Últimas indefectivações

sábado, 3 de fevereiro de 2018

Tranquila...

Benfica 35 - 20 Fafe
(19-9)

Mais 3 pontos, tranquilos...

Goleada...

Benfica 11 - 2 Juventude de Viana

Foi mesmo uma goleada das antigas... Mesmo com algumas baixas no adversário, é estranho, passar por tantas dificuldades sempre que vamos a Viana!!!

Vitória no Minho

Guimarães 0 - 3 Benfica
23-25, 17-25, 13-25

Fácil e rápido...

O bom nome de milhões de adeptos

"Os benfiquistas, entre os quais me incluo, não gostam de ver o nome do seu clube arrastado pelas tabernas modernas por suspeitas de comportamentos ilícitos dos seus dirigentes ou funcionários. O princípio jurídico da presunção de inocência é fraco bálsamo para quem se desgosta por amor com estes turbilhões tão dissolventes. Também haverá – e é assim em todos os clubes – adeptos do Benfica que se estão positivamente nas tintas para estes episódios e para quem o futebol, aqueles 90 minutos sagrados, é a única coisa que interessa e que faz vibrar. A um desses, por sinal uma excelente pessoa, ouvi a meio da semana o lamento sobre a "pouca sorte" que nos vem afligindo desde a lesão do Krovinovic até "ao cúmulo" de esta última acção do Ministério Público ter coincidido com o dia de fecho do mercado de inverno só para impedir o presidente de se dedicar a comprar ‘reforços’ como era preciso.
O presidente do Benfica demorou 48 horas – muitas horas? – a produzir um comunicado defendendo o seu bom nome, que é o bom nome de milhões de adeptos, e evitando, avisadamente, deitar foguetes pelo arquivamento do caso Centeno quando, sem dúvida, muito lhe apeteceria responder com esta ilibação ultra-rápida do Ministério Público (no caso do ministro) ao rol de imputações com que terá de lidar nos próximos tempos (no caso do juiz). Cá estaremos todos para-o-que-der-e-vier. E sem cair na tentação fútil de apontar o dedo aos históricos arguidos dos outros, como que à laia de consolação. 
A Liga de Clubes tornou ontem público que "em função do relatório favorável dado pelo LNEC, vai reabrir a bancada do Topo Norte do Estádio António Coimbra da Mota". Só falta agora que a Liga de Clubes torne público o seu próprio relatório com a claríssima identificação, como lhe compete, dos responsáveis directos que conduziram à injustificada invasão do campo do Estoril no intervalo do jogo com o FC Porto. Já lá vão mais de quinze dias de um caso que se resume em poucas palavras. Depois de ter sido pedido, por um cidadão anónimo, o reputadíssimo parecer técnico do líder dos Super Dragões sobre estruturas de betão foi, então, tomada a decisão de invadir o campo e não reatar a partida quando o marcador apresentava os seguintes números: Estoril, 1 – FC Porto, 0. Trata-se de um resultado desportivo inesperado ainda que falte disputar uma parte do jogo. Já o resultado científico deste imbróglio entre competências superentendidas pela Liga de Clubes vai apresentando, para já, os seguintes e honrosos números: Macaco, 1 – LNEC, 0. E que ninguém espere outra coisa. 
"Mas porquê não dar 8, 10, 12 minutos de compensação", perguntou o treinador do FC Porto aos jornalistas no rescaldo do nulo de Moreira de Cónegos. Fez-se silêncio na sala. Não houve uma alma que respondesse ao desafio de Sérgio Conceição com assertividade, pundonor e exemplos práticos."

A nobreza que o Ministério Público acarinha

"O Ministério Público representa o Estado, defende os interesses que a lei determinar, participa na execução da política criminal definida pelos órgãos de soberania, exerce a acção penal orientada pelo princípio da legalidade e defende a legalidade democrática, nos termos da Constituição, do seu Estatuto e da lei.
O segredo de justiça, quando determinado pelo Juiz de Instrução a requerimento do arguido, assistente ou ofendido e ouvido o MP, significa que o conteúdo dos actos do processo não pode ser divulgado nem o público pode assistir aos actos processuais. Nestes casos em que tiver sido determinado o segredo de justiça pode o Ministério Público, durante o inquérito, opor-se à consulta de auto, obtenção de certidão e/ou informação por sujeitos processuais.
A transcrição do conteúdo de “escutas telefónicas” em meios de comunicação é sempre proibida, a menos que os visados consintam expressamente na divulgação.
A violação do segredo de justiça constitui crime: “Quem, independentemente de ter tomado contacto com o processo, ilegitimamente der conhecimento, no todo ou em parte, do teor de ato de processo penal que se encontre coberto por segredo de justiça, ou a cujo decurso não for permitida a assistência do público em geral, é punido com pena de prisão até dois anos ou com pena de multa até 240 dias (..)” (artigo 371º do Código Penal)
Os órgãos de comunicação social não podem a narrar o teor de actos processuais que se encontrem cobertos por segredo de justiça. Em caso algum é autorizada, sob pena de desobediência simples, a transmissão ou registo de imagens ou de tomadas de som relativas à prática de qualquer ato processual.
O segredo de justiça vincula todos os sujeitos e participantes processuais, bem como as pessoas que, por qualquer título, tiverem tomado contacto com o processo ou conhecimento de elementos a ele pertencentes, e implica as proibições de divulgação da ocorrência de ato processual ou dos seus termos, independentemente do motivo que presidir a tal divulgação.
Em Setembro de 2015, o director do Correio da Manhã, Octávio Ribeiro, afirmou o seguinte: “o segredo de justiça é um conceito contranatura para o jornalista”, mais cuspindo que “o jornalismo atinge os seus momentos mais nobres quando investiga e trabalha à frente seja do que for”.
A “nobreza” do Correio da Manhã, uma “nobreza” acima do fundamento da República (dignidade da pessoa humana), é acarinhada pelo Ministério Público (o tal que, diz a lei, se orienta pelo princípio da legalidade e defende a legalidade democrática).
As primeiras páginas de Octávio Ribeiro são mote para investigações por parte do Ministério Público cheias de meios humanos e cheias de ridículo.
Os tais meios humanos que o presidente do sindicato dos magistrados da investigação judicial diz não ter imediatamente após a morte de uma mulher à paulada pelo seu ex-marido.
Tudo uma nobreza."

Inscrições de jogadores

"1. Pode um jogador profissional ser inscrito numa competição na condição de "desempregado"? 
Caso um jogador profissional desportivamente desvinculado se encontre em situação de desemprego – desde que o registo tenha caducado – não poderá ser inscrito, em virtude do contrato de trabalho desportivo que o vinculava ao clube ter cessado antes do fim do período fixado para a inscrição de jogadores, à luz do disposto no art. 15º, nº 2 do Regulamento do Estatuto, da Categoria, da Inscrição e Transferência de jogadores da FPF, aprovado ao abrigo do disposto no art. 10º e nas alíneas a) e c) do n.º 2 do Art. 41º do Regime Jurídico das Federações Desportivas. Neste sentido, nota, ainda, para o disposto no art. 76º, nº 1 do Regulamento das Competições organizadas pela LPFP, que menciona que o prazo de inscrição de jogadores, quer no que respeita a transferências nacionais, quer no que respeita a transferências internacionais, decorre em relação a cada época, nos períodos de 1 de Julho a 31 de Agosto, e de 1 a 31 de Janeiro.

2. Pode um jogador amador sem contrato de formação ser transferido para outro clube?
Não, no entanto, à luz do disposto no art. 16º, nº 2 do Regulamento do Estatuto, da Categoria, da Inscrição e Transferência de jogadores da FPF, o jogador amador apenas se pode transferir para outro clube – na mesma época desportiva – caso (i) o encarregado de educação do jogador menor mudar de residência para localidade que diste mais de 20 km da sua anterior residência;; (ii) exista acordo expresso ou declaração de dispensa do Clube pelo qual o jogador esteja inscrito, redigidos em papel timbrado do Clube e com as assinaturas reconhecidas dos seus representantes; (iii) o Clube desista de participar na prova do escalão etário onde o jogador esteja inscrito ou seja desclassificado daquela prova; (iv) em que, após as quatro primeiras jornadas da competição oficial do seu escalão etário, o jogador não for inscrito na ficha técnica de jogo, por razões que não lhe possam ser imputadas."

