Últimas indefectivações

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Vitória em Óbidos!

Olho Marinho 1 - 7 Benfica

Qualificação esperada para os Oitavos da Taça de Portugal, mesmo com algumas ausências pós-europeu...

Não é todos os dias que o Benfica joga na minha terra, mas calhou logo com jogo na Luz, à mesma hora!!!!

Normal...

Benfica 3 - 0 São Mamede
25-20, 25-12, 25-19

Vitória, rodando praticamente toda a equipa...

A versão probrezinha do problema

"Não foi há muito tempo que um dirigente do Bayern de Munique apontou aquilo a que chamou de "fraca competitividade da Bundesliga" como explicação para o facto de o potentado bávaro não conseguir estar todos os anos presente na final da Liga dos Campeões tal como lhe competiria em função do orçamento fabuloso de que dispõe. O Bayern soma títulos internos com uma perna às costas, só tem nos seus quadros jogadores de nível mundial e é o representante de um país poderoso. Falta-lhe então consagrar-se como rei indisputado do continente a que pertence ou, pelo menos, meter-se nessa discussão ano após ano, o que nem sempre tem acontecido.
Para nós, portugueses, ouvir falar da fraca competitividade do campeonato alemão não pode deixar de soar esquisitamente. Ou a mania das grandezas, o que seria menos desculpável aos nossos olhos meridionais. Mas compreende-se que a diferença de potencial do Bayern de Munique (e de mais um ou dois clubes alemães) para os demais emblemas que disputam a Bundesliga possa servir de justificação para as dificuldades que vai encontrando nas etapas finais da grande competição europeia. É tudo tão fácil e pouco intenso na nossa casa que, quando encontramos lá fora adversários de outro nível, atrapalhamo-nos por falta de hábito às tais intensidades superiores dos grandes confrontos internacionais.
Exceptuando a diferença abissal dos orçamentos, o que se passa com os "grandes" em Portugal não é muito diferente do que se passa com os "enormes" na Alemanha. Pode-se até dizer que somos a versão pobrezinha do mesmo problema. Enquanto o Bayern de Munique se queixa da falta de competitividade interna que não lhe permite ganhar a Liga dos Campeões todos os anos, os clubes portugueses que andam nas mesmas andanças – o Benfica e o Porto, normalmente – sofrem da mesma falta de competitividade de trazer por casa, sofrem ainda da falta de orçamento e sofrem, regularmente, grandes cabazadas internacionais.
O último jogo do FC Porto antes de receber o Liverpool foi em Trás-os-Montes com o Desportivo de Chaves. Saldou-se numa vitória folgada da equipa de Sérgio Conceição no culminar de um jogo tranquilo. Foi um passeio, disse-se. E, de facto, foi. Não se trata de nenhuma raridade no campeonato português os "grandes", frequentemente, fazerem o que querem dos mais pequenos. É de tal modo norma que logo reina a suspeição quando o Benfica ou o FC Porto ou Sporting tropeçam por cá. 
Assim sendo, a goleada e a exibição impostas pelo actual comandante da nossa Liga na deslocação a Chaves não foi, ao contrário do que concluiu na altura, um excelente preparo para a recepção ao Liverpool nem, muito menos, um treino auspicioso para o importante jogo com o adversário estrangeiro que vinha a caminho. Não, o Chaves não foi o adversário ideal do FC Porto no fim-de-semana passado. Embora, de facto, parecesse."

