Últimas indefectivações

sábado, 25 de outubro de 2014

Os auto-golos também contam !!!

Sporting 2 - 3 Benfica

Nem que fosse por meia a zero... sabe sempre bem ganhar ao Sporting, ainda por cima a este Sporting de 'cara lavada' cheio de arrogância, esperteza-cigana, e pedantismo... (tudo misturado!!!) Sendo em Futsal, ainda melhor, já que o treinador Lagarto é cara (ou o cu) chapado do seu presidente: arrogante e trauliteiro... e é incapaz de disfarçar a tremenda azia sempre que perde com o Benfica... e já vão em 4 seguidas (duas vezes para o Campeonato, na época anterior; a Taça de Honra, esta época; e hoje, mais uma para o Campeonato!!!).

É óbvio que tivemos sorte, não é todos os dias que se beneficia de um auto-golo, quanto mais de dois... e mesmo o terceiro golo, foi um meio-auto-golo!!! Mas, ao contrário das palavras do trauliteiro Lagarto, o jogo não foi tão desequilibrado como ele quer fazer passar... O Benfica defendeu bem, teve momentos em que não conseguiu sair para o ataque, mas também teve momentos onde jogou muito bem, e criou oportunidades, incluindo bolas nos postes... Aliás continuamos a falhar golos inacreditáveis, o falhanço do Patias no lance do 2.º golo do Benfica, é incrível... Também não deixa de ser curioso, que os Lagartos apesar do discurso do 'massacre' só chegaram ao golo, em dois cantos, que o Benfica defendeu mal, principalmente o 2.º...
É preciso não esquecer, que o Benfica continua com muitas ausências: Ré, Pablito, Vítor Hugo... o Bruno Pinto regressou hoje, após longa ausência, e com a saída do Paulinho, foi tornado público hoje a contratação do Mancuso. Além dos problemas no joelho do Patias que tem condicionado o Brasileiro neste início de época. Portanto, este Benfica debilitado, conseguiu ganhar, a um adversário muito mais rodado, supostamente invencível (na cabecinha das osgas)... pela 4.ª vez consecutiva!!!

'Negra' bastarda !!!

Fonte do Bastardo 3 - 2 Benfica
25-23, 28-30, 25-23, 21-25, 15-7

Já se esperava um jogo difícil, a Fonte do Bastardo é o nosso principal adversário... Conseguimos levar o jogo para a 'negra', garantindo assim 1 ponto, mas aparentemente não estivemos bem no último Set...
Amanhã novo jogo nos Açores, desta vez em São Miguel, para ganhar, sem sustos...

Agridoce...

Barcelos 5 - 5 Benfica

Depois de empatar em Barcelona, sofrendo somente um golo, é estranho sofrer 5 em Barcelos!!!
Esta jornada, encaixada, entre o jogo com o Barça e o Bassano (com Turquel pelo meio...), seria sempre complicada (não sei porque é que o jogo não foi adiado para amanhã!!!), mas independentemente das qualidades do adversário (tinha só vitórias), do desgaste das deslocações, do ambiente terrorista (adeptos, treinador e jogadores no banco do Benfica foram agredidos durante o jogo, que esteve interrompido durante vários minutos!!!), depois de conseguirmos estar em vantagem por duas vezes (0-2; 2-4), é difícil de aceitar a alegria da 'salvação', no golo do Nicolia, a 6 segundos do fim!!!
Num Campeonato, sem play-off's, onde tudo é decidido na regularidade, este início de época está a dar péssimos indicadores, com o Benfica a denotar muitas dificuldades sempre que enfrenta equipas claramente mais fracas... Sendo que essas dificuldades aconteceu muitas vezes porque continuamos a desperdiçar demasiadas bolas paradas... quando se tem especialistas no plantel, não se compreende porque não são esses especialistas a marcar todas as situações, ou de Penalty, ou de Livre Directo. Hoje, por exemplo, o João Rodrigues, que tem estado irrepreensível nos penalty's, não foi chamado a marcar um...!!!

Adenda1: Como já tinha referido na crónica, adeptos, jogadores e treinadores do Benfica, foram agredidos dentro do Pavilhão, durante a partida, aqui fica as primeiras declarações oficiais do Benfica.


Adenda2:
O Sport Lisboa e Benfica apoia e promove a saudável prática desportiva, disputada dentro da lei, com fair-play e em recintos que garantam a todos – atletas, técnicos, staff de apoio e adeptos – total segurança para que o resultado final dos jogos possa ilustrar aquilo que acontece em campo. Nesta descrição não se insere aquilo que voltou a registar-se no Pavilhão Municipal de Barcelos, onde se deslocou o SL Benfica para disputar a 4.ª jornada do Nacional de Hóquei em Patins.
Apesar dos alertas já deixados pela Direcção do Clube noutras ocasiões e relativamente a várias modalidades, continuam a realizar-se, sem condições de segurança, partidas onde tanto os atletas no recinto de jogo como bancos de suplentes vêem colocada em causa a sua integridade física.
O desporto não é guerrilha, pelo que não se podem considerar aceitáveis, por exemplo, "métodos competitivos" como o arremesso de moedas e outros objectos contra os elementos da equipa adversária. E isto perante a atitude passiva ou insuficiente presença de forças de segurança.
10 meses passados após reunião realizada com a Federação de Patinagem de Portugal (FPP), precisamente a propósito do tema segurança, o que fica demonstrado é a prática de uma interpretação irresponsável de um decreto de lei que permite aos clubes prescindir de policiamento nos jogos em que são visitados.
Veja-se o que aconteceu no Pavilhão Municipal de Barcelos no passado sábado:
- Sensivelmente à passagem do minuto 14 da segunda parte, depois de o Benfica estar a vencer 4-2, o banco que deveria abrigar os elementos do Clube foi atacado com insultos permanentes, cuspidelas e com adeptos do Óquei de Barcelos empoleirados no acrílico que deveria ser de protecção. Quando a equipa da casa reduziu para 4-3 o ambiente piorou, chegando mesmo a haver contacto físico de adeptos com elementos do Benfica. Neste momento, um responsável da secção de Hóquei em Patins dirigiu-se à mesa pedindo a interrupção imediata do jogo ao 3.º árbitro, algo que apenas sucederia após o golo do empate (4-4). Nesta altura, os empurrões e murros no banco passaram então a agressões com moedas e isqueiros, tendo sido atingidos na cabeça o treinador do Benfica e o atleta João Rodrigues. Para defender a sua integridade, o técnico entrou na pista e apenas aí os árbitros interromperam a partida durante 12 minutos, tornando-se evidente que os elementos de uma empresa privada presentes eram insuficientes para criar o perímetro de segurança à equipa do Benfica.
Estes incidentes de extrema gravidade tornam-se ainda mais preocupantes a partir do momento em que são regulares e, aparentemente, aceites pelo clube da casa e até pela FPP. Em fevereiro deste ano, no mesmo recinto desportivo, houve confrontos entre adeptos do Óquei de Barcelos e atletas do FC Porto. Ninguém foi castigado pelas instâncias federativas nem a equipa da casa mudou o seu processo de organização de jogo, recorrendo a uma tímida presença de elementos de uma empresa de segurança privada.
Realça-se a atitude do treinador e de alguns dirigentes do Óquei de Barcelos, tentando conter a agressividade dos seus adeptos. Em contraponto, foram visíveis gestos de exaltação de ânimos por parte de, pelo menos, dois hoquistas da casa. Existem imagens de órgãos de comunicação social a documentá-lo.
O actual estado das coisas não é positivo para a modalidade. É urgente que no hóquei em patins acabe o "vale tudo" praticado em alguns pavilhões devidamente identificados.
É bom entrar num pavilhão em que se sente um ambiente fervoroso, mas é muito mau competições que se querem credíveis e bem organizadas realizarem-se em recintos onde tudo é permitido.
Muito mais haveria para dizer. Quanto a este Óquei de Barcelos-Benfica, ficou demonstrado que a segurança aos intervenientes não foi garantida; a reacção da equipa de arbitragem foi tardia e pouco responsável, não obstante o pedido do delegado do SL Benfica à mesa para que o jogo não fosse reatado sem estarem reunidas todas as condições exigíveis e, como é óbvio, sem moedas ou outros objectos na pista.
Registe-se que a PSP só se apresentou no pavilhão no final da partida e por iniciativa da comitiva do SL Benfica.
O Sport Lisboa e Benfica tem investido recursos humanos e financeiros para garantir a segurança das equipas e adeptos adversários no Pavilhão Fidelidade – acrílicos atrás dos bancos, túnel que protege as equipas, separação de adeptos visitantes que lhes permite ver os jogos sem incidentes. No entanto, nos recintos dos outros competidores tudo parece ser feito para que os seus adeptos estejam o mais próximo possível dos atletas do Benfica para intimidar, agredir, provocar. Seguramente isto não é hóquei em patins nem verdade desportiva!
Face a tudo o que o Clube tem feito para preservar a verdade desportiva e a segurança dos adeptos, o Sport Lisboa e Benfica sente-se no direito de recusar “voltar à pista” em jogos em que se repita o cenário registado em Barcelos no último sábado.
Se a Federação, os clubes e outras entidades oficiais não se mobilizarem para resolver este problema, poderemos em breve assistir a acontecimentos ainda mais graves numa partida de hóquei em patins e isso ter repercussões sérias na imagem pública da modalidade, assim como na sua própria existência enquanto campeonato de alta competição. 