Uma Semana do Melhor... com Graça!

Benfiquismo (DCCXXXVII)

Otto

Jogo Limpo... Lamaçal

Conversas à Benfica 31

Sorte? Desculpem, mas não acredito

"Krovinovic faz muita falta, mas essa explicação é redutora. Nesta fase interessa menos a explicação e mais a solução.

O empate no Restelo foi péssimo. Não há outra maneira de o expressar. Sem tirar os méritos a um Belenenses agressivo, esforçado e motivado como lhe competia, a verdade é que perdemos dois pontos num jogo que, mesmo a correr mal, tínhamos que ganhar. Não há azar, quando se faz aquela primeira parte, se falha um penalty e se desperdiçam quatro oportunidades de golo flagrantes.
Krovinovic faz muita falta, mas essa explicação é redutora. Nesta fase interessa menos a explicação e mais a solução.
A pressão alta do Belenenses sobre o início de construção do Benfica, seria, em condições normais, uma oportunidade e não um problema para os encarnados. Fica o soberbo livre de Jonas para aliviar ligeiramente o pesadelo.
Neste campeonato de pouca margem, passámos a nenhuma... e ainda faltam 15 jogos. Bem sei que são três pontos de distância para a liderança, mas há duas equipas à nossa frente (uma com menos um jogo) e estamos numa posição que não queremos, numa época que não nos satisfaz.
Na terça-feira assisti a um jogo surreal em Moreira de Cónegos. Vi um treinador a correr e festejar um golo que não existia, a queixar-se de arbitragem de há três meses, algumas nas quais teve benefícios. Depois assisti à melhor flash interview da minha vida, onde um jogador comenta um resultado que não era, num jogo em que tinha acabado de ser herói, perante uma calma incrédula do competente jornalista. Ainda assim, o FC Porto fez melhor esta época que na última, em Moreira de Cónegos, mas tal como o Benfica, não foi nem o árbitro, nem a sorte.
Amanhã contra o Rio Ave, nosso carrasco oficial esta época, só resta ganhar, custe o que custar. Como nos lembra Miguel Esteves Cardoso: «A única coisa é a vida. Sem vida nada feito. Viver não é a melhor coisa que há: é a única coisa. Cada momento da vida não é único. Mas há momentos únicos».
Por isso amanhã todos à Luz, à procura de um desses momentos. Nunca se sabe se temos... sorte, esse substantivo feminino que parece ser escopo de parte da humanidade. Só acredito ser possível, com muito trabalho e qualidade daqueles 11 que com o manto sagrado andam lá dentro das quatro linhas durante 90 minutos.
Sorte? Desculpem, mas não acredito noutra."

Sílvio Cervan, in A Bola

Inesperado

"Era só o que faltaria agora que um mero empate hipotecasse as nossas pretensões ao penta. Estão 42 pontos em disputa, lutaremos por cada um deles. Porém parece-me indiscutível que dificultou a tarefa da nossa equipa. Mas eu, enquanto benfiquista, consciente de que não ganharemos sempre, o que espero dos nossos atletas e treinadores é que, em cada jogo, em cada treino, dignifiquem a nossa instituição. Fizeram-no no Restelo, apesar da desinspiração individual e colectiva na primeira parte e do mau resultado obtido. Assim joguem sempre como na segunda metade, que, mesmo sem deslumbrarem, estarão sempre mais perto da vitória.
De positivo notei que o melhor jogador em campo, Cervi, e o melhor jogador e goleador da equipa, Jonas, apesar de terem tido nos seus pés oportunidades flagrantes para nos colocarmos em vantagem (e estou certo de que a vitória não fugiria) e de as terem desperdiçado, não se tornaram nos bodes expiatórios do desaire. Principalmente o argentino, que não beneficia do lastro de admiração dedicada ao brasileiro, o melhor futebolista estrangeiro da história do Benfica, na minha humilde opinião. Cervi foi quem, na primeira parte, mais tentou inverter o rumo dos acontecimentos e, nos segundos 45 minutos, quem de facto mais influência teve na inversão conseguida. Merece o meu aplauso!

PS1: Jonas, com 89 golos, igualou Valadas e passou a ser, ainda somente na quarta temporada de águia ao peito, o 11.º melhor marcador de sempre do Benfica no Campeonato Nacional.

PS2: Afinal, a Taça da Liga é uma competição importante.

PS3: Bruno de Carvalho afirmou que qualquer 'monte de esterco é livre de fazer denúncias'. Tem toda a razão!"

João Tomaz, in O Benfica

Depressão, parte 37

"O que uma grande penalidade falhada e um remate isolado desperdiçado fazem. Poderia ser este o mote para o a crónica do jogo do SL Benfica em Belém.
Bastava que Jonas tivesse chutado para a esquerda e Cervi tivesse e mira mais baixa e não teríamos levado com dezenas de teorias sobre a ausência de Krovinovic, a prestação de João Carvalho, as qualidades de Rui Vitória ou a direcção de Luís Filipe Vieira. Mas não. Não fomos felizes no Restelo, a equipa adversária jogou melhor do que alguma vez tinha feito nos últimos anos e pagámos por isso.
E o que originou esse empate? O regresso dos adeptos deprimidos e esquizofrénicos, que só acreditam no título quando o Vermelhão desde a Fontes Pereira de Melo em direcção ao Marquês de Pombal. Por mim, estou descansado, como devem imaginar.
Não entro em euforias nem em calamidades quando as coisas não nos correm pelo melhor. Acredito neste grupo e no Penta da mesma forma que acreditava antes. Agora com uma margem mais apertada, mas o que seria a nossa vida se fosse sempre tudo fácil? Um tédio.
Amigos, deixem os outros festejar lideranças e vantagens pontuais, deixem os rivais regozijarem-se com títulos de jornais e rodapés de televisão. Os títulos a sério são nossos e os outros serão sempre uma nota de rodapé na história do futebol português.
Rumo ao Penta."

Ricardo Santos, in O Benfica

Não contem connosco para o banditismo

"Por muito que alguns arautos da ficção vociferem o contrário, o Sport Lisboa e Benfica orienta-se por uma conduta integra e séria. Em tudo - e desde de sempre. Infelizmente, o caminho da honestidade está preenchido de alguns obstáculos capazes de atrasar a chegada ao destino. Mais uma fez, esse forme comportamento encontrou uma pedra no roteiro. Os espertalhões dos adversários montarem a armadilha certa. Durante uma semana inteira, passaram a mensagem de que o Benfica ia fazer um assalto à liderança, e os jogadores, obedecendo aos pergaminhos do clube, não fizeram assalto nenhum. O Benfica quer a liderança - e se tudo correr bem, há-de lá chegar - mas apenas quando a puder alcançar sem ser acusado de qualquer crime.
Gostaria de deixar aqui os meus sinceros parabéns ao Sporting pela brilhante conquista da Taça da Liga, após uma sensacional campanha esboçada por quatro empates (Marítimo, Belenenses, FC Porto, V. Setúbal) e uma vitória (União da Madeira). Quando os jogadores se agigantam, fazem das tripas coração e atropelam sem dó nem piedade aqueles que se atravessam pela frente, o sabor da vitória é sempre muito mais intenso. Como tal, estranho alguns comentários que fui lendo e ouvindo a propósito dos festejos do Sporting após a conquista - estonteante, sublinho - da Taça CTT. Considero até que nós, benfiquistas, deveríamos ter celebrado com idêntico aparato cada uma das sete Taças da Liga já erguidas.
Ainda assim, compreendo a atitude mais comedida dos nossos adeptos no passado: se tivessem comemorado com tanto fervor, a esta hora ainda haveria gente a acusar álcool no sangue."

Pedro Soares, in O Benfica

Até ao fim!