As medalhas Olímpicas e o desenvolvimento do desporto

"O Contrato nº 33-A/2018 (Diário da República n.º 18/2018, 1º Suplemento, Série II de 2018-01-25) assinado entre o Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ) e o Comité Olímpico de Portugal (COP) relativo ao Programa de Preparação Olímpica Tóquio 2020 e Paris 2024 significa a insistência num modelo de desenvolvimento miserabilista que, desde há catorze anos a esta parte, tem produzido resultados cada vez piores perante a indiferença da generalidade dos dirigentes desportivos e a irresponsabilidade política das diversas tutelas governamentais que têm passado pelo desporto. O que é facto é que, desde 2004, os resultados das Missões portuguesas aos Jogos Olímpicos têm vindo a ser cada vez piores: Três medalhas em Atenas (2004); Duas medalhas em Pequim (2008); Uma medalha de prata em Londres (2012); e uma medalha de bronze no Rio (2016). Tudo indica que, apesar dos milhões de euros que já estão a ser despendidos, a Missão portuguesa aos Jogos Olímpicos de Tóquio (2020) virá de lá de mãos a abanar.
A nossa tese é a de que o actual modelo de desenvolvimento do desporto que, agora, foi reconfirmado com o contrato nº 33-A/2018 é um aborto ideológico que está a custar muitos milhões de euros aos portugueses com resultados desportivos, da prática de base ao alto rendimento, absolutamente desastrosos. Existem duas premissas que, desde já, interessa considerar:
Primeira: Em nenhum item da Carta Olímpica, em especial na Regra 27 e nos respectivos aditamentos, se atribuem aos Comités Olímpicos Nacionais (CONs) responsabilidades de supervisão ou de coordenação dos programas ditos de preparação olímpica. Do mesmo modo a Lei n.º 5/2007, de 16 de Janeiro (Lei de Bases da Actividade Física e do Desporto) bem como a legislação que dela decorre, por exemplo, o Decreto-Lei n.º 248-B/2008, de 31 de Dezembro (Regime Jurídico das Federações Desportivas), não conferem competências ao COP em matéria da dita preparação olímpica;
Segunda: A Constituição da República Portuguesa determina no seu artigo 79º (Cultura Física e Desporto) diz: (1º) Todos têm direito à cultura física e ao desporto; (2º) Incumbe ao Estado, em colaboração com as escolas e as associações e colectividades desportivas, promover, estimular, orientar e apoiar a prática e a difusão da cultura física e do desporto, bem como prevenir a violência no desporto.
O conceito de “preparação olímpica” passou a fazer parte de uma narrativa desportiva desencadeada a partir de 2004 sustentada num famigerado Contrato Programa de Desenvolvimento Desportivo - Contrato nº 872/2005 (Contrato-programa de desenvolvimento desportivo nº 48/2005 - execução do Programa de Preparação Olímpica para os Jogos Olímpicos de Pequim 2008 (DR - II Série Nº 70 de 11 de Abril de 2005) que, numa lógica política a que denominamos de “galinha dos ovos de ouro”, partiu do princípio de que se se aplicassem na dita preparação olímpica (pseudo) os recursos das federações desportivas destinados à promoção do desporto entre a juventude mais facilmente e depressa seriam conquistadas medalhas olímpicas para honra e glória dos dirigentes e do regime político. Em consequência, o povo ficava feliz e os governos poupavam milhões de euros necessários à promoção da prática desportiva de base. Tal solução faz lembrar o que se passava na China (RPC) maoista ao tempo em que, nos anos setenta, Chu En-Lai, enquanto primeiro ministro, instruía, directamente, sobre os desígnios do desporto nacional, os dirigentes e os atletas chineses que se deslocavam ao estrangeiro a fim de participarem em competições desportivas.
Recordo que esta visão maoista que passava pela destruição daquilo a que podemos denominar por “dignidade competitiva” teve grande influência em Portugal em meados dos anos setenta quando um grupelho maoista liderado por uma figura do actual desporto nacional impedia a realização no Estádio Nacional dos Campeonatos Nacionais de Atletismo e saneava professores no Instituto Nacional de Educação Física. Por isso, seria bom que os nossos políticos tomassem consciência de que, do estalinismo ao maoismo passando pelo nazismo, sempre foi e será um erro trágico considerar-se o desporto como um desígnio nacional e os resultados olímpicos, só por si, como um instrumento de catarse de vidas desprovidas de conteúdo e de projeto. Porque, mais dia menos dia, como aconteceu, entre outros países, na antiga República Democrática Alemã (RDA).
A estratégia da “galinha dos ovos de ouro” não resulta e nunca resultou nos mais diversos países do mundo onde foram institucionalizados modelos mais ou menos semelhantes. E, agora, mais uma vez, a prova-lo, aí está a realidade a encarregar-se de demonstrar a ilusão em que o país desportivo vive desde 2004 com resultados nos JO cada vez piores sem que ninguém assuma as responsabilidades e as respectivas consequências. Acresce que, com tal política, nos últimos anos, o número de praticantes desportivos tem vindo a diminuir drasticamente e, em contrapartida, o número de espectadores desportivos a aumentar exponencialmente gerando, no curto prazo, uma “bolha desportiva” que, a prazo, desencadeará no País enormes prejuízos económicos, sociais e políticos a médio prazo.
Pela leitura, (1º) do artigo 79º da Constituição da República Portuguesa; (2º) da Lei de Bases da Actividade Física e Desporto e da legislação que dela decorre; (3º) da Carta Olímpica do Comité Olímpico Internacional (COI), chega-se facilmente à conclusão que, em matéria de alto rendimento desportivo, a única competência do COP é a organização da Missão Olímpica, quer dizer, a representação a estar presente nos Jogos Olímpicos. E, tão só, na medida em que são os CONs as entidades convidados a participarem nos Jogos Olímpicos e não os países através dos governos. Acresce que o estatuto de independência que o COI reivindica para si e os CONs deviam respeitar à risca recusa que as organizações do Movimento Olímpico, tanto em termos nacionais quanto internacionais, por motivos económicos, políticos ou outros, se coloquem, subservientemente, debaixo da tutela dos respectivos governos como, geralmente, acontece nos regimes autocráticos. Até porque, ao longo da história moderna do desporto, não foram poucas as vezes em que as organizações desportivas, com péssimos resultados para o desporto e os respectivos países, se colocaram ao serviço dos regimes tal como aconteceu na Alemanha de Hitler, na Itália de Mussolini ou, entre outros países, em Portugal de Salazar quando o presidente do COP, de seu nome José Pontes, a 23 de Junho de 1949, presidia às comemorações do Dia Olímpico rodeado por correligionários e bandeiras da Mocidade Portuguesa e até fazia gala disso mandando a respectiva fotografia para Lausana.
Da desastrada política da “galinha dos ovos de ouro” resulta que, de há catorze anos a esta parte, o COP, com o beneplácito dos governos, tem vindo a liderar um famigerado programa de preparação olímpica como se um programa de preparação olímpica pudesse existir à margem de um programa de alto rendimento e este, numa necessária visão sistémica do problema, pudesse existir à margem do próprio desenvolvimento do desporto e do País.
Por isso, do ponto de vista conceptual o modelo instituído revela ser de uma pobreza inqualificável facilmente comprovável pelos resultados obtidos nas últimas três edições dos Jogos Olímpicos que colocam Portugal atrás de países como a Coreia do Norte, a Venezuela, as antigas democracias populares da “cortina de ferro” e, entre outros, até de países como a Etiópia e as novas republicas asiáticas resultantes da desagregação da União Soviética. Esta é a realidade com que todos os partidos representados na Assembleia da República se têm de confrontar na medida em que, no quadro do atual acordo governamental, todos passaram a ser, pelo menos, coniventes relativamente à confrangedora situação em que o desporto nacional se encontra. Por tudo isto, e perante a desagregação total dos princípios e dos valores do desporto nacional em que as relações entre dirigentes desportivos já são pautadas por risco de morte (Cf. Serpa, Vítor, in: A Bola, 2008-02-10) os portugueses devem ser chamados a pronunciar-se a fim de dizerem se estão interessados em financiar um modelo de desenvolvimento do desporto de inspiração maoista concebido para satisfazer os desígnios nacionais do regime em prejuízo de uma visão social-liberal do desenvolvimento que passa pela generalização do acesso à prática desportiva de todos os portugueses, sobretudo dos mais carenciados, sendo o alto rendimento a consequência lógica da prática desportiva de base. Tal não significa tirar os recursos ao alto rendimento para os aplicar na base do Sistema Desportivo. Significa estabelecer a justa relação entre a massa de praticantes e a elite de acordo com o quadro que condiciona (quadro condicionante) o desenvolvimento do desporto no País e, a partir daí, reivindicar, de uma forma sustentada em termos sociais, políticos e económicos, os recursos necessários ao desenvolvimento do desporto no território nacional.
Num país social liberal de economia de mercado um pseudo programa de preparação olímpica não tem razão de existir. A participação dos portugueses nos Jogos Olímpicos deve decorrer de uma preparação desportiva a nível do alto rendimento que só ganha significado se, em termos sistémicos, estiver integrada nos demais subsistemas que interagem no mundo do desporto e permitem o desenvolvimento desportivo no quadro do desenvolvimento do próprio país. Tudo o mais, por muito que os políticos gostem de disparar “selfies” ao lado de atletas medalhados, não passa de uma estratégia para colocar o desporto ao serviço da institucional oligarquia nacional, através de uma ridícula alegria pelas vitórias desportivas que, analisadas em profundidade, acabam por representar o estado de mediocridade do desporto e do país. Mas o mais insólito disto tudo é que através da assinatura de olímpicos contrato programas de muitos milhões de euros o COP compromete-se a cumprir objetivos relativamente a situações que não controla sequer minimamente. Por isso, tais contratos só podem ser entendidos no âmbito do teatro circo em que o Sistema Desportivo está transformado. Programar a conquista de duas ou vinte medalhas é a mesma coisa na medida em que tal previsão não tem qualquer consistência nem por extrapolação temporal, nem por lógica sistémica, nem por efeito de volume.
Planear e programar o que quer que seja relativamente a variáveis que não se controlam é um mero exercício de inutilidade que só se compreende devido ao estado de incúria política em que o desporto nacional se encontra. Em consequência a tutela política e o COP andam de há catorze anos a esta parte a laborar em meros exercícios de inutilidade sem que ninguém assuma responsabilidades pelos resultados desastrosos tirando daí as respectivas ilações. E hoje, estamos perante uma situação que só não é hilariante porque já custou muitos milhões de euros aos portugueses. Recordo que o Contrato nº 872/2005 - Contrato-programa de desenvolvimento desportivo nº 48/2005 - execução do Programa de Preparação Olímpica para os Jogos Olímpicos de Pequim 2008 (DR - II Série Nº 70 de 11 de Abril de 2005) assinado por parte da tutela pelo então Presidente da Direcção do Instituto do Desporto de Portugal, de seu nome José Manuel Constantino, determinava na sua Cláusula 2ª (Objectivos Desportivos) a obrigatoriedade de se atingirem “cinco classificações de pódio (medalhas)”.
Ora bem, passados que estão mais de catorze anos verifica-se que é o mesmo protagonista, de seu nome José Manuel Constantino, agora do outro lado da questão, quer dizer, enquanto presidente do COP, a assinar um contrato programa em que, relativamente a 2005, se compromete a ganhar menos de metade das medalhas recebendo praticamente o dobro do dinheiro despendido no Ciclo Olímpico de Pequim (2008).
O trágico de tudo isto é que, para além de se estar a construir um monstro burocrático na Travessa da Memória, onde João Marreiros contabilizou 158 elementos, está-se, também, a provocar no tecido desportivo gravíssimas feridas que estão a comprometer a organização do futuro. Se a grande maioria dos pequenos clubes que sustentam o desporto nacional já vive “abaixo da linha de água” pelo seu lado as Federações Desportivas estão a deixar de ser estruturas do vértice estratégico do desporto nacional para, cada vez mais, passarem a ser simples órgãos de logística ao serviço de um famigerado programa olímpico que, desde que foi instituído, vai de mal a pior.
E o próprio COP, no deslumbramento dos seus dirigentes, por via dos recursos financeiros públicos a que está comprometido, tal como se passava na União Soviética e nos países seus satélites, está a ser colocado na situação de simples “correia de transmissão” enquanto órgão executivo do poder político perdendo a sua vocação de parceiro institucional no quadro da determinação das políticas públicas em matéria de desenvolvimento do desporto."

Benfiquismo (DCCLI)

O meu 7 !!!

Uma Semana do Melhor... do Júlio

Jogo Limpo... Finais !

Contas a acertar com o Boavista

"As lesões não largam o plantel do Benfica. Agora Salvio foi operado. Esta época a luta contra o infortúnio é permanente.

Grande vitória do Benfica no Algarve, com meia hora asfixiante que devia ter dado mais golos e um jogo em que o adversário mostrou uma motivação que se fosse permanente lhe daria um lugar europeu. Foi justa e muito importante a vitória sobre o Portimonense. Jogo sublime de Cervi, com sublinhados obrigatórios para Zivkovic e Fejsa, o primeiro pela inteligência o segundo pela disponibilidade e antecipação. Amanhã, em casa frente ao Boavista, temos contas a acertar. A derrota na primeira volta ou os 3-3 da última época servem de alerta. A posição que o Boavista ocupa na tabela faz do clube a positiva surpresa do campeonato. No início da época ninguém vaticinava semelhante posição e nem nos melhores sonhos dos seus adeptos estaria esta classificação. Os méritos do Boavista não podem fazer diminuir a nossa determinação de vencer, têm de ser os 90 minutos na Luz como os primeiros 30 do Algarve.
As lesões não largam o plantel do Benfica, agora Salvio operado, e Jonas saiu com dores evidentes, numa época onde a luta contra o infortúnio é permanente. Não é igual jogar com os melhores ou com quem substitui os melhores, mas é verdade que por vezes estas oportunidades revelam talentos e qualidades. Amanhã espero um estádio cheio, um grande jogo e uma importante vitória.
Se o FC Porto tivesse uma arbitragem em seu desfavor como a que teve o Chaves no último fim de semana, caía o Carmo e a Trindade. Assim, embalados pela euforia, registaram a maior derrota da sua história europeia em sua casa. São recordes, estes como outros, e 0-5 é capaz de ser aborrecido. Na nossa lembrança benfiquista fica aquela noite em Anfield onde o campeão Europeu em título caiu aos nossos pés, com o mítico estádio inteiro a gritar Benfica. Estava lá e nunca mais me vou esquecer. Em gíria de adepto benfiquista, aos que assistiram a essa noite mágica in loco chamam-se os heróis de Anfield. É por isso que nós no Benfica nunca podemos faltar, nunca se sabe se é amanhã que se vai fazer história e temos de estar presentes para fazer parte dela.
Nota final para a conquista do futsal português: ser campeão da Europa é um feito brilhante. No futebol e no futsal, ao mesmo tempo, resta dar os parabéns à FPF."