Mau início...

Galitos 86 - 78 Benfica
25-20, 17-18, 25-22, 19-18
Soares(20), Carreira(12), Fernandes(12), Andrade(11), Doliboa(10), Gentry(9), Fonseca(2), Ferreirinho(2), Barroso

Não me vou alargar muito, num jogo que não assisti, mas com tantos jogadores lesionados ou condicionados, já estava à espera de muitas dificuldades, até porque em relação ao jogo da Supertaça, este não decidiu um Titulo...!!!
As lesões e a veterania do plantel, numa época onde vamos regressar à Europa, não combinam bem!!! Recordo que a última época que não fomos Campeões, também jogámos na Europa... A prioridade nesta altura passa por recuperar os lesionados, temos que nos mentalizar, que provavelmente, vamos ter mais algumas desilusões na época regular... sabendo que as decisões só serão definitivas no Play-off...

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Jogo com o SC Braga é mais importante

"Não vale a pena iniciar uma caça às bruxas, mas é um facto que desde que o Benfica reclamou na UEFA de uma decisão antes do Juventus-Benfica da última época nunca mais houve uma arbitragem inteiramente isenta em jogos do Benfica. Foi assim na última época no jogo em Turim contra a Juventus onde acabámos com nove, foi escandaloso na final contra o Sevilha onde aquela encomenda alemã jamais será esquecida. E já esta época iniciámos contra o Zenit com uma expulsão, prosseguimos na Alemanha onde houve uma aparição de um penalty caído do céu e da imaginação arbitral, e nesta quarta-feira degustámos uma arbitragem caseirinha. Embora tenha sido uma exibição polaca, para a gradar ao príncipe, não foi pelo árbitro que não se ganhou no Mónaco. Foi um jogo equilibrado onde o Mónaco em sua casa não foi superior ao Benfica.
O empate no principado não satisfaz nem preocupa, numa semana onde o jogo mais importante é claramente domingo contra o Braga. Exceptuando os clássicos, Braga e Madeira serão os jogos teoricamente mais difíceis deste campeonato para o Benfica. Uma vitória no domingo seria importantíssima para as aspirações do bi-campeonato. Depois do rochedo do Mónaco, teremos a pedreira de Braga. É uma fase da época que se faz também a partir pedra. Jorge Jesus sabe melhor que ninguém a importância pontual e anímica deste jogo. Foi a vitória em Braga que selou (praticamente) o campeonato da última época. Este ano, o jogo é muito mais cedo no calendário, não se consideraria um selo, mas era como o código postal, meio caminho andado...
Segunda-feira há sorteio da Taça de Portugal. Como se sabe, é um facto que já não tem a mesma relevância para todos os clubes com aspirações a ganhar títulos. Mas é excelente continuar preocupado com a sorte das bolinhas da FPF."

Sílvio Cervan, in A Bola

PS: No rol dos roubos Europeus já são 6 jogos consecutivos!!! Começou na Luz com o Turco Cakir, contra a Juventus, continuou em Turim com o Clattenburg... O Bitch na Final com o Sevilha. Com o Zenit além do critério disciplinar, tivemos um penalty sobre o Salvio... Em Leverkusen: com o penalty contra... e ainda dois lances dentro da área do Bayer nos últimos minutos... e agora, mais um no Mónaco: com impunidade disciplinar total para os nossos adversários...

Encarnado é o Vermelho-amor (Guedes)

"É o consenso geral que o Sport Lisboa e Benfica é dos clubes mais vanguardistas do Futebol mundial. Não fosse o enorme passivo que veio de trás, a necessidade da construção de um novo estádio e de uma academia, etc, talvez não precisássemos de vender um único jogador do plantel principal, nestes últimos anos, tal tem sido a sua gestão na última década, assertiva e exemplar.
Como clube vanguardista, o Benfica percebeu, atempadamente, que a sua hegemonia no Futebol nacional, e o reconhecimento como um dos maiores da Europa, passava pela Formação de jovens jogadores. É bem certo que Jesus tem razão, também há um enorme de formação com os jovens de dezoito, dezanove ou vinte anos, que chegam ao Benfica vindos dos estrangeiros ou mesmo de clubes de divisões inferiores em Portugal. Mas no caso concreto, falaremos apenas da Formação 'Made in' Seixal.
A alegria de vermos o Guedes vestir a principal camisola do Benfica, com apenas dezassete anos de idade, faz-nos crer que vamos no caminho correcto. Depois olhamos para a convocatória das várias selecções (desde os sub-21 aos sub-15) e vemos como a Formação do Benfica está em maioria nas escolhas dos vários técnicos. É caso para dizer que temos vários Guedes na academia do Seixal.
Acontece, porém, que o Benfica é um clube muito grande, no qual não é fácil vingar com facilidade. Ninguém desejará mais que a actual Direcção ver um Benfica 'português', mas como todas as grandes mudanças esta não poderá ser precipitada nem leviana.
Uma coisa é certa, os Guedes puxam pelo nosso Benfiquismo mais fervoroso!"

