Últimas indefectivações

sábado, 7 de março de 2015

Ouro

Com um espectacular 17,21m (melhor marca do ano a nível mundial), no último salto - quando já não precisava... -, o Nelson Évora, regressou ao seu lugar: o 1.º lugar do pódio!!!
O nível competitivo destes Europeus de Pista Coberta não é muito elevado, as marcas têm sido 'baixas', mas para o Nelson, mais do que as marcas, era importantíssimo voltar a ter a confiança, que só o Ouro pode trazer!!!
A filosofia de vida e de treino do Nelson, não é comum nos dias de hoje, talvez por isso tenha sido possível recuperar de lesões tão graves... Até por isso, este 'prémio' ainda é mais saboroso.
Ainda falta mais um bocadinho, para o Nelson regressar aos 17 metros altos, mas na temporada de Verão, se calhar no Mundial, podemos ter novamente o Nelson a lutar pelas medalhas... Sendo que pessoalmente, até acho que para a carreira do Nelson, mais importante do que voltar a vencer medalhas em Mundiais ou nos Jogos, seria saltar acima dos 18 metros... marca mítica para os Triplistas, que o Nelson nunca conseguiu... Foi notório nos saltos de hoje, que tecnicamente o Nelson ainda não está no seu melhor. Houve ali alguns saltos 'tortos', num deles o Step foi quase fora da 'caixa'... Pela TV, parece-me um Nelson mais musculado, se voltar a perfeição técnica - a principal característica do Nelson nos Ouros Olímpicos e Mundiais -, vamos repetir o contentamento de hoje, seguramente...!!!
O Yazaldes Nascimento conseguiu a qualificação para as Meias-finais dos 60m, fazendo a sua melhor marca pessoal com 6,69s, ficando no 4.º lugar da sua série. Mas não será fácil chegar à Final, pois o Yazaldes tem o 18.º tempo dos 24 qualificados. E amanhã, nas 3 séries, só os dois primeiros, e os dois melhores tempos passam à Final.

A Susana Costa, fez a sua melhor marca do ano, mas ficou longe daquilo que pode fazer, sendo assim eliminada na prova do Triplo Salto feminino, onde a Patrícia Mamona fez a 2.ª melhor marca da qualificação, sendo provável uma segunda medalha para Portugal... ambas no Triplo!!!

Excelente exibição...

Águas Santas 24 - 35 Benfica

Um dos jogos mais bem conseguidos da época, e a vantagem só não foi maior, porque nos últimos minutos, o Benfica resolveu dar descanso aos mais utilizados.
Bem a defender, e bem a atacar... O bom momento do Areia continua, o Carneiro parece estar motivado para este final de época... até o Asier tem demonstrado uma atitude mais agressiva na defesa nestes últimos jogos... e o Hugo Figueira, apesar da idade, continua a ser o melhor guarda-redes português.
Agora é vencer na Luz, e 'fechar' a eliminatória. A obrigação do Benfica é passar às Meias-finais do play-off, e hoje demos o primeiro passo, depois, tudo o que vier à rede é peixe!!!

Passo de gigante... mas ainda falta o resto !!!

Benfica 3 - 1 Fonte do Bastardo
25-21, 25-21, 25-27, 25-19

Tendo em conta os resultados obtidos pelo Benfica e a Fonte durante a época, esta Meia-final da Taça de Portugal, era uma autêntica Final. Depois da derrota no jogo da Luz para o Campeonato, era ainda mais importante para o Benfica nem que fosse psicologicamente, ganhar hoje... e não falhámos.
E até podia ter sido por 3-0, já que no 3.º Set, tivemos uma vantagem de 23-18, que deixámos fugir!!!

Com o André Lopes ainda de fora, hoje não deu para rodar, vamos ver como a equipa reage amanhã fisicamente, com o Vinhedo ligeiramente tocado... Se calhar seria boa ideia, dar minutos ao Ché, ao Oliveira e ao Kibinho que estão mais frescos. Somos favoritos, contra o Sporting de Espinho, mas não pode haver excesso de confiança... e não podemos pensar no jogo da Grécia a meio da semana... a prioridade amanhã: é ganhar a Taça de Portugal.

Tudo adiado...

Benfica 3 - 3 Corruptos

Não se pode sofrer golos a 13 segundos do fim.
O jogo foi muito táctico, as equipas arriscaram pouco... todos sabiam que a eliminatória só se vai decidir na 2.ª mão, mas nós, jogando em casa, deveríamos ter arriscado mais...
Mais uma vez, o Nicolia fez a diferença... Temos melhor equipa, estou confiante para o 2.º jogo, mas podíamos ter feito melhor hoje.
Hoje o Trabal, esteve infeliz em 2 golos, espero que compense na 2.ª mão... Esta Liga Europeia, este ano parece enguiçada: começou no sorteio, depois naquela derrota com o Barça... e voltámos a não ter a 'sorte' do jogo.

A arbitragem até estava a ser razoável (comparado com os habituais festivais de apito Tugas, uma maravilha...), mas depois 'decidiu' não marcar o 10.ª falta aos Corruptos... Pior ainda, numa das faltas não assinaladas (que daria a tal décima falta...), ainda acabaram por mostrar azul ao Trabal, e respectivo livre directo contra o Benfica... O Pedro Henriques defendeu, mas ficámos 2 minutos em inferioridade numérica, e quando acabou o 'castigo' o ritmo ofensivo já tinha passado!!!

Tri-Campeões Nacionais de Corta-Mato Curto

Na Guarda, a equipa masculina do Benfica de Corta-Mato sagrou-se hoje Tri-campeã Nacional. Com o jovem Rui Pinto individualmente a tornar-se Campeão Nacional. Parabéns à equipa, composta por Rui Pinto, Rui Pedro Silva, Miguel Borges e Ricardo Ribas.
Em femininos, a Catarina Ribeiro, venceu a prova e tornou-se Campeã Nacional, mas colectivamente as coisas não 'correram' bem, devido às desistências da Silvana Dias e da Susana Godinho. Com a Mónica Silva em 3.º fica algum amargo na boca, porque em condições 'normais' tínhamos também vencido por equipas...

PS: Começou a World Triathlon Series, com a prova em Abu Dhabi, com 3 Benfiquistas presentes. Parece que o João Silva quer regressar à sua melhor forma, após a época menos conseguida o ano passado.
João Silva em 4.º, João Pereira em 13.º e Miguel Arroiolos em 42.º.

Nulo raro !!!

Burinhosa 0 - 0 Benfica

Resultado raro em Futsal, mas às vezes acontece... e quando se falha penalty's (não é Patias?!), arrisca-se a ficar a 0 !!!
O Burinhosa é uma das surpresas da época, estão bem classificados e já na 1.ª volta na Luz, tinham dado trabalho... O Benfica não fez um grande jogo, mas fez o suficiente para ganhar, voltando a permitir ao guarda-redes adversário o 'prémio' de melhor em campo. Nos últimos segundos ainda arriscámos o 5x4, mas não saiu bem, e até podia ter corrido mal...!!!
Foi pena o nulo, até porque o Pavilhão da Nazaré respirava Benfiquismo, e os adeptos mereciam pelo menos festejar um golinho...!!! Ainda faltam 9 pontos, temos 5 de vantagem, creio que não haverá espaço para sustos...

3.º período demolidor

Sampaense 71 - 97 Benfica
19-23, 22-23, 12-28, 18-23

Com o regresso do Barroso e do Gameiro, conseguimos fazer um jogo com 2 bases de raiz!!! Sendo assim, com o resultado 'feito' no 3.º período, até deu para dar minutos de descanso ao Jobey... É sempre bom re-encontrar jovens ex-Benfica, e na Sampaense são 3...
Na próxima semana vamos receber o Maia na Luz, e depois temos o Final 8 da Taça de Portugal. Com a possibilidade de fazer 3 jogos em 4 dias, é importante ter todos os jogadores disponíveis... espero que o Mário Fernandes recupere, e que mais ninguém se lesione!!!

Empate... em inferioridade !!!

Santa Clara 1 - 1 Benfica B

Num jogo entre Benficas, empate, com dois golos de bola parada. Num jogo feio, com pouco futebol. Onde jogámos com 10 durante 30 minutos, após a expulsão directa do Renato, quando estávamos a perder 1-0... Aliás a arbitragem voltou a deixar marca, já que o livre que deu no golo do Santa Clara, nasce de uma jogada, onde existe falta sobre o Lindelof, depois o Nunes faz um corte limpo, e o árbitro marca falta, na meia-lua... que deu golo!!!

Do lado do Benfica de Lisboa, voltámos à estranha estratégia de 3 Centrais!!! Já tentei compreender esta aposta, a única explicação que encontro parece-me ser a inclusão do João Nunes!!! Quase sempre que o João jogou, foi num sistema destes (ou como lateral)... parece que não existe confiança em apostar no João a Central num esquema normal com 2 Centrais!!! Mas depois de vários jogos, com a dupla Lystcov/Valente em plano razoável, voltámos a 'inventar' nestas últimos dois jogos, e a equipa perdeu qualidade...

Destaque para o grande golo do Marcos Valente, que para um Central tem faro de golo, o problema têm sido os auto-golos, mas desta vez acertou na baliza certa!!!

M. Santos; Valente, Lindelof, Nunes (Andrade, 57'); Semedo (Alfaiate, 72'), Rebocho; Dawidowicz, Renato, Teixeira; N. Santos (Lystcov, 83'), Guedes.

Juniores - 3.ª jornada - Fase Final

Benfica 0 - 3 Corruptos

Parece que este ano abdicámos voluntariamente de lutar pelo título de Campeão!!! Deve ser mais uma daquelas modernices muito eficazes e experimentadas, mas que me passam completamente ao lado...
Gostaria de saber quais as vantagem para as carreiras do Diogo Carvalho, do João Carvalho e do Sarkic, na deslocação a São Miguel com a equipa B (0 minutos para os 3!!!), em vez de terem jogado no Seixal esta tarde...!!! Já nem falo do Renato e do Guedes. Mesmo assim, estas ausências não foram suficientes, pois além do Isaac ter voltado ao banco (jogou os últimos jogos, com boas indicações), ainda deixámos o Pedro Rodrigues no banco...!!!
Assim, é difícil.. diria mesmo: assim é impossível.

