Últimas indefectivações

sábado, 14 de setembro de 2019

Benfiquismo (MCCXCII)

Lotação esgotada...!!!

Uma Semana do Melhor... com o Baptista-Bastos!

Jogo Limpo... Guerra, Coelho & Matias

Pauleta...

Indigência moral

"Para o Benfica, as vitórias são dentro de campo, fora dele apenas se pede justiça e decência. Foi feita justiça esta semana.

Alguns dos nossos adversários insistem em atribuir ao Benfica vitórias que, de facto, o meu clube não obteve. Esta semana chafurdaram no lodo, sozinhos é certo, com a decisão da Relação de Lisboa, confirmando a não pronúncia do Benfica no denominado caso e-toupeira. Pior do que assistir à indigência financeira é constatar a indigência moral de algumas latitudes
Se gostam de assumir derrotas e fazer seus problemas jurídicos alheios, não é problema do Benfica. Para nós, as vitórias são dentro de campo, fora dele apenas se pede justiça e decência. Foi feita justiça esta semana, com a ajuda de um tribunal superior.
No Benfica, ganhar é vencer amanhã o Gil Vicente. Desporto é o jogo amanhã na Luz com mais de 50 mil adeptos contra um adversário treinado por um dos mais experientes e sabedores treinadores portugueses. No Benfica, vencer foi a conquista em Tondela da Supertaça feminina na passada sexta-feira. Desporto foi o poker de Ronaldo na passada terça-feira e não as Kathryns Mayorgas desta vida.
A judicialização do combate em sociedade, seja no desporto como na política, é, mesmo sendo advogado, das características mais deploráveis dos nossos tempos. Mais do que a excelente fundamentação do acórdão da Relação de Lisboa interessa-me uma excelente preparação do jogo contra o Gil Vicente.
O Benfica inicia um ciclo tremendo, com jogos em três competições, onde falhar hipoteca objectivos. O Gil Vicente de Vítor Oliveira e os alemães do Leipzig são o início de um duro caminho. Nesta fase, Bruno Lage é o magistrado que me interessa e as lesões de Florentino e Gabriel factos que quero ver como não provados. Quero ver consignado o talento de Pizzi, a velocidade de Rafa e as quantidades de RDT. Quero absolver Seferovic dos golos falhados em Braga. Quero que cada suplente que entre transforme o lugar do titular num facto controverso para o treinador que os escolhe.
Quem vai à Luz paga um preparo inicial para ver futebol, para ver o Benfica e para desfrutar do jogo. Vamos, Benfica, alheio ao ruído e concentrado no objecto, porque Bruno Lage sabe (e nós também) que mais difícil é sempre o próximo jogo."

Sílvio Cervan, in A Bola

Antevisão...

Nulo...

Benfica 0 - 0 Académico Viseu


Jogo fraquinho, contra uma equipa muito experiente com muitos jogadores com experiência de I Liga! Além disso a diferença de 'caparro' entre a defesa/meio-campo do Académico e os nossos putos é grande!!!
Mesmo assim, o Académico apostou no 'contra' e nós tentamos 'agarrar' mas acabámos por desperdiçar as melhores oportunidades... com o Umaro em destaque!

Sendo que ainda ficou um penalty por marcar sobre o Umaro (aliás mais uma arbitragem onde caiu tudo para o lado dos nossos adversários)!!!

Nota para o 'regresso' do Kalaica (ainda sem ritmo)... o Umaro é claramente o jogador diferenciado desta equipa!

Empate...

Cova da Piedade 2 - 2 Benfica
Gouveia(2)


Tanto trabalho na remontada, para permitir o empate mesmo a fechar o jogo!!!

Não foi um jogo fácil o adversário jogou fechadinho, com muita agressividade (permitida), nós criámos pouco perigo (com um penalty desperdiçado!), e mesmo a fechar a 1.ª parte num erro (a dois) permitimos o golo do Cova!
Não sei se foi por 'castigo', mas os 'culpados' foram substituídos ao intervalo... tentámos jogar mais à frente, mas o Cova continuava a criar perigo no 'contra'! A segunda 'leva' de substituições, foi certeira... e o Tiago Gouveia deu a volta ao marcador (com alguma ajuda do guarda-redes adversário)!
O Tralhão a perder, finalmente, meteu um avançado, e ainda foi a tempo de empatar!!!

Nota para a aposta do Tiago Araújo a defesa esquerdo, desde o 1.º minuto: tem tudo para resultar, o Tiago só tem que acertar os 'tempos' de entrada defensivos!
Em relação ao Ronaldo, por incrível que pareça, acho que já está a 'mais' nesta equipa! Absurda qualidade na 'decisão' nos últimos 20 metros!!!

Benfiquista

"Quem me conhece sabe que a selecção nacional me é indiferente há uns bons anos. Não é embirração ou sequer um protesto, talvez seja ainda uma sequela de um tempo em que me revoltava a forma como o futebol português era dirigido e, em simultâneo, se tornara vulgar a quase total ausência de jogadores do Benfica nas convocatórias. E reconheço alguma arrogância da minha parte por me irritar a quantidade de desinteressados por futebol que opinam, festejam ou criticam nos períodos de maior notoriedade para a selecção. São os neoconvertidos a prazo que não fazem qualquer falta ao futebol.
De igual forma, não desejo desaires. Pura e simplesmente não sinto qualquer emoção. Quando calha, se nada mais interessante houver, sigo as partidas enquanto apaixonado pelo jogo que sou.
Nos últimos anos, o meu interesse cresceu, apesar da contínua indiferença quanto aos resultados. A maior participação de atletas do Benfica e de jogadores formados no nosso clube desperta a minha curiosidade, a qual já sentia em relação às selecções mais jovens, em que a forte e bem-sucedida aposta na formação na última década resultou, também, num acréscimo de qualidade nas equipas organizadas pela Federação. O meu interesse pela selecção assenta, exclusivamente, numa perspectiva benfiquista.
Não é invulgar que, geralmente pelos tais neoconvertidos, seja acusado de falta de patriotismo por não apoiar 'a selecção de todos nós'. Esta é bem capaz de ser a acusação mais patética que já ouvi. Até porque, se a questão passa pela nação, a minha, no desporto, é a benfiquista. E é por isso que me emocionou ver as demonstrações exacerbadas de benfiquismo em Cabo Verde no passado fim-de-semana.
O benfiquismo não tem fronteiras!"

João Tomaz, in O Benfica

O caminho certo

"Quantos de nós já pensámos, ouvimos, dissemos ou escrevemos que o SL Benfica é demasiado grande para Portugal? Tenho a certeza de que seremos muitos. E alguns de nós até já imaginaram uma Liga Europeia apenas com os melhores de cada país. Ou que o constante desrespeito pelo Glorioso até nos poderia levar a competir no campeonato espanhol - uma hipótese pouco provável mas que não deixaria de ser irónica para a liga portuguesa, essa fogueira (incêndio de enormes dimensões) de vaidades.
Pois é, o Sport Lisboa e Benfica não tem fronteiras. Nunca as teve. E isso esteve à vista em Cabo Verde na inauguração da Casa do Benfica na Cidade da Praia. Como já tinha sido bem claro nos EUA, durante a ICC da pré-temporada. Ou de cada vez que o Clube joga fora de casa nas competições europeias em qualquer modalidade. E não é de hoje, é de sempre.
O alcance do manto sagrado pelo mundo vem dos embates e das conquistas com algumas das melhores equipas da história do futebol, vem da década de 1960 e das seguintes, e vem ainda das digressões internacionais quando outros ainda nem tinham idade ou prestígio para andar de avião sozinhos. O que vimos em Cabo Verde (e eu já festejei um título por lá e sei do que falo) é o que se passa em Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe ou Timor-Leste. Nestes países, o SL Benfica joga sempre em casa, e é mais do que justo que olhemos para fora, para estes adeptos que igualam e superam em paixão a distância desde o Estádio da Luz. Esta é, e sempre foi, a nota diferenciadora do Benfica - é abrangente, aglutinador e muito superior a qualquer delimitação fronteiriça ou temporal. Seja onde for!"

Ricardo Santos, in O Benfica

O fim da ressaca

"O leitor também sentiu que esta paragem no campeonato teve a mesma duração que a hibernação de uma marmota? Cada hora parecia um mês. Os minutos andavam à velocidade dos instantes finais daquelas meias-finais da Liga Europa em Turim: que sufoco! Não conheço os efeitos da ressaca da droga, mas duvido que cause maior aflição do que esta espera agoniante para que o Benfica entre em acção. Tenho suspirado por este Benfica - Gil Vicente como se de uma final da Liga dos Campeões se tratasse.
Estou certo de que o Benfica vai enfrentar uma equipa difícil de ultrapassar. Basta lembrar que o Gil venceu categoricamente um adversário que até vai participar na Liga Europa há bem pouco tempo, o que significa que a equipa de Barcelos não se encolhe perante ninguém. Para além disso, recordo que o Gil Vicente dificultou imenso a vida ao Glorioso em quatro das últimas cinco visitas à Luz para a Liga.
Aquela reviravolta já em tempo de compensação desenhada pelos pés do Markovic e pela cabeça do Lima retirou-me 5 anos de vida, portanto espero que amanhã o Seferovic e o Raul de Tomas façam as pazes com a baliza e me devolvam esses anos perdidos.
Terça-feira é dia de voltar à Liga dos Campeões. Só quatro equipas conseguiram estar presentes na prova milionária em cada uma das últimas dez edições: Benfica, Real Madrid, Barcelona e Bayern Munique. Neste período, desse quarteto só o Benfica não se sagrou campeão da prova, portanto tudo indica que a glória chegará este ano. Ninguém consegue prever como irá decorrer a prestação do Benfica na Champions, mas uma coisa é certa: o lugar do Benfica é entre os maiores da Europa."

