Últimas indefectivações

sábado, 3 de dezembro de 2011

Vitória nos Açores

Vitória entre altos e baixos !!!

Benfica 70 - 68 Ovarense
19-16, 13-16, 19-19, 19-17



Ainda sem o Heshimu (e o Barroso), com alguns jogadores aparentemente condicionados, o Benfica venceu um jogo bastante difícil... com um final de 2º período e principio de 3º período muito abaixo do desejável... jogo que só ficou decidido nos últimos minutos, quando finalmente os nossos triplos começaram a cair!!!

O próximo jogo para o Campeonato será a recepção aos Corruptos...

A subir de forma... sempre em vantagem...

Infante de Sagres 2 - 7 Benfica

Super Bloco



Vilacondense 0 - 3 Benfica

17-25, 18-25, 17-25


Após uma longa paragem do Campeonato, um regresso com uma vitória indiscutível, com destaque para a quantidade de Blocos... Na próxima Quinta-feira recebemos o Sp. Espinho, a equipa que tem demonstrado ser o mais sério candidato ao 2º lugar(!!!), mas mesmo assim é para ganhar...

Belo horror

"A presença de fogo num estádio é algo extraordinário de ver. Não percebo bem por que raio tanto se tem falado da Luz a arder. Afinal, a história vem de longe, de muito longe aliás, quando Prometeu roubou o fogo a Zeus para o oferecer aos mortais, história celebrada na Chama Olímpica que ilumina os Jogos.

Mas o duelo entre Prometeu e Zeus, já agora, foi mais longo e, curiosamente, até meteu águias ao barulho, quando o rei dos deuses, para se vingar de lhe terem roubado o fogo até então pertença do círculo de divindades, acorrentou Prometeu e fez com que uma águia lhe comesse diariamente o fígado que, pior ainda, todos os dias renascia para ser comido e depenicado até à eternidade. Depois, vá lá, alguém salvou Prometeu daquela tortura e o fogo acabaria realmente por passar a ser também coisa das pessoas. É esse fogo que se celebra de quatro em quatro anos na maior manifestação desportiva da humanidade. Aquele da Luz, ainda que provavelmente seja inocência minha, talvez tenha alguma relação com isso, talvez um daqueles adeptos que são tudo menos do Sporting por mais que gritem o nome, tenha querido honrar Prometeu.

O próximo passo, enquanto o clima nos estádios de futebol for minado por cinquenta ou sessenta verdadeiros marginais identificados pela polícia mas protegidos por um sistema legal que não funciona - e ao todo entre os três grandes é este o número em causa segundo as autoridades; os outros, mesmo nas claques, é gente normal que vai por arrasto -, o próximo passo, escrevia eu, será realmente continuar a honrar Promoteu talvez com adeptos do Benfica acorrentados às bancadas para verem os fígados comidos por águias, ou do Sporting, mas nesse caso mordiscados por leões, ou do FC Porto, chamuscados por dragões. E da contemplação dessas dores horríveis e desse espectáculo monstruoso, a que poderíamos juntar uma grande Chama Olímpica capaz de deitar abaixo uma bancada, estou convencido de que nascerá a vitória dessa gente. E de Zeus."


Miguel Cardoso Pereira, in A Bola

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Adeus ao Jamor

Marítimo 2 - 1 Benfica



Alguma descompressão, mesmo assim muito desperdício (muito), demasiadas poupanças (Javi), guarda-redes demasiado adiantado (principalmente no 2º golo), um guarda-redes adversário inspirado (como é normal!!!), e o Benfica fora da Taça... preferia ganhar os dois jogos, mas entre este da Taça, e o próximo do Campeonato, obviamente prefiro ganhar o próximo (sendo que temos todos, muitas saudades do Jamor), que este tenha sido um 'abre olhos'!!!

Pelo menos agora vai-se deixar falar da invencibilidade (o que para mim era negativo), e voltamos a falar daquilo que mais importa: o próximo jogo, e só, o próximo jogo!!! Cada jogo será uma final até ao fim da época... em todas as competições.

Benfica é melhor que o Sporting

"Um dos meus melhores amigos, sportinguista ferrenho, desabafava-me com indubitável sentido de humor, que lhe custava muito ver os dirigentes do seu Sporting sentados no mesmo sítio do Dr. Vale e Azevedo e da D. Carolina Salgado, ou seja, sentados no meio da claque.

Ora aqui está uma perspectiva sportinguista que nivela por cima, o que vindo daquelas paragens já foi mais habitual. Percebo bem que para um largo sector de sportinguistas elitistas e educados seja difícil entender o comportamento de parte dos seus dirigentes.

