecia perdida mas que agora se vê que não estava, ou seja, o Benfica voltou a ser uma equipa de hábitos - onde cada um dos seus jogadores tem feito um excelente trabalho e principalmente no seu comportamento defensivo - e ainda uma equipa solidária, outra marca cada vez mais vincada, e onde todos se sacrificam, ninguém procura protagonismo, pois acima de tudo estão os interesses colectivos.
É deste jeito tão próprio que o Benfica só perdeu cinco pontos em 17 jogos, o que é muito pouco mesmo para um campeonato que se apresenta desequilibrado, e é com esta segurança que a sua equipa vai atacar a ase decisiva da competição, sabendo à partida que o FC Porto não vai deixar de colocar permanente pressão em cima dos seus ombros.
Mas se o Benfica mantiver esta ordem até aqui verificada e sem perder de vista o atrevimento, com mais ou menos nota artística, restam poucas dúvidas de que a sua missão não apresentará um grau de dificuldade extraordinário. Aliás, essa dificuldade extra estará do lado do FC Porto, que, nesta primeira fase da prova, facilitou onde nunca o deveria ter feito. E vá lá saber-se porquê..."

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Essa estranha avaliação do ouro...

"Logo no seu primeiro ano de Benfica, Eusébio ficou em segundo na votação de a Bola de Ouro - tinha 20 anos. Durante os anos seguintes, venceu por uma vez (1965) e viu serem vencedores Masopust, Yashin, Denis Law, Bobby Charlton, Flórián Albert, George Best, Rivera, Muller - algum era melhor do que ele?

Janeiro, mês de Eusébio. Para mim sempre mereceu páginas e páginas como o mais fascinante jogador que vi ao vivo. Eusébio jogou num tempo em que a Bola de Ouro não se repetia: dividia-se. O objectivo era premiar cada ano um jogador diferente. Tanto assim que só em 1973, Johan Cruyff conseguiu a proeza de ser o primeiro a ter duas. E o prémio foi entregue pela primeira vez em 1956.
1962 - Eusébio: avançado n.º1 da Europa; segundo classificado na eleição do Bola de Ouro do 'France Football'. À sua frente, apenas Josef Masopust, do Dukla de Praga, acabado de se sagrar vice-campeão do Mundo com a selecção checoslovaca.
Classificação dos dez primeiros:
1.ª Josef Masopust (Dukla de Praga) 65 p.; 2.º Eusébio (Benfica) 53 p.; Schnellinger (FC Koln) 33 p.; 4.ª Sekularac (Estrela Vermelha) 26 p.; 5.º Jurion (Anderlecht) 15 p.; 6.º Rivera (Milan) 14 p.; 7.º Jimmy Greaves (Tottenham) 11 p.; 8.º J. Charles (Roma) 10 p.; 9.º Galic (Partizan) 10 p.; 10.º Gorocs (Ujpest) 6 p.
Águas ficaria com os mesmos quatro pontos que Kopa (Stade de Reims), Dennis Law (Manchester United) e Sivori (Juventus), o vencedor da edição anterior.
Eusébio de novo no topo da Europa.
- Escutei a notícia pela rádio e confesso que senti um arrepio de emoção -, confessa Eusébio.
- Mas já passou. Reconheço a distinção, sinto a honraria, e só prometo que tudo farei para a justificar, quiça pregar uma partida a Masopust brevemente. Mas não me deslumbrei demasiado. Gostei, é evidente, mas sei que afirmar às quatro partidas do Mundo que sou o maior avançado europeu não basta: é preciso prová-lo e é por isso que me esforço, trabalhando cada vez mais! -, promete Eusébio.
Josef Masopust: nascido em Most, na Boémia do Norte, antiga Checoslováquia, em 1931; centro-campista que aliava uma força física impressionante a uma técnica requintada, formou uma grande dupla com Pluskal no Dukla e na selecção checa; Eusébio prometia-lhe uma partida e fez-lhe duas - pelo Benfica eliminou o Dukla da Taça dos Campeões, pela Selecção Nacional eliminou a Checoslováquia do Campeonato do Mundo de 1966; acabaria a carreira num modesto clube belga, o Crossing de Molenbeek.
Josef Masopust: jornalistas de dezanove países europeus, correspondentes do 'France Football', provavelmente a melhor publicação sobre Futebol de todo o Mundo, formaram o colégio eleitoral que o elegeu como melhor jogador da Europa do ano de 1962. Cada um deles votava em cinco jogadores, atribuindo-lhes uma pontuação decrescente de 5 até 1. Ainda é assim, mas os correspondentes são mais numerosos.