"Na sequência de 9 vitorias e 2 empates (estes com FC Porto e Sporting), e num momento de claro crescimento competitivo face ao início da temporada, ninguém esperaria outra coisa do Benfica que não a conquista de mais três pontos na curta viagem ao Restelo. Infelizmente, não foi o que aconteceu. Um Belenenses de cara lavada surpreendeu a nossa equipa, sobretudo ao longo da primeira parte, e a partir daí a sorte também não esteve connosco. Ocasiões clamorosas de golo, e até um penálti, foram desperdício demasiado, permitindo que um pontapé fortuito de um adversário nos colocasse à beira da derrota. Salvou-se um pontinho, em livre genial de um Jonas certamente revoltado com o (nada habitual) falhanço da grande penalidade poucos minutos antes.
O futebol é assim, e este empate só se torna mais penalizador em função da necessidade premente de recuperar de uma fase inicial de época algo vacilante. Mas não é perda de dois pontos que vai desviar o Benfica do seu grande objectivo. Uma jornada infeliz não pode desmoralizar-nos para o que ainda falta. A luta pelo 'Penta' será até ao fim e, como tem insistido Rui Vitória, terão de contar com esta equipa.
Restam 14 finais, duas delas com os rivais directos. Não podemos desistir de lutar com todas as forças por este campeonato - cuja importância resulta acrescida em função dos ataques incessantes que, fora do campo, nos têm movido.
Amanhã recebemos o Rio Ave, e seria bom que um estádio cheio mostrasse que estamos juntos, e focados neste combate.
Será o primeiro dia do resto do campeonato. Um campeonato que temos de vencer, e que vamos vencer."

Luís Fialho, in O Benfica

Superação

"Conheci o Jacinto em plena selva da Gorongosa. Foi-me apresentado por um director do Parque Nacional na primeira visita da Fundação Benfica para preparação de um novo projecto com as crianças e escolas daquela região fustigada por duas guerras, uma colonial e outra civil. Por ali, as feridas de guerra não estão ainda esquecidas, as tensões militares ainda existem e são bem reais, mas a vida é pacata e o povo espalha sorrisos onde se misturam estranhamente (a olhos europeus) pobreza e alegria. Não sobram dúvidas a quem chega de que ali o pão é arrancado aos dias com esforço e imaginação. Os sorrisos, esses, brotam antes das palavras e espalham-se por todo o lado de forma contagiante.
O Jacinto é um jovem talentoso que mistura a sua profissão com um gosto pessoal pelo desporto. Por isso, de entre o muito que me disse, enfatizou que tinha corrido a primeira 'Maratona da Selva', na realidade uma prova de 12 Km pelas picadas da Gorongosa, capaz de arrancar suor como os mais difíceis corta-matos cá da terra. Ok, disse eu a despachar, parabéns. E seguimos conversa. Levou-me a conhecer as reservas de geologia e paleontologia do vasto programa de investigação que a Fundação Carr ali está a desenvolver. Movia-se agilmente e falava apaixonadamente do seu trabalho e daquele grande projecto. Espalhava aquele alegria de viver que os moçambicanos deviam ensinar ao mundo e que não faz depender a felicidade humana da abundância material. Falava sem parar, do que faziam os veterinários, da reintrodução de espécies no Parque, da fantástica oportunidade que era para os jovens moçambicanos trabalhar ali entre os melhores a fazer estudos no estrangeiro.
Depois veio o Benfica e avivou-se a chama. Disse-lhe quem era o porque estava ali, e o Jacinto desatou a falar ainda mais. Entrámos pelas paixões do grande jogo e pelo que podemos fazer com elas junto das crianças. Falámos do campeonato e de projectos de vida, saltámos temas numa conversa breve, mas acesa. Despedimo-nos com um abraço, já amigos. Só então olhei para os pés!"

Jorge Miranda, in O Benfica

Formar e ganhar

"O jogo Belenenses - SL Benfica veio confirmar a política do Clube de apostar na formação. Rui Vitória deu a titularidade a João Carvalho. Nesta época foram já quatro os jovens 'made in Seixal' lançados.
Depois de Bruno Varela (23 anos), Diogo Gonçalves (20 anos), Rúben Dias (20 anos), chegou a vez do talentoso João Carvalho (20 anos).
O recente estudo do Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol, que aponta para a cada vez menor utilização de jogadores portugueses nas ligas, é um alerta.
O SL Benfica inverteu esta tendência, nos últimos anos, e não é por acaso que alguns dos jogadores nucleares são portugueses. André Almeida, Eliseu, Pizzi e Rafa Silva têm sido apostas de Rui Vitória. A estes oito jogadores, devem ser acrescentados mais dois que subiram à equipa A - Ferro (20 anos) e Gedson Fernandes (19 anos). Já para não falar do médio Florentino Luís (18 anos), também a caminho da 1.ª categoria. Ou ainda João Teixeira (23 anos), que brilhou na final da Taça da Liga.
Contas feitas, temos 12 jogadores que não dão garantias. Para aqui chegarmos foi preciso investir muito no Seixal, quer em infra-estruturas, quer em  recursos humanos. A nossa academia é uma das melhores do mundo, e a brilhante prestação dos Juvenis, na prestigiada Alkass International Cup, no Catar, é mais uma prova da excelência do trabalho desenvolvido desde 2006. Sem esquecer os nossos 11 'embaixadores' - Ederson, Nélson Semedo, Lindelof, João Cancelo, Bernardo Silva, Renato Sanches, André Gomes, Gonçalo Guedes, Hélder Costa, Ivan Cavaleiro e Umaro Embaló."

Pedro Guerra, in O Benfica

Custa crer

"Custa crer a constância e a insistência com que as actuais instâncias judiciais estão a fazer incidir sistematicamente sobre o Sport Lisboa e Benfica, tantas e tão sucessivas operações, cujos âmbitos e oportunidades, em todo o caso, lhes são conferidos pela Lei e que, na defesa de bem comum, ninguém pode pôr em causa.
Mas o que, mesmo no presente ambiente judicial - muito diferente do que acontecia há quinze ou vinte anos - não deixa de ser perturbante e ainda mais significativo é o permanente e entusiástico suporte comunicacional que essas operações dos agentes legais sempre têm obtido, de modo reiterado e prioritário, junto dos mesmos órgãos de informação e dos mesmos grupos de comunicação, sejam estes prestigiados por décadas e décadas de jornalismo conceptual, ou sejam eles os que, nestes últimos tempos, temos visto habitualmente manchados pelas mais acabadas ausências de escrúpulos, no que respeita aos procedimentos de investigação jornalística que utilizam, para transmitir publicamente acções de toda a natureza e feitio.
Todavia, a propósito da primeira asserção, não posso deixar de assinalar que este extraordinário afã judiciário de sentido e alvo únicos tem ocorrido num tempo em que o Clube de maior dimensão em Portugal dispõe, designadamente no futebol, do mais marcante registo acumulado de títulos desportivos e que este facto concreto - composto de registos aritméticos e classificativos inequívocos -, só por si, estava a deixar perigosamente em risco a própria sobrevivência institucional dos outros dois concorrentes mais próximos... Já quanto à segunda constatação que enunciei, não evitarei sinalizar a inacreditável promiscuidade de hoje, entre entidades oficiais de investigação e da soberana Justiça e aqueles canais de comunicação que, em vez de informarem com serenidade, preferem bolçar com estrépito incontido; em vez de noticiarem meros factos, logo vomitam apressadas conclusões e decisões sem fundamento, toldando sistematicamente a Verdade com interpretações levianas e hipóteses fantasiosas que visam o Benfica como um desígnio absoluto. Tudo o que está a acontecer torna plausíveis algumas interrogações que aqui deixo.
A quem aproveita o propositado desrespeito generalizado do segredo de Justiça na praça pública, por exemplo, com as vorazes câmaras e o vozeario dos repórteres, nos locais das buscas, à hora marcada para o início das operações, ou, logo a seguir, com os desbocados comentadores em estúdio? Quem beneficia deste regime de estendal? Os polícias? Os procuradores? Os juízes? As empresas de comunicação e os seus jornalistas? E afinal, quem paga e quanto se paga a uns, aos outros e ainda a outros, para criar baderna e inventar infernos em que, exclusivamente, só parece que se quer queimar o Benfica?"

