Últimas indefectivações

sábado, 11 de junho de 2011

Cruel e injusto

Benfica 3 (1) - (2) 3 Candelária
Valter(2), Abalos




Fim de época cruel, num dia muito cruel!!! Perder dois jogos em penalty's no mesmo dia, não é fácil de encaixar... se calhar é preciso ir mesmo à bruxa!!!
Mais uma vez, jogo aparentemente controlado, sempre em vantagem, mesmo com sucessivas faltas marcadas contra, com sucessivos jogos passivos a serem marcados contra (sempre para o mesmo lado)... e depois na lotaria dos penalty's, a eliminação, injusta...
Antevendo o chorrilho de asneiras que será dito sobre este dia/noite, relembro que a época da secção de Hóquei do Benfica, foi muito boa, vencemos a Supertaça e a Taça Cers, e só não vencemos o Campeonato por causa das roubalheiras...

Mau começo...

Benfica 4 (0) - (3) 4 Sporting
César, Joel(2), Diego Sol


Já o afirmei anteriormente, e até se pode dar o caso do Benfica ser beneficiado nos próximos jogos (duvido!!!), por esta regra, mas eu não gosto das situações de guarda-redes avançado, subverte muitas vezes o resultado final, o jogo de hoje foi exemplar, o Benfica em 4 para 4 foi sempre superior, teve que trabalhar muito para marcar os seus golos, e do outro lado uma equipa que só marcou golos a jogar 5 para 4 !!! Eu sei, que a regra é igual para os dois, eu sei que as equipas devem treinar esta situação de jogo, mas 'não gosto'!!!
Mais uma vez tivemos uma arbitragem ridícula (tudo normal!!!), mais uma vez tivemos muitas falhas na concretização...
Se tudo correr normalmente todos os jogos vão ser equilibrados, e qualquer equipa pode ganhar, seja em que pavilhão for, por isso esta derrota não é decisiva, mas psicologicamente a forma como perdemos (a vencer 4-2 a 1 minuto do fim!!! e depois falhar 3 penalty's!!!) pode condicionar o jogo de amanhã. Nos primeiros minutos do jogo de hoje, a equipa demonstrou alguma ansiedade, fazendo algumas faltas completamente desnecessárias, amanhã é preciso ter muita 'cabeçinha', até porque o Benfica é claramente uma equipa que gosta de assumir o jogo, e os Lagartos gostam de jogar no erro do adversário...

sexta-feira, 10 de junho de 2011

«Transferências»

"1. Coloquei a palavra transferências, no título, entre aspas. É assim que as leio nos diários desportivos. São às carradas aquelas que são dadas como certas ou quase certas. E, depois, quando se concretizam, os jornais não deixam de 'fotografar' os seus títulos, afirmando 'como nós já havíamos antecipado'...

Pois, devo dizer que, à excepção do Nolito e do Artur, não sei o nome de nenhum dos jogadores já dados como certos no Benfica - só me preocuparei em sabê-lo quando começarem, efectivamente, a jogar - tal como não ligo às notícias que dão como prováveis a saída deste, daquele e aqueloutro dos nossos habituais efectivos. Esta é a altura do ano em que mais rapidamente folheio (sim, folheio, não leio) os jornais desportivos.


2. Passaram recentemente os 100 anos sobre a data em que, pela primeira vez, uma mulher portuguesa - Carolina Beatriz Ângelo, médica - pôde votar (foi a única a faze-lô), nas primeiras eleições após a implantação da República. Mulher avançada no seu tempo, era então viúva (recente) de Januário Barreto, também ele médico ilustre, que fora (entre 1906 e 1908) o primeiro presidente do Benfica eleito, após a Comissão Administrativa que governou o Clube nos primeiros anos. Nas suas origens, como ao longo do seu século de existência, o Benfica teve entre os seus sócios mais destacados, ilustres democratas e cidadãos deste País.


3. Alguém imagina o Diário de Notícias (ou qualquer outro jornal feito em Lisboa) incluir em lugar de destaque na 1.ª página uma grande foto referente a um título nacional de Basquetebol do Benfica ou do Sporting? Pois o Jornal de Notícias, 'irmão' nortenho do DN, fê-lo, no dia seguinte ao 7.º e decisivo jogo FC Porto - Benfica. Referimos, em tempos, que o FC Porto, para além das volumosas (e bem pouco claras...) ajudas para a construção do seu estádio, teve (tem) um centro de estágio à borla, acaba de conseguir uma estação de televisão igualmente sem nada investir e agora até já parece ter um jornal generalista diário, cujo o novo director se acaba de transferir de 'O Jogo'. Com tanta ajuda..."


Arons de Carvalho, in O Benfica

Tempos de incerteza

"Costuma a pré-época ser uma espécie de renovação da esperança, de renovação do optimismo. Esta é-o, mas é também um tempo de reserva, de prudência e de algum cepticismo.

Notamo-lo nas pequenas conversas, nos comentários, na agitação da espuma dos dias que correm. Há ainda uma espécie de cicatrização inacabada das feridas da época findada e a expectativa desconfiada para os tempos que estão para chegar. Entre futebolistas, muitos, que são anunciados e confirmados e ameaça de saída de alguns que têm sido referência e porto de abrigo da alma benfiquista, fica aquela sensação de que vamos, novamente, enfrentar o desconhecido, desconhecendo as reais valias do nosso Benfica futuro.

Este cepticismo é um sentimento legítimo, sabendo que muitos dos nossos receios derivam da suspeita e não da realidade. Tal como sabemos que só enfrentando a realidade podemos dissipar receios passados e confirmar certezas futuras. Nestes momentos, é muito fácil cair num pessimismo sistemático e infecundo ou num pragmatismo de tal forma frio que se transforma em algo de acrítico, algo que subverte a nossa essência.

Assim, o equilíbrio do adepto, nestes momentos, é um exercício difícil e, muitas vezes, incompreendido. Em momentos de indefinição, joga-se o tudo ou o nada futuro, o que exige prudência na análise do momento presente.

Escrevia Miguel Torga que “a gente deve lançar a âncora numa praia verdadeira”. Estou convencido de que a praia verdadeira não é o apocalipse que alguns profetas da desgraça anunciam tal como não é o paraíso que alguns vendedores de ilusões apregoam. Está algures aí pelo meio. Saibamo-nos situar, para encontrar esse indispensável equilíbrio."