Faltavam os franceses
Jaques Ferran: 'É um destes solistas admiráveis, um destes criadores de golos a que a multidão arranca a camisola, gritando de entusiasmo. Joga num equipa latina, Benfica, e é mais do género de Sivori do que de Masopust. Trata-se de Eusébio.
O Benfica, campeão da Europa pela segunda vez, deve-lhe muito. Ao mesmo tempo que empalidecem os astros de Águas, de Germano, de Costa Pereira, a estrela Eusébio não pára de subir. O negro de Moçambique, que é, aos 20 anos, o único jogador 'europeu' de quem se pode fazer um paralelo com Pelé sem receio do ridículo. Lembrar-me-ei sempre do golo que ele marcou em 1961, em Montevideu, durante o terceiro jogo Peñarol-Benfica da Taça Intercontinental. Eusébio, que acabara de ser inscrito pelo Benfica, não estava convocado para jogar. Os portugueses chamaram-lhe à última hora e os uruguaios pensaram que, com Eusébio ou sem ele, o sucesso da sua equipa não estava em causa.
Eles quase morderam os dedos quando o jovem de 18 anos, acabado de descer do avião, mas tão impertinente como um príncipe, se apoderou da bola a meio campo, no seguimento de um mau alívio de William Martinez, avançou um pouco e, de trinta e cinco metros, fuzilou solenemente, perante a consternação geral, o guarda-redes Maidana. O Peñarol ganhou finalmente, com dificuldade, por 2-1, enquanto nós ficávamos certos de que um grande futebolista acabava de nascer no velho relvado do Centenário'.
Jean-Phillipe Rethacker: jornalista do 'L'Équipe', do 'France Football'. seguidor atento do Futebol português desde os anos 50; especialista em Futebol africano; colaborador de vários jornais e revistas de países africanos de expressão francesa, sobretudo do 'Afrique Football'.
Jean-Phillipe Rethacker: dele retenho a amizade, a consideração, os encontros em diversos lugares do Mundo, as Taças de África que cobrimos juntos, na Tunísia e no Mali.
Jean-Phillipe Rethacker, um entusiasta do Futebol de Eusébio: 'Em menos de dois anos, o jovem prodígio de Lourenço Marques adaptou-se ao futebol europeu. Ele chegou em 1960, ingénuo na sua técnica individual, do mesmo modo que no seu comportamento táctico. Mas causou imediatamente admiração o seu remate instantâneo e seco como um tiro de pistola, assim como a 'souplesse' de ancas e de articulações características da raça negra.
Eusébio é mais possante, mas menos ágil que o seu irmão de cor Pelé. A sua classe é igualmente menos prodigiosa, tanto no jogo de cabeça, como na rapidez de arranque. É verdade que Eusébio tem pernas mais longas e que tarda mais em se pôr em acção. Também é certo que Pelé possui condições atléticas fenomenais.
Mas Eusébio concentra todos os seus trunfos nos tornozelos e nos pés. Como o pugilista-socador, género Al Brown ou Ray Sugar Robinson. É sobretudo impressionante a sua força de remate. Ela permite-lhe disparar os tiros mais inesperados a distâncias muito grandes. E faz dele o rematador mais temido, o marcador mais eficaz do ataque do Benfica: na final de Amesterdão foi ele, especialmente, quem desferiu o golpe de misericórdia no Real Madrid'.
A Bola de Ouro. Eusébio conquistá-la-ia em 1965. Em 1966, devia tê-la ganho outra vez. Por 1 ponto (81 contra 80), foi Bobby Charlton que a levou para casa. O ponto que o correspondente do 'France Football' em Portugal, Couto e Santos, deu ao Inglês e não a Eusébio, causando-lhe uma mágoa para a vida.
Ao longo da sua carreira, Eusébio viu serem vencedores Masopust, Yashin, Denis Law, Bobby Charlton, Flórián Albert, George Best, Rivera, Muller - algum era melhor do que ele?
Eu tenho a minha resposta na ponta da língua."

Afonso de Melo, in O Benfica

O Capitão

"Quando não há Gaitán, ganha-se com Salvio, quando não mesmo com Ola John. Foi assim no Caldeirão e a máxima pode aplicar-se a qualquer jogo do Benfica este ano. À primeira vista, a explicação para a facilidade com que se substitui um jogador por outro está num plantel com mais talentos do que parecia, que aguardam a oportunidade para se afirmarem.
Mas, como é sabido, talento não chega. A grande vantagem do Benfica reside na organização colectiva - em princípios de jogo de tal forma trabalhados que, jogue quem jogar, já sabe o que deve fazer. Regressamos ao mesmo: não joga Gaitán, joga Salvio; não joga Salvio, joga Ola John; e se o Ola John não puder jogar, joga o 'Manel'.
No fundo, a equação vitoriosa resumir-se-ia a uma soma de talento com organização colectiva. É em parte verdade, mas está longe de ser toda a verdade. Não basta talento e organização para vencer é preciso também liderança.
Na Madeira, o Benfica foi, por força do talento dos jogadores e da organização trabalhada pelo treinador, avassaladoramente dominante, mas vale a pena recordar a liderança decisiva do capitão Luisão.
Os números são de outro tempo: 11 temporadas de águia ao peito, 440 jogos, que fazem dele o 9.º jogador que mais jogou pelo Benfica, igualando Eusébio. São poucos os que, no futebol de hoje, jogam tanto tempo pelo mesmo clube. Mas é mais do que isso que está em causa.
Ao longo de 11 anos, Luisão viveu o suficiente no Benfica para poder liderar. Perdeu, venceu, mudou de treinador. Acumulou experiência. O que lhe dá uma voz de comando única. Mas nada disto seria possível sem a inteligência prática que resumiu bem, numa já longínqua entrevista ao 'Expresso', definindo o que compete a um central: 'Não está ali para fazer salada, mas sim arroz com feijão'. Jogar simples é uma forma de inteligência prática. Luisão lidera pela experiência e pela sabedoria que coloca em campo."

