Últimas indefectivações

terça-feira, 18 de maio de 2021

Antevisão...

Benfica FM #159 - Sporting...

SL Benfica | Carlos Vinícius de regresso à Luz?


"Uma das boas notícias na preparação da próxima temporada encarnada: depois do (quase) inexplicável empréstimo de Carlos Vinícius ao Tottenham Hotespur FC, a Sky Sports avançou com a forte hipótese dos Spurs não exercerem a cláusula de compra opcional, fixada nos 45 milhões de euros.
O ponta-de-lança brasileiro deve voltar à Luz para competir por um lugar na equipa – missão muito mais acessível do que a que enfrentou em 2020-21, na qual serviu como alternativa a Harry Kane. Ainda assim, atinge números que não envergonham e confirmam potencialidades: dez golos em 1009 minutos de utilização (a maioria na Liga Europa e Taças internas), mais três assistências, o que significa participação em golo a cada 77 minutos.
Dados que se relacionam com os já alcançados em 2019-20 sob supervisão de Bruno Lage e , posteriormente, Nélson Veríssimo, quando Carlos Vinícius alcançou o primeiro lugar na tabela de melhores marcadores da Primeira Liga com 18 golos em 1784 minutos, o que representou um golo a cada 99’.
Se colocarmos na equação os dados totais da globalidade das competições, o elevado número de golos (24) e assistências (13) em 2623 minutos (ou 45 jogos), significa que cada participação em golo foi separada por uns inacreditáveis 70 minutos, rendimento superlativo que atestou bem a capacidade decisiva e a regularidade do goleador brasileiro e que dissipou todas as dúvidas geradas pelos 17 milhões de euros pagos ao SSC Nápoles, no verão de 2019.
A confirmar-se o seu regresso – até numa perspetiva de contenção de gastos -, representará a primeira emenda na preparação negligente da temporada que agora finda.
Esta reflexão faz-se sobretudo numa altura que Haris Seferovic prepara a sua possível segunda vitória no prémio de melhor marcador da Primeira Liga, ainda que dúvidas se continuem paradoxalmente a impor quanto à sua qualidade enquanto futebolista e o nível necessário para atacar objetivos de grande envergadura.
O atacante suíço nunca foi totalmente aceite pela massa adepta, ainda refém emocional de Jonas e do seu final de carreira. O oscilante rendimento do atual titular das águias nos quatro anos que leva na Luz obriga aos adeptos um esforço de tolerância que nunca foi necessário até com outros nomes como Mitroglou ou Jiménez, ainda que nem estes tenham conseguido alcançar tantas distinções individuais.
Repetindo o feito de 2018-19, Seferovic adquire balão de oxigénio quanto à sua reputação e bem-estar em Lisboa, nada previsível dada a sua situação na pré-temporada, quando iniciou como terceira opção. Se Vinícius se tinha tornado melhor marcador na última edição da Primeira Liga e era nome consensual, a novela Cavani remetia-o para última das opções de ataque.
Dadas as características dos dois, é descabido imaginar uma dupla que os integre como parelha – se nesta época Jesus insistiu em largas fases com Darwin a acompanhar o suíço, a verdade é que o uruguaio proporciona uma mobilidade que Vinícius não entrega ao jogo da equipa.
Como tal, é difícil imaginar imaginar Vinícius – Seferovic como hábito nas ideias do técnico português para o onze titular, sendo mais natural encarar uma eventual concorrência como luta direta por um posto. E, analisando desse prisma, seria dotar a equipa dos últimos dois melhores marcadores do campeonato, um luxo que alimentaria esperanças numa retoma aos sucessos desportivos prometidos pelos líderes encarnados.
Porém, nada é ainda certo. A ligação de Vinícius à Gestifute impõe desde logo cautela quanto a especulações. Nuno Espírito Santo e o seu Wolves, ainda sem Jiménez e apenas com Fábio Silva como opção convicta para ‘9’, seriam porto de abrigo óbvio para o brasileiro, que encararia uma permanência na Premier League com bons olhos.
Além disso, foi a Gazetta dello Sport a incluir o nome de Carlos Vinícius nas cogitações de mercado da AS Roma assim que José Mourinho foi anunciado como próximo treinador dos giallorossi. A ligação do técnico português ao jogador é um dado a ter em conta, representando uma solução válida como alternativa a Dzeko, e a Serie A enquanto campeonato de topo seria sempre chamariz talvez demasiado forte para Vinícius resistir.
Certezas só haverão mais à frente, principalmente após as competições internacionais de Verão. O efeito dominó que se seguirá trará respostas impossíveis de ter nesta altura. A urgência dos responsáveis benfiquistas em preparar a próxima época, sobretudo pela questão Champions (3ª pré-eliminatória e play-off, se tudo correr bem: quatro jogos vitais em agosto) poderão então ajudar a discernir o futuro a curto prazo.
Vinícius seria adição nuclear à eficácia do ataque dos águias e daria garantias nesse sentido, colmatando uma das grandes lacunas do atual plantel. Com Vinícius, Seferovic, Darwin e Gonçalo Ramos, constituir-se-ia um leque ofensivo de soluções compatíveis com as ambições em revalidar o título, além de repetir uma grande campanha europeia – e a pressão é gigante nesse sentido, já que Luís Filipe Vieira tratou de denominar este quadriénio, em outubro passado, como o “mandato desportivo”."