Pedro Soares, in O Benfica

A cor da bandeira

"José Sá, Nélson Semedo, Ferro, Rúben Dias, Mário Rui, Danilo Pereira, João Cancelo, Renato Sanches, Bernardo Silva, Gonçalo Guedes e João Félix. Eis 11 convocados por Fernando Santos para os recentes compromissos da selecção A. Eis 11 jogadores formados no Sport Lisboa e Benfica.
Quando um dia Luís Filipe Vieira disse que os jovens da nossa formação iriam constituir a espinha dorsal da selecção nacional, houve quem não acreditasse. Mas a realidade está à vista de todos.
Em breve andarão fatalmente por lá nomes como Florentino ou Gedson, como também já andou André Gomes. E não demorará muito até que Jota e Nuno Tavares, entre outros, possam igualmente vir a ser opção. Gente à qual podemos acrescentar Ederson, Oblak ou Lindelof, que representam as equipas nacionais dos seus países e cresceram na nossa casa.
Dos 19 atletas mencionados, 15 foram campeões nacionais no Benfica.
Houve, porém, quem não tivesse sido devidamente aproveitado na nossa equipa principal. O exemplo mais flagrante será o de Bernardo Silva, que, por motivos que não vêm ao caso, acabou por partir cedo demais, sem que chegasse a brilhar na Luz. No presente tal já não seria possível. Félix saiu, mas por montantes absolutamente irrecusáveis. E a robustez financeira do clube permite hoje que Rúben, Ferro, Florentino, Gedson e Jota permaneçam de águia ao peito, pelo menos até que um dia - depois da conquista de mais alguns títulos pelo Glorioso - o mercado acene com as cláusulas de rescisão, ou perto disso.
A política do Benfica está definida e é bem clara. A aposta no Seixal é o futuro, mas também já é o presente."

Luís Fialho, in O Benfica

Missão cumprida

"Inspiradas na extraordinária visita do Sport Lisboa e Benfica a Cabo Verde, as nossas jogadoras de futebol feminino escreveram mais uma página brilhante na história do Clube. Com o colinho dos benfiquistas, sobretudo os da Casa do Benfica em Tondela, Luís Andrade chegou, viu e venceu. Com um futebol dinâmico, ambicioso e sempre focadas na vitória, as nossas atletas proporcionaram um grande espectáculo. A missão era muito difícil, mas foi cumprida com entrega total até à última gota de suor. Todos vimos como as nossas heroínas deixaram tudo em campo. Cada lance foi disputado com bravura, cada ataque foi gizado com inteligência, e quando foi preciso defender, a equipa funcionou como um bloco intransponível, bloco esse superiormente comandado por uma inspirada Dani. O resultado só peca por escasso, foi tal a superioridade evidenciada pela nossa equipa. É um regalo ver jogar esta equipa do SL Benfica. Elas são um dos nossos cartões de visita de novo Benfica. A forma como encaram a alta competição devia servir de lição e muitas estrelas de pacotilha que pululam por ai. Uma nota para Dolores Silva, a jogadora do SC Braga que no final teve o fair play de reconhecer o mérito do SL Benfica e de dar os parabéns. Uma lição para o seu treinador, que revelou um mau perder que fica mal a quem foi recentemente eleito o treinador do ano na gala das Quinas de Ouro. O título deste artigo é dedicado a Fernando Tavares, o nosso vice-presidente, que no final do jogo me respondeu à mensagem de parabéns da seguinte forma - missão cumprida. São já três os títulos conquistados. Agora, vamos tratar do Campeonato."

Pedro Guerra, in O Benfica

Mentes brilhantes

"Uma das primeiras coisas que aprendi desde que me lembro de ser gente foi a não julgar ninguém pela aparência. Lições antigas e sábias que os avós passavam aos netos pro educação, mas que tinham por trás a sabedoria de que uma pessoa é muito mais do que aparenta ser, mesmo quando os sinais que fisicamente comunica aparentam indicar o contrário.
Este é um dos grandes dramas da deficiência e uma injustiça social cruel. Mas o que faz, para lhe reagir, um cérebro humano encerrado num corpo que não lhe permite dar expressão ao pensamento= Às vezes nem comunicar...
Encontra o seu caminho e engenha estratégias de evasão verdadeiramente extraordinárias que orgulham o ser humano de ser capaz destas mentes brilhantes. Não resisto a contar um episódio.
O meu amigo M... dirigente num ministério do governo romeno, é um jovem brilhante, extremamente observador (sim: observador!) e duma criatividade sem fronteiras. Simultaneamente, é um dos técnicos com maior preparação teórica e qualidade intelectual que conheci. Por ocasião de umas conferências em Bruxelas, assistimos juntos a um desenrolar de projectos em várias línguas que se sucediam por grupos de seis a que se seguiram esclarecimentos e discussões. Para meu espanto, lá estava o M... a questionar os conferencistas um por um, de forma pertinente e incisiva. Não resisti e comentei: 'Mas, se tu és cego, como é que fazes?' A resposta foi desconcertantemente simples: 'Crio um ficheiro na minha cabeça por cada conferência e vou construindo uma espécie de apresentação em slides. Depois volta lá e retomo',
Conto este exemplo vulgar, do dia a dia, para evitar comparações fáceis com académicos brilhantes, prémios Nobel e cientistas de corpo encarquilhado e fala distorcida para quem a maior parte da humanidade olharia com compaixão e alguma 'superioridade' e a quem, no entanto, deve muita da sua evolução tecnológica e científica.
Estas mentes brilhantes, turbilhões de sentimentos não raro conhecidas pelo seu mau feitio, não são imunes às paixões comuns como o futebol, sempre presente e desafiador dos sonhos. Neste caso, vivido com redobrada intensidade no fenómeno de projecção individual sobre os performers do sucesso, numa identificação com os jogadores de eleição que quase transporta para o campo, em jeito e velocidade, o que a mente quer fazer, libertando-a por momentos das correias que o corpo debilitado impõe. Quando acontece um golo, a explosão é imediata, e a alegria, intensa e genuína. Quando se entende e acompanha a estratégia e as tácticas, com pensamento matemático e observação científica, é no lugar do treinador que aterra o pensamento, pairando sobre o jogo como a águia que se ama e descortinando as opções do mister por entre alterações e resultados. Aí celebra-se a vitória duas vezes, com a alegria efusiva do 'soldado' e com a serenidade inteligente do 'general'. Quando assim é, tornar-se inevitável elevar o treinador à condição de ídolo, porque os entendem os seus comos e porquês e porque a identidade e a pertença a algo tão grandioso como este clube exacerbam sentimentos e desencadeiam acções.
Depois, é pegar na engenharia, informática neste caso, e usar as suas técnicas para fazer arte e dar expressão à criatividade, ultrapassando uma vez mais os limites do corpo, o tremor das mãos, a inconsistência do traço, o cansaço extenuante. Nova estratégica: decompor o retrato, matematicamente analógico imaginado a traço contínuo, numa nuvem densa de pequenos pontos com descontinuidades, matematicamente digital, onde o cérebro humano consegue ler o reconstituir o retrato figurativo. Era isso que faria um computador ao criar uma imagem digital do retrato do mister com uns milhões de pixeis, mas aí não haveria esforço nem arte, nem conquista. Aí não sobreviria a superação de conseguir por cima das limitações do corpo e da dor insuportável a cada duas horas de trabalho, dia após dia, até ver o sorriso do treinador do Benfica emergir por entre legos e coroar a conquista ao entregar-lhe o retrato em mãos no Caixa, ambos como vencedores!"

Jorge Miranda, in O Benfica

Em português

"Enquanto na semana passada, com a ausência de jogos do Futebol sénior da nossa Equipa de elite, vivíamos dias atípicos em Portugal, obviamente devemos destacar no plano desportivo a notável conquista da Supertaça consumada pelas 'Papoilas': as nossas campeãs da Equipa principal de Futebol Feminino coroaram a sua primeira época de actividade de modo verdadeiramente histórico, ao vencerem o conjunto do Sporting Clube de Braga, no jogo definitivo entre os clubes campeões nacionais da Primeira e Segunda Divisões que voltavam a defrontar-se nesta final, depois de já termos conquistado também o Campeonato da segunda linha, bem como a Taça de Portugal, de forma igualmente concludente e implacável. Este terceiro título consecutivo ganho num primeiríssimo ano de acção, em todas as três competições disputadas - das quais, dois torneios incluíam equipas de divisões distintas - representará, tanto quanto me é dado conhecer, um registo inédito na História do Sport Lisboa e Benfica e, talvez mesmo, nunca antes alcançado, em moralidade alguma, no palmarés desportivo nacional.
Se estas três primeiras vitórias representam inequívocos significados de competência estrutural e de talento e capacidade desportiva que nos enchem de orgulho, às vésperas do inicio da segunda época de trabalho, o 'Benfica-Mulher' irá agora partilhar pela primeira vez, e por adquirido direito próprio, a competição mais relevante e as restantes, em que, finalmente, passa a defrontar regularmente os mais importantes conjuntos femininos do nosso país. Os Benfiquistas sentem-se confiantes na eficácia dos métodos e nas escolhas que a estrutura das 'Papoilas' estabeleceu para o futuro imediato das nossas equipas femininas. Tanto mais que, como estou seguro, as nossas meninas estarão avisadas de que a partir de agora as suas responsabilidades se encontraram num plano mais elevado, para o que não existe aqui qualquer outra solução relativamente à gestão das nossas mútuas expectativas: o registo de exigência dos adeptos do Benfica já se ajustou completamente ao que elas já tiveram o enorme mérito de atingir...
A impressionante hospitalidade que envolveu a relevante embaixada do Benfica presidida por Luís Filipe Viiera na viagem à capital de Cabo Verde confirma em absoluto os poderosos laços de afecto e dedicação que ligam os nossos irmãos ao Benfica e que hão de amarrar para sempre o Campeão dos Campeões ao admirável país do arquipélago. 'Não se pode descrever o que nos deram a sentir!', diz-me alguém que participou da inesquecível viagem à Cidade da Praia, para inauguração da primeira Casa do Benfica 2-0.
E eu acredito; sobretudo a avaliar pelo conjunto de reportagens dos enviados da BTV e de outros canais de televisão, em que eram evidentes e constantes os testemunhos de entusiasmo e vibração benfiquista da população praiense. Nesta mesma semana, mas noutra paisagem africana, também foi comovente uma impressiva evocação que o Papa Francisco entendeu dever fazer em língua portuguesa, no ambiente próprio, em Moçambique, do nosso saudoso Eusébio e, de modo directo, ao grupo de homens que o acolheu em Portugal, de modo a lhe permitir realizar os seus sonhos pessoais...
Esta semana, afinal, deu-nos sinais muito claros e muito bonitos e voltou a apontar-nos os caminhos que há muito são evidentes para os Benfiquistas: somos mais 'globais', e portanto mais fortes ainda, quando falamos em português. Quando falamos e ouvimos sobre os nossos. E com os nossos. Em português."