Pedro F. Ferreira, in O Benfica

O Latim dos outros

"Alguém da FIFA(?) terá dito a alguém da Lusa, que a Taça Latina não era uma competição oficial. Logo houve quem entrasse em histeria, vitoriando o FC Porto como o clube português com mais troféus conquistados. O tema não é do meu particular interesse - o Benfica nunca viveu, nem viverá, em função dos títulos de outrem. Mas como não gosto de mistificações, tenho de dizer o seguinte:
-É discutível considerar-se, nesta contabilidade, a Supertaça, que é pouco mais do que um jogo de pré-temporada, que durante anos não tinha a chancela oficial, servia para rodar suplentes, e chegou a estar, várias vezes, à beira da extinção.
-A Taça Latina pode até nem ter sido uma competição oficial (não havia, na altura, competições oficiais a nível internacional), mas foi indiscutivelmente a antecessora da Taça dos Campeões Europeus. As primeiras onze edições desta prova foram ganhas por equipas latinas, e, em todas elas, só por duas vezes o finalista vencido não foi igualmente latino. Ou seja, na década de cinquenta, ser campeão latino era, objectivamente, ser campeão europeu.
-A vitória do Benfica na Taça Latina foi o primeiro triunfo internacional da história do futebol português, tanto a nível de clubes, como de selecções. Como tal, foi amplamente festejada, quer por benfiquistas, quer por muitos outros portugueses, orgulhosos de quem ali os representava.
-O quadro de vencedores da Taça Latina fala por si. Se descontarmos o Stade Reims (na altura uma potência, e duas vezes vice-campeão europeu), restam Real Madrid, AC Milan, Barcelona e... Benfica.
-A Toyota Cup também nunca foi reconhecida pela FIFA. Envolveu equipas que não tinham sido campeãs da Europa (Atlético de Madrid, Panathinaikos e Malmo), pois os campeões desses anos não mostravam interesse em participar. Teve hiatos (1975 e 1978), por não haver qualquer clube (nem campeões, nem finalistas) a querer disputá-la. Foi, aliás, o patrocínio da marca japonesa que retardou a sua extinção - que ocorreu em 2006."

Luís Fialho, in O Benfica

quinta-feira, 9 de junho de 2011

E o Sana?!!!

O jornal O Benfica na sua primeira página, confirmou a presença do Nelson Oliveira, do Miguel Rosa, do David Simão e do Ruben Pinto, na pré-época do Benfica. Isto não quer dizer que eles fiquem no plantel, recordo que o Benfica vai ter provavelmente vários jogadores na Copa América, e portanto é necessário ter jogadores suficientes para 'rodar' a equipa toda, nos primeiros jogos da pré-época...

De todos estes jogadores na minha opinião o Ruben Pinto é aquele que tem mais potencial, mas também é o mais novo!!! O Rosa não me parece ter qualidade para ficar no plantel, infelizmente ser benfiquista fanático não é suficiente...

O Simão, tem que ganhar força e velocidade, não basta fazer passes longos, e marcar bem as 'bolas paradas'. O Nelson tem 'caparro', tem talento, mas parece faltar-lhe em algumas ocasiões 'garra'. Além disso um avançado não pode falhar tantos golos.

O Nelson ainda por cima vai ser convocado para o Mundial de sub-20 (se o treinador fosse competente o Ruben também seria chamado).



O Sana foi emprestado ao Servette da II Divisão Suíça (longe da vista!!!), e ainda por cima passou parte da época lesionado. Quando jogava nos Juniores parecia-me um dos jogadores mais 'seguros' do plantel. A evolução parecia estar 'garantida'. Depois daquilo que vi no Torneio de Toulon, confirmei as minhas suspeitas. Na minha opinião foi claramente o melhor jogador da Selecção, em todos os jogos. Ainda por cima, joga preferencialmente numa posição onde o plantel Sénior está deficitário, é um '8', um jogador à imagem do Ramires. Muito rápido, pressão constante, vai ao contacto, mete o pé, faz as faltas necessárias, e ao mesmo tempo, muito bom no passe, inclusive no passe longo (clara evolução), muito rápido com a bola no pé, um verdadeiro box-to-box, que pode ainda 'tapar buracos' em quase todas posições...

Será muito difícil perceber, a 'não' presença do Sana no início de época do Benfica.

Tem o mesmo problema do Nelson, vai ao Mundial de sub-20 na Colômbia, mas não existe razão nenhuma para não fazer o estágio na Suíça...

Obrigado, Henrique Vieira

O Benfica confirmou hoje aquilo que já se dizia pela 'calada'!!! Confesso que a aparente falta de organização ofensiva 'chateava-me'!!! Com a saída de Henrique Vieira, quem será o novo treinador, Luís Magalhães?!!!

"Obrigado, Henrique Vieira!
O Sport Lisboa e Benfica decidiu encetar um novo ciclo relativamente ao Basquetebol e à direcção técnica da sua equipa. Em consequência, assumiu a decisão de não renovar contrato com o treinador Henrique Vieira. É de total justiça, nesta hora, agradecer-lhe o modo como sempre desempenhou as suas funções na defesa dos interesses do Sport Lisboa e Benfica. Foram cinco anos de trabalho sério e dedicado, que foram coroados com a obtenção de vários títulos."

Site do SL Benfica


O plantel começa a ganhar forma: além do Sérgio Ramos, temos o Minhava, o Carreira, o Heshimu, o Elvis, o Ferreirinho, e o provável regresso do António Monteiro. O Gentry (ex-CAB) também está a caminho. Não sei se o Ben vai continuar (na minha opinião deveria ficar), mas tenho alguma dificuldade em acreditar que seja algum conflito pessoal com os colegas, que esteja a dificultar o processo.

A todos os títulos lamentável

"A última coisa que faltava ao Benfica era acabar esta temporada de 2010/2011, a todos os títulos lamentável, com um processo disciplinar a Fábio Coentrão que foi, simplesmente, o único jogador do Benfica que jogou à bola a sério, sem falhas, sem quebrantos, sempre em altíssimo nível durante a época inteira.

Coentrão, de todos os jogadores do Benfica que estiveram no Mundial da África do Sul - e foram muitos, ao serviço de muitas selecções - foi o único que não foi vítima da síndrome do Mundial. Fez as suas feriazinhas, mais curtas do que o habitual, e apresentou-se no Estádio da Luz fresco como uma alface, pronto para mais um ano de trabalho que cumpriu com brio, profissionalismo e talento do principio ao fim.

Parecia até, em comparação com alguns companheiros bem mais experientes do que ele nestas altas andanças, que Coentrão tinha-se limitado a ver pela televisão os jogos do Campeonato do Mundo da África do Sul, confortavelmente sentado no seu sofá em Caxinas, que é a terra onde nasceu.

Fábio Coentrão terminou a época no Estádio da Luz, no jogo com o União de Leiria, e despediu-se dos adeptos do Benfica com uma promessa enganadora, uma promessa que não devia ter feito: «Cá estarei no dia 22 de Junho», disse. Também é verdade que ninguém acreditou que alguma vez viesse a ser verdade a continuidade do lateral-esquerdo no Benfica, pelo que Coentrão jamais passará por mentiroso.

É de presumir que Coentrão, durante largo tempo, esteve em sintonia com o Benfica no que diz respeito à sua transferência para o Real Madrid. E ao despedir-se «até 22 de Junho», o jogador mais não estava do que fazer a sua parte da pressão sobre o Real, demonstrando aos espanhóis que se o queriam levar teriam de abrir os cordões à bolsa e bater os 30 milhões da cláusula da rescisão.

Aparentemente, Coentrão fartou-se de esperar pela conclusão do negócio entre o Benfica e o Real Madrid e, impaciente, mudou de campo um tanto precipitadamente. Passou a fazer parte da pressão do Real Madrid sobre o Benfica ao confidenciar - confidenciar? -ao jornal desportivo madrileno As que era do Real «desde pequenino» e que já estava de corpo e alma em Chamartín.

