Últimas indefectivações

sábado, 4 de novembro de 2017

Curta !!!

Braga 0 - 2 Benfica

Excelente vitória, num jogo bem jogado, onde o resultado pecou por escasso, pois voltámos a desperdiçar muitas oportunidades... O Braga também podia ter marcado, mas o Roncaglio esteve muito bem...
Destaco o 2.º golo: claramente jogada de laboratório... transformando o 5x4 (com o Roncaglio) - 'abrindo' a defesa adversária -, num 3x2 junto dos 6 metros!!!
A equipa está mesmo a subir de forma... mesmo sem o Chaguinha e o Ângelo...

A forma como os Benfiquistas são recebidos nos Estádios e Pavilhões deste país, continua a ser vergonhosa, a cultura do ódio anti-benfiquista continua a crescer...!!!

Goleada...

Benfica 14 - 2 Montreux

Cabazada das antigas, num jogo que apesar das facilidades a equipa levou a 'sério', e assim chegou aos catorze!!! Com todos os jogadores de campo a marcarem...

Mais uma vez, o sorteio não foi 'agradável', tanto o Barcelona como o Forte dei Marmi tem hipóteses de chegar aos Oitavos. Com tanto equilíbrio, os golos podem ser importantes no desempate, até por isso, esta goleada foi importante...

Líderes...

Benfica 32 - 20 Boa Hora
(14-8)

Vitória esperada... mas com o Grilo a 'rotação' mudou imediatamente!

Sem espinhas !!!

AA Espinho 0 - 3 Benfica
22-25, 14-25, 19-25

Mais uma vitória, reforçando a liderança após a vitória na negra do SC Espinho em Leixões, por 2-3!
Neste fim-de-semana, temos dois jogos com as equipas de Espinho, amanhã, na Luz, com o SC Espinho, podemos ficar ainda mais isolados na frente...

Que o dia de Félix não tarde

"Melancólico perante o cúmulo de decepções europeias e inapelavelmente apreensivo face ao que têm sido as suas periclitantes prestações nacionais, o Benfica volta amanhã a Guimarães dez meses depois de lá ter estado pela última em vez e de lá ter saído num estado de espírito muitíssimo mais do que confiante. Era Janeiro de 2017 e o Benfica saía de Guimarães literalmente eufórico, coberto de insuspeitos elogios tal era a dimensão do seu futebol, a naturalidade do seu ímpeto e a sucessão imparável de bons resultados. Estava-se no princípio do ano e nem a breve pausa natalícia beliscaria a saúde dos então tricampeões nacionais obrigados a jogar por duas vezes em 72 horas no sempre complicadíssimo terreno do Vitória Sport Clube.
Não houve lugar a lamentos pelas maldades do calendário, houve simplesmente dois jogos em Guimarães e duas vitórias por 2-0. Com 1 golo de Jonas e outro de Mitroglou no desafio a do campeonato e com 2 golos de Gonçalo Guedes no compromisso que se seguiu para a Taça da Liga. O mesmo Gonçalo Guedes seguiu ele próprio, rapidamente, para o Paris Saint-Germain ainda antes de Janeiro terminar. E lá se foi o jovem Guedes que, até aí, andara com a equipa às costas suprindo com o seu futebol todo ele virado para a frente – "se va cuando quiera", dizem agora dele os espanhóis – as ausências dos demais colegas avançados que baixaram todos à vez inoperacionais à enfermaria, lembram-se? Não é propriamente uma grande novidade na Luz esta da salvação vir da formação. Já um outro jovem, Renato Sanches, andara com a equipa às costas em 2015/2016 quando a equipa mais precisava de alguém suficientemente temerário que a transportasse para a frente depois de um arranque muito insuficiente da temporada. E a coisa acabou por correr lindamente.
Depois do arranque insuficiente da actual temporada leva o Benfica amanhã para Guimarães, e tudo indica que serão titulares, outros dois jovens jogadores vindos da formação, Rúben Dias e Diogo Gonçalves. São ambos prometedores sendo que Rúben Dias em minuto algum comprometeu o Benfica nos dois jogos com o Manchester e que Diogo Gonçalves foi o autor dos dois únicos remates realmente a sério do Benfica em Old Trafford. Mas não será, certamente, por mera superstição que o Benfica lança os seus miúdos às feras quando se vê apertado pelas contingências. Ainda que seja legítima – e até romântica – aquela fé de sempre se ir encontrando o próximo pote de ouro no fim do próximo arco-íris.
Se a realidade se apresenta inóspita e se é pelo sonho que vamos, então, vendo João Félix jogar pela equipa B e na Youth League, só se pode desejar ardentemente que o seu dia, o dia de Félix, não tarde a chegar. Faz 18 anos para a semana o João Félix, 18 aninhos. O que é isso para nós?"

Benfiquismo (DCXLVII)

Chuvada !!!

Uma Semana do Melhor... com Force!!!

Jogo Limpo... Seara, Guerra e Periquito!!!

Matic e o cavalheirismo

"Quando, em Janeiro de 2014, o Benfica vendeu Matic ao Chelsea ninguém viria a exigir responsabilidade

Nemanja Matic é o nome do cavalheiro sérvio que marcou o primeiro dos dois golos que o Benfica sofreu em Manchester. Justamente por ser um cavalheiro, Matic não festejou o seu golo. Nem sequer simulou nada que se parecesse com um sorriso discreto naquele instante em que viu a bola, que rematou com estrondo, embater primeiro no poste e depois nas costas do seu meio-compatriota Svilar para, por fim, rebolar sem remorsos para o fundo da baliza do Benfica.
"O Benfica merece-me muito respeito e por isso não celebrei", explicou Matic aos jornalistas quando tudo terminou. Enfim, como se fosse preciso explicar.
O Manchester United vai passar à fase seguinte da Liga dos Campeões e Matic é o seu maestro. Na Liga inglesa, entretanto, vai de mal a pior o antigo clube do sérvio que passou pela Luz. E, na Liga dos Campeões, diga-se que também o Chelsea tem andado aos papéis. Na sua última prestação europeia, o Chelsea – que foi campeão de Inglaterra na última época com Matic nas suas fileiras – apanhou 3-0 em Roma. Está, portanto, instalada uma espécie de crise em Stamford Bridge e até o treinador, o italiano Antonio Conte, que era bestial no ano passado passou agora a ser uma besta.
Foi um antigo jogador do Man. United, Phil Neville, quem veio publicamente em socorro do bom nome e da reputação de Conte explicando "apenas numa palavra", como o próprio acentuou, a queda de produção do Chelsea em 2017/18. E a palavra é: "Matic." Quis dizer o pragmático Neville que o Chelsea está a pagar a factura de ter deixado sair o sérvio para o rival Manchester United. "Quem o vendeu devia ser preso", acrescentou, já sem pragmatismo nenhum.
Quando, em Janeiro de 2014, o Benfica vendeu Matic ao Chelsea ninguém viria a exigir responsabilidades aos dirigentes da Luz, até porque nesse mesmo ano, já sem Matic, o Benfica viria a conquistar o título de campeão. E também sem Matic voltou a ser campeão em 2014/15, em 2015/16 e em 2016/17, perdendo sempre jogadores da dimensão de Garay, Oblak, Enzo Pérez, Gaitan, Renato Sanches, Gonçalo Guedes e tantos outros tão preciosos nessas conquistas que conduziriam ao tetra e a outras glórias.
Mas agora que o Benfica está de saída da Europa pela porta pequena e que segue na Liga portuguesa a uma mão-cheia de pontos de distância do FC Porto, todos estes jogadores que não fizeram falta nenhuma somados aos que saíram no verão passado – Ederson, Nelson Semedo, Lindeloff e Mitroglou – passaram, num ápice, a fazer uma falta do outro mundo. Neste Mundo, o Mundo actual do Benfica, agradece-se por tudo isto a bonita cortesia de Matic na noite de Manchester.

