Últimas indefectivações

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Manita...

Quinta dos Lombos 0 - 5 Benfica

Mais uma goleada, com uma folha limpa!!! A equipa continua a dar excelentes indicações, sem dar abébias, mesmo com algumas ausências...

2 pontos perdidos

Benfica 1 - 1 Corruptos
Jelani


Mesmo com algumas ausências, devíamos ter ganho, contra um adversário que basicamente só sabe dar porrada! É óbvio, que com um Super-Dragay no apito e uma Lagarda anti-benfiquista no VAR a coisa ia sempre mais complicada, mas mesmo principalmente depois da vantagem mínima, são dois pontos perdidos...

✊ Operação #TaçadaLiga.

Treino...

BI: Megafone #281 - 3x Pavlidis e uma sombra sobre Mourinho?

O Benfica Somos Nós - S05E34 - Estoril...

3 Toques - SL BENFICA: SEM DERROTAS PORÉM À 10 PONTOS DO PRIMEIRO, O QUE ESPERAR PARA SEGUNDA VOLTA...?

Transforma - Passa a Bola #208 - "PAI NATAL VOA PARA OS AÇORES E G. REDES DO S. CLARA ENTREGA A ÚLTIMA PRENDA"

Basquetebol Feminino: 50-49

As vantagens de ir ‘às compras’ cá dentro


"Nunca percebi bem – pelo menos por boas razões - alguma resistência a investir no mercado interno. Os riscos são menores, o que se gasta é ‘mais em conta’, revitaliza-se a economia da nossa Liga, e faz-se, por outra via, o que é pretendido com a centralização: diminuir o fosso entre uns e os outros.

Não gosto de generalizações, que na maior parte das vezes levam a conclusões redutoras e mentirosas. Portanto, não ouso afirmar que os grandes clubes nacionais deviam olhar exclusivamente para o mercado interno, na hora de reforçarem os plantéis. Mas talvez não seja desapropriado assumir que só deviam recorrer ao exterior depois de esgotadas as hipóteses, a nível doméstico. É certo que estamos a patinar em gelo fino, no que toca a certezas, quando se fala num processo de integração bem-sucedida de um novo jogador, porque as variáveis são muitas, da adaptação ao clube, à relação com os novos companheiros, sem esquecer o modelo de jogo adotado pelo treinador. Dito tudo isto, o que é razoável quando um clube contrata um jogador? Em minha opinião, é que o faça, dentro de parâmetros pré-estabelecidos, inserido numa política que ofereça uma taxa de sucesso de 80 por cento (há 20 por cento que serão sempre compostos por imponderáveis). É inadmissível, e deve levantar suspeitas quanto à bondade das motivações, que se verifique, por exemplo, o inverso, 20 por cento de sucesso e 80 por cento de insucesso, e já houve fases em que vimos isso mesmo acontecer.
Ora, como será possível minimizar o risco (que existe sempre)? Se estivermos a falar de um clube de top mundial, é mais fácil, pega-se em 100 milhões de euros e aponta-se ao que de melhor houver no mercado; se falarmos de um emblema português de primeira linha, que disporá, digamos, de 20 milhões, os cuidados devem ser outros, o que recomenda que primeiro olhem para dentro de portas, e só depois, eventualmente se abalancem para o estrangeiro. Um jogador que evolua no campeonato português, está, por natureza adaptado ao nosso tipo de futebol, conhece os clubes e pode ser observado múltiplas vezes, o que minimiza o risco.
Contratar jogadores para construir um plantel, não é ir à procura de nomes, como na PlayStation, muito menos sucumbir ao complexo periférico, que faz parte da nossa essência, de achar que só porque vem lá de fora é necessariamente melhor. Vou resistir à tentação de dar exemplos práticos, que podiam ilustrar esta tese, para não abrir portas à clubite. Mas, para além das vantagens atrás enunciadas, ainda há outra consequência, benéfica, de comprar cá dentro, que tem a ver (além de ser por norma mais barato) com a dinâmica da economia dos clubes, que é reativada, gerando-se um efeito dominó de crescimento. Não sei se os clubes habitualmente compradores são muito sensíveis a este argumento, mas numa altura em que se fala de inverter a escassa competitividade da I Liga (ao fim de 16 jornadas o quarto já está a 11 pontos do terceiro, para não falar do primeiro...) e da necessidade de aproximar recursos, através da centralização, deixar o dinheiro no mercado interno só pode ser uma boa ideia.

