Últimas indefectivações

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Palermices

As últimas horas têm sido férteis em palermices... o infindável filão Lagarto, é mesmo infinito!!!
As patéticas declarações de Pedro Sousa - director de comunicação Lagarto, que ambiciona trabalho nas Produções Fictícias!!! -, exigindo um adiamento de um jogo, com base num regulamento inexistente, conseguiram mesmo abafar mais um marco na triste história dos viscondes: relvado transformado em piscina!!! Sinceramente não me recordo de tal coisa na UEFA, nem na Rússia, nem na Escócia, nem na Finlândia  nem em qualquer lado...
Um clube que nem um relvado consegue ter em condições - neste Estádio nunca teve... -, quer ser levado a sério?!!! Um clubezeco de incendiários que foge às responsabilidades, evitando a todo o custo o pagamento de danos causados pelos seus adeptos - indiscutivelmente -, no Estádio dos adversários, não merece ser levado a sério... Um grupozeco de traumatizados que esta época quando defrontaram os Corruptos A, e Corruptos B, jogaram para a UEFA à Quinta, e para a Liga ao Domingo, e nunca se ouviu um único pio, quer agora ser levado a sério?!!!

Mas como a fonte de anedotas não seca, mal me liguei a Net esta noite, logo apareceu, mais um exemplar deste fenómeno Lagartóide: chama-se Valdemar, e escreveu um post - reflexão diz ele!!! - no Cabelo do Aimar, numa lenga-lenga que começou a caixa de comentários do Simão Escuta...:
Em primeiro lugar confirma o estado ilusório em que vive, julgando que os actuais problemas do Sporting são passageiros, e que por arte mágicas tudo vai passar... É um sintoma, desculpável, a cegueira resultante da clubite explica - em parte... -, mas depois não se contém, e retoma um argumento já clássico por aqueles lados: «...só o Barcelona se pode comparar ao Sporting...»!!! Este sintoma é mais grave, até porque já foi desmontado - facilmente - em muitos fóruns. Não faço ideia de quantos títulos Europeus, em diferentes modalidades, foram ganhos por equipas Soviéticas, Gregas, Espanholas, ou de outro qualquer País, mas o Benfica - o meu clube -, tem 4 modalidades com títulos Europeus - Futebol (2 títulos máximos), Futsal (1 título máximo), Atletismo Estrada (5 títulos máximos), e Hóquei (2 taças Cers), os Lagartos curiosamente só no Hóquei e no Atletismo têm títulos de Campeões Europeus, já que no Futebol e no Andebol foram títulos em competições secundárias!!! Quando alguém ingenuamente - ou não - chega a uma conclusão errada, no mínimo deveria deixar de utilizar o argumento - além de pedir desculpa, mas para isso é preciso ter espinha...!!! -, a continuada e repetida utilização deste suposto ecletismo iluminado - único!!! - com a intenção de fazer os paspalhos esquecer os péssimos resultados no Futebol - aquele, que no fundo, mais interessa... -, já cansa.
Mas o Valdemar entre a reflexão e os comentários, ainda relevou mais um sintoma gravíssimo: defende este paladino da verdade que o Sporting ainda não foi condenado no caso do incêndio, e que ele pensa mesmo, que não deve pagar nada, porque nestes casos quem costuma ser castigado é a equipa da casa, porque é a responsável pela organização do jogo!!! Praticamente ao mesmo tempo que escreve uma palermice destas, ainda conseguiu atirar mais uma daquelas 'bocas' tradicionais, que todos os Lagartos atiram aos Benfiquistas sempre que são apertados: «...e o very-light? O Benfica pagou ao Sporting...», «...e os jogos interrompidos à pedrada...»!!!
Vamos lá explicar devagarinho: o infeliz caso de very-light, destruiu propriedade alheia?!!! E já agora o tal jogo da pedrada, foi organizado por quem?!!! Então não é a equipa da casa, que organiza o jogo, que deve ser responsabilizada?!!! E neste caso específico, até foram os adeptos da casa, a invadirem o relvado, e a interromperem o jogo...!!!
Esta é uma pequena amostra - muita pequena -, pelo qual não sinto nenhuma, nenhuma pena pelo fim anunciado do clube, que entrega anualmente os prémios Stromp - que parece ter tido um fim premonitório!!!

Barcelona foi uma lástima

"A equipa inicial apresentada na quarta-feira é uma lástima (e não está em causa o calor daqueles que jogaram). Aquele onze, foi uma falta de respeito pelo Benfica e pela verdade da Liga dos Campeões. Uma mentira tão grande, como o penalty inventado em Celtic Park para qualificar o Celtic já perto do fim. Bem sei que Man. United e outros grandes emblemas fazem o mesmo, mas não concordo, nunca concordei com esta gestão que influencia o resultado de terceiros.
O Benfica que também não apresentou a sua melhor equipa, jogou com miúdos como o André Almeida e André Gomes, fez um excelente jogo e só não goleou porque quem tanto desperdiça não pode aspirar a mais. Mas o ponto conquistado em Barcelona fez do Benfica cabeça de série no sorteio da Liga Europa (quatro melhores terceiros da Liga dos Campeões).
Aimar e Carlos Martins e sobretudo Enzo Pérez precisam de recuperar. Este ano com tantas provas e com ambição de vencer Liga, Taça e Taça da Liga são precisos os recursos todos aptos.
Jorge Jesus terá que ressuscitar uma equipa para o jogo de segunda-feira, esse sim decisivo para os nossos principais objectivos.
O FC Porto foi poupar a equipa a Braga e poupou também a vitória na Taça, percebo bem a irritação dos adeptos portistas. Com a equipa apurada na Liga dos Campeões (onde também viria a perder), aquela gestão do plantel foi patética.
Se fosse no Benfica estaria com uma revolta enorme, e por isso acompanho os muitos adeptos do FC Porto que publicamente tentaram explicar que o SC Braga não é o Sta. Eulália, e que se sentiram gozados pelo seu próprio treinador.
A Taça tem as três equipas de topo da Segunda Liga e boas equipas da Primeira, mas o objectivo de recuperar a Taça de Portugal no Jamor ficou mais perto para o Benfica graças a Vítor Pereira. O Benfica tem que fazer a sua parte, respeitar os adversários e tentar vencê-los. É este o único caminho sério para o êxito."

Sílvio Cervan, in A Bola

Caro?

"Segundo o estudo de uma empresa brasileira, Jorge Jesus é o 15º treinador com maior salário no mundo do futebol. Não sei nem discuto a validade do estudo, mas fiquei deveras impressionado com o destaque e as reacções que o mesmo provocou.
Foi confrangedor ver debates televisivos e artigos inflamados em que gente de verbo largo e redondo demonstrava um pensamento pequenino e bem quadrado. Assim, rapidamente se transformou a informação “15º maior salário do mundo” na opinião “15º mais caro do mundo”. Esta aparente pequena mudança expressa algo entre a miopia de espírito e a tacanhez. Confundir um salário elevado com um salário caro é, preconceituosamente, partir da premissa errada de que toda a remuneração elevada é, obrigatoriamente, excessiva. Desde a chegada do actual treinador, o Benfica realizou algumas das mais elevadas transferências de futebolistas de que há memória no nosso historial (Di Maria, David Luiz, Fábio Coentrão, Javi Garcia, Ramires, Axel Witsel…). Estas transferências garantiram ao Benfica mais-valias financeiras essenciais para a sustentabilidade do Clube. A diferença entre o investimento inicial nestes futebolistas e o retorno financeiro obtido é apresentada por várias entidades conceituadas como exemplo de gestão a seguir no mundo do futebol. O papel de um treinador que ajude a potenciar futebolistas para este patamar financeiro é, nos dias que correm, algo de extremamente valioso e raro. Ou seja, um treinador “caro” é um treinador que não ajuda a oferecer ao clube um retorno financeiro que compense o investimento que o clube faz no seu salário.
“Caro” é aquele tipo de treinadores que aconselham a contratação de futebolistas que custam largos milhões e que, uns meses depois de os treinarem, nem por tostões os conseguem pôr no mercado. Esses treinadores, normalmente, apresentam um riso apalermado e nervoso quando confrontados nas conferências de imprensa com os salários dos mais bem pagos do mundo."