Para a triste História dos ‘Olés!’
No lugar de dar uma lição urgente, optou por alimentar o vício
Presentear com ‘olés!’ os resultados trágicos dos adversários ocupa o patamar mais baixo do comportamento do público. Trata-se da mais desapiedada crueldade. Mas é irresistível, contraporão os sociólogos que se ocupam do fenómeno em todas as suas vertentes.
A vertente da desproporção financeira e da desproporção de estatuto, por exemplo, justificará os ‘olés’ dos adeptos do Girona vendo a sua equipa bater o Real Madrid ou os ‘olés’ dos fleumáticos britânicos em Wembley saboreando a quase goleada imposta pelo Tottenham aos mesmos galácticos de Madrid? Não, não justifica. Pior ainda foram os ‘olés’ do público do pavilhão da Luz à equipa do Azeméis Futsal vergada ao peso de um resultado tão desproporcionado quanto a dimensão dos dois emblemas.
O treinador do Azeméis não gostou mas, no lugar de dar uma lição retórica que se apresentava urgente, optou por alimentar o vício, mandando o público benfiquista fazer o mesmo no próximo jogo com o Sporting. Assim não vamos lá."

O novo alvo dos 'snipers' do futebol

"Ao sábado, o VAR veio para salvar; ao domingo, beneficia sempre os mesmos.

Em três penadas mudou-se um paradigma. Até há pouco, tudo se cingia ao árbitro, o homem que tinha de decidir no momento, debaixo da pressão de jogadores e do público.
Agora não há lance, por mais corriqueiro, que não se apele – com uma natural falta de conhecimento sobre o seu papel – à intervenção do vídeo-árbitro, essa figura surgida das brumas como D. Sebastião para resolver todos os problemas mas que é esgrimida pela comunicação dos clubes a seu bel-prazer e consoante as necessidades do momento.
É hilariante observar como se podem ter opiniões tão distintas em função dos interesses. No sábado o VAR é a última maravilha do século, no domingo não resolve nada porque quem mexe os cordelinhos são pessoas a soldo de determinado clube, por defeito aquele que tem colecionado títulos nos últimos anos.
E, vai daí, lá vem o desgastado discurso da limpeza no futebol, acompanhado com propostas de aulas de ética capazes de fazer rir o mais sisudo.
E quanto mais se apela à serenidade e ao bom senso para proteger um negócio do qual todos vivem - uns estão mais dependentes do que outros -, quais meninos birrentos em reacção à promessa de uma palmada, correm a pegar nos telemóveis e a destilar mais veneno.
Um dia, quando os adeptos se fartarem, vão acabar por lamentar a sua pequenez."

Muito negativo desempenho europeu

"Na exibição e no modelo da equipa em Manchester há um equilíbrio e solução bem interessantes.

Nenhum benfiquista terá ficado satisfeito com o resultado (expectável) de Inglaterra. Mas há na exibição e no modelo apresentado por Rui Vitória um equilíbrio e uma solução bem interessantes, que parece ser uma alternativa para jogos de maior dificuldade. Tacticamente, parece-me um Benfica mais seguro e mais próximo do êxito do que outros desta época. Aprender com o que se faz bem, para lá do resultado negativo, também é parte de uma construção inteligente. Dito isto, é muito negativa a nossa prestação europeia. Este ano pior que a prestação do Benfica só as arbitragens consistentemente más. Isto parece sempre o Puigdemont a apitar jogos do Real Madrid. Teremos que viver com essa realidade, para nos adaptarmos melhor àquilo que também nos acontece dentro de portas. Não vale a pena reclamar, mas é urgente melhorar. Numa análise curiosa, os campeões dos principais campeonatos na última época andam todos longe da liderança dos seus campeonatos. Real Madrid em Espanha, Mónaco em França, Juventus em Itália ou Chelsea em Inglaterra, entre outros, não lideram e, na maior parte dos casos, estão mais longe da liderança que o Benfica.
Cansados de vencer? Não estou nada cansado. No Benfica queremos vencer mais, porque somos um clube onde só as derrotas cansam. Vitória tangencial sobre o Feirense, num jogo em que não percebi o Benfica. Entra forte, a jogar bem, cria três oportunidades claras de golo, marca aos 10 minutos, para depois de ir apagando numa cinzenta exibição. Parece que o golo cedo, em vez de tranquilizar, enerva a equipa. Ganhámos e isso era decisivo, mas fica a ideia de que a jogar como fizemos nos primeiros dez minutos ganhávamos a todos os adversários e a jogar como fizemos nos últimos 70 ganhávamos a poucos. Rui Vitória também mostrou desconforto, e deixou na sua forma educada de abordar as questões esse sentimento. Antes assim, é bom ter o treinador em sintonia com a massa adepta.
Domingo vamos a Guimarães, disputar um jogo tradicionalmente difícil contra o Vitória local. Será uma série de Vitórias, primeiro o de Guimarães, depois, duas vezes o de Setúbal, que seja uma série de vitórias contra os Vitórias, para não sair do trilho da luta pelas vitórias nos diversos títulos. No mês dos Vitórias esperamos e confiamos o máximo, Rui... Vitória."

Sílvio Cervan, in A Bola

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Desporto português

"O Marques é funcionário do ano. Veremos se, na instituição para que trabalha, a investigação da PJ acerca de crimes de acesso ilegítimo, violação de correspondência e ofensa a pessoa colectiva, caso o implique de alguma forma, contribui para o seu bis. Estou convencido de que sim;
Pinto da Costa não deu os parabéns ao funcionário do ano por e-mail porque não o tem (já chegámos a 2017?). Telefone e telemóvel, provavelmente, receia usar. Recomendo que vá a Vigo, onde há bons cibercafés. Bem sei que não sou juiz, mas recomendo-o de boa-fé;
Bruno de Carvalho sente saudades da construção civil. Por favor, permaneça no futebol! Somos tetracampeões desde que foi eleito, não nos desgrace. Se necessitar, imagine que o futebol é uma grande empreitada, apesar de constrangimentos como o dono da sua obra - interromper a todo o custo a hegemonia benfiquista - não usar e-mail porque não o tem. E cuidado com os capatazes que contrata, pois é muito feio cortar as pernas, mesmo que numa fotografia, a um dos seus pedreiros mais qualificados. E olhe que os instrumentos de precisão devem ser usados sempre e não apenas quando dá jeito, sejam eles autonivelados ou videoinspectadores;
Desaconselho igualmente a contratação de um director de obra que, à primeira contrariedade, receba guia de marcha. Especialmente se, no seu anterior emprego, tiver criado todas as condições para que a sua empresa pudesse competir entre as melhores;
E uma palavra ao homem anti-olés de Oliveira de Azeméis, escusava era de ter atacado os futsalistas do Benfica. Depois constatei as suas preferências leoninas no Facebook e, afinal, não se tratou de irritação, mas de um permanente estado de azia. Olé!"

João Tomaz, in O Benfica

Viva, mais uma vez, a (in)coerência!

