Últimas indefectivações

sábado, 17 de agosto de 2013

Com menos um, é mais difícil !!!

Benfica B 2 - 3 Atlético

Jogo decidido com a expulsão do Bruno Varela nos primeiros minutos da partida. Erro individual, em mais uma tentativa de sair a jogar no pé, desde da área do Benfica, quando o pontapé para a frente, era o mais eficaz!!! A decisão do árbitro foi correcta, mas ele até podia ter validado o golo do Atlético, não marcar o penalty, e não expulsar o Varela, mas...
Mesmo em inferioridade numérica, foi o Benfica que assumiu o jogo, que teve mais posse de bola, que teve mais oportunidades, com o Atlético a jogar em contra-ataque, à espera de outro erro, e ele apareceu numa jogada idêntica, no 2.º golo do Atlético...
O jogo está mesmo agora a ser repetido na integra, eu só vi a 1.ª parte em directo, mas muito sinceramente daquilo que vi, gostei... Parece que existe uma maior preocupação em ter a bola no pé - em relação ao ano passado -, podemos até vir a perder mais pontos esta época, mas creio que vamos jogar melhor futebol, e tendo em conta que nesta equipa, o mais importante é a evolução dos jogadores, esta deve ser a opção.

PS: Algumas virgens ofendidas, insurgiram-se contra a opção de interromper a transmissão deste jogo, para dar o jogo da Premier League. Eu pergunto, estavam à espera de quê?!!! É óbvio que vai haver sobreposição de conteúdos, e quando as modalidades começarem (se não houver cuidado na marcação dos horários), vamos ter várias situações parecidas.
Com a adesão em massa dos Benfiquistas (e não só) à Benfica TV, num futuro próximo, podemos vir a ter 2 canais. Um com conteúdos essencialmente do Benfica, e outro com conteúdos extra-Benfica. Este será o cenário ideal. Mas até lá, os Sábados e os Domingos à tarde, será da Premier League na Benfica TV. Só um jogo na Luz, do Benfica, terá prioridade mais alta...

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Sem margem para deslizes

"Nesta pré-época o Benfica foi claramente batido pela concorrência. Ainda bem. Gosto muito pouco, mesmo nada, da fanfarronice das pré-épocas. Nunca acreditei muito em títulos de Agosto. Nem dos títulos que leio nos jornais. Cheira-me que haverá ainda muita alteração nos plantéis dos principais candidatos. Não quero com isto deixar de notar que este ano fizemos uma pré-época em tudo pior que a do último ano. Desde logo os adversários e o seu valor. Na última época o Benfica jogou contra quatro campeões europeus, goleou o Real Madrid e no primeiro jogo oficial empatou com o SC Braga de Soares Dias.
Este ano teremos que acabar com este inferno de nunca vencer o primeiro jogo. Sabemos que nas primeiras jornadas temos sempre rasteiras aumentadas, mas até por isso na Madeira tem que aparecer um Benfica demolidor. A intensidade de jogo que mostramos a espaços, a organização da primeira parte contra o São Paulo, serão ingredientes para Jorge Jesus colocar este Benfica a ganhar na primeira jornada, facto de raridade muito assinalável na última década. Quando ganhamos na primeira jornada (3-2 em Aveiro em grande jogo de Karadas no dia 28 de Agosto de 2004) fomos campeões. Quando jogamos com o Marítimo na primeira jornada com Jorge Jesus fomos campeões. Precisam de mais razões científicas? 
No teatro, quando o ensaio é mau, costuma ser boa a estreia. Assim seja! Nos meus desejos como na Madeira, Jesus sabe bem que o futebol é o momento. Os que o assobiam serão os primeiros a aplaudi-lo após a primeira vitória.
Esta Liga vai ser desequilibrada, FC Porto e Benfica não vão perder muitos pontos. Duas ou três distracções e era uma vez o Campeonato para os dois candidatos. O Benfica na última época não foi campeão com 77 pontos, nunca tal acontecera. Este ano será igual e não há margem para deslizes. Começar bem é obrigatório. Vencer é a única regularidade que interessa."

