Últimas indefectivações

sábado, 20 de novembro de 2010

Provavelmente, a melhor exibição da época



Bom, para recuperar a alma !!!


..."treino" para Terça !!!


Mais mentiras

"É de uma assinalável humildade a teoria expressa por André Villas-Boas segundo a qual o FC Porto podia ter sido campeão na época passada, se o Hulk não tivesse sido castigado. Está-lhe subjacente a ideia de que, como treinador, ele não veio acrescentar nada ao FC Porto do ano passado, e ao rendimento do Hulk em particular, que não estivesse já lá, na era Jesualdo. Tem andado, portanto, a folgar, o André. Só não se percebe, então, tanto elogio ao seu trabalho. Mas não me interpretem mal: pessoalmente, também tinha curiosidade em ver o Hulk de 2010/11 a jogar na época 2009/10. Trazia um toque de ficção científica ao campeonato português.

Mas há sobretudo uma nota de fantasia e sonho nesta teoria do jovem treinador. É possível até que Villas-Boas tenha tanta perspicácia na análise de tabelas classificativas como na observação de lances polémicos dentro da grande área adversária. Analisemos os factos, esses desmancha-prazeres: fazendo as contas – e tendo em mente que, antes de Hulk ser castigado, o Benfica levava uma vantagem de quatro pontos em relação ao FC Porto e que, a partir daí até ao final, só perdeu cinco pontos (empate em Setúbal e derrota nas Antas) –, seria necessário que o FC Porto vencesse todas as partidas – repito, todas as partidas – da segunda volta do campeonato para que se pudesse sagrar campeão nacional.

Ora, hoje em dia, toda a gente concorda que o FC Porto está a fazer uma época excecional e nem assim conseguiu esse feito: em 11 jornadas já têm um empate. Ou seja, a modéstia de Villas-Boas é ainda maior do que supunha: na verdade, o treinador assume, sem assombros, que o FC Porto de Jesualdo, não fosse o castigo de Hulk, poderia ter sido bem superior ao seu. Quem diz que não há fair play no FC Porto?"

Miguel Góis, in Record


PS: Mais uma vez, para manter a consistência, num fim-de-semana onde o Benfica nem sequer joga, o Billas voltou a falar do Benfica!!! É trauma, só pode...

Nuno Gomes

"O desenvolvimento do futebol enquanto negócio de milhões foi fazendo rarear os exemplos de jogadores ligados a um clube durante mais do que uma década ou até por uma carreira inteira. A mistura de atleta com símbolo passou a ser menos evidente, quer queiramos quer não. É uma pena, dirão os apaixonados, é um sinal dos tempos, dirão os empresários e dirigentes desportivos. Esta mudança de ciclos, faz com que jogadores como Mantorras e Nuno Gomes sejam hoje tão respeitados pela massa associativa. O angolano levantou o Estádio da Luz sempre que saltou para o aquecimento para posteriormente entrar em jogo. Invariavelmente, fez explodir de alegria os milhares ao pisar o relvado e, mais ainda, ao marcar um golo. Houve poucos como ele, nunca o esqueceremos. Jamais deixaremos de te lembrar, Pedro.
Nuno Gomes regista igual marca de popularidade, provoca emoções idênticas, ao mesmo tempo que continua a figurar na lista do onze ideal de muitos benfiquistas. 179 golos e 85 vezes capitão em 10 épocas, eficaz, altruísta no terreno e perfeito conhecedor da mística do SLB e da sua importância nos panoramas nacional e internacional. Por isso, cá vai, Nuno: és grande, quando jogas e quando não jogas, para mim enquanto adepto e sócio continuas a ser o melhor pivô atacante português, és quem melhor constrói oportunidades e quem melhor faz jogar junto às balizas adversárias. Contigo, ao futebol nacional não faltam 20 metros, nem dez, nem cinco, contigo não falta nada ao espectáculo, à satisfação do público e à presença, deste grande clube nas competições que orgulhosamente disputa. Contigo, a emoção não arreda pé do relvado. As pessoas vêm aos estádios para te ver, para gritar o teu nome, para se sentirem bem representadas em campo, para terem a certeza de que são correctamente defendidas durante a hora e meia de jogo. É por causa de jogadores como tu que o «pontapé na bola» ainda é um desporto capaz de fazer esquecer os objectivos comerciais do tal negócio de milhões.
Respeitamos-te, estamos contigo hoje e sempre, alinhes de início ou nem sequer jogues."

Ricardo Palacin, in O Benfica

Mantorras: símbolo e mártir

"“Deixem jogar o Mantorras” – um grito de revolta e desespero que foi um misto de antevisão/ premonição do que ocorreria na época seguinte. Estávamos a 16 de Agosto de 2001, após um jogo (houve?) na Póvoa de Varzim. De nada serviu. Perante a complacência dos árbitros – que foram cúmplices do que aconteceu – os adversários só conseguiam pará-lo recorrendo à falta. Lembro- me de num Benfica - FC Porto, na Tribuna de Imprensa do anterior Estádio da Luz, indignar-me perante as entradas sucessivas dos portistas sobre Mantorras, ao que um “sr. jornalista” jocosamente atirou: “É preto... aguenta tudo!” Só que não aguentou. Também os media foram coniventes – porque branquearam - com o jogo violento de alguns adversários, sobre Mantorras, quando este envergava o “Manto Sagrado”.
Tinha tudo, mas mesmo tudo, para ser um dos melhores avançados do mundo. Ficou-se pelo desejo. Ficou à beira da glória suprema, próximo da honra superior e de se guindar ao topo dos melhores futebolistas do mundo. Não lhe permitiram singrar no futebol. Jogava muito... pelo “Glorioso”. “Sarrafaram-no” sem dó nem piedade. Tantas e tantas agressões. Fizeram-no sofrer. Tanta impunidade. Mantorras foi uma das vítimas da agressividade dos adversários para com os nossos futebolistas, em particular os avançados. Generoso nunca parava. Ingénuo nunca simulava, nem se protegia. Avançava, mesmo quando, cobardemente, surgiam pelas costas para o derrubar.
Foste uma vítima do “Futeluso”. És o mártir deste futebol português “rasca”. Ficas como símbolo deste futebol anti-Benfica!"
Alberto Miguéns, in O Benfica

Os "senadores" do futuro

"As recentes declarações públicas de Vítor Baía e o “regresso” de Nuno Gomes fazem-nos refletir sobre o valor do jogador na estruturação próxima do nosso futebol. Pelo menos este tipo de jogador, de uma geração de futebolistas com outra formação, outra noção da “responsabilidade social”, outro mundo e, em alguns casos, com independência económica suficiente para se desprender do futebol estritamente jogado (como treinador, por exemplo). Uma geração capaz de, uma vez acompanhada por profissionais competentes, aproveitar carisma e prestígio para conferir dimensão e conhecimento a muitos gabinetes. Figo, Rui Costa, Fernando Couto e Costinha estão a fazer o seu caminho e a aprender. Como, noutro nível, estão Carlos Carneiro (no Paços de Ferreira) e Pedro Roma (na Académica). Como voltarão a estar, com mais acerto, Paulo Sousa, Pedro Barbosa e Sá Pinto. É possível ver um “movimento” destes “senadores”, que caracterizará o futebol dos próximos 25 anos e o afastará da “cultura” dominante dos últimos 25 anos. O mesmo “movimento” que, entre outros, fez de Beckenbauer e Rummenigge o que conseguiram ser depois do relvado.

Vítor Baía terá, mais cedo ou mais tarde, “um futuro” substancial no clube do coração, onde tem um estatuto inigualável, depois de invariavelmente considerado e valorizado, anos a fio, nos escritórios das Antas. Além de idolatrado pelos adeptos. Percebemos que almeja voltar ao local onde foi feliz, para outras funções e para um outro aproveitamento da sua figura. Deverá continuar a adquirir ferramentas e mais-valias e a concitar apoios de sectores vitais para o crescimento do FC Porto. E regressará numa outra fase – um destino inelutável para quem sente e simboliza (em títulos) o clube como ninguém.

