Últimas indefectivações

sábado, 30 de dezembro de 2017

As reclamações junto dos árbitros

"1. Mas, afinal, o que é que um Jogador ou um Dirigente pode dizer quando quiser reclamar com os Árbitros?
Leiam-se exemplos do que tem vindo a ser decidido, a diferentes níveis, sobre esta matéria: em 2008, em Coimbra, no Tribunal da Relação, faz-se notar que "o direito à crítica sofre limitações estruturais e de apresentação, nomeadamente: a manifestação de opinião expressa há de estar imbuída de uma verdade objectiva dos factos, bem como o modo como é veiculada a opinião ou crítica há de ser conduzido com correcção de linguagem". Há muitas mais ilustrações desta lógica, mas, face à limitação de espaço, centremo-nos dentro do universo desportivo, federativo e futebolístico. Em Março de 2016, no Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol decidia-se que um jogador dizer "isto é vergonhoso, esta partida foi vergonhosa", dirigindo-se à equipa de arbitragem, não é algo indigno para com a mesma, não sendo crítica directa a essas pessoas, nem lesam o seu direito à reputação, não se traduzindo num ataque pessoal. Em Novembro de 2016, em sede similar, escreveu-se que é limite à liberdade de expressão que um dirigente desportivo queira dirigir expressões depreciativas e injuriosas que violem a dignidade e honra profissional do agente de arbitragem, pois afronta valores tutelados pelo Direito Disciplinar Desportivo. Em causa estava a seguinte afirmação : "Estragaste o jogo todo, andaste a brincar connosco. Andamos a treinar para isto."

2. E os Regulamentos que possam atribuir direitos aos Clubes ou lhes provocar Sanções ou Punições? 
Quem se quiser informar melhor sobre o porquê de as coisas estarem a ser como são, leia alguns artigos em especial e compare. Na Liga de Futebol Profissional, desde o Artigo 35.º do Regulamento de Competições (Medidas preventivas para evitar manifestações de violência e incentivo ao fair play), ao Artigo 14.º do Regulamento de Arbitragem (Exposição sobre arbitragem incorrecta), até ao Regulamento Disciplinar…"

Denúncia anónima desmentida pelos próprios factos

"A propósito da notícia sobre uma eventual investigação da Polícia Judiciária com base numa denúncia anónima sobre o jogo Rio Ave-SL Benfica da época 2015/16, o Sport Lisboa e Benfica esclarece:
1) o Sport Lisboa e Benfica desconhece totalmente a existência deste processo;
2) nega qualquer envolvimento do clube nesta situação e garante que todos os responsáveis pela promoção e divulgação desta calúnia serão responsabilizados criminalmente;
3) basta uma investigação mais cuidada para se provar a falsidade desta denúncia tendo em conta que, dos quatro jogadores invocados, um encontrava-se em Espanha, outro não foi convocado (estava castigado por acumulação de cartões amarelos) e os outros dois foram curiosamente apontados pela generalidade da crítica como dos melhores em campo por parte do Rio Ave;
4) esta notícia insere-se numa vasta campanha que foi montada de forma a levantar suspeitas, denegrir a imagem do Sport Lisboa e Benfica e o mérito das suas vitórias desportivas, de uma forma até um pouco tosca, em que os próprios factos e envolvidos são criados mesmo que nem estivessem a jogar nos clubes adversários e essas histórias antecipadas nas redes sociais associadas a clubes rivais, provando a origem destas denúncias anónimas;
5) o Sport Lisboa e Benfica espera que as autoridades e a justiça desenvolvam o seu trabalho para o rápido e cabal esclarecimento de mais esta manipulação;
6) podem estar certos que, uma a uma, todas estas situações terão uma forte resposta por parte do Sport Lisboa e Benfica, que irá até às últimas consequências para desmontar toda esta campanha de cabalas e responsabilizar os seus autores."

Benfiquismo (DCCII)

Campeões Ibéricos!!!

Uma Semana do Melhor... Final de Ano!

Ano novo, vida velha

"Aparentemente, não há como contrariar a tendência autodestrutiva do futebol nacional.

Amanhã é o último dia do ano. Este facto parece ser o único indiscutível no que diz respeito aos sucessos e aos insucessos do futebol português neste tão peculiar ano de 2017. E foram, na realidade, tão peculiares e controversas as ocorrências dentro e fora das quatro linhas dos relvados em 2017 que só muito dificilmente o ano novo se poderá apresentar fresco, esperançoso e de cara lavada aos amantes do jogo.
Ano novo, vida velha, é o que promete 2018 e não há, aparentemente, como contrariar a tendência autodestrutiva daquilo a que alguns chamam a indústria do futebol.
Os últimos dias do ano não quiseram fugir à regra que se impôs na agenda de 2017 e trouxeram novas ameaças de escândalos e de proporções alarmantes. A suspeita de resultados combinados em jogos da Liga que estará a ser investigada pelo Ministério Público antecipa a configuração do mais terrível crime a que o futebol está sujeito.
Podemos duvidar de quase tudo o que mexe no futebol – de árbitros, de dirigentes, de jornalistas e até da própria bola… - e continuar a gostar do jogo e a acreditar no jogo. Mas como poderemos continuar a amar o mesmo jogo se, pelas vias oficiosas e oficiais, nos sugerem que há jogadores – os artistas! – facilmente corrompidos para "facilitar" resultados que rendam maiores dividendos no mundo tenebroso das apostas? E não é isto muito mais grave do que saber-se, como se soube, que o Zivkovic ganha mais do que o Pizzi?
A exposição pública dos valores dos ordenados dos jogadores do Benfica lança, indiscutivelmente, o capitoso tema da relação qualidade/preço no plantel da equipa campeã nacional mas de ilícito propriamente dito só terá o modo como essa informação classificada foi roubada e disponibilizada ao mundo na internet.
Não há, portanto, grandes motivos para acreditar que 2018 será muito diferente do ano que vai agora terminar no que respeita a surpreendentes intervenções policiais – como foi a visita da PJ ao Estádio da Luz na sequência do caso dos emails – e a surpreendentes apelos à legalidade tal como os ocorridos sempre que o presidente do FC Porto vem a público defender a "verdade desportiva" que tanto ama há mais de três décadas.
Veremos o que o ano novo nos traz. Tratando-se de futebol diga-se, já agora, que o grande triunfador de 2017 foi o Sporting. Ganhou 4 campeonatos das primeiras décadas do século passado. O outro vencedor foi o Moreirense porque ganhou a Taça da Liga sem que tivessem surgido suspeitas sobre a competição. Nas outras competições todas, o Benfica foi o vencedor. Mas não valeu. E nada valerá porque até ao último email está tramado o campeão nacional.

Aventuras de um milionário em Espanha
Quem não tem dinheiro não pode ser descarado à vontade
As autoridades fiscais espanholas prosseguem a sua saga contra Cristiano Ronaldo e a nós, portugueses, só nos resta escolher um destes dois campos: ou se concorda com a posição da Unidade Central de Coordenação do Tesouro dos nossos vizinhos que entende que o nosso compatriota devia estar preso porque tem andado a fugir ao fisco ou, com outro tipo de preocupações não-sociais, se concorda alegremente que tudo isto é uma perseguição dos malditos castelhanos a um portuguesinho que, por sinal, é multimilionário.
E, de facto, é. Como toda a gente acaba por descobrir um dia não é o dinheiro garantia de felicidade. Mas é garantia de grande despreocupação com estas minudências fiscais. "Estou preso a estes bebés lindos", respondeu o jogador português às autoridades espanholas exibindo uma fotografia com os seus três filhos mais novos.
Quem não tem dinheiro a rodos não se pode dar ao luxo de ter este descaramento magnífico, é a conclusão. E agora, ‘nuestros hermanos’?"