José Nuno Martins, in O Benfica

Nepotismo

"Justificava-se que o suporte documental sobre propostas a discutir fosse colocado à disposição com antecedência prevista na lei.

Não vale a pena enterrar a cabeça na areia como a avestruz. Qualquer que seja a perspectiva de análise do nosso quotidiano, começamos a sentir que esta sociedade está mesmo doente e perigosa, lembrando, em muitas circunstâncias, o mundo orwelliano e a velha máxima the big brother is watching you. É que o tempo da liberdade de expressão e de opinião, na sua mais pura concepção, potencia, hoje em dia, in crescendo, a acção das denominadas forças politicamente correctas que, no fundo, sempre conviveram mal com as sociedades abertas, antes preferindo o critério das modas de gosto mais do que duvidoso. Essencial, hoje em dia, quanto mais não seja, para corresponder à «sede de roupa suja», é manter vivo o espírito da acusação torpe, da devassa subtil, recorrendo, se necessário, à suspeição que, para sempre, poderá marcar a personalidade a, b, ou c. Importante é a sobrevivência a todo o custo, a manutenção do privilégio do poder qualquer que seja o preço a pagar nem que, para tanto, seja necessário o recurso às novas fontes de propaganda, tudo em nome de uma transparência que, na verdade, nunca existiu.
Vejamos, por exemplo, o caso da Assembleia Geral do Sporting Clube de Portugal, marcada para o próximo dia 3 de Fevereiro. Dada a profusão e complexidade de matérias e tratar, justificava-se que o suporte documental relativo às propostas a discutir, fosse colocado à disposição dos associados com a antecedência mínima prevista da lei. Inexplicavelmente, porém, não foi esse o caminho escolhido. Vivendo o Clube um momento de euforia indesmentível, seria expectável que os dirigentes leoninos aproveitassem o ensejo para, em clima de unidade e exaltação clubista, congregar ainda mais a massa associativa em vez de procurar cisões e fracturas, sobretudo, para com aqueles que, em consciência, entendam manifestar a sua discordância sobre o modo como os destinos do Clube são dirigidos. Depois de, num primeiro momento, considerar infracção disciplinar, «Criar ou fomentar a criação de grupos, dentro ou fora do Clube, que por qualquer modo possam perturbar o trabalho dos órgãos sociais» (sublinhado nosso), o Conselho Directivo, apressadamente, rectificou o lápis da censura prévia, propondo, com inusitada magnanimidade, uma redacção perfeitamente dispensável face ao preceito estatutário que já existia. Não contente, o mesmo CD pretende abolir o Conselho Leonino - eleito pelos sócios - substituindo-o por um conselho estratégico (?) cuja designação é da competência exclusiva do Presidente. O nepotismo no seu melhor! Quo vadis Sporting?"

Abrantes Mendes, in A Bola

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Os que vencem sozinhos

"Nas modalidades colectivas, com especial destaque no futebol, ninguém ganha sozinho. Claro que existem elementos preponderantes para que a equipa tenha uma prestação elevada. São as mais-valias, aqueles que tiram os coelhos da cartola. Os excepcionais. Eles são fantásticos mas nunca insubstituíveis. Mesmo que sejam únicos. Serão lembrados, alguns imortalizados, mas as equipas não acabam. Por vezes até melhoram o seu espírito colectivo, em virtude de serem obrigadas a reagir a uma situação de adversidade.
Quanto mais se torna mediática a actividade maior é o número de pessoas que pretendem tirar proveito da acção colectiva. Sejam dirigentes, treinadores ou jogadores. O discurso é na primeira pessoa do singular. Sem a sua prestação nada seria possível. Julgam-se insubstituíveis. Sem eles é o caos, com eles o paraíso. Terão sempre os 15 minutos de fama, mas para serem lembrados precisam da equipa. Seja qual for a sua função na estrutura.
As equipas precisam de todo um staff de apoio, muitas vezes esquecido, e poucas vezes lembrado, que faz um trabalho decisivo para o sucesso de todos. Quando alguém fala na primeira pessoa do singular, esquecendo-se tantos que trabalham para que esse momento aconteça, está a colocar em causa toda a estabilidade que uma equipa necessita para reagir nos momentos de adversidade. Os egos destroem muitas vezes equipas com enorme potencial.
O mercado fechou em Portugal, embora continue aberto noutros países, e a partir de agora o foco terá de ser unicamente a equipa. As transferências propostas por dirigentes e empresários só voltam a partir de Maio e até lá temos um clima diferente dos dois últimos meses. Vale a pena analisar esta janela de mercado, com o objectivo de encontrar soluções para criar clima mais estável, também em defesa da verdade desportiva e da competição profissional."

José Couceiro, in A Bola

O estranho caso de Mário Centeno

"Portugal sempre foi um país dado à cunha, onde dava muito jeito conhecer alguém capaz de encontrar uma solução expedita. Sou do tempo em que as multas de trânsito desapareciam por artes mágicas, muitos empregos eram arranjados por influência do tio da prima da afilhada e ter um conhecido na repartição de finanças ou na urgência do hospital não fazia mal a ninguém.
Passaram-se anos a fio sem que houvesse condenações por corrupção ou tráfico de influências, como se o Estado estivesse prisioneiro da sua própria inércia, impotente perante uma teia de interesses, grandes e pequenos.
Hoje em dia, felizmente, tudo mudou, há uma transparência muitíssimo maior e sente-se que o poder judicial não é subserviente perante ninguém, por mais pintado que aparente ser. Esse é o sinal mais evidente de uma sociedade evoluída, que quer progredir baseada na meritocracia e disposta a erradicar as práticas de antanho.
Aqui chegados, há que evitar as derivas justicialistas, por vezes voluntaristas, por outras vingativas, às vezes motivadas por agendas obscuras, mas sempre desajustadas da realidade, por demonstrarem ausência absoluta de bom senso, a tal regra não escrita a que todos devem obedecer.
A sociedade portuguesa, que precisa de se defender assegurando o primado da transparência e os meios para implementá-la, necessita igualmente de fugir das práticas fundamentalistas e dos tiques prepotentes e ditatoriais, que acabam por ser perniciosos para a imagem das instituições.
Ah, é verdade, o Ministério Público arquivou o inquérito a Mário Centeno por causa dos bilhetes para a Luz..."

José Manuel Delgado, in A Bola

Pablito...

Declaração

"No decurso desta semana, o meu nome tem sido associado a um processo judicial que tem alimentado as mais diversas especulações, algumas já desmentidas, sobre factos respeitantes à minha vida pessoal e enquanto Presidente do Sport Lisboa e Benfica.
Afirmo, de forma perentória, que estou de consciência totalmente tranquila. Não pratiquei qualquer ilícito que me possa ser imputado. É, aliás, com enorme estupefacção, que vejo o meu nome associado a este processo.
Nunca, ao longo dos meus sucessivos mandatos como dirigente e Presidente do SLB, confundi ou misturei a minha vida pessoal e profissional com a instituição Sport Lisboa e Benfica.
Confio na Justiça. Espero e exijo dela a pronta reposição e esclarecimento da verdade.
Por último, quero transmitir a todos os meus amigos, a todos os benfiquistas e aos portugueses em geral que nada temo e que estou tranquilo porque estou seguro da minha conduta em todos os domínios da minha vida"

‘Big Brother is watching you’

"Da era da informação passámos à era da maledicência, da vingança anónima, da efabulação, da perseguição e do medo.

Cena 1:
Um homem toma o pequeno-almoço à mesa de uma pastelaria enquanto lê o jornal. Termina e pede a conta. “Está pago por aquele senhor”, responde o empregado apontando para a porta. Em pânico o homem corre, carteira na mão, chamando o outro: “Você não me desgrace!!”
Cena 2:
Gabinete sóbrio. Dois homens conversam animadamente sobre os tempos da escola que partilharam. Na despedida, um estende um envelope: “Toma lá dois bilhetes para o teatro”. O outro olha desconfiado. “Não te preocupes. São dos mais baratinhos…”.

