Últimas indefectivações

sábado, 16 de novembro de 2013

A Intercontinental é nossa !!!

Benfica 10 - 3 Recife

Extraordinário, como em poucos anos, o Benfica fez um autêntico Grand Slam em títulos no Hóquei, a nível nacional e internacional. Faltava um, e hoje, não falhámos, num grande espectáculo, com pavilhão cheio, muito entusiasmo, grandes golos, grandes guarda-redes e um final feliz!!!

O jogo até foi mais complicado do que parece... o 1-0 veio cedo, mas o 2-0 demorou, demorou muito, com um grande jogo do guarda-redes Brasileiro, alguma aselhice nossa, e muito tiro aos ferros (perdi a conta!!!)... Com 5-0 parecia estar tudo resolvido, o Trabal defendia tudo... até que num Livre Directo os Sul-Americanos estrearam-se, e logo a seguir fizeram o segundo...!!! O 'trauma futebol' pairou durante algum tempo, mas quando fizemos o 7-3, o jogo acabou... e até deu para o puto Diogo Neves entrar e marcar (novamente, já o tinha feito com os Alemães!!!).

Este título também é do Sérgio Silva, do Viana, do Cacau e do Sénica... Todos os elementos da secção estão de Parabéns, começando pelo Trindade, acabando nos jogadores. O Benfica já teve gerações de ouro no Hóquei, mas nenhuma conquistou aquilo que esta conquistou... Escreveu-se História em Torres Novas...

Agora falta o mais difícil (!!!), transferir todas estas vitórias Internacionais, para o nível Nacional... não será fácil, nada fácil. Explicar a um forasteiro, como é que esta equipa, só tem 1 título de Campeão Nacional, não é nada fácil...!!!

Hoje vencemos, mas amanhã temos Taça !!!

Benfica 97 - 73 Sampaense
18-17, 23-15, 24-21, 32-20

Um início de jogo muito irregular, com muitos lançamentos falhados, com uma demasiada insistência nos lançamentos longos, mas a equipa foi melhorando ao longo da partida... Ao intervalo a vitória parecia segura, e o início do 3.º período garantiu isso mesmo. Teria sido complicado fazer o mesmo no Troféu António Pratas?!!!
Hoje, o regresso de alguns lesionados foi importante, principalmente o Gentry. Com o Weaver a desiludir, novamente, foi importante o regresso do veterano Americano. Agora só falta o Carlos Andrade...
Com a derrota do Vitória (parece que gastaram o gás todo, com o Benfica!!!) voltámos ao 1.º lugar bi-partido com o Vitória.

Amanhã, temos novo compromisso, em Ovar, para a Taça. Nada de 'brancas', esta taça parece estar amaldiçoada...

Mau arranque... rectificado !!!

Fafe 23 - 30 Benfica

Começamos mal, a perder por 4-1 (!!!), mas rapidamente acordámos... ao intervalo já estava 9-16. O Pedroso ultimamente tem estado muito activo, será porque o contrato acaba no final da época?!!!
Não vi o jogo, mas não tivemos um único livre de 7 metros a favor, deve ser recorde !!!

PS: Hoje, em Belém, os Lagartos venceram... com uns empurrões gigantes dos Brothers Martins (apitadeiros Lagartos, assumidos...): aquele livre de 7 metros, já depois da hora, fez-me recordar o jogo do Benfica em Braga o ano passado, apitado pelos mesmos...!!!
Na próxima jornada recebemos o Belém, e não vamos ter ajudas destas... portanto, é melhor levar o jogo a sério. Que a roubalheira tenha pelo menos servido de aviso!!!

... amanhã à mais !!!

Caldas 0 - 3 Benfica
11-25, 19-25, 14-25

A estratégia foi resolver depressa, que amanhã à mais...!!! Ainda sem o Zelão (e sem o Roberto), deu para rodar o plantel e ganhar moral...
Amanhã, vamos defrontar a grande surpresa do Campeonato (Madalena), é uma excelente oportunidade para vencer e convencer !!!

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Estratégia do Sporting resultou

"Um Benfica-Sporting deixa marcas. Seria mau que assim não fosse, ou algum dos clubes era irrelevante ou o jogo não mexia com as emoções. Um derby com prolongamento e sete golos nunca será insípido, inodoro, nem incolor por isso venham de lá esses sentimentos.
Gostei da estratégia dos dirigentes sportinguistas de se atirarem ao árbitro para proteger o Rui Patrício. No fundo o Duarte Gomes não é um activo da SAD leonina, ao contrário da pequena parte do passe do guarda-redes. É pouco, mas há que proteger o activo. Se é certo que o Sporting perdeu porque o Rui Patrício deu um frango, não é menos verdade que o Sporting não levou oito, porque os postes e o Rui Patrício não deixaram.
Assim parabéns ao rival pelo excelente jogo que fez, e ao seu treinador pelos milagres que opera com os recursos que tem.
Esta derrota para os lados de Alvalade assemelha-se à de Atenas para o Benfica, não zanga os adeptos.
Só qeu saí zangado da Luz: não percebo como a ganhar 3-1, não me deixaram ir mais cedo para os 40 anos do meu querido amigo, e jornalista da Benfica TV, João Martins. Este Benfica retém em demasia os adeptos no estádio, mesmo para ver o seu clube, foi demais.
Por outro lado também foram positivas para Duarte Gomes as críticas leoninas, ninguém falou do seu erro mais notório, o penalty sobre Luisão.
Espero que mais logo, de regresso à Luz, Rui Patrício esteja imaculado e possa dar uma alegria a sportinguistas e benfiquistas de uma vez só.
No Benfica recomendo que se festejem títulos, porque só pequenos clubes festejam a vitória em jogos. Sporting foi apenas um degrau, como o Cinfães, eu só festejo se vencer no Jamor, e já não venço há muito tempo.
É assim, não por menosprezo pelo Sporting, mas por consideração pelo Benfica."

Sílvio Cervan, in A Bola

Classe ou... falta dela

"Foi no último domingo. Na véspera, o Benfica havia batido o Sporting, na Luz, eliminando, num jogo carregado de emoção, o seu arquirival da Taça. Nesse dia, minutos antes, em Loures, aonde resido, outro triunfo vermelho, frente ao Sporting, na modalidade de Futsal.
Ao cabo de uma parte da tarde de convívio, em minha casa, com o Benfica como pano de fundo, quando Luís Filipe Vieira abandonou as minhas instalações, um grupo organizado de jovens adeptos leoninos, dirigiram-lhe, de forma altissonante, alguns impropérios, demonstrando uma deplorável falta de respeito desportivo, para já não falar do devido esguardo institucional.
Morador em Loures, cidade com inúmeros adeptos benfiquistas, registei o acontecimento com particular lamúria. Da mesma forma, sublinho a postura exemplar de Luís Filipe Vieira, incapaz de responder às provocações, assumindo uma postura dignificante para o líder de uma instituição com a grandeza e o carácter do Sport Lisboa e Benfica.
No dia seguinte, o acontecimento foi notícia. No mesmo dia e nos subsequentes, recebi inúmeras manifestações de solidariedade, e repúdio pelos acontecimentos, inclusive de vários aficionados e até sócios de longa filiação na agremiação de Alvalade.
O sucedido vale o que vale. Mas vale, sobretudo, pela serenidade, mais classe de Luís Filipe Vieira. E vale pela selvajaria verbal de simpatizantes do Sporting, clube que tantas vezes apregoa superioridade moral, quando muitos dos seus apoiantes comentam arruaças de absoluta torpeza."

João Malheiro, in O Benfica

Galheteiros

"1. O Madaleno, ou a Rainha de Inglaterra, como um dia lhe chamou o presidente do Benfica, é figura influente como poucas no xadrez do Futebol. Talvez por isso não se estranhe que surja nas ocasiões de estadão geralmente ladeado por um bispo e por um general (aqui a fazer as funções do cavalo). A idade consome-os aos três de forma dura e duradora, como é próprio da sua crueldade. E assim os recordaremos, inaugurações atrás de inaugurações, celebração de centenário inventado atrás de visitas papais: os três juntos, como num galheteiro.

2. Recordar é o termo certo. Não merece a pena acreditar nas fotografias. O que revelam num dia pode ser apagado no outro. O que vale é que, como dizia Iva Delgado, «a memória nunca prescreve».

3. Profissionalizam-se os árbitros à vontade do dono, tal e qual como se albardam os asnos. A partir de agora, qual será o clube que deseja ser arbitrado por um amador se tem à mão um verdadeiro profissional? E os observadores, passarão a profissionais (esta do passarão vem mais a propósito do que pensei a princípio) ou limitar-se-ão a ser amadores que classificam profissionais? E os piores classificados dos profissionais passarão por sua vez a amadores? E os melhores dos amadores? E o presidente dos árbitros vai ser profissional ou já o é?
Como tudo o que é feito em cima do joelho por gente incompetente ficam perguntas demais sem resposta. Para já, ao que parece, profissionalizam-se meia dúzia. E que meia-dúzia!!! Um oferece a camisola a um adepto do FC Porto; outro festeja títulos martelados com os jogadores e treinadores do FC Porto... E assim corre o futuro da arbitragem. Como o Azeiteiro-da-Cabeça-d'Unto à frente do galheteiro! Afinal é ele quem manda."