Benfica desafia os limites

"A vitória categórica do Benfica nos Barreiros tem significado de longo alcance. Em primeiro lugar permitiu consumar a melhor 1.ª volta das águias nos últimos 30 anos. É preciso recuar aos tempos dourados de Eriksson para encontrar um registo superior ao que Jorge Jesus acaba de conseguir. Fazer 46 pontos em 51 possíveis é qualquer coisa de extraordinário - seja em que campeonato for. Mas se grande parte do caminho que o Benfica realizou até aqui foi com a equipa a jogar a um nível mais baixo do que era habitual, a verdade é que nas duas últimas jornadas (V. Guimarães e ontem) foi recuperada a velha nota artística. A forma como o Marítimo foi engolido por Salvio, Jonas e companhia é a prova de que a águia reencontrou o chip que transforma as coisas simples em obras de arte. É curioso que o tenha feito depois de vender Enzo Pérez. Aliás, em 4 jogos sem o argentino, o Benfica soma 4 vitórias, com 14 golos marcados e nenhum sofrido. Podem os adeptos dormir descansados: não há Enzo, mas há aquilo que mais importa: equipa. Este é, seguramente, o Benfica mais solidário e de sentido colectivo nas seis épocas de Jesus. Talvez seja essa também a razão da melhor 1.ª volta.

(...)"

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Lixívia XVII

Tabela Anti-Lixívia:
Benfica.............. 46 (+1) = 45
Sporting............ 36 (+6) = 30
Corruptos........ 40 (+11) = 29
Braga............... 31 (+2) = 29


Numa jornada, onde os Corruptos e os Lagartos, marcaram 7 golos, sendo que 5 deles foram obtidos de forma ilegal - directamente, ou indirectamente... -, o tema favorito dos paineleiros e avençados televisivos, ou pasquineiros, é o potencial 'criminoso' 2.º amarelo que foi perdoado ao Talisca!!! Sendo que ainda hoje, na CMTV ouvi, com espanto, uma grande indignação, não pela forma como os Lagartos marcaram os seus golos, mas pela forma como os jogadores e o banco do Rio Ave, protestaram os golos sofridos ilegalmente...!!!
Depois de meses de choradinho, tivemos esta semana, um bom exemplo, do colinho que ambos os nossos principais inimigos beneficiam... mas que a descomunicação social Tuga, branqueia, com enorme convicção, diria mesmo com um fanatismo digno, de qualquer culto...

A roubalheira começou no Sábado em Penafiel, onde um Clube presidido por adeptos Corruptos, treinado por um ex-treinador dos Corruptos, que não fez alinhar um jogador emprestado pelos Corruptos (sem que ninguém tivesse ficado indignado, nem que tivesse sido aberto qualquer processo disciplinar...!!!), é descaradamente roubado... e no final do jogo: silêncio total. Omerta...
1.ª golo - fora de jogo de Casemiro...
2.ª golo - fora-de-jogo de Jackson... admito que as imagens não são totalmente esclarecedoras... mas parece-me que está ligeiramente adiantado em relação à bola.
3.ª golo - fora-de-jogo de Casemiro, que está fora do campo (linha de fundo), quando a bola bate em Herrera, regressando às quatro linhas, e centrando para o Golo... Além disso, no início do lance existe uma cotovelada de Jackson... que foi relatada pelos jornaleiros, como uma brilhante finta do Colombiano!!!
Pelo meio, já com 1-0, ainda houve um potencial penalty contra os Corruptos, num lance onde o jogador do Penafiel sofre uma 'tesourada' nas pernas, ficando com o pé preso, entre as pernas do defesa dos Corruptos... Siga em frente...

No Alvalixo, tivemos um surreal penalty assinalado a favor das Osgas. Mais surreal, só mesmo os 'analistas' a defenderem a decisão do árbitro!!! Nem o piscineiro, do Montero alguma vez pensou que o árbitro alguma vez marcasse penalty... até o Colombiano, especialista em mergulhos, ficou surpreendido!!! Existe contacto, mas só vi penalty's destes, a serem marcados a favor dos Corruptos Tugas, ou algum dos seus 'afiliados' estrangeiros!!!
Não contente com esta empurrão, pouco depois, o Monteiro descobre uma nova maneira de aparecer sozinho na área: rasteirar o defesa!!! Esta foi de génio...!!!
Mas além destes dois lances capitais, no resto do jogo tivemos, várias decisões absurdas, em lançamentos laterais, pontapés de canto... critério disciplinar: que o diga o William e o Tobias logo no início do jogo... Uma festa.
Sobre a falta de 'chá' dos Vilacondeses, após o penalty, só tenho a dizer que o Nuno Almeida só não expulsou os jogadores do Rio Ave, porque tinha a consciência pesada, porque sabia que o penalty não existia... Em Portugal parece que é moda, os Tribunais condenarem as vitimas de assalto (ou os Polícias) a pagarem indemnizações aos Ladrões, quando os apanham em flagrante... neste caso, nem o Nuno Almeida, teve coragem de mandar 'para a rua', as vitimas do assalto!!!