Quando se vê agora a discussão sobre o afastamento de Nuno Gomes das escolhas de Jorge Jesus vem-me sempre à cabeça a longevidade dos jogadores que alinham em Itália – não só italianos: ainda hoje ver a classe madura de Seedorf a progredir nas transições e as correrias sincopadas de Zanetti é motivo para nos perguntarmos sobre a valia dos “limites etários” que o futebol engendrou. Não são repetíveis por si só noutras latitudes e noutros atletas. Há 15 anos, quando estudei em Itália, o fenómeno era essencialmente o mesmo. Ver então Del Piero, o exemplo de um jogador “amarrado” à cultura de um clube, a despontar como um fora-de-série e vê-lo agora na Juventus é (apenas) uma outra confirmação. Prognosticar hoje o devir de Del Piero diz-nos que, em vez de querer tirar de Nuno Gomes mais do que ainda tem de útil para dar no campo (como Figo deu no Inter de Mourinho), interessa vislumbrar o futuro de Nuno Gomes fora do campo.

Talvez por essa altura seja já o tempo de Vítor Baía. Um tempo, desde logo, em que os dirigentes não comuniquem por intermédio de um dicionário desconhecido da língua portuguesa. Um tempo onde se respire melhor no futebol, com o respeito próprio de quem passou muitas horas a partilhar relvados, balneários e estágios. A partilhar o jogo e as ideias. A partilhar toda uma vida."

Ricardo Costa, in Record

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

O Papa-Almoços, os GATOS e os Ratos

"O prazer da degustação gastronómica é um atributo comum, a todas as profissões, tal como o seu contrário. Ou seja, para se ser bom ou mau em qualquer actividade, o prazer de comer não é determinante.
Já gostar muito de comer, à borla, pode levar muita gente a vender-se e até a trair princípios de instituições, que se afirmaram no imaginário colectivo, pela sua história impoluta e conduta recta. Esteve durante muitos anos nesta qualidade o jornal 'A Bola'. Fundado e dirigido por homens, de integridade inatacável (Cândido de Oliveira, Ribeiro dos Reis e Vicente Melo), mais tarde continuado por homens da mesma estirpe (Vítor Santos), eis que o jornal 'adoeceu' e deixa que um poder alicerçado no medo, na mentira, na arrogância, na ameaça velada e concretizada se necessário for, na corrupção e na parolice, leve o actual director a utilizar de forma concreta, um princípio horroroso combatido toda a vida por este mesmo jornal: a Censura.
Aquilo que Vítor Serpa fez, após os insultos pessoais escritos, por Sousa Tavares algo Miguel nessa mesma semana, nas páginas desse jornal, visando Zé Diogo e Ricardo Araújo Pereira, não se lamenta, repudia-se. Censurar-se o direito ao contraditório, depois de ter publicado com conhecimento de causa as aleivosias e mentiras escritas e repetidas, quer por Tavares quer por Moreira. Sim com conhecimento. Os arquivos de 'A Bola' têm registada a verdade de várias mentiras repetidas por estes Pinto-Costistas, abutres da cobardia de Serpa. Calabote, Clube do Regime, Apito Dourado, etc. Que nenhum benfiquista ou verdadeiro desportista compre o pasquim em que se transformou 'A BOLA'.
Uma lacónica coluna: 'Gostámos de cá ter os Gatos', demonstra a pobreza de argumentos de quem dirige actualmente este jornal. Ao menos diga a verdade e escreva: 'Gostamos (e precisamos) de cá ter os ratos'."


António Melo, in O Benfica


PS: Ainda hoje, o Moreira repetindo a estratégia, INSULTA, Domingos Amaral colunista benfiquista do outro pasquim, Record. À falta de argumentação, e até de imaginação, segue o caminho mais rasteiro, neste caso a coluna 'Tiro ao Roberto' nem sequer justificava qualquer resposta mais agressiva. Mas este senhor ou anda muito nervoso, ou está-se a candidatar a outro Corrupto-de-Ouro !!!
A impunidade, encoraja o insulto, entre outras coisas...!!!

Bolas de golfe

"1. Pelos vistos, muitas têm sido as bolas de golfe adquiridas nos últimos tempos no norte do País.
Segundo consta, esgotaram-se em Maio passado e voltaram a esgotar-se nas duas últimas semanas. O estranho é que a modalidade não teve nenhuma súbita afluência de novos praticantes. E as bolas apareceram nas mãos de umas claques muito 'aguerridas' que rapidamente as utilizaram tentando acertar nos guarda-redes adversários. E como não houve ferimentos graves e o Conselho de Disciplina da Liga tem sido amigo, esta nova modalidade desportiva promete continuar a desenvolver-se. Até acontecer uma tragédia. Porque uma coisa é um acto isolado (mesmo que condenável) de um espectador menos lúcido e outra, bem mais grave, uma actuação concertada de uns energúmenos, que deveriam ser impedidos de estar num jogo de futebol. As ridículas multas aplicadas aos clubes envolvidos são um convite à continuação...
2. Lamentável a saída do 'nosso' excelente Ricardo Araújo Pereira, do jornal 'A Bola'. Salvo esporádicas ocasiões, o Benfica não está bem representado em termos de colunistas na comunicação social escrita. Há quem se arme em neutro almejando porventura futuros cargos importantes na hierarquia desportiva ou política. Há quem se arvore em treinador mas, em lugar de moralizar, critica (em termos lamentáveis) os nossos próprios jogadores. Há quem alterne crónicas divertidas e defensores do nosso Clube, com outras divertidas nas inócuas. O nosso Gato Fedorento não tinha 'papas na língua' e, ao mesmo tempo que nos fazia rir, defendia da melhor forma o Benfica, pondo a nu as debilidades e as 'jogadas' dos adversários. Pediu a demissão em solidariedade com o amigo sportinguista José Diogo Quintela, cuja última crónica fora censurada pelo jornal. Bonita atitude. 'A Bola' estava em risco de ficar sem um dos portistas, Miguel Sousa Tavares, cujas opiniões contraditórias os dois 'Gatos' não se cansavam de denunciar. Com esta decisão, o jornal fez o jeito ao FC Porto e acabou por agradar também aos dirigentes do Sporting, que José Diogo Quintela muito tem criticado, não só, mas também, pela subserviência que patenteiam face a Pinto da Costa. O jornal resolveu dois problemas mas perdeu os seus melhores colunistas de entre aqueles que são afectos a clubes. E o Benfica perdeu o seu melhor representante.
Lamentável."
Arons de Carvalho, in O Benfica

Palhaçaria

"Palhaçaria é um país curioso. Vale uma visita...
Anafado, de olhos protuberantes, cabeça calva, orelhas peludas, o Rei dos Palhaços baba-se de uma barba bovina.
Opado pelos comprimidos que lhe permitem disfarçar a impotência, rebola o olhar pelos estranhos mamíferos que o rodeiam. Há para a sua flausina do momento um delicado vislumbre lúbrico. Repugnante mas ainda assim lúbrico. E ela, pobre tonta, cega, retribui.
A qualquer momento teme-se que lhe expluda uma coronária, mas o animal é rijo e suporta o arremedo de fluxo sanguíneo.
À sua volta, encharcados por um salivar constante das suas gengivas descarnadas, os cães-palhaço esperam um gesto seu.
Na continuada farsa em que se agitam, a degola de inocentes a que acabaram de assistir é apenas mais um episódio que os faz arfar de contentamento. E desta fez nem precisaram da ajuda do bando dos palhaços-pretos.
Há uns que aproveitam para enfiar nos focinhos as bolas de nariz de palhaço.
Em Palhaçaria, as bolas de narizes de palhaço não são vermelhas: são brancas. Bolas de golfe...
Como em todos os países, em Palhaçaria também há crianças que gostam de palhaços. Na sua inocência não entendem a profunda estupidez, os requintes de maldade, o humor boçal, os laivos de ordinarice sabuja. Depois crescem e entendem. E como todos os adultos deixam de ter paciência para palhaços. Sejam eles pobres ou ricos.
Em Palhaçaria os palhaços não se limitam a não ter graça. Não se limitam a ser grotescos. Não se cansam de espalhar em redor o nojo dos seus procedimentos macabros.
São apenas palhaços tristes..."