Afonso de Melo, in O Benfica

Um jogo louco

"1. Foi um jogo 'louco' com o Sporting. Mérito das duas equipas. A nossa inexplicável alergia às bolas paradas determinou uma completa viragem no rumo do jogo. Parecia que íamos a caminho de uma goleada e acabámos por ter que ir para prolongamento, para mais depois de um jogo intensíssimo na Grécia. Mas o certo é que acabámos por cima, ganhando muito justamente. Quantas jogadas de perigo ( e bolas nos postes) criámos e quantas criou o Sporting? Quem teve que defender melhor, Artur ou Patrício? Fala-se muito no golo decisivo de Luisão, muito consentido pelo guarda-redes do Sporting. Mas é preciso não esquecer que a jogada foi para penálti. No Estádio, todos vimos o penálti e ninguém percebeu o golo! Agora, o culpado é Duarte Gomes, de quem os sportinguistas não gostam.
Esquecem o escândalo de há uns anos, com os mergulhos de Jardel para a piscina a transformarem uma vitória nossa num empate.

2. O FC Porto emitiu um lamentável comunicado protestando contra a edificação, em Lisboa, de uma estátua a Cosme Damião, que não foi decidida pelo executivo camarário mas sim apresentada e votada pelos munícipes. O comunicado que, demagogicamente, fala em 'tempos de crise', em 'cortes de salários e reformas baixíssimas', ataca a estátua a Cosme Damião mas não o faz relativamente à estátua a Nuno Álvares Pereira. Mas a questão principal nem é essa. Que moral tem o FC Porto para falar de despesas da Câmara de Lisboa quando toda a gente sabe quanto custou à Câmara do Porto todo o processo que levou à construção do novo estádio do clube, com compras e vendas de terrenos que ainda estão nos tribunais? Que moral têm os seus dirigentes para se referirem à Câmara de Lisboa quando ficaram possuidores, à borla, de um centro de estágio em Gaia, pagando agora uma verba mensal simbólica pela sua utilização? Isso sim, é vergonhoso!

3. Já não é novidade. Desta vez é com Abdoulaye, jogador que o FC Porto emprestou ao V. Guimarães. Os regulamentos proíbem que os clubes que emprestam jogadores os  impeçam de defrontar as respectivas equipas. Não há problema. Arranjam-se umas lesões de última hora. Com o FC Porto é assim..."

Arons de Carvalho, in O Benfica

Sinal dos tempos

"Terminado o dérbi do passado sábado, notava-se, entre os benfiquistas, um sentimento bastante contido de satisfação. Ou eram as bolas paradas - um problema a resolver -, ou era a recuperação consentida na segunda parte, ou era a fracassada expectativa de goleada que (confessem lá...) todos tínhamos ao intervalo, a verdade é que, descontada a beleza do espectáculo, ganhar ao Sporting de forma tão apertada já não nos deixa propriamente eufóricos, mas tão só com a sensação de dever cumprido.
Paradoxalmente, do lado de lá, notava-se uma atmosfera bem positiva, de onde se depreendia uma certo alívio por perderem por poucos (depois dos tais 3-1 ao intervalo), e até algum regozijo pela capacidade de discutirem o jogo até final.
Aliás, já da recente derrota diante do FC Porto a generalidade dos sportinguistas havia saído de peito feito, como se estas vitórias morais (?) tivessem o condão de lhes devolver o estatuto de outrora.
Vencer o Sporting, depois de uma roleta de emoções tão vibrante e arrebatadora, não pode deixar de nos encher a alma. É verdade que poderíamos ter goleado,é verdade que aquele golo ao minuto 92 nos fez reviver fantasmas de um passado recente, mas, caramba, ganhámos.
E ganhámos bem, depois de uma grande partida de Futebol, durante a qual fomos sempre superiores. Para o rival, contente ou não com isso, fica apenas mais uma derrota. A 11.ª nos últimos 15 dérbis. Compreendo-se o esforço - e louve-se a eficácia - do seu aparelho de comunicação para não deixar estoirar o balão da euforia (semelhante ao que, não há muito tempo, encheu Domingos Paciência), procurando álibis na arbitragem.
Mas não é preciso ter memória de elefante para recordar o jogo de Alvalade, já nesta mesma época, ou, indo um pouco mais atrás, um tristemente célebre empate a dois, na velha Luz, com este mesmo árbitro. Portanto, esta já tradicional gritaria não nos vai comover."

Luís Fialho, in O Benfica

Coração Benfquista

"No dia seguinte à derrota em Atenas arranjei algum tempo para voltar ao Museu do Benfica. Precisava de lamber as feridas daquela noite europeia tão  infeliz e injustamente perdida e ali estava a História, o que fica depois de passarem os homens, deixando, ou não, uma marca sua no tempo. Ali, a História permanece viva, bem como a Memória de quem a fez e até os singelos adereços que ficaram como símbolos: a boina de Vítor Silva, os calções de Nené, o brinco de Vítor Baptista, as luvas de João Alves, as luvas de Manuel Bento, as botas de Eusébio, já agora as lágrimas de Toni.
O Museu do Benfica nunca está visto, há sempre outras coisas para ver mais e melhor, ou simplesmente ver de novo, e desta vez detive-me na primeira sala consagrada aos troféus mais recentes. Alguém avança um número quanto aos troféus do SLB com data de 2013? Eu respondo: 67 troféus das mais diversas modalidades e escalões. É obra! A exposição terá como jóia da coroa a magnífica taça da European League de Hóquei em Patins.
O Museu do Benfica é uma instituição viva que interage com os visitantes e que enquadra a vida e obra do SLB no tempo e no espaço que é o seu, ontem e hoje, Portugal e o Mundo. E sendo o Benfica mais que um Clube, o Museu Cosme Damião é muitíssimo mais que uma muito bem organizada colecção e exposição de troféus, de dados históricos, de áreas temáticas, de curiosidades, de elementos de estudo, servidos por tecnologia admirável. O Museu do Benfica tem alma e o momento mais alto e intenso da Viagem ao Coração Benfiquista é um tónico para dar a volta aos resultados do destino e seguir em frente na vida.
À saída comprei bilhetes para o dérbi da Taça. E fiz muito bem."

João Paulo Guerra, in O Benfica

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Óscar Cardozo, o adepto do ano

"O Sporting beneficiou de 7 'penalties'. E apenas concretizou um. Acontece que, esta época, cada pontapé de canto contra o Benfica é, praticamente, um 'penalty', pela ansiedade que gera e pela taxa de sucesso do adversário.

SEGUI no fim-de-semana passado, através da Eurosport, alguns jogos da fase final do Campeonato do Mundo de Futebol de Mesa. Cá para nós, matraquilhos. Basicamente, é uma grande maçada.
Cada jogo de matraquilhos disputado ao mais alto nível, visto que era de um campeonato do mundo que se tratava, redunda numa inominável seca graças à mestria dos jogadores.
Explico-me melhor.
Por serem todos exímios praticantes não têm dificuldade em fazer passar a bola das linhas defensivas para a dos médios e, num ápice, da linha dos médios para a dos avançados, sem que as linhas adversárias o consigam impedir. E vice-versa.
Quem tem a bola, raramente a perde e, assim sendo, quase todas as jogadas terminam invariavelmente da mesma maneira: isto é, de penalty. Com a bola bem presa sob os pés do boneco central da linha de três avançados, o manipulador de valia de internacional ensaia em mil malabarismos a estocada final. E são mais as vezes em que a bola entra do que as vezes em que, antes pelo contrário, não entra.
Ao contrário da algazarra que é sempre uma matraquilhada disputada por amadores, seja em tascas ou em cantinas universitárias, onde a bola, velocíssima, parece ter vida própria tais são as trajectórias que toma à revelia das intenções dos seus praticantes, posso assegurar-vos que são uma verdadeira sensaboria os jogos da fase final do Campeonato do Mundo de Futebol de Mesa.
O excesso de técnica mata o espectáculo. Caso raro mas verdadeiro. O Mundial de Matraquilhos é, resumindo, um campeonato de penalties. Penalty para lá, penalty para cá. A coisa torna-se soturna ao cabo de cinco minutos.
Não há carambolas, nem bola a voar da mesa para fora, nem auto-golos, nem golos de cabeça absolutamente por acaso, sem que o boneco cabeceador tenha feito algo que justificasse final tão feliz.
E nunca se houve gritar:
- Roleta não vale!
Nem, melhor ainda:
- Está nêspera! - quando a bola se imobiliza misteriosamente fora do alcance de ambos os adversários e é preciso relança-la à mão para o imenso tabuleiro.
Digam lá se não é de valor, numa semana em que o Benfica foi goleado na Luz pelo Sporting acabando, no entanto, por ganhar o jogo, iniciar esta empreitada com a descrição, ainda que bastante genérica, do que me pareceu urgente ressalvar do aborrecido Mundial Futebol de Mesa em comparação com as nossas matraquilhadas tão imprevisíveis e, por isso, mesmo tão animadas.
Tudo é perfeição no Mundial de Matraquilhos. perfeição, tédio e um não acabar de penalties.

