Últimas indefectivações

sábado, 10 de agosto de 2019

Aula...

As dúvidas que ficam

"No dia em que arrancou a Liga NOS, um relatório do Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP) considerou que a bancada de um dos estádios onde era suposto jogar-se amanhã não garantia a segurança dos espectadores. Não sendo – imagino eu – possível garantir com total certeza a segurança das mais de 2 mil pessoas que se esperavam naquela zona do Estádio dos Arcos, é de aceitar a decisão de adiar a partida. Mas há perguntas que ficam por responder.
A primeira de todas é: há quanto tempo havia deterioração da bancada em causa? Na recta final do campeonato do ano passado, FC Porto e Benfica jogaram em casa do Rio Ave, tendo ambos os jogos sido vistos ao vivo por mais de 7.500 pessoas, muitas delas colocadas precisamente na bancada que agora levou ao cancelamento do encontro de amanhã com o V. Guimarães. Isto aconteceu há cerca de três meses. Como não houve nenhum sismo de grande magnitude naquela região, nem sinais de condições climatéricas extremas neste período, surge a segunda pergunta: os espectadores que passaram por lá nos últimos tempos estiveram num local que poderia ter ruído?
O relatório do ISEP chegou antes da realização do jogo. Se tivesse sido apenas na segunda-feira, teria havido mais de 2 mil adeptos numa bancada em risco (mínimo ou máximo, não sei) de cair. Assustador."

Antevisão da Liga: finalmente a bola começa a rolar


"É o segundo fim-de-semana de Agosto e Portugal fervilha de vida à medida que um Verão tímido e tristonho se vai demorando a envolver no espírito habitual. O mercado inglês acaba de fechar, arrumando todas as suas idiossincrasias na gaveta e mostrando a face inovadora de um povo lógico e metódico: a pontualidade britânica é respeitada e todos os convidados têm que chegar a horas à festa, não sendo permitidos atrasos – o porteiro barra entrada a quem não se arranjar a tempo. Espanhóis, franceses, italianos, alemães, holandeses e até nós preferimos que a porta se feche com o forrobodó já em andamento, não vá algum dos convidados de maior valor ficar retido no trânsito.
É com todo este vagar e sob ameaças da chuva miudinha da incerteza que a Liga Portuguesa 2019-2020 começa uma caminhada que se espera terminar na 38ª desenvoltura encarnada. O SL Benfica, esse, já tem a casa praticamente pronta, faltando apenas expulsar (ou emprestar, leia-se) alguns dos indesejados deste ano, como Kalaica, que necessita urgentemente de outro estímulo competitivo, ou a dupla Cervi/Zivkovic, assim que Lage decida quem fica dos dois. Rui Costa, apesar disso, mantém-se na expectativa e mostra abertura a eventuais volte-faces na organização do plantel – «o mercado vai estar aberto até ao final do mês e uma coisa é certa: teremos um plantel extremamente competitivo» –, não excluindo a hipótese de alterar algumas das peças do motor que fez engrenar a máquina, «apesar de estarmos muito satisfeitos com todos os jogadores que temos», exulta. Depois dos 5-0 ao rival vizinho, a equipa está confiante e é a mais preparada para a maratona de 34 jornadas, marcando encontro no primeiro convívio com o campeão da Segunda Liga 2018-2019.
O Paços junta-se à primeira etapa na Luz depois de umas férias tranquilas, mantendo a estrutura do ano transacto praticamente inalterada, apesar das saídas de Júnior Pius ou Christian, importantes peças do xadrez de Vítor Oliveira. A luta centrar-se-á na necessidade pacense de assegurar o quanto antes a manutenção, sendo obrigatório estabilizar o clube novamente no primeiro escalão. O timoneiro da subida fez as malas para Barcelos e para o seu lugar chegou Filipe Ramos, Filó para a malta da bola, homem que subiu a pulso na carreira e colecciona bons trabalhos. Chega à capital do móvel depois de ser o mentor do grande projecto de sub-23 do Desportivo das Aves, terminando a época na Covilhã e no 6º posto da tabela.
Em caso de vitória, o Benfica começará pela 6ª vez seguida com uma vitória na ronda inaugural, um ciclo que começou em 2014 numa vitória contra o mesmo Paços, por 2-0. No entanto, o destaque tem de ir para um denominado… “arranque aos soluços” neste milénio: desde 2000, são oito empates e quatro derrotas na introdução da Liga. Um facto definitivamente dono de toda a atenção da estatística nacional, que merece sempre ser realçado, lembrado, esmiuçado. O Benfica não poderá nunca esquecer a fase negra entre 2005 e 2014, sob pena de comprometer o futuro de todas as primeiras jornadas. Se não fosse a primeira jornada de 2014-2015, provavelmente já não existiriam primeiras jornadas para serem jogadas na Luz.
É, portanto, um jogo cheio de bons prenúncios aquele se desenha para o próximo sábado, com ingredientes suficientes para justificar o preço do bilhete, apesar da hora marcada: 21h30 é realmente hora de baile e não de futebol, sendo uma afronta da Liga de clubes em relação aos seus adeptos. Apesar de ainda não ter aparecido em força, o calor é a justificação mais fácil…"


Benfiquismo (MCCLVII)

O regresso ao local...!!!

Uma Semana do Melhor... com o Rebelo!

Foram 5 !!!

Chapa 5 !!!

Vlog... Supertaça com Ameixa!!!

Maior a depressão que a alegria

"Não há uma 'overdose' de conquistas no Benfica mas há uma razoável dose de esperança de que ainda possa haver

O Benfica venceu sábado a International Champions Cup e domingo aqueceu o início de época com uma Supertaça. Certo que a primeira conquista deu prestígio internacional e a segunda animou os adeptos para uma época longa. Não há uma overdose de conquistas mas há uma razoável dose de esperança que ainda possa haver.
O Sporting é um clube histórico, um rival antigo (mais sociológico do que desportivo), um emblema que prestigia qualquer vitória, ainda por cima pelos números obtidos. Não custa admitir que na primeira hora de jogo parecia haver algum equilíbrio. Mas reza a história que um Sporting com Bruno Fernandes, na máxima força, perdeu 5-0 com um Benfica limitado, sem lateral-direito, com adaptações evidentes. Este Benfica tem margem evidente de melhoria. A semana em que só se falou de Bruno Fernandes terminou no Estádio Algarve com Pizzi como MVP. Não sei quantos milhões vale Bruno Fernandes, mas imagino quantos milhões gostam do Pizzi. Numa final de grande fair play e desportivismo, os insultos (escusados) ficaram a cargo de parte dos adeptos leoninos para os seus próprios jogadores. O caminho do insulto nunca resolveu nada mas há quem não conheça outra via para aliviar as suas próprias frustrações. Foi bom ganhar, mas há que relativizar a conquista e os seus números. O Benfica foi claramente superior na segunda parte, os números foram esclarecedores e o adversário suspirou de alívio ao ouvir o apito final. Nesta fase parece maior a depressão verde e branca que a alegria encarnada. O hábito de vencer faz com que não se festeje em demasia, quando ainda não se venceu o suficiente.
A alegria da vitória ficou diminuída com a lesão de Gabriel, um dos jogadores mais influentes no jogo do Benfica. O azarado médio faz muita falta no ciclo de jogos que se aproxima, cada vez mais me parece que um plantel para disputar cinco provas tem de ter qualidade e extensão, sob pena de ficar limitado com azares e infortúnios. Já na última época a lesão de Gabriel foi muito sentida na qualidade de jogo do Benfica.
Os aperitivos foram excelentes, começa amanhã frente ao P. Ferreira o prato principal. Em casa, na Luz, repleta de apoio dos adeptos que vão encher a catedral estão reunidas as condições para afastar tradição de começar mal os campeonatos. Desejamos que depois de estar bem nos ensaios, estejamos melhores na estreia. Agora só falta tudo: 34 prestações dum objectivo colectivo, amanhã temos a primeira para cumprir."

Sílvio Cervan, in A Bola

Educação esmerada

"Já várias vezes contei esta história, mas o momento parece-me propício para contá-la novamente.
Certa manhã, andava eu ainda na 3.ª classe, o meu pai deixou-me na escola e avisou-me de que me iria buscar à hora de almoço. Estranhei, pois costumava almoçar na escola ou em casa dos meus avós. Passadas umas horas lá apareceu o meu pai, informando-me de que não iria às aulas durante a tarde. Almoçamos e fomos para o Estádio da Luz: quartos-de-final da Taça de Portugal, Benfica 5 - 0 Sporting (estádio, aquele estádio gigantesco, quase cheio num jogo às 15 horas de um dia de trabalho). Lembrei-me desde episódio nos segundos imediatos ao quarto golo da nossa equipa na Supertaça. Tinha sido precisamente em 1986 que o Benfica bateu o Sporting por 5-0 pela última vez. Graças ao meu pai, contrariando dezenas de advertências sobre a importância primordial da escola, vi o Rui Águas, o Wando (a bisar), o Álvaro (!) e o Manniche a marcarem ao Sporting, o clube que me fora ensinado - e constatei na escola - ser o maior rival do meu Benfica. Senti, ao longo dos muitos anos passados desde essa goleada, que o Benfica desperdiçou várias oportunidades de repetir a proeza (a última aconteceu na época passada, no jogo do campeonato em Alvalade). Honra seja feita ao 3-6, também no reduto leonino, em 1994. A diferença de 'escassos' três golos, por se tratar do 'jogo do título', não deslustra o feito...
Recuando a 1986, tinha eu 8 anos, aprendi, em poucas horas, três lições importantes: há prioridades na vida; há prioridades mais prioritárias que outras; e que o Benfica é mais prioritário que as teoricamente mais prioritárias das prioridades."