Pedro F. Ferreira, in O Benfica

Vamos jogar ao 'suponhamos'?

"Suponhamos que na terça-feira, no PSG tinham alinhado quatro campeões da Europa e do Mundo em Selecções, 1 campeão Olímpico e do Mundo de sub-20, 4 tri-campeões Europeus de clubes, 4 bicampeões Mundias de clubes, 3 campeões europeus de clubes e 2 campeões mundiais de clubes para além de dois jovens campeões europeus de sub-21.
Suponhamos, agora, que os andruptos se tinham apresentado em Paris sem o Moutinho, o Lucho Gonzalez, o James Rodrigues e o Fernando e ainda deixavam o Jackson no banco.
Supondo isto tudo acham mesmo que alguém diria que o Porto tinha defrontado o PSG-B?"


PS: E o Carlos nem se deu ao trabalho, de ir procurar os títulos Europeus e Mundiais de Selecções em sub-16, sub-17, sub-18, sub-19 e sub-20...!!!

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Pronto, lá relaxaram outra vez

"Os nossos rivais ficaram muito indignados com os vencimentos de Jorge Jesus porque concluíram, perante os números, que só muito dificilmente o conseguirão ter nos seus clubes

NA primeira semana de Janeiro se saberá o nome do vencedor da Bola de Ouro de 2012 e, cá para mim, Cristiano Ronaldo, na noite de passado sábado, hipoteceu definitivamente as poucas hipóteses que tinha de chegar em primeiro nessa corrida com Messi e com Iniesta, os outros predestinados a concurso.
À partida, sei que parece um contrassenso. Pois se no jogo com o Atlético de Madrid Cristiano Ronaldo marcou um golão, mandou duas bolas ao poste e encheu Chamartín com uma exibição notável, como é que poderá ter hipotecado as hipóteses de vir a ser considerado pela FIFA como o melhor jogador do mundo em 2012?
É verdade que o madeirense cometeu toda essa série de proezas, e para mais num clássico. Mas deitou tudo a perder ao minuto 77 dando razão à forte corrente teórica mundial que proclama Messi como o super-futebolista em que tudo é instinto e intelecto em detrimento das pretensões de Cristiano Ronaldo, o super-atleta em que tudo é circo e aparato físico.
Posto isto, na noite de sábado, com a data de grande decisão a aproximar-se, que necessidade havia, caro Cristiano Ronaldo, daquela correria louca?
O nosso compatriota foi pelo seu pé alado de um área à outra num ápice, estabelecendo a marca dos 92 metros em pouco mais de 10 segundos, e agora não se fala de outra coisa no mundo inteiro. Para os detractores do português, os que afiançam não haver comparação entre o seu futebol e o futebol de Lionel Messi, os que juram a pé juntos que Cristiano Ronaldo é um mero caso de exibicionismo físico, esta corridinha de sábado à noite caiu como sopa no mel.
Um futebolista profissional que depois de 77  minutos de um jogo intenso contra um rival desata a correr de modo a deixar-se comparar a Usain Bolt, o jamaicano que é recordista mundial de velocidade, não pode ficar à espera que lhe ofereçam uma Bola de Ouro depois do Ano Novo, pois não? Bola para quê?

A comunicação é um área muito importante num clube de futebol. No Sporting, por exemplo, a partir de agora o assunto vai ser levado muito a sério ao ponto de, segundo noticiou a imprensa da especialidade, passar a haver um controlo do patronato sobre os conteúdos das entrevistas dos jogadores à comunicação social e também sobre a actividade dos mesmos jogadores nas chamadas redes sociais.
Se os responsáveis sportinguistas entendem que este é o caminho a seguir em termos de comunicação é, certamente, porque chegaram a essa conclusão depois de um aturado debate interno.
Cada clube tem toda a legitimidade para definir a sua política nestas matérias. Há por esse mundo fora, com certeza, sensibilidades diferentes em assunto, enfim... tão sensível e se há clubes que optam por uma posição de vigilância e de controlo sobre os ditos conteúdos, outros haverá que são bem mais liberais no que diz respeito à liberdade de expressão dos seus funcionários.
No FC Porto, por exemplo, a liberdade é total quer nas redes sociais quer na comunicação igualmente social. Ainda há pouco tempo houve um jogador do FC Porto, o jovem argentino Iturbe, que de passeio em  Lisboa se fez fotografar junto à Torre de Belém, postou a manuelina imagem no Twiter com todo o à-vontade e não veio mal nenhum ao mundo por isso.
No princípio da semana em curso foi a vez do capitão da equipa o argentino Lucho González, deixar-se entrevistar por uma estação francesa de rádio, a RMC, prognosticando com toda a liberdade a inevitável e próxima ascensão na carreira de dois dos seus actuais colegas no FC Porto.
- Jackson e James são dois jogadores muito bons e com muito futuro. Dentro de dois ou três anos vamos vê-los em grandes clubes - disse o argentino à RMC, tal como veio citado na imprensa.
Enquanto, de acordo com a opinião de Lucho, não virmos Jackson e James «em grandes clubes», resta-nos esperar que, em nome da pacificação geral, não venha agora o presidente do Sporting permitir-se dar lições de comunicação a Pinto da Costa.
-Se o Lucho fosse do Sporting uma coisa destas nunca poderia acontecer! - poderá, eventualmente, Godinho Lopes cair na tentação de dizer, gozando o pratinho, agora que em Alvalade, ao contrário do que aparentemente acontece no Dragão, foi instituída a tolerância zero para as liberdades poéticas dos jogadores.
Convirá, no entanto, a Godinho Lopes alargar esse controlo sobre as declarações dos funcionários aos jogadores que sendo do clube estão emprestados para lá das nossas fronteiras, como é o caso de Onyewu que joga em Espanha.
-Só se eu fosse tolinho é que não aceitava ir jogar para o Málaga - disse esta semana o central norte-americano à BBC.
Vamos lá melhorar esse controlo. Não pode haver relaxamento.

PUBLICADOS no estrangeiro, numa lista qualquer, os vencimentos de Jorge Jesus foram um dos temas em destaque na última semana. A dita lista parece ser fidedigna e da parte do Benfica e de Jorge Jesus não se ouviu um pio, o que me apraz registar porque é sinal de classe. De classe e de bem-estar que é o que mais se deseja.
A notícia não provocou qualquer espécie de comoção entre a vasta nação benfiquista. Ou porque acham bem ou porque acham mal, a verdade é que entre benfiquistas os anunciados 4 milhões/ano de JJ não suscitaram discussões nem gritos de revolta.
Já entre os nossos adversários a mesma notícia provocou precisamente o efeito contrário. Houve comoção, manifestações de protesto e outros sintomas do mesmo género, sempre em nome do bom senso financeiro e da bela conveniência de uma gestão equilibrada.
Sem querer magoar ninguém, penso que há grande hipocrisia nestes tão gritados sentimentos de repúdio nutridos pelos nossos rivais em função do valor dos vencimentos do treinador do Benfica. Eles não estão, não podem estar minimamente preocupados com o equilíbrio financeiro do Benfica. Que sentido faria desejar a saúde do rival?
Eles estão apenas aborrecidos porque, perante a expressão dos números divulgados, concluíram que só muito dificilmente virá Jorge Jesus alguma vez a ser treinador dos seus respectivos clubes.
E lá que gostavam, gostavam.