Carlos Campaniço, in O Benfica

O caminho...

"Na abertura de cada um dos 'Diários' de Miguel Torga estava a mesma frase de Amiel «chaque jour nous laissons une partir de nous-mêmes em chemin». Esta ideia de que na nossa caminhada a construção é feita do que se vai deixando implica que a história de cada homem seja a história do que ele diariamente deixa perdido no seu caminho. Acontece que o que fica perdido não pode ficar esquecido. Caso assim aconteça, o caminho do homem cumpre uma das prerrogativas para a existência do 'homem trágico': o esquecimento. Um caminho trágico feito por um homem trágico fatalmente conduzirá à tragédia.
Todo este introito surge a propósito das futuras eleições para a Liga. A comunicação social bombardeia-nos diariamente com a ideia de que os dirigentes do Benfica e do FCP estariam alinhados a na liderança de um novo projecto agregador para a Liga.
Recuso-me a acreditar nisto. Que os dirigentes do Benfica e do FCP e de todos os outros clubes queiram um consenso generalizado para que todos participem na edificação do Futebol português é legítimo e saudável. Que a vontade de um consenso implique uma aliança ou o que quer que seja de promiscuidade com dirigentes ligados aos casos de corrupção identificados nos processos 'Apito Dourado' e 'Apito Final' é algo que entra no campo do absurdo. Diz-nos a literatura que o esquecimento do passado é um dos absurdos que leva à repetição da tragédia.
Nas próximas eleições da Liga joga-se a questão dos direitos televisivos, joga-se o futuro do Futebol português com ou sem aqueles que o conspurcaram durante três décadas. Num passado bem recente, os dirigentes do Benfica construíram o seu caminho, dando uma enorme machadada nesse poder podre o bafiento. Esse momento de quebra do monopólio dos direitos de transmissão televisiva encheu-nos de orgulho. Foi um daqueles momentos da caminhada em que sentimos que faz sentido continuar nesta luta e, como tal, não pode (e acredito que não ficará) ficar perdido nem esquecido no caminho construído."

Pedro F. Ferreira, in O Benfica

O Sporting e a Liga

"Começamos a semana, mais uma vez, com uma lastimável prestação de Bruno Carvalho, confirmando que não estará presente na reunião de clubes que, na segunda-feira, procurou um nome consensual e de prestígio para suceder a Mário Figueiredo, e afirmando mesmo que não vê 'necessidade de os três grandes falarem em uníssimo' nesta matéria. Está, mais uma vez, muito enganado.
A Liga Portuguesa de Futebol está a tornar-se num degradante espectáculo público, com um candidato que se auto-proclamou como o único elegível e, claro está, resultou numa voz sem eco ou credibilidade para se afirmar no contexto dos problemas graves e urgentes do Futebol português. Para cúmulo, ainda recorreu aos tribunais quando a Federação - que já o devia ter feito há muito - pôs termo ao seu projecto de poder absoluto e exigiu novas eleições em que, no fundo, os candidatos surjam livremente e se apresentem com os seus projectos à votação dos clubes.
Chama-se democracia, Dr. Mário Figueiredo!
Luís Filipe Vieira percebeu - e bem - a importância de um nome de consenso para a Liga Portuguesa de Futebol, capaz de, dentro da diversidade natural e riquíssima do Futebol português, se afirmar como uma voz de solidez e de respeito entre os seus pares. Que conheça os problemas profundos do Desporto em Portugal. Que erga a voz aos interesses instalados. E, claro, que não tenha medo de eleições. Isso nunca! É por isso que, quando o Sporting boicota este trabalho já de si difícil de reunir à mesma mesa de líderes dos grandes e médios clubes da 1.ª Liga de Futebol presta um péssimo serviço ao Futebol português. Mas, ao mesmo tempo, presta um péssimo serviço a si próprio e aos seus adeptos, tão queixosos que são e foram dos 'esquemas subterrâneos' do Futebol profissional.
Bruno de Carvalho continua a esquecer-se que já não é um mero líder da claque 'leonina'..."

André Ventura, in O Benfica

PS1: Em primeiro lugar concordo que a situação de Mário Figueiredo era insustentável; em segundo lugar os elogios ao Duque são bastante despropositados: o prestigio do Duque é no mínimo duvidoso; o seu sentido eleitoral vai ser posto à prova, numa eleição de Lista Única, e pensar que o Duque vai afrontar os interesses instalados é no mínimo ingénuo...!!!
Agora concordo: era preciso uma solução colectiva... até porque como tem sido público nos últimos dias, os patrocinadores tradicionais do Futebol português estão a fugir (por diversas razões), e neste momento o 'poder' da Liga, resume-se à área Económica... as habituais guerras de palavras neste momento são totalmente desnecessárias ao negócio Futebol, para todos os Clubes, todos, incluindo o Benfica (e até o Sporting!!!)...
Além disso os tais 'esquemas subterrâneos' jogam-se noutro campo: FPF...

PS2: Em relação à tentativa histérica de tentar colar o Vieira ao Pintinho, especialmente pelos jornaleiros Lagartos e Corruptos (e os já habituais talibans-benfiquistas), tenho toda a confiança que o Presidente do Benfica, que criou a BTV, não vai desperdiçar o nosso maior trunfo...