Sílvio Cervan, in A Bola

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Toupeiras

"A infâmia é ilimitada, agora acusam-nos de ter uma toupeira da Policia Judiciária... mas temos uma em Portimão, que me confidenciou que banalizámos o Portimonense nos primeiros 40 minutos de jogo e que, não fosse a pouca eficácia, teríamos resolvido a partida nesse período do jogo. Depois, já com os algarvios e darem-nos luta, despontou a genialidade de Cervi e Zivkovic e conquistámos três pontos nem merecidos. Outra toupeira, mas esta no balneário benfiquista, assegurou-se que continuaremos a dar tudo por tudo pelo penta até final do campeonato. Uma outra, radicada em Sines, deu-nos conta da excelente exibição da nossa equipa de basquetebol que permitiu a conquista da Taça Hugo dos Santos. O Benfica mantém-se dominador na modalidade. Mais uma, mas na Eslovénia, elogiou o contributo dos futsalistas portugueses que se sagraram campeões europeus da modalidade. Tratou-se de um triunfo de Portugal, o mérito é da selecção nacional e de todos os clubes portugueses que fomentam o futsal em Portugal. Ainda outra garante-me que Carlos Xavier, antigo jogador do Sporting que, como a maioria naquelas bandas, apesar do seu esforço, dedicação e devoção, pouca glória obteve, tentou ressuscitar o episódio de 2005, em que o Estoril recebeu o Benfica no Algarve.
O Estoril, nessa temporada no seu estádio, perdeu seis vezes o empatou três. Portanto ganharia ao Benfica de certeza...
Finalmente temos outra que se desmultiplica pelo Expresso, Correio da Manhã e Sábado, e ainda pelo baluarte da infâmia. Dos seus relatos sobressai apenas e desespero, pela facturação de uns e pela míngua de títulos de outros. E a criatividade e a indecência, aparentemente inesgotáveis e bem coordenadas."

João Tomaz, in O Benfica

Criação de um regulador do desporto?

"O que se tem assistindo nos últimos tempos consiste num avolumar de denúncias e contradenúncias, de intervenientes desportivos, quer sejam agentes desportivos na acepção do termo legal, quer não sejam.
Para se compreender melhor, a 'coisa' desenrola-se da seguinte forma:
Um determinado comentador profere as suas opiniões e convicções, num qualquer meio comunicacional. Alguém não gosta do que é dito, ou está instrumentalizado, para, de cada vez que a pessoa X abra a 'boca', fazer uma denúncia, e é feita automaticamente uma denúncia criminal, por isto e por aquilo e por o que for que se quiser.
O Ministério Público recebe a queixa e, em vez de aplicar o artigo 58.º do Código do Processo Penal, que diz:

Constituição de arguido
1 - Sem prejuízo do disposto no artigo anterior, é obrigatória a constituição de arguido logo que:
a) Correndo inquérito contra pessoa determinada em relação à qual haja suspeita fundada da prática de crime, esta prestar declarações perante qualquer autoridade judiciária ou órgão de polícia criminal;

Na redacção que resultou de uma alteração de 2007, a qual exige uma denúncia (qualquer labrego faz uma denúncia), mas exige também suspeita fundada da prática do crime, dizíamos nós, o MP, fazendo tábua rasa deste último pressuposto, constitui logo o denunciado em arguido e interroga-o!
Na quase totalidade dos casos, o MP faz isto pela singela razão de que tem medo de ser 'apertado' pela comunicação social e concomitantemente pela hierarquia.
Passamos a explicar melhor.
(...) o que consta do site da Procuradoria-Geral da República.
Imagine-se que é jornalista, ou adepto de um qualquer clube rival. Constrói-se uma história, vai-se ao site e denuncia-se, já se sabe que o MP abre imediatamente um processo, tem-se uma chave de acesso para se ir sabendo o desenrolar do processo a todo o momento, pode-se ao gabinete de imprensa da PGR que diga se existe algum processo sobre determinado assunto, a PGR responde que sim - é o processo que quem perguntou tinha denunciado anonimamente e por isso conhece-o, mas a PGR não sabe que quem denunciou é quem pergunta, e está tudo feitinho.
Foi assim que se iniciou o processo dos e-mails, e todos sabemos quem fez a denúncia anónima via site da PGR.
Mas, se se quiser arranjar mais confusão, também tem acessível o site da Polícia Judiciária, (...).
É extremamente simples, eficiente e, mais grave, susceptível de grande manipulação.
Todos os grandes processos de que se ouve falar tiveram na sua génese uma denúncia anónima, esta em papel!
(...), parte da denúncia anónima dos Vistos Gold.
(...), parte da denúncia anónima do processo de Manuel Vicente e do ex-procurador do DCIAP. Claro que o Carlos Dengue não existe.
E muitas mais existem.
Esta é a dura realidade dos nossos dias.
Voltando à explicação supra, determinado presidente faz uma queixa e até lhe apetece que seja por si personalizada, o crime é sempre o mesmo - difamação, o MP interroga, investiga e não acompanha a acusação particular do denunciante, este tem de requerer a abertura de instrução, se não provier um juiz 'torto', não o pronuncia, e o denunciante recorre até ao Tribunal da Relação e até pode ir ao Tribunal Constitucional, só para chatear.
Um amigo meu de longa data, na altura, tinha dois filhos menores. Um muito cerebral e outro muito corporal.
Um dia, o cerebral estava a estudar como era seu hábito, o corporal entrou pelo quarto adentro e atirou os livros todos para o chão e pisou-os. O pai foi ter com ele, repreendeu-o e perguntou-lhe: Porque fizeste isso ao teu irmão? E ele respondeu: É só para chatear!"

Pragal Colaço, in O Benfica

Enquanto eles dormem

"O futebol português está cheio de gente distraída. Ou com amnésia selectiva e lobotomizados. Ou então é gente simplesmente com mau carácter - escolham vocês a opção mais acertada. Nos últimos meses, os benfiquistas têm sido bombardeados com suspeições, mentiras, acusações, boatos e ataques. E tudo fora do campo. Tem sido essa a estratégia de intoxicação dos departamentos de comunicação de FC Porto e Sporting CP, com o apoio dos seus adeptos vindos das mais diversas áreas, da banca ao jornalismo, do negócio da noite à justiça. Andam entretidos os nossos rivais. 
Apostam todas as fichas no lavar de roupa suja e têm dificuldade em ver o que se passa nos seus quintais. Enquanto um dos clubes desespera por um título de campeão para proporcionar uma saída airosa ao histórico presidente, o outro chora há quase 16 anos por um campeonato que consiga dar alegria aos seus adeptos e atirar-lhes areia para os olhos para não verem o abismo. Enquanto os outros se concentram na arte da inveja, nós crescemos.
Em toda a linha: financeiramente, em infraestruturas, na formação, no marketing, nos títulos conquistados, no canal de televisão, no museu, no departamento comercial, no plano tecnológico, na internacionalização da marca ou - igualmente importante - no âmbito desportivo. Futebol com uma Supertaça e a lutar pelo Penta, Basquetebol já com dois troféus conquistados e o caminho aberto para o título, Futsal na briga pelo campeonato e com quatro jogadores campeões da Europa, Andebol nos lugares da frente e a mostrar qualidade, Atletismo a dominar na formação e recheado de talento nas equipas principais, Voleibol a disputar o título e a brilhar na Europa, Hóquei em Patins (feminino e masculino) entre as melhores equipas do mundo e à frente da concorrência. E juntem à lista o judo, o triatlo, o râguebi ou a canoagem, entre outros.
É isso que lhes dói."