É muito fácil criticar Vítor Pereira que agora perdeu dois jogos e apontar-lhe a dedo todos os erros em que caiu em Braga e em Paris, a suas más decisões, os seus patéticos julgamentos, enfim, tudo.
Pereira, se fosse mais solto de língua, poderia sempre responder:
-Contra um autogolo do Danilo e um frango do Helton não há Sir Alex Ferguson que resista...
No entanto, Vítor Pereira tem vindo a optar pelo silêncio e faz bem. Até porque não é o único culpado. Se é verdade que a equipa sem sete titulares relaxou de mais na Pedreira, também é verdade que melhor teria feito Pinto da Costa em ficar calado em vez de dizer que o FC Porto tinha de se habituar a ganhar sem ele. Pronto, lá relaxaram outra vez.

SE o que estava em causa era o recorde do Muller, missão cumprida. Na única oportunidade que teve em meia hora de jogo, o argentino foi brilhantemente desfeiteado por Artur. Uma vez no chão e outra no ar. Depois Messi saiu todo torcido de campo e acabou-se logo com essa parte da discussão.
Se o que estava em causa era garantir um resultado digno em Camp Nou onde tantos têm soçobrado, missão cumprida. O 0-0 é coisa que não envergonha ninguém.
Se o que estava em causa era a qualificação para a fase seguinte da Liga dos Campeões, o Benfica só se pode queixar de si próprio. Teve um Barcelona de segunda pela frente durante uma hora de jogo, construiu incontáveis oportunidades e falhou-as todas quando precisava de golos para ganhar o jogo.
Agora a Liga Europa. Parece-me bem."

Leonor Pinhão, in A Bola

As Taças

"A Taça de Portugal é a prova mais democrática em que um liliputano clube sonha derrubar um gigante porque tudo se concentra na sorte e inspiração de uma partida ou de penalties.
Quando o sorteio dita confrontos de equipas de diferentes escalões, o jogo deveria ser sempre no campo da que estivesse no inferior. Além da maior imprevisibilidade do resultado seria uma oportunidade para ver as melhores equipas actuarem onde, de outro modo, nunca iriam.
Das até agora 72 Taças, houve 20 finalistas (8 dos quais vencedores) para além do Benfica, Porto e Sporting, embora só por 5 vezes a final tivesse sido sem os grandes.
Este ano, os 8 resistentes são primodivisionários concentrados no Norte (Braga, Guimarães, Paços de Ferreira e Gil Vicente), o detentor do troféu (Académica), os dois clubes da 2.ª Liga que ocupam as posições de subida (Belenenses e Arouca) e muito provavelmente o Benfica. Destes clubes só dois (Gil Vicente e Arouca) não chegaram a finais. O Vitória já lá chegou 5 vezes mas nunca ergueu a Taça. A propósito de Taças perdidas o recorde pertence ao FC Porto (12, das quais 8 contra o Benfica) enquanto o de Taças ganhas é do Benfica (24 tendo perdido 9, uma apenas contra o FCP).
Sem o Porto, fica-nos a certeza de que a habitual rábula sobre a final no Jamor não se vai reeditar. Ainda bem.
Noutra Taça (bem dourada) e contra um Barça Light, o Benfica teve muitas ocasiões para ganhar. Não marcando, passou para a Europa dos pobres. Ocasião para estar calado teve o comentador ex-jogador da Sport TV que passou o tempo do jogo a denegrir exuberantemente o Benfica. Tivesse sido um outro clube... e outro galo cantaria!"

Bagão Félix, in A Bola

«Adeptos do Celtic merecem passar»

"«Adeptos do Celtic merecem passar»
Esta frase atribuída a Messi, levou a que durante esta semana muitos benfiquistas insultassem o astro argentino nas redes sociais, inclusive com "pedidos" de pernas partidas e outros mimos mais ou menos inqualificáveis! Foi degradante ouvir e ler o que foi dito por gente que não tem um pingo de respeito por uma simples opinião que até é tão consensual mesmo entre a maioria dos portugueses...
Os adeptos do Celtic, tal como os do Liverpool que vi aplaudirem de pé uma derrota frente ao Benfica, são os melhores do mundo e merecem que tudo de bom lhes aconteça! Não é o Messi que o diz - sou eu e qualquer individuo que não tenha na frente dos olhos, não só umas palas mas um fardo de palha do tamanho da sua pequenês intelectual!
Eu que sou adepto do Benfica até à medula, e não admito que haja alguém a gostar mais do Benfica do que eu, não tenho pejo nenhum em afirmar que uma parte dos adeptos benfiquistas não merecem sequer participar numa prova tão grande - falta-lhes cultura desportiva, não têm memória para o triste passado recente e são incapazes de ver um palmo para além dos seus pequenos narizes!
Cabe na cabeça de alguém, imaginar os adeptos do Celtic maltratarem os seus profissionais insultando-os ou desejar que um adversário se lesione só porque tem opinião diferente da deles? Alguém imagina um adepto do Celtic 'festejar' as derrotas do seu clube? - basta uma vista de olhos rápida por essa blogosfera e são inúmeros os satisfeitos por terem razão - afinal, eles sempre disseram que o presidente é uma porcaria, o treinador uma bosta e os jogadores uns flop's...
Depois de ler a maioria dos comentários que foram feitos do jogo de Barcelona, não tenho nenhuma duvida que os adeptos do Celtic mereceram mesmo passar...
Se for verdade que o Benfica não apresentou estofo para passar à fase seguinte, que dizer de uns adeptos que entraram em modo "vou-me enforcar mas primeiro mato aqueles gajos todos"!
Há algo que nem engolindo um descodificador de burrice é possível entender...
Se o presidente não percebe nada de futebol, o treinador é tão mau como o pintam e ambos não prestam para coisa nenhuma...
Se os jogadores foram mal escolhidos e não valem um pneu careca...
Se é isso que afirmam todos os dias, todas as semanas, durante todo o ano...
Se é isso que realmente pensam deles...
Porque carga de água lhes exigem que ganhem, jogos, taças e campeonatos?
Porque razão estapafurdia é que imaginam ser possível pegar num grupo de gente a quem não reconhecem capacidade ou estofo e ao mesmo tempo lhes exigem que sejam melhores que os melhores do mundo?"

Morte em Braga

"O Braga-Porto foi marcado por um lamentável acontecimento: um atropelamento numa via rápida nas imediações do estádio, de que resultou um morto. Segundo alguns testemunhos, a vítima fugiria de adeptos do Porto. Não sei se é verdade.
O que posso testemunhar é uma viagem que fiz há anos ao Porto com a família para assistir a um FC Porto-Benfica. Os meus filhos eram pequenos e, ao contrário do pai, fervorosos adeptos do Benfica, levando cachecóis ao pescoço. Logo à saída da estação percebemos que o ambiente era hostil, e aconselhei os rapazes a esconderem os cachecóis.
Mas o pior aconteceu no fim do jogo, à saída do estádio. O Porto não tinha ganho, e os seus adeptos queriam dar largas ao descontentamento. Nas ruas criou-se um ambiente de autêntica batalha campal. De caça ao homem. Os adeptos do Benfica, mesmo de bandeiras enroladas e cachecóis debaixo dos casacos, eram perseguidos e agredidos. Havia gritos e correrias em todos os sentidos. A dada altura o ambiente era tão assustador que peguei nos meus filhos e meti-me com eles num café, fazendo votos para que adeptos do Porto não entrassem por ali dentro à procura de “mouros”. Estivemos ali cerca de uma hora, aguardando que o ambiente na rua acalmasse. E dali partimos directamente para a estação, como sombras, esperando que ninguém nos identificasse.
Não sei se este indivíduo que morreu atropelado ia a fugir de adeptos do FC Porto. Mas sei uma coisa: pelo que vi naquele dia no Porto, podia muito bem ser que fosse. Aquela gente em fúria era de meter medo. Eu nunca tinha visto nada assim."

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Auto-mutilação !!!