Sílvio Cervan, in A Bola

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Soltar ou não soltar a tampa

"Verdades inquestionáveis do nosso futebol? Só o Luisão, à sua conta, tem mais quatro Taças da Liga do que o Helton. Só que a Taça da Liga como nunca teve tampa, enfim, dá-se menos por ela.

COM o respeito devido aos seus ideólogos e autores, também não encontro beleza transcendente nem, muito menos, qualquer tipo de justificação para o novo desenho da Supertaça Cândido de Oliveira que veio um tanto inesperadamente substituir o troféu original.
Mudar-lhe o nome teria sido, no entanto, bem menos aceitável. A Supertaça leva o nome de um dos fundadores deste jornal e disso gosto, sempre gostei. Começou a disputar-se na época de 1979/1980 como prova oficial do calendário da FPF colocando frente-a-frente o vencedor do campeonato e o vencedor da Taça de Portugal. O seu primeiro formato era, no entanto bastante disparatado e acabava, frequentemente, por atrapalhar o calendário dos envolvidos.
Disputava-se em duas mãos, em casa de um e em casa do outro finalista, e não contava como método de desempate o número de golos marcados fora, o que obrigava, pelo regulamento, a terceiro jogo no caso de uma vitória para cada lado, fossem os resultados quais fossem na sua expressão numérica.
E obrigava até a quarto jogo como aconteceu na decisão de 1985 com quatro Benficas-Portos de enfiada até o FC Porto levar a taça, como, aliás, viria a fazer pelos anos fora de forma sistemática. Só a partir da temporada de 2001/2002 é que o regulamento da prova ganhou bom senso, passando a ser discutido o troféu num único desafio. O primeiro vencedor neste novo formato foi o FC Porto que bateu por 1-0 o seu vizinho Boavista.
Este ano a taça,o objecto em si, mudou de figura, parece coisa mais envidraçada, supostamente em estilo arrojado com transparências e dourados. Não se discute aqui o gosto mas a oportunidade de mudança. A verdade é que já estávamos todos os que gostamos de futebol, habituados ao primeiro troféu com o seu desenho mais clássico, um bojudo recipiente em prata, ou qualquer coisa parecida, que até tinha tampa e tudo.
Também é verdade que há uns que estavam mais habituados do que outros. Com a expressiva vitória e exibição no último sábado frente ao Vitória de Guimarães, o FC Porto somou a sua 20.ª Supertaça, é obra. No palmarés da competição surge o Sporting (de Lisboa, não o de Braga) em segundo lugar com 7 conquistas e o Benfica, modestamente, muitíssimo modestamente, fica-se pelo terceiro lugar com 4 triunfos.
O meu apreço pelo troféu original prende-se com uma dessas vitórias do Benfica, na temporada de 1989/1990, frente ao Belenenses, quando a decisão era produzida em dois jogos. O Benfica ganhou o primeiro jogo na Luz por 2-0 e depois foi ao Restelo fazer exactamente a mesma coisa, isto é, ganhar por 2-0.
A Supertaça foi entregue ao capitão do Benfica, julgo que era Veloso. Não me recordo se os jogadores ficaram em campo, como mandam as regras do fair-play, para assistir à consagração dos vencedores mas lembro-me bem das fotografias nos jornais no dia seguinte. Eram lindas e bem-dispostas, pudera. Os jogadores do Benfica, fizeram-se fotografar no relvado do Restelo com a tampa da taça a fazer de chapéu. Era para isso que servia, obviamente.
Agora a Supertaça está toda modernaça e já nem tampa tem, o que é imperdoável. A velha Supertaça, por ter sobrecopa, dava uma linda fruteira, o que faz sempre jeito nestas coisas do futebol. A esta nova Supertaça saltou-lhe a tampa e, quanto muito, dará um jarro. Não é bem a mesma coisa é só o futuro dirá para que serve uma taça que é um jarro sem asa nem bico.
O currículo do Benfica na Supertaça Cândido de Oliveira é tão fraco que A Bola, no seu dever de informar, informou, precisamente, na sua edição do último domingo que só Helton, o actual capitão do FC Porto, tem só à sua conta mais duas Supertaças conquistadas do que o Benfica e isto em 35 edições da prova.
É verdade que sim. Tem pois. O Helton já ganhou seis Supertaças ao serviço do FC Porto enquanto o Benfica, como sabemos, tem quatro troféus depois de anos e anos de esforço. Não há como contestar estes números.
Ou há?
Confrontada por um amigo benfiquista sobre a maldade da notícia de A Bola sobre esta contabilidade tão particular, não consegui melhor do que responder-lhe:
- Verdades são verdades.
- Ai são?
- São.
- Então fiquem lá com esta verdade: só o Luisão, à sua conta, tem mais quatro Taças da Liga do que o Helton.
É verdade, sim senhor.
Só que a Taça da Liga como nunca teve tampa, enfim, dá-se menos por ela.


