Últimas indefectivações

sábado, 18 de maio de 2019

O Benfica é incrível, não é?

"Esta noite conheceremos o nome do campeão. No entanto, o campeonato não acaba hoje, como seria suposto, acaba amanhã. Há ainda jogos no domingo e só depois se dará por encerrada, com a elegância possível, a liga de 2018/19. Verdadeiramente elegante era o final do campeonato no tempo em que nas três últimas jornadas todos os jogos se disputavam à mesma hora, isto por causa das tosses. Agora já não é assim. A Liga Portugal, deve ter, concerteza, uma justificação qualquer para este atropelo ao bom senso e ao fair play, uma justificação que não passe pela ditadura da programação e dos horários das transmissões televisivas dos jogos de futebol da divisão maior. A existir uma explicação da Liga, e tem de existir, só pode ser altamente satisfatória para o estimado público, para as autoridades e para os cómicos deste país.
O presidente do FC Porto anunciou esta semana que o treinador "fica mais dois anos". Há dois meses e meio que Pinto da Costa não falava sobre o contrato de Sérgio Conceição. A última vez que Pinto da Costa falara sobre tal assunto foi no primeiro dia de Março, véspera do encontro FC Porto - Benfica no Estádio do Dragão. Em função do resultado registado nesse jogo, 2-1 para os forasteiros, ninguém se precipitará a concluir que foi de mestre a cartada emocional do presidente em prol da posição e do estatuto de Sérgio Conceição face ao grupo de trabalho. Ainda assim, houve gente picuinhas que torceu o nariz perante a exiguidade da prorrogação contratual - um anito apenas - detectando nessa contenção fortes sinais de dúvidas presidenciais. Mas o que lá vai, lá vai. O que importa é que só esta semana, nas vésperas do fecho da prova, voltou Pinto da Costa a abordar o tema do treinador e do contrato para anunciar que Sérgio Conceição "fica mais dois anos". Mas serão mais dois anos sobre o contrato que vigorava antes de 1 de Março ou serão mais dois anos sobre o outro contrato de mais um ano anunciado na véspera da recepção ao Benfica? É que se for o último caso, pode-se até concluir que, afinal, Sérgio Conceição fica mais três anos no Dragão. Amanhã à noite é que já se vai perceber alguma coisa tanto sobre o contrato, como sobre o treinador. E também sobre o presidente, obviamente.
Por finais de Outubro, assinando uma exibição deplorável, o Benfica perdeu por 2-0 com o Belenenses consentindo que o FC Porto fugisse para a liderança do campeonato. Ao intervalo, uma parte muito significativa dos adeptos benfiquistas presentes no Jamor começou a abandonar o recinto. Tratou-se de uma manifestação silenciosa mas veemente. Chovia a potes mas não era por causa da chuva que se iam embora. Foram-se embora porque não acreditavam. Quase sete meses se passaram e o estado de ânimo nas hostes vermelhas é diferente. Muito diferente mesmo. O Benfica é incrível, não é?"

Montagens...

"A mentira é a forma de viver de Francisco Marques e de quem serve o Calor da Noite.
Esse mentiroso publicou no twitter esta imagem: 
https://twitter.com/FranciscoMarkes/status/1129487688518774787?fbclid=IwAR18pa7HnmmBhpql_fDqIHxUL9mQhuai0LOZRC9e350TGjWkstAmBo2Szjs

Contudo, indo a essa página de facebook que tem uns 290 likes verifica-se que esse post não existe. Ainda mais absurdo seria uma página de 290 likes conseguir que um post tivesse em menos de 24horas cerca de 50 likes nos dias que correm.
Existe isso sim comentários de há cerca de 30 minutos de um membro aos artigos dessa página. Esse membro, cujo perfil é de adepto do Calor da Noite, publica essa imagem fake do Francisco Marques. 
Ver comentários aos posts desta página:
https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=604332486737250&id=126822611154909&__tn__=-R

Posts com alguns anos e comentários da última hora pelo adepto do Calor da Noite, Filipe Vieira:
https://www.facebook.com/TretaMalfica

https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=1709192559170433&id=606107562812277&__xts__[0]=68.ARB2EtgDsTWFwbteNZVdneafKHKFAWko15RLICiPkr2qlaLkumiW-x2RSaZFoXUDAx5gSzjBHx-RxkBaF7DpAAZCKdQhSq0Zw1GLWsmNLq8l4MjBDgqt1-IkxoMcqa0e3MaaaDUxY_n5CR8WWdyIvWnTWz7jA0nnB2nHevFh_TGgRFdmFhAJ1ZGQsGCnqIUW3SZMuUZMiNrJn6u-CXg_AJaBLUAhpIRYL0NXNUMIa7e2YmMGWTjnpJywZYo2WlGFJSeJHYkH66bTGqYxb6dL7e-uFi8so0AswjaZ7WL0yk7XJAKh_TaY1qebU2nt-X7xYbnhrA2U6DtcmvUsuWWsF94&__tn__=K-R

https://www.facebook.com/606107562812277/photos/a.606124632810570/1681765545246468/?type=3&theater

https://www.facebook.com/606107562812277/photos/a.606124632810570/1440403952715963/?type=3&theater

Mais: Ontem às 2:55 era madrugada de Quarta para Quinta. Portanto, segundo eles, a inscrição esteve mais de 24horas na parede (todo o dia de Quinta-feira) e só repararam hoje de manhã!
Criou a imagem neste site:
http://www.prankmenot.com/?facebook_status
Etc, etc, etc...
Chegou ao mural e andou a publicar essa imagem para passar a ideia que tinha sido publicada por essa página. Já nem as fake news consegue criar de forma credível.
Chega disto! Basta disto! Exigem-se medidas contra este incendiário!"

Arquivo da Fruta, in Facebook

"O que acabámos de publicar há cerca de uma hora confirma tudo aquilo que sempre dissemos de Francisco Marques e do terrorismo dos actos dos soldados afectos ao Calor da Noite. Acusar os outros daquilo que nós fazemos, tem sido este o lema desde há 2 anos para cá. Incondicionalmente! 
Sublinhamos que a imagem não é fake, a foto é original! A questão é que Francisco Marques tentou incriminar aquela página. Fazer alguém passar-se por Benfiquista e atribuir a responsabilidade daquele acto a pessoas afectas ao Benfica.
O Jornal Record é também ele um parceiro deste esquema uma vez que foi o único a publicar o tweet do Francisco Canalha Marques. Entretanto, já retiraram...vá-se lá saber porquê... Já agora, senhores jornalistas do Record, por que não perguntar a Francisco Marques como lhe chegou aquela fotografia do ataque nocturno? Seria interessante, não?
Está à vista e demonstrado, se dúvidas houvessem, quem liderou o vandalismo à casa de Jorge Sousa. Os mesmos de sempre. Os mesmos que se movem a norte. Os mesmos que se movem a selvajaria. Os mesmos que se movem a intimidação. Não há como negar.
Hoje foi a tentativa final de inquinar (ainda mais) um campeonato. Valeu tudo. E valerá, enquanto as personagens do crime organizado continuarem à solta."

Nem a feijões...!!!

Braga B 5 - 1 Benfica B


Duas expulsões (a primeira aos 3 minutos!) e dois penalty's!!! E foi assim a manhã em Braga...
Fixem o nome: Pedro Ramalho, estará a apitar os 'grandes' jogos dentro de pouco tempo!!!

Vitória em Viana...

Juventude de Viana 3 - 8 Benfica

Nem me apercebi que jogámos ontem à noite!!!

Benfiquismo (MCLXXXIV)

Saudades...