João Tomaz, in O Benfica

A goleada começou muito antes

"Mal começaram os treinos de pré-época deu para perceber que nada tinha mudado na mentalidade de um dos - alegados - adversários do SL Benfica na corrida pelo título de campeão nacional. Nas entrevistas que sempre acontecem nestes meses de Verão, vários jogadores do Sporting CP tiveram direito a pérolas na comunicação social como 'o nosso foco é o Benfica', 'só interessa a Supertaça', 'vamos estar prontos para o Benfica' e coisas que tais. Ou seja, em vez de treinarem mais do que o habitual para saírem da cepa torta, ao invés de se concentrarem nos métodos do treinador ou tentar criar uma mentalidade interna que os proteja de temas delicados como a invasão a Alcochete, as artimanhas do antigo presidente ou terem conquistado seis campeonatos em 50 anos, o foco foi... o Benfica. Só podia.
O antibenfiquismo primário voltou a passar um mau bocado nas bancadas do Estádio Algarve no domingo passado. Era ver as lágrimas a correr pelas faces, as palavrões em jeito de desabafo, os jogadores suplentes agarrados à cara e à cabeça. Porque pior do que perder é ser goleado. E pior do que tudo isso é ser goleado pelo SL Benfica.
Do lado de cá, o compromisso e a entrega foram totais. Desde o primeiro dia de trabalho, jogadores, dirigentes e técnicos do Glorioso concentraram-se apenas em si, nos jogos amigáveis que tinham pela frente (bela vitória na ICC) e no plano de treinos da máquina bem oleada liderada por Bruno Lage. A diferença está no trabalho e no foco. Não é preciso ser muito inteligente para o perceber, basta não ser cego, basta não estar constantemente a querer parecer maior do que realmente se é. E isto não é picardia de adepto, são factos."

Ricardo Santos, in O Benfica

5-0: táctica do SCP à lupa e uma bela tradição

"Eu sei que já lá vai quase uma semana desde o dérbi, mas só agora tenho oportunidade de partilhar com o leitor a minha análise da Supertaça. O Benfica venceu sem espinhas (5-0), e o mérito é ainda maior se considerarmos a engenhosa estratégia montada por Marcel Keizer. A táctica do fiquem-lá-atrás-e-passem-a-bola-o-mais-rápido-possível-ao-bruno-fernandes é bastante eficaz e difícil de anular.
O homem remata com perigo de qualquer lado, e eu até estava à espera de que fosse ele a bater os pontapés de baliza. Neste aspecto, de certeza que Keizer apanhou Bruno Lage desprevenido. Ainda assim, prevejo que este sistema será difícil de assimilar para os jogadores, sobretudo tendo em conta que para funcionar convém que o Bruno Fernandes faça parte dele - e o médio português parece estar de malas feitas desde o início do verão, apesar de ninguém saber muito bem para onde. Se não quiser viajar para muito longe, tem o Estádio da Luz bem próximo: convém descansar o Pizzi pelo menos nos jogos da Taça da Liga.
Fiquei naturalmente satisfeito, não só pela conquista de mais um troféu, mas também por ver conservada aquela prática do conjugar os resultados finais com a data dos jogos. 10 de Fevereiro, 10-0 ao Nacional. 2 de Março, 2-1 ao FC Porto. Diante do Sporting mantivemos a excepção de acrescentar um golo de bónus ao dia do jogo: 4-2 em 3 de Fevereiro e, agora, 5-0 em 4 de Agosto.
A temporada começou da melhor forma, contudo é muito importante ser regular. Amanhã arrancamos o campeonato com o Paços de Ferreira, e é dia 10. Há um clássico com o FC Porto já na 3.ª jornada, e o jogo deverá realizar-se em 24 ou 25 de Agosto. Rapazes, arranjem-se lá como quiserem, mas esta bonita tradição é para manter."

Pedro Soares, in O Benfica

De mão cheia

"Dificilmente se poderia imaginar uma entrada mais retumbante na época 2019-20. O primeiro troféu oficial, conquistado com nota artística e de goleada ante o 'velho rival', e ainda uma cereja chamada International Champions Cup - assegurada na véspera.
Com um plantel fortíssimo, e com o sedimentar das ideias de Bruno Lage depois de alguns meses de trabalho conjunto, este Benfica promete a terra e o céu.
No Algarve, Rafa e Pizzi foram diabos à solta, para os quais não houve qualquer Bruno Fernandes que chegasse. No meio, Gabriel encantou com perfeita visão de jogo e capacidade de passe notável. Na baliza, um gigante grego limpou aquilo que aqui ou ali escapava a uma defesa já bastante entrosada, da qual um cada vez mais maduro Rúben Dias é patrão. Mas, na verdade, todos merecem destaque, pois foi o colectivo que mais alto voou, naquele que foi o 22.º troféu oficial da era Luís Filipe Vieira.
É preciso dizer que se tratou apenas do começo. Um grande começo, é certo. Um começo à Benfica, diria. Mas um começo. Importa manter os pés no chão, e olhar para o Paços com grande humildade. A jornada de amanhã será apenas a primeira de trinta e quatro. E até Maio de 2020 muita água irá correr debaixo das pontes.
Ainda do dérbi, é de destacar o desportivismo que se viveu dentro e fora do campo, com jogadores do Benfica a confortarem os seus adversários, e estes a serem aplaudidos por adeptos encarnados aquando da entrega das medalhas. Bonito de se ver, e um exemplo para o futuro. Excepções haverá sempre, como a de um dirigente sportinguista que, sabe-se lá porquê, é agredido muitas vezes."

Luís Fialho, in O Benfica

Pelo Benfica

"Foi um fim de semana glorioso. Duas conquistas muito importantes e mais um sinal de pujança. Continuamos a viver a melhor década da história do Sport Lisboa e Benfica. Nunca se conquistou tanto em tão pouco tempo. Confesso que vibrei com a conquista da International Champions Cup (ICC). No sábado, torci pelo Milan frente ao Manchester United. Porquê? Porque a ICC é o torneio mais prestigiado da pré-época a nível global e vai projectar o SL Benfica para o patamar onde estão os melhores. A digressão pelos EUA foi um êxito rotundo - vitória nos três jogos e exemplares lições de benfiquismo. No dia seguinte, Bruno Lage serviu-nos um verdadeiro festim. A exibição do campeão nacional, no Estádio Algarve, foi de gala. Assistimos a uma das melhores exibições da história do Glorioso. Acho mesmo que a resultado peca por escasso, tais foram as oportunidades de golo. Admito que o Sporting pudesse ter marcado dois ou três golos, mas tivemos uma muralha defensiva intransponível, sempre superiormente comandada por Odysseas.
E, mais uma vez, se provou a excelência da nossa formação. Além da melhor dupla de defesas-centrais (Rúben Dias e Ferro), foi notável a exibição de Florentino Luís. E, para estreia em jogos oficiais, Nuno Tavares provou ser um dos maiores talentos da sua geração. Adaptado à posição de lateral-direito, com a exigente missão de substituir André Almeida, o jovem que na época passada brilhou nas equipas B, de sub-23 e de juniores A revelou-se um jogador maduro, sempre ligado ao jogo. Segue-se Tomás Tavares. E são já nove os jogadores da formação no plantel principal."

Pedro Guerra, in O Benfica

Férias

"Enquanto o Benfica retoma a pressão em início de época (e que início...), é ainda tempo de descomprimir e gozar o rendimento do ano lectivo passado para os nossos jovens do projecto Para Ti Se não faltares!. Os mais destacados de entre todos, seja pelo valor absoluto das suas classificações, seja pela fantástica capacidade de recuperação que demonstraram todo o ano, concentraram-se junto às respectivas escolas, de norte a sul, para apanhar o transporte mágico que os leva ao sonho de todo um ano de trabalho. É chegado o tempo da colónia de férias, das actividades extraordinárias, da amizade e da camaradagem que tornam esta semana numa memória inesquecível para a vida. A autoestima está no máximo, e a vontade há muito que foi ao rubro. Ser seleccionado de entre todos perante os colegas é uma afirmação para os jovens que, para muitos, vale tanto como gozar o merecido prémio. É prestígio afirmado perante os outros jovens e reconhecimento do seu talento, capacidades, educação e personalidade. É um momento de emoção aquele em que, nas escolas perante todo o grupo, estes vencedores veem a sua fotografia projectada e ouvem o seu nome em voz alta. Mas isso foi já há algum tempo, e hoje são a alegria contagiante do grupo e a qualidade das experiências a que diariamente têm acesso que entusiasmam os jovens e os fazem viver momentos inesquecíveis.
Divirtam-se e agarrem o tempo!
Em Setembro cá estaremos para a pressão inicial do ano lectivo que aí vem, e queremos que tenham um começo como o do Benfica, sem tirar nem pôr!"

Jorge Miranda, in O Benfica

Reserva de serenidade

"Evidentemente que, depois de grande exibição do nosso futebol de elite no passado domingo, não poderia deixar de assinalar a concludente conquista de mais uma Supertaça Cândido de Oliveira. O jogo foi realmente bem disputado; os rivais deram-nos luta, mas, com o seu futebol demasiado nervoso, inconsequente e ineficaz, não só estimularam que os nossos libertassem a transbordante criatividade que define os melhores jogadores, tanto quanto propiciaram, afinal, que o modelo estratégico preparado por Bruno Lage fosse completamente aplicado com crescente exuberância táctica, espírito conjuntivo e incansável energia, até que a taça fosse agarrada e levantada. O Benfica está a jogar de novo com a alegria do grande futebol, e sem dúvida que aquela espécie de felicidade vivida pelos jogadores e pela equipa passa para as bancadas, onde os sócios e a generalidade dos adeptos do futebol competente exultam com o modo de jogar e os resultados, num indescritível ambiente de alegria, orgulho e confiança.
Em face do que se tem visto, hoje é patente para todos os Benfiquistas que dispomos de todas as condições individuais, colectivas e estruturais para podermos cumprir outra época inesquecível. Em todo o caso, tendo em conta que nunca estaremos sozinhos em campo, é importantíssimo manter presente que tudo continua, só a sempre, a depender exclusivamente de nós e que jamais poderemos baixar a guarda.
Mesmo depois de cada vitória, a viver esses momentos de euforia que nos são próprios, é essencial que saibamos preservar permanentemente aquela reserva de serenidade prudente que, por exemplo, caracteriza a postura pública do nosso treinador Bruno Lage.
Mas, de facto, não nos podemos iludir: é inegável que os nossos adversários mais directos vivem, uns por umas razões, e os outros por outras - tão diferentes e tão parecidas, afinal - sob o risco e a angústia de quem desesperadamente ainda tenta salvar a pele... Eles, os uns e os outros, estão sem tempo a perder, tanto no plano internacional como no próprio cenário exclusivamente português. E o problema deles, para eles, é o Benfica. Apenas e só, a crescente grandeza do Benfica e a segurança abundantemente exibida pelo Glorioso diante do futuro que só nós próprios definimos e escolhemos. Pelo Benfica.
Por isso, sejamos claros e guardemos o alerta: sem argumentos de jogo leal suficientes para nos vencerem os terrenos de jogo e na justiça, eles não hesitarão em prosseguir nos mesmíssimos ínvios trilhos colaterais ditados pelo despeito, pelo ressentimento e pela inveja que há anos estabeleceram como único desígnio conjunto para afrontar o Benfica. Até que, certamente tarde demais, mudem os seus regimes, interiorizem o fairplay e consigam escolher outros protagonistas..."