NO domingo, o Benfica começa a sua lide no campeonato no estádio dos Barreiros, no Funchal, local onde perdeu o título na temporada passada apesar de ter ganho o jogo, apesar de ter saído de campo com 4 pontos de vantagem sobre o FC Porto e apesar de só lhe terem ficado a faltar três jornadas até ao fim da prova.
A euforia expressa dos jogadores do Benfica no fim desse jogo na ilha da Madeira, sem nada que lhes garantisse a decisão do título a não ser a probabilidade de tal vir a acontecer, só tem comparação com a euforia da viagem de autocarro da Selecção Nacional entre Alcochete e o estádio da Luz a caminho da final do Euro 2004.
Campinos a cavalo acompanharam o autocarro da Selecção à saída de Alcochete, o povo embandeirado aglomerou-se à beira da autoestrada para saudar os não tardava nada campeões da Europa, os barcos apitaram no Tejo enquanto os nossos heróis cruzavam a ponte Vasco da Gama, enfim, todo um arraial. E a coisa acabou em melodrama, inevitavelmente. Tal como acabaria em melodrama a temporada de 2012/2013 de um Benfica tão lançadíssimo para a glória que acabou por soçobrar com o peso de tanta probabilidade.
O Benfica que se vai apresentar no domingo no Funchal é outro. A euforia e a confiança cega nos amanhãs que cantam esboroaram-se num abrir e fechar de olhos e nem a equipa nem os adeptos parecem querer dar sinais de que já recuperaram emocionalmente dos três desastres de Maio.
No último jogo de preparação, em Nápoles, porventura aquele que melhores e mais fiáveis indicações terá fornecido ao seu treinador - porque o adversário era de altíssimo nível -, o Benfica voltou a perder, voltou a sofrer golos e voltou a demonstrar um acanhamento diante da baliza contrária que até faz impressão e em nada contribui para levantar moral às tropas.
A contratação de Funes Mori, entendida de uma maneira geral como para suprimento à partida de Cardozo, também em nada contribuiu para a alegria geral. Ainda ninguém por cá viu jogar o argentino mas são já lendárias entre nós as canções de regozijo dos adeptos do River Plate por verem o seu suposto goleador embarcar para a Europa.
Começa, assim, o Benfica esta época com muito contra si. E até as probabilidades de as coisas correrem bem são muito titubeantes em função do histórico recente e da consequente vaga de descrença que assolou a Luz.
Como é que se dá a volta a isto? Ganhando no Funchal, como no ano passado, obviamente. E tendo por certo que, depois do Funchal, ficam a faltar ao Benfica não as 3 jornadas que deitaram tudo a perder em 2012/2013 mas 29 jornadas por cumprir até ao fim da prova de 2013/2014. É muita jornada, amigos. 
Neste verão ainda não conheci nenhum benfiquista optimista e, por vezes, interrogo-me se não estaremos a exagerar. Os comentários mais alegres que tenho ouvido são deste género:
- Pelo menos este ano não fomos os campeões da pré-temporada...
É verdade que não. Aliás, o campeão desta pré-temporada foi o Marítimo. Ora aqui está um indicador positivo, finalmente.

BOA, Estoril! Parabéns.

O Bruno Alves viu dois cartões amarelos e foi expulso no jogo da Supertaça turca. Há coisas que, francamente, só na Turquia."

Leonor Pinhão, in A Bola

Demasiado pesado !!!