Existe uma grande diferença com a equipa dos Corruptos?! Não. Marcaram de Canto no início, fecharam-se, o Benfica não teve velocidade, agressividade nem inteligência para ultrapassar o autocarro... e nos últimos minutos, quando já não havia esquema táctico, sofremos mais 2 golos em contra-ataque... O frustrante, é que uma equipa 'comprada' à pressa, com quase meia equipa estrangeira (desconfio mesmo da legalidade de tantos jogadores estrangeiros... ainda recentemente, apanharam um puto Nigeriano ilegal, quando regressava a Portugal, após o jogo em Madrid), com um bom guarda-redes, e pouco mais (sim, individualmente temos muito mais talento), vai ser Campeã, com uma perna às costas!!! Já o ano passado, com a UEFA, e alguns Roubos, entregámos o título de Campeão a um Braga muito inferior, e este ano vamos pelo mesmo caminho...

Faz todo o sentido, os melhores miúdos subirem de escalão nas primeiras fases dos Campeonatos de Iniciados, Juvenis e Juniores, pois a competitividade é baixa, agora nas Fases Finais é absurdo...

O Witi estreou-se: animou alguma coisa, demasiado 'brinca na areia', mas tem talento. Faltam-lhe rotinas colectivas, mas até gostei... Nota ainda, para o regresso do Romário vário meses depois, não sei se já assinou, creio que sim... Agora, devia ter sido substituído, totalmente sem ritmo...

Ferreira; Santos (Isaac, 70'), Dias, Lima, Yuri; Gilson, Guga; Kevin (Rodrigues, 45'), Hildeberto, Romário; Silva (Witi, 45').

sexta-feira, 6 de março de 2015

Ganhar é o único caminho seguro

"Se o Benfica ficar dependente de deslizes da concorrência poderá muito bem não ser campeão. Temos que ser competentes, e como no passado sábado, fazer bem a nossa parte. Jogar bem e ganhar é o único caminho seguro para o título nacional.
Para o Benfica a única parte importante do Sp. Braga - FC Porto, é ganhar em Arouca. Não pode ser outra a ideia de Jorge Jesus e dos seus jogadores.
A exibição e resultado contra o Estoril foi o merecido presente de aniversário, de 111 gloriosos anos. Não me lembro do último jogo do Benfica a que assisti, em que com meia-hora de jogo, já estivesse descansado, e certo da vitória final. Ganhar por 6-0 é sempre moralizador, embora sejam apenas três pontos.
Os próximos três jogos do Benfica serão absolutamente determinantes no desfecho que todos acreditamos poder alcançar. Arouca, recepção ao Braga e deslocação a Vila do Conde são os últimos alçapões no caminho do título. Se os vencermos não restam muitas dúvidas.
Ao ver Gaitán chegar à equipa daquela forma, fica fácil de perceber a falta que fez durante mais de um mês. Sendo indemonstrável, a minha convicção é que com ele na equipa não se teriam perdido pontos em Paços de Ferreira e Alvalade.
Domingo passado alguns sportinguistas torceram pelo FC Porto para não verem aumentar a vantagem do Benfica, este fim-de-semana voltam a ser pelo FC Porto, na deslocação a Braga, pois estão em risco de perder o terceiro lugar.
Não está fácil a vida destes adeptos leoninos, que esta semana voltaram a ver o clube arrastado pela situações desagradáveis por acontecimentos extra-desportivos.
O Sporting e a sua história mereciam melhor sorte, e a esmagadora maioria dos seus adeptos também."

Sílvio Cervan, in A Bola

Final nas Meias-finais !!!

Benfica 3 - 0 Guimarães
25-19, 25-19, 25-15

Vitória fácil e esperada, nos Quartos-de-final da Taça de Portugal, sobre o Vitória de Guimarães, num disputado em Santo Tirso. Neste formato de Final 8, se tudo correr bem temos que fazer 3 jogos em 3 dias... isto no meio de uma eliminatória Europeia!!!
Amanhã, vamos jogar as Meias-finais, contra a Fonte do Bastardo, será a verdadeira Final da competição. Actualmente nenhuma outra equipa, poderá (em condições normais) vencer o Benfica ou a Fonte...

Regresso às Finais...

No 1.º dia do Campeonato da Europa de Pista Coberta de Atletismo (que de facto foi o 2.º dia!!!), que está a decorrer em Praga, tivemos 3 Benfiquistas em acção:
- O Nelson Évora deu-nos a primeira alegria do dia, com a qualificação para a Final do Triplo Salto, saltando 16,61m na sua melhor tentativa. O nível da prova foi baixo, o Nelson fez a 3.ª marca, mas a prova realizou-se pela manhã. Amanhã na Final, ao final da tarde, espera-se uma marca acima dos 17 metros. Se conseguir aproximar-se da melhor marca deste ano, o Nelson estará seguramente nas medalhas, e muito provavelmente com o Ouro ao peito... Força Nelson!!!
- O João Almeida, logo de manhã, igualou o recorde nacional, do também nosso Rasul Dabó, com 7,66s nos 60m barreiras, qualificando-se para as Meias-finais. Na corrida da tarde, o João até saí bem dos blocos, mas na parte final foi ultrapassado, fazendo 7,68s, muito perto da marca da manha, mas não deu para a qualificação para a Final. Foi 6.º na sua Meia-final. Mas não deixou de ser uma boa prova... depois de todas as atribulações no seu Clube anterior, agora no Benfica, o João terá a oportunidade, de cabeça limpa, melhorar...
- O Diogo Ferreira, não conseguiu aproximar-se nas marcas que tem feito neste início de temporada, sendo eliminado na prova do Salto à Vara, nos 5,25m. Aquém das suas possibilidades...

Hablar sólo de los arbitros ofende

"El fútbol es un juego de emociones y estrategia dentro y fuera del campo. Es normal que así sea, ya que el aparato mediático se convirtió en parte del juego. Desafortunadamente, a veces se juega demasiado fuera del campo.
Para los más distraídos, o los que acompañan con poca frecuencia la liga portuguesa, hay hechos y cifras que vale la pena tener en cuenta: el Benfica es el equipo con el mejor ataque y la mejor defensa, venció en el estadio del Oporto sin registro de protestas — excepto desde las gradas —, firmó la mayor goleada de la temporada y es líder desde la quinta jornada. Lleva 90 partidos consecutivos marcando en La Luz y en esta temporada sólo empató un partido allí, ganando todos los demás.
Estos son los méritos de un equipo que, en los últimos cinco años, hizo un recorrido destacado a nivel europeo. Y sin embargo, como estrategia, hay quienes quieren reducir todo a errores arbitrales. El ridículo a veces mata. Un conocido del fútbol portugués dijo hace poco más de un año que “sólo los burros hablan de arbitraje”. Una declaración contundente. Tan contundente que vincula para siempre a su autor, incluso cuando intenta liberarse de ella. Yo no iría tan lejos, pero creo que hablar sólo de los árbitros, como si no hubiera más, es un absurdo que ofende no sólo a ellos, su trabajo y su dignidad, sino a los demás actores de la liga portuguesa.
Es público que hay una ruidosa campaña contra los árbitros promovida por un club portugués. El objetivo es claro y asumido, condicionar y coaccionar su trabajo en la fase final de la liga.
Vítor Baía, referencia ineludible del Oporto, dijo hace unos días, en referencia a esta campaña promovida por su club de siempre, que “los árbitros son sólo excusas para el fracaso”. Declaración valiente y lúcida de quien no se identifica con esta campaña absurda.
Recordando la historia de los últimos 30 años en Portugal, yo diría que ver al Oporto quejarse del arbitraje es igual que ver a Fidel Castro quejarse del comunismo cubano. A los lectores de AS que siguen regular o esporádicamente la liga portuguesa, les puedo decir que, citando a Steve Jobs, “lo que se ve corresponde a la verdad”."


PS: Inacreditável reacção nos desportivos online Tugas a este texto do nosso director de comunicação. João Gabriel simplesmente respondeu a mais um ataque, feito através de uma 'encomenda' a este jornal, que tinha publicado um artigo deplorável, assinado por jornaleiro espanhol, que nem sequer se deu ao trabalho de verificar se as estatísticas que lhe deram, estavam correctas!!! E não estavam...!!!
Hoje, na mesma página do jornal um tal S. Santos, voltou a escrever um chorrilho de asneiras, anti-Benfica, subscrevendo a campanha Corrupta sobre as arbitragens...
Mas para os desportivos online Tugas, João Gabriel lançou mais um ataque!!! Esquecendo-se de mencionar o resto...!!!

O curioso é que esta campanha anti-Benfica, focada nas expulsões que o Benfica beneficiou, é feita através dos números totais, a maior parte das vezes sem qualquer contexto nos momentos em que ocorreram... E até agora, nenhum avençado, resolveu analisar se alguma foi injusta!!! Pois se o fizeram vão descobrir que todas, repito, todas as expulsões foram justificadas pela Lei... E se quisessem ser jornalistas a sério, deviam contabilizar quantos jogadores adversários do Benfica, deviam ter sido expulsos e não foram... e aí sim, iriam chegar a números estratosféricos!!! Isto se usassem o mesmo critério que é usado nos jogos dos Corruptos!!!

«Areia aos olhos» !!!

"Atirar areia aos olhos do adversário era uma técnica de combate muito utilizada, a qual permitia que os fracos, pudessem vencer os fortes.
A Humanidade sempre foi e sempre será, o resultado dessa interacção entre os fracos e os fortes, ou vive-versa!
É assim que alguns arautos do Futebol tem funcionado

Quem tem a paciência de me ler, já sabe que uma coisa são os conceitos contabilísticos e outra, os conceitos financeiros. É por estas razões que, noutro dia, num julgamento e num assomo de grande dignidade, um Juiz me referiu que eu seria o único a perceber do que estava ali em discussão.

Claro que noutra vertente, esse Juiz também será o único que perceberá de outras coisas que eu não percebo e enquanto existirem pessoas humildes, o mundo estará em plena harmonia. Infelizmente, estes casos são raros!
Seja como for, a Sporting SAD evidenciou um resultado líquido após impostos, na gíria chamam-lhe lucro (Mito), no valor de 23,703 milhões € positivos.