José Nuno Martins, in O Benfica

O favorito, os perseguidores e os cada vez menos pequenos: bem-vindos à Liga 2019/20

"A Liga NOS 2019/20 começa esta sexta-feira, com a mais forte candidatura ao título dos últimos anos, mas também com a edição em que os ‘pequenos’ apresentam mais argumentos. Conheça os desafios dos treinadores e as figuras das equipas que lutam pelos lugares cimeiros, mas também as potenciais surpresas do campeonato português

O futebol destaca-se das outras modalidades pela imprevisibilidade que lhe está inerente. Por isso nunca é fácil realizar previsões, sobretudo quando muitas equipas ainda não cumpriram jogos oficiais e o mercado vai continuar aberto por quase mais um mês – o que na verdade é um problema, que de resto até já foi resolvido em Inglaterra, onde o mercado fechou antes da 1.ª jornada da Premier League.
No entanto, ao olhar para os plantéis e respectivos treinadores, as pré-épocas realizadas e o passado recente dos clubes, é possível perceber, entre outras coisas, que o SL Benfica é favorito como há anos não existe nenhum em Portugal.
É verdade que os encarnados perderam João Félix e Jonas, mas também o é que reforçaram o sector ofensivo com jogadores de qualidade como Raúl de Tomás e Carlos Vinícius, além de Chiquinho. O desafio de Bruno Lage não passa por reeditar a dupla de Seferovic com Félix, mas antes formar uma outra igualmente bem-sucedida, ainda que com dinâmicas algo diferentes provavelmente entre o suíço e Raúl de Tomás.
Os dois são compatíveis, como se viu na Supertaça, e o único problema poderia ser exigir ao espanhol que fosse... quem ele não é – João Félix. De resto, as águias tornaram-se mais fortes naquilo em que eram menos: a primeira fase de construção.
Comparando esta com a equipa que começava a época 18/19 há um ano, podemos ver que Ferro substituiu Jardel no eixo da defesa e Florentino ocupa o lugar que era de Fejsa. Tanto um como o outro oferecem bem mais qualidade com bola e o SL Benfica será mais resistente a adversários que os pressionem alto.
Desta forma, trata-se de uma equipa mais completa, com mais soluções (Nuno Tavares surge como alternativa que não existia a Grimaldo, por exemplo) e mais madura, fruto do trabalho já desenvolvido com o seu treinador. É difícil identificar uma figura da equipa, mas Pizzi e Raúl de Tomás são fortes candidatos.
O grande favoritismo encarnado não é justificável apenas pelo crescimento dos actuais campeões nacionais, mas também pela fase algo instável dos seus dois rivais. O FC Porto perdeu, por razões distintas, três titulares a custo zero: o capitão Herrera, o desequilibrador Brahimi e o guarda-redes Casillas.
Do 11 saiu também Felipe e a equipa está a ser reconstruída. O objectivo e por isso também o desafio de Conceição é mudar o necessário para conseguir manter a equipa o mais semelhante possível àquilo que é desde a sua chegada e foi nesse sentido que vieram jogadores como Uribe, médio com semelhanças a Herrera, Marcano, que já foi orientado pelo técnico português, ou Nakajima, extremo de perfil parecido a Brahimi.
O outro desafio é também integrar o talento dos jovens vencedores da UEFA Youth League, nomeadamente o de Tomás Esteves, Diogo Leite, Romario Baró e Fábio Silva, que parecem francamente preparados para adicionar valor… no imediato.
A figura poderá ser Alex Telles, ele que é peça fundamental nas bolas paradas ofensivas, que constituem uma das principais armas dos azuis e brancos.
Já o Sporting CP continua a tentar reerguer-se do rombo que a equipa sofreu pós-Alcochete, quando vários jogadores importantes rescindiram com o clube e deixaram os leões a custo 0, e tem um caminho mais longo pela frente.
Em termos individuais, o plantel tem menos qualidade sobretudo do que o SL Benfica (o que se agrava se Bruno Fernandes vier a sair, mas é verdade mesmo com a permanência do capitão leonino), apresentando lacunas no meio-campo, onde nem Doumbia nem Eduardo garantem a qualidade exigida a um 6 de equipa grande.
Na baliza, Renan destacou-se na conquista das duas Taças em 18/19, mas continua a ser algo irregular e o lote de extremos, à partida, também parece curto qualitativamente para um candidato ao título. Até pelos pontos fracos identificados, faz pouco sentido a não aposta em jovens com qualidade como Daniel Bragança ou Matheus Pereira. Para Keizer, o desafio será sobretudo o de melhorar os comportamentos sem bola, quer em organização, quer em transição. A equipa é um caos defensivamente e terá dificuldades para competir caso assim continue. Se Bruno Fernandes sair, também será curioso ver como os leões o conseguem substituir. Se ficar, será certamente a figura da equipa; caso contrário, os centrais serão os esteios do grupo, mas Wendel pode ter o seu ano de explosão.
Com dois 4.º lugares consecutivos, o SC Braga surpreendeu ao escolher Ricardo Sá Pinto para suceder a Abel Ferreira e surge, em 19/20, como a maior incógnita da Liga NOS.
O potencial da equipa é tremendo pela qualidade e profundidade do plantel, mas o técnico português ainda não estabilizou em qualquer clube desde a saída do Sporting CP em 2012. Se conseguir rentabilizar os seus melhores jogadores e tornar a equipa organizada e competente sem bola, Sá Pinto pode intrometer-se na luta pelo pódio e quiçá pelo acesso à Liga dos Campeões, uma vez que tem armas no ataque capazes de desequilibrar qualquer defesa.
Paulinho e Hassan oferecem poucas dúvidas, Galeno foi um óptimo reforço, Francisco Trincão é um dos jovens de maior potencial da Liga NOS, Wilson Eduardo é garantia de golos e Murillo e Xadas também têm qualidade.
As figuras, contudo, serão os irmãos Horta, com destaque especial para André, que tem tudo para se afirmar como o melhor jogador do campeonato fora dos grandes. O desafio do treinador bracarense será potenciar ao máximo todo este valor individual e fazê-lo servir um colectivo forte.
No entanto, se o SC Braga não se apresentar na sua plenitude ao longo da época, esta será a temporada em que mais facilmente poderá ficar aquém do 4.º lugar. O Vitória de Guimarães, seu eterno rival, apostou em Ivo Vieira, que realizou um espectacular trabalho ao serviço do Moreirense, e o técnico português conta com um bom plantel, adequado ao seu estilo de jogo positivo.
Os vimaranenses perderam Tozé e Osorio, mas reforçaram o centro do ataque (a sua posição mais carenciada) com André Pereira e subiram à equipa A alguns jogadores de muito potencial.
Tapsoba, central de 20 anos, é imponente fisicamente e igualmente tranquilo com bola e pode ser a surpresa da equipa ao agarrar o lugar de Osorio. André Almeida, também da formação do Vitória, não deverá ser já titular, mas também é certamente um dos nomes dos quais se vai ouvir falar no futuro.
Lado a lado com o Vit. Guimarães surge o Rio Ave, que apostou forte em Carlos Carvalhal, e quererá ficar entre os seis primeiros, tendo uma palavra a dizer face aos dois clubes minhotos.
Além do experiente treinador português, os vila condenses garantiram Carlos Mané e Mehdi Taremi, dois reforços de peso para o ataque que devem ter a companhia de Nuno Santos na frente.
No primeiro jogo, na Taça da Liga, golearam por 6-1 a UD Oliveirense e agora vão enfrentar a equipa de Ivo Vieira naquele que será o jogo mais interessante da 1.ª jornada desta Liga NOS.
Entre as restantes equipas há realidades distintas, mas todas elas procurarão em primeiro lugar assegurar a manutenção o mais cedo possível. O Belenenses SAD de Silas viveu um ano tranquilo dentro das quatro linhas e em 19/20 não deve ser diferente; o Portimonense juntou Marlos Moreno, um dos mais sonantes reforços além dos grandes, a Jackson Martinez, Bruno Tabata e Paulinho, e tem um poder ofensivo de assinalar; e o Boavista acaba há três anos na metade de cima da tabela e por aí é previsível que continue.
Noutro patamar, clubes como o Moreirense e o Santa Clara viveram uma época acima das expectativas e por isso é normal que haja uma quebra em relação à temporada anterior, mas há que ter atenção ao jovem e muito talentoso Filipe Soares (Moreirense) e ao reforço Lincoln (Santa Clara) que chegou aos Açores após ser uma promessa no Brasil. No Marítimo, se Nuno Manta Santos tiver estabilidade também deve evitar que o emblema madeirense viva momentos de aflição no final da época, à medida que o Famalicão, recém-promovido à Liga NOS, realizou várias boas contratações com Fábio Martins à cabeça, mas também Rúben Lameiras e os jovens Diogo Gonçalves, Nico Schiappacasse e Alex Centelles – é provável que a equipa demore a chegar ao seu melhor, dado tratar-se de um plantel praticamente todo construído de raiz, mas há potencial para ser trabalho por João Pedro Sousa, também ele um estreante como treinador principal.
Por fim, o CD Aves (onde se deve ter atenção ao reforço Mahmoud Kahraba), o Vitória de Setúbal, o Tondela, o Paços de Ferreira (que tem em Bernardo Martins e Dadashov duas das possíveis surpresas da época) e o Gil Vicente deverão ser os principais candidatos à descida, com destaque para o conjunto gilista que subiu directamente do Campeonato de Portugal e cujo plantel tem somente cinco jogadores com experiência na Liga NOS, mas também um búlgaro de 22 anos com boas referências: Bozhidar Kraev destacou-se no Levski Sofia, chegou do Midtjylland e já deu a vitória frente ao CD Aves na Taça da Liga.
Seja como for, este ano a tendência é clara – os ‘pequenos’ alargaram horizontes no mercado, contrataram estrangeiros que outrora se achariam inacessíveis e vão estar mais fortes. Ganham os próprios, a Liga, mas sobretudo aqueles que gostam do jogo: os adeptos."