Ricardo Santos, in O Benfica

Quem não tem Krov caça com Ziv

"Desde que chegou ao Benfica, Rui Vitória tem feito jus ao nome. Goste-se ou não das opções, goste-se ou não do estilo, o Museu Cosme Damião não deixa margem para dúvidas: Vitória é o apelido que melhor casa com Rui. Ainda assim, durante o jogo em Portimão, levantou-se um dilema em mim. Rui é Vitória - no cartão de cidadão e no museu - mas há outro apelido que lhe assentaria que nem uma luva, melhor até do que ao verdadeiro dono: que me perdoe Rui Caçador, antigo seleccionador sub-21, mas o Rui que se destaca com maior excelência na arte da caça é o nosso. 'Quem não tem cão caça com gato', afirma um velho ditado português. Isto é fácil. Substituir uma espécie que ladra por outra que mia não exige sabedoria por aí além. Complicado era, isso, sim, encontrar substituto para Krovinovic - mas Rui Vitória descobriu. Zivkovic, extremo de raiz, entrou para o meio-campo e parece que lá joga há 20 anos, apesar de o fazer apenas há três jogos.
Se fosse caso singular, talvez esperasse um tempo para levantar o meu chapéu, mas esta não é a primeira, nem a segunda, nem sequer a terceira vez que Rui Vitória é obrigado a improvisar na caçada. Perdeu Júlio César, caçou com Ederson. Perdeu Luisão, caçou com Lindelof. Perdeu Nélson Semedo, caçou com André Almeida. Perdeu Renato Sanches, caçou com André Horta. Perdeu Jonas, caçou com Gonçalo Guedes. A vida do Benfica tem sido isto: a cada baixa que aflige, uma solução à altura resolve. Não posso esconder a preocupação que me atormenta sempre que algum jogador importante se lesiona. 'E agora vamos caçar com o quê?', questiono-me bastante apreensivo. No entanto, o alarme é cada vez menor: estamos servidos de um sublime caçador."

Pedro Soares, in O Benfica

Os nossos óscares

"Estão já a votação os nomeados para os galardões Cosme Damião relativos ao último ano.
Trata-se de uma bonita iniciativa, já com alguns anos de história, que estimula ainda mais atletas, técnicos e funcionários, dando também oportunidades aos sócios de participar e premiar aqueles que mais se destacaram ao serviço do clube.
Muita gente fica de fora, gente que também teve um desempenho brilhante, e encaixaria bem no lote dos escolhidos. É o eterno problema deste tipo de votação. Fazendo um pequeno exercício de preferências, certamente injusto porque, na verdade, todos os nomeados, bem como muitos não nomeados, mereceriam vencer, diria que ao nosso Rúben Dias, hoje titular da equipa principal, assentaria muito bem o prémio revelação. Diria também que a equipa de futebol de iniciados campeã invicta, mereceria o prémio da respectiva categoria. Que o triatlo, campeão europeu, foi talvez o modalidade em maior destaque. Que a hoquista Marlene Sousa, a melhor do mundo, justificava a distinção enquanto atleta de alta competição do ano. Destacaria também Paulo Almeida, igualmente do hóquei feminino, com 40 vitórias em 42 jogos do último ano civil, como treinador do ano.
E, por fim, no que diz respeito ao futebolista do ano, sem ser muito criativo, pedindo desde logo desculpas a Salvio e Pizzi, escolheria o mago Jonas - o melhor jogador a jogar em Portugal, e, quanto a mim, o melhor jogador do Benfica do século XXI.
É apenas uma escolha, que não pretende, obviamente, influenciar ninguém. É um mero testemunho.
Cabe agora ao caro leitor fazer as suas opções, no site oficial do nosso clube."

Luís Fialho, in O Benfica

Sonho e Alma do Benfica

"É difícil explicar por palavras o que é a interacção entre um atleta e uma criança que realiza um sonho.
Talvez seja preciso, aos mais velhos, regressar à infância por uns instantes e relembrar as cadernetas de cromos, os berlindes e as carteiras de fósforos ilustradas que lhes enchiam os bolsos. Recordar a importância de um emblema, de um cachecol ou de qualquer objecto ligado a um jogador. Uma camisola ou uma bola autografada eram miragens tão fora de alcance, que nem chegavam à lista dos desejos.
Estes objectos míticos ligavam (e ainda ligam) as crianças ao grande jogo das paixões, em nome do qual abriam campos pelos becos, erguiam balizas entre sinais de trânsito, esfarrapavam mãos e medalhavam joelhos na glória dos golos ou no impossível das defesas à Bento.
O grande jogo seguia-se pela rádio, ouvia-se pelas esquinas e via-se na televisão a preto e branco mas tinha bem presente o colorido da vida! Nesse mundo os jogadores assumiam um papel de heróis míticos e transportavam quem lhes chegava próximo a uma dimensão especial a um estatuto invejável.
Hoje, no mundo em que vivemos, vulgarizou-se a imagem e o contacto virtual com os jogadores. O Facebook anda pelos bolsos e mochilas misturado com outros objectos valiosos da infância.
É verdade... mas um abraço em pleno estádio e a voz amiga de um campeão enchem a alma a qualquer um, mesmo em momentos que não deveriam ser vividos na infância. Galvanizam energias, acendem vontades e mobilizam superações, agigantam cada criança, e enchem-na com a Alma do Benfica, distribuída em abraços pelos atletas!"

Jorge Miranda, in O Benfica

Basquetebol

"A época vai avançando, e os títulos não param de chegar ao Museu Benfica - Cosme Damião. No passado fim de semana, a nossa equipa de Basquetebol escreveu mais uma página dourada, vencendo a 12.ª Taça da Liga. Foi em Sines, onde mais uma vez os adeptos benfiquistas fizeram a diferença. Uma nota muito especial para a postura do treinador, José Ricardo, que chegou ao Benfica e não pára de nos surpreender. Estamos na presença de um homem muito competente e um verdadeiro gentleman. Sem nunca se pôr em bicos de pés, José Ricardo vai levando a água ao seu moinho.
Uma nota para Carlos Morais e Jesse Sanders, que deram uma prova de sentir o SL Benfica como deve ser sentido. Apesar de não estarem a 100 por cento, fizeram questão de ajudar a equipa na grande final frente à sempre difícil Oliveirense. Morais e Sanders são um bom exemplo do que é servir o Glorioso.
Tomás Barroso, o capitão que não se deslumbra pelos êxitos consecutivos, não se esqueceu deles na hora da consagração. É este espírito de equipa que faz a diferença nas grandes equipas. Quando isto acontece, estamos sempre mais perto da vitória.

Aproveito este espaço para homenagear um grande benfiquista que nos deixou no passado sábado. Miguel Pereira Lemos era natural de Celorico da Beira e escolheu Lisboa para viver. Sócio 11 322 do SL Benfica, era um empresário de sucesso e um chefe de família exemplar. Viveu uma vida inteira com a paixão imensa pelo maior clube português e conseguiu pegar esse 'vírus' aos seus filhos, Luís e Pedro. Com ele aprendi que nunca devemos deixar de acreditar no Benfica."

Pedro Guerra, in O Benfica

PS: Ontem ficámos a saber que o Robinson, foi para a Turquia, com um salário 7 vezes maior daquele que estava a receber no Benfica...!!! É pena, porque é de facto um excelente jogador para a nossa realidade...
Hoje, o Benfica anunciou a contratação do Sérvio Miroslav Todic...

Apesar deles

"Cada jogo que vem é, no Sport Lisboa e Benfica, o mais importante desafio para cada um de nós, na bancada. Como sempre aconteceu, época após época, antes de jogarmos na Luz, ou antes de irmos a um qualquer dos outros dezassete campos do país onde disputamos os principais jogos de futebol, o bater do coração acelera. E, à medida em que o final do torneio se vai aproximando, da mesma forma, para cada atleta em cada equipa, ou para cada treinador e cada elemento do staff que exiba o emblema do Glorioso, o jogo que se segue é mais e mais importante, mais determinante e, enfim, mais decisivo. À exuberância dos adeptos, no apoio constante aos nossos ídolos e à nossa equipa do coração, tem de corresponder a capacidade física e a performance exibicional dos atletas em campo na aplicação do rigor táctico determinado pelos técnicos, em momento algum sendo dispensáveis a concentração competitiva de cada jogador e a plasticidade que lhes é exigida na execução de cada jogada própria, ou na resolução de cada lance contrário. Entre nós e os outros, estão os árbitros para interpretar e executar, validando ou sancionando a cada passo, um sistema que, de um ponto de vista teórico, é universalmente aceite, com as leis do jogo.
Este é, como se sabe, em síntese, o desígnio geral do futebol ou de qualquer modalidade, cujos títulos sejam atribuídos mediante torneios compostos de jornadas sequenciais, nas quais todas as equipas se confrontam sucessivamente umas com as outras. Aquela que tiver consolidado o mais número de pontos numa classificação que vai sendo estabelecida semana a semana irá provar ser a mais consistente e a melhor de toda a competição.
Simples. No pensamento teórico daqueles que criaram o futebol e a maioria das modalidades no final do séc. XIX e ao longo do século passado, tudo se baseia, afinal, num modelo absolutamente universal, segundo o qual, inevitavelmente, será dentro dos espaços em que os jogos se disputam que sempre se definem os campeões. E os pentacampeões. Mesmo aqui, em Portugal. Apesar de alguns notórios procuradores da República e do Ministério Público e apesar das polícias de investigação. E, mesmo, apesar de alguns dos magistrados que, designadamente, servem em algumas sedes de Justiça à moda do Norte do país: eles não jogam futebol. Mas percebe-se que gostariam muito de poder 'jogar'".