Afonso de Melo, in O Benfica

Futuro

"A participação da equipa de futebol do Sport Lisboa e Benfica nas comemorações oficiais do 35.º aniversário da República de Angola - defrontando e vencendo a selecção angolana - demonstra que no novo mundo global, e num quadro de relações entre estados soberanos e independentes, há um espaço comum, que em certos aspectos coincide com a Lusofonia e, noutros, a transcende, e que é marcado por outro tipo de sentimentos, emoções e motivações. Esse espaço é o Mundo Benfica, que ultrapassa largamente fronteiras geográficas, países e continentes. Como igualmente se viu, em Maio passado, na visita histórica do Benfica a Timor-Leste.
De todas as transformações inerentes à restauração da democracia em Portugal - dos três dês da Revolução dos Cravos - a mais profunda e irreversível foi a chamada descolonização, o parto com dor do qual nasceram os novos países da língua portuguesa, ao cabo de cinco séculos de história comum. Um parto que começara, aliás, no século XIX com o 'Grito do Ipiranga', no Brasil.
Li as notícias da Imprensa angolana sobre o jogo do Benfica em Luanda e não vislumbrei o mínimo ressentimento perante a derrota da Selecção de Angola. O sentimento geral era de alegria pela presença de alguma coisa que uma larga maioria dos dois povos partilha saudavelmente. Em certos jornais e da parte de alguns clubes portugueses é que há manifestações de tribalismo para arengar sobre o campeonato de um país de 89 mil quilómetros quadrados.
Há quem queira conotar o Benfica com a passado, para escamotear as conotações de terceiros com um mundo opaco de interesses esconsos. Mas a presença do Benfica no Mundo mostra que este é um clube de sempre e, por isso mesmo, também do futuro."

João Paulo Guerra, in O Benfica

Objectivamente (Angola)

"Infelizmente a deslocação do SL Benfica a Angola está a passar um pouco despercebida na comunicação social e até no seio do Clube quando o que na realidade devia acontecer era a preparação de uma imensa festa em Luanda com fortes repercussões no imenso universo benfiquista cá, lá ou em qualquer ponto do Planeta.
Penso que há muita gente que ainda não interiorizou bem o significado e a importância que o Benfica tem no continente africano e mais propriamente nos países lusófonos.
Quando se fala na necessidade urgente de se alcançar a meta dos 300 ou dos 400 mil sócios pagantes, é bom que se definam estratégias para o mundo lusófono. Há países como Angola, e até Moçambique ou Cabo Verde, que têm capacidade para mobilizar os simpatizantes do Benfica a alcançarem rapidamente essas metas que muitos julgavam impossível há pouco tempo.
A sensibilização dos adeptos tem de ser feita pela aproximação, pelo coração, pelo sentimento. E essa presença tem de ser mais assídua e envolvente sob pena de perdermos o capital angariado ao longo de dezenas de anos.
Por isso esta viagem a Luanda nas comemorações dos 35 anos da Independência daquele país irmão, tem de ser mais que um simples jogo de confraternização, Deverá ser um enorme abraço de carinho e de reconhecimento pelo amor que muitos benfiquistas espalhados por aquele imenso país dão, apaixonados pelo «Glorioso» tão forte como qualquer um que tenha a possibilidade de ir ao Estádio da Luz sempre que queira.
Estar longe é bem diferente. E nós que temos o privilégio de viver o Benfica em proximidade temos de aprender a dar valor a estas manifestações de paixão e saber retribuir da maneira mais entusiasta possível. Com muita paixão!"

João Diogo, in O Benfica

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Levar 5 acontece aos melhores do mundo

"A última jornada foi particularmente feliz para dois avançados trintões. Nuno Gomes precisou apenas de dois minutos e meio no relvado do Estádio da Luz para marcar um golo à Naval 1º de Maio e fornecer, aos adeptos da casa, o mais do que necessário cuidado paliativo emocional depois do estrondoso insucesso no porto.
E, em Vila de Conde, João Tomás marcou por duas vezes, desta feita ao Paços de Ferreira, e é hoje o segundo classificado da lista dos goleadores de 2010/2011, com 7 golos. Melhor do que João Tomás, só Hulk. Pior do que ele, os outros todos…
Ao contrário de Nuno Gomes, que cumpre este ano a sua décima primeira época na Luz, e que é hoje uma referência para o interior e para o exterior do clube, João Tomás já deixou o Benfica há dez anos.
Dele apenas restam aquelas memórias já turvas da imensamente eficaz dupla que fez com Pierre Van Hooidjonk – e que foi lamentavelmente desmantelada por questões políticas – e daqueles dois bonitos golos que marcou numa noite ao Sporting levando o Estádio da Luz au rubro e levando também o jovem e inexperiente treinador do Benfica, José Mourinho, a ajoelhar-se na relva de tão contente que ficou.
Há acontecimentos assim. O golo de Nuno Gomes, no domingo, foi também um acontecimento e dos bons. Os benfiquistas, que tinham entrado no estádio ainda vagamente acabrunhados por causa daquela coisa da jornada anterior, saíram sorridentes e comovidos com a pontaria e com a comoção do seu número 21.
Como seria de esperar, o golo de Nuno Gomes lançou uma polémica sobre as opções de Jorge Jesus para a frente de ataque do Benfica. A esta polémica, naturalmente, não é de todo alheio o facto de o Benfica estar a 10 pontos do FC Porto. Na época passada, Nuno Gomes marcou três golos – um deles bem importante, em Olhão – e nenhum desses feitos levou a um debate nacional sobre a injustiça com que o treinador do Benfica trata o seu avançado mais velho e com mais anos de casa.
É tão natural quanto respeitável o desejo de Nuno Gomes de jogar mais vezes de modo a que os seus golos não sejam olhados como acontecimentos mas como… golos, precisamente o que acontece com João Tomás que é utilizado com regularidade e proveito por todos os clubes em que passa.
Nuno Gomes saberá melhor do que ninguém o momento em que há-de colocar um ponto final na sua carreira de futebolista. E como é uma pessoa de bom senso vai saber fazê-lo bem, a tempo e com grande categoria.
E, por isso mesmo, saberá evitar certamente deixar-se transformar num caso, numa espécie de novo Mantorras, na vertente de milagreiro místico e de entertainer de ocasião para multidões ávidas de alegrias.

ESTÁ disponível no Youtube um momento muito especial para o Benfica ocorrido no último treino da selecção do Brasil antes do jogo com a Argentina, nas Arábias. É fácil chegar lá. Basta procurar David Luiz humilha Ronaldinho para vermos o nosso defesa central, que saiu psicologicamente tão maltratado do jogo com o FC Porto, recuperar a mais do que desejada auto-estima aplicando, num só toque, um requintado túnel ao grande Ronaldinho Gaúcho em boa hora regressado ao escrete.
Em boa hora para o Benfica, evidentemente.
David Luiz, que o Chelsea quer levar já em Janeiro, segundo se lê nos jornais, bem precisava de um golpe de asa assim para de poder recompor emocionalmente do mau sucesso do Estádio do Dragão. É que fazer a bola passar entre as pernas do grande Ronaldiho Gaúcho, mesmo que num treino, a brincar, é um precioso alento para quem teve de ouvir tantos remoques sobre a sua prestação no último clássico do pequeno futebol português.
Ainda para mais quando Ronaldinho Gaúcho não desiste de ocupar na selecção brasileira o lugar que, lendo a imprensa e os especialistas nacionais, deveria ser entregue a Hulk, o que é incrível.

JESUALDO FERREIRA parece estar encaminhado para ser o próximo treinador do Panathinaikos da Grécia depois de não lhe ter corrido bem – ainda que tenha corrido bem depressa – a passagem pela Liga espanhola.
É um grande mistério este que envolve os treinadores portugueses – e logo os melhores - que não conseguem firmar no país do lado os créditos que somaram em casa.
Excepção feita a José Mourinho, obviamente. E é por isso mesmo que lhe chamam O Especial, porque é diferente dos outros todos. Mourinho, é verdade, ainda não ganhou um troféu no comando do Real Madrid mas, é a convicção planetária, há-de ganhar. Para já, ganhou a admiração de Chamartín, uma casa exigente, o respeito da imprensa, uma imprensa musculada, e o desamor dos rivais, que é exactamente o mesmo em todos os cantos do mundo.
José Mourinho foi o quinto treinador português, campeão em Portugal, a chegar a Espanha com um currículo mais avantajado do que o que tinha quando lá aterrou.
E os outros? O que se passou com os outros treinadores portugueses, todos eles campeões, que chegaram a Espanha e de lá partiram num ápice. Toni, campeão pelo Benfica, não resistiu em Sevilha muitas semanas. Jaime Pacheco, que foi campeão pelo Boavista, e António Oliveira, que foi campeão pelo FC Porto, passaram fugazmente pelo Maiorca e pelo Bétis sem nada acrescentar aos historiais dos respectivos clubes, E, por fim, Jesualdo Ferreira, três vezes campeão pelo FC Porto, não resistiu em Málaga a mais do que meia dúzia de jornadas do campeonato espanhol.
Será do clima? Do clima da Andaluzia – Sevilha e Málaga – e das ilhas Baleares – Maiorca – que é adverso aos treinadores portugueses?
Este é um mistério que ainda está longe de ser resolvido. De qualquer maneira, para os mais cépticos em relação aos talentos de José Mourinho, fica no ar aquela dúvida metódica sobre o actual treinador do Real Madrid:
-Pois…pois… mas não me convence enquanto não o vir fazer do Ayamonte FC campeão de Espanha!