Longe vai 1984, mas nunca como agora estivemos tão perto de viver a realidade de George Orwell e do seu Big Brother, com a agravante deste ser obra e criação de cada um de nós, que passou a assumir os papéis de polícia, juiz e jornalista. Os tribunais são as redes sociais onde o contraditório não existe e onde a condenação é feita sem apelo nem agravo. Criámos a justiça popular, o linchamento público e assistimos impávidos à destruição do carácter, das carreiras e das vidas das pessoas. Da era da informação passámos à era da maledicência, da vingança anónima, da efabulação, da perseguição e do medo.
Quem tem hoje coragem para falar livremente ao telemóvel, comentar algo, agir em plena liberdade sem pensar que talvez possa ser mal-entendido, descontextualizado ou mesmo punido? Dizer coisas como: “um dia destes dou cabo de ti” ou “tu matas-me”, pode ser entendido como a confissão de uma qualquer culpa. Estar ou ser visto com, pode ser colocado na comunicação social como indício de cumplicidade ou até mesmo de corrupção.
Num mundo em que a informação transformou o tempo e o espaço no “aqui e agora” quem controla a informação que circula? Quem pode travar este Grande Irmão que teimamos em deixar que nos vigie dia após dia? Que é feito da presunção de inocência e da liberdade numa sociedade onde todos espiam todos?"

Pequeno catálogo do “treinador de bancada”

"A luta darwinista das espécies no palco mediático da justiça tende a favorecer os mais aptos para o espectáculo e a superfície. Quanto mais forte e mais alta a onda, mais sobressai quem melhor a surfa, numa espécie de síndrome do canhão da Nazaré

Nada percebo de futebol, mas julgo que a expressão “treinador de bancada” terá sido cunhada nesse universo e acho-a uma bela expressão, referindo-se ao adepto ou ao observador que fala, fala e parece que sabe muito, mas muitas vezes sabe pouco ou nada e, sobretudo, está de fora e não treina.
Há outras áreas onde também abunda a figura; uma delas é a do sistema de justiça, em geral, e dos processos mediatizados, em particular. Tem-me calhado, como advogado, um número significativo destes últimos, e ao longo dos anos tenho observado – ora com o deleite intelectual do biólogo, ora com o desgosto de quem ouve e lê alguns disparates – várias espécies de “treinadores”. Vejamos algumas delas, que se misturam com os que, num esforço sério de compreensão e/ou de esclarecimento, procuram informar e opinar – que também os há, embora tendam a notar--se menos, como se a luta darwinista das espécies no palco mediático da justiça, nos tempos que correm, tendesse a favorecer os mais aptos para o espectáculo e a superfície. Quanto mais forte e mais alta a onda, mais sobressai quem melhor a surfa na sua crista, numa espécie de síndrome do canhão da Nazaré.
Há o “treinador-carteiro”, figura conhecida desde que o mundo é mundo, aquele que traz os recados e as mensagens que lhe pedem, mandam ou assopram que transmita. E há o “treinador Margot”, aquele que não perde uma oportunidade para – com a mesma destreza com que a célebre bailarina inglesa exibia em pontas a beleza do ballet clássico – se colocar em bicos dos pés, à espera que o vejam ou escutem e, assim, se lembrem de que pode ser útil. Há, também, o “treinador Salcede”, designação que homenageia o génio de Eça, que criou dois Dâmasos imorredouros; prefiro o d’“Os Maias”, o Salcede balofo e vazio que segue a maioria, que mimetiza, que vai atrás do último chique, da mais recente tendência, do brilho que julga emanar dos salões que inveja e onde apenas é tolerado.
E há o “treinador-sinaleiro”, o que não perde uma oportunidade para, a respeito de tudo e de nada, exibir a sua clarividente noção dos valores, ensinando ao vulgo, de cátedra (a que inventou para si mesmo), o que é o bem e o que é o mal. Há ainda o “treinador Edviges”, todo aquele que me faz lembrar uma senhora que vivia na vila onde passei a infância e a adolescência, e cuja ocupação era observar e comentar a vida que ela julgava ser a dos outros para preencher o entediante vazio da sua. 
E, ocorre-me também, há o “treinador visionário”, que é aquele que sabe como é que a coisa se resolve e que, com a desinteressada generosidade dos justos, mostra qual a chave do problema. Mas, por favor, não o confundam com o “treinador-pitonisa”, que é de todos o mais bem-sucedido, porque julga que conhece o devir.
Este, que é o mais interessante, faz do anúncio de coisas que hão de acontecer, e que mais ninguém sabe ainda, o seu magistério e a sua fama. E triunfa, mesmo quando se espeta de caras no momento em que a onda se enrola violentamente na areia da Praia do Norte."

No reino do pecado todos são corruptos

"No reino do pecado todos são corruptos Vítor Norinha 00:06 Sem triagem, os suspeitos ficam com o título de corruptos, são reputacionalmente destruídos, vão a tribunal e correm o risco de encontrar operadores judiciais potencialmente contaminados pelo efeito comunicacional.

Os cidadãos foram surpreendidos por uma semana de notícias de processos judiciais, de suspeitas e de constituição de arguidos envolvendo figuras públicas.
Para o cidadão comum, sentado no sofá à noite, enquanto vê ou revê os telejornais, ou ainda para o cidadão urbano que no escritório vai estando atento às notícias que chegam ao seu smartphone, a conclusão imediata é fácil e lapidar: isto é um país de corruptos. Depois ouve nomes de instituições que desconhece, ou então desconhece as relações entre elas: PGR, MP, DCIAP, Sindicato dos Juízes ou Ministério da Justiça.
Para quem está fora do sistema judicial, qualquer destas figuras tem o mesmo objectivo e persegue o mesmo intuito. Para o cidadão comum, que vê uma instituição, um líder dessa instituição ou uma figura com quem simpatiza, envolvido(s) neste “reino do pecado”, o normal é “conjeturar” uma motivação lateral. Uns ficam contentes com a história do ministro Centeno que pediu dois bilhetes para ir ao Benfica e com os secretários de Estado de Sócrates, que compraram livros e revistas e que não as deixaram nos Ministérios. Outros ficam contentes quando o Benfica é atacado porque se envolve o seu presidente num processo ou um juiz que já foi candidato aos órgãos sociais do clube. Outros ainda manifestam o seu gáudio perante o facto de um governante de outro país ser julgado em Portugal, porque o sistema judicial não confia nos congéneres desse outro país. Ninguém se importa com as motivações, umas verdadeiras, outras ridículas.
Mas o que está por detrás destes “tiros nos porta-aviões? São temas de fundo, que ligam o modelo judicial atual do Ministério Público e que, essencialmente, pretende acusar e prepara o caminho de uma forma bem estruturada, colocando os social media do seu lado. Mas sem triagem, os suspeitos ficam com o título de corruptos, são reputacionalmente destruídos, vão a tribunal e correm o risco de encontrar operadores judiciais potencialmente contaminados pelo efeito comunicacional.
Claro que neste ambiente judicialista o mensageiro aproveita e faz o seu trabalho, que é noticiar aquilo que é do interesse público, e as audiências confirmam que são estes casos que dão notoriedade. Mas este é também um ambiente politicamente comprometido, onde o poder judicial é aproveitado para abater um oponente. A delação premiada, alguma sem suficiente qualidade, envenena ainda mais o ambiente. E, claro, nesta escola não é entendível o princípio da razão do Estado. Os tiros nos vários “porta-aviões” até podem ser motivo de celebração, mas nem sempre o país ganha.
Falta ainda responder a outra questão: o que explica este avolumar de notícias judiciais que “nasceram” como cogumelos? Diz-se no inner circle dos assuntos político-judiciais que personalidades importantes deixaram de “segurar” as pontas porque eles próprios estão a ser alvo de suspeitas e se encontram sob investigação."

Lex and drugs and rock and roll

"Se, por um lado, podemos pensar que a justiça está a funcionar e até fazem juízes desembargadores arguidos, assusta saber que a justiça chegou a um ponto em que há, alegadamente, juízes desembargadores a vender decisões judiciais.

