Últimas indefectivações

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Vitória no Barracão !!!

Sporting 1 - 3 Benfica

Inacreditável a Federação permitir jogos do Campeonato Nacional nestas condições! Os jogadores mal conseguiam patinar... Tudo isto, numa tentativa bacoca dos Lagartos, em provocar, intimidar e na melhor das hipóteses prejudicar o Benfica no Campeonato, não para o Sporting ganhar alguma coisa com isso, mas para criar obstáculos na caminhada do Benfica!

O jogo foi mais do mesmo, os Lagartos basicamente a rematarem de meio-campo, à espera de um desvio milagroso, e o Benfica a desperdiçar golos atrás de golos, com o São Girão a salvar os Lagartos da goleada... sendo que também houve incompetência nossa na finalização.
Num jogo disputado a baixa velocidade, que até permitiu aos treinadores 'quase' não fazerem substituições (um dos grandes objectivos dos Lagartos... já que têm um plantel menos profundo)...

Continuamos invictos, a caminhar para o título... Este era uma das 'armadilhas' da 2.ª volta, não pela qualidade do adversário, mas pelos condicionalismos fora de campo, temos que manter a concentração, mas será muito complicado o Benfica ter 3 desaires até ao final da época...

Sobre a polémica dos bilhetes, já defendo à bastante que o Benfica devia proibir a entrada das claques da Lagartada nos Pavilhões da Luz. Em todas as modalidades. E se for preciso pagar multas, paga-se... O Sporting em geral, e com ênfase nas modalidades é gerido por gente de merda, não merecem nenhum respeito... É gente que não vale nada, que está a mais no Desporto... Como é óbvio, eles iriam retaliar, e os nossos adeptos também não poderiam ir às barracas que eles vão alugando, mas isso não seria grave... Além disso, pouparíamos dinheiro na segurança dos jogos.

Vitória em Oliveira do Hospital

Benfica 61 - 45 Ovarense
6-11, 16-10, 19-5, 20-19

Percentagens horríveis, inicio muito mau... só na parte final do 3.º período acertámos alguns Triplos, e conseguimos cavar uma boa vantagem!
Mesmo assim lá conseguimos a qualificação para a Final da Taça Hugo dos Santos, a Taça da Liga do Basket Nacional.
O Wilson fez um jogo mau, o Radic parece estar ainda condicionado... o Cook está a fazer os seus pontos, mas parece sempre desligado do jogo... Tudo isto para concluir que amanhã na Final com os Corruptos temos que jogar muito melhor, senão arriscamos repetir o jogo da Fase Regular... ou melhor: os jogos, porque no jogo da Luz, apesar da vitória, jogámos quase sempre mal, só uma recuperação milagrosa na parte final nos deu a vitória! É verdade que os Corruptos, esta época, já perderam com a Ovarense e a Oliveirense, mas amanhã, como é normal, vão fazer o jogo da vida deles...

Vitória na Maia

Castêlo da Maia 1 - 3 Benfica
18-25, 17-25, 25-20, 14-25

Gaspar(24), Zelão(13), Kolev(11), Duff(8), Reis(8), Renan(3), Casas, Oliveira, Ché, Gelinski, Lopes, Mart(dnp)

No 1.º jogo das Meias-finais do Play-off do Campeonato Nacional de Voleibol, vitória confortável do Benfica... a derrota num Set não é grave!
Recordo que estas Meias-finais são à Maior de 5, portanto temos que ganhar mais dois jogos. No próximo fim-de-semana, temos a hipóteses de fechar a eliminatória, com dois jogos na Luz. Com a Europa pelo meio, é importante não carregar o calendário com jogos desnecessários!!!

Quartos carimbados...!!!

Filippos Verias 26 - 23 Benfica
(11-16)

Com a qualificação 'garantida' ontem (20 golos de vantagem), já esperava um jogo em modo gestão. E foi isso que aconteceu... mas apesar da rotação, a derrota era perfeitamente evitável... 7 golos na 2.ª parte, é muito mau! O guarda-redes Grego até é o melhor jogador do Filippos, mas mesmo não existe justificação para tantos erros no remate...

Agora, é concentrar tudo na eliminatória com o Madeira SAD... temos a obrigação de passar às Meias... e depois logo se verá!
Na Challenge Cup temos que esperar pelo sorteio, mas como disse ontem, parece-me que o ABC (finalista vencido no ano passado) será o nosso principal adversário!

Empate no Fontelo

Académico de Viseu 2 - 2 Benfica B


Pelo menos já conseguimos empatar!!! Num jogo disputado com muita chuva, safou-se o ponto ganho, que neste momento, até é importante na luta pela permanência!!! Nunca estivemos em vantagem (1-0; 1-1; 2-1; 2-2), mas as crónicas dos Benfiquistas presentes no Fontelo, até foram positivas desta vez...!!!
Como curiosidade tivemos os irmãos Ribeiro em campo: Yuri contra o Romeu... ambos formados no Benfica!


Nem debaixo de água

"Nem debaixo de água conseguiu o Benfica ganhar ao Porto que vinha de perder em casa com o Arouca. Conseguirá chegar ao fim da temporada e festejar o título uma equipa que não ganha um joguinho que seja aos adversários directos? Ora aqui está uma questão que só o tempo desvendará. A acontecer, seria absolutamente notável pelo absurdo. Mas o que é o futebol se não uma soma de absurdos mais ou menos eficazes.
Os jogadores mais criativos do Benfica foram ontem muito cerimoniosos nos despiques individuais. Mas na conferência de imprensa do lançamento do clássico, Rui Vitória fintou com grande clarividência uma pergunta cuja essência apelava directamente a uma manifestaçãozinha de vaidade. Questionado sobre se considerava o seu discurso "de revolta" do início de Janeiro (... depois de Jesus sugerir aos jornalistas que lhe fizessem "perguntas incómodas") como o momento-chave da recuperação da equipa, Rui Vitória não foi vaidoso. Do presidente ao tratador da relva, o treinador do Benfica não deixou ninguém fora da responsabilidade de um trabalho bem feito em 11 jogos consecutivos. Agora que o 12.° jogo não correu tão bem, é a hora de voltar a apontar baterias ao treinador, ou será que o soberbo colectivo que recuperou o Benfica para a discussão do título vai, uma vez mais, assumir o seu dever?
Na próxima terça-feira o Benfica regressa à Liga dos Campeões e logo veremos se a derrota de ontem vai ou não pesar no compromisso europeu. O adversário é o Zenit de São Petersburgo, o palco é a Luz e a expectativa é grande a valer, o que se compreende na perfeição. É que não se trata da primeira mão dos oitavos-de-final da mais impressionante competição de clubes mas também de um reencontro em campo com gente que já foi nossa, como Garay, Javi Garcia e Witsel, e com gente que, antes pelo contrário, nunca foi e nunca será nossa como, ainda esta semana, o afirmou muito bem André Villas-Boas, o treinador português da equipa russa.
E neste futebol de mercantilismo livre e selvagem chega a ser bonito quando se vê o tão desvalorizado amor à camisola subir ao lugar de comando na hora de se tomarem decisões importantes na vida das pessoas e das instituições. E este preceito romântico vale tanto para André Villas-Boas como para o próprio Benfica de que, é certo e sabido, Villas-Boas nunca será treinador."

Benfiquismo (XIII)

O Benfica em Anfield, com chuva, também com um mau resultado... mas com uma grande foto!

Redirectas XXIX - Tudo ou Nada

No jogo do tudo ou nada, ganhou o enforcado. Ora desculpem lá, mas isso não tem ponta por onde se lhe pegue. Se eu fosse um homem de apostas hoje quem ficava enforcado era eu. Quem joga em apostas pode queixar-se de má sorte. Mas jogar na sorte é colocar-se a jeito. Às vezes sai vermelho outras preto mas a casa ganha sempre. 
Se há coisa que eu aprendi é que o futebol mais do que um jogo de sorte ou azar é um jogo onde a estratégia reina. E hoje houve uma estratégia que perdeu. A segunda parte é o espelho disso mesmo. Por isso, é bom meditar bem no assunto e perceber o porquê desta derrota sem colocar a culpa na má-sorte. 
Primeiro as definições dos lances não foram eficazes porque o tempo de execução foi muito menor do que o habitual. E aí urge aumentar no treino o nível de pressão para estimular melhor capacidade de reacção para este tipo de jogos. 
Segundo, porque demos muita liberdade aos avançados e meio campo adversário. Aquela velha máxima que são as defesas que ganham campeonatos não existe por mero acaso. Há que ser humilde e reconhecer na hora da derrota os erros e tentar corrigi-los. É isso que eu espero do meu treinador.
Eu ambiciono o meu Benfica candidato a ganhar a Champions League e para isso é necessário sermos auto-críticos. Porque sempre existe algo a melhorar. E essa verdade ainda é mais clara no momento da derrota. O discurso da exigência é importante. Vir depois de uma derrota dizer que merecíamos ganhar é algo difícil de digerir. Eu aceitaria isso se tivessemos sido roubados pelo árbitro. Mas nem disso nos podemos queixar. A baliza é grande demais para ser o guarda-redes o culpado de uma derrota. Se ele as defendeu é porque as bolas estavam ao alcance. Falhámos golos que deveriam estar no fundo das redes, como foi o caso do primeiro golo, que foi um lance de excelência do nosso enorme Renato Sanches e do grande Mitroglu. Quando uma bola é bem metida não existe guarda-redes que a vá buscar.
Este era um jogo em que tinhamos tudo para ganhar. E deveriamos ter ganho. Estava tudo a nosso favor até ao minuto 28. Pense nisso!