Recriar o inferno para chegar ao paraíso

"Amanhã não há um jogo, há o jogo. Neste sentimento que falta pouco para ter tudo é preciso fazer tudo pelo pouco que falta

O Benfica venceu nos Arcos e chega à última jornada numa posição invejável. Numa semana onde se deu destaque noticioso a Cillessen seria muito justo ter sido destacada a exibição de Odysseas Vlachodimos em Vila do Conde.
O campeonato não está ganho, falta um jogo de alguma dificuldade contra um adversário que foi uma das sensações da prova. Este Santa Clara é muito bem orientado e merece todo o cuidado, mas nesta fase, a jogar na Luz, com o apoio de mais de 65 mil, não há benfiquista que não sonhe com o 37. 
Aquela recepção dos adeptos na chegada ao estágio de Gaia no passado sábado, aquela recepção na chegada a Vila do Conde no passado domingo, dá-nos permanentes amostragens do sentimento, da alma e da vontade dos adeptos.
Cautelas e caldos de galinha, porque ainda há muitos organizadores de caldinhos.
Esse número mágico (37) que era uma miragem em Janeiro, passou a possibilidade em Fevereiro, a probabilidade em Março e é hoje, motivo de crença de todos os benfiquistas. Crença no nosso valor, crença na nossa vontade, crença na nossa capacidade, crença na única coisa que nos interessa: o Benfica.
Ganhamos os dois jogos ao principal rival, fizemo-lo reduzidos a dez jogadores nos dois encontros (e os juniores já aprenderam), vencemos ao segundo, terceiro, quarto, quinto, sexto e sétimo classificados deste campeonato fora de portas na segunda volta, estamos a um golo dos míticos 100 golos e a um ponto final da inteira justiça..
Esta segunda volta do Benfica fez parecer de segunda as voltas do rivais. Seferovic, por muitos injustamente criticado, lidera a lista de melhores marcadores do campeonato sem converter um penálti. E desta semana quero destacar ainda o facto da SAD nos ter presenteado com a renovação de Samaris.
Neste sentimento que falta pouco para ter tudo, é preciso fazer tudo pelo pouco que falta. Amanhã não há um jogo, amanhã há o jogo, aquele que faz perdurar um sorriso durante meses, aquele que transfere amarguras para outras paragens, aquele que espalha alegria em milhares de localidades dos cinco continentes.
Vistas as coisas com rigor, amanhã vão mais de 65 mil na busca da gigantesca metáfora, vão recriar o inferno da Luz à procura de conseguir obter o paraíso. (E eu também)."

Sílvio Cervan, in A Bola

Vitória na Madeira... e bilhete para as Meias-finais...

CAB Madeira  59 - 80 Benfica
17-16, 10-21, 20-22, 12-21

Obrigação cumprida... ainda sem o Gladness e o Barroso, agora vamos ver se nas Meias, os erros do passado recente não serão repetidos!

Samaris

"O episódio caricato protagonizado por Coentrão, ao puxar os calções de Samaris, merece destaque, não por se tratar de um ex-atleta benfiquista que se desmultiplicou em juras de amor ao Benfica enquanto não percebeu que já não era desejado na Luz, nem sequer por se tratar de uma atitude só desculpável a quem, pela tenra idade ou por manifesta incapacidade intelectual, não consiga tirar a carta de condução, mas pela reacção do nosso jogador.
Samaris, ao recusar o auxílio a Coentrão para que este se erguesse do relvado, demonstrou saber o contexto em que está inserido. É jogador do Benfica e um digno representante, em campo, de milhões de benfiquistas cuja disponibilidade para dar a mão a Coentrão seria nula no lugar do grego. E para que Coentrão percebesse a razão, não vá a compreensão lenta revelar-se novamente, Samaris indicou-lhe o símbolo que carrega na camisola, tão-só o emblema do glorioso clube que Coentrão por azedume, falta de carácter ou má educação, teima em desrespeitar.
A eventual nota de rodapé dedicada a Coentrão no filme da temporada 2018/19 cairá no esquecimento certamente, ao contrário do gesto de Samaris, cujo valor extravasa o acontecimento em si, remetendo antes para a noção generalizada e provavelmente fiel à realidade de que o médio benfiquista se configura como um dos esteios do esperado sucesso, tanto pelas contribuições futebolísticas como pela liderança. Assim o indiciam várias atitudes em campo, a postura inatacável quando se viu afastado d ribalta e a provável influência no processo de aceitação, por parte do plantel, do novo treinador. Mais que merecida a renovação do seu contrato!"

João Tomaz, in O Benfica

Tem tudo para ser nosso

"Termina amanhã a edição 2018/19 do principal campeonato de futebol em Portugal. Nem vos preciso dizer como desejo que esta época chegue ao fim, nem quem quero que seja campeão. Passamos os dias a pensar no mesmo, não é? Pois é, mas para aqui chegarmos foi preciso uma segunda volta à campeão, à Benfica. E há que agradecer a quem poderá tornar possível o sonho do 37. Aos jogadores, claro, a todos eles. Aos que jogaram mais minutos, aos que jogaram menos minutos, aos que forma para o banco ou para a bancada, aos jovens da formação, aos menos jovem que carregam a mística, a todos, obrigado pela entrega e por acreditarem mesmo quando alguns de nós, benfiquistas, duvidaram de vocês e da vossa qualidade. Vou aproveitar para estender o agradecimento à estrutura do futebol profissional, do presidente Luís Filipe Vieira a Rui Costa, e a Tiago Pinto.
Para Bruno Lage, o treinador principal, além do nosso obrigado fica um abraço sentido por nos ter trazido de volta ao primeiro lugar. E esta é a altura para enaltecer a mística de Minervino Pietra, a objectividade de Nélson Veríssimo, o profissionalismo de Alexandre Silva (grande abraço, companheiro!), a entrega de Fernando Ferreira, a dedicação de Marco Pedroso e a visão de Jhony Conceição, os treinadores-adjuntos desta grande técnica. Sem estes, nada feito.
Agora é entrar em campo e fazer o que sabemos, mais uma vez. Jogo a jogo. Falta um. A última palavra vai para nós, os adeptos. Os que acreditaram, os que não assobiaram, os que conseguem separar o amor ao Benfica dos seus assaltos ao poder. A acontecer, como todos esperarmos, é dos que sofrem de perto e de longe e que nunca deixam de gritar - Benfica, o amor da minha vida."

Ricardo Santos, in O Benfica

Está tudo a p3ns7r no mesmo

"Estou sem dormir há uma semana e, se tudo correr bem mais uma semana vou ficar. A ansiedade é tamanha, que já ninguém consegue disfarçar. O meu pai apanhou-me na sala às cinco da manhã a rever o Rio Ave - Benfica e, quando eu me preparava para fingir que estava a dormir, eis que ele também se encostou no sofá para rever o jogo ao meu lado. Quando eu me refiro ao Rio Ave - Benfica, estou a falar daquele show que os adeptos deram no exterior do estádio. Que coisa tão linda! 
Muito se debateu em relação a esse jogo e à arbitragem, mas não vi quase ninguém salientar o momento mais decisivo do encontro: a explosão de alegria quando o autocarro do Benfica chegou aos Arcos.
Nunca mais chegam as 18h30 de sábado. Até já pensei em viajar para a Nova Zelândia, porque lá estão adiantados 11 horas em relação a nós, no entanto o preço dos bilhetes de avião ainda é puxado. Que vontade de ver a bola a rolar lá no meio do relvado, enquanto 65 mil loucos da cabeça saltam apaixonados. Até o Sr. Joaquim, que aos 82 anos depende da ajuda do neto até para ir à casa de banho, mas durante aqueles 90 minutos tem uma genica que a qualquer engrandece.
O percurso tem sido tão desgastante quanto maravilhoso. Sensacional a partir do momento em que Bruno Lage assumiu o comando das tropas. Os números são assombrosos. As exibições, na sua maioria, têm sido formidáveis. Caramba, até o Taarbat já foi decisivo, que mais há a dizer?
A extraordinária campanha levada a cabo até aqui só terá realmente valor se amanhã o dever for cumprido. Só falta um jogo, mas ainda falta um jogo. Para o final ser feliz, cada um tem de cumprir a parte que lhe toca. Lá de cima, da bancada, eu prometo fazer a minha."

Pedro Soares, in O Benfica

Viver à Benfica

"Faltam só algumas horas para a última final. Vinte e dois profissionais, uma bola redonda e duas balizas do mesmo tamanho. Nada é garantido. Temo uma dramática demonstração da Lei de Murphy, um 'Maracanazo' à portuguesa, a inspiração do guarda-redes adversário, a arbitragem, o nervosismo. É terrível a angústia do adepto no momento da incerteza. Sabendo que irá dançar sobre as nuvens do paraíso, ou cair desamparado nos alçapões do inferno, não havendo terceira via por onde escapar. O futebol faz-nos passar por isto. Aperta o coração, brinca com as emoções divertindo-se sarcasticamente à custa do nosso sofrimento. Se os jogadores do Benfica entrassem em campo com metade desta terrível ansiedade, estaríamos perdidos. Mas confio naquela gente.
Se foram intérpretes da tantas sonatas, não iriam cair do palco agora que o pano já desce e a apoteose os espera. São fortes e não vão tremer. São campeões. Vão ser campeões. Faltam horas de agonia. E depois, noventa minutos de arrepiar. Uma vida em noventa minutos. Tinha razão o Shankly. Se calhar até a Florbela, quando escrevia:
'Minha alma de sonhar-te
anda perdida,
Meus olhos andam cegos
de te ver,
Não és sequer razão
do meu viver,
Pois que tu és já toda
a minha vida'
E a vida, essa vida, pode acaba ali. Ou não. Como numa roleta russa em que existe uma só bala para nos liquidar. Força, Benfica! Que tenhas mais força do que eu para viver as horas que faltam até nos voltarmos a encontrar em nossa casa. E lá, que Deus nos ajude a agarrar o que é nosso. Depois... depois não haverá amanhã que apague esta chama imensa.
Ai, chegaremos ao céu."

