Últimas indefectivações

sábado, 13 de abril de 2019

Juvenis - 3.ª jornada - Fase Final

Braga 0 - 3 Benfica


Excelente vitória, contra um dos nossos principais adversários, que na ronda anterior ganhou no antro Corruptos por 0-3, mesmo com uma arbitragem inenarrável!!! E na primeira jornada tinha vencido o Sporting em casa...!!!

A 'descida' do Ronaldo é discutível, temos de facto muitas opções neste escalão, creio que só em Alcochete deverá ser 'preciso' a partir de agora!!!

Mais uma derrota...

Benfica 2 - 3 Estoril


Sem fazer muito por isso o Estoril chegou à vantagem... e partir daí o Benfica perdeu um pouco a cabeça, permitindo ao adversário em contra-ataques indo alargar a vantagem, até aos 0-3 aos 48 minutos!!!
Com as alterações a equipa melhorou... reduzimos para o 2-3, e até podíamos ter empatado... mas já fomos tarde!!!

Não percebi, a estratégia de deixar o Duk e o Pedro Soares no banco, e jogar sem ponta-de-lança fixo!

O futebol é um gajo estranho

"Taarbat percebeu, aos 29 anos, que passou os últimos anos a desperdiçar o imenso talento que possui. O encontro com Bruno Lage, nos treinos da equipa B, suportou uma aposta pouco consensual, mas que teve resposta positiva dentro das quatro linhas. Nunca é tarde para se ter uma segunda vida.

O jogo ante o Feirense marcou a estreia como titular de Adel Taarbat pela equipa principal do Benfica. Uma aposta surpreendente de Bruno Lage, três anos e nove meses depois de o internacional marroquino ter sido anunciado como reforço das águias, na sequência de uma transferência a custo zero com direito a contrato milionário, numa tentativa de relançar uma carreira, após um exercício a roçar o nulo ao serviço do QPR, tão promissora como labiríntica.
Tanto dentro como fora do campo, Taarbat nunca justificou a aposta dos encarnados. O peso excessivo e os permanentes atropelos a regras elementares da condução de um jogador profissional ditaram a ausência de apostas por parte de Rui Vitória, treinador que ainda chegou a deixá-lo no banco, no longínquo Outono de 2015, nas partidas ante Vianense (Taça) e Galatasaray (Champions). Depois, seguiu-se a despromoção à equipa B, com um rendimento a roçar o sofrível nas sete oportunidades que lhe foram concedidas.
Peso morto e excessivamente caro, a missão de encontrar uma solução para Taarbat revelou-se hercúlea. Em Janeiro de 2017, após um ano sem competição, o empréstimo de uma época a meia ao Génova acabou por constituir uma janela de oportunidade para o libertar, mas o longo período de inactividade atrasou a sua integração nos grifones. Contudo, mesmo quando pareceu estar perto de atingir o nível que chegou a colocá-lo na rota de alguns colossos do futebol europeu após ter sido o melhor jogador do Championship em 2010/11, como aconteceu com as boas exibições consecutivas ante Cagliari, AC Milan e Nápoles. Taarbat eclipso-se e o seu nome desapareceu gradualmente das convocatórias.
Sem colocação no último defeso, Taarbat começou a escrever nos treinos da equipa B, mesmo sem o saber, a história da sua titularidade em Santa Maria da Feira. O proscrito cruzou-se com Bruno Lage, revelando, aos 29 anos, uma disponibilidade férrea para relançar a sua carreira com a plena consciência do tempo desperdiçado, ao demonstrar uma vontade indómita para o trabalho mesmo sem objectivos fixados. Uma história que continuou a ser caligrafada, ainda na equipa secundária dos encarnados, quando Renato Paiva, face à promoção de várias das suas pérolas à equipa principal, teve oportunidade de o lançar como titular nas recepções a Cova da Piedade, Paços de Ferreira e Penafiel. A resposta foi muito positiva, o que lhe permitiu voltar a treinar-se, mais de três anos depois, com a equipa principal. Seguir-se-iam os primeiros minutos de utilização ante Tondela e Sporting, antes da oportunidade como titular diante do Feirense.
Mas faz sentido conceder uma oportunidade a um jogador que em três anos nada faz para a merecer? Faz sentido preterir jogadores como Cervi, Zivkovic, Krovinovic ou Jota por um jogador com o histórico ziguezagueante de Taarbat no final do penúltimo ano de um contrato interminável? À partida, a resposta seria não. Mas foi Bruno Lage, na conferência prévia ao jogo com o Feirense, que deu os primeiros sinais de aposta que assumira no dia seguinte. Jogar na equipa principal do Benfica passa por treinar com uma intensidade muito alta, definida por Lage como 'treinar a mil'. Depois, por ter rendimento quando a oportunidade surge. E aí, podemos inteligir que a resposta dada por Zivkovic - que até foi opção principal na chegada de Bruno Lage à equipa principal -, por Krovinovic - com parcos 122 minutos de utilização na era Lage - e por Cervi - veloz e acelerativo, mas muito inconsistente na tomada de decisão - tem estado aquém do esperado pelo treinador do Benfica.
Para fazer face à ausência de Rafa, expulso após o final da partida dente ao Sporting, Bruno Lage procurou com a aposta em Taarbat tirar partido da qualidade técnica superlativa - tremendo nas recepções orientadas - do médio-ofensivo e da sua boa tomada de decisão sob pressão. Sem a capacidade lancinante para atacar o profundidade do internacional português, Taarbat soube invadir  espaço interior a partir do corredor esquerdo, abrindo-o às subidas de Grimaldo, mas, sobretudo, mostrou capacidade e ferocidade para encontrar espaços entre as linhas defensivas intermediária do Feirense, metamorfoseando-se de jogador inquieto e instável no elo que ofereceu paciência e critério à criação de uma equipa que acusou de forma excessiva a ansiedade de um resultado desfavorável.

Observatório
Rochinha (V. Guimarães)
O reforço de inverno dos vimaranenses teve finalmente a oportunidade de se estrear como titular. Utilizado a partir do corredor direito, sempre em busca do espaço interior, o que permitiu libertar Tozé para o corredor central, o destro, que até marcou um golaço de pé esquerdo, ajudou a urdir um futebol combinativo, tirando partido da sua criatividade qualidade técnica e atributos no passe.
(...)"

A questão dos dirigentes em Portugal

"Para a maioria dos dirigentes, em Portugal, a sedução do exercício de dirigir esgota-se no prazer do mando e no estatuto de autoridade

A Bola é um jornal desportivo. Previsível, portanto, que ao escolher como titulo desta crónica de fim de semana A questão dos dirigentes em Portugal o leitor acrescente, mentalmente, o termo desportivo. Porém, a ideia que partilho convosco, assume uma natureza mais vasta. É que eu não consigo, nem quero, dividir a sociedade portuguesa em patamares de escada, como se no rés-do-chão tivéssemos a sociedade desportiva do país; no primeiro andar, a sociedade política; no segundo, a sociedade financeira; no terceiro, a sociedade pensante, ou intelectual; no penthouse, a sociedade empresarial. Essa não é a realidade de do país, porque essa não é a realidade de qualquer país.
Penso, pois, que existindo, como acredito que exista, um problema de qualificação, de impreparação, de cultura, até de educação na maioria dos dirigentes desportivos em Portugal, também me parece óbvio que essa realidade não é exclusiva dos dirigentes do desporto, sejam eles voluntários não remunerados, sejam eles profissionais, dirijam eles pequenas agremiações de bairro ou estejam no comando da Sociedade Desportivas cotadas em bolsa.
É assinalável e elogiável que uma entidade com a responsabilidade política e cívica do Comité Olímpico de Portugal se tenha debruçado sobre a questão dos dirigentes desportivos e tenha perspectivado e problema numa visão transnacional da importância do dirigente como pilar da sustentabilidade do sistema desportivo. E também é louvável que uma entidade com as reconhecidas responsabilidades da Federação Portuguesa de Futebol dirija, agora, no meio da azáfama das multiplicadas missões em que se decidiu envolver, uma parte da atenção desse seu sempre crescente edifício institucional para a questão essencial da formação dos dirigentes dos clubes de futebol.
Porém, o problema da direcção, administração e gestão em Portugal deve começar por ser avaliado e discutido numa perspectiva mais global e menos setorizada. Pela simples razão de que, em regra, temos directores, administradores e gestores demasiado marcados pela cultura de exercício pessoal do poder e daí que confundam o interesse da empresa, do grupo, a sua personalidade e, pior de tudo, o exibicionismo do seu estatuto de autoridade, que é sempre mais redutor do que a liderança.
Fala-se, muitas vezes, inclusive nos foros económicos, da improdutividade nacional. Mas de onde vem essa improdutividade? Da falta de qualidade dos trabalhadores ou da falta de competência dos gestores, que são incapazes de planear, de organizar, de projectar, de realizar?
Para muitos, talvez, mesmo, a maioria, toda a sedução de dirigir, de administrar, de gerir se esgota no prazer do mando, que não se pode, nem sequer etimologicamente, confundir com o prazer do comando. Quem comando, sabe trabalhar em equipa, sabe organizar o seu grupo, tem consciência de que todos os homens, por mais sábios, têm limitação de conhecimentos e de saberes. Por isso precisam de outros que o completem. Porém, quem apenas manda tem uma visão egoísta, pessoal, solitária e por isso invariavelmente pobre da gestão de uma empresa, de um clube, de uma associação desportiva, de um sindicato.
É, no fundo, esta adulteração cultural do dirigente e do homem português que está na base de muitas deficiências e incompetências nas direcções dos clubes desportivos e de uma enorme, diria, mesmo, uma colossal ineficiência das empresas. O desporto sofre com essa realidade, a todos os níveis do sistema. Portugal sobre com essa realidade em todos os seus sectores públicos e privados.