Mas que deu àquela contabilidade para de repente ter assim um lucro tão avultado, mesmo que contabilístico?
Lá fui eu 'focinhar', na mitologia grega e, claro está, nas contas da Sporting SAD. Lê-se no relatório da Sporting SAD:
«Resultados
Os resultados do semestre são positivos em 23.703 milhares de Euros que comparam com 3.724 milhares de Euros no mesmo período do semestre findo em 31 de Dezembro de 2013. Esta melhoria dos resultados em 19.979 milhares de Euros foi possível pela melhoria ocorrida a nível dos rendimentos e ganhos operacionais, principalmente devido à participação na UEFA Champions League, com um ligeiro aumento dos gastos e perdas operacionais, mantendo-se a trajectória de redução dos gastos com pessoal. O aumento dos fornecimentos externos resulta dos gastos acrescidos decorrentes da referida participação na UEFA Champions League, e do impacto da fusão com a SPM.
Os resultados operacionais das transacções com jogadores apresentam uma melhoria de 2.874 milhares de euros, principalmente relacionada com as alienações dos direitos desportivos dos jogadores Marco Rojo e Eric Dier (no semestre findo em 31 de Dezembro de 2013 os impactos mais relevantes deviam-se aos jogadores Bruma e Tiago Ilori).»
Vejamos se é assim.
Diz-se que a melhoria foi possível, porque:
Analisando a participação na UEFA verificamos que isso rendeu mais 1 milhão como receita de bilheteira, que a participação gerou 10,5 milhões, mas também verificamos que aumentou o custo com as deslocações para jogos em 1 milhão € e 0,5 € em equipamento.
Os gastos com pessoal diminuíram 3 milhões €, mas é evidente que falta ali qualquer coisa - acréscimo de custos em linguagem contabilística.
Mas o mais relevante nas contas é que está mencionado que o valor contabilístico de ganho com a venda de Marcos Rojo ao Manchester United, foi de 13,577 milhões €.
O problema é que não foi constituída nenhuma provisão contabilística. E isso porquê?
É que a Doyen Sports Investment interpôs uma acção junto do Tribunal Arbitral du Sport de Lausanne, o mesmo que está a apreciar a manutenção, ou não do castigo de 8 jogos ao seleccionador nacional Fernando Santos.
Mandam as boas regras que se crie uma provisão para estas contingências. Se o pessoal dos Bancos foi acusado por não ter constituído provisões, até tendo acusado quem não tinha essa obrigação porque não contabilista, qual a razão que levou a Sporting SAD a não o fazer? Para assim dar mais lucro?"

Pragal Colaço, in O Benfica

O "querido"

"Pedro Proença foi um árbitro de muitas virtudes em jogos internacionais e de muitos vícios em jogos nacionais. Não há benfiquista que algum dia se possa esquecer de como, devido a erros objectivos seus, o FCP acaba por ter dois campeonatos conquistados (um famoso penalti assinalado numa inexistente falta de Yebda sobre Lisandro; o cabeceamento de Maicon fora-de-jogo no Estádio da Luz...). A estes casos mais mediáticos, somam-se decisões aberrantes em jogos que se tornaram famosos devido à recorrência de erros grosseiros contra o Benfica (em Penafiel, na época de Trapattoni; contra o Boavista, tendo o Toni como nosso treinador...). Enfim, todos os benfiquistas suspiraram de alívio quando o dito Proença anunciou que abandonava a arbitragem. Puro engano.
Proença anunciou que deixava de ser árbitro e colocou-se em bicos de pés para passar a ser dirigente de algo no futebol luso. No lançamento da sua futura carreira, Proença anda em vista domiciliária aos grandes do futebol português. O presidente do FCP, que se insurge contra o actual presidente da FPF (seu velho aliado e presença assídua nas escutas do Apito Dourado), demonstra que Proença continua a ser um 'querido'... o seu 'querido'. O presidente do SCP, que consegue conflitos diários com toda a gente do futebol, prepara-se para, de forma privada e pioneira homenagear o amigo Proença em festança a condizer com as esperanças depositadas. Nestas andanças, o 'querido' faz-se acompanhar de José Gomes, o seu fiel escudeiro da APAF. E, enquanto andamos distraídos com a necessidade de desmontar a sórdida campanha que diariamente se faz contra o Benfica, os 'queridos' vão-se preparando para fazer no gabinete o que durante anos fizeram no relvado."

Pedro F. Ferreira, in O Benfica

Seis golos

"A nossa SAD obteve 13,2 milhões de euros de lucro no primeiro semestre da presente temporada. Uma das razões foi o crescimento de 37,6% das receitas da BTV face ao período homólogo do exercício anterior. De alguns comentadores, registo a falta de seriedade: apressaram-se a proferir sentenças catastrofistas por altura do anúncio da recusa da proposta da Sporttv, mas agora que os resultados apresentados os descredibilizam e comprovam o acerto da opção tomada pela Direcção Benfiquista, parece que, para eles, o tema perdeu relevância.
Pela manhã do dia de aniversário do SLB, foram entregues os galardões de dedicação aos associados que completaram 75, 50 e 25 anos de filiação. Foram mais de mil os Sócios distinguidos, um claro sinal da vitalidade do nosso Clube.
Apesar de contar com cinco atletas lesionados (os quatro bases, um provável recorde mundial), a nossa equipa de Basquetebol obteve duas vitórias no fim-de-semana.
Excelente triunfo da nossa equipa de Hóquei em Patins na difícil deslocação a Oliveira de Azeméis, mantendo a invencibilidade e a liderança no Campeonato Nacional.
No Futebol, a vitória por 6-0 frente ao Estoril foi esclarecedora quanto à superioridade Benfiquista na partida. E a exibição superou o resultado. O desempenho da nossa equipa e os quatro pontos de vantagem sobre o segundo classificado assustam portistas e desesperam sportinguistas. O normal neste contexto.
Em noite de galardões Cosme Damião, Joaquim Ferreira Bogalho foi homenageado com o galardão 'Mérito e dedicação'. Muito bem! A relevância das suas presidências só encontra paralelo na grandeza e glória do nosso Clube."

João Tomaz, in O Benfica

Embrulha!

"Gosto sempre quando um adepto confesso do Sporting CP, e antigo candidato à presidência de Alvalade, sai do Estádio da Luz com uma goleada por seis a zero. Estava à espera de ter ouvido das bancadas o refrão 'à meia dúzia é mais barato', mas o rolo compressor estava a carburar tão bem que nem houve tempo para isso. Ainda por cima em dia de aniversário, com o Estádio a receber mais gente para o jogo com o Estoril de Couceiro (acima das 46 mil pessoas) que o clássico jogado no dia seguinte, a norte, entre segundo e terceiro classificados. Foram pouco mais de 43 mil, mas parece que todos - azuis e verdes - saíram satisfeitos com o resultado.
Antes, durante e depois da maior goleada do campeonato, 'foi bonita a festa, pá', como canta o Chico Buarque. Poderia ter sido essa a banda sonora para o que se passou no sábado no Museu Benfica - Cosme Damião. A atribuição dos galardões a quem se destacou no Clube foi justa, emotiva e reveladora. Mostrou de que é feito o actual Benfica. Lembraram-se os heróis que partiram, consagraram-se os desportivas do ano, Jorge Jesus levou o prémio para uma época inesquecível e não se esqueceu uma figura única na história do clube - Shéu Han, o Sr. Modéstia. Tudo isto transmitido pela excelente equipa da BTV (também ela distinguida pela inovação). O dia dos 111 anos do SL Benfica foi perfeito. Principalmente quando percebemos que, nos discursos da noite do evento, não houve referências, ataques, piadolas, ironias, farpas e metáforas dirigidas aos rivais. Muito menos declamação de poesia bacoca. Falou-se apenas e só do Benfica. E isso me envaidece."

Ricardo Santos, in O Benfica

Contas seguras

"Já é um lugar-comum na contabilidade do Sport Lisboa e Benfica nos últimos anos, mas convém sempre sublinhar o facto: as contas do Clube continuam o seu percurso de consolidação e evolução extremamente positiva. Os últimos dados - divulgados pela CMVM na última sexta-feira - revelam um resultado líquiso positivo de 13,2 milhões de euros.
Esta evolução, claro, tem duas explicações fundamentais: a alienação criteriosa de jogadores a clube diversos (numa aposta de risco da direcção que, no entanto, está a revelar os seus frutos) e a crescente aposta na Formação. Esta aposta, deve sublinhar-se, permite reduzir um conjunto de despesas importantes que vão desde a aquisição de novos jogadores externos a um conjunto de mecanismos acessórios a essas aquisições e que, por isso, reduzem proporcionalmente.
Mas o milagre de gestão de Luís Filipe Vieira nas contas do Benfica não é apenas o de uma criteriosa política de alienação de jogadores e de encaixe financeiro. Os números do passivo não param de descer... e de surpreender. Nesse último relatório, efectivamente, o passivo consolidado decresce cerca de 19,9 milhões de euros. São números que, mesmo a nível europeu, ultrapassam todas as previsões que poderiam ter sido feitas anteriormente.
Mas será isto assim tão importante?
Deixem-me dizer-vos isto: num ano em que terminará a capacidade dos fundos de financiar os clubes (tal como a conhecemos) e em que os bancos continuam a ter uma capacidade muito limitada de concessão de crédito, nada seria mais importante. Parabéns ao Sport Lisboa e Benfica!"