Em fúria

"A eliminação da equipa de futebol do Benfica na Taça da Liga foi a expressão de um ano que está a ser, a vários títulos, desastroso.

A eliminação da equipa de futebol do Benfica da Taça da Liga foi a expressão de um ano que está a ser, a vários títulos, desastroso.
Não podemos fechar os olhos ao que é evidente: o treinador Rui Vitória tem responsabilidade nos sucessivos resultados negativos da equipa, como, aliás, se constatou com as substituições efectuadas no jogo frente ao Portimonense.
A sua continuidade será, por isso, avaliada por Luís Filipe Vieira no final da época. Mas, no entretanto, há todo um campeonato para disputar.
Onde estamos apenas a três pontos da liderança e com menos dois pontos do que na época passada, a mesma onde foi conquistado o tetra. De que precisamos? É simples: de deixar as reflexões estratégicas para maio. 
gora é tempo de salvar a dignidade do Benfica. E libertar toda a fúria da águia já para o dérbi da próxima quarta-feira, no Estádio da Luz."

Vermelhão: adeus à Taça CTT

Setúbal 2 - 2 Benfica


Acabou! Jogo para cumprir calendário, com o Benfica a apresentar uma equipa totalmente diferente do habitual (o adversário jogou com a equipa titular)... na Quarta só um dos Centrais de hoje será titular (devido à lesão do Luisão), de resto só alternativas... que mesmo assim, tinham a obrigação de jogar melhor!
Estes jogos são sempre ingratos, por um lado exige-se que os jogadores provem que merecem a titularidade, mas depois não existem rotinas...
Para piorar as coisas, voltámos a mostrar fragilidades nas 'bolas paradas'! Com o Portimonense sofremos os dois golos de 'bola parada' no jogo aéreo, e hoje, repetimos a dose!!! Num jogo, onde até entrámos melhor...!!! O Setúbal fez o 'jogo' do costume, à espera do erro do Benfica, jogando em contra-ataque... criou algum perigo nalgumas bolas perdidas estupidamente pelos nossos jogadores, mas foi sempre o Benfica a criar mais perigo... mas os remates raramente acertavam na baliza...
Preocupante também a forma como reagimos mal ao primeiro golo... nos últimos 15 minutos da 1.ª parte, quase não tivemos a 'bola'!!!
No segundo tempo, lá conseguimos marcar... e empatar novamente um jogo da Taça da Liga: o terceiro em três jogos!!!
O Seferovic voltou a marcar... o Zivkovic foi o jogador que mais oportunidades criou... o Joãozinho criou uma assistência maravilhosa!

Liderança reforçada...

Benfica 81 - 66 Oliveirense
20-19, 17-8, 22-21, 22-18

Vitória importante, depois do desaire em Guimarães, voltando a 'abrir' uma vantagem de duas 'derrotas' para o 2.º classificado: esta Oliveirense!
Não foi um jogo espectacular, mas conseguimos ser eficientes, nos momentos certos... e até conseguimos terminar o jogo, sem problemas cardíacos!!!

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Alvorada... do Pragal

Final de ano de acusações e suspeitas

"A PJ está a averiguar e isso é muito bom para o futebol. Que se castigue quem prevarica e absolva quem nada tem a ver com as aldrabices.

Final de Ano desportivo pontuado, por acusações, suspeitas e dúvidas sobre o futebol e o desporto. Desta vez foi o Feirense - Rio Ave, da última época que já havia sido falado pelo inusitado número de apostas que gerou.
A Polícia Judiciária está a averiguar e isso é muito bom para o futebol. Que se investigue, castigue quem prevarica e absolva quem nada tem a ver com as aldrabices.
Nada pior no desporto, na política ou na vida, que aquela indiferença de são todos iguais.
Não é verdade, não pode ser verdade, é bom que não seja verdade, e quem cumpre não pode ser confundido com quem aldraba.
Jogos com resultados combinados, realidade que se conhecia de outras paragens (mafiosas), é a negação do desporto, e é, a curto prazo a morte da paixão pelo mesmo.
Numa altura em que as desgraças parecem não parar até Chris Froome, o último herói de uma modalidade mergulhada no descrédito, parece também já ser vilão e não campeão.
Depois de Lance Armstrong o que poderia ser pior?
Só falta mesmo Federer ou Nadal, Messi ou Ronaldo, Parker ou Kevin Durant para deixarmos de ver, de acreditar e de gostar.
Na ânsia do negócio e das suas vigarices, acabam a matar a paixão. Na Rússia de Putin e do Mundial não param as demissões, acusações e descobertas de um gigantesco circo de aldrabice desportiva com base no doping.
Esta última semana de 2017 faz com que tenhamos mesmo necessidade que venha algo de novo e de melhor, que seja 2018.
Para quem gosta muito de desporto, nesta fase, quase bastava saber que o jogo que vê, de futebol ou de hóquei, a prova que assiste, de ciclismo ou de atletismo, não é uma mentira.
Que os heróis são mesmo os melhores, que a excelência faz a diferença, e que não somos cúmplices de uma fraude sem tamanho.
Que tal um grande Benfica - Sporting no próximo dia 3? O derby dos derbies, apenas jogado dentro de campo, de forma intensa e leal. Numa altura em que resta ao Benfica o Campeonato Nacional, notícias que já não estávamos habituados há várias épocas, o doping era um grande Benfica e a aposta era um grande jogo.
Isso sim era um grande início de 2018."

Sílvio Cervan, in A Bola

Pântano no futebol

"O grande problema vai-se colocar à própria Justiça

Uma coisa parece cada vez mais evidente: os processos relacionados com o futebol vão inundar o Ministério Público e a PJ.
Do famoso caso dos emails, comissões ilegais, às piratarias informáticas, à corrupção e ao tráfico de influências, sem esquecer as bagatelas de difamação, vai parar tudo às instâncias judiciais. O futebol sempre foi um pântano mas a verdade é que, nos últimos anos, as forças em guerra evoluíram para um plano superior de organização.
Contrataram piratas informáticos e passaram a usar a Justiça como arma de arremesso. Uma cópia da velha litigância entre políticos, onde abundam os grandes especialistas de bullying jurídico contra tudo e todos, de jornalistas a adversários partidários.
O grande problema, de resto, não se coloca a quem se queixa, a quem promove a pirataria informática e o crime em geral.
O grande problema vai colocar-se à própria Justiça que, pela dificuldade de produzir prova, pelo insuficiente enquadramento penal de alguns dos comportamentos visados, pelo pacto de silêncio reinante em áreas financeiras e outras do mundo do futebol, não vai chegar a lado nenhum. E só serviu para alimentar a fogueira de mais uma época."

Benfiquismo (DCCI)

Não correu muito bem...!!!

Aquecimento... regresso

As boas notícias de 2017, que pedem continuidade já no próximo ano

"A reafirmação do treinador português, as boas ideias na Liga e um craque em grande momento, que não Messi ou Ronaldo.

