Últimas indefectivações

sábado, 26 de novembro de 2016

Vitória na Suíça

Diessbach 3 - 4 Benfica

O mais importante eram os 3 pontos, mas esperava-se mais... Ainda por cima desperdiçamos 3 penalty's e 1 Livre Directo!!!

Na Suíça, num pavilhão Vermelho sofreu-se até ao fim... É verdade que até existem alguns jogadores experientes do outro lado (o nosso ex- guarda-redes Carlos Silva por exemplo...), mas temos que admitir que esta época, temos tido demasiado jogos 'apertados', sofremos demasiados golos e estamos com uma eficácia nas bolas paradas, ridícula...!!!

No outro jogo do grupo, houve mini-surpresa: Vic 2 - 2 Lodi. Empate, agradável para o nosso lado...

Mais um susto !!!

Benfica 3 - 2 Pinheirense

Mais um jogo que acabou com o coração nas mãos, num jogo esquisito, onde durante praticamente durante todo o jogo, a história, foram as oportunidades desperdiçadas pelo Benfica...
Com as bombas do Fernando a desbloquearem as redes... e com o Cecílio a 10 minutos do fim, a fazer o 3-0, com classe... Ainda pensei que íamos ter finalmente um jogo 'descansado', engano meu, já que num momento de desconcentração, permitimos o 3-2 num instante!!!!
Até final voltámos a controlar e a desperdiçar (com um contra-ataque do adversário, com o Bebe a safar...!!!)... e até quando o Pinheirense arriscou o 5x4 foi o Benfica, a desperdiçar de forma incrível!!!

O Elisandro e o Jefferson continuam de fora (o Ré regressou após castigo) e agora o Franklin juntou-se aos lesionados!!!

Quase na centena !!!

Benfica 99 - 65 Sampaense
24-19, 28-16, 28-15, 19-15

Jogo descansado (que até começou mal!!!), contra a equipa mais frágil da Liga... Deu inclusive para descansar o Carlos Morais (o Hollis só fez 7 minutos).
Festival de Triplos, com o Barroso a encestar 8 !!!

Temos agora alguma folga no calendário, mas a partir de dia 14 de Dezembro, recomeça a Europe Cup!

O juízo e o comer

"Farão lindamente Benfica e Porto em não se verem já no papel de apurados para os oitavos-de final da Liga dos Campeões. É questão de ter juízo. O juízo que, por exemplo, faltou ao Benfica naquela meia-hora final, mais pateta do que patética, de Istambul. E haverá sempre a Liga Europa, é verdade, se falharem as decisões com o Nápoles e com o Leicester. O responsável máximo pelas finanças do Benfica disse esta semana que 'nem os clubes portugueses ligam à Liga Europa' mas fez mal em dizê-lo quando há reais probabilidades de ser esse o seu destino. Por sua vez, o treinador do Sporting disse que vê o Sporting com 'condições para fazer uma Liga Europa muito bonita' mas fez mal em dizê-lo porque o Sporting, ao contrário do Benfica e do Porto, para se qualificar para a Liga Europa ainda tem pela frente aquele pormenorzinho do jogo em Varsóvia.
O Porto vive uma crise de concretização. Tem dificuldades em marcar golos que não chega para pôr em causa o talento dos seus jovens avançados portugueses nem o acerto da construção da equipa. Já os goleadores do Porto que andam emprestados estão fartos de marcar golos. Aboubakar marcou ao Benfica em Istambul e Marega marcou ao Sporting em Guimarães. É caso para se dizer que o Porto está a trabalhar muito bem por fora.
Como castigo por não terem sabido resolver as suas questões a tempo em grupos sem papões, Benfica e Porto têm de começar a olhar para a hipótese da Liga Europa com estima e consideração. Não é o fim do Mundo ainda que a Liga dos Campeões seja, de facto, outra louça. Em função do que os três grandes portugueses viveram até aqui na Europa será ao Sporting que a Liga dos Campeões faz mais falta. Por causa do dinheiro? Não. Por causa do 'comer' com Florentino Pérez? Muito menos. Por causa dos comunicados? Sim, absolutamente.
Não houve dia de jogo importante do Sporting nesta fase de grupos que não tivesse a ofuscá-lo a pertinente concorrência de alocuções presidenciais. Na véspera do desafio com o Dortmund em Alvalade houve ocasião para vincar, em conferência de imprensa, que 'o Sporting não é da Segunda Circular, é do Campo Grande', na tarde do jogo de Dortmund foi oportuno classificar a oposição interna como 'híbridos telecomandados a partir de Carnide' e a poucas horas deste último jogo com o Real Madrid houve o anúncio da recomposição do capital social da SAD. Até parece de propósito."

Benfiquismo (CCXCIX)

Novinho em folha...!!!

Somos a melhor equipa do grupo

"O Benfica ganhou por 6-0 ao Marítimo, numa boa exibição, e fez por merecer a presença no sorteio de ontem, no qual nos saiu o Real (Massamá) que já foi por duas vezes tomba-gigantes nesta edição da prova. Não há razão de queixa da sorte e não vejo que possamos passar à condição de isentos no próximo sorteio como aquela já ocupada pelo FC Porto no sorteio de ontem. Resta vencer e seguir rumo ao Jamor, sem justificação nem desculpas.
A jornada europeia teve o condão de irritar o mais pacato benfiquista. A ganhar 3-0, a sexta melhor equipa da Europa tem de segurar o resultado contra uma mediana equipa turca. Em absoluto, o resultado de empate como mais de dois golos até nem era mau, pois garante desde já vantagem directa sobre os turcos em caso de empate final, a basta estes não ganharem em Kiev e estamos já apurados (facto que julgo poder acontecer). Mas depois de estar a vencer por três golos não podíamos ter deixado escapar a qualificação (e poder descansar contra o Nápoles) pois prescindíamos todos de um apuramento com tanta emoção. Assim, no dia 6 de Dezembro, teremos de vencer o Nápoles, vencer o grupo e mostrar o óbvio: somos a melhor equipa deste grupo. Já nos aconteceu de tudo nesta qualificação, ainda assim estamos em posição privilegiada de apuramento, sem grandes matemáticas nem dependência de terceiros.
Neste momento, já somos mesmo a única equipa portuguesa que ainda não perdeu objectivos esta época. Os títulos já disputados vencemos, os que faltam disputar queremos vencer. No Benfica não há tempo para lamentos, desculpas ou justificações, estamos em todas as frentes, e na frente em todas elas.
Domingo teremos que encarar o Moreirense como mais uma etapa do objectivo maior que é ser tetracampeão, e deixar as tretas para os que são ex-campeões."