Mas como comecei por afirmar, a grande 'crime' da jornada, foi o 2.º amarelo não mostrado ao Talisca!!! O Porco do Henriques, no directo deu o mote, e os Tarecos nunca mais largaram o osso!!! E logo o Porco Henriques, que quando é conveniente, defende sempre que os árbitros não devem mostrar amarelos para não estragar o jogo... mesmo quando as repetições mostram entradas de Karaté!!! É só consistência..!!!
Vamos lá ver, o Xistra fez uma exibição melhor do que o habitual... incompetente na mesma, mas pelo menos não discriminou!!! Sendo que no critério disciplinar, cometeu o maior número de erros, perdoando vários amarelos, a vários jogadores, das duas equipas... E é aqui, que Tarecos demonstram toda a sua cegueira. Um exemplo: o único Maritimista que levou amarelo foi o Maazou, mas antes já tinha feito um 'carrinho' que merecia cartão...; o Alex Soares fez várias para cartão, o Fernando Ferreira também... entre outros.
Já com o jogo decidido, o Ramsteijn jogou a bola com o braço, para mim, não foi um contacto deliberado, mas em Portugal marca-se penalty's por muito menos...!!!

Não vi o jogo do Braga em Setúbal, houve muitos cartões na parte final, inclusive um Vermelho para o Setúbal, mas parece que as decisões foram boas...

Anexos:
Benfica
1.ª-Paços de Ferreira(c), V(2-0), Cosme, Prejudicados, Sem influência no resultado
2.ª-Boavista(f), V(1-0), Marco Ferreira, Prejudicados, (2-0), Sem influência no resultado
3.ª-Sporting(c), E(1-1), Proença, Nada a assinalar
4.ª-Setúbal(f), V(0-5), Capela, Nada a assinalar
5.ª-Moreirense(c), V(3-1), Luís Ferreira, Prejudicados, (4-1), Sem influência no resultado
6.ª-Estoril(f), V(2-3), Vasco Santos, Nada a assinalar
7.ª-Arouca(c), V(4-0), Hugo Miguel, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
8.ª-Braga(f), D(2-1), Marco Ferreira, Prejudicados, (2-3), (-3 pontos)
9.ª-Rio Ave(c), V(1-0), Manuel Mota, Nada a assinalar
10.ª-Nacional(f), V(1-2), Bruno Paixão, Prejudicados, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
11.ª-Académica(f), V(0-2), Jorge Ferreira, Beneficiados, (0-1), Sem influência no resultado
12.ª-Belenenses(c), V(3-0), Manuel Oliveira, Nada a assinalar
13.ª-Corruptos(f), V(0-2), Jorge Sousa, Nada a assinalar
14.ª-Gil Vicente(c), V(1-0), Capela, Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
15.ª-Penafiel(f), V(0-3), Paulo Baptista, Nada a assinalar
16.ª-Guimarães(c), V(3-0), Rui Costa, Nada a assinalar
17.ª-Marítimo(f), V(0-4), Xistra, Nada a assinalar

Sporting
1.ª-Académica(f), E(1-1), Soares Dias, Beneficiados, (2-1), (+1 ponto)
2.ª-Arouca(c), V(1-0), Nuno Almeida, Prejudicados, (2-0), Sem influência resultado
3.ª-Benfica(f), E(1-1), Proença, Nada a assinalar
4.ª-Belenenses(c), E(1-1), Cosme Machado, Nada a assinalar
5.ª-Gil Vicente(f), V(0-4), Xistra, Beneficiados, (1-4), Sem influência no resultado
6.ª-Corruptos(c), E(1-1), Benquerença, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
7.ª-Penafiel(f), V(0-4), Rui Costa, Beneficiados, Impossível contabilizar
8.ª-Marítimo(c), V(4-2), Manuel Oliveira, Beneficiados, (4-3), Sem influência no resultado
9.ª-Guimarães(f), D(3-0), Hugo Miguel, Prejudicados, (2-0), Sem influência no resultado
10.ª-Paços de Ferreira(c), E(1-1), Bruno Esteves, Beneficiados, (1-2), (+1 ponto)
11.ª-Setúbal(c), V(3-0), Soares Dias, Beneficiados, Impossível contabilizar
12.ª-Boavista(f), V(1-3), Jorge Sousa, Nada a assinalar
13.ª-Moreirense(c), E(1-1), Jorge Ferreira, Nada a assinalar
14.ª-Nacional(f), V(0-1), Duarte Gomes, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
15.ª-Estoril(c), V(3-0), Soares Dias, Nada a assinalar
16.ª-Braga(f), V(0-1), Hugo Miguel, Nada a assinalar
17.ª-Rio Ave(c), V(4-2), Nuno Almeida, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)