Imprudências

"O futebol é um fenómeno popular, que mexe profundamente com as emoções daqueles que o seguem com maior fervor.
Milhões de almas percorrem quilómetros para estar perto das suas equipas gastando o que têm e o que não têm, sofrem a bom sofrer durante os jogos, e choram as derrotas como crianças, deixando de lado toda a racionalidade com que terão de enfrentar a segunda-feira seguinte.
São as emoções que fazem do futebol aquilo que ele é, que fazem crescer os clubes, e lhes dão dimensão social, humana, e também económica. São elas o cimento de todo o edifício futebolístico, por mais que uma certa empresarialização dos tempos modernos possa induzir o contrário. Sem elas, o futebol não teria nada de interessante.
Nem sempre os agentes deste desporto transformado em indústria têm em atenção essa realidade, permitindo descuidadamente que cumplicidades profissionais e pessoais se sobreponham ao respeito devido àqueles que os idolatram. Terá sido o que aconteceu com o nosso Rúben Amorim, ao deixar-se fotografar junto de figuras muito pouco recomendáveis.
Não é justo crucificar um atleta que sempre demonstrou a maior dedicação e profissionalismo ao serviço do clube do qual também é sócio e adepto, tal como nós. O próprio Rúben de pronto se arrependeu da imprudência - que feriu o sentimento de muitos benfiquistas.
Rúben explicou, perdoámos, assunto encerrado. Mas fica o ensinamento para ele, e para todos os jogadores, técnicos, dirigentes e profissionais ao serviço do clube: há situações que de um ponto de vista meramente racional são inócuas, mas para as quais a emoção do adepto não está, nem tem de estar, preparada.
Paralelamente, importa também reflectir sobre os motivos que levam um árbitro internacional a uma proximidade tão ostensiva a um líder de uma claque – que, em livro, confessou ao país várias práticas criminosas. Aí, não se trata de emoções nem de razão, mas sim de transparência. Mas, ao contrário de Rúben, de Proença não espero nada, a não ser a sua rápida aposentação."

Luís Fialho, in O Benfica

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

O Duque! O Duque! Ponham já o Duque a funcionar!

"O Sporting é vítima de Guttmann. Se foi com a maldição que a imprensa explicou a derrota do Benfica na final de Turim, só pode ter sido a mesma maldição que o impediu de golear.

É normal. Os impérios nascem, crescem e morrem. Mas há impérios que morrem mais do que outros. Reza a História que o estertor de alguns impérios produz singulares curiosidades.
Confiando no que nos relatam os jornais, a crise no BES, o desmoronamento da PT e o periclitante estatuto da Olivedesportos, provocaram uma aflição de tal monta no nosso futebol que houve necessidade, obviamente, imperiosa de erigir uma nova ordem para fazer face ao caos.
Reuniram-se, portanto.
Que fazer, amigos?
Alguém gritou:
- O Duque! O Duque! Ponham já o Duque a funcionar!
Dito e feito. Vem aí uma Liga para durar séculos. Ou, pelo menos, outros trinta anos. No fundo, é o que se quer.

O melhor do Benfica esta semana. Em 1.º lugar: os três golos do Jonas na Covilhã e o Jonas propriamente dito.
Em 2.º lugar: Gonçalo Guedes na Covilhã, a jogar, e Gonçalo Guedes no Seixal, a sair de um táxi a toda a brida para seguir viagem para o Mónaco com os adultos.
Em 3.º lugar: o ponto sofridamente conquistado no Mónaco dá uma esperança ténue de qualificação para a Liga Europa, que é a nossa praia. Mesmo assim está a coisa muito difícil. Perder em casa e não ganhar fora é no que dá. A ideia de um Benfica só para consumo interno entristece.

Na Taça de Portugal vamos em frente. Nesta eliminatória caiu um candidato forte. Pela segunda vez consecutiva Marco Silva foi ganhar na casa do FC Porto e adiós Copa de Portugal.
A segunda parte do jogo no Dragão arrancou de modo inaudito com os donos da casa a falhar dois penaltis de rajada.
Ao primeiro, apontado com o pé por Jackson Martinez estando a bola na marca dos 11 metros, respondeu Rui Patrício com uma estirada majestosa. Ao segundo, apontado de cabeça por Marcano, respondeu Rui Patrício com outra estirada categórica impedindo o golaço.
Pouco depois houve ocasião para uma terceira grande penalidade mas Jorge Sousa entendeu não apontar para o castigo máximo depois de ajuizar aquele segundo em que o braço de Jonathan Silva desviou a trajectória da bola dentro da área dos visitantes.
Está encarregue o árbitro de interpretar se há ou não intenção do jogador, exercício impossível visto que não se pode exigir a ninguém capacidades do foro paranormal ao ponto de saber ler o que vai na cabeça dos jogadores no que diz respeito a intenções.
O árbitro-mentalista ainda não foi nem nunca será inventado. E ainda bem porque com árbitros-mentalistas, ou seja com árbitros aptos a ler os pensamentos dos jogadores, poucos jogos chegariam ao fim por falta de material, à força de expulsões não por palavras, nem por actos, mas pela penalização de “pensamentos” de índole grosseira, quando não insultuosa.
Quanto a mim, que faço parte do público, estes momentos de dúvida que ocorrem sempre que uma mão e uma bola se encontram dentro da área, resolvo-os de maneira simples:
- Se o mesmo lance tivesse acontecido fora da área era ou não era falta?
Se era falta fora da área então é porque dentro da área tem de ser penalty. E vice-versa.
Sabemos como pesa de modo diferente a decisão de apontar uma falta fora da área (peso-leve) e a decisão de apontar para uma grande penalidade (peso-pesadíssimo). Terá sido por isso que Jorge Sousa, no papel de árbitro-mentalista, leitor dos pensamentos de Jonathan Silva, entendeu não marcar penálti contra o Sporting quando, provavelmente, não teria hesitado em castigar com uma falta um lance idêntico que tivesse ocorrido a meio do campo.
Esta, portanto, é a minha interpretação benévola da não menos interpretação benévola que o árbitro fez do lance de Jonathan Silva na sua área. Leu-lhe os pensamentos e considerou o momento como fruto da casualidade e não da intenção.
Há, no entanto, quem tenha outras interpretações sobre os motivos que levaram o árbitro Jorge Sousa a poupar uma grande penalidade contra o adversário do FC Porto e logo na casa do Dragão, o que não é propriamente o pão nosso de cada dia das últimas décadas.
Correm duas teorias sobre o assunto.
A primeira está infectada de clubismo. Jorge Sousa não apontou para a marca de grande penalidade porque não suportou a eventualidade de um segundo falhanço de Jackson Martínez na cara de Patrício o que acarretaria forte contributo para a desmoralização do avançado colombiano que é, de longe, o melhor jogador da equipa. Trata-se de uma teoria, a meu ver, desprezível. Adiante.
A segunda teoria, a meu ver, já não é assim tão desprezível ainda que seja mais rocambolesca do que a primeira. Cá vai ela:
Terá caído mal a Jorge Sousa, embaraçando-o ao ponto de se recusar a marcar uma segunda grande penalidade contra o Sporting, o excessivo realismo das imagens divulgadas do convívio da Batalha, na véspera do jogo, evento de índole pedagógica que reuniu Pedro Proença, o Super Árbitro, e Fernando Madureira, o Super Dragão.
Tudo isto aconteceu sob o alto patrocínio da celebérrima APAF (Agremiação de Pavoneio do Azeite Forrobodó) a quem coube organizar o 13.º Encontro do Empreendedorismo Jovem, porque de pequenino é que se torce o pepino.
Na Batalha, com tanto flash a disparar para si, Pedro Proença encadeou-se e, contra aquilo que era a sua intenção, acabou por obrigar Jorge Sousa a desfavorecer o FC Porto ao proclamar a sua satisfação pelos elogios recebidos da parte do Jovem Empreendedor Madureira.
- Não é normal um árbitro ver o seu trabalho aplaudido por um chefe de claque!
- Oh, falsa modéstia! Oh grandíssima falsa modéstia! – terá pensado Jorge Sousa e por isso não apontou para a marca da grande penalidade. Há limites, caramba!
O Maicon é que se fartou de rir.