2017 foi mais um ano, não o primeiro e certamente não o último, de afirmação do treinador português como um dos mais bem preparados no contexto europeu. Se Leonardo Jardim foi o expoente máximo dessa ideia, com resultados bem acima dos esperados, não só em França mas também na Liga dos Campeões, há que destacar ainda os feitos de Paulo Fonseca no renascimento do Shakhtar, de Marco Silva num Watford de escassa matéria-prima e com um excelente arranque na nova temporada, e do próprio Nuno Espírito Santo, a reagir muito bem à saída do Dragão e a tornar o Wolverhampton o grande candidato à subida.
Se a isto somarmos a fome que José Mourinho mantém por títulos, com uma Taça da Liga e a Liga Europa conquistadas, e até a boa impressão que Carlos Carvalhal deixou no Championship ao ponto de lhe ser entregue a missão espinhosa de salvar o Swansea da descida, temos ainda mais provas de que o técnico português está bem e recomenda-se, e particularmente na maior liga do mundo.
(Faço aqui um parentêsis sobre Mourinho. O Manchester United atravessa um período de maior instabilidade, mas tem tudo para terminar como segunda melhor equipa atrás do rival City. Se isso acontecer em maio confirmar-se-iam os sintomas de recuperação, já que nas últimas temporadas foi apenas 7º, 4º, 5º e 6º classificado. O que se aponta aos Red Devils é uma mais fraca qualidade de jogo, e um plantel ainda desequilibrado, com o português a não conseguir apagar da cabeça das pessoas os 105 milhões pagos por Pogba, que está longe de ter adquirido influência desse volume na equipa. Mou também não tem ajudado nos encontros com a imprensa. Critica os jogadores quando corre mal, algo raro no início da carreira, ou os árbitros, e agora acusa o City e Guardiola de um orçamento bem maior. É verdade, perde por cerca de 113 milhões – 463M vs 350M em duas épocas –, mas também gastou pior e joga bem pior, em contraste com uma ideia clara de jogo e de domínio territorial sobre os adversários.)
Portugal vai estar em nova fase final, e a defender o estatuto de campeão europeu. Conseguiu-o na última jornada, depois de um arranque em falso na Suíça, mas foi a tempo de confirmar ser a melhor equipa do grupo e candidato a um lugar de destaque na Rússia. A Selecção partirá para Mundial com expectativas justificadas, face à qualidade que foi angariando e consolidando nos últimos anos, e depois de num ou outro momento da qualificação ter provado que tem mais futebol do que o que tem demonstrado.
Um Cristiano Ronaldo a manter-se no topo, com Lionel Messi sempre por perto. A discussão vai continuar sobre quem é o melhor, e isso para aqui pouco interessa. Novos títulos colectivos, entre os quais mais uma Liga dos Campeões, e os maiores prémios individuais, golos atrás de golos, muitos deles decisivos, e a garantia de que o próprio está longe sequer de antecipar o fim. A Pulga salvou a Argentina no limite, Cristiano foi importante na caminhada de Portugal, e haverá também Neymar na Rússia, com um Brasil de novo candidato, reequilibrado por Tite. Não tenho dúvidas de que o Escrete partirá para o Mundial com uma confiança que não tinha há muito tempo, e com alguma da magia do passado, dada por nomes como Coutinho, Gabriel Jesus, Daniel Alves, Douglas Costa e o tal Neymar, claro.
Vinga na Liga um futebol de boas ideias, em que se enquadram pelo menos Rio Ave, Portimonense e Desp. Chaves. Boas apostas das direcções dos clubes, os treinadores Miguel Cardoso, Vítor Oliveira e Luís Castro têm orquestrado alguns dos melhores momentos do campeonato. Em Vila do Conde, a filosofia parece mais duradoura e menos circunstancial, e é bom sinal que se estenda a outras equipas da prova. Privilegiar a posse de bola e não abdicar do seu processo de jogo mesmo perante equipas com maiores argumentos não é fundamento que se esgote em si mesmo. É preciso organização, e também jogadores que possam colocar em campo essas mesmas ideias com maior facilidade. A ideia tem de ser sustentada. O Rio Ave é, por isso, o melhor exemplo, e tem-se mantido entre as melhores equipas do campeonato. Para já, as três chegam ao inverno sem grandes motivos de aflição.
Há promessas de um Sp. Braga com margem de crescimento, logo a começar pela boa prestação europeia, que se estendeu a exibições personalizadas na Luz e em Alvalade na segunda metade do ano. Há muito que os minhotos tentam aproximar-se dos grandes, mas só o conseguiram de forma esporádica no célebre ano da luta com o Benfica pelo título, com Domingos Paciência ao leme. Não será ainda muito provavelmente esta época que o conseguirão, mas com processos consolidados depois de um arranque mais trémulo, e com a perspectiva ainda de reforço de um plantel com muita qualidade, poderão estar a ser lançadas as bases para uma nova tentativa em breve. Assim, 2018 o confirme.
Se a primeira metade do ano viu o Benfica chegar com justiça a um inédito tetra, a segunda teve um FC Porto cheio de adrenalina, ainda que condicionado pelo fair-play financeiro, disposto a desafiar o status quo e até a afirmar-se como grande candidato a festejar em maio, nem que seja pelo que mais jogou no embate com os rivais. Para já, os dragões estão em todas as frentes – Liga, Liga dos Campeões, Taça de Portugal e Taça da Liga – e o mérito tem de ir todo para o novo treinador Sérgio Conceição. O Sporting mantém a ambição, e com a investida confirmada no mercado em Janeiro, faz novo all-in para 2018. O plantel tem inúmeras soluções, mantém referências e, para já, está a par dos dragões. Os encarnados já perderam tudo menos a Liga, e precisam de tempo e até de jogadores para o novo modelo, mas continuam por perto. O dérbi será muito importante para o que aí vem.
Duas super-equipas, contruídas com muito dinheiro. Se olharmos apenas para o lado desportivo – esquecendo por momentos as questões relacionados com o fair-play financeiro –, e colocando de parte a falta de equilíbrio que tal origina nos campeonatos locais, é um prazer assistir ao que Manchester City e Paris Saint-Germain são capazes de colocar em campo. No caso dos ingleses, há que somar à qualidade importada o factor-Guardiola. Se internamente já se percebem as diferenças há várias semanas, o maior desafio será agora a nível continental, com o campeão em título Real Madrid – que terá já pela frente os franceses –, Barcelona e eventualmente Bayern Munique e Juventus a terem mais rivais com que lutar pela glória na Champions.
Kevin de Bruyne. A grande figura de um Manchester City de luxo. O belga está, aos 26 anos, no melhor momento da carreira, soma golos e assistências, com a posição mais recuada em campo, como eventual número 8, a beneficiar a fantástica visão periférica de que dispõe. Ele vê tudo, disse Guardiola quando chegou, e tem razão. Dispensado do Chelsea por Mourinho foi afirmando-se no Wolfsburgo até ser recuperado pelos Citizens, ainda de Manuel Pellegrini, a troco de 75 milhões de euros. Claramente o melhor jogador da primeira metade da época, e responsável em grande parte pela produtividade de Agüero, Gabriel Jesus, Sterling e Leroy Sané. Que craque!
Nas modalidades, Miguel Oliveira em Moto2, Frederico Morais no surf, Inês Henriques na marcha, e os já catedráticos Telma Monteiro, Nélson Évora, Fernando Pimenta e Patrícia Mamona deixam também excelentes indicações para o próximo ano."

O que não mudou em 2017, e ainda vai a tempo de mudar a partir de Janeiro

"O futebol português enfrenta a falta de convergência e a necessidade de rotura.