A minha visão do derby foi a de um Benfica mais cansado, porque jogou um jogo intenso a meio da semana, sem o seu capitão Luisão e a jogar mais de meia hora 10 jogadores. Por isso apenas ganhou por 1-0. Os quatro melhores jogaram entre si. O Benfica ganhou ao Sporting porque é e foi melhor que os de Alvalade e o Porto ganhou ao SC Braga porque é e foi melhor que o SC Braga.

O Benfica mesmo num jogo equilibrado teve uma bola na barra e outra no poste além do golo, o Sporting está mais perto mas ainda não está ao nível de Benfica e Porto. Muito tem feito Domingos numa casa onde a gestão e a confusão andam de braço dado. Por vezes parece haver um karaoke de disparates entre os seus dirigentes, o que para quem conhece e tem apreço por alguns deles, como é o meu caso, custa.

Magnifico um Benfica que joga bem sabe lutar e sofrer. Numas alturas com inspiração, mas sempre com dedicação e transpiração. Hoje na Madeira contra o maior sensação deste campeonato, podemos ganhar o direito de visitar Alvalade XXI, dia 21. Contra sorteios difíceis temos que colocar uma alma ilimitada em campo.

Que joguem os melhores e da melhor maneira caso contrário o resultado, pode não ser o... melhor. Este Benfica criou habituação de excelência, que Marítimo e Otelul sejam dois capítulos."


Sílvio Cervan, in A Bola

Chama Imensa

"Ao longo da corrente época, jogando melhor ou pior, evidenciando maior ou menor beleza plástica de jogo, mostrando maior ou menor segurança de processos, mais ou menos fulgor atlético, há algo que ninguém poderá apontar ao Benfica. Falo do empenho e da capacidade de sofrimento dos jogadores, do seu profissionalismo, da sua entrega, e do rigor com que defendem a camisola que vestem, aspectos que não são obviamente indissociáveis da capacidade de liderança do treinador, e da estrutura que o suporta. Pois foi precisamente aí, nesse conjunto de características, nessa raça e nessa mística tão nossa, que residiu o âmago da vitória do dérbi de sábado passado, a sexta consecutiva sobre o velho rival lisboeta.

Sabia-se que o Sporting vinha moralizado, e trazia mais argumentos do que noutras ocasiões do seu passado recente. Isso notou-se desde o primeiro instante, o que fez deste, um dérbi com muito mais disputa e muito maior incerteza do que outros. Tal reequilíbrio originou um jogo de enorme intensidade competitiva, disputado em poucos espaços, e apelando a factores que iam muito além da capacidade técnica ou táctica dos dois conjuntos. Exigia-se, à partida, um Benfica de luta, de grande coração, e de entrega total. Após a (exagerada) expulsão de Cardozo, essa necessidade foi levada aos limites.


De facto macaco e mangas arregaçadas

Num desafio à sua coragem, o Benfica saiu-se com distinção. Foi feliz por ter procurado, com uma alma inesgotável, essa mesma felicidade. Triunfou merecidamente, porque soube ser eficaz, mas também humilde e sofredor. Percebendo que não tinha a faca do jogo, soube enrijecer o queijo, tornando-o impenetrável, e alcançando um sucesso que pode ter importância vital no desenrolar do Campeonato.

Até ao momento da expulsão, a partida foi quase sempre pautada pelo equilíbrio, com o golo de Javi Garcia a determinar uma diferença tangencial que se aceitava. O Sporting podia ter marcado, o Benfica também dispusera de oportunidades flagrantes (uma das quais nos pés do próprio Cardozo), e tudo se encaminhava para, daí em diante, assistirmos a um natural ascendente territorial leonino em busca do empate, e a uma tentativa do Benfica em explorar os espaços que o adversário iria necessariamente libertar nas suas costas, à imagem e semelhança daquilo que acontece em tantos e tantos jogos de futebol.

Em razão da inferioridade numérica em que se viu colocado, o Benfica foi forçado a quase desistir de atacar. Com meia hora de jogo pela frente, e uma preciosa vantagem no marcador, os 'encarnados' vestiram o fato de macaco, deram as mãos, e fecharam as portas da baliza de Artur. As substituições foram extraordinariamente criteriosas, dotando a equipa de uma capacidade táctica que lhes permitiria resistir até final. A raça dos jogadores fez o resto. Apenas esses últimos trinta minutos, com menos um elemento em campo, podem ter deixado a ideia ilusória de um ascendente sportinguista que, até então, em bom rigor, nunca e verificou. Em momento algum o Sporting jogou mal, mas só dominou verdadeiramente o jogo quando se viu com mais um homem, e mesmo aí, sem criar particular perigo junto da baliza benfiquista (as melhores ocasiões, paradoxalmente, até haviam sido desperdiçadas antes).