PS – O projeto ‘Benfica District’ foi aprovado, numa Assembleia Geral que foi para além da ‘bolha’ da Luz, por cerca de 60 por cento dos sócios encarnados, em linha com a maioria que deu a reeleição a Rui Costa. Legitimado por este triunfo, o presidente dos encarnados fica com a bola nos pés, e com a responsabilidade de distribuir jogo, a sua especialidade quando era o ‘maestro’."

Gonçalo Ramos: o mais influente a sair do banco


"O futebol continua a cometer um erro recorrente: confundir estatuto com impacto. Titularidade com liderança. Presença em campo com influência real no resultado. Gonçalo Ramos é hoje um dos exemplos mais claros de como essa leitura pode ser curta e, por vezes, injusta

No PSG, Gonçalo Ramos, não é sempre titular. E isso, para muitos, ainda soa a sinal de secundarização. Mas os jogos, esses, contam outra história. Esta época, dez golos e uma assistência a sair do banco, muitos deles decisivos, em jogos complicados, em momentos de máxima exigência competitiva. Golos que valem vitórias. Golos que mantêm o clube vivo em eliminatórias. Golos que constroem títulos.
A pergunta incómoda impõe-se: o que pesa mais, começar ou decidir?
Vivemos numa era em que o futebol valoriza excessivamente quem inicia o jogo, como se os primeiros 60 minutos fossem mais honrosos do que os últimos 30, precisamente quando, muitas vezes, tudo se resolve. Gonçalo Ramos entra quando o jogo já está emocionalmente pesado, quando o erro custa mais, quando os espaços são mínimos, quando a pressão é máxima e quando os 90 minutos se esgotam. E responde. Sempre.
Luis Enrique percebe isso melhor do que ninguém. Não é por acaso que confia no internacional português como arma estratégica. O treinador espanhol valoriza princípios, comportamento coletivo e inteligência tática acima do nome na camisola. E Gonçalo Ramos oferece exatamente isso: pressão coordenada, leitura de jogo, mobilidade, altruísmo e eficácia. Um ponta de lança que pensa na equipa antes de pensar o ego, algo cada vez mais raro ao mais alto nível.
Aqui entra a polémica maior: será que Gonçalo Ramos não é titular por falta de qualidade… ou porque o futebol ainda resiste a jogadores que não chamam para si o protagonismo mediático?
A história mostra-nos que muitos dos jogadores mais influentes não precisaram de estatuto formal para marcar épocas. Ole Gunnar Solskjær ficou eternizado no Manchester United como o homem certo para resolver finais; Javier Hernández construiu reputação com golos imediatos no United; no Real Madrid, Fernando Morientes foi, durante anos, o avançado que desbloqueava eliminatórias; mais recentemente, jogadores como Julián Álvarez no Manchester City ou Diogo Jota no Liverpool e na Seleção Nacional, provaram que impacto não se mede em minutos, mas em influência. Gonçalo Ramos pertence a essa linhagem.
Também por isso a sua presença no PSG é tão relevante. O clube habituou-se a avançados-centro absolutos, figuras dominantes, egos maiores do que o jogo. De Ibrahimovic a Cavani ou a Mbappé, o número 9 em Paris foi quase sempre sinónimo de centralidade total. Gonçalo Ramos quebra esse paradigma. Não precisa que a equipa jogue para ele. Ele joga para a equipa. E, paradoxalmente, é isso que o torna decisivo.
Mesmo não jogando tantas vezes de início quanto ambicionaria, porque todo o jogador competitivo ambiciona ser titular, Gonçalo Ramos nunca perdeu atitude. Não há sinais de ruído, nem de vitimização pública, nem de desligamento emocional do clube e da equipa, nem de pressões feitas por empresários. Muito pelo contrário. Há trabalho, resposta e influência. Isso é liderança silenciosa. Aquela que não se proclama, mas que se sente no balneário e no relvado.
Talvez seja por isso que clubes ingleses, com o Liverpool na linha da frente, observem Gonçalo Ramos com atenção. A Premier League procura exatamente este perfil: avançados que pressionem, que saibam jogar sem bola, que aceitem rotação na equipa, que decidam jogos sem precisar de estatuto fixo. No futebol inglês moderno, Gonçalo Ramos não seria suplente de luxo, acredito que seria peça central de um coletivo intenso e competitivo.
Mas retirá-lo da cidade luz, porém, não será fácil. Não apenas pelo investimento financeiro envolvido, mas porque o PSG sabe exatamente o que tem: um jogador de equipa grande, fiável, decisivo, inteligente e totalmente alinhado com a visão do clube e do treinador. Num futebol que ainda confunde influência com titularidade, Gonçalo Ramos prova que impacto é outra coisa.
Impacto é pensar na equipa quando o ego pede estrelato.
Impacto é entrar e mudar o rumo do jogo.
E nesse domínio, Gonçalo Ramos é hoje um dos avançados mais influentes da Europa, mesmo quando começa sentado no banco. Talvez seja hora do futebol compreender que liderar não se mede por estatutos, mas pelo exemplo que se dá e pelas atitudes que se tomam."