Futebol, outra vez

"Suspeito que o país vai depressa arrumar na gaveta do esquecimento a greve dos camionistas, as inaugurações eleitoralistas e os questionários divisionistas à Função Pública.

Até um verão de faz-de-conta passará para segundo plano. Pausa nos lamentos pela falta de sol, o Campeonato começa hoje. Não é que fique tudo resolvido, longe disso, mas o futebol permite estas interrupções suaves na urgência dos temas importantes, até por ser a coisa menos séria entre todas as coisas sérias. Entendo, porém, que os adeptos merecem todo o crédito e respeito, uma vez que sem eles a sobrevivência dos clubes seria impossível. Mas esta Liga, versão 2019/20, começa com vícios antigos que denunciam algum desprezo pelos que, no limite, sustentam salários e transferências rechonchudas. Nesta jornada, sem que nada, aparentemente, o justifique, lá regressam os jogos à sexta-feira e à segunda-feira à noite e, pior ainda, as partidas com arranque agendado para as 21.30 horas. Mas nem tudo é mau. Com o fecho do mercado em Inglaterra, cresce um bocadinho a esperança de continuarmos a ver Bruno Fernandes nos relvados portugueses. Ficam satisfeitos os sportinguistas e todos os que se focam mais nas fintas, nos passes teleguiados, nos remates ao ângulo do que no desempenho dos árbitros que, como os jogadores, também não acertam sempre. Naturalmente, não devemos esquecer, neste arranque de aventura, que há casos a envolver actores da arbitragem e dirigentes de clubes tão congelados nos tribunais que às vezes até dá a sensação de que nunca aconteceram. E, embora exterior à esfera desportiva, também seria bom que a Justiça desse sinais de que os processos não ficam no banco dos suplentes à espera de acabar a carreira por prescrição. Há nódoas no círculo do futebol. Se não são limpas de dentro para fora, terão de ser os tribunais a fazê-lo, de fora para dentro. Pode rolar a bola. E a cabeça dos criminosos, se os houver, também."

Hoje começa a Liga, sabia?

"Hoje começa a Liga portuguesa e, não tivesse eu preocupações profissionais com o dia a dia do futebol, diria que não tinha dado por isso.
As redes da Liga Portugal divulgam um poster das camisolas à roda do patrocinador e perguntam qual é a preferida - estranha prioridade informativa. As primeiras páginas dos jornais, especializados e generalistas, ignoram totalmente ou apenas assinalam a agenda. O mercado e a vida de Bruno Fernandes estão por cima de tudo.
Quem se queixa de demasiado futebol na televisão, por exemplo, permanece indiferente e descansado pelo “low profile” deste assunto, a remeter apenas para o umbigo de cada clube.
Sim, o Benfica vai esgotar a Luz e pouco interessa o adversário. 
im, os sportinguistas pensam na viagem à Madeira como se não houvesse amanhã.
Sim, o FC Porto está em transição europeia, com a cabeça nos incentivos orçamentais. Braga e Guimarães também.
Sim, “a arbitragem está muito melhor”, garantem antigos maldizentes dos órgãos federativos.
É o futebol de verão, amigável, europeu, da taça da liga (dizem-me que já começou) ou de campeonato, com jogos para a família, reencontros, confraternizações e “olas” na bancada.
A Liga começa esta noite com um palpitante Portimonense-Belenenses, sabia?"

Cadomblé do Vata (Champions...)

"O Campeão Europeu António Simões diz poucas vezes "sim" sem necessidade e o tempo que não perde a chocalhar verticalmente o cérebro, sobra-lhe para conduzir o pensamento por carril próprio. Acontece que quem quer ser maquinista do seu próprio comboio, sujeita-se com frequência a ter que se desviar de dois tipos de calhaus: os que são colocados no caminho dos seus vagões e os que os lá colocam.
A ninguém se exige que concorde com o Magriço Campeão Europeu, porque tal como ele, também aos outros assiste o direito de seguir ao volante do seu trem, mas por se tratar de alguém Campeão Europeu e que construiu dezenas de andares do arranha céus histórico que é o Sport Lisboa e Benfica, o mínimo que se pede, é respeito pelo indivíduo Campeão Europeu e pela opinião, que convenhamos, sem acertar sempre, raramente erra.
Prometer um Benfica Campeão Europeu é vender banha da cobra, ponto. E ao contrário da ladainha que vai percorrendo com frémito as cabeças Benfiquistas, o Ajax é o maior exemplo disso. Numa temporada de completo desnorte entre os maiores europeus, os holandeses chegaram às meias finais, repito "às meias finais" e isso continua a não valer título de Campeão Europeu. Mais, terminada a temporada, perderam de chofre 2 craques e pasmem-se, semi finalistas da competição maior europeia, campeões e vencedores da taça de uma nação futebolisticamente periférica, estão em pleno Agosto a disputar com o PAOK o apuramento para o playoff da Liga Milionária.
Poderia o Glorioso sonhar com o ceptro maior inter clubes mundial? Sim, claro... partindo de um principio utópico que 120 milhões seriam uma cláusula proibitiva por qualquer predestinado com 6 meses de futebol sénior "à séria", para os grandes europeus. Como nos provou o 3º maior clube espanhol, não é. E se dúvidas houverem, dentro de um ano um qualquer Everton do Mundo vai fazer questão de as apagar com o Florentino. Mesmo que este ano não sejam atingidos os objectivos europeus de chegar aos oitavos, ou com sorteio favorável, os quartos de final da Champions. Que continuam a não valer título de Campeão Europeu... como aquele que António Simões venceu."

A propósito do (des)controlo emocional (do Sporting e não só)

"“Remontadas” como as que observámos entre o Liverpool e o Barcelona, na Liga dos Campeões, vitórias esmagadoras entre adversários equiparados, como sucedeu na Supertaça Cândido de Oliveira, no passado fim de semana, ou, ainda mais surpreendentemente, entre adversários cuja dotação em termos dos valores individuais dos plantéis, se encontra completamente desequilibrada e onde, ainda assim, a equipa notoriamente mais “frágil” acaba por se “agigantar” e vencer... sempre existiram no desporto e sempre irão acontecer.
Contudo, elas são o espelho manifesto de como um correto ajustamento motivacional e emocional de um plantel, pode vir a ser o factor desequilibrante e, por essa razão, o que determina a vitória.
Muito se falou no sobre um eventual “descontrolo emocional” da equipa do Sporting: razões foram apontadas do ponto de vista da preparação física, técnica, táctica... só faltou, de facto, explorar em profundidade as razões de natureza psico-emocional (o que não deixa de ser curioso, atendendo a que o tema central seriam as emoções).

Emoções e Alta Competição
À partida, espera-se que um atleta (poderia ser um treinador ou um árbitro), porque compete em alta competição, terá igualmente um domínio elevado das suas competências psico-emocionais - entenda-se, capacidades como: manter a atenção sustentada por um período alargado, fazer uma correta gestão da frustração, saber persistir em cenários de adversidade, saber estar em equipa, saber ser liderado ou liderar, entre tantas outras.
Espera-se.
Espera-se... como se a simples exposição ao treino e à competição, pudessem resultar numa angariação cumulativa deste tipo de competências, numa proporção simples tipo: “quanto mais joga mais exposto se encontra à experiência, quanto mais exposto, mais treina e evolui”.
A investigação não corrobora, na verdade, esta assunção até porque, da mesma forma que aprendemos gestos técnicos errados, também aprendemos a activar emoções igualmente “erradas”. 
Há, pois, muitos atletas que, actuando comportamentos e emoções desadaptativas (ex: raiva), acabam por ter sucesso pontual e imediato, contudo, dificilmente se traduzirá em sucesso consistente e contínuo, se esta emoção for activada de forma indiscriminada e contínua, pois pode conduzir, por exemplo, a situações de exaustão emocional e potencial abandono.
Não deixa de ser curioso, no entanto, esperar que aconteça algo (ex: que os atletas exibam domínio das suas competências emocionais) quando não se criam os contextos necessários para que possa ser desenvolvido treino de forma consistente e sistematizada.

Exercício de “Sorte Ou Azar”
Por esta razão, por não haver ainda um conhecimento científico suficientemente difundido, acerca dos processos de treino em indivíduos e equipas que visam a integração planeada de competências cada vez mais elevadas, impera ainda no meio uma máxima de “sorte ou azar” que deverá afastar-se de um futebol que se pretenda assumir, cada vez mais, como ciência.
De facto, enquanto não assistirmos à integração da Psicologia (e, já agora, da Nutrição – alavanca fundamental para a optimização não só fisiológica, mas também dos processos cognitivos e emocionais dos atletas), enquanto ciência, nas equipas multidisciplinares que assistem os plantéis (e suas equipas técnicas), naquela que é a optimização do processo desportivo, muitos resultados surgirão por aparente “mero acaso”, pela activação não planeada (logo de difícil repetição) de estados de “flow” (estados de desempenho óptimo) em 2 ou 3 atletas que consigo arrastam a confiança e desempenho de toda uma equipa.
Mero acaso... sem relação causa-efeito... sem conseguir identificar como activar ou desemcadear a emoção desejada.
Logo, sem previsibilidade, sem capacidade de repetir e sem controlo voluntário – afinal, a tal “sorte”.