O Benfica quer o dinheiro todo e Fábio Coentrão quer ver-se rapidamente no Santiago Bernabéu. Neste conflito de interesses provocado pela demora nas negociações ficou estragado o idílio amoroso entre Coentrão e o Benfica. É uma grande pena que uma relação que foi exemplar de paixão mútua e de profissionalismo termine em zaragata nos jornais e em ameaças de processos disciplinares.

É um negócio de milhões e, assim sendo, compreende-se não só a dimensão do conflito como também a intervenção pronta do presidente do Sindicato dos Jogadores que veio provar ao País que um sindicalista que se preze tanto olha pelos casos desesperados dos jogadores que não recebem salários como pelos casos milionários. Joaquim Evangelista correu à praça pública para clamar que Coentrão «tem toda a liberdade para manifestar a sua opinião, desde que não colida com os interesses do Benfica».

Escolheu mal as palavras o presidente do Sindicato dos Jogadores porque a pressa de Coentrão em ver-se em Madrid colide, precisamente, com os interesses do Benfica num valor de 5 milhões de euros, que é a diferença entre o que o Real oferece e o que o Benfica não pretende aceitar.

Os benfiquistas bem gostariam de ser poupados a este episódio final de uma época tão triste. Como se não nos bastasse ter de ver Coentrão ir-se embora, ainda temos de ver Coentrão no absurdo papel de mal-amado.




ARGEL garantiu esta semana que Bruno César, o canhoto que o Benfica já contratou ao Corinthians, «é muito parecido com Moutinho a jogar, é muito bom, forte, vai ajudar o Benfica=, disse o antigo defesa-central do FC Porto e do Benfica.

Era com que Bruno César fosse «parecido» com Moutinho. Aliás, foi uma pena que, no defeso passado, o Benfica, no lugar do FC Porto e, sobretudo, pelo mesmo preço, não se tivesse abalançado a um João Moutinho em rota de colisão com os responsáveis do Sporting. Que jeito teria feito o dínamo Moutinho no depauperado meio-campo do Benfica pela saída do dínamo Ramires.

Mas agora vem aí Bruno César e chega bem credenciado. Se Argel tiver razão e o brasileiro for «muito parecido» com Moutinho, será sem qualquer espécie de dúvida uma boa contratação do Benfica. E pode acontecer ainda melhor.

Imagine-se que Bruno César acumula não só as qualidades de João Moutinho mas também outra gama de talentos de vocação mais virada para a baliza. Vamos esperar para ver, é este o encanto de todos os defesos...




NOLITO visto no youtube é fantástico. Falta vê-lo a sério, na chamada vida real, noventa minutos todos os fins-de-semana ao longo de meses, com sol e som chuva, inspirado e desinspirado, como acontece a todos.

O jogador espanhol tem vindo incessantemente a explicar através dos jornais as razões que o levaram a optar pelo Benfica em detrimento do Barcelona, onde raramente tinha acesso à equipa principal. Nolito, segundo se depreende das suas palavras, vem para o Benfica para «jogar com regularidade», ambição legítima para um profissional com 24 anos de idade.

Nolito parece ser uma pessoas humilde. «Jogarei onde o treinador quiser, procurarei adaptar-me às necessidades da equipa», disse a A BOLA na sua edição de ontem. Ficam-lhe bem estas palavras. Depois acrescentou: «E se for preciso jogar a guarda-redes também o farei.» Pronto, aqui é que estragou tudo.

Porque se Nolito, afinal, também dá para jogar na baliza, então, nesse caso devia ter vindo para a Luz um ano mais cedo.




NO sábado passado a selecção portuguesa não fez nem mais nem menos do que lhe competia. Ganhou à Noruega e saltou para o primeiro lugar do seu grupo de qualificação para o Europeu de 2012.

Apesar de ser um jogo importante, era obrigatório ganhar, o Portugal-Noruega foi vivido nas bancadas da Luz num ambiente de fim de temporada e até de fim de ano escolar. Basta dizer que o único momento de verdadeiro delírio entre o público aconteceu já em tempo de descontos quando um adolescente atrevido invadiu o relvado embrulhado numa bandeira nacional e foi cerimoniosamente cumprimentado por alguns jogadores que não resistiram a embarcar no momento cómico da noite.

A multidão adorou e o nosso streaker imberbe rematou a sua performance com uma frase digna de registo: «Sou o orgulho da Nação!».

Já Cristiano Ronaldo mostrou, uma vez mais, que tem grandes dificuldades em ser o orgulho da Nação sempre que veste a camisola da Selecção Nacional. Não é que Ronaldo tenha jogado mal contra os noruegueses. Mas quando está de quinas ao peito, Ronaldo raramente consegue produzir aquelas fabulosas habilidades que o transformam num ídolo mundial e que o vimos protagonizar em Manchester e, agora, em Madrid.

Há quem justifique esta perpétua crise de Ronaldo na Selecção com o facto, indesmentível, de não ter a seu lado jogadores do mesmo nível galáctico que tem em Madrid.

E como o futebol é um desporto colectivo, estes pormenores acabam por ter a sua importância em termos práticos. Ronaldo joga melhor no Real de que na Selecção porque está inserido num elenco de bastante melhor qualidade.

É, por exemplo, o que acontece precisamente a Hélder Postiga que joga muito melhor na Selecção do que no Sporting pelas mesmíssimas razões. E que bom golo marcou Postiga aos noruegueses, a passe de Nani, pois claro!




VAI começar a Copa América e o Benfica, com Luisão, e o FC Porto com Guarín e Falcao, vão estar representados na mais importante competição sul-americana entre selecções. Hulk, no entanto, não foi convocado ainda que seja ele, entre todos os avançados brasileiros a jogar por esse mundo fora, o único a ter um contrato com uma cláusula de rescisão de 100 milhões de euros.

Vê-se logo que o seu empresário não se chama Jorge Gomes..."


Leonor Pinhão, in A Bola

Ainda o defeso: no Benfica(II)

"Estou consciente das dificuldades que uma Direcção sempre tem na construção de um plantel. Por isso, o que para hoje (e ontem) escrevi deve ser lido, não como uma crítica, mas como um desabafo solidário de quem, fora do vulcão das transacções do defeso, ainda quer acreditar que é possível conciliar razão com emoção. Ora, acontece que, nestas semanas, a minha memória já não é capaz de abarcar a pletora de putativos candidatos a jogadores do Benfica. Todos os dias surgem como cogumelos, numa volúpia inflacionista de quem se serve do nome e prestígio do Benfica, não para 'memória futura', mas para 'comissões futuras'. Os casos de pura imaginação ou boataria - e são muitos - deveriam ser liminarmente desmentidos e repudiados.

Depois, todos os dias há notícias(?) sobre o plantel: ou é Saviola com proposta das arábias, ou Aimar em reflexão, ou Cardozo hesitante entre a Rússia e a Luz, ou Luisão com vontade de sair, ou Maxi que pode ser assediado pelo rival, ou Roberto que fica-e-não-fica, etc.