Palmas para os nossos adeptos

É a segunda vez consecutiva (a outra foi aquando da última meia-final da Taça da Liga) que vemos o universo sportinguista sair da Luz feliz (aliviado?) por perder por poucos, e por conseguir discutir em dérbi até ao fim. Esse estado de espírito é a melhor homenagem que prestam ao nosso Clube, ilustrando afinal que o melhor Sporting (e este foi, devo dizer, o melhor dos sportingues que vi nos últimos anos), ainda não chega para um Benfica limitado nas suas unidades e nas suas forças.

Não é possível terminar um texto sobre o dérbi sem uma palavra para o público da Luz, que soube interpretar na perfeição o seu papel de décimo segundo (depois décimo primeiro) jogador, dispensando, em momentos cruciais, o apoio de que a equipa necessitava. O sofrimento que se vivia nas bancadas não dava para ondas mexicanas ou entusiasmos festivos,mas o factor da equipa sentir que os adeptos estavam com ela terá sido crucial para superar as dificuldades da fase final do jogo, quando os ponteiros relógio pareciam andar para trás.

E assim continuamos invictos.



O FOGO QUE OS QUEIMA

As responsabilidades do incêndio causado pelas claques sportinguistas nas bancadas do Estádio da Luz não podem deixar de ser endereçadas a quem, com atitudes mesquinhas, com declarações inoportunas, e com insinuações ligeiras, lançou a confusão e polémica sobre medidas de segurança absolutamente normais, cuja necessidade, diga-se, estes mesmos comportamentos agora evidenciaram.

A presença ostensiva de dirigentes do Sporting no local apenas contribuiu para sancionar tais atitudes criminosas, não sendo os comunicados posteriores mais do que uma mera fuga para a frente, num assunto onde sabem ter perdido, uma por uma, todas as razões. Este foi, aliás, um exemplo perfeito de como podem polémicas inúteis induzir actos de violência extremamente graves.



Javi Garcia (positivo)

Foi dele a noite do dérbi e, quando um dia mais tarde recordarmos este jogo, o mesmo terá nome próprio, e será 'o do golo do Javi Garcia'. Para além desse momento, que valeu os três pontos, o médio espanhol realizou uma extraordinária exibição, tornando-se numa das principais muralhas da resistência benfiquista até ao final. Creio que a selecção espanhola já não será grande demais para o nosso Javi, que, jogo após jogo, mostra talento, pujança e inteligência táctica como poucos na sua posição.


Dirigentes do Sporting (negativo)

Criaram o mito da 'jaula' (ou 'galinheiro', conforme as preferências), mas saíram dela chamuscados pelo fogo ateado no local, perante o seu próprio testemunho. Lançaram a polémica dos bilhetes, mas só nos seus sectores havia cadeiras vazias. Depois, em desespero, queixaram-se das condições, como se muitos de nós não conhecêssemos Alvalade. Bem pode dizer-se que, também fora do campo, o Sporting perdeu o dérbi, desperdiçando muito do respeito que os seus novos órgãos sociais pareciam merecer."


Luís Fialho, in O Benfica

Vencer para crer

"Frente ao Sporting e depois do excelente resultado obtido em Inglaterra, o Benfica mostrou que tem o seu destino nas mãos, ou seja, que depende muito mais de si próprio do que dos outros para conseguir chegar onde todos desejamos. Mesmo reduzido a dez jogadores, por se ter combinado a emotividade exuberante de Cardozo com o excesso de rigor do árbitro, o Benfica reajustou de forma exemplar o seu dispositivo táctico e não permitiu que a inferioridade numérica o traísse. A equipa está coesa, segura, bem preparada e tem alternativas para todas as posições e para todos os imponderáveis, como sempre deve acontecer com quem se prepara para ser campeão.

E merece um destaque especial o modo como o público benfiquista, a grande massa SLB, se transforma, numa dinâmica imparável e comovente, no 12.º jogador de cada partida, ou mesmo no 11.º como aconteceu no passado sábado, com a inconveniente 'baixa' de Cardozo.

Quando as bancadas vibram com o que a equipa faz no terreno, há um suplemento de energia, de esperança e de convicção que nunca se esgota. E, com o País em fase depressiva, há quem vá ao estádio, faça chuva ou faça sol, para poder acreditar que há mais vida para além da dívida pública, mais alegria para além da tristeza dos cortes salariais e do agravamento substancial de carga fiscal. As pessoas precisam de acreditar naquilo que as afaste das nuvens negras da incerteza e da angústia colectiva. As pessoas precisam de libertar emoções e de mobilizar afectos. As pessoas precisam de fazer da solidariedade uma ponte a ligar corações e vontades, como acontecem, de forma tocante, com a doação de medula óssea para o filho de Carlos Martins. Porque, é bom não esquecer, as pessoas são pessoas antes de serem meros números para suportar previsões e cálculos quase sempre falíveis. As pessoas são pessoas e deverão estar sempre antes das conveniências e da frieza das estratégias do poder, seja ele qual for.