Luís Fialho, in O Benfica

Bruno Lage e Canal Panda

"Nos tempos modernos é imperioso que os benfiquistas parem e pensem um pouco. Pensem que ainda existem pessoas com classe - claro que cada vez menos, pessoas que têm qualidade, com carisma e que estão muito longe da normalidade turculenta de quase todos os outros!
Reparem que, no momento em que escrevo, o Sport Lisboa e Benfica não é campeão nacional e nem sei se o irá a ser, vai jogar com os 'juvenis' contra o Futebol Clube do Porto!
Mas nem isso me afecta, nem isso sequer afecta a opinião que tenho de Bruno Lage e principalmente das suas qualidades humanas.

Em primeiro lugar, porque o seu discurso, no que quer que seja, é humilde, coerente, seguro, conhecedor, técnico e, acima de tudo, sabe do que está a falar!
Foi o primeiro treinador em Portugal que explica quais são as suas opções tácticas e técnicas, de forma clara, sem ter medo de que as mesmas sejam ouvidas pelos adversários e contra elas contratem estudiosos e mais estudiosos do 'caracol' para depois as contrariarem! Não está cá a falar de truculências, guerras, blasfémias, nem invectiva ninguém!


É efectivamente um senhor!
Eu sei que, mais tarde ou mais cedo, poderá ser engolido por esta máquina trituradora impiedosa da indústria do entretenimento! Eu sei! Mas também sei que, desde que me recordo, foi o único que nos últimos tempos demonstrou esta qualidade humana e profissional e não se embrenhou logo no ataque e na maledicência ao próximo!
Como é que é possível que um jogador que se fez jogador no Sport Lisboa e Benfica diga publicamente o seu ressabiamento por não ter tirado pontos ao Benfica? A sua preocupação não é jogar, lutar, ter qualidade, é 'tramar' o Benfica!
Como é possível que quase todos os jogadores adversários, no mínimo toque que sentem, vão imediatamente a caminho do chão?


Como é possível um comentador do canal desportivo que transmitiu o último jogo em directo de Vila do Conde, de forma tão rápida, categórica, segura, incontestável, tivesse imediatamente tomado partido nos lances principais? Partido que afinal a estação veio depois desmentir de forma muito inteligente!
É verdade que o Canal Panda será dos canais que mais ingenuidade e seriedade devem possuir, mas também é verdade que o canal que acabei de referir, na perspectiva jocosa da situação, é outro Canal Panda, mas do riso e da tolice!
O primeiro é de Bruno Lage, o segundo é da maioria dos Manuel-vai-com-os-outros!
Deixámos de poder acreditar que, antes de colocarmos os nossos interesses, devemos colocar os interesses das instituições onde estamos inseridos! Deixámos de acreditar no caminho imaculado até ao elevador da glória!

Neste Benfica, existe muito de mérito, categoria, qualidade, segurança, saber e vontade férrea!
Desde logo com os adeptos (...), que é um momento do que foi o Estádio do Rio Ave.
Fundamental! Depois, estes homens, (...) -jogadores
E depois este homem, Bruno Lage."

Pragal Colaço, in O Benfica

Sábado à Benfica


"Amanhã será um dia de emoções fores. Duas das nossas principais equipas de futebol irão a jogo, e ambas com desafios que exigirão de todos nós um apoio incondicional. João Marques e Bruno Lage são os timoneiros das excelentes equipas de futebol feminino e masculino do Sport Lisboa e Benfica. Ambos trabalharam muito para nos proporcionarem estes dois momentos. Acredito que, apesar das dificuldades e do real valor dos nossos adversários, o dia 18 de Maio ficará na história do maior clube português.
A nossa equipa feminina chegou, viu e vai vencer. Vai vencer porque é melhor do que todas as outras e porque o SL Benfica montou um projecto muito sólido e com a marca do clube - aposta na formação. É um regalo ver jogar esta equipa. Além de golear, dá espectáculos e joga à Benfica. Frente ao Valadares Gaia, equipa da I Liga, teremos de estar muito concentrados, respeitar o nosso adversário o explanar o futebol-maravilha. Acredito que conquistaremos a Taça de Portugal, e manda a verdade dizer que será uma conquista justíssima face aos resultados alcançados nos 7 jogos - 6 vitórias, 1 derrota, 83 golos marcados e 6 sofridos. Com a particularidade de termos eliminado o novo campeão nacional, o SC Braga. Com acesso à I Liga praticamente garantido, as contas não enganam - em 30 jogos oficiais vencemos 29, somámos 69 pontos, marcamos 402 golos e sofremos apenas 7.
Em relação à nossa equipa masculina, espero um Benfica igual a si próprio e com os nossos valores todos na Catedral  ambição, paixão, superação, compromisso, resiliência, humildade, determinação, espírito de equipa e fair play."


Pedro Guerra, in O Benfica

Rumo a Cardiff

"Mais um mundial a preparar pela selecção nacional de futebol de rua, sempre com responsabilidade acrescida porque a cada ano que passa amealha mais resultados e sobe a fasquia da exigência. E que sítio melhor que o Estádio do Benfica para levar a motivação ao máximo e trabalhar para a superação? Nenhum, é evidente! Por isso, a cada ano que passa aprofundamos a nossa parceria com a CAIS e escancaramos as portas para um estágio designado '10 dias à Benfica' que já se tornou uma tradição e num talismã para estas equipas que se batem forte pelo mundo e já carregam consigo o peso de campeões europeus. Desta vez o Campeonato do Mundo é em Cardiff, no País de Gales. Um sonho para estes jovens!
O futebol de rua, que antes de mais é futebol, com toda a magia do grande jogo, é, pela mão da CAIS, muito mais do que isso. Transformou-se no centro mobilizador de um grande movimentos de motivação individual para a mudança e socialização, transversal a todo o território nacional e capaz de arrastar multidões de jovens para a sua prática. Uma prática onde a ética e os valores estão a par com os sucessos desportivos e onde a força da equipa leva cada individuo mais longe no seu potencial, dando-lhe a mão porque insucesso de um seria o falhanço de todos. É daqui que vem a sua importância social, aliando o poder agregador e motivacional à conquista colectiva e à superação individual. Lição que se transfere para a vida e que, amiúde, faz destes jovens os demolidores das suas barreiras invisíveis e os empreendedores do seu próprio sucesso. É por isto e pelo futebol que a Fundação Benfica tem tanto orgulho nestes jovens e acredita no trabalho exemplar da CAIS, associando-se todos os anos a este projecto e ensaiando até os seus métodos em novos projectos experimentais de combate ao absentismo escolar como o Hat-Trick."

Jorge Miranda, in O Benfica

Até à vitória decisiva. E justa!