PELO que se viu o Sporting é a mais recente vítima da maldição do Guttmann. Pois se foi com a maldição do Guttmann que a nossa patriótica comunicação social justificou ao país a derrota do Benfica na última final da Liga Europa, só pode ter sido a sobredita maldição que, anteontem, impediu o Sporting de golear o Schalke 04 na Alemanha.
Pois é. Temos pena.

A minha simpatia pelo jogador Rúben Amorim, que não é menor do que a simpatia que nutro pelo cidadão Rúben Amorim e pelo benfiquista Rúben Amorim, leva-me a não o condenar pela presença no 13.º Encontro do Empreendedorismo Jovem organizado pela Agremiação de Pavoneio do Azeite Forrobodó. 
Rúben Amorim, que está a recuperar de uma lesão complicada, deslocou-se à Batalha na condição de para lá mandado pelo Benfica que, certamente, entendeu ser dignificante para as suas cores a presença de um seu representante na já referida soirée em prol da educação dos Empreendedores Jovens da dita APAF.
Caro Rúben, apenas um reparo: da próxima vez que alguém lhe pedir para ficar numa fotografia tenha o cuidado de, pelo canto do olho, verificar a constituição completa do plantel.
Caro Benfica, apenas uma questão: será que por este andar ainda te vamos ver, um dia destes, na mesma barricada estratégica da grande macacada no dealbar de uma guerra para eleger um presidente da Liga? 
Reparem como trato o Rúben Amorim, que não conheço, por você e como trato o Benfica por tu. Não é falta de respeito pelo maior de Portugal.
Eu digo:
- Carrega, Benfica!
Não digo:
- Carregue, Benfica!
Trato o Benfica por tu, passe o exagero, desde que nasci. Assim vou continuar até ao fim e recusando-me a colaborar nas festas da APAF. Há milhões iguais a mim, acho eu."

Leonor Pinhão, in A Bola

O Porto e Jesus

"Já escrevi o que tinha a escrever sobre Lopetegui: acho que está errado. A sua rotatividade funciona mal. Dir-se-á que outros também a fazem. Mas não é a mesma coisa: no Benfica, mesmo quando há rotação de jogadores, sabe-se qual é a equipa titular, enquanto no Porto reina a balbúrdia. Não se sabe quem são os titulares e os suplentes, nem se sabe bem quais são as posições dos jogadores. Ninguém se entende.
Entretanto, os adeptos do Porto insurgiram-se contra declarações de Jorge Jesus em que este substimou a Champions, dizendo que 'a prioridade é o campeonato'. Compreendo Jesus: o Benfica nunca ganhará a Champions e a vitória neste campeonato é mais importante do que nunca.
Porquê? Porque Pinto da Costa está de saída, e a derrota na Liga portuguesa pela segunda vez seguida pode significar o fim de um ciclo de 30 anos. Inversamente, a vitória do Benfica pode representar a reconquista da hegemonia no futebol português. Por isso, os portistas estão tão irritados com Jesus. Eles preferiam que não privilegiasse o campeonato - e desse uma oportunidade ao Porto...

No desespero de querer sair pela porta grande, Pinto da Costa deu carta-branca a Lopetegui para uma revolução de mentalidades e para constituir um plantel caríssimo. Mas o treinador pode estar a ser vítima dessa ambição. Tendo tantos e tão bons jogadores, Lopetegui foge a definir uma equipa-base, até para não ter estrelas a protestar por não serem titulares. E é isso mesmo que provoca a balbúrdia!
O momento decisivo está à porta. Para a sucessão de Pinto da Costa ser feita convenientemente, a equipa tinha de estar na mó de cima. Ora, estando na mó de baixo, o dragão pode ficar ferido de morte."


Felizmente só um pesadelo...


"Tive um pesadelo. Com tanto futebol por aí, fui sonhar com o mundo que o compõe e rodeia. Mas não havia humanos. Só pássaros. Que esvoaçavam em movimentos sinuosos: tordos, andorinhas, pardais, milhafres, abutres, corvos, cagarras, pelicanos, garças, gaviões, falcões, patos-marrecos, corujas, tentilhões, gralhas. Em bandos discutiam as suas ligas, apitos, disciplina, direitos de imagem em alta definição, fundos e fundas. Ora zangados, ora amuados, ora em estranhos conúbios. Mas preocupados com a quebra de alimento com fibras (ópticas) e grãos de espírito (santo). Tudo em alvoraço, num ambiente de fim de festa terrificamente esplendoroso.
Ao fundo, ouviam-se os chilreares, ora em catadupa descontrolada, ora entre-cortados por silêncios estranhamente comprometedores. Os voos eram altos ou rasantes, em função da transacção de poisos, melhores lugares nos ninhos, raminhos de cooperação, penas e penugens suspensas e vendettas mesquinhas.
Era alucinante a velocidade com que naquele céu plúmbeo, a regra virava excepção, a anomalia se tornava norma, o definitivo e o provisório se miscigenavam sem decoro. O que, no início do sonho, parecia nobreza de espírito foi-se metamorfoseando em batota, descarte e esperteza. Valia tudo porque já nada valia, numa iconografia de sucesso sem regras, onde medravam as mais afoitas aves. Quase no fim do sonho, li Fernando Pessoa: «os homens dividem-se em três categorias - os que nasceram para mandar, os que nasceram para obedecer, e os que não nasceram nem para uma coisa nem para a outra». E os passarões?
Foi então que acordei e respirei de alívio. Voltei à sereníssima realidade."

Bagão Félix, in A Bola

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

2.º tempo de desperdício...

Mónaco 0 - 0 Benfica

Começamos mal, mas por volta dos 15 minutos equilibrámos. Só tivemos uma oportunidade clara de golo aos 42 minutos, mas o Artur também não teve muito trabalho, com uma única excepção nos primeiros minutos (lance onde existe um fora-de-jogo não assinalado ao Berbatov)... O jogo foi feio, o relvado no Mónaco é uma miséria (algo que já esperava... fiquei preocupado quando o Benfica abdicou do treino na véspera... provavelmente com o atraso na ligação aérea também não daria para muito!!!), não é fácil jogar bom futebol.
Na 2.ª parte melhorámos muito, criámos várias grandes oportunidades, mas desperdiçamos todas, umas por culpa própria, outras devido às boas intervenções do Subasic.