2017 foi um ano cheio de casos, e não só por cá, e pode recapitulá-los aqui.
O que infelizmente não mudou no ano que agora termina foram os decibéis atingidos pelo ruído em torno do futebol português.
Também não se viu por parte de Liga, Federação ou, no limite, do Governo qualquer movimento que possa ser levado a sério para reduzi-lo ou até limitá-lo a um burburinho que não incomode ninguém. Continuo a achar que não basta um ou outro artigo de opinião, ou uma ou outra reunião mais ou menos secreta, depois de anos sucessivos a viver um laissez-faire de certa forma cúmplice, para voltar a colocar o futebol português nos eixos.
A Liga é impotente para colocar os clubes profissionais a remar para o mesmo lado e a defender o produto que criam e que lhes poderá dar dividendos futuros; a Federação reclama que não detém o poder, mas nos assuntos em que o detém é incapaz de ultrapassar uma velocidade tão anos-90 – com meses de audiências e testemunhos pelo meio, quando noutros países a justiça demora horas –, e também barreiras culturais que transitam desse tempo; e o Governo existe apenas numa ou outra declaração do Secretário de Estado que nunca faz eco.
O futebol português necessita de uma convergência, que demora e parece cada vez mais longe de acontecer – é a partir desse vazio que nasce este movimento G-15 sem os grandes, logo sem os grandes influenciadores de decisão e com a dúvida que essa mesma ausência acarreta –, ou da rotura. 
Não faz sentido que sejam os clubes, os principais interessados, a regulamentar competições, e ao mesmo tempo o país precisa de uma instituição – que até poderia ser a federação, mas uma federação capaz de ultrapassar processos antigos e verdadeiramente moderna em toda a sua plenitude – para fazê-lo. Uma instituição virada quase exclusivamente para o produto e servindo exclusivamente esses interesses, clarificando leis, e a aplicação das mesmas, e punindo severamente, em tempo útil, quem o tentasse denegrir.
Enquadro aqui o video-árbitro, e também uma eventual tecnologia de linha de golo, que até teria sido mais necessária que o próprio VAR, e o resto que tem sido feito, como a divulgação dos relatórios dos árbitros e outros processos em torno da clarificação da arbitragem. Mais do que atos isolados, deveriam ser parte de uma acção generalizada, com que está no parágrafo acima, e acredito que contribuiriam nesse sentido para ajudar a credibilizar o futebol em Portugal.
Quem lê o que escrevo neste espaço, sabe que nunca fui acérrimo defensor do VAR. Para mim, o problema não é nem nunca foi tecnológico, mas sim cultural e passa sempre pelo peso que atribuímos às decisões dos árbitros. O VAR não iria mudar tudo o que estava mal, nem iria ser o Santo Graal, tal como o tentaram vender. Não acabaria com o erro, anularia uns e deixaria passar outros, e mesmo o que detectasse estaria sempre dependente da interpretação humana.
Ao fim de alguns meses, a minha opinião não mudou, e penso que até contribuiu, em certos momentos, para aumentar o ruído em torno do jogo. Ou seja, uma iniciativa assente em algo tão volátil ou inexistente como a cultura desportiva do adepto luso iria sempre ter muitas dificuldades em manter-se firme e sólido. Há muito que fazer neste aspecto ou não estivesse em fase experimental, e a modernidade também passa por aí: clarificar os gestos e o recurso ao VAR, tornar públicas todas as comunicações e imagens, deixar os árbitros falar normalmente sobre os jogos e explicar decisões. 
Com o tempo, talvez nos habituemos a esse corpo estranho, desde que deixemos de pensar como o solucionador de todos os problemas do mundo, incluindo os de cada um.
Não é só em Portugal que há problemas. Desde logo, a imagem deixada pelo fair-play financeiro que persegue os menos poderosos e deixa que sejam formadas super-equipas com gastos astronómicos, como recentemente aconteceu com o Manchester City e com o PSG, com os franceses a utilizarem o empréstimo de Mbappé como escapatória às regras da UEFA. Ou será que o fair-play financeiro também é uma treta?
Também aqui há algo a fazer, e esperam-se cenas dos próximos capítulos.
2017 trouxe ainda a falta de investimento por parte do Benfica, o que certamente os dirigentes do clube não traduzem por «falta de ambição», mas que terá de ser encarado dessa forma por todos os outros, e que contribuiu para uma Liga dos Campeões humilhante. Excesso de confiança, má preparação da época, reação tardia no mercado e depois na transfiguração da equipa para um modelo mais equilibrado – de tudo isso os encarnados podem ser acusados. Bem mais de cem milhões ganhos, menos de 10 gastos, a perda de qualidade e envelhecimento gradual de algumas referências na equipa, num momento histórico do clube, a poder consolidar o seu domínio a nível nacional. Os primeiros sintomas começaram na Europa, onde se tornou o pior cabeça de série da história, passando a pior participação europeia de um clube português, e depois continuaram na Taça de Portugal e Taça da Liga, ficando com a Liga apenas pela frente.
À entrada do novo ano, o Benfica precisa de emagrecer em número mas de somar em qualidade, o que significa que o último objectivo da temporada pode estar também ele dependente de eventuais correcções no mercado. Os bons sinais do 4x3x3, que precisa ainda de equilíbrio no plantel – há solução para Krovinovic ou para Pizzi, se não for Krovinovic? –, compensarão o risco de deixar tudo como está, ou de apostar em talento incerto? Qualquer indecisão será aproveitada pelos rivais.
Os problemas financeiros do V. Setúbal não são de hoje, mas desta vez coincidiram com um impasse directivo e com o último lugar na tabela, consequência dos últimos resultados. É verdade que, num grupo com Benfica e Sp. Braga, foram os sadinos a qualificar-se para as meias-finais da Taça da Liga, mas tal não serve de grande compensação. É sinal que o grupo, apesar de jovem, tem qualidade para inverter a situação desportiva. Já a financeira parece mais difícil de solucionar. Tem a palavra o novo presidente."

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Tão perto, tão longe, tão exacto

"Cá, qualquer SL Benfica - FC Porto ou vice-versa é sempre acompanhado da fantasia regionalista e das suas patetas farsas de trazer por casa.