"Temos andado todos numa expectativa enorme. E quando dois candidatos disputam um só primeiro lugar da mesma competição na qual apenas um sairá vencedor, o nível de ansiedade tem vindo progressivamente a subir, nos dois lados, à medida em que avançava o calendário das jornadas, a níveis cada vez mais intensos. No histórico dos campeonatos nacionais do desporto-rei em Portugal, tem sido quase sempre assim: na maior parte das vezes, um dos competidores sempre presentes foi, recorrentemente, o Benfica; quanto ao outro, está bem de ver que eles têm alternado entre si; e poucos outros se têm intrometido na recta final, que é o momento a que chegámos agora. No entanto, esta época, depois de ambos os verdadeiros candidatos devidamente apetrechados com argumentos suficientes para a inflexível disputa haverem cumprido todas as idênticas etapas dos respectivos caminhos paralelos, verifica-se que a essencial distância aritmética entre o primeiro dos primeiros dos últimos, além de mínima, ainda pode ser teórica e praticamente revertida no derradeiro turno...
E a última jornada será, mesmo, decisiva. Em absoluto.
Em todo o caso, desta vez, felizmente para nós, são enormes diferenças, e bem notórias, nas características que definem, muito para além da aritmética, as próprias perspectivas dos dois universos que apoiam um clube e o seu antagonista.
Num grafismo em que virtualmente se pudesse desenhar e exprimir a densidade dos sentimentos que os adeptos de um e outro lado estão a viver nesta ocasião, ressaltaria certamente uma implacável simetria geométrica: do nosso lado - no primeiro quadrante do sistema cartesiano das coordenadas, a tendência claramente positiva de uma linha ascendente que aponta para o céu das ordenadas; e diametralmente oposta, no terceiro quadrante (inferior à linha das abcissas), a inexorável linha descendente, sempre a descer até às caves das Antas (nas quais alguns se fecham à chave) e onde hoje se acrescentam os conturbados complexos de que se alimentam os de Contumil.
Costuma dizer-se que no Campo Grande nunca ninguém se entendeu. A gente lê nos jornais e, desgraçadamente, vê-os constantemente nas TV, sempre iludidos e sempre a espumar raivas. Depois de um presidente hábil e prudente como João Rocha, nunca mais, ninguém os agarrou na queda para as abcissas profundidades...
E, se a ordem cósmica se cumprir, por lá não hão de permanecer assim, nessa singular 'paz' deles, outros dezassete anos e mais...
Quanto aos outros, pelo regime de repelões em que lhes correu a época desportiva e, sobretudo, tendo em conta as estratégias e as operações financeiras e, ainda mais,as opções comunicacionais que empreenderam enredados nos seus característicos ódios, complexos e invejas, já se antevê que, à margem direita do Douro, os desenvolvimentos do ciclo que inevitavelmente se lhes aproxima a passos largos, ainda vão ser piores... O furioso vendaval da macacada em que 'aquilo' está hoje conformado, a prazo imediato, começará por varrer uma equipa inteira e há de arrastar no turbilhão treinadores e staff, infraestruturas e administradores, levantado com prodigiosas ventanias as saias da vaidade, que deixarão ainda mais à mostra as pudendas partes de uma instituição exangue de fundos, de atletas e de critérios e prenha de claques e (e de cliques) de candidatos presunçosos, com mais patas de barro do que as estátuas de sal, tudo aos berros, a clamar por mudanças impossíveis...
É irrevogável que, mercê das decisões estruturais da equipa de Luís Filipe Vieira e dos méritos do staff do nosso futebol de elite, os benfiquistas puderam acumular sistematicamente nos últimos anos, e em especial nos mais recentes meses, sólidas expectativas justificadamente positivas e resultados inquestionáveis, se comparados com o espírito negativo (e negociável) daqueles que, nas outras praias, aqui chegados, vão ter de se confrontar, de vez, com as durezas do presente e com as nuvens pretas das tempestades dos seus futuros.
Carrega Benfica! Sempre competente e ganhador, até à vitória decisiva. E justa!"

José Nuno Martins, in O Benfica

Para que serve a tribo do futebol?

"Sérgio Conceição pediu satisfações a um adepto do FC Porto que insultou o filho, jogados dos juniores do Benfica, no clássico do Olival. Fez o que devia, mal seria se um pai não defendesse o filho, e pior ainda se não tivesse na cabeça as prioridades da vida, onde a família deve ser a mais importante de todas e o futebol, quanto muito, a mais importante das menos importantes.
Mas este caso deve remeter-nos, de imediato, para a impunidade do insulto no futebol, seja na pessoa da mãe do árbitro, na honra do jogador adversário ou nas palavras ofensivas entoadas pelas claques relativamente aos adeptos de outros emblemas.
Para que deve servir o futebol, na óptica do adepto? Para colocar em prática um sentimento tribal de pertença, através de mecanismos de identificação colectiva; para apoiar quem represente esse grupo; para vibrar com os sucessos e chorar os insucessos da equipa, numa montanha russa de emoções que devem dar mais cor à vida.
Aos presidentes dos clubes deve caber uma acção pedagógica, que vinque a censura perante actos menos próprios. Porque o desporto deve tornar as pessoas melhores, e não piores. Exactamente o contrário do que fez Pinto da costa ao desculpar, com uma ironia que já viu melhores dias, a humilhação a que, em duas jornadas consecutivas, treinadores e jogadores do FC Porto foram sujeitos pelas claques. Aliás, da entrevista do presidente dos dragões a O Jogo sobressaiu uma frase assassina para a visão do clube como entidade de expressão nacional: «Sem os Super Dragões, pouco apoio teríamos nos jogos fora».
Um tremendo tiro no pé..."

José Manuel Delgado, in A Bola

Desespero...

"É notícia um acto de vandalismo no muro de casa do árbitro Jorge Sousa. Trata-se de um acto de vândalos e sobre isso não restam dúvidas. A partir daqui, talvez seja necessário analisar isto com dois dedos de testa. Numa altura em que o Benfica estava atrás na classificação e com sobejas razões de queixa, nunca os árbitros foram ameaçados ou as suas propriedades ameaçadas ou vandalizadas por adeptos do Benfica. Agora que estamos a um empate de nos tornarmos campeões é que alguns dos nossos resolveram vandalizar a propriedade de Jorge Sousa. Ainda por cima, no Porto. Confesso que já os vi mais criativos. Mas aí talvez não estivessem tão desesperados."

Dragartices !!!

"Costuma-se dizer que “em clássicos não há favoritos”, que “é 50/50”, que “quem está pior, normalmente ganha”. Tudo frases que se ouvem no mundo do futebol. No entanto, há um “clássico” especial no mundo desportivo. O "clássico" da Santa Aliança. Na 1ª volta as equipas jogam o jogo pelo jogo, na 2ª ganha sempre quem estiver na luta pelo campeonato com o SL Benfica, sendo que para sábado o Jornal oficial do Sporting CP, Record, até já avisou que o clube iria poupar jogadores. 
Tudo normal.
Só mais uma curiosidade nesta Liga das Coincidências!"

Golpada?!!!!

"Para a última jornada e para os dois jogos em que o título estará em discussão, Fontelas nomeou os dois árbitros que nos clássicos desta época expulsaram dois jogadores do Benfica, Lema na Luz e Gabriel no Calor da Noite. Curiosamente, ambos mal expulsos mas isso não interessa nada para a narrativa da Comunicação Social dominada pela Aliança do Altis. Nem vamos aprofundar a nomeação de Fábio Veríssimo depois do que fez esta época porque é tão escandalosa a nomeação deste árbitro que já devia ter sido irradiado que nem nos atrevemos a comentá-la.
Não somos parvos para não saber que estas nomeações foram a pedido de quem passou as últimas semanas a chorar, como forma de condicionar os árbitros, depois de terem perdido o 1ºLugar da forma mais justa de sempre.
Atenção ao Golpe de Teatro a ser preparado para este Sábado."

sexta-feira, 17 de maio de 2019

Vergonha (II)...

"Confirma-se o castigo a Hugo Miguel e Luís Godinho, árbitro e VAR, do Rio Ave FC x SL Benfica. 
Ambos ficam de fora da última jornada da Liga, após o chorrilho de criticas e pressão da Torre das Antas e seus fiéis avençados e cartilhados.
Tudo isto é vergonhoso. Basta recordar os inúmeros jogos em que o #portoaocolo foi claramente beneficiado esta temporada, sem nunca haver qualquer castigo ou punição aos árbitros, pelo contrário, eram premiados com nomeações chave para os jogos seguintes.
É desta forma que se condicionam árbitros e o Conselho de Arbitragem, entre outras iniciativas, passa a mensagem.
Lances de duvida em beneficio do SL Benfica, árbitros são punidos. Lances em prejuízo do SL Benfica, árbitros são premiados.
Nesta mesma jornada, temos ainda, a nomeação de Fábio Veríssimo para o clássico do Dragão. Um prémio que o CA considera justo para um árbitro que colecciona vergonhosas actuações esta temporada, seja como árbitro e/ou VAR:
- Meia final da Taça da Liga (SLB x FCP) – 2 Golos ilegais do FC Porto e golo mal anulado ao SL Benfica;
- J3 FCP x Vitória SC – Golo do FC Porto em fora de jogo e penalty contra por assinalar;
- J11 Boavista x FCP – Penalty escandaloso de Brahimi não assinalado.
Tudo isto é triste. Tudo isto é Fontela Gomes. Uma vergonha!"