DIZEM QUE "ACONTECE, ACONTECE"...


"... QUE É "MANTEIGA DOS AÇORES NA LUVA!
BEM BOA!"

Sem mais comentários, bastam-me os dos homens de serviço ao direto na Sporttv +.
A verdade é que o Porto ganhou um jogo assim.
Quando alguém erra a favor do Benfica é um "Deus-nos-acuda". Lembram-se do que se disse dos erros dos defensores do Moreirense fruto da nossa pressão alta? Até do treinador ser Benfiquista - um crime! - se falou."

Zero: Mercado - Benfica volta a olhar para dentro

BF: Mercado...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Cinco pontos sobre a saída de Amorim do Manchester United

Observador: E o Campeão é... - Rúben Amorim milagreiro? "Uvas do United dão para pouco mais do que vinho de pacote"

Observador: Três Toques - Não se chama Mourinho, mas é o manager do United

Zero: Ataque Rápido - S07E23 - Estrondoso FC Porto e estrondo Amorim

SportTV: Primeira Mão - 📊 Líder de Inverno vs Campeão: o que diz a história em Portugal?

O favorecimento da classe alta do futebol português


"Há um paradoxo que me atinge sempre que vou ver jogos das divisões inferiores. Andando o clube da minha cidade pelo subsolo do futebol português, é uma atividade que acontece com regularidade. Geralmente, a experiência começa com uma revista desconfortavelmente severa e desproporcional ao contexto. Quando o responsável por fiscalizar a entrada me permite que abandone a posição de Homem Vitruviano à qual me sujeito enquanto me apalpa, estou pronto para que me sirvam um jogo da Liga dos Campeões, daqueles onde é possível defender que a segurança seja assim tão apertada.
Ao invés do esperado, decorre um jogo com bolas desbotadas a um ponto que, se o patrocinador estivesse atento àquilo onde anda a investir o seu dinheiro, ficaria constrangido. Pelo menos, eram redondas. Um dos golos mandou a casa, literalmente, abaixo. A bancada revelou-se impreparada para essa coisa rara hoje em dia: encher-se de pessoas. O muro que separava a bancada do relvado não estava pronto para tal entusiasmo e cedeu, causando alguns feridos. A partida atrasou-se um pouco, mas não se estendeu até ao horário de descanso do sol. Seria um problema, pois iluminação nem vê-la.
A bancada em causa é aquela que suporta o painel publicitário que todos os dias espia os milhares de pessoas que passam na Ponte 25 de Abril. Fica assim revelado que o estádio em causa é a Tapadinha, local que não serviu para acolher o Atlético-Benfica da Taça de Portugal, mas serviu para receber o Atlético-Académica da Liga 3.
O organizador de ambas as competições é a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) que tem andado seletivamente picuinhas. Há muito mais ADN futebolístico no Estádio da Tapadinha do que no Benfica District. As condições precárias têm o seu romantismo (exceto quando o bem-estar dos adeptos é colocado em causa) e zelam pela sobrevivência do espírito popular. Porém, a FPF tem-se interessado por impedir que essas realidades se toquem.
O exemplo maior aconteceu na receção do Caldas SC ao SC Braga. Um dia antes, a FPF considerou que o relvado do Campo da Mata estava “impraticável” e o jogo dos oitavos de final da Taça de Portugal realizou-se em Torres Vedras. Esta época, para a Liga 3, SC Covilhã, 1º Dezembro, CD Mafra, Lusitano de Évora, Amora FC, Atlético CP e União Santarém já passaram pelo Campo da Mata. Escusado será dizer que nenhum destes jogos mereceu tão detalhada avaliação ao estádio, ou seja, os padrões que a FPF considera aceitáveis para uma das suas competições não é os que considera aceitáveis para outras. Não terão estes clubes razões para duvidar da imparcialidade da FPF?
Na semana passada, foi anunciado que as equipas da I Liga apenas começarão a competir na 4ª eliminatória da Taça de Portugal. A FPF continua a demonstrar que não quer que a elite ponha os pés na lama e coloca a Taça de Portugal num rumo que a aproxima da Taça da Liga, competição moldada para favorecer quatro clubes. Chamar competição a este match fixing estrutural começa a parecer um exagero. Não prestemos atenção e, em breve, a final da Taça não vai para fora do Jamor, mas para fora de Portugal.
A prova rainha deve ser vista como um torneio em si só e não deve depender do que os clubes façam nos respetivos campeonatos. A Taça de Portugal leva à Lua quem está na Terra e traz à Terra quem anda com a cabeça na Lua. O desaparecimento desta horizontalidade extingue a Taça de Portugal tal como a conhecemos.
A FPF parece estar a tomar um caminho de reforço de laços com o futebol profissional, ignorando que o resto da pirâmide também precisa de bons relvados, iluminação e estádios dignos, assuntos que só importam quando há muitos olhares atentos. Entretanto, as classes mais baixas estejam a ser guetizadas."