É por isso que a vitória sabe tão bem, porque antecipa as que ainda estão para vir e que hão-de ser sobre a adversidade e a descrença."


José Jorge Letria, in O Benfica

Luz ao palco

"Números oficiais: eram 74873 espectadores em Old Trafford, na noite de 22 de Novembro, para assistir ao Manchester United - Benfica, para a Liga dos Campeões. Benfiquistas seriam pouco mais de 3000. Mas quem tenha assistido pela televisão ao tremendo desafio de Futebol, só ouviu cânticos, hinos e palavras de ordem de apoio ao Benfica. Assim: SLB! SLB! SLB! SLB! SLB! Glorioso SLB!!! Mas também, e simplesmente, Benfica! Benfica! Benfica! Foi assim, estes e outros cânticos e gritos de incitamento, persistente e ininterruptamente entoados nos 90 minutos.

Quem ouvisse o som, sem a ilustração das imagens, acreditaria que o jogo se passava no Inferno da Luz. Mas ali era o 'Teatro dos Sonhos'. Porém, como 'o sonho comanda a vida', os benfiquistas sonharam, vestiram a camisola do 12.º jogador, silenciaram os adeptos do Manchester United, fizeram-se ouvir e ajudaram a equipa a seguir em frente na Champions e a subir ao 1.º lugar na Fase do seu Grupo. Três mil benfiquistas conseguindo sobrepor os seus cânticos e gritos acima de mais de 70 mil bifes, como diz por graça um amigo meu, é uma desproporção superior à da Batalha de Aljubarrota. Foi a Luz que encheu o palco do 'Teatro dos Sonhos'.

Na Luz, frente ao Sporting, não terá sido tão exuberante como em Manchester, apenas porque, em casa, não foi tão surpreendente. Mas foi decisivo no momento crucial, quando o Benfica ficou reduzido a dez. Apoiar a equipa quando ganha e domina é justo. Apoiar nos momentos difíceis é necessário, generoso e decisivo.

Nota: alguns adeptos do Sporting, dos quais ninguém fala de tanto falar na rede, mostraram o que se prestam a ser: enviados do cacique que queria ver Lisboa a arder."


João Paulo Guerra, in O Benfica

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Obrigação cumprida


Em frente na Taça... e até parece que tivemos 3 jogadores excluídos!!!

Joel marcou, mas o Imperador está de volta...!!!



Benfica 6 - 3 Modicus



Mais uma entrada no jogo a perder (primeira oportunidade do nosso adversário dá quase sempre golo!!!)... mais uma vez a equipa entrou muito perdulária, mas com paciência e engenho demos a volta ainda antes do intervalo.

Hoje jogámos com o 4º classificado, no fim de semana jogamos com o 3º (Leões de Porto Salvo), e depois recebemos os Lagartos... é claramente o ciclo mais difícil da época regular, e é para ganhar todos os jogos (mesmo com as ausências do Arnaldo e do Diego), mas é necessário melhorar as transições defensivas... depois deste ciclo será um 'prolongado' cumprir de calendário até aos Play-off's...

E isto já dura há mais de um século

"Discutir um 'derby' até à exaustão, aceita-se. Mas discutir um 'derby' até à combustão já me parece uma meta francamente exagerada


FOI um belo derby desequilibrado e com uma vitória tangencial. Desequilibrado porque o Sporting teve mais posse de bola, naturalmente porque esteve meia hora em superioridade numérica, e aqui está outro desequilíbrio. Por outro lado o Benfica mandou duas bolas ao poste e ainda obrigou Rui Patrício a aplicar-se em duas situações de golo iminente, enquanto o Sporting só por uma vez em todo o jogo obrigou Artur a fazer o seu trabalho.

Foi um derby emotivo e, mesmo assim, com mais Sporting do que nos últimos anos, o que foi bom para o espectáculo, para a incerteza do resultado. Nos últimos seis jogos entre os rivais de Lisboa, a vitória sorriu sempre ao Benfica. Há 2 anos e 9 meses que o Sporting não sabe o que é vencer o Benfica.