O tema da semana é a Operação Lex. O juiz Rui Rangel, alegadamente, andou a vender decisões judiciais. Estou convencido de que a febre do empreendedorismo deu cabo deste país. Se a Judiciária não tem chegado a tempo, o Rui Rangel, alegadamente, ainda abria uma loja no Chiado.
Rangel é suspeito de quatro crimes de tráfico de influência por, alegadamente, ter prometido influenciar o resultado de processos. O processo tem 15 arguidos, entre os quais Rui Rangel, Fátima Galante e Luís Filipe Vieira. Há uma luta renhida entre o número de casos de legionela na CUF e o de arguidos no processo Lex: 14-15, neste momento.
Segundo foi noticiado, Luís Filipe Vieira terá prometido ao juiz um futuro cargo na universidade do Benfica. Custa-me a acreditar. Um cargo na futura universidade do Benfica?! Mas quem é que se vende por isto?! Se ainda fossem dois bilhetes para a bancada principal do estádio para assistir a um clássico... E quem é que quer ir para a universidade do Benfica se, provavelmente, vai ter aulas de Filosofia com o Rui Vitória? Isto é o equivalente a meter uma cunha para ir à Universidade de Verão do PSD quando todas as pessoas sabem que quem frequenta aquela universidade são betos que estão de castigo nas férias grandes porque chumbaram o ano.
Confesso que não sabia que um juiz desembargador não podia ser detido sem ser em flagrante delito. Teria sido decisivo quando optei por esta carreira e a vida que levo. De certa maneira, percebo que seja difícil algemar um indivíduo de toga. Com aquelas mangas, é complicado encontrar os pulsos. Um juiz só pode ser detido em flagrante delito. Ou seja, se for apanhado a roubar uma lata de sardinhas no híper pode ir preso, se estiver envolvido em processos que lhe renderam milhões, não vai de cana. Nisto, há que reconhecer que a justiça é igual para todos.
Segundo vários especialistas, a investigação a Rui Rangel, e cito, "não será prejudicada por o juiz não ser detido". A dele talvez mas, pelo que já vimos, o problema são as outras em que ele é juiz.
Este processo Lex é um pau de dois bicos. Se, por um lado, podemos pensar que a justiça está a funcionar e até fazem juízes desembargadores arguidos, assusta saber que a justiça chegou a um ponto em que há (lá terei de usar a palavra mais usada no país), alegadamente, juízes desembargadores a vender decisões judiciais. - "Ó shor juiz, a quanto é que está o quilo da decisão judicial?" - Acho que a balança no símbolo da justiça não está lá para isso. Portanto, há uma espécie de sentimento de segurança dúbio. É como se eu, alegadamente, confiasse na justiça."

Onde se arquiva a vergonha?

"O Ministério Público (MP) descobriu que o ministro das Finanças pediu dois convites ao Benfica para ver um jogo de futebol. Por coincidência, descobriu igualmente que o filho do presidente do Benfica tinha pedido ajuda ao pai para acelerar a concretização de uma isenção de um imposto municipal, a que por lei tinha direito. O processo avançou e o filho agradeceu ao pai. Como se tratava de um imposto e os impostos têm que ver com as Finanças, alguém no MP chegou à rápida conclusão de que aqui havia marosca. A conclusão foi demasiado rápida e o mal estava feito.
Na velha lógica de que onde há fumo há fogo foi aberto um inquérito criminal e ordenada uma busca às instalações do Ministério das Finanças. Rápida correu a sentença a condenar Mário Centeno, porque se o crime parecia pequeno, a vergonha apresentava-se grande. Nas redes sociais, mas também na pena de muitos comentadores e jornalistas, Centeno estava metido num grave sarilho. Se fosse constituído arguido tinha de se demitir. Logo em Bruxelas descobriram que em Portugal se discutia a conduta pouco ética, quem sabe criminosa, do presidente do Eurogrupo. A conclusão voltava a ser demasiado rápida e o mal continuava a ser feito.
Como todo este caso era demasiado estúpido, era inevitável que tivesse o destino que acabou por ter: o "arquivamento por inexistência de crime". E como é que o MP chegou a esta conclusão? Recolhendo "a prova documental e pessoal necessária ao apuramento dos factos". O MP explicou-nos ainda que a instauração de um processo-crime foi determinada por notícias na comunicação social. São muito ciosos da sua autonomia em relação ao poder eleito, mas andam a toque de caixa no circo mediático, à boleia de suposições de alguém que escreve na comunicação social. Colocaram o Parlamento Europeu a admitir uma discussão sobre o assunto apenas porque, segundo o MP, o jogo da bola e a isenção do imposto ocorreram, "segundo tais notícias, no mesmo período temporal". Só falta saber onde se arquiva a vergonha que nos fizeram passar!"

Benfiquismo (DCCXXXVI)

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Aquecimento... Foco!

Octávio Ribeiro, o verdadeiro Procurador-Geral da República

"Quando soube que o DIAP estava a fazer uma busca ao Ministério das Finanças pensei que alguma coisa de grave tinha acontecido. Quando percebi que a busca se devia à ida do ministro ao futebol percebi que tinha, de facto, acontecido alguma coisa: o Ministério Público decidiu dedicar_se à comédia. Das duas uma: ou o Ministério Público sabe de alguma coisa que nós ignoramos, ou está apostado em transformar este país num circo, destruindo a credibilidade do Estado e das instituições. Bem sei que na cabeça de muitos procuradores que têm o "Correio da Manhã" como leitura de referência, o estado natural de um político é o de arguido. Mas há limites para o ridículo.
A verdade é simples e ficou-se a saber logo no primeiro dia após a manchete do "Correio da Manhã", que assinalava, sempre com aquela má - fé perversa que afasta o pasquim do jornalismo, que dois dias depois de Mário Centeno ter ido à bola um prédio da empresa do filho de Luís Filipe Vieira teve direito a um "perdão fiscal". Não era perdão fiscal nenhum, como sabia o pasquim. Era uma isenção de IMI para imóveis reabilitados claramente definida na lei. Esta isenção fiscal é legislada pela Assembleia da República, determinada e aplicada pela autarquia onde se situa o imóvel (no caso, a Câmara municipal de Lisboa) e depois de verificar se cumprem os critérios. As Finanças limitam-se a dar seguimento. Assim sendo, ou o Ministério Público anda a investigar outra coisa qualquer ou bastaria não se ficar pela leitura do "Correio da Manhã" para ter poupado a viagem ao Ministério das Finanças.
Quanto à ida de Mário Centeno para o camarote presidencial, o que estranho é a estranheza. Por ali já passaram grande parte das figuras políticas nacionais, de Marcelo Rebelo de Sousa a Francisco Louçã. Eu próprio, que não sou ninguém, já fui inúmeras vezes convidado para estar no camarote presidencial do Sporting e, apesar de preferir ver os jogos no meu lugar de sempre, já lá estive várias vezes. Assim como já fui convidado para ir a estreias de teatro e cinema. A diferença é ser convidado ou pedir um convite? Adorava ver em que norma penal se enquadra essa distinção.
É absolutamente natural que o Ministro das Finanças não vá para a bancada num jogo de risco como um Benfica - Porto. Nem sequer é para o defender a ele. As forças de segurança dispensam, para além de tudo o que um jogo desta natureza implica, preocuparem-se em saber por onde anda o ministro. Até para a cultura do taxista (sem desprimor para os taxistas, que não tem culpa nenhuma dos disparates da nossa justiça) que se instalou entre os procuradores há limites para a demagogia. 
Mas está mesmo a acontecer e todos somos obrigados a comentar esta palhaçada judicial. Há até alguns juristas que, por uns minutos de palco, se oferecem à triste figura de comentar a dificuldade em provar o benefício fiscal (que não lhe diz respeito, mas adiante) seja uma contrapartida da ida à bola sem pagar. E fazem-no sem se rirem. Acreditará esta gente que é assim que as coisas se passam? Que os ministros com o poder de Centeno se compram com dois convites para o camarote presidencial? Se os governos e autarquias favorecem os clubes de futebol - e muitas vezes favorecem - não é por vantagens patrimoniais, é por vantagens políticas. É pelo enorme poder de influência que Benfica, Sporting e Porto têm junto de milhões de portugueses. É preciso viver totalmente alienado da realidade nacional para se pensar que é os clubes precisam de oferecer lugares no camarote para os seus presidentes exercerem a sua influência.
Mas os procuradores não estão alienados da realidade. Nem sequer acham que o tráfico de influências se faça assim. O que se passa na cabeça dos magistrados é mais simples do que isso. É um vício que se instalou: o da visibilidade. O Ministério Público trabalha mais para a notícia do que para a justiça. Porque acha que é a notícia, sobretudo a que faz manchetes nos tabloides, que lhe reforça o poder político e institucional. Pouco interessa se estes inúmeros fogachos, a reboque de notícias de jornais,, acabam em alguma coisa. Fica a aparência. Uma dinâmica que faz de Octávio Ribeiro o verdadeiro Procurador - Geral da República.
Só que, neste caso, o número mediático teve alguma repercussão externa. Não que a "nossa imagem lá fora", me tire o sono, mas há alguma respeitabilidade institucional de que o país depende. Uma busca judicial ao ministério do presidente do Eurogrupo não é coisa que se veja todos os dias. E não será fácil explicar aos líderes europeus a idiosincrassias da nossa justiça. Se um acto tão inusitado como uma busca judicial ao Ministério das Finanças não tiver outra razão para além daquela que conhecemos, o Ministério Público não fez mal a Mário Centeno, fez mal ao país. E fá-lo sempre que transforma a justiça portuguesa num prolongamento da cultura tabloide. O que é que vão investigar a seguir? Em casa de quem jantou o ministro esta semana? Se pagou os ingredientes? Qual era a situação fiscal dos anfitriões? Não há criminalidade em Portugal, incluindo criminalidade de colarinho branco? Não têm nada de importante para fazer? Sobra assim tanto tempo e meios para serem as manchetes do "Correio da Manhã" a decidirem a agenda dos procuradores?"

