"Cruzamento de Daniel Banjaqui,
golo de Anísio Cabral! E de
repente o Estádio da Luz pareceu-nos uma espécie de regresso ao futuro, com duas
crias acabadas de sair do ninho
a mostrarem-se como gente
grande.
O Benfica tem, no Seixal, nove
campeões do mundo de sub-17.
Nem todos estão preparados
para ser lançados às feras no
imediato. Nem todos vão ser
superestrelas ao longo das suas
carreiras. Naquela idade, independentemente de um maior ou
menor talento, tanto podemos
estar perante futuros craques
do Manchester City, como semiprofissionais do Cova da Piedade. A fronteira é muito mais
ténue do que parece, e se parte
dela depende também do factor
sorte (lesões, desenvolvimento
físico, etc), uma boa parte
depende da mentalidade e do
trabalho dos próprios. O primeiro passo é manterem-se humildes, de pés bem assentes no
chão, e perceberem que chegar
à equipa principal do Benfica
não é o fim: é apenas o princípio.
Oxalá nos lembremos daqui a
algum tempo daquele quarto
golo ao Estrela da Amadora, no
minuto Eusébio, como a primeira pedra de uma nova construção que possa devolver-nos ao
sucesso desportivo
Entre um plantel profissional
com uma média de idades a
rondar os 23 anos, vários jovens
da equipa B a ser sucessivamente lançados em campo
(correspondendo de forma positiva), nove campeões do mundo
de sub-17 na academia do Seixal, e uma equipa técnica
comandada pelo melhor treinador português de sempre, é
caso para dizer que temos
quase tudo a nosso favor. Falta
“apenas” tempo – que, num
clube como o Benfica, é um bem
escasso.
PS: Não conheço Rafa Silva pessoalmente. No Benfica sempre
foi um excelente profissional,
com rendimento desportivo
assinalável. Só isso me interessa, e é isso que espero dele
neste seu regresso a casa: bom
futebol, assistências e golos.
Seja bem-vindo, Rafa!"
Luís Fialho, in O Benfica

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