José Nuno Martins, in O Benfica

Uma reflexão que pode ser útil

"Para onde caminham, no contexto europeu, os clubes portugueses? Há razões para encararmos o futuro com optimismo, ou estaremos condenados a não passar da segunda ou terceira linha da UEFA? Por razões sobejamente aludidas neste espaço, o futebol português vive com uma circunstância altamente condicionante. Trata-se da eucaliptalização produziada pelos três maiores emblemas, que secam tudo à sua volta e impedem um crescimento mais rápido dos restantes clubes. Historicamente tem siso assim e não se vê em nenhum deles - Benfica, Sporting e FC Porto - qualquer vontade de potenciar a competição, aderindo a uma centralização dos direitos televisivos que aproximasse os argumentos financeiros e democratizasse a discussão. Ao mesmo tempo, Inglaterra, Alemanha e Espanha continuam a gerar receitas milionárias, a França descobriu novos patamares de ambição e o recente contrato televisivo dos italianos vai gerar mais de mil milhões por ano. Quer isto dizer que, cada vez mais, os nossos principais clubes são uma espécie de Gulliver em Lilliput, com a ilusão de serem gigantes, mas confrontados com despertares dolorosos quando chamados a tarefas mais exigentes.
Dificilmente, sem que se aumente o nível interno de competição, teremos equipas mais preparadas para o confronto externo, com os danos que já se sentem, e tenderão a agudizar-se, nos rankings da UEFA.
Felizmente, a Selecção Nacional consegue passar ao lado destas preocupações, já que a maioria dos jogadores que vestem o jersey das quinas evoluem nos Big Five e estão a salvo desta estagnação anunciada."

José Manuel Delgado, in A Bola

Mais público, melhor jogo

"Muito sinceramente, apesar de ser treinador e saber a importância que o nosso desempenho tem na prestação da equipa, vou a um estádio ver os jogadores, acima de qualquer outro agente. Quero ver um jogo bem jogado, emotivo, com lances de génio, daqueles que nos deixam surpreendidos. Isto só é possível com jogadores de nível superior. A festa que representa um jogo, ou que devia sempre representar, tem os jogadores como elemento central. Os outros agentes tem a sua importância e o seu espaço. Os treinadores são fundamentais para potenciar as capacidades dos jogadores, como também o modelo e estratégia da equipa. Os dirigentes devem criar condições para que seja possível atingir patamares competitivos mais elevados. Parte-se sempre do jogo para o negócio à volta deste, e não tratando o jogo exclusivamente como um negócio. Nunca nos devemos esquecer que o foco principal é o jogo. Também deve ser sempre lembrado que uma boa arbitragem é fundamental para a qualidade do jogo. Este factor, tantas vezes esquecido, nunca ser menosprezado. O desempenho da terceira equipa influencia a qualidade do jogo. Os jogadores precisam de todos estes agentes para proporcionarem um espectáculo com qualidade, mas também de público.
A sua prestação, no futebol profissional, ganha maior dimensão quando se joga com o estádio cheio. O ambiente em redor de um jogo é elemento de motivação insubstituível. As equipas ganham uma alma nova, vão buscar forças quando pensamos que estão completamente esgotadas. Fala-se muito nos aspectos motivacionais, este é para mim o mais importante. Estádio cheio.
Temos que trabalhar para que a nossa Liga tenha muito mais público, o que implica perceber que os agentes mais importantes para trazer pessoas aos estádios são os jogadores. Eles são o centro do jogo... e do negócio."

José Couceiro, in A Bola

Benfiquismo (DCCL)

Caiado, a Mística!

Aquecimento... Objectivo...

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Alvorada... do Martins

Benfica...

Paraíso !!!

Os problemas de Fernando Santos

"As exibições de Bernardo Silva e Cristiano Ronaldo, na Liga dos Campeões, são as primeiras boas novidades, em muitas semanas, para a seleção nacional e o seu treinador, Fernando Santos

A quatro meses da estreia de Portugal no Campeonato do Mundo de futebol (com a Espanha, a 15 de Junho, em Socchi), a dupla jornada da Liga dos Campeões trouxe finalmente boas notícias para a selecção.
Bernardo Silva não desaproveita as oportunidades, e quando é chamado a representar a constelação de estrelas do Manchester City deixa sempre uma marca. Desta vez, em Basileia, de novo um bom golo. Mais do que isso, a confirmação de que está em forma.
E depois há Cristiano Ronaldo a subir de rendimento e a marcar golos, como é habitual nestes meses finais de temporada. O capitão português já não é, obviamente, o desequilibrador que era há dois/três anos (e isso é visível no 1×1, que agora raramente procura), mas continua a fazer golos como ninguém: cinco nos últimos dois jogos, separados por quatro dias. Ajuda grande para manter o Real Madrid vivo na única prova que realisticamente pode ainda ganhar: a Champions.
Bernardo e Cristiano são as primeiras boas novidades, em muitas semanas, para Fernando Santos.
O treinador tem assistido às lesões sucessivas de vários dos seus convocados habituais, como Cédric (Southampton), José Fonte (West Ham), Rafael Guerreiro (que já voltou, no Dortmund, aparentemente bem) e Danilo (FC Porto), o caso agora mais preocupante.
E a esses problemas juntam-se vários outros, mais específicos.
André Gomes não aproveita uma oportunidade em Barcelona, clube no qual também Nélson Semedo não consegue a afirmação a titular.
O eclipse de Renato Sanches no Swansea, onde chegou emprestado pelo Bayern, atingiu o zénite quando nem sequer foi convocado. A substituição do treinador, com a contratação de Carlos Carvalhal, forneceu, no entanto, uma ajuda preciosa ao jovem que há dois anos explodiu no Estádio da Luz e foi eleito o talento mais promissor do futebol europeu. A ver se ainda tem tempo para recuperar.
André Silva senta-se no banco do Milan.
João Mário teve de sair do Inter emprestado, para o West Ham, onde só fez ainda um jogo.
Adrien Silva apenas voltou a jogar em janeiro, depois de falhado o prazo de transferência do Sporting para o Leicester.
Nani e João Cancelo também estiveram lesionados e só agora começam a ser mais habituais nos jogos da Lazio e Inter, respectivamente.
Eliseu tornou-se suplente no Benfica.
Como boas e sólidas notícias, Fernando Santos apenas pode congratular-se com a evolução de Gélson Martins (Sporting), Gonçalo Guedes (Valência), e a constância na temporada de Rui Patrício, também em Alvalade, de Pepe e Quaresma (Besiktas, ambos) e de João Moutinho (Mónaco).
Perante este panorama, as possibilidades da equipa nacional na Rússia vão depender muito da evolução da forma dos jogadores nestes quatro meses, e da recuperação da saúde de muitos deles, alguns dos quais, e são vários, já bem entrados nos 30 anos.
Com todos estes problemas, a convocatória dos 23 de Fernando Santos estaria, por agora, mais ou menos assim:
Na baliza – Rui Patrício e António Lopes (Lyon) são fixos. O outro guarda-redes, e talvez por esta ordem, sairá do trio constituído por Beto (Göztepe), José Sá (FC Porto) e Bruno Varela (Benfica). 
Defesa-direito – Cédric, recuperado e em forma, não falha. João Cancelo, Nélson Semedo, e talvez até Ricardo Pereira (FC Porto), podem pensar no lugar que em França foi de Vieirinha (agora no PAOK e afastado desta luta).
Defesa-esquerdo – Rafael Guerreiro, sempre; Fábio Coentrão (Sporting) provavelmente o outro, se Eliseu não recuperar o lugar na defesa do Benfica.
Centrais – Sem lesões, é fácil: Pepe, José Fonte, Bruno Alves (Rangers) e Luís Neto (Fenerbahce). Se, por azar, for preciso outro jogador, talvez Paulo Oliveira (Eibar) e Rúben Dias (Benfica) sejam aqueles que têm mais possibilidades neste preciso momento, porque Fernando Santos já demonstrou que não conta com Rolando (Marselha), outro veterano.
Médio-defensivo – William Carvalho (Sporting) e Danilo, claro. Qualquer contratempo dará a entrada automática de Rúben Neves, a jogar a grande nível no Wolverhampton, de Nuno Espírito Santo, equipa que está a caminho da promoção à Premier.
Médios criativos – Gélson Martins e Bernardo Silva, pela direita João Moutinho e Adrien Silva, ao meio, João Mário para jogar sobre a esquerda. Os lugares de André Gomes e Renato Sanches, que estiveram no Europeu ganho em França, correm risco. Se Moutinho ou Adrien não estiveram a 100%, a relativa surpresa pode ser dada pela entrada de Manuel Fernandes (Lokomotiv Moscovo), que respondeu bem na última chamada.
Avançados – Cinco médios criativos, permitiriam a Fernando Santos escolher quatro avançados para acompanharem o capitão CR7, dois deles com condições para fazerem vários lugares, como Nani e Gonçalo Guedes. Qualquer dos dois pode fechar o meio-campo pela esquerda e jogar até na frente. Das outras duas vagas, uma é para o indiscutível André Silva, o libertador de Ronaldo. A outra provavelmente será ainda de Quaresma, o jogador preferido do treinador para mexer com um jogo que não esteja a correr bem. O que é que isto significa? Que Éder, o herói do Europeu, pode ficar de fora.
Para lá deste lote, só poderá haver chances para Pizzi e Rafa (Benfica), Bruno Fernandes (Sporting), quanto muito Diogo Jota (Wolverhampton) e Sérgio Oliveira (FC Porto). Mas qualquer deles precisaria de quatro meses em cheio, ou de muitos azares com vários colegas."