Dentro da Área
Esse fantástico andebol luso
Durante muitos anos, nos meus tempos de jovem jornalista, acompanhei, para A Bola, a equipa nacional em todos os campeonatos internacionais de andebol. As dificuldades estruturais eram muitas e a qualidade dos jogadores não chegava. Estávamos muito longe de podermos discutir qualquer jogo com selecções do nível médio/alto europeu. Por isso entendo bem a extraordinária dimensão da vitória frente à França, uma das melhores selecções do mundo. Antes era impensável. Agora, abre-nos um novo futuro.
(...)"

Vítor Serpa, in A Bola

Regulamento de Transferências de Jogadores da FIFA

"Em que consiste o mecanismo da compensação por formação no âmbito do Regulamento de Transferências de Jogadores da FIFA?
Preceitua o artº 20º do Regulations on the Status and Transfer of Players da FIFA, que a compensação por formação será paga ao clube formador do jogador quando este assina o seu primeiro contrato profissional, e em cada transferência de um profissional entre clubes de duas federações diferentes, até ao final da época em que celebra 23 anos.
De modo a calcular a compensação devida por custos de formação e educação, as Federações são instruídas a classificar os seus clubes num máximo de quatro categorias de acordo com o investimento feito na formação dos jogadores - serão actualizados até ao final de cada ano civil - ao abrigo do nº 2, do artigo 4º do Anexo 4 do suprarreferido Regulamento FIFA.
Neste sentido, a FPF propôs à FIFA classificar os clubes da 1ª Liga na categoria II, os da 2ª Liga na categoria III, e os do Campeonato de Portugal e Distritais na categoria IV, cfr. o disposto na Tabela 6 da Circular nº 1582 da FIFA, de 26 de maio de 2017.

E se um atleta for transferido do Campeonato de Portugal para a Ligue 1 de França?
Os custos de formação são estabelecidos por cada confederação, pelo que a UEFA, estabeleceu um custo de € 90.000 para os clubes de categoria I, € 60,000 para os de categoria II, € 30.000 para os de categoria III, e € 10.000 para os de categoria IV.
Assim, um clube português que compete neste terceiro escalão está enquadrado na categoria IV (€ 10.000), ao passo que um clube francês (v.g. Lyon) pertence à categoria I (€ 90.000), conforme dispõe a referida Circular.
Com efeito, tratando-se de um jogador que se transfere de uma Federação para outra dentro da UE, e de um clube de uma categoria mais baixa para outro mais alta, deve ser observada a disposição especial que estipula que o cálculo da compensação é baseado na média dos custos de formação dos dois clubes, à luz da al. a), do nº 1 do art.º 6 do anexo 4 do citado Regulamento."

Os Dois Portismos

"O portismo, que até 2016/2017 era unido, com a seca de títulos tanto a nível do futebol como modalidades, além dos fortes prejuízos da SAD, e dos escândalos das comissões começou a dividir-se e a separar-se entre o portismo oposicionista e situacionista. A direcção do Porto com largas décadas de experiência compreende que este é o primeiro passo para que a estrutura, meticulosamente construída durante décadas, se desmorone.
Apresentamos várias provas e factos do sentimento e opinião dos portistas incluindo tarjas com acusações de comissionistas, descontentamento generalizado, esperas e ataques aos jogadores, comentários críticos nas redes sociais, pedidos de demissão e duma nova liderança que são a origem de tudo aquilo a que temos assistido nos últimos 2 anos.
Nem o líder dos Super Dragões - Madureira - escapou a esta revolta geral, contudo mal aparecia uma alternativa a Pinto da Costa e esta tinha que ser imediatamente atacada e descredibilizada (Lembram-se como Vítor Baia foi criticado quando disse que estava preparado para assumir a presidência ?) 
Colocar em causa a liderança de Pinto da Costa foi pois a última gota de água. Algo teria que ser feito.
Como excelente estratega que é, viu que não era com tarjas censuradas ao Colectivo 95 ou com cartilhas de pensamento único que se manteria no poder. Só havia uma solução para se perpetuar no poder e não ser escorraçado do poder pelos mesmos sócios que o colocaram lá tendo um final triste, desonroso e humilhante:
- Unir as tropas em redor não do Porto, mas contra um inimigo comum dos dois portismos e tal como nos anos 80 onde criou boas relações com Fernando Martins contra João Rocha, em 2017 aliou-se a Bruno de Carvalho contra Vieira.
Esta estratégia de se aliar ao clube da capital que estiver mais fraco levar-nos-á ao último episódio da saga sob o nome "O Regresso do Papa" onde iremos falar de personagens mágicas e chave para esta fantasia. Revelamos que há, entre outros, 3 funcionários chave do "Senhor dos Milhões": 
- Nazgûl que atingiu a imortalidade como fantasma nas redes sociais, mais conhecido por Pedro Bragança do Baluarte do Dragão;
- Gríma um conselheiro/porta-voz, manipulador e estratega com uma língua bem afiada ligado ao poder do "Um apito" aka FJM;
- E a pobre alma do Diogo Faria que nesta saga foi sempre a pessoa errada, no sítio errado, na altura errada tendo sido o desafortunado português, entre milhões, a ser escolhido para trabalhar nos e-mails do Benfica, tendo sido colega de Rui Pinto na Faculdade de Letras do Porto, e mais tarde tendo viajado e pernoitado precisamente na mesma rua onde Rui Pinto vivia na capital Húngara. É preciso ter azar ! De perfeito desconhecido em 2016 a inúmeras polémicas (e arguido) em 2019 é o Gollum da saga "O Senhor dos Milhões" com acções e discursos opostos.
Ps: Nada foi truncado, apenas sublinhado."

Omerta !!!

"Entretanto, chegou-nos a informação de que o Porto tem estado a mover influências junto à Comunicação Social para que não seja noticiado a troca de agressões entre Óliver e Luís Gonçalves, após o jogo em Liverpool.
Há, pelo menos, um jornalista do Jornal Record de seu nome Vítor Pinto, que conhece o caso, e que tem ordens para não falar do caso."