Mais uma vez fomos presenteados com uma arbitragem vergonhosa. Não houve lances escandalosos de penalty's e golos mal (ou bem) anulados, mas o critério disciplinar, e mesmo o critério técnico a meio-campo, foi do mais nojento possível... O facto do Toulalan ter acabado sem nenhum Amarelo, é esclarecedor...!!! Aliás os Amarelos ao Mónaco só apareceram após o Vermelho ao Lisandro... O jogo praticou 'acabou' com a expulsão do Lisandro (um lance, onde o Argentino joga a bola, e depois inadvertidamente toca no 'chorão' do Moutinho...). Minutos antes o Eliseu levou uma pancada na canela (deliberada) e nem falta marcou... Livres perto da área do Mónaco aparentemente eram proibidos!!! Depois de assistir a vários jogos Europeus esta época (e estou-me marimbando para as Choradeiras Lagartas e Corruptas), parece-me claro que o Ranking de Portugal na UEFA está deixar muita gente 'nervosa': em França e em Itália!!! Além disso o 'investimento' Russo este ano tem que chegar pelo menos aos Quartos-de-final!!!
O meus destaques hoje vão para o Nico, o nosso grande desequilibrador... e para o André Almeida, o nosso grande equilibrador!!! A melhoria defensiva do Benfica neste jogo, deveu-se exclusivamente à entrada do Almeida. É óbvio que não tem a qualidade de posse de bola, do Samaris ou do Cristante, mas na raça, na marcação, na entre-ajuda, a seguir ao Fejsa, é o nosso melhor '6'!!!

Não estamos eliminados, ganhando todos os jogos fazemos 10 pontos, o que este ano deve chegar, mas uma analise mais realista (7 ou 8 pontos, dependendo do jogo na Rússia; 2 vitórias na Luz), pode não ser suficiente!!! Creio que será muito importante a recuperação de alguns dos lesionados: Sílvio... pelo menos!!!

PS: A minha curiosidade mórbida, levou-me a acompanhar algumas partes do jogo, no Fórum Ser Benfiquista (local onde vou com frequência, essencialmente por causa das modalidades... e algumas 'brincadeiras'!!!). Mesmo admitindo que muitos dos utilizadores são trolls inflitrados, é vergonhoso o nível da discussão e dos adjectivos usados contra os jogadores, treinadores e dirigentes do Benfica... Do mais nojento que se pode imaginar... e nem todos são infiltrados!!!

Sofrida...

Benfica 5 - 2 Turquel

Jogo muito difícil, como parece ser tradição com o Turquel!!! Começamos a perder, empatámos, para ficar em desvantagem logo de seguida... e até ao intervalo ainda desperdiçamos 2 penalty's!!!
Demos a volta no segundo tempo, mas a poucos minutos do fim estávamos somente a vencer por 3-2... O Turquel ainda desperdiçou o Livre Directo da nossa 10.ª falta, até que um cartão azul ao treinador do Turquel, deu o 4.º golo do Benfica... ainda fomos a tempo de marcar o 5.º pelo nosso jogador de Turquel!!!

A arbitragem foi má, como também já é habitual... creio que eram os mesmos árbitros do jogo com os Lagartos. A marcação de faltas atrás de faltas ao Benfica também já é uma tradição, condicionando o nosso jogo, e a não marcação de faltas ao adversário dá-lhe folga para defenderem doutra forma... No final, no tal cartão azul, até pareceu-me que os de Turquel tinham razão!!!
Mas não posso de mais uma vez realçar a falta de cultura desportiva Tuga: com um treinador a levar um azul por protestos, quando passou o jogou a ser beneficiado...; e até a troca de palavras da claque do Turquel com o Diogo Rafael... há gente que devia ser proibida de entrar em recintos desportivos.

PS: Uma nota para o Voleibol, que viu o nosso adversário Europeu, desistir da competição (creio mesmo que a equipa de Andorra acabou por falta de patricionadores!!!), sendo assim vamos directamente para os 1/16 avos de final, onde muito provavelmente vamos defrontar o Partizan de Belgrado, que terá antes eliminar uma equipa Romena...

Uefa Youth League - 3.ª jornada

Mónaco 0 - 1 Benfica
Hildeberto

Tal como o ano passado, os nossos miúdos não se intimidam nos jogos fora, até agora: 2 jogos fora, 2 vitórias. O único empate foi mesmo no Seixal!!! O ano passado: 3 jogos fora, 3 vitórias... no Seixal: 1 vitória e 2 empates!!!
Não houve transmissão do jogo, por isso só temos as estatísticas, e nesse campo, o Mónaco até foi bastante superior, com muitos remates... mas a maior parte não acertaram na baliza. Acabámos por ser eficazes, e após a expulsão (directa) do Rúben Dias (central) aos 77m, aguentámos os últimos 20 minutos (sim, o árbitro deu quase 7 minutos de desconto!!!)...
Recordo que o Gonçalo Guedes podia jogar nesta competição... mas acabou por ser o único ausente, porque o Renato Sanches e o Romário (que têm tido presenças na equipa B), acabaram por jogar... e até o Sarkic, ponta-de-lança contratado ao Anderlecht (que não pode jogar no campeonato...), esteve no banco.
O grupo está muito equilibrado, com 3 equipas a lutar por 2 lugares, vamos ter 2 jogos em casa, mas isso não garante nada... seria bonito regressar a Nyon (com uma equipa praticamente nova...), mas o objectivo é passar aos Oitavos-de-final...

A Taça das surpresas

"A Taça tem um encanto diferente. Nesta 1.ª eliminatória a sério, ficaram pelo caminho, batidos por clubes de escalões inferiores, a Académica, o Estoril e o Boavista. E o Porto batido, sem apelo nem agravo, pelo Sporting, que assim imitou o Torreense (1999) e o Atlético (2007).
Dificuldade teve o Benfica em Covilhã, numa viagem ao passado da então 1.ª Divisão. Jorge Jesus, desta vez, arriscou de mais. O Benfica poupa em Leverkusen por causa do Arouca e poupa na Covilhã por causa do Mónaco. Tudo uma questão de prioridades, na Champions por causa da nossa Liga, na serra por causa da Champions...
A poupança foi tal que o Benfica jogou com 11 jogadores não titulares (Artur parece que é titular por falta de titular). Dos catorze que jogaram, houve 5 estreias absolutas (César, Benito, Gonçalo Guedes, Nélson e Lindelof), uma quase absoluta (Pizzi). No banco nem um titular. Exceptuando o guarda-redes, os atletas com mais minutos até aqui jogados foram o 12.º do plantel, Derley (334m) e o 13.º, A. Almeida (307m). Os restantes somados jogaram 388m !
Concordo com J. Jesus quando disse que «jogadores têm de se mostrar nos jogos, nas oportunidades que lhes dou». Mas nem tanto ao mar nem tanto à terra. As equipas da Liga 2, regra geral, estão ao nível de algumas da 1.ª Liga. O que mais me impressionou foi não haver no banco um Luisão, um Sálvio ou um Talisca, a quem recorrer em último recurso.
Acabou por correr bem, graças a um excelente avançado que o Valência de Espírito Santo entendeu dispensar (obrigado, mister!). E deu para ver que o jovem de 17 anos Gonçalo Guedes vai ser um craque. Espero que para jogar no Benfica..."