O último triunfo aconteceu ainda na era Paulo Bento que no sábado esteve na Luz e assistiu ao jogo. Deve ter saído contente por duas razões: Rui Patrício, na baliza do Sporting, mostrou que é guarda-redes para a selecção nacional e Rúben Amorim, onde foi preciso, no meio, à direita, atrás e à frente, mostrou que é jogador para a selecção nacional e não só, é jogador para o que der e vier.

Se quisesse ver mais jogadores portugueses de nível em acção, o nosso seleccionador nacional teria de estar em Madrid, à mesma hora do jogo da Luz, para assistir ao derby dos nossos vizinhos. Fez bem Paulo Bento em optar pelo derby lisboeta. É mais nosso, talvez tenho menos salero mas tem mais bombeiros.

O único titular indiscutível da nossa selecção que falhou rotundamente no Benfica-Sporting foi o Nani. É verdade que não jogou porque vive e trabalha em Inglaterra mas errou no prognóstico -...dera por certa a vitória do Sporting -, pelo que Paulo Bento, no decorrer dos períodos de estágio da selecção, deve evitar ao máximo preencher boletins do Totobola com o Nani.

É dinheiro deitado fora.

Veio no Público a notícia de que os prejuízos causados no Estádio da Luz pelas claques legalizadas do Sporting podem ascender a meio milhão de euros. Sobre a responsabilidade dos delitos, garante o Correio da Manhã que o Ministério Público deu ordem para investigar e que, talvez, as imagens recolhidas pelo sistema de vídeo-vigilância possam identificar os autores materiais dos crimes de incêndio e de destruição de propriedade alheia.

Seria excelente porque ilibava alguns milhares de sportinguistas que estiveram na Luz apenas para ver um jogo de futebol. A transmissão televisiva foi elucidativa nesse aspecto, focando variadíssimas vezes nas bancadas o convívio normal, saudável e até bem-disposto entre famílias mistas, entre amigos com cachecóis de cores diferentes que foram juntos à bola e que, findo o jogo, se espalharam pela cidade discutindo, como é digno de rivais, os pormenores do jogo até à exaustão.

Até à exaustão, é uma coisa.

Até à combustão já é uma coisa completamente diferente.

Por isso é de máxima importância não generalizar nestas questões. E não é justo confundir delinquentes encartados com o público normal que ama o seu clube, vibra, pragueja e... nada demais.

E também não é justo que seja o presidente do Sporting, Godinho Lopes, a pagar a despesa quando lhe chegar a conta dos prejuízos. Godinho Lopes nem esteve lá e só apareceu, em forma de comunicado, quando o director de comunicação do Benfica, João Gabriel, desarticulou de uma penada o discurso do vice Paulo Pereira Cristovão sobre as condições 'pré-históricas' em que tinha visto o jogo. O problema de Cristovão não é a pré-História é a História. Soubesse ele o que é jogar em grandes palcos europeus e já teria visto muitas estruturas de segurança para claques como a da Luz.

Os jogadores do Sporting, que se bateram com galhardia durante 90 minutos, devem sentir-se muito surpreendidos e até desconsolados por só ouvirem os seus dirigentes falar de gaiolas, de bilhetes e de jaulas. E nem uma palavrinha sobre futebol.

E, sobretudo, devem sentir-se muito baralhados com a identidade do patrão porque no Sporting têm mais protagonismo e holofotes alguns candidatos derrotados nos últimos actos eleitorais do que o próprio presidente.

Godinho Lopes bem sabe, por experiência própria, o que é ter de lidar com alguns consócios seus de carácter mais exaltado, do tipo energúmeno-classe A. Basta-lhe recordar-se da noite eleitoral em que foi vencedor mas em que teve de chamar a polícia para poder ir para casa sossegado.

E quando se trata de futebol, irmos para casa sossegados é o que toda a gente ambiciona.

E isto já dura há mais de um século.


O Barcelona perdeu com o Getafe e o Benfica é agora a única equipa que ainda não perdeu um jogo oficial na Europa. Dizê-lo não é bazófia nem, muito menos, a proclamação de qualquer título. É apenas o que é, um pormenor simpático para as nossas cores.

Amanhã, no Funchal, o Benfica vai ser uma vez mais posto à prova e o adversário é difícil. O Marítimo de Pedro Martins joga muito bem à bola e tem um goleador competente, o senegalês Baba. O jogo conta para a Taça de Portugal, bonita e histórica competição fértil em surpresas.

Se o Benfica cair frente ao Marítimo, paciência, alguma vez tinha de acontecer. Mas se o Benfica sair do Funchal apurado poderá continuar a orgulhar-se do seu estatuto único de imbatível na Europa. E poderá seguir em frente na Taça e isso é que importa. O resto, são vaidades...