Terminou hoje a participação dos atletas do Benfica, no Mundial de Atletismo em Moscovo. E o resultado não foi o melhor. Já se esperava uma prova abaixo do normal por parte do Marco Fortes, a época não correu bem... e assim, ao contrário do que tem acontecido, nas últimas grandes competições o Marco não conseguiu a qualificação para a Final, ficando-se pelos 19,38m (18.º), a qualificação fez-se nos 19,76m. Perfeitamente ao alcance do Marco, que tem um recorde pessoal acima dos 21m!!!

Normalmente após o ano Olímpico, as marcas pessoais, baixam. Neste Mundial, só a prova do Salto Altura  Masculino (hoje) teve um nível altíssimo, de resto, os novos Campeões do Mundo não se têm aproximado das melhores marcas mundiais. Para os Benfiquistas, as coisas não foram muito diferentes, só o Pedro Isidro esteve ao seu melhor nível, os outros, têm potencial para mais... para o ano, em ano de Campeonato da Europa, pede-se mais.

Pelotão com pato

"Já aqui escrevi sobre o gosto pessoal pelo ciclismo. Desde o inigualável Tour à nossa Volta que, porém, teima em ignorar boa parte de Portugal. E podemos desfrutar de excelentes e bem comentadas emissões televisivas na (ainda) tv pública.
A semana passada assisti, com especial sabor, à etapa que passou pela minha terra, Ílhavo e terminou em Aveiro.
Eis que já perto do final, no rodapé das belas imagens, entrou em acção o Aborto ortográfico transformado em Acordo em Portugal, adiado no Brasil, desprezado em Angola e ignorado no restante mundo lusófono.
E leio: «pelotão compato», fruto de um orgulho acordista que viola as ditas novas regras, pois na palavra compacto o c não é mudo e, como tal, deve ser sempre escrito. Tal qual 'facto' ao qual alguns pressurosamente amputaram o c e transformaram o dito facto em terno brasileiro.
Por momentos, surgiu-me a ideia de que o pelotão vinha acompanhado de um palmípede. E que a disputa (outra palavra ingrata) seria pela camisola amarela entre o pelotão sem pato e pela camisola laranja entre o pelotão com pato. Com um pouco de imaginação poderíamos ver um pelotão compato à compita por uma compota no abastecimento onde se computa a força dos corredores.
Vi a lista dos ciclistas e não deparei com nenhum Pato, ainda que russo, letão ou cazaque. Vi lá, como não poderia deixar de ser, um Pinto, mas não Patos.
Conclusão: o pelotão compato fez um pato de fato com a organização. Felizmente, o director da corrida proclamou alto e pára o baile na antiga versão ortográfica onde o pára tem acento e o pato não tem assento. Isto é, o erro já foi corrigido e o pelotão voltou a ser compacto."

Bagão Félix, in A Bola

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Canelas de Vigo(r) Celta

"Há um ano, num jogo-treino em Düsseldorf, Luisão deu uma peitaça num pobre árbitro... alemão, que tão depressa desmaiou como desdesmaiou. Muito se disse e escreveu sobre tal e logo se previu uma pesada sanção para o incauto Luisão pelo que a UEFA, consultados os canhenhos, o suspendeu por dois meses. E bem.
Pois não é que nesta pré-época o portista Kelvin deu uma série de caneladas consecutivas no Nolito, talvez vendo ainda nele um diabo encarnado, mesmo ao pé dos árbitros principal e assistente. O que aconteceu depois? O banco portista lançou toda a ira no agredido e o árbitro terminou o jogo entre caneleiros, canelados e canelas. Sem sequer um desmaiado cartão (sempre a questão do desmaio, aqui do papel que não do árbitro) ter surgido no tapete verde dos azuis e brancos.
Fixe-se o nome do árbitro: Hugo Pacheco, da 1.ª categoria desde 2009. Promete uma época rigorosa na punição de caneladas extramuros. Mas se nem num jogo a feijões no Dragão foi capaz de ver a barbárie entre colegas de profissão, como poderá ver outras infracções, mãos na bola e penalties no mesmo estádio?
O silêncio dos moralistas que quase irradiaram Luisão tem sido ruidoso. Claro que as caneladas foram inaudíveis e o osso é duro de roer. Talvez o árbitro tenha considerando que não houve intencionalidade suficiente das caneladas apesar da sua intensidade. Ou que não houve intensidade proporcional à intencionalidade, não atingindo assim a escala de dureza que justificasse uma correcção anatómica. Em suma: caneladas à moda do Porto. Com vigo(r) celta e em festa.
P.S. - Kelvin pode jogar na 1.ª jornada. Rui Patrício não. Assim vai o defeso dos árbitros."