PORTUGAL ganhou por 4-0 à Espanha que é a campeã do mundo. Devia ter ganho por 5-0 porque Cristiano Ronaldo marcou um golo lindo e limpo que o parvinho do árbitro entendeu anular. Quando joga a selecção e os árbitros são estrangeiros e maus, é um privilégio poder chamar-lhes parvinhos sem que ninguém por cá se ofenda. São as virtudes do internacionalismo.
Os espanhóis com um árbitro a sério tinham levado 5. Fica provado que levar 5 acontece aos melhores do mundo."

Leonor Pinhão in A Bola

Nuno Ribeiro (Gomes)

"Nuno Ribeiro acabara de entrar para jogar os últimos minutos do Benfica-Naval. Quis o destino ( a sua capacidade) que marcasse o 4º golo encarnado e o 200º da Liga. Seguiu-se um momento humanamente muito rico e denso que escasseia no futebol. O jogador emocionado olha para os céus iluminados para a Luz (no duplo sentido) e reencontra-se com o seu Pai num misto de sentimentos que os seus olhos lacrimejantes expressaram: gratidão, ternura e felicidade. Mas ao mesmo tempo, com a dor da saudade e toda a carga emotiva do que ela significa: a presença da ausência.
Também fiquei enternecido e feliz. Emocionado, mesmo. Escrevi Nuno Ribeiro, seu nome de família e não Nuno Gomes, seu nome futebolístico. Porque naquele momento foi mais o primeiro que o segundo. Ou melhor dizendo, os dois, numa simbiose perfeita entre filho e o profissional. Entre o homem atleta e o atleta homem.
Nuno Gomes é merecedor do reconhecimento dos benfiquistas. Vai na sua 11.ª época, dignificando a camisola encarnada, coisa rara onde a norma é os clubes serem placas giratórias monetárias pouco dadas a afeições de coração.
Nuno Gomes está perto de terminar uma carreira imaculada. No fim, descontadas as nossas (e dele) naturais lamurias por um qualquer golo falhado, fica o profissional exemplar, dedicado, persistente, eficiente, simples, com sentido ético. A ele devem os benfiquistas momentos de exultação e de magia.
Nuno Gomes merece estar entre os grandes atletas que viveram no Benfica e pelo Benfica. Não se limitaram a passar por ele, qual cometa fugidio. Tem sido uma estrela que simboliza o melhor do Benfica. Pela minha parte, o meu obrigado ao Nuno Gomes e sentido abraço ao Nuno Miguel Ribeiro!"

Bagão Félix, in A Bola

Meter-se no futebol

"Há três actividades em que todos se metem: no futebol, na política e na economia. Nestas últimas, até o Governo repetiu à saciedade que meteu as contas públicas em ordem. Como, aliás se mete pelos olhos dentro...
Concentrando-se no futebol, o que mais conta é meter golos! Metidos com a cabeça, os pés ou mesmo a mão (do Vata).
Mas tirando os golos, mete-se pelos olhos da cara que quase tudo o resto não é tão entusiasmante. Vemos, amiúde, meter-se a foice em seara alheia ou meter-se a colherada fora de contexto. A começar por muita gente que por lá anda metida. Uns metem o bico, outros até metem o bedelho onde não são chamados, o que por vezes leva a que tenham de meter a viola no saco.
Há, também, quem queira meter o Rossio na Betesga ou meter-se em cavalarias altas ou quem, por dá cá aquela palha, projecte meter uma lança em África e acabe por meter-se na boca do lobo.
No chamado sistema há de tudo: os que se metem em sarilhos por meter a mão no fogo por quem meteu a mão no bolso de alguém. Os que são metidos no chinelo só porque se quiserem meter em brios. Os desiludidos que, depois de terem metido mãos à obra, se metem na concha porque lhes meteram na cabeça que nada há a fazer. E, ainda, os metediços que se metem por atalhos para se meter em negócios acabando por meter o dinheiro em paraísos fiscais.
Há quem nos queira meter em dúvida que meter a mão na bola e meter a bola na mão são coisas iguais ou diferentes consoante quem meteu na ordem o árbitro. E este depois de ter metido água, mete os pés pelas mãos, para explicar que ninguém lhe meteu uma cunha.
Meter a mão na consciência é que deixou de ser a norma."

Bagão Félix, in A Bola

Amor à camisola

"Domingo, assisti da bancada à sessão de terapia que o Naval proporcionou ao Benfica. Um pacote daqueles é que dava jeito às nossas finanças tremidas. Se fosse um livro de bomba de gasolina, a coisa podia chamar-se “Como Recuperar O Amor Próprio Em Quatro Passos”, ou “Plano Infalível Para O Dia Seguinte”. De facto, ganhar por 4-0 dá moral ao mais tristonho dos craques, ao mais depressivo dos treinadores de bancada. (Perdoem-me o parêntesis de humor negro, mas melhor que 4-0, só mesmo 5-0…) E, no entanto, como sabemos, muitas vezes os números são enganadores. A verdade é que, se a partida dominical teve grandes jogadas e belos golos, também houve momentos de forte “instabilidade”, para usar o palavrão que está na ordem do dia. Há muita arte no ataque, mas falta ciência na defesa. Há jogadores que fazem a diferença, mas às vezes parece faltar uma equipa “mais igual”. Há Aimar e mais dez – e infelizmente não são dez Ramires…
Mas falemos de coisas boas. Sálvio conduz a bola redonda de esperanças; corre com bom espírito, dá para perceber; mal os defesas lhe aparecem no caminho, o miúdo argentino toca para o craque mundial; Aimar, o nosso Mágico Maestro, inventa um país livre entre os adversários e chuta; o guarda-redes lá consegue defender, mas a bola sobra para um espaço em branco no tapete verde da Catedral; Nico Gáitan vem a correr desde a Argentina e, no pé esquerdo, traz um único pensamento. Remata com a parte de fora da bota, a bola rodando para cima e para longe das luvas esticadas do guardião azulinho – o futuro chega em forma de golo, e que golaço. Para exorcizar fantasmas, para lavar a alma, gritem comigo, por favor: Nico! Nico! Nico! Gaitán! Gaitán!
Mas Nuno Gomes também merece uma palavra. Ao contrário da maioria das gentes benquistas, não sou, confesso, um incondicional do avançado português. Mas o golo que Nuno Gomes conseguiu desembrulhar contra a Naval – um golo todo feito de crença, num momento difícil para o clube e para ele próprio – vale muitíssimo. Golos assim dão o exemplo e fazem-nos acreditar que o amor à camisola não morreu, não há-de morrer nunca. Mais: o país inteiro precisa de exemplos destes, da economia à política, da cultura ao futebol, individualmente e colectivamente. Acreditar, acreditar. Corações vivos de olhos abertos. Palavras fortes e gestos claros. Vamos a isto?"
Jacinto Lucas Pires, in JN

terça-feira, 16 de novembro de 2010

E pluribus unum

"Já por mais de uma vez, expressei nas páginas do nosso jornal, que o único laço que me une ao Benfica, é apenas e só, o próprio Benfica. Também não sou ingrato, para com os demais benfiquistas, que ajudaram ou ajudam a engrandecer o Clube, mas não alimento, nem alimentarei egos externos ou internos, sejam eles contínuos ou passageiros. E, afinal, passageiros somos todos. Eterno só o Benfica. Esta identidade, colectiva que está acima de caudilhos, heróis ou oportunistas. Acredito nos que se preocupam mais com o que podem das ao Benfica, do que com aquilo que o Benfica lhes pode dar.
Nunca fomos um clube 'Sebastiânico', preguiçoso, por isso, não vai ser agora num momento de grande sofrimento desportivo, apesar de várias adulterações já feitas à nossa história secular, que nos afastaremos da nobre tradição e divisa: E PLURIBUS UNUM.
Temos de estar unidos como nunca. Unidos como Cosme Damião, Ribeiro dos Reis, Bermudes, Bogalho, Borges Coutinho e tantos outros preconizaram. Com espírito de missão e não espírito de missiva. E quando digo, unidos como nunca, não é estarmos unidos à volta de um homem, de um D. Sebastião que nos vem salvar e redimir das nossas próprias culpas. A culpa não deve morrer solteira, mas todos temos obrigação de 'casar' com ela e não de sacudir a 'água do capote' e empurrar para cima dos outros uma culpa colectiva.
É nas horas más, que se vê a grandeza. Das pessoas e dos clubes. E o nosso é o Maior. Façamos o culto dos valores do Benfica e não de pessoas. Pois se, o nosso fundador mais famoso era órfão de pai, o 'Glorioso' SPORT LISBOA E BENFICA, ao contra´rio de outros, jamais será órfão de um caudilho."
António Melo, in O Benfica

Antas e arredores? Terra Sem Lei...