Vergonha (I)...



"Fábio Veríssimo, o árbitro de um dos maiores roubos do futebol português que correu o mundo e afastou o SL Benfica da Taça da Liga foi premiado com a nomeação para o jogo da Santa Aliança. Não podem existir coincidências.
Sabemos que um FC Porto x Sporting CP pode ser considerado para muita gente como um jogo amigável, mas não deixa de ser a última jornada de um jogo que pode decidir o titulo e que opõe o 2º e 3º classificado da Liga.
É desta forma que Fontela Gomes sinaliza aos árbitros qual o caminho que devem percorrer.
Uma vergonha!"

Pablo Aimar ou o primado do cérebro sobre o físico!

"Pablo 'El Mago' Aimar! Um dos melhores jogadores que já pisaram os relvados portugueses. O protótipo de jogador que fazia do cérebro avançado o seu principal predicado. Inteligente, criativo, mentalmente muito dotado, o internacional argentino dominava na perfeição o binómio espaço-tempo, como nos dizia Xaví na sua recente entrevista. Com acções simples, mas tão eficazes quanto belas, passava o jogo a tentar encontrar espaços livres, e dessa forma aumentar o tempo para pensar e tomar as melhores decisões. Para si e para os seus companheiros.
Chegou ao Benfica na temporada 2008-09, num período de plena hegemonia do FC Porto, pela mão do director desportivo encarnado Rui Costa, entretanto retirado do futebol jogado. Bastou uma conversa curta e a promessa de herdar a camisola 10 benfiquista, pertencente ao próprio Rui Costa, para Aimar ficar seduzido. Depois de uma primeira época algo intermitente, partiu para três épocas de grande nível, em que se assumiu como uma das pedras fundamentais da manobra ofensiva da equipa de Jorge Jesus, contribuindo decisivamente para a conquista de um campeonato e quatro Taças da Liga. A sua propensão para lesões e os constantes problemas físicos impediram-no de ter uma carreira muito mais sólida e a última época de águia ao peito em 2012-13 foi o reflexo disso.
Passou os seus melhores anos no Valência. Foi um dos ídolos da 'afición ché' e um dos que mais contribuiu, com a sua genialidade, para a conquista de duas ligas espanholas, uma Taça UEFA e uma Supertaça Europeia (frente ao FC Porto). Iniciou a sua carreira profissional no colossal River Plate, tendo ainda actuado em clubes como Saragoça e Johor FC (Malásia). Com a camisola da selecção argentina, brilhou numa fase mais inicial da carreira, participou nos Mundiais de 2002 e 2006, mas nunca conseguiu assumir uma preponderância que o seu talento sublime justificava.
Não integra a categoria de lendas do futebol mundial, nem construiu uma carreira de excepção, mas quem o viu jogar, sabe o quão superlativo foi o seu futebol. Para quem entende o jogo sobretudo como um exercício mental, onde as capacidades físicas são um mero complemento, Pablo Aimar foi prodigioso. Porque além de tecnicamente ser muito evoluído, evidenciava uma velocidade de pensamento fora do comum e uma simplicidade de processos belíssima. Sempre num registo de elegância e leveza, era capaz de, com um simples toque na bola, colocar um companheiro na cara do golo e desmontar uma defesa inteira.
Lionel Messi sempre disse "Aimar era e é o meu ídolo". Diego Maradona declarou que "Só por ele vale a pena pagar um bilhete para ir ao estádio". Jorge Jesus afirmou que "Aimar é um génio para quem aprecia o futebol como arte". Eles sabem do que falam. Nem só de títulos e distinções individuais vivem os grandes génios. Muitas vezes é a forma como jogam, a diferença que marcam face aos demais, as sensações que nos provocam, que lhes garante um lugar privilegiado na memória colectiva. Aimar foi um deles."

O Benfica e o Porto são superclubes europeus

"O desporto português necessita de uma estratégia de desenvolvimento para poder defender os seus interesses no seio do Modelo do Desporto Europeu.

A persistência dos grandes capitais na captura dos rendimentos do futebol profissional é crescente e mantêm a pressão sobre os clubes intermédios dos grandes países. A sua táctica é agora descartar-se de grandes clubes europeus como o SLB e o FCP. O desporto português necessita de uma estratégia de desenvolvimento para poder defender os seus interesses no seio do Modelo do Desporto Europeu e não embarcar na destruição que começando no futebol alastrará a todas as outras modalidades cortando aos países de média dimensão o acesso ao sucesso desportivo e europeu. O desporto europeu é competitivo, rico e invejado pelo mundo porque é diverso, complexo e popular envolvendo a maior percentagem de praticantes do desporto mundial através do seu Modelo de Desporto.
Estarão os governos a proteger o feito extraordinário da existência de superclubes portugueses ou com a sua ineficácia política estarão a contribuir para a degradação e possíveis fracassos destes expoentes nacionais? A resposta é: os governos desconhecem a realidade desportiva por estarem despojados de boas instituições desportivas e resta-lhes a vacuidade dos discursos, a nulidade dos actos e a cobertura do imediatismo futebolístico na comunicação social durante legislaturas inteiras. 
Wladimir Andreff e Paul Staudohar, em 2000, constataram a transformação de clubes sem finalidade lucrativa em empresas lucrativas como um racional irreversível. De facto alguns clubes transformam-se em empresas mas o sucesso do futebol profissional não tem de ser feito a partir da captura da riqueza associativa dos clubes que é pertença dos seus associados. O Barcelona é o exemplo da excelência de um clube sem finalidade lucrativa e pertencente exclusivamente aos seus associados para obter vitórias do futebol profissional graças à excelência da gestão de sucessivos dirigentes. Neste movimento europeu de privatização e esbulho dos activos sociais das populações locais, as SAD criadas em Portugal são actualmente a forma de todas as aventuras e marginalidades que já levaram à ruína muitos clubes nacionais que eram bandeiras das suas cidades, concelhos e regiões. Tornou-se criminoso que se passem legislaturas sem que nenhum governo mexa nestas matérias cruciais para as populações autarquias e empreendedores locais.
Mais tarde, em 2015, o investigador de Harvard Matt Andrews procurou compreender a realidade dos maiores clubes europeus que podem ser superiores às maiores empresas de desporto profissionais americanas. Discorreu sobre a relevância dos mecanismos económicos, mais do que os desportivos, para explicar o surgimento dos superclubes à imagem das maiores multinacionais. Apontou duas fases. Na primeira, os clubes tornam-se complexos, altamente criadores de valor de produtos consumidos globalmente. Na segunda, os clubes acumulam novos conhecimentos catalisadores de mecanismos de envolvimento como capital, infra-estruturas e liderança adaptativa. A actual filosofia do desporto português sugere que o futebol é um mercado de concorrência perfeita onde o Estado não se deve imiscuir por ser um grande negócio global.
O futebol necessita que os governos actuem em 3 áreas: Primeiro, Portugal necessita de uma estratégia nacional de promoção do seu futebol para além do que tem feito, nomeadamente na consensualização do que pretende ser e estar no século XXI na produção de futebol nacional e do seu lugar europeu e mundial. No respeitante aos superclubes as políticas deveriam estabelecer objectivos e estratégias nacionais face a parceiros globais que actuam nos maiores países. Segundo, há que desenvolver regulação aplicada a todos os clubes e SAD assegurando o cumprimento dos princípios do Fair-Play Financeiro criado pela UEFA e aplicado pela FPF com desenvolvimentos nacionais como os relacionados com a qualificação das unidades locais de produção do futebol. Terceiro, olhar para o todo nacional exige medidas visando o aumento da competitividade dos campeonatos nacionais promovendo condições económicas que permitam aos clubes e aos campeonatos de menor dimensão crescerem desportivamente e aproximar-se dos primeiros. Nas condições actuais o Sporting e o Braga terão uma distância cada vez maior para alcançarem o topo.
O presidente da UEFA Aleksander Ceferin tem combatido a tendência rentista reafirmando a sua determinação no aprofundamento do Modelo de Desporto Europeu. A defesa dos princípios europeus deveria ser explorada pelos nossos governos.
Para potenciar os resultados do futebol há que cuidar do todo desportivo. Em primeiro lugar, os governos portugueses deveriam nomear pessoas conhecedoras de desporto e, principalmente, que tivessem “mundo”, o que inexiste! Apenas o político “com mundo” tem a capacidade de liderar a complexidade do desporto. Os nomeados públicos são desconhecidos e estão a destruir a administração pública do desporto. Em segundo lugar, reconceber a totalidade das instituições do desporto foi um fracasso da modernização do Estado e que o desporto mais sofreu às mãos das medidas que sonham com a privatização dos bens públicos e de mérito do desporto. Em terceiro lugar, os governos deveriam promover a competitividade de todos os clubes e federações nacionais e não privilegiar os do costume que oferecem almoços-grátis, dado que a sua posição e a boa política pública vai permitir-lhes beneficiar do investimento feito no associativismo desportivo."