José Nuno Martins, in O Benfica

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Ody de viva voz...

Cinco anos depois, olá Gil Vicente!

"Quando reflectimos sobre os anos 90, observamos o pico da criação de personagens mitológicas do futebol português, num período histórico que se estendeu quase até ao final da primeira década deste milénio e onde cresciam a cada canto das ligas profissionais equipas e figuras que ainda hoje nos percorrem o imaginário.
Pensar no próximo adversário na Luz é pensar num Adelino Ribeiro Novo com o relvado encharcado e as balizas encostadas à bancada; Sérgio Lomba a liderar a defesa, Carlitos e Nandinho num ziguezague constante que acabava invariavelmente num cruzamento para a cabeça de ora Paulo Alves, ora Carlos Carneiro, que respondiam à vez. Paulo Jorge na baliza e Casquilha a deambular na linha divisória entregavam mais uma dose de personalidade à equipa, que assumiu finalmente estatuto lendário de portugalidade quando apresentou como dupla de centrais as qualidades de Marcos António e Gregory. Hugo Vieira foi o último grande representante da mitologia gilista, num papel que Kraev e Lourency parecem estar a herdar com toda a competência. Gil Vicente pertence ao topo e finalmente, chegou.
Fiúza, a lenda viva do clube, promete e cumpre: no desligar do caso Mateus e no regresso à 1.ª Liga, o forrobodó foi à medida da sua personalidade curiosa. A churrascada envolveu Barcelos numa catarse à moda antiga, onde o porco no espeto e o champanhe alimentaram o alívio dos gilistas depois da longa travessia no deserto. Chegam à Luz depois de derrotarem o FC Porto e obrigarem o SC Braga a dividir pontos, motivos mais que suficientes para o Benfica redobrar a atenção sobre o próximo visitante.
Desde 2000, o histórico não abona a seu favor: são 18 derrotas e quatro empates em 24 jogos, registo que se torna natural dada a diferença na qualidade das equipas. Mas, e como a lógica felizmente nem sempre impera no mundo da bola, por duas vezes os gilistas saíram com os três pontos no bolso, a última das quais num bonito 0-2 em plena Luz, com direito a penalty falhado por Simão (!!) e numa altura em que Ronald Koeman ainda jogava ao totoloto com sistemas tácticos.
A outra, em 2001 e na pior época de sempre do Benfica, Sérgio Lomba, Paulo César (protagonista do Braga de Domingos) e Pinheiro (posteriormente figura de Estoril, Trofense e Feirense) fizeram sucumbir o barco encarnado e ajudar ao ruinoso 6.º lugar final.
Vítor Oliveira apenas se vê obrigado a mexer no último onze por indisponibilidade de Alex Pinto, emprestado pela turma da casa. Fernando Fonseca deverá ser o substituto e, assim, a única alteração ao onze que empatou a zeros com o Vitória setubalense, há 15 dias.
Do lado do Benfica, Bruno Lage prepara uma semana onde recebe Gil, o Leipzig três dias depois e que acabará numa visita a Moreira de Cónegos. As principais dúvidas fixam-se no centro do terreno, onde Florentino está indisponível e Gabriel ainda mal treinou, segundo palavras de Bruno Lage na conferência de imprensa. Apesar do mau momento de forma, Samaris deverá ser o escolhido para acompanhar Adel Taarabt no comando das operações.
Definir-se-á como grande surpresa se Bruno Lage decidir mudar mais alguma peça do onze, apesar de mais uma vez ter assegurado que «todos contam», quando questionado sobre a situação dos quase-excedentários Fejsa, Cervi e Zivkovic."

Aos utilizadores finais


SL Benfica | O que esperar da Europa?

"A década de 60 e também a de 80 são os glorioso pergaminhos da aventura europeia do Sport Lisboa e Benfica. A cinco finais da Taça dos Campeões Europeus – duas vitoriosas – juntaram-se nos anos 80 outras duas e ainda uma final da Taça UEFA.
A década de 90 trouxe-nos a grande depressão do Sport Lisboa e Benfica. Com o novo século foi-se recuperando o clube das trevas em que se tinha afundado. A raras conquistas nacionais juntou-se o melhor desempenho europeu benfiquista do século às mãos de Ronald Koeman.
O grande salto futebolístico foi dado já com Jorge Jesus. Voltou a afirmação nacional, o clube cresceu em infraestruturas e principalmente na qualidade da sua Formação, e em 2013 e 2014 o Sport Lisboa e Benfica marcou presença em mais duas finais europeias – desta vez na Liga Europa.
Apesar de todo o crescimento a nível estrutural e nacional, o clube continua com enormes dificuldades em se afirmar verdadeiramente na Europa. Com um sorteio favorável parece que o máximo que pode almejar é chegar esporadicamente aos Quartos de Final da Liga dos Campeões – competição onde as verdadeiras Lendas deixam o seu Marco na história do Futebol.
Com a recente total afirmação no futebol nacional, com o crescimento financeiro do clube e com o exímio desenvolvimento de jovens jogadores no Centro de treinos do Seixal, o que tem faltado ao SL Benfica para se afirmar definitivamente como um clube de Liga dos Campeões?
Provavelmente Visão e definitivamente Estratégia. São as decisões que têm limitado o crescimentos europeu do clube.
A constante venda dos seus melhores jovens antes que estes tenham tempo para se afirmar verdadeiramente na equipa principal. A constante venda dos melhores jogadores do plantel quando os adeptos já olham para o plantel como tendo qualidade para atacar a Europa. E durante alguns anos até a decisão de insistir numa equipa técnica que não correspondia à grandeza do clube – limitava-a.
Nem é necessário recuar além deste Verão. Os benfiquistas ansiavam por um investimento que permitisse ao clube lutar na Europa dos Grandes. Depois da conquista do último campeonato nacional, do surgimento de enormes novos talentos e da afirmação de craques que até então ainda não tinham explodido, os adeptos viam um potencial tremendo no futebol encarnado sustentado por uma maior saúde financeira. Todos sonhavam na manutenção do plantel campeão nacional reforçado cirurgicamente nas posições mais carenciadas – sobretudo os sectores mais defensivos.
Mas o que vimos?
A saída do maior craque da equipa e a venda milionária do maior talento da Luz. Saídas nunca colmatadas. Vieram reforços que pouco acrescentaram à qualidade do plantel. Não se investiu nos sectores mais defensivos da equipa. Mais uma vez a Direcção do Sport Lisboa e Benfica impôs um Benfica não-Europeu.
Resta a Bruno Lage e aos seus jogadores contrariarem a SAD do Clube e operarem um Milagre Europeu.
O primeiro grande desafio será o apuramento na Fase de Grupos. Os adversários serão o FC Zenit, o Olympique Lyonnais e o RB Leipzig. A Sorte sorriu neste sorteio ao não ter colocado nenhum colosso europeu como cabeça de série no caminho do SL Benfica, contudo não foi tão evidente ao equilibrar o grupo nos restantes potes. À partida será uma mini-competição de seis jogos onde os encarnados poderão tanto perder pontos como vencer os duelos seja em que estádio for e contra que adversário for.
O RB Leipzig será certamente o adversário mais complicado. As equipas alemãs são de má memória para o Sport Lisboa e Benfica e o RB Leipzig tem se afirmado no campeonato alemão e se mostrado na Europa nos anos mais recentes.
A equipa de Julian Nagelsmann – treinador jovem acabado de assinar pelo clube depois de uma boa experiência no Hoffenheim – fixou-se no top 6 alemão nos últimos três anos, tendo inclusive alcançado um vice-campeonato e o 3.º lugar na época passada. Esta temporada conta já com três vitórias em três jogos. Há dois anos calhou no grupo da Champions do FC Porto tendo ficado em 3.º lugar e posteriormente eliminado o SSC Napoli e FC Zenit na Liga Europa, sendo eliminado pelo Olympique de Marseille nos Quartos de Final. Já na época transacta não se conseguiu superiorizar ao Celtic FC e FC Red Bull Salzburgo na fase de grupos da Liga Europa.
O RB Leipzig optou por investir fortemente no plantel tendo somente vendido o Bruma e investido 55M em reforços. Esta equipa tem-nos oferecido grande capacidade de ataque em velocidade e reacção à perda de bola. Com Julian Nagelsmann poderá vir a apresentar um maior controlo da posse sempre liderado no ataque por Timo Werner.
Também o Olympique Lyon se afigura como uma equipa muito interessante. Longe daquela equipa que foi heptacampeã, tem-se rejuvenescido na sombra do PSG e começa a apresentar bons jogadores, bom futebol e bons resultados.
A equipa francesa arranca esta época com um estreante enquanto treinador principal – o ex-internacional brasileiro Sylvinho. Nos últimos quatro anos têm-se afirmado no top 4 francês com um vice-campeonato e dois terceiros lugares. Depois de há dois anos terem sido eliminados nos Oitavos da Liga Europa pelo PFC CSKA Moscovo, a época passada garantiram o apuramento no grupo da Champions tendo então sido eliminados pelo FC Barcelona nos Oitavos da competição. Esta época contam com 7 pontos em quatro jogos. Arrancaram com duas goleadas mas posteriormente foram perder ao terreno do Montpellier HSC.
Neste mercado apresentaram-se como um clube vendedor com mais de 130M feitos em transferências. No sentido inverso investiram praticamente 90M no reforço do plantel. O O. Lyon que tenho visto é uma equipa que gosta de praticar bom futebol, com uma posse de bola muito técnica e jogadores bastante criativos para fazerem a diferença no último terço do terreno. Memphis Depay é certamente o jogador mais decisivo do ataque da equipa de Lyon.
O FC Zenit é já um clássico europeu no percurso moderno do SL Benfica. Está longe daquele que há sete anos se reforçava com Hulk e Witsel vivendo hoje mais focado no produto nacional.
Foi com Sergey Semak no comando técnico que a equipa de São Petersburgo voltou a sentir o sabor do título nacional. O actual campeão russo conta com recentes modestos desempenhos na Liga Europa – em 2017 foi eliminado nos 16-avos pelo RSC Anderlecht, em 2018 nos oitavos pelo RB Leipzig e em 2019 também nos oitavos mas pelo Villarreal CF.
Neste mercado de transferências vimos um Zenit muito activo no reforço do seu plantel. Foram 66M investidos principalmente nos brasileiros Malcom e Douglas Santos. Actualmente encontra-se em 3.º lugar no campeonato mas em igualdade pontual com o FK Krasnodar e o líder FK Rostov.
Parece-me a equipa mais frágil do grupo e será pelas alas que tentará causar alguns desequilíbrios nas defesas adversárias. A comandar a defesa estará um dos carrascos das finais europeias do SL Benfica – Branislav Ivanovic.
Estes são os três primeiros obstáculos que o Sport Lisboa e Benfica terá na tão almejada afirmação europeia. São duelos ao alcance da equipa de Bruno Lage que seria certamente a favorita do grupo se tivesse havido uma diferente abordagem ao mercado.
Um SL Benfica forte no ataque causará muitos problemas a qualquer uma desta equipas mas necessitará sempre de ganhar o meio-campo, de conseguir ter bola e controlar o ritmo do jogo. Sem um meio-campo à altura a defesa encarnada será demasiado permeável à velocidade e criatividade dos atacantes adversários. Um bom Gabriel poderá ser a diferença entre um SL Benfica forte neste grupo ou um SL Benfica de passagem nesta competição."