Desperdício

Benfica 1 - 2 Corruptos
Mitroglou


Foi um desperdício de golos, um desperdício de pontos... e acima de tudo desperdiçamos a possibilidade de 'enterrar' os Corruptos neste Campeonato!
As habituais analises resultadistas, vão enaltecer todos os feitos dos Corruptos (mesmo onde não houve mérito...), e vão encontrar defeitos em tudo o que o Benfica fez, mas a analise do nosso treinador no final do jogo foi totalmente correcta: o jogo decidiu-se na eficácia... Independentemente de alguns erros que cometemos (individualmente ou colectivamente), fizemos mais do que o suficiente para ganhar... e para ganhar confortavelmente (3-1; 4-2; 5-2...). Foi noite de São Casillas (o mesmo que muito provavelmente na próxima Quinta-feira em Dortmund vai voltar a 'frangar'...!!!), os Corruptos também tiveram algumas oportunidades, mas o Júlio não fez uma única defesa digna de registo... Entre os remates que acertámos na baliza, os remates que passaram ao lado, e até dos 'quase' auto-golos de antologia, se houvesse justiça no Futebol, só o Benfica poderia ter ganho este jogo...

Fui um dos críticos à forma de jogar do Benfica no início da temporada, mas foi logo visível a boa capacidade de 'leitura' de jogo do Rui Vitória no banco, hoje, esteve mal: os Corruptos começaram com o Brahimi no meio, e o André na esquerda, mas logo após o golo do Mitro, trocaram... e o Benfica nunca encontrou antídoto para ajudar o André Almeida. E até a troca de flanco do Pizzi com o Nico, não foi positiva: como o Pizzi defende muito próximo dos médios-centros, a ideia foi ter o Nico mais próximo do Almeida, mas nem isso resultou defensivamente; como ofensivamente perdemos capacidade, porque tanto o Pizzi como o Nico jogam muito melhor nos 'seus' flancos...
Mas repito, mesmo assim apesar dos sustos, a maior parte das jogadas, acabou em carambolas, ou em remates ao lado... Tivemos muitos mais oportunidades claras de golo, muito devido às fragilidades no centro da defesa dos Corruptos...

As substituições acabaram por também correr mal, porque acabámos com o Meio-campo esgotado fisicamente (Renato/Samaris fizeram todo o jogo em 'inferioridade' numérica), e acabámos com pouca presença na frente, num jogo que pedia o Jiménez, até devido ao 'espaço' que existia no meio dos Centrais...
Além destas debilidades/erros nossos, a partir do 1-2, praticamente não se jogou à bola, porque o apitadeiro foi totalmente conivente com o anti-jogo sistemático... E mesmo assim, podíamos ter empatado pelo menos em 2 ocasiões...
Sobre o Soares Dias, além da conivência com o anti-jogo no final da partida, durante o resto conseguiu a proeza de não marcar uma falta a favor do Benfica, nos últimos 30 metros (e teve oportunidade de o fazer)... Sendo que 'matou' todas recuperações 'altas' do Benfica; algo que não aconteceu ao contrário... por exemplo, a melhor oportunidade dos Corruptos além dos golos, é um remate ao lado do Aboubakar, que nasce numa falta do Marega sobre o Eliseu...!!! E só deu a lei da vantagem a favor do Benfica, para 'evitar' Amarelos aos Corruptos...  Sendo que ainda existe uma Mão na Bola, que no Estádio me pareceu penalty, mas ainda não vi na televisão...

É fácil ser treinador de bancada, no final do jogo! Mas eu recordo a nossa vitória em Braga. O Braga é a equipa mais próxima dos 'grandes' e o Benfica não teve vergonha, em ir a Braga jogar com 1 avançado, e com 3 médios-ofensivos próximos dos nosso dois médios mais defensivos. Creio que no Alvalixo daqui a 3 semanas, é muito provável que essa seja a opção do Rui Vitória. Mas hoje, na Luz, se calhar devíamos ter feito o mesmo... Eu sei que correndo mal o jogo, o treinador seria logo acusado de cobardia... Mas, este problema dos 2 médios do Benfica, contra os 3 dos adversários, nos jogos 'grandes' continua a ser um problema não resolvido.
Em 90% dos jogos do Tugão o Modelo do Benfica (442), é muito mais eficaz, os resultados provam isso mesmo... mas é preciso o plano B.

Independentemente do resultado do jogo da Choupana amanhã, estamos na luta... Aliás, no final do jogo ouvi muitos Benfiquistas preocupados com o jogo de Terça para a Champions, pois eu, estou muito mais preocupado com o jogo de Domingo em Paços... Ninguém acredita que o Benfica tenha hipóteses de vencer a Champions, agora o Campeonato está ao nosso alcance... e mesmo se perdermos todos os derby's e clássicos, podemos ser Campeões (tendo em conta como os nossos adversários estão a jogar, até acho que esta possibilidade é bastante provável!!!). E se me derem a escolher entre ganhar o próximo derby ou ser Campeão, eu prefiro ser Campeão!!! Dito isto, eu, na Terça, jogava com o Semedo, com o Carcela, com o Talisca e com o Jiménez (dupla Talisca/Jiménez na frente, com o Baiano mais perto do meio-campo!!!). E se o Fejsa recuperar, também jogava!!! Com o terreno pesado de hoje, com a chuva prevista para toda a semana, inclusive para o jogo de Paços, eu punha todas as fichas no Campeonato... E tenho a certeza que mesmo com as alterações, iríamos discutir a eliminatória com o Zenit.

Perder nunca é bom, perder sem merecer é ainda mais frustrante... sendo assim, a única nota positiva da noite, foi o regresso do do Salvio. Eu entrei nas bancadas, com o alguns segundos de jogo, portanto não ouvi a constituição da equipa, nem perguntei a ninguém... sempre presumi que a convocatória do Toto tinha sido um prémio motavicional...!!! É verdade que o Salvio, entrou no nosso pior momento, com a equipa bastante desligada, e até perdeu uma bola estupidamente... mas muito sinceramente gostei de ver o Toto correr. Pareceu-me solto, com a passada larga... Creio que todos nós nestes últimos meses, tivemos dúvidas no regresso a 100% do Salvio... E estas primeiras indicações, foram em sentido contrário... Sinais muito positivos. É natural a falta de ritmo competitivo, mas a força e mobilidade parecem-me que estão lá! Já em relação ao talento, disso nunca duvidei... vamos ter jogador para a recta final do Campeonato.
Agora, a entrada aos poucos do Salvio na equipa tem que ser 'equilibrada'. Explico: o Pizzi é fundamental no equilíbrio táctico da equipa; o Toto é um jogador de características diferentes, se o Pizzi não estiver em campo, outro jogador tem que ajudar a nosso dupla de centro-campistas.

Vantagem segura na eliminatória...

Benfica 34 - 14 Filippos Veras
(16-8)

Só vi os primeiros minutos, e foi o suficiente para perceber que os Gregos são fraquinhos. Só o guarda-redes Grego 'equilibrou' o jogo nos primeiros minutos, mas depois dos jogadores do Benfica 'lerem' as suas características, os golos apareceram naturalmente...
Uma nota para o Ales Silva, que melhorou bastante a nossa defesa na zona Central (tem sido notório nos últimos jogos, mesmos nas derrotas...); em sentido contrário o Uelington tem perdido pontaria... o Elledy está melhor.
Amanhã temos o 2.º jogo, para cumprir calendário, mas para vencer, rodando o equipa...
Nesta competição existe sempre um grau de desconhecimento em relação aos adversários, mas analisando os possíveis adversários nos Quartos, eu arriscaria que o ABC deverá ser o adversário mais difícil!!! Como o Campeonato parece um objectivo impossível, apostar tudo na Europa, será uma boa ideia...