COM a liberdade e a autoridade que me são conferidas nesta página, atribuo ao cidadão paraguaio Óscar Cardozo o título de adepto do ano do SLB.
Do ano civil, entenda-se. Aquele que começou a 1 de Janeiro último e que terminará no próximo dia 31 de Dezembro.
Podem-me contestar a decisão por ser extemporânea, precipitada. Ainda falta um mês e meio até que 2013 acabe e quem sabe se, até lá, não aparecerá outro adepto, ou mesmo sócio, capaz de uma proeza qualquer que a todos encante.
No entanto, duvido de que, quem quer que seja o candidato, se consiga bater com Óscar Cardozo pelo título de adepto do ano, distinção que, a meu ver, se vai ganhando durante 365 dias à porfia e não por uma noite de brilharete avulso seja em que mês for.
É evidente que a prestação do paraguaio na noite de sábado contribuiu para o peso desta nomeação. Mas só contribuiu em 50 por cento. E não foi por ter marcado três golos ao velho rival, coisa que já tinha feito, na época passada, em Alvalade. Isto, segundo os critérios da Liga com os quais não concordo porque um dos golos atribuídos a Óscar Cardozo foi, inequivocamente, um auto-golo de Rojo.
Neste último jogo com o Sporting, o que pôs fim à discussão sobre o nome do adepto do ano não foi a veia goleadora do paraguaio. Cardozo, por norma, marca muitos golos ao Sporting, daí não veio grossa novidade. No sábado só foi diferente porque não se tratou de Cardozo mas sim de meio-Cardozo, visto que se magoara seriamente no jogo anterior e a sua utilização esteve em dúvida até à hora de entrar em campo.
Provavelmente, se a Liga portuguesa fosse organizada pela ONU, Cardozo não tinha jogado. Já ouvi protestos assanhados pela sua utilização no sábado contrariando todas as disposições médicas e humanitárias em vigor.
No entanto, o meio-Cardozo magoado que se apresentou a jogo deu uma grande lição aos magoados adeptos do Benfica, aos que ainda não recuperaram a alma perdida naquelas duas semanas fatídicas do último Maio.
E sabe-se que adepto sem alma é meio-adepto. Ponham, portanto, os meios-adeptos os olhos no meio-Cardozo, também ele magoado, mas mais do que capaz de fazer o que se lhe pedia nesta última ocasião. E sem hesitações. Só por isto já merecia a distinção de adepto do ano. Mas houve mais.
Os outros 50 por cento que contribuíram para a atribuição do título de adepto do ano a Cardozo surgiram naqueles instantes depois do último descalabro da temporada, no Jamor, quando um inconformado Óscar Cardozo se dirigiu ao seu treinador em termos desabridos, pedindo-lhe explicações, apontando-lhe o dedo. 
Foi feio? Foi pois. Mas quantos adeptos do Benfica não teriam feito exactamente a mesma coisa se para tal tivessem tudo oportunidade? Oh, falsos moralistas!
No melhor e no pior, em 2013, existiu uma simbiose perfeita entre o paraguaio e os adeptos do Benfica. Houve vezes em que um e os outros pareciam a mesma coisa.
Por isso, Óscar Cardozo inteiro e meio-Óscar Cardozo, elejo-te o adepto do ano.
Tenho dito.

NÃO tenho ideia de ter o Benfica feito uma choradeira por sair de Alvalade, a 31 de Agosto, vergado ao peso de um empate num jogo em que o golo de Montero nasceu de posição irregular. E se tudo o que acontece na área é penalty, ficou então um muito sugestivo penalty por marcar contra os donos da casa quando Maurício se pôs às costas de Cardozo, qual mochila.
O golo irregular de Montero foi, aliás, o início de uma saga de golos em posição irregular deMontero, saga triunfal que marcou as primeiras jornadas da Liga sem que os seus responsáveis piassem e sem que a Assembleia da República se tivesse de debruçar sobre o assunto.
Duarte Gomes foi o árbitro do último derby. Terá perdoado um penalty para cada lado. André Almeida jogou a bola com a mão na área e o lance seguiu sem consequências nefastas para o Benfica.
Já no prolongamento, Rojo, na sua área, mandou Luisão ostensivamente ao chão e o lance seguiu com consequências nefastas para o Sporting, não por Duarte Gomes ter assinalado o penalty devido, mas porque a bola embateu numa das arestas mais fatais do crânio do 'capitão' do Benfica que, estando deitado ao comprido na relva, foi dos mais surpreendidos com a obtenção do golo que haveria de decidir a eliminatória.
Não foi o melhor jogo do século mas foi um jogo intenso e com golos espectaculares. O de Diego Capel, por exemplo, é um golaço. Ainda que o espanhol estivesse adiantado em relação ao momento do passe de Wilson, como se pode ver tranquilamente na imagem da Sport TV se nos abstrairmos de todas as linhas imaginárias da boa vontade e nos concentrarmos apenas na linha efectiva que delimita a área, traçada a cal.
O Sporting, através dos seus responsáveis, reclama dois penalties. Num terá razão. No outro, no lance entre Montero e Luisão, já me parece que Montero entra de pé em riste para ganhar a bola a Luisão, que tem o colombiano nas costas e não o vê chegar. Admito, no entanto, que esteja errada e que tenha sido mesmo penalty.
Na verdade, o Sporting beneficiou de 7 penaltis durante o jogo todo. E apenas concretizou um. Acontece que, esta época, cada pontapé de canto contra o Benfica é, praticamente, um penalti, pela ansiedade que gera e pela taxa de sucesso do adversário. Foi assim, mais uma vez, no jogo com o Sporting.
Ouvi de uma criança uma explicação muito plausível para este fenómeno:
- Quando davam todos as mãos estas coisas não aconteciam!
Dar as mãos é tudo numa equipa de futebol."

Leonor Pinhão, in A Bola

Benfica - Sporting (II)

"Continuando de ontem:
9. A álgebra das arbitragens continua em todo o seu esplendor: quando se ganhar, é excelente; quando se perde, é miserável. Uma incoerência sem cura, oscilando entre o silêncio comprometido e o ruído estapafúrdio. Em todos os clubes.
10. Desta vez, coube ao Sporting queixar-se. O seu presidente até apelidou de palerma quem tenha visto o jogo de maneira diferente da sua isenção.
11. Reclamaram-se dois penalties e um fora-de-jogo, sugerindo-se intenção dolosa do árbitro. Mas nada se disse sobre o penalty que não sei se seria assinalado se Patrício não tivesse consentido um frango (e expulsão de Rojo por 2.º amarelo). No frenesim comentarista até houve quem dissesse que o lançamento do Sílvio para o quarto golo teria sido irregular. É obra!
12. No jogo para a Liga, foi a mudez. Mas não estava Montero milimetricamente deslocado tal qual Cardozo agora? E não houve sobre este uma gravata perto do fim do jogo na área leonina?
13. Venham árbitros estrangeiros para estes jogos, para se acabar com a suspeição e para que o erro seja visto apenas como tal.
14. No essencial: o Benfica muito melhor do que há semanas e o Sporting muito melhor do que a época passada.
15. Uma nota triste e recorrente. Não se consegue guardar um minuto de silêncio. Ou se assobia sem o mínimo respeito ou se batem palmas sem o mínimo sentido.Um silêncio que não resiste à eternidade de um minuto. Uma javardice perante o luto de morte.
P.S. Pela 2.ª vez, Abdoulaye emprestado pelo FCP ao Guimarães lesiona-se nas vésperas de defrontar o seu clube de origem. É preciso ter galo!"

Bagão Félix, in A Bola

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Máxima manipulação !!!

Agora que já passaram alguns dias do dérbi, é tempo para voltar a denunciar a manipulação vergonhosa, efectuada pela SportTV durante o directo, e que praticamente toda a (des)comunicação social desportiva nacional, seguiu, fielmente, sem questionar toda a palha que lhe foi posta à frente... e todos os outros 'casos' que foram escondidos...!!!
Além da reacção do chefe da claque Lagarta que em directo, no final da partida, dissertou sobre alianças e casamentos, tudo isto só atingiu os níveis de histerismo que atingiu, porque muitos dos profissionais jornaleiros, supostamente independentes, são Lagartos invertebrados... Que a quente ou a frio, após o jogo de Sábado à noite, não conseguiram manter a máscara!!!

- Foras-de-jogo. Na minha opinião a equipa de arbitragem fez bem, em não marcar nenhuma infracção, no 1.º golo do Sporting, e no 3.º golo do Benfica. Ambos os casos são milimétricos. Dito isto, tenho que denunciar o tratamento completamente oposto, como os dois lances foram tratados. Enquanto no golo do Cardozo, houve 'linha' de fora-de-jogo imediatamente, no golo do Capel só houve 'linha' ao intervalo, e no momento do cruzamento do Wilson, hoje, 4 dias depois, a 'linha' ainda não apareceu!!!
Sendo que fui alertado num post do Joni Francisco no Palavras ao Poste, que na 'linha' que demorou quase 20 minutos a aparecer, no momento em que o Wilson toca de cabeça para o Montero, fazendo zoom sobre a imagem, parece que a 'linha' não foi colocada nos pés do André Almeida (o nosso penúltimo jogador...Existe claramente um espaço entre a 'linha' e os pés do André!!!), mas sim, nos pés do próprios Montero (aparentemente o Colombiano foi contratado pelo Benfica!!!). Eu sei que aquilo que conta é o tronco (a última parte do corpo, que pode jogar a bola...), não são os pés, mas as TV's para facilitar, costumam usar os pés dos jogadores para definir a 'linha'. Aliás se nós compararmos a 'linha' colocada no 3.º golo do Benfica (ver aqui no video), existe outro pormenor interessante, a 'linha' foi colocada em cima do pé do defensor do Sporting (entre a biqueira e o calcanhar!!!), não na ponta da bota, como é habitual...!!!

Ainda existe outro problema nestes tipo de fora-de-jogo milimétricos, como é visível no vídeo a seguir, nestes foras-de-jogo milimetricos, basta parar a imagem um 'frame' à frente, ou um 'frame' depois e toda situação se altera, porque é praticamente impossível garantir, o momento exacto de quando a bola sai do pé do passador!!!


Agora o grande mistério dos foras-de-jogo, foi o total desaparecimento, de todas as discussões nos jornais e nas TV's do lance do Sílvio!!!