Bagão Félix, in A Bola

PS: O Bagão esqueceu-se que houve um cartão amarelo, mas foi para o Nolito!!! E o jogo não acabou com as caneladas... o árbitro ainda tentou levar o jogo até aos 90 minutos, mas as tochas atiradas para dentro do campo, e o continuado atrito entre os bancos, fez com que o árbitro tivesse terminado o jogo ainda antes dos 90 minutos!!! Além da violência, antes, durante, e depois sobre os ingénuos adeptos do Celta que tentaram assistir ao jogo, no Antro... Que descaramento, pensar que podiam assistir a um jogo de futebol com as cores do seu clube!!!

1,5 centimetros !!!

Frustrante a forma como o Marcos Chuva falhou a qualificação para a Final do Salto em Comprimento, nos Mundiais de Moscovo. Começou com dois grandes saltos, a 'olho' ambos pareceram acima dos 8 metros, mas foram ambos nulos: o 1.º por 1,6cm e o 2.º por 1,5cm !!! Na terceira e derradeira tentativa, o Marcos não foi além dos 7,82m, o que não chegou. A qualificação foi feita aos 7,89m...
Esta foi uma época especial para o Marcos, foi o regresso após uma longa ausência por lesão... Não foi tão grave como o Nelson Évora, mas estas longas paragens, deixam sempre a dúvida, será o atleta consegue voltar a efectuar marcas parecidas, com as que fazia antes da lesão? E ficou provado que sim... Para o ano no Europeu, podemos ter o Marcos a lutar pelas medalhas...

O Pedro Isidro, completou a mais dura prova dos Campeonatos, os 50Km Marcha na 28.º posição, fazendo um tempo muito próximo do seu recorde pessoal, isto perante as condições atmosféricas adversas da capital Russa: 3.57,30h (recorde pessoal: 3.57,09h).
Recordo que o Pedro é para todos os efeitos um atleta 'Paraolímpico' (apesar da Marcha não ser uma modalidade Paraolímpica!!!). Recordo que o Pedro é o único atleta nestes Mundiais, nestas circunstâncias. Recordo que esta prova teve 61 participantes.

O comando é nosso !!!

terça-feira, 13 de agosto de 2013

La Dama de Elche chegou à Luz


"Troféu impressionante conquistado pelo Benfica no Trofeo Festa d'Elx. Primeira presença dos 'encarnados' que conseguiram melhor do que Sporting, Belenenses e FC Porto, num torneio que se disputa sem interrupção desde 1960.

O Benfica venceu recentemente o Trofeo Festa d'Elx. Logo na sua primeira participação. E, assim sendo, tendo em conta que também já temos deixado nestas páginas algumas das históricos «veraniegos» espanhóis, os torneios de Verão que se tornaram famosos por todo o mundo por via da qualidade das equipas que os disputaram, vamos falar deste Festa d'Elx que, a brincar a brincar, se assim nos podemos exprimir, já se desenrola ininterruptamente desde 1960.
Elche (Elx no idioma valenciano) é uma cidade da província de Alicante, famosa pelo seu palmeiral, uma extensão de mais de 200 mil palmeiras espalhadas pela zona velha da cidade, considerada Património da Humanidade pela Unesco. Aí se disputa o sexto «veraniego» mais antigo de Espanha, depois dos Trofeo Playa y Sol (Águilas, Múrcia), da Copa San Pedro (Alicante), do Teresa Herrera (Corunha), do Trofeo de la Vendimia (Xerez) e do Ramon Carranza (Cadiz). Já trouxemos ao vosso conhecimento dois ou três deles, talvez ainda sobre paciência e talento para falar dos restantes.
Falemos deste, para já. Criado em 1960, como vimos, serve para comemorar a festa da cidade, em honra da Virgen de la Asunción. O troféu que o Benfica carregou este ano para o recém-inaugurado Museu é bonito: chama-se La Dama de Elche, a representação de um busto talhado em pedra calcária que data do século V a.C. e que mede 56 centímetros de altura. A peça original está no Museu Arqueológico Nacional de Espanha, em Madrid, e foi encontrada num pequeno monte dos arredores de Elche chamado pelos árabes de Alcudia (precisamente montículo). Verdadeiramente original como troféu para um torneio de Futebol, dificilmente os benfiquistas poderiam encontrar no seu museu peça sequer parecida.