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

'Apito' com histórico arrepiante

"O Benfica não é nada favorito para o jogo de hoje à noite contra o FC Porto. Primeiro porque o FC Porto vem jogar em situação de desespero competitivo, depois porque o apito da marca Molten Whistle Valkeen, que produz acima de 125 decibéis, foi o mesmo da primeira mão que não expulsou Maxi Pereira, ou que há uns anos não marcou o penalty de Mangala que podia ter decidido um campeonato, ou ainda do célebre SC Braga-V. Guimarães quando disputávamos o título com o SC Braga. Sem colocar em causa a qualidade do apito, que dizem ser excelente, o melhor do mercado, tem um histórico arrepiante. Espero enganar-me, mas nestas matérias quase nunca acontece. Que seja de qualidade o Molten Whistle Valkeen.
O Benfica passou no Restelo com classe, e viu a concorrência andar aos trambolhões, mas está muito longe a conquista de objectivos. Hoje não poderemos esperar que o capitão adversário abandone o campo amuado com o jogo em movimento, teremos mesmo que ser melhores. Embora para mim seja de maior importância o jogo do campeonato, na próxima terça-feira há noite europeia e prestígio a defender. Em ambos os jogos era bom ter a Luz lotada e apoio do princípio ao fim. Esta equipa merece, os pupilos de Rui Vitória permanecem serenos e confiantes no rumo dos objectivos traçados. Rui Vitória sabe como ninguém que não é a falar nem aos berros que se ganham jogos e títulos. Jogar com qualidade e mostrar resultados é a única resposta de classe aos que não têm classe nenhuma.
O Marítimo já igualou o palmarés de Sporting e FC Porto na Taça da Liga. Chegou à final pela segunda vez e espera adversário. Eu desejo estar na final e ver o Benfica a vencer a prova, mas ainda é cedo para essas contas, que são de outro rosário.
Por agora nada mais temos, como adeptos do Benfica, que uma serena confiança."

Sílvio Cervan, A Bola

Uma mão cheia...

"... de golos abrilhantou a vitória no Restelo, a 13.ª nos últimos 14 jogos disputados no Campeonato Nacional e a 7.ª consecutiva na competição (a que se juntam os três triunfos na Taça da Liga), e aumentou para 59 os golos marcados à 21.ª jornada. É preciso recuar a 1975/76, em que o Benfica se sagrou campeão e teve em Jordão (30) e Nené (29) os expoentes máximos de uma veia goleadora apuradíssima, para encontrar uma época Benfiquista tão produtiva até esta ronda.
Jonas, com 23 tentos obtidos na principal prova nacional, é já o 52.º melhor marcador de sempre do Benfica em apenas época e meia de "águia ao peito". Com pelo menos 16 partidas por disputar, apresenta 28 golos por época, média que é superada somente por quatro atletas: Eusébio (42,5); Francisco Rodrigues (35,7); José Águas (34,5) e Arsénio (29,2). As estatísticas não nos dizem tudo, mas dão-nos pistas. Esta é evidente: Jonas é um dos melhores avançados da história do Benfica.
A reter está ainda o percurso fulgurante do ainda júnior Renato Sanches. A sua entrada no onze titular transfigurou a nossa equipa, conferindo-lhe a capacidade de recuperação de bola e, sobretudo, a dinâmica ofensiva que teimava em surgir esta temporada. A manter este nível exibicional, será bom começar-se rapidamente a pensar num substituto, pois estou convencido que será complicadíssimo mantê-lo no nosso plantel na próxima temporada. Não há, nesta altura, um único Benfiquista que não acredite numa vitória frente ao FC Porto. A nossa equipa merece este nível de confiança. Conquistou-a, jornada a jornada, após um início periclitante, que soube estancar e, creio, estará esquecido em Maio."

João Tomaz, in O Benfica

A hora da verdade

"Chegou a hora de mostrar o que vale este Benfica. De confirmar os resultados, as boas exibições, e a impressionante veia goleadora dos últimos dois meses. De calar os críticos, os mal-dizentes e as aves agoirentas. De responder aos provocadores e aos incendiários. De meter pressão máxima no rival de Lisboa, e afastar da corrida o rival do Porto.
Chegou a hora de mostrar o quanto cresceram alguns jogadores desta equipa. De André Almeida, Eliseu e Pizzi demonstrarem que estão num nível a que nunca haviam chegado antes. De confirmar que todos eles merecem discutir a titularidade na Selecção Nacional. De Jardel se arvorar definitivamente como patrão da defesa, e futuro grande capitão da equipa. De Renato Sanches se afirmar, já, como uma pedra preciosa para todas as circunstâncias. De Jonas prosseguir a sua caça insaciável à Bota de Ouro. De Mitroglou aumentar a inveja daqueles que não o conseguiram contratar. De Gaitán continuar a espalhar magia pela relva. De Fejsa ou Samaris confirmarem que, qualquer um deles é trinco de equipa campeã. De Júlio César gritar bem alto que é, ainda, um dos melhores do mundo.
Chegou a hora de mostrar que este Benfica já nada deve às versões anteriores. Que muitos dos seus jogadores nunca haviam evoluído tanto. De alcançar a 14.ª vitória consecutiva no campeonato, sequência que há décadas não era obtida. De se afirmar eloquentemente como a melhor equipa portuguesa, e a mais forte candidata ao título.
Chegou a hora da verdade. Hoje e terça-feira, FC Porto e Zenit são os adversários ideais para o momento. Medo? Nenhum! Confiança? Toda! Carrega Benfica!"

Luís Fialho, in O Benfica

Obrigados a ganhar

"Um clássico é sempre um jogo diferente. Pouco importam os momentos anímicos das equipas e a boa ou má forma em partidas anteriores. Dentro de campo, a motivação e a vontade de vencer superam qualquer circunstância. É o chamado jogo de tripla, em que ambos têm argumentos para ganhar, aliado ao facto de que ninguém pode perder. E pelo actual estado das coisas na Liga portuguesa, o Benfica-FC Porto que hoje se realiza tem tudo para ser um dos mais disputados dos últimos anos.
A derrota caseira com o Arouca complicou ainda mais as contas do FC Porto e os azuis e brancos, para poderem ter uma palavra a dizer neste campeonato, ou até mesmo na luta pelo acesso directo à Liga dos Campeões por via do 2.º lugar, não podem sair derrotados da Luz. Ganhar é o único resultado que manterá bem acesa a esperança de ser campeão este ano. Se pelo contrário a distância para o primeiro lugar aumentar para nove pontos, as hipóteses de sucesso serão bem menores.
Com os portistas ainda em processo de adaptação às ideias de José Peseiro, a equipa apresenta-se mais solta na frente, sendo capaz de criar mais ocasiões de perigo, mas os últimos jogos expuseram alguns erros na transição defensiva que terão de ser corrigidos. Os dragões correm assim contra o tempo à procura da sua melhor forma e os actuais problemas de lesões no centro da defesa também não ajudam, o que obrigará o treinador a fazer alterações no sector. No entanto. a importância do jogo e a superação individual que normalmente estas partidas provocam nos jogadores, garantem um FC Porto certamente forte.
Para o Benfica, o jogo chega na melhor altura. Recuperou a liderança depois de estar a vários pontos de distância, tem apresentado um ataque mortífero e, neste momento, é a equipa da Liga com mais vitórias conquistadas (17). Contudo, este jogo será um verdadeiro teste à consistência da equipa encarnada que, esta temporada, perante adversários de maior exigência não conseguiu impor o seu futebol. Frente a FC Porto e depois com o Zenit, poderemos confirmar se as águias chegam preparadas para estas batalhas.
O Benfica chega ao clássico igualmente pressionado para ganhar e não deixar descolar novamente o Sporting. Por coincidência, apresenta também condicionalismos no centro da defesa. Já o ataque apresenta-se na máxima força, com Jonas e Mitroglou a mostrarem estar de pé quente. Manterá Rui Vitória os dois avançados frente aos dragões? E como lidará a equipa com a previsível superioridade numérica dos dragões no meio-campo? Dúvidas para tirar esta noite. Mas tudo indica que o duelo táctico resultará num jogo aberto, com a bola a rondar as duas balizas, com águias e dragões a tentarem chegar ao golo.
Ao contrário do que aconteceu no ano passado, em que o Benfica apresentou uma postura mais conservadora, porque lhe bastava empatar para manter a liderança, este ano será diferente. Ambas as equipas precisam de vencer e até o empate pode acabar por ser um resultado penalizador. Adivinha-se por isso um jogo dinâmico onde quem marcar primeiro poderá desequilibrar as coisas a seu favor. 
Por seu turno, o Sporting sabe que pode aproveitar esta jornada para ganhar vantagem sobre um dos rivais, ou até os dois. Mas tem também um desafio difícil pela frente. As visitas à Madeira são sempre complicadas e o Nacional precisa de pontos para se distanciar da zona de despromoção. Além disso, as dificuldades sentidas pelos leões em partidas recentes obrigam ao máximo cuidado."