Aquilo que me leva a crer que houve manipulação premeditada, planeada, com o claro objectivo de dar a ideia que o Benfica foi beneficiado, é a maneira cirúrgica como casos como este, foram 'apagados' das discussões. Até posso admitir quem defenda que o Patrício, tocou na bola discplicentemente, sabendo que o jogo estava parado, mas o erro do fiscal de linha tem que ser discutido. Ainda por cima, porque foi o mesmo auxiliar que na 1.ª parte deixou passar os foras-de-jogo milimétricos no 1.º golo do Sporting.

- Penalty's. O André Almeida faz penalty, o lance é à queima, mas o André é imprudente, e quando 'estica' o peito, levanta o braço. Este foi o principal erro contra o Sporting (se calhar o único!!!).
No lance do Montero até o Coroado, diz que é 'pé em riste'... jogo perigoso, o Montero entrou de sola, e colocou o corpo, na área que ele sabia antecipadamente, que o Luisão iria colocar a perna... Simulando depois uma agressão, mas enganado-se no local do contacto, pois começou a queixar-se da perna, e foi atingido, nas redondezas da sovaco!!!
O lance aos 54 minutos, onde o Matic é rasteirado pelo Adrien e empurrado pelo Rojo, e o Cardozo é agarrado pelo Maurício, foi mostrado uma única vez no directo, e nunca mais foi repetido em lado nenhum... Podemos discutir se os contactos são suficientes para ser Penalty, podem argumentar que aquele tipo de lances existem muitas vezes durante um jogo de futebol, mas num jogo como este, que criou tanto barulho, apagar da memória colectiva, esta jogada, é uma clara tentativa de manipular as opiniões.

No 'peru' do Patrício, não houve nenhuma lei da vantagem, nem sequer houve compasso de espera, para ver no que dava... o árbitro, nunca teve a intenção de marcar penalty. E se a bola não tivesse entrado, o jogo teria seguido normalmente. Recordo que o Rojo seria expulso neste lance, caso o penalty tivesse sido marcado.

- Disciplina. Houve cartões amarelos perdoados às duas equipas. No Benfica o único jogador que em tese poderia ter levado dois amarelos foi o André Almeida. O Amorim fez várias faltas, mas a falta onde é amarelado é ridícula, se tivesse um amarelo anterior, nunca teria levado o segundo...
Agora, no Sporting, tanto o Maurício como o Rojo deveriam ter sido expulsos durante os 90 minutos...  e mesmo o Willian, arriscou o mesmo...
Este é outro tema tabu nas discussões pós-jogo. Como o Benfica foi a equipa mais amarelada não convém... explicar que um árbitro 'Benfiquista' que tudo fez para 'beneficiar' o Benfica, e 'prejudicar' o Sporting, encheu o Benfica de amarelos, e foi perdoando vários ao Sporting, não é fácil, portanto o melhor é nem falar...!!!

- Mariquices!!! Na noite de segunda-feira os paineleiros passaram 'horas' a discutir se o lançamento do Sílvio, no 4.º golo do Benfica: foi legal ou não!!! A lei diz que os dois pés têm que esta no chão, não creio que especifique que parte do pé: a sola ou a biqueira!!! Mas pronto... Independentemente da interpretação, creio que é pacifico admitir que estes lances normalmente não são assinalados, para qualquer equipa, é raro um árbitro marcar falta num lançamento... é daquelas preciosidades que 'quase' ninguém liga, excepto quando o Benfica marca um golo...
Curiosamente, se eu quisesse ser chato, perguntava se a bola estava dentro do quarto de circulo, no 2.º golo do Sporting?!!! E a resposta era não!!! E assim o golo seria ilegal... Mas como nós todos sabemos - quem vê futebol -, que muito raramente os árbitros se preocupam em meter a bola na área determinada para marcar os cantos... Sempre que os cantos são marcados no lado contrário ao fiscal-de-linha, praticamente todos os jogadores, de todas as equipas, aproveitam... Agora, não vi ninguém a queixar-se na televisão, ou nos pasquins!!!
Neste tópico, ainda posso colocar a falta que deu origem ao 3.º golo Lagarto, ao minuto 91 - sim, foi ao minuto 91 e não ao minuto 92 como muitos querem que seja!!! -, já revi as imagens, e de facto não parece existir falta, o Montero e o Ivan lutam pela bola, e o Colombiano deixa-se cair. Não existe rasteira, nem empurrão. Mas eu também sei que este tipo de faltas, é assinalada muitas vezes... não é fácil distinguir estas simulações, das verdadeiras faltas... Se tivesse sido ao contrário, se o Benfica tivesse empatado nos descontos, esta falta teria sido repetida milhares de vezes, mas como foi ao contrário, não convém...

Houve erros?! Sim. Tal como o Dias da Cunha disse: para os dois lados. Foi uma arbitragem Corrupta?! Não. Claramente que não. Erros vão existir sempre, mas é preciso distinguir, entre os erros normais, e os erros premeditados, normalmente cometidos após visitas extra-conjugais, reuniões de aconselhamento matrimonial, ou depósitos bancários estranhos... Nada disso aconteceu aqui. O anti-benfiquismo primário, que todos os primatas Lagartos sofrem, impede-os de tirar as palas dos olhos... e sendo assim pouco mudará nos próximos tempos.
Neste caso, tudo isto foi amplificado devido à guerra Benfica - SportTV, que sempre manipulou imagens, são mestres nisso, mas desta vez, ultrapassaram todos os limites do razoável...

ADENDA: Em vez de responder aos comentários na caixa respectiva, respondo aqui:
- Não falei do lance do Piris, por esquecimento. Acho que não é penalty, a bola bate-lhe na perna, e sobe para a barriga, é o que me parece. Mas acho estranho só haver repetição de um único ângulo!!!

- No 3.º golo do Benfica a bola é tocada pelo Rojo antes de chegar ao Cardozo. No post sobre o jogo falei disso. Admito que não é uma situação óbvia, mas também acho estranho não haver discussão sobre a situação.
Por exemplo, se a bola tivesse sido passada directamente para o Nico (creio que essa era a intenção), e se vindo de trás, junto ao Nico tivesse um defesa do Sporting, que em carrinho fizesse um corte... e a bola fosse desviada para junto do Cardozo, que até podia estar 2 metros fora-de-jogo no momento do passe do Rúben, neste caso, não haveria fora-de-jogo. O problema é que o passe do Amorim é para destinatário indefinido, e o toque do Rojo, pode ser considerado um ressalto... Agora a certeza absoluta do narrador da SportTV, em afirmar que o toque do Rojo não interessava para nada, é estranha...

- Uma última nota: no 3.º golo do Sporting, o Montero está em fora-de-jogo posicional... não tem influência na jogada, inclusive afasta-se da zona para onde a bola é colocada, boa decisão. Mas mais uma vez, se fosse ao contrário, tenho a certeza que este lance tinha sido discutido nos fóruns habituais...

Velocidade...!!!

Passos Manuel 23 - 37 Benfica

Exibição segura, que ficou marcada na 1.ª parte, pelos ataques rápidos do Benfica, que mesmo após sofrermos golo, marcávamos quase sempre no máximo 5 segundos depois!!! Além das 3 defesas em 3 livres 7 metros contra do Álamo!!! Nota para o mau karma do Tiago Pereira com a baliza... falou alguns golos estranhos!!!
Deu para rodar toda a equipa... boa atitude, o resultado nunca esteve em causa.

Ineficácia !!!

Turquel 3 - 3 Benfica

Aconteceu aquilo que eu tenho temido: perdemos pontos, que podem ser fundamentais, num jogo onde falhámos 1 Livre Directo e 1 Penalty !!! 0% de eficácia...
O Turquel tem uma boa equipa, este ano reforçada com o regresso do Tiago Rafael, o ambiente é sempre hostil, poucas equipas vão pontuar em Turquel, mas o Benfica podia ter feito mais...
Tivemos a ganhar por 0-1, depois por 1-2... falhámos várias oportunidades para matar a partida, e perto do final permitimos a reviravolta, a 43 segundos do fim a equipa da casa marcou o 3-2!!! Neste cenário, o golo do capitão Valter Neves, nos últimos segundos até soube a salvação!!!

Recordar que no próximo fim-de-semana, o Benfica vai jogar a Taça Intercontinental, em Torres Novas, com os Brasileiros do Recife.

Benfica - Sporting (I)

"1. Diga-se o que se disser, os jogos entre Benfica e o Sporting continuam a ser o mais genuíno dérbi/clássico nacional. Com a radical rivalidade de quem quer vencer saborosamente o opositor (no campo), com o eterno fascínio da imprevisibilidade do desfecho, independentemente de quem está melhor ou pior, mas sem a obsessão doentia e a guerrilha fidagal (fora do campo e às vezes dentro dele) de outros clássicos.
2. O jogo foi um hino à emoção imanente ao futebol. Esplendoroso e empolgante. Como, aliás, nos anteriores confrontos para a Taça. Agora 4-3, antes 5-3 e 3-3. Ao todo 21 golos, uma média de 7 por jogo! À inglesa.
3. No sábado, outra boa notícia: dos 28 jogadores, 11 eram portugueses. No Benfica, cinco (hélas, há quanto tempo!) e no Sporting, seis.
4. Escrevi aqui em Setembro de 2010: Cardozo, além de Óscar, é alcunhado de Tacuara. Por isso, os benfiquistas lhe exigem que seja como o que esta palavra significa em tupi-guarani: cana de bambu que chega a doze metros e é usada para fazer eixos de lança. Como os que, sob a forma de golo, marcou ao Sporting!
5. Em Atenas 7 oportunidades e 0 golos para o SLB, com Roberto a brilhar. Na Luz 7 oportunidades, 4 golos e duas bolas nos ferros, com o excelente Rui Patrício a falhar. Da ineficácia para a eficácia (ou vice-versa) em alguns dias.
6. Voltou o fantasma do minuto 92. Não haverá relógios que passem directamente do minutos 91 para o 93?...
7. E o espectro dos cantos e livres defendidos à zona. Este ano já vão 6, sem esquecer Chelsea e Estoril no terrível fim de época. O vírus da zona?
8. Que regresse depressa Rúben Amorim."