Félix e os outros

"Onde estava cada um de nós aos 19 anos? Ou, no caso de quem ainda não chegou a essa idade, onde pensa estar? A resposta a essa pergunta até pode variar um pouco de pessoa para pessoa, mas no essencial não será muito diferente. Mas façamos essa pergunta a João Félix? Onde está ele aos 19 anos?
É difícil imaginar como é a vida de um miúdo adolescente que, tão cedo, já é o centro das atenções no seu país – e não só. Para lidar com isso sem perder o norte, é preciso uma estrutura mental coriácea e um contexto (familiar, profissional e social) que colabore. As parangonas de jornais estão cheias de craques que acabaram por nunca o ser, pelo que o caminho feito por talentos extraordinários como de Félix é muitas vezes sobre gelo fino.
João Félix está a jogar com regularidade como titular do Benfica há pouco mais de três meses. Três meses não são nada na carreira de um futebolista, mas neste caso já foram o suficiente para que tivesse destaque em quase todas as publicações sobre futebol da Europa, com entrevistas a jornais de referência, como a ‘Marca’. Para já, tem dado indicações de que sabe conviver com todo o ‘hype’. Numa altura em que já estava a ser questionado – passou três jogos sem marcar... –, respondeu com um hat trick, logo num jogo importante. São detalhes destes que definem os craques."

Benfiquismo (MCXLIX)

Títulos...

Jogo Limpo... Fanha, Júlio, Guerra & Vale

Uma Semana do Melhor... da Realidade à Ficção!!!

O Benfica...

Impossível não sonhar com Baku!

"Eintracht é uma equipa fantástica. Jogou bem com 11 e muito bem com dez. 4-2 é positivo mas eliminatória está em aberto

Nada mais irrita um benfiquista por estes tempos do quem ouvir dizer que só faltam seis finais. Nós sabemos perfeitamente que ainda faltam seis finais. É deste enorme ainda que temos que tratar.
Ao contrário do jogo contra o Tondela, no qual corremos sérios perigos, na Vila da Feira houve sempre mais Benfica e a meia hora inicial muito boa do Feirense serviu apenas para convocar um melhor Benfica.
Houve um grande protesto porque o árbitro (nem foi o árbitro) assinalou um dos dois penáltis existentes a nosso favor.
Metade da regras a favor do Benfica já é muito para quem nada quer com a verdade.
Se na antevéspera não tivesse sido assinalado um penálti caricato para o rival vencer pela enésima vez com intervenção divina até tinha graça, assim continua a vergonha.
Ouvimos repetidamente: «Não se deve falar sempre de arbitragem! Portugal é um país sem cultura desportiva! Os dirigentes devem dar o exemplo!»
Concordo com tudo plenamente. Contudo, tenho pena de que nas ligas da verdade, no futebol sem erros, o Benfica levasse 10 pontos de avanço e na realidade preparam nas costas a maneira fraudulenta de fazer o Benfica perde um título que já estaria entregue com um futebol mais sério e sem erros.
O regresso de Seferovic depois de lesão é uma excelente notícia para o Benfica e o seu instinto esteve em duas das fogaças na Feira. O regresso de Rafa dará velocidade à nossa vontade de chegar ao 37 e a recuperação de Fejsa acrescenta opções.
Vamos ser realistas, queremos eliminar o Eintracht Frankfurt, mas mais de metade da massa associativa encarnada assistiu ao jogo europeu com a cabeça no Vitória de Setúbal do próximo domingo.
O Eintracht Frankfurt é uma equipa fantástica, jogou bem com 11 e muito bem com 10.
Mérito para estes alemães. O 4-2 é um resultado positivo mas está longe de ser definitivo. Foi muito com sensação a pouco.
A eliminatória totalmente em aberto depois de um grande jogo de futebol.
Arsenal, Chelsea e Valência esperam pela próxima quinta-feira para conhecer companhia. Nesta fase, mesmo que muito difícil, é impossível não sonhar com a final em Baku!"

Sílvio Cervan, in A Bola

Vitória em Aveiro...

Oliveirense 1 - 2 Benfica B
Santos, Willock


Foi no emprestado Estádio Municipal de Aveiro que voltámos a somar 3 pontos... Depois de uma fase negativa, a equipa recuperou o 'espírito' de vitória, e hoje mesmo atacando 'menos', ganhámos...

Vitória em Campo de Ourique...


CACO 2 - 13 Benfica


Estamos nos Quartos-de-final da Taça de Portugal onde vamos defrontar a Juventude de Viana, após uma vitória esperada, com um adversário de um escalão inferior...

Juniores - 7.ª jornada - Fase Final

Sporting 1 - 4 Benfica


Vitória que pecou por escassa... tendo em conta a nossa superioridade! Sendo que a única 'emoção' colocada no jogo, foi responsabilidade do Celton pelo erro que deu em golo dos Lagartos...!!!

Fim da 1.ª volta, e na próxima jornada, teremos muito provavelmente o jogo decisivo, com a deslocação ao antro Corrupto...

Seis finais

"Dos Goebbels de algibeira já nada me surpreende e muito menos estranho a voluntariosa irredutibilidade dos idiotas úteis do Lumiar na linha da frente do antibenfiquismo primário, prontificando-se os últimos sempre e reproduzirem acefalamente qualquer insinuação ou difamação brotada do antro de Contumil ou de qualquer das suas sucursais. Os programas televisivos de debate futebolístico, salvo raras excepções, são demonstrativos de uma aliança de interesses entre uns e outros. Ambos ganharão se o Benfica não ganhar, é assim a (triste) vida.
As reacções à ultima jornada seriam inauditas se não estivéssemos já calejados. Para aquela gentalha, o Benfica foi, na prática, beneficiado em Santa Maria da Feira porque... não foi prejudicado. A máquina portista de destruição do futebol, vulgo 'comunicação', nunca primou pela serenidade, mas tem vindo a bater em novos fundos desde que Bruno Lage assumiu o comando técnico benfiquista. Bem poderá Lage apelar (quixotescamente) à paixão pelo futebol e valorização do mesmo, mas enquanto foi ganhando não encontrará por certo qualquer eco ou mesmo ressonância das suas palavras por parte de gente que de apaixonada por futebol nada tem, muito menos honestidade, seja intelectual ou outra.
É este o estado em que o futebol falado está, não querendo eu sequer entrar pelo futebol jogado fora das quatro linhas, cujas tácticas há muito são conhecidas. E tendo em conta os sucessivos benefícios da arbitragem ao FC Porto nesta temporada, foram sábias as palavras de alguém que não sei identificar: 'O Benfica tem agora seis finais para recuperar 18 pontos'. Confio plenamente na capacidade da nossa equipa para consegui-lo."

João Tomaz, in O Benfica

Mundo louco

"Vítor Bruno, o tal defesa do Feirense, incendiou a opinião pública, e teve imediata reprodução no site do sempre B52 Record o post que escreveu no Facebook, onde, entre um conjunto de aleivosias, dizia: «Joguei no clube da minha terra, Fajozes. No Unidos de Varzim. Depois infantis do Famalicão, onde fui treinar à experiência. Nos iniciados fui para o FC Porto e aí fiz a formação até aos juniores. Orgulhei-me... pois do nada cheguei a esse patamar. Hoje, com 29 anos, já não acredito naquele futebol que eu admirava e que me colocava horas e horas em frente à televisão. Mas, semana após semana, continuamos a assistir ao que todos nós vemos. Ou não queremos ver.'
Palavras muito bonitas, sem dúvida. Mas o que nós não queremos ver é que V. Exa. fez toda a formação no FC Porto, exactamente como na proporção directa da sua profusa 'barba', fez questão de nos elucidar no post - Ponto!"

Pragal Colaço, in O Benfica

Ganhar ao V. Setúbal para ajudar o Sporting

"Tenho alguma satisfação em assumir-me como um adepto que prefere olhar para o que de mais belo há no futebol e ignorar o ruído gerado por quem, em boa parte das vezes, não percebe nada disto. Sim, eu também pesco pouco, no entanto fico mais deliciado com um estádio cheio, um golo no último suspiro ou uma defesa milagrosa, ao invés de me espumar todo ao tentar perceber se um jogador está em fora de jogo por se ter esquecido de cortar as unhas dos pés. Em todo o caso, pelo sim, pelo não, espero que Bruno Lage dê instruções ao plantel para manterem todas as garras dos membros inferiores bem aparadas.
Apesar de não ficar fascinado com esse jogo paralelo passado fora do relvado, há situações que não consigo driblar. Persiste em mim uma dúvida desde domingo passado: ainda não descobri se a chuvada que nos invadiu ao longo da semana se tratou daquele fenómeno meteorológico que resulta da precipitação de gotas líquidas da água das nuvens, ou se tanta água caída do céu eram lágrimas provenientes de algum avião carregado de adeptos inconformados com a goleada do Benfica em Santa Maria da Feira. Isto, porque num lance dúbio e aparentemente bem ajuízado pelo bem posicionado árbitro assistente, o VAR optou por não intervir - tal como ditam os regulamentos. Há gente que fica mesmo muito maldisposta quando, de facto, as leis são cumpridas.
Domingo há mais uma final diante do Vitória de Setúbal. Será uma missão difícil, contra uma equipa motivada por duas vitórias consecutivas e que até tem uma defesa menos batida do que o Sporting (27-28). O balanço é embaraçoso para os leões, portanto vamos lá dar uma ajuda e ampliar ao máximo o número de golos sofridos pelos sadinos."