"A 10.ª jornada trouxe-nos mais um momento de gáudio. Antes disso, vale a pena recuar até ao arranque do campeonato para percebermos a chalaça da diferença de trato a uns e a outros. Aos 71 minutos do Benfica-Braga, o árbitro invalidou um golo a Ricardo Horta por alegado fora de jogo quando o Benfica vencia por 3-1. O lance - que provocava imensas dúvidas - até deixava a impressão de que o golo era limpo. Mas as imagens eram incapazes de clarificar totalmente. Os (quase) sempre atentos supermegaespecialistas não perdoaram: 'Absolutamente inadmissível não haver um ângulo que nos esclareça por completo! Que escândalo! A BTV? Controla as imagens como quer! Um atentado à credibilidade do VAR! Depois deste golo, o Braga ia encostar o Benfica às cordas e virar o jogo para 3-15!' Aos 85 minutos do Rio Ave - Sporting.
Bas Dost desfez o nulo em Vila do Conde numa jogada polémica. O lance - que provoca imensas dúvidas - deixa a ligeira impressão de que o golo é ilegal. A assistir ao jogo pela TV, analisei as repetições ao pormenor. Ninguém imagina a minha aflição quando percebi que as imagens eram inconclusivas. Então e agora? Se os supermegaespecialistas já desacreditaram a isenção da BTV, com será depois disto, quando colocarem a Sport TV na mesma cela? O futebol português vai começar a ser transmitido onde? Na TVI Ficção? De facto, até faz sentido: é precisamente na ficção que os responsáveis de alguns clubes parecerem viver. Todavia... nada disto sucedeu. Ah, que surpresa! O que num canal merece, a torto e a direito, olhares de suspeição, noutro é simplesmente chutado para canto, qual Héctor Herrera.
Pode custar a alguns, mas a caravana continua a passar."

Pedro Soares, in O Benfica

Primeiro anel

"O dia a seguir a um jogo do Benfica é sempre especial. Jogo e si é sempre uma emoção, mas é no rescaldo, no dia seguinte, que vem à luz tudo aquilo que somos e sentimos enquanto benfiquistas. É quando chego de manhã ao trabalho, e me cruzo com o primeiro colega que é dos nossos, que sinto o pulsar da nação vermelha e imortal. Percebo melhor quando lhe aperto a mão e ele torce o nariz à exibição ou sorri de forma generosa depois de ter a barriguinha cheia de golos do Jonas. Ou quando chego à minha sala e logo se ouve um 'aquilo ontem foi complicado' ou algum polegar se ergue no ar sem ser preciso dizer mais nada. Dos outros pouco escuto, porque felizmente trabalho num local onde os não-benfiquistas já perceberam que é melhor esperar pelas contas finais.
Melhor seria se os dirigentes dos seus clubes aprendessem alguma coisa com eles. Mas não. Tanto os megalómanos como os condenados por corrupção preferem passar as primeiras semanas do campeonato a encher um balão que, mais tarde ou mais cedo, lhes vai rebentar na cara.
A diferença está em nós, os benfiquistas. Somos tantos, que há de tudo para todos os gostos. Temos os que estão sempre a torcer o nariz e que só percebem o que lhes cai em cima quando estão no primeiro anel do Marquês com um cachecol na mão a tentar ver o Rui Vitória a fazer uma selfie. Temos os que, a levar sete do Celta de Vigo a dez minutos do fim, ainda acreditavam na reviravolta (eu...). Temos os que não gostam do presidente e veem uma conspiração em casa esquina. Temos os treinadores-directores desportivos campeões na consola. Temos os que não sabem o que é um fora de jogo. Temos os que gostam do equipamento alternativo. Há de tudo. E é com todos estes que vamos chegar lá. Ao primeiro anel do Marquês."

Ricardo Santos, in O Benfica

Benfica - Século XXI

"Cumprem-se 14 anos desde que Luís Filipe Vieira assumiu a presidência do nosso clube.
O balanço dificilmente poderia ser melhor. Dir-se-á mesmo que há um Benfica antes, e um Benfica depois do actual presidente.
Quando se olha para as infraestruturas, percebe-se que temos hoje condições de topo a nível internacional, elogiadas por todos os profissionais que por cá passam: um dos melhores estádios da Europa, um centro de estágios que não para de crescer, dois pavilhões funcionais, o centro de alto rendimento para as modalidades que está na calha, e um museu moderno e de grande beleza, são ilustrações daquilo que é um clube voltado para o futuro.
Se atendermos aos resultados do futebol profissional, à excepção dos anos de Eusébio, nunca o nosso clube tinha vivido um ciclo tão ganhador. Nestes 14 anos conquistámos 20 troféus, tantos quantos nos 29 anos anteriores – ou seja, em mais do dobro do tempo. Festejámos o nosso primeiro Tetra. Estivemos em duas finais europeias (ai os penáltis de Turim…). Batemos recordes.
Na formação, os talentos espalhados pelos maiores clubes do mundo certificam o trabalho feito.
Nas modalidades, alcançámos títulos europeus inéditos em Hóquei e Futsal. Impusemos uma clara hegemonia no Basquete e no Vólei. Conseguimos sucessos olímpicos. Troféus? Não os consigo contar.
No aspecto institucional, nunca a marca Benfica fora tão prestigiada dentro e fora de portas. O número de sócios subiu para níveis jamais alcançados. As receitas também.
Se recordarmos o que era o Benfica em 2001, percebemos melhor o quão espantoso foi este percurso. Só não vê quem não quer."

Luís Fialho, in O Benfica

#lvf2020

"Falar dos 14 anos de Luís Filipe Vieira ao leme do Sport Lisboa e Benfica é muito difícil neste espaço tão curto. São conhecidos os títulos que o actual Presidente conquistou, e não duvido de que até ao final deste mandato chegará aos mil troféus. Mas há três títulos que estavam perdidos e que foram resgatados nos cinco mandatos - a credibilidade, a idoneidade e a reputação. Sem estes três troféus, nada teria sido viável.
Assisti a algumas das decisões importantes do Presidente, decisões que foram partilhadas e executadas pelas equipas que lidera desde Novembro de 2003. Em todas essas decisões existe um denominador comum - a capacidade de risco. Para o Presidente, não há tempos mortos e tudo o que foi conquistado faz parte do passado.
De todos os episódios a que assisti, aqueles que mais me impressionaram foram a forma como sempre repudiou a jactância e a fanfarronice daqueles que acham que 'está tudo ganho!'. Perdi a conta às vezes em que ouvi sempre a mesma resposta do Presidente - 'Calma! Para ganharmos, temos de trabalhar mais e melhor do que os outros!'
Por tudo o que referi, Luís Filipe Vieira já tem um lugar na história do maior clube português. Creio que milhares de benfiquistas partilharão comigo esta conclusão - estamos na presença do melhor Presidente de sempre da história do Sport Lisboa e Benfica. Um título que assenta que nem uma luva ao dirigente que mais tem lutado pela transparência e inovação no futebol português.
Para o Presidente, o importante é preparar o futuro e, sobretudo, garantir que o Clube continuará a ser dos Sócios."

Pedro Guerra, in O Benfica

O melhor Presidente de sempre no Benfica

"Aqui há um mês, neste mesmo espaço e com todas as letras, classifiquei Luís Filipe Vieira como uma pessoa invulgar, tendo invocado, entre outros fundamentos, que reconheço nele uma rara capacidade de auto-superação que sempre o impele de modo positivo, até nas ocasiões mais delicadas.
Na verdade, quatorze anos depois da sua primeira eleição como Presidente do Sport Lisboa e Benfica, a obra imaginada e construída e as conquistas desportivas que Luís Vieira proporcionou ao Clube só foram tornadas realidade com a força de recuperação que ele assume diante de muitos episódios inesperados e em muitos casos, com máximo grau de dificuldade.
Não haverá hoje um só Benfiquista que não reconheça nele uma singular identificação com o grande Povo Benfiquista e com a nossa Mística. Mas Sócios e adeptos do Benfica, e muitos outros desportivas autênticos, também se têm impressionado com o talento e a determinação que lhe permitiram conceber e fazer edificar a imensidão de estruturas sociodesportivas, assim como com a perspicácia que tem revelado ao longo dos anos, para se rodear dos profissionais mais competentes e de Benfiquistas com total dedicação, de modo a implantar os modelos de acção mais ajustados a reabilitar, erguer e, por fim, consolidar, o Sport Lisboa e Benfica do Terceiro Milénio.
O nosso Jornal apontava, nessa edição do principio de Outubro, a fibra de líder de Luís Filipe Vieira, no day after de uma Assembleia Geral do Clube que decorrera em circunstâncias especiais e na qual o Presidente não se eximiu a dar mostra concludente do ânimo que o move na condução dos destinos do Benfica. Apenas quatro edições depois, agora a propósito da efeméride da sua primeira presidência, não hesita a Redacção do Jornal O Benfica - como todos os restantes meios de comunicação do Clube, em voltar com o mesmo sinal de exaltação das qualidades pessoais e clubísticas de Luís Filipe Vieira: já é claro para todos os Benfiquistas que hoje temos à nossa frente o melhor e mais vencedor Presidente de sempre no Sport Lisboa e Benfica."