Corruptos
1.ª-Marítimo(c), V(2-0), Xistra, Nada a assinalar
2.ª-Paços de Ferreira(f), V(1-0), Mota, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
3.ª-Moreirense(c), V(3-0), Bruno Esteves, Nada a assinalar
4.ª-Guimarães(f), E(1-1), Paulo Baptista, Nada a assinalar
5.ª-Boavista(c), E(0-0), Jorge Ferreira, Nada a assinalar
6.ª-Sporting(f), E(1-1), Benquerença, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
7.ª-Braga(c), V(2-1), Proença, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
8.ª-Arouca(f), V(0-5), Xistra, Beneficiados, Prejudicados, (1-6), Sem influência no resultado
9.ª-Nacional(c), V(2-0), Nuno Almeida, Nada a assinalar
10.ª-Estoril(f), E(2-2), Soares Dias, Beneficiados, (3-2), (+1 ponto)
11.ª-Rio Ave(c), V(5-0), Benquerença, Beneficiados, (1-2), (+3 pontos)
12.ª-Académica(f), V(0-3), Manuel Mota, Nada a assinalar
13.ª-Benfica(c), D(0-2), Jorge Sousa, Nada a assinalar
14.ª-Setúbal(f), V(4-0), Manuel Oliveira, Beneficiados, (2-0), Sem influência no resultado
15.ª-Gil Vicente(f), V(1-5), Nuno Almeida, Nada a assinalar
16.ª-Belenenses(c), V(3-0), Manuel Mota, Nada a assinalar
17.ª-Penafiel(f), V(1-3), Soares Dias, Beneficiados, (1-0), (+3 pontos)

Braga
1.ª-Boavista(c), V(3-0), Vasco Santos, Beneficiados, (1-0)?!, Impossível contabilizar
2.ª-Moreirense(f), E(0-0), Paixão, Prejudicados, (1-0), (-2 pontos)
3.ª-Estoril(c), V(2-1), Hugo Miguel, Prejudicados, (3-1), Sem influência no resultado
4.ª-Arouca(f), D(1-0), Proença, Nada a assinalar
5.ª-Nacional(f) E(1-1), Jorge Tavares, Prejudicados, Impossível contabilizar
6.ª-Rio Ave(c), V(3-0), Bruno Esteves, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
7.ª-Corruptos(f), D(2-1), Proença, Prejudicados, (2-2), (-1 ponto)
8.ª-Benfica(c), V(2-1), Marco Ferreira, Beneficiados, (2-3), (+3 pontos)
9.ª-Académica(f) E(1-1), Bruno Paixão, Nada a assinalar
10.ª-Gil Vicente(c), V(2-0), Manuel Oliveira, Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
11.ª-Penafiel(f), V(1-6), Hugo Miguel, Nada a assinalar
12.ª-Guimarães(c), E(0-0), Xistra, Nada a assinalar
13.ª-Belenenses(f), V(0-1), Paulo Baptista, Nada a assinalar
14.ª-Paços de Ferreira(c), V(3-0), Manuel Mota, Nada a assinalar
15.ª-Marítimo(f), D(2-1), Jorge Sousa, Nada assinalar
16.ª-Sporting(c), D(0-1), Hugo Miguel, Nada a assinalar
17.ª-Setúbal(f), V(1-3), Paulo Baptista, Nada a assinalar