E, finalmente, o que se passa com Coentrão. Não faz qualquer sentido que o ainda empregado pago pelo Benfica fale como se já fosse do Real Madrid. «Tentaram que eu ficasse mas, claro, a minha decisão está tomada», disse a jornal espanhol. Há limites para tudo, mesmo para Coentrão. Por isso, apoio inteiramente a decisão disciplinar da SAD. E a firmeza para com o Real Madrid que, se o quiser ter, deverá bater a cláusula dos 30 milhões (e que até é pouco para a sua valia) sem jogadores em troca. Aliás, estou cansado do argumento (generalizado entre futebolistas) de que, coitados! «não podem ficar contrariados». Como se cumprimento de contrato assinado de livre vontade fosse punição!"


Bagão Félix, in A Bola

Nunca mais

Não tenho muita vontade em escrever sobre o tema do momento, por isso vou tentar ser curto:

O comportamento do Real, e do seu actual comparsa não é novidade para ninguém, bem pelo contrário... As roubalheiras arbitrais, a corrupção ao mais alto nível no dirigismo são cancros que ameaçam o Futebol, mas os efeitos nefastos causados pela acção dos ditos empresários, não ficam atrás. Estes oportunistas nada trazem ao Futebol, enchem os bolsos, vão distribuindo as comissões pelos dirigentes dos clubes, das Federações Nacionais, e dos organismos internacionais, garantindo assim, total impunidade. Vão agindo declaradamente contra os interesses da Industria, mas aparentemente ninguém se preocupa!!!

Sendo considerado quase por todos como o actual 'rei' destes filhos-da-puta, Jorge Mendes não deixa a fama por mãos alheias. Neste caso especifico é ele o principal culpado desta situação, o Coentrão é maior e vacinado, devia pensar antes de abrir a boca, mas é o Mendes que está a puxar os cordelinhos... Aliás como já fez com o Ronaldo recentemente, e com o 'nosso' Tiago no passado...

O maior beneficiado com toda esta palhaçada é o Real, tudo isto é uma tentativa clara de baixar o preço, mas não me admirava nada se o Real tivesse prometido uma 'comissão' maior ao Mendes caso o Coentrão ficasse mais barato!!!

Alguns ainda colocaram a possibilidade, desta novela, ser uma forma da Direcção do Benfica passar para cima do Fábio a ónus da 'culpa', mas o curriculum do Mendes deixa poucas dúvidas...

O Benfica, infelizmente pouco pode fazer, até porque o tempo corre 'contra'. Ainda por cima o outro defesa esquerdo do plantel deve ir para o Mundial na Colômbia, portanto não temos defesa canhoto para o primeiro compromisso oficial da época. Atrasar o negócio Coentrão até à 'última' (como aconteceu com o David), poderá comprometer desportivamente a atempada, e desejada construção do plantel...

Os jogadores tem o direito de procurarem o melhor para si, e para as suas famílias, mas existem limites para tudo. Por exemplo o Simão, pelo menos publicamente, nunca teve comportamentos deste tipo... É uma questão de respeito pelo Clube que os projectou e principalmente pelos adeptos, nada mais...

Mantendo a minha coerência, assim como disse: Tiago nunca mais, após uma conferência de imprensa na Selecção, forçando a saída (além obviamente do Miguel, do Manuel Fernandes...), volto a afirmar hoje, independentemente de todos os potenciais prejuízos desportivos: Coentrão no Benfica, nunca mais!!! Por muito que isso possa chocar... o jogador está a ser manipulado, é verdade, mas a culpa não é minha, nem do Benfica...

A corrente 'catastrófica Benfiquista' quer fazer deste caso mais um exemplo do fim dos valores do Benfica. Eu 'por acaso' discordo: no passado isto praticamente não aconteceu, é verdade, mas em muitos casos os jogadores até tinham vontade em sair, mas o Clube tinha o 'queijo e a faca' na mão, bastava accionar a clausula de opção, hoje nenhum Clube pode impedir estes casos, e enquanto não se regular convenientemente, ao nível da FIFA estes casos, isto irá acontecer repetidamente, sempre com os Clubes com mais dinheiro a saírem beneficiados...

PS1: Parece que os Benfiquistas ficaram muito ofendidos com as palavras de um tal Evangelista!!! Recordo que este senhor é mais um daqueles supostamente Benfiquista!!! Se o comentário sobre o Coentrão ainda se pode aceitar, por mais estúpido, e ignorante que seja, as palavras sobre o Nuno Gomes são de uma profunda má-fé...

PS2: Já agora sobre o Nuno Gomes, relembro que nem o Eusébio terminou a carreira no Benfica!!!

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Ainda o defeso: no Benfica(I)

"Para se juntarem vitórias e repetir êxitos há uma regra a preservar: a estabilidade do plantel, apenas com as mudanças cirúrgicas (e financeiras) necessárias.

O Benfica, campeão em 2010, perdeu Ramires e Di Maria, atletas cruciais para o título e deixou sair, inexplicavelmente a meio da época, David Luiz (depois dele, foi batido o recorde de 19 jogos sempre a sofrer golos, 27 ao todo!).

Sem estes jogadores, e agora provavelmente sem Coentrão e Salvio, com Aimar no crepúsculo e com dúvidas sobre Saviola e Cardozo, como se podem fazer milagres?

Bem sei que as mais-valias dos direitos dos jogadores são necessárias para aguentar a nau financeira. E que, por isso, mais tarde ou mais cedo, se tenha de ceder ao mercado. Mas com conta, peso e medida.

A consistência do sucesso no Benfica também não é compatível com jogadores emprestados por outros (Reyes e... provavelmente, Salvio). Aliás, com o Atlético Madrid o saldo é-lhe sempre irritantemente favorável: os dois jogadores relacionados com a transferência de Simão nunca apareceram, Roberto é o que se sabe, Salvio fez subir o preço e adquiriu-se uma percentagem do passe de Reyes provavelmente sem qualquer retorno...

Do mesmo modo, o sucesso continuado não se escreve com jogadores, ainda que excelentes, que por cá passam a caminho da Europa (exemplo: Ramires). E entretanto, qual clube rico, emprestam-se Urreta e Sidnei e compra-se Rodrigo para emprestar...

Assim, o treinador vai ter, 2011/12, uma equipa quase toda diferente da campeã em 2009/10 (restarão Luisão, Maxi, Javi Garcia e Saviola?). Por isso haverá a necessidade de um reset... com uma catrefada de novos jogadores.

Prefiro a qualidade em pequena quantidade do que a quantidade de pequena qualidade."


Bagão Félix, in A Bola

terça-feira, 7 de junho de 2011

A dimensão europeia do Benfica

"Chegou o dia: 31 de Maio de 1961! A data em que o Benfica consagrou o seu nome pela Europa fora. Os 'encarnados' deslocaram-se para a Suíça com uma semana de antecedência. Ali estagiaram num local recatado e aprazível. O Barcelona, adversário do 'Glorioso' na final de Berna, aterrou na cidade helvética com a auréola de vencedor pré-enunciado. Os 'blaugrana' com uma frente atacante composta pelos húngaros Kubala, Kocsis e Czibor, a que juntavam o brasileiro Evaristo e o super avançado espanhol Suarez, eram uma formação temível. Não só por todos estes elementos de valia, mas pelo poderio granjeado ao longo da década de 50, em que os catalães disputaram o domínio pelo futebol no país de 'nuestros hermanos' e no 'Velho Continente' com o grande rival Real Madrid, o Barcelona antecipava o caminho da história da UEFA.
Antes, os 'merengues' haviam constado cinco Taças da Europa, de forma consecutiva. Desta feita, eliminados pelo Barça nos oitavos-de-final da prova, suponha-se terem aí passado o testemunho ao novo vencedor da competição.