Maturidade (Mestria) Psico-Emocional Precisa-se!
Naturalmente que qualquer atleta ou treinador que atue em contextos de alta competição possui, necessariamente, um conjunto de competências psico-emocionais suficientemente elevadas para justificar a sua presença nesse nível competitivo – ainda assim, uma larga maioria, não exibe um controlo voluntário sobre as mesmas, evidente quando não consegue inverter uma sucessão de erros ou comportamentos de insucesso.
Por esta razão, e se o desafio for projectar os nossos atletas de um cenário de alta competição para um de Excelência, importa agregar no seu processo desportivo, o contributo inestimável de uma série de disciplinas cientificas (a Psicologia e a Nutrição são apenas duas delas) que, integradas numa perspectiva de Treino e Optimização de Competências, contribuirão certamente para a diminuição da alietoriedade que se assiste no que respeita à actuação do potencial desportivo de atletas e equipas no decorrer de toda uma época desportiva.
Há, no entanto, diferentes “maturidades” necessárias, senão vejamos:
- Das Federações que devem espelhar o processo cientifico subjacente ao desempenho desportivo, através da criação de equipas multidisciplinares que, articuladamente, devem colaborar com os clubes (suportando em especial os mais necessitados);
- Dos Clubes, que devem assumir o seu papel formativo e, desde cedo, activar estas mesmas equipas multidisciplinares junto dos atletas mais jovens, educando-os na multidimensionalidade subjacente à prática desportiva;
- Dos Atletas (ou Treinadores), nomeadamente nos escalões seniores, que devem chamar a si a responsabilidade do seu desenvolvimento pessoal em áreas especificas onde, por alguma razão, o clube não possui recursos.
Ou não fosse esta uma área de responsabilidade partilhada.
Em boa verdade, e como em tantas outras áreas da sociedade, deve-se “esperar” menos e fazer mais."

Nas lesões temos de ouvir o corpo e desligar a mente

"Quando iniciamos qualquer modalidade, tudo parece tão fácil. Acreditamos que, no fundo, só precisamos de treinar forte - mas estamos completamente errados.
Existem vários factores que influenciam um objectivo mas o que tem maior impacto são as lesões. As lesões aparecerem quando estamos na nossa melhor forma e ninguém gosta dessa fase.
Nessas alturas aparecem os “ses”: “O que poderíamos ter feito de diferente?”; “será que vou voltar à mesma forma?”; “será que chega treinar só isto?!”; “não estarei a descansar demais?” – enfim, tudo questões que alteram por completo os nossos objectivos e nos confrontam com os nossos maiores receios.
Começamos a ter medo, de não conseguir atingir o sucesso, de errar, a ouvir críticas, passamos de vencedores a derrotados, desvalorizamos.
São horas e horas de trabalho que de um dia para o outro passam a zero...
Nessas alturas, temos de respeitar o nosso corpo e desligar a mente. A mente só quer treinar a 110%, só quer acelerar o processo de recuperação, só quer voltar a competir, só quer “tudo para ontem”. Há que respeitar a lesão e dar o tempo necessário ao corpo de voltar a 100%, mas qualquer atleta é muito competitivo, disciplinado, trabalhador, ambicioso e também impaciente. Queremos tudo para ontem e temos dificuldade em esperar pelo nosso momento.
São precisos anos de trabalho para atingirmos a consistência necessária, para chegarmos/mantermo-nos no topo mundial e quando acontecem estes contratempos temos de voltar a construir tudo o que tínhamos conseguido.
É a altura crítica de um atleta. Fica frágil emocionalmente e fisicamente, triste, revoltado e muitas vezes não consegue lidar com estes contratempos. É preciso uma grande maturidade para dar tempo e respeitar o nosso corpo. É altura de parar, pensar e deixar fluir.
É um momento menos bom da carreira que, de certeza, vai trazer aprendizagens.
Tudo passa e estas lesões também passam e em nós fica o “calo”. Olhamos para elas como uma aprendizagem e que só nos vão tornar mais fortes. Tiramos as coisas boas desse momento e tornamo-las numa motivação extra para voltarmos ainda mais fortes.
As lesões são como um “reset” ao corpo, um “reset” que nos traz mais força para conseguirmos os nossos objectivos que é superar-nos e superar é conquistar competências que nos valorizam como pessoas, sendo melhores pessoas somos melhores atletas.
Confia em ti e confia no processo!"

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Jogadores que Admiro #103 – Léo

"De todos os laterais esquerdos que vi com o símbolo glorioso ao peito, Leonardo Lourenço Bastos foi o que mais me marcou.
O nome Léo ficará para sempre destacado na primeira década deste século. O brasileiro carregou o futebol encarnado puramente com o seu génio. Uma década de um Benfica futebolisticamente frágil e desorientado, onde foi graças a jogadores como Léo que as bancadas ainda foram vibrando.
Chegou ao SL Benfica já com 30 anos e participou em três épocas e meia antes de regressar ao Santos FC. Chegou após a conquista de um campeonato nacional e saiu na época anterior à conquista do seguinte. Também ele se junta a outros grandes nomes da história encarnada que nunca puderam celebrar um título pelo SL Benfica.
Com um futebol muito parecido ao de Grimaldo, o brasileiro fez o que o espanhol faz actualmente, mas num contexto onde não era impulsionado pela qualidade daqueles que o rodeavam.
Um jogador de técnica refinada, com espírito lutador e a jogar de cabeça levantada. Uma inteligência acima da média, toque de bola e criatividade para constantes ingressões ofensivas.
Enquanto benfiquista ficarei sempre grato por o poder ter visto jogar pelo meu clube, pela sua qualidade e por toda a paixão que sempre demonstrou por ele, tanto dentro como fora dos relvados. 
Os adeptos da minha geração irão sempre recordar a primeira década deste século como aquela que viveram com maior intensidade e paixão. Foi a década da nossa adolescência. Anos onde apesar da ausência de conquistas íamos vibrando com as jogadas, golos e desarmes dos nossos ídolos. E o lateral esquerdo brasileiro será sempre um ídolo para esta geração.
Chegou ao SL Benfica em 2005 após o clube conquistar o campeonato nacional depois de uma seca de 10 anos. Participou activamente em três épocas, mas sem alcançar qualquer conquista. Na última época na Luz acabou por praticamente não jogar e rescindiu contrato em Janeiro por motivos familiares. Na época seguinte o SL Benfica voltou a sagrar-se campeão nacional.
Um período inglório para um jogador tão marcante. Não conseguiu aquilo que muitos conseguiram, mas conquistou o que poucos puderam alcançar – as bancadas.
Enorme Léo."

Casa cheia

"O Campeonato não poderia começar melhor. Amanhã na Luz, às 21h30, será com casa cheia que o Benfica começará a defesa do seu título. A pré-época teve planeamento, projecção internacional e resultados que nos dão muita confiança em relação ao futuro, mas o mais difícil começa agora.
Os brilhantes triunfos no International Champions Cup e na Supertaça fazem já parte do passado. Ainda mais o vibrante título nacional da época passada.
Que este Campeonato tenha elevação, desportivismo dentro e fora do campo, regras claras e sem ameaças e coações como infelizmente aconteceu nos últimos anos.
Da nossa parte, todo o protagonismo será dado aos verdadeiros artistas, equipa técnica e jogadores, a razão de ser deste espectáculo que emociona milhões e constitui uma das indústrias mais rentáveis e prestigiadas do País.
Congratulamo-nos, por isso, pelos bons resultados desportivos obtidos por todas as equipas portuguesas nestas primeiras pré-eliminatórias europeias, num contributo importante para a melhoria do ranking de Portugal na UEFA.
Voltando ao início do Campeonato, o nosso primeiro adversário será o Paços de Ferreira, que garantiu o regresso ao primeiro escalão na temporada passada. Apesar de ter disputado a Liga de Honra em 2018/19 (na qual se sagrou campeão), este é um clube habituado ao convívio entre os grandes.
A mobilização está garantida e o apoio dos benfiquistas, estamos certos, muito contará para que a equipa consiga ultrapassar este primeiro valoroso adversário.
Como campeões, naturalmente todos terão uma motivação extra para nos tentarem tirar pontos, conforme lembrou Rui Costa. Mais uma razão para começarmos com total concentração e foco desde já.
Jogo a jogo, rumo ao 38 pelo Benfica!"

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Die Liga NOS 2019/20

"Am 9. August startet die Liga NOS in die Saison 2019/20. Während das Rennen um den Meistertitel wieder ein Duell zwischen Benfica und dem FC Porto verspricht, dürfte die Hälfte der Erstligisten um den Klassenerhalt kämpfen. Gleich neun Vereine gehen mit neuen Übungsleitern in die Spielzeit.  
Rekordmeister ist Benfica mit 37 Titeln, es folgen der FC Porto (28) und Sporting Lissabon (18). Belenenses Lissabon und Boavista Porto mit je einem Meistertitel schließen den sehr übersichtlichen Kreis der Vereine, die seit der Ligagründung 1934 Meister werden konnten.
Seinen derzeitigen Namen verdankt das Oberhaus des portugiesischen Fußballs dem Medienunternehmen NOS, das die Liga seit Februar 2015 sponsert. Über den Wert der Namensrechte haben der Ligaverband LPFP und NOS Stillschweigen vereinbart.
Die Begegnungen werden üblicherweise zwischen Freitagabend und Montagabend ausgetragen, fernsehgerecht hat dabei jede Partie eine eigene Anstosszeit. Dass die Spiele erst kurzfristig konkret terminiert werden, macht den Freunden des portugiesischen Fußballs das Leben häufig schwer. In Deutschland wird die Liga NOS von den Streaming-Diensten DAZN und sportdigital übertragen, wobei sich das Angebot auf die Begegnungen der drei Großvereine Benfica, Porto und Sporting beschränkt.
Die Liga NOS ist eine Spielklasse der Extreme. In ihr trifft ein Klub wie Benfica, der mit 240.000 Mitgliedern und einem Jahresumsatz von über 200 Millionen Euro zu den großen Namen des globalen Fußballgeschäfts gehört, mitunter auf Konkurrenten aus Ortschaften, die keine 5.000 Einwohner zählen. Sind die Kader der „großen Drei“ gemeinsam rund 800 Millionen Euro wert, bringen es die übrigen 15 Teams der Liga zusammen gerade einmal auf etwas mehr als 300 Millionen.
Auch geographisch ist die Liga NOS alles andere als ausgeglichen. Im Norden des Landes kämpfen rund um die Städte Porto, Braga und Guimarães gleich elf Erstligisten um die Gunst der Zuschauer, im Ballungsraum Lissabon sind es deren vier. Je ein Klub aus der Algarve sowie von den Atlantikinseln Madeira und São Miguel komplettieren das Teilnehmerfeld. Weite Teile des Landes bleiben also vom Spitzenfußball ausgeschlossen.
Der portugiesische Meister nimmt automatisch an der Gruppenphase der Champions League teil, während der Vizemeister in die Qualifikationsrunde muss. Der Meisterschaftsdritte und -vierte qualifiziert sich ebenso wie der Pokalsieger für die Europa League. Ist der Pokalsieger bereits über die Liga für einen europäischen Wettbewerb qualifiziert, spielt auch der Fünftplatzierte in der Europa League.
Doch werfen wir einen Blick auf die 18 Vereine, die in dieser Saison um den Titel in Portugal kämpfen.