André Ventura, in O Benfica

O Rei Artur

"Todos nos recordamos de algumas primeiras páginas de jornais na semana que antecedeu o último dérbi lisboeta, e das pressões que foram lançadas sobre os ombros do guarda-redes Artur, procurando desestabilizá-lo, desacreditá-lo, e até humilha-lo.
Artur respondeu como se impunha. Foi um dos melhores em campo nessa partida, e, nos quatro jogos que desde então realizou, apenas voltou a sofrer um golo (sem culpas, diga-se). Mais: nesses jogos (cinco no total), não cometeu qualquer erro, realizando excelentes intervenções. Bastará dizer que, nestas semanas, não se sentiu a ausência de Júlio César.
Não me esqueço (nem lhe perdoo…) a fantástica exibição que Artur fez pelo SC Braga, na meia-final da Liga Europa de 2010-11. Também não me esqueço dos seus primeiros meses no Benfica, ao longo dos quais exibiu grande segurança, contribuindo decisivamente para alguns bons resultados – designadamente na Champions. Na última Supertaça voltou a ser decisivo, quando muitos desconfiavam dele. E na primeira jornada deste Campeonato, defendeu um penálti num momento extremamente importante para a equipa. 
Passou tempos menos felizes, que, para azar dele (e nosso) coincidiram com jogos decisivos – sobretudo na dramática ponta final da temporada 2012-13. Caiu então sobre Artur um anátema do qual custou a libertar-se, mas que é totalmente injusto face à sua grande categoria.
Poucos se têm lembrado dele por estes dias. Os guarda-redes dão nas vistas sobretudo quando erram. Mas Artur merece esta referência. E se o Benfica for campeão – como todos esperamos – terá um lugar muito especial nas festividades."

Luís Fialho, in O Benfica

O capanga

"Quando, em 2009, Paulo Pereira Cristóvão concorreu à presidência do Sporting, mesmo sendo pública a minha forte oposição à continuidade 'roquettista', deixei claro que nunca apoiaria a figura. O seu passado na Polícia Judiciária bastava-me e escrevi-o aqui no Record. Coisa que alguns amigos acharam bizarro. Afinal de contas, estávamos a falar de um candidato a dirigente desportivo. Quando se passou, dois anos depois, para aquilo a que chamara antes de 'grupo de pavões anafados', não precisei de dizer muito. Tinha a companhia de Godinho Lopes, detido pela PJ em 2002, por gestão danosa na Expo'98, e de Luís Duque, envolvido no caso BPN e, nesse mesmo ano, com outro processo relativo à Câmara de Sintra. Os sportinguistas acharam que esta tripla tinha de ar mais sério do que Bruno Carvalho. Não foi preciso esperar muito para que Pereira Cristóvão fizesse das suas. Em Abril de 2012, montou uma armadilha mal-amanhada a um árbitro. O triste episódio teve apenas um vantagem: o Sporting livrou-se dele.
Esta semana, Paulo Pereira Cristóvão foi preso. Tendo como comparsa um elemento da Juve Leo, é suspeito de roubo e sequestro. O Sporting reagiu como devia: tratar-se de um caso de polícia que nada tem a ver com o clube. Mas não deixa de ser verdade que de cada vez que o capanga que demasiada gente qus ter a seu lado fizer das suas, aparecerá, nas notícias, como 'ex-vice-presidente do Sporting'. O clube é grande e não escolhe os seus adeptos. Mas escolhe os seus dirigentes. E escolheu este homem, tendo informação mais do que suficiente para não o fazer. Se o Sporting tem todas as razões para sentir orgulho na história, ficará para sempre com esta nódoa. Talvez ajude os sócios de todos os clubes a pensarem que a honestidade não é coisa que só se exija, quando se vota, a políticos."

quinta-feira, 5 de março de 2015

A multidão que nunca os abandona

"Jefferson esteve para este último Porto-Sporting como Miguel Rosa e Deyverson estiveram para o último Benfica-Belenenses, isto no capítulo das ausências pungentes.

NA última jornada do campeonato o Benfica goleou o Estoril por 6-0 mas, curiosamente, não houve quem saltasse para a arena da retórica a clamar, muito indignadamente, que o Estoril tinha facilitado a vida ao Benfica num propósito indecoroso de aplanar o caminho do campeão em título.
Em todos os jogos da corrente Liga que o Benfica venceu por 3 ou por mais golos os seus adversários logo houve quem, muito honradamente, surgisse em altíssimos protestos pelas benesses concedidas por equipas como o Vitória de Guimarães, o Vitória de Setúbal, o Arouca, o Marítimo, o Belenenses, o Marítimo e o Penafiel, todos cúmplices por inacção.
Quando o Benfica não goleia graças às tais facilidades concedidas pelos seus adversários e se limita a ganhar pela diferença mínima ou por 2 golos de diferença aí o caso muda de figura e os cúmplices passam a ser os malditos árbitros todos, sem excepção, a trabalhar para a revalidação do título.
Mérito do Benfica, aparentemente, não há nenhum. Ou ganha porque os adversários se recusam a correr ou ganha porque os árbitros se recusam a invalidar todos os golos apontados pelos seus jogadores da defesa, da linha média ou da linha avançada.
Deste ponto de vista, estritamente faccioso, o futebol e o balanço dos campeonatos ficam claríssimos como água aos olhos esbugalhados do estimado público.
Por exemplo, para o Sporting nos últimos 32 anos só houve duas temporadas em que os árbitros e os adversários foram verdadeiramente isentos. É pouco.
Para o Porto, no mesmo período de tempo, 32 anos os árbitros e os adversários foram impecáveis muito mais de uma vintena de temporadas. É muito.
Para o Benfica, no mesmo período tempo, as contas saldam-se em meia-dúzia de temporadas em que adversários e árbitros estiveram ao nível desejado pelas instâncias internacionais. O que não é nem pouco, nem muito. Nem, longe disso, razoável.
Veremos como termina o campeonato em curso para um acertar destas contas sempre tão tristes de se fazer.

TAL como a equipa de arbitragem do último Sporting-Benfica foi a melhor equipa em campo também a equipa de arbitragem do último Porto-Sporting foi a melhor equipa em campo. São boas, excelentes, estas notícias para a arbitragem. E são más para quem padece do mal de não ser líder como tão bem explicou Vítor Baía recentemente.
É verdade, no entanto, que o Porto esteve bem no jogo com o Sporting e que poderia até ter goleado. Mas para valorizar condignamente a vitória e o resultado do Porto não houve Sporting suficiente em campo, facto amplamente registado por analistas de todas as cores.
A unanimidade em futebol sendo rara é sempre de louvar.
Perdeu o Sporting por 3-0, resultado que também se averba em casos de falta de comparência que foi, quase, o que aconteceu no domingo passado no Estádio do Dragão porque só houve dez minutos de equipa visitante.

PERDER um jogo com um rival tem custos imensos. E não são só os 3 pontos.
Nesta temporada o que mais tem abundado são os empates entre rivais, resultados menos custosos de digerir.
Benfica e Sporting empataram os seus dois jogos para a Liga.
O único encontro até ao momento entre Benfica e Porto sorriu ao Benfica e que de maneira.
Entre Porto e Sporting houve um empate no encontro da primeira volta e uma vitória claríssima do Porto no jogo do último fim-de-semana.
Quando há empates normalmente não acontece nada a seguir.
Já quando um ganha e o outro perde, acontece sempre qualquer coisa a seguir. Um qualquer inevitável efeito propagandístico extra-jogo, programado ou fora do programa, vem a calhar como ginjas.
No dia a seguir aos dois golos de Lima que ditaram a derrota do Porto em casa frente ao Benfica o presidente do Porto visitou em Évora um antigo primeiro-ministro detido. Que se saiba não houve troca de presentes entre visitante e visitado.
No dia a seguir aos três golos de Tello que ditaram a derrota do Sporting fora de casa o presidente do Sporting homenageou Pedro Proença com um jantar num hotel em Cascais.
Neste último caso já houve troca de lembranças. O presidente do Sporting ofereceu um quadro representando um leão ao antigo árbitro e Pedro Proença ripostou oferecendo uma camisola de árbitro ao presidente do Sporting a quem agora só falta mesmo o apito ao pescoço para ter um brinquedo novo completo.

VOLTANDO a Pedro Proença.
O antigo árbitro falou aos jornalistas para lhes dizer que está disponível para cargos na Liga, na FPF, na UEFA e na FIFA.
No entanto, a imprensa aponta-o com mais insistência para um cargo na UEFA.
Tem o meu apoio. Antes na UEFA do que por cá.
Já estamos habituados a perder finais europeias, que diferença faria Pedro Proença na UEFA?

SE o Moreirense, tal como foi noticiado, obrigou André Simões a pagar do bolso a multa correspondente à sua expulsão no jogo com o Benfica é porque, presume-se, para a própria entidade patronal o jogador foi merecidamente expulso.
Ou então trata-se de um caso de perseguição universal ao prometedor atleta, o que é bem menos verosímil embora não deixe de dar jeito a quem estas coisas dão tanto jeito.

JEFFERSON não fez falta nenhuma ao Sporting na última quinta-feira no jogo com o Wolfsburgo em Alvalade mas terá feito grande falta ao Sporting 72 horas depois no jogo com o Porto no Dragão.
É deste modo simplista que vem sendo comentado o castigo imposto pelo presidente ao lateral-esquerdo que lhe faltou ao respeito de modo gritante, isto fazendo fé no que veio escrito nos jornais.
O facto indesmentível de Tello ter feito o que quis de Jonathan, o substituto de Jefferson, no jogo do Dragão mais reforçou esta ideia absurda.
Jefferson esteve para este último Porto-Sporting como Miguel Rosa e Deyverson estiveram para o último Benfica-Belenenses, isto no capítulo das ausências pungentes.
Por falar em ausências, também o Estoril chegou no domingo à Luz sem os seus habituais defesas-centrais, ambos castigados no jogo anterior. Julgo que não terá sido o caso de o Benfica ter ganho por 6-0 que fez esquecer este pormenor que seria tão do agrado de muitos estudiosos destes fenómenos.
Foi mais o caso de o Estoril ter chegado à Luz depois de quatro derrotas consecutivas com os seus centrais habituais em campo que levou ao pronto olvido da ausência dos ditos na goleada sofrida frente ao Benfica. 

CIRCULAM já as notícias de que está tremido o futuro de Marco Silva no Sporting mesmo que ganhe a Taça de Portugal.
Leva-se assim o público incauto a concluir que Marco Silva está despedido quando, na verdade, não está e que o Sporting é já o vencedor da Taça de Portugal quando ainda lhe falta disputar a meia-final e, se lhe correr bem este passo, também lhe falta jogar a final propriamente dita.