Bagão Félix, in A Bola

Jogar ou fazer jogar?

"É tentador olhar para os quatro golos marcados por Jonas em, apenas 135 minutos de jogo pelo Benfica e logo ver nisso o sinal de que estamos perante um goleador. É, contudo, errado. Bastou partida e meia de Jonas para se perceber que o brasileiro vai oferecer ao Benfica não são tanto os golos, mas muita qualidade na participação no jogo ofensivo.
Como é sabido, um jogador com classe e experiência não precisa nem de muito espaço, nem de muito temp para mostrar o seu valor. Cria espaços com facilidade e, por norma, basta dar dois ou três toques na bola para se aferir da sua qualidade. Jonas é disso exemplo - o que só torna mais surpreendente o facto de ter chegado ao Benfica, depois do fecho de mercado, como jogador livre.
Pode parecer prematuro mas são muitos os indícios de que Jonas pode dar ao sistema táctico do Benfica uma ligação entre meio-campo ofensivo e ataque que tem faltado desde a primeira temporada de Jesus como treinador. No fundo, Jonas pode bem ser o substituto de Saviola do primeiro ano: um jogador com uma compreensão notável do jogo e capaz de criar superioridade quer no meio-campo, quer no ataque, equilibrando a equipa e ligando sectores. Em certa medida, Rodrigo desempenhou esse papel, mas apenas no ano passado. Sintomaticamente, com o sistema de Jesus, só fomos campeões com um Saviola de topo e com um Rodrigo tacticamente mais competente.
Ainda na entrevista ao Record, e a propósito de um grande Nani, Jorge Jesus sublinhava que 'um bom jogador é aquele que joga bem, e o grande é aquele que joga bem e coloca os outros a jogar bem'. Ora um bom avançado tem de ter o pé quente e marcar golos, mas um grande avançado põe todo o ataque de uma equipa a jogar bem, mesmo que marque poucos golos. Tudo indica que Jonas é um grande avançado."

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Hoje vamos falar do que não se podia escrever

"No que se refere à liberdade de expressão e à verdadeira justiça - não a justiçazinha portuguesa, sempre ao lado do poder e disponível para o compadrio - continuamos a precisar que a Europa nos dê lições. E afronte a «Lei a Oeste de Pecos».

Oito anos se passaram. Sei eu, sabemos todos, como a justiça em Portugal é lenta. Lenta e injusta - porque beneficia aqueles que têm meios para dirimir os seus casos durante anos a fio, suportando despesas; porque é subserviente aos poderes, por muito fátuos que sejam.
Houve tempos em que sei juiz era mais do que assumir uma profissão: era um desígnio, quase um sacerdócio. Nesses tempo não era juiz quem queria. E o caminho era longo e espinhoso. Entrava-se na magistratura por baixo e atingia-se a possibilidade de julgar numa fase da vida em que a maturidade fundamental para o acto acompanhava a idade exigível.
Infelizmente, nada disso acontece hoje em dia.
Qualquer garoto enverga a beca. E sujeita advogados e arguidos a lamentáveis situações sempre que se dispõe a vergar a cerviz a queixosos que recolhem as suas inaceitáveis simpatias.
Foi o que me aconteceu durante estes oito anos.
Muitas vezes o escrevi nestas páginas: de Gaia para cima existe uma «Justiça a Oeste de Pecos».
No dia em que, à minha frente, um segurança do Tribunal do Bolhão, depois de ter identificado um a um todos os que entraram no edifício, escrevendo na folha à sua frente os nomes e os números de BI, se limitou a fazer uma vénia a Pinto da Costa rabiscando no papel «Sr. Presidente», sem mais, fiquei esclarecido - o ridículo não mata, nem num tribunal.
Não foi surpreendente a decisão do juiz de primeira instância no primeiro dos processos que me foi movido pelo presidente do FC Porto - outros decorrem. O chaleirismo e os rapapés de figura perante o assistente envergonhariam qualquer magistrado digno desse nome. Como não foi surpreendente a ratificação da decisão por parte da Relação do Porto, não conhecesse eu tantos desembargadores que se enfileiram nos camarotes das Antas e se esgatanham por um convite para acompanhar a equipa numa qualquer eliminatória europeia. É assim a «Justiça a Oeste de Pecos».

Um colapso curado a xanaxes...
Mas, afinal, o que não era então possível escrever sobre o ilustre presidente do FC Porto que causasse tanta indignação ao sr. dr. juiz e aos digníssimos desembargadores para que não tivessem quaisquer dúvidas em avançar para uma condenação por difamação com mão dura na pena a aplicar ao vil escriba, neste caso este aqui que vos maça com tal assunto?
O livro em causa chamou-se «A Pátria Fomos Nós» e debruçava-se sobre a presença da Selecção Nacional no Mundial de 2006. Um ignorante opinador, especialista em copiar prosas alheias, chegou ao desplante de considerá-lo um título fascista, pois obviamente nunca leu o poema da liberdade:
«De repente eu disse: camaradas a pátria somos nós...»
Nele, escrevi: «Ontem, numa dessas deprimentes festarolas, o campeão nacional dos arguidos do Futebol português e inimigo fidagal da Selecção Nacional, usou e abusou, como é seu hábito da linguagem chocarreira que sempre deliciou os pés-de-microfone».
Aqui d'el rei! Um tal de Dr. Póvoas, testemunha arrolada pelo advogado do queixoso - advogado este que teve um passado interessante nos Tribunais Plenários do Estado Novo (consultar «Os Tribunais Políticos» de Fernando Rosas) - garantiu que o dito senhor ficou à beira de um colapso quando foi confrontado com frase tão assassina e teve de ser medicado a xanaxes. Outra figurinha, conhecida como «O Conde Redondo», exaltou-se na sala de audiências:
«É uma vergonha! Linguagem chocarreira é a inguagem de cabras e de cabrões» (sic)
Um tal de Paradela de Abreu, editor famoso do salazarismo, ausente em Inglaterra à data da publicação, jurou que a imprensa britânica tinha dado grande destaque ao soez ataque por mim perpetrado ao presidente do FC Porto. A sala de audiências, transformou-se num circo e, para que a palhaçada fosse completa, o meritíssimo decidiu a favor das dores do campeão dos arguidos. Até porque, como sentenciou, repeti a expressão do livro, o que revelou segundo o douto mamífero, a minha intenção de o achincalhar pessoalmente. Dando como exemplo outra frase acabrunhante par ao dito cujo:
«No seu comentário ao final do ano de 2004, no «Público», Miguel Sousa Tavares não tem pejo em afirmar que o FC Porto é um exemplo a seguir pelo país. Não importa que o seu presidente fosse suspeito em casos de corrupção e tráfico de influências: quando vivemos momentos de desertificação intelectual, qualquer asneira propagada aos quatro ventos parece uma ideia brilhante».
Contra a «Justiça a Oeste de Pecos», não me restou alternativa senão saltar fronteiras e recorrer ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem. Porque aí a influência destes régulos de pacotilha que intimidam juízes e desembargadores não se faz sentir. Os anos passaram. O TEDH decidiu de forma inequívoca: «Os factos não constituem crime». E absolveu, quer do crime a que fui condenado, quer do pedido de indemnização civil levado a cabo pelo queixoso. Com base nesta decisão, coube recurso para o Supremo Tribunal de Justiça, agora lavrada:
«A única decisão que pode ser proferida, em consonância com o acórdão do TEDH, é aquela que, perante a factualidade dada como provada, considera não haver crime, uma vez que o TEDH considerou que tal factualidade não justificava a sua integração no tipo de crime em causa (difamação), motivo pelo que a considerou ilícita e condenou o Estado Português por violação do art. 10.º, n.º 1, da Convenção Europeia».
E assim, o que não se podia escrever, agora pode. Por muito que custe ao presidente do FC Porto - para mim sempre o campeão nacional dos arguidos do Futebol português até que outro lhe retire o título - ao afervorado juiz do Tribunal de Gaia e aos deferentes desembargadores do Tribunal da Relação do Porto.
Porque o Mundo, como dizia o Torga, não se resume às bordas de um prato de sopa, e a liberdade de expressão se levanta mesmo a «Oeste de Pecos»."