José Nuno Martins, in O Benfica

Pac-Man, medalha de ouro nos Jogos Olímpicos?

"Está em curso mais uma campanha para incluir os videojogos como modalidade olímpica. Já há apostas, doping, merchandising e patrocinadores, só falta o reconhecimento

Está em curso mais uma campanha para incluir os videojogos como modalidade olímpica. Já há apostas, doping, merchandising e patrocinadores, só falta o reconhecimento.
Não deixa de ser curioso que haja quem pague para ver adolescentes borbulhentos a acariciar joysticks durante dias a fio, chupando bebidas energéticas e comendo, com nenhuma metafísica, chocolates. Mais curioso será chamar a tal actividade “desporto”. Embora seja curial conceder quão ténue é a linha que separa o jogo do desporto, já será de exigir uma fasquia mais elevada no que respeita à classificação de um determinado jogo como modalidade olímpica. Afinal, a exaltação do corpo, do esforço físico, da superação dos limites humanos e da competição entre atletas não parece conviver muito bem com os denominados “eSports”.
A partir do momento em que há televisões dedicadas ao fenómeno desportivo, funcionando em permanência 24 horas por dia, aumenta a possibilidade de um qualquer “jogo” ter tempo de antena e, por consequência, telespectadores. Onde há público, há receita publicitária, logo haverá merchandising, apostas desportivas, lavagem de dinheiro proveniente de actividades ilícitas, doping de atletas, viciação de resultados desportivos, insultos entre dirigentes, agressões de e por adeptos, “justiça desportiva” por oposição à justiça, comentários quanto à moral sexual das progenitoras dos árbitros, programas televisivos permanentes de exegese do fenómeno videodesportivo, publicações e websites especializados, campeonatos locais, regionais, nacionais, europeus, mundiais, galácticos e extragalácticos, medalhas, prémios, joy- sticks de ouro e teclados de prata,...
Porque haveria o desporto de ser estranho ao processo de alienação em curso? Se os seres humanos já passam mais tempo por dia na realidade virtual imposta pelas redes sociais do que a dormir, numa Comic-Con sem fim, por que bulas não devemos todos ser considerados atletas olímpicos de Pac-Man? Nos videojogos somos sempre melhores do que na realidade. No Second Life todos são mais belos, mais jovens, mais atléticos. A religião foi substituída como ópio do povo pela realidade virtual. A realidade virtual é a única deusa, e o videojogo o seu profeta.
Proponha-se que a entrada dos videojogos para a categoria das modalidades protegidas pelo olimpismo se faça sem restrições. Não há que limitar a natureza dos jogadores de videojogos à categoria humana. É de apoiar a inclusão de humanóides, robôs, computadores e programas de software. E nada de limitações picuinhas como as que promoveriam a competição dentro de cada categoria, humanos com humanos, humanóides com humanóides, robôs com robôs... Elogiando postumamente o grande atleta Tarzan Taborda, que se celebrizou na modalidade a que chamava “Vale tudo!”, incompreensivelmente conhecida como wrestling nos EUA, há que promover a luta de todos contra todos e que ganhe o melhor.
No novo Olimpo em que o Facebook é um deus menor, o Instagram um semideus, o Twitter um arcanjo e o WhatsApp um santo, que hipóteses há para os humanos poderem competir? Estarão os videojogos viciados por uma inteligência não humana que nos condena a jogar até perdermos a condição que nos identifica? A segunda versão das leis da robótica desenhadas por Asimov incluía a protecção da humanidade pelos robôs, reconhecendo tacitamente a incapacidade da humanidade para se proteger a si própria.
Caro e benigno leitor, adivinhe quem vai ganhar os Jogos Olímpicos do futuro?"

Para reflexão benfiquista

"A formação/prospecção do Benfica tem desenvolvido, ao longo dos últimos anos, um trabalho absolutamente notável e, noutra conjuntura, seria possível aos encarnados apresentar, ao dia de hoje, um onze-base formado por Ederson; Nélson Semedo, Lindelof, Rúben Dias e João Cancelo; Bernardo Silva, André Gomes, Renato Sanches e Hélder Costa; Gonçalo Guedes e Rodrigo Moreno. Por dez destes onze jogadores (Rúben Dias é a excepção) o Benfica recebeu à volta dos 250 milhões de euros, que foram usados pela administração da SAD para equilibrar o barco, num modelo de negócio baseado no binómio formação/vendedor.
Há, porém, uma dimensão desportiva que não pode ser descurada, por mais aliciantes que sejam as propostas, sob pena de o clube mergulhar num défice competitivo incompatível com o seu ADN. 
Hoje, existe em relação ao Benfica uma percepção generalizada de que mais vale um bom negócio do que um bom rendimento desportivo. Embora isso possa não corresponder, até, integralmente, à filosofia da SAD, a ideia que começa a generalizar-se («podem vendê-los por muito dinheiro» disse há dois dias Matic, referindo-se a Svilar, Rúben Dias e Diogo Gonçalves) é a de que o Benfica dá asas, mais do que a um projecto desportivo, a uma frenética plataforma de negócios. E como não é possível ter sol na eira e chuva no nabal, a capacidade competitiva da equipa acaba por degradar-se.
Há uns anos, Luís Filipe Vieira, depois de estabilizar os pilares do património e das finanças, estabeleceu como prioridade a solidificação do pilar competitivo. Está à vista que vai ter de regressar a essa prioridade..."

José Manuel Delgado, in A Bola

Vídeo-árbitro

"1. Quais os casos da utilização do vídeo-árbitro?
Durante a presente época, temos vindo a assistir a alguma confusão na interpretação dos momentos de utilização do vídeo-árbitro (VAR). Esta tecnologia não visa obter 100% de rigor e precisão em todas as decisões dos árbitros por esses relvados fora. Este é o primeiro princípio que o International Football Association Board (IFAB) pretendeu assegurar, pois entende que destruiria o fluxo essencial de emoções necessariamente vividas numa partida de futebol. Por outro lado, relembramos os quatro momentos específicos em que o VAR deve ser utilizado: golos (se existiu irregularidade e se deve ser atribuído), penálti (se deve ser atribuído e, em caso afirmativo, se correctamente assinalado), expulsões (garantir que os vermelhos foram correctos) e erro na identificação do jogador a sancionar (assegurar qual o jogador que deve ser, efectivamente, sancionado).