Alto risco para o Benfica

"Como se já não bastasse toda a polémica com os mails, os vouchers e a suspeita na viciação de resultados, o céu parece estar a cair agora em cima do Benfica com as revelações que envolvem Luís Filipe Vieira e o juíz Rui Rangel. Usar a instituição numa troca de favores é um tema grave e, estranho mundo, não havendo nada que prove que é verdade o clima de suspeição instalou se.
Como já escrevi nestas páginas em diferentes ocasiões a presunção de inocência não é apenas um direito dos 'suspeitos' e/ou arguidos. Da parte de cada um de nós tê-la em conta é um dever e tal implica não fazer ou participar em julgamentos sumários. Sei do que falo, e talvez até por isso, nunca o fiz e jamais o farei.
A minha reflexão segue noutro plano. O ruído que existe neste momento ainda não é ensurdecedor mas é já muito significativo. E vai aumentar muito nos próximos dias. Não é possível, no caso de uma figura como Luís Filipe Vieira, fazer a distinção entre as suas actividades privadas e o seu papel como presidente do Benfica. Que aliás não aparecem desligados, no que foi revelado. É a mesma pessoa, é assim que é vista e percepcionada por todos.
Numa sociedade hiper mediatizada, em que a Justiça faz – em excesso, como se voltou a ver, parte dessa engrenagem os media não vão deixar cair este tema. Nem podem. Porque é efectivamente relevante. Está em causa um eventual ato ou actos de corrupção de um juíz, envolve, numa das componentes, de forma directa ou indirecta o Benfica e é esse dado que lhe confere grande impacto e, como é óbvio enorme atracção junto dos cidadãos. Mas, sejamos claros, existe real interesse público, não é nenhum exercício de voyeurismo. O Jornalismo será excessivo, não tenho dúvidas, mas fará o seu trabalho e a culpa não é do mensageiro.
É até interessante estabelecermos um paralelo com o que sucedeu, mesmo que em casos muitos diversos, durante anos com Jorge Nuno Pinto da Costa. O presidente do FC Porto esteve envolvido em inúmeras controvérsias com a Justiça, algumas até do foro privado, mas noutro tempo, sem o impacto e a pressão que existem hoje. Não é um detalhe.
Luís Filipe Vieira e a suas equipas jurídica e de comunicação tentarão neste primeiro momento minimizar os danos. Esperam que nos próximos días haja uma descompressão e o volume informativo caia. A menos que exista um grande (e inesperado) acontecimento não é suposto que isso suceda no horizonte de uma a duas semanas. Serão muitos dias. Novas revelações, mesmo que nalguns casos seja baralhar e dar de novo.
Pelo meio é fundamental que a equipa de futebol ganhe e se mantenha na corrida para o título. Rui Vitória dirá que é outro ataque "ao coração do Benfica"?
Mas, mesmo que o ambiente desanuvie, mesmo que haja como defende o advogado João Correia "uma perseguição ao Benfica", o presidente do clube tem que ter em conta os superiores interesses da instituição. A pergunta que Luís Filipe Vieira deve fazer é: se para o Benfica, não para ele, mas – repito - para o Benfica é melhor continuar ou apresentar a demissão.

A lição de Carvalhal
uma extraordinária declaração de Carlos Carvalhal no final da (talvez) inesperada vitória do Swansea sobre o Arsenal. Ouvido para a BBC Sport na flash interview, o treinador português explica a sua estratégia e quando é confrontado pelo repórter sobre o facto de o clube ter mudado tanto desde a sua chegada – só perdeu um jogo em oito – e sobre se essa mudança é uma questão de crença, responde que há um Padre no Swansea e que se "acreditar fosse suficiente" a questão seria mais simples. O Padre resolvia. A seguir enumera o trabalho da equipa, não o seu, mas o de todos. Também não se esconde – está no centro das decisões e tem a responsabilidade. Carlos Carvalhal é um muito bom treinador, minimizado em Portugal, com resultados e cartaz em várias geografias e que em Inglaterra está a deixar a sua marca. Por muito pouco falhou a subida com o Sheffield Wednesday e está agora a mudar a face do Swansea que era um doente em coma na exigente Premier League. A equipa continua em sérios riscos e não tem muitas armas, mas joga muito melhor, tem um líder e uma estratégia. É o principio das coisas.

Rúben Semedo
Custa saber o que se passa com Rúben Semedo, um talento do futebol português com potencial para ser um futuro defesa central da Selecção Nacional e que, por falta de cabeça ou de acompanhamento, ou das duas coisas, se envolveu em rixas sérias em Espanha. A venda de Rúben Semedo foi um bom negócio para o Sporting e, apesar do percurso na formação, o clube não tem nenhuma obrigação com jogadores – para mais maiores e vacinados. Mas se ele tinha problemas, e parece que alguns tinha, um pouco de senso, do Sporting ou de pessoas da estrutura, teria ajudado.

Mathieu
Aos 34 anos e com muitas vidas, Jérémy Mathieu encontrou em Lisboa a felicidade perdida. O seu rosto, de sorriso aberto, após a conquista da Taça da Liga falava por ele. Quando Jorge Jesus diz que é difícil marcar golos ao Sporting isso resulta de um trabalho colectivo, mas no eixo desse esquadrão tantas vezes inviolável, está este francês alto (como o treinador gosta) com grande sentido posicional e capaz ainda de sair a jogar iniciando a construção do processo ofensivo da equipa. Um ás."

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Lixívia 20

Tabela Anti-Lixívia
Benfica .. 47 (-4) = 51
Corruptos.. 49 (+3) = 46 (-1)
Sporting . 50 (+9) = 41

Jornada estranhamente isenta de erros graves nos jogos com os 'grandes'!!!
Inacreditável a decisão do VAR (Malheiro) no Boavista - Marítimo, ao não 'inverter' a decisão do árbitro de campo (Esteves), permitindo assim ao Boavista, beneficiar de um penalty claramente inexistente!!!

O Paixão em Belém esteve razoável, nas duas principais decisões esteve bem: penalty sobre o Cervi, marcou...; no lance do Almeida não marcou...! Bem, nas duas decisões, que o VAR confirmou...
Erros, nas faltas a meio-campo, e no critério disciplinar 'manso' a meio-campo... O empurrão no livre que dá o golo do Benfica é evidente!
Também esteve bem nos minutos de desconto: se os 5 minutos até foram 'curtos' para o anti-jogo dos Pastéis, depois com a actuação do VAR já nos descontos, soube compensar...!!!