Respeitar o clássico

"Só 24 anos depois de ter medido forças pela primeira vez com o Sporting (1 de Dezembro de 1907), o Benfica teve oportunidade de defrontar o FC Porto em jogos oficiais. Foi num jogo, disputado em Coimbra (28 de Junho de 1931), a contar para o Campeonato de Portugal, que acabou com o triunfo dos encarnados por 3-0. De então para cá, a rivalidade entre águias e dragões nunca mais deixou de crescer. São, no futebol, os clubes mais titulados de Portugal. Hoje, no clássico marcado para a Luz, o Benfica aparece com uma vantagem pontual sobre o FC Porto nunca vista, à data dos confrontos entre ambos os emblemas, nas últimas três décadas. Um olhar mais incauto sobre este jogo da 22.ª jornada da I Liga poderia levar a concluir pelo favoritismo encarnado: mais seis pontos, grande capacidade goleadora, lesões de última hora no adversário, todos estes argumentos poderiam concorrer para se formar uma opinião favorável ao sucesso encarnado no clássico. Manda, porém, não só a prudência mas também os ensinamentos da história que não se passe para essa conclusão, que pecaria, sem dúvida, por manifestamente exagerada. O FC Porto, a passar, na verdade, por alguns maus momentos, tem jogadores de enorme valor, está bem orientado e apresenta-se na Luz com a ambição de não dizer um adeus prematuro, não só à possibilidade de chegar ao título, mas também de conseguir o acesso directo à Champions. Há, neste momento particular da vida dos dragões, uma carga dramática susceptível de inverter tendências e mandar a lógica às urtigas. O maior perigo que o Benfica corre é entrar em campo a pensar que é favorito..."

José Manul Delgado, in A Bola

Algumas certezas sobre o clássico

"A teoria de que os jogos entre grandes são de tripla pode continuar a aplicar-se no duelo que está marcado para esta noite na Luz, mas, convenhamos, desta vez não terá a mesma força que a fundamentou noutras ocasiões.
Quer isto dizer que o Benfica é claramente favorito. E por duas razões simples: por um lado, atravessa um ciclo triunfal sustentado em exibições convincentes; por outro, defronta uma equipa desconfiada do seu próprio valor, com problemas disciplinares e físicos, estes agravados ontem com a lesão de Marcano, e outros traumas.
Vitória descartou um favoritismo declarado mas assumiu que o 'inferno vermelho' dá um contributo para que a balança penda para o lado das águias. Será mais um argumento a juntar aos restantes e que coloca os campeões numa posição de privilégio.
O FC Porto vencer na Luz não será um acontecimento extraordinário - fê-lo duas vezes nas últimas cinco visitas, tendo perdido apenas uma -, mas a efetivar-se irá contrariar toda a lógica da actual conjuntura. Esse é um estranho sinal, pois ninguém esta habituado a ver o FC Porto numa condição 'menor' face aos seus rivais.
A grande desvantagem do FC Porto pode, contudo, ser também uma... vantagem. Contraditório? Sim, mas passo a explicar a tese. Aos dragões só interessa um resultado: a vitória. Ora, se no tempo de Lopetegui haveria sérias dúvidas de que o técnico basco arriscaria tudo para ganhar, não hesito em dizer que José Peseiro o fará.
Com estes dados, fica a melhor das certezas: o clássico vai ser um grande jogo. Um duelo mais aberto do que é normal e a qualidade dos artistas pode proporcionar espiráculo de alto nível."

Claro que há um favorito

"No dia 15 de Dezembro o Benfica empatou (0-0) com o União da Madeira e ficou, com o mesmo número de jogos, a cinco pontos do FC Porto, então 2.º classificado (a maior diferença negativa para os da Luz neste campeonato, entre os dois). Em menos de dois meses as coisas deram uma volta tal que o Benfica, hoje na liderança da Liga, recebe o FC Porto na 3.ª posição, com seis pontos de vantagem (a maior diferença positiva da época para as águias). Em apenas oito jornadas os bicampeões ganharam 11 pontos ao rival do Norte. Oito triunfos consecutivos que contrastam com o pior período dos dragões na prova, no qual somaram apenas quatro triunfos contra três derrotas e um empate.
Em véspera de um clássico ainda se utiliza o chavão que vem dos tempos da televisão a preto e branco: "é jogo de tripla, porque num confronto destes não existem favoritos". Conversa de quem, por precaução, não quer identificar uma equipa como superior. Não na história, mas no momento presente. E no dia de hoje, porque e só esse que interessa, o Benfica está bem por cima e os números são evidentes nessa matéria. Uma evidência como há muitos anos não se via: marcou nos últimos oito jogos o dobro dos golos do adversário (28 contra 14)e sofreu quase metade (5 para 8). Não há forma de olhar para o confronto que abre a jornada 22 sem reconhecer este desequilíbrio.
Face ao exposto, o Benfica joga hoje a grande oportunidade de afastar o FC Porto da corrida pelo título. Ou alguém acredita que a equipa de Peseiro terá uma palavra a dizer nesta Liga se deixar a Luz com nove pontos de atraso? Mas da mesma forma que esta é a grande chance dos encarnados, também é a última oportunidade para os dragões. Tal como na época passada o era.
Uma eventual vitória do Benfica terá de ser vista como normal. Daria sequência lógica ao percurso recente das equipas. Já o triunfo do FC Porto ganharia duplo significado: enorme resultado para os dragões, porque os mantinha vivos na corrida pelo 1.º lugar; enorme derrota para o bicampeão, porque falhava o 'xeque-mate' ao opositor. Se empatarem fica tudo na mesma? Não. Os seis pontos de vantagem benfiquista passam a valer mais por não ter de defrontar outra vez os portistas."

Futebol operático

"O jogo de logo entre Benfica e FC Porto é muito mais do que apenas um clássico, por mais importante que este seja, como afinal quase todos o são também. E tal é assim porque o que está em causa, para os dragões, é algo ainda mais determinante do que os três pontos. Apesar de ter tido um início de época terrível, para não dizer desastroso, o actual campeão foi capaz de se transmutar, com inequívoco sucesso, numa verdadeira equipa. Com o plus de jogar um futebol de ataque. Diz o povo que a sorte premeia os audazes. Não é disso que se trata. As águias marcam muitos golos porque os procuram. Mérito seu. E de Jonas, claro, fenomenal matador que faz com incrível simplicidade o que há de mais difícil, ou seja, golos, a verdadeira razão do jogo. Só de pensar que veio a custo zero do Valência, clube que o dispensou e pagou uma fortuna ao Benfica por Rodrigo...
Para o Benfica o desafio é importante porque pretende, aliás muito legitimamente, manter-se na dianteira da classificação. E como joga em casa e está manifestamente mais forte do que o Porto não pode deixar de ser considerado como favorito. Já para os dragões a disputa tem de ser encarada como a oportunidade ideal para provar que há momentos em que um conjunto de homens, formando um todo só, é capaz de se afirmar como lídimo portador de um estandarte que, quaisquer que sejam as contingências e vicissitudes de cada momento, há-de pairar sobre todas elas. Tal estandarte chama-se honra.
José Maria Pedroto gostava de dizer que futebol não é ópera. Pois não. Mas pessoalmente gostaria que antes do desafio da Luz fosse mostrada aos atletas portistas uma peça de Puccini chamada Madame Butterfly. Por lá se canta que «morre com honra quem não é capaz de viver sem ela»."

Paulo Teixeira Pinto, in A Bola

Benfiquismo (XII)

Inferno...

Redirectas XXVIII - Chegou o Dia

Chegou o grande dia! Quem é que consegue fazer alguma coisa hoje. Deveria de ser proibido trabalhar. Enfim. As coisas são como são. Mas já conto os segundos até  poder estar junto da tela a vibrar uma vez mais pelas nossas cores. 20:30 GMT é a hora que importa reter. Quem me dera poder ir ao estádio. Não há nada que se compare a um jogo destes na catedral. Mas querem os Deuses que isso esteja bem longe de acontecer. Quem sabe um dia terei de novo essa alegria.
Vou ser mais um a puxar pela equipa a partir deste pedaço de chão algures no mundo. Seremos milhões. Uma catedral imensa. Estamos convosco rapazes. Vamos a isso. Vamos com tudo.

Na minha Redirecta de ontem, falei do nosso Renato Sanches. E não é que já falam os jornais que o Real Madrid está disposto a pagar os 80 milhões? Aumente-se a cláusula!