Sílvio Cervan, in A Bola

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

O terceiro anel

"Muito dele se tem falado – como se de uma entidade mítica se tratasse. E com razão. Contrariando o critério holístico, ele era parte que parecia ser mais que o todo, parecendo mero apêndice, ele era o essencial – de lá pendia, como um relâmpago, o veredicto que os jogadores acatavam como o julgamento decisivo de suas actuações. Naquela sua altaneira assimetria, e apesar da sua condição de obra inacabada, o terceiro anel era-o antes de o ser – como a pescada: era anel antes de descrever e completar o círculo que a essa sua condição convinha. E que só, anos mais tarde, veio a concretizar-se.
Ele elevava-se acima da linha de uma certa mediania geométrica para, neste seu empertigamento, lançar aos ventos a ousadia de um sonho grande de um homem só – que quase sempre se é só na grandeza. Como o foi Fernando Martins. Mas a força mítica desse pedaço-alma de um estádio que só como da Luz mítico se poderá considerar, vem-lhe da sua dimensão anunciadora de um voo altivo – como o da águia. O terceiro anel é muito mais do que uma ousada obra de engenharia, ou, mais prosaicamente, de construção civil - ele é o símbolo-casa de uma grande família. Nele e por ele, numa espécie de previvenciação ritualizada de uma grandeza, assim profetizada, os benfiquistas se instalavam no lugar-aconchego do sonho que lhes inebriava a alma.
O terceiro anel era um território quente, um lugar com alma: lá habitava o sonho que congregava, em convívio familiar, os que nesse sonho de um destino de grandeza se irmanavam. Era simplesmente um lugar. Onde todos, em exemplar convívio transgeracional, se instalavam desde cedo e, enquanto trincavam os tremoços comprados na Ti Josefa do Calhariz, iam debulhando prognósticos gordos para o desfecho do jogo a seguir. E não faltava sequer o farnel da Tia Guida, viúva de um dos heróis, creio que do Arsénio, farnel do qual todos eram maternalmente intimados a partilhar.. Enfim, um arraial, uma festa!
Dir-se-ia que, naquele seu jeito ínvio, meio torto de ser incompleto, o terceiro anel nos completava e, se algum modo, se locupletava na abundância de um sonho atrevido e insubmisso – ele era também o espaço habitado pela cortante régua da exigência e da responsabilidade. Habitava-o uma notória, e notável, - apesar da singeleza de seus habitantes – aura tribunícia. Era para este espaço mitificado, sem medida que em rigor o delimitasse, qual instância última, que os jogadores, todos de mão dada, faziam, antes de cada jogo, a sua vénia reverencial – como se de lá esperassem a bênção e louvor para a sua actuação.
O terceiro anel era a face humana, telúrica, popular do Estádio da Luz, que assim se chama não apenas por estar enquadrado no espaço geográfico do bairro que leva o mesmo nome, mas por ser de luz a história que encarna e o destino que anuncia. O terceiro anel, assim inacabado e assomando acima da linha média da restante construção, insinuava-se como o olhar indómito para lá da linha do horizonte – ele representava muito mais enquanto inacabado do que passou a representar quando se procedeu à sua conclusão.
Inacabado, ele era insatisfação, ele era ambição, insubmissão, rasgo – ele era projecto. Uma vez acabado, ficou rematado, concluído, gerando a sensação redonda de que tudo estava conseguido – que a obra terminara. O famoso fecho do terceiro anel cujo mérito é inatacável, talvez tenha trazido associado o efeito colateral de uma certa oclusão do sonho grande que o originara. É preciso, se calhar, reavivar o papel instigador do mítico terceiro anel – ainda por acabar, galhardamente insinuado e insinuante. Urge que convertamos os estádios de futebol em lugares - porque estão cada vez mais convertidos em “não-lugares” (na terminologia feliz de Marc Augé): as pessoas passam por lá, mas não os habitam, como nos aeroportos ou nos shoppings.
É preciso reimplantar nos estádios espaços inventados de humanidade. E, no caso do Sport Lisboa e Benfica, urge superar o contentamento supino com uma glória mínima e ter a ousadia de aspirar à glória máxima: demandar resolutamente o céu, em vez de se contentar com o limbo! A águia voa só! Mas não é só voar o que ela faz – ela caça com uma precisão e eficácia, únicas no reino animal. Porquê? Por uma razão: vê de longe!"

Benfica: como se explica uma meia-hora desastrosa?

"Uma águia de duas cabeças em Istambul. Um olhar ainda para um FC Porto que teima em não encontrar-se.

O bom que o Benfica fez em Istambul foi apagado por uma última meia-hora desastrosa.
Rui Vitória irá certamente procurar (e encontrar) as respostas à pergunta que todos fazem desde o apito final do encontro de quarta-feira: como foi possível deixar-se empatar depois de estar a vencer por 3-0?
Foi uma águia de duas faces, ou melhor, de duas cabeças aquela que defrontou o campeão turco.
Os encarnados entraram na segunda parte da mesma forma que na primeira, e criaram oportunidades para dilatar a vantagem. Haverá então várias questões, e não apenas uma.
Terá havido deslumbramento com o atual momento da equipa e com as facilidades aparentes que o encontro apresentava?
Por que o Benfica manteve a aposta na vertigem e num jogo mais partido, quando podia ter baixado ritmos e optado por controlar mais o jogo e, com isso, também o resultado?
Não terá ainda Rui Vitória convidado o Besiktas ao ataque com as substituições?
Abdicar da agressividade de Gonçalo Guedes (e da relativa frescura de Cervi) e forçar a entrada de um Rafa a precisar de minutos, com o lado direito exposto à quebra de Salvio, e onde Tosun começou a fazer miséria, beneficiando também da companhia de Quaresma mais perto do fim, poderá ter sido também decisivo na recuperação turca.
O treinador certamente irá aprender algo deste jogo, tal como os jogadores.
Uma conclusão é evidente: o Benfica não pode deixar-se empatar depois de ter chegado a uma vantagem de 3-0, exatamente como não podia ter acontecido com o Sporting em Guimarães, se estendermos a comparação à Liga. Por muito mérito que tenham os adversários (e tiveram-no) há que saber controlar o jogo.
No que diz respeito ao FC Porto, está aqui por novo empate frente ao FC Copenhaga. É verdade que não perdeu, e mantém-se a depender apenas de si para garantir o apuramento na segunda posição, mas chegar à última jornada neste grupo sem ainda ter feito a festa e, sobretudo, com dois pontos em seis possíveis frente aos dinamarqueses é medíocre.
Claudio Ranieri, o treinador do Leicester, resume tudo numa frase: «Vencedores do grupo, como é possível?»
Pois.
A primeira parte voltou a ser dececionante e, apesar de uma outra oportunidade desperdiçada, também a segunda sabe a pouco.
Ganhar agora garante os oitavos, ou o Dragão ficará a depender do que o FC Copenhaga fizer. A margem de erro, num grupo extremamente acessível, é zero.
Comparando com o Benfica, o emblema da Luz está em situação semelhante. Compete num grupo acessível, e o apuramento, a ser concretizado, chegará no limite.
Não ganhar um jogo ao Besiktas - apesar das condicionantes nos lesionados, sobretudo no jogo da Luz - também parece fraca prestação. A única diferença é que ainda pode chegar ao primeiro lugar, e que terá mostrado, aqui e ali, um pouco mais de intensidade e futebol jogado do que os grandes rivais."