Bruno Lage | A primeira discussão da “perfeita” relação

"A cada letra, a cada palavra ou a cada ideia que escrevo é quase impossível fazê-lo sem pensar na derrota contra o FC Porto.
Falar sobre o início de época e do plantel ao comando de Bruno Lage, é uma missão um tudo ou nada ingrata. A dúvida que reina na minha cabeça é para quem aponta esta mesma missão? Para o adepto que sofreu com a derrota contra os azuis e brancos ou para o treinador que desde Janeiro tão feliz tem feito os adeptos encarnados?
Tentarei ser o mais realista e correto possível, sem que seja o sentimento criado naquele dia 24 de Agosto o factor mais predominante.
Então, vamos a isto….
Começou a bola a rolar em jogos oficiais para as águias há mais ou menos um mês.
Primeiro jogo, primeiro título em disputa. Um jogo em terras algarvias debaixo de um intenso calor. Um jogo apaixonante entre os eternos rivais de cidade de Lisboa. Muitos palpites eram dados mas acho que ninguém previa o desfecho. Uns incríveis 5-0 mostravam a força dos encarnados sobre os leões.
O estado de alegria que se seguiu dias após esse jogo para os adeptos do SL Benfica era facilmente visível. Começavam todos os adeptos a acreditar que os encarnados cavalgavam para uma meta ainda muito distante, com larga vantagem sobre os adversários. Isto, ainda sem que algum jogo para o campeonato tivesse sido disputado. Primeiro jogo do campeonato e o mesmo resultado. 5-0 contra uma frágil turma pacense.
Ao mesmo tempo, era impossível não olhar para o lado e ver o FC Porto a não conseguir a qualificação para a fase de grupos da Liga dos Campeões, bem como uma derrota logo na primeira jornada do campeonato.
Seria já um SL Benfica a caminhar a passos largos para uma época de glória?
Pois bem, a verdade é que depois de uma vitória suada no Jamor contra o Belenenses SAD, os adeptos caíram com estrondo. Aliás, com muito estrondo. Na terceira jornada o SL Benfica perdia no estádio da Luz por 0-2 contra o FC Porto.
Seria apenas um erro de casting? Uma derrota acontece a todos, uma derrota em casa sem um único remate enquadrado com a baliza é que não pode acontecer, nem sequer ser aceite.
Os adeptos encarnados voltaram a ficar com os pés bem assentes no chão. Durante uns dias os sonhos foram substituídos por pesadelos. Voltaram a duvidar de tudo e de todos, do valor ou mesmo da qualidade dos jogadores.
Para a quarta jornada o SL Benfica tinha um importante desafio. Primeiro por se tratar de uma deslocação extremamente complicada, e depois pela curiosidade de ver qual o comportamento que Bruno Lage iria ter após o seu primeiro desaire.
A resposta não podia ter sido melhor. Mais importante que a vitória foi ver a união e compromisso que os jogadores demonstraram ter. Os adeptos viram uma resposta fantástica e o descanso para a pausa das selecções, foi feito sem uma nuvem cinzenta a pairar sobre o estádio da Luz.
Considero ser um balanço positivo este início de época para os encarnados. Se não fosse a derrota contra o FC Porto então aí seria o arranque perfeito.
Rafa e Pizzi tem sido os jogadores para mim de maior destaque. Vários são os golos apontados pelos internacionais portugueses. Em sentido contrário estão Seferovic e RDT.
RDT está num processo de adaptação e mesmo sem marcar um único golo foi muito importante para as vitórias contra o Sporting CP e contra o SC Braga. Para mim serve de atenuante, pois penso que é com minutos que o espanhol vai atingir o sucesso.
Seferovic é um caso diferente. Se o mesmo ainda não marcou um golo apenas se pode queixar de si mesmo. As oportunidades não tem faltado, o que têm faltado é apenas a inspiração do jogador suíço. Acredito que depois de a bola balançar no fundo das redes, o caso mude de figura.
Odysseas Vlachodimos mostra jogo após jogo que é o dono das redes encarnadas e que os adeptos podem ficar tranquilos nos momentos de aperto. O jogador grego já brindou esta época o terceiro anel com defesas incríveis.
Taarabt fez apenas um jogo de início, em Braga. Pois bem, este jogo bastou para que todos os apaixonados pelo SL Benfica o queiram voltar a ver de inicio, pois foi destacadamente, na minha opinião, o melhor em campo nesse jogo.
Rúben Dias e Ferro têm estado bem. Acho que Rúben Dias mesmo assim está melhor do que o seu companheiro de setor, pois foi o único jogador de campo a ser titular que mereceu nota positiva no jogo contra os dragões.
O próximo jogo do SL Benfica será em casa contra o Gil Vicente FC. Uma equipa que este ano já ganhou ao FC Porto e roubou pontos ao SC Braga. Acredito que a resposta vai ser idêntica à de Braga e que Bruno Lage não irá seguramente facilitar nem entrar em euforias.
Espero que os jogadores tenham aprendido a lição e que num próximo balanço o discurso possa ser diferente e para melhor!"

Trabalhar para um País melhor

"A Justiça tomou em mãos o chamado caso e-toupeira, investigou, inquiriu, ouviu acusação e defesa, teve uma decisão de primeira instância, a que sucedeu recurso, finalmente decidido de forma definitiva. Depois de terem sido dados todos os passos, que salvaguardaram direitos, liberdades e garantias, há quem vá sentar-se no banco dos réus (o que não implica que venha a ser condenado, é para determinar isso que existe um julgamento) e quem a isso tenha sido poupado, por deliberação dos mesmíssimos desembargadores. A Justiça funcionou, a Justiça decidiu.
Esta normalidade tem sido, contudo, apoucada por quem desejaria uma sentença em sentido diferente e não tem pudor em deitar mãos aos argumentos falaciosos para manter viva a guerra na praça pública. A Justiça tem tempos e modos próprios e não deve ser considerada boa ou má consoante as sentenças agradem mais ou menos a gregos ou troianos.
Os dias que correm são particularmente relevantes para os principais clubes, quer pelas dinâmicas internas em que vivem quer, sobretudo, pela importância determinante de se participar, ou não, na Liga dos Campeões. Percebe-se, assim, o desespero de quem vê o futuro a pintar-se em tons mais sombrios, e aponta em todas as direcções, à espera de acertar miraculosamente um tiro que inverta os dados da equação. Mas não deverá ser, por certo, caluniando a Justiça, ou tentando criar intrigas de alcoviteira entre uns e outros, que irão levar a água ao seu moinho. O futebol deve contribuir para um país melhor, e não, por mero oportunismo e demagogia, para tentar criar perturbação institucional."