É possível fazer melhor com o que há


"Estar directamente envolvido no fenómeno desportivo de alto nível em Portugal como atleta ou como treinador é um enorme desafio.
Participei, como é sabido, duas vezes nos Jogos Olímpicos. Em Atenas, no ano de 2004, e em Pequim, em 2008. Participar nos Jogos Olímpicos é tão marcante que não se torna difícil de descrever. O caminho é duro, mas gratificante e enriquecedor, e ficamos inevitavelmente mais fortes, mais preparados para a vida.
Hoje em dia, a minha actividade profissional realiza-me bastante. Tenho a possibilidade de continuar a transmitir, como treinador, toda a minha experiência e conhecimentos a atletas que trabalham diariamente para serem melhores, em busca do sonho Olímpico.
Se é notório que em termos de cultura desportiva, condições de treino e de financiamento desportivo não estamos, certamente, ao nível de outros países, continuamos a conseguir ter alguns, não muitos, casos de sucesso. Este resulta normalmente do talento individual dos atletas, da qualidade dos seus treinadores e, poucas vezes, de uma estratégia pensada e concertada, que tenha no centro das suas preocupações o atleta e o seu percurso de treino.
Além disso, apesar de o desporto de alta competição em Portugal ter para os atletas em Preparação Olímpica um programa que considero adequado, com valores de financiamento ajustados, continuam a existir aspectos que dificultam a plena implementação dos projectos em curso, que condicionam a preparação idealizada para um atleta e a obtenção de melhores resultados desportivos.
Acredito que é possível em Portugal, com as condições que temos, atingir índices de sucesso bastante mais elevados. Para que tal aconteça é imperioso valorizar o potencial dos atletas e melhorar o seu processo de treino, através da aplicação do conhecimento produzido nas nossas universidades e da cooperação e da convergência entre os diversos agentes desportivos envolvidos, nomeadamente atletas, treinadores, federações e Comité Olímpico."