Entretanto a votação no site da Eurosport pelos melhores adeptos da europa está agora na segunda-fase. Os votos foram reiniciados e os lagartos estão em primeiro! Vamos todos votar. Usem diferentes browsers para votar mais do que uma vez. E limpem o cache se tiverem pachorra. O link é este: http://lebuzz.eurosport.co.uk/polls/vote-who-has-the-best-fans-in-europe-11002/

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Eu, adepto, me confesso... rendido ao futebol do Benfica

"Com a humildade de sempre, sem ostentação, com respeito e sem qualquer ideia de vingança... vençam o jogo de amanhã!

Eu sei que não fica bem perder a atitude de humildade e de respeito pelos adversários em qualquer competição. Por isso, não o farei... como nunca o fiz.
Muito menos agora, depois de tanta dificuldade ultrapassada, de tanto caminho percorrido, de tanto apoio conseguido, de tanta boca calada, de tanta inveja sustida!
Não se trata, por isso, de perder essa mesma postura, mas antes de reflectir sobre o comportamento de toda uma equipa - toda, mesma sem excluir nenhum dos responsáveis, por muito pequena que seja a sua quota parte nessa mesma responsabilidade - que se soube unir, em torno de um espírito extraordinário, para ultrapassar as dificuldades de início de época muito exigente... e muito difícil.
Exigente pelas metas que nos colocámos, a nós mesmos, e pela ânsia de alguns nos ganharem, que se vai agravando de época para época, de jogo para jogo; porque a felicidade deles não depende, em primeira mão, das respectivas vitórias, mas, antes, das nossas derrotas.
E a sua exiguidade - a dessas mesmas nossas derrotas - mais acentua a sua frustração e mais aumenta a sua ânsia de vingança.
Vingança contra nós, porque somos o... e do... Benfica. Vingança contra o... maior que Portugal. E ai como isso lhes dói, como lhes custa ver a sua invocada, a maior parte das vezes de forma gratuita, grandeza, sempre ultrapassada pela enorme dimensão do Benfica!
Mas nada como relembrar atitudes, como recuperar declarações de há alguns meses, iguais às de ontem, para perceber que o espírito à Benfica tem, neste caso, muita força... e, contra ele, os invejosos podem pouco.
Assim nos mantenhamos unidos.

Há 17 jogos...
1. Na 5ª jornada da 1ª volta, o Benfica - com uma exibição que tinha merecido alguns elogios - sofria a 2ª derrota do campeonato. Depois de ter perdido em Arouca, depois de ter perdido o 1.º troféu da época, depois de terem criticado a pré-época, depois de terem duvidado do treinador, depois de... depois de... depois de...!
Havia, então, sempre um motivo de gozo, de desprezo, de desconsideração, até daqueles que menos razões tinham para enveredar por esse caminho. Durante algumas semanas, fomos sofrendo, em silêncio, os anúncios dos arautos da desgraça. Os avisos de quem tudo sabia e, muito especialmente, de quem tudo tinha sabido durante as últimas 6 épocas, na Luz, apesar de tanto ter perdido. Durante esses tempos fomos ridicularizados, sobre as más opções, sobre as más escolhas... tão ridicularizados como avisados do futuro sombrio que nos esperava.
Essencialmente, por quem não tendo a felicidade de ser do Benfica, não conhece o Benfica, nem sabe o significado de entrar em campo, de jogar... à Benfica.

O treinador
2. Há 17 jogos, tudo se voltava contra quem tinha responsabilidade de tudo o que de mal acontecia no Benfica. Até passarem para o nível seguinte, pedindo a cabeça de quem o tinha escolhido, era preciso deixar queimar em lume brando quem era responsável directo pelos resultados, como se a vida não fosse feita de aprendizagem, como se viéssemos todos ensinados a lidar com a máxima responsabilidade, de um dia para o outro.
De tudo culparam Rui Vitória. De tudo o acharam responsável. Até de coisas que se tinham passado quando ele... não andava por aqui. Mas - uma coisa que nunca perceberão - acumular o ser do Benfica (pressuposto imutável) com o facto de ser treinador do Benfica (variante sempre alterável nesta equação), trouxe a quem tinha essa responsabilidade a certeza de ter um mundo com ele. Não um mundo irracional, acéfalo e acrítico, mas todo um mundo feito de paixão de todos nós para quem tinha a responsabilidade de fazer com que, ganhando a equipa, ganhássemos todos.
Eu sei que quem não é, não percebe o Benfica. Nem percebe, mesmo com explicações, esta coisa, isto de ser do Benfica. Mas foi desse acréscimo de alma, feito de sintonia entre o acreditar cá fora e o querer lá dentro que se construiu esta recuperação. De que Rui Vitória é o grande responsável.

Sem medo de responder...
3. Como em tantas outras áreas, nem tudo foi perfeito, nos primeiros tempos. E, sem querer puxar a brasa para a sardinha de ninguém (muito menos para a minha), há, nisto tudo, um antes e depois de... responder com a frontalidade, a dureza e a objectividade exigida e aconselhável aos ataques de que fomos alvo.
Quem não se sente não é filho de boa gente. E por isso me bati - publicamente, como tenho por hábito - por respostas duras e directas a quem andava a gozar com o carácter e a personalidade de quem trabalha no Benfica.
Tiradas enviadas para o ar por quem recebia para isso, ou por quem nunca teve carácter para ser do Benfica. Porque, apesar de alguns estarem, por algum tempo (muito, para o gosto de uns tantos) no Benfica isso não lhes deu, nunca, prerrogativa de serem do Benfica. Acentuando, para quem não sabe o que isso possa ser, a velha diferença entre ser e estar. E, nisso, hoje, os que cá estão são!
Ora para bom entendedor...
Os mesmos entendedores que perceberam que deste lado, do lado dos que são e estão, não havia medo, não havia constrangimentos, não havia complexos, mas apenas competência, coragem, frontalidade, educação e... paixão pelo Benfica.

... Nem medo de dar tempo
4. Mas, a par dessa competência e dessa força feita de palavras de resposta aos ataques rascas próprios das personalidades dos seus autores (sejam eles homens do campo ou de colarinho branco), ataques de quem julga que o sol gira à sua volta, houve um tempo dado por quem tinha essa responsabilidade. E isso, por muito que não se goste, fez e faz a diferença. A diferença que faz quem assume a responsabilidade pelas decisões que toma, sem alijar culpas, nem deixar de acreditar nas decisões por que sabe que terá que responder.
Há alguns conselhos que tomo, sempre, para mim. E que gosto de ver em quem tem responsabilidades em liderar projectos de que gosto. E se isso for seguido no Benfica... tanto melhor.
Ouvindo os conselhos que devem ser ouvidos mas sem nunca ter dúvidas em público, nem alterar decisões tomadas de forma consciente, assumindo as suas consequências... são princípios que faço meus e que me agrada ver em quem apoio. Para além de gostar de quem, sem nunca esquecer os objectivos... consegue ter a calma e a maturidade suficientes para dar tempo às decisões. Liderar... também é dar tempo!
Perceberam?

Por isso, amanhã... ganhar
5. Agora, justificado o êxito, falta... cumprir esse caminho de vitória. Para tudo estar justificado. Com a humildade de sempre, sem o deslumbramento de outros, sem ostentações, com todo o respeito por quem nos quer ganhar, sem qualquer ideia de vingança... mas vencendo.
O que desejo, então?
Muito fácil! Que vençam o jogo de amanhã, para todos vencermos. Que vençam por nós. Como o Benfica e... à Benfica.
Vamos a isso!?!?!"

Rui Gomes da Silva, in A Bola

Nomes a custo zero

"Uma curiosidade do mundo do futebol passa pela circunstância de os nomes por que são conhecidos certos jogadores não serem os seus próprios nomes. Não falo de diminutivos, aumentativos, corruptelas ou alcunhas muito frequentes. Refiro-me aos nomes artísticos importados de antigos craques. Uma espécie de aquisição onomástica a custo zero, com potencial ganho de notoriedade, Alguns exemplos conhecidos: Pizzi (o bragantino Luís Miguel Afonso Fernandes), Maniche (Nuno Ricardo de Oliveira Ribeiro), Nuno Gomes (Nuno Miguel Soares Pereira Ribeiro), Petit (Armando Gonçalves Teixeira), Tarantini (Ricardo José Vaz Alves Monteiro) e alguns Pelé como Judilson Mamadu Tuncara Gomes (do Benfica, emprestado ao P. Ferreira).
É uma interessante passagem geracional de genealogias futebolísticas, pelas quais um miúdo ainda quase não jogador recebe de um graúdo ainda jogador ou já reformado um novo nome que assim fica colado ao verdadeiro. Não sei se estou certo, mas não me lembro deste empréstimo vitalício quando o artista se chama Maradona (há o nosso bom guarda-redes Marafona, mas aí é mesmo nome de família...), Messi (embora estejam sempre a nascer promessas de Messi que não passam disso mesmo), Cruiyff (houve um, mas era o filho Jordi), Beckenbauer, Di Stefano e tantos outros. Percebe-se o motivo, não vá o diabo tecê-las na comparação... C. Ronaldo tem um handicap. É que Ronaldos de nome verdadeiro há muitos. E de craques há três: o nosso, o fenómeno e o Ronaldinho Gaúcho. Por fim Eusébio, Há ou houve jogadores de nome Eusébio. Mas ninguém se atreveu a ser Eusébio por osmose denominativa. É que Rei há só um."