Sport Lisboa e Benfica
Gegründet: 1904 Heimatstadt: Lissabon (545.000 Einwohner)
Stadion: Estádio do Sport Lisboa e Benfica (65.000 Plätze)
Trainer: Bruno Lage (seit Januar 2019)
Marktwert des Kaders: 313 Millionen Euro
Platzierung 2018/19: Meister
Zuschauerschnitt 2018/19: 53.824
Saisonziel: Meister
Fünf Meistertitel in den letzten sechs Spielzeiten sprechen eine eindeutige Sprache: Benfica hat die zwischenzeitlich an den FC Porto verlorene Vormachtstellung im portugiesischen Fußball zurück erobert. Trainer Bruno Lage hat mit der erfolgreichen Aufholjagd in der Vorsaison für zusätzliches Selbstbewusstsein gesorgt. Mit dem Gewinn des International Champions Cups in der Sommerpause sowie dem 5:0 im Supercup gegen Sporting haben die Adler ihre Ambitionen unterstrichen. Lage ist bei den Fans extrem populär, nicht zuletzt weil er in seiner noch kurzen Amtszeit äußerst erfolgreich junge Talente in die Profimannschaft integriert hat. Offensichtlich ist es ihm auch gelungen, den Abgang von „Wunderkind“ João Félix zu kompensieren. Große Hoffnungen ruhen auf Neuzugang Raúl de Tomás, der für 20 Millionen von Real Madrid geholt wurde. Er soll im Angriff für frischen Wirbel sorgen. Zweifellos hat Benfica den stärksten Kader in der Liga NOS und noch dazu eine eingespielte Mannschaft.
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Futebol Clube do Porto
Gegründet: 1893
Heimatstadt: Porto (214.000 Einwohner)
Stadion: Estádio do Dragão (50.400 Plätze)
Trainer: Sérgio Conceição (seit Juli 2017)
Marktwert des Kaders: 269 Millionen Euro
Platzierung 2018/19: 2.
Zuschauerschnitt 2018/19: 41.626
Entfernung nach Lissabon: 314 Kilometer
Saisonziel: Meister
Die vergangene Spielzeit ohne jeden Titelgewinn ist eine schwere Bürde für Trainer Sérgio Conceição, der inzwischen der dienstälteste Übungsleiter der portugiesischen Liga ist. Ob es in dieser Saison besser läuft, ist fraglich. Der FC Porto hat Stammspieler wie Iker Casillas, Éder Militão, Felipe, Óliver Torres, Brahimi und Héctor Herrera verloren, die bei der angespannten wirtschaftlichen Situation des Vizemeisters kaum zu ersetzen sind.
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Sporting Clube de Portugal
Gegründet: 1906
Heimatstadt: Lissabon (545.000 Einwohner)
Stadion: Estádio José Alvalade XXI (50.000 Plätze) 
Trainer: Marcel Keizer (seit November 2018)
Marktwert des Kaders: 211 Millionen Euro
Platzierung 2018/19: 3.
Zuschauerschnitt 2018/19: 33.691
Saisonziel: 3. Platz
Sporting ist auch ein Jahr nach den chaotischen Ereignissen, die ihren traurigen Höhepunkt mit dem Angriff vermummter Anhänger auf die eigenen Spieler fanden, noch nicht wirklich zur Ruhe gekommen. Zwar wurde der ehemalige Präsident Bruno de Carvalho inzwischen aus dem Verein ausgeschlossen, doch er hat noch immer viele Anhänger. Sportlich ist der Kader von Sporting nicht auf Augenhöhe mit den Rivalen Benfica und Porto, wie Anfang August das 5:0-Debakel im Supercup gegen Benfica gezeigt hat. Sollte auch noch Superstar Bruno Fernandes den Verein in der laufenden Transferperiode verlassen, wartet auf den niederländische Trainer Marcel Keizer eine ganz schwere Saison.
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Sporting Clube de Braga
Gegründet: 1921
Heimatstadt: Braga (137.000 Einwohner) 
Stadion: Estádio Municipal de Braga (30.300 Plätze) 
Trainer: Ricardo Sá Pinto (seit Juli 2019)
Marktwert des Kaders: 92 Millionen Euro
Platzierung 2018/19: 4.
Zuschauerschnitt 2018/19: 12.035
Entfernung nach Lissabon: 364 Kilometer
Saisonziel: Qualifikation für die Europa League
Der SC Braga muss den Verlust von Trainer Abel Ferreira verkraften, der jetzt bei PAOK Saloniki an der Seitenlinie steht. Auch der Wechsel von Mittelstürmer Sousa in die Chinese Super League ist schmerzlich. Doch obwohl der neue Coach Ricardo Sá Pinto nicht unumstritten ist, und abseits des Platzes gelegentlich für Schlagzeilen sorgt, sollte es für Braga zumindest wieder für den vierten Tabellenplatz reichen.
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Vitória Sport Clube
Gegründet: 1922
Heimatstadt: Guimarães (158.000 Einwohner)
Stadion: Estádio Dom Afonso Henriques (29.900 Plätze) 
Trainer: Ivo Vieira (seit Juli 2019)
Marktwert des Kaders: 44 Millionen Euro
Platzierung 2018/19: 5.
Zuschauerschnitt 2018/19: 18.249
Entfernung nach Lissabon: 364 Kilometer
Saisonziel: Qualifikation für die Europa League
Der neue Trainer Ivo Vieira wird versuchen, die erfolgreiche Arbeit seines Vorgängers Luís Castro fortzuführen. Castro wurde vom ukrainischen Serienmeister Shakhtar Donetsk unter Vertrag genommen. Mit attraktivem Offensivfußball und Vertrauen in junge Talente will sich Vitória Guimarães erneut für die Europa League qualifizieren.
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Moreirense Futebol Clube
Gegründet: 1938
Heimatstadt: Moreira de Cónegos (4.900 Einwohner)
Stadion: Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas (6.100 Plätze)
Trainer: Vítor Campelos (seit Juli 2019)
Marktwert des Kaders: 11 Millionen Euro
Platzierung 2018/19: 6.
Zuschauerschnitt 2018/19: 2.275
Entfernung nach Lissabon: 358 Kilometer
Saisonziel: Klassenerhalt
Sämtliche Erwartungen übertroffen hat in der letzten Spielzeit Moreirense. Der sechste Tabellenplatz war die bislang beste Platzierung der Vereinsgeschichte. Nun zahlt man in der Kleinstadt Moreira de Cónegos den Preis des Erfolges: Trainer Ivo Vieira coacht jetzt Vitória Guimarães, auch zahlreiche Stammspieler folgten dem Lockruf des Geldes. So wechselte Stürmer Chiquinho für knapp vier Millionen zurück zu Benfica. Geblieben ist hingegen der frisch gebackene Afrikameister Halliche. Um ihn herum will der neue Trainer Vítor Campelos mit bislang elf Neuzugängen eine schlagkräftige Truppe aufbauen, deren oberstes Ziel jedoch der Klassenerhalt sein dürfte.
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Rio Ave Futebol Clube
Gegründet: 1939
Heimatstadt: Vila do Conde (28.600 Einwohner)
Stadion: Estádio dos Arcos (9.000 Plätze)
Trainer: Carlos Carvalhal (seit Juli 2019)
Marktwert des Kaders: 18 Millionen Euro
Platzierung 2018/19: 7.
Zuschauerschnitt 2018/19: 3.630
Entfernung nach Lissabon: 340 Kilometer
Saisonziel: Qualifikation für die Europa League
Der neue Star von Rio Ave sitzt auf der Trainerbank: Carlos Carvalhal ist nach neun Jahren im Ausland und Stationen unter andrem bei Besiktas Istanbul und Swansea City zurück in der Liga NOS. Er soll Rio Ave in die Europa League führen und zählt dabei auf die traditionell guten Kontakte, die sein neuer Arbeitgeber zum Spielerberater Jorge Mendes pflegt.
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Boavista Futebol Clube
Gegründet: 1903
Heimatstadt: Porto (214.000 Einwohner)
Stadion: Estádio do Bessa (28.000 Plätze)
Trainer: Lito Vidigal (seit Januar 2019)
Marktwert des Kaders: 18 Millionen Euro
Platzierung 2018/19: 8.
Zuschauerschnitt 2018/19: 8.155
Entfernung nach Lissabon: 314 Kilometer
Saisonziel: Ob re Tabellenhälfte
Trainer Lito Vidigal setzt nach einer soliden Spielzeit 2018/19 auf Kontinuität. Nur all zu gerne würde der Meister von 2001 an die großen Erfolge vergangener Tage anknüpfen, doch bis dahin ist es noch ein sehr weiter Weg. Schon eine bessere Platzierung als der 8. Platz der Vorsaison wäre ein Erfolg. Dafür braucht Boavista vor allem mehr Durchschlagskraft im Sturm, denn in den Testspielen erzielten die Nordportugiesen gerade einmal zwei Treffer. Zehn Neuzugänge hat Boavista unter Vertrag genommen, darunter Linksaußen Heriberto, der von Benfica ausgeliehen wurde.
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Belenenses SAD
Gegründet: 1919
Heimatstadt: Lissabon (545.000 Einwohner)
Stadion: Estádio Nacional do Jamor (37.600 Plätze)
Trainer: Silas (seit Januar 2018)
Marktwert des Kaders: 11 Millionen Euro
Platzierung 2018/19: 9.
Zuschauerschnitt 2018/19: 2.889
Saisonziel: Obere Tabellenhälfte
Lange Zeit hatte Belenenses im vergangenen Jahr gute Chancen auf eine Qualifikation für die Europa League, bevor es zum Saisonende zu einem Leistungseinbruch kam. Trotzdem wurde Trainer Silas von den Experten ein hervorragendes Zeugnis ausgestellt, arbeitet er doch in einem sehr schwierigen Umfeld. Nachdem es 2018 zwischen Codecity, dem Mehrheitsaktionär der Profisparte, und dem Verein zum Bruch kam, musste die Profimannschaft das angestammte Estádio do Restelo verlassen. Gespielt wird jetzt vor immer weniger Zuschauern im Nationalstadion vor den Toren Lissabons. Auch wenn in der Sommerpause gleich sechs Stammspieler den Verein verlassen haben, setzt Silas in der neuen Saison wieder auf eine Mischung aus erfahrenen Spielern und jungen Talenten. Hilfreich ist dabei eine erst im Juni vereinbarte Kooperation mit dem französischen Vizemeister OSC Lille, der Belenenses gleich fünf Spieler ausgeliehen hat.