PS: O facto do nome do André Almeida não aparecer neste artigo é bastante significativo da forma como se analisa os jogadores do Benfica!!! Já para não falar de como o Rúben Dias, neste momento, não ser uma 1.ª opção para os 4 Centrais convocados para o Mundial!

Compensação por formação

"1. Como opera o mecanismo de compensação por formação?
Os Clubes que participarem na formação de um jogador têm direito a uma compensação de natureza financeira, quando o mesmo (i) celebre o primeiro contrato de trabalho desportivo até ao final da época em que complete 23 anos de idade, ou (ii) volte a ser considerado como profissional nos trinta meses seguintes após ter sido considerado amador, à luz do disposto no nº 1 do artigo 37º do Regulamento do Estatuto, da Categoria, da Inscrição e transferências de jogadores da FIFA. A compensação referida em (i) é devida no período compreendido entre os 12 anos de idade e o dia em que o jogador celebre o primeiro contrato de trabalho, sendo que a aludida compensação apenas é concedida aos clubes certificados pela FPF, em conformidade com o Regulamento de certificação das entidades formadoras. No caso de, no decurso da época desportiva na qual se profissionalizou, o jogador ser transferido para um clube que participe em divisão competitiva superior, este fica obrigado a proceder ao pagamento - aos clubes formadores - da compensação aplicável deduzida do valor pago pelo clube que profissionalizou pela primeira vez o jogador em causa, conforme estipula o nº 5, do artigo 37º do supramencionado Regulamento.

2. Como pode o clube reclamar a compensação devida por formação e qual a forma de cálculo?
Com a entrada em vigor do novo procedimento adoptado pela FIFA para as compensações por formação, todas as reclamações do clube formador, bem como as notificações ao clube visado passam a ser efectuadas obrigatoriamente pela plataforma TMS (Transfer Matching System). O pagamento da compensação de formação deve ser efectuado pelo clube que profissionalizou o jogador, no prazo de 30 dias desde a sua inscrição, sendo que para apuramento do valor devido, são aplicáveis percentagens, acumuladas desde a 12ª época de aniversário do jogador até à época de aniversário da sua profissionalização geradora de pagamento, artigo 38º, nº 3 do supradito Regulamento do Estatuto, da Categoria, da Inscrição e transferências de jogadores da FIFA."

Benfiquismo (DCCXLIX)

Senhor...

Lanças... Delírios !!!

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Fut... sal e pimenta

"Pena que o FC Porto não tenha aderido ao futsal. O entusiasmo seria ainda maior na hoje segunda modalidade a seguir ao futebol.

Tempos gloriosos
Tempos gloriosos para o Portugal desportivo. Depois de quebrarmos o enguiço contra uma França que sempre nos cortava o sonho, sendo campeões europeus no seu próprio reduto, eis que no futsal finalmente derrotámos os espanhóis numa final europeia e num belíssimo país, como é a Eslovénia. Se a estes dois feitos, juntarmos, a  nível de selecções, as camadas mais jovens que têm alcançado excelentes classificações, a nossa presença nas Olimpíadas, a primeira vez que em futebol feminino se foi a uma fase final de um Europeu, as vitórias no futebol de praia e as expectativas para o Mundial da Rússia deste ano, constamos a excelência do trabalho institucional, organizativo, técnico e desportivo da Federação Portuguesa de Futebol. A que, evidentemente, não é alheia a boa conjugação, nas nossas selecções, entre individualidades e colectivos fortes.
Teremos, assim, ultrapassando o trauma idiossincrático do quase que sempre nos tem acompanhado no desporto. Teremos superado o tempo das vitórias morais que falsamente nos pretendiam consolar na desventura. Passámos a ser respeitados e considerados nas organizações europeias e mundiais e a ser temidos como adversários nas competições.
Só é lastimável que este tempo vitorioso e sustentado seja acompanhado, a nível interno, por uma necrose desportiva e uma patologia destrutiva. Por isso, não é surpreendente que a nível de selecções estejamos por cima e a nível do ranking das equipas estejamos no plano descendente e a cavar o fosso para as principais ligas (ainda que aqui haja outras razões poderosas e financeiras que muito explicam).
Nas horas e dias seguintes à vitória europeia no futsal o que continuámos a ver? Em progressão logarítmica, o efeito nocivo de alguns programas em alguns canais televisivos de notícias. É até confrangedor ver pessoas respeitáveis no meio de touradas de sangue onde só falta o bicho. Ali, com mais ou menos desrespeito ou fanfarronice, o que importa é excitar a discussão pela discussão, dar argumentos de ódio para ouvintes mais propensos à acefalia, repetir imagens de «enorme importância» vezes sem conta até se ficar nauseado. Os oráculos que se lêem debaixo de ecrãs, divididos aparvalhadamente em 3 ou 4 partes, são um pré-incitamento à violência. Propaga-se incontroladamente o mau exemplo, o rastilho do ódio, a acendalha lançada para cima do fogo tão artificial, quanto teatral. Pedagogia do bom exemplo é coisa rara, com direito, quando muito, a rodapés e fugidios momentos de ecrã.
Em suma, a vitória europeia esfuma-se a discussão doentia volta a instalar-se dominante.
Voltando ao futsal, a modalidade tem muito beneficiado pelo facto de o Sporting e o Benfica o  praticarem, como, aliás, o Sporting de Braga, o Belenenses e o Rio Ave. Pena que o FC Porto não o tenha feito, porque, creio, que o entusiasmo seria ainda maior na hoje segunda modalidade a seguir ao futebol.
Só um ponto me desconforta: a menor atenção que se vem dando ao hóquei em patins, apesar de ser agora mais televisionado. É um desporto no qual temos largas credenciais, é bonito de se ver jogar, e o campeonato entre os habituais três grandes a que acresce a Oliveirense e um campeão improvável há poucos anos (Valongo) é a melhor liga mundial de hóquei. E, no entanto, é relativamente mais secundarizado, mesmo até nos festejos políticos-mediáticos. Em 2016, voltámos, finalmente, a recuperar o título de campeão na Europa e o assunto quase passou despercebido.