Barcelona 0 - 0 Benfica

O desperdício de oportunidades em catadupa tem sido uma das marcas do Benfica deste ano - mais do que o habitual!!! Hoje no Camp Nou, voltámos ao mesmo fado...
O Barça também podia ter marcado, mas o Benfica até podia ter goleado - acredito que se o Benfica tivesse marcado, o Messi tinha entrado mais cedo, e as coisas podiam mudar... -, também é óbvio que o Barça fez muitas poupanças, mas o Benfica também teve muitos jogadores indisponíveis por lesão - ou precaução para o derby!!!
Alguns Benfiquistas defendem que desportivamente a Liga Europa é mais aliciante. Pessoalmente discordo. Além do problema da quebra brutal nas receitas, desportivamente o principal objectivo do Benfica é o Campeonato. E a Euroliga é extremamente desgastante, o calendário é muito mais apertado, os jogos são às Quintas-feiras... resumindo, com a Taça da Liga e a Taça de Portugal, além da Euroliga, vamos ter que tomar decisões complicadas - rotação radical de jogadores -, além disso uma rápida análise às equipas da Euroliga e chegamos à conclusão, que desportivamente também não é assim tão fácil como pode parecer - a não ser que as outras equipas, também abdiquem da Liga Europa, concentrando-se nas competições internas...!!!

PS1: Eu sei que o foco da critica, além dos falhanços - escandalosos -, vai ser a opção do Barça por jogar com muitos miúdos da cantera. Mas curiosamente do lado do Benfica, também jogámos com uma equipa na sua maioria sub-23 !!! Mas tenho a certeza que isso não será realçado...

PS2: Depois de ver o penalty que deu a vitória ao Celtic a 8 minutos do final - e a consequente eliminação do Benfica da Champions -, depois de me recordar como o Benfica foi eliminado pelo Chelsea da Champions o ano passado, depois de me recordar do penalty escandaloso não assinaldo no Celtic Park sobre o Rodrigo, na mesma área onde o Samaras de atirou para a piscina, depois de me recordar da arbitragem vergonhosa no Benfica-Celtic... só tenho vontade de mandar os filhos-da-puta dos frutados internacionais à bardamerda: apitadeiros e dirigentes, todos!!!
B0-0B

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Bom ritmo


Benfica 37- 22 Fafe

Jogo fácil, na preparação da visita ao covil Corrupto no próximo fim-de-semana...

João Pinto

O 'derby'

"Hoje o Benfica sabe em Camp Nou se continua na Champions ou se vai para a Liga Europa. Na segunda-feira será a vez de jogar em Alvalade para o campeonato.
Dois encontros com magia. O primeiro perante a equipa que, no mundo, joga um futebol que está para além do futebol. O segundo com os seus inalienáveis atributos históricos de um confronto de rivalidade empolgante e onde a sua eterna imprevisibilidade é a única certeza.
Na passada temporada, o Sporting acabou com as então ténues esperanças de o Benfica poder ser campeão. Venceu justamente por 1-0, pese embora um escandaloso penalty não assinalado no primeiro minuto. No fim, os jogadores deram uma volta ao relvado agradecendo aos apoiantes nas bancadas e rejubilando com a vitória no campeonato... perdão, naquele jogo. Uma imagem que não esqueci pelo carácter tão efusivo quanto deprimente para um grande clube como é o Sporting.
Por vezes fala-se do perigo da belenensização do SCP. Ideia injusta. Para os leões porque, apesar das crises, o clube é uma sempre importante instituição de âmbito nacional. E, já agora, também para o Belenenses que não merece ser a abusiva bitola da desgraça.
O que me surpreende, porém, é haver sportinguistas com voz pública que se estão a habituar à suprema satisfação de, numa época, poderem vencer o Benfica, mesmo que tudo o resto seja miserável. Li, estupefacto, um deles dizer que «apenas um vitória no derby com o Benfica salvará a época»! Tal qual reage o jogador ou adeptos de um qualquer clube menor (mesmo sem juba) que vive obcecado com essa façanha curricular e festiva de, um dia, derrotar o clube da Luz."

Bagão Félix, in A Bola

Carta a Jesus

"Meu caro senhor Jorge Jesus:
Antes de lhe falar do que quero, vou contar-lhe o que aconteceu no fim. Da janela do hotel via cidade que parecia fantasma, tinha gente na rua sim, mas a arrastar-se, mortiça. Disfarcei-me de Bogart, com chapéu até ao nariz e casacão de colarinho levantado e saí. Passei a noite cervejando, abraçado aos vencidos, que choravam. Ninguém me reconheceu. Num balcão de Copacabana ouvi a rádio dizer que no estádio tinham morrido dez pessoas de ataque cardíaco e já havia outros tantos suicídios. Senti-me culpado. Não, não foi aí, foi em Montevideu, vendo que diretores ficaram com medalhas de ouro e a nós deram de cobre que tive aquele desabafo:
- Se jogasse de novo a final fazia golo contra! (Não seria capaz, foi revolta a uivar por mim, a uivar por isso e porque com o dinheiro do prémio consegui comprar só um Ford de 1931, dias depois roubaram-mo, nunca mais apareceu...)
Sim, sou o Obdúlio Varela, o Herói do Maracanazzo. Herói, falam, porque, nessa final do Mundial de 50, quando a avalanche nos caía em cima era eu que acalmava o jogo, levava a equipa aos ombros; pondo em todos nós dois corações e quatro pulmões. Por causa disso alguém escreveu que não tinha as chuteiras atadas com cardaços, tinha-as atadas com as minhas veias. E tinha. No estádio ardinas vendiam jornal com foto da equipa do Brasil e duas palavras apenas: Campeões do Mundo! - e, eu, comprando-o, avisei:
- É para pisarmos no diário e mijar nele (Mijei mesmo, nem todos pisaram...).
À saída do túnel, o ambiente era um arrepio pegado: 205 mil pessoas gritando: Brasil! Brasil! Brasil! - e um dos nossos cartolas, estremecido, murmurou:
- Se perdermos por quatro é bom.
Irritado, eu mandei calá-lo e bradei:
- Não tenham medo! Olhem só para a relva, deixem de ver as bancadas, não mordem. É na relva que vamos ganhar.
Assim lhes limpei o pó ao medo (e ao resto) - e o Uruguai ganhou mesmo.

PS: Vendo-o, agora, a caminho de Barcelona, eu, mesmo morto, quis lembrar-lhe esta história. Imagina porquê..."

António Simões, in A Bola

As receitas televisivas

"Na entrevista concedida ao director Vítor Serpa n'BOLA TV, o director executivo da Associação  de Ligas Europeias de Futebol Profissional (EPEL), Emanuel Medeiros, fez duas afirmações com as quais estou completamente de acordo e que já aqui defendi por mais de uma vez:
1. «a negociação colectiva dos direitos televisivos é essencial para a maximização das receitas».
2. «a negociação individualizada dá origem a uma extrema polarização das receitas, como sucede em Portugal e Espanha».
Tudo isto me parece óbvio e não carece de laboriosos considerandos para o demonstrar. Basta observar o que se verifica à nossa volta. Mas o dirigente europeu vai mais longe e acrescenta que «a maximização das receitas» traz também consigo «uma redistribuição mais equitativa das mesmas entre os clubes».
Ora, aqui é que as coisas não são assim tão simples. E como não são nada simples é, por isso, que os critérios de repartição do bolo são muito diferentes de país para país. São muitos os factores que podem (ou não) entrar em equação e diferente o peso específico que cada um deles pode ter na definição da fatia. Seja como for, a verdade é que os clubes de topo (com mais títulos e maior base social de apoio) continuam, justamente, a receber cachets substancialmente mais altos do que os outros. Não só. Nos países em que a venda foi centralizada (ou por imposição dos Governos ou por concertação amigável) passaram mesmo a receber mais do que recebiam antes, e esta é a grande vantagem a reter. No caso de Portugal, o primeiro problema é saber se o país tem dimensão económica para sustentar 16 clubes! Que está a montante de toda a discussão. E, para mim, é claro que não tem."