Pedro Soares, in O Benfica

Feirenses

"O Feirense vai descer de divisão. Não deixa saudades. Nem o Feirense, nem os restantes feirenses que poluem o escalão máximo do nosso futebol. Num país tão pequeno, ao invés de um campeonato competitivo com dez clubes fortes, jogando em estádios bons e cheios, temos uma Liga infestada de agremiações que quase não têm adeptos, quase não têm sócios, não dispõem de instalações minimamente condignas, por vezes nem sequer pagam salários, e apenas servem para satisfazer caprichos de caciques locais ou promover a vaidade autárquica com dinheiro dos contribuintes. Na sociedade, os cidadãos que vivem com maiores dificuldades têm de ser politicamente protegidos. No futebol, não há lugar para esta preocupação. Os ditos 'grandes' são neste caso, os mais populares, os que tocam no coração de milhões de pessoas (pobres e ricas), vivem numa base de associativismo, geram patrocínios, e trazem valor acrescentado.
Os 'pequenos' são entidades fantasma, que sobrevivem artificialmente à custa da televisão, e da vontade de um qualquer empresário opulento ou presidente da câmara mais gastador. Não fazem falta nenhuma, sendo que em Portugal não haverá mais do que uma dezenas de clubes 'a sério' - aqueles que deveriam disputar a I Liga.
O resultado deste excedente é perigoso. Lembrei-me disto ao ver o Feirense apresentar-se contra o Benfica com um arreganho jamais visto durante toda a época. E também ao ouvir certas declarações de encomenda proferidas após o jogo.
Voltarei a lembrar-me, seguramente, durante o Portimonense - FC Porto de amanhã - em cujo resultado seria capaz de apostar a minha casa."

Luís Fialho, in O Benfica

Caixa de Campeões

"As obras de ampliação do Caixa Futebol Campus estão prontas e foram apresentadas à comunicação social, Luís Filipe Vieira, que cumpriu mais uma promessa, sintetizou tudo numa frase - 'Vamos dar continuidade ao desenvolvimento deste projecto estratégico do Sport Lisboa e Benfica'. Ou seja, o presente do Clube está assegurado, e o futuro afigura-se radioso. Os novos espaços são dignos de uma grande instituição moderna e inovadora. E os espaços remodelados conferem ao nosso centro de treinos a certeza da futura atribuição de entidade formadora certificada. Os critérios para a Federação Portuguesa de Futebol atribuir este estatuto são rigorosos, e o CFC reúne-os todos - planeamento e orçamento, estrutura organizacional, recrutamento, formação desportiva, acompanhamento médico, formação pessoal e social, recursos humanos, instalações e produtividade. Com as novas obras, são já cinco os escalões em actividade desportiva diária: seniores, sub-23, juniores, juvenis e iniciados. São nove as equipas que todos os dias evoluem na nossa academia. Temos ali jovens dos sub-13 aos sub-19, e em todos eles reside o sonho de um dia chegarem aonde chegaram Rúben Dias, Ferro, Yuri Ribeiro, Gedson Fernandes, Florentino Luís, João Félix, Jota e Zlobin.
Uma palavra muito especial para os nossos parceiros, a Câmara Municipal do Seixal e a Caixa Geral de Depósitos. São conhecidos os valores por que ambas se regem. O rigor, a transparência, a integridade, o respeito, a lealdade, a não discriminação, a tolerância e a igualdade de oportunidades são valores comuns que a todos nos enobrecem."

Pedro Guerra, in O Benfica

Futebol social

"Neste dia, o Estádio da Luz foi o centro da responsabilidade social das ligas de futebol profissionais europeias.
A convite da Liga Portugal e da recém-criada e dinâmica Fundação de Futebol, a European Leagues organizou um seminário internacional de alto nível técnico e institucional. Na agenda, duas ideias principais e fortemente relevantes para a realidade nacional: a ideia de um 'futebol positivo', acarinhada pela Liga, e a ideia, igualmente pioneira e pertinente, de construir esse futebol positivo, ou a responsabilidade social do futebol, que é do que se trata, assente no binómio 'Competição no Futebol - Competição no Social', que encerra a visão da Fundação Benfica.
Esta é, de resto, a prática do movimento fundacional do futebol europeu que reinveste parte do seu produto em benefício da sociedade e que, naturalmente, colhe mais-valias importantes do ponto de vista da representação social do futebol, mas também do alargamento das bases adeptas e associativas. Por este motivo, os grandes do futebol europeu, ligas, clubes, associações e federações, dão cada vez mais atenção ao chamado 'grassroots football', actuando na comunidade, nos espaços informais, familiares e vicinais, ao fim e ao cabo, na 'raiz da relva', que seria a tradução literal daquele termo. Em Portugal também já é, cada vez mais, assim. Os clubes, sócios e adeptos já perceberam que há muito mais no futebol que o grande jogo. Perceberam, querem e participam como muito bem entendemos na enorme mobilização nacional da campanha 'Alimentos por Moçambique', em que o Benfica lançou uma onda de solidariedade que alastrou pelo país e juntou, em tempo recorde, cento e trinta e oito toneladas de alimentos para as vítimas do ciclone Idaí. Todos ficámos impressionados com a dimensão desta onda solidária, desde a Fundação Benfica à Europa do futebol presente no evento, mas esta é, na verdade, apenas uma das muitas demonstrações da real capacidade social do futebol português."

Jorge Miranda, in O Benfica

Visita guiada

"Na generalidade dos órgãos de comunicação, generalistas e especializados, é curioso ver certas reacções de jornalistas, quando se trata de registar e assinalar feitos impressivos ou grandes eventos do Sport Lisboa e Benfica... O Benfica é grande, todos o sabemos, e eles, em particular, ainda dispõem de condições e circunstâncias de privilégio, para terem uma melhor e mais fina percepção acerca de tudo o que o Benfica consegue projectar e realizar, tanto em termos absolutos como no inevitável cotejo com as estruturas e as realizações dos clubes congéneres.
Em tese, ninguém pode fugir à realidade; e, como é natural, sempre que o objecto de observação representa factualidade incomum ou inovadora, os jornalistas - que não deixam de ser pessoas normais... - raramente resistem à surpresa que a inesperada apresentação de factos e dados lhes causa, logo à primeira vista. Até pelo modo de colocarem pedidos de esclarecimento dos interlocutores ou anfitriões, é habitual vê-los impressionados e presos pelo entusiasmo, aos modelos ou às circunstâncias que tentam compreender e interpretar como repórteres, no seu trabalho de pesquisa e indagação para elaborarem as respectivas peças.
E, no entanto, quantas vezes nos surpreendemos depois, ao 'vemos, ouvirmos e lermos' as narrativas que editam, que apresentam e que escrevem no momento da meditação, perante espectadores, ouvintes, leitores e internautas portugueses...
Sempre que  leitor, o ouvinte ou o espectador se dão ao trabalho de procurar ler nas entrelinhas das reportagens que são publicadas acerca do universo Benfica, a gente apercebe-se cada vez mais constantemente de que os jornalistas portugueses parecem (ou são obrigados a) usar de um 'filtro especial' para refrear a autenticidade das suas descrições.
Dizem os teóricos que se trata de salvaguardar o 'distanciamento' das sensações puras do narrador relativamente à crueza dos factos. Talvez. Nem digo que não. Mas, a mim, que tenho atravessado décadas de estilos e de modelos de profissionalismo comunicacional, sei que a estória, aqui, é outra. E bem diferente...
O Benfica é demasiado grande para que a sua verdadeira dimensão, em todos os vectores e conforme todas as perspectivas, possa ser devidamente tratada e descrita à medida (e com respeito!) com que noutros meridianos se apresentam e analisam as mais importantes instituições mundiais, nos mais distintos e conceituados meios de comunicação. Acerca de tudo o que diga respeito ao Benfica, o que parece ser mais importante destacar para os jornalistas e chefes de redacção portugueses - sobretudo nas TV e nos jornais cá do burgo - são os epifenómenos de circunstância; ou seja, aquilo que se esfuma no vórtice das horas e dos dias vale sempre, estranhamente, muito mais, do que aquilo que irá permanecer para além do presente e sedimentar um futuro afinal inatingível para os seus rivais. E é aí que está o problema do tal filtro.
Para tirar as dúvidas, recomendo-lhe, caro leitor, que reveja sob o ponto de vista desde meu comentário, qualquer um dos espaços de imprensa dedicados à visita guiada ao Caixa Futebol Campus, que foi proporcionada pelo presidente Luís Filipe Vieira a mais de uma dezena de comunicadores desportivos e generalistas, na última terça-feira: para eles (e para os editores deles...), parece que 'aquilo' é 'como' em Gaia, ou em Alcochete..."