COM o regresso de Gaitán o Benfica ficou bem mais forte. E é desse mesmo Benfica forte que se precisa na tarde do próximo domingo em Arouca, a próxima paragem do tão disputado percurso.
Recomenda-se o costume: respeito pelo adversário e 100 por cento de concentração.
Que seja um bom jogo e que, se possível, voltemos a ver em Arouca o nosso Pizzi, em nome de todos, a fazer a continência à multidão.
À multidão que nunca os abandona e que os segue para todo o lado."

Leonor Pinhão, in A Bola

Gastar o latim

"Lopetegui domina o castelhano e o euskara, enquanto basco. E já consegue alinhar umas frases num razoável português. O que não se sabia era a fluência em latim. Há dias, em resposta a Jesus, exclamou: Excusatio non petita, culpabilita manifesta (quem se desculpa sem ter sido acusado, culpabiliza-se). Pondo de parte, a imprecisão da citação (é accusatio e não culpabilita), Lpetegui criticava o colega que, inadvertidamente, havia julgado que ele se referia ao Benfica, ao afirmar que havia equipas que «quando as coisas não lhe corriam bem, também não tinham azar». Inadvertidamente porque se estava, obviamente, a referir ao Penafiel. Não sei se o basco já gastou o seu latim. Gostava que continuasse. Até me dou a 
imaginar um diálgo Lopetegui (JL)/Jesus(JJ):
JJ - Aliena vitia in oculis habemus, a tergo nostra sunt (Ninguém se meta onde não é chamado).
JL - Amici, ad qui venisti? (Amigo, a que vieste?).
JJ - Si vis pacem, para bellum (Se queres a paz, prepara-te para a guerra).
JL - Se fueris Romae, Romano vivito more (Em Roma, sê romano).
JJ - Arbor ex fructu cognoscitur (Pelo fruto se conhece a árvore).
JL - Non male sedit qui bonis adhaerit (Chega-te aos bons e serás um deles).
JJ - Magis experiendo quam discendo cognoscitur (Mais vale experiência que ciência). Mensura omnium rerum optima (Tudo na vida quer tempo e medida).
JL - Magister dixit ( O mestre o disse).
JJ - E Pluribus Unum!"

Bagão Félix, in A Bola

Semântica

" «O Banco de Portugal tem sido perentório, categórico a afirmar que os portugueses podem confiar no Banco Espírito Santo dado que as folgas de capital são mais do que suficientes para cobrir a exposição que o banco tem à sua parte não financeira, mesmo na situação mais adversa.»
Cavaco Silva, presidente da república, Julho de 2014

Pela mina parte, confesso as minhas limitações semânticas. Fiquei convencido de que o Presidente da República, na frase em cima, estava a falar do Banco Espírito Santo - porque confiava o suficiente no Banco de Portugal para verbalizar as garantias que lhe tinham sido dadas. Se as não tomasse como suas teria ficado caladinho, presumi. Mas não. Afinal, Cavaco Silva não estava a falar do BES, estava a falar do Banco de Portugal. Foi ele próprio quem o garantiu, já depois do colapso do banco de Ricardo Salgado e família.
Infelizmente, não apreendi a lição. Há dias ouvi um treinador falar sobre o «azar» da sua equipa, porque as decisões de arbitragem vão sempre contra ela, e a sorte de outras, que quando não estão a jogar bem lá aparece a «fortuna» dalgumas decisões. Pensei mesmo que estava a queixar-se das arbitragens nos seus jogos e nos dos outros, e até que os outros eram apenas um, o Benfica. É que pensei mesmo. E não fui só eu. E não foram só os jornalistas portugueses, que parece que são maus, segundo se percebeu depois de Basileia. Até os espanhóis falharam a interpretação daquilo que o treinador quereria dizer quando afirmou: «Sabemos que temos de fazer mais que outros, que são boas equipas, mas quando o futebol não lhes chega... têm essa fortuna que nós não temos». Garante ele: «Não falei mal das arbitragens, estais confundidos. Eu falei de azar. É diferente».

P.S.: Tentando decifrar a forma de pensar de Lopetegui, acredito que ele possa entender que este texto é sobre semântica. Na verdade é sobre ele."

Hugo Vasconcelos, in A Bola

quarta-feira, 4 de março de 2015

Calado e não só

"José Calado foi um excelente jogador do Benfica. Embora nem sempre tivesse do seu lado o 'tribunal do terceiro anel'. Em meu entender, injustamente. Jogou sempre com amor à camisola (coisa rara, nas últimas décadas), nunca regateou o seu profissionalismo e esforço, apresentou-se sempre com o rigor dos que têm prazer no que fazem.
Desde que, desamparadamente saiu do Benfica, passou pela diáspora futebolística e o tempo - essa inexorável medida - fê-lo quase desaparecer dos radares da comunicação social portuguesa.
Voltou. Ouço-o agora com frequência na BTV. E com gosto. Dirão os sportinguistas e portistas, que fazem o favor de me ler, que assim escrevo porque se trata de um benfiquista e da televisão do clube. Mas, creiam, que não é por isso. Calado tem sido uma bela surpresa como comentador e analista dos jogos. Primeiro porque sabe do que fala. Depois porque é tranquilo neste mundo do futebol sempre agitado. E ainda, porque analisa com racionalidade o que observa. Por isso, desta coluna lhe mando um abraço de encorajamento e de felicitações.
Aliás, na actual oferta inflacionada de programas sobre futebol, é bom termos a possibilidade de ouvir quem sabe do ofício. Neste aspecto, Calado está bem acompanhado por antigos jogadores que, embora mantendo a sua ligação aos seus clubes de coração, têm sido capazes de dar lições a participantes inflamados e ultraparciais em programas de debate. Falo, entre outros, de António Simões, Vítor Baía, Dani, Mozer, Manuel Fernandes, Diamantino e também de Manuel José, um senhor. Têm opinião, sabem discernir o essencial, ensinam-nos sobre o que está para além do que vemos."

Bagão Félix, in A Bola

De viva voz: anti-interpretações pasquineiras...!!!

Um brinde ao 'fair play'

"A FIFA vai financiar a limpeza e recuperação do túmulo de William McCrum, que, antes de morrer na miséria, viciado em jogo e campeão de penalties com copos de uísque irlandês e cerveja, foi dos percursores do fair-play e inventor da tão amada e odiada (depende do lado em que estamos) grande penalidade nos jogos do futebol.
Guarda-redes do modesto Milford FC - tão modesto que chegou a acabar um campeonato com zero pontos, 62 golos sofridos e 10 marcados em 14 jogos -, assistia da baliza a verdadeiros massacres das pernas dos adversários. E foi com a ideia de acabar com o martírio dos goleadores que propôs à federação irlandesa a criação da grande penalidade.
A Moção do irlandês - assim ficou conhecida - foi levada à FIFA e chegou a ser chumbada. De fora dos relvados teóricos não admitiam a possibilidade de um cavalheiro querer atingir propositadamente outro com um pontapé de modo a impedi-lo de marcar golo. Mais tarde, rendidos à evidência, os engravatados do jogo lá aprovaram por unanimidade a experiência que haveria de durar um ano. Ficou eterna, como todos sabemos.
É notável que o penalty tenha sido inventado por alguém que jamais viria a ser beneficiado pelo mesmo e também sintomático que nem mandava tenha começado por achar a ideia estapafúrdia, ridicularizando-a até, antes de vir a aceitá-la como boa.
Por estes dias, a FIFA decidiu acabar com a suspensão no jogo seguinte de futebolista que seja expulso por cometer grande penalidade. Fê-lo depois de ouvir vários treinadores dizerem que o triplo castigo (penalty, expulsão e suspensão) é pesado de mais para uma equipa. Não sei se a ideia é boa ou má, ninguém sabe se vai resultar ou não - o futebol tem sempre resistido às mudanças, por mais radicais que pareçam - mas saúde-se o facto de as opiniões de quem anda no campo serem agora ouvidas."

Nuno Perestrelo, in A Bola

Bem encaminhado...

Benfica 3 - 0 Ethnikos
25-18, 25-22, 25-19

Vitória sem espinhas, contra uma equipa Grega que cometeu muitos erros (esperava mais, sinceramente...). Estamos só no intervalo da eliminatória, mas será muito difícil o Benfica não conseguir vencer os dois Set's que faltam, para garantir a passagem às Meias-finais... Gaspar em grande, bem secundado pelo Roberto e o Flávio... Espero que depois da rocambolesca viagem a Belgrado, a viagem à Grécia decorra com menos incidentes... vamos ter um fim-de-semana preenchido, provavelmente com três jogos, portanto logisticamente temos que ser eficientes, para chegar frescos a Alexandroupolis!!!

É preciso manter os pés no chão, mas estamos realmente perto de uma meia-final europeia... sendo que o mais provável adversário, será um forte Ravena, proveniente do Campeonato de Volei Italiano, um dos mais fortes da Europa e do Mundo!

terça-feira, 3 de março de 2015

"Aqui, dentro do campo, quem manda sou eu!"

"Já  disse e repito: faltou a Coluna um poeta que o escrevesse. Coluna: dificilmente um nome lhe ficaria mais a propósito. Firme, inquebrável, sério. A sua figura encheu os campos de futebol de Portugal e de muitos lugares do Mundo. O líder e o exemplo. Ganhou tudo, perdeu dinheiro, foi seguido pela PIDE, regressou a Moçambique onde assegurou o seu futuro e morreu. Faz agora um ano.