"1. As declarações da polícia da cidade do Porto são (no mínimo...) como as castas de amor e Fernando Pessoa. São ridículas. Este tipo de polícia não interessa, porque não é respeitada, pois não se sabe dar ao respeito. Em vez de se preocupar em zelar pela segurança dos cidadãos e pelos bens das instituições, comporta-se como uma polícia de conveniência. Daí ser incapaz de anular desacatos e atentados à integridade física dos cidadões. A PSP é uma polícia se Segurança Pública. Não é uma agência de cómicos. Quem tem mão neles! Neles os delinquentes que, repetida e impunemente, continuam a fazer das imediações do estádio portista um local mal frequentado. Os polícias dessa zona de Portugal são incompetentes, ignorantes e risíveis. E já agora. Que fato de banho? Biquini, triquini, peça completa, sunga, calção ou tanga. ' Tanga' dão-nos eles... a PSP do Porto.
O Benfica saiu copiosamente derrotado do estádio portista!
Mas saiu com dignidade. Sabemos perder, porque (também...) sabemos vencer.
'Um homem que engana durante um dia é mentiroso. Um homem que engana durante um ano é aldrabão. Um homem que engana toda uma vida é um imbecil. Quem se deixa enganar por um imbecil é um palerma.'
2. Os comportamentos fora-da-lei dos portistas tornaram-se, com a repetição e consequente impunidade, uma normalidade. Tudo lhes é permitido. Até viciar resultados. Até fazer tráfico de influências. Até achincalhar presidentes de órgãos de soberania (Mota Amaral da AR, por exemplo) e organismos hierarquicamente superiores (Gilberto Madaíl da FPF, por exemplo). Ao contrário do que se quer fazer passar, sendo estes crimes do domínio público, e nada sendo feito pelos associados do FCP para o chamá-lo à responsabilidade pelos danos causados na imagem e credibilidade do clube, tornam-se cúmplices e coniventes. Não se pode separar os dirigentes dos restantes associados e opinadores. A complacência e requintes de malvadez de funcionários e
Quem não saber ter dignidade, jamais será respeitsócios fazem do FCP comtemporâneo um grupo de agentes do mal. Não merecem respeito.
Quem não sabe vencer, jamais saberá perder!
Quem não sabe ter dignidade, jamais será respeitado!"
Alberto Miguéns, in O Benfica

Taça Latina

"1. Estou longe do país mas acabei por saber o resultado de domingo. Fez-me lembrar os 7-1 no antigo Alvalade, resultado que agora me dá prazer recordar pois fomos campeões. Claro que a situação, agora, é mais complicada, dada a distância a que estamos do FC Porto. Mas estes 5-0 só nos obrigam a unir mais o Clube. No próximo domingo, lá estarei (lá estaremos) a apoiar a equipa, o treinador (pode ter errado, mas já acertou muitas outras...), os dirigentes, em suma, o Benfica. Há objectivos ainda a conseguir: o acesso à Liga dos Campeões, ir o mais longe possível nesta prova e tentar ganhar a Taça de Portugal. É nestas horas que se vêem os benfiquistas...
2. Foi uma rica noite de Terça-feira, a da semana passada. Depois da vitória sobre o Lyon, assisti em casa ao 3º programa da excelente série da nossa Benfica TV, 'Vitórias & Património', este relativo à conquista da Taça Latina, há 60 anos. Só em 1954/55 comecei a ter a noção do Benfica (abri logo com um título nacional!) mas lembro-me perfeitamente que uma das frases com que esgrimíamos os nossos argumentos benfiquistas, nas conversas com os outros miúdos, era esta: 'O Benfica é o único clube português que ganhou uma Taça Latina.' Argumento que valeu até 1961, quando ganhámos a primeira Taça dos Campeões. Inesquecível a imagem dos antigos jogadores que continuam connosco a subir a escadaria de acesso ao relvado do Estádio Nacional, 60 anos depois daquela maratona de 146 minutos de jogo (fora os 120 do primeiro jogo), sem substituições (que na altura não eram permitidas) e terminada com o histórico golo de Julinho, que ainda aparece no filme, mas já não foi ao Estádio Nacional e faleceu entretanto. Depois do documentário da Taça Latina, ainda me regalei a (re)ver, continuando na Benfica TV, o jogo com o Lyon. A passagem à fase de eliminatórias da Liga dos Campeões ficou mais perto...
3. O nosso belo Estádio fez há dias sete anos. E continuo a recordar com saudade as palavras do 'nosso' Fialho Gouveia no dia da inauguração. Palavras que conseguia ouvir na perfeição. Passados uns anos, a instalação sonora do Estádio - pelo menos na minha bancada Meo, Piso 0 - é simplesmente deplorável. Não se consegue perceber nada do que diz o animador. Através do nosso 'site' na internet, já fiz uma série de reclamações. Sem êxito e... sem resposta. Pode ser que seja mais feliz por aqui..."
Arons de Carvalho, in O Benfica

As palavras de David...


Pode ler aqui na integra a entrevista de David Luíz. Deixo aqui as palavras mais significativas:

"...
Sou extremamente feliz aqui, aprendi a amar esse clube, a viver esse clube. Aprendi que só entrar em campo e jogar bola é pouco. Tem que ser muito mais que isso. É viver, é entender o sentimento das pessoas, das crianças, das senhoras que torcem por nós. Fico até arrepiado. Tudo que puder fazer pra retribuir esse carinho, eu faço. Não tem dinheiro que pague essas coisas.
...
Eu sou benfiquista (risos).

..."

in IG Esporte

NeoBlanc 11

Tabela Anti-NeoBlanc:

Benfica......... 21 (-9)... 30
Corruptos..... 31 (+7)... 24
Braga............ 14 (-1)... 15
Sporting........ 18 (+3)... 15


Num fim-de-semana onde o Benfica ganhou, jogando relativamente bem (após uma jornada traumática), onde inclusivamente goleou, mesmo com meia equipa titular ausente, num jogo atractivo com duas equipas à procura do golo, sem 'anti-jogos', com muitas jogadas de golo, tendo marcado golos de belo efeito, destacando-se ainda alguns jogadores menos utilizados (apelidados de contratações falhadas), e para fecho de 'festa' um emocionante golo do nosso Capitão, que dedicou com lágrimas esse momento ao pai recentemente falecido. Depois de tudo isto, qual o principal destaque dado pelos 'mérdia' ao jogo da Catedral?!!!
'O Jesus, não gosta do Nuno Gomes!!!'
Parece uma anedota de mau gosto, mas é verdade. A procura incessante, mesquinha, premeditada, e cobarde de polémicas no Benfica, é inversamente proporcional aos 'silêncios' em volta dos Corruptos, e nem sequer se preocupam em esconder esta tendência...
Apesar de todas estas evidências, muitos Benfiquistas vão atrás da 'conversa', se calhar são os mesmos que até à pouco tempo assobiavam o Nuno Gomes sempre que ele tocava na bola!!! (estilo Peixoto) A vilania é tanta que até foram buscar o Mantorras, para provar a suposta má vontade do Jesus, para com os 'meninos bonitos' do 3ºanel !!! Já falta pouco, para exigirem que o Jesus meta o Nené a jogar !!!