O treinador enquanto atleta de alta performance

"O contexto desportivo tem sido, ao longo dos últimos anos, um verdadeiro “berçário” de líderes de alto nível.
Scolari, Mourinho, Guardiola, Simeone, entre tantos outros (e para todos os gostos!) têm feito as delícias de todos os interessados nos processos de liderança.
De tal forma que as obras biográficas que resultam do nível de êxito que atingem acabam por suscitar a curiosidade de quem se dirige às livrarias, para poder aceder a todos os segredos sobre o processo de liderança que exercem.
Diego Simeone chegou mesmo a tornar-se num case study na Universidade de Harvard, sendo a sua metodologia fortemente recomendada a pequenas e médias empresas que pretendam afirmar-se no mercado das empresas de um segmento superior.
Mas o que distingue estes homens dos demais?
Para além da sua elevadíssima expertise em processos de jogo, o que, possivelmente, não os diferenciaria de muitos outros que, com este mesmo domínio, acabam por não ter sucesso a níveis tão elevados, são efetivamente exímios quer no que respeita a processos de auto-regulação energética (psico-emocional), quer no que refere a processos de regulação dos níveis de ativação do grupo que comandam.
Conhecedores, genuinamente, do funcionamento humano em contextos de performance (logo, conscientes do que potencia ou dificulta o seu próprio desempenho no exercício da sua função de liderança), diagnosticam como ninguém as necessidades que a sua equipa tem, no que respeita a manterem, de forma consistente, os níveis de desafio e intensidade necessários a um desempenho de excelência ao longo de 90 minutos.
Curiosamente, há uns anos, um treinador de alto rendimento (no caso, de outra modalidade), chamou-me e solicitou ajuda no que respeita à identificação dos critérios que ele próprio ia utilizando quando recrutava um atleta para a sua equipa. Sabia que o fazia bem, mas por trás do que considerava "faro", sabia que estariam alguns critérios que não conseguia identificar racionalmente...
A isto poderíamos chamar "conhecimento inconsciente". Por outras palavras, ao longo dos anos, este profissional aprendeu a identificar os indicadores certos... sem saber que ia criando uma ferramenta exímia de avaliação de competências.
Frequentemente, a Psicologia do Desporto/Performance, dedica o seu tempo a fazer isto mesmo: estudar os casos de sucesso ao pormenor, por forma a conseguir identificar denominadores comuns, no que respeita às competências e comportamentos que, elicitadas(os) de uma dada forma, acabam por ser um bom indicador de sucesso.
Neste enquadramento, aquilo que os estudos nos têm apontado é que estas pessoas, para além de um domínio elevado no que respeita a conhecimento técnico-táctico (que transportam para a criação de processos de jogo muito eficientes), e de naturais competências de comunicação, acabam por partilhar com os atletas um conjunto de competências essenciais à manifestação de uma performance, consistentemente, de alto nível.
Falamos de competências como gestão de stress e ansiedade, resistência à frustração, elevada motivação intrínseca, capacidade de manter a atenção de forma sustentada a todos os aspetos do jogo (concentração), entre muitas outras.
Contudo, o que os caracteriza, muito frequentemente, é a sua capacidade se se mostrarem "envolvidos e envolventes" ou, por outras palavras, através do seu próprio compromisso com a missão do grupo, acabarem por contaminar a generalidade dos atletas, que se dedicam a seguir o que estes líderes determinam. São, genericamente, sujeitos com níveis elevados de inteligência emocional (QE).
Tal como o estudo aprofundado dos fatores de sucesso dos atletas, acabou por resultar numa enorme evolução da capacidade de intervenção da Psicologia que, através do conhecimento adquirido acerca das competências diferenciadoras, desenvolveu processos de treino e métodos eficazes para, de forma sistematizada, poder replicar e potenciar a existência destas mesmas competências em grupos de atletas mais alargados, acredito que este também será o caminho, no que respeita ao estudo dos treinadores de sucesso.
Tal como no domínio dos atletas, o desenvolvimento aprofundado das competências de performance de um treinador elevarão, de forma inequívoca, o seu rendimento e, por esta razão, acredito que muito rapidamente será mais frequentemente do domínio publico (porque alguns casos já vão sendo conhecidos, como por exemplo, a parceria Scolari-Regina Brandão), as parcerias que se vão estabelecendo entre treinadores e psicólogos.
Curiosamente, há muitos anos a esta parte, num clinic de basquetebol profissional, o próprio Prof. Jorge Araújo referia que, nos clubes em que estava, se não havia recursos económicos para a contratação de 2 psicólogos (um para si e outro para a equipa), então, o psicólogo ficaria sempre a trabalhar com ele.
Então, se trabalham com atletas de alta performance, com quem a Psicologia já vai desenvolvendo algum trabalho, talvez já esteja na hora que os próprios treinadores exijam para si próprios a introdução de "ferramentas" que elevem o seu próprio padrão de desempenho!"

Ultrapasssados

"Afinal, Jorge Jesus não se julga dono da verdade e é capaz de aprender. Apesar de, nos seis anos que passou no Benfica, não ter tido a capacidade de perceber o contexto em que estava inserido, insistindo em desprezar as orientações estratégicas do clube consubstanciadas no desejo de aproveitamento do trabalho desenvolvido no Seixal, hoje, 17 meses volvidos da sua chegada a Alvalade, demonstra claramente que entende os traços identitários do clube que o contratou. Sabemo-lo porque, numa entrevista ao jornal espanhol Marca, respondendo a uma questão sobre a importância dos jogadores do Sporting na selecção nacional, afirmou, num 'portunhol' ridículo, que Fernando Santos, no Europeu, 'tirou o melhor de cada um dos jogadores do Sporting, porque do Benfica nem um'. Ou seja, perfeitamente identificado com os valores leoninos, reclamou, para o seu clube, dois títulos vãos - a relevância de atletas sportinguistas num título da selecção e, sem que lhe tenham perguntado, a irrelevância de atletas benfiquistas para o mesmo. À Sporting, portanto, esqueceu-se de referir um dos artífices da conquista portuguesa, André Gomes, por si menosprezado e, por isso, desterrado em Valência. Também Eliseu, titular em duas partidas em França. Renato Sanches, tão-só o autor do golo de Portugal nos quartos-de-final frente à Polónia e considerado o melhor jogador jovem do torneio.
E por falar em desonestidade intelectual, ou talvez senilidade, o protagonista do 'apito dourado' reclama agora por melhores arbitragens. É preciso muita lata, mesmo para um dragão sem fogo (nem sequer cuspo ou vapor), para evocar o que quer que seja neste domínio..."

João Tomaz, in O Benfica

Já para o castigo

"Quando eu era miúdo e andava na Escola Primária  hoje, Ensino Básico - quem fazia asneira ficava de castigo. Se alguém respondia mal à professora, ia para a fila da frente. Quem batia num colega, perdia o recreio. Mas isso era com a minha professora, a D. Fernanda, porque com outros educadores a coisa não era assim tão pacífica. Entre uma bofetada bem dada, uma reguada aplicada ao centímetro ou um bilhetinho para os pais, tudo era possível, independentemente de quem era o prevaricador. Fosse o melhor ou o pior aluno, o filho do médico ou do torneiro mecânico. E não havia hipótese de recurso quando se era apanhado em flagrante.
É o oposto do nosso mundo do futebol. Neste universo paralelo, há quem passe os dias a insultar e a dar indicações para outros insultarem. Há quem atice matilhas contra adeptos adversários e até quem, trinta anos de corrupção depois, chore pelos cantos por uma grande penalidade não assinalada. Há de tudo neste circo, mas só alguns são castigados e suspensos. No caso de Luís Filipe Vieira então, condenado sem provas e segundo critérios bastante dúbios.
Os dois pesos e duas medidas das autoridades que mandam no futebol português são difíceis de entender para os adeptos que não usam palas nos olhos. Isto é tudo muito simples. Se o presidente do meu clube cuspir em cima de alguém, não hesitarei em condená-lo e aguardar pelo merecido castigo. Não vou fazer fumaça para enganar a verdade. Se o presidente do meu clube insultar outro dirigente desportivo ou criticar - justa ou injustamente - um árbitro incompetente, terei de aceitar as consequências. Mas quero que isso aconteça com todos os que fizeram o mesmo. Isso não se passa agora. E é uma vergonha."

Ricardo Santos, in O Benfica

A história como ela é

"A patética ideia do presidente do Sporting de reivindicar mais uns quantos títulos para o seu clube é fantasiosa, e nem mereceria, sequer, estas linhas de texto.
A história foi o que foi. Os factos são conhecidos. Chame-se Campeonato Nacional, Liga, 1ª Liga, 1ª Divisão, Superliga, ou a marca de qualquer patrocinador passado, presente ou futuro, títulos nacionais são títulos nacionais, e contam-se desde 1934-35 - altura em que foi criada a prova que encaixa nas características daquela que, até hoje, determina o campeão nacional. O Benfica venceu 35 vezes, o FC Porto 27, o Sporting 18, o Boavista e o Belenenses uma cada. Não constam da lista Olhanense, Carcavelinhos ou Marítimo. Mas vivemos num país livre, e cada um pode dizer as baboseiras que quiser. Gritem então que têm 22, 44 ou 88… É indiferente. O que conta é a verdade. Ponto final quanto a isto.
Este revisitar da história das competições lusas levanta, porém, uma outra questão, essa sim pertinente. Não entendo o motivo de nunca terem sido agregados os Campeonatos de Portugal às Taças de Portugal, prova que, com todas as evidências, lhes sucedeu no tempo, no formato, e até no desenho do troféu. Face à relação directa com os nossos rivais ficaríamos com menos um troféu? Paciência. Factos são factos, e no próximo mês de Maio podíamos acertar a conta.
Cabe à FPF acabar de vez com este equívoco, o qual abre espaço a confusões desnecessárias, e alimenta devaneios absurdos. Mas também devemos fazer a nossa parte: chegar à final do Jamor, e, ao erguermos a Taça de 2016-17, inscrever um gordo número 29 nos adereços da festividade."