EM Janeiro, Eusébio; em Fevereiro, Coluna. Amargo ano esse de 2014. Foi preciso haver tristeza antes de chegarem as alegrias.
No espaço de um mês gastaram-se páginas e páginas sobre a morte das duas pérolas negras de Moçambique. Não só em Portugal: um pouco por todo o mundo.
Coluna morreu tão pouco depois de Eusébio que quase não houve tempo para sentir devidamente a sua morte. Assim a modos como a primeira morte encobrisse a segunda. E, no entanto, talvez Eusébio sem Coluna. Seu irmão mais velho, seu mestre, seu capitão. «O senhor Coluna».
«Though he was not a tall man, the muscular Coluna exuded an aura of effortless command, combining formidable physical authority with an elegant style and delightfully subtle skills wich seemed somehow unexpected in one so powerful», escreveu Ivan Ponting no «The Independent». Não leva tradução. É tão bonito na língua em que foi escrito, tão próximo daquilo que foi o futebol de Mário Esteves Coluna.
Nunca conheci alguém que falasse tão devagar. Tudo nele era solene e lento.
No campo também foi solene. Primeiro na frente, jogando mais perto das árias adversárias, depois recuando no campo para equilibrar a equipa, para dar dos companheiros o sentido do ritmo e das distâncias que sempre teve.
A imagem de Berna, com José Águas agarrado à Taça dos Campeões, é de uma elegância extrema. Águas tem pose: não é sôfrego nem excitado. A forma como pega na taça é de quem tem classe e sabe que a tem.
Mário Coluna estava à espera do seu momento. A taça fugiu-lhe: aquela taça. Ergueria outras, já «capitão», o «capitão dos capitães», o «capitão» eterno da camisola vermelha da cor do sangue.
No dia 2 de Maio de 1962, em Amesterdão, o Benfica conquista a sua segunda Taça dos Campeões vencendo o Real Madrid por 5-3.
Coluna soberbo. É formidável. Não sou eu que o digo. São os holandeses. Vejam!
Jan van der Gijp, redator do «Der Volkskrant»: «No final do grande triunfo, Eusébio da Silva Ferreira foi levado em ombros pelos seus entusiasmados adeptos, embriagados pelo fantástico jogo do negro de Moçambique. O 'tornado vermelho' desencadeou-se no segundo tempo, com as manobras do trio Coluna-Águas-Eusébio e o portentoso golo do primeiro que deu o segundo empate aos lisboetas. Então, Santamaria gritou: 'Madre de Dios!' E com esta expressão acabou a resistência do Madrid».
Martien Verveij, redactor do «De Telegraaf»: «A vitória do Benfica foi obtida através de uma clara demonstração de superioridade sobre o Real Madrid, o mais famoso clube do Mundo. O nítido resultado de 5-3 é uma evidência de capacidade técnica e táctica dos portugueses. Não só na velocidade, mas também na colocação, na decisão e força dos remates, os jogadores do Benfica provaram até ao último minuto que eram os melhores. O 'maior' foi Coluna. Logo seguido de Eusébio».
Quando se escreve Eusébio, escreve-se muitas vezes sobre Eusébio, só ele, mais ninguém.
Coluna é diferente. De cada vez que escreve sobre Coluna, escreve-se sobre todos os outros, sobre a equipa que ele comandava de forma irrepetível, sobre os que foram chegando e partindo, sobre os que ficaram depois dele.
É essa a razão da sua ordem: o arquitecto e a obra.
Ouvi muitas histórias da boca de Coluna. Ele sentado, a voz segura na lentidão das frases: «Estávamos no Brasil, jogávamos contra o Santos, no Maracanã. O Pelé estava endiabrado nessa noite, a dar um trabalho tremendo à nossa defesa. Há um companheiro nosso, já não me lembro quem, que lhe faz uma falta dura, deve tê-lo magoado de verdade, ele queixou-se primeiro e, logo em seguida, levantou-se furioso, a esbracejar e a reclamar com esse colega. Eu, que até estava longe, fui meter-me no barulho. Cheguei-me ao pé do Pelé e disse-lhe: 'Ouve lá rapaz, vê se tens calma se não sou obrigado a dar-te um murro. E toma atenção porque eu joguei boxe! Cuidado!' Ele ficou um bocado atrapalhado, lá se acalmou, esteve caladinho o resto do jogo todo e eu, que nunca joguei boxe na vida, fiquei a rir-me por dentro».
Eram assim as suas histórias.
De cada vez que me lembro de Mário Coluna, recordo-me do poema que João Cabral de Melo Neto dedicou a Ademir da Guia:
«Ritmo morno, de andar na areia
de água doente de alagados
entorpecendo e então atando
o mais irrequieto adversário...
O ritmo líquido se infiltrando
no adversário, grosso, de dentro
impondo-lhe o que ele deseja
mandando nele, apodrecendo-o».
E Coluna atava o mais irrequieto dos adversários.
Pelé era uma das suas vítimas. Dizia Eusébio que faziam faíscas dento do campo, Coluna sempre irritado com o brasileiro por este se fazer vítima das cargas dos adversários, instando-o a jogar e a deixar-se de fitas.
Em 1966, no Goodison Park de Liverpool, dia 19 de Julho, Pelé sofreu a sério.
Portugal ganhava por 2-0 ao Brasil que se via na contingência de ter de marcar cinco golos e não encaixar nenhum. Coluna recua para junto dos seus centrais e funciona como uma espécie de libero - já aí trazia consigo uma aura de modernidade. Pelé, desacompanhado, procurava fazer por si e pelos companheiros sem talento. Mas era um homem solitário e diminuído pela lesão que o impedira de jogar frente à Hungria. Caído sobre a esquerda do seu ataque, insistia nos lances individuais. Foi num desses movimentos que Morais tem uma carga rude sobre o «Rei» que o deixa praticamente fora do combate- Muito se escreveria, mais tarde, sobre a forma como Morais «liquidou» Pelé. Talvez ainda hoje o lance, indiscutivelmente faltoso e grosseiro, se discuta. O defesa direito do Sporting que já havia sido extremo esquerdo, deu assim a sua versão dos acontecimentos: «O lance foi absolutamente acidental. Eu nem sabia se a lesão do Pelé era na perna direita ou na esquerda! Calhou. Eu pretendia desarmá-lo e nem sequer lhe toquei no joelho. Depois, o Pelé levou o tempo todo em ameaças constantes: 'Olhe que eu parto uma perna a você!...' E eu, com um olho na bola e outro nele, respondia-lhe: 'Vai mas é fazer as malas!' O Coluna é que, com aquela calma dele, ia avisando: 'Olha que o Morais é perigoso! Tens maus fígados!'».
O «capitão» sempre no seu posto.
No Benfica na selecção. «Nessa altura os treinadores não podiam estar à beira do relvado a dar ordens, os árbitros não deixavam. Por isso, os 'capitães' eram uma espécie de treinadores dentro do campo. Foi o que eu fui?», contava Coluna. Devagar, em voz baixa: «Em 66, naquele lance entre o Morais e o Pelé, alguns dos nossos companheiros de equipa rodearam o Morais e foram-lhe dizendo - 'é pá!, vê lá se tens mais cuidado', e coisas do género. Eu então puxei-o para o lado e disse-lhe: 'Atenção! Aqui dentro do campo quem manda sou eu! Continua a jogar como estavas, durinho, que o Pelé, lá por ser o Pelé, não tem tratamento especial'».
Uma ideia que contrariava a de outra figura do futebol português dos anos 60, Fernando Riera que dizia: «Marcar Pelé homem a homem era um crime lesa-futebol». E o Coluna: «Ele dizia isso, pois dizia E por causa do Riera, nós, que tínhamos feito um bom resultado no Brasil, para a Taça Intercontinental, perdendo por 3-2, levámos uma goleada em Lisboa, com o Pelé, que era um jogador impressionante, a fazer o que queria da nossa defesa».

Influente nos companheiros, nos adversários e nos árbitros...
o disse e repito: faltou a Coluna um poeta que o escrevesse. Coluna: dificilmente um nome lhe ficaria mais a propósito. Firme, inquebrável, sério.
A sua figura encheu os campos de futebol de Portugal e de muitos lugares do Mundo. O líder e o exemplo. Ganhou tudo, perdeu dinheiro, foi seguido pela PIDE, regressou a Moçambique onde assegurou o seu futuro e morreu. Faz agora um ano.
Chegou a Lisboa, em 1954, aos dezanove anos, e viu e venceu.
Deixemo-lo falar: «Não gosto de dizer isso, pode parecer imodéstia, mas foi o que aconteceu, no fundo. O Benfica já não era campeão há três ou quatro anos, e logo na primeira época em que joguei fomos campeões, ganhámos a Taça, fui 'internacional' A, B e militar. As minhas memórias são boas desde início, o futebol foi um mundo feliz para mim».
Mário Coluna não foi campeão do Mundo. Mas só esse título terá faltado a uma carreira brilhante: «Fui campeão europeu com o Benfica, por duas vezes, a primeira naquele célebre jogo de Berna em que ganhámos ao Barcelona por 3-2, marquei o golo decisivo, o terceiro, ainda por cima nem pontapé de longe, bonito, surpreendente». A final da sorte, chamaram-lhe alguns, recordando-se da bola que viajou sobre a linha de baliza de Costa Pereira, a bater primeiro num poste e depois no outro, para sair calmamente fazendo negaças aos jogadores espanhóis e abrindo sorrisos na cara dos portugueses. «Sorte? Porquê sorte? O poste estava lá e, que eu saiba, no poste não é golo. Ninguém ganha a sorte grande sem comprar a cautela, pois não? Por que não falam de sorte no jogo contra o Real Madrid? Também estivemos a perder por 2-0. Por que não falam de sorte no Portugal-Coreia de 1966? Estivemos a perder por 3-0. Éramos melhores, ganhámos. Não foi questão de sorte».
Firme, Coluna. Desafio as recordações. As minhas recordações de Coluna a desfiar as suas recordações. A sua figura física: não precisava de ser enorme para impôr uma presença que não se esquece, por mais que os anos passem. Depois, já velho, falava com a sabedoria que sempre teve, sem amargura, apenas serenidade.
Há episódios que o fazem sorrir. Sobretudo os das rivalidades, os que implicavam com a personalidade dos outros em contraste com a sua própria personalidade.
«Uma vez, em Alvalade, num jogo contra o Sporting, o Germano faz uma rotura logo no início do jogo. Nesse tempo não havia substituições e ele foi fazendo de conta que não se passava nada para não dar vantagem ao adversário. Ora, o Sporting tinha um avançado, o Figueiredo, que corria muito e era muito forte fisicamente, embora jogasse sempre de cabeça baixa e de olhos na bola. De repente, o Figueiredo surge embalado na minha direcção. Pensei: 'Se ele passa por mim, coitado do Germano!' E fui duro. Só ele que ele encaixou a cabeça debaixo do meu braço e eu, aproveitei, e apertei-lhe o pescoço. Com a velocidade a que ele vinha, deitei-o ao chão de tal  forma que ele rebolou pela pista de atletismo. O árbitro não me expulsou, advertiu-me só para ter mais cuidado, mas os sócios do Sporting não me perdoaram. No final tive de sair sob escolta da polícia, enfiado numa carrinha. Se não...»
Dizia-se que o árbitro tinham medo dele. Recordo-me de uma imagem sua: de braços atrás das costas, cabeças ligeiramente curvada, falando respeitosamente para um juiz. Comentava-se que, a despeito da postura respeitadora, Mário Coluna dizia das boas aos árbitros.
Manuel da Luz Afonso, dirigente do Benfica, seleccionador nacional, disse-me uma vez, ali na sua casa de Campolide: «Coluna era um gigante, verdadeiramente meia-equipa com toda a sua influência nos companheiros, nos adversários, nos árbitros e no público. Foi o único jogador que nunca tive de multar». Coluna ria-se: «Nunca levei uma multa, é bem verdade! Porque eu achava que devia ser um exemplo para os outros. Era, afinal o responsável pela equipa dentro do campo. E falava com os árbitros nessa condição. Falava-lhes com respeito mas dizia-lhes o que pensava dos lances e, se necessário, discordava deles».
O final da carreira de Coluna não foi no Benfica, foi no Lyon. Mas teve outras oportunidades para sair no tempo maior da sua glória: «Investi tudo o que ganhei em Moçambique. Não ganhei muito, podia ter ganho muito mais se o Benfica me tivesse deixado sair para o Roma, no mesmo ano em que Eusébio teve um convite para o Inter, mas os tempos eram outros». Outros tempos, outra política, Mário Coluna é seguido pela PIDE, desconfiam das suas simpatias pelos movimentos pró-independentistas. «Essa história da PIDE tem que ver com uma viagem a Praga com a selecção. Apareceram-nos no hotel alguns estudantes angolanos, pediram-nos convites para o jogo, nós oferecemos os nossos, nada de mais. Mas, depois, chegados a Lisboa, recebi uma convocatória para ir à PIDE. Fui. O inspector que me atendeu era do Benfica e um admirador meu. Expliquei-lhe o que se passara e ele disse-me: 'Você teve uma grande sorte por estar eu aqui. Com outro colega qualquer já estaria preso'. Parece que havia gente da PIDE infiltrada entre os estudantes e que alguns deles eram dos movimentos pró-independência. Nunca mais me aborreceram depois disso, mas estou convencido do que ficaram de olho em mim».
Lourenço Marques: 1935, dia 6 de Agosto. Foi nesse dia mágico que nasceu Mário Esteves Coluna, o homem capaz de percorrer sem descanso a latitude e a longitude do meio-campo.
Era um terça-feira.
O dia 25 de Fevereiro de 2014 foi igualmente uma terça-feira.
A vida, às vezes, é uma volta redonda. Completa.