Bagão Félix, in A Bola

Vou ficando

"O presidente do Porto é o recordista: exerce o cargo desde 1982. Mas existem outros casos já assinaláveis de perenidade. No Benfica, há presidente desde 2003, idem no Braga, no Setúbal desde 2009, no Rio Ave desde 2008, no Arouca desde 2006, no Marítimo desde 1997.
Depois há as recaídas: o presidente do Nacional foi-o de 1994 a 2011 e em 2014 regressou. O do Boavista de 1997 a 2007 e, em 2015, 'back in business'; e o do Tondela de 2003 a 2010, com retorno em 2012.
Há até um notável caso de versatilidade do actual presidente do Moreirense, que tendo-o sido de 1996 a 2004, nesse ano fez um parêntesis para ir presidir ao Guimarães até 2007, para depois voltar ao Moreirense, até ao presente.
Esta breve análise mostra quanto estes lugares são agora apetecidos, o que não espanta. A visibilidade e importância de ser presidente de um clube de futebol em Portugal é superior à de muitos políticos ou estrelas do 'show business'. Dá influência e poder, abre portas, muito para além da esfera dos clubes que dirigem. 
Daí que haja quem faça disto vida ou ajuda para a vida que fazem. Acho que este paradigma é mau para o futebol e para os clubes. Para o futebol, porque subverte a escala de valores, assumindo os presidentes de clubes um papel de vedetismo e preponderância no fenómeno desportivo, que cabe a outros agentes, ou seja aos atletas e aos treinadores.
Para os clubes, porque estas prolongadas permanências acabam por desmobilizar as pessoas, desertificar o associativismo e criar mitos amiúde imerecidos - de salvadores da pátria e outros redentorismos, asfixiando a necessária renovação, única forma de assegurar a perenidade das colectividades.
Nos clubes, devia haver a sensatez de estabelecer limite de mandatos. Por muito que o futebol se tenha transformado num negócio, continuo a pensar que o dirigismo desportivo se deve basear na dedicação ao clube, na vontade de servir e retribuir a quem tanto nos dá. Será essa uma espécie em vias de extinção?"

Benfiquismo (XI)

E assim se fez a Catedral da Luz...

Vitória em Ponte de Sor

Eléctrico 64 - 90 Benfica
13-18, 10-29, 16-20, 25-23

Creio que foi a primeira vez desde do início do blog, que me 'passou' completamente ao lado um jogo das nossas principais modalidades...!!! O facto dos jogos das modalidades terem deixado de aparecer, com destaque de '1.ª página', no Site do Clube, não ajuda...

Felizmente tudo correu normalmente, com o Benfica a qualificar-se para a Final 8 da Taça de Portugal. Destaque para o Nuno Oliveira, que fez talvez o seu 'primeiro' jogo no Benfica, à 'Oliveira', com 27 pontos e sem Triplos!!!

Redirectas XXVII - Nunca Mais É Sexta?

Pois é meus amigos. Por mais retiros espirituais que se façam este nervoso miudinho não desgruda. A adrenalina continua a subir e nunca mais é sexta.

Estou em pulgas para ver a jogatina que este miúdo vai fazer. Enche-me as medidas. Está nas bocas do mundo e eu não quero acreditar que ele vai deixar de vestir esse manto sagrado que já faz parte da pele dele. Renove-se-lhe o contrato e coloque-se uma clausulo astronómica para deixar os tubarões em sentido. E quando falo astronómico falo de 150 milhões para cima. 
Para mim Renato Sanches é o jogador mais valioso do plantel no presente momento, já para não falar do futuro. Imprescindível manter Renato Sanches no plantel se queremos ambicionar ser campeões europeus. E é isso que os benfiquistas querem senhor presidente. Os benfiquistas querem ser campeões europeus. O Renato é garantia de um meio campo de excelência. Só podemos deixar sair um talento como o Renato quando a fábrica produzir outro de igual quilate. É elementar. O Renato é para ficar por muitos anos. É para isso que se trabalha.
Conversem com ele e façam do Glorioso de novo uma potência do futebol mundial temida por todos. São jogadores como o Renato que nos darão esse poder e essa força. Ele é inigualável e para mim inegociável. Qualquer dinheiro que paguem por ele não compensa o prejuízo de não o ter na equipa. Quanto vale um título de campeão europeu? Com o Renato acredito que vamos lá chegar. Aumentem-lhe o salário e a clausula. 
Esta é a voz do adepto a falar. 
Ver o Renato a jogar por um rival para mim será uma tristeza imensa. Porque para mim são todos rivais. Porque o que eu quero é ver o Glorioso lá em cima. Os outros quero todos que percam. Manchester United, Bayern de Munique, Real Madrid, Barcelona, Chelsea, .... RIVAIS. Renato Sanches a jogar lá, não. 
O Renato Sanches é o nosso novo Mário Coluna! A base de todo o nosso futuro. Os próximos haverão de chegar porque a fábrica está a trabalhar bem e a matéria prima é de qualidade. Pelo que senhor presidente esqueça os euros e convoque os adeptos para esse desígnio. Nós adeptos estaremos consigo. Abraçaremos a causa. Não existe desígnio maior do que construir o novo Benfica europeu do século XXI. Queremos o olimpo!

Viva o Benfica!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Luisão, de novo

"Ânderson Luís da Silva - mais conhecido pelo aumentativo Luisão, não tivesse ele 1.93 de altura - faz 35 anos no próximo sábado. É o jogador do Benfica com mais longa permanência no clube, após a generalizada globalização de transferências no futebol. Ainda me recordo de o ver jogar como debutante encarnado em Setembro de 2003, marcando um golo no que seria, contudo, insuficiente para uma recuperação do Belenenses de 1-3 para 3-3 nos últimos minutos. De Luisão não se pode dizer que «chegou, viu e venceu». Precisou dessa variável, às vezes tão desprezada e traiçoeira, que é o tempo. Hoje é vertiginosa a velocidade com que, num ápice, se transforma um jogador banal num astro e como se reduz a pó uma antes cognominada estrela. Luisão teve que vencer, com profissionalismo, perseverança e determinação, fases de desconfiança da exigente óptica tribunícia encarnada. Passo a passo, soube conquistar a consideração e gratidão dos adeptos e construir uma carreira brilhante, enquanto jogador e na qualidade de capitão de equipa (é na história do SLB o jogador com mais jogos como capitão).
O momento por que passa Luisão, impossibilitado por grave lesão de dar o seu contributo nos relvados, é difícil e ingrato. Mas tem força psicológica e anímica para ultrapassar estes percalços e poder vir ainda a contribuir, nesta temporada, para o seu almejado quinto título de campeão ao serviço do seu único clube fora da sua pátria.
Entre muitos momentos marcantes da sua carreira, elejo o seu golo, em Maio de 2005, que derrotou o SCP e permitiu acabar com um penoso jejum de títulos no campeonato. Benfiquistas sempre gratos, Luisão!"

Bagão Félix, in A Bola

Redirectas XXVI - Retiro Espiritual

Já estou em retiro espiritual. Os motores já começam a aquecer. O coração já aumentou o batimento. É altura de serenar os ânimos e encetar o período de meditação para ficar tudo nos conformes preparadíssimo para enfrentar uma vez mais as fortes emoções que se avizinham. A busca da energia interna. O contacto com o sobre-natural. A catalização das forças positivas. Com um pensamento: a superação e a glória. No horizonte se vislumbram os ecos de um futuro que se vai desenhando à medida das nossas acções. O pensamento é a força maior depois do amor. Amor é o que não falta. O pensamento trabalha-se. Que a força esteja convosco rapazes. Rumo à glória. É só mais um passo mas um grande passo! Todos juntos iremos conseguir! Eu acredito e vocês?