Luís Fialho, in O Benfica

Sócio

Benfiquismo (CCXCVIII)

Mago...

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Só os burros falam de arbitragens (quem terá sido o autor desta frase?)

"O problema é de quem falha tantos golos. E não de quem não lhes dá a 'mãozinha' quase sempre num lance no fim do jogo.

Pedimos desculpa por esta interrupção
1. Em Outubro, com alguma surpresa, o Benfica emitiu um comunicado, no seguimento de uma frase de Luís Filipe Vieira, demarcando-se de algumas posições da crítica aos nossos rivais.
Sei bem dessa dicotomia, porque, também no futebol, como em tudo na vida, há sempre duas linhas muito bem distintas sobre o caminho a percorrer, em cada momento.
Era (ou ainda é?) assim nos partidos maoístas, leninistas, estalinistas e, até trotskistas... com a slinhas vermelha e negra em confronto.
Ou, citando D. João II, porque... «há tempos de usar de coruja e há tempos de voar como falcão».
Numa antecipação das velhas divisões de todas as superpotências, sobre a coexistência dos falcões e de pombos.
Ou, numa versão benfiquista, de águias e de... (escolham o que quiserem).
Em cada momento, há sempre alguém mais propenso para a conciliação porque... dá menos trabalho (entendendo-se por trabalho, também, tudo o que quiserem).
É evidente que no Benfica não é diferente.
Não obstante essa posição assumida, oficialmente, pelo Presidente - e com todo o respeito que me merece cada uma das suas declarações,... no limite, por serem do Presidente do Benfica - sempre achei que esse não seria o caminho a seguir, porque consubstanciaria um enorme erro estratégico.
Nem sequer, é o estilo de Luís Filipe Vieira.
Não é estranho que o Benfica reaja, nem sequer que aponte o que acontece com os outros clubes, para provar, neste caso, a injustiça de que Luís Filipe Vieira está a ser alvo.
O que é estranho e incompreensível é, precisamente, o contrário. Do Benfica esperar-se uma reacção a tudo aquilo que se diz contra o clube. Até porque, quem não se sente não é filho de boa gente.
Sabem todos que defendo a tese do olho por olho, dente por dente. Como sei que há quem defenda o contrário. Essa posição poderá ser cómoda, mas não tem nada a ver com o que é o Benfica! Como, aliás, Luís Filipe Vieira sabe.
E tanto sabe que, logo na primeira oportunidade, corrigiu o tiro e mandou às malvas as pombinhas que lhe segredaram ser outra a melhor postura.
O que demonstra que tem consciência da importância da resposta a um ataque ao clube.
E fê-lo no momento certo! Deixando claro que nunca nos devemos calar perante as arbitrariedades. Respondendo com a linguagem que os outros percebem.
Porque, se assim não fosse, um dia destes corríamos o risco de ganharmos o campeonato do bom comportamento... e os outros... o campeonato.
Ou seja, e parafraseando as palavras que Luís Filipe Vieira não terá dito, mas, por certo, pensou, sempre que estejam e causa os interesses do Benfica, é bom que os nossos adversários saibam que... se «querem guerra vão tê-la».
À Benfica e como as pessoas do Benfica gostam!

Só os burros falam de arbitragens
2. Nas últimas semanas, foram muitas as queixas apresentadas pelo Porto sobre as arbitragens dos seus jogos Dizem, agora, que «o Conselho de Arbitragem anda a brincar» e que «não há penalties para o Porto». Aliás, o seu presidente acredita mesmo que apenas haverá lugar a marcação de uma grande penalidade a favor deles «se partirem a perna ou arrancarem a cabeça». E, para provarem o  prejuízo, apontam 12 lances.
Três contra o Chaves, para a Taça de Portugal. E, para o campeonato contra o Estoril (vitória por 1-0), contra o Guimarães (ganharam 3-0), contra o Boavista (ganharam por 3-1), contra o Arouca (vitória por 3-0). Ora, se estes não contam, porque os 3 pontos foram conseguidos, o que dizer dos empates com o Tondela e o Setúbal, a zero?
Que o problema é de quem falha tantos golos e não de quem não lhes dá mãozinha quase sempre num lance no fim do jogo.
Como convém, para ficar na memória, pois então!
Resta o empate com o Benfica. Então, jogaram como os melhores do mundo e só conseguiram empatar?
Não, a culpa não é dos árbitros. É da vossa ineficácia e - a tomar a sério o ostracismo a que foi votado - do... Herrera. E querem falar destes três empates porque, sem eles, já estariam em primeiro. E uma equipa à Porto (não sei se com ou sem apito) tem de estar em primeiro, porque, se não estiver, a culpa não é deles.
De todos poder ser, deles é que não!!!
Curiosamente, só não reclamam da existência prejuízos da arbitragem no jogo em que foram mesmo prejudicados: o contra o Sporting, em Alvalade.
Coincidências... ou será que não querem importunar o parceiro da aliança contra o Benfica? O mais engraçado de todo este ruído é que o Porto, no início desta época, afirmou que apenas se falaria em arbitragem quando o Benfica não ganhasse.
Já nem esse poder tem, o senhor, pois dantes, uma premonição sua era uma ordem lá para os lados de Contumil. Afinal, já não há a tese (e a moral) de que ganha quem é melhor?
Ora, as culpas dos árbitros apenas servem para alijar as responsabilidades de quem as tem.
É assim notório que existe uma estratégia de não valorização da sucessiva perca de pontos e de imputação a terceiros das responsabilidades pelos maus resultados.
E, é bom recordar, que no que diz respeito à eliminação pelo Chaves, a verdade é que, em cinco, falharam três penalties, mesmo após o adversário ter falhado o primeiro.
Ao Porto bastava, simplesmente, fazer o que lhe competia. Não se enganem: foram incompetentes - como o têm sido até agora!
O que - a par de outras eliminações - deixa o distrito do Porto sem equipas na próxima eliminatória da Taça de Portugal.
Que saudades devem ter os chitos (ou xitos?) e dos tempos em que uns telefonemas resolviam tanta coisa,... até títulos!!!

A lata dele (ou 'La lata del chico', em espanhol de... Alcochete)
3. Dizem que o principal problema do futebol português é o medo (voltando a parafrasear Ricardo Costa, antigo dirigente da Comissão Disciplinar da Liga, citação que - eu percebo - tanto os incomoda).
Ao medo, acresce, diria eu, um outro problema do futebol português: a memória curta.
Recentemente, no âmbito de um típico puxar de galões a si próprio, ainda que estivesse a ser discutida a importância dos seus actuais jogadores na selecção nacional, foi referido, pelo actual treinador do Sporting, que lá não estava nenhum jogador português do Benfica.
De facto, a memória só pode ser curta.
Porque... Bernardo Silva, André Gomes e João Cancelo foram jogadores do Benfica, como o foram Renato Sanches, Nélson Semedo e Gonçalo Guedes, quando ele era treinador do Benfica e não foram aproveitados por ele... vá lá saber-se porquê.
O que vale é que as entrevistas, agora, são em espanhol... e nós não percebemos nada.
Nem nós nem os espanhóis, para falar verdade (mas que é uma boa tentativa para ir para o Atlético ou para o Valência, lá isso é).

Se o ridículo pagasse imposto não chegavam... oito milhões de euros por ano!!!"


Rui Gomes da Silva, in A Bola

Real !!!

Calhou-nos em sorte o Real SC de Massamá nos Oitavos-de-final da Taça de Portugal.
Equipa que esta época já eliminou o Arouca e o Olhanense da Taça!!!
O jogo provavelmente vai-se disputar em Belém, no final de uma sequência de jogos complicados com o Nápoles e o Sporting...
É bom recordar as enormes dificuldades que tivemos para eliminar o 1.º Dezembro, equipa do mesmo escalão.