Manuel Martins de Sá, in A Bola

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Os mestres deste Barcelona passaram por Lisboa há 65 anos

"Chamava-se San Lorenzo de Almagro, equipava também às riscas azul grená e ficou para a história como uma máquina do Futebol do passe e repasse, tabelinhas e golos... Quatro jogadores do Benfica defrontaram-na.

Chamava-se San Lorenzo de Almagro. Almagro é um bairro de Bueno Aires que se estende ao longo da linha de caminho de ferro que liga o centro da cidade ao subúrbio de Flores. O Clube Atlético San Lorenzo de Almagro nasceu em Almagro mas com o tempo mudou-se para Flores.
Nos anos 40 ainda era fortemente de Almagro. Equipa às riscas azul grená, tal como o Barcelona. Ou melhor, tal como o Basileia, clube de Joan Gamper, o fundador do Barça.
Pep Guardiola não escondeu a sua inspiração: quis levar para o seu Barcelona o futebol mágico do San Lorenzo.
No dia 31 de Janeiro de 1947, o San Lorenzo estava em Lisboa. Tinha acabado de esmagar a selecção de Espanha, em Madrid (6-1), e de desfazer o FC Porto, por 9-4. Agora jogava contra o B-S-B, a selecção composta por jogadores do Benfica-Sporting-Belenenses.
A equipa escolhida pelos técnicos dos três clubes é decalcada da selecção portuguesa que vecera a Espanha uns dias antes: Capela (Belenenses); Cardoso'cap' (Sporting) e Francisco Ferreira (Benfica; Amaro (Belenenses), Feliciano (Belenenses) e Moreia (Benfica); Arsénio (Benfica) e Travassos (Sporting); Jesus Correia (Sporting), Peyroteo (Sporting) e Rogério (Benfica).
O Estádio Nacional regista uma das suas maiores afluências de sempre: cerca de 70.000 espectadores espremem-se em redor do relvado para assistir à magia dos homens das Pampas. Não sairão desiludidos. Antes mesmo de o encontro ter início já os jogadores do San Lorenzo se divertem exibindo a sua arte na troca de bola de uns para os outros como forma de aquecimento, utilizando a cabeça, os joelhos, os ombros e os calcanhares. A descontracção é de tal ordem que, na cabina, se fuma, se bebe café e se saboreia 'cognac'. D. Pedro Omar, o treinador, passeia-se sobre a relva e sentencia: 'Está boa. Está para perder, ganhar, ou empatar'. Vestidos com o seu habitual equipamento de listas horizontais azuis e grenás, os argentinos entram em campo sob o entusiasmo inquieto da multidão. Há quem procure memorizar os seus nomes: Blanzina, Vanzini, Basso, Zubieta, Greco, Colombo, Imbelloni (acabaria, mais tarde, por se instalar em Portugal), Farro, Pontoni, Martino, Silva... Vestidos de branco, os portugueses parecem cordeiros entregues ao sa crifício da imolação. Ao intervalo o resultado era já de 5-1 a favor do San Lorenzo de Almagro. No segundo tempo, aos golos de Jesus Correia, Arsénio e Rogério, que somaram ao de Peyroteo, os sul-americanos respondem com outros cinco: 10-4!

Elogios infinitos
Como vêem, afinal a história repete-se. Este temível Barcelona de hoje em dia teve mestres. Toda a imprensa entrava pelo caminho da unanimidade. De tudo quanto se escreveu nos mais variados jornais, aqui ficam as frases mais vibrantes: «As exibições do San Lorenzo de Almagro transcendem os limites do Desporto. São arte viva! Ou espectáculos de circo»; «O virtuosismo - o génio - é coisa esplêndida se o admirarmos isoladamente, para lá do quotidiano. Porém, o choque entre esse mesmo génio e a vida pode deslumbrar mas fatiga. Sobretudo, humilha. Em metáfora, surge-nos assim a modo de um D. Quixote, com toda a sua capacidade de sonho, a lutar com o ridículo potencial de abstracção do Sancho Pança. Ou, então, uma espécie de juízo de valor entre uma 'fuga' de Bach e qualquer buliçoso 'corridinho' do Algarve»; «Os argentinos deixam entre nós uma impressão formidável»; «Tudo aquilo parece fácil, natural, simples, tal a perícia de execução dos jogadores argentinos, verdadeiros malabaristas de circo, a quem dá vontade de gritar como no Coliseu: Basta! Basta! Basta!»; «O seu domínio de bola portentoso permite-lhes desenvolver toda a gama de dribles num palmo de terreno, e isso explica o motivo porque conseguem caminhar vitoriosamente até à baliza, em teia de jogo apertado, passes repetidos para trás, para os lados, extenuando os adversários, quebrando-os pelos rins, tantas as voltas que os forçam a dar, e anulando assim os propósitos de marcação cerrada que possam sentir à sua volta»; «Onze jogadores de Futebol, bem treinados e unidos, serão sempre insuficientes ante onze grandes artistas de circo, impecavelmente ensaiados...»; «Admiremos a exibição magistral do San Lorenzo, as harmonias construídas pelo seu Futebol, a renda formosíssima dos seus passes, as desmarcações primorosas que executaram, sobretudo o seu sistema infinitamente belo de triangulações».
Ah! Onde é que já tínhamos visto isto?..."

Afonso de Melo, in O Benfica

A nossa missão

"O aparecimento do primeiro número deste jornal vem dar realização a uma antiga aspiração da massa associativa e foi possível devido ao esforço da Comissão de Iniciativa e Propaganda e ao franco e decidido apoio que esta recebeu, desde a primeira hora, da Direcção do Sport Lisboa e Benfica.
Este jornal - e o seu nome bem o indica - não é órgão de este ou daquele, mas sim única e exclusivamente órgão do Sport Lisboa e Benfica.
Publica-se para defender com intransigência, dedicação, imparcialidade, lealdade e correcção, os interesses de um clube que, também sempre apresentou estas características, é a maior colectivamente desportiva do País e gosa, desde da sua fundação - há já três boas dezenas de anos - do respeito e consideração de todos os que pelas coisas do desporto se têm interessado.
Este jornal é, pois do Benfica e para o Benfica.
Viverá não somente da dedicação dos que lançaram mãos à tarefa de o fazer publicar mas, principalmente, do carinho que lhe dispensar a grande massa associativa e de simpatizantes do nosso Clube.
Para essa grande massa associativa que, animada sempre do melhor espírito de sacrifício, tanta e tanta dedicação tem dado à colectividade vão as nossas mais calorosas saudações, juntamente com a segurança, que encontrará sempre neste jornal acolhimento que todas as aspirações que vivem o engrandecimento do Benfica.
Aos Corpos Gerentes do S.L.B. apresentamos, também, as nossas saudações, prometendo-lhes o apoio em tudo em que ele possa ser útil para o progresso da Colectividade.
Não apenas por cortesia, mas porque bem conhecemos e admiramos o esforço de todos em prol do desenvolvimento do desporto, saudamos, do mais pequeno ao mais poderoso, todos os Clubes desportivos assegurando-lhes que, nem pelo facto de vir pugnar pela defesa dos interesses do Benfica, este jornal esquecerá os interesses gerias e superiores da Ideia Desportiva e da sua Causa.
A Imprensa Desportiva, com quem, como é óbvio, desejamos manter as melhores relações e cujos largos serviços prestados à nossa Causa bem conhecemos, endereçamos os nossos cumprimentos afirmando que não surgimos para combater ou com ela concorrer, mas apenas para contribuir com o nosso esforço para propaganda, desenvolvimento aperfeiçoamento do desporto.
Para aqueles que, envergando a camisola do Benfica, defendem as cores da nossa Bandeira lutando, em qualquer modalidade, com a correcção, saber, vigor e entusiasmo que são próprios dos desportivos - e características do nosso Clube - as nossas entusiásticas saudações, com os votos de que sempre animados do melhor espírito, continuem a conquistar mais troféus para o Benfica, e a prestigiá-lo em todos os campos."