Bagão Félix, in A Bola

Decisão à Benfica !!!


Esta renovação de contrato, não tem objectivos desportivos definidos... mas o passado, o talento e o respeito mutuo que sempre existiu entre a atleta, o Clube e os adeptos, é justificação suficiente para ter ficado muito contente com este anúncio... é caso para dizer: Vanessa para sempre!!!

PS: Parabéns ao André Fialho, que no último fim-de-semana se sagrou Campeão Nacional de Boxe na categoria de 75 Kg, por K.O. . Já o Marco Ferreira nos 52 Kg, ficou em segundo, perdendo o combate final por pontos.

Notas de um derby memorável

"- Grande jogo de futebol e um vencedor justo;
- Ressurgimento de Cardozo como melhor avançado do futebol português, de momento;
- Estranha apatia defensiva do Benfica nas bolas paradas que permitiu uma reacção do Sporting nos esquemas tácticos, o que nunca aconteceu em futebol corrido;
- Desta vez, parece que não há dúvidas de que Cardozo obteve mesmo um "hattrick";
- Caiu o verniz em Alvalade e pelas mesma razões históricas. Quando perdem a culpa é do árbitro;
- Afinal Leonardo Jardim também fala da arbitragem. Curiosamente das duas vezes que o fez, foi para se referir a jogos com o Benfica. Antes do jogo do campeonato - convém recordar que o Benfica foi prejudicado de forma decisiva - e depois do jogo da Taça;
- Gaitán podia ser um dos melhores jogadores do futebol europeu? Podia, mas se calhar não era a mesma coisa.
- Rui Patrício é e será sempre um dos melhores;
- Gosto do estilo de Bruno Carvalho. Entre o presidente e o chefe de claque. A verdade é que está a resultar num clube com aquela estranha mania de superioridade moral e social. O que, como se sabe, não existe. Nem no futebol, nem na vida real."

Desta água não beberei?

"Há meia dúzia de semanas, Leonardo Jardim considerava uma “hipocrisia” um dos três grandes queixar-se das arbitragens. No sábado passado, porém, lá apareceu a justificar a derrota com “dois erros do árbitro”. Será o Sporting que deixou de ser grande ou Jardim que decidiu ser hipócrita?
Devo dizer que sempre me indignaram mais os penáltis mal assinalados do que aqueles que o árbitro não marca, sobretudo quando as jogadas não têm perigo nenhum.
Mas, com erros ou não, o dérbi lisboeta foi um importante jogo de futebol, sobretudo por duas razões:
1 – Confirmou a ressurreição do Sporting, depois do coma da época passada. É hoje uma equipa alegre, intensa, objectiva, rapidíssima, funcionando sempre em colectivo, capaz de trocar a bola em pequenos espaços, onde cada jogador está a superar-se. Leonardo Jardim, com o apoio do presidente, tem feito um trabalho tremendo;
2 – Confirmou o crescendo do Benfica, depois de um desgraçado início de época. A equipa apática de há semanas parece transfigurada: corre, luta, voltou a produzir um futebol vistoso e espectacular, com todos os jogadores a subirem de produção.
Sendo um jogo com grandes jogadas e grandes golos, o dérbi acabou por ser decidido por um lance cómico, que no entanto pôs justiça no resultado, considerando que:
A – Numa altura crucial do jogo, o Benfica perdeu uma pedra que estava a ser preciosa (Rúben Amorim), caindo a pique e permitindo a reacção do Sporting;
B – O Benfica voltou a sofrer um golo depois do minuto 90, o que é sempre traumatizante, mas foi cruel depois do esforço enorme de Atenas e quando os jogadores já julgavam a eliminatória resolvida;
C – Mesmo assim, a equipa cerrou os dentes, fez das tripas coração, encostou o Sporting às cordas e teve ânimo para chegar à vitória.
Portanto: parabéns ao Benfica, parabéns ao Sporting e uma recomendação a Jardim: nunca volte a dizer “desta água não beberei”. Nenhum latino (mesmo ilhéu) pode afirmar que nunca se queixará do árbitro. Não temos a fleuma britânica, temos o sangue quente – e sobretudo, como aceitamos com dificuldade as derrotas, somos sempre tentados a justificá-las com erros alheios."

Os outros casos do dérbi

"Que me desculpem aqueles que não querem ver que houve jogo além dos erros do árbitro ou do frango de Rui Patrício. É que houve mesmo, e deixou que contar:
1. O Benfica joga muito melhor no sistema de três médios pelo qual Jesus optou nas duas últimas partidas, ainda que negue a si próprio ter-se rendido ao 4x3x3, que considerou um dia como o "sistema mais fácil de anular";
2. Foi com a inclusão do terceiro médio que se libertaram (de algumas tarefas defensivas) os dois jogadores mais determinantes do processo de criação encarnado - Enzo e Gaitán. À subida de rendimento de ambos, muito mais que à eficácia de Cardozo, se deve a subida de rendimento da equipa;
3. O grande teste vem a seguir, a propósito da lesão de Ruben Amorim. Vai Jesus manter-se no rumo que valeu subida de rendimento imediata (promovendo André Gomes ou deslocando Gaitán para zona central) ou não resiste à enésima tentativa de provar que é possível ganhar com o sistema de quatro avançados?
4. A opção errada por Ivan Cavaleiro durante o jogo da Taça indicia que o técnico encarnado pode seguir a segunda via, que é a errada. No sábado, foi nessa substituição que entregou o domínio ao Sporting e quase perdeu uma eliminatória que estava ganha. Já Lima entrou tarde mas bem;
5. O Sporting não tem qualidade individual para competir com os grandes rivais, e essa discrepância de talento faz muita diferença em jogos como o de sábado. Comparar qualquer dos sectores (defesa, meio campo, ataque) das duas equipas prova-o à exaustão, mais ainda quando o próprio Rui Patrício falha (que teoricamente o Sporting só leva vantagem no guarda-redes);
6. Há por isso grande mérito de Leonardo Jardim na forma como tem feito crescer o misto de jovens e estrangeiros (mais ou menos) desconhecidos com que criou o novo Sporting. Pelo colectivo bem trabalhado disfarça as limitações de orçamento;
7. Também nas substituições Leonardo Jardim esteve bem, sobretudo quando lançou Slimani para criar novos problemas à defesa do Benfica. E o argelino podia ter feito um hat-trick;
8. O futuro do Sporting depende da serenidade de um grupo de trabalho que deve - e merece - cumprir tranquilamente o seu processo de crescimento. As declarações desbragadas do presidente Bruno de Carvalho arrastam os adeptos para a ideia de que o Sporting só não ganha já a tua a gente porque forças ocultas o impedem. Além de fazer mal à equipa, não é verdade."

Lá, onde o condor passa...

"Sotil e Cubillas foram dois dois maiores jogadores do Futebol peruano. Jogaram juntos no Alianza Lima em 1977. Mas em Janeiro de 1971 foram eleitos para uma equipa mista à qual cabia defrontar, em Lima, o grande Benfica do grande Eusébio.

HOJE vou aqui falar do Peru. Não daquele peru do cabaz do Natal que se aproxima aí a toda a velocidade, mas do Peru país, local lindíssimo da América do Sul, encostado ao Pacífico, terra de incas e de Atahualpa Yupanqui. E de Machu Pichu e do voo interminável do condor.
O peru que se recheia e se torna uma iguaria natalícia pode ter vindo do Peru país, embora os ingleses estejam convencidos de que veio da Turquia, e por isso lhe chamam turkey, mas o nome Peru veio de Birú, senhor da Baía de San Miguel, no Panamá e das terras circundantes e que ainda fazia sentir o seu poder quando desembarcaram na região os terríveis homens de Pizarro nas suas armaduras brilhantes que os faziam parecer extra-terrestres com um brilho ganancioso de ouro nos olhos negros.
Falo do Peru e falo de Sotil, por exemplo. Hugo Alejandro Sotil Yerén, conhecido por El Cholo, o índio, Avançado de recursos ímpares que chegou a jogar no Barcelona entre 1973 e 1977, sendo colega de Cruyff.
Sotil é tido como um dos maiores nomes do Futebol peruano de todos os tempos, tendo estado presente com a sua selecção nas fases finais dos Mundiais de 1970 (no México) e de 1978 (na Argentina), além de ter vencido a Copa América de 1975.
Entre 1968 e 1973, Sotil jogou no Deportivo Municipal. Depois de regressar de Barcelona esteve um ano no Alianza Lima. Mas não tarda já vos vou falar de 1971, que para o caso é o ano que interessa.
Pelo caminho, explico. O Alianza Lima foi o primeiro grande clube peruano do início do profissionalismo no país, nos anos 50. Depois, o sucesso manteve-se nas décadas seguintes até à tragédia do dia 7 de Dezembro de 1987, quando o voo de regresso de Pucallpa, onde jogara para a liga, se despenhou no mar perto do aeroporto de Lima/Callao. Todos os jogadores e técnicos morreram.