Faltam grandes conquistas

"Ricardinho marcou dois golos fantásticos no Europeu de futsal, o primeiro à Sérvia e o segundo à Espanha, e é muito complicado concluir qual deles foi o melhor. Mas esse reconhecimento e o entusiasmo que dele resulta não devem impedir-nos de constatar que o desempenho da selecção portuguesa nesta fase final, que ainda decorre, soube a pouco. Portugal não conseguiu vencer o seu jogo com a Sérvia, na fase de grupos, e dessa forma também não evitou o confronto com a Espanha nos quartos de final da prova, acabando por dar a oportunidade aos espanhóis de mais uma vez nos lembrarem como formaram uma equipa forte e como são capazes de nos bater sem muita dificuldade. E o que fica para a história são os golos de Ricardinho? Talvez. Mas também ficará na nossa memória que Portugal falhou neste Europeu.
Vejo e revejo os golos marcados por Ricardinho com orgulho patriótico, naturalmente, mas também não me custa admitir que este jogador fabuloso já não é apenas nosso e que os seus golos maravilhosos pertencem igualmente a todos os adeptos, como acontece com os que marca Cristiano Ronaldo nos relvados. Os aplausos que se escutaram num pavilhão lotado da Sérvia foram para Ricardinho e não para Portugal. A forma como temos apostado e evoluído no futsal merece ser elogiada, mas ainda nos falta darmos passos importantes e que também passam por juntar conquistas aos grandes golos de Ricardinho. E esta é uma realidade que podemos transportar para outros cenários. Por exemplo: todos nós, portugueses, nos lembramos do grande Europeu de Futebol que fizemos em 2004, mas o resto do mundo provavelmente lembra-se é que foi a Grécia que o venceu.
Eu vou lembrar-me sempre dos golos de Ricardinho, mas o resto do mundo não se vai lembrar de Portugal."

Nelson Feiteirona, in A Bola

ComPaixão de nós...

"Fatigante! o meio-ambiente no futebol português, agravando-se nesta temporada em que há soma de enormes turbulências: o Sporting decidiu ser campeão...; o Benfica não admite ficar atrás do treinador que não quis e, estupefacto, viu entrar no ancestral rival...; e o FC Porto não pode perder três campeonatos consecutivos...
Óptimo a luta pelo título poder ser a mais titânica dos últimos anos. Péssimo valer quase tudo para lá chegar. Exemplo de topo: intensa pressão sobre os árbitros sempre houve; mas, nesta época em que o trio de gigantes aposta tudo ou nada, como há muito não acontecia a três, tal pressão tornou-se intensíssima, pura e simplesmente...terrível!
Verdade: demasiadas arbitragens têm sido más.Tinha de piorar numa temporada em que saíram 5 árbitros internacionais. Porém, ao diabo a cegueira de esses erros serem sempre contra nós, nunca reconhecendo os nossos benefícios... e os erros que prejudicaram outros. Agravadíssima cegueira porque deliberadas campanhas! Escaldantes!
Guarda-redes dá frango; outro jogador falha marcação de penalty; treinador engana-se na táctica ou nas substituições. Mas grosseiros são os erros dos árbitros, minuciosa e exaustivamente apurados na tv. Benfica ataca-os quando não ganha; FC Porto já vai buscar parentesco de árbitro; e acabo de ouvir personalidades sportinguistas em fúria porque Bruno Paixão voltará a dirigir jogo do Sporting, 4 anos depois...
Já muito mais que fatigante, este meio ambiente; exasperante, porque louco, perigosíssimo! Cega paixão? Não pode valer tudo! Tenham comPaixão por quem adora futebol e já não tem pachorra para aturar tudo isto... que está a ficar infernal!"

Santos Neves, in A Bola

PS: Analise semi-verdadeira, ou semi-mentirosa, como quiserem: bem no diagnóstico, eu também tenho cada vez menos de vontade de seguir o Tugão...; omisso quanto às causas... usando o velho truque de meter todos no mesmo saco, quando é evidente a todos, que actualmente o grande provocador é o Palhaço-mor Lagarto! Mentiroso, quando diz que o Benfica ataca os árbitros quando perde, pois a única reacção negativa (oficial) do Benfica, contra os árbitros, foi na vitória sobre o Rio Ave na Luz.

Umberto Eco e o nosso futebol

"Umberto Eco não é particular amigo da Internet. Ou, pelo menos, da forma como as redes sociais e caixas de comentários em jornais online moldam a comunicação nos dias de hoje. Di-lo com a frontalidade de quem sabe que aos 84 anos poderá não ter muitas mais oportunidades para fazê-lo: «O drama da Internet é que promoveu o idiota da aldeia a detentor da verdade.» Ou, por outras palavras, também dele: «Normalmente, os imbecis eram imediatamente calados, mas agora têm o mesmo direito à palavra que um Prémio Nobel.»
Li isto há meses e não consegui partilhar da ideia implícita de que estaríamos melhor se os idiotas da aldeia ou os imbecis fossem calados: num mundo perfeito os idiotas e os imbecis debitavam idiotices e imbecilidades e em uníssono os restantes lhes demonstrariam a dimensão da asneira, a ponto de os levar a repensar ou, na menos má das hipóteses, a deixar de dizê-la, nem que por mero pudor.
Ontem, Fábio Sturgeon - o tal do caso com Renato Sanches, no jogo entre Belenenses e Benfica - veio dizer publicamente que o adversário não o agrediu, que fez falta talvez a justificar cartão amarelo, mas não vermelho; que o lance não deu origem directa ao segundo golo do Benfica porque o Belenenses ainda recuperou a bola e perdeu-a depois. Está bom de ver que logo a Internet se encheu de comentários como «ele já deve ter contrato com o Benfica para a próxima época»; «desculpas, as imagens falam outra coisa. Depois do jogo quem sabe esse não teve direito a voucher...» e ainda «qual o valor porque se vendeu? O Benfica tem tudo controlado».
Estranho mundo este em que uma imensa maioria que gosta de futebol e que o vê com os olhos da razão se cala e permite que os idiotas da aldeia e os imbecis façam tanto barulho que cheguem a parecer donos da verdade."

Nuno Perestrelo, in A Bola

PS: Extraordinário como se escreve uma crónica destas, cheia de razão, com total clarividência e depois omite-se (por falta coragem, só pode...!!!) o principal instigador de tal acefalia!!! Esta auto-censura (perigosa), permite esconder da crónica, que o tal Idiota da Aldeia, o verdadeiro Imbecil neste caso, é o Presidente eleito, do Sporting Clube de Portugal...
Este medo disfarçado, do politicamente correcto, irrita-me profundamente.

Benfiquismo (X)

Em dia de aniversário (57), é um privilégio recordar o Pequeno Genial, o Asterix: Fernando Chalana...

Até os comemos !!!



PS: Finalmente, um promo da RTP sem desrespeitar o SL Benfica!!! É assim tão difícil?!

Catedral com sotaque II !!!

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Entrada a matar...!!!

Benfica 9 - 5 Juventude de Viana

Vitória clara, com um início demolidor, tudo ficou resolvido cedo... após o 6-0 no início do 2.º tempo, a equipa 'desligou' completamente, principalmente os titulares, com muita displicência mesmo... só quando o Valter reentrou, a equipa melhorou...!!!
Destaque para o continuado instinto 'matador' do Jordi... em sentido contrário, tenho destacar as más exibições do Diogo. Com as novas funções desta época, o Diogo é fundamental no equilíbrio da equipa... a jogar assim, o Tiago dá mais segurança!
No próximo fim-de-semana temos derby, que vai ser jogado no Livramento... este jogo tem que ser encarado, tal como foi o jogo da 1.ª volta, doutra forma, teremos problemas...

As perfeitas noites de David Oistrach

"O maior virtuoso do violino do seu tempo esteve em Lisboa, encheu a sala do Império, sai sob uma chuva de aplausos e na noite seguinte estava no Estádio da Luz para ver um dos seus ídolos jogar: Eusébio!