Editorial jornal O Benfica, nº1, 28 de Novembro de 1942

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

São Rosas !!!


Benfica B 3 - 1 Marítimo B

O jogo foi mais complicado do que pode parecer pelo resultado, só nos últimos minutos o Benfica carimbou a vitória, e até começamos mal, com o Marítimo a causar mais perigo, até que o Miguel Rosa, após uma excelente jogada com Cavaleiro, centrou com força, e com bastante sorte nos ressaltos, a bola acabou dentro da baliza dos insulares!!! A partir daqui o Benfica melhorou, mas mesmo assim não atingimos o nível do início da época, sem os André's e sem o Pimenta, fica a faltar quem pense no jogo no meio-campo, o Luciano e os Ascues defensivamente são bons, mas limitados a atacar...
O Rosa continua a ser decisivo, com ou sem tabelas, nota-se que está com a confiança toda, mesmo quando exagera nos remates de ângulos quase impossíveis... falou-se esta semana de uma actualização salarial, e de uma promessa de fazer parte das opções para a equipa principal: merece...

Goleada no racismo

"Morreu Guilherme Espírito Santo. Morreu um Amigo meu, alguém com quem privei horas de convívio deleitoso, alguém que aprendi a respeitar como personalidade vertical e umas das maiores referências do historial centenário do nosso Benfica.
Sobre o Espírito Santo, um dia, escrevi longa prosa, cujo trecho final aqui reproduzo, em jeito de homenagem. 'Ele não é uma curiosidade arqueológica, é actualidade. Episodiou a história do Clube, foi apóstolo de um Benfica novo. Projectou também novas luzes sobre o futebol. Fonte de alimentação do ataque, coleccionou golos, títulos, presenças internacionais. Instalou-se no sonho do povo ou não tivesse inventado o futuro'.
E aquele episódio, corria o ano de 1947? A comitiva vermelha chegou ao Funchal para disputar um embate com o Marítimo. Na véspera, quando deu entrada numa unidade hoteleira, o responsável dessa estrutura atirou com 'o negro não pode dormir no hotel, tem que ficar no anexo'. De imediato, gerou-se indignação. Ainda assim, o mandante mostrou-se inamovível. O que fizeram os jogadores do Glorioso? Solidários com Espírito Santo, foram todos pernoitar na arrecadação. Nesse dia, dia histórico, o Benfica venceu o racismo. Venceu de raiva, vencer de goleada.
Espírito Santo, a Pérola Negra, ademais, era um excelente companheiro, um intérprete fiel da causa benfiquista. Mereceu, redobradamente, o gesto amistoso e ternurento dos colegas. Agora, que deixou o mundo dos vivos, merece a glória perene de todo o universo rubro."

João Malheiro, in O Benfica

Objectivamente (Espírito Santo)

"Guilherme Santana Graça Espírito Santo, um dos maiores desportistas de sempre da nossa geração, merece a mais sincera homenagem de todos os que vivem os verdadeiros valores do Desporto.
Guilherme Espírito Santo como era conhecido no futebol desde 1936, ano em que se estreou ao serviço do Benfica em Setúbal, no velho campo dos Arcos, nasceu em Lisboa no dia 30 de Outubro de 1919, mas era de ascendência angolana e para África voltou com a família aos 8 anos de idade. Depois foi em Angola que se iniciou no futebol numa filial do Benfica em Luanda.
Posteriormente veio a concretizar o sonho de jogar no Glorioso aos 17 anos iniciando uma longa carreira de verdadeiro desportista «globbetrotter» sagrando-se campeão no Futebol, Atletismo e Ténis.
Algumas curiosidades contadas pelo próprio fazem as delícias de quem admira estes verdadeiros campeões que antecederam os não menos gloriosos campeões europeus dos anos 60, e que revelam a verdadeira aptidão para o desporto em todas as vertentes.
Quando Guilherme Espírito Santo em busca de uma bola que havia saído das 4 linhas saltou uma fasquia de 1,70 com a maior facilidade enquanto os seus companheiros de clube treinavam e tentavam... e tentavam sem sucesso alcançar aquela marca. Dizia GES que deveria ser «porque em Angola fui mordido por um macaco!». Mas foi também no Atletismo que conseguiu grandes marcas. Recordista nacional de salto em Altura por 3 vezes, a última das quais em Agosto de 1940 com 1,88m, só em 1960 outro angolano que representou o Benfica com enorme mérito Rui Mingas bateu essa marca saltando 1,90m.
Rui Mingas, tal como Barceló de Carvalho (o conhecido cantor Bonga), foram também eles grandes sucessores de GES no Benfica representando Angola e o continente Africano que sempre marcou a história do Benfica."

João Diogo, in O Benfica

Top-dez

"A vitória obtida sobre o Celtic trouxe com ela a possibilidade de continuarmos a sonhar com uma noite épica em Camp Nou, e com o correspondente acesso à fase seguinte da principal prova mundial de clubes. Mas, independentemente da concretização, ou não, desse objectivo, aquele triunfo garantiu-nos a continuidade na Europa do futebol, o que, por sua vez, nos pode encaminhar para um lugar no Top-dez do ranking da UEFA no final da corrente temporada – coisa que não se via desde há mais de quinze anos.
Recordo, a propósito, que em 2001 o Benfica ocupava um humilhante 91º lugar, atrás de nomes como Slovan Liberec, Union Berlim, Roda, Rayo Vallecano, Paok, Vitesse, Grasshopper ou…Boavista. O trajecto internacional do Benfica tem tomado, na última década, um rumo de constante e sustentado crescimento, apenas intercalado por uma temporada francamente negativa (com Quique Flores, em 2008-2009). Desde que Jorge Jesus assumiu o comando técnico da nossa equipa, não mais ficámos fora de competição antes dos Quartos-de-Final (uma vez na Liga Europa, outra na cintilante Champions League), e voltámos, dezassete anos depois, a marcar presença numas Meias-Finais europeias (embora a forma como, aí, desperdiçámos a oportunidade de chegar à respectiva final, nos tenha deixado um profundo amargo de boca). São dados concretos, que nos devem orgulhar, e aos quais nem sempre é concedido o devido reconhecimento.
Se a estes números acrescentarmos mais uma campanha de bom nível, entraremos pois no tal Top-dez, onde só cabem os grandes nomes do futebol europeu e mundial. 
É verdade que, entre eles, está também o nosso grande rival interno. Mas isso, ao invés de nos diminuir, deve, pelo contrário, ajudar a explicar porque motivo nos tem sido tão difícil alcançar o desígnio estratégico da recuperação da hegemonia no futebol português. Não jogamos sozinhos, e a verdade é que nunca na nossa história centenária (exceptuando talvez os anos dos “Cinco Violinos”) tivemos de nos bater com tão forte adversário."

Luís Fialho, in O Benfica

domingo, 2 de dezembro de 2012

Sempre a somar !!!


Benfica 3 - 0 Castêlo da Maia
28-26, 25-16, 25-22

Mais uma vitória, contra um adversário motivado - após eliminarem o Sp. Espinho da Taça!!! -, que no 1º e no 3º Set jogou muito bem, e obrigou o Benfica a suar... Excelente entrada no jogo do Miguel Tavares e do Ché - isto apesar dos falhanços monumentais do Ché, que quando falha, falha mesmo...!!! -, nos lugares do Vinhedo e do Gaspar... Aquele final do 1º Set foi desnecessário, acabámos por vencer nas vantagens, mas...