A difusão dos desportos e o Imperialismo anglo-saxónico

"As actividades físicas sempre existiram. O homem sempre caminhou, correu, nadou. Mas o desporto que nós conhecemos há mais de um século, com as suas estruturas, regras, características, princípios e finalidades, é o produto de um desenvolvimento social recente. É na Inglaterra, onde o sistema capitalista se desenvolveu mais cedo, que é necessário procurar a origem do desporto moderno. É difícil avançar uma data precisa, na medida em que se trata de uma evolução complexa, mas pode-se relembrar que, em 1730, o relojoeiro inglês Georges Graham (1673-1751), membro da Royal Society, ao aperfeiçoar o cronómetro, permitiu comparar as performances dos cavalos com as performances humanas.
Segundo Elias (1986), a caça à raposa apresenta as características do desporto moderno. No século XVIII e no início do século XIX, a caça à raposa era um dos principais passatempos dos “gentlemens” em Inglaterra, ao qual se aplicava o termo “desporto”. Os proprietários dos terrenos praticavam, essencialmente, a equitação, o tiro e diversas formas de caça, entre as quais a caça à raposa.
Em ruptura com as práticas anteriores, mas também com as concepções estrangeiras, elas tornam-se um passatempo, regido por uma organização e convenções específicas, colocando mais em relevo a matilha de cães do que os caçadores eles mesmos, que não deveriam usar armas. Caçavam por procuração. Laurie (1883, pp. 253-254) relata uma dessas entusiásticas caçadas à raposa: “o interesse desta caça, e a dificuldade para os cães, é que o odor da raposa, muito forte no início da largada, diminui e se evapora à medida que ela foge. Não entra em transpiração, pelo efeito da corrida, como os outros predadores, e não semeia, pela estrada, as gotas de suor denunciadoras, mas, pelo contrário, quanto mais ela corre, menos deixa rasto, e se ela se atira à água, lavando-se na passagem, os cães só têm a vista e o instinto para a seguir. É o que torna esta perseguição emocionante”. Neste relato, refere ainda: “os cavalos, relinchantes e de veias inchadas, na sua indumentária luzente, pareciam possuídos pela mesma emulação que os seus donos” (Laurie, 1883, p. 254).
Podemo-nos questionar sobre qual é a contribuição do sistema educativo. O sistema educativo inglês, as publics schools, ocupam um lugar central. Estranha denominação para uma estrutura educativa privada, paga, reservada às classes médias e superiores. A apelação de “public schools” abrange uma grande diversidade de origens e de estatutos.
A pedido do Ministro Francês da Instrução Pública, Victor Duruy, Demogeot & Monucci, visitaram a Inglaterra e a Escócia, em 1865, com o objetivo de obter informações detalhadas sobre o estado do ensino secundário e superior. Escreveram um extenso relatório sobre o sistema de ensino e as suas práticas (Demogeot & Monucci, 1868). Referem que “um colégio inglês é uma sociedade de homens devotos ao estudo, que se recrutam entre si por eleição, como os nossos académicos [em França], e se felicitam comummente, como os membros das ordens religiosas, sob a reserva dos seus estatutos, das propriedades e vantagens da sua instituição” (Demogeot & Monucci, 1868, p. 9). Observam também que, uma parte essencial da educação nas escolas, e a mais importante aos olhos dos alunos, e talvez dos seus professores, eram os jogos. Não eram os jogos sedentários dos salões “decadentes” franceses, mas de exercícios atléticos: ténis, futebol, canoagem, regatas, corrida, críquete, etc. “Um estrangeiro que visita Inglaterra fica surpreendido ao ver a alta estima que obtém a superioridade de todos estes exercícios”, sublinham Demogeot & Monucci (1868, p. 20), como foi, aliás, o caso de Pierre de Coubertin, que viajou várias vezes a Inglaterra, e que quis implementar o mesmo modelo educacional e desportivo nas escolas francesas. Nesta altura, os “estudos eram reduzidos respeitosamente para dar lugar aos jogos atléticos. Duas ou três vezes por semana, as aulas terminavam ao meio-dia; o resto do dia era livre para os exercícios do corpo. “Nós vimos o mesmo ardor, os mesmos combates à Oxford, à Cambridge” (Demogeot & Monucci, 1868, p. 21). Na perspectiva destes “inspectores” franceses, a paixão pelos jogos atléticos tem as suas vantagens e desvantagens para as escolas inglesas, referindo que “as vantagens são consideráveis”. E detalham alguns pormenores interessantes da época vivida: o jogo da bola (futebol) tinha lugar três vezes por semana a Harrow, como em muitas outras escolas, e exigia, em média, a cada aluno uma hora e meia de cada vez. O críquete, por seu turno, ocupava quinze horas por semana. A Eton, ele exigia vinte e sete. Na Winchester consagravam-se ao críquete pelo menos três horas por dia. Mas esta proporção era a mais modesta: o aluno ambicioso, numa qualquer escola, que desejava ficar em primeiro lugar na equipa de onze, praticava críquete pelo menos cinco horas por dia. O género de vida, a dieta, a comida, etc. eram modificados(as) para os futuros concorrentes, em quem repousava a glória da escola. Havia competição entre as várias escolas (Eton, Rugby, Harrow, etc.), que não hesitavam em expor os seus troféus.
Thomas Arnold (1755-1842), antigo aluno da Universidade de Oxford, padre da igreja anglicana, casado e pai de uma família numerosa, torna-se o responsável principal no colégio situado em Rugby, em 1828, ficando até à sua morte 1842. A cidade contava com cerca de 8 mil habitantes, em 1867. A escola foi fundada em 1567. Rugby não era, como no caso de Eton, um colégio, na medida em que ele não tinha um “estado-maior” de presidentes e de professores qualificados. Na verdade, eram os estrangeiros que governavam a casa. Rugby era um externato. Segundo os inspectores franceses, o colégio contava com 496 alunos, recrutados essencialmente na classe média superior, e que procuram uma certa gratuidade no ensino.
As bolsas de estudo não eram atribuídas às famílias, mas aos alunos, fazendo com que eles se sentissem responsáveis, sabendo que um dever lhes era exigido e uma punição severa era aplicada para as infracções.
Arnold, “homem de fé”, encontra um estado de “desagregação moral”: desrespeito pelas regras, chacota relativamente aos sentimentos honestos, influência preponderante dos maus alunos, tirania dos mais fortes, torturas afligidas aos mais fracos, etc. Neste sentido, segundo Arnold, era preciso princípios religiosos e morais, um comportamento de gentleman, e aptitudes intelectuais. Arnold empreende reformar o clima de desagregação social e de insubmissão à autoridade pedagógica dos reputados colégios ingleses. O seu método é inovador, pois em vez de impor uma disciplina aos jovens dá-lhes uma grande autonomia: a responsabilidade da criança pela liberdade e a aprendizagem da disposição do seu tempo pelo espírito e pelo corpo. Decide aumentar o tempo dado aos exercícios físicos. Coloca o desporto ao serviço da acção moral. As práticas desportivas eram, neste sentido, um meio poderoso de educação. Tinha as “classes nas suas mãos”, procurando fazer dos alunos “missionários”. Darbon (2008, p. 21) refere que tinha uma “dimensão carismática e exerceu uma influência considerável sobre os seus alunos e colegas, modelando profundamente a concepção da escola inglesa”. Se a educação era carismática, como refere Darbon (2008), ela também é acompanhada de alguma rigidez, severidade e paternalismo. Para relembrar a sua autoridade, e a dos professores do colégio, cada um recebia sobre os ombros “cinco ou seis golpes de ponteiro ou reguadas”, quando cometia uma infracção ao regulamento interno. A escola parecia ter resolvido o problema de unir a disciplina com a liberdade, que recusa os soporíferos e os sedativos dos sonhos. Muitas outras escolas seguiram exemplo de Rugby. Darbon (2008, p. 32) diz que, “num contexto de competição escolar feroz entre as public schools, foram imitadas as inovações introduzidas por Arnold por outros estabelecimentos”. Sem descurar este ponto de vista, é preciso dizer também que são, de fato, os antigos alunos de Rugby que começam a dirigir outros estabelecimentos de ensino, como é o caso de Marlborough College, uma escola pública, cujo reverendo e director M. Bradely, era um antigo aluno de Rugby”. Outro aluno de Arnold, “C. J. Vaughan, diretor de Harrow de 1845 a 1859, tornou o futebol obrigatório” (Darbon, 2008, p. 25). Em 1883, recolhendo junto do túmulo do reverendo Arnold, Pierre de Coubertin confessa que faz uma homenagem à “pedra angular do Império britânico” (Attali, 2004, p. 22).
Para além dos colégios, as competições universitárias também impulsionam as práticas desportivas. Oxford, Cambridge, Harvard, Yale, Amherst e William desafiam-se em remo, râguebi e basebol, “e desenvolvem os departamentos de educação física e de desporto, dotados de uma miríade de profissionais preparados pelos programas especializados em administração do desporto” (Guttmann, 2006, p. 68). Assim, para Guttmann (2006, p. 86), o desporto moderno passa a ter “secularismo, igualdade, especialização, racionalização, burocracia, quantificação e procura de recordes”, que os distingue dos desportos primitivos, gregos, romanos e medievais.
Como sublinha Vigarello (2002, p. 57), “a verdadeira originalidade das práticas inglesas tem, portanto, dispositivos menos visíveis e mais profundos: a visão moral, a organização e o desenvolvimento dos encontros. O projeto é educativo”. O desporto constitui um “privilégio” e um “dever” e o “sportsman” vai identificar-se com o “gentleman”.
Os jogos desportivos desenvolvem-se, assim, nas public schools e juntam-se aos desportos tradicionais praticados pela aristocracia inglesa.
Um dos principais desportos praticados na época, pela nobreza, era a equitação e as apostas eram florescentes. O hipismo tem o seu “General stud Book containning pedigrees Races Horses”, registo dos puro-sangue, desde Guillaume III (fim do século XVII) e o Jockey Club é fundado em 1750. As corridas de cavalos tornaram-se um fenómeno cada vez mais importante. Ainda que a velocidade não fosse ainda muito acreditada, passaram a ser frequente as apostas, levando aos recordes e à procura sistemática do aperfeiçoamento dos treinos.
A corrida a pé (atletismo) começa a seguir o mesmo caminho que as corridas de cavalos, surgindo as primeiras competições organizadas. São profissionais ou semiprofissionais. No final do século XVIII veem-se os nobres, os burgueses e os militares a correr. A aristocracia faz correr os “footmen” como os cavalos. Outras práticas desportivas começam a ter relevo: futebol, râguebi, golfe, luta, esgrima, boxe, etc. São criadas as primeiras federações desportivas e os regulamentos. O sucesso do desporto excede muito rapidamente o registo escolar para evoluir para um fenómeno social, instaurando a competição desportiva como lazer e como eixo de construção social do indivíduo.
Com a revolução industrial do século XIX, o sistema institucional desporto não tardará a expandir-se a todas as classes sociais. Brohm (1976, p. 79) afirma que “a institucionalização do desporto se opera em todos os países quase em simultâneo, à medida que o modo de produção capitalista se instala e se consolida definitivamente, antes de conquistar todo o planeta”. Bouet (1968, p. 346), por seu turno, sublinha que “o desporto inglês foi assimilado progressivamente, tornando-se um fenómeno mundial, e é objecto de relações internacionais”. As competições internacionais multiplicaram-se, levando à formação de organismos federativos internacionais que contribuíram fortemente para a evolução das normas dos diferentes desportos em direcção da racionalidade”. Como nota McIntosch (1963, p. 80), “a maioria dos desportos correntes e uma grande maioria dos mais populares foram exportados da Grande Bretanha”. Com efeito, o império britânico semeou pelos quatro cantos do mundo as práticas desportivas da sua aristocracia e da burguesia industrial.
Segundo uma estimativa de Thistlewhaite (1964), cerca de 22 milhões de pessoas emigraram a partir das ilhas britânicas entre 1815 e 1912. O seu destino foi essencialmente para os EUA. Por outro lado, os britânicos que estavam em funções noutros países não era somente uma classe dirigente. Era também uma classe de lazer. A prática dos jogos aprendidos nas public schools tinham por função distrair os expatriados, isolados no meio das populações mais ou menos hostis, mas ao mesmo tempo manter um sentimento de pertença. No processo de difusão, os missionários, os professores, os militares e os civis todos tiveram um papel importante na expansão dos desportos. “É a desportivização do mundo”, ligada, em parte, à mediatização.
Callède (2007, p. 347) afirma que “inventado em Inglaterra, generalizado pela Grã-Bretanha e difundido a nível internacional por esta grande potência marítima, o desporto moderno impõe-se inicialmente como um indicador sociológico pertinente, para difundir um tipo de sociedade, e como uma ferramenta social do processo de civilização”. Por fim, para Elias e Dunning (1986, p. 25), para quem “o conhecimento do desporto é a chave do conhecimento da sociedade”, existem várias condições para o aparecimento do desporto: uma etapa relativamente avançada do processo de civilização, a liberdade do controlo das emoções, o desenvolvimento da evolução das normas de comportamento cada vez mais exigentes, a homogeneização progressiva das atitudes.
É preciso insistir aqui sobre os vários factores que levaram ao desenvolvimento mundial do desporto: 
1) aumento do tempo livre e do lazer. A prática desportiva situa-se na parte não-trabalho que a expressão “tempo livre” coloca em valor de forma significativa. É o tempo de liberdade, onde o indivíduo, livre das suas obrigações e também dos “papéis” tradicionais que a sociedade lhe impõe, acede a uma consciência renovada da sua unidade vital;
2) a mundialização das trocas proporcionadas pelos transportes e os meios de comunicação de massa; 
3) a revolução científica e técnicas;
4) o confronto entre as nações.
No primeiro caso, a aparição histórica do lazer permite consagrar uma parte do tempo a actividades não produtivas. O tempo de repouso é, claro, um tempo de recuperação para força de trabalho, cujos horários são extenuantes (jornadas de 10, 12 horas de trabalho). “Para a luta contra a fatiga do trabalhador industrial, o treino desportivo propõe métodos eficazes”, afirma Magnane (1964, p. 69). O desporto surge como um meio de recuperação, de distracção e de cultura. No segundo caso, os transportes proporcionam a deslocação dos atletas para participar nas competições. No terceiro caso, as aplicações da ciência abriram perspectivas de treino dos campeões, mas também da ascensão ao desporto pela massa de indivíduos que podem adaptar a aprendizagem das especialidades desportivas porque os meios são mais racionais e manipuláveis. Outra consequência é a criação de novas práticas desportivas (automobilismo, motociclismo, mergulho, espeleologia, etc.). Por fim, no quarto caso, o desporto exige instituições “democráticas”, garantindo a comparação igual e livre dos indivíduos. As instituições constitucionais-democráticas permitem uma certa fluidez e mobilidade das classes sociais.
Com o evento do desporto moderno, o espectáculo desportivo assumiu uma importância considerável. As grandes manifestações desportivas multiplicaram-se com o aumento das competições nacionais, internacionais e olímpicas."