Equidades!!!


"A Liga evoca motivos de justiça e equidade para não ter adeptos nos estádios na última jornada... depois mete o Seferovic a jogar às 20h00 e o Pote às 21h45."

Os bimbos da bola


"Digamos que são uns bimbos fascinados com as luzes que os iluminam. Adoro bimbos que se acham o máximo, com umas vestimentas de calcinhas curtas e umas camisolas justas, que não têm mundo, e nunca terão, até porque a essência deles não lhes permite mais

muitos anos que vejo o mundo do futebol por uma lente nacional. Os profissionais, regra geral – e falamos essencialmente de jogadores –, não têm mundo e só quando precisam de não cair no esquecimento é que se tornam humanos. É natural, pois muitos deles têm pouco mundo e como não sabem mais ficam viciados nas palmadas nas costas. E não é uma crítica, é apenas uma constatação. Quem gere jornalistas sabe bem que muitas vezes os mais novos não conseguem chegar às fontes, pois é normal que estas gostem de falar com quem têm confiança.
Ainda assim, se pedirmos a um jovem jornalista para tentar falar com um prémio Nobel da Ciência ou da Literatura, é provável que ele o consiga, nem que demore uma semana. Mas se pedirmos a esse jovem jornalista para falar com um ex-jogador de futebol que ainda tenha espaço de antena na televisão, vai ser um sarilho. É todo um mundo à parte, e é o melhor retrato do país: gente com sucesso relativo, é verdade, mas que não vê além dos euros e dos aplausos que recebe. Digamos que são uns bimbos fascinados com as luzes que os iluminam. Adoro bimbos que se acham o máximo, com umas vestimentas de calcinhas curtas e umas camisolas justas, que não têm mundo, e nunca terão, até porque a essência deles não lhes permite mais. Vejamos: nas últimas semanas, falámos com os maiores cientistas internacionais, com os maiores escritores, políticos, estudiosos e por aí fora. Além de prémios Nobel, entrevistámos José Fragata, Carlos Neto, Manuel Carmo Gomes, António Damásio, Alberto Manguel, António Barreto, Alexandre Castro Caldas, Mega Ferreira, Santana Lopes, Rui Moreira, entre tantos outros, que falaram sobre as suas vidas profissionais e pessoais. Esta semana, recebi algumas chamadas de jornalistas que tentaram fazer um artigo sobre os 20 anos de campeão do Boavista que se debateram com a má educação de alguns dos protagonistas que até faz pena. São apenas o retrato da pequenez deste país de bimbos. Felizmente que aqueles que jogaram lá fora não entram nesse campo. 
Têm mais mundo."

Fever Pitch - João & Markus... Alemanha!