José Nuno Martins, in O Benfica

O veneno

"Benfica atingido por um emprestado e por um ex-dragão; FC Porto atingido pelo talento 'vermelho' e... pelo árbitro!

A última vez que a Luz tinha visto faz amanhã precisamente três anos. Mas na noite de 13 de Abril de 2016, o filme, sendo muito parecido, tinha um protagonista trocado: o Benfica também defrontava um adversário alemão - o Bayern de Munique - mas Jovic não jogava pelos alemães. Com a camisola do Benfica, o jovem sérvio, então com apenas 18 aninhos, entrou nesse jogo a dez minutos do fim e quase fez golo que poderia ter dado a vitória aos encarnados, num duelo que terminou 2-2.
Se não me engano, nunca mais Jovic jogou pela equipa principal das águias, e agora, três anos depois, já não é mais uma pequena promessa do futebol sérvio. Tornou-se, com média de quase meio golo por jogo no Eintracht Frankfurt, um dos grandes atacantes do campeonato alemão, e ontem à noite, para mal dos pecados encarnados, formou com um ex-portista, Gonçalo Paciência, a dupla maldita para as águias, podendo os golos de ambos, fora de casa, - sempre tão preciosos quando se trata de competições a eliminar - virem a tornar-se duro e decisivo golpe nas eventuais aspirações do Benfica nesta Liga Europa.
Tido já como desejado por alguns dos grandes clubes da Europa, como o Barcelona, o miúdo Jovic, agora com 21 anos, que serviu para Rui Vitória lançar como derradeira solução para vencer o Bayern naquela noite de Abril de 2016, mas não serviu, depois, para mais nada se não para ser emprestado ao Frankfurt, deu o mote para levar a águia a provar do veneno que menos desejaria: ver um dispensado quase lhe estragar a noite; o coração de dragão de Gonçalo Paciência fez, na segunda parte, o mais importante, que foi reabrir definitivamente a eliminatória para os alemães.
Não fora realmente a noite de sonho do mais jovem jogador em campo - primeiro hat trick de João Félix na equipa principal do Benfica - e talvez os adeptos encarnados estivessem a esta hora a dar como praticamente perdidos estes quartos de final para um adversário que quase nunca pareceu estar a jogar com dez desde os 20 minutos, um pouco ao contrário deste estranho Benfica, que mesmo quando consegue ser dominador, ou até mesmo esmagador, parece quase sempre incapaz de afastar uma certa atracção pelo abismo da maldita ineficácia quando se trata de finalizar, como, no sentido inverso de Jovic, sucedeu com Seferovic - ele que veio... de Frankfurt para o Benfica!
Se verá na Alemanha que preço terão os dois golos da maldita dupla da Luz. Ou muito me engano ou o Benfica vai mesmo ter de marcar pelo menos um golo em Frankfurt para se manter vivo na Europa! Caso contrário, pode realmente dedicar-se ao que mais lhe interessa, que é o campeonato.
(...)"

João Bonzinho, in A Bola

De fora para dentro

"A influência que têm os comportamentos de todos os que estão fora das quatro linhas sobre os que jogam e arbitram tem ganho cada vez mais importância. Seria bom que fosse sempre uma boa influência, que ajudasse a melhorar a qualidade da prestação dos intervenientes principais, mas na verdade não é isso que acontece em cada vez mais situações. O aumento da conflitualidade fora das quatro linhas, seja no futebol de alto rendimento ou no de formação, tem grande responsabilidade no estado actual do desporto, e do futebol, em Portugal. Nas competições de top todos conhecem o tipo de problemas e conflitos. Na formação, a cobertura mediática não tem a mesma dimensão, e por isso não se tem a mesma percepção da gravidade de algumas situações. O querer ganhar a qualquer custo, não valorizando o processo de desenvolvimento dos jogadores e árbitros, uma vez que a avaliação se faz normalmente pelo resultado, é a principal causa responsável pelos comportamentos exteriores ao campo de jogo. O que demonstra claramente que as prioridades estão invertidas. Só pela educação de consegue, de forma segura, atingir os níveis de qualidade que a maioria pretende neste processo de crescimento dos nossos jovens praticantes. Este processo é importante para todos, dos praticantes às famílias, dos clubes às federações, das escolas ao governo. Jogar para ganhar é diferente de querer ganhar a qualquer custo. Saber vencer é importante no processo evolutivo do praticante, mas não menos importante é saber perder e reagir na adversidade, parte fundamental do crescimento dos jovens. O clima, em jogos de jovens praticantes, tem vindo a degradar-se, e curiosamente mais em jogos das divisões inferiores. Este não é um problema do futebol, é um problema da sociedade em que estamos inseridos. A todos deve interessar."

José Couceiro, in A Bola

sexta-feira, 12 de abril de 2019

Félix, surpresa para os alemães

"Gonçalo Paciência, avançado do Eintracht Frankfurt, na zona mista do Estádio da Luz, deu conta da surpresa dos seus companheiros de equipa quanto à qualidade evidenciada por João Félix. Sabendo-se que o jovem benfiquista, autor de um hat trick frente aos germânicos, tem sido um dos destaques da Liga portuguesa, percebe-se como o nossa competição interna não tem qualquer expressão para lá de Badajoz.
Daí que seja pertinente perguntar quanto valem os golos nas provas europeias e quanto valem os golos na Liga indígena?
A jornada europeia, onde o FC Porto foi participante da Champions, teve também o condão de nos mostrar como os clubes portugueses são disciplinados a falar de arbitragem quando estão no contexto da UEFA.
Os dragões, sempre de dedo nervoso no gatilho quando se trata de disparar sobre os árbitros dos jogos em que participam, e também sobre os árbitros dos jogos em que o Benfica participa, limitaram-se alguns reparos cândidos depois de uma partida, em Liverpool, em que reclamaram três grandes penalidades e uma expulsão. Esse comportamento só se explica porque a UEFA dá-se ao respeito e e respeitada, enquanto que a Liga portuguesa não tem força para se impor aos clubes que estão na sua génese.
Não haja dúvidas de que, sem que se passe a olhar para o fenómeno do futebol de forma global, transcendendo interesses individuais, o caminho dos clubes portugueses será o do afastamento sistemático e progressivo dos grandes palcos internacionais. Curiosamente, ninguém parece preocupado por este declínio irreversível..."