Positivo e negativo

"1. Excelente exibição frente ao Celtic, exibição quanto-baste com o Olhanense mas, num caso e outro, tantas perdidas!... Poderiam ter sido goleadas.
À margem do jogo-jogado, apontamentos positivos e negativos. Excelente o nosso relvado. Choveu bem em Lisboa todo o dia e noite de sábado. Até parecia que o Estádio foi totalmente tapado. A bola deslizou sempre, a relva nunca saltou. Depois do que se tem visto noutros campos (no Restelo nem houve jogo!), é mais um motivo de orgulho. Ao invés, não gostei (nunca gosto) da utilização (não obrigatória) do equipamento alternativo - o Benfica é (sempre foi!) vermelho e branco - e nunca comprarei ou oferecerei outro equipamento que não tenha essas cores. Finalmente, não gostei (ninguém gostou) do lamentável comportamento dos 'No Name'. Apoiam sempre a equipa, dão animação ao Estádio - muito bem. Mas parece que só são benfiquistas a 50 por cento.

2. É verdade (felizmente) que a nossa principal claque se porta normalmente bem para com os adversários. Não atira bolas de golfe, não faz dos seus cânticos insultos ao FC Porto ou ao Sporting. A claque do FC Porto ainda no domingo se 'exibiu' mais uma vez a grande altura, com confrontos com a polícia e cânticos anti-Benfica, que nem lá estava a jogar.
Mas, não chegando (repito, felizmente) a tais extremos, a nossa claque continua a permitir que alguns dos seus elementos prejudiquem altamente o próprio Clube. O constante lançamento de petardos já parece provocação. Se há meia dúzia de energúmenos infiltrados  devem ser imediatamente expulsos e pelos próprios elementos da claque que se dizem (e acredito que o sejam) 100 por cento benfiquistas. Eles saberão certamente quem, no meio deles, prejudica o Benfica. Passam a ser coniventes com este lamentável comportamento se não actuarem. Já viram o prejuízo (em milhões de euros) que já deram ao Benfica? Chega de petardos!

3. Com bastante sorte (e mais uma Xistrada...), o FC Porto ganhou em Braga e mantém-se a par do Benfica na liderança do Campeonato que, já se viu, será disputado jogo a jogo, ponto a ponto. Não pode haver distracções.

4. Valentim Loureiro afirma que vai propor a atribuição da medalha de ouro de Gondomar a Pinto da Costa. Não se conhecem quaisquer benfeitorias que o presidente do FC Porto (ou o próprio clube) tenha feito à cidade liderada pelo major, mas já nada surpreende. Estão bem um para o outro..."

Arons de Carvalho, in O Benfica

A época, o orgulho e todas as cabeças

"Os adeptos do Real Madrid e os do Sporting constituem-se, neste momento, como o núcleo de gente mais desagradada da península ibérica, isto falando de futebol. Outros motivos de desagrado, esses sim, dramáticos, varrem o tecido social dos dois países vizinhos, unindo-os nas suas preocupações face a outro género de tormentas. Mas todos sabemos que a “vida real” é uma coisa muito séria enquanto o futebol cabe melhor nos domínios da ilusão. Dediquemo-nos, portanto, às agruras da bola tal como são vividas no Bernabéu e em Alvalade.
Real Madrid e Sporting estão a fazer nas respectivas Ligas percursos medonhos, nada consentâneos com os seus historiais, ainda que entre o historial do clube espanhol e o historial do português haja uma diferença muito significativa, com o devido respeito. O Real Madrid de Mourinho está a 11 pontos do líder, o Barcelona. O Sporting de Sá Pinto/Oceano/Frankie Vercauteren está a 15 pontos dos líderes, FC Porto e Benfica. De um lado e do outro são muitos pontos perdidos. Tantos que já não haverá quem acredite que os dois emblemas serão capazes de cometer a proeza de chegar ao fim em primeiro. Para o Real e para o Sporting, o campeonato de 2012/2013 acabou um mês muito antes Natal.
E, por estes dias, nas duas sedes vive-se um ambiente especialmente electrizante. Aproximam-se os dérbis com os velhos e históricos rivais. O Real Madrid recebe hoje o Atlético de Madrid, a única equipa da Liga espanhola que ainda não desistiu de perseguir o imparável Barcelona. Com o melhor arranque da sua história, o Atlético está a 3 pontos do Barça e cabe agora à equipa de José Mourinho, para mais jogando em casa, interromper a caminhada dos “cochoneros”, em caso de vitória, ou embalá-los para a luta com os inimigos catalães, em caso de derrota. Muito divididos devem estar os corações dos adeptos do Real Madrid face ao dérbi de hoje…
Em Alvalade, há outros contornos a ditar os costumes. Está a chegar o jogo com o Benfica e o clube suspendeu todas as decisões até receber o rival em Alvalade porque é certo e sabido que uma vitória sobre os vizinhos salva imediatamente a época, o orgulho e todas as cabeças. Eis a triste vantagem do Sporting sobre o Real Madrid.

ERRAR É HUMANO
O silêncio é de ouro vezes dois
Os presidentes do Sporting de Braga e do Benfica estiveram esta semana em total sintonia. É sempre bonito registar-se um momento destes quando ocorre porque se trata de um fenómeno raro. Quantas são as vezes ao longo da vida em que nos é oferecido o espectáculo de dois presidentes de dois clubes grandes exibindo uma total sintonia, dizendo ou pensando a mesma coisa, repetindo um as palavras do outro? Zero vezes, meia, uma vez? O importante é que esta semana aconteceu. Vamos aos factos!
Entrevistado pelo site do clube a propósito do 70.º aniversário do jornal “O Benfica”, Luís Filipe Vieira foi instado a dar mais pormenores sobre a anunciada rutura com a Olivedesportos e sobre a eventualidade de passar a Benfica TV a ser dona dos direitos de transmissão televisiva dos jogos do Benfica na Luz. Luís Filipe Vieira, que desvendou uma pontinha deste véu na última campanha eleitoral, recusou-se a adiantar o que fosse sobre o assunto e refugiou-se num velho e sábio ditado popular: “O silêncio é de ouro.” E é mesmo.
E foi também no mesmo ditado (o tal do silêncio ser ouro) que pensou António Salvador no fim do jogo para o campeonato com o FC Porto. Nem uma palavrinha sequer pronunciou o presidente do Braga. Não digam que não há aqui sintonia.

POSITIVO
Dier cresce
É, em boa verdade, a única nota positiva deste Sporting. Um rapazito inglês que brilhava na equipa B, foi “despromovido” à indescritível equipa A e vem convencendo técnicos, adeptos e jornalistas.

Olivera vezes 3
Apesar de seguir uma carreira fraquinha, o Moreirense tem um mata-leões na figura do argentino Pablo Olivera que, só à sua conta, assinou três golos ao Sporting, dois na Taça e um na Liga. É obra.

NEGATIVO
Figo, sim e não
Afinal Luís Figo não admite vir a ser treinador do Sporting. Figo garantiu que nunca tinha dito nada que se parecesse com isso. Já para presidente não se importava de esperar. Ou não, logo se verá.

PÉROLA
“A mim e ao Jorge quiseram-nos atacar lá do sul.”, VALENTIM LOUREIRO
Na cerimónia do 7.º aniversário da Banda de Música de Melres, Valentim Loureiro aproveitou a ocasião para regressar à ribalta do futebol português outorgando a Pinto da Costa o diploma de “cidadão honorário” de Gondomar. E deixou ainda uns remoques sobre “tribunais” e coisas que tais."