Muita gente não sabe quem foi David Oistrach. Pois bem: muita gente também não sabe o que perde. David Fyodorovich Oistrach - um dos maiores virtuosos da história do violino. Nasceu em Odessa, junto ao Mar Negro, em Setembro de 1908. Fantástica Odessa! Quem ainda lá não foi também não sabe o que perde. Lugar de exílio do poeta Pushkin. Cenário de Eisenstein. A história russa é fascinante, com toda a sua panóplia de enormes grandezas e gigantescas misérias.
Mas eu falava de David Oistrach, e já vão perceber porquê. Filho de judeus, David Kolker e Isabella Beyle, já tocava violino com três anos de idade. Em seguida veio, naturalmente, o conservatório já no tempo de uma União Soviética que valorizava imenso a música clássica.
Depois Moscovo, a amizade com o compositor Shostakovitch, as suas inesquecíveis interpretações de Bach, Tchaikovski, Mozart e «tutti quanti».
David Oistrach viajou pelo Mundo à boleia do seu raro talento. As digressões multiplicaram-se após o final da II Grande Guerra: Helsínquia para começar; Florença, França, Reino Unido, até os Estados Unidos.
No dia 7 de Maio de 1968, os jornais portugueses traziam um anúncio em letras garrafais: «DAVID OISTRACH - O MAIOR VIOLINISTA DA ACTUALIDADE. Nascido em Odessa, na URSS. Professor do Conservatório do Moscovo. Amigo e criador de obras de célebres compositores soviéticos como Prokofiev, Katch Hakurian, Kabacewski e tantos outros. Acompanhado ao piano por Frieda-Bauer. Programa com obras de Bach, Prokofiev, beethoven e Tartini. Amanhã às 18h30 no Império. Representante artístico: Sequeira Costa».
Para uma das meias-finais da Taça dos Campeões, anunciava-se outro grande espectáculo: Benfica-Juventus no Estádio da Luz. A RTP confirmava uma oferta muito vantajosa pela transmissão directa do jogo. O Benfica só admitia dar aval ao negócio se o estádio esgotasse a lotação.
O Benfica arrasou a Juventus
David Oistrach foi ele próprio: enorme.
Da noite do Império vinham os elogios: «A arte de David Oistrach dispensa adjectivos. Eles ficariam quase esvaziados de sentido pois teriam de ser empregados - a bem dizer: constantemente - no grau superlativo. É o que David Oistrach atinge as regiões mais elevadas da interpretação nos estilos e nas obras mais diversas». Palavras do crítico Nuno Barreiros.
Saiu do Império sob uma chuva de aplausos.
Instado a fazer uma palestra no dia seguinte, David Oistrach abespinhou-se:
- Nem pensar nisso! Nada! Não troco o jogo do Benfica por coisa nenhuma! Nunca vi o Eusébio ao vivo... Só na televisão. Não vou perder esta oportunidade única.
David Oistrach: as mãos que dominavam o Stadivarius não perderam o ensejo de aplaudir Eusébio.
Dia 9 de Maio, David Oistrach esteve na Luz. Três dias depois, já tinha abandonado Lisboa. Mas Eusébio continuava a produzir obras de arte, mesmo sem o seu aplauso.
«Benfica sem Eusébio, não vale muito», dizia Heriberto Herrera, treinador italiano.
Mas o Benfica tinha Eusébio.
Em Lisboa, vitória por 2-0, um golo de Torres e outro de Eusébio.
Em Turim, vitória por 1-0, golo de Eusébio. E que golo!!!!
Claro como a mais pura água das fontes do Montesinho.
Mário Zambujal contava no seu peculiar estilo: «Algumas senhoras da alta roda, alfacinhas, amantes da música tinham-lhe preparado a noite, uma recepção do palacete de uma delas. Esperavam ansiosamente honrar tão grande músico e ouvir, uma vez mais ainda, em serão privado, o encanto do seu violino mágico. Ninguém contava porém com a vontade de Oistrach. Quando lhe anunciaram o que estava projectado, o violinista agradeceu polidamente mas mostrou interesse em manter a sua vontade de ver o Benfica-Juventus e Eusébio, «o virtuoso do pontapé da bola». E não houve maneira de o demover de tal. Oistrach esteve na Luz, vibrou com o jogo e com Eusébio, e mostrou o desejo de ser apresentado ao melhor marcador do último Campeonato do Mundo. E não teve receio de lhe caírem na lama os seus pregaminhos de génio da música pelo facto de admirar um génio do futebol».
David Oistrach teve as suas noites perfeitas. Eusébio foi quase perfeito. Mas perfeito mesmo seria na segunda mão, em Turim.
Fica para outro dia..."

Afonso de Melo, in O Benfica

Catedral com sotaque !!!

Para quem é apaixonado por estádios pelo mundo, assim como eu, vale a pena ficar de olho na nova série do Liga Espetacular.Estádio da Luz, a Catedral do Benfica!

Publicado por Arthur Quezada em Terça-feira, 2 de Fevereiro de 2016

A geringonça

"E não é que, contra as expectativas dos mais céticos (entre eles o autor destas linhas), a geringonça não só está a funcionar, como revela uma atitude vencedora, dá espetáculo e põe os adversários sob pressão. Quem diria que o que nasceu errático e a oferecer uma vantagem aos adversários que parecia irrecuperável é, agora, candidato à revalidação do título?
Poucos, certamente. Mas seja por força do efeito Renato - que, com uma vitalidade juvenil, joga por dois ou três e empurra a equipa para a frente; seja pela estabilização do onze titular ou porque o trabalho de Rui Vitória começou a frutificar, a verdade é que se o Benfica vencer o Porto na Luz passará a ser o principal candidato ao título.
A razão é simples: no terço final do campeonato, o que conta não é apenas a qualidade do futebol ou a disponibilidade física dos jogadores (duas dimensões em que, agora, o Benfica leva vantagem), é, também, a capacidade para gerir emocionalmente a equipa. Quanto a isso, o excesso de confiança (e a fanfarronice) do Sporting serão adversários temíveis do próprio Sporting. Já o Benfica, que começou como uma equipa frágil e desequilibrada, derrotada sucessivamente pelos de Alvalade, tem, por contraste, a seu favor as baixas expectativas com que iniciou o campeonato, a cultura de vitória dos jogadores, a estabilidade emocional da direcção e a sensatez do treinador.
Pode bem dar-se o caso de, no futebol como na política, o que nasceu como uma geringonça, afinal revelar pernas para andar e durar mais tempo e ter mais qualidade do que o inicialmente aventado."

Fim dos comentários aos árbitros

"Treinadores da Série A decidiram que vão deixar de comentar lances de arbitragem
Os treinadores das equipas da primeira divisão italiana resolveram agir contra o ambiente de constante polémica que rodeia a arbitragem e, após reunião que juntou à mesma mesa treinadores, árbitros e ainda directores dos diferentes clubes da Série A, decidiram que vão deixar de comentar os trabalhos realizados pelas equipas de arbitragem nos jogos.
A tomada de posição dos técnicos ganhou contornos oficiais através de um comunicado da responsabilidade da Associação Italiana de Treinadores Profissionais, imediatamente a seguir ao referido encontro. «Todos concordámos que o trabalho dos árbitros não será mais discutido», revelou Renzo Ulivieri, presidente da associação profissional. «Os treinadores não vão responder mais a questões sobre grandes penalidades ou sobre o trabalho dos árbitros, porque os árbitros não têm possibilidade de responder e isso parece injusto», completou o dirigente."

in A Bola

O Olimpo do futebol na 'Catedral'

"O dia em que um Deus argentino se curvou perante um Rei português.

O mundo está cheio de crenças. Na Argentina, terra de Pampas, existe um Deus maior que de vez em quanto desce à Terra na forma de um homem genial mas louco, capaz de fazer tanto o melhor como o pior. No dia 14 de Janeiro de 2009, essa divindade foi recebida em apoteose pela multidão que aguardava pelo jogo entre o Benfica e o Olhanense, a contar para a Taça da Liga. Sorriu-lhes. Ninguém imaginava que, uns minutos antes, esse Deus de tinha curvado perante um Rei português.
Quem seria este Rei, que obrigava uma divindade a curvar-se perante a sua presença? A resposta só poderia ser uma. Eusébio da Silva Ferreira.
O Deus argentino reencarnou em Maradona, eleito pela FIFA como o segundo melhor jogador de sempre e pelos amantes do futebol, numa votação online, como o primeiro de todos. Futebolista fantástico, de drible fácil e rápido, alternava as grandes exibições com noitadas regadas com álcool e drogas. Já o Rei Eusébio era o talento puro em acção, dotado de uma capacidade técnica superior e duma velocidade impressionante, que deixava os seus adversários 'pregados ao chão'. Em 1965, atingiu o topo da sua carreira ao vencer a Bola de Ouro e, em 2000, foi considerado pela FIFA o sexto melhor futebolista europeu de todos os tempos, e o nono melhor do mundo.
No dia em que desceu à Terra para visitar a 'Catedral', o Deus argentino recebeu das mãos dum mortal - não de um simples mortal, mas um daqueles que da 'lei da morte se vão libertando' - o 'manto sagrado'. A divindade e a imortalidade numa imagem que vale mais que qualquer palavra. Entre as arrancadas, os dribles, os golos e os títulos destes dois monstros do futebol, passa uma grande parte da história do futebol mundial. Ambos tinham uma paixão enorme pela bola, fosse num bairro pobre de Lourenço Marques com uma bola de trapos, num bairro pobre e Buenos Aires com balizas de pedra, ou em grandes palcos. O futebol tem uma linguagem própria e não discrimina o pé descalço ou o pobre. Coloca todos no mesmo patamar e depois deixa vir ao de cima a arte e o engenho de cada um. Uns são dignos representantes da modalidade, outros transformam-se em Deuses e Reis.
A imortalidade do rei Eusébio está bem presente no Benfica. Saiba mais sobre esta grande figura do desporto mundial no Museu Benfica - Cosme Damião."

João Fortes, in O Benfica