2. E quanto ao momento em que o VAR deve intervir?
Desde que a 1.ª Liga portuguesa se iniciou em Agosto passado, já ocorreram situações que não se enquadraram dentro do procedimento estipulado e criado para a utilização do VAR. Revela-se obrigatório que os árbitros e respectivos formadores tenham sempre em mente os princípios 5 e 7 do procedimento e que se complementam: apenas o árbitro deve pedir a intervenção do VAR e a decisão final cabe-lhe sempre. Parece que a intervenção do VAR é intencionalmente limitada: apenas recomenda ao árbitro que pare em determinada situação para poderem rever. Ora, isto criará, a priori, um problema de interpretação: os árbitros não podem nem devem analisar de forma idêntica no futebol. Em Itália, por exemplo, o árbitro toma uma decisão e, em caso de dúvida, manda parar o jogo para se deslocar a um monitor no relvado para ele próprio retirar as suas ilações. Ou seja, a mesma pessoa toma e revê a sua decisão. Não seria mais seguro desta forma?"

Bestial a besta!

"Quanto maior a equipa, maior a pressão. Uma verdade a que estamos todos habituados. Na semana em que se perde um jogo já se sabe que tudo vai ser posto em causa. Jogámos com o bloco muito baixo, não pressionámos, estivemos apáticos, quando na semana anterior a perfomance fora muita boa. Esta análise, de adeptos mas também de muitos comentadores, só não tem em conta os factores que são aleatórios no jogo. As equipas tentam controlar tudo o que naturalmente se consegue controlar, mas não podem controlar aspectos como o trabalho de terceiros ou a execução ser feita, na maior parte dos casos, com os membros inferiores. Pormenor tão importante, digo mesmo decisivo, e que a maioria não valoriza.
O discurso é normalmente para reforçar que os jogadores são profissionais e como tal não podem ter essas falhas. Nada mais falso. Todos os agentes vão falhar, sejam treinadores, jogadores ou árbitros. Profissionais ou amadores. O problema não é cometer erros, é responder a essa adversidade sem receio de voltar a errar. Mas é necessário que se estabeleçam critérios uniformes para que não haja desconfiança sobre a natureza do erro. Este é nos dias de hoje uma das maiores questões a resolver - a confiança entre os agentes principais do jogo. Não se pode estar sempre a colocar em dúvida as opções do treinador, a decisão do árbitro ou o erro do jogador. Este clima provoca um ambiente insustentável no jogo. As relações entre os agentes devem ter uma base de confiança que permita aceitar o erro como natural e não, como aconteceu, de que há terceiros a ser beneficiados. O critério, técnico ou disciplinar, tem que ser o mais homogéneo possível.
Quando se limita as relações entre os diversos agentes aumenta-se este clima de desconfiança. Devíamos provocar encontros entre todos para discutir, sem corporativismos excessivos. Ninguém tem a razão absoluta e todos são necessários para a qualidade do jogo."

José Couceiro, in A Bola

Alvorada... do Pragal

Benfiquismo (DCXLVI)

Vítor Silva

Aquecimento... Direcção, Champions, Tugão...

Jornal... 3836

Nelsinho...

Bernardo...

Vilarinho...

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Redirectas LIV - Ponto De Partida


Caros companheiros,

Se existe algo que eu busco com as Redirectas, esse algo é: discutir Benfica.
Discutir Benfica, de forma séria e apaixonada, com companheiros que, como eu, olham o hoje e vislumbram um amanhã. E, mais que uma miragem, aspiram ao sonho. Esse é, pois, o ponto comum. O nosso ponto de partida, para alcançar consensos alargados, em torno de ideias e propostas, que se possam implementar na prática.
Foi assim esta semana, em diálogo com um companheiro. Dialogámos sobre o sonho. Sobre o Benfica povo e o povo Benfica. Sobre o génio e a glória. A história e as lições que ela nos ensina. E a generosidade. A generosidade que doa o povo, a quem abraça como sua, a missão de não temer a glória.
Assim se fez o Glorioso Sport Lisboa e Benfica.
Pelas mãos de génios maiores, que souberam ser mais, para além do humanamente imaginável.
Por isso eu acredito. Acredito, no povo. Na sua generosidade. Esse irracional que, faz do Benfica, um clube ímpar e irrepetível.
Acredito num Benfica maior e melhor.
Acredito num Benfica rumo ao futuro.
Um Benfica que não teme.
Um Benfica que não se dá e não se vende.
Um Benfica senhor de si e dos seus destinos.
Um Benfica humilde e obstinado.
Um Benfica afirmativo e independente.
Um Benfica transparente e letal.
Um Benfica conquistador.

Companheiros, falemos do sonho...
Onde está o sonho?
Que sonho?

Entretanto, Luís Filipe Vieira disse:

"Temos de começar a reter os jovens que formamos!"

E eis que, a mensagem conseguiu passar! O que eu venho escrevendo nas Redirectas finalmente está na boca do presidente. Ganhou peso institucional. Eu estarei cá para garantir que não será esquecido. O clamoroso erro de gestão desta época ninguém o apaga. Ficaria bem ao presidente reconhecê-lo e assumi-lo. Continuarei atento e vigilante.

Quanto à Champions League:

Não se podem esperar omeletes sem ovos. Elementar. Necessitávamos esta época de mais qualidade, e não, de vender parte importante da qualidade que tínhamos. Um prejuízo brutal em termos de receitas e de desvalorização da marca e activo. Em resumo, andámos para trás quando deveríamos ter andado para a frente. Opção completamente errada e lesiva dos superiores interesses do Sport Lisboa e Benfica em todos os aspectos. A guardar para memória futura.

Pelo Benfica Sempre!

Redheart

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Alvorada... com o José Nuno

Lanças... actualidade

Benfiquismo (DCXLV)

Propriedade de Cosme Damião !!!

Redirectas LIV - Ponto De Partida (Original Bad Url)


 Caros companheiros,

Se existe algo que eu busco com as Redirectas, esse algo é: discutir Benfica.
Discutir Benfica, de forma séria e apaixonada, com companheiros que, como eu, olham o hoje e vislumbram um amanhã. E, mais que uma miragem, aspiram ao sonho. Esse é, pois, o ponto comum. O nosso ponto de partida, para alcançar consensos alargados, em torno de ideias e propostas, que se possam implementar na prática.
Foi assim esta semana, em diálogo com um companheiro. Dialogámos sobre o sonho. Sobre o Benfica povo e o povo Benfica. Sobre o génio e a glória. A história e as lições que ela nos ensina. E a generosidade. A generosidade que doa o povo, a quem abraça como sua, a missão de não temer a glória.
Assim se fez o Glorioso Sport Lisboa e Benfica.
Pelas mãos de génios maiores, que souberam ser mais, para além do humanamente imaginável.
Por isso eu acredito. Acredito, no povo. Na sua generosidade. Esse irracional que, faz do Benfica, um clube ímpar e irrepetível.
Acredito num Benfica maior e melhor.
Acredito num Benfica rumo ao futuro.
Um Benfica que não teme.
Um Benfica que não se dá e não se vende.
Um Benfica senhor de si e dos seus destinos.
Um Benfica humilde e obstinado.
Um Benfica afirmativo e independente.
Um Benfica transparente e letal.
Um Benfica conquistador.

Companheiros, falemos do sonho...
Onde está o sonho?
Que sonho?

Entretanto, Luís Filipe Vieira disse:

"Temos de começar a reter os jovens que formamos!"

E eis que, a mensagem conseguiu passar! O que eu venho escrevendo nas Redirectas finalmente está na boca do presidente. Ganhou peso institucional. Eu estarei cá para garantir que não será esquecido. O clamoroso erro de gestão desta época ninguém o apaga. Ficaria bem ao presidente reconhecê-lo e assumi-lo. Continuarei atento e vigilante.

Quanto à Champions League:

Não se podem esperar omeletes sem ovos. Elementar. Necessitávamos esta época de mais qualidade, e não, de vender parte importante da qualidade que tínhamos. Um prejuízo brutal em termos de receitas e de desvalorização da marca e activo. Em resumo, andámos para trás quando deveríamos ter andado para a frente. Opção completamente errada e lesiva dos superiores interesses do Sport Lisboa e Benfica em todos os aspectos. A guardar para memória futura.