Ruben Amorim perdeu a paciência. Não vai durar muito


"Português deu murro na mesa no Manchester United. Provavelmente cavou a sua sepultura, mas pareceu tê-lo feito conscientemente: a situação, tal como está, é insustentável

Ruben Amorim esperou pela última pergunta da conferência de imprensa após o empate com o Leeds, ontem, para dizer tudo o que lhe ia na alma. Numa rara demonstração de frustração, e de falta de paciência, o treinador do Manchester United deixou recados claros à estrutura do clube.
Provavelmente, cavou a sua sepultura. Pareceu tê-lo feito, em todo o caso, conscientemente, sabendo que a situação, como está, é insustentável.
«Vim para aqui para ser o manager do Manchester United, não para ser o treinador do Manchester United. Isso é claro. Sei que não me chamo Tuchel, Conte, Mourinho, mas sou o manager do Manchester United. E vai ser assim mais 18 meses, ou até a direção decidir mudar. Eu não vou desistir, e vou fazer o meu trabalho até que venha outro substituir-me», atirou Amorim.
As frases do português vêm na sequência de outras, crípticas, ditas anteriormente, nas quais já tinham ficado evidentes divergências sobre a atuação do clube no mercado de transferências deste janeiro. Para além da falta de capacidade de investimento, há diferenças de opinião entre Amorim e o scouting — não só em relação a alvos a contratar, mas sobretudo em relação a jogadores que possam sair para angariar fundos para reforços.
Mas esse está longe de ser o único problema, e Amorim não o escondeu na mesma resposta a seguir ao jogo em Leeds: «Se as pessoas não conseguem lidar com os Gary Nevilles e com as críticas a tudo, temos de mudar o clube.»
Neville tem sido um dos maiores críticos do português e dentro do United há quem comece a considerar que a pressão externa é demasiada, e que Amorim deveria abdicar dos seus princípios — incluindo do 3x4x3 — para diminuir o ruído. Segundo a imprensa local, Christopher Vivell, líder do recrutamento do clube, terá inclusivamente questionado as opções do português, após Marco Silva explicar a forma como o Fulham contrariou o sistema dos diabos vermelhos.
Amorim, como é evidente, não aceita interferências na área técnica, e considera que a possibilidade de chegarem reforços que não encaixam no 3x4x3, ou saírem jogadores fundamentais, será isso mesmo. Por isso reclamou que era manager. Mas a 1 de novembro de 2024, quando substituiu Ten Hag, foi apresentado como treinador principal. E nesta luta de poder, os resultados não ajudam: tem uma vitória nos últimos cinco jogos e, se continuar a fazer ondas, corre o risco de não durar muito..."

👑 Para sempre, Eusébio

King

Atividade benfiquista


"Esta edição da BNews é dedicada a vários temas da atualidade benfiquista.

1. Benfica District
Reveja a intervenção final do Presidente do Sport Lisboa e Benfica na Assembleia Geral Extraordinária, onde Rui Costa explicita que só uma mudança estrutural no projeto Benfica District implicará uma nova Assembleia Geral.