O Real Madrid - Barcelona
Vi o jogo Real Madrid - Barcelona. Talvez o encontro (entre rivais) mais icónico do planeta. Sempre de resultado imprevisível. Quando me sentei para o ver, devo dizer que já estava de 'barriguinha cheia', depois de ter também acompanhado pela televisão um Arsenal 3 - Liverpool 3, com quatro golos em  minutos e várias viragens do resultado.
Naquelas poucas horas, ali tão perto em Madrid, voltei a sentir o gosto pelo futebol. Puro, emocionante, imprognosticável, jogado apenas nas quatro linhas de um relvado. Sem comentadores aborrecidos ou lapalissianos dos jogos de cá. Sem o insuportável pseudo-moralismo de quem merece ganhar ou não perder. Sem eleger o árbitro como a figura central da partida entre onze de cada lado.
Em Madrid, o que pudemos constatar para além do jogo? Estádio cheio, ainda que a horas só explicáveis para apetência exportadora do espectáculo para a China e Extremo Oriente. Espectadores vibrantes, evidentemente de uma forma maioria merengue, mas com os adeptos do Barça respeitados e respeitadores, sem essas cretinas tarjas e palavreado odiento das claques que, por cá, militam. Presidentes dos dois clubes rivais, lado a lado, serenamente, sem jogos de palavras aparvalhados no antes, no durante e no depois. Treinadores apenas treinadores, não joguetes de recados de bandarilheiros e de instruções de patrões incoerentes e inconsequentes, não artistas foleiros de palavras em ditas e dispensáveis conferências mediáticas.
Acabou o jogo. Tudo sereno. A minoria no Santiago Bernabéu serenamente feliz e contente, e a maioria desoladamente calma. Os jogadores cumprimentaram-se, no fim, com o sentimento de dever cumprido, sem alardes patetas ou provocativos e sem quererem voltar às naturais quezílias dos 90 minutos de boa luta desportiva. Os dois melhores jogadores do mundo cumprimentaram-se antes e depois do jogo, e falaram. Assim Cristiano Ronaldo e Leonel Messi terão desiludido os que sempre procuram encontrar motivos de mal-estar, inveja, senão mesmo de ódio entre os dois mais lídimos embaixadores do futebol planetário. E alguém ouviu ou leu algo de importante sobre a arbitragem do jogo? Alguém reclamou sobre qualquer decisão ou omissão arbitral? Não, evidentemente. Repare-se que este clássico espanhol foi disputado dois dias depois das eleições catalãs e da complexa posição face à independência ou não da Catalunha. Cá, qualquer SL Benfica - FC Porto ou vice-versa é sempre acompanhado da fantasia regionalista e das suas patetas farpas de trazer por casa. Lá, e neste seríssimo ambiente político, um jogo de futebol foi assim e só isso. Aprendam...
Porque, no fim de contas, estes clubes e os seus jogadores, técnicos e empregados sabem quanto os seus rendimentos dependem da preservação saudável do ambiente concorrencial deste desporto. Perceberam que há matérias onde, mais até de que apenas não haver javardice pública de divergências, é imperativo consolidar e robustecer aquilo que a todos deve unir: a grandeza do espectáculo.
No fim, 14 pontos de distância entre o actual campeão do mundo, da Europa e de Espanha - Real Madrid - e o seu eterno rival, o Barcelona, ainda antes de ter terminado a primeira volta da Liga Espanhola. Desilusão dos madrilistas, evidentemente. Mas não desespero, como se o mundo desabasse amanhã. É este o encanto do futebol. Nem sempre se é o melhor, nem sempre se é o pior.
Nesta altura, lembro-me do que agora se vem sentenciando em torno do Benfica. A três pontos da liderança, depois de quatro títulos consecutivos, até parece que tudo já descarrilou e quase tudo também se esfumou da memória recentíssima de quatro anos a tudo vencer. Os seus adversários falam e escrevem como se o Benfica estivesse moribundo. Essa sua (deles) alegria e exageração incontida são a prova da força do SLB e do quanto lhes incomodam estes anos de glória encarnada. Alguém que, por hipótese, chegasse agora cá e ouvisse e lesse o mainstream noticioso e comentarista, logo concluiria que o Porto e o Sporting são os maiores e, coitado, o Benfica um clube que já não ganha nada há longos anos! Deixem-me rir...

Factos: a última década
Vai acabar o ano. Vamos ter um novo ano, o que não significa necessariamente um ano novo. Entre previsões, premonições, desejos e efabulações, uma coisa é segura: podemos falar do passado, com certeza.
Para avivar as memórias do passado mais recente, dei-me ao trabalho de coligir dados e fazer uma análise da última década (2008/2009 até à parte já decorrida da actual) relativamente ao desempenho dos três 'grandes'. Vejamos os quadros:
A Última Década:
2008/09 até 2017/18 (primeira volta)
Benfica - Pontos 80%; Vitórias 74%; Empates 16%; Derrotas 10%
FC Porto - Pontos 79%; Vitórias 73%; Empates 19%; Derrotas 8%
Sporting - Pontos 67%; Vitórias 59%; Empates 24%; Derrotas 17%

Primeira Metade
2008/09 até 2012/13
Benfica - Pontos 76%; Vitórias 71%; Empates 17%; Derrotas 12%
FC Porto - Pontos 83%; Vitórias 77%; Empates 18%; Derrotas 5%
Sporting - Pontos 58%; Vitórias 50%; Empates 25%; Derrotas 25%

Segunda Metade
2013/14 até 2017/18 (primeira volta)
Benfica - Pontos 83%; Vitórias 78%; Empates 14%; Derrotas 8%
FC Porto - Pontos 75%; Vitórias 69%; Empates 19%; Derrotas 12%
Sporting - Pontos 77%; Vitórias 70%; Empates 22%; Derrotas 5%

Algumas óbvias ilações:
1. O Benfica foi o clube com mais pontos conquistados e com o maior número de vitórias
2. O Porto foi a equipa com menos derrotas.
3. O Sporting ficou a uma larga distância em todas estas bitolas.
4. Nos primeiros 5 anos da última década, o Porto foi claramente o melhor em todos os aspectos, com um baixíssimo nível de desaires.
5. Já na segunda metade, é o Benfica a atingir um máximo de 83% de pontos conquistados, tanto quanto o Porto nos anos anteriores.
6. Neste segundo quinquénio, o Porto foi ultrapassado pelo Sporting que tem um assinalável número mínimo de derrotas (5%), embora tenha sido o campeão dos empates (22%).
7. Se fizermos a comparação da primeira parte da década para a segunda (e já incluindo a quase primeira volta completa desta temporada), é notória a melhoria do Benfica (passa de 2.ª para 1.ª) e aumenta em 7 pontos percentuais o total de pontos alcançados. Também o Sporting evidencia uma assinalável melhoria, com um aumento de 19 pontos percentuais, depois de ter apenas atingido pouco mais do que metade dos pontos possíveis nos anos anteriores. Já o Porto, não obstante o desempenho deste ano, baixa de 83% para 75% o seu desempenho pontual.
Outra análise que fiz respeito à classificação final. Vejamos:
Número de Vezes:
Benfica - Campeão: 5; 2.ª: 3; 3.ª: 1
FC Porto - Campeão: 4; 2.ª: 2; 3.ª: 3
Sporting - Campeão: 0; 2.ª: 3; 3.ª: 3; 4.ª: 2; 7.ª: 1

Lugar Médio da década:
Benfica - 1,6.ª
FC Porto - 1,9.ª
Sporting - 3,3.ª

O Benfica apenas no 1.ª ano (2008/09) não foi campeão ou vice-campeão. O Sporting teve a pior classificação de sempre em 2012/13 (7.ª lugar), superando, pelo pior, a mais negativa época do Benfica (2000/2002) com um 6.º lugar e a do Porto que foi 9.ª classificado em 1969/1970.
Se fizermos uma classificação ponderada, dando 1 ponto ao campeão, 2 ao vice-campeão, 3 ao terceiro classificado e assim por adiante, o Benfica e o Porto oscilam entre serem campeões ou vice-campeões (1,6.ª e 1,9.ª, respectivamente) e o Sporting oscila entre o 3.º e o 4.º lugares.
Por mais que se queiram espremer ou torturar os números, eles falam por todas as palavras. Mesmo as que agora se espalham virulentamente pelas redes sociais, em versão facebookiano, tweetista, ou outro qualquer...

P.S. - Hoje, entre o Natal e o Ano Novo, não há contraluz Fico-me pelo contador (da Luz).
(...)"