O Benfica de Eusébio

"Num tempo e lugar já distantes, vi com o João Vaz, meu velho amigo do liceu de Guimarães, aí pelos anos 60, Eusébio a jogar pelo Benfica, pela primeira vez, em Matosinhos. E ficámos, desde logo, espantados com a agilidade e repentismo de um atleta onde o génio do improviso era luminoso. Partimos 'à boleia' de Espinho e tentámos regressar do mesmo modo, no final do jogo, à tarde. Fomos vencendo a distância desde Leixões, pela estrada fora, ao cair da tarde, e no cansaço de uma viagem a pé, interminável, exausta, até Espinho, lugar salvador da casa de meus tios. Eusébio, e esse Benfica, tornaram-se-me inesquecíveis.
Momento ainda único, de contrastes, foi a final da Taça de Portugal em 1969: Benfica-Académica. Tempo de ditadura, de Coimbra em revolta, universidade encerrada e em luta, 'cidade sitiada', uma 'ilha de liberdade', a viver em Portugal. A final do Jamor, considerada o maior comício num campo de futebol contra a ditadura, viveu a singularidade de uma revolta da juventude, de Coimbra e Portugal, tendo a seu lado o povo que gosta de futebol, de todos os clubes. Nas bancadas vermelhas do Benfica, e nas pretas da Académica, viajaram tarjas e dísticos de protesto e liberdade, perante a fúria dos próceres da ditadura. Tomás e a televisão do regime estiveram ausentes da final.
No palco do jogo, a 10 minutos do fim, Manuel António marca um golo da vitória da Académica. Mas o 'destino' ainda não tinha chegado e Eusébio, esse atleta genial, estragou a festa, que finalmente só veio a explodir seis anos mais tarde. Um contrassenso: o Benfica do povo e uma Académica de causas (e de estudantes) ganharam e perderam nesse dia. Eusébio sem o pressentir, tinha marcado um golo na sua própria baliza (e da história).
Aquando da morte de Eusébio, tive oportunidade de rever o filme de uma vida, e das gerações que, como a minha, também por aí passaram. E, por isso, quando a Assembleia da República votou a homenagem a Eusébio, pude dizer, em nome do Grupo Parlamentar Socialista, que esse atleta genial foi, também, exemplo de desportivismo ímpar. E lembrar que nos tempos trágicos da ditadura, que conduziu a uma guerra colonial, racista, Eusébio emergiu como um símbolo de identidade popular e nacional, que se manteve intocável até aos nossos dias.
Eusébio foi um desportista mágico, que concentrou em si as esperanças do povo, na sua capacidade indomável de lutar e vencer, de transformar, de 'mudar o rumo dos acontecimentos', contrariar o destino. Eusébio, natural de Moçambique, tornou-se uma referência universal de Portugal e da lusofonia. Sendo uma glória do Benfica, Eusébio tornou-se um símbolo popular da identidade de Portugal."

Alberto Martins, in Mística

O Eusébio agradecido


"Há 41 anos, o mundo do futebol veio à velha 'catedral' da Luz agradecer a Eusébio o que Eusébio ao mundo deu. Houve jogo de estrelas e o Benfica recebeu a taça d' "o Eusébio agradecido".

Na última edição da Eusébio Cup, a 26 de Julho, foi apresentada ao público esta taça, que o 'Rei' ofereceu ao clube por ocasião da sua festa de consagração, na noite de 25 de Setembro de 1973. Símbolo da gratidão de Eusébio ao emblema que o acolheu em 1960, ainda com 19 anos, para crescer com ele e ser no mundo como Camões ou Amália, nome sinónimo de Portugal.
Naquela noite, milhares de pessoas acorreram à Luz para celebrar a carreira de um futebolista inigualável. Era o tempo de um Benfica tricampeão nacional sem derrotas e de um Eusébio que acabava de conquistar o seu décimo campeonato, a sua sétima Bola de Prata. Banks, Bobby Charlton, Kaiser, Gento e George Best foram algumas das estrelas que formaram a selecção internacional convidada para defrontar o 'Pantera Negra' e companhia, nomeadamente José Henrique, Bento, Artur Correia, Bastos Lopes, Humberto Coelho, Messias, Barros, Vítor Martins, Toni, Rui Rodrigues, Moinhos, Simões, Nené, Jordão, Artur Jorge e Nelinho.
O resultado foi um empate a duas bolas, com Nené a bisar e a ser considerado o homem do encontro. Lá se esperavam, claro, os estragos de Eusébio, que, sem sucesso, não se cansou de atirar ao alvo. Abandonaria o relvado a 15 minutos do final, debaixo de uma estrondosa ovação.
O reconhecimento ao homem e ao desportista por parte do governo português, da direcção do Sport Lisboa e Benfica, da Federação Portuguesa de Futebol, da Associação de Futebol de Lisboa, de clubes nacionais e estrangeiros, de órgãos de imprensa, etc., ficou registada num conjunto de ofertas e distinções sem conta. Eusébio, por seu turno, não quis deixar de retribuir. Ao clube ofertou esta taça em prata com uma inscrição muito simples na base: 'Ao Sport Lisboa e Benfica, o Eusébio agradecido'.
A sua importância como documento de uma memória única fez com que viajasse recentemente até Norte, onde pôde ser vista no Centro Cultural de Vila Nova de Foz Côa. Eusébio - Pantera Negra foi a exposição criada pelo Museu Benfica - Cosme Damião para complementar a exibição do filme Eusébio - A Pantera Negra, de 1973 realizado pelo espanhol Juan de Orduña e que integrou o CINECOA (Festival Internacional de Cinema de Foz Côa).
Ao lado dela estiveram outras memórias da vida desportiva e pessoal do 'Rei', como a camisola da selecção nacional, as chuteiras Puma, as sapatilhas de ginástica de Flora ou o traje de baptismo das filhas. A narrativa emanou da célebre banda desenhada de Eugénio Silva cujo título deu nome à exposição."