O FC Porto que, segundo as palavras do seu presidente, morreu em Coimbra ressuscitou nos últimos minutos do jogo com o Sporting de Braga mas sem prejuízo para a causa. Entretanto, a Académica que tinha dado cabo do tal FC Porto em Coimbra acabou por morrer no mesmo campo frente ao Beira-Mar. Este nosso campeonato está tétrico.


JOÃO CAPELA é um árbitro a seguir. Relativamente jovem, estreou-se num derby e não se saiu mal de todo. Expulsou Cardozo a meia-hora do fim do jogo porque o paraguaio protestou uma decisão e viu o segundo amarelo. E, mais tarde, contemplaria Carillo, o peruano do Sporting, com um cartão amarelo pelo mesmo motivo: protestos.

Os benfiquistas não aceitaram bem a decisão de Capela ao expulsar Cardozo mas aplaudiram, no estádio, quando o árbitro mostrou o cartão amarelo a Carillo, porque concluíram que será sempre esse o seu critério.

É um bom critério, com toda a sinceridade, e ainda por cima muito fácil de fazer vigorar porque os jogadores quando protestam para lá do razoável são, por norma, exuberantes, nada discretos e não é só o árbitro que vê o despautério.

Toda a gente vê. Não são precisas câmaras lentas, repetições, linhas imaginárias de fora-de-jogo, nem aparatos de tecnologia para detectar o flagrante delito da insubordinação.

Depois do derby na Luz, visto e discutido ao pormenor por milhões, João Capela, se quiser, vai carregar pela sua carreira fora a responsabilidade de ser coerente. Protestar uma decisão do árbitro é igual a cartão amarelo e nem se fala mais nisso.

E, de futuro, todas as equipas e mais os respectivos adeptos, assim que lhes cair João Capela em sorte, saberão que Capela é aquele árbitro com quem não vale a pena protestar porque tem um critério muito bem definido para estas situações. Poderá até vir a ser a sua imagem de marca. Tudo isto seria excelente para a sagrada causa da verdade desportiva porque coloca todas as equipas em pé de igualdade perante o julgamento do árbitro, um luxo.

E, se assim for, só há motivos para considerar positiva a actuação de João Capela na Luz apesar do Tribunal do Jogo considerar por unanimidade que o árbitro perdoou uma grande penalidade ao Benfica quando Jardel e Onyewu, essas duas peças de filigrana, se embrulharam um no outro numa dança típica de área e acabaram os dois deitados na relva.

Dos protagonistas propriamente ditos não se ouviram protestos contra o árbitro no final do jogo. Jorge Jesus não perdeu muito tempo a falar da expulsão de Cardozo e Domingos Paciência elogiou «as três grandes equipas» que tinham estado em campo, presumindo-se que se referia à equipa de arbitragem como sendo a terceira grande equipa.

Certamente que não se estava a referir à grande equipa de bombeiros que também viria a actuar na mesma noite.

E ninguém dúvida de que, dentro do universo sportinguista, terá sido Domingos Paciência, por ser o treinador da equipa, quem viu o jogo com mais e melhor atenção, até porque, dentro do mesmo universo, houve uma significativa fatia de dirigentes e de adeptos que se concentrou intelectual e exclusivamente em aspectos exteriores ao jogo.

E assim continuam. De tão preocupados em defender os pirómanos até se esqueceram de chamar nomes ao árbitro. Sim, sim tivesse João Capela expulso mais um jogador do Benfica - Aimar, por exemplo - a ver se, contra 9, não teria o Sporting ainda mais posse de bola.


VALDEMAR DUARTE, que comentou o jogo FC Porto-Sporting de Braga para a TVI, pode juntar o seu nome ao vasto rol de jornalistas que, por puro masoquismo, dizem ter sido agredidos em estádios de futebol ou em vielas escondidas."


Leonor Pinhão, in A Bola

Eusébio

"«Joguei 15 anos no Benfica e o Sporting é o meu rival histórico, a quem sempre mais quis ganhar. Isso, para mim, é respeito...». Assim de exprimiu Eusébio numa bela entrevista de José Manuel Delgado feita também a Hilário, outro grande futebolista do Sporting e publicada, há dias, em A BOLA.

Ora aqui está uma frase que sintetiza, com mestria, o dualismo de paixão desportiva: o amor por um clube e o respeito pelo adversário. E que a ponte entre ambos é tanto mais saudável e leal quanto mais se elege o oponente como o mais difícil e gostoso de vencer.

Tudo o resto é de um insuportável linguajar «politicamente correcto» de quem quer ficar bem na fotografia de falsas equidistâncias e desprendimentos. Adepto fervoroso de um clube não é de meias-tintas. As melhores vitórias são aquelas em que se derrota o adversário mais temido. Como disse Hilário «nada é mais belo do que ganhar um 'derby'».