Bagão Félix, in A Bola

Vénia

"1. Ou muito me engano ou, no final da temporada, o número de conferências de imprensa abandonadas a meio por José Mourinho será tão grande como o número de pontos de atraso para o City.
2. Segundo um artigo recente do El Mundo, o futebol actual do Barcelona é sexo sem amor, por não ter a beleza do passado recente. Com 14 pontos de avanço sobre o Real (menos um jogo), seguramente que os adeptos catalães não se incomodam com os prazeres da carne.
3. Tenho alguma dificuldade em perceber certos desejos dos clubes portugueses. Apenas um exemplo (entre tantos outros): Rúben Ribeiro, 30 anos, é melhor do que Hernâni, 26? Não. É melhor do que Iuri Medeiros, 23? Não. Então...
4. O FC Porto foi multado em 2869 euros pelo facto de, no clássico com o Benfica, no Dragão, um adepto seu ter invadido o relvado para abalroar Pizzi. O V. Setúbal foi multado em 153 euros por causa de um gato preto que, na parte final do jogo com o SC Braga, para a Taça da Liga, se passeou por instantes junto à linha lateral, sem chegar a entrar no relvado. O futebol português é isto.
5. Acho piada à chegada do videoárbitro ao ciclismo. Não estou a dizer que não seja importante vigiar e punir comportamentos entre os corredores durante as etapas, mas todas sabemos que os graves problemas da modalidade estão fora da estrada. Refiro-me à elevação da taxa de ciclistas com doenças (obrigados a tomar medicamentos) ou simplesmente com azar (já ouvimos de tudo, desde rebuçados enviados por uma tia do Peru a hormonas de crescimento para a sogra, passando por frascos de EPO e morfina para o cão). O videoárbitro no ciclismo é, portanto, como filmar uma operação do lado de fora da sala.
6. Eu sei que todos partimos um dia e que a morte não tem critério, mas que maldita doença esta que destrói famílias e sonhos sem dó nem piedade. E tantas vezes cedo de mais. Que o jovem Edu descanse em paz. E uma vénia para o Boavista, que lhe tinha renovado o contrato no dia 7 de Dezembro."

Gonçalo Guimarães, in A Bola

Política, corrupção e desporto


"Não é por acaso que o Colégio Militar é um bom exemplo da aquisição de uma boa formação, integral, através do desporto

Política e corrupção sempre andaram de “mãos dadas” por razões evidentes, ou seja, quem precisa de “resolver” problemas tem que ter a “boa vontade” do poder político, isto é, de quem decide, e, por vezes, essa “boa vontade”, tem um preço, a menos que as escolhas das pessoas para os cargos políticos levem em consideração princípios morais, éticos e deontológicos, o que só teoricamente acontece, já que o escrutínio é feito, em circuito fechado, dentro dos partidos, e estes são o que são, nem todos os seus membros andaram na “catequese” ... e daí, as notícias que temos tido de vários casos de corrupção na política que podem ser confirmados pela nossa “Polícia Judiciária,” que essa sim, tenta proteger a nossa sociedade da corrupção, do crime organizado, do banditismo, da droga, etc. ... etc. ... .
O que queremos dizer, de forma bem explícita, é que é na Escola Primária, e em casa, no seio da família, que se aprendem e assimilam os arquétipos, ou seja, os princípios, para que, depois de completada a nossa formação, possamos servir o País e a Grei, com lealdade e competência.
Mas também é na Escola que existe uma disciplina prática de Educação Pelo Movimento, que é Pedagogia pura, quando bem orientada, e Prática-Pedagógica, quando é bem aplicada.
Quer isto dizer que é através dessa prática, viva, verdadeira, espontânea, que são os “comportamentos em situação”, uma Pedagogia cara aos cinesiologistas, que por sua vez, são aqueles que estudam o “Movimento”.
E o que é o Movimento Humano?. É a forma como o ser humano utiliza as suas alavancas, para se deslocar, ou seja, para se movimentar, a que se chama de “Melodia Cinética”. Cada um tem a sua, que é característica de cada ser humano, tem que ver com a sua genética, com a sua educação, personalidade, carácter (marca) e, sobre tudo, com a sua determinação.
Não é por acaso que o “Colégio Militar” é um bom exemplo da aquisição de uma boa formação, integral, através do desporto, actividade central na vida dos alunos do “Colégio Militar” que é determinante na formação do carácter dos seus alunos. Pena que a Escola Pública, do Ministério da Educação, não tenha a mesma visão do problema, e acima de tudo, que não sinta, nem perceba, a sua importância, e por isso os resultados estão à vista, até se vende droga à porta das Escolas ... . Se não acreditam perguntem às várias Polícias!.
Continuando, como vamos equacionar a questão da droga, da doença, do peso morto, para a sociedade, que esta gente representa, e como vamos poder alterar isto e outras coisas na educação dos Jovens??? .
Ficámos a saber, como é possível afastar políticos incompetentes, em Outubro, quando o Presidente da República disse, de forma clara e directa, ao Governo, ou mudam já os procedimentos e os responsáveis , incompetentes, por tudo o que vem acontecendo desde Pedrógão, ou mudo eu! Esta é a única forma de resolver a questão, porque certos políticos não querem perder o poder político, ou seja, a possibilidade, de mais tarde, terem um futuro melhor, e só por isso é que mudaram a sua postura, de um dia para o outro.
Sem a ameaça do Presidente, tudo teria continuado na mesma. Esta a diferença entre aqueles que tomam decisões e iniciativas, sem terem que ser ameaçados.
É esse o comportamento dos ex-alunos do Colégio Militar, e de todos aqueles que tiveram o privilégio de ter recebido, através da prática do desporto, do verdadeiro, uma formação de carácter. 
Só é pena que o Ministério da Educação e o Conselho Nacional de Educação, não aprendam, para poderem colocar em marcha um programa deste quilate, antes eu sejam “ameaçados” com uma “Guia de Marcha” .... Bom dia."


Alvorada... Azevedo & Guerra

Benfiquismo (DCXCIX)

Golos...

É a hora de Vieira

"Se Rui Vitória sente dificuldade em indicar aos jogadores a caminho para alcançar o objectivo supremo, alguém terá de fazê-lo

Pausa nas competições do futebol e, deseja-se, também na barulho patrocinado por insignes figuras da classe dirigente e por não menos notáveis especialistas da área da comunicação.
A poucos dias de mudar o ano e com o Campeonato a duas jornadas da sua metade, na frente da classificação estão os candidatos do costume. O FC Porto é primeiro, por ter marcado mais golos e sofrido menos, mas vês o Sporting colado na sua roda com igual número de pontos. Logo atrás, perfila-se o Benfica, tetracampeão, com desempenhos inconstantes que já provocaram a exibição de lenços brancos por parte de franjas mais irritadas de adeptos. No entanto, olha-se para a tabela e verifica-se que o atraso da águia para dragão e leão é de três pontos, diferença insignificante em competição de 34 jornadas disputadas entre Agosto de um ano e Maio do seguinte, pelo que, apesar dos percalços dos encarnados, se mantém viva a discussão do título a três.
Pode parecer estranho, mas apesar dos muitos reparos que têm sido dirigidos ao trabalho de Rui Vitória, e boa parte deles com fundamento, a verdade é que, mesmo a jogar poucas vezes bem, algumas assim-assim e muitas mal, ainda não deslocou dos rivais, nem se sabe se irá deslocar.
O Benfica já jogou no Dragão e não perdeu, que era o propósito, derivado das circunstâncias, mas no momento presente, depois de vistosa exibição em Tondela, que não passou de oásis no deserto, voltou a enervar a Luz, diante do Portimonense: «Um minuto à Benfica e... todo o resto deprimente», foi com este nítido retrato que o jornalista Nélson Feiteirona titulou a sua crónica em A Bola.