Alinharam os dois juntos
O Deportivo Municipal, clube de Lima («La Fea» como é conhecida), é um dos clubes mais populares do Peru e que conquistou lugar na lenda do Futebol do país logo após a sua fundação, em 1935.
No dia 15 de Janeiro de 1971, o Deportivo Municipal e o Alianza Lima fizeram uma aliança. Formaram uma equipa a meias para defrontar um convidado especial que chegava da Europa. Ou melhor, dois convidados muitos especiais: o Benfica e Eusébio.
A grande figura do Alianza Lima, talvez o melhor jogador peruano de sempre, chamava-se Teófilo Cubillas. Este nós conhecemos bem. E este nós refere-se, como é evidente, a quem tem idade para o ter visto chegar ao FC Porto em 1973 e espalhar classe no Campeonato português até 1977, embora sem ganhar títulos que se vissem.
Sotil e Cubillas viriam a jogar juntos com a camisola do Alianza Lima na época de 1977/78. Cubillas marcou 42 golos e Sotil 23. Está claro que foram campeões.
Em 1971 sonhavam com a Europa. O El Dorado deixara de ser nos contrafortes dos Andes e transferia-se para Espanha, para Itália, para França. Cubillas ainda jogou no Basel da Suiça antes de assinar pelo FC Porto.
Nesse final de tarde em que o Benfica jogou contra um misto do Deportivo Municipal e do Alianza Lima actuaram lado a lado sem desconfiarem que o futuro os viria a juntar numa camisola só. Defrontaram o grande Benfica e o grande Eusébio. 43 mil pessoas encheram, ávidas, o Estádio Nacional. E o Benfica venceu, por 2-1. Com um dos golos a ser marcado por Eusébio, o primeiro, num remate fulminante de livre directo. Nené faria 2-0, aos 4 minutos da segunda parte, os peruanos reduziram por Mosquera, após grande jogada de Sotil. José Henrique defendeu um penálti de Cubillas.
Era um tempo em que nem o Benfica nem Eusébio falhavam o encontro com a História. E diziam presente.
Quem sabe se, ao ritmo do jogo, como música de fundo, se ouviu «El cóndor pasa», essa zarzuela do compositor peruano Daniel Alomía Robles? E que, ao fim ao cabo, Paul Simon e Art Garfunkel tornaram famosa em todo o Mundo."

Afonso de Melo, in O Benfica

Série negativa...

Chaves 3 - 1 Benfica B

Sem jogadores da equipa A, sem os jogadores promovidos à equipa A, com alguns dos nossos jovens talentos convocados para as Selecções mais jovens, com alguns jogadores tocados... Com tudo isto, chegar ao intervalo a vencer por 0-1 era um excelente resultado, num jogo que pelas informações foi equilibrado, mas com a expulsão aos 56m do Rudi, o Benfica desorientou-se e em 11 minutos sofremos 3 golos!!!
Os últimos resultados não têm sido bons, a opção pela rotação de praticamente todo o plantel não tem corrido bem, hoje, houve uma rotação 'obrigatória' devido às ausências...
Não é a primeira vez que me questiono: o que terá levado os dirigentes do Benfica a aceitar algumas datas para os jogos, na equipa A?! E hoje na equipa B?! Sabendo que os Internacionais estariam ausentes...

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Uma questão de coerência

"Resistiu, até esta segunda-feira, o Sport Lisboa e Benfica a entrar numa discussão que entendeu ser natural num primeiro momento, mas que no tempo e no tom em que a mesma se está a prolongar é completamente absurda e merece repúdio.
Sejamos sérios. Há lances de dúvida no jogo? Claro que há, como há em todos os jogos com a intensidade em que decorreu o jogo do passado sábado. Os lances duvidosos repartiram-se, mas os reparos e acusações limitaram-se a apontar, de forma parcial, prejuízos apenas para o Sporting Clube de Portugal.
É claro que a omissão, por parte do operador televisivo, da linha virtual em alguns casos e da má colocação da mesma em outros também contribuiu para desvirtuar a análise de alguns lances.
A discussão faz parte do Futebol e por isso é legítimo que o Sporting peça os relatórios que entender sobre o jogo, e que disso dê publicidade nos jornais que entende, mas seria coerente que pedissem, com a mesma indignação que publicamente têm exibido, os relatórios do jogo com o Benfica em Alvalade, com a Académica em Coimbra, com o Olhanense no Algarve e com o Marítimo, também em Alvalade.
Não podemos reclamar apenas de algumas cenas do filme, temos de ser coerentes e ter memória do filme todo. Quando assim não acontece perdemos credibilidade e ficamos reféns da demagogia e do mais primário populismo.
Quantas vezes já vimos alguns directores, editores ou articulistas de jornais escreverem e condenarem o excesso de protagonismo que os dirigentes assumem em detrimento dos jogadores? E do absurdo de discutir as arbitragens da forma como se discutem em detrimento do jogo?
Pois bem, os jornais e os seus directores têm toda a legitimidade de definir a linha editorial, os editores e opinadores têm todo o direito em assumir o que bem entenderem, mas uma vez percorrido este caminho não podem, no futuro, estes mesmos responsáveis voltar a cair na tentação hipócrita de criticar este tipo de comportamento por parte dos dirigentes desportivos, dada a forma como estão a dar eco de algumas declarações irresponsáveis.
Registe-se, ainda, que não houve da parte de nenhum dirigente do Benfica qualquer palavra desrespeitosa em relação a algum profissional do Sporting. Não é admissível, por isso, que o presidente do Sporting, pela segunda vez, se dirija da forma que se dirigiu ao treinador do Sport Lisboa e Benfica. A liberdade de expressão tem fronteiras que devem ser respeitadas. Não é por gritar mais alto nem por insultar mais vezes que se ganha a razão."


PS: Apesar de numa primeira leitura ter ficado agradado com este comunicado, penso que ele está incompleto. Com o mesmo tom, seria perfeitamente possível, no meio dos parágrafos direccionar a discussão por exemplo: para o fora-de-jogo do Capel, para o fora-de-jogo do Sílvio, para a entrada de pitons do Montero, para os amarelos perdoados especialmente ao Mauricio.. etc...!!!
Admito, isso não devia ter 'trabalho' do Benfica. Os Benfiquistas que têm tempo de antena nas TV's nas rádios e nos jornais tinham essa obrigação, mas como os poucos que dão a cara, são mansos, ficamos só com uma versão da história...
E assim, ficará tudo em cima dos ombros do Rui Gomes da Silva, que entre os berros do Alguidar, e os copos de Jameson, terá uma tarefa muito complicada... duvido mesmo que consiga terminar uma frase!!!

Os erros e os homens

"Por muito esforço que alguns tenham feito e vão continuar a fazer no jogo das palavras, o último dérbi terá um lugar na história e não será por causa dos erros de arbitragem, por mais graves que tenham sido. Será para sempre o dérbi de Rui Patrício, por causa de um lance invulgar, altamente penalizador, a partir de uma falha de concentração, depois de quase duas horas de extrema intensidade e pressão.
Parafraseando o presidente do Sporting, é realmente uma enorme palermice tentar desfocar a ordem de importância dos factores decisivos deste jogo inesquecível, a saber: primeiro, o erro de Patrício, depois, os três golos de Cardozo e, finalmente, o imbróglio em torno da verdade desportiva. É assim que a história reserva um espaço para este embate, digno de uma final, mas disputado numa fase tão precoce da Taça de Portugal. Nenhum penálti por assinalar tem o valor simbólico de um golo sofrido por entre as pernas de um guarda-redes e esta imagem colar-se-lhe-á à pele e ao currículo para sempre. E daí?
Quem conhece minimamente a história do futebol nacional saberá o valor e a influência que, Costa Pereira teve na grandeza do Benfica (e da Selecção Nacional) dos anos 60. Foi um grande, mas sempre num patamar abaixo dos Damas e dos Bentos, por causa de um golo sofrido assim, numa bola pífia, por baixo das pernas, na final de Milão. A história é o homem e a sua circunstância, não há escapatória.
Muitos sportinguistas insurgiram-se ontem contra o relevo dado pelo Record ao momento do jogo, uma extraordinária foto de Paulo Calado, chegando alguns a alegar a falta de patriotismo dos editores, tendo em atenção o próximo jogo da Selecção. Muitos benfiquistas, pelo contrário, consideraram muito frouxa a opção de deixar de fora do léxico garrafal o "frango" e o "peru" que estiveram nas mesas de tantas conversas de domingo.
Rui Patrício ainda vai a meio de uma carreira que teve um início fulgurante, mas tem vindo a estagnar pela dificuldade em conquistar títulos, mantendo-se no topo da confiança do seleccionador, mas ultrapassado sistematicamente nas escolhas dos grandes clubes europeus.
O moral da história do dérbi, à face desta incontornável situação, é que os erros dos guarda-redes, que são muito raros e, por isso, iconográficos, têm custos pessoais incomparavelmente mais graves que os dos árbitros, que são banais."

Ò sr. Guarda não se prenda!

"1. No tempo do Fascismo reprimia-se (além de muitas outras coisas) o direito à reunião. Temia o velho Estado Novo que os agrupamentos fizessem nascer ideias subversivas pondo em causa o normal funcionamento do bafiento Portugal que, felizmente, já não existe. Diligente, a sinistra PIDE procurava saber com antecedência os locais e os participantes nos conclaves e estes, quando sucediam, eram clandestinos e secretos.
2. O presidente do Sporting, no intervalo de dar uns pontapés na bola com os jogadores e de tentar fazer-se ouvir, decidiu reunir-se com adeptos do seu clube num local do norte (ou seja, a Oeste de Pecos) na véspera do jogo no estádio das Antas. O direito de o fazer é uma das virtudes daquilo a que chamamos, se calhar exageradamente, de Democracia.
3. As autoritárias autoridades decidiram aconselhá-lo vivamente a não levar avante essa subversiva ideia de reunião. Garantir a sua segurança e a daqueles que com ele queriam conviver não terá passado pela cabeça dos responsáveis de tão diligentes corporações. «Proibir» pareceu-lhes, certamente, mais conveniente. A despeito de, como é óbvio, tal decisão atentar contra a ideia de um Estado de Direito no qual pensamos todos viver. Um erro, como se vê.
4. Diligentes, as autoridades, nos arredores das Antas, em vez de cumprirem os serviços básicos de segurança impedindo confrontos entre bandos de marginais disfarçados de adeptos, assistiram a tudo no conforto dos seus coletes fluorescentes e desencaram os incautos que lhes passaram ao alcance dos bastões. Dá vontade de dizer, como nos tempos do inesquecível «Pão Com Manteiga»: Ò sr. Guarda, não se prenda!"