Afonso de Melo, in O Benfica

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Recado para o Luxemburgo !!!

"Um petardo pode deixar o Sport Lisboa e Benfica fora de jogo. O lançamento de materiais pirotécnicos em jogos do Sport Lisboa e Benfica pode fechar o Estádio da Luz ou provocar multas de milhares de euros. Por causa do que aconteceu em Leverkusen o SL Benfica vai ter de pagar 19 mil euros.
Para si que vai apoiar a equipa ao Mónaco, vá ao estádio mas não estrague a festa. Não feche as portas da Luz."


Depois de muita insistência, nos últimos jogos Europeus na Luz, os petardeiros 'alfacinhas' finalmente calaram-se... mas infelizmente a 'mensagem' ainda não chegou aos petadeiros Benfiquistas (sediados no Luxemburgo...!!!) que têm acompanhado o Benfica, nos jogos Europeus na situação de visitante!!! Pessoalmente, acho que a solução mais eficaz, será enfiar um dos ditos petardos no traseiro dos tais petardeiros... mas, pronto, é só a minha opinião pessoal!!!

domingo, 19 de outubro de 2014

12.ª Supertaça

Benfica 82 - 63 Galitos
10-18, 29-11, 25-14, 18-20

Mais um caneco para o Museu, numa partida que começou muito mal, num primeiro período horrível, com um parcial de 2-18... mas a equipa 'acordou' a tempo!!!
É verdade que dos 'titulares' só faltou o Jobey (o Slay ainda não 'aqueceu' os calções!!!), mas o Jobey tem sido repetidamente o nosso abono ofensivo. Mas tendo em conta as lesões, julgo que o Gentry e o Doliboa não treinaram durante a semana, e jogaram condicionados... os números do Seth indicam isso...
Gostei da atitude guerreira da equipa em vários momentos. Já tinha sido visível a semana passada com o Barcelos, após a lesão do Doliboa e do 'fantástico' festival do apito... e hoje, voltámos a demonstrar crença e ambição, apesar da dificuldades. A diferença de valor em muitos jogos, acaba por fazer a equipa relaxar em demasia, por isso é que devemos realçar estes momentos...!!!
E assim tiveram que ser os portugueses a assumir o jogo: Carreira (eficácia incrível...), Andrade e Ferreirinho (58 pontos)!!! Desta vez foi o Benfica a decidir o jogo nos Triplos, com 14 convertidos, em 28 tentativas, muito bom!!!

Insonso !!!

Benfica B 2 - 0 Farense

Jogo algo insonso... mas com uma grande jogada do Hélder Costa no 1.º golo!!! Aliás, acho mesmo que neste momento o Hélder é o nosso melhor extremo na equipa B, já que o Gonçalo Guedes, tem jogado quase sempre com 2.º avançado.  Ontem, no jogo da Taça, quando o Ola se lesionou, pensei mesmo que a opção iria ser o Hélder Costa. O Guedes até jogou bastante bem, e admito, tem mais potencial, mas neste momento, o Hélder tem as rotinas da posição totalmente adquiridas.
Foi pena o Rui Fonte ter falhado o penalty que daria o 3-0 e um hat-trick merecido!!! Acabámos o jogo com mais 2 jogadores, mas parece que não quisemos forçar no final... estranho!!!

Varela; Semedo, Nunes, Lindelof, Rebocho; Pinto (Sanches, 74'), Amorim; Santos, Costa (Andrade, 80'), Menga (Dawidowicz, 56'); Fonte.

Competência

Benfica 3 - 0 Braga

Bom jogo do Benfica, equilibrado, eficaz, competente. Não sofrer golos, de uma equipa como o Braga, é um excelente indicador. O Chaguinha continua a espalhar classe, a defender, a passar, e até a marcar...
Na próxima jornada jogámos com os Lagartos, e se nenhum dos lesionados recuperar, será um jogo muito complicado. Estamos a jogar praticamente com 8 jogadores de campo, e em jogos equilibrados, a rotação de jogadores é muito importante. Sem o Ré, o Paulinho, o Bruno Pinto e ainda o Pablito e o Vítor Hugo as opções são reduzidas.

PS: Mais uma vez, um funcionário da RTP, repetente nestas coisas, foi incapaz de despir a clubite aguda de que sofre, contra o Benfica... Tanta gente desempregada, e este palhaço do Pedro Martins não larga o tacho!!!

Segunda vitória...

Benfica 3 - 0 Sp. Espinho
25-19, 25-23, 25-11

Estava com alguma expectativa para este jogo, mas acabou por ser mais tranquilo do que seria de esperar...
Voltámos a entrar mal no jogo, mas fomos a tempo de rectificar no 1.º Set. E com a lesão do Flávio, tivemos o regresso do André Lopes aos jogos oficiais com a camisola do Benfica.
Voltámos a cometer alguns erros evitáveis no 2.º Set, mas nunca senti a equipa perdida... Com 2-0 o último Set foi só para cumprir o 'calendário'!!!
No próximo fim-de-semana nova jornada dupla, desta vez nos Açores. Sendo que no sábado defrontamos o nosso principal adversário, a Fonte Bastardo, na Praia da Vitória... Um arranque de temporada com jogos de grau de dificuldade elevada... acaba por ser uma boa preparação para as Competições Europeias!!!