Luís Lapão, in Mística

Pela mão de Bastos

"O antecessor de Costa Pereira foi o único guarda-redes português a vencer a Taça Latina, primeiro troféu internacional oficial do futebol português.
José Manuel de Bastos - Nascido em Alquerubim a 17/10/1929 - Fez 11 épocas no Benfica e 169 jogos oficiais. Conquistou três Campeonatos Nacionais, cinco Taças de Portugal e uma Taça Latina

Foi o atletismo que o trouxe ao Benfica, influenciado por um irmão. Mas o futebol era a sua paixão e, aos 17 anos, passou a integrar a equipa de juniores, estreando-se a 15 de Dezembro de 1946, num jogo com o Belenenses para o Campeonato Distrital. Em 1948 foi chamado às reservas, acalentando com mais força, a partir de então, o sonho de saltar para a equipa de honra. Mas teria de esperar, numa altura em que Rogério Contreiras, Pinto Machado e Mário Rosa não lhe davam tréguas.
Em Dezembro de 1949, no Estádio Nacional, em jogo particular frente aos argentinos do San Lorenzo de Almagro, vestiu pela primeira vez a camisola da equipa principal. Mas Rosa estava firme no lugar, e seria preciso aguardar por Março de 1950 para o ver de novo entre os postes.
No dia 12 desse mês, sob o comando do britânico Ted Smith, o Benfica recebia, no Campo Grande, o Lusitano VRSA, em jogo a contar para a 21.ª jornada do 'Nacional'. Bastos equipou-se e só parou na última jornada, depois de se sagrar campeão nacional.
Em Junho viria o auge - a conquista do primeiro troféu internacional oficial do futebol português: a Taça Latina.
Num período em que o Sporting trocava a sua melhor música, gravando o mito dos 'Cinco Violinos', Bastos e companhia teriam de esperar por melhores dias no Campeonato. Mas na Taça de Portugal seriam três de rajada, durante aquele que é o melhor ciclo do Benfica na competição, com quatro vitórias consecutivas, contando a de 1948/1949, ainda com Contreiras entre os postes, e descontando a da época de 1949/1950, na qual a prova não se realizou. As três que foram de Bastos  - 5-1 à Académica, em 1950/1951, 5-4 ao Sporting, em 1951/1952, e 5-0 ao FC Porto, em 1952/1953 - selaram esse ciclo mágico.
Em 1954/1955, a contratação de Costa Pereira remetê-lo-ia para segundo plano. Em 1955/1956 registaria nas provas nacionais uma época à sombra do novo guardião. Mas na Taça Latina seria o eleito de Otto Glória, fazendo em Itália os jogos que deram ao Benfica um terceiro lugar. Na época seguinte, é ele novamente o número um, vencendo o Campeonato Nacional e a Taça de Portugal. Joga a final da Taça Latina em Espanha, com derrota frente ao colosso Real Madrid.
Em 1957/1958 conserva a titularidade e faz história ao integrar a equipa que realiza em Sevilha, para a Taça dos Clubes Campeões Europeus, o primeiro jogo benfiquista em provas da UEFA.
Mas Costa Pereira estava por perto... Na época seguinte, nova e definitiva troca, com Bastos a alinhar em apenas dois jogos no Campeonato e quatro na Taça. Valeu-lhe a consolação de ser ele a celebrar no Jamor, pela quinta vez, num encontro selado aos 13 segundos, com um golo de Cavém que derrotou o FC Porto.
Seria este, pelo Benfica, o seu último jogo oficial. Em 1959/1960 faria três encontros pela equipa principal, mas de carácter particular, o último dos quais em Almada, frente ao Belenenses, que defrontara igualmente na sua estreia, ainda júnior, 13 anos antes.
A 17 de Maio de 1961 regressaria à Luz com as cores do Atlético CP. Pela frente tinha um Benfica também de reservas, mas com um miúdo que se estreava para lhe marcar três golos a dar início a uma lenda: Eusébio."

Luís Lapão, in Mística

Com aquela fé que remove montanhas

"Em 1907, o clube esteve à beira de morrer. Três homens, em particular, fizeram jus ao lema da união e garantiram a sobrevivência.

A famosa equipa de segunda categoria de 1906/1907, que subiu à primeira em 1907/1908 e garantiu a sobrevivência do clube. Da esquerda para a direita, em primeiro plano: Luís Vieira, Cosme Damião e Marcolino Bragança; segundo plano: Félix Bermudes, Eduardo Corga, Leopoldo Mocho, A. Meireles e Carlos França; terceiro plano: Henrique Teixeira, João Carvalho Persónio e José Neto.