A Europa aqui tão perto

"Entre Taças e selecções, lá voltámos à Champions, com os nossos três principais clubes. E a fazer contas quanto ao ranking da UEFA, pois que os resultados nesta época podem conduzir a uma situação pior no futuro.
O FC Porto parece ter tudo para continuar na competição, previsão que logo anteviu com um sorteio invejável. O que aqui surpreende é não ser o primeiro do grupo e não ter ganho até agora a nenhum dos clubes que, com ele, disputam a passagem aos oitavos (Leicester e Copenhaga), já que os belgas vieram apenas fazer número.
Perante o colosso Real Madrid e o quase-colosso Dortmund, o Sporting quase estava condenado a lutar pela Liga Europa (o que,de facto, vai acontecer na Polónia). Perdeu as 4 partidas, mas jogou bem e com personalidade, de tal modo que até festejou as derrotas. Aquilo a que, outrora, se chamava vitórias morais. O clube de Madrid veio jogar a Alvalade em modo hibernar, excepto em esparsos momentos de eficácia. É certo que só com 10,5 jogadores, pois Cristiano Ronaldo não jogou... Agora, irão lutar contra uns pobres polacos que sofrem golos a torto e a direito, mas marcam também sem pedir licença (3 ao Real Madrid e 4 aos alemães, num hino ao espectáculo com 12 golos!).
Por fim, o Benfica. Num grupo equilibrado em que qualquer equipa poderia ter qualquer classificação, os encarnados foram bipolares. 55 minutos de empolgante futebol e 35 minutos de colapso (ainda que com sorte turca) levam o SLB para a habitual última jornada decisiva, no seu estádio. Espero que este jogo seja uma lição a reter nesta Europa em que os jogos se disputam sem tréguas até ao último segundo."

Bagão Félix, in A Bola

O escarro verde, tim-tim por tim-tim !!!

A síndrome de Guimarães

"Benfica teve o peixe no anzol e deixou-o fugir. E ganhar ao Nápoles não é fácil...

O Benfica parece não ter levado a sério o que aconteceu ao Sporting, há quase dois meses, em Guimarães. Ontem, andava a equipa da Luz em alegre passeio em Istambul - podia, até, ter chegado ao 0-4 - quando um golo belíssimo (de PlayStation), marcado por Tosun, mudou o chip a todos os que estavam na Vodafone Arena, adeptos incluídos. O Besiktas descortinou então, ainda com 32 minutos para jogar, uma luzinha ao fundo do túnel, recarregou as baterias da esperança e cresceu no tapete verde, indo à procura de ser feliz. Um penalty desnecessário de Lindelof permitiu o 3-2 a Ricardo Quaresma (pela primeira vez não ganhou ao Benfica um jogo em que tenha marcado) e foi outro ex-portista, Aboubakar, a assinar a igualdade a um minuto do fim. Se, do ponto de vista meramente teórico, empatar em Istambul não seria um mau resultado, vendo como as coisas se passaram só pode ser visto como uma derrota para o tricampeão nacional.
Depois de 30 minutos iniciais em que foi uma tempestade perfeita, o Benfica não teve uma segunda metade de acordo com as necessidades e revisitou-se, em alguma desorganização e no exagerado espaço entre sectores, a pior fase da exibição em Nápoles. Os dois jogos com o Besiktas acabam por determinar a incerteza em que o Benfica chega à derradeira ronda, quando fez o suficiente para ganhar ambas as partidas e empatou-as. Mas as exigências dos tempos modernos não se compadecem de vitórias morais e aquilo que parecia certo - o carimbo no passaporte para os oitavos de final - está agora dependente, na prática de uma vitória em casa sobre o Nápoles, empresa difícil e exigente. O que aconteceu em Istambul deverá servir de lição ao Benfica, no futebol nada está garantido. E na Champions muito menos. Enfim, vamos ver se ninguém se constipou (nas contas de Rui Vitória), com este gigantesco balde de água fria..."

José Manuel Delgado, in A Bola

Lanças... com um rescaldo difícil!!!

Benfiquismo (CCXCVI)

A eliminatória da Moeda ao Ar...!!!

Cota... na Champs!

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Vermelhão: não é fácil 'encaixar' um jogo destes!!!

Besiktas 3 - 3 Benfica


Não é fácil escrever sobre um jogo, onde estivemos a vencer 0-3 ao intervalo, e permitimos o empate mesmo a terminar... com golos 'feitos' falhados na cara do guarda-redes adversário já no 2.º tempo, com um golo sofrido em ligeiro fora-de-jogo, com outro golo sofrido num penalty totalmente desnecessário... enfim...!!!
Depois, do desgraçado empate no jogo da 1.ª volta, praticamente no último minuto, num livre perfeitamente dispensável; com um Benfica no 'pico' das lesões (nove); com o Guedes completamente isolado a falhar aquilo que seria o 2-0 a poucos minutos do final... Voltámos a desperdiçar pontos contra o Besiktas... Eu até não sou muitos destas coisas, mas isto parece macumba!!!
(recordo que caso tivéssemos vencido o Besiktas na Luz, tínhamos chegado a este jogo, com 9 pontos, contra os 5 do Besiktas)!!!
Os Turcos que ainda não ganharam em casa na Champions, chegam à última jornada com hipóteses de apuramento; depois dos empates milagrosos com o Benfica, e depois de um jogo em Nápoles, onde marcaram o golo da vitória em fora-de-jogo, com os Italianos a desperdiçarem um penalty!!!
1.ª parte praticamente perfeita, o único erro foi mesmo as três bolas nos ferros no 3.º golo!!!
2.ª parte, que apesar do resultado, e da frustração, não foi tão má como o resultado transparece, até porque o Ederson acabou por fazer somente uma grande defesa... o problema, na minha opinião, foram as nossas oportunidades desperdiçadas, que acabaram por fazer 'acreditar' os adversários!!!
Muito se vai falar da forma como o Benfica tentou gerir a vantagem, mas eu continuo a pensar que o Benfica, não tem rotinas para jogar mais recuado, na expectativa, e por isso os nossos problemas em alguns jogos, onde temos menos bola, em zonas avançadas... e continuo a pensar que o Danilo seria o jogador ideal para dar mais consistência ao meio-campo nestas circunstâncias!!!

Vencendo ao Nápoles somos 1.º do grupo, com o empate ou a derrota, ficamos dependentes do resultado do Besiktas em Kiev... Tudo muito complicado, quando podia estar decidido!!!

Qualificação apesar da derrota...

Benfica 75 - 80 Bruxelas
24-12, 12-19, 22-30, 17-19

A qualificação já estava garantida antes da partida começar. Sendo assim, a rotação foi completamente diferente, e alguns dos nossos jogadores mais utilizados, estão mesmo a precisar de algum descanso... A presença dos menos utilizados acabou por dar 'vantagem' aos Belgas...

Este resultado, não apaga a 'histórica' qualificação. Desde do 'regresso' à Europa, esta tem sido uma das melhores campanhas do Benfica... mesmo com todas as debilidades conhecidas!!!

Na próxima fase encontrar equipas complicadas, a qualificação será muito difícil (somente os 1.ºs e os dois melhores 2.ºs dos 6 grupos se qualificam!!!), mas até agora na Europa, nada a apontar...
Recordo que os Corruptos em 6 jogos, perderam os 6 jogos no seu Grupo!!! Curiosamente, com equipas conhecidas do Benfica...!!!

Os nossos adversários na próxima fase vão ser:
Groningen (hol)
Enisey (rus)
Lukoil (bul)

O Lukoil é um velho conhecido, tem um nível parecido com o Alba, mas está a fazer uma época melhor; os Holandeses do Goningen em teoria são a equipa mais acessível...; os Russos obrigam uma viagem muito longa - 7 fusos horários -  pois são da Sibéria, e jogam numa das melhores Ligas da Europa!!!!