Pelo Benfica Sempre!

Redheart





Guerra e paz em redor do futebol

"Começando quase sempre a vencer, nesta época, o Benfica deixou-se empatar ou perder em quatro jogos.

Há tempo e tempo. Há marcar e ganhar
Primeiro, a guerra. Dez jornadas volvidas, nada de novo, nem a Norte, nem a Sul. Três vitórias dos três grandes, para não variar. A do Benfica, quanto baste para vencer com indigência. A do Sporting com toda a sorte dos 90 minutos e um fantástico guarda-redes. A do Porto, em versão reduzida na 2.ª parte. Jonas, Rui Patrício e Brahimi lá vão, com mais ou menos obstáculos, fazendo pela equipa o que os outros fez jogadores nem sempre fazem.
O Benfica tem apresentado um futebol cinzento, senão mesmo triste. Nada tenho contra a entrada de jovens titulares. É um risco, mas no futebol, como na vida, quem não arrisca não petisca, ainda que anteriores casos de sucesso não impliquem que tal se volte sempre a repetir como uma regra sem falhas. Svilar é um (ainda) adolescente na idade e um (quase) adulto na baliza. Tem ainda um caminho a percorrer, onde vai cometer erros próprios da evolução, mas não engana. Vai ser um magnífico guardião. Tem-se falado de injustiça a propósito de Bruno Varela e do seu erro no Bessa. Mas, salvo o devido respeito pelo profissionalismo deste jogador, os erros não são necessariamente equivalentes. Uma coisa é um guarda-redes que foi titular partindo da posição de um (bom) suplente, outra é um atleta que se estabeleceu como titular, mesmo que com erros. Nesse sentido, faz bem Rui Vitória em dar confiança ao agora titular da baliza. Também creio que Rúben Dias pode dar um excelente central. Tem capacidade física e de antecipação, não é faltoso, tem auto-confiança e não adormece de quando em vez, como Lisandro. Na frente, Diogo Gonçalves tem condições para dar um bom contributo à equipa, ainda que, neste momento, eu prefira F. Cervi ou Zivkovic. A propósito, tenho-me lembrado muito da falta que faz um Gonçalo Guedes para agitar o jogo, torná-lo positivamente imprevisível e alegre. Pode ser que o agora novel titular evolua com segurança e sem deslumbramentos até ao patamar do agora ex-benfiquista do Valência.
Um ponto tão curioso, como intrigante no Benfica é a alteração do tempo dos golos, em comparação com a época passada. Nessa altura, os últimos minutos foram profícuos para se ganharem jogos ou para consolidar resultados. Este ano não tem sido tanto assim. Só em Chaves, os últimos minutos alteraram a natureza do resultado. Agora e pelo contrário, até se têm marcado golos bem cedo. Foi o caso dos jogos contra o Belenenses e Marítimo (aos 2 minutos), Boavista (aos 7 minutos), Feirense (aos 11 minutos) e Braga (aos 15 minutos). O problema é que parece que a equipa, em vez de ficar empolgada pela abertura, se retrai, algumas vezes inexplicavelmente. Foi, aliás, o que aconteceu no jogo contra o Feirense. Como já havia acontecido nos jogos com o Boavista (com derrota) e Marítimo (com empate). E até no jogo da Taça de Portugal contra o Olhanense (4 m.) e na Taça da Liga no empate contra o Braga (11 m.). Só num jogo (Portimonense), o Benfica virou o resultado. Ao invés, começando quase sempre a vencer, nesta época, deixou-se empatar ou perder em quatro (Boavista e Marítimo no campeonato, Braga na Taça da Liga, nem como CSKA na Champions).
Quanto à defesa, o Benfica ainda não sofreu golos na primeira parte, excepto quando o Sp. Braga ao cair do pano reduziu para 2-1 na 1.ª jornada. Todos os outros 6 golos consentidos foram-no entre os minutos 55 e 76.
Evidentemente que não sei ou não devo interpretar estes dados, embora, aparentemente, a questão física e de concentração mental possa ter alguma correlação. Marca-se cedo e sofre-se tarde.

Leões de Portugal
Agora a paz. A semana passada participei no Encontro de Fundadores da Associação de Solidariedade Social 'Os Leões de Portugal'. Inicialmente como Grupo, posteriormente como Associação, esta instituição de solidariedade perfez 33 anos de existência. Para quem entende a ideia do desporto também como espaço de convívio, partilha e solidariedade desinteressadas, e não apenas concentrada na competição, foi com júbilo que voltei às instalações da Associação no estádio de Alvalade. Lá pude reencontrar sportinguistas de alma e coração que muito considero. Lá pude verificar o sentido genuíno e autêntico (um bem tão escasso no mundo do futebol) de uma obra que, superando muitos obstáculos e alguma indiferença, prossegue apoiando pessoas de idade e jovens à procura da realização do sonho. Já lá tinha estado anos antes e senti estes momentos como um saboroso armistício de guerras e guerrilhas que nos exigem muita contenção, serenidade e lucidez, sob pena de intoxicação nefasta.
Transcrevo aqui e agora, o que, em Novembro de 2011, escrevi na minha anterior coluna em A Bola: reforcei, em mim, a ideia de que é possível (e desejável) - nesta estufa de paixões que é o futebol - o convívio entre emotividade e discernimento. Bem como a de realçar a ideia da responsabilidade social e ética dos clubes na sociedade. Como este exemplo, ou como a Fundação Benfica.
Sinceramente gostei. Sai lá, reforçando a ideia de que ganhar ou perder é muito, mas não é tudo. E, evidentemente, de lá saí também com o meu inegociável e inquebrantável benfiquismo, de quem não gosta de perder nem a feijões frade.

O repto do presidente da FPF
Agora entre a paz e a guerra. Apreciei as intenções do Presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Dr. Fernando Gomes. Exigentes, incómodas, pertinentes, oportunas, cristalinas. Assim possa levar a cabo este caminho de pedras. Ao seu lado, a Liga é um mero apêndice, sem voz a manietada pela aritmética dos equilíbrios e apoios de poder. Lamentavelmente, logo os do costume nos clubes vociferaram e expeliram ódio, não enxergando as consequências previsíveis do que significam os seus gestos e palavras.

Contraluz
- Número:100%
O meu Benfica teve um fim-de-semana cem por cento vitorioso nos desportos que acompanho: futebol sénior e júnior, hóquei em patins, voleibol, basquetebol e futsal. A primeira vez esta época.
- Expressão: Excesso de liquidez (I)
Não me refiro à politica monetária ou aos salários ultramilionários da elite desportiva. Falo da notícia de A Bola do passado domingo que nos fala de um guarda-redes do sexto escalão de Inglaterra, que levou com um cartão vermelho, quase no fim de um jogo, por não conseguir reter (na fonte) o líquido secretado pelos rins e excretado pela uretra, tendo assim urinado junto à baliza. Ao menos, coitado, deveria ter levado um cartão mais de acordo com o produto expulso, ou seja, amarelo.
- Expressão: Excesso de liquidez (II)
Na mesma Inglaterra, o Tottenham baniu dois adeptos que lançaram urina para os adeptos do clube rival (West Ham), após a derrota na Taça da Liga jogada em Wembley. «Este tipo de comportamento é inaceitável, pelo que vamos banir do nosso clubes os dois indivíduos identificados no vídeo», assim reza a notícia dada pelo porta-voz dos spurs. Alguém imagina esta profilaxia nos clubes portugueses, onde os porta-vozes são mais especializados a instigar ódio do que em preveni-lo?
- Memória: Arbitragem
No decurso do jogo de hóquei entre uma valorosa Juventude de Viana e o Benfica, veio-me à memória o peso da arbitragem no último campeonato. Neste jogo dificilmente ganho por Nicolia & Companhia (3-2) tivemos uma arbitragem in dubio pro adversário do Benfica. Uma coincidência ou um presságio?
- Incoerência: da Comissão de Instrutores da Liga
Andreas Samaris foi punido com três jogos de suspensão pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol, na sequência do auto de flagrante delito que foi aberto por aquela comissão. E não é que na mesma Taça e contra o Leixões, o defesa Felipe do FC Porto teve duas entradas a matar e nada aconteceu? Onde mora a coerência mínima dos instrutores zelosos? Ou será que é só a pedido dos comunicadores do SCP e do FCP?"