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Clube Desportivo Santa Clara
Gegründet: 1921
Heimatstadt: Ponta Delgada, Azoren (69.000 Einwohner)
Stadion: Estádio de São Miguel (12.500 Plätze)
Trainer: João Henriques (seit Juli 2018)
Marktwert des Kaders: 16 Millionen Euro
Platzierung 2018/19: 10.
Zuschauerschnitt 2018/19: 4.010
Entfernung nach Lissabon: 1.445 Kilometer Luftlinie
Saisonziel: Klassenerhalt
Der zehnte Tabellenplatz von Santa Clara in der vergangenen Saison war die beste Platzierung in der Vereinsgeschichte. Trainer João Henriques setzt auf Kontinuität. Für den Klub von der Azoreninsel São Miguel lautet das einzig realistische Saisonziel, auch in der dritten Spielzeit in der Liga NOS wieder den Klassenerhalt zu schaffen.
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Club Sport Marítimo
Gegründet: 1910
Heimatstadt: Funchal, Madeira (112.000 Einwohner) 
Stadion: Estádio do Marítimo (10.600 Plätze)
Trainer: Nuno Manta Santos (seit Juli 2019)
Marktwert des Kaders: 16 Millionen Euro
Platzierung 2018/19: 11.
Zuschauerschnitt 2018/19: 6.622
Entfernung nach Lissabon: 972 Kilometer Luftlinie
Saisonziel: Obere Tabellenhälfte Nach einer enttäuschenden Saison, in der Marítimo vorübergehend sogar in Abstiegsgefahr geriet, soll der neue Trainer Nuno Manta Santos den Klub von der Atlantikinsel Madeira wieder in ruhiges Fahrwasser führen. Der Kader wurde mit sechs Neuzugängen ergänzt, unter ihnen der erst 21-jährige japanische Nationalspieler Daizen Maeda. Er soll im Sturm die Lücke schließen, die der Abgang von Joel Tagueu hinterlässt. Der Kameruner kehrte nach seinem Leihende zurück zu Cruzeiro Belo Horizonte. Es bleibt abzuwarten, ob es am Ende zu einer neuerlichen Qualifikation für die Europa League reichen könnte. Dort trat Marítimo zuletzt 2012/13 an.
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Portimonense Sporting Clube
Gegründet: 1914
Heimatstadt: Portimão (45.400 Einwohner) 
Stadion: Estádio Municipal de Portimão (9.500 Plätze) 
Trainer: António Folha (seit Juli 2018)
Marktwert des Kaders: 23 Millionen Euro
Platzierung 2018/19: 12.
Zuschauerschnitt 2018/19: 3.313
Entfernung nach Lissabon: 282 Kilometer
Saisonziel: Obere Tabellenhälfte
In seiner dritten Spielzeit hintereinander in der Liga NOS will sich Portimonense als Erstligist etablieren. Schon im Vorjahr hatte der Kader an sich mehr Potential, als es der zwölfte Tabellenplatz letztlich zum Ausdruck brachte. Doch die Abgänge wichtiger Spieler in der Winterpause, unter ihnen der japanische Nationalspieler Nakajima, waren für den Verein aus der Ferienregion Algarve kurzfristig nicht zu kompensieren. Für den Sprung in die obere Tabellenhälfte kann Portimonense wieder auf einen japanischen Auswahlspieler bauen: Der 24-jährige Linksverteidiger Koki Anzai wurde von den Kashima Antlers verpflichtet.
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Vitória Futebol Clube
Gegründet: 1910
Heimatstadt: Setúbal (52.000 Einwohner)
Stadion: Estádio do Bonfim (18.600 Plätze)
Trainer: Sandro Mendes (seit Februar 2019)
Marktwert des Kaders: 13 Millionen Euro
Platzierung 2018/19: 13.
Zuschauerschnitt 2018/19: 4.784
Entfernung nach Lissabon: 53 Kilometer
Saisonziel: Klassenerhalt
Vitória Setúbal hat sich vor allem in der Offensive verstärkt: Angreifer wie Carlinhos (Standard Lüttich) oder Brian Mansilla (Racing Avellaneda) sollen für frischen Schwung im Sturm sorgen und mit ihren Toren dazu beitragen, dass der südlich von Lissabon beheimatete Traditionsklub nicht in Abstiegsgefahr gerät.
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Clube Desportivo das Aves
Gegründet: 1930
Heimatstadt: Vila das Aves (8.400 Einwohner)
Stadion: Estádio do Clube Desportivo das Aves (10.200 Plätze)
Trainer: Augusto Inácio (seit Januar 2019)
Marktwert des Kaders: 11 Millionen Euro
Platzierung 2018/19: 14.
Zuschauerschnitt 2018/19: 2.454
Entfernung nach Lissabon: 348 Kilometer
Saisonziel: Klassenerhalt
Nach dem in der Vorsaison nur mit viel Mühe geglückten Klassenerhalt hat Aves seinen Kader neu formiert. Mit Ausnahme der Aufsteiger vermeldete in der Sommerpause kein Verein mehr Zu- und Abgänge. Die 15 Neuzugänge stammen aus mehr als einem Dutzend Ländern, viele von ihnen haben bislang noch nicht in Portugal gespielt. So steht Trainer Inácio vor der schwierigen Aufgabe, aus dem bunt zusammengewürfelten Haufen eine konkurrenzfähige Mannschaft zu formen.
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Clube Desportivo de Tondela
Gegründet: 1933
Heimatstadt: Tondela (4.500 Einwohner)
Stadion: Estádio João Cardoso (5.000 Plätze)
Trainer: Natxo González (seit Juli 2019)
Marktwert des Kaders: 11 Millionen Euro
Platzierung 2018/19: 15.
Zuschauerschnitt 2018/19: 2.702
Entfernung nach Lissabon: 266 Kilometer
Saisonziel: Klassenerhalt
Auf Veränderung stehen die Zeichen in Tondela: Neuer Geschäftsführer der Fußball-AG ist der spanische Ex-Profi David Belenguer, der sich gleich noch Verstärkung aus der Heimat holte. Trainer Natxo González stand bis April diesen Jahres beim galizischen Zweitligisten Deportivo La Coruña an der Seitenlinie. Die Liga NOS ist für ihn Neuland. Nach den Abgängen zahlreicher Stammspieler der Vorsaison muss González eine neue Elf formen, die auch im fünften Jahr in Folge im Abstiegskampf bestehen kann.
⚽️⚽️⚽️ Futebol Clube Paços de Ferreira
Gegründet: 1950
Heimatstadt: Paços de Ferreira (7.500 Einwohner)
Stadion: Estádio Capital do Móvel (9.200 Plätze)
Trainer: Filó (seit Juli 2019)
Marktwert des Kaders: 10 Millionen Euro
Platzierung 2018/19: Meister (LigaPro)
Zuschauerschnitt 2018/19: 2.772
Entfernung nach Lissabon: 342 Kilometer
Saisonziel: Klassenerhalt
Nur ein Jahr nach dem Abstieg in die LigaPro ist Paços de Ferreira wieder erstklassig. Den Weg zurück in die Liga NOS schaffte das Team unter Coach Vítor Oliveira, für den es bereits der elfte Aufstieg in seiner Karriere war. Auf den erfahrenen Trainer muss Paços in der neuen Saison jedoch verzichten, Oliveira wird statt dessen mit Gil Vicente versuchen, die Klasse zu halten. Um nichts anderes als den Klassenerhalt wird auch der Meister der LigaPro mit seinem runderneuerten Kader kämpfen.
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Futebol Clube de Famalicão
Gegründet: 1931
Heimatstadt: Vila Nova de Famalicão (8.500 Einwohner)
Stadion: Estádio Municipal 22 de Junho (5.500 Plätze) 
Trainer: João Pedro Sousa (seit Juli 2019)
Marktwert des Kaders: 14 Millionen Euro
Platzierung 2018/19: 2. (LigaPro)
Zuschauerschnitt 2018/19: 3.478
Entfernung nach Lissabon: 350 Kilometer
Saisonziel: Klassenerhalt
Nach einem Vierteljahrhundert kehrt der FC Famalicão zurück in die erste Liga. Der Aufsteiger begrüßte in der vergangenen Saison die meisten Zuschauern in der LigaPro und startet durchaus ambitioniert in die neue Spielzeit. Hauptaktionär bei Famalicão ist die Quantum Pacific Gruppe des israelischen Geschäftsmanns Idan Ofer, der auch 32 Prozent der Anteile an Atlético Madrid hält. Vom Kader, der im Mai die Rückkehr ins Oberhaus schaffte, ist nur wenig übrig geblieben. Gleich 26 Neuzugänge wurden unter Vertrag genommen, darunter drei Spieler von Atlético Madrid. Von Benfica wurden Linksaußen Diogo Gonçalves und Mittelfeldmann Guga ausgeliehen. Neuer Trainer ist João Pedro Sousa, langjähriger Assistent von Marco Silva bei Vereinen wie Sporting, FC Watford oder FC Everton.
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Gil Vicente Futebol Clube
Gegründet: 1924
Heimatstadt: Barcelos (120.000 Einwohner) 
Stadion: Estádio Cidade de Barcelos (12.500 Plätze)
Trainer: Vítor Oliveira (seit Juli 2019)
Marktwert des Kaders: 7 Millionen Euro 
Platzierung 2018/19: Campeonato de Portugal, Série A
Zuschauerschnitt 2018/19: n.V.
Entfernung nach Lissabon: 375 Kilometer
Saisonziel: Klassenerhalt
Zum Abschluss der große Unbekannte, denn Gil Vicente ist nicht sportlich aufgestiegen, sondern wurde per Gerichtsbeschluss aus der 3. Liga direkt in die Liga NOS befördert. Das bereits vor zwei Jahren ergangene Urteil basiert auf Vorkommnissen, die 2006 als „Caso Mateus“ in die portugiesische Fußballgeschichte eingegangen sind. Weil der damalige Erstligist Gil Vicente angeblich den angolanischen Nationalspieler Mateus ohne gültige Spielberechtigung eingesetzt hatte, wurde der Verein mit dem Zwangsabstieg bestraft. Zehn Jahre lang beschäftigte der Fall die Gerichte, bevor 2017 das endgültige Urteil erging, das Gil Vicente zur Saison 2019/20 einen Startplatz in der Liga NOS zusprach. Mit der „Mission Impossible“, einen Drittligisten in der obersten Spielklasse zu etablieren, wurde kein geringerer als Vítor Oliveira betraut. Der 65-jährige Trainer genießt in Portugal Kultstatus, denn er ist im Laufe seiner Karriere mit elf Vereinen in die erste Liga aufgestiegen. Nun soll er Gil Vicente mit einem völlig neu zusammengestellten Kader den Klassenerhalt sichern."