O rescaldo da arbitragem do Benfica-Naval foi 'pacifico'!!! Aparentemente nada se passou, nos jornais ainda tentaram descortinar alguns pequenos erros favoráveis ao Benfica, mas a imaginação tem limites!!!
Se fosse a primeira vez que isto acontecesse poderia achar estranho, mas como toda esta fantochada já é normal, as minhas reacções são de relativamente normalidade, passo a explicar:
Estava na bancada durante o jogo, e enviei um SMS para uma amigo, a perguntar se havia penalty. A resposta foi rápida, e clara: SIM !!!
Nos directos (que revi mais tarde), silêncio total, se na TVI e na Sporttv é normal, já na Benfica TV é estranho. Curiosamente de todos os comentadores (dos directos), apesar de nunca ter afirmado que foi penalty, aquele que analisou o lance da 'melhor forma' foi o José Carlos (nosso ex-defesa direito) na Sporttv!!!
A agressão que o Kardec sofre é para vermelho directo, entrada com os pitõns na perna de apoio, e o facto da bola já não lá estar, ainda acentua a gravidade da falta. Fosse a falta cometida em qualquer local do campo, era sempre vermelho, dentro da área, é vermelho, e penalty. É inacreditável a dificuldade com que este raciocínio lógico (em conformidade com a lei, e o bom senso), seja assumido, por parte dos supostos especialistas, pagos para comentar. Costumamos dizer: quando alguém partir a perna a um jogador do Benfica, talvez seja penalty!!! Neste caso, lesionaram seriamente o Kardec, e nem o árbitro marcou penalty (mesmo à sua frente), nem os expert's o 'viram'!!! Justiça seja feita à Xic, que até agora foram os únicos a assumir o penalty!!! (que eu me tenha apercebido)
Muito estranho, é não ter havido uma repetição com um 'grande plano', em super-slow-motion...!!!
Numa jornada onde os Corruptos, e os Lagartos beneficiaram de penalty's, bem assinalados, não deixa de ser curioso, que a falta mais grave dentro da área dos 3 grandes (supostamente grandes!!!) tenha sido sobre um avançado do Benfica, que por 'acaso' até ficou lesionado, falta essa que nem sequer é considerada pela maioria, como um 'caso' do jogo!!!

No resto do jogo, tudo 'normal', com uma nuance, além das faltas inventadas contra o Benfica (normal), além das faltas evidentes não marcadas a favor do Benfica, além dos cartões perdoados ao adversário (principalmente ao Gomis), desta vez ainda tivemos faltas evidentes cometidas sobre os jogadores do Benfica, a serem marcadas contra o Benfica!!! É a inversão completa das regras do jogo...
Os adeptos do Benfica queixaram-se (com razão) de alguma falta de agressividade da equipa do Benfica, na recuperação de bola, não posso deixar de concluir que a intimidação que o Benfica tem sido vitima, com cartões por tudo e por nada, está a dar resultado. Foi inacreditável como o Frutado marcou faltas, atrás de faltas contra o Benfica no início do jogo, ajudando a empurrar o Benfica para a nossa área, tendo marcado somente aos 36 minutos a primeira falta a favor do Benfica, e não foi por falta de oportunidades...!!!
O jornal A Rolha mantendo a sua linha editorial, na analise à arbitragem deste jogo, além de não ter visto o penalty sobre o Kardec, descobriu uma falta não assinalada sobre o Fábio Júnior, à entrada da área do Benfica, num lance onde o árbitro marcou, bem, fora-de-jogo ao ataque da Naval...!!!
Resumindo, voltamos a ser prejudicados, mas sem influência no resultado.



Como já referi não tenho tido paciência para ver os jogos dos nossos adversários, mas desta vez após o jogo do Benfica, fui jantar, e lá estava a televisão a transmitir o jogo dos Corruptos (sem som). A primeira imagem que vejo, é um jogador do Portimonense, de nome Soares a levar um amarelo, isto aos 5 minutos!!! Logo de seguida duas entradas duríssimas do Álvaro Pereira, e uma do Varela (todas para amarelo 'alaranjado'), e os cartões ficaram no bolso. Assim é fácil jogar, se os jogadores do Benfica jogassem assim, a Naval não tinha rematado à baliza uma única vez!!! Era só ir placando impunemente os adversários!!! O Guarin ficou com inveja, e ainda molhou a 'sopa'!!! Já estava no carro a caminho de casa, e o locutor da rádio lá disse: Álvaro Pereira leva amarelo!!! Fiquei estupefacto, foram precisas 3 faltas para amarelo ('alaranjado') para um jogador Corrupto, levar um amarelo. Aliás no rádio foram audíveis os assobios dos capangas aquando da mostragem do cartão, que injustiça...!!!
Para memoria futura, deixo ainda mais um momento 'Twilight Zone' na Xic: Numa falta bem marcada contra os Corruptos, após uma bofetada do Fucile ao Ivanildo, colocaram em dúvida, se o Fucile foi rasteirado!!! Bem, pelo menos não afirmaram que o Ivanildo fez falta porque meteu a cara onde não devia...!!!
Este jogo ainda teve uma verdadeira raridade, um penalty bem marcado (desta vez) a favor dos Corruptos...!!!



Em Coimbra, tivemos um festival de apito, tão do agrado da equipa de 'mergulho' dos Lagartos!!! Não houve erros graves, o penalty existe (apesar do mergulho), mas comparando com os penalty's que ficaram por marcar na Luz, no jogo da Académica, ficamos a perceber a indignação do Jorge Costa!!! Curiosamente na jogada do segundo golo Lagarto, existem dois momentos de dúvida: primeiro uma bola no braço do Evaldo (na área Lagarta), na minha opinião não foi intencional, e depois um suposto empurrão do Postiga ao defesa da Académica. Depois das repetições parece-me que as decisões foram as correctas, mas num jogo onde se marcou 'tudo e mais alguma coisa', nestes lances o árbitro deixou passar, 'sorte' para as Osgas...!!!



O jogo mais polémico da jornada foi jogado em Guimarães. Tenho que admitir a minha enorme satisfação, ao ver e ouvir, o Choramingas, e o Pedreiro Corrupto (candidato a Papa!!!) a queixarem-se da arbitragem, mesmo depois de marcarem um golo em fora-de-jogo!!!
Ainda mais irónico, é que o fora-de-jogo do Alan, é praticamente igual, ao fora-de-jogo não assinalado ao David Luíz, no ainda mais famoso jogo da 'Playstation'!!! O tal que resultou numa enorme 'choradeira'!!!
Ficaram ainda dois penalty's por marcar, um do Rodriguez sobre o Edson, e outro do João Paulo sobre o Matheus (completamente desnecessário diga-se)...
No primeiro golo do Guimarães o fora-de-jogo é posicional.
O Alan foi bem expulso, teve algum 'azar', porque se o braço tivesse ido ao tronco do adversário teria sido uma jogada normal, mas os jogadores estão mal habituados, e às vezes as coisas 'correm' mal !!! Ainda vi uma cotovelada do Salino, mas não houve muitas repetições desse lance...
Uma nota para o ambiente: Os maus exemplos copiam-se rapidamente, e com a impunidade 'obrigatória' que é concedida aos comportamentos criminosos aos Corruptos, será difícil o CD da Liga tomar uma posição de força sobre as 'bolas de golfe', telemóveis, isqueiros, e afins. Suspeito que a primeira condenação a 'sério' a um Clube, seja dirigida ao Benfica!!! É só uma suspeita...!!!
Concluindo, erros para os dois lados, sem influência no resultado...