2. Treino aberto
O plantel às ordens de José Mourinho prepara-se para o embate das meias-finais da Taça da Liga com o SC Braga (quarta-feira, em Leiria, às 20h00).

3. O sonho do Salvador
Uma iniciativa conjunta do Futebol Profissional e da Fundação Benfica.

4. Eterna saudade
Eusébio faleceu há 12 anos.

5. Clássico dos B
As equipas B de Benfica e FC Porto defrontam-se hoje, às 18h00, no Benfica Campus.

6. Últimos resultados
Nos masculinos, empate 2-2 entre Benfica e Sporting em hóquei em patins, e triunfo, por 23-22, do Benfica ante o Agronomia em râguebi. Nos femininos, registaram-se vitórias benfiquistas em futebol (2-1, ao Vitória SC), basquetebol (50-49. ao Quinta dos Lombos), hóquei em patins (0-11, ao APAC Tojal) e voleibol (2-3, no reduto do PV Colégio Efanor).

7. Agenda desportiva
Hoje há ainda embate entre Benfica e Quinta dos Lombos em futsal no masculino (em Carcavelos, às 20h00).
Terça-feira há desafio europeu de voleibol na Luz, entre Benfica e CSM Arcada Galati a contar para a 2.ª mão dos 16 avos de final da CEV Challenge Cup (19h00). Antes, às 16h00, no Benfica Campus, há dérbi nos Juniores entre Benfica e Sporting.

8. Nomeações
O Benfica está nomeado para melhor clube do mundo de futsal na votação promovida pelo Futsal Planet relativa a 2025. Na mesma iniciativa, Arthur é um dos candidatos a melhor jogador do mundo.

9. Casa Benfica Mortágua e Sport Algoz e Benfica
Representantes destas embaixadas do benfiquismo marcaram presença no Estádio da Luz para apoiarem o Benfica frente ao Estoril."

ESPN: Futebol no Mundo #524

TNT - Melhor Futebol do Mundo...

No Princípio Era a Bola - O histórico FC Porto na 1ª volta vem da prioridade dada ao controlo. E o Gil Vicente foi a melhor...

DAZN: La Liga - R18 - Golos

DAZN: The Premier League - R20 - Golos

DAZN: The Premier Pub - O que levou ao despedimento de Ruben Amorim e o possível sucessor português

Falsos Lentos - S06E18 - Batáguas Sofre Acidente

Segundo Poste - S05E23

Chuveirinho #156

Tailors - Final Cut - S05E02 - Carlos Vinícius...

Renascença: Jogo da Palavra - Ricardo Araújo Pereira...

Confetes e slime, bombardeamentos e paz na FIFA


"Ainda há papelinhos de confetes nas ruas e restos de fogo de artifício que qualquer pessoa pode comprar junto aos caixotes do lixo. As rolhas das garrafas de espumante rolam por perto, lembrando-nos a noite, há dias, em que pensámos em coisas boas, fizemos desejos e trocámos sorrisos quando a meia-noite do dia 1 chegou e já só apetecia beber água com gás em vez de comer passas.
Isso ficou já para trás quando o Mundo ficou mais sério depois de os Estados Unidos entrarem pela Venezuela dentro com bombardeamentos e subtraírem o presidente e a mulher. Como alguém escreveu: «O prémio da paz da FIFA bombardeia a Venezuela e a Prémio Nobel da Paz comemora.» Tempo estranho, este.
São referências claras a Donald Trump que, ‘roubado’ do Nobel precisamente para a venezuelana Maria Corina Machado, recebeu há precisamente um mês um prémio da paz das mãos do presidente da FIFA, que ficou agora com uma bota por descalçar: será a intervenção americana uma invasão? Se sim, a organização do Mundial 2026 até poderia ficar em risco, sem esquecer que os EUA também vão receber os próximos Jogos Olímpicos, em Los Angeles (2028), ambos dentro do mandato de Trump.
Convenhamos, Maduro reunirá pouca simpatia, há repressão no país, presos políticos e a Nobel vive exilada, mas a Carta das Nações Unidas proíbe ações armadas contra outro Estado, salvo legítima defesa ou autorização expressa do Conselho de Segurança da ONU. Fora isso, o ato é classificado como crime de agressão. Ora como os EUA não querem saber da ONU, já se apressaram a reclamar a operação como defesa, carregando forte nas acusações contra Maduro: conspiração de narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e de engenhos destrutivos, e conspiração para possuir metralhadoras e engenhos destrutivos contra os Estados Unidos.
A diplomacia hoje em dia é como um pedaço de ‘slime’, difícil de segurar e moldável para todos os lados, pelo que será difícil que a FIFA ou o Comité Olímpico Internacional estejam a queimar pestanas com o assunto. Vale recordar que nos Estatutos da FIFA os princípios fundamentais citam o respeito pelos Direitos Humanos; na mesma linha, a Carta Olímpica defende o desporto ao serviço do desenvolvimento da humanidade, a promoção da paz ou o respeito pelos direitos fundamentais. E que a Rússia está há muito afastada das competições de clubes e seleções.
Por isso vemo-nos nos EUA em julho."