Apesar da depressão ser notória na águia e o duelo com o leão assinalar a entrada no Ano Novo, o treinador encarnado assegura que na luta pelo pentacampeonato é grande a convicção e a determinação, mas como provavelmente lhe escapa a solução para o problema, a terapia aplicada é reflectir, ou prolongar a reflexão que começou no retiro do Seixal, cujos efeitos foram praticamente nulos.
Vitória não precisa de um milagre, mas um empurrãozinho dar-lhe-á jeito, no sentido de devolver o talento e a eficácia que uns perderam a meter na cabeça de outros que um jogo de futebol não é comparável a uma passarela de vaidades: ou há predisposição para meter o pé, correr e lutar com mais força do que os adversários ou, então, se calhar, devem mudar de clube ou de profissão.
Para tentar aliviar a pressão no Benfica aproveitou-se a quadra festiva. Foi toda a gente de férias. Sábia medida, quando se começa a caminhar em circuito redondo e as ideias se esfumam o melhor é parar para pensar. Quase uma semana para espairecer e recuperar ânimo porque importa não desaproveitar a oportunidade que resta ao clube, o Campeonato, a conquista do almejado penta, entendendo eu que ainda há tempo para embrulhar os muitos disparates ditos e feitos, a começar por uma pré-época sem nexo, e fazer coincidir a mudança do ano com mudança de atitude da equipa, à qual se deve exigir que deixe de ser intermitentemente ganhadora para passar a ser continuadamente vencedora.

Não adianta chorar sobre o leite derramado, principalmente sobre o inimaginável descalabro europeu que julgo não ter merecido de Rui Vitória a atenção devida. Foi grave, muito grave, ao pretender justificá-lo como se de um percalço vulgar se tratasse. Foi um lapso comunicacional grosseiro, até de algum desrespeito pela massa adepta. Não o fez por mal, mas neste percurso aos solavancos o próprio treinador, além de embaraçado, ficou prisioneiro do último resultado: se é negativo, diz que é a vida; se é positivo, afirma que a fase é boa.
É pois nesta altura pouco tranquila e a reclamar urgentes respostas que presidente e treinador benfiquistas reflectem, distantes um do outro. Mas, sinceramente, reflectir sobre quê? A meio da época decide-se a avaliam-se responsabilidades. Se há um ano, segundo Vitória, a culpa era de períodos atípicos, agora é de desequilíbrios mentais, o que me leva a supor que o plantel necessita mais de um psicólogo do que de um treinador e, meio a brincar, meio a sério, talvez esteja aqui a chave do problema, aliás um pouco à semelhança do que aconteceu em temporadas transactas.
No essencial, o objectivo supremo mantém-se de pé e vai continuar de pé além do dia 3 de Janeiro, quando o Benfica receber o Sporting, em que os limites da diferença pontual entre ambos vão oscilar entre o zero e o seis, podendo até ficar tudo como está.
Com Champions, Liga Europa, Taça de Portugal, Taça da Liga, todas deitadas à rua, irrecusável é o facto do penta ainda se vislumbrar na linha do horizonte e se Rui Vitória sente dificuldade em indicar aos jogadores o caminho para o alcançar, alguém terá de fazê-lo, e esse alguém é Luís Filipe Vieira, o presidente. Tarefa que para ele não esconde segredos. Já a executou antes..."

Fernando Guerra, in A Bola

Alta... Ederson

As Regras dos Jogos... o Pizzi tem que ser castigado?!!!

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Alvorada... com o João Paulo

Medina

Benfiquismo (DCXCIV)

Capitão...

Férias para que vos quero

"Causou grande espanto que, num momento em que a equipa tem tido maus resultados, Rui Vitória, aproveitando a quadra natalícia, tivesse concedido umas férias prolongadas (seis dias) ao plantel do Benfica. Percebem-se as críticas: para muitos, se a equipa se apresenta em campo com menor fulgor, o que deveria acontecer era precisamente o contrário – mais treinos e maior empenho. Permitam-me discordar do que tenha ouvido de muitos benfiquistas por estes dias.
Rui Vitória fez muito bem ao conceder férias extra aos jogadores. Desde que, em Guimarães, escolheu mudar o sistema de jogo que o treinador do Benfica não tomava uma decisão tão acertada. Em momentos como este, contribuir para a descompressão emocional do plantel é mais importante do que reforçar a carga de trabalho. Uma vez mais, Rui Vitória demonstrou que, mesmo que, por vezes, possamos discordar das suas opções tácticas, tem uma percepção correta do que é gerir um grupo de atletas de alta-competição e a pressão competitiva que estes enfrentam. Neste aspecto, o contraste com Jorge Jesus continua a jogar a favor de Vitória – sendo que tacticamente poucos terão dúvidas em reconhecer as imensas qualidades do agora treinador do Sporting.
Para lá dos equívocos tácticos (responsabilidade do treinador) e dos erros de planeamento da temporada (responsabilidade da estrutura), uma equipa que alterna uma série de bons resultados e melhorias exibicionais no campeonato – ao fim-de-semana – com péssimos resultados nas restantes competições – durante a semana – precisa de promover algum tipo de estabilizador emocional. Até porque a próxima partida do campeonato se vai jogar a uma quarta-feira, até ver, dia aziago para o Benfica 2017/18.
Aliás, a consequência imediata de chegarmos a Janeiro apenas com uma competição (o que não acontecia desde a longínqua temporada de 2002/03 com Jesualdo e depois Camacho), é que, no primeiro mês do ano, o Benfica tem a temporada em jogo: com a recepção ao Sporting na Luz, seguida de duas difíceis saídas consecutivas ao Minho, primeiro a Moreira de Cónegos e depois a Braga.
Ora, mais do que reforçar o plantel (o que aliás, considerando o tempo de integração das eventuais contratações, só terá efeito lá para o final do mês), ou de trabalho táctico necessário para consolidar um sistema novo, que não foi trabalhado no defeso, a prioridade imediata para enfrentar os desafios de Janeiro, é oferecer ao Benfica um equilíbrio emocional que não tem tido. Se olharmos retrospectivamente para o que aconteceu nas duas últimas temporadas, Rui Vitória dá todas as garantias de saber gerir os tempos emocionais do plantel. Há, contudo, uma diferença este ano: Vitória já não pode mobilizar o inimigo externo para unir o balneário. Agora, o desafio é outro: contrariar o cepticismo dos adeptos face ao jogar do Benfica."