Os Corruptos, não gostam de perder pontos, então com golos bem anulados nos últimos segundos da compensação, ainda ficam mais aziados!!!
Com dois adeptos Corruptos a 'tomarem' conta da partida (Luís Ferreira e Manuel Oliveira) estava à espera de muito pior... Mesmo assim, alguns erros, que acabaram por não influenciar o resultado final...
O 1.ª amarelo ao Fofona é num lance onde não existe falta; no livre lateral, que origina o 'saída' atrapalhada do guarda-redes do Moreirense, onde os Corruptos 'pedem' penalty, não houve falta; no falhanço escandaloso do Brahimi, o lance devia ter sido invalidado, já que o jogador dos Corruptos, que marcou a falta, fez 'transporte' de bola!!!

No Alvalixo, mais uma dupla totalmente Lagarta (Godinho: 4+1, Macron: 1+3), dois dos tais quatro árbitros (Tiago Martins: 2+5; Xistra: 3+2), que estão presentes, em mais de 50% das nomeações para os jogos do Sporting!!!
Não houve lances 'graves', mas a condução do jogo foi do mais nojento possível! Praticamente não foram marcadas faltas contra o Sporting... com mais um jogo sem cartões para os Lagartos, depois de várias faltas merecedoras!!!



Anexos:
Benfica
1.ª-Braga(c), V(3-1), Xistra (Verissímo), Prejudicados, (4-1), Sem influência no resultado
2.ª-Chaves(f), V(0-1), Sousa (Tiago Martins), Prejudicados, (0-3), Sem influência no resultado
3.ª-Belenenses(c), V(5-0), Rui Costa (Vasco Santos), Beneficiados, Sem influência no resultado
4.ª-Rio Ave(f), E(1-1), Hugo Miguel (Veríssimo), Prejudicados, Impossível contabilizar
5.ª-Portimonense(c), V(2-1), Gonçalo Martins (Veríssimo), Prejudicados, (4-0), Sem influência no resultado
6.ª-Boavista(f), D(2-1), Soares Dias (Esteves), Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
7.ª-Paços de Ferreira(c), V(2-0), Xistra (Hugo Miguel), Nada a assinalar
8.ª-Marítimo(f), E(1-1), Sousa (Godinho), Prejudicados, (1-2), (-2 pontos)
9.ª-Aves(f), V(1-3), Almeida (Vítor Ferreira), Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
10.ª-Feirense(c), V(1-0), Godinho (Xistra), Prejudicados, (2-0), Sem influência no resultado
11.ª-Guimarães(f), V(1-3), Soares Dias (Malheiro), Prejudicados, (1-4), Sem influência no resultado
12.ª-Setúbal(c), V(6-0), Godinho (Pinheiro), Prejudicados, Beneficiados, (8-0), Sem influência no resultado
13.ª-Corruptos(f), E(0-0), Sousa (Hugo Miguel), Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
14.ª-Estoril(c), V(3-1), Pinheiro (Manuel Oliveira), Beneficiados, Sem influência no resultado
15.ª-Tondela(f), V(1-5), Tiago Martins (Malheiro), Nada a assinalar
16.ª-Sporting(c) E(1-1), Hugo Miguel (Tiago Martins), Prejudicados, (5-0), (-2 pontos)
17.ª-Moreirense(f), V(0-2), Mota (Godinho), Nada a assinalar
18.ª-Braga(f), V(1-3), Soares Dias (Godinho), Prejudicados, (1-4), Sem influência no resultado
19.ª-Chaves(c), V(3-0), Esteves (Vasco Santos), Prejudicados, (5-0), Sem influência no resultado
20.ª-Belenenses(f), E(1-1), Paixão (Rui Oliveira), Nada a assinalar

Sporting
1.ª-Aves(f), V(0-2), Tiago Martins (Pinheiro), Nada a assinalar
2.ª-Setúbal(c), V(1-0), Paixão (Hugo Miguel), Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
3.ª-Guimarães(f), V(0-5), Hugo Miguel (Sousa), Nada a assinalar
4.ª-Estoril(c), V(2-1), Godinho (Tiago Martins), Beneficiados, Impossível contabilizar
5.ª-Feirense(f), V(2-3), Soares Dias (Tiago Martins), Nada a assinalar
6.ª-Tondela(c), V(2-0), Manuel Oliveira (Tiago Martins), Nada a assinalar
7.ª-Moreirense(f), E(1-1), Godinho (Pinheiro), Beneficiados, (2-0), (+1 ponto)
8.ª-Corruptos(c), E(0-0), Xistra (Hugo Miguel), Nada a assinalar
9.ª-Chaves(c), V(5-1), Rui Costa (Esteves), Beneficiados, Prejudicados (5-2), Sem influência no resultado
10.ª-Rio Ave(f), V(0-1), Sousa (Capela), Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
11.ª-Braga(c), E(2-2), Xistra (Rui Costa), Beneficiados, (1-4), (+1 ponto)
12.ª-Paços de Ferreira(f), V(1-2), Tiago Martins (Xistra), Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
13.ª-Belenenses(c), V(1-0), Almeida (Godinho), Nada a assinalar
14.ª-Boavista(f), V(1-3), Godinho (Vasco Santos), Nada a assinalar
15.ª-Portimonense(c), V(2-0), Capela (Xistra), Nada a assinalar
16.ª-Benfica(f), E(1-1), Hugo Miguel (Tiago Martins), Beneficiados, (5-0), (+ 1 ponto)
17ª-Marítimo(c), V(5-0), Xistra (Esteves), Nada a assinalar
18.ª-Aves(c), V(3-0), Pinheiro (Sousa), Beneficiados, (2-1), Impossível contabilizar
19.ª-Setúbal(f), E(1-1), Veríssimo (António Nobre), Beneficiados, Sem influência no resultado
20.ª-Guimarães(c), V(1-0), Godinho (Hugo Miguel), Nada a assinalar

Corruptos
1.ª-Estoril(c), V(4-0), Hugo Miguel (Luís Ferreira), Nada a assinalar
2.ª-Tondela(f), V(0-1), Veríssimo (Malheiro), Beneficiados, Impossível contabilizar
3.ª-Moreirense(c), V(3-0), Manuel Oliveira (Tiago Martins), Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
4.ª-Braga(f), V(0-1), Xistra (Esteves), Beneficiados, Impossível contabilizar
5.ª-Chaves(c), V(3-0), Rui Oliveira (Hugo Miguel), Nada a assinalar
6.ª-Rio Ave(f), V(1-2), Sousa (Godinho), Nada a assinalar
7.ª-Portimonense(c), V(5-2), Luís Ferreira (Sousa), Nada a assinalar
8.ª-Sporting(f), E(0-0), Xistra (Hugo Miguel), Nada a assinalar
9.ª-Paços de Ferreira(c), V(6-1), Manuel Oliveira (Veríssimo), Beneficiados, (5-1), Sem influencia no resultado
10.ª-Boavista(f), V(0-3), Hugo Miguel (Tiago Martins), Nada a assinalar
11.ª-Belenenses(c), V(2-0), Veríssimo (Luís Ferreira), Beneficiados, (0-2), (+3 pontos)
12.ª-Aves(f), E(1-1), Rui Costa (Esteves), Nada a assinalar
13.ª-Benfica(c), E(1-1), Sousa (Hugo Miguel), Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
14.ª-Setúbal(f), V(0-5), Tiago Martins (Rui Oliveira), Beneficiados, (0-3), Impossível contabilizar
15.ª-Marítimo(c), V(3-1), Mota (António Nobre), Nada a assinalar
16.ª-Feirense(f), V(1-2), Veríssimo (Paixão), Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
17.ª-Guimarães(c), V(4-2), Soares Dias (António Nobre), Prejudicados, Beneficiados, (4-2), Impossível contabilizar
19.ª-Tondela(c), V(1-0), Godinho (Soares Dias), BeneficiadosPrejudicados, (2-0), Impossível contabilizar
20.ª-Moreirense(f), E(0-0), Luís Ferreira (Manuel Oliveira), Nada a assinalar

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