CAN 2025: oitavos de final, quando a confiança decide


"Ao serviço da Seleção da Nigéria,na nossa caminhada até à final, os oitavos-de-final foram frente aos Camarões. Máximo respeito por uma seleção histórica, associada a grandes referências do futebol africano e a uma cultura competitiva muito forte. São países vizinhos, com fronteiras comuns, e existe uma rivalidade profunda, natural e antiga. Jogos destes nunca são normais. Transportam história, emoção e uma pressão acrescida que se sente desde o primeiro minuto.
Naquele momento da competição, após o apuramento da fase de grupos, sentimos algo diferente. Uma confiança que ainda não tínhamos sentido até então. É difícil de explicar por palavras. É algo que só vivendo por dentro se torna verdadeiramente perceptível. Existia uma perceção clara de competência coletiva, de maturidade emocional e da convicção interna de que iríamos ganhar o jogo e seguir para os quartos-de-final.
Nesta fase da competição, a abordagem muda. Deixamos de olhar excessivamente para quem está do outro lado. O foco passa a ser interno. Só queremos ganhar. Simples. O adversário existe, é respeitado, mas não condiciona a nossa crença nem o nosso comportamento competitivo.
Entrámos no jogo com essa mentalidade. Fomos organizados, rigorosos e emocionalmente equilibrados. Controlámos os momentos do jogo, soubemos sofrer quando necessário e fomos eficazes quando o jogo pediu decisão. Vencemos por 2–0, com um bis de Ademola Lookman, que apareceu exatamente quando o jogo exigia frieza, clareza e assertividade. Foi uma vitória construída com maturidade competitiva e controlo emocional.
Os resultados de ontem na competição vieram confirmar essa leitura. Camarões e Marrocos seguiram em frente em jogos exigentes, longe de serem fáceis. Os Camarões venceram a África do Sul por 2–1, Marrocos bateu a Tanzânia por 1–0. Resultados curtos, jogos duros, mas decisões firmes e conscientes.
Ambas as seleções demonstraram exatamente aquilo que distingue quem chega longe neste tipo de competições: confiança competitiva, capacidade para sofrer e crença absoluta no plano, mesmo quando o jogo aperta. Foi esse estado que senti na Nigéria frente aos Camarões. E é esse mesmo estado que hoje reconheço nestas duas seleções.
Não garante títulos, mas coloca-as claramente no grupo dos fortes candidatos à conquista da CAN 2025. Agora irão defrontar-se nos 1/4 final e será um dos jogos mais imprevisíveis."