José Manuel Delgado, in A Bola

Não há dilema

"Puxe pela memória, caro leitor. Lembra-se de quem foi o treinador do Benfica em 1962/1963, quando os encarnados conquistaram mais um campeonato nacional do seu historial?
Caso se recorde e não tenha recorrido ao pai-google, é um especialista em história do desporto ou, pelo menos, do futebol. E agora outra questão: tem ideia de quem foi o treinador campeão europeu em 1961/1962, ou seja, apenas um ano antes? Pois. Se a resposta lhe chegou em segundos e sem recorrer a auxílios cibernéticos, não tem razão para se considerar altíssimo expert na matéria.
Serve esta introdução para explanar o que irá na cabeça do staff técnico e dos jogadores encarnados. A conquista de campeonatos nacionais é importante - e cada vez mais - porque, além de acrescentar currículo, dá acesso à Liga dos Campeões e dos milhões. Mas o que dá prestígio e direito a entrada directa na história são as vitórias em competições europeias.
O Benfica saiu do encontro de ontem da Luz com uma vantagem de dois golos sobre o Eintracht Frankfurt. Não é muito confortável ma non troppo, tendo em conta, sobretudo, o poderio ofensivo dos alemães. Mas na gestão entre Liga e competições europeias, a meu ver, pelo menos para este encontro com os alemães já na próxima quinta-feira, Bruno Lage não terá grandes dilemas. Os próximos adversários do Benfica dão pelo nome de V. Setúbal e Marítimo e ambos os jogos serão em casa. Portanto, por muito respeito que toda a gente tenha pelos conjuntos de Sandro Mendes e de Petir, os encarnados são amplamente favoritos tanto para um como para outro. A ter de, eventualmente, recorrer e atletas menos utilizados, Lage deverá a atletas menos utilizados, Lage deverá fazê-lo nestas duas partidas, até porque quem pode contar com um talento do calibre de um João Félix focado tem direito a sonhar talvez não com tudo, mas com muita coisa. E os adversários são fortes mas a eliminar é possível.
P.S. - Já agora, a resposta à primeira pergunta é Fernando Riera, à segunda obviamente, Béla Guttamnn."

Hugo Forte, in A Bola

Noite de sonho do menino

"Estratégia e actuação de João Félix fizeram a diferença, mas a eliminatória está em aberto

Félix em jogo memorável
1. Uma grande noite europeia do Benfica, mas tanto ou mais uma noite de sonho de João Félix, que fez algo rato para um miúdo de 19 anos: marcar três golos na Liga Europa, ao Eintracht Frankfurt! O telefone de Luís Filipe Vieira não vai parar depois da exibição deste jovem cheio de talento, que teve a capacidade para ser o pensador de jogo, o criativo e ainda o número 9, o finalizador. Esteve nos quatro golos, marcou três à sua conta, e podia ter estado no quinto, com aquele passe a isolar Seferovic. O suíço só não fez o 5-1 - que talvez fechasse logo aí jogo e em parte a eliminatória - dada a enorme defesa de Trapp.

Lage sabe gerir como poucos
2. É a segunda referência de uma noite europeia que também foi muita sua, ao fazer uma gestão segura do plantel. Há uma hierarquia de objectivos e ele não esconde que o campeonato é prioritário. É uma gestão de recursos humanos que deve ser realçada, já que consegue ter todos os seus jogadores disponíveis e eles responderem da melhor maneira sempre que são chamados a jogo. Têm o chamado compromisso de equipa. O que é trabalho de casa do treinador, cuja estratégia foi determinante surpreender o Eintracht, ao deixar Seferovic no banco e a não dar nenhuma referência no ataque aos centrais da equipa alemã! Ele jogou num 4x2x3x1 híbrido - recuperado para 4x4x2 quando entrou Seferovic o adversário e confundiu o técnico Hutter.

Cinco golos da formação
3. Num jogo em que também brilharam, entre outros, Grimaldo (que parecia surgir do além a provocar desequilíbrios) e Samaris, destaque para os quatro golos apontados por dois jovens da formação dos encarnados: João Félix (também da formação dos dragões) e Rúben Dias. E do outro lado um dos golos a ser de Gonçalo Paciência, da formação do FC Porto. O que é um bom sinal para o futebol português.

Alemães terão de se expor
4. Dois golos de vantagem são sempre dois golos, mas o Eintracht provou que é uma equipa de qualidade e o seu treinador Adi Hutter alguém que não desiste de atacar mesmo quando estava em desvantagem numérica. Também não é menos verdade que no segundo jogo, em Frankfurt, a equipa alemã vai ter de se expor e o Benfica pode tirar partido das transições para marcar golos."

Vítor Manuel, in A Bola

A noite mágica do 79

"O Benfica ontem venceu o Eintracht Frankfurt num jogo alucinante por 4-2.
Com bastantes novidades no onze, o Benfica alinhou com Odysseas, Corchia, Rúben Dias, Jardel, Grimaldo, Samaris, Fejsa, Cervi, Gedson, Rafa e João Félix.
O jogo começou já bastante activo e aos 5 minutos num lance aéreo, Jardel falha na abordagem ao lance e Luka Jovic ficou com a bola, valeu a pressão de Rúben Dias ao portador e o corte de Grimaldo para canto.
O Benfica aparentava ter dificuldades na 1ª fase de construção devido à forte pressão dos alemães que aproveitavam desconcentrações dos encarnados.
Organizado num 4-2-3-1, o Benfica apenas causava perigo em transições, apresentando dificuldades na organização ofensiva, algo já notório em outros jogos.
O Frankfurt conseguia causar perigo através de apoios frontais dos homens mais adiantados fazendo assim várias triangulações.
Aos 19 minutos, João Félix que actuava como falso 9, desceu para vir buscar jogo e isolou Gedson que atacava a profundidade. Este é empurrado por N'Dicka e cai dentro da área. N'Dicka é expulso, João Félix chamado a converter e não desperdiça, fazendo assim o 1-0.
Após a expulsão, o Frankfurt mudou o seu modo de jogar ficando o Benfica com as rédeas do jogo. 
Aos 40 minutos, numa falha na saída da bola por Fejsa, o Frankfurt aproveitou e Jovic empatou o jogo contra sua antiga equipa.
O Benfica continuava a dar amplitude ao seu jogo para que pudessem aparecer homens nos meios espaços para fazerem triangulações.
Aos 43 minutos, João Félix apareceu precisamente nos meios espaços e aplicou tal bomba à baliza alemã que Kevin Trapp não a conseguiu desarmar. Foi um remate colocado e forte que colocou o Benfica de novo em vantagem.
Ainda antes do intervalo, o Frankfurt tem um golo anulado por fora de jogo posicional.
Aos 48 minutos, Rafa remata para o poste da baliza adversária, porém estava em posição irregular. 
Logo dois minutos depois, por intermédio de um canto, Grimaldo cruza para João Félix que cabeceia para Ruben Dias que só tem de encostar, dilatando assim a vantagem.
Aos 54 minutos, surge mais um golo, e mais um para a conta do "Mágico" Félix. Com uma mudança rápida de flanco, Grimaldo surge com a bola na ala esquerda e cruza rasteiro para o João Félix que atira para o 4-1. João é assim o mais jovem jogador na Liga Europa a marcar um hat-trick.
Aos 60 minutos, surge a primeira substituição do jogo. Entra Seferovic para o lugar de Rafa, dando assim algum descanso ao português que fez um bom jogo.
Uns minutos depois surge um problema para as Águias. Corchia lesiona-se e Lage substitui-o por Pizzi, passando assim Gedson para defesa direito.
Aos 70 minutos, Seferovic desperdiça uma oportunidade de ouro para aumentar a vantagem. Isolado, remata rasteiro para o canto da baliza porém o pé de Trapp impediu o golo.
E quem não marca, sofre. Dois minutos depois quando os alemães começavam a pressionar mais, fazem o golo por intermédio de um canto. A defesa deixa Gonçalo Paciência completamente sozinho e este cabeceia para o golo.
O Benfica que ainda ia atrás do quinto golo, retira Samaris e faz entrar Zivkovic em jogo.
Aos 77 minutos, Kostic com uma excelente oportunidade para reduzir a desvantagem, porém remata por cima da baliza de Odysseas.
10 minutos depois, Seferovic com uma boa oportunidade. Após um passe de Gedson, este fica sozinho com o defesa e remata por cima da baliza.
Final de jogo, o Benfica vence o Frankfurt por 4-2 e vai com esta vantagem de dois golos para a Alemanha, onde se jogará a 2ª mão na próxima quinta-feira.

Nota positiva: João Félix, Gedson, Grimaldo e Samaris.
Nota negativa: Fejsa, Jardel e Cervi."