Voltou a Taça (e não só)

"Voltou a Taça. Tombou o Porto. Brilhou o Benfica. E, em Alvalade, o presidente leonino deu uma volta de honra ao estádio, logo após o jogo com o (des)temido Praiense.
Voltou a Taça. Mas não parou a polémica dos túneis de Alvalade. Dias a fio, comunicados que não dispensaram a sempre honrosa referência ao rival Benfica, televisões sobressaltadas, analistas em fadiga de stress.
Voltou a Taça. E volto a Alvalade, na expectativa de uma investigação sobre a diferença entre uma cuspidela e um bafo de 5 centímetros da face de outrem. Diferença que foi amplamente dissecada por comentadores, com imagens ampliadas e paradas, com alguns até a concluir que cuspir é censurável e bufar deixa de ser, quem sabe talvez baseando-se na diferença entre o estado líquido e o estado gasoso.
Voltou a Taça. E a 'democracia futebolística' dos tomba-favoritos: Vilafranquense e Torrense.
Voltou a Taça. E La Fontaine e as suas fábulas em Alvalade, entre ovelhas e búfalos (ou será bufa-lo?). E Confúcio, o filósofo chinês, reinventado, pois que vale mais uma imagem do que mil palavras.
Voltou a Taça. E voltaram os penálties por assinalar e os penálties falhados.
Voltou a Taça. E volto a Confúcio, em duas tão actuais asserções: 'Se queres prever o futuro, estuda o passado' e 'O homem superior atribui a culpa a si próprio; o homem comum aos outros'.
Voltou a Taça. E, finalmente, vai voltar o campeonato."

Bagão Félix, in A Bola

Zeros

Famalicão 0 - 0 Benfica B


Jogo marcado pela expulsão do Gilson aos 37 minutos da 1.ª parte, numa jogada onde o Gilson isolado, choca com o guarda-redes e é expulso!!!!!!

Sem o Rúben Dias, o Buta, o Joãozinho e o Zé Gomes ao serviço dos Juniores na Turquia, as opções diminuíram, e a jogar com 10, acabámos por jogar para o 'pontinho', e conseguimos o tal pontinho!!!

Aperitivo matinal...!!!

Besiktas 0 - 3 Benfica


Uma equipa de Juniores, reforçada com vários jogadores da equipa B (Rúben Dias, Buta, João Carvalho e Zé Gomes), conseguiu uma importante vitória em Istambul...
Contra uma equipa bastante competitiva (fartaram-se de dar porrada!!!), que no Seixal já tinha deixado boas indicações, num relvado muito complicado, contra uma arbitragem que deixou passar pelo menos duas penalidades da favor do Benfica, só mesmo um Benfica 'reforçado' podia aspirar aos 3 pontos...

Em teoria estas decisões de 'baixar' jogadores, nos jogos mais complicados, são positivas. Mas depois existe sempre o problema das rotinas de jogo, que não existem entre os jogadores, tornando o jogo demasiado individualista!!! Mas desta vez, sem os reforços a vitória seria impossível!!!

Grande golo do Gedson... num grande jogo do Jorginho (de regresso à sua posição: defesa-esquerdo) e com o Joãozinho a espalhar classe...!!! Recordo que o Pedro Álvaro e o João Félix, ainda são Juvenis!!!

Independentemente do resultado do Nápoles - Dínamo Kiev, na última partida no Seixal não podemos perder com os Italianos! Curiosamente, até agora, as nossas 2 vitórias, foram fora de casa...!!!

Benfiquismo (CCXCV)

Jogo decisivo na Europa, com um adversário Turco?!!!
Recordo-me de alguma coisa...!!!

terça-feira, 22 de novembro de 2016

E a liberdade soprava do lado direito

"O Zé Augusto é um bom amigo. Tenho por ele o respeito profundo que se deve não simplesmente aos mais velhos mas, sobretudo, àqueles mais velhos que fazem o favor de nos ensinar. Muitas vezes o encontro, quase sempre no Estádio da Luz, e a conversa dele faz bem.

José Augusto Pinto de Almeida foi um jogador enorme. Um dos poucos portugueses que se podem gabar de ter ganho duas Taças dos Campeões consecutivas. Mas, como futebolista, está para além dos prémios, dos troféus, dos títulos: havia o estilo e uma certa liberdade que soprava lá do lado direito.
Nos anos 60, toda a gente que escrevia nos maiores jornais desportivos da Europa inventava comparações entre os jogadores do Santos e os do Benfica. Eusébio não gostava, ia aos azeites. Quantas vezes o ouvi dizer: «Não sei porque me chamam o Pelé da Europa. Respeito muito o Pelé mas eu sou Eusébio. Por que não lhe chama Eusébio da América do Sul?» Era isto que eu queria dizer. Gabriel Hanot foi um dos nomes ímpares do jornalismo. Jogou futebol, foi seleccionador francês, foi director do L'Equipe e foi o mentor da Taça dos Campeões Europeus, ainda sem UEFA que não era precisa para nada, sobretudo quando existia coração e empreendedorismo.
Gabriel Hanot merecia só por si uma crónica: fica para outro dia.
«Sacré Benfica!!!», exclamou uma vez nas páginas do seu jornal. «Eis o que é um verdadeiro clube de Taça dos Campeões»: estava em Praga e vira os encarnados eliminar o Dukla do imenso Masopust. Foi ele que também não escapou à maldita mania das comparações: «José Augusto é o melhor extremo-direito da Europa. É o Garrincha português». De acordo: o Zé foi o melhor extremo-direito da Europa. Pelo contrário: não tinha nada de Garrincha.
Mané Garrincha era o futebol entortado, desconcertado, inadmissível. Uma vez, Nelson Rodrigues disse ele: «Isso aí não existe!»
Podia muito bem ser um fantasma: passava por entre os adversários. Atravessava-os.
José Augusto bailava sobre um traço de cal. Era a direito, súbito, intolerante. Não perdoava um defesa que chegasse um segundo atrasado: era golo.
Uma sombra como Peter Pan
Havia no seu futebol uma certeza em vez de uma incerteza. Lá está o que disse há pouco: uma liberdade. Uma liberdade que se soltava pelo lado direito e que ia ao encontro de Águas, de Eusébio, de Torres. A liberdade do vento, talvez. Não exagero se disser que o seu futebol era soprado: em rajadas. De repente estava e já não estava. Percebem? Não era um fantasma como Garrincha, eram uma sombra descosida como a de Peter Pan. A extrema-direita era sua mas não completava: sentia uma necessidade súbita de aparecer na área, a cabecear para o golo, ele era bom a cabecear para golos.
Ainda hoje olho para o Zé e percebo que ele só poderia ter sido um extremo. Dir-me-ão que também foi avançado-centro. Muito bem. Eu sei. Mas também sou eu que escrevo estas linhas desta sua página e arrogo-me ao direito de certas teimosias próprias de quem está à frente de um teclado. É como extremo-direito que o vejo, que o recordo. Às vezes leve como uma pena empurrada pela brisa; outras vezes correndo como um comboio sobre a linha branca de cal como se fossem carris.
Que me desculpe Hanot, lá na sua merecida eternidade, mas José Augusto não era Garrincha, nunca foi Garrincha. Garrincha, o rapazinho de Pau Grande que tinha nome de passarinho, era um apaixonado do drible: driblava por prazer, se fosse preciso saía de um drible e voltava atrás para fintar outra vez o infeliz. José Augusto usava o drible como um propósito, como uma necessidade: não era um divertimento, era uma construção, uma inevitabilidade. Depois vinha a consequência: para Garrincha, a consequência era mais um drible, se possível mais outro e outro; para José Augusto a consequência era o golo.
Gosto de escrever sobre amigos e sobre aqueles que foram a excelência do futebol. Por isso agradeço ao Zé: pelas duas coisas. Um dia gostaria de escrever um livro sobre ele. Embora saiba que jamais as curvas da prosa possam sequer atingir o brilho de tal liberdade que soprava do lado direito..."

Afonso de Melo, in O Benfica

Comemoração em alto-mar

"Em dia de conquista do 10.º título de campeão nacional 'tudo foi euforia, tudo foi festa sem limites, a bordo do «Timor»'.

