"1. Sabemos todos o que Anísio Cabral fez na Luz, ao
minuto 84 do jogo com o Estrela. Nem vale a pena
descrever e voltar a descrever o momento, desde
que se iniciou nos pés de Banjaqui até terminar no
fundo das redes, depois da intervenção de Anísio.
Rui Águas, que foi um exímio cabeceador e pode
ser considerado um especialista na matéria, classificou imediatamente o lance como obra de um
dotado, e não como obra do acaso.
2. Anísio agradeceria mais tarde, nas redes sociais, a
“todas as pessoas que fizeram parte deste grande
processo” e prometeu “lutar por muito mais”. E não
se ficou por aqui. “Isto é o início de algo grande”,
acrescentou. Confiemos que sim. E confiemos também na nova geração do futebol português. Geovany Quenda, jogador do Sporting, e Bernardo Lima,
jogador do FC Porto, companheiros de profissão de
Anísio Cabral, deixaram na publicação as suas felicitações pela estreia inspirada do amigo.
3. Noutros tempos, estas coisas seriam difíceis de
acontecer sem que os clubes dos jogadores em
questão se abespinhassem com tamanha demonstração de amizade e de companheirismo por
um rival. Acreditemos que o mundo está a mudar
para melhor.
4. O Real Madrid veio jogar à Luz e o jornal desportivo
espanhol As quis saber o que pensavam do acontecimento Garay e Di María, que jogaram ao serviço
dos dois emblemas. E, naturalmente, quis saber
também por quem torciam os dois jogadores, que
tiveram percursos diferentes: Garay veio de Madrid
para a Luz e Di María foi da Luz para Madrid.
5. Ouçamos Ezequiel Garay: “Foi difícil sair de um
clube como o Real Madrid. Entendi que o que mais
gostava era de jogar, que precisava de ritmo, de
jogar vários jogos seguidos… e o Benfica ia dar-me
isso.” Sobre as preferências, nem hesitou: “O meu
coração pende mais para o Benfica. Pelos anos que
lá passei, como pessoa e como futebolista. Foram
dos meus melhores anos.” É assim mesmo, Garay.
6. Di María, por sua vez, não esqueceu a importância
de José Mourinho na sua ida para Madrid, mas,
quanto ao seu coração… “Nesta situação fica no
meio, não consigo escolher. Fui muito feliz nos dois
sítios e não posso escolher.” Está bem, Di María.
7. O Benfica venceu o Real Madrid com brilho e com
entrega total, e a equipa saiu de campo sob uma
estrondosa ovação dos seus adeptos. Merecidíssima. O Benfica não falhou o seu compromisso
com a História e está no playoff da Liga dos Campeões, graças a Anatoliy Trubin, que não falhou,
no último lance, a cabeçada que fez o 4-2 e lançou
a festa. Épico, tudo."
Leonor Pinhão, in O Benfica

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