Grande farra no adeus à Taça

"Vítor Pereira tinha a "máquina" afinadíssima sobre o carril e, com a ajuda irresponsável de Castro e Danilo, "ofereceu" a "carta de alforria" a José Peseiro e a "ressurreição" ao Braga. Quando no final do jogo Vítor Pereira assumiu a responsabilidade da gestão da equipa (sem Moutinho nem Lucho de início; sem Jackson Martínez... no tempo todo!) estava claro que o técnico portista havia estragado o que vinha parecendo perfeito. Já na Taça, perante o frágil Santa Eulália, Vítor Pereira passara a má experiência de uma revolução no onze-base. Repetiu-a! Não era preciso fazer nada; bastava não mexer para... não estragar. O jogo com o PSG é só daqui a quatro dias, com tempo de recuperação, pelo que o FC Porto deu em Braga a imagem oposta do seu ADN: facilitismo e alguma irresponsabilidade. A começar pelo treinador e a acabar nalguns jogadores, com particular enfoque nos já citados Castro (vai "calçar" mais?!...) e Danilo (uma "flor" naquelas circunstâncias?!).
Queixam-se os portistas de uma má arbitragem de Benquerença, alegando excesso de zelo em matéria disciplinar. As consequências não terão sido piores porque, como já acontecera com Carlos Xistra no jogo para o campeonato, a turma portista começou por beneficiar de uma grande penalidade não assinalada, quando em plena área Fernando puxou os calções a Hugo Viana.
Foros de escândalo chegaram a pairar sobre Braga, porque tornava-se evidente a protecção dada pelo árbitro de Leiria ao FC Porto. Parecia vassalagem. Na partida de há cinco dias, os campeões nacionais ainda haviam praticado futebol de boa qualidade, antes do "golpe final" nos últimos minutos desse jogo para a Liga. No encontro de ontem, tal a profusão de erros, deu a sensação de que o FC Porto não queria ficar na Taça. As entradas duras, as más escolhas do onze, as substituições tardias e o descontrolo emocional constituíram algo de anormal numa época em que os portistas têm exibido competências.
No domingo passado, o Sp. Braga foi prejudicado pela arbitragem de Carlos Xistra e abateu-se um estranho silêncio entre os responsáveis bracarenses. António Salvador rebelara-se em Alvalade e optou pelo silêncio quando os prejuízos se revelaram nos jogos com o FC Porto. Mesmo com vassalagem, eliminação da Taça. Há outra hipótese: desprezo total pela competição, com o Braga a aproveitar e a... agradecer o presente (antecipado) de Natal.
Estranho Porto este, completamente ao contrário da equipa séria e competente que tem jogado na Liga e na Champions. Fica, contudo, a certeza de que foi uma noite muito má de Vítor Pereira, na "grande farra" de Castro, Danilo e... Olegário.

JARDIM DAS ESTRELAS
João Tomás dá que pensar
Quando dois pontas-de-lança de equipas "pequenas", como são os casos de Meyong (V. Setúbal) e João Tomás (Rio Ave), se mostram competitivos em relação às grandes "estrelas" goleadoras do campeonato português, como o portista J. Martínez e o benfiquista Cardozo, não se pode deixar de estabelecer uma relação entre o rendimento e as compensações: no âmbito desportivo e no plano financeiro.
São dois jogadores muito experientes, com mais de 30 anos; João Tomás é um caso raro de longevidade, com quase 40 e, se mantiver a média que conseguiu no primeiro terço da Liga, conseguirá pulverizar o recorde de golos que alcançou na Académica, antes de ingressar no Benfica.
Alguns clubes preferem apostar em alegados "craques", gastando milhões. Porquê?
Dá que pensar.

O CACTO
"Xistrema"
Não há nenhuma equipa de futebol que consiga conquistar títulos a nível nacional internacional se não demonstrar competências técnicas e tácticas. As arbitragens, contudo, podem ser uma importante alavanca na obtenção de algumas dessas vitórias. Basta não marcar um penálti (evidente) quando o resultado ainda está incerto ou promover, por exemplo, uma expulsão injusta. Os erros de arbitragem ajudam as equipas a cumprir o seu caminho, como aconteceu com Xistra em Braga. E com Olegário a história não se repetiu... porque o FCP eliminou-se.

TEMPO EXTRA
Humilhação leonina
O Sporting chegou a um ponto de pré-ruptura porque os dirigentes, no pós-João Rocha, nunca entenderam uma coisa comezinha no futebol: as estruturas devem ser simples, com um centro de comando que deve estar na presidência. Essa presidência (que entenda de futebol) tem de saber lidar com os princípios basilares do exercício da liderança. É preciso impor silêncios e gerir esses silêncios. O Sporting, em vez de se fechar, com uma organização mais vertical do que horizontal, abre-se a todo o tipo de desvarios. Cabe lá na cabeça o presidente de um clube, seja ele qual for, ir a um Conselho (Leonino), com uma cruz sobre os ombros e as mãos atadas, e submeter-se a um ror de acusações e insinuações e sair de lá humilhado mas devidamente legitimado e... aconselhado?
O Sporting precisa de um líder na presidência e de um líder no balneário, que feche as portas da cabina no intervalo dos jogos. Parece difícil, depois de se alimentarem tantos egos."

sábado, 1 de dezembro de 2012

Liderança isolada...


Turquel 6 - 7 Benfica

Grande vitória, não pela qualidade do jogo, nem pela qualidade do adversário, mas numa jornada onde o nosso principal adversário perdeu em Torres Vedras, era essencial vencer esta noite... Ainda por cima, ao intervalo estávamos a perder por 5-2 !!! Felizmente a entrada da 2ª parte, foi devastadora, empatámos, o Turquel voltou a passar para a frente, mas foi por pouco tempo...!!! Infelizmente, os últimos minutos voltaram a ser 'cardíacos', já que não conseguimos marcar mais golos, falhámos mesmo 2 Livres Directos no último minuto!!!
Já se esperava um ambiente complicado em Turquel, nunca é fácil jogar em Turquel - nunca joguei Hóquei, mas tive amigos Hóquistas, que quando iam jogar a Turquel nos campeonatos regionais das camadas jovens, ficavam sempre cheio de medo... do ambiente, e das cabazadas que normalmente levavam!!! -, muito menos quando o adversário é o Benfica - a Lagartada lá do sítio fica histérica quando vê o 'vermelho', seja no Futebol, seja com Stick's !!! Tenho a certeza que o plantel sabia das dificuldades, o Diogo Rafael é de Turquel, começou a jogar no Turquel, portanto tenho alguma dificuldade em encontrar uma explicação para a 1ª parte do Benfica...
O ano passado na Liga Europeia, fomos eliminados devido às nossas debilidades defensivas, este ano em vários jogos, tem sido óbvio as muitas dificuldades do Benfica nas transições defensivas... Estamos à frente do Campeonato, e estamos à frente do nosso grupo na Europa, mas se não defendermos melhor, vamos ter algumas desilusões lá para o final da época...
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Faltou o 'quase' !!!


Benfica 28 - 22 Nantes
(49 - 51)

Vitória com sabor amargo... Se vencer uma equipa da Liga Francesa, com vários internacionais Espanhóis - Tunisinos, Islandeses... - é digno de registo - provavelmente depois da vitória na Alemanha há dois anos, esta terá sido a maior vitória da secção em toda a nossa história!!! -, acabar eliminado, quando fica a sensação que podíamos ter ultrapassado este obstáculo, é frustrante... Os últimos minutos da 1ª mão, foram mesmo fatais... Hoje, mesmo sem o Pedroso, sem o Areia e o Carneiro, a equipa lutou, e na 2ª parte esteve muitíssimo bem, com um bocadinho mais de fortuna, a 'coisa' podia ter caído para o nosso lado!!!
Parabéns a todos... Agora temos que nos concentrar nas competições internas, onde as dificuldades não são menores, já que jogamos quase sempre em inferioridade numérica, como ficou provado no jogo de Braga...


"Capote" !!!


Benfica 103 - 56 Sampaense
24-6, 31-17, 26-21, 22-12

O adversário facilitou, mas com este tipo de atitude, os sustos, como o de Barcelos, são evitáveis...!!!

Boa vitória...


Benfica 3 - 0 Ac. Espinho
25-14, 25-16, 25-22

Mais complicado do que pode parecer pelos parciais, com algumas jogadas bonitas com muita sustentação... Amanhã temos outro jogo, teoricamente mais difícil...

Alguém dúvida ?!!!