Um só vencedor português
A Dama de Elche é um troféu recente, que veio substituir a anterior Palmeira de Prata que premiava o vencedor. E a presença do Benfica em Elche foi inusitada. Entre 1960 e 1962, o Trofeo Festa d'Elx foi disputado exclusivamente entre equipas espanholas, num torneio triangular. Em 1962, foram convidados o Estrasburgo (França) e o Sporting (Portugal). O Sporting venceu o Estrasburgo (1-0) e empatou com o Elche (1-1) , mas perderia o troféu graças à goleada da equipa da casa frente aos franceses (8-0). Em 1965, nova presença portuguesa, desta vez a cargo do Belenenses, que perdeu os dois jogos frente ao Atlético de Bilbau (0-2) e frente ao Elche (0-2). Em 1966, o convidado lusitano foi o FC Porto, que também se viu derrotado nos dois jogos - pelo Elche (1-4) e pelo Espanhol de Barcelona (0-2).
A partir de 1967, o troféu passou a ser disputado num só jogo, tendo, como é lógico, a equipa do Elche como patrocinadora e anfitriã. E começaram a surgir clubes sul americanos na contenda, como o Independiente, o Estudiantes e o Guarani. Durante os anos 70 o torneio tanto foi triangular como a dois. Só em 1976 voltou a ter presença portuguesa, de novo marcada pelo Belenenses que perdeu a taça para o Elche (0-2). E, desde então, um grande deserto até este ano de 2013. Mas grandes nomes do Futebol se registaram com brilho na lista ilustre dos vencedores: Barcelona, Real Madrid, Vasco da Gama, Vasas de Budapeste.
Até que a Elche chegou o Benfica. Pela primeira vez convidado e logo vencedor, derrotando o Elche por 3-1 e trazendo para Lisboa La Dama de Elche. Com nome firmado em todos os grandes «veraniegos», o Benfica tratou de assinar o ponto com letras dourados. Quem sabe se não regressará em breve..."

Afonso de Melo, in O Benfica

domingo, 11 de agosto de 2013

Nos intervalos da chuva

"Azafama-se o futebol português em dissertações acerca do Cardozo. Se fica, se vai, se fica chateadinho ou vai satisfeitinho, se é um selo do apocalipse ou talvez não. Enquanto a turba se entretém nisso, esquecem-se os especialistas em futebol português e em “estruturas” (um dia alguém chegará à conclusão de que em Portugal a “estrutura perfeita” e o “sistema” são vocábulos do campo semântico da dourada corrupção – mas isso são outros quinhentinhos) de que o submundo da arbitragem (aquela gente que passa a vida a martelar as classificações dos clubes) se insurgiu contra o facto de eles próprios terem sido alvo de mais uma época de classificações marteladas.
Ou seja, há pouco mais de quinze dias, Vítor Pereira confirmou, sem corar de vergonha, que não foi a Comissão de Classificações da arbitragem a classificar os árbitros. Foi “alguém” institucionalmente acima do Conselho de Arbitragem e da Comissão de Classificações. Os árbitros protestaram contra esta “martelada” aparentemente legal. Foram muitos anos a viver e a serem promovidos e despromovidos com classificações urdidas em lupanares e cimentadas com trocas de favores e compadrios. Desta vez, a marosca fora mais longe, deram-lhe um ar sério. Assim não. Gritaram, protestaram, ameaçaram e conseguiram que a “martelada” se transformasse numa “chapelada”.
Aparentemente garantiram que a sua carreira durará mais cinco anos e que passarão a ser profissionais da coisa. A profissionalização é apresentada como a solução para todos os males de que enfermam. É como se alguém dissesse que a solução para a prostituição passaria pela obrigação da emissão de facturas pelo serviço prestado. Bem vistas as coisas, e como sabe qualquer Nandinho das Facturas, estas coisas até andam ligadas."