Na frente tudo na mesma
Mais uma jornada, onde com maior ou menor facilidade, os sempiternos candidatos venceram. Começa a ser regra os jogos teoricamente mais complicados serem bem mais fáceis e, ao mesmo tempo, se perderem pontos em encontros encarados como acessíveis, com equipas do fundo do tabela. O Porto com o Moreirense e Aves e, até ao intervalo, com o Estoril, O Sporting com o Estoril, Vitória de Setúbal e o Moreirense. O Benfica empatou recentemente com o Belenenses (logo a seguir derrotado copiosamente com o Aves) e perdeu no Bessa (com um Boavista agora em melhor posição na tabela). Aquelas bolinhas tipo semáforo com que os jornais costumam classificar as jornadas que faltam estão a ser trocadas nas cores depois dos jogos efectuados.
Rui Vitória, sem se queixar, lá vai colmatando, com mais ou menos dificuldade, as lesões e ausências de jogadores fundamentais. Agora calhou a vez de Jonas que bem espero recupere depressa porque é absolutamente imprescindível para lutar pelo pentacampeonato, e do infeliz Salvio, de novo operado. Rafa - jogador que tem inegáveis qualidades - continua a desperdiçar oportunidades para se impor e justificar o elevado investimento que o clube fez. Tem de passar da fase prolongada do quase para uma presença completa no campo. Cervi, por sua vez, merece todos os encómios: velocidade, capacidade de desequilibrar, boa reacção defensiva, tudo apesar de ser fisicamente um peso-pluma Zivkovic tem mostrado que é a melhor solução para substituir Krovinovic.
Ainda dois apontamentos: o primeiro para registar a quantidade de golos aéreos que a defesa sofre. E, perante isto, a minha dúvida. Se, por um lado, a defesa ganha velocidade com os actuais titulares e joga mais perto da linha média, por outro Luisão (parabéns pelos 37 anos) assegura aspectos posicionais que não têm sido tão bem preenchidos agora. Difícil escolher, pelo menos para mim, mero treinador de teclado... O segundo ponto relaciona-se com a posição de guarda-redes. Nada tenho contra o jovem Bruno Varela que, neste contexto, deve continuar a ser o titular. Mas costuma dizer-se que as grandes equipas não basta um bom keeper, é preciso que seja excelente. E o Benfica teve ultimamente dois: Oblak e, sobretudo, Ederson. Guarda-redes que dão pontos e títulos. É que na maioria dos jogos, um guardião do SLB só faz duas ou três defesas em que qualquer falha pode ser decisiva. Bruno Varela é um excelente profissional tem evidenciado algumas lacunas sobretudo no jogo aéreo e em certas hesitações fora dos postes.

Contraluz
- VAR: Continua o seu caminho...
... que, apesar de todas as críticas, tem um balanço positivo. Já repôs a verdade desportiva em muitos momentos. Agora o que não pode acontecer é o sucedido no jogo Sporting - Feirense em que árbitros e VAR andaram literalmente aos papéis, quer dizer ao protocolo!
- Frase: «Formar em vez de naturalizar»...
... disse muito bem Fernando Gomes, presidente da FPF. A propósito, Rússia e Cazaquistão tinham uma mão-cheia de... brasileiros.
- Regresso: Manuel Cajuda...
... de novo a treinar em Portugal. Agora no Académico de Viseu. Estreou-se a jogar em casa do Benfica B e de que maneira, vencendo por 5-1! Está em boa posição para subir à divisão principal, 40 anos depois. Bem merece a cidade e o clube.
- (In)coerência: Dos especialistas na contabilidade de penalties...
... por marcar a favor da sua equipa. Para eles, qualquer sopro na área de rigor é logo considerado um erro crasso. Se foi ao contrário, bico calado, não se passa nada. Desde os dois penálties por assinalar no Dragão a favor do Belenenses (havia 0-0) até aos dos do Maxi Pereira em Chaves (havia 0-0).
- Lamento: A quase ausência dos Jogos Olímpicos de Inverno...
... nos meios de comunicação, à excepção da RTP 2 que faz um bom e bem comentado resumo diário. Bem sei que os desportos nele incluídos não fazem parte do nosso panorama de competições e que a nossa representação se limita a dois estrangeirados. Mas mesmo assim merece ser noticiado e acompanhado.
- Mentira: Cazaquistão
País asiático, joga na UEFA por ter uma pequeníssima parte europeia a oeste do rio Ural. Calhou ao Sporting ir à Ásia (Astana) para jogar na Europa. Em 2015/16 foi ao Benfica. Uma aldrabice geográfica..."

Bagão Félix, in A Bola

'Facebookiado'

"1. Se um sportingado é um sportinguista com azia, então Bruno de Carvalho é um facebookiado, ou seja, um facebookiano com azia, inclusive (que ironia!) em relação ao próprio Facebook, já que ficámos a saber nos últimos dias, pelo próprio, que a rede social já lhe apagou alguns posts. Assim sendo, na próxima AG do Facebbok será assim: ou Bruno de Carvalho (com mais de 75 por cento) ou Mark Zuckerberg.
2. A vitória de Portugal no europeu de futsal é mais um contributo do pontapé na bola (seja ele numa praia, num pavilhão ou num relvado...), para a autoestima de um povo que precisa de sentir-se orgulhoso para ser mais confiante. Um triunfo assim, há que «bebê-lo como um vinho que dá força para o caminho quando a força faltar», como cantam Miguel Gameiro e Mariza (que voz tão portuguesa!).
3. Depois de ver Madonna a assistir a um jogo de futebol no campo do Águias de Camarate, só me falta ver Bono a jogar à sueca no campeonato internacional inter-jardins.
4. Se a Liga portuguesa acabasse agora, o desfecho seria justíssimo. Porque o FC Porto tem sido, até aqui (veremos no futuro), a melhor a mais regular equipa, assim como a mais prejudicada (entre os grandes) pelas arbitragens. E tem havido engenho na elaboração (tanto no verão como em Janeiro) e gestão jogo a jogo do plantel, sempre num cenário de enormes limitações financeiras. Grande mérito de Sérgio Conceição, acima de tudo.
5. Juro que não percebi aquela nota oficial no site do Benfica, dias depois de fechar o mercado. «Na reunião do plenário dos órgãos sociais foi realçada a determinação de prosseguir a prática de firme aposta na capacidade competitiva do clube, incluindo, o futebol com o objectivo da conquista do histórico penta». A sério?
6. O director de comunicação do Sporting veio falar em «exercício de honestidade intelectual» do Conselho de Arbitragem ao assumir o erro do VAR em Alvalade, frente ao Feirense. Sempre é melhor do que exercícios recorrentes de hipocrisia intelectual."

Gonçalo Guimarães, in A Bola

PS: Extraordinária conclusão do Gonçalo no ponto 4!!! Isto na semana, em que Soares Dias 'ganhou' o jogo em Chaves!!! Esta necessidade estúpida de Benfiquistas, dizerem este tipo de coisas parvas, só por se 'passarem' por independentes, é algo que devia ser estudado psiquiatras e sociólogos!!!

Derrota...

Sporting 33 - 29 Benfica
(17-12)


Não me canso de recordar que os Lagartos têm um orçamento completamente disparatado nas modalidades, especialmente no Andebol, onde gastam mais, do que os Corruptos, o Benfica e o ABC, todos juntos!!!!!

Hoje, até começamos bem, mas acabámos por desperdiçar demasiados golos na 1.ª parte... O Benfica, só fazendo um jogo 'perfeito' terá hipóteses de derrotar os Lagartos! O jogo foi nivelado por baixo, os Lagartos acabaram por ser os menos maus...!!!
Três notas: o Figueira, esta época, ainda não fez um jogo 'inspirado'... como ele pode! Mau jogo do Grilo...! O João Silva tem feito os seus melhores jogos, com os adversários mais complicados, é bom sinal...

Suspeito que vamos acabar por lutar com os Corruptos pelo 2.º lugar...

Derrota em Itália

Ravenna 3 - 1 Benfica
22-25, 25-22, 25-23, 25-20

Foi pena, faltou um Set para sairmos de Itália com 'esperança'! E a frustração ainda é maior, porque os três Set's perdidos foram equilibrados... Mais uma vez não se notou a diferença brutal de orçamentos...
É óbvio que 'matematicamente' temos um jogo por disputar, mas vai ser muito complicado na Luz... temos que ganhar por 3-0 ou 3-1 e depois vencer o Golden Set!!!

Empates 'desapareceram' nas últimas duas jornadas

"Os regulamentos do futebol em Portugal não mudaram mas, atendendo ao que se passou nas duas últimas rondas do campeonato, até parece. Dito por outras palavras, esta é uma modalidade em que continuam a existir três desfechos possíveis, embora recentemente tenham ‘desaparecido’ os empates. Confuso? A verdade é que nas duas derradeiras jornadas da Liga não se registou uma só igualdade, contrariando aquilo que é habitual. Esta temporada, após a disputa de 22 rondas, já são quatro as que não tiveram empates (a 6 e a 10 foram as primeiras). Percentualmente não é muito significativo (18,18%), mas tendo como base aquilo que se verificou na última década, esta é já uma das épocas com mais jornadas sem igualdades. Com mais, aliás, apenas a de 2013/14, quando aconteceram cinco. Tendo em conta que ainda falta realizar 12 rondas, não seria surpresa que esta marca fosse igualada ou até superada.
Futebolisticamente, claro, não se pode dizer que à ausência de empates corresponda uma melhoria da qualidade do jogo. Ainda assim, sem igualdades já se sabe que as partidas têm golos e isso, por si só, é positivo. De resto, em algumas paragens – como os Estados Unidos – tudo o que seja jogo em que exista vencedor e vencido... é bom sinal. Os empates, em determinadas culturas, não são aceites com o mínimo agrado.
Regressemos a Portugal: o Sp. Braga é a equipa que mais contribui para a diminuição dos empates, pois só tem um esta época (em Alvalade, na jornada 11, e com o 2-2 final a surgir nos descontos). No polo contrário, curiosamente, estão os dois últimos colocados. O V. Setúbal, ‘lanterna-vermelha’, soma nove igualdades, enquanto o Moreirense (penúltimo) conta sete.