A sério?! Que 'surpresa' mais mal amanhada!!!

Benfiquismo (MCCLVI)

Gang...!!!

Aquecimento - Arranque...

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Tic, tac, faz o relógio do mercado. Quem fica e quem sai?

"Com o mercado a encerrar a 2 de Setembro, há ainda tempo para entradas e saídas no plantel do SL Benfica. Apesar de bem apetrechado, com várias soluções de qualidade e polivalência, há ainda espaço para entradas e ainda mais para saídas. Bruno Lage quer contar com um plantel curto e competitivo, com cerca de 20 jogadores de campo. De momento, trabalham exclusivamente às ordens do setubalense 26 futebolistas que não os guarda-redes. Como tal, até final do mercado, deverão abandonar o grupo seis jogadores. Por outro lado, acredito que se juntem três novos nomes aos comandados de Lage, que terá na equipa B um viveiro, onde jovens como Nuno Santos e Tiago Dantas poderão crescer e ingressar no plantel mais tarde.

Saídas
Svilar – O guarda-redes belga, prestes a fazer 20 anos, chegou como promessa e continua a sê-lo. Para ser uma certeza, precisa de espaço para se afirmar e não o tem nem terá no SL Benfica. Pela qualidade que me parece ter, não deverá ser vendido, mas sim emprestado (preferencialmente, sem opção de compra) a um clube que dê ao jogador e ao clube da Luz garantias de (muito) tempo de jogo. As notícias veiculadas e a ausência de Mile Svilar dos convocados para a Supertaça deixam claro que só faltará escolher o destino do belga e, possivelmente, contratar quem o renda como segundo guarda-redes. A isso já lá vamos.
Ebuehi – Contratado há cerca de um ano, foi impedido de jogar por uma grave lesão. Já recuperado mas longe da melhor forma física e desportiva, não se perspectiva que terá muitos minutos se permanecer no plantel encarnado, especialmente depois de André Almeida ter realizado uma das suas melhores épocas e de Lage ter preterido o nigeriano por Nuno Tavares no jogo frente ao Sporting CP. No entanto, à semelhança de Svilar, deverá ser apenas cedido por uma temporada, podendo voltar para corroborar ou refutar o que dele se esperava quando ingressou no clube proveniente do ADO Den Haag.
Conti – Com 25 anos, está na altura de este central argentino se afirmar como titular da sua equipa. Mas essa equipa não será o SL Benfica. É, de momento e de longe, o quarto central do SL Benfica e tal situação terá de ser vista pelo jogador como insuportável. Nenhum jogador quer ser a última solução para a sua posição quando está na idade mais propensa a alcançar a melhor forma física e desportiva da carreira. É mau para o futebolista e para o clube, que poderia e deveria ter – e acredito que terá, já lá vamos – um jovem central como quarta opção para o plantel principal e como primeira para a equipa secundária. Assim, o empréstimo é uma opção, no entanto, tendo em conta os jovens centrais de qualidade que despontam nas formações secundárias do SL Benfica, a saída em definitivo é o cenário ideal.
Fejsa – Campeão, capitão, ídolo, líder, orgulhoso dono de um carrapicho. O internacional sérvio foi tudo isto e muito mais no SL Benfica. Foi e é. Contudo, e ainda que a qualidade não o tenha abandonado, a sua forma já não é condizente com a exigência de Bruno Lage. O treinador pretende montar, em cada jogo, uma equipa avassaladora, que pratique futebol de excelência a alto ritmo. E, ainda que grande seja o apreço que tenho por Fejsa, o sérvio já não consegue aportar à equipa nem um futebol de excelência, nem um ritmo alto. Dessa forma, acredito ter chegado ao fim a bonita história de amor e conquistas que viveram, durante seis épocas, o clube da Luz e o médio sérvio.
Zivkovic – A debandada sérvia deverá prosseguir com Andrija Zivkovic. Depois de este país dos Balcãs ter servido de viveiro do SL Benfica anos a fio, os encarnados preparam-se para, na época 19/20, ver dissipar-se o contingente sérvio do qual fizeram parte Jovic, Markovic, Saponjic, entre outros. Ao contrário de Fejsa, Zivkovic não chegou sequer a construir uma história bonita com as águias, sendo a sua saída quase natural, pese embora a qualidade que demonstrou ter desde que chegou. Belíssimo pé esquerdo. Todavia, a sua falta de vontade e de empenho sempre suplantaram o seu talento. Fala-se num empréstimo, mas a venda seria a melhor opção.
Cervi – Pé esquerdo menos belo, mas ainda assim capaz de estragos, num daqueles dias. O problema é que esses dias têm sido escassos nos últimos tempos, ainda que o argentino tenha demonstrado muito mais empenho e vontade de dar a volta por cima do que Zivkovic. Trata-se, acima de tudo, de uma questão de encaixe. Franco Cervi tem qualidade e capacidade de trabalho, mas falta-lhe uma pitada de criatividade que lhe permita desequilibrar na frente como tão bem o faz Rafa e como tão bem o parece fazer Caio Lucas. Não serve para Lage, que o levou ao Algarve, mas que o deixou na bancada, e, como tal, a sua saída aparenta ser um dado adquirido.
Cádiz – Sempre foi uma incógnita para mim. Via nele potencial, mas via no plantel que se formava demasiada concorrência para que o venezuelano se afirmasse. A lesão que sofreu no jogo de apresentação frente ao RSC Anderlecht travou qualquer crescimento que pudesse ter e ditou claramente o seu destino: Jhonder Cádiz vai ser emprestado. Belenenses SAD (ainda será?) apresenta-se na frente da corrida, seguido por clubes estrangeiros, isto, claro, de acordo com a comunicação social desportiva portuguesa. O destino é ainda incerto, mas a viagem está programada e, talvez, até marcada. Para o ano há mais, Cádiz, para o ano há mais.

Entradas
Guarda-redes – O brilhantismo de Vlachodimos nos mais recentes jogos não anula a necessidade de aquisição de um outro guardião por parte do SL Benfica. Aliás, até torna essa necessidade mais premente. “O SL Benfica tem um belíssimo guarda-redes”, leio e ouço, “para que é que precisa de outro?”. Porque um não chega. Porque as grandes equipas devem ter dois jogadores de valia equivalente para cada posição. Para mim, Vlachodimos não provou frente ao Sporting CP que não é preciso contratar um concorrente. Provou o contrário. Provou que o nível está cada vez mais alto e, consequentemente, é exigível que haja uma segunda opção a esse nível. A diferença entre Zlobin/Svilar e Vlachodimos é cada vez mais notória e abismal e isso Obriga à aquisição de um guarda-redes que concorra e compita com o grego. Porque, de momento, não há concorrência. Além disso, o jogo de pés do Odysseas continua ao nível do Fejsa, se o Fejsa tivesse uma perna engessada. Também há esse pormenor.
Lateral-direito – Ebuehi deve mudar-se para outro clube, Nuno Tavares deve, numa curta viagem, mudar-se para o flanco que é seu (é de Grimaldo, na verdade) e André Almeida continuará senhor da lateral direita encarnada. Posto isto, será necessário fazer ingressar no plantel um digno concorrente para a posição (de preferência alguém com seguro anti lesões, aprendamos com o passado recente). A opção mais acessível e mais badalada nos últimos dias dá pelo nome de Tomás e pelo sobrenome Tavares (sim, outro. Não, não é o último). Dotado tecnicamente e polivalente (direita e esquerda, como alguns partidos), trata-se de um lateral com grande propensão ofensiva, estatura considerável (1,87 m), ainda que esguio e pouco possante (74 kg), inteligente a defender, forte no 1 vs 1 ofensivo e defensivo, grande pulmão e ainda maior margem de progressão. É uma óptima solução e nem a idade me preocupa. Mas preocupa-me o facto de só começar a trabalhar nesta nova época dia 10 de Agosto, por via da participação no Campeonato da Europa de sub-19. Assim, o recurso ao mercado poderá revelar-se necessário.
Central – Com a saída de Conti, o SL Benfica precisará de suprir a ausência do argentino e completar o lote de quatro centrais com um jovem de qualidade garantida que esteja já num patamar de maturidade competitiva mais alto do que aquele em que se encontram Kalaica ou Pedro Álvaro, por exemplo. Alguém que tenha já assumido um papel preponderante na sua equipa. Alguém como Starhinja Pavlovic. O central sérvio do FK Partizan tem sido apontado como alvo do SL Benfica para fazer precisamente a ponte entre as equipas secundária e principal e vejo com bons olhos (apesar das muitas dioptrias) a sua contratação. Após assumir-se como titular no renomado clube sérvio (13 jogos), terá já capacidade para crescer na equipa B encarnada, treinando com Lage e sendo opção em jogos de menor dificuldade teórica, podendo ser aposta forte na época seguinte."