Um confronto entra David e Golias
O Barcelona, com o futebol profissionalizado há bastante tempo, para chegar a Berna deixou por terra o 'Pentacampeão' Madrid, mas também o grande Hanburgo de Uwe Seeler. Na extinta Taça Latina arrecadara dois troféus, em 1949 e 1952. Ao invés, o Benfica um clube que abraçara o profissionalismo somente em 1954, participava na Taça dos Campeões pela segunda vez e lutava pelo reconhecimento a nível europeu e mundial, apesar, de ter, como se sabe, triunfado no Campeonato Latino de 1950. Portando, constava-se um desafio entre dois pólos opostos.
Os espanhóis iniciaram o encontro numa toada lenta. Todavia, fruto da superioridade que ostentavam, inauguraram o marcador à passagem do minuto 20, por intermédio de Kocsis. Com Costa Pereira na baliza, os raçudos Mário João e Ângelo nas laterais, os consistentes Neto, Germano e Cruz na zona central, e veloz José Augusto, o estandarte Coluna, os tecnicistas Santana e Cavém e o 'matador' Águas reagiu o Benfica à vantagem 'culé'. À meia-hora, após jogada rápida pela esquerda, o 'capitão' empurrou para o empate. Um minuto depois, as 'águias' colocaram-se em vantagem, beneficiando da infelicidade da defesa catalã, com Ramallets a marcar na própria baliza. Reviravolta na 'placard' e agora a história haveria de ser definitivamente diferente.

Grande Benfica para a vitória
Entrada forte do 'Glorioso' no segundo tempo. Quando a televisão suspendia a emissão, por falta de condições técnicas, o Benfica ampliava a vantagem para dois golos. Coluna, com um potente e colocado remate na zona da meia-lua da área do Barcelona, ascendia o marcador para 3-1, aos dez minutos da etapa complementar. Um sensacional disparo, a recordar o chamado 'pontapé de moinho', para o ângulo inferior direito da baliza de Ramallets.
A capacidade de sofrimento dos atletas encarnados foi sublime até final. Aos 75 minutos, o Barça reduziu, grande tento de Czibor, de pé esquerdo, sem 'chances' para Costa Pereira. O Campeão espanhol começou a apertar, em busca da igualdade. Mário João e Ângelo limpavam o esférico do perigo, o gigante Germano varria as bolas difíceis e o Guarda-redes Costa Pereira realizou a exibição de uma vida, impedindo o golo por diversas ocasiões. Ele... e os postes, diga-se. É que perto do fim, os jogadores Benfica viram a bola na madeira direita, para logo em seguida observarem novo lance, em que a 'redondinha' pingou num poste, andou sobre a linha e embateu no outro poste. Sorte para as 'águias'. E a definitiva glória estava ali tão perto. Pertíssimo, fazendo o clube jus à ostentação do nome de 'Glorioso' para a enternidade.
Um emblema português, de um pequeno país marcado por uma ditadura fascista, tornava-se no sucessor do Real Madrid de Puskas e Di Stefano. A Europa futebolística passou a respeitar o Benfica, como um grande do 'Velho Continente'. Ganha a dimensão europeia, faltava mantê-la. Bem se pode dizer que, 50 anos depois, os jogadores que têm defendido as cores 'encarnadas' dignificaram o nome do Benfica, prestigiando o Clube pelo mundo. Vejamos: nova vitória na Taça dos Clubes Campeões Europeus em 1962, três presenças na final da Taça da Europa na década de 60, outras três aparições nos anos 80, inúmeras presenças em fases adiantadas das competições europeias e muitas digressões pelo planeta, onde o Benfica é chamado a representar o nome de Portugal.
31 de Maio de 1961 foi há 50 anos. Comemora-se a primeira vitória da Taça dos Clubes Campeões Europeus. Parabéns aos 14 atletas, que ilustraram o imaginário de sonho dos benfiquistas. Mas acima de tudo, Parabéns ao Sport Lisboa e Benfica!"

João Queiroz, in O Benfica

Voltar a ganhar

"Antes de ser um espectáculo, o Futebol é um jogo, que vive de resultados. Quando se ganha, tudo está bem, quando se perde, tudo se transforma subitamente. Procuram-se então as razões para a derrota, mas essa busca nem sempre é conclusiva. Na verdade, uma importante fatia do êxito ou inêxito desportivo reside na natureza aleatória do próprio jogo, e procurar causas para certas derrotas (sobretudo quando ocorrem entre equipas da mesma igualha) é como tentar perceber porque não acertamos no Euromilhões. Havendo que vender jornais, e que subir audiências televisivas, somos frequentemente confrontados com análises que, a partir do resultado, constroem uma retórica de vazio, por vezes divertida, por vezes interessante, mas raramente esclarecedora. Estamos a falar de Futebol, que não sendo propriamente uma ciência oculta, também não aceita prognósticos antes dos jogos - como uma voz sábia um dia nos ensinou.

Existe uma outra fatia deste bolo, que pode, essa sim, ajudar a explicar sucessos e fracassos com alguma objectividade. Arbitragens, lesões, ou simples mérito dos adversários, são aspectos que interferem nas performances competitivas, desenhando-lhes o rosto, e traçando-lhes o rumo. Todos eles condicionaram, directa ou indirectamente, a temporada do Benfica: Benquerença em Guimarães e Xistra em Braga (não esquecendo outros), lesões de Salvio e Gaitán em altura de decisões (sem falar de Ruben Amorim), e 'last but not least', um super-FC Porto (provavelmente o melhor de todos os tempos), marcaram inegavelmente o nosso destino, não permitindo que o sucesso do 2009/10 pudesse ser repetido.

Nestes dois parágrafos está espremido muito do sumo das nossas frustrações. Creio, honestamente, que nelas se situa a maior parte dos fundamentos para os pobres resultados conseguidos. Basta imaginarmos uma época com arbitragens perfeitas, sem lesões, com alguma sorte (por exemplo em bolas que bateram nos postes) e com o FC Porto do ano anterior, para percebermos o quanto poderíamos ter sido felizes com o mesmo plantel, com o mesmo treinador, e com a mesma metodologia de trabalho.

Azar, arbitragens, lesões e um opositor fortíssimo são, de facto, factores suficientes para explicar uma época de desilusões. Mas seria errado, e até contraproducente, concluir então que, para além deles, nada de mais ou de melhor poderíamos ter feito. Esconder a cabeça na areia não é política de campeões, e o Benfica - que melhorou bastante nos últimos anos - tem de saber aprender com os erros, aprendendo também a evitá-los, aumentando as possibilidades de sucesso, e reduzindo o campo de acção aos desígnios da fortuna. É justamente dessa componente interna (a única, afinal, em que podemos interferir) que nos devemos ocupar agora, de modo a que 2011-2012 possa ser uma temporada bastante mais feliz.