Será de todo improvável que a equipa B venha algum dia a tornar-se responsável pela sobrevivência do nosso clube. Mas há 107 anos foi o que aconteceu! Poder-se-á afirmar que existimos graças aos hmens que aparecem nesta belíssima fotografia, de Frederico Sena Cardoso. Para além de terem vencido, em 1907, o primeiro torneio interclubes de 'segundas categorias' e dado ao Sport Lisboa o seu primeiro troféu, foram eles que chamaram a si o papel de equipa principal quando aquela que era se desmanchou. Naquele tempo, ainda sediados em Belém, lutávamos com a falta de campo próprio para jogar e dificuldades financeiras. O recém-formado Sporting Clube de Portugal gozava de excelentes infra-estruturas, mas não possuía jogadores de nível para competir. O resultado foi a debandada para o arqui-rival de oito elementos da equipa de honra e a eclosão de uma crise que deixou o jovem Sport Lisboa na iminência de fechar portas.
Perante este cenário, agravado pela partida do guarda-redes Manuel Mora para a Argentina e do 'capitão' Fortunato Levy para Cabo Verde, sobreveio uma inactividade de mau prenúncio. Foi então que alguém propôs a já referida solução histórica.
«Porque não passamos o segundo team a primeiro?» Colocada pelo jovem jogador Marcolino Bragança, esta questão trouxe a resposta sacramental. Cosme Damião, então componente desse grupo secundário, revelaria mais tarde: «Eu, por mim, concordei. Marcolino foi a alma da resistência. Perdeu o ano no liceu. Mas ganhámos todos com a continuação do clube».
Perfilhada a ideia, o 'capitão' Félix Bermudes ofereceu cinco mil réis para a compra de uma bola de futebol, manteve-se a quota de dois tostões mensais, fez-se uma subscrição pública e, «com aquela fé que remove montanhas» (palavras de Cosme Damião), foi inscrita como primeira equipa na Liga de Football a que na época anterior competira no torneio de 'segundas'. Estava garantido o futuro o clube. Foram estes jogadores que se bateram, em 1907/1908, com as fortes equipas do Sporting e do Carcavellos Club, dono e senhor do futebol nacional de então. A obtenção de um terceiro lugar significou o triunfo da união e a tão desejada sobrevivência.
Dois anos volvidos, o Benfica colocaria um ponto final no absolutismo do Carcavellos. Na década que então se iniciava, viria a conquistar oito vezes a prova afirmando-se como o melhor clube português.
Marcolino afastar-se-ia após a época de 1907/1908. Félix, desportista ecléctico e homem de letras, assumiria o cargo de presidente em 1916, 1945 e 1946. Cosme Damião, com a dira 'fé que remove montanhas', afirmar-se-ia como a alma do Sport Lisboa e Benfica."

Luís Lapão, in Mística

domingo, 18 de janeiro de 2015

Máquina afinada...

Marítimo 0 - 4 Benfica

Talvez o melhor jogo da época, fora da Luz (ofensivamente), mesmo com mais uma lesão num jogador fundamental, logo no início da partida... O Benfica teve simplesmente demolidor... Sendo que o Júlio César voltou a ser essencialmente um espectador.
O Marítimo até entrou com a força toda (estilo cão raivoso...), o seu treinador andou a mandar bitaites sobre as arbitragens no pré-jogo, numa descarada tentativa de condicionar o jogo... No início parecia que o jogo ia ser muito disputado no meio-campo, com muitas faltas não assinaladas e cartões perdoados... Mas o substituto Olha John, descobriu o Salvio, que com mais um excelente trabalho individual (legal), marcou...
A partir daqui o jogo foi diferente, o Marítimo ficou receoso, o Benfica ficou com o controle total da partida, mas baixámos um pouco a velocidade...
Ao intervalo o Jesus deve ter 'berrado', a equipa entrou com a clara intenção de 'matar' com o jogo o mais cedo possível... E com alguma facilidade, e muita qualidade, chegámos aos 4... e se tivéssemos mantido a 'fome' teríamos marcado mais... No meio disto, o melhor que o Marítimo fez, foi num remate de muito longe do Danilo, que embateu na barra (pareceu-me que o Júlio César ainda desviou a bola...).
Não é fácil fazer destaques individuais, pois ninguém esteve mal, e quase todos estiveram muitíssimo bem!!! Por isso relevo somente o regresso do Luisão: nem parece que esteve 1 mês parado, com muita classe dentro e fora do campo!!! O Samaris começa convencer os mais descrentes na sua adaptação...!!! O Salvio, no regresso à titularidade marcou dois golos e fez um grande jogo. O Ola John mesmo saltando do banco, fez um dos melhores e mais consistentes jogos no Benfica.

Apesar de todo o domínio, apesar de os 4 golos serem legais, não será difícil de adivinhar que as analises nos pasquins, e nas TV's vão todas passar pela potencial expulsão do Talisca ainda na 1.ª parte!!! Num jogo onde o Xistra esteve muito melhor do que eu esperava, mas onde perdoou muitos amarelos, a vários jogadores, especialmente do Marítimo, o único que lhe vai valer criticas, será ao jovem Baiano... E os que vão falar do potencial 2.º amarelo ao Talisca, são os mesmos que ontem não viram qualquer ilegalidade nos 3 golos dos Corruptos em Penafiel... Exactamente os mesmos!!!
Para os mais esquecidos, somos Campeões de Inverno!!! Eu sei que é um não-título, mas se fosse qualquer outra equipa, a chagar ao fim da 1.ª volta, em 1.ª lugar com 6 pontos de vantagem, teríamos muita festa... mas assim, será tudo muito discreto!!! Apesar de criticar esta atitude generalizada dos mérdia com o Benfica, estrategicamente até pode ser positivo para o Benfica... Humildade, não embandeirar em arco, nada de festas antecipadas, algo que pode ser a nossa melhor arma, daqui até ao fim da época...