José Manuel Delgado, in A Bola

Até parece fácil

"Portugal é campeão europeu em título, de equipa AA, de futebol, futsal e futebol de praia. Se juntarmos as vitórias dos clubes, em 2019, no futebol de formação (FC Porto - Youth League), futsal (Sporting-Champions) e futebol de praia (SC Braga-Champions), e a prestação das equipas nacionais femininas e de formação masculina nos últimos anos, presentes em meias-finais e obtenção de títulos, em que destaco as melhorias de ranking, com realce para o primeiro lugar do ranking europeu de futebol sub-19 masculinos nas 3 últimas épocas, estamos perante um quadro excepcional, nunca visto no futebol. Para que hoje seja possível ocupar o topo da pirâmide temos que enaltecer todos os que ao longo destes anos têm trabalhado com enorme qualidade, seja nos clubes, Associações Distritais ou na FPF. A qualidade dos intervenientes tem evoluído como se forma mais lenta também o mesmo acontece com os espaços de prática. Este processo teve momentos melhores, outros mais difíceis, mas a existência do ponto comum de aposta nos mais jovens tem-se revelado a medida essencial para este sucesso. Contudo, não há bela sem senão. Quanto mais elevado é o nosso nível maiores são as nossas responsabilidades, como bem se percebe pela crítica exigente, seja em relação ao modelo de jogo de qualquer das equipas, seja em relação ao modelo de organização que se tenta melhorar.
Não há uma única via, é fundamental perceber a crítica e retirar o que nos pode ajudar, seja na componente desportiva ou na gestão da competição. Este processo é dinâmico, estamos mais expostos, e como tal devemos estar mais atentos ao pormenor. Um pequeno erro não tem a mesa dimensão quando estamos no topo. Não é fácil conseguir atingir, em conjunto, um sucesso como o que vivemos actualmente, apesar de por fazer. O sucesso no desporto é temporário, jogamos época a época, não podemos viver do que foi conseguido. Mas este sucesso ajuda, ajuda mesmo muito a ter mais qualidade, porque a exigência é de nível superior."

José Couceiro, in A Bola

Vende-se!!!


Numa rua de Roma e por aí fora...

"Por causa da serenidade do Tó Batata, lembrei-me da serenidade do Batatinha. Alberto Augusto, que enganou Zamora

Se há assunto que não vale a pena discutir com um italiano são mães. Sabem tudo sobre mães – Mamma Mia! - e muito sobre Madonnas e Madonninas. Também não vale a pena discutir com eles sobre automóveis, já agora. E, vendo bem, também não convém trazer à baila nem ópera, nem pizzas nem esparguete. Futebol muito menos e a Juventus, então, é uma causa perdida. Não era à toa que Antonio de Curtis, o divino Totó, dizia: «Audax Fortuna Juventus». Enfim, o conselho geral é que não vale a pena discutir com italianos e ponto final. Quando começam a gesticular já temos o conflito decidido a favor deles.
Perdi-me aqui um bocado, mas ia começar com a história daquela pequenina rua de Roma que tinha três restaurantes. O relacionamento era pacífico entre proprietários até que um resolveu avançar para as novas técnicas de marketing e colocar, na porta, um cartaz pomposo que dizia: «Aqui serve-se a melhor comida de Roma!». O vizinho do lado, decidiu responder-lhe com elegância. Também recorreu a um cartaz: «Aqui serve-se a melhor comida da rua!». O terceiro, perante do desplante da concorrência, optou por ser directo: «Aqui come-se!».
Quando ando pela Barra lembro-me várias vezes desta história das trattorias romanas. Tirando as cervejarias do costume, o Farol e o Márito, com os seus finos a explodirem de gás e os seus pregos clássicos, não há um lugar no raio da terriola onde se possa dizer: aqui come-se. Ano após ano após ano, a degradação gastronómica da Barra leva a que toda a gente que deseje desfrutar de uma boa refeição para os caminhos da Costa Nova, da Gafanha da Nazaré ou de Aveiro.
Foi com surpresa que o meu querido amigo Tó Batata – em Águeda os nomes costumam ser bastante particulares no que respeita a alcunhas – me levou à Moratti, do Zé das Bikes, que é de Anadia, e me vi frente a frente com uma burrata de trepar pelas paredes, seguida de um repasto próprio de príncipes. Verdadeiramente, ali come-se!
O Tó é um daquele tipo de pessoas que provoca em mim uma tranquilidade agradável. Não sei se é pela sua total ausência de vaidade, se pela calma com que vive interiormente – e sei bem o que sofreu no meio de muitas tempestades –, se por aquela necessidade de que todos se sintam bem em seu redor. É todo ele tão sem pressas que nos habituámos, desde miúdos, a que chegue sempre atrasado. 
Foi assim, numa noite agradável de Verão no fim, contrariando esta tristeza de uma Barra onde dificilmente se come com decência, assistindo com melancolia à debandada geral de quem parte para só voltar para o ano, setembro e tudo, Bécaud lá no fundo da memória -
«Les caravanes le camping-gaz
Au grand soleil
La grande foire aux illusions
Les slips trop courts, les shorts trop longs
Les Hollandaises et leurs melons...»
– que por causa do Batata me lembrei do Batatinha e há muito tempo que queria escrever sobre o Batatinha mas foi-se-me escapando.
Por causa da serenidade do Batata fui buscar algures, nas gavetas da memória, a serenidade do Batatinha: «Ao receber a bola com uma serenidade pasmosa, num à vontade admirável, parte sem hesitar com o seu belo estilo intuitivamente perfeito, corre ao longo do ‘touch’, centrando, passa, dribla, ou combina com o interior, variando sempre que é preciso o seu jogo, adaptando-o às circunstâncias de uma forma que nos assombra e nos deixa perplexos. É, realmente, um verdadeiro ‘virtuose’ da bola». Escrevia-se maravilhosamente nos jornais da altura e a altura é 1917, tempo de Grande Guerra, e de Alberto Augusto chegar ao Benfica. Alberto Augusto era, como já perceberam, o Batatinha.
O Batatinha era de uma genica formidável. De tal ordem que jogava em qualquer posição, guarda-redes incluído. «Ímpeto, rapidez de execução, dribling primoroso, pontapé certeiro e forte com qualquer dos pés... O seu jogo vistoso, filigranado, prende a atenção e conquista o agrado do público pela grande soma de perfeição e segurança com que executa todas as jogadas. Quando Alberto Augusto tem a bola nos pés há sempre da parte dos seus partidários uma esperança, pois a maneira como domina o esférico é de tal forma arrebatadora que temos a impressão de que ele conseguirá realizar o que pretende sem que ninguém a tal o possa obstar». Bela prosa! Belíssima prosa!
O Batatinha ficou para a história como o primeiro marcador de um golo com a camisola da selecção nacional. Contra a Espanha. Ainda por cima ao enorme Zamora. Dia 18 de dezembro de 1921. Colocou a bola na marca e, ao baixar-se, olhou a posição e a crença do grande guarda-redes. Zamora olhava insistentemente para o canto direito e quando o árbitro Barrette apitou, Alberto torcendo o corpo a enganar o notável ás e shootando quasi com o contraforte da bota, enfiou a bola nas redes sem remissão. Zamora piscou-lhe o olho: «Enganaste-me bem, maroto!». E o Batatinha, malandro, sorriu."

A avaliação do desempenho desportivo para a próxima legislatura

"O Governo, os partidos políticos, a CDP e o Comité Olímpico de Portugal (COP) têm comportamentos errados que não promovem o debate e o consenso sobre as melhores políticas públicas desportivas