O FC Porto preparou-se convenientemente, no Verão passado, para enfrentar um grande e temível Benfica, acabando a época a ganhar-lhe em toda a linha. Cabe-nos a nós, agora, prepararmo-nos meticulosamente para o combate com um grande e temível FC Porto, de modo a que, dentro de poucos meses, lhe possamos ganhar também. O desafio não é fácil, mas um clube com a dimensão do nosso tem de saber estar à altura. A alternativa seria o assumir de um estatuto de inferioridade, que nenhum de nós está disposto a aceitar.

Numa análise necessariamente superficial, e com as limitações próprias de quem está do lado de fora, eu identificaria cinco cinco itens, em face dos quais o Futebol benfiquista pode, e deve, melhorar, aproximando-se da concorrência mais directa - que é como quem diz, daquele que foi o grande triunfador da temporada. Nesse sentido, haveria que:

1) Dotar a equipa de um perfil atlético bastante mais robusto;

2)Incutir-lhe agressividade, combatividade, e mentalidade ganhadora;

3) Manter humildade na acção e no discurso;

4) Aperfeiçoar os timings da definição de plantel;

5) Privilegiar a solidez defensiva.

Na minha modesta opinião, parecem-me ser estes os vectores em que, no campo e fora dele, o Benfica tem mais espaço para crescer competitivamente.

Alguns deles podem subdividir-se. Por exemplo, o ponto 1) prende-se, por um lado, com a política de aquisições, por outro, com o planeamento físico, e até, porventura, médico. O ponto 2) pode ter a ver com disciplina e rigor, com cultura, mas também com protecção, acompanhamento e afecto. O item 3) refere-se aos dirigentes, aos profissionais, mas também aos sócios e adeptos. E todos eles estão, de alguma forma, interrelacionados: uma equipa mais robusta, e com maior agressividade, garantirá maior solidez defensiva, um plantel definido atempadamente, pode facilitar a implementação de um registo ganhador, e assim sucessivamente.

..."


Luís Fialho, in O Benfica

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Nada poderia derrotar o Benfica! - Nem o Barça, nem os ursos, nem o passarinho...

"Foi há 50 anos que o Benfica espantou o mundo do Futebol ao conquistar a Taça dos Campeões Europeus. Uma vitória frente ao poderoso Barcelona catapultou Costa Pereira, Mário João, Ângelo, Neto, Germano, Cruz, José Augusto, Santana, José Águas, Coluna e Cavém para a fama.

BERNA é uma cidade pequena, medieval. Foi, no passado, terra de ursos: Bär é uma palavra alemã para urso e diz-se que foi o Duque Berthold V de Zähringen que lhe deu o nome depois de aí ter matado um urso.
Ainda hoje há ursos perto de Berna: em Nydeggbrüke, na Fossa dos Ursos. Por causa de Berna e dos ursos, no ano seguinte, em Amesterdão, na final da Taça dos Campeões frente ao Real Madrid, o Benfica seria presenteado com um urso bebé. A mascote seria, depois entregue ao Jardim Zoológico.

Foi no Wankdorf Stadium que a Alemanha bateu a invencível Hungria (3-2) na final do Campeonato do Mundo de 1954. Um estádio fadado para surpresas.

O Benfica parecia condenado a ser Campeão Europeu desde aquele dia, em finais de Setembro, no qual batera o Hearts, em Edimburgo, por 2-1. Daí até à final, seis vitórias, um empate e uma derrota, vinte e três golos marcados e oito sofridos. Impressionante!

No «Tribune de Lausanne» escreveu-se: «Nada poderia derrotar o Benfica. Mesmo que houvesse um 'penalty', marcado por Kubala, certamente um passarinho voaria sobre a área dos portugueses e levaria a bola, afastando-a da baliza...»

Kubala, Suarez, Evaristo, Koczis e Czibor. Provavelmente a melhor linha avançada do Mundo.


O Barcelona

Ladislao Kubala: conhecido por «Grande Lazlo»; nascido em 1927, em Budapeste, era de origem eslovaca; joga no Ganz e no Ferencvaros; em 1945, após a morte do pai, vai viver com a mãe para Bratislava e joga no Slovan; regressa à Hungria no ano seguinte para jogar no Vasas; a situação política empurra-o para Itália em 1948 e, daí, segue para Espanha e para o Barcelona onde joga até final de 1961; foi 6 vezes «internacional» pela Hungria, 10 pela Checoslováquia e 19 pela Espanha; excelente rematador, hábil, atlético, era famoso pela forma como surgia na grande-área adversária nos lances de conclusão.

Luisito Suarez: nascido na Corunha em 1935; começou no Desportivo, passando depois para o Barcelona; Bola de Ouro do «France Football» em 1960, transfere-se nesse ano para o Inter de Milão; dez anos depois terminaria a carreira na Sampdoria; 31 «internacionalizações» pela Espanha, sendo Campeão da Europa em 1964.

Evaristo de Macedo: nascido no Rio de Janeiro, em 1933; jogou no Madureira e no Flamengo antes de se transferir para o Barcelona em 1957; em 1963, trocou o Barça pelo seu grande rival, Real Madrid, onde ficou até 1965; acabou a carreira no Flamengo e foi «internacional» brasileiro por 14 vezes; goleador temível fez 173 golos em 219 jogos pelo Barcelona.

Sandor Koczis: nascido em Budapeste, em 1929; conhecido pelo «Cabeça de Ouro» pela qualidade do seu jogo aéreo; formava com Czibor a dupla de pontas-de-lança da famosa selecção húngara de 1954; jogou no Honved e no Young Boys de Berna antes de se transferir para o Barcelona em 1958 na companhia de Czibor; em 68 jogos pela Hungria marcou 75 golos.

Zoltán Czibor: nascido em Budapeste, em 1929; o seu feitio excêntrico, dentro e fora do campo, valeu-lhe a alcunha de «Passáro Louco»; ponta-esquerda de drible imprevisível; após a invasão soviética da Hungria, em 1956, fugiu para Itália com alguns dos seus companheiros do Honved; foi suspenso por dois anos pela FIFA; em 1958, por influência de Kubala, assinou pelo Barcelona; jogou 43 vezes pela selecção da Hungria e marcou 17 golos.


O 'Monstro Sagrado'

Mas o Benfica tem Coluna, o 'Monstro Sagrado', nascido em Lourenço Marques, Moçambique, no dia 6 de Agosto de 1935. Mário Esteves Coluna: muito provavelmente a mais carismático jogador da história do Futebol português. Grande «capitão» do Benfica durante sete épocas (sucedeu a José Águas), o seu estilo calmo e a sua figura imperial fizeram dele um jogador profundamente respeitado, tanto por colegas como por adversários e árbitros. Era dono de um Futebol elegante e muitas vezes explosivo na forma como rematava de longe à baliza adversária com força e eficácia. Mário Coluna somou 525 jogos oficiais pelo Benfica, marcando 127 golos. Dois deles foram marcados em finais da Taça dos Campeões Europeus: em 1960/61, frente ao Barcelona, aos 55 minutos, fazendo o 3-1 (resultado 3-2), e em 1961/62, frente ao Real Madrid, aos 50 minutos, fazendo o 3-3 (resultado final 5-3). Jogaria ainda mais três finais da Taça dos Campeões, frente ao Milan (1-2), ao Inter (0-1) e ao Manchester United (1-4), tendo cumprido nessa final o seu 50.º jogo para as taças europeias.