Pelo oceano Atlântico, no dia 14 de Maio de 1960, centenas de benfiquistas rumaram a norte para assistir ao Leixões-Benfica. Até o presidente, Maurício Vieira de Brito, apanhou boleia do paquete Timor para assistir à penúltima jornada do Campeonato Nacional, que teria lugar no dia seguinte. Vencer ou empatar significaria a conquista do título. Perder representaria 'o adiamento, por mais uma semana da resolução do assunto'.
Os adeptos 'encarnados' não quiseram deixar de apoiar de perto a equipa e acolheram, de imediato, a ideia de rumar a norte no transatlântico da Companhia Nacional de Navegação. Já habituados a utilizar o avião, o comboio e o automóvel, não quiseram perder a oportunidade de inovar. Era 'um acontecimento sem precedentes'!
A lotação do Timor esgotou por completo e, além dos '416 «navegadores»', foram muitas as centenas de benfiquistas que chegaram a Matosinhos pelos meios de transporte mais tradicionais nestas ocasiões.
No campo de Santana, que 'esgotou a lotação e bateu todos os «records» de receita', a vitória foi 'encarnada'. O Benfica conquistava o seu 10.º Campeonato Nacional, o primeiro na presidência de Maurício Vieira de Brito.
A festa do título começou ainda no campo do adversário e, no porto de Leixões, 'atingiu raias de verdadeira apoteose'. E se na viagem de ida, apesar dos enjoos, 'se viveram, a bordo, momentos de extraordinário entusiasmo e fervor clubista', a de retorno prometia 'festa sem limites', E assim foi.
'Houve de tudo a bordo'. 'A vibração chegou a pontos quase inenarráveis'. Alguns passageiros 'estreantes em tais andanças', voltaram a acusar 'os efeitos do enjoo', mas nem isso impediu o regozijo a bordo. E a festa fez-se viagem fora, 'até ao romper do dia'. 'Poucos foram os que se deitaram durante a viagem de regresso'. Como se vê na fotografia de Roland Oliveira, nem o presidente resistiu a um pezinho de dança.
Eram oito da manhã de dia 16 quando o paquete atracou em Lisboa. 'A maior parte dos benfiquistas seguiu directamente para o trabalho, (...) fatigados, sem dormir, mas radiantes porque ganhou o Benfica!...'.
Pode ver esta e outras fotografias na exposição Roland Oliveira, em exibição na Rua do Jardim do Regedor, em Lisboa."

Mafalda Esturrenho, in O Benfica

Cota na Taça...

Benfiquismo (CCXCIV)

Pairando...!!!

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

UEFA: queda iminente

"Semana europeia e de importantes decisões para os quatro clubes portugueses em competição, dando-se a feliz particularidade de todos eles entrarem na penúltima jornada (5.ª) de fase de grupos com legítimas ambições de continuarem em prova: Benfica, FC Porto e Sporting na Liga dos Campeões e SC Braga na Liga Europa.
Na Champions, cabe ao Sporting a empreitada mais complexa, não só pelo peso do Real Madrid, nada menos do que o campeão em título, mas ainda por causa da desvantagem pontual no grupo que o obriga a ganhar, grau de exigência que não se coloca ao FC Porto, também amanhã, na Dinamarca, diante do Copenhaga, em que um empate, embora escondendo perigos, mantém aberta a porta do apuramento. Idêntica situação se depara ao Benfica no dia seguinte, em Istambul, quando defrontar o Besiktas.
Certo, certo é que, caso vençam os três, o leão tem de esperar pelas contas das sexta jornada, enquanto dragão e águia saltam logo para os oitavos de final.
Na quinta-feira, e na Liga Europa, convém ao SC Braga ir ao campo do Gent somar três pontos ou arrisca-se a sair de cena, porque na última ronda recebe o Shakhtar de Paulo Fonseca, se superior nível futebolístico.
Por outro lado, é bom recordar que começamos a corrente época no quinto lugar do ranking da UEFA e já conseguimos baixar para o sétimo, enquanto França (5.º) e Rússia (6.º) subiram, consequência directa dos resultados: piores os nossos, melhores os deles. Saibam, pois, os senhores treinadores que, a manter-se este cenário, as seis vaga lusas na UEFA, três na Champions (duas na fase de grupos e uma no play-off) e três na Liga Europa (uma na fase de grupos e duas na 3.ª pré-eliminatória), em 2018/2019 serão reduzidos a suas na Champions (uma na fase de grupos e outra na 3.ª pré-eliminatória) e três na Liga Europa (uma na fase de grupos e duas na 3.ª pré-eliminatória). O tombo é grande e devolve-nos ao patamar de baixo, que se calhar é o nosso..."

Fernando Guerra, in A Bola

PS: Sim, o problema do ranking da UEFA é real! Mas, neste momento, as probabilidades de mantermos as 3 equipas na Champions é elevado!!!
Explico: a Rússia, corre o risco de ficar só com 1 equipa na Europa em Fevereiro: o Rostov tem tudo para ficar em 4.º no Grupo D da Champions; o CSKA vai ficar em 4.º no Grupo E da Champions; na Liga Europa o Zenit vai passar, mas o Krasnador ainda vai ter que lutar pelo 2.º lugar...
Comparando com Portugal, que tem a possibilidade de ter 2 equipas na Champions em Fevereiro e 1 na Liga Europa (não acredito no Braga) e que no pior dos cenários terá 3 equipas na Liga Europa...
Resumindo, temos tudo para recuperar os 0.883 pontos de desvantagem... isto traduzido para os pontos normais (2 p. pela vitória; 1 p. pelo empate), obriga Portugal a fazer mais 5 pontos do que a Rússia... basta uma das equipas qualificar-se para os Oitavos da Champions, e com os pontos bónus, ultrapassamos a Rússia!

Benfiquismo (CCXCIII)

Sai da frente...

Vitória... mesmo com 'tiro ao boneco'!!!

Benfica 4 - 0 Burinhosa

Bom jogo do Benfica, onde falhámos muitos golos, mas onde o Bebé foi praticamente um espectador!!!
O 2-0 até chegou relativamente cedo, mas depois entre a nossa ineficácia, e as já habituais defesas impossíveis do guarda-redes da Burinhosa, o resultado não queria mudar... até que a equipa de Alcobaça decidiu arriscar o 5x4... e o Patias aproveitou!!!

Voltei a gostar muito dos minutos do Mário Freitas... sendo que o Chaguinha está de volta à grande forma!
O Elisandro continua lesionado... e o Ré cumpriu o último jogo de castigo!

Uma nota: a Burinhosa com a mudança de treinador, não ficou a ganhar!

A Bola noticiou hoje a contratação do André Coelho (Braga) pelo Benfica. Ainda não existe confirmação, nem se sabe se é para já... ou se é para a próxima época. Independentemente das dúvidas, a confirmar-se, será uma excelente notícia...

PS: A nossa equipa feminina continua a fazer uma excelente época, hoje vencemos o derby por 2-0, com mais uma excelente exibição... e com muita azia do outro lado!!!

domingo, 20 de novembro de 2016

Um monólogo futebolístico

"Mesmo a ganhar 3-0 e vindo aí a Champions, o Benfica continuou a derramar prazer

Jogo muito sério até ao fim
1. Assistiu-se a um jogo muito sério do Benfica, até ao fim. E vinco este ponto porque, mesmo sabendo que tem um jogo importante na próxima semana, na Turquia, para a Liga dos Campeões, e mesmo estando a vencer, e mesmo estando a vencer por 3-0 ao intervalo, o Benfica continuou a jogar da mesma forma, derramando prazer no campo e acabando por tornar fácil um jogo no qual, a priori, poderia ter algumas dificuldades. Ora as dificuldades foram nulas.