A complexidade do desporto português está a ser falhada por quem dela mais depende como são os que produzem desporto em todos os seus níveis, tanto mais quando a avaliação do seu desempenho é feita entre pares mundiais e olímpicos.
Falta ao desporto ter capacidade de convencimento dos mais altos responsáveis da nação para obter as condições de produção excepcionais necessárias a esses feitos extraordinários que são os de competir e vencer os melhores do mundo.
Cada momento de política pública é um marco entre os muitos que há que conquistar num projecto de longo prazo e sem fim.
O desporto português necessita de ser feito pelo querer inquebrantável de cadeias de valor desportivo e ético de líderes dedicados ao desporto desde o clube do bairro mais frágil ao topo da pirâmide federada.
No actual debate eleitoral é decisivo promover a política pública da próxima legislatura, coincidente com o novo ciclo desportivo e olímpico. O sincronismo do ciclo político com o desportivo é relevante porque as eleições avaliam o desempenho da política pública e os jogos olímpicos avaliam, simultaneamente, o desempenho desportivo.
No sentido de valorizar o devir desportivo é importante afirmar que a actual legislatura continuou a desinteressar-se do associativismo desportivo e que essa desatenção da política pública necessariamente marcará negativamente o futuro, se o associativismo continuar a não ter sucesso na defesa dos seus legítimos direitos públicos.
Segunda-feira, 9 de Setembro de 2019, houve o habitual debate pré-eleitoral, promovido pela Confederação do Desporto de Portugal (CDP) sobre os programas desportivos dos partidos com assento parlamentar. A presença das federações desportivas foi esparsa para o que devia ser o conhecimento da nova política pública contra a actual crise do desporto.
Esteve presente Rafael Pinto, do PAN, Vasco Barata, do BE, Joana Silva, dos Verdes, João Machado, do CDS, Joel Sá, do PSD, Ivan Gonçalves, do PS, com a excepção do PCP. Sinteticamente, os (muito jovens) deputados enganaram-se porque focaram projectos de política da Educação, relacionados com a área da educação física e do desporto escolar. A anfitriã foi a CDP cujos membros estavam interessados em conhecer os novos projectos de política pública para o desporto federado. Como já tinham dito há 4 anos os deputados confessaram o consenso interpartidário ao longo da legislatura passada quanto às medidas que tinham aprovado. Fizeram discursos dispersos em várias direcções sugerindo, afinal, que ao consenso parlamentar faltaria a substância de política desportiva. A sua ignorância de desporto levou-os a afirmar que desempenhos de medalhas de 12 valores eram iguais a desempenhos de medalhas de 20 valores.
O desporto português tem lampejos de primeira categoria mas estruturalmente é de segunda velocidade. O desporto português é de uma Europa de “segunda velocidade” que a iliteracia desportiva nos partidos políticos nacionais teima em afirmar na sua candura desportiva.
O presidente da CDP e 4 presidentes de federação ou seus representantes realçaram a baixa prática desportiva da população, a necessidade de políticas para os clubes desportivos acompanharem as necessidades desportivas da população e os enormes impactos negativos na saúde dos portugueses, que haverá no futuro, devido à actual ausência de boas políticas direccionadas para o associativismo desportivo. Foram intervenções focadas, diferentes da dispersão dos representantes dos partidos.
Os presidentes das federações notam que os partidos políticos ignoram os desafios desportivos e económicos do associativismo desportivo. Teria sido relevante que os deputados falassem da Plataforma do Desporto Federado (PDF) e que não perdessem de vista o interesse das federações em melhorar e maximizar a produção de desporto. A Plataforma do Desporto Federado foi um alerta sobre a crise crónica que as fragiliza e um esforço crucial das federações desportivas na identificação de novas políticas públicas. O documento tem condições para ser melhorado, com o debate aberto a diversos parceiros interessados no estabelecimento de consensos e capazes de tolerar a divergência.
O projecto PDF demonstra que as federações sabem e podem fazer mais pelo seu futuro e pelo da juventude. O associativismo deveria focar-se no que será o século XXI e congregar as organizações públicas na resposta às necessidades de política que criará esse objectivo. As aspirações das federações são legítimas dado que são as detentoras do direito de propriedade da produção de desporto, ao contrário de outros parceiros que dependem do sucesso do federado para justificarem as suas Missões estatutárias.
O Governo, os partidos políticos, a CDP e o Comité Olímpico de Portugal (COP) têm comportamentos errados que não promovem o debate e o consenso sobre as melhores políticas públicas desportivas a partir do projecto PDF.
O debate de política pública do desporto actualmente tem uma ética duvidosa quando é atirado para a véspera das eleições em vez de preencher e engrandecer a legislatura e o ciclo desportivo. O COP, por exemplo, parece não o querer fazer, ou não valorizar as federações como parceiros fundamentais do sucesso desportivo nacional que necessitam da agilidade de organizações do topo para a melhoria da proposta de PDF.
O COP defende-se atrás do normativo e da continuidade do que diz ser estabelecido sem, contudo, aceitar a contestação crítica e auditoria independente às consequências das suas acções no presente século. Ao mesmo tempo é posto a circular, pejorativamente, que iniciativas como o projecto PDF ou a CDP têm características sindicais.
A situação é grave no respeitante às actuais características do Modelo de Desporto Português. As organizações desportivas privadas de topo que deviam apurar o sentido, a dimensão e a emergência da produção desportiva foram capturadas por interesses corporativos e rentistas a quem interessa anular a Plataforma do Desporto Federado ou outras iniciativas equivalentes.
Desde a apresentação da PDF em 2017 as organizações federadas de topo não terão promovido a discussão de melhores medidas de política de longo prazo como defendem os presidentes das federações.
Hoje é impossível saber em que se transformará o projecto PDF e que melhoria trará ao Modelo de Desporto Português e ao desporto português.
A certeza que existe é que a situação de rotura da produção desportiva e a crise desportiva crónica tem sido sustentada por aqueles a quem interessa a continuidade das coisas do costume. Tal é insustentável para a produção de mais e melhor desporto para que os clubes, associações e federações compitam com a Europa da primeira velocidade do desporto.
Por fim, as federações necessitam com urgência de um líder de um COP ou uma CDP que permita às federações desportivas criar e ter o usufruto do sucesso desportivo nacional.
As federações necessitam de um líder que assuma a responsabilidade da resolução das necessidades de política desportiva de todas as federações e lidere o diálogo com os parceiros sociais, culturais, económicos e políticos e a obtenção de um Pacto de Regime do Desporto visando de produção de resultados desportivos de primeira estirpe europeia.
As características pessoais desse líder, dos líderes das federações, exigem que seja um bom estratega capaz de identificar o futuro do desporto produzido pelas federações, associações e clubes nos seus diferentes segmentos. Terá que ser competente na identificação de colaboradores qualificados, capazes de reconhecer as necessidades sectoriais, equacionar os resultados a esperar de cada um e assumir a auditoria do desempenho desportivo, económico e social. O líder do associativismo desportivo deverá liderar processos complexos de debate e deliberação suportados por estudos técnicos preparados por equipas de especialistas. O presidente do organismo associativo de cúpula deverá saber ouvir as federações que o elegem, encorajar o consenso e ser tolerante quanto à divergência de opinião.
O líder terá a capacidade de diálogo e de comunicação da Visão do sector, as suas metas desportivas e económicas devidamente quantificadas, os instrumentos de programação e de produção para as criar, assim como, a prestação de contas pública dos projectos por que se responsabilizou.
Particularmente, o desporto português necessita de novos valores desportivos e olímpicos e que o líder do desporto seja capaz de os engrandecer.
O principal líder desportivo deverá aproveitar os momentos simbólicos como as vitórias esperadas e as extraordinárias para acertar e incrementar a reforma de longo prazo."

Acredito que o meu dia vai chegar

"Estávamos em 1996 e eu era uma menina de cinco anos que assistia na televisão, maravilhada, à conquista da medalha de ouro olímpica, nos 10 000 metros, pela Fernanda Ribeiro. Não sabia muito bem o que aquilo representava, o que eram os Jogos Olímpicos. Mas nesse dia quis ser olímpica, como muitas crianças querem ser bombeiros ou médicos. Era aquilo!
Comecei na natação, mas não consegui perseguir o sonho. Após uma lesão no ombro tive de tomar a decisão: operar ou desistir. Com 13 anos, saí. E não se falava, nem sequer se sonhava, em Jogos Olímpicos na piscina, tal era a dimensão do evento.
Comecei a fazer atletismo. No meu segundo treino conheci uma atleta que se tinha acabado de qualificar para os Jogos de Atenas 2004, a Vânia Silva, lançadora como eu. E foi então que comecei a acreditar. Desde jovem que fui conseguindo bons resultados nas provas nacionais e europeias. Em 2012, depois de um ano com muitos sobressaltos na rotina e na saúde, consegui a minha qualificação olímpica para Londres. Tinha 21 anos e a sensação de alcançar a meta de uma vida tão cedo fez valer a pena todos os jantares de turma de que prescindi, as queimas das fitas onde não estive, os cinemas, os cafés com amigos, os concertos, as férias na praia, as lesões que me fizeram cair a pique e até a universidade que ficou em stand-by. Os maus momentos são esquecidos neste êxtase. Pareceu fácil, mas a verdade é que só quem está no processo é que sabe o que está debaixo deste "iceberg".
Estar lá foi assoberbante. Entrei num estádio com 80 mil pessoas. Sentimo-nos pequeninos, quase como os gladiadores a entrar na cova dos leões. Sem saber se vamos vencer ou sair derrotados. Não saí triunfante desta vez, mas, como não morri, sabia que em quatro anos ia voltar a estar ali e seria com certeza melhor.
Em 2013 comecei a minha preparação rumo aos Jogos Olímpicos de 2016. Tive momentos altos e baixos. A parte má das lesões é que deixa sempre marcas. Mais cedo ou mais tarde, toca aquele “relógio”. E o pior é que tem a tendência de tocar nos momentos de maior ansiedade. E depois fica a dúvida: é só ansiedade ou ainda tenho aqui a lesão? Acreditem que dizer a nós mesmos que uma dor é “psicológica” é dos maiores desafios de um atleta.
Já no Rio de Janeiro, estava a procurar treinar à hora da competição, que seria de noite. A humidade do chão tramou-me. Estava a fazer musculação quando escorreguei e a barra de 60kg que tentava levantar me caiu directamente no tornozelo. Quando me levantei, não tinha dores. Estava assustada, mas acreditava que era apenas uma entorse. Todos os outros "relógios" desapareceram logo. O diagnóstico foi fatal como o destino. Fractura total do perónio direito. Caiu-me tudo. Os meus colegas nem acreditavam. Tanto azar. Porquê a mim?
Foram tempos difíceis. Regressei para Portugal sozinha, com a certeza de uma coisa. A partir dali, teria de ser sempre a subir. Houve muitas mudanças. Mudei de treinador e passei a fazer estágios todos os meses na ilha Terceira, porque é lá que vive o meu mestre. Encontro na ilha o meu refúgio. Consigo respirar melhor, acalmar da rotina do continente e treinar com qualidade. Há males que vêm por bem. Sou grata. Se todos os dias sofremos, é porque acreditamos na possibilidade de um dia muito bom. E acredito que o meu vai chegar."