8 de Dezembro de 1970
Foi no Estádio da Luz o jogo de homenagem a Coluna
O jogo de homenagem a Mário Coluna teve lugar no Estádio da Luz no dia 8 de Dezembro de 1970. Estiveram presentes 46 mil pessoas e o Benfica defrontou uma selecção do resto da Europa. Resultado final: 3-2. 1-0, por Eusébio; 2-0, por Simões; 2-1, por Seeler; 2-2, por Garate; 3-2, por Artur Jorge.

Benfica: J. Henrique; Toni, Zeca, Humberto, Adolfo; Coluna (Matine), V. Martins (Nené), J. Graça; Simões, Eusébio; Artur Jorge.
Resto da Europa: Iribar (Bento); Bobby Moore, Pirri, Gallego, Gemmell; Seeler, Gruyff (Anderssen); Hurst, Dzajic (Rodilla); Muller, Osgood."

Afonso de Melo, in O Benfica

Corrida a dois

"Este fim de semana confirmou-se o que era uma inevitabilidade desde o início da temporada: o campeonato é uma corrida a dois. Benfica e Porto são superiores a todas as outras equipas a vários níveis - qualidade individual, organização colectiva e intensidade competitiva. Podem ter dificuldades numa ou noutra partida, mas há uma distância significativa entre os dois primeiros classificados e restantes equipas.
O que nos deixa uma certeza: teremos um campeonato disputado e que se decidirá em torno de quatro dimensões - arbitragens; liderança em campo; forma física; e desgaste da Champions.
Muito se tem falado de um Benfica 'levado ao colinho'. É uma evidência que semana sim, semana sim, o campeonato é brindado com arbitragens medíocres, mas, quando se fizer a contabilidade final, veremos que no 'deve a haver' dos beneficiados teremos um quadro de equilíbrio. O que mudou é que o Porto deixou de beneficiar dos campos inclinados a que se habituou. A forma como as próprias arbitragens vão ser capazes de ficar imunes à pressão do discurso do 'colinho' fará diferença.
Durante muito tempo, uma das vantagens do Porto face ao Benfica foi ter uma voz de comando em campo, capaz de funcionar como treinador durante os jogos. Desde a saída de Lucho, o Porto não mais teve um líder dentro do relvado. O Benfica tem Luisão.
Ao contrário do que se quer fazer crer, não há grandes diferenças entre os 11 titulares. Onde o quadro é menos equilibrado é quando falamos de segunda linhas. O Porto leva vantagem na qualidade individual do seu banco. As lesões e a forma física serão, por isso, decisivas. A este propósito, é uma incógnita o impacto da Champions no Porto. O desgaste pode fragilizar a equipa, mas bons resultados podem ser um suplemento de alma adicional.
No fim, a melhor equipa será campeã, pelo que de pouco serve andar, desde já, a ensaiar choradinhos."

segunda-feira, 2 de março de 2015

Lixívia XXIII

Tabela Anti-Lixívia:
Benfica.............. 59 (+1) = 58
Corruptos........ 55 (+11) = 44
Braga............... 46 (+4) = 42
Sporting.......... 47 (+10) = 37


Impossível não ter sentido em pleno Estádio da Luz, o 'medo' do Capela em beneficiar inadvertidamente o Benfica!!! O impacto da campanha em marcha foi claro... Das vinte faltas assinaladas contra o Benfica, 3/4 não existiram!!! Os jogadores do Benfica até tinham 'medo' em pressionar os adversários... ou chegavam primeiro à bola, ou então 'protegiam' o espaço!!! A diferença abismal de qualidade entre as duas equipas, não permitiu que o resultado fosse posto em causa, mas esta é daquelas 'situações', que em jogos mais equilibrados, altera muitas vezes o resultado final...
Nos lances capitais acabou por estar bem: o penalty é óbvio; a expulsão do Esiti, até foi 'atrasada', porque logo no primeiro pisão sobre o Gaitán, devia ter levado Amarelo!!!
Para memória futura, logo nos primeiros minutos, a equipa de arbitragem trocou um pontapé de canto a favor do Benfica, por um pontapé de baliza... e como ultimamente os Cantos do Benfica são penalty's disfarçados de Cantos, espero que ninguém se esqueça de mais este prejuízo crucial!!!


No 'amigável' do Dragay, nada melhor que escolher um sócio da equipa da casa para apitar o jogo... Como os visitantes, até nem estavam muito interessados em disputar o resultado, os visitados tiveram uma autêntica passadeira verde até ao golo... Mas se por acaso, numa improbabilidade disparatada, o resultado que ambos queriam fosse posto em causa, estaria um Soares Dias de plantão, para meter tudo em ordem!!!
Não sei se foi racismo, mas o William deve ter sido o único que não ouviu a 'palestra' do Presidente-treinador, e ingenuamente, pensou mesmo que o jogo era para tentar ganhar!!! Mas quando, arrancou com a bola em direcção à área dos Corruptos, numa arrancada digna de um super-mini-Maradona, e viu o Central dos Corruptos, a 'escorregar' à sua frente, sem qualquer contacto, e o árbitro a marcar falta (quando a bola sobrava para o Carrilo, em posição de remate perigoso), devia ter percebido logo, que não valia a pena...!!!
Mas ainda antes, já o Casemiro andava a distribuir fruta da época: aliás aos 25 minutos, o Casemiro já devia ter sido expulso!!! Acredito, que as faltas sucessivas para Amarelo (pelo menos...) que o novo-caceteiro-mor Corrupto, só se repetem (em todos os jogos), porque ele está consciente da impunidade que lhe advém da equipa onde joga...!!! Se o apitador lhe tivesse mostrado o 1.º amarelo, logo nos primeiros minutos, ele provavelmente teria alterado a forma de jogar, e não teria arriscado levar o 2.º amarelo... Mas como nunca foi repreendido, foi um festival de arriar porrada!!! Nada de novo, isto acontece repetidamente jogo após jogo... época atrás de época, só muda o nome do 'artista'!!! É já uma tradição de longa data...
O Sporting foi de facto fazer um frete ao Dragay, até acredito que os Corruptos com '10' ganhariam na mesma, tal a 'ausência' Lagarta do jogo... Mas com uma arbitragem dentro da lei, a agressividade na recuperação da bola pelos Corruptos teria que ser menor... as constantes faltas, tanto do Casemiro, como do Alex Sandro (principalmente estes dois...) seriam menos seguramente... E aquele, massacre, seria de certeza menos asfixiante, mesmo com as Osgas anestesiadas!!!
Além da expulsão do Casemiro, a outra variável corrupta na partida, foi a presença do Jackson, decisivo no jogo, sem golos, mas com assistências, e que devia ter sido expulso na última jornada no Bessa...!!!
Já no final da partida, com 3-0 no marcador, o Cedric devia ter visto o 2.ª amarelo: Soares Dias entrou em modo simpatia... e já nos descontos, podia ter marcado penalty contra os Lagartos por Mão na bola do Cedric... Pessoalmente, até acho que estas situações não são penalty, mas...
Os Corruptos ainda se queixaram de mais 2 penalty's: o primeiro, num canto, a bola é desviada pelo cocuruto do Herrera, raspa no braço do Montero, e bate no peito do Colombiano. Não acho que seja penalty, não foi uma Mão deliberada; no segundo o Tobias arma-se em 'anjinho', deixa a perna esticada, e o Jackson aproveita para o mergulho... mais uma vez bem decidido.
Recordo que todos os lances duvidosos, que presumivelmente beneficiariam os Lagartos, aconteceram já com os Corruptos em vantagem, aliás 99% desses lances foram mesmo com 3-0 no marcador...!!!
No rescaldo da partida, vi uns minutinhos da CMTV, onde o Pedro Guerra se atirou mais uma vez ao Coroado, comparando o lance do Tobias com o Jackson, com o lance do Jardel com Rambé no jogo com o Setúbal... apanhando o Mestre da azia em contradição, num lance o defesa tem o pé apoiado, e é o avançado que procura o contacto, no outro o defesa tem o pé apoiado, o avançado tropeça, mas a culpa já é do defesa... depende da cor da camisola...!!! Também aqui não é novidade, aliás até está na moda!!!
Já que falei dos cumentadores, parece que é proibido referir que os três golos Corruptos, todos marcados da mesma maneira, pelo mesmo jogador, por acaso extremo-direito, e que deveria, se nada de extraordinário tivesse acontecido, estar a ser marcado pelo Bufas do Jefferson... que devido ao corte de relações com o Chefe de Claque-Presidente-Treinador ficou em regime de solitária em Alcochete... se calhar o ar condicionado do autocarro Lagarto avariou-se, e eles não quiseram arriscar uma viagem de 2h meia com os odores do lateral esquerdo...!!!