O triângulo que está a mudar o desporto mundial


"Há 20 anos, o mapa do poder no desporto era simples: a Europa mandava, os Estados Unidos monetizavam e o resto do mundo assistia. No momento em que entramos em 2026 sabemos já que essa lógica morreu. O novo eixo que realmente está a redesenhar a indústria é o triângulo África–Arábia–América Latina. É aqui que estão as audiências que crescem mais depressa, os investidores mais agressivos e a próxima geração de talentos globais.
Mas a pergunta é outra: onde está Portugal neste novo tabuleiro? A resposta dói, já que estamos a jogar xadrez com regras de damas.
O centro do desporto mundial mudou e a maior parte da Europa continua a agir como se nada tivesse acontecido. A ideia de que Londres, Madrid ou Munique determinam sozinhas o futuro do futebol e das restantes modalidades já não tem aderência à realidade. Em 2026, o poder deslocou-se para um triângulo composto por África, Arábia Saudita e América Latina — três regiões que crescem mais rápido do que qualquer campeonato europeu, que acumulam audiências globais e que estão a atrair investimento num ritmo que a Europa já não consegue acompanhar.
A Taça das Nações Africanas deste mês é o primeiro aviso do ano. A competição, disputada em Marrocos até 18 de janeiro, voltou a ocupar um lugar central no calendário global, tornando-se um dos eventos com maior tração mediática de janeiro, numa altura em que arrancam também o Europeu de Andebol e as fases de Liga das competições europeias.
A CAN está a transformar-se num produto comercial que rivaliza com torneios europeus em volume de audiências e exportação de talento. O que antes era visto pela Europa como uma “competição exótica” é agora um motor de atenção global, reforçado por uma diáspora que amplifica cada jogo em mercados como França, Reino Unido e Médio Oriente.
Quem olha para África apenas como um fornecedor de jogadores ignora a realidade: o continente tornou-se um mercado de consumo desportivo por explorar, com crescimento populacional jovem que a Europa já não tem e com um potencial de valorização que ultrapassa muitos mercados tradicionais.
No outro vértice do triângulo está a Arábia Saudita, que deixou de ser apenas um destino alternativo para se assumir como o principal acelerador financeiro do desporto mundial. A novela de Mohamed Salah no Liverpool, num janeiro marcado por tensão com a direção do clube e pela pressão saudita para assegurar o jogador, simboliza esta transformação. Salah já foi alvo de tentativas agressivas de Al-Ittihad e Al-Hilal, e a insistência saudita não é sobre futebol: é sobre soft power, protagonismo global e controlo da narrativa.
O país está a investir simultaneamente em futebol, golfe, ténis, boxe, Fórmula 1 e e-sports, numa estratégia coordenada que pretende posicionar Riade como o centro mundial do desporto antes do Mundial de 2034. E tem liquidez para isso. Na janela de janeiro do ano passado, os gastos globais em transferências chegaram aos 2,35 mil milhões de dólares, um recorde histórico segundo a FIFA. Um dos maiores negócios dessa janela foi precisamente para a Arábia Saudita, com Jhon Durán a custar cerca de 77 milhões de euros ao Al-Nassr — a prova de que o fluxo financeiro já não passa unicamente pela Europa.
O terceiro vértice do triângulo é a América Latina, provavelmente a região mais subestimada na análise europeia, mas onde está a nascer o maior laboratório global de cultura desportiva. As ligas do Brasil, do México, da Argentina e da Colômbia continuam a exportar talento a um ritmo que a Europa não acompanha e criam uma intensidade emocional que nenhum campeonato europeu fora do top-3 consegue replicar.
No Brasil, por exemplo, o mercado de transferências para 2026 mobiliza milhões e atrai investimentos crescentes de clubes europeus e árabes. E nos Estados Unidos — o maior mercado mediático do mundo — a Liga MX mexicana já ultrapassa a MLS em várias métricas de audiência televisiva e digital, fenómeno que se intensificará no ciclo da Copa do Mundo de 2026. O continente oferece aquilo que a Europa tenta simular com campanhas de marketing: autenticidade, espontaneidade e cultura.
O ponto crítico é que este triângulo África–Arábia–América Latina tem, em simultâneo, aquilo que falta à Europa: talento jovem em abundância, mercados digitais em expansão e liquidez financeira agressiva. África projeta o crescimento demográfico mais alto do planeta e está a transformar os seus torneios em bens mediáticos globais. A Arábia Saudita assume-se como investidor soberano de última instância num desporto que se tornou cada vez mais caro para o velho continente. A América Latina alimenta a cadeia global de talento e influencia culturalmente gerações através da sua forma de viver o jogo. A Europa, pelo contrário, debate-se com estagnação demográfica, saturação de audiências, limitações financeiras e envelhecimento dos seus públicos.
E Portugal? Portugal está no sítio certo e na hora certa, mas ainda não percebeu a oportunidade histórica que tem à frente. O país tem ligação natural com África lusófona, portas abertas para o Brasil, capacidade de atrair investimento do Médio Oriente e uma liga que continua a exportar talento de forma consistente.
Mas falta visão estratégica, escala e capacidade de integração nesta dinâmica global. Continuamos presos à ideia de que o futuro do futebol português depende do que acontece em Espanha, Inglaterra ou Alemanha, quando os mercados que mais crescem estão noutras geografias. O triângulo África–Arábia–América Latina vai dominar o desporto mundial nos próximos dez anos. Portugal tem a vantagem competitiva natural para integrar esse eixo. Mas precisa de decidir se quer entrar no jogo agora ou se continuará a assistir de fora enquanto outros países conquistam o espaço que podia ter sido nosso."