Eusébio deu, assim, uma resposta certeira à montagem abusiva e descontextualizada de parte de uma sua recente entrevista onde, malevolamente, se induz a falsa ideia de que a sua apreciação de menino e moço sobre o Sporting de Lourenço Marques (e no contexto dos anos 50 do século passado, entenda-se) se refere ao Sporting Clube de Portugal.

Houve vozes que, precipitadamente, logo se ergueram para criticar asperamente Eusébio. Quase como se meia-dúzia de palavras (fora de contexto) pudessem questionar os exemplos de desportivismo e integridade de que Eusébio, como jogador e depois de o ter sido, sempre deu provas. Eusébio não precisa que eu o defenda. Mas não me sentiria bem se omitisse esta traição mediática. Ainda não vale tudo e Eusébio vale por si. No passado, no presente e no futuro."


Bagão Félix, in A Bola

A Besta (mais um!!!)

Esta Besta, também conhecido por Carlos Barbosa da Cruz, é menos mediático do que outros companheiros de ofício, como não aparece na televisão goza de pouca fama, mas ao longo dos anos tem-se esforçado (muito), para garantir um lugar de destaque no rol das personagens mais ridículas no País opinador desportivo!!!

De todas as barbaridades ditas e escritas sobre o Churrasco Lagarto de sábado à noite (e de todos os vergonhosos antecedentes e precedentes), o menino Carlinhos bateu o recorde da sem vergonha!!! Não é a primeira vez, no passado já escreveu coisas tão (ou mais) absurdas como a sua crónica desta semana no Rascord... mas hoje merece o meu destaque. Um tratado em matéria inimputabilidade!!!

Não transcrevo as asneiras ditadas por este animal, deixo só o link, não merece mais, se não quiserem ficar irritados, não leiam... se quiserem usar o pior vernáculo Português, leiam!!!

A quem aproveita

" (...)

Estou certo que a Polícia investigará o que aconteceu na bancada, já condenado pelos bombeiros. Estou seguro que vamos continuar a ouvir falar dos “graves incidentes” em que estará envolvido Luís Filipe Vieira. Em qualquer dos casos, preferia ver e ouvir por mim próprio, para poder avaliar. Mas, acima de tudo, gostaria que os presidentes dos dois clubes dessem, já, o passo em frente para chegar à paz. Porque ambos sabem que o conflito que, por agora, vão mantendo e alimentando só interessa ao Senhor do Dragão. Ou alguém ouviu falar a sério nos insultos e na agressão a um jornalista? O suspeito do costume está habituado a passar entre as gotas de chuva. E a fazer rebentar as tempestades bem ao longe.
NOTA – Há uma rapaziada, tornada mediática via bola, que não vislumbra além do nariz. Ou seja, além do pequeno mundo do futebolês. Recomendo-lhes mais respeito quando falarem de João Gabriel, um dos melhores jornalistas portugueses do último quartel do século 20. Lidou com presidentes, com presos políticos, com as imensidões da vida. O futebol devia estar-lhe grato por andar por aqui."


quarta-feira, 30 de novembro de 2011

A jaula e a gaiola

"Confesso que fui para a Luz curioso sobre a «caixa» (infeliz nome) de segurança, rebaptizada pelos leões, de jaula. E assustado, porque, segundo o dicionário, uma jaula é «um espaço fechado por fortes grades, geralmente de ferro, que serve para alojar animais selvagens».

Fiquei sossegado. Afinal, é um estrutura como a dos melhores estádios do mundo, para prevenir situações indesejadas de visitantes ou de visitados.

Algumas reacções epidérmicas não contribuíram para a serenidade que se impunha. Por exemplo, dizer-se que estavam duas pessoas em cada lugar, quando havia até algumas cadeiras vazias é insensato. Criticar-se o excesso de zelo da PSP que, todavia, não bastou para evitar o fogo posto, é paradoxal! Quem semeia ventos, pode colher tempestades (neste caso chamas). O argumento aduzido de que o Sporting iria servir de cobaia da pérfida jaula é ridículo. Tendo sido, nesta época, o primeiro jogo na Luz com um grande, quereriam que fosse inaugurada contra o P. Ferreira ou o Feirense? Na segunda volta o Benfica recebe o dragão. Embora a «caixa» tenha sido apelidada de «pré-histórica» por um responsável leonino, receio que o mitológico animal, mais corpulento que o leão, não caiba numa cadeira. Assunto a rever pela direcção encarnada. Prevejo que, mais tarde ou mais cedo, noutros estádios se edifique uma semelhante estrutura. Semelhante é um modo de dizer. Porque para conter as águias, mais numerosas e com asas, sairá mais cara. E que terá de ser coberta por cima...