O Xistra desta vez não comprometeu em Vila do Conde, onde o Braga ganhou...

Anexos:
Benfica
1.ª-Paços de Ferreira(c), V(2-0), Cosme, Prejudicados, Sem influência no resultado
2.ª-Boavista(f), V(1-0), Marco Ferreira, Prejudicados, (2-0), Sem influência no resultado
3.ª-Sporting(c), E(1-1), Proença, Nada a assinalar
4.ª-Setúbal(f), V(0-5), Capela, Nada a assinalar
5.ª-Moreirense(c), V(3-1), Luís Ferreira, Prejudicados, (4-1), Sem influência no resultado
6.ª-Estoril(f), V(2-3), Vasco Santos, Nada a assinalar
7.ª-Arouca(c), V(4-0), Hugo Miguel, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
8.ª-Braga(f), D(2-1), Marco Ferreira, Prejudicados, (2-3), (-3 pontos)
9.ª-Rio Ave(c), V(1-0), Manuel Mota, Nada a assinalar
10.ª-Nacional(f), V(1-2), Bruno Paixão, Prejudicados, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
11.ª-Académica(f), V(0-2), Jorge Ferreira, Beneficiados, (0-1), Sem influência no resultado
12.ª-Belenenses(c), V(3-0), Manuel Oliveira, Nada a assinalar
13.ª-Corruptos(f), V(0-2), Jorge Sousa, Nada a assinalar
14.ª-Gil Vicente(c), V(1-0), Capela, Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
15.ª-Penafiel(f), V(0-3), Paulo Baptista, Nada a assinalar
16.ª-Guimarães(c), V(3-0), Rui Costa, Nada a assinalar
17.ª-Marítimo(f), V(0-4), Xistra, Nada a assinalar
18.ª-Paços de Ferreira(f), D(1-0), Paixão, Nada a assinalar
19.ª-Boavista(c), V(3-0), Hugo Miguel, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
20.ª-Sporting(f), E(1-1), Sousa, Nada a assinalar
21.ª-Setúbal(c), V(3-0), Manuel Oliveira, Prejudicados, Sem influência no resultado
22.ª-Moreirense(f), V(1-3), Jorge Ferreira, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
23.ª-Estoril(c), V(6-0), Capela, Nada a assinalar

Sporting
1.ª-Académica(f), E(1-1), Soares Dias, Beneficiados, (2-1), (+1 ponto)
2.ª-Arouca(c), V(1-0), Nuno Almeida, Prejudicados, (2-0), Sem influência resultado
3.ª-Benfica(f), E(1-1), Proença, Nada a assinalar
4.ª-Belenenses(c), E(1-1), Cosme Machado, Nada a assinalar
5.ª-Gil Vicente(f), V(0-4), Xistra, Beneficiados, (1-4), Sem influência no resultado
6.ª-Corruptos(c), E(1-1), Benquerença, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
7.ª-Penafiel(f), V(0-4), Rui Costa, Beneficiados, Impossível contabilizar
8.ª-Marítimo(c), V(4-2), Manuel Oliveira, Beneficiados, (4-3), Sem influência no resultado
9.ª-Guimarães(f), D(3-0), Hugo Miguel, Prejudicados, (2-0), Sem influência no resultado
10.ª-Paços de Ferreira(c), E(1-1), Bruno Esteves, Beneficiados, (1-2), (+1 ponto)
11.ª-Setúbal(c), V(3-0), Soares Dias, Beneficiados, Impossível contabilizar
12.ª-Boavista(f), V(1-3), Jorge Sousa, Nada a assinalar
13.ª-Moreirense(c), E(1-1), Jorge Ferreira, Nada a assinalar
14.ª-Nacional(f), V(0-1), Duarte Gomes, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
15.ª-Estoril(c), V(3-0), Soares Dias, Nada a assinalar
16.ª-Braga(f), V(0-1), Hugo Miguel, Nada a assinalar
17.ª-Rio Ave(c), V(4-2), Nuno Almeida, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
18.ª-Académica(c), V(1-0), Rui Costa, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
19.ª-Arouca(f), V(1-3), Jorge Ferreira, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
20.ª-Benfica(c), E(1-1), Sousa, Nada a assinalar
21.ª-Belenenses(f), E(1-1), Paulo Baptista, Nada a assinalar
22.ª-Gil Vicente(c), V(2-0), Jorge Tavares, Nada a assinalar
23.ª-Corruptos(f), D(3-0), Soares Dias, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar

Corruptos
1.ª-Marítimo(c), V(2-0), Xistra, Nada a assinalar
2.ª-Paços de Ferreira(f), V(1-0), Mota, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
3.ª-Moreirense(c), V(3-0), Bruno Esteves, Nada a assinalar
4.ª-Guimarães(f), E(1-1), Paulo Baptista, Nada a assinalar
5.ª-Boavista(c), E(0-0), Jorge Ferreira, Nada a assinalar
6.ª-Sporting(f), E(1-1), Benquerença, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
7.ª-Braga(c), V(2-1), Proença, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
8.ª-Arouca(f), V(0-5), Xistra, Beneficiados, Prejudicados, (1-6), Sem influência no resultado
9.ª-Nacional(c), V(2-0), Nuno Almeida, Nada a assinalar
10.ª-Estoril(f), E(2-2), Soares Dias, Beneficiados, (3-2), (+1 ponto)
11.ª-Rio Ave(c), V(5-0), Benquerença, Beneficiados, (1-2), (+3 pontos)
12.ª-Académica(f), V(0-3), Manuel Mota, Nada a assinalar
13.ª-Benfica(c), D(0-2), Jorge Sousa, Nada a assinalar
14.ª-Setúbal(f), V(4-0), Manuel Oliveira, Beneficiados, (2-0), Sem influência no resultado
15.ª-Gil Vicente(f), V(1-5), Nuno Almeida, Nada a assinalar
16.ª-Belenenses(c), V(3-0), Manuel Mota, Nada a assinalar
17.ª-Penafiel(f), V(1-3), Soares Dias, Beneficiados, (1-0), (+3 pontos)
18.ª-Marítimo(f), D(1-0), Capela, Nada a assinalar
19.ª-Paços de Ferreira(c), V(5-0), Marco Ferreira, Beneficiados, Impossível contabilizar
20.ª-Moreirense(f), V(0-2), Xistra, Nada a assinalar
21.ª-Guimarães(c), V(1-0), Nuno Almeida, Nada a assinalar
22.ª-Boavista(f), V(0-2), Hugo Miguel, PrejudicadosBeneficiados, Impossível contabilizar
23.ª-Sporting(c), V(3-0), Soares Dias, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar

Braga
1.ª-Boavista(c), V(3-0), Vasco Santos, Beneficiados, (1-0)?!, Impossível contabilizar
2.ª-Moreirense(f), E(0-0), Paixão, Prejudicados, (1-0), (-2 pontos)
3.ª-Estoril(c), V(2-1), Hugo Miguel, Prejudicados, (3-1), Sem influência no resultado
4.ª-Arouca(f), D(1-0), Proença, Nada a assinalar
5.ª-Nacional(f) E(1-1), Jorge Tavares, Prejudicados, Impossível contabilizar
6.ª-Rio Ave(c), V(3-0), Bruno Esteves, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
7.ª-Corruptos(f), D(2-1), Proença, Prejudicados, (2-2), (-1 ponto)
8.ª-Benfica(c), V(2-1), Marco Ferreira, Beneficiados, (2-3), (+3 pontos)
9.ª-Académica(f) E(1-1), Bruno Paixão, Nada a assinalar
10.ª-Gil Vicente(c), V(2-0), Manuel Oliveira, Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
11.ª-Penafiel(f), V(1-6), Hugo Miguel, Nada a assinalar
12.ª-Guimarães(c), E(0-0), Xistra, Nada a assinalar
13.ª-Belenenses(f), V(0-1), Paulo Baptista, Nada a assinalar
14.ª-Paços de Ferreira(c), V(3-0), Manuel Mota, Nada a assinalar
15.ª-Marítimo(f), D(2-1), Jorge Sousa, Nada assinalar
16.ª-Sporting(c), D(0-1), Hugo Miguel, Nada a assinalar
17.ª-Setúbal(f), V(1-3), Paulo Baptista, Nada a assinalar
18.ª-Boavista(f), D(0-1), Duarte Gomes, Beneficiados, Sem influência no resultado
19.ª-Moreirense(c), V(1-0), Soares Dias, Nada a assinalar
20.ª-Estoril(f), V(0-2), Manuel Oliveira, Prejudicados, (0-3), Sem influência no resultado
21.ª-Arouca(c), V(2-0), Tiago Martins, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
22.ª-Nacional(c), V(3-1), Bruno Esteves, Beneficiados, Sem influência no resultado
23.ª-Rio Ave(f), V(0-2), Xistra, Nada a assinalar