Bagão Félix, in A Bola

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Vitória... com uma 'grande' novidade !!!

Fafe 27 - 37 Benfica
(11-19)

Vitória no regresso do Campeonato, contra o penúltimo classificado...
A grande novidade, foi mesmo a estreia do Nuno Grilo, de regresso ao Benfica... finalmente!!! Esta novela durou o Verão todo, o clube francês não o queria libertar de 'graça', mas acabou por ceder... Podia ter chegado mais cedo, se calhar não teríamos sido eliminados da Europa, mas ainda vamos a tempo de cumprir os objectivos internos! O Grilo, além da sua qualidade individual (hoje, foi um dos melhores marcadores), vem dar minutos na rotação... tanto o João Silva como o Seabra vão beneficiar bastante...

Vitória... com algumas 'novidades'!!!

Benfica 3 - 0 Sp. Caldas
25-17, 25-18, 25-22

Vitória esperada, num jogo com alguns erros... Houve alguma rotação durante a partida, até porque no próximo vamos ter novamente 2 jogos, com algum grau de dificuldade...

Mas as notícias mais importante nos últimos dias, foram as contratações do Guilherme Gentil (libero) e Fred Winters (zona 4). Com a lesão do Ary era expectável pelo menos a contratação de um 'pontuador', mas como o azarado brasileiro podia fazer duas posições, acabámos por 'cobrir' todas as situações.
O Ivo Casas, tem feito bons jogos, mas não pode fazer todos os jogos. O ano passado o João Magalhães fez alguns jogos, ter outro jogador de valia elevada para Libero pode ser um trunfo importante... O Gentil vem com boas referências... é um jogador que passou pelas camadas jovens das Selecções Brasileiras.
O Canadiano Winters tem um curriculum impressionante, internacional pelo seu país, presença regular na Liga Mundial defrontando os melhores do Mundo... A grande incógnita será saber em que forma se encontra aos 35 anos! É bom na Recepção, tem um Serviço forte e tem um Bloco bom... pode ser um jogador-chave na fase decisiva da época!

Muito mal perdido...

Benfica 86 - 97 Saratov
23-21, 17-26, 24-22, 22-28

Mal perdido! O grupo é de facto muito equilibrado, todos os pormenores contam... hoje, mesmo jogando contra uma equipa com 5 Americanos, o Benfica podia perfeitamente ganho, mas nunca conseguimos estabilizar ofensivamente, alguns erros infantis nos momentos que podiamos ter passado para a frente...; e defensivamente fomos demasiados permissivos... o Carlos Andrade fez falta!!!
Uma nota para a melhoria do jogo do Sanders, que nos últimos jogos, demonstrou uma capacidade ofensiva que inicialmente estava 'escondida'!!! O Morais neste tipo de jogos, 'não pode' fazer somente 5 pontos!!!

Ciclo negativo...

Benfica B 1 - 3 Santa Clara


Sem vários jogadores que ontem jogaram em Manchester, na Youth League, tivemos um Benfica um pouco diferente daquilo que tem sido habitual... contra um dos favoritos à subida de divisão.

O jogo foi equilibrado, e na minha opinião ficou decidido com o penalty que deu o 1-2 aos Açorianos. Logo a seguir com a expulsão do jogador do Santa Clara, o Benfica nunca se conseguiu 'adaptar' à superioridade numérica (faltou presença na área)... e com a experiência, anti-jogo e manhosice do adversário, ainda sofremos o terceiro golo mesmo a fechar o jogo!!!

O Willock é claramente um jogador diferenciado, para ser 'grande' só lhe falta saber 'passar' no momento certo, no resto é muito bom... O Joãozinho e o Chrien precisam de mais minutos... sendo que o Chrien tem que jogar mais vezes a '8', pois será esta a sua posição ao nível mais elevado!!!

Os melhores ganharam

"O primeiro golo do Man. United mostrou num 'flash' a cruel realidade da diferença de valores.

Benfica entra a controlar
1. Grande entrada do Benfica no Teatro dos Sonhos. Com forte intensidade nas suas acções a equipa de Rui Vitória surgiu personalizada e segura, criando expectativas fundadas e colocando pressão nos ingleses. A entrada surpresa de Samaris (lesão de Filipe Augusto) a fazer o triângulo de meio-campo com Pizzi e Fejsa conferia solidez às movimentações defensivas e permitia que Diogo Gonçalves, Salvio e Jiménez se projectassem ofensivamente e incomodassem repetidamente a baliza do gigante De Gea. A utilização de um meio-campo mais robusto e com Jiménez como pivot ofensivo dava tempo ao ataque encarnado, estancava o jogo do Man. United no corredor central e o acerto do quarteto defensivo no controlo da profundidade permitia à equipa disputar o encontro com valentia e longe da baliza de Svilar. O Benfica controlava e dominava, criando a sensação de que uma mais criteriosa finalização provocaria calafrios aos red devils. Mesmo um penalty contra mal assinalado não retirou lucidez à organização portuguesa, que ligava o seu jogo com facilidade perante a passividade dos anfitriões que com um onze sem alguns titulares revelava alguma falta de rotinas e baixos níveis de motivação. A pouca sincronização somada à baixa intensidade do United dava mais bola ao Benfica, que ia desenhando vistosas jogadas e plantava o desassossego. Uma grande defesa de De Gea iluminava o Benfica mas a pólvora seca dos atacantes encarnados fazia adivinhar que uma aceleração de Martial ou Lukaku ou um despertar (mesmo que tardio) dos ingleses podia trazer problemas a uma organizada e concentrada, mas pouco pungente equipa lusa.

Mudança ao intervalo
2. O autogolo de Svilar (após remate de Matic) era castigo severo para o Benfica e mostrava num flash a cruel realidade da diferença de valor individual e colectivo entre os dois conjuntos. Após o intervalo, o jogo mudou um pouco de cariz, com a equipa de Mourinho a ter outra abordagem, colocando outra intensidade e concentração competitiva, não permitindo ao Benfica aventurar-se tanto no ataque. A maior valia dos jogadores do Man. United ia ditando leis e uma circulação de bola mais rápida e segura não deixava que a posse de bola fosse monopólio benfiquista, como até então ocorrera. A mecânica colectiva da equipa de Manchester parecia já decorada e oleada e tal ia subtraindo possibilidades à aguerrida formação de Rui Vitória. As entradas de Mkhitaryan e de Herrera trouxeram maior equilíbrio ao centro do terreno da equipa de Mourinho e consequentemente fez com que o jogo se tornasse menos equilibrado, dificultando as possibilidades encarnadas de disputar o jogo.

Tendência com jogo definido
3. As entradas de Seferovic e Jonas denotaram esta tendência final de Rui Vitória mas o jogo já estava definido e os melhores acabaram por ganhar apesar da boa réplica encarnada. Um jogo interessante de se seguir com um Benfica adulto e desempoeirado a tentar contrariar a superior qualidade futebolística dos ingleses mas a desfraldar em alguns momentos fatais as suas conhecidas fragilidades."