'Ranking' dos cursos de desporto e o acesso ao Ensino Superior 2019

"A divulgação dos resultados do concurso nacional de acesso ao Ensino Superior é, todos os anos, um momento muito esperado por milhares de jovens. Segundo os dados oficiais, e face a 2018, este ano houve mais 1674 candidatos. 44500 conseguiram um lugar na universidade ou politécnico do Estado. Representa uma colocação de 87,2%. 6734 vagas sobrantes vão a concurso na segunda fase (de 9 a 20 de Setembro), cuja divulgação dos resultados está prevista para o dia 26 de Setembro de 2019. Segundo as notícias divulgadas, a Direcção-Geral do Ensino Superior (DGES) estima a colocação, para o ano lectivo 2019/2020, de 77 mil alunos em todas as fases previstas.
Não nos vamos pronunciar sobre todas as médias de acesso ao ensino superior. Neste artigo, olhamos apenas para as notas médias dos últimos colocados nos cursos de Educação Física, Desporto ou “Afins” (Bem-Estar, Lazer, etc.) dos vários estabelecimentos (universidades e politécnicos) públicos. Dos dados apurados, que colocámos em forma de “ranking”, verifica-se que a média mais alta do último colocado situa-se no curso de “Gestão do Desporto”, promovido pela Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa, com 147 pontos. A média mais baixa de entrada do último colocado é no curso de “Desporto” na Escola Superior de Educação, Comunicação e Desporto do Instituto Politécnico da Guarda com 95 pontos, ou seja, inferior a 100 pontos (ou 10 valores). O curso “Actividade Física e Estilos de Vida Saudáveis” da Escola Superior de Desporto de Rio Maior do Instituto Politécnico de Santarém também apresenta uma média de entrada negativa. 

Faculdade de Motricidade Humana (Universidade de Lisboa) Gestão do Desporto 147,0
Escola Superior de Educação (Instituto Politécnico do Porto) Desporto 143,5
Faculdade de Desporto (Universidade do Porto) Ciências do Desporto 142,0
Faculdade de Ciências Sociais (Universidade da Madeira) Educação Física e Desporto 134,7 
Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física (Universidade de Coimbra) Ciências do Desporto 132,2
Escola de Ciências da Vida e do Ambiente (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro) Ciências do Desporto 132,2
Escola Superior de Educação e Comunicação (Universidade do Algarve) Desporto 128,2
Escola de Ciências e Tecnologia (Universidade de Évora) Ciências do Desporto 127,9
Universidade da Beira Interior Ciências do Desporto 126,6
Escola Superior de Educação de Coimbra (Instituto Politécnico de Coimbra) Desporto e Lazer 126,3 
Escola Superior de Educação de Viseu (Instituto Politécnico de Viseu) Desporto e Actividade Física 124,5
Faculdade de Motricidade Humana Ciências do Desporto 124,0
Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física (Universidade de Coimbra) Ciências do Desporto (regime pós-laboral) 122,1
Escola Superior de Educação e Ciências Sociais (Instituto Politécnico de Leiria) Desporto e Bem-Estar 121,8
Escola Superior de Desporto e Lazer (Instituto Politécnico de Viana do Castelo) Desporto e Lazer 121,5
Escola Superior de Desporto de Rio Maior (Instituto Politécnico de Santarém) Desporto, Condição Física e Saúde 117,8
Escola Superior de Educação (Instituto Politécnico de Setúbal) Desporto 115,8
Escola Superior de Educação de Bragança (Instituto Politécnico de Bragança) Desporto 115,6
Escola Superior de Desporto de Rio Maior (Instituto Politécnico de Santarém) Treino Desportivo 114,2
Escola Superior de Educação de Castelo Branco (Instituto Politécnico de Castelo Branco) Desporto e Actividade Física 111,9
Escola Superior de Desporto de Rio Maior (Instituto Politécnico de Santarém) Gestão das Organizações Desportivas 110,6
Escola Superior de Desporto de Rio Maior (Instituto Politécnico de Santarém) Desporto de Natureza e Turismo Activo 106,4
Escola Superior de Educação (Instituto Politécnico de Beja) Desporto 101,0
Escola Superior de Desporto de Rio Maior (Instituto Politécnico de Santarém) Actividade Física e Estilos de Vida Saudáveis 99,2
Escola Superior de Educação, Comunicação e Desporto (Instituto Politécnico da Guarda) Desporto 95,0

Não são muitas, mas ainda existem vagas para alguns dos cursos. Aos que já conseguiram entrar nos cursos escolhidos, desejo-lhes um Bom Ano Lectivo 2019/2020."

A derrota das evidências

"Nas últimas 24 horas, esperei que os acusadores públicos do Benfica no chamado processo e-toupeira revelassem, nos respectivos meios de comunicação, as provas que apregoam conhecer, mas que o Tribunal da Relação não conseguiu apurar para levar a SAD do clube a julgamento. Não que tivesse dúvidas de que, ao fim de mais de um ano, elas não existiam, mas porque uma acusação de corrupção devia obrigar o acusador a ser mais seguro, documentado e sério, para lá das bocas cheias de “evidências” e “suspeitas”.
Com tantas buscas aos domicílios encarnados, admiti sempre que não seria difícil apurar provas dos alegados crimes, se as houvesse, pois tudo estaria documentado no tráfego informático apreendido e, diziam nas pantalhas, também no que tinha sido devassado por um pirata, entretanto detido.
Uma coisa é Paulo Gonçalves e Luís Filipe Vieira serem amigos e terem gabinetes no mesmo corredor do estádio da Luz, dois factos sem valor penal. Outra é terem agido como criminoso e mandante ou em associação criminosa - a “evidência” que ninguém consegue provar.
A SAD do Benfica voltou a ser ilibada, como já acontecera em Dezembro, para revolta das redes sociais, onde pulsam os patriotas impolutos e detentores da verdade desportiva, a casta dos portugueses sérios, os que jogam na outra equipa e perdem geralmente por causa do árbitro e da falta de justiça.
Neste processo da alegada violação do segredo de Justiça por um assessor da SAD encarnada, tive sempre a mesma convicção: dos 30 crimes em equação, 28, os da falsidade informática, seriam descartados à partida por não poderem ser cometidos por uma entidade abstracta como a SAD e terem de depender de um autor material, nunca identificado em qualquer fase do processo.
Sobravam dois crimes: o de corrupção activa, o mais difícil de provar em toda a história criminal, não tendo mais uma vez sido apurado nada relevante do ponto de vista penal; e o da obtenção de vantagem, que dependia do anterior e também seria impossível de provar, por não existir qualquer nexo entre uma ou dezenas de violações da rede informática do Ministério da Justiça e os resultados de uma equipa de futebol.
O Benfica sai manchado pela suspeita e pela péssima imagem do trabalho de Paulo Gonçalves, mas os adversários da Justiça foram arrasados por este processo, uma vitória do Direito."

Aquecimento... Nené, Javi & Carlitos... e o Gil...

Regresso das emoções

"Pouco interessará a ausência na Liga NOS, nas temporadas mais recentes, do Gil Vicente. Os resultados obtidos pelos gilistas nas primeiras jornadas do campeonato – derrotou o FC Porto e empatou com o Braga – são demonstrativos da qualidade da equipa comandada pelo experiente e competente Vítor Oliveira.
Concentração total, empenho, cumprimento do plano de jogo e eficácia. Esta é a receita para ultrapassar mais um difícil adversário nesta longa caminhada que se deseja rumo ao 38.
Amanhã, às 19 horas, e como sempre, o apoio à nossa equipa será fundamental. Os jogos têm pelo menos 90 minutos e o nosso papel, nas bancadas, será estar com os nossos jogadores e apoiá-los do primeiro ao último minuto, assim como eles têm demonstrado, pelo seu profissionalismo e empenho, que estão connosco e trabalham diariamente para vencerem todos os jogos e acrescentarem títulos e troféus ao nosso extenso e glorioso palmarés.
Todos nos recordamos das dificuldades sentidas, por exemplo, no desafio com a Tondela na temporada passada. Foi talvez aquele em que a nossa equipa sentiu mais problemas, não obstante a vitória por 1-0, do único empate consentido desde que Bruno Lage assumiu a orientação da equipa ter-se verificado com o Belenenses, SAD e do calendário reconhecidamente complicado. O denominador comum com esta partida frente ao Gil Vicente remete-nos para a paragem das competições devido aos compromissos das selecções.
A normal, e até desejada, debandada dos nossos atletas nestes períodos reflecte a competência dos nossos jogadores, mas acaba por se tornar também num constrangimento, algo que é habitual para qualquer clube cujo plantel inclua muitos internacionais. A nossa equipa técnica e os nossos jogadores estão preparados para esta e outras situações e, portanto, estamos confiantes que conseguiremos somar mais três pontos neste desafio com um adversário que já demonstrou esta época ser complicado.
E para tal será importante que perdure a capacidade que a nossa equipa tem revelado para marcar muitos golos e, simultaneamente, sofrer poucos. É um facto que, desde que Bruno Lage é o treinador da nossa equipa A, a média de golos marcados no Campeonato Nacional (3,61) é claramente superior à obtida nos 2379 jogos anteriores na competição (2,41). E, em sentido inverso, os 0,78 golos sofridos por jogo com Lage são inferiores aos 0,88 anteriormente.
Estes dados, a que poderemos acrescentar, entre outros, os de um levantamento feito por um jornal diário desportivo em que demonstra que o Benfica é, presentemente, o segundo que, entre os que já disputaram pelo menos cinco jogos oficiais esta época, sofre menos golos por jogo e, num outro estudo, aquele que tem a segunda melhor média de golos marcados por jogo em toda a Europa, sendo apenas superado pelo Nápoles, comprovam o bom início de temporada, apesar do inesperado desaire na terceira jornada do campeonato.
A acentuada veia goleadora é particularmente interessante, numa altura em que alguns analistas, porventura pela escassez de assuntos, se dedicam intensa e dedicadamente a identificar quem marcou os muitos golos da nossa equipa, esquecendo-se que, independentemente dos autores, não deixam de ser muitos e que, como não poderia deixar de ser, resultam da dinâmica colectiva da equipa.
Estamos confiantes, acreditamos na nossa equipa e amanhã, #PeloBenfica, apoiaremos os nossos treinadores e jogadores pela conquista de mais três pontos!"