Anexos:


Benfica


1ª-Académica, Prejudicados, Com 3 pontos
2ª-Nacional, Prejudicados, Com 3 pontos
3ª-Setúbal, Prejudicados, Sem influência no resultado
4ª-Guimarães, Prejudicados, Com 3 pontos
5ª-Sporting, Nada a assinalar
6ª-Marítimo, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
7ª-Braga. Nada a assinalar
8ª-Portimonense, Prejudicados, Sem influência no resultado
9ª-Paços Ferreira, Beneficiados, Sem influência no resultado
10ª-Corruptos, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
11ª-Naval, Prejudicados, Sem influência no resultado

Corruptos

1ª-Naval, Beneficiados, Com 3 pontos
2ª-Beira-Mar, Beneficiados, Impossível de contabilizar no resultado
3ª-Rio Ave. Beneficiados, Com 2 pontos
4ª-Braga, Beneficiados, Com 2 pontos
5ª-Nacional, Beneficiados, Impossível de contabilizar no resultado
6ª-Olhanense, Nada a assinalar
7ª-Guimarães, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
8ª-Leiria, Prejudicados, Sem influência no resultado
9ª-Académica, Nada a assinalar
10ª-Benfica, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
11ª-Portimonense, Nada a assinalar



Braga

1ª-Portimonense, Nada a assinalar
2ª-Setúbal, Nada a assinalar
3ª-Marítimo, Beneficiados, Com 2 pontos
4ª-Corruptos, Prejudicados, Com 1 ponto
5ª-Paços de Ferreira, Nada a assinalar
6ª-Naval, Nada a assinalar
7ª-Benfica, Nada a assinalar
8ª-Olhanense, Beneficiados, Sem influência no resultado
9ª-Rio Ave, Nada a assinalar
10ª-Beira-Mar, Prejudicados, Com 2 pontos
11ª-Guimarães, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado



Sporting

1ª-Paços de Ferreira, Nada a assinalar
2ª-Marítimo, Nada a assinalar
3ª-Naval, Beneficiados, Com 2 pontos
4ª-Olhanense, Beneficiados, Com 1 ponto
5ª-Benfica, Nada a assinalar
6ª-Nacional, Nada a assinalar
7ª-Beira-mar, Nada a assinalar
8ª-Rio Ave, Nada a assinalar
9ª-Leiria, Prejudicados, Sem influência no resultado
10ª-Guimarães, Beneficiados, Sem influência no resultado
11ª-Académica, Nada a assinalar

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Lama negra sobre o azul

"Não faltarão agora aqueles que, de costume, após uma derrota realmente difícil de engolir, sobretudo quando sentimos de certa forma nascida de estranhos erros próprios, vêm exigir cabeças para o cadafalso.
Nada de mais injusto. Nada de mais disparatado.
Se é certo que é nos próprios desaires - e às vezes, nos mais dilatados e mais inconvenientes - que devemos procurar as alavancas dos maiores triunfos futuros, 'a quente' jamais sabemos usar do discernimento suficiente para avaliar as razões e causas, e ainda menos, as terríveis consequências de uma derrota pesada.
Diria, aliás, como recomendava o prudente Wellington - grande general britânico de todas as guerras da primeira metade do séc- XIX - que o mais adequado é que a serena avaliação acerca do real estado das nossas capacidades perante um adversário, seja oportunamente feita, com prudência, sensatez e frieza, antes do confronto se realizar. E não depois. Ou durante.
Mas o que não é aceitável, muito menos no que se refere directamente aos verdadeiros generais em expedição, é que, por causa de uma batalha perdida no terreno (mesmo que por muitos...), logo o povo ponha em causa a capacidade de raciocínio ou o próprio espírito competitivo dos cabos de guerra. Sobretudo quando não há terceiros a influir nas decisões.
Os historiadores que se referem às estrondosas vitórias de Arthur Wellesley, o 1º. Duque de Wellington (ou às suas sucessivas derrotas políticas como tory, nos gabinetes de Londres), não tiveram que recensear ao tempo, quaisquer árbitros ou juízes, desses que, em Portugal e no futebol dos nossos dias, vivendo às custas dos seus artistas, tantas vezes ditam inapelavelmente as leis das vitórias e das derrotas, segundo as ordens de patrões inatingíveis e impunes...
E a verdade é que quando, no contexto da luta (em que ainda somos nós os Campeões) chegámos a esta última batalha que viemos a perder com estupor, já estes 'rapazes de preto' tinham cumprido há muito os serviços sujos que o nosso adversário lhes encomendara: apesar dos números inusitados do domingo passado, a lama negra manchará indelevelmente, para sempre, o azul deste campeonato de 2010/11.
Não o podemos perder de vista. E não seja o melindre por que passamos momentaneamente, que degenere em qualquer desespero, tipo 'noites de cristal'. Em vez de fragilizarmos os nossos, saibamos não esquecer que a maior vergonha, afinal, é a da cabazada que surdamente já se desenhara com a deferência da justiça e da política, muito antes dos jogos e fora de qualquer campo de torneio."

José Nuno Martins, in O Benfica

A noite de Gaitán

"Esta semana muitas pessoas me perguntaram se tinha deixado de gostar do mister, dado o fim do namoro que aqui ditei no rescaldo do Dragão. Gosto muito do mister, e acho muito bem que Luís Filipe Vieira afirme que JJ “não está a prazo”. Para mim, apesar da emotividade com que vivo o meu Glorioso, ninguém passa de bestial a besta assim. E vice-versa. Mas o mister errou.

Ontem foi uma noite de constatações. Há algumas verdades populares incontornáveis e uma delas é que em equipa vencedora não se mexe. Sem capitão mas com quase toda a gente no lugar, vencemos a Naval por 4-0. Não sem esforço de Roberto que, mais de 600 minutos depois, acho finalmente bestial. Mas o ponto de interrogação foi-me perseguindo partida afora. Saviola fez o que só ele sabe e na 5.ª assistência para golo serviu Kardec aos 10’: mister, por que raio ficou El Conejito no banco, há uma semana? 5’ depois Gaitán assiste Aimar, e lá vem a interrogação: mister, por que é que no Porto o Gaitán só entrou após o intervalo? E a questão ganhou força aos 47’ e aos 62’, com dois belos golos do argentino.

A Naval nunca se resignou, mas se no Dragão metemos água ontem nem a vencer por 3 pusemos água no jogo. O nosso meio-campo recuado ressentiu-se da falta de Javi e mostrou pouca consistência, e o contra-ataque trouxe-nos perigo. Airton não ocupa espaço, não trava ou recupera como Javi. Confirmaram-se as parcas competências de Sidnei e David Luiz ainda está de cabeça perdida. Mas, como dizia o meu amigo António Machado, velha glória do Benfica de Castelo Branco, a noite era de Gaitán. Provou-se que o flanco esquerdo, com a dupla

Coentrão/Gaitán, faz bonito e não vale a pena inventar. Nuno Gomes entrou, marcou e chorou. Aos 89’ chorei com o 21. A noite acabou em festa grande. Até Aveiro."


Marta Rebelo, in Record

PS: Aqui está o post numero 1000 d'O Indefectível !!!

SOS

"Era um daqueles jogos que só poderiam roçar a perfeição. Sabia-se que o FC Porto estava forte, consistente, empolgado. Sabia-se que o Benfica, em franca desvantagem pontual, teria que se aproximar do líder ou, no mínimo, não permitir que se acentuasse a diferença. Exigia-se um Benfica no limite da competência, do esforço, da ambição.
O jogo até nem começou mal, pautado pelo equilíbrio. Só que um quarto de hora bastou para que o adversário sentenciasse o despique.
Sorte? Sorte, também.
Que dizer a três oportunidades e outros tantos golos?
Ainda assim, surpreendentes e fatais fragilidades defensivas do conjunto 'encarnado', hipotecando a discussão da partida.
Depois, conta pouco.
Do ponto de vista emocional, o Benfica como que se entregou à desventura, nem valerá a pena protestar um penálti falso ou o desigual critério disciplinar do árbitro, que as contas, essas, já estavam há muitos encerradas.
E agora?
Agora é que se vai perceber o peso real do benfiquismo, o valor efectivo dos adeptos. Não pode haver renúncia no mês de Novembro, quando a temporada termina em Junho.
SOS vermelho?
Para levar a sério, para cumprir sem indecisões."