A grande final

"Está a chegar, finalmente, o dia mais desejado pelos Benfiquistas. O dia pelo qual todos esperámos durante muitos meses. O dia com que os Benfiquistas tantas vezes sonharam. O dia que os Benfiquistas merecem. Está a chegar, finalmente, o dia da Reconquista!
É compreensível que exista uma enorme confiança e ambição em conquistar o 37.º título de campeão nacional, mas também há um conjunto de princípios que faremos questão de levar até ao fim: não existem vitórias antecipadas, é fundamental respeitar o adversário e será preciso estar a um nível muito alto para conquistar o resultado que nos interessa.
O Santa Clara, sabemo-lo bem, é uma equipa com qualidade, bem orientada e que conseguiu sempre ser competitiva frente às equipas mais fortes do campeonato. Desta vez não será diferente. É por isso que amanhã, na Luz, teremos de ter o melhor Benfica.
A preparação da equipa para esta semana – que pode ser especial, obviamente – decorreu com absoluta normalidade. Indiferença total, pois, ao ruído exterior provocado por aqueles que, de megafone em riste, tentam despudoradamente manter na agenda mediática um eventual erro de decisão em Vila do Conde.
Todos sabemos – de A a Z – aquilo que aconteceu neste campeonato. Os benefícios que uma equipa teve e a forma artificial como, até hoje, foi capaz de se manter na luta pelo título.
Todos sabemos, também, o que foi o campeonato anterior e, em especial, o que aconteceu no clássico da Luz, que acabou por ser decisivo.
Só com muita falta de vergonha alguém pode tentar justificar com as arbitragens o eventual falhanço neste campeonato.
Repetimos aquilo que, para nós, é o mais importante: o título não está decidido e será preciso um grande Benfica para conseguir aquilo que todos queremos. Sabemos o quanto foi complicado conquistar estes 84 pontos. O que falta fazer será, no entanto, o mais difícil.
Contamos para isso com aqueles com que Sempre Contámos! Com um extraordinário grupo de trabalho e com os melhores adeptos que seria possível ter. ‘Os Incansáveis’ foram fundamentais para chegarmos à última jornada nesta posição privilegiada. Amanhã, na Grande Final, voltarão a ser. Carrega, Benfica!

PS1: Esgotaram, na Luz, os 16 mil bilhetes que nos foram disponibilizados para a final feminina da Taça de Portugal, que tem lugar amanhã, no Jamor, às 15 horas, frente ao Valadares Gaia. Um sinal de força e vitalidade do futebol feminino do Benfica, logo na sua temporada de estreia. Boa sorte! 

PS2: Rui Vitória, treinador campeão nacional pelo Benfica em 2015/16 e 2016/17 e que orientou a nossa equipa da 1.ª à 15.ª jornada desta Liga, sagrou-se ontem campeão na Arábia Saudita pelo Al-Nassr, onde chegou a meio de Janeiro. Um feito que nos enche de satisfação. Parabéns, Rui!"

... Luz !

Uma final

"O Benfica está a um mero ponto de conquistar o seu 37º título nacional, o qual foi uma miragem durante grande parte da época. Mas, desde que, à 16ª jornada, a penúltima da primeira volta, Bruno Lage assumiu o comando da equipa, os encarnados encetaram um percurso glorioso merecedor de admiração e rasgados elogios que os recolocou no trilho do sucesso. Tem sido quase perfeito e, como veremos, quase único também! (tabela seguinte: Benfica no CN)
À entrada para a última jornada, o Benfica vem de uma série de oito vitórias consecutivas. O feito é interessante, mas relativamente comum na história do clube (as séries de vitórias no campeonato durante uma temporada aconteceram 96 vezes, três das quais sob o comando de Bruno Lage – uma série de nove vitórias consecutivas são duas de oito; uma série de dez vitórias consecutivas são três de oito). (tabela seguinte de acordo com a data de realização dos jogos)
A única partida, das 18 desde que Lage orientou a equipa, em que o Benfica não conquistou os três pontos ocorreu à 25ª jornada, ante o Belenenses, SAD (empate 2-2 na Luz). São 18 jogos sem averbar qualquer derrota e o aumento desta série para 19 garantirá o 37º título de campeão nacional para o Benfica (tabela seguinte: séries de jogos sem perder no campeonato durante uma temporada - de acordo coma data de realização dos jogos).
O registo torna-se ainda mais impressionante considerando apenas as deslocações. Não era só a nunca antes recuperada diferença de sete pontos para o F.C. Porto ou os níveis exibicionais que dizimavam, entre os benfiquistas, a esperança na reconquista do título. Era também o calendário que impunha deslocações a Guimarães, Alvalade, Porto (Dragão) ou Braga, entre outras. (tabela seguinte: Benfica no CN em jogos fora)
Além do registo totalmente vitorioso, é igualmente significativo constatar os resultados e, em particular, a veia goleadora. Em quatro partidas (44,44%), o Benfica marcou quatro golos. Nas 1190 deslocações anteriores, o Benfica conseguira concretizar pelo menos quatro golos em 162 ocasiões (13,61%). E conseguira pelo menos três em 347 partidas (29,16%), enquanto que, com Lage, foram seis (66,67%).
É conhecida a dificuldade teórica imposta pelo calendário que se apresentava ao Benfica quando Lage mereceu a confiança da direcção benfiquista (na sequência da derrota em Portimão, à 15ª jornada). Eis o panorama completo das deslocações:

Jornada   Adversário       Pos. 15ªJ  Pos. “AJ” Pos. Actual
     17      Santa Clara            9                9           8
     18    V. Guimarães           5                6            6
     20       Sporting               2                4            3
     22          Aves                17              14           14
     24          Porto                1                1             2
     26     Moreirense            6                5            5
     28       Feirense             16              18           18
     31        Braga                 3                4            4
     33      Rio Ave                11               7             7

Ou seja, o Benfica defrontou fora todos os adversários nas oito primeiras posições da tabela classificativa actual (2º ao 8º). Para se ter uma noção mais exacta da dificuldade que se apresentou aos encarnados, convém saber, por exemplo, que esta foi somente a sétima temporada em que as deslocações ao Sporting e ao Porto se saldaram por vitórias (1947/48; 1949/50; 1962/63; 1971/72; 1975/76; 1990/91; 2018/19), mas só em três destas temporadas Porto e Sporting ocuparam duas das três posições cimeiras (1962/63, 1990/91 e 2018/19). Nas restantes quatro, somente numa o Benfica venceu no reduto dos parceiros do pódio (1971/72 – V. Setúbal 2º). Em 1947/48 não venceu no Belenenses (3º); em 1949/50 não ultrapassou o Atlético (3º); em 75/76 ganhou no Boavista (2º), mas não no Belenenses (3º).
Estendendo a análise aos restantes classificados nas temporadas sobejantes (1962/63; 1971/72; 1990/91) verificamos que, em 1962/63, o Benfica não bateu o Leixões (5º), em 1971/72 o Barreirense (8º) conseguiu resistir à supremacia encarnada e, em 1990/91, é necessário chegar ao 11º classificado, o Farense, para encontrar um adversário que o Benfica não tenha conseguido vencer fora. Mais palavras para quê?
O que falta?
Se o F.C. Porto vencer o Sporting no Dragão, no mínimo empatar, na Luz, com o Santa Clara!
                               J   V   E   D   GM   GS
Jogos oficiais         8   7    1   0     13     2
Jogos oficiais (C)   4   4    0   0      6      1
Jogos CN               7   6    1   0      11    2
Jogos CN (C)         3   3    0   0      4      1

Força Benfica!!!!"