O guarda-redes que baralhou Estaline

"Era fácil imaginá-lo encostado a um dos postes com o seu ar de desafio, boina na cabeça, puxando fumaças de um cigarro. Aliás, era fácil imaginá-lo de cigarro na boca. Ou melhor: era fácil vê-lo de cigarro na boca. Fumava três maços por dia.
Falo de Zamora, El Divino.
O grande soberano dos ângulos.
Era guarda-redes como podia ter sido médico, como seu pai, a quem contrariou teimosamente a vontade. Mas era, sobretudo um arquitecto. Ou um matemático. Dominava os arcos, os fustes e os capitéis. Um passo apenas, ou só meio. De repente a baliza passava a ser do seu tamanho sem um espaço que fosse por onde a bola entrar.
No Mundial de 1934, contra a Itália, foi tão perfeito que os seus movimentos ganharam uma designação como as chicuelinas das touradas: zamoranas.
A zamorana não era uma brincadeira qualquer. Era um ato de coragem e, ao mesmo tempo, científico. O braço e o antebraço formavam um ângulo recto. Como se ele tivesse estudado as interações dos ossos e dos tendões na Faculdade de Medicina da qual fugiu a sete pés. Houve uma altura em que todos os guarda-redes queriam aplicar uma zamorana. Era assim uma espécie de passagem à fase adulta das balizas. Um curso, se quiserem. Quem fizesse uma zamorana perfeita, evitando o golo inevitável, tornava-se um doutor da grande-área.
Certa vez, a selecção de Espanha veio jogar a Lisboa, no antigo Stadium da Alameda das Linhas de Torres. Mais de 20 mil pessoas enlataram-se no peão e nas bancadas, uns às cavalitas dos outros, automóveis e side-cars entupiram o Campo Grande à uma hora da tarde do dia 17 de dezembro de 1922.
Os jornais da época descreviam: «Um verdadeiro acontecimento desportivo e mundano».
Nesse tempo, Zamora jogava no Barcelona depois de ter passado pelo Espanhol. Ah! O grande Zamora! Toda a gente esticava o pescoço e abria os olhos de espanto perante El Divino Zamora.
«O dominador emérito da bola!!!».
Assim mesmo, cheio de pontos de exclamação.
Zamora não se esteve absolutamente nas tintas para a medicina. Chegou a completar umas cadeiras na Faculdade Condal, talvez tenha vindo daí o seu à vontade no domínio da anatomia. Não era apenas aquela coisa da zamorana, braço e antebraço, eram também os punhos e os cotovelos. Ninguém como Zamora para causar medo-pânico aos avançados contrários. Ele partia cabeças de cada vez que saltava ao encontro da bola, socando-a com a raiva de um endemoninhado. Socava tudo: bolas, occipitais, parietais, frontais, narizes e dentes. Às vezes dava ares de Genghis Khan: «Eu sou um castigo de Deus!».
Voltou ao Espanhol. E o clube viajava um pouco por toda a parte levando Zamora e cobrando sete mil pesetas por jogo.
Cerca de dez anos antes desse Portugal-Espanha do Campo Grande, tinha estado em Lisboa outro fenómeno das balizas: Chayriguès. Monsieur Chayriguès, do Red Star de Paris. Um revolucionário! A vida dos guarda-redes mudou por causa de Chayruguès: deixou a expectativa. Passou à acção. O francês encantava multidões com as suas saídas a mãos ambas, com a forma como se atirava aos pés dos adversários e, sobretudo, com os seus extraordinários plongeons, mergulhos tão espectaculares como arriscados e que lhe valeram uma carreira marcada pelas lesões. Nada parecia ser capaz de vencer a sua elasticidade, a sua valentia, a sua técnica com as mãos.
A sua aura era de tal forma grande que se tornou conhecido por toda a Europa e chegou a receber um convite milionário para jogar pelo Tottenham Hotspurs pela verba de 12 mil francos/mês. Recusou. 
Ricardo Zamora não recusou o convite do Real Madrid. Um absurdo! 150 mil pesetas em 1930. Parece que o guarda-redes ficou com 40 mil desses 150. O dinheiro valeu-lhe chatices, um processo fiscal e o diabo a sete. Ainda por cima, Zamora não tinha o cadastro completamente lavado. Já fora acusado de contrabando de charutos cubanos. Era tão universalmente famoso que, quando confrontado com certas declarações pouco abonatórias à União Soviética feitas pelo Presidente da República de Espanha, o seu homónimo Niceto Zamora, Estaline encolheu os ombros. «Ah! Pois. Aquele guarda-redes...».
A camisola de lã, a boina arredondada, as zamoranas, encantaram o mundo do futebol. E a boneca de pano que Zamora levava sempre consigo debaixo do braço e colocava no fundo da sua baliza, acrescentavam-lhe o toque de ternura que devolve os deuses à companhia dos homens. «Zamora na Terra; São Pedro no Céu!», gostavam de dizer os espanhóis.
Tinham ambos, dependuradas à cintura, as chaves do Paraíso."

Reconciliação

"Chegados ao Natal gostaria, em primeiro lugar, de desejar uma quadra feliz a todos os agentes desportivos, dirigentes, trabalhadores dos clubes, treinadores, árbitros e, em especial, os jogadores. Voto extensivo a toda a redacção e leitores de Record.
Numa época que simboliza a família, a partilha, a harmonia e a paz, quero destacar um exemplo do que o desporto pode e deve ser, tocante pela simplicidade. Os épicos rivais na NBA da década de 80, 'Magic' Johnson e Isaiah Thomas, símbolos maiores dos Los Angels Lakers e Detroit Pistons, aproveitaram a quadra para demonstrar que a reconciliação é sempre possível. 26 anos depois souberam reconhecer que há valores maiores na base do desporto e na vida, entre os quais a amizade e o respeito.
Transpondo para a realidade do futebol português, 2017 tem sido um ano demasiado duro, azedo na troca de palavras e nas acusações, desprestigiante para quem acompanha a modalidade, com demasiadas acções negativas, que só podem envergonhar cada um dos agentes desportivos.
Os meus desejos para o futuro do futebol português, a começar pelo ano de 2018, são que o respeito impere e não tenhamos de esperar por um momento "Magic and Isaiah" daqui a 30 anos para ter harmonia e reconciliação. Ao desporto o que é do desporto, nos seus valores fundamentais, à justiça o que é da justiça, para que caia o sentimento de impunidade e seja reforçada a credibilidade no sistema, à esfera pessoal o que deve ficar na esfera pessoal. Cada agente desportivo é filho do seu tempo, incumbido de uma função que não dura para sempre.
Honremos o nosso país, o futebol e o desporto, quem dele faz profissão e os seus adeptos, com seriedade e na procura de compromissos. Um abraço à família do futebol e que sejamos inspirados pelo Natal."

domingo, 24 de dezembro de 2017

Feliz Natal

Pai Luisão

Conversas à Benfica 29

Benfiquismo (DCXCVII)

Conversas à Benfica 28

Conversas à Benfica 27

Conversas à Benfica 26

Conversas à Benfica 25

Sonhando SLB... Cádiz / Preziosa

O Oficial de Ligação aos Adeptos

"1. O que é um OLA e qual a sua função no quadro das competições profissionais de futebol?
Em desenvolvimento do disposto no Regulamento das Competições organizadas pela Liga Portuguesa de Futebol Profissional (RC LPFP), e em linha com o UEFA Supporter Liaison Officer Handbook, foi criado um manual do OLA (Oficial de Ligação aos Adeptos) que define esta figura como o responsável por assegurar a comunicação eficaz entre os adeptos e o seu clube, os demais clubes, a Liga e as forças de segurança com o propósito de facilitar a organização dos jogos, a movimentação dos adeptos e de prevenir comportamentos desviantes. Nos termos do disposto no artigo 57.º do RC LPFP, a função de OLA deve obedecer aos seguintes deveres : comunicar aos adeptos as deliberações da direcção do clube; transmitir as necessidades, sugestões e preocupações dos adeptos à direcção do clube; auxiliar os grupos organizados de adeptos; cooperar e auxiliar os responsáveis do clube pela segurança, contribuindo para que o espectáculo decorra regularmente; prestar atenção às condições de viagem dos adeptos mais vulneráveis; acompanhar a intervenção dos adeptos nas redes sociais e páginas do clube; responder aos que o interpelem fornecendo informações, entre outros.

2. O que pode e deve fazer um OLA perante danos provocados por adeptos do clube visitante?
Em bom rigor, o papel do OLA nesta matéria limita-se a reportar quaisquer ocorrências desta natureza. Assim, o OLA do clube visitante deve deslocar-se à bancada e locais alegadamente danificados – quando o clube visitado alegue danos – juntamente com os delegados da Liga, para levantamento dos danos causados, conforme resulta do disposto no n.º 4 do art. 57.º do RC LPFP. Neste sentido, ambos os clubes poderão, ainda, elaborar uma declaração amigável conjunta identificando os danos causados e, se assim o entenderem desde logo, o montante da reparação."