A chave táctica – Entenda como Lage preparou Felix para fazer a diferença

"A qualidade da sua definição técnica foi mais do que óbvia, e expressa nos três golos e assistência. 
Mas, Felix foi mais do que isso. Foi também a chave táctica para o Benfica desbloquear o jogo nas diferentes zonas do campo. Desde a saída para o ataque até à definição nas zonas ofensivas

"…é um jogador com bom toque de bola, Bons Movimentos. Joga e faz jogar"
Adi Hutter, treinador do Frankfurt

Mas, como se moveu, e como é que Bruno Lage montou a dinâmica colectiva que lhe permitiu potenciar a qualidade dos seus movimentos? Entenda Felix, para que nos dias em que não faz golos, continue a perceber a sua qualidade.




"

Paolo Maldini, in Lateral Esquerdo

A Estratégia Ofensiva de Lage na Noite de Félix

"Na primeira-mão dos quartos da Liga Europa, a Luz assistiu a uma exibição absurda de João Félix. Não foram só os golos que marcaram a magnifica exibição do prodígio português, a inteligência dos seus movimentos e a sua qualidade técnica contribuíram para uma noite especial e de apresentação à Europa do Futebol. Ofensivamente, Lage preparou a equipa para ferir o Frankfurt que até entrou melhor nos minutos iniciais do encontro.

“Jogamos sem avançado. (…) O nosso primeiro golo é demonstrativo daquilo que queríamos para este jogo. Entradas verticais do Gedson que foi o jogador mais importante da nossa dinâmica ofensiva.”
Bruno Lage

Uma das nuances estratégicas que o Benfica trouxe para este jogo foi a colocação de Gedson ao lado de Félix como falso avançado. Com isto, o treinador encarnado pretendeu que, Gedson Fernandes atacasse a profundidade, enquanto que, João Félix se movimentava nas costas dos médios adversários. Esta dinâmica permitiu chegar ao primeiro golo e a um número elevado de oportunidades de golo.
“Teríamos que aproveitar aquilo que o sistema do adversário nos dava: a Largura. Quando chegássemos à largura, procurar o jogo interior.”
Bruno Lage

No dia de ontem, trouxemos o Modelo do Frankfurt. Sugerimos a alteração da Rota Ofensiva encarnada para criar constrangimentos no momento defensivo da equipa alemã, uma vez que, a equipa de Adi Hütter montava um quadrado para fechar a entrada por dentro na construção adversária. Seria, portanto, fundamental iniciar a construção por fora para evitar perdas na construção. Assim foi!
O Benfica iniciou a construção pelos corredores laterais para enganar o adversário para, numa fase posterior, voltar dentro e entrar no espaço entre-linhas tal como aconteceu no lance do segundo golo e em outras tantas situações. Principalmente após a expulsão, o Benfica foi ligando com facilidade a sua construção pelos três corredores, uma vez que, até ao seu segundo golo, o Frankfurt manteve-se pressionante sobre a construção encarnada. Bastava ligar num corredor e sair dele para desposicionar a linha média do Frankfurt e criar desequilíbrios, explorando o corredor contrário.


No Alto Rendimento, com jogos de 3 em 3 dias, o trabalho semanal deve ser orientado para o adversário seguinte. Nesse curto espaço de tempo, observa-se o adversário, identifica-se pontos fortes e pontos fracos e trabalha-se em função deles para chegar ao jogo e lhes criar constrangimentos. Há uns tempos, referia-me à importância da variabilidade nos posicionamentos, isto é, de mudar posicionamentos em função do adversário, no entanto, mais do que isto, é fundamental ter variabilidade nas dinâmicas. Ir fora para acelerar dentro, ir dentro para acelerar fora, atrair a um corredor e ligar com o outro. O Benfica de Lage têm sido isto. Observar – Analisar – Recuperar – Preparar Estratégia – Jogar com uma variabilidade incrível de dinâmicas!"

João Félix

"Se havia alguém que não conhecia o seu nome na Alemanha, a partir de ontem ficaram a saber. João Félix é a partir de agora, indiscutivelmente, uma das maiores promessas do futebol mundial. Tem tudo ser um jogador geracional. Qualquer gigante estará desesperado para o convencer. United, Real Madrid, Barcelona, Chelsea ou Bayern vão andar à caça neste verão e vão estar à procura de alguém como Félix. São clubes tão grandes que há outra equipas que têm marcado o futebol mundial que vão ser outsiders na corrida: Tottenham, Arsenal, Napoli e Atlético.
1. A Prioridade Número 1. O Benfica já fez 38M com Jimenez, Andre Carrillo está a 1 jogo de ver o Al-Hilal activar a cláusula obrigatória de 15M e o Jovic vai vender à volta de 20M (6M + 30% da mais valia). Sem mexer no plantel, o Benfica já vai fazer cerca de 73M. A somar a isto, está a eventual participação na Champions onde pelo menos as pre-eliminatórias estão quase garantidas e que vão render outros 60-70M. Dinheiro não vai faltar na Luz. A prioridade número 1 deveria ser tornar João Félix o jogador mais bem pago do clube e mantê-lo connosco mais um ou duas épocas. O Ajax teve propostas por de Jong e de Ligt no verão passado. Em vez de os vender, reforçou o plantel com Tadic e Blind. Estão agora nos quartos-de-final da Champions League.
2. Só que. Só que todos sabemos quem temos como Presidente. Luís Filipe Vieira é o principal responsável por termos jogadores como João Félix, mas também é o principal responsável por eles só estarem cá 1/2 anos. O mais provável é que Félix acabe vendido numa transferência record em Portugal.
3. O que distingue Félix? João Félix não é o primeiro grande jogador a sair do Seixal. Mas vai ser o primeiro a bater o record de transferência em Portugal. Há uma série de razões que explicam o que vai acontecer. Primeiro é avançado. No Top10 das maiores transferências mundiais, há dois médios, todos os outros são avançados. Depois é a sua qualidade. É um avançado que faz a equipa jogar, é capaz de baixar e ajudar a construir, mas também é ao mesmo tempo um matador. Não tendo físico para segurar jogo, é capaz de marcar em qualquer Estádio, a qualquer momento, com os dois pés ou de cabeça. Não há muitos avançados tão completos.
4. O que fazer com o dinheiro? É a grande pergunta. O Benfica não precisa de vender e é muito provável que esta transferência, a acontecer, chegue às centenas de milhões de euros. É bastante dinheiro para um clube que não tem necessidades viscerais no plantel. Uma boa parte do dinheiro deveria ser alocada na expansão do Seixal. Aqui há que dar todo o mérito a Luís Filipe Vieira, o Seixal é uma das maiores obras do futebol mundial desta década (pelo menos). Outra parte deve ser investida no plantel. Olhando para a equipa B e para a formação, vejo boas soluções a florescer em praticamente todas as áreas do campo expecto duas: pontas de lança e guarda-redes. Parte da receita da venda deveria ser investida em contratações do género de Jovic. Jovens avançados e jovens guarda-redes (e outros eventuais craques que possam ajudar) que custem alguns milhões mas que garantam uma certa qualidade na formação. A questão é que talvez essas contratações devessem acontecer já. Porque uma vez que os clubes comecem a perceber que o Benfica vai vender João Félix, os valores vão inflacionar bastante.
5. Haverá um próximo João Félix no Seixal? É a grande pergunta. Há cerca de 10/15 jogadores geracionais por década. São como os cogumelos. Podem vir de qualquer lado. Haverá algum jogador que praticamente sozinho (era ele e Jota) consiga chegar a uma equipa de juniores e limpar a Fase Final com a maior das facilidades com 14 jogos e 15 golos? Sinceramente não sei. É por uma feito desse género que teremos que procurar no Seixal."