Pedro F. Ferreira, in O Benfica

Marcha lenta !!!

A participação dos atletas do Benfica no Campeonato do Mundo de Atletismo, que está a decorrer em Moscovo, não começou da melhor forma. O Sérgio Vieira (20Km Marcha), parecia estar num excelente momento de forma, durante a prova conseguiu manter-se junto do principal pelotão, mais ou menos, até metade da prova, mas quando o ritmo acelerou, o Sérgio não conseguiu aguentar... acabando por perder bastante tempo, ficando bem longe da sua melhor marca, no 40.º lugar. O calor vs. humidade de Moscovo também não ajudou, mas...

PS: Os parabéns para o irmão gémeo do Sérgio: o João Vieira conseguiu um histórico 4.º lugar na prova, fazendo uma corrida de trás para a frente. Acabando por surpreender todos, inclusive a realização televisiva (depois de Daegu, mais uma realização televisiva dos Mundiais de Atletismo muito aquém do nível exigido!!!). Os dois correram juntos, durante parte da corrida, sendo assim ainda é mais frustrante os mais de 6 minutos de atraso do Sérgio em relação ao irmão. Eles que recentemente terminaram uma prova de 10 Km ao sprint!!!

Esquecer Cardozo

"1. Já o escrevi: tenho pena que Cardozo deixe o Clube. Mas parece que será assim (na altura em que escrevo ainda não havia certezas). Independentemente da forma, mais ou menos infeliz, como sai, o seu abandono não pode prejudicar ainda mais o Benfica do que já o fez. E nem pode criar mais divisões para além das que resultam de simples divergências de opiniões. Cardozo saiu, ponto final. É de muito mau gosto - por prejudicial à equipa - os gritos recordando-o quando não marcamos golos. Nessa altura, quem precisa de apoio é quem lá está dentro. O Benfica não jogou bem frente ao São Paulo e perdeu. Paciência. Na última vez em que fomos Campeões também tivemos uma pré-época menos feliz. A partir da próxima semana é que todos os resultados serão importantes. E a nós, cá fora, independentemente de gostarmos deste ou daquele jogador, treinador ou dirigente, cabe-nos ser o 12.º jogador e apoiar sempre a equipa. Sem divisões.

2. Tenho-o referido várias vezes ao longo deste interminável 'defeso': não gosto nada deste período. E a semana passada reforçou esta minha sensação. São mais jogadores que saem (ou 'ameaçam' que saem), são acordos que se fazem ou quase estão feitos, são jogadores que se valorizam ou desvalorizam (e não deveriam desvalorizar-se...), são jogadores que se contratam para logo serem emprestados (e alguns nada baratos...), são negócios que se realizaram mas depois não são bem assim. Enfim, uma confusão de notícias e de comunicados, em que cada vez é mais difícil destrinçar entre o que é verdade e não passa de boatos, entre o que é a realidade e aquilo que nos querem fazer crer. Quando tudo isto toca aos outros, vamos encolhendo os ombros. Quando nos toca a nós, é natural que não gostemos. E eu não gostei nada da semana que passou...

3. Uma das maiores taças expostas no nosso excelente Museu Cosme Damião foi aquela que o Benfica ganhou na inauguração do antigo Estádio das Antas, com uma histórica vitória, por 8-2. Não é o resultado (uma simples curiosidade) que aqui interessa. É o nome da taça - General Craveiro Lopes, então Presidente da República. O FC Porto não só inaugurou o estádio numa data simbólica do antigo regime (28 de Maio) como ainda atribuiu o nome do então Chefe de Estado ao troféu. O Benfica, que inaugurou o seu Estádio dois anos depois (1954), fê-lo no dia 1.º de Dezembro e deu às taças em disputa os nomes de Cosme Damião (entregue ao FC Porto, que ganhou) e Álvaro Gaspar, antigo futebolista (ao Benfica que perdeu). E depois nós é que somos o Clube do antigo regime..."

Arons de Carvalho, in O Benfica