E tem José Augusto, ponta-direita, chegado ao Benfica em 1959, pela verba de 350 contos para o Barreirense e 130 contos para o jogador. Dinheiro bem empregue. Mas suas 11 épocas pelo Benfica, José Augusto foi 8 vezes Campeão Nacional, venceu 3 Taças de Portugal e 2 Taça dos Clubes Campeões Europeus. Fez parte das suas famosas linhas avançadas do Benfica, primeiro com Santana, Águas, Coluna e Cavém, depois com Coluna, Eusébio, Torres e Simões. Em 11 épocas no Benfica, José Augusto somou 369 jogos oficiais, marcando 175 golos, José Augusto jogou 5 finais da Taça dos Campeões. Foi «internacional» por Portugal 45 vezes, marcando 9 golos, e sendo um dos famosos «Magriços» que em 1966 tanto brilharam no Campeonato do Mundo de Futebol em Inglaterra.


O polivalente Cavém

E tem Cavém: Dominicano Barrocal Gomes Cavém nascido em Vila Real de Stº António no dia 21 de Dezembro de 1932. Esteve no Benfica de 1955 a 1969. Foi 9 vezes vencedor do Campeonato Nacional, venceu 2 Taças dos Campeões e 5 Taças de Portugal, uma delas com um golo seu aos 15 segundos, frente ao FC Porto (1-0). Fez 420 jogos com a camisola do Benfica, marcando 104 golos. Foi defesa direito, defesa central, defesa esquerdo, médio direito e médio esquerdo, sempre com a mesma pendular eficácia.

E tem Germano: Germano Luís de Figueiredo nascido em Lisboa, no dia 23 de Dezembro de 1932, considerando por muitos como o melhor defesa-central do Futebol português de todos os tempos.


O 'Matador' José Águas

E tem José Águas, o «capitão» avançado-centro finíssimo, nascido no dia 9 de Setembro de 1930, em Luanda, e descoberto em Lobito pelos olheiros do Benfica.

Goleador felino, com um jogo de cabeça temível, somou 379 golos em 384 jogos oficiais pelo clube da águia. Foi 5 vezes campeão nacional, venceu 7 Taças de Portugal e 2 Taças dos Campeões. Somou 25 «internacionalizações» por Portugal e marcou 11 golos.

E tem Costa Pereira e Mário João; e tem Ângelo, Neto e Cruz e Santana.

E tem, sobretudo, uma raça impressionante que resiste e se sobrepõe à soberba catalã.



Foi de Kocsis o primeiro golo do jogo, marcado ao minuto 20. O Benfica treme por momentos. Czibor e Evaristo estão à beira do 2-0. Mas, dez minutos depois, um lance de Cavém e um erro do guarda-redes Ramallets deixam a bola à mercê de José Águas sobre a linha de golo: 1-1. Mais dois minutos e Vergés, de cabeça desvia um centro de Neto para dentro da sua própria baliza: a bola bate no poste, Ramallets ainda desvia com as mãos, mas o árbitro Gottfried Dienst não tem dúvidas: 2-1.

O Barcelona força. Lança-se em desespero sobre a área de Costa Pereira. Os minutos finais da primeira parte e os primeiros dez minutos da segunda são terríveis para a defesa do Benfica.

Ao minuto 55, Coluna, a uns trinta metros da baliza, acorre a uma bola que pinga na sua frente e dispara com potência junto ao poste esquerdo de Ramallets: 3-1.

Atordoados, os catalães demoram a reagir. Mas a sua revolta é tremenda. Marcam o segundo golo a quinze minutos do final do jogo, por Czibor. E é então que a palavra sorte entra no dicionário dos grandes momentos da história do Benfica: Kubala remata, a bola embate no poste direito de Costa Pereira, rola sobre a linha de golo, bate no poste esquerdo e lança-se nos braços do guarda-redes encarnado; Czibor chuta à trave; Czibor, isolado, tem um pontapé fortíssimo mas à figura de Costa Pereira.

Três lances que os «culés» do Barça nunca esquecerão.

Dienst apita: uma, duas, três vezes.

Os adeptos portugueses invadem o relvado e transformam o Wankdorf Stadium num pandemónio. Os jogadores correm na sua frente, tentando manter as camisolas, os calços, as meias.

É ao «capitão» Águas que cabe levantar a Taça dos Campeões Europeus. O seu sorriso atravessará décadas.

O regresso a Lisboa é apoteótico. O aeroporto da Portela está entupido de gente. Dirigentes, jogadores, simples adeptos: todos esperam pela chegada dos Campeões Europeus. Uma história que fica para a história!"


"Béla Guttmann deu a táctica: 'Entrem tranquilos porque vamos ganhar'"


Afonso de Melo, in O Benfica

O ponta-de-lança elegante

"No ano em que se comemoram 50 anos da conquista da Taça dos Clubes Campeões Europeus, recordamos José Águas, em dos melhores pontas-de-lança da história do Benfica e o capitão que ergueu o primeiro troféu europeu da história do futebol nacional.

Nasceu em Luanda, em 1930, mas três décadas depois viria a ficar imortalizado em imagem. José Águas, o capitão benfquista que em 1961 ergueu a Taça dos Campeões, num momento que nunca os amantes do desporto-rei, em Portugal, esquecerão. Ele que nessa mesma final, diante do Barcelona (vitória 'encarnada' por 3-2), marcara aos catalães. O marco numa carreira de um ídolo que nunca marcou menos de 18 golos por época ao serviço do Benfica. De 'águia' ao peito, ganhou cinco campeonatos (1955, 1957, 1960, 1961 e 1963), sete Taças de Portugal e foi o melhor marcador do campeonato em cinco ocasiões. Mas dois golos ficarão decerto na sua memória. O primeiro da equipa frente ao Barcelona, na final da Taça dos Clubes Campeões Europeus de 1961, e, igualmente, o primeiro apontado frente ao Real Madrid, em nova final, um ano depois. Foi, portanto, decisivo também quando mais a história exigia.

Herança de golos

Estreou-se ao serviço da Selecção Nacional a 23 de novembro de 1952, no empate a uma bola frente à Áustria. Totalizou 25 internacionalizações, marcou 11 golos. Despediu-se a 17 de maio de 1962, na derrota por 1-2 frente à Bélgica. Depois de ter abandonado o Benfica, aos 33 anos, representou o FK Austria Wien, retirando-se um ano depois. Faleceu em Lisboa, aos 70 anos, já depois de ter assistido à evolução do seu próprio filho, Rui Águas. O habitual 'nove' benfiquista, no final dos anos 80 e inicio dos 90, herdou do pai a capacidade de cabecear, sendo também ele um goleador no clube da Luz, assim como na Selecção Nacional. Foi mesmo protagonista no apuramento para uma final europeia, em 1988, quando marcou os dois golos com que o Benfica eliminou os romenos do Steaua de Bucareste na meia-final da Taça dos Campeões Europeus. O Benfica perdeu a final frente ao PSV Eindhoven no desempate por grandes penalidades. Mas, quando passam 50 anos da conquista da primeira Taça dos Campeões Europeus do futebol português, ninguém esquece a imagem daquele elegante goleador que, em 1961, abriu o caminho para a vitória sobre o Barcelona e ergueu ele mesmo o mais cobiçado dos troféus.