João Malheiro, in O Benfica

Culpa própria

"Sou benfiquista para o melhor e para o pior, para as alegrias e para as tristezas. E, portanto, foi como benfiquista - habituado a ganhar mas que também aprendi a perder - que me entristeceu a pesada derrota no Porto porque, desta vez, merecemos perder. Não foram os erros do árbitro - que os houve - nem a brutalidade ou faltas arrancadas a ferros pelo adversário - que foram muitas e algumas decisivas - que justificaram a pesada derrota de domingo passado. O Benfica perdeu por culpa própria- Há que dizê-lo, pois de nada serve enterrar a cabeça na areia. E a única maneira do Benfica ser forte é reconhecer as suas fraquezas, aprender com os erros, emendar a mão quando falha.
Uma derrota no Porto não é nada que afaste o Benfica dos seus objectivos, como se viu no ano passado. Mas o Benfica saiu do campo com uma equipa condicionada por castigos para as próximas jornadas. Ou seja, o Benfica poderá ter perdido mais do que um simples jogo num desafio em que entrou mal e - depois de um período de algum equilíbrio - saiu ainda pior.
Apesar de considerar que desta vez o árbitro não teve influência no resultado, há uma atitude de Pedro Proença que não pode passar sem referência. Falo da benevolência e até dos sorrisinhos, que as câmaras de TV registaram, com que o árbitro tomou conhecimento da saraivada de bolas de golfe que atingiu a zona da baliza - e algumas o guarda-redes Roberto - antes do início da segunda parte. E aqui estarei para ver o que acontece, face à apreciação do árbitro e do delegado da Liga, ao estádio do clube onde agressões desse tipo a uma equipa adversária se sucedem impunemente.
Quando ao Benfica, a mais urgente e necessária vitória será longe da nossa vista, no balneário."
João Paulo Guerra, in O Benfica

A 'guerra' está por vencer

"Depois de um fim-de-semana aziago será necessário um momento de reflexão e bom senso entre as hostes benfiquistas. De facto, o jogo do Dragão não nos correu bem. Perdemos, porque naquele jogo o adversário foi superior e porque teve uma margem de aproveitamento muito grande, o que nos custou um resultado negativo e profundamente doloroso. Quero antes de mais deixar um reparo. Fui dos primeiros, entre amigos que comigo assistiam à partida, a partilhar e a aceitar o 'onze' de Jorge Jesus para a partida. Seria fácil estar aqui a crucificar - depois do jogo terminar - A ou B pelas opções. Não o quero fazer porque não sou ingrato a quem me deu já tanta alegria. Para mim, fazia sentido colocar o nosso melhor defesa a 'tapar' as investidas de Hulk, avançando Coentrão para o meio. Com esta opção o Benfica podia ganhar maior elasticidade no ataque e Coentrão ficaria mais vezes perto da baliza adversária. Por outro lado, a inclusão de Carlos Martins ao lado de Javi Garcia com Aimar mais avançado era outra opção com sentido. O Benfica preenchia com três unidades (que sabem circular bem a bola) uma zona nevrálgica do terreno e equilibrava aquele sector que via no lado oposto Moutinho, Belluschi e Guarin a alimentar o jogo ofensivo adversário. A inclusão de Salvio, no lado direito, compreende-se pelo factor surpresa e, acima de tudo, pela exibição positiva que tinha registado uns dias antes frente ao Lyon. Mas a equipa não se conseguiu soltar, raramente criou oportunidades e nunca agarrou o domínio da partida.
Teremos de levantar a cabeça e continuar a lutar pelos objectivos, nunca deitando a toalha ao chão. A história gloriosa deste Clube fez-se, também, nos momentos de adversidade, e a sua imensa massa adepta sempre soube reagir. Quando perdemos por 7-1 em Alvalade demos a volta por cima a acabámos campeões. O Campeonato, à 10ª- jornada, apesar de difícil, está longe de estar entregue e temos de continuar a acreditar. Ao contrário de outros que se 'pelam' por um resultado negativo para sair da toca e criticar tudo e todos, eu prefiro dar a cara, assumir os erros que foram cometidos, e partir para uma nova batalha de cabeça bem erguida e a pensar que a guerra está ainda por vencer.
Nota final: Profundamente lamentáveis as declarações do presidente da Assembleia Geral do Sporting, Rogério Alves, na segunda feira ao almoço à Rádio Renascença sobre o resultado do 'clássico' de domingo, mostrando uma atitude de gozo e brejeirice no discurso, pouco consentâneo com as responsabilidades do cargo que ocupa. Chegou ao ponto lastimável de apelidar o nosso clube de fanfarrão. Esqueceu-se porém de um pormenor. Faltava ao Sporting jogar e vencer o V. Guimarães. Lá diz o ditado que quem ri por último, costuma rir melhor."
Luís Lemos, in O Benfica

Tiro ao Roberto

"From: Domingos Amaral

To: Comissão de Disciplina da Liga

Caros Comissários de Disciplina,

Pelos vistos, os senhores nunca pegaram numa bola de golfe, mas eu explico-lhes o que é uma bola de golfe: um objeto pesado e duro, que atirado a alta velocidade e a uma curta distância, se pode tornar numa arma mortífera. Pelos vistos, os senhores nunca levaram com uma nas costas, ou na cabeça, e portanto não acham isso muito grave. Contudo, o que se passou no passado domingo no estádio do Freixo foi um ato gravíssimo de violência, um atentado ao desporto.

Não viram? Eu conto: a claque dos Super Dragões, um bando de energúmenos e cobardes, atirou uma saraivada de bolas de golfe na direção do guarda-redes do Benfica. Esses perigosos projéteis não só perturbaram o Roberto, como o atingiram nas costas, tendo o jogo sido interrompido e ele assistido. A sua integridade física foi posta em causa, e só por acaso os danos não foram mais graves. Caso os senhores não saibam, se uma das bolas lhe tem acertado na cabeça, o guarda-redes do Benfica poderia estar hoje ferido gravemente, incapacitado para a sua profissão, ou até pior. Mas, é óbvio que para os senhores nada disto é grave e não merece mais que uma mísera multa.

Noutro país, o estádio do Freixo ficaria interdito uns jogos, mas os senhores voltaram a ser um órgão manso, cobarde, e nas mãos do FC Porto. E é graças a pessoas como vocês que a onda de violência azul e branco não vai parar.

PS: Srs. Miguel Sousa Tavares e Rui Moreira, têm coragem para se colocarem a 20 metros de mim, para eu vos atirar bolas de golfe? Pois, bem me parecia..."

Domingos Amaral, in Record

A extraordinária história da sobrevivência dos Prosegur's !!!

RAP final

Grande Ricardo !!!

domingo, 14 de novembro de 2010

Enganador




Vitória preciosa, com 5 titulares ausentes, com uma entrada nervosa que o golo do Kardec ajudou a amenizar. Mostrando bastantes fragilidades a defender (principalmente no meio-campo, e a culpa não foi do Airton), mas para compensar uma excelente produção ofensiva, desta vez com alguma eficácia (os golos apareceram nos momentos certos), isto apesar de muitas oportunidades falhadas. Se a Naval fosse mais eficaz, podíamos ter tido uma noite muito complicada, até porque o Frutado de serviço fez tudo para inclinar a balança contra o Benfica, com uma dualidade de critérios absurda, mas esperada...

Excelente jogo do Aimar, Salvio, Gaitán, Roberto, e do Airton. Boa entrada do Jara. Saviola continua fora de forma. Coentrão não sabe jogar mal, Amorim a ganhar ritmo, Sidnei com um inicio horrível mas com o tempo melhorou. O Kardec continua evoluir, parece mais entrosado com as movimentações da equipa...
Obrigado Nuno, por mais um momento de felecidade...

Os assobios aquando da entrada do Peixoto foram vergonhosos, não sou um fã do jogador, mas em alguns jogos tem sido muito útil, não merece este tratamento.
Estamos em crise, mas continuo a pensar que as assistências na Catedral deixam muito a desejar. Eu não gosto da frase: 'somos o maior clube do mundo'!!! É uma opinião pessoal, mesmo no dia em que chegarmos aos 300 000 sócios, prefiro que sejam feitos apelos à humildade. Agora com médias de 30 000 nos jogos em casa, não podemos continuar a apregoar grandeza.

Impossível ganhar




Não vamos ser campeões. É impossível. Aquilo que se passou hoje, não é muito diferente, do que se tem passado em quase todas as jornadas. O Benfica raramente joga em superioridade numérica, os jogadores do Benfica são excluídos repetidamente jogo após jogo. O nosso Pivot é 'carne para canhão', vale tudo, e quando marcam falta, normalmente é ofensiva!!!


Se no futebol pode-se discutir a importância do Benfica no 'negócio', nas modalidades não há dúvidas, sem o Benfica os Campeonatos 'acabam'.

Como defendo para o Hóquei (bastante tempo), o Benfica deve fazer todos os esforços para poder participar nos Campeonatos Espanhóis, em Andebol, no Hóquei, em Futsal, no Volei, e até no Basket (mesmo na segunda divisão), a falta de vergonha é geral, não acredito em milagres.

Hoje chegámos a jogar com 3 jogadores de campo, e o guarda-redes!!! Voltamos a ter 10 exclusões contra 7 do adversário, sendo que os Osgas foram quase sempre excluídos em simultâneo com os Benfiquistas, jogando o Benfica praticamente durante todo o jogo em inferioridade numérica...

Rectificar o desaire da primeira volta