Afonso de Melo, in O Benfica

Sobre rodas

"O Benfica somou ao título de Campeão Europeu a vitória na Taça Continental de Hóquei em Patins, batendo o detentor da Taça CERS e alcançado assim o 46.º título da história do Clube na modalidade no escalão de seniores, oitavo título nos últimos quatro anos. É um feito notável que equipara a actual geração de hoquistas do Benfica, os seus dirigentes e equipa técnica, aos que em décadas do século passado brilharam ao melhor nível na modalidade. O Benfica, desde a época de 2009/2010, alcançou os maiores títulos do Hóquei em Patins europeu: Liga Europeia, Taça CERS e Taça Continental, esta pela segunda vez.
A vitória do Benfica segue-se a alterações na equipa técnica e no plantel, em relação à época anterior, mas a contribuição para esta onda vitoriosa do treinador e de jogadores que entretanto deixaram o Clube não foi esquecida no momento da vitória e da justíssima consagração dos técnicos e do plantel actuais. A vitória agora alcançada, e por marca tão expressiva, é um grande êxito do Benfica, do espírito do Clube, da sua estrutura dirigente e da organização que que tornam possíveis os sucessos dentro do rinque. A par das conquistas da equipa sénior, o Benfica tem somado sucessos no Hóquei feminino e em escalões da Formação: o Clube tem quatro Campeões do Mundo na casa dos Sub-20.
E a vitória na Taça Continental, decidida em casa e com a casa cheia, ficou a ser também uma conquista dos adeptos. Nem por um segundo do tempo do jogo na Luz os adeptos deixaram de apoiar vibrantemente a equipa. O sucesso do Hóquei em Patins do Benfica rola sobre rodas e esta conquista vai trazer mais e novos adeptos aos pavilhões, que é onde melhor se vê e aprecia esta modalidade de alta velocidade, grande beleza, enorme emoção e com uma história gloriosa na memória do Clube e do País."

João Paulo Guerra, in O Benfica

Épico

"A tradição dos fantásticos dérbis da Taça ainda é o que era. O Benfica - Sporting foi, com toda a certeza, o melhor jogo de futebol realizado esta temporada em Portugal. E, mais do que isso, confirmando-se como um duelo emotivo até ao extremo e imprevisível até ao cair do pano. Como um verdadeiro dérbi deve ser. Treinadores e jogadores mostraram que, afinal , é viável haver grandes espectáculos quando os artistas fazem por isso. Só é pena que tivesse sido a eliminar. Nenhum dos lados merecia ficar pelo caminho.
1 - Comecemos pelos verdadeiros protagonistas e pelos dois pólos. À cabeça, Óscar Cardozo. Vindo de uma lesão, demonstrou - se dúvidas houvesse - que o Benfica com e sem ele não é exactamente a mesma coisa. Fazer um hat-trick num clássico já é obra, mas obtê-lo em meia parte marca ainda mais. Esta temporada o paraguaio já resolveu vários jogos e, desta feita, contribuir com três golos em quatro tem um peso decisivo. E só não foi mais longe porque Rui Patrício não lho permitiu. E por duas vezes.
Passemos então a Patrício. Fica como a antítese de Cardozo : um "frango", uma derrota. Demasiado duro para quem, como refiro acima, teve um papel importante no adiar do desaire. Mas é a vida. Patrício vai saber lidar com isto e só se espera que quando voltar à Luz, na próxima semana, tenha varrido da cabeça um daqueles momentos que dão direito a insónia.
2 - O Benfica tem neste 4x3x3 a real escapatória. Vira-se em Atenas, voltou a constatar-se na Luz. Ter Rúben com Enzo (uma exibição absolutamente notável), deixando espaço a Matic (que neutralizou André Martins), leva a uma consistência no meio campo que ditou leis durante grande parte do jogo. Foi mais do que coincidência a quebra de rendimento da zona nevrálgica depois da saída, por lesão, de Amorim, que teve reflexo no "aparecimento" de Adrien. Ao descer de um lado correspondeu o subir do outro, como num sistema de vasos comunicantes.
O problema continuam a ser os lances de bola parada. Jesus odeia que se fale do assunto, mas contra factos não adianta argumentar. Maurício saltou mais alto que Luisão e Garay ficou a ver Slimani passar. Num canto e num livre. Nada que não tenhamos já visto noutras alturas, mas que se pensava estar devidamente acautelado. A consequência é que, desta forma, os encarnados passaram de um confortável 3-1 para um perigoso 3-3.
3 - O modo como o Sporting não desistiu - perante uma desvantagem de dois golos - é um aspecto revelador de uma força anímica pouco comum. Mais ainda quando suportara uma pressão maior do adversário e vira a batalha do meio campo globalmente ganha pelo Benfica nos 45 minutos iniciais. Adrien voltou a ser a chave para muitas soluções e Capel agiu até se esgotar.
Contudo, a tal imaturidade também apresenta a factura. E voltaria ao quarto golo do Benfica para sublinhar que a história não se resume a Patrício. Alguém consegue explicar como é que um lançamento de linha lateral bate no relvado, salta por toda a gente e acaba na cabeça de Luisão empurrado por Rojo?
4 - Jesus e Jardim jogaram para ganhar. Cada um com os seus recursos, mas jogaram. O técnico encarnado, confrontado com a lesão de Amorim, apostou em Ivan Cavaleiro e deslocou Gaitan para a zona central. A caminho dos 90 minutos, quando ainda estava a vencer, retirou um Markovic cansado e pouco inspirado para dar lugar a André Gomes e, por via das dúvidas, reservou uma substituição para o prolongamento. Lima entrou para provocar roturas na "saudável anarquia" que vigorou nos 30 minutos suplementares.
O treinador leonino agiu mais cedo. Tinha de ser, estava a perder, e Carrillo poderia ser uma alternativa credível a Wilson Eduardo. Depois, consumado o 3-2, "vira" a agulha para um 4x4x2 de tudo ou nada, com a troca de André Martins por Slimani. E, quase de caminho, abdica de Capel para optar por Carlos Mané. Se bem que no prolongamento o refrescamento quase total da frente de ataque levasse a um 4x2x4 (que também ajudaria a "partir" o jogo). Jesus e Jardim, cada um à sua maneira, não permitiram que se apagasse a caldeira da emoção.
5 - A arbitragem voltou a ser o elo mais fraco do desafio. Outra vez por culpa própria (o penálti de André Almeida é o caso mais incompreensível). Já esta época, no jogo de Alvalade, o Benfica falou de prejuízo. Com razão. Agora, no jogo da Luz, o Sporting falou de prejuízo. Com razão. É mais um clássico dentro do clássico. Mas houve algo que se alterou. Agora, os responsáveis dos clubes - profissionais - se quiseram apresentar os seus lamentos devem fazê-los junto da entidade patronal dos árbitros. É que estamos a falar de árbitros tão profissionais quanto os jogadores e treinadores, lembram-se?"

Duarte Gomes e os atrasados mentais

"Duarte Gomes não fez uma arbitragem perfeita no Estádio da Luz, O Sporting queixa-se de dois penáltis que ficaram por marcar num jogo que foi a melhor propaganda para o futebol também devido ao trabalho do árbitro.
Um grande jogo já estragado pelos atrasados mentais, fanáticos e otários do costume. Aqueles que estão cego pela clubite e que, infelizmente, têm direito a palanque numa televisão qualquer.
Foi esse o caminho que sobretudo as televisões quiseram seguir em nome, digamos, da polémica e do espectáculo: dar antena a trauliteiros de vistas curtas que numa qualquer tasca deste país seriam corridos a pontapé.
Por isso, ninguém fala da fantástica decisão de Duarte Gomes e da sua equipa no lance do frango de Rui Patrícia e na forma ridícula como o guarda-redes da selecção nacional (ups) tentou demonstrar que a bola não tinha entrado. Sem chip na bola, o árbitro decidiu bem, o que é chato para a tal petição...
Vimos todos um grande jogo e uma arbitragem que não lhe ficou muito atrás. Com erros, sim, mas no geral boa.
Mas o que interessa por ora é atirar esterco para o que há de mais puro no desporto-rei. O que seria no mínimo uma infâmia num mundo de gente inteligente e lúcida mas que é algo de perfeitamente normal nesta nave dos loucos.
(...)"