Sabia que...
» O Sporting estabeleceu um novo máximo de remates? Os leões visaram a baliza do Feirense 29 vezes, superando as 27 do FC Porto na jornada 3 (com o Moreirense). A melhor marca leonina estava em 17 (com o V. Setúbal). O Sporting-Feirense, acrescente-se, passa a ser o jogo com mais remates (36), ultrapassando os 35 do Sp. Braga-FC Porto (ronda 4) e do Tondela-Boavista (11).
» O Estoril só fez 5 faltas em Moreira de Cónegos? Até agora, o registo mais baixo da prova pertencia ao Rio Ave (seis em Tondela, na ronda 13). Esta foi a segunda jornada com 6 penáltis? Antes, na 20.ª, já havia sido assinalada meia dúzia de penáltis. Nessa altura foram desperdiçados dois, agora apenas um.
» Esta ronda foi a que teve mais cartões? Os árbitros exibiram 57 (54 amarelos e 3 vermelhos). O máximo até aqui estava em 54 (e 50 amarelos) na jornada 4."

Dia dos...

Alvorada... do Guerra

Aquela carpete em que somos campeões da Europa

"Os jogos vejo-os no sofá. As finais, na carpete.
Em casa, vivo os momentos decisivos quase a mergulhar pelo ecrã de televisão adentro.
Fiz escola e ao meu lado, qual imitador, tenho o meu melhor amigo.
Aos oito dias de vida, já ele via o seu primeiro jogo: meia-final do Euro 2012, perdida frente à Espanha nos penáltis – pontapés de penálti, como dizem os árbitros-comentadores, desempate por pontapés da marca da grande penalidade, como dizem os ainda mais puristas.
A mudança havia sido recente, pelo que ainda nem carpete tinha em frente ao televisor. Perdia-a de pé, com ele ao colo.
Foi já sobre ela sentados, quase a mergulhar pelo ecrã da televisão adentro, que a 10 de Julho de 2016 vimos as traças de Saint-Denis pousarem na cara de Ronaldo, como que querendo secar-lhe as lágrimas. Aguentámos até ao prolongamento. Até que uns dez segundos antes de Eder chutar para a glória, a mãe, lá de dentro, ouviu um golo ecoar na rua e gritou um golo que ouvimos na sala.
Maldita dessincronia. Bendito momento.
Campeões da Europa de futebol. Em França. Sobre a França. Até espreitámos na varanda para ver o fogo-de-artifício, antes da minha ordem para ele se deitar.
Sábado à noite, lá estávamos nós, viemos a correr para casa para ver o Portugal-Espanha e com os minutos a passarem já nós nos afundávamos naquela espécie de tapete voador que nos eleva à condição de campeões.
O argumento, improvável, repetia-se, o que o tornava ainda mais inverosímil: o nosso melhor jogador lesiona-se, mas os restantes, decididos a fazer história, ganham no prolongamento o Campeonato da Europa à selecção favorita.
Desta vez, com a mãe na sala, nem dessincronia houve quando o Bruno Coelho fez de Eder chutou para a glória a 55 segundos do fim.
Sábado, 10 de Fevereiro, 22 horas de Portugal continental: um livre directo acaba no fundo da baliza espanhola. Nós a vibrarmos com futsal, como se fosse futebol.
«O Ronaldo lesionou-se e nós fomos campeões. E agora o Ricardinho lesionou-se e somos campeões outra vez», constatou ele.
Sábado, 10 de Fevereiro, o Gui foi deitar-se mais tarde. Dormiu como um campeão, com mais um título europeu no bolso do pijama."

Benfiquismo (DCCXLVIII)

Masopoust e o King

105x68... O caminho...!!!

O homem que sabia demais...

"Um livro novo sobre Béla Guttmann traz-nos a memória do judeu que conquistou a Europa e levou o Benfica ao topo do mundo. E que disse, após a sua segunda saída da Luz: 'Estes olhos, caro senhor, que há anos não conhecem lágrimas, vertem-nas há várias noites. Se alguma vez tiver um grande amor, nunca se atreva a voltar'.

Soa a filme de Hitchock, com Leslie Banks e Edna Best, e não fica muito longe do estilo inconfundível de suspense.
Falo de Béla Guttmann.
Ou, melhor, falo de um livro sobre Béla Guttmann recentemente editado em Portugal. Chama-se De Sobrevivente do Holocausto a Glória do Benfica. O autor é David Bolchover, autor e comentarista, colaborador do The Times, de Londres, figura frequentemente presente na BBC.
O livro lê-se de uma penada, como é hábito dizê-lo.
Começo pelo pior. Erros terríveis! Erros terríveis, como diria o Conselheiro Gama Torres do divino Eça.
Falando da meia-final da Taça do Campeões entre o Tottenham e o Benfica: 'O jovem guarda-redes Jimmy Greaves, recém-contratado e futura lenda do futebol inglês que faria a sua estreia naquela meia-final' (???????)
Só pode ser distracção da grossa ou asneira grotesca transformar Greaves num guarda-redes, ele que foi um dos grandes avançados da história do futebol mundial. Já para não acrescentar que o bom do Jummy já tinha passado pelo Chelsea e pelo AC Milan antes de se transformar no primeiro jogador do mundo a custar cem mil libras.
Bem como descrever os golos de Coluna 'com o seu pé direito, menos hábil' (menos hábil, o pé direito de Coluna????) e outras distracções do género que metem a habitual confusão daquela jornada final do campeonato com  Benfica - CUF e Torreense - FC Porto, trocando a verdade dos factos - quem jogou longos minutos contra apenas nove adversários foi o FC Porto em Torres Vedras e não o Benfica na Luz.
Agora que sublinhei duas ou três coisas que diminuem a qualidade global da obra, sublinho igualmente o profundo conhecimento que o autor revela sobre a importância dos judeus no desenvolvimento do futebol mundial no período entre as duas Grandes Guerras e que se seguiu a 1945.
Guttmann era, como sabem, judeu. Foi um jogador de enorme qualidade no Hakoah de Viena (Hakoah significa força ou poder) que espalhou por todo o mundo, somando êxitos sucessivos e os aplausos dos adeptos judeus onde quer que jogassem.

O Holocausto
um período da vida de Béla Guttmann (nascido Guttman, mas foi-lhe acrescentado o segundo n no final para ganhar um toque germânico) que perdido em mistério. Sabe-se que toda a sua família foi dizimada pelos nazis, mas o filho de Ábrahám Guttman, que viria a fundar juntamente com a sua mulher, Eszter, uma escola de dança em Budapeste, na qual o Béla se formou como professor, sobreviveu à devastação do seu país e ao Holocausto. Durante anos terá vivido num sótão sujo dos arredores da capital húngara, fugindo à deportação, à humilhação dos trabalhos forçados e, muito provavelmente, à morte.
Isso ajudou a formar a sua personalidade como treinador: 'Agressivo, polémico, desbocado, desconfiado, itinerante, iconoclasta, impulsivo...', escreve Bolchover. 'Gutmann era o típico forasteiro, consciente de que nunca seria bem aceite pelo sistema, mas indiferente ao juízo que faziam dele. O seu caminho, traçava-o ele custasse o que custasse...'
Gutmann ficará como muito poucos marcado a ferro e fogo na história do Benfica.
Veio para a Luz em 1959, após ter sido campeão no FC Porto, e ficou até 1962 - o seu período mais longo num só clube. Raramente ficava mais do que uma época. Ganhou duas Taças dos Campeões, destruiu o mito de invencibilidade do Real Madrid, transformou o futebol de um pequenino país de um cantinho ocidental da Europa, saiu zangado, voltou rico, em 1965, voltou a sair zangado, morreu praticamente na ruína por via de todos os seus confrontos insistentes e de um vício incontrolável pelo jogo.
Apesar daqueles pequenos erros (arrepiantes para quem gosta de futebol e aos quais se somam mais uma meia dúzia do mesmo género), o livro de David Bolchover vale a pena. Tem referências históricas impressionantes e é uma investigação profunda levada a cabo sobre o treinador que levou o Benfica ao topo do mundo.
'Béla Gutmann foi o judeu que conquistou a Europa!'
E, sobre a sua segunda saída do Benfica, ecoam as palavras do próprio Guttmann. 'Estes olhos, caro senhor, que há anos não conhecem lágrimas vertem-nas há várias noites. Se alguma vez tiver um grande amor, nunca se atreva a voltar'.
Só que Guttmann, na verdade, não precisava de voltar ao Benfica. Fez sempre parte dele desde o primeiro dia em que entrou na Luz."

Afonso de Melo, in O Benfica