Benfiquismo (MCCXCI)

O King tem sempre razão....

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Inauguração da estátua de Eusébio


"Eusébio da Silva Ferreira, o filho preferido de sempre do Benfica nasceu a 25 de Janeiro de 1942. Significa isto que fez 50 anos no dia 25 de Janeiro de 1992, dia em que se jogava um Benfica-Gil Vicente para o Campeonato 91/92. O Glorioso venceu 5-0, mas o momento mais emblemático dessa noite foi outro: a inauguração da famosa estátua que ainda hoje podemos ver e tirar fotografias na principal praça do estádio. Um orgulhoso Eusébio sorriu conforme baixou os lençois e pode ver como mais imortalizado ficava a sua lenda.
Amanhã esperemos por novo 5-0 e quando passarem pela estátua recordem-se que 26 anos antes o próprio Pantera Negra esteve ali, lado a lado, com a "sua" peça de arte."

Os Indignados

"Após a decisão ontem conhecida, que reafirmou a inocência da Benfica SAD face aos crimes dos quais era acusada, seguiram-se as reacções dos mais diversos agentes desportivos nacionais, partes interessadas ou não, habilitadas ou não. A equipa do Polvo das Antas elenca de seguida algumas dessas reacções.

- Sporting CP:
Neste caso teremos que dar o devido desconto, pois estamos perante o menino especial da turma e não se pode levar a sério tudo aquilo que é dito. Se fosse uma pessoa e não um clube/organização, o termo “inimputabilidade” seria o que melhor define este menino.
Diz em comunicado que “comunga da perplexidade geral face ao Acórdão, ontem conhecido, que decidiu não pronunciar a Sport Lisboa e Benfica - Futebol, SAD, no caso vulgarmente conhecido como ‘e-toupeira’”. Perplexidade geral? Geral entre quem? Só se for perplexidade geral entre sportinguistas, portistas e restantes antibenfiquistas.
Mais surreal fica este comunicado sabendo que o mesmo Sporting CP é o clube cujo antigo vice-presidente (Paulo Pereira Cristovão) depositava dinheiro na conta de um árbitro auxiliar, e que está envolvido num processo de corrupção desportiva no andebol: o processo Cashball. Noção precisa-se. Na travessia do deserto há 18 anos e continuam a comportar-se como um clube “diferente, superior”. Vivessem menos em função do Sport Lisboa e Benfica e já teriam sido campeões, mas preferem ser subservientes ao FC Porto e sistema vigente.
Os resultados estão à vista.
Bruno de Carvalho fez uma adaptação de um poema de Camões, publicando “Justiça gentil, que te partiste, / Tão cedo desta vida descontente, / Repousa lá no Céu eternamente, / E viva cá na terra sempre triste.” O excomungado presidente do Sporting - é sabido - não está na posse de todas as suas faculdades mentais, mas relembramos que foi no seu mandato que o seu clube foi/ está a ser acusado de corrupção desportiva no andebol, que foi no seu mandato que cada caso que foi a tribunal foi derrota para o Sporting, que foi no seu mandato que as finanças do clube foram completamente delapidadas sem qualquer sucesso desportivo.
- FC Porto/ Jorge Nuno Pinto da Costa:
Diz o clube oficialmente condenado por corrupção desportiva, que “o processo E-toupeira vai chegar a julgamento com o banco dos réus desfalcado do elemento a quem aproveitou o crime, no plano desportivo”.
Dois pontos:
1) o banco dos réus vai ser usado pelos agentes que infringiram a lei. Não há razão lógica para mais ninguém ir a julgamento;
2) qual foi o beneficio desportivo? Foi oferecida fruta aos árbitros? Café com leite? Foram organizadas orgias?
Alegar que o processo E-toupeira conferiu vantagem desportiva ao SL Benfica é de uma total falta de noção e de uma hipocrisia atroz, e uma clara tentativa frustrada e dissimulada de associar o processo ao plano desportivo, algo que é absolutamente ridículo.
A mensagem que tentam passar é evidente: a justiça falhou. Mas falhou porquê? Fácil. Porque ilibou o Sport Lisboa e Benfica. Sabem quando é que a justiça funciona? Quando actua em beneficio do FC Porto. Quando o FC Porto foi ilibado no processo Apito Final a mensagem foi "A decisão que hoje conhecemos é uma derrota para todos os pseudo-justiceiros que, à margem da legalidade, mas sobretudo da decência, procuraram denegrir a imagem do FC Porto e de todos os que o servem, colocando em causa o mérito desportivo da única equipa que, ao longo dos últimos 50 anos, teve capacidade para prestigiar o futebol português através da conquista de títulos internacionais" e "A justiça tarda, mas por vezes chega mesmo". Aqui já estava tudo bem. Aqui a justiça funcionava na sua plenitude.
Quantas Justiças há afinal?
Pinto da Costa protagonizou um momento de comédia pura. Parabéns a ele. Diz a personagem "ouvi na rádio uma coisa que me entristeceu, que foi o facto de dizer que o juiz atribuiu à Polícia Judiciária a culpa de não ter feito bem o seu trabalho. Se o escreveu, acho muito lamentável, porque se há entidade que merece todo o respeito e tem uma história e trabalho exemplares, é a Polícia Judiciária. Se foi para atirar a responsabilidade da decisão para cima da Polícia Judiciária, é realmente lamentável". Palmas, Jorge Nuno, palmas para si. Com a sua idade ter esta capacidade de contar anedotas sem se rir é fantástico. Longa vida.
A PJ só era boa quando sugeria que você fugisse para Vigo, não é?
- Dr. Fernando Madureira:
Diz o líder da claque oficial e legalizada Super Dragões, afecta ao FC Porto: “11 de Setembro uma data jamais esquecida!! 18 anos depois um novo atentado desta vês ao Futebol Português... De luto”. 
Antes de mais, de elogiar a capacidade de escrita deste senhor. Fizesse uma tese de doutoramento e menos de 17 valores seria considerada derrota. 11 de Setembro é, de facto, uma data inesquecível, mas pelas razões que toda a gente conhece. Associar esta data à decisão ontem tomada é de demasiado mau tom, mas não seria de esperar algo diferente de um líder de claque que publicou um livro onde confessa agressões, roubos e falsificação de bilhetes.
Compreendemos a frustração do Dr., pelo que para aliviar esse sentimento sugerimos que ele e a sua claque façam nova tarja ou adoptem um novo cântico alusivo ao desastre do Chapecoense. Ser grunho compensa.
- Francisco J Marques:
Publicou os seguintes tweets: “Quando alguém corrompe alguém em benefício de ninguém. Em Portugal, pelos vistos, crime é desmascarar criminosos” e “Em nome da SAD do Benfica, em benefício da SAD do Benfica, com os meios da SAD do Benfica diz o tribunal mas depois iliba a SAD do Benfica. Isto era possível em mais algum país do mundo? Diga um, diga um”.
Caro Francisco, por pensares que desmascarar alegados criminosos não é crime é que foste condenado a pagar uma indemnização ao SL Benfica por divulgações de correspondência privada, entendes? Foste considerado culpado, criminoso, infractor, como preferireis apelidar. O twitter é uma rede que visa comunicações curtas e directas, mas se puderes explicar como pode a Benfica SAD ser responsabilizada pelos actos isolados do Paulo Gonçalves, agradecíamos. Podes pedir ajuda ao departamento jurídico do FC Porto, tal como pediste para divulgares os e-mails roubados, juntamente com Diogo Faria.
- Pedro Bragança:
Reconhecido arquitecto (não pelas suas obras, mas por espalhar fake news através da sua página ”Baluarte Dragão”), cartilhado “oficial” do FC Porto. Publica uma série de tweets a este respeito. Destacamos um de 10 de Setembro (dia antes da data da decisão): “Paulo Gonçalves “não representava a pessoa colectiva” Sport Lisboa e Benfica SAD e era apenas “um subalterno” - Ana Peres” acompanhada da imagem em anexo.
Perguntamos: Pedro Bragança trabalha ou já trabalhou? É patrão ou já foi patrão? Já foi funcionário de alguma organização? Desde quando é que um documento ter o carimbo da SAD do Benfica, com a assinatura do Paulo Gonçalves, prova que os atos por este praticados fiquem desde logo associados à SAD? Pedro Bragança conhece os conceitos de autonomia, revelia e individualidade?
Menos TV, menos redes sociais, mais trabalho e estudo.

Estes são apenas alguns exemplos. Podíamos ter igualmente feito referência ao director do “O Jogo”, José Manuel Ribeiro, ao director do “Record”, Bernardo Ribeiro, a José Manuel Freitas, Joana Amaral Dias, Ana Gomes, etc., pelos seus imparciais e magníficos contributos relativamente a este processo. No entanto, preferimos deixá-los cair no ridículo, de tão ridículos que são. Todos eles, são o exemplo perfeito do atual nível em que está o futebol português, contaminado por uma Santa Aliança repleta de ratos de esgoto que não olha a meios para atingir um fim.
Não conseguirão atingi-lo. Nós continuaremos a fazer a nossa parte."


PS: Eu teria escolhido outro título para esta crónica: Os Cadastrados!!!