Daúto Faquirá, in A Bola

Mas quem será o pai da criança?

"Depois de perder 0-3 no Restelo, Manuel Machado, que acabaria por rescindir o Moreirense no dia seguinte, teve frase curiosa, a propósito da remodelação e juventude do plantel definido para esta época. «Não consigo fazer uma mulher parir aos cinco meses».
Isto leva-me a reflectir sobre o fenómeno em relação aos três grandes do futebol português. No caso do Benfica, Rui Vitória deu gémeos ao clube da Luz (tal como Jorge Jesus, fazendo ambos de Luís Filipe Vieira o pai do tetra), mas esta época o agregado familiar encarnado optou pela estranha contradição de querer ter mais um filho (o penta) sem acautelar da melhor forma a concepção e gestação do mesmo. Resta a esperança de ecografias cada vez mais animadoras (como ontem em Old Trafford, apesar da derrota).
No caso do FC Porto, depois de muito dinheiro gasto em pensões de alimentos a pais de filhos pródigos imaginários, Sérgio Conceição surge para o universo azul e branco como o verdadeiro deus da fecundidade. É nele que todos depositam a fé de que o FC Porto desta vez vai mesmo dar à luz o título com que sonha há quatro anos, e sem necessidade de gastar dinheiro em tratamentos de fertilidade.
No caso do Sporting, que há muito sonha com o milagre da vida (15 anos), Jorge Jesus foi a grande aposta de Bruno de Carvalho para a inseminação artificial do sucesso, e cada mercado de verão tem sido período fértil para reforços, mas, por diferentes motivos, que variam de ano para ano, entre culpas próprias e méritos alheios, cada gravidez, por mais sólida que pareça de início, tem sido sempre de risco (na época passada foi mesmo ectópica).
Daqui por uns meses, na hora de fazer contas, quem se apanhar com um eventual insucesso nos braços fará lembrar a música popular: «Mas quem será, mas quem será, mas quem será o pai da criança? Eu sei lá, sei lá, eu sei lá, sei lá...»"

Gonçalo Guimarães, in A Bola

O prémio e a consolação

"Ninguém diria que nesta fase da Liga dos Campeões, o Sporting ainda podia ambicionar o apuramento para os oitavos-de-final e o Benfica estaria no último lugar com zero pontos que traduzem a pior campanha de uma equipa portuguesa na Champions ao fim de quatro jornadas. No entanto, isso não significa que a vida seja mais fácil para o Sporting e que o Benfica esteja definitivamente afastado da prova.
Os 4 pontos do Sporting nada garantem mas o orgulho leonino saiu reforçado do confronto com a Juventus. Haverá frustração pelo facto da equipa de Jesus ter estado em vantagem nos dois jogos com o crónico campeão italiano e finalista vencido da última edição mas tudo o resto merece elogios e reconhecimento. Desta vez o Sporting não perdeu por um golo de diferença. Sem quatro titulares, subiu mais um degrau e empatou. O prémio até podia ter sido melhor. Bravo!
Os zero pontos do Benfica eram impensáveis no início da competição. Vaticinava-se um trajecto mais virtuoso para a águia que ontem fez o melhor jogo da época. Nem assim conseguiu pontuar frente a um Manchester pragmático. As palmas que os jogadores receberam dos adeptos que estavam em Old Trafford foram inteiramente merecidas mas servem de fraca consolação."

Período de ajustamento

"Sporting e Benfica foram as primeiras equipas portuguesas a entrar em campo na 4.ª jornada da fase de grupos das provas europeias e, mais uma vez, nenhuma delas venceu. É certo que do outro lado estavam dois candidatos a chegar à final da Liga dos Campeões e que as exibições (e até o resultado do Sporting diante da Juventus) podem ser consideradas positivas, mas a verdade é que estamos (para já) numa época difícil do futebol português a nível da UEFA.
As seis equipas portuguesas que este ano disputaram provas europeias (o Marítimo já está fora) acumulam 27 jogos, dos quais venceram nove, empataram seis e perderam 12. Derrotas frente a Juventus, Barcelona ou Manchester United podem ser consideradas quase que inevitáveis, mas a grande maioria dos adversários não foram esses. O Benfica é o caso mais extremo, com péssimos resultados diante de Basileia e CSKA, mas não é o único. Pois também 'clientes' como Ludogorets, Konyaspor, Besiktas ou RB Leipzig fizeram 'bons negócios' com portugueses.
Pode apenas ser coincidência e um ano abaixo do normal, mas a mim parece-me que isto é o futebol português a voltar ao seu nível normal, equiparado ao de países como Rússia, Ucrânia, Turquia ou Holanda, cada vez mais os nossos concorrentes no ranking de clubes. Sem a arma da partilha de passes com fundos, que durante tantos anos mascarou de forma fictícia as verdadeiras diferenças para os países mais endinheirados, esta é a realidade a que os nossos adeptos terão de se habituar."

Coligação a dois ou estrutura semibicéfala

"Tudo isto se aplica quer à política quer a grupos económicos ou empresariais

O homem como animal social, e sociável, que é dá-se mal com o isolamento, até porque está provado que ele (isolamento) provoca o declínio cultural de qualquer ser humano.
Quer isto dizer que uma civilização (o que significa que a cultura já deixou de ser estática) se caracteriza pela cooperação entre sectores e entre pessoas, o que leva a uma interacção social, única via para o crescimento e desenvolvimento de uma cultura, entendida aqui num amplo sentido sociológico.
Daqui que não seja de todo difícil admitir que uma “coligação” a dois é uma parceria que forçosamente é vantajosa para ambas as partes, porque interessa a ambas.
É difícil estabelecer hierarquias numa coligação, já que a dimensão maior, talvez a mais importante, que é a moral, nem sempre é valorizada pela outra parte, por vezes detentora da maior percentagem de capital humano e material. Mas para além das outras prioridades menores, a mais importante é, sem dúvida, o objecto da parceria, ou seja, desenvolver a actividade (negócio) gerando lucros para a empresa (grupo) e para o país (impostos), criando emprego (postos de trabalho) e protegendo as famílias dependentes da actividade (negócio), que assim veem o seu futuro assegurado.
Daqui se pode inferir que a responsabilidade da parceria passa a transcender qualquer relação pessoal para assumir um nível nacional, que ultrapassa qualquer lealdade ou fidelidade pessoal para passar a ser institucional e para com a nação. Neste pressuposto, ou melhor, a partir destes pressupostos, como imperativos de consciência, fortalecem-se os laços de lealdade para com a nação, identificando-nos, nós, cidadãos, com o nacionalismo, tido aqui como um conjunto de pessoas com um passado comum, com um presente comum e com aspirações comuns para o futuro, como disse Renan.
Desta forma, quem assim pensa e actua passa a ser responsável pelo futuro dos outros, estádio mais elevado e gratificante da responsabilidade social, só possível para meia dúzia de pessoas.
Quer isto dizer que numa coligação a dois, já institucionalizada, a relação já não é pessoal para passar a ter um cariz diferente, a partir do qual o poder já pode ser transferido para outra sede (ou pessoa) de acordo com a vontade da maioria do capital, que, como é sabido, se determina prioritariamente pelo lucro, embora em tempo de crise haja um reforço natural da componente moral e ética que, de certa forma, reconforta a consciência de alguns que atingiram lucros avultados nem sempre da forma mais transparente...
Tudo isto se aplica quer à política quer a grupos económicos ou empresariais, sem esquecer que numa sociedade desenvolvida, todos estão em interacção e interdependentes, necessitando todos de líderes que coloquem os superiores interesses do país acima das pessoas.
E, no sector da juventude (desporto), isto é importantíssimo, porque são os grandes valores que estão em causa, assim como o futuro da nação."