Chamava-se José Águas..."

Ricardo Soares, in Mística

Recordar 61

"Na terça à noite, exultei e emocionei-me a assistir à reposição, na Benfica TV, do quinto episódio de “Vitórias & Património” (um programa que, se passasse na Porto TV, intitular-se-ia “Vitórias & Aumento do Património dos Árbitros” e, se estivesse na grelha da Sporting TV, chamar-se-ia apenas “Património”), a propósito do cinquentenário da conquista da primeira Taça dos Campeões Europeus.

Antes de mais, é necessário ter presente que, em 1961, o futebol era muito diferente daquilo que é hoje em dia, nomeadamente porque havia, pelo menos, uma defesa contra a qual o Barcelona não fazia farinha. Outros tempos. Mas o ataque do Sport Lisboa e Benfica não ficava atrás: tinha jogadores com tanta qualidade, que o Eusébio nem era convocado.

Regressando ao documentário, há vários momentos assinaláveis. A saber: José Águas, na segunda mão das meias-finais contra o Rapid de Viena, implora ao árbitro inglês que assinale uma grande penalidade a favor dos adversários (“Marque o penálti, senhor, para ver se saímos todos daqui vivos!”); Mário João declara que, hoje em dia, senta-se a ver a final contra o Barcelona todas as semanas; vê-se o lance em que a bola bate num poste da baliza de Costa Pereira, atravessa a linha, bate no outro poste e sai (é curioso como a do Isaías, contra o Milan na Luz, já não tem tanta graça); vê-se o golo monumental, a partir do qual o Sr. Coluna devia ter passado a ser tratado por Dr. Coluna; nos últimos 15 minutos, perante a pressão do Barcelona, o Benfica estaciona o autocarro (o que, na altura, significava passar-se a jogar com quatro defesas); no final dos 90 minutos, o presidente do Benfica, Maurício Vieira de Brito, decide celebrar a vitória, tendo um AVC – ao seu lado, os funcionários do clube que estavam a saltar, todos nus, e a beber champanhe da garrafa sentem vergonha por, comparativamente, estarem a festejar de forma tão contida. Mais tarde, já recuperado, o presidente diria aos jogadores, no balneário: “Morrer ali, a ver o meu Benfica campeão europeu, não seria assim tão terrível.”"


Vitrine

"From: Domingos Amaral
To: Fábio Coentrão

Caro Fábio Coentrão

Esta semana tivemos um exemplo perfeito e refinado de como se pode, na praça pública, pressionar dois clubes para que um jogador se transfira de um para o outro. De um lado, um dos melhores jogadores do Mundo, Ronaldo, e um dos melhores treinadores do Mundo, Mourinho, lançaram-te inúmeros elogios, dizendo que eras um jogador fantástico e uma “mais-valia” se fosses para o Real Madrid. Na prática, e no meu ponto de vista de benfiquista, essas foram pressões boas. Mourinho e Ronaldo, com os seus elogios, estão a valorizar-te, e ao mesmo tempo a pressionar o Real para te comprar. Se um ativo é assim tão bom, o seu preço sobe, e quem o quer terá de pagar mais. O meu obrigado público aos dois pelas suas palavras, que ajudam a posição negocial do Benfica.
Infelizmente, o mesmo não posso dizer das tuas declarações. Depois de meses a dizeres que estavas feliz no Benfica, e que por ti até assinavas um “contrato vitalício”, de repente mudas radicalmente o discurso, dizendo que adoravas ir para o Real, “o melhor clube do Mundo”, para ser treinado por Mourinho, “o melhor treinador do Mundo”. Não duvido que penses isso, mas dizê-lo em público prejudicou a posição negocial do Benfica, e foi uma pressão a roçar o inaceitável. Se um ativo se quer ir embora para outro clube, o seu preço desce imediatamente.
Desceste na minha consideração, tanto por esta razão, como pela aparição patética ao lado de José Sócrates. Foram dois momentos péssimos. Mas nem tudo é mau, pelo menos não disseste que o Benfica era uma “boa vitrine”, como disse um jovem brasileiro que para o ano virá jogar para o FC Porto. Ele lá sabe por que o diz…"


domingo, 5 de junho de 2011

Por um Portugal "à Benfica"

"Tem sido lembrado nas páginas da Mística, amiúde e com propriedade, que o Benfica é o melhor de Portugal. O que não tem sido suficientemente referido é que o Benfica não é só o melhor de Portugal como é o melhor que Portugal. Retorquirão alguns que o afirmo de forma leviana; concedo, censuro-me, e corrijo: o Benfica é muito melhor que Portugal. E para o demonstrar basta analisar o que foram os últimos anos desta nação. E de Portugal também.

Na última década, Portugal cresceu sempre menos que o resto da Europa e hoje está a viver a maior crise financeira de que há memória. Já o Benfica, no mesmo período de tempo, ultrapassou a maior crise financeira de que há memória e entrou no clube dos mais ricos da Europa. Cenário que se vislumbra impossível para Portugal. A única forma de Portugal entrar no clube dos mais desenvolvidos é acontecer ao País aquele fenómeno inexplicável que aconteceu ao Benfica nos anos 90 do século passado, e que permitiu a um King, a um Simanic e a dois Luíses Gustavos entrarem no nosso clube. Mas a prova irrefutável da superioridade do Benfica face a Portugal, neste aspecto, é a relação de ambos com os mercados: Portugal está nas mãos dos mercados; o Benfica tem os mercados a seus pés, nomeadamente o inglês - maravilhado com David Luíz e Ramires -, o espanhol - rendido a Di Maria -, e todos, em geral suspirando por Fábio Coentrão.

O que nos leva ao ponto seguinte. Face à crise em que Portugal está mergulhado, é unânime que o País tem de apostar em produzir bens para exportação. Algo que o Benfica já está a fazer, e de forma brilhante. Com a melhor matéria-prima portuguesa, brasileira ou argentina, o nosso clube produz jogadores de altíssima qualidade, que depois vende por essa Europa fora, encaixando chorudas mais-valias. Em termos de eficiência, o Benfica é a economia alemã do mundo do futebol.

Agora, que Portugal não espere ainda mais ajuda financeira da nossa parte. É que nos últimos dez anos só o contributo do Benfica para o Serviço Nacional de Saúde, por exemplo, foi enorme: a redução drástica da prevalência de problemas cardíacos nos benfiquistas - na maioria da população portuguesa, portanto - representou uma poupança para o Estado de muitos milhões de euros. Já para não falar no apoio que o Benfica tem concedido às empresas privadas. Basta ver o que temos apoiado a Olivedesportos ao cedermos as transmissões televisivas dos nossos jogos com cerca de 75% de desconto.

Portanto, se Portugal pretende sair da situação calamitosa em que se encontra, a solução é simples: é pôr os olhos no Benfica. Mas se o quiser fazer ao vivo é melhor despachar-se, porque vai ser complicado arranjar lugar. É que, ao contrário do que acontece com Portugal, de onde sai cada vez mais gente à procura de melhores condições de vida, no Estádio da Luz entra cada vez mais gente ansiosa por soberbos espectáculos de futebol."


Tiago Dores, in Mística