Voltando ao jogo de sábado, salvou-se um óptimo derby de bons profissionais e lúcidos treinadores. E desejo que as duas direcções saibam encontrar, no meio desta turbulência, a essência do ideal desportivo."

Bagão Félix, in A Bola

Verdade inconveniente

"Eusébio, com a simplicidade que todos lhe reconhecem, contou a uma revista porque motivo gostava do Benfica, e não gostava do Sporting. No seu bairro, segundo diz, os sportinguistas eram maioritariamente próximos da elite colonialista.
Não percebo que isto possa ter de polémico. Primeiro, porque Eusébio não generaliza, falando apenas daquilo que era a realidade do local onde passou a sua infância. Depois, porque - embora ele não o tenha dito desse modo - todos sabemos que o Sporting sempre foi, de facto, um clube genericamente conotado com as elites económicas e políticas, nomeadamente durante o Antigo Regime, fosse em Moçambique, em Lisboa, em Évora, ou em Carrazeda de Anciães. Os primeiros estatutos do clube do Visconde de Alvalade apenas permitiam a adesão a 'filhos de boas famílias', e ao longo dos anos, muitas vezes ouvimos sportinguistas manifestarem o legítimo orgulho de pertencer a um clube 'diferente', logo, elitista e restrito. Como será fácil de perceber, na África colonial dos anos cinquenta este elitismo andava frequentemente de braço dado com o preconceito racial.
Nem é necessário trazer para aqui os vários dirigentes leoninos ligados à PIDE ou à Legião Portuguesa, nem o facto de os anos dourados do Sporting terem coincidido com os anos de maior vigor salazarista. Bastará, simplesmente, lembrar que a cor (e não só) do Benfica agradava pouco aos senhores de regime, facto que, desde logo, os empurrava para os braços do rival.
Ao pendor democrático, popular e interclassista do nosso Clube, sempre se opôs o snobismo sportinguista. Quer queiram, quer não, é essa a matriz genética de cada um dos clubes, os quais, sem elementos geográficos que os possam diferenciar, ancoraram a sua identidade noutros factores - que lhes dão densidade, e os tornam muito mais do que simples abstracções desportivas. De resto, é assim também em Bueno Aires, em Atenas, em Roma, em Milão, em Manchester, em Liverpool, em Viena, ou em qualquer outra cidade futebolisticamente dividida."
Luís Fialho, in O Benfica

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Lixívia Extra-Forte XI

Tabela Anti-Lixívia Extra-Forte:
Benfica.......27 ( -2)...29
Corruptos..27 (+1)...26

Sporting......23 (0)...23
Braga........19 ( +4)...15


Sem me alargar muito, o grande erro do Capela foi a expulsão do Cardozo: o Americano Lagarto fartou-se dar porrada, no momento da expulsão o Cardozo sofreu 3 faltas consecutivas, nenhuma foi assinalada, e naturalmente irritou-se... segundo amarelo por ter dado um murro da relva é ridículo!!! O penalty do Jardel não existe por duas razões: primeiro a falta não existe, o Javi não toca na bola, mas também não toca no Insua; Depois quando o Elias marca o livre, já o Americano está no chão, com o jogo parado não pode ser marcado penalty!!! Os Lagartos mais alucinados ainda pediram penalty numa bola que bate na perna do Jardel, e num mergulho do Carrillo, mas isso ainda devem ser consequência dos fumos inalados após o incêndio!!! Na famosa competição semanal das televisões portuguesa: Quem consegue ser mais Besta!!! O vencedor desta semana foi o Serrão!!! Pois, defendeu que o Aimar devia ter sido expulso, porque o Schaars lhe mordeu a cabeleira!!! Hilariante...!!! No final da partida o Capela, fingindo compensar a expulsão do Cardozo, ainda mostrou um amarelo ridículo ao Carrillo, mas para não 'exagerar' nas compensações numa falta do André Santos deu um amarelo ao Scharrs (ao português era o segundo!!!)... isto depois de se esquecer de mostrar vários amarelos ao Schaars, ao Carriço e ao Americano durante o resto do jogo, e aos protestos e simulações constantes do Capel... O Maxi ainda teve envolvido em duas jogadas suspeitas: um fora-de-jogo milimétrico, que isolava completamente o Maxi (curiosamente a crítica considerou mal marcado um fora-de-jogo, também milimétrico, ao Capel no final do jogo, mas ao Maxi já foi bem marcado!!!); Já reduzidos a 10, o fiscal de linha marca bola fora, quando o Maxi ficava isolado, num lance onde a bola não saiu do campo!!!


Não vi o jogo dos Corruