Últimas indefectivações

domingo, 7 de novembro de 2010

Épico (mais uma vez...!!!)



Deve ser coincidência!!! Mas qualquer vitória, em qualquer modalidade, à Organização Criminosa, mas famosa do País, é sempre épica!!!
Foi mais uma daquelas vitórias contra tudo, e contra todos, que só uma enorme garra, e espírito de sacrifício, tornou possível a festa final...
Tivemos 10 exclusões, contra 5 do adversário, tivemos 3 livres de sete metros, contra 6 do adversário, não me recordo do Benfica em toda a segunda parte ter superioridade numérica, foi aliás em inferioridade numérica que obtivemos uma das nossas maiores vantagens no marcador (a jogar com menos 2!!!). A diferença abismal nos critérios nas marcações aos Pivot's é de bradar aos céus (as camisolas da Adidas são de excelente qualidade), enquanto os nossos jogadores mal pisam a linha da área soa logo o apito, os outros podem 'acampar' que nada lhes acontece. A maior desvantagem do Benfica no encontro dá-se numa altura, em que os Corruptos conseguem pelo menos 2 contra-ataques precedidos de faltas não assinaladas, em sentido inverso quando a meio da segunda parte estivemos perto de dar a 'machadada' no jogo, foram golos mal anulados, e faltas ofensivas em série a deixar o jogo 'apertado' até ao fim...
Não posso ainda de realçar a extraordinária capacidade da gentalha Corrupta em protestar, apesar de todas as ajudas ainda refilam com arbitragem constantemente, e isto também não é exclusivo do Andebol, ainda ontem no Hóquei fizeram o mesmo...
Uma nota para o Ferreirinho: Gigante !!! Não tem sido a primeira opção, mas fez uma exibição fenomenal, principalmente na parte final do encontro, defendeu com tudo inclusive com a cabeça!!! Mesmo assim os 'teimosos', insistiam após as defesas do nosso 'muro' em marcar livres de 7 metros, por faltas imaginadas...!!!
Estamos agora em primeiro lugar do Campeonato, mas em igualdade pontual com o ABC, e os Corruptos, ainda falta muito...

Madeira doce !!!


Objectivo, 2º lugar !!!

Como escrevi no início da época, o Campeonato estará decidido antes do Natal, portanto a derrota de hoje até não me surpreende, estando à partida pessimista a desilusão é menor. O Benfica joga sempre para ganhar, mas é preciso ter consciência que esta época será impossível, e ao contrário de outros anos, não podemos desmobilizar 'abdicando' do 2ºlugar.
O resultado foi pesado, demasiado pesado, mas a desastrada entrada na primeira parte (com uma táctica errada, por várias razões, mas essencialmente porque demonstrou medo), e a expulsão do Luisão explicam os números (o capitão terá que pedir desculpa pelo que não deveria ter feito). Voltamos a cometer os erros de Liverpool, e desta vez nem foi preciso o Proença decidir o jogo (apesar de...). Adivinho que tudo vai ser posto em causa, mais uma vez internamente pelas histéricas do costume, mas desta vez não podem falar em falta de atitude, porque os jogadores até ao fim do jogo tentaram remar contra a maré. Adaptações em jogos 'grandes' costumam dar mau resultado...
Nos próximos dias, e se calhar o resto da época, vão-se escrever os habituais exagerados comentários, sobre a divina e indiscutível superioridade dos Corruptos, neste jogo jogaram claramente melhores, mas tiveram uma eficácia muito acima do normal (o Roberto faz 3 defesas, uma num cruzamento, e dois remates de fora da área), e sem toda a trafulhice das primeiras jornadas esta derrota seria somente um percalço, nunca teria carácter decisivo, e no mínimo estariamos na luta pelo titulo. Assim a preparação do jogo foi completamente adulterada, tanto a responsabilidade, como a ansiedade, caíram em cima de uma equipa, enquanto os outros jogaram à vontade. Como não sinto a necessidade de ser politicamente correcto, nem simpático, não será o mau jogo da nossa equipa hoje, que irá branquear todos os 'roubos' cometidos esta época...
Uma nota para mais um triste espectáculo dado por um puto birrento, na linha lateral...
Para que não fique esquecido, mais uma vez chegamos ao antro Corrupto com os vidros do nosso autocarro partidos. Repetindo-se o festival de golfe, e desta vez com animais vivos, pelo menos no final da partida ainda houve uma mini-carga policial em cima dos Porcos...

Super Heróis...


Cliquem na imagem se virem que não é mostrada na sua totalidade...

sábado, 6 de novembro de 2010

Poker do Imperador !!!



Regresso às vitórias no Campeonato


Continua a 'dança' das ausências, desta vez foi o Jenkins, e o Henry.
Uma 'gestão' do esforço que no 4ºperiodo com a diferença pontual a baixar perigosamente, podia ter saído 'caro'...!!!
As condolências para o Eky.

Passeio ao 'Jardim'!!!


Trafulhice Máxima !!!



Não se assistiu a um jogo de Hóquei Patins, mas sim a um jogo de 'Mergulho em Patins', a diferença no marcador foi fabricada num período onde nenhuma falta foi marcada a favor do Benfica ('metade final' da primeira parte, e a primeira metade da segunda parte). Sempre a correr atrás do prejuízo, sempre com o dobro das faltas. Os mais 'mansos' vão dizer que falhamos demasiados livres directos, mas se a gente os tem marcado, outros teriam sido inventados contra nós...

Com as novas regras, o trabalho dos trafulhas é facilitado, basta ir marcando as faltas a meio-campo, e esperar pelos livres directos. Como jogador Corrupto no chão é obrigatoriamente falta, o que é de admirar, é como é que o Benfica chegou a perder por somente um golo nos últimos segundos. Inacreditável como agressões repetidas, quase sempre à 'Stickada', nunca foram penalizadas com vermelho directo para os Porcos!!!

Não defendo o fim da modalidade, a segunda mais antiga em actividade do nosso Clube, mas o Benfica deve-se recusar partilhar o Campeonato com esta organização criminosa, e por isso defendo que o Benfica deve fazer todos os esforços para participar no Campeonato Espanhol.

Depois da milagrosa vitória na Supertaça, era de esperar uma reacção, esta noite tivemos a confirmação que vai ser impossível ganhar o Campeonato...

O dia D

"Chegou a hora de todas as decisões. Não deveria ser assim, mas, infelizmente, com apenas nove jornadas decorridas, o 'clássico' de domingo é mesmo decisivo para o Benfica.
Uma eventual derrota deitará por terra o sonho do bicampeonato, e mesmo um empate deixará pouca margem de recuperação. Só a vitória nos interessa, e teremos de ser capazes de a alcançar num ambiente tremendamente hostil, perante uma equipa forte, motivada e confiante, que tudo fará para, em sua casa, dar o golpe final nas nossas aspirações.
Um 'clássico' decisivo, jogado no campo do adversário, e com este em grande forma. Situação mais adversa não existirá no mundo do futebol. Mas, como muitas vezes na vida, por detrás das cortinas do risco, aparece, com ar secretamente sedutor, a luminosa oportunidade. Uns, os grandes, agarram-na. Os outros não.
É em momentos como estes que se vêem os grandes campeões. É nas adversidades, nas situações de maior pressão, que os homens têm de saber provar as suas reais capacidades. Este é pois um desafio à bravura dos nossos jogadores, que terão de puxar do escudo que trazem nos ombros para impor a sua qualidade e a sua raça. Esta é a oportunidade que têm para mostrar que são campeões, que querem continuar a sê-lo, e que merecem voltar a sê-lo. Uma oportunidade única, que não pode ser desperdiçada. E que - acredito plenamente - não vai ser desperdiçada. Só com uma força mental superior poderemos encarar este desafio de frente. Só transformando todo o enquadramento do jogo num suplemento anímico capaz de alimentar a nossa ambição, seremos capazes de alcançar o objectivo. Se a nossa equipa se mantiver concentrada, se conseguir alhear-se do ambiente e jogar o que sabe, se encarar cada lance como a disputa de uma vida, estou em crer que teremos firmes hipóteses de sair do Estádio do Dragão com uma vitória. E depois, com o moral em alta, com o rival mais pressionado, com uma diferença pontual recuperável, com vantagem no confronto directo, um novo campeonato nascerá para nós."

Luís Fialho, in O Benfica

O dobro

"Há uma receita, entre outras, para que o Benfica vença o jogo da jornada deste fim-de-semana para o campeonato da Liga e se aproxime, assim, do seu posto natural, na frente da classificação.
A receita, que deu o maior sucesso na época transacta, foi anunciada por Jorge Jesus à chegada ao Benfica e foi posta progressivamente em prática, convencendo os adeptos mais reticentes. Prometeu Jesus, e cumpriu, que ia pôr o plantel do Benfica a 'jogar o dobro'.
É a hora, nesta jornada fulcral do campeonato - embora não decisiva - de retomar o propósito e aplicá-lo de novo este ano.
Com o plantel a 'jogar o dobro' é que ninguém pára o Benfica!
Por motivos sobejamente discutidos, o Benfica não entrou esta época a jogar por inteiro. Mas tem vindo a progredir. E se o plantel voltar a 'jogar o dobro', contem com o 'Glorioso' para falar de alto na discussão do título, apesar de todas as condicionantes que vão beliscando a verdade desportiva no futebol.
Há atletas que se exibem sempre a jogar 'o dobro' da média prevista e, na jornada anterior, Pablo Aimar, Fábio Coentrão e Roberto Jiménez - tal como os habitués Maxi, Luisão, David Luíz e Javi - deram disso bons exemplos.
Esta jornada é um bom marco para que toda a equipa volte a jogar 'o dobro', concentrada e firma na defesa, rápida e agressiva na passagem para o ataque, esclarecida e letal nos momentos decisivos do jogo no último terço do meio campo adversário.
A receita foi formulada por Jorge Jesus, mas 'jogar o dobro' deve vigorar como regra no Benfica, inerente à condição, ao orgulho e à honra de envergar a camisola berrante."

João Paulo Guerra, in O Benfica

O novo mural

"1. Fui há dias surpreendido pela construção do mural com os nomes dos Sócios Fundadores da nossa 'Nova Catedral' e no passado domingo estive na sua inauguração. Claro que fiquei satisfeito por ver o meu nome nesse mural. Já havia esquecido essa promessa e não considero que nós, os 'fundadores', tenhamos feito algo de muito especial. Lembro-me de sentir, na altura, que o preço pago pelos 10 anos de 'aluguer' do meu lugar era algo elevado face aos padrões habituais. Mas senti que, tendo os meios para isso, era meu dever ajudar o Clube nessa altura. Era o mínimo que poderia fazer. Não assisti à histórica campanha dos anos 1953-1954, aquando da construção do antigo Estádio, mas lembro-me perfeitamente de ouvir falar dela e, mais tarde, de ler o relato dos sacrifícios que fizeram milhares de benfiquistas anónimos, de todas as condições sociais, dando objectos para leiloar 'engordando' o mealheiro gigante colocado na Feira Popular, pagando as simbólicas enxadadas que marcaram o início da obra, aderindo aos múltiplos sorteios realizados. Os tempos, agora são outros e obra muito mais cara. Lembrei-me desses benfiquistas de 50 anos antes, ao comprar o meu Lugar Fundador. Senti que era um dever... para além de um motivo de satisfação. Claro que não estou arrependido. Só os jogos com o Sporting na penúltima jornada do campeonato de 2005 e com o Rio Ave na festiva jornada final do último título justificaram o 'investimento' feito em 2003. Fora todos os outros jogos, que se realizaram e se hão-de realizar. E as amizades que ganhei naquela zona da bancada, onde já todos nos cumprimentamos. A 'compra' daquela cadeira no Piso 0 da Bancada Meo, onde já tanto sofri mas também já muito festejei, foi, sem dúvida, um excelente investimento que fiz.
2. Independentemente de se concordar ou não com a decisão dos Orgãos Sociais do Clube de incentivar os sócios a não se deslocarem aos campos dos nossos adversários, não posso deixar de salientar a forma como muitos comentadores se referiram ao jogo no Algarve, afirmando que os benfiquistas não respeitaram a decisão. Claro que houve benfiquistas que, ou por não concordarem com o boicote ou por não aguentarem a ausência, foram ao jogo. Era impossível conseguir que ninguém fosse. Mas foi notório que o estádio tinha muitas e largas clareiras, bem pouco habituais quando o Benfica ali joga. Uma coisa é não se concordar com o boicote - e eu confesso não o compreender - outra é mistificar uma realidade."

Arons de Carvalho, in O Benfica


Tenho algo a acrescentar ao tema do Mural:
Durante os 106 anos da História do Benfica, em outras ocasiões, algumas vezes durante a construção dos 'nossos' Estádios, muitos Benfiquistas contribuíram, com dinheiro, em 'géneros', e muitos com o suor do seu próprio trabalho. Aliás nas velhinhas torres de iluminação do antigo Estádio da Luz, existiam azulejos com alguns desses nomes.
Acho justo que essas antigas referências fossem repostas. Não sei se nos arquivos do Clube, essa informação ainda existe, mas deixo a sugestão, que no futuro Museu, que está a ser preparado, que seja criada uma 'secção' dedicada aos Benfiquistas que ajudaram o Clube no passado, nem que seja um Mural ao adepto anónimo...!!!

Fábio e César

"Desde o início da época que se ouvem algumas vozes defender que, para o Benfica, este campeonato está perdido. E se partirmos do pressuposto de que, este ano, o principal adversário do Benfica tem sido o Benfica da época passada, estou disposto a concordar com o diagnóstico. Em rigor, o Di María, o Ramires e o Saviola de 2009/10 – hoje em dia, todos eles a jogar em clubes de dimensão mundial – não dão, por enquanto, qualquer tipo de hipótese ao Peixoto, ao Salvio e ao Saviola de 2010/11. Se, pelo contrário, olharmos para os nossos adversários reais, a conversa é outra.

Aos poucos, Jorge Jesus vai começando a fazer o luto da equipa do ano passado e a tornar-se mais pragmático. Até há bem pouco tempo, os leigos só concebiam duas variantes na utilização de Fábio Coentrão e César Peixoto na ala esquerda: Coentrão ataca mais/Peixoto defende mais, ou Coentrão defende mais/Peixoto ataca mais. Em boa hora, Jorge Jesus optou por uma alternativa, que não ocorrera a mais ninguém: Coentrão ataca mais e defende mais/Peixoto ataca menos e defende menos. Se, à primeira vista, a opção parece ter uma ligeira natureza burlesca, não me parece, contudo, que os franceses do Lyon estejam nesta altura em casa a rir-se do facto de terem saído da Luz com quatro “baguettes”.

Ora, esta estratégia implica, como António Tadeia observou, que Coentrão passe variadíssimas vezes por Peixoto: à ida para a grande área adversária (e, como se viu contra o Lyon, Peixoto é só o primeiro de muitos por quem Coentrão passa, a caminho da baliza adversária) e no regresso para a sua grande área. Ou seja, Peixoto faz, em campo, o papel de pai do Coentrão: como já não tem idade para aquelas correrias, diz-lhe que ele pode ir brincar com os outros meninos na relva, mas que não se afaste muito, e que volte à hora combinada. Pode ser o início de uma bonita amizade."

A palavra do Porto-Benfica

"1 Manuel Sérgio escreveu que o nosso desporto de alta competição é tradicionalmente faccioso e, por isso, é verbal. Uma certa casta de dirigentes e treinadores do nosso futebol hiperbolizou o pressuposto – tornando-se, ainda na pena de Sérgio, os de “bravia hostilidade” os “mais publicitados”. O futebol fez uso da palavra para provocar e insultar os adversários e os “inimigos”. Usou o verbo para fidelizar e ludibriar os adeptos. Descobriu a imprensa para veicular os discursos que interessavam ao triunfo e à diminuição dos antagonistas. Desvendou que ser ventríloquo através de fiéis “escudeiros” exibia vantagem – os “escudeiros” que, vezes de mais, acabam em pirómanos das irracionalidades clubísticas. Acrescentaria que o futebol se tornou excessivamente verbal. Até para o jogo: Mourinho sabe interpretar essa verbalização como instrumento de motivação e influenciação das quatro linhas. Ainda que a origem do instrumento esteja nas tiradas de Pedroto, que, com a “estrutura” ainda imberbe, desequilibrava como ninguém. Foi ele, inteligente e sagaz, que ensinou a muitos o valor da palavra no futebol.

2 O futebol viu-se confrontado com a urgência em limitar mais o “palavreado”. Para defender a confiabilidade do “negócio”. Os regulamentos desportivos incluem várias restrições à liberdade de expressão e castigos pelas grosserias e difamações. Restrições legítimas, desde que adequadas e proporcionadas; logo, sem vício de inconstitucionalidade. Com efeito, quando alguém se eleva voluntariamente à condição de “agente desportivo” em virtude de participar numa competição, entra numa “relação especial de poder”. Deixa de ser tão-só cidadão comum e passa a ser sujeito portador de um conjunto novo de direitos, deveres e sujeições. Alguns destes deveres e sujeições resultam da limitação que é feita a alguns dos seus direitos fundamentais – não é uma eliminação –, em nome do bom funcionamento e dos objetivos da competição. Assim também acontece em relação a vários sujeitos que, em favor dos interesses e da credibilidade de uma profissão ou instituição, enfrentam idênticas limitações: os juízes, os advogados, os médicos, os militares, os funcionários públicos, etc. É nesse âmbito que os clubes, os dirigentes e os treinadores não podem colocar em causa a nomeação dos árbitros antes dos jogos, os jogadores e os treinadores castigados não podem realizar o seu trabalho nas jornadas seguintes, os dirigentes suspensos não devem comentar as competições onde foram castigados, os árbitros não falam sem autorização, etc. Restrições que são a face da responsabilidade de ser “agente desportivo”, que devem ser fiscalizadas com rigor e iniciativa pela justiça desportiva. E que, nos últimos anos, foram, tirando as exceções conhecidas, melhor aceites pelo nosso futebol.

3 O ambiente antes deste Porto-Benfica não foi ilegitimamente verbal. Parecia que descambava há umas semanas atrás mas endireitou-se. Parece que acabou por imperar a responsabilidade. Por fim, e até ver, falou-se do jogo. Como deve ser. Como deveria ter sido sempre, sem incendiários nem bombeiros."

Grande vitória




A secção de Rugby do Benfica, obteve ontem a vitória mais significativa das últimas épocas. Depois de um mau início de época, principalmente na derrota com o Técnico, parece que a equipa deu a volta, vencendo os últimos 3 jogos, Académica, CRAV, e agora o Belenenses, uma das melhores equipas Nacionais, composta por muitos Internacionais. Ainda por cima jogou 60 minutos (em 80) com menos um jogador!!!

Houve uma pequena revolução na secção, exigia-se que assim fosse, o Benfica não pode contentar-se em lutar pela manutenção (ainda por cima com a secção feminina a dominar completamente o panorama nacional!!!), entraram muitos jogadores novos alguns à última hora, e também um treinador novo, inicialmente os resultados foram uma desilusão, mas esta vitória pode ser o ponto de viragem, espero bem que assim seja...

Parabéns ao Porto pela vitória de amanhã


"Manda o desportivismo felicitar o adversário quando ganha, e eu aproveito para me antecipar. No jogo de amanhã, tudo está a favor do Porto. O Benfica vai, provavelmente, apresentar a sua segunda equipa. Creio que a inteligente estratégia inaugurada pelo Leiria pode ter feito escola, e não me surpreenderia que todos os clubes passassem a jogar no Dragão com as reservas. Dizem que poupar jogadores no Dragão é duplamente saudável: refresca os titulares que descansam, e também revigora os clubes. Quando se sabe gerir o esforço é outra coisa. Além disso, o árbitro será Pedro Proença, que é benfiquista (como Vale e Azevedo), e é o célebre inventor do penalty inexistente de Yebda sobre Lisandro López, há dois anos.

Talvez Proença e Vilas Boas possam, no fim do jogo, trocar algumas impressões acerca da actividade de detectar penalties que mais ninguém vê, da qual são ambos orgulhosos praticantes. De acordo com o jornal Semanário Privado de 26 de Agosto de 2009 (que só li para não ser excluído da discussão pública), Pedro Proença é também referido na escuta de uma conversa entre Pinto da Costa e Pinto de Sousa. Pinto da Costa pergunta ao amigo quem vai ser o árbitro de determinado jogo do Porto, e Pinto de Sousa responde, referindo-se a Pedro Proença: «É o que a gente combinou». O futebol português pode ter muitos defeitos, mas do ponto de vista da organização é irrepreensível: quase tudo está combinado. Mais: o Benfica tornou a preparar-se de forma deficiente para o jogo. Como se viu em Coimbra, bola na mão na área do Porto é bola na mão; bola na mão na área do adversário é penalty, o que constitui urna vantagem inestimável para os portistas. A ártica maneira de contrariar esta vantagem do Porto é reforçar o plantel com jogadores manetas, e o Benfica teima em não o fazer. Por outro lado, a equipa volta a apresentar-se no Dragk) apenas com os onze jogadores, e não com onze jogadores e onze caddies. É indigno que tenham de ser os próprios futebolistas a apanhar as bolas de golfe.

ACADÉMICA e Porto encontraram-se na semana passada para jogar urna modalidade desconhecida, e o resultado final foi a vitória do Porto. Surpreendentemente, os três pontos obtidos contaram para o campeonato de futebol. Foram várias as pessoas que dis seram que o jogo não se deveria ter realizado, mas compreende-se a decisão de não adiar. Se o jogo tivesse sido adiado, o Porto chegaria ao encontro com o Benfica com apenas quatro pontos de avanço. Se se realizasse na data prevista, poderia chegar com sete. Valia a pena arriscar.

MIGUF.I. SOUSA TAVARES insiste que «a Declaração de Independência dos Estados Unidos é parte integrante da Constituição americana, escrita oito anos depois» . Lamento, mas é falso. A Declaração de Independência não é repito, não é — parte integrante da Constituição americana, que por sua vez não foi — repito, não foi — escrita oito anos depois, mas mais de dez anos depois. Não é bem uma questão de opinião, é um facto que pode ser comprovado por qualquer leitor, por exemplo no sitio da biblioteca do Congresso. Os leitores interessados podem ain da consultar Os Lusíada o Pantagruel e o Kama Sutra e verificar a curiosa coincidência de todas essas obras terem em comum com a Constituição americana o facto de a Declaração de Independência não ser — repito, não ser parte integrante delas. Creio que, após ter confundido a Constituição com a Declaração de Independência, MST confunde agora a Declaração de Independência com a Declaração dos Direitos dos Cidadãos (a chamada Bill of Rights), que contém as primeiras dez emendas à Constituição. Começam a faltar documentos históricos importantes para MST confundir com a Declaração de Independência, pelo que tomo a liberdade de sugerir, para confusões futuras, os seguintes: a Magna Carta, o Tratado de Tordesilhas e os Estatutos do Clube Desportivo Arrifanense. Resumindo: como tenho vindo a dizer, a frase que MST citou como sendo da Constituição é da Declaração de Independência — e atribuí-la à Constituição é, aliás, um erro comum. Mas não é grave. É sem dúvida menos grave do que a incapacidade de admitir erros. MST gaba-se de ter sido, juntamente com Cavaco Silva, «o único de todos os convidados a recusar o convite» para ir ao Gato Fedorento Esmiúça os Sufrágios. Lamento, mas é falso Confesso que desconheço como é que MST, sem recurso a poderes mediúnicos, julga saber quem é que foi ou não convidado por nós, mas esta nova mistificação tem um objectivo claro: sugerir que os textos de MST são de tal modo excelentes que a mais pequena crítica que lhes seja feita só pode ser produto de tuna mesquinha vingança. No entanto, ao contrário do que MST pretende, recusaram ir ao programa Cavaco Silva, Jorge Sampaio, Pinto Monteiro, Manuel Pinho, Maria José Morgado, Belmiro de Azevedo, José Mourinho, Cristiana Ronaldo, Azeredo lopes, Maria dei urdes Rodrigues, Alberto João Jardim, Manuel Alegre, Pacheco Pereira, José Eduardo Moniz, Manuela Moura Guedes, Medina Carreira e Miguel Sousa Tavares. Faça-se justiça: NIST, não tendo sido o único a recusar, foi, sim, o único a pedir 24 horas para pensar. Todos os outros decidiram mais depressa. Quanto a nós, nem retaliamos contra quem recusa nem premiamos quem aceita. Basta lembrar que Rui Moreira aceitou participar num programa nosso e leva o mesmo tratamento. Mas, tal como MST, também eu me tenho lembrado, por estes dias, do Gato Fedorento Esmiúça os Sufrágios. Era um programa cuja estratégia humorística principal consistia em apresentar declarações de determinado político a defender urna dada posição, seguidas de outras declarações do mesmo político a defender a posição oposta. A incoerência, quando é assim flagrante, tem graça. E, como vivemos em democracia, apontar as incoerências dos mais altos (e também de alguns dos menos altos) dignitários da nação é legítimo. Fazer o mesmo com as doutas opiniões de comentadores desportivos é que parece ser intolerável."
Ricardo Araújo Pereira, in A Bola

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Manipulação

"A programação desportiva na TV portuguesa parece ter o estranho condão de perseguir o clube mais popular do País, procurando, de variadas formas, limitar o seu peso, adulterar a sua mensagem, a atacar os seus propósitos.
O programa 'O Dia Seguinte' é apenas um exemplo. E a forma como trata os casos de arbitragem, um verdadeiro manual de mistificação e manipulação, que caberia bem num capítulo das obras de Noam Chomsky sobre comunicação de massas. Quando o Benfica é prejudicado, o tema é abordado com ligeireza. Quando é minimamente beneficiado, temos a totalidade do programa a repetir, até à exaustão, uma falta a meio-campo, um fora-de-jogo posicional, uma mosca poisada no relvado, ou qualquer coisa que sirva para lançar a confusão. Agora temos também análises às arbitragens das provas europeias, só para demonstrar que o FC Porto também é, de quando em vez, prejudicado. O nosso representante faz um trabalho notável, enfrentando dois adversários sistematicamente alinhados. Mas quando é o próprio alinhamento editorial do programa a vestir a camisola, não há como resistir. Resta-nos apenas... desligar a televisão."

Luís Fialho, in O Benfica

Três sportinguistas

"O confronto entre o Porto e o Benfica deixa sempre os adeptos do meu clube numa situação difícil. Há, perante isto, três tipos de sportinguistas: os tácticos, os automáticos e os éticos Os tácticos fazem contas. Estão contra o que estiver melhor na tabela ou mais ameaçar uma determinada posição do seu clube. Os automáticos estão sempre contra o Benfica. Os éticos, a não ser que razões pragmáticas ditem o contrário, estão contra o Porto.

O Benfica é seguramente o principal adversário do Sporting. O mais irritante dos adversários, na verdade. Fanfarrão por natureza. Vivendo à sombra das glórias passadas, sem que o presente pouco brilhante perturbe a sua injustificada autoconfiança. E estão, para os sportinguistas de Lisboa, demasiado próximos. São vizinhos, amigos, familiares. São eles que nos dizem, contra todas as evidências, que apoiam o maior clube do Mundo.

Mas, ainda assim, incluo-me seguramente na terceira corrente, muito minoritária entre os sportinguistas. Porque o Porto não é um adversário. É, com a bonomia e ausência de ódio que o futebol exige, o que de mais próximo há de um inimigo. Contra o Benfica move-nos o futebol. Contra o Porto move-nos a civilização contra a barbárie. Os portistas não são nem melhores nem piores do que os outros. Mas a sua direcção é de natureza diferente. Move-se pelo tráfico de influências, a batota e métodos inaceitáveis num Estado de Direito. Baseia a sua paixão num bairrismo provinciano, que se mistura facilmente com o ressentimento contra Lisboa.

Por isso, e sem sequer me dar ao trabalho de fazer contas, estarei pelo Benfica este fim-de-semana. Por mais que isso choque os que, sportinguistas como eu, ainda vivem de rivalidades antigas."

Daniel Oliveira, in Record

Pragmatismo do Dragão

"O próximo jogo no Estádio do Dragão, independentemente de ser ou não decisivo, vai condicionar o percurso da nossa equipa na Liga Zon Sagres, Acredito que um resultado negativo pode deitar por terra muito das nossas ambições na revalidação de título, restando a consolação de garantir o aceso à Champions através da obtenção do segundo lugar. Um empate com FC Porto colocaria a fasquia de confiança num patamar razoável, facto que nos permitiria continuar a lutar pelo objectivo traçado no início da prova. Uma vitória relançaria definitivamente o campeonato. Os índices de confiança e motivação sairiam altamente reforçados e, estamos em crer, que seria por uma questão de dias que chegaríamos ao topo de tabela classificativa.
Pois bem, o passado recente diz-nos que vencer no Dragão não é fácil. O ambiente de terror que normalmente é criado em redor do jogo, as arbitragens tendenciosos que costumam condicionar o jogo do Benfica e influenciar o resultado, a agressividade e o ódio com os nossos jogadores têm de se confrontar, as guerras de bastidores... tudo isto, não deixa antever nada de bom.
Resta-nos a satisfação de saber que o Benfica tem vindo a crescer qualitivamente. Antes quebrar do que torcer terá de ser o lema para o Dragão, e com uma equipa solidária e coesa podemos atingir claramente os nossos objectivos. No leme estará um Jorge Jesus mais atento que nunca às vicissitudes da táctica e nas bancadas (ou não), milhares de adeptos a torcer por um Benfica dominador, encantador e pragmático, pois só um resultado positivo interessa.
PS: Fazemos sinceros votos para que a viagem de amanhã, para o Norte do País, corra com toda a normalidade, sem incidentes ou arremesso de objectos contundentes contra o nosso autocarro. Sabemos igualmente que o estadia da equipa do Benfica, muito provavelmente no centro da Cidade Invicta, poderá ser alvo de muita inquietação, para os adeptos portistas. Esperamos uma atenção redobrada das forças policiais para que a comitiva 'encarnada' possa chegar ao Dragão em total segurança e sem ter de se ver confrontada com as habituais cenas lamentáveis, que caracterizam a chegada da equipa ao túnel de acesso ao Estádio."

Luís Lemos, in O Benfica

As horas do futebol

"Tem razão o treinador do Sporting Paulo Sérgio quando criticava a imposição televisiva dos horários dos jogos e a dificuldade das equipas em programar a actividade das equipas. E temos nós, espectadores, quando nos vemos em palpos-de-aranha para planear um fim-de-semana entre o prime time futebolístico e as diferentes preferências familiares. É que semana a semana. calha-nos o jogo preferido umas vezes ao sábado, outras ao domingo, quando não a uma sexta-feira de vésperas ou a uma serôdia segunda-feira. E quanto à hora vespertina, há para todos os gostos. Então nas semanas europeias, é fartar de vilanagem: jogos todos os dias e todas as horas!Receio até que, a prazo, de tanta fartura, se possa depreciar a genuinidade do produto.
Não nego o meu saudosismo pelos tempos que ir a um estádio às três da tarde de domingo constituía liturgia de amizade e tertúlia de boa disposição. Um tempo em que a tarde antes, durante e depois do jogo tinha uma métrica horária inigualável e em que a «defesa da tarde» não era à noite como agora...
Mas compreendo que estas de jogos televisonados são a consequência dos tempos. É que o futebol há muito perdeu o romantismo para se instalar como um negócio-espectáculo, onde se movimenta muito dinheiro e se digladiam fortíssimos interesses. As antes clássicas quotizações dos associados assumem agora uma invisível expressão monetária quando pagamos a parte da promoção publicitaria incluída no preço de certos bens e serviços. Por isso, se Paulo Sérgio - um sensato e bom profissional - tem razão nas queixas, também sabe que é em função destas novas e imperativas regras que muitos técnicos ou atletas podem ter remunerações muito além do que há anos aspiravam."
Bagão Félix, in A Bola

Do pior que se pode imaginar

"O presidente do FC Porto não é um literato, nem um actor, nem um historiador, nem nada que se pareça com uma figura de intelectual ainda que lhe gabem muito, no círculo provinciano onde pontifica, os méritos de recitador de poesias.
Em momentos de maior deslumbramento, o presidente do FC Porto já produziu alguns recitais que foram vistos em todo o país graças à invenção da televisão. Tratando-se de um amador, sem outras credenciais que não sejam a da sua celebridade como dirigente desportivo, deve poder dizer-se que como declamador de poesia o presidente do FC Porto é, para quem nunca tenha assistido, do pior que se possa imaginar.
Mas não é justo criticar alguém por não exibir qualidades que não são tecnicamente as suas. No entanto, já é digno de nota o descaramento com que se abalança a essas exibições confrangedoras e muito aplaudidas no seu tal círculo restrito de admiradores.
Não sendo também um literato nem um historiador, no último fim-de-semana o presidente do FC Porto abalançou-se, com o mesmo descaramento que o leva a recitar como um inapto em público, a proferir uma palestra histórica sobre a conquista de Lisboa pelo nosso primeiro rei, primando pelas calinadas que, até ao momento, ficaram por corrigir.
Procurando uma analogia tão lamentável quanto serôdia entre a conquista de Lisboa e a rivalidade futebolística entre o seu clube e o Benfica, disse o presidente do FC Porto a uma plateia como sempre rendida, enfim, sem massa crítica: «Em 1134, o bispo do Porto, D. Pedro Picoas, exortou os cristãos a juntarem-se para ir a Lisboa para conquistar os mouros e expulsá-los de Portugal. Para além de um Santo, D. Pedro Picoas foi também um grande sábio.»
Ore o presidente do FC Porto não só não é um sábio como também é um pequeno ignorante atrevido, campo em que não está sozinho e até estará muitíssimo bem acompanhado por gentes com outras e maiores responsabilidades intelectuais, se é que isso serve a alguém de consolo.
A conquista de Lisboa não foi em 1134 mas em 1147, exactamente treze anos mais tarde do que a data catedraticamente apontada pelo presidente do FC Porto.
Mas este é um erro que se justifica vindo do presidente do FC Porto. Nem é bem um erro, é mais um vício, um tique compulsivo. É que também a data de fundação do FC Porto sofreu um desvio de 13 anos e, por bula papal, recuou de 1906 para 1893 sem que houvesse sequer discussão.
Quanto ao nome do bispo do Porto, a verdade é que não se chamava Pedro Picoas, como o presidente do FC Porto afirmou, mas sim Pedro Pitões, sendo que Picoas é um nome de uma estação do metropolitano (subterrâneo) de Lisboa – Linha Amarela – e sendo que Pitões até seria um nome bastante fácil de memorizar pelo presidente do FC Porto, um clube de futebol, visto que pitões são aqueles grampos de plástico ou em alumínio que se enroscam nas solas das botas dos jogadores para lhes dar maior estabilidade e tracção.
Mais importante do que este singelos reparos factuais, que mais não visam do que impedir de chafurdar alegremente na ignorância, nas trevas, aquela fatia significante de povo que, presumivelmente, só lê jornais desportivos e despreza os nossos romancistas e trovadores, trata-se aqui de dar razão a Vítor Baía que ainda há bem pouco tempo lamentou publicamente que o FC Porto tivesse uma «cultura muito para dentro, muito fechada».
Baía não estava, obviamente, a referir-se a questões de cultura geral, como se costuma dizer, nem às eventuais calinadas presidenciais quando envereda pelo discurso erudito. Nada disso. Baía, que é um rapaz de bom senso, estaria simplesmente a lamentar o anacronismo de um espírito medieval que reclama limpezas étnicas e expulsões do país em nome de uma bola de futebol e de umas quantas chuteiras.
Com pitões, naturalmente.


O FC Porto – Benfica da época de 1953/54 teve a precedê-lo um ambiente bem menos medieval. No seu último número de Dezembro de 1953, O Porto, jornal oficial do clube nortenho, exortava os seus adeptos a receber condignamente os rivais que haveriam de chegar de Lisboa:
«Portistas, vem aí o Benfica. É claro que vamos receber como ele merece: à moda do Porto. Os encarnados do Sul vêm de longada até à Cidade Invicta encher de alegria os olhos dos desportistas tripeiros. Que vença, Deus o permita, o nosso glorioso clube. É legítimo. Que os bravos benfiquistas nos perdoem a tripeira fraqueza… Nada de hipocrisias porque os dois baluartes do futebol nacional já habituaram de tal maneira os seus adeptos à exibição plena das mais nobres virtudes da ética desportiva.»
E FC Porto venceu o Benfica por 5-3 sem ter havido registo de qualquer incidente, tal como o jornal O Benfica, órgão oficial do clube, relataria na sua edição de 14 de Janeiro de 1954:
«Ganhou o Porto! Foi naquela tarde o melhor. Mas também soube pôr na vitória o timbre de firmeza e educação que só os atletas de elite possuem. Perdeu o Benfica! Mas nem por isso saiu diminuído da contenda. Deixou no belo Estádio o perfume da sua categoria de grande equipa, grande na maneira de jogar, enorme na forma como soube aceitar a derrota.»
É impressionante o que o país tem evoluído nestas últimas longas décadas…


O chileno Valdés marcou os dois golos com que o Sporting venceu a equipa principal da União de Leiria no último domingo. Lendo os jornais de terça-feira vislumbra-se um ameaço de crise em Alvalade… A quem se deve e explosão de Valdés?
Para este jornal A BOLA, o autor do milagre foi Paulo Sérgio, o treinador, que disse ao chileno antes de entrar em campo: «Concentra-te nas coisas simples!» e ele concentrou-se mesmo.
Já para o Correio da Manhã, o mágico de serviço foi Costinha, o director, que disse ao chileno antes de entrar em campo: «Acredito muito no teu potencial» e ele acreditou mesmo.
Isto a continuar assim não haja dúvida que promete.


VENCENDO o Lyon, o Benfica garantiu praticamente a qualificação para a Liga Europa. Quanto à qualificação para a fase seguinte da Liga dos Campeões ainda está longe de estar garantida. Faltam dois jogos e duas vitórias, ou seja, falta muito."
Leonor Pinhão, in A Bola

O Benfica e a icterícia

"DETIVE-ME há dias na estatística dos cartões até à 8.ª jornada da Liga. Talvez porque se aproxime o jogo do Benfica no Porto e porque havia quatro jogadores encarnados no limiar da suspensão (lá se safaram…).

E que vi eu? Uma lista encabeçada pelo clube do meu distrito, o Beira-Mar (10 admoestações) e fechada pelo meu clube de coração, o Benfica com 32 cartões amarelos, num verdadeiro estado de icterícia! E pus-me a pensar, no que lhe terá acontecido para, tão destacadamente, ser a equipa mais indisciplinada. Logo pensei no juiz Olegário e no jogo em que só o roupeiro não foi alvo do seu gesto exibicionista de levantar o cartão. E também me lembrei de outros jogos e, por associação, de uma frase de alguém que classificou a equipa encarnada como «um bando de caceteiros» (e à qual, a Direcção do Benfica bem respondeu com um olímpico silêncio), talvez sugerindo uma orientação para os árbitros sempre que lhes calhasse em sorte o SLB.

Ao fim de 8 jogos já dá para fazer uma média. O Benfica com 4 cartões por jogo, o Porto e o Sporting com 2 cartões. Quem viu os jogos consegue encontrar uma lógica nesta diferença? Haverá batalhas campais quando o Benfica joga? Será que o Cardozo quando chuta um décimo de segundo depois do apito merece ser admoestado e outros que, nas mesmas circunstâncias, prosseguem paulatinamente as jogadas são apenas surdos? E como se explica a diferença quando olhamos para os poucos cartões na Liga dos Campeões?

Por fim nesta digressão estatística, veio-me à memória uma Supertaça quando o juiz Pratas fez, em marcha-atrás, o campo todo em amena cavaqueira com toda a equipa do Porto, sem que nada acontecesse no campo disciplinar. É que nestas coisas de icterícia, há fígados e fígados.

P.S. (depois do Lyon) – Roberto, deixa-te de ‘verdismos’. Volta ao branco!"

Bagão Félix, in A Bola

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Mais uma do Eduardo



Depois de ler e ouvir falar que Eduardo era muito melhor e mais barato que Roberto, aqui está Eduardo a fazer furor pelos campos Italianos. Se 8,5 Milhões por Roberto é muito, dar 4 milhões pelo Eduardo é de uma insanidade mental.

Apanhado !!!

E agora, Eusébio?

"A conversa já tem uns anos, foi no final da década de 90. Na paisagem vila-condense, numa das habituais tertúlias do “Ramon”, recordo que os convivas eram, entre outros, Manuel José, Henrique Calisto, Fernando Gomes, Bernardino Pedroto e Eurico Gomes. Lancei a questão, numa altura em que o tema dominante era o carácter mais defensivo do futebol dessa actualidade. “Hoje, o Eusébio marcaria mais ou menos golos?”.

A reflexão foi imediata, as opiniões não se fizeram esperar. Nessa como nesta actualidade, o Eusébio marcaria mais golos, tratou-se de uma conclusão unânime. Então as defensivas, hoje, não são mais rigorosas, mais porfiadas, mais organizadas? E o critério disciplinarmente mais exigente dos árbitros? E a facilidade com que se expulsa um jogador, até por razões técnicas? E a importância das bolas paradas?

Simões à esquerda e José Augusto à direita, nestes tempos, quantas expulsões valeriam, mercê dos seus apontamentos de técnica soberba? Anos mais tarde, igual entendimento para Jaime Magalhães e Futre. Ou Marinho e Dinis, ainda uns tempos antes. É caso para dizer que o resto ficaria por conta de Eusébio , de Gomes e de Yazalde. Com a vantagem do Pantera Negra ter sido um inimitável cobrador de livres.

Há uma semana, num almoço, confrontei o meu amigo Eusébio com a mesma questão. “Claro que, se fosse hoje, marcaria mais golos”, foi o que me disse sem ponta de hesitação e nenhum sinal de altivez. Também por isso, não estranhou quando lhe dei uma novidade. O nosso Cristiano Ronaldo, ao serviço do Real Madrid, já tem uma média de golos superior à de Raúl, Hugo Sánchez ou… Di Stéfano. Está explicado?"
João Malheiro, in Destak

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

...para os mais distraídos: O Benfica Venceu !!!



Não vou mentir, dizendo que não me assustei e que estava tudo controlado!!! Mas também não contem comigo para transformar uma grande vitória, numa derrota, nunca tive jeito para a alquimia!!!
Vencemos na Champions, estamos na luta pela qualificação, fizemos 75 minutos muito bons, sem Aimar e sem Cardozo, marcámos 4 golos, e ainda 'ganhámos' mais um jogador para a rotação (Salvio)...

Foi impressão minha, ou os 5 Escoceses que tiveram em campo, ao intervalo 'meterem-se' na 'cerveja', explicando assim o atraso no início da segunda parte, e as disparatas decisões nos últimos minutos?!!!

Parabéns Pablito!

Uma simples mensagem para um grande jogador...



Muitos Parabéns Pablo "El Mago" Aimar!

Feliz Aniversário!

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Cosme Damião


"Principal fundador do SL Benfica
Cosme Damião nasceu há 125 anos

Faz esta terça-feira, dia 2 de Novembro, 125 anos que nasceu o principal fundador do Sport Lisboa e Benfica. Falamos de Cosme Damião.
Cosme Damião destacou-se entre os 24 fundadores do Clube da Luz, sendo por isso uma figura determinante naquilo que é hoje o universo benfiquista.
Cosme Damião, que nasceu a 2 de Novembro de 1885 na cidade de Lisboa, tinha 18 anos quando ajudou a fundar o Sport Lisboa e Benfica. Decorria, então, o dia 28 de Fevereiro de 1904.
Foi um elemento com um percurso a todos os níveis notável na instituição, uma vez que, além de fundador, foi jogador, capitão, treinador, secretário, vice-presidente e presidente da Mesa da Assembleia Geral.
Foi o seu esforço, exemplo, tenacidade, espírito de iniciativa, orientação e entusiasmo que fizeram do Sport Lisboa e Benfica um grande Clube não só em Portugal, mas também além fronteiras.
Neste dia especial, o Sport Lisboa e Benfica não podia, assim, esquecer esta figura incontornável da sua história."




Outra imagem

"Os dois últimos jogos europeus do Benfica deixaram-nos um forte sabor amargo. Na Alemanha entrámos com uma boa atitude competitiva, dominámos grande parte do encontro, criámos diversas oportunidades de golo mas, infelizmente, acabámos por sair vergados por uma derrota que a maioria dos benfiquistas não acreditaria que acontecesse. No jogo de França, com o Lyon, a história acabou por se repetir, desta feita com uma exibição mais modesta mas contra uma equipa, é bom lembrar, que nos últimos anos tem chegado a patamares de excelência na Liga dos Campeões. Pois bem, na próxima semana será a vez de se inverter este cenário que se revela algo preocupante.
Acredito que a nossa equipa vai ser capaz de dar uma excelente resposta nos jogos caseiros que se avizinham e que, acima de tudo, será capaz de mostrar a essa Europa do futebol de que estamos na prova com legítimas aspirações de chegar bem longe. Será preciso vencer e convencer toda uma massa adepta que rejubila por uma nova caminhada europeia. E depois será, como já disse Jesus: quem não perder pontos em Israel será, muito provavelmente recompensado com a passagem à fase de grupos. Com uma nova atitude, com o entusiasmo do nosso público, com a pontinha de sorte que nos tem faltado, levaremos de vencida mais estes difíceis obstáculos que nos permitem voltar à realidade de um novo sonho europeu."

Luís Lemos, in O Benfica

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

NeoBlanc 9

Tabela Anti-NeoBlanc:

Benfica......... 18 (-9)... 27
Corruptos..... 25 (+7)... 18
Braga............ 14 (+1)... 13
Sporting........ 15 (+3)... 12


Esta semana a Lixívia vai ter uma versão 'reduzida'!!! Assisti ao vivo ao Glorioso, e não tive 'pachorra' para ver mais nenhum jogo Tuga, além disso 'recusei' assistir a qualquer programa de debate (ou monologo) desportivo!!! É o que se pode apelidar de uma jornada Santa...!!!
Assim a minha opinião sobre os possíveis lances polémicos (nos jogos dos outros), está dependente (esta semana, ainda mais do que o habitual) dos curtos resumos que vi, e das analises jornaleiras...




Na Catedral tivemos um jogo atípico, primeiro foi um adversário a tentar 'ganhar' o jogo (sem 'autocarros'), e depois um árbitro que não prejudicou o Benfica, e para mal dos seus pecados, acabou por ser 'enganado', acabando involuntariamente por 'ajudar' o Benfica (uma novidade total esta época)...
O jogo estava a correr bem, para este jovem árbitro Bruno Esteves, estava a ter um critério largo disciplinarmente é verdade, mas os fiscais-de-linha decidiram bem ao anular dois lances de 'golo' ao Benfica, os 'amarelados' (em risco para a deslocação à Faixa de Gaza) do Benfica nem sequer faziam faltas, o Benfica marcou cedo, o que tirou alguma 'pressão' ao jogo, resumindo um jogo de grau de dificuldade baixo...
Até que marcou penalty a favor do Benfica. Primeiro tenho que realçar este acto de coragem sem igual esta época, um destemido!!! Depois tenho que reconhecer, que na minha opinião não foi cometida falta. É um lance muito difícil, e o ângulo de visão não ajudou. O contacto no Coentrão existe, mas o defesa do Paços toca na bola praticamente em simultâneo (se calhar até antes). Recordo um penalty muito parecido marcado o ano passado contra o Benfica, em Vila da Conde, para a Taça da Liga, uma suposta falta do David Luís. Na altura a opinião foi praticamente unânime, neste tipo de lances onde o defesa pretende claramente jogar a bola, é decisivo se toca na bola, ou no atacante em primeiro lugar. Existem situações onde os defesas tocam na bola, e só depois nos adversários, e mesmo assim deverá ser assinalada falta, isso acontece quando a 'entrada' é descuidada, agressiva, tocando na bola quase por acaso, mas este não foi o caso.
Pois bem, a partir deste momento o árbitro ficou nervoso, se calhar a pensar no fim prematuro da sua carreira!!! E numa tentativa de compensar, começou a não marcar faltas evidentes contra o Paços, e principalmente a perdoar cartões atrás de cartões aos homens dos 'móveis'. O Bura, e o Filipe Anunciação foram os mais beneficiados por este repentino 'ataque' de remorsos!!! Começou também a dar a lei da vantagem, quando não devia, e foi numa dessas situações, onde já havia contestação no Estádio, após uma série de faltas não assinaladas, que o Baiano teve a infeliz ideia de entrar de 'carrinho' sobre o Coentrão!!! Mais uma vez o Esteves teve 'azar'!!! O Coentrão antecipou o contacto, e saltou por cima!!! Depois de perdoar amarelos a vários jogadores vestidos de amarelo (incluindo dois ao Bura), acabou por expulsar injustamente, com duplo amarelo o Baiano (o primeiro foi um amarelo, alaranjado...)...
Para que não fiquem dúvidas, nenhum cartão foi perdoado, aos 3 jogadores do Benfica (o Carlos ficou a 'descansar'), que assim continuam em risco de exclusão...
Concluindo, desta vez tivemos duas decisões favoráveis, já estávamos a ganhar por 1-0, o Paços criava perigo em remates de longe, mas o Roberto parecia intransponível. Especulando, utilizando o mesmo critério que tenho usado para os 'outros', vou classificar este jogo como um 'Beneficio' para o Benfica, mas sem influência no resultado.
Adenda: Só hoje visionei o Trio d'Ataque, cada vez mais um programa completamente 'alucionado'!!!
-Admito que possa discutir se o Maxi fez penalty sobre o Pizzi, mas de facto não houve falta. Só o Givanildo em Portugal, 'cava' penalty's deste tipo!!!
-Delirante a discussão sobre uma suposta Mão do Javi, quando as imagens PROVAM, sem margens para dúvidas, que a bola bate-lhe na barriga!!!


Os Corruptos B, voltaram a não ganhar em Vila do Conde, desta vez até perderam!!! O lance decisivo, foi o penalty, e a respectiva expulsão do Moisés. É uma situação ingrata, quando o avançado ganha a frente do lance, a única coisa que o defesa pode fazer é deixar-lo ir, porque se o defesa estiver 'colado' ao avançado (como era o caso), basta o movimento normal das pernas do atacante, para provocar o contacto, e a consequente queda. Como foi dentro da área, foi penalty, e como estava isolado é vermelho. Boa decisão...



Em Coimbra, parece que se jogou pouco à bola, durante o jogo os Corruptos fartaram-se de queixar, mas como ganharam no fim do jogo, calaram-se...!!!
-Givanildo pede penalty, após um contacto com Hélder Cabral, não me parece falta, aliás o super-herói escorrega, e esteve perto de torcer o joelho!!! Boa decisão!!!
-Givanildo empurra nas costas o Hélder Cabral, o Falcao ainda remata, mas o jogo já estava parado. Boa decisão!!!
-A bola bate no braço de Maicon, não me pareceu intencional. Boa decisão!!!
-Penalty marcado contra o Académica, assinalado pelo fiscal-de-linha. Primeiro tenho que dizer, que este árbitro auxiliar vai 'longe'!!! Depois tenho que recordar o jogo da Luz, onde por duas vezes os jogadores da Académica fizeram a mesma coisa, e nada foi marcado!!! Depois tenho que dar o beneficio da dúvida ao árbitro (devo estar bêbado!!!). Não é um cruzamento à 'queima', o Hélder Cabral tinha tempo de desviar o braço, parece-me que ele ficou com dúvidas se poderia (ou não) jogar a bola com a barriga, ou com a coxa, e quando vê que não 'chega lá', já foi tarde!!! Mas a Maça Podre acabou por ajudar o Duarte Gomes, e falhou o penalty. Assim com um campo muito difícil para o árbitro, com muitas decisões difíceis, quase todas bem decididas, num jogo onde os Corruptos são uma das equipas em campo, sou 'obrigado' a dar um 'desconto', e afirmar que esta também foi uma: Boa decisão!!!
Li que o Moutinho jogou a bola com a Mão, já com um amarelo, mas não consegui confirmar se merecia um segundo amarelo e a respectiva expulsão.
Se calhar pelo facto do adversário ser o 'Jorge Costa', ou a 'amiga' Académica, a verdade é que o Duarte Gomes esteve bem, e então se compararmos com outros jogos, podemos mesmo dizer: Muitíssimo Bem!!!


Para minha surpresa o reencontro do Sporting com o Sá Pinto não acabou ao murro!!! A ausência do Liedson ajudou (se calhar foi premeditada!!!). O Leiria desta vez tentou ganhar o jogo (ao contrário da semana passada), é verdade que os 'buracos' gigantescos na defesa não ajudaram, mas se calhar foi mesmo incompetência!!! Ou então a culpa é do Sá Pinto, porque desde que o 'homem' lá chegou, é só sofrer golos...!!!
Houve um fora-de-jogo mal tirado ao Carlão, e ficou um penalty por marcar a favor do Sporting!!! Pelo menos foi o que me disseram...!!!

Anexos:


Benfica


1ª-Académica, Prejudicados, Com 3 pontos
2ª-Nacional, Prejudicados, Com 3 pontos
3ª-Setúbal, Prejudicados, Sem influência no resultado
4ª-Guimarães, Prejudicados, Com 3 pontos
5ª-Sporting, Nada a assinalar
6ª-Marítimo, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
7ª-Braga. Nada a assinalar
8ª-Portimonense, Prejudicados, Sem influência no resultado
9ª-Paços Ferreira, Beneficiados, Sem influência no resultado


Corruptos

1ª-Naval, Beneficiados, Com 3 pontos
2ª-Beira-Mar, Beneficiados, Impossível de contabilizar no resultado
3ª-Rio Ave. Beneficiados, Com 2 pontos
4ª-Braga, Beneficiados, Com 2 pontos
5ª-Nacional, Beneficiados, Impossível de contabilizar no resultado
6ª-Olhanense, Nada a assinalar
7ª-Guimarães, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
8ª-Leiria, Prejudicados, Sem influência no resultado
9ª-Académica, Nada a assinalar



Braga

1ª-Portimonense, Nada a assinalar
2ª-Setúbal, Nada a assinalar
3ª-Marítimo, Beneficiados, Com 2 pontos
4ª-Corruptos, Prejudicados, Com 1 ponto
5ª-Paços de Ferreira, Nada a assinalar
6ª-Naval, Nada a assinalar
7ª-Benfica, Nada a assinalar
8ª-Olhanense, Beneficiados, Sem influência no resultado
9ª-Rio Ave, Nada a assinalar



Sporting

1ª-Paços de Ferreira, Nada a assinalar
2ª-Marítimo, Nada a assinalar
3ª-Naval, Beneficiados, Com 2 pontos
4ª-Olhanense, Beneficiados, Com 1 ponto
5ª-Benfica, Nada a assinalar
6ª-Nacional, Nada a assinalar
7ª-Beira-mar, Nada a assinalar
8ª-Rio Ave, Nada a assinalar
9ª-Leiria, Prejudicados, Sem influência no resultado

Hábito



Apesar da veterania de muitos dos nossos jogadores, apesar de todos os recentes títulos conquistados, esta equipa continua a ter uma tremenda 'fome' pelas vitórias (caracteristica principal dos grandes Campeões). E por isso é que muitas vezes mesmo sem deslumbrar, mesmo quando é a 'feijões' (hoje não era o caso), o Benfica ganha. O 'mau perder' é determinante naqueles pormenores que nos momentos decisivos dos jogos, fazem a diferença, e desta vez a 9ª Supertaça de Basket da nossa história já cá canta...!!!

Voltámos a ter jogadores lesionados, desta vez foi o Henry, durante a semana outros treinaram condicionados, é importante 'virar as costas' a esta 'onda'. Realce para o regresso do Diogo Carreira, após um problema de saúde potencialmente grave.



Aimar, ir e voltar

"O Benfica espetáculo da época passada já lá vai. Depois da corrida de obstáculos no início da Liga, o SLB 2010/2011 pode levar cinco vitórias consecutivas, mas a Vitória já voou mais alto. Jorge Jesus passou de Mister-Maravilha a um vencedor pragmático, que nos impôs uma dieta de golos racional e que nos deixa muito espaço na barriga depois de marcarmos apenas um ou dois.

O Paços de Ferreira não é pera doce. Aliás, já deu a provar o seu amargar a vários e honrados clubes desde agosto. E foi com o mesmo espírito de combate que se apresentou na Luz, numa noite de temporal e de muita magia argentina. Há jogos que não têm história. E temo que o Benfica, 2 - Paços de Ferreira, 0 fosse mais um, não tivesse Pablito Aimar construído um golo do início ao fim, aos 14’ da primeira metade, e deixado de cara à banda os pacenses e os colegas de equipa. Já aqui escrevi muitas vezes que Aimar joga que é uma beleza, mas em raras ocasiões faz bonito para lá dos 45’. As pernas costumam faltar-lhe. Pois na sexta-feira nada lhe faltou, desbloqueou um jogo que poucas vezes passou de morno e deixou-nos esquecer César Peixoto; que Gaitán não sabe tomar posição defensiva no terreno após um ataque; que o David Luiz está como este outro Benfica de JJ: pragmático mas sem a magia na ponta dos caracóis; e que Coentrão está em desperdício, sem conquistar rotinas de jogo, a oscilar entre a defesa e o extremo do corredor esquerdo. No Dragão, não há espaço para defesas de aprendiz. Tal como contra o Braga, Fabito tem de regressar à defesa.

E para a semana, temos greve de árbitros. Se viesse um espanhol arbitrar o FCP-Glorioso talvez não fosse má ideia, pois as probabilidades de a Associação de Futebol do Porto o homenagear nos próximos dias são escassas. Mas nunca se sabe."

Marta Rebelo, in Record

Toma lá, dá cá!

"Primeiro foi o “The Sunday Times”. À falta de um escândalo “de encher o olho” e fazer disparar as tiragens, de forma a disfarçar a grave crise que mexe – e de que maneira! – com o bolso de todos nós, o conhecido jornal britânico aproveitou o “brinde” que dois ingénuos membros da FIFA lhe serviram em bandeja de prata. Logo a seguir, foi o “Daily Telegraph” a apontar as suas baterias à candidatura dos dois “compadres” ibéricos com vista ao Mundial de 2018, e ao Qatar, pretendente a anfitrião, em 2022.

Com Adamu e Teimarii já a contas com a Comissão de Ética, foi a vez de entrar em ação um ex-secretário-geral da FIFA e ex-delfim de Blatter que – recorde-se – saiu de cena sem nunca se saber como nem porquê. O que se sabe é que, ao contrário do que sucedeu com o primeiro míssil, no segundo não se falou em dinheiro mas apenas numa “inocente” permuta de votos, enquadrada no chamado “tráfico de influências”. O Qatar votaria na candidatura ibérica e esta retribuiria com os seus votos para o Mundial de 2022. O que me fez recordar os velhos tempos em que o país parava para assistir ao Festival Eurovisão da Canção.

Devo lembrar que naquele que foi o mais popular de todos os certames do género, vigorava um “sistema” muito peculiar, para atribuição de votos. Digamos que havia uma espécie de “acordo de cavalheiros” que tinha a ver – ao que se dizia – com interesses artísticos, comerciais e… políticos que os júris nacionais praticavam sem necessidade de qualquer compromisso escrito. A verdade é que, no final, não faltavam queixas e acusações, mais ou menos do género: “Malandros! Demos-lhes nós 12 pontos por uma canção que não vale um caracol e os gajos, em troca, não nos deram nem um pontinho para amostra!”

É, por isso, injusto afirmar-se que a corrupção é um fenómeno dos nossos dias mas, antes, uma prática que vem de longe. Que pode ter mudado os seus contornos, tornando-se mais moderna – mais criativa. Que terá deixado de se chamar “permuta” ou “tráfico de influências” para passar a ser igual à “lei das compensações” – que alguns árbitros de futebol utilizam para justificar a escandalosa marcação, a favor de uma das equipas, de um penálti que nunca existiu, pouco depois de essa mesma equipa ter sofrido um golo, obtido com a… mão!

Pelo rumo que as coisas estão a tomar, não me surpreenderia que os “sábios” da política nacional introduzissem na nossa Constituição uma nova regra – o “toma lá, dá cá” – para permitir às oposições apresentar ao Governo propostas concebidas mais ou menos nestes termos: “Nós, que nos orgulhamos de ser políticos responsáveis, comprometemo-nos a aprovar a nomeação de novos 20 assessores ministeriais, desde que o Governo aceite comprar 1 porta-aviões, 9 contratorpedeiros e 10 fragatas, num total de 20 unidades, a juntar aos 2 submarinos que nós adquirimos quando estivemos no Poder!

Voltando ao futebol, eu pergunto: como irá o patrão da FIFA resolver a trapalhada das candidaturas? O povo diz que “quem anda à chuva, molha-se” mas, mesmo não sendo o… “Chico Fininho”, Blatter é homem para passar incólume pelos intervalos da chuva!"

Artur Agostinho, in Record

No vermelho da diferença

"Vítor Baía queixou-se. Queixou-se do FC Porto, queixou-se do seu clube. Queixou-se da falta de apoio aos antigos jogadores, ao longo dos anos, na colectividade nortenha. Queixou-se na primeira pessoa do singular, mas poderia ter-se queixado na primeira pessoa do plural.
O antigo guarda-redes portista sabe do que fala. O FC Porto, clube autocrático, vive há mais de um quarto de século na órbita de uma só pessoa. Por isso é que, para o líder todo-poderoso, se tornou insuportável falar no FC Porto de Pedroto, no FC Porto de Gomes, no FC Porto de Oliveira, no FC Porto de Mourinho, no FC Porto-de-outros-mais.
Se Baía falou, outros gostariam de ter falado. Só agora? Desde há muito, desde há cerca de 25 anos. E por que não falam? Por cobardia, por medo, por pavor. Como é possível? Receiam represálias, vinganças ou outras atrocidades. Não foi o bi-Bota de Ouro Fernando Gomes proscrito mais de uma década da casa azul, insultado por uma senhora chamada Carolina Salgado, na altura primeira dama do Dragão, em pleno reduto portista?
No Benfica, cultiva-se a diferença. Ainda em Maio último, sem quaisquer pruridos em dividir os louros da euforia, Luís Filipe Vieira convidou TODOS os ex-campeões do Benfica para assistirem no Camarote Presidencial à conquista do título. Inclusive, jogadores que trocaram o Benfica por outros clubes, inclusive jogadores que publicamente divergiram da actual Direcção, inclusive jogadores que na actualidade defendem outros emblemas. Benfica e FC Porto. Ou a diferença entre o respeito e uma história colectiva e o culto exasperado a uma só figura..."

João Malheiro, in O Benfica

Objectivamente (Bin Laden)

"Voltou o 'Bin Laden' ao futebol português! Depois de pouco mais de dois anos, o célebre terrorista volta à boca de Pinto da Costa para servir de exemplo a grande reprimenda do chefe da Banda - como diziam os outros nas escutas - aos que ousaram criticar a escolha de Villas Boas para treinador-substituto de Jesualdo Ferreira.
É interessantíssimom no entanto, a forma como alguns conhecidos portistas tentaram colocar essas críticas para o lado de fora do FêCêPê, como se o chefe da Banda não soubesse bem como domesticar os insurrectos que ousam colocar a cabeça de fora.
Que o digam Vitor Baía, que ainda a semana passada foi 'obrigado' a fazer um comunicado-desmentido depois de um descuidado 'lapsus-linguae' numa escola preparatória, elogiando o Benfica e o Sporting, ou Fernando Gomes o 'Bota de Ouro', obrigado a fazer a travessia no deserto durante vários anos e muitos outros como Lima Pereira, Frasco, Romeu, e especialmente Pedroto que nunca teve lugar de destaque no reinado ditatorial de Pinto da Costa!
Aliás, é curiosa a revolta de Sousa Tavares que sta semana no jornal 'A Bola' confirma a minha teoria de que este apelo ao silêncio dos 'Bin Ladens' deste apís se encontram todos no círculo FêCêPê e não como queremos mais fiéis distorcer dizendo que o recado do Chefe deles era para fora. Não foi nada. É bem lá dentro.
Afinal estamos a voltar aos velhos tempos do domínio absoluto do 'sistema' que começa por calar os 'l´s de dentro' e alicia os 'cá de fora' a ponto de vermos neste início de época uma réplica bem urdida dos tempos gloriosos dos anos 80/90!"

João Diogo, in O Benfica