Autêntico compressor
2. O Benfica teve a felicidade de fazer o primeiro golo ao minuto e meio e isso foi o acender de uma fogueira que queimou completamente o Marítimo. Os encarnados foram melhores em tudo. Digamos que o Benfica foi um verdadeiro compressor, de tal forma que conseguiu fazer um monólogo futebolístico. Só uma equipa é que falou e não cansou vê-la até ao fim. A equipa de Rui Vitória mandou sempre, e acima de tudo mandou da forma que quis mandar. Esteve bem em todos os aspectos, a amplitude geométrica da equipa foi total, jogando na direita, no centro e na esquerda, e terminando com quase 70 por cento da posse de bola. O Marítimo na primeira parte chutou uma vez à baliza e no final do jogo tinha talvez três remates. O Benfica transformou as dificuldades em constantes facilidades, com circulação de bola rápida e eficiente. Funcionou estruturalmente como uma verdadeira equipa, com exibições individuais que pareciam apenas somar à qualidade colectiva. E é por isso que deste vez, em vez do esquema táctico habitual, coloco apenas uma frase: o valor do colectivo. Foi um jogo que o Benfica tornou simples e belo, porque tudo o que é simples é belo.

Guedes foi enorme
3. Nos jogos colectivos, o importante é sempre o valor que a equipa alcança, mas ainda assim, dentro desses parâmetros há sempre quem se destaque, E o Gonçalo Guedes destaca-se neste jogo de uma forma enorme pelo que jogou, pela alegria com que jogou, pela intensidade que colocou nessa alegria, pelos golos que ofereceu e pelo golo que marcou."

Manuel Cajuda, in A Bola

AF Porto, como resolver a quadratura do círculo?

"O caso que opõe doze clubes da Divisão de Elite da AF Porto (AFP) ao Canelas chegou a um nó difícil de desatar. Do ponto de vista estritamente legal, os órgãos jurisdicionais da maior associação do País, que deliberam mediante o relatórios que lhes chegam, não têm muita margem de manobra. Porque os árbitros e os jogadores alegadamente coagidos não querem ser associados a queixas contra o clube de Gaia. Do ponto de vista da decisão executiva, a direcção liderada por Lourenço Pinto propôs, para que fosse retomada a normalidade da competição, aquilo que podem ser consideradas medidas sólidas e de bom senso, que não receberam, contudo, acolhimento por parte do «grupo dos doze». e que medidas são essas? Ter, em cada jogo em que intervenha o Canelas, um dirigente da AFP presente, bem como três delegados da Associação, que se encarregariam da verificação da normalidade dentro do campo e não só, no túnel e na zona dos balneários também; nomear especificamente para estes jogos um árbitro do Nacional, em princípio mais apetrechado do que os juízes de campo dos Distritais; triplicar o aparato policial no anfiteatro, ficando ainda disponível uma brigada do Corpo de Intervenção. A todas estas medidas providenciadas pela AFP acresceria ainda uma outra, da iniciativa da Câmara Municipal de Gaia, que se propunha encontrar meios para que todos os jogos fossem gravados em vídeo. Estas medidas, que até seriam suficientes para um jogo entre Israel e a Palestina, a disputar na faixa de Gaza, não terão sido, porém, consideradas suficientes pelo «grupo dos doze», que invoca a coação que é feita dentro do campo pelos jogadores do Canelas, e que não se vê do exterior, como factor impeditivo do normal andamento das partidas.
Como se vê, estamos perante um caso bicudo, que está a testar a capacidade e a imaginação da equipa de Lourenço Pinto. A AFP, a maior do País, com 30 mil atletas inscritos, 14 mil dirigentes envolvidos e mil árbitros em funções, que dão corpo a 35 competições distintas, debate-se com um problema de imagem provocado por este imbróglio, susceptível de desfocar atenções de todo o notável trabalho que tem realizado ao longo dos anos, nomeadamente no âmbito da formação.
E que poderá fazer Lourenço Pinto? usar a bomba atómica e suspender a competição (afectando 28 clubes)? Ou esperar que as medidas extraordinárias que estão sobre a mesa acabem por contentar o «grupo dos doze»? Entre a necessidade de preservar a Divisão de Elite e a obrigação de serem criadas condições de normalidade para a realização dos jogos que envolvem o Canelas, permanecendo fiel ao quadro legal vigente, está-se perante uma espécie de quadratura do círculo. O que fazer, então?
Será que alguém terá já pensado em marcar os jogos do Canelas para a mesma hora dos jogos do FC Porto?"

José Manuel Delgado, in A Bola

Impossível? Difícil sim...

"Em Portugal, nunca estamos dispostos a elevar as expectativas com medo de colocar pressão nos atletas mas, contrariamente ao que vulgarmente se pensa, a pressão competitiva, o foco e a calma de construir um percurso etapa a etapa, são os ingredientes necessários para se conseguirem impossíveis. Qualquer atleta de alta competição, tem de saber lidar com a pressão e ambicionar o impossível para lutar por isso, senão fica quase sempre pelo rame rame de se contentar com pequenas melhorias que, no fim ao cabo, não o catapulta para a Elite.
Mas Frederico Morais conseguiu... lutou mano a mano e superiorizou-se ao campeão do mundo, John John Florence, na sua praia. Sem se deixar intimidar, não deu tréguas até ao último segundo, mostrando que, mesmo não sendo ainda um surfista da World Surf League, é feito da mesma massa: competência técnica, táctica exemplar, atitude vencedora e muita crença em doses infinitas. A classe que demonstrou em toda a prova revelou-se numa das finais desportivas mais emotivas a que assisti... os dois primeiros empatados em pontos! O êxtase destes 30 minutos sobressaíram quando Kikas utilizou, brilhantemente, no último minuto, a prioridade que tinha. Soube esperar e escolheu a onda certa para, sem arriscar, fazer o suficiente para conseguir os 7,34 que desempatavam a final. Com a praia em silêncio e os comentadores a acreditar que a vitória não fugia ao surfista português, eis que surge a nota 7,33 que o deixaram a 0,01 da vitória.
Nunca uma centésima teve tanto peso para fazer a diferença na quantificação do desempenho de um atleta. Correr um segundo mais rápido é fácil de compreender, mas o que significa uma centésima a mais um desempenho avaliado qualitativamente? Para a modalidade que agora está num caminho olímpico, necessariamente a globalizar-se, é recomendável uma reflexão sobre a exactidão dos critérios que tornam transparente, a quem assiste, a compreensão destas diferenças. Este enorme feito colocou o atleta português nos 10 primeiros lugares do ranking de qualificação que dá acesso à participação na World Surf League, mas não chega. Agora terá de manter os desempenhos de excelência para conseguir preservar a posição."

Tomaz Morais, in A Bola

PS: O regresso do 'Benfica' (com um nascido vermelho, porque o Jordy é um 'convertido'!!!) ao World Tour, está perto...
Assisti em directo, os critérios de avaliação nas competições de surf são sempre discutíveis, mas muito sinceramente, a vitória do John John foi justa... nada a dizer.

Cadomblé do Vata

"1. Uma vitória do SLB é a coisa mais linda do Mundo... uma vitória do SLB a dar recital de futebol é cante alentejano ao vivo numa galeria da Minas de Aljustrel.
2. Nesta eliminatória da Taça, em relação à última jornada do campeonato, os que deram "banho de bola" foram de boca e os que empataram "cheios de mija" golearam... é a diferença entre uma equipa grande que não menospreza os pequenos e uma equipa pequena que se moraliza quando defronta a grande.
3. A evolução de Nelson Semedo no espaço de 1 mês foi qualquer coisa de fascinante e confirmou que Maxi estava certo quando disse que o FCP o valorizava mais... lá valorizam-no como titular, cá já só ia ser valorizado como suplente.
4. Gonçalo Guedes só tem 19 anos,,, vou repetir isto, só para aqueles que não repararam no sorriso que faço quando digo isto "Gonçalo Guedes só tem 19 anos".
5. Raul Jimenez é o melhor marcador de grandes penalidades que me lembro de ver no SLB... é tão bom que se fosse para o Sporting era o principal candidato ao troféu de melhor marcador do campeonato."