A Irmandade das Comissões

"Para compreender o presente é preciso analisar o passado. Esta saga começa em 2010 quando o atual Presidente da FPF deixou a SAD do Porto por discordar da sua política económico-financeira.
Angelino Ferreira entrou para o seu lugar, não obstante a direcção da SAD havia-se tornado gananciosa e comissões & milhões jorravam por todo o lado. O novo administrador com o seu carácter honesto não quis ser conivente e em 2014 deixou o cargo de responsável financeiro da SAD, tendo feito duras e contudentes críticas, em 2016 e 2017, à gestão do Porto.
Entretanto entra em cena o actual administrador financeiro da SAD do Porto e por várias vezes demonstrou preocupação pelas contas, tendo inclusive definido uma redução de 20,8 M na massa salarial. Em 2016 chegou mesmo a defender uma redução para 55 M em 3 anos. Além disso afirmou também, após o incumprimento do fair-play financeiro, que não se poderia repetir o que se fez no passado.
Certo é que em 2018 o Relatório & Contas indicava salários na ordem dos 79 M, ou seja 24 M acima do desejado e definido em 2016. E a cereja no topo do bolo foi a declaração - após o acordo com a Altice - onde disse e citamos "Permite gerir o clube de outra forma".
Concluindo:
- Em 2018 ficámos a saber que a forma como as contas seriam geridas era através de mais de 169 Milhões adiantados, antes mesmo da data de início do contrato dos direitos televisivos. - Em 2019 foi orçamentado o Maior orçamento de sempre com salários superiores a 81.7 Milhões sem contar com prémios (Ainda se lembram da meta definida em 2016 dos 55 M ?!)
- Nos últimos 5 anos os dirigentes da Porto SAD receberam só em remunerações €8.189.310 milhões onde €2.920.000 milhões foram para Pinto da Costa. Tendo em conta que durante 4 anos venceram 0 títulos e 0 taças e somente no último ano foram campeões é obra.
- Estes números fazem de Pinto da Costa um Presidente com uma remuneração acima de vários CEOs do PSI20 português, num clube cujo Passivo atingiu proporções inimagináveis.
O discurso de mentiras, de contenção de custos e acções completamente opostas leva-nos ao segundo episódio da saga "O Senhor Dos Milhões" que será brevemente transmitido no Polvo das Antas sob o título "Os Dois Portismos". Não percam o próximo episódio e desfrutem das imagens!"


Registo criminoso...!!!

"Este é o registo dos jogos do Portimonense contra os quatro grandes desde que regressaram à 
Primeira Liga:
Portimonense contra o Benfica: 1V, 1E, 2D. 6 GM, 6GS.
Portimonense contra o Cashball: 1V, 0E, 3D. 6GM, 9GS
Portimonense contra o Braga: 0V, 2E, 2D. 5GM, 7GS
Portimonense contra o Calor da Noite: 0V, 0E, 4D. 6GM, 17GS"

Barriga de aluguer !!!

"Estamos em semana de um dos jogos mais sujos do campeonato português e vamos hoje falar aqui de algumas situações referentes a Portimonense e Porto, onde pelo meio também aparece o Varzim. 
Comecemos então pelo início, em 2011 o Portimonense desce de divisão rumando então à Segunda Liga. Logo na época seguinte, o Portimonense ficou na última posição da então Liga Orangina, mas a descida acabara por não se concretizar devido a incapacidade do Varzim em preencher os requisitos necessários para ascender aos escalões profissionais.
Theodoro Fonseca, empresário brasileiro, entra em Portugal pelas portas que se abriram com a transferência de Hulk para o FC Porto. E através dos contactos estabelecidos no negócio com o Porto no âmbito da transferência de Hulk, Theodoro Fonseca conheceu Fernando Rocha, presidente do Portimonense e antigo dirigente do FC Porto, começando então uma relação empresarial que culminou com a formação da SAD do Portimonense onde Theodoro Fonseca se tornou sócio maioritário.
Após Theodoro Fonseca se ter tornado sócio maioritário da SAD do clube algarvio, aparece Rodiney Sampaio amigo de infância de Theodoro, como presidente da nova SAD do Portimonense.
Posto isto, vamos então começar a falar dos negócios obscuros que envolvem o Porto e Portimonense:
- Em 2015, ainda na Segunda Liga, o Porto paga 2,8 milhões de Euros ao Portimonense pelo passe de Danilo, jogador do Marítimo e que nunca teve qualquer tipo de ligação ao... Portimonense.
- Portimonense sobe, então, à Primeira Liga em 2017, e a 21 de Janeiro de 2018 o Porto oficializa o empréstimo de Paulinho com cláusula de compra obrigatória de 7 milhões de Euros, vindo então do Portimonense. A 21 de Agosto de 2018 e já com a cláusula de 7 milhões de Euros accionada, o Porto dá, repetimos, dá, Paulinho ao Portimonense sem qualquer contra-partida.
- A 2 de Julho de 2018, e depois de já ter pago 7 milhões de Euros ao Portimonense por Paulinho, o Porto oficializa a contratação de Ewerton, também ele jogador do Portimonense por... 5 milhões de Euros.
- A 23 de Julho de 2018 estala o verniz entre as SAD de Portimonense e Porto. Existe desacordo entre as SAD sobre as transferências de Paulinho e Ewerton. Rodiney Sampaio presidente da SAD do Portimonense, afirmou publicamente que o FC Porto não tem possibilidades de pagar os futebolistas, falou em valores - 7 milhões por Paulinho e 5 por Ewerton - e anunciou então o regresso imediato dos dois jogadores a Portimão. O Porto desmente então o presidente da SAD do Portimonense e afirma que pagou 5 milhões pelos dois jogadores, valor esse que iria, então, constar no relatório e contas da SAD do Porto. O "filme" prossegue no dia seguinte, e dia 24 de Julho, o Portimonense SAD desmente que haja qualquer tipo de incumprimento do Porto para com os jogadores Paulinho e Ewerton, dizendo mesmo em comunicado que "as saídas de Paulinho e Ewerton nada têm a ver com incumprimentos de pagamento das suas transferências pelo FC Porto." Confusos?
- Para terminar este assunto dos negócios Portimonense - Porto, a 20 de Janeiro de 2019 (coincidência de ser quase um ano após ser anunciada a ida de Paulinho para o Porto), o Porto oficializa a contratação de Wilson Manafá ao Portimonense, desconhecendo os valores mas sabendo que foi em definitivo com o Porto a ficar com 50% do passe do jogador. Entretanto saiu um rumor ainda por confirmar, que no contrato de Manafá para o Porto, existe uma cláusula de prémio de 1 milhão de Euros que o Porto tem que pagar ao Portimonense, caso seja campeão. Este rumor precisa de ser imediatamente oficializado para se saber se é real ou não, pois é demasiado grave existir esta cláusula em equipas que disputam o mesmo campeonato, caso seja verdade espera-se que alguém seja punido.
As perguntas que aqui ficam são quem ficou a ganhar, quem ficou a perder, quais foram afinal de contas os valores destas transferências. Porquê que Danilo foi pago com quase 3 milhões de Euros ao Portimonense, tendo em conta que nunca teve qualquer ligação contratual aos algarvios. A cláusula de Manafá é verdade ou não?
Vamos então terminar o nosso post falando das ligações de Rodiney Sampaio e Theodoro Fonseca com o Varzim.
Antes da contratação de Keaton Parks por parte do Benfica, apareceu Theodoro Fonseca que queria levar o jogador para Portimão e até pagava mais que o Benfica, mas o jogador queria assinar pelo Benfica. Após rejeitar ir para Portimão, foi dito a Keaton Parks que caso não aceitasse a proposta de Theodoro, Keaton passava o resto do contrato posto de lado do plantel do Varzim.
Posto isto o jogador rescindiu com o Varzim por justa causa, e o clube levou o jogador a tribunal. Entretanto no dia 25 de Maio de 2017, a Comissão Arbitral Paritária deu razão ao jogador e a rescisão foi confirmada.
É, assim, também conhecido o tipo de negócios que Varzim e Portimonense têm com jogadores, onde sabemos que o Portimonense negoceia jogadores do Varzim a preço da chuva. Último caso foi de Ruster que deixou o Varzim e assinou pelo Portimonense no último dia do mercado de inverno desta época.
Só um à parte antes de terminarmos o nosso post. O registo do Porto em jogos frente ao Portimonense desde o seu regresso à Primeira Liga é de: 3 Jogos, 14 golos marcados e 4 golos sofridos.
Terminamos, então, assim o nosso post com a esperança que mais tarde ou mais cedo todo este lodo irá terminar, bastando a Justiça querer."