O Benfica e o fora-de-jogo de centrímetros

"O dérbi da Luz foi um daqueles jogos que daqui por muitos anos ainda nos vamos lembrar. Pela espectacularidade do jogo - apesar da primeira meia-hora menos excitante - e pelos muitos golos, o último do mais caricato que já vi. Vi eu e quem estava a ver na tv porque dos jogadores do Benfica só Luisão e Lima viram pois os restantes estavam todos de costas para a bola a pedir um penálti.
Esse foi um dos erros de Duarte Gomes, o não assinalar penálti no lance, porque nos penáltis não se dá a lei da vantagem. O problema é que, pareceu-me, o árbitro não deu a lei da vantagem, simplesmente não considerou falta sobre Luisão.
Na ressaca, os sportinguistas queixam-se do árbitro. Queixam-se de dois penáltis por assinalar e têm razão, embora no segundo se veja nas imagens que Duarte Gomes não podia ver o braço de André Almeida a tocar na bola (está tapado pelo corpo do jogador - isto é já a resposta aos sportinguistas e portistas que vão contestar esta tese). Queixam-se, também com razão, do fora-de-jogo de Cardozo no 3-1 mas são os mesmos que no dérbi da Liga consideraram que Montero estava só ligeiramente adiantado (no lance do 1-0).
Já os benfiquistas desculpam Duarte Gomes pois o fora-de-jogo de Cardozo era só de uns centímetros, muito difícil de apanhar. E esta é a ironia suprema: os benfiquistas odeiam Pedro Proença pelo fora-de-jogo de há dois anos, o que deu o título ao FC Porto. Esse já não era de centímetros, era obrigatório ver.
Só mais uns curtos apontamentos sobre o dérbi:
Jesus devia ser proibido de falar das arbitragens.
Rui Patrício, depois de uma defesa fantástica quando Cardozo se isolou, não merecia aquele frango. 
Cardozo confirma-se como o matador menos simpático (nunca se ri) do futebol português mas parece já não ser o mal amado da Luz - talvez pela cena do Jamor.
Bruno de Carvalho, que elogiei aqui uma vez - já tinha perdido todo o crédito para mim quando se referiu à idade de Pinto da Costa - voltou a acusar um árbitro após uma derrota, insinuando a perseguição ao Sporting, e foi bastante deselegante para o treinador adversário, esta parte sem necessidade.
Nos outros jogos da Taça, destaque para a vitória do FC Porto em Guimarães, com um golo espectacular de Fernando. Um jogo no qual o defesa vimaranense Abdoulaye (cedido pelos dragões) não participou por se ressentir de uma lesão, tal como aconteceu no jogo da Liga. Um azarado este Abdoulaye."


PS: Esta é daquelas opiniões 'quase' justas, mas lá no meio, não se conteve, e esbarrou-se contra a parede...!!!
Comparar o fora-de-jogo do Cardozo, com o do Montero em Alvalade é justo. Apesar de um ser de milímetros e outro de centímetros!!!Agora comparar qualquer um destes foras-de-jogo com o do Maicon, é pura má vontade. Estes dois lances, são bolas corridas, não são bolas paradas, e o do Maicon foi pelo menos 1 metro, e eram dois jogadores... que estavam fora-de-jogo, quando antes do livre ser marcado, estavam fora-de-jogo quando o livre foi marcado, e estavam ainda fora-de-jogo depois do livre ter sido marcado, em nenhum momento os defesas do Benfica lhes passaram para a frente...!!!
Outro curiosidade, é que a discussão dá de barato que existe mesmo fora-de-jogo do Cardozo, e nem sequer questiona se o passe do Amorim foi para trás, para o Nico, e que a bola só vai para o Tacuara depois do Rojo tocar na bola... E nem sequer se fala do fora-de-jogo do Capel!!!

Na paz do julgador

"Todas as épocas recebemos imagens que ilustram consequências terríveis – potenciais ou efectivas – para a integridade física dos jogadores de futebol em resultado de cotovelos a despropósito, cabeças mal direccionadas ou virilidades inadmissíveis. A mais recente ocorreu no campeonato francês: arrepia ver a “tesoura” de Zouma, do Saint Étienne, sobre Guerbert, do Sochaux. O esgar de dor e aflição do jogador prenunciava o pior: fractura da tíbia e paragem mínima de seis meses. A Comissão de Disciplina da Liga Francesa não hesitou na dureza: 10 jogos de suspensão para Zouma.
O Regulamento Disciplinar (RD) da Liga tem um regime próprio para estas situações – ainda que só para as agressões físicas “dolosas”. Sempre que delas resulte a lesão do atleta atingido, a suspensão “será mantida até que o lesionado retome ou esteja em condições de retomar a sua actividade”, desde que o castigo não exceda o prazo de um ano. Já se sabe que a pedra de toque destes processos será averiguar a “intenção do jogador”, pois uma atitude descuidada ou negligente não merecerá tal pena. É uma consequência que, de todo o modo, deveria ser alargada para as “entradas” ilegítimas na disputa da bola, como foi o caso de Zouma; como tal, a não ser que se qualificasse a conduta como “agressão”, caso idêntico ao de Zouma, ocorrido entre nós, não poderia levar a essa suspensão até ao regresso do jogador lesionado.
Também para evitar situações de “risco grave para a integridade física” continua a estar no RD o “processo sumaríssimo”, para agressões e indignidades que não são vistas e sancionadas pela equipa de arbitragem. Porém, desde a entrada nos órgãos disciplinares da equipa escolhida por Fernando Gomes (na Liga, primeiro; depois, em parte, na FPF), o “sumaríssimo” é letra morta do RD. Logo, não foi com base em “sumaríssimo” que, esta semana, foram sancionadas as agressões sem expulsão de Douglas, V. Guimarães (na foto) e Rúben Ferreira, Marítimo. Antes partiu da iniciativa da Comissão de Instrução e Inquéritos da Liga (o “Ministério Público” do futebol profissional) a elaboração do “auto por infracção verificada em flagrante delito”, baseada em imagens televisivas, que “obrigou” o Conselho de Disciplina da FPF a decidir e, portanto, a exercer os “poderes públicos desportivos” de que é titular. Ainda que só com 1 jogo de castigo, numa moldura que vai até 10 jogos, no critério “minimalista” que, em oposição à jurisprudência estrangeira, satisfaz o infractor e atira o descrédito para o julgador da FPF. Mas é assim que se constrói a “paz gloriosa” de Napoleão, certo?"


PS: O que passou despercebido ao Ricardo Costa, é que este aparente regresso aos Sumaríssimos, deveu-se exclusivamente à necessidade/vício de beneficiar os Corruptos. Com a suspensão do Douglas. Nada mais...
Por acaso vi alguns minutos do jogo em questão, e vi duas agressões duras, uma para cada lado... aliás a segunda pareceu-me retaliação, já que atingiu o jogador do Gil que tinha agredido o Olímpio no 1.ª parte. Em ambos os momentos o Rui Costa mostrou amarelo, e devia ter sido vermelho. No lance do Douglas, muito sinceramente não vi nada de especial... mas nós sabemos como as coisas se passam...

domingo, 10 de novembro de 2013

Vitória muito saborosa !!!

Sporting 7 - 8 Benfica

A equipa nas últimas jornadas não esteve bem, talvez por isso a confiança não era muita, admito. Mas um derby, é um derby... e hoje, apesar de alguns erros evitáveis - sofremos 2 golos em situações de 'bola parada'... já parecem os outros!!! -, no ataque, conseguimos baixar o nível do desperdício, que normalmente é bastante elevado na nossa equipa!!!
Na história dos derby's, temos levado com várias exibições do Benedito, tipo Roberto em Atenas, hoje, isso não aconteceu, com o Cristiano na baliza, a fazer uma exibição boa, mas 'terrestre' e com os nossos artilheiros com confiança, sem medos, até conseguimos alguns golos de antologia: Henmi e Joel...
A lesão do Brandi acabou por não atrapalhar, apesar de na parte final do jogo, quando era preciso congelar a bola, o espanhol fez falta.
O resultado é totalmente enganador, o Benfica não merecia vencer por 1 golo de diferença, hoje o resultado justo, era uma goleada... chegámos ao 3-6 a jogar em igualdade numérica. Quando a mais de 13 minutos do fim, o Sporting apostou no 5x4, tudo mudou. De início aproveitámos, e chegámos aos 3-8, mas depois sofremos 4 golos, quase consecutivos, não é fácil estar tanto tempo a defender nestas circunstâncias.
Quem me conhece, sabe que sou totalmente contra esta regra. Já o afirmei em situações inversas. Não é justo uma equipa liderar, ou dominar a jogar 4x4, e depois nos últimos minutos o marcador ser completamente desvirtuado, com um alteração de estratégia que as regras não deviam permitir.
Se a atacar em 5x4 o Benfica tem demonstrado muitas debilidades, a defender ultimamente mostrou alguma evolução, hoje parece que retrocedemos... é preciso continuar a treinar estas rotinas, porque - infelizmente para mim... -, fazem parte do jogo.
Também é curioso, que neste derby não tenha existido os tradicionais escândalos de arbitragem... que no passado, tantas vezes nos empurraram...  E talvez por isso, vencemos. Mesmo assim, foi preciso 12m30s para marcar a 1.ª falta aos Lagartos, e em ambas as partes, ficámos 'tapados' com faltas bem cedo!!!

Uma nota para a azia do arrogante treinador Lagarto, que nem hoje, com o baile que levou, conseguiu admitir a superioridade do Benfica. Se na Final da Taça de Honra da AFL se mostrou eufórico, e desrespeitoso para com os jogadores e o treinador do Benfica, após ter ganho um jogo, com a ajuda do árbitro, no último segundo, jogando em 5x4, hoje parecia que estava a ser torturado durante a conferência de imprensa, balbuciando algumas frases alucinadas...

PS: Esta manhã na Sobreda da Caparica, voltou-se a disputar o derby em Rugby. Recordo que as camisolas com as riscas horizontais que os Lagartos vestem, foram 'inventadas' por esta secção... que após uma cabazada histórica que levaram num derby, há mais de 50 anos, resolveram fechar a secção!!! E só agora, depois de já terem afogado as mágoas, resolveram reabrir...!!! Sendo assim, nada melhor, que no primeiro derby disputado, tenham novamente perdido, desta vez por números um pouco mais respeitosos: 34-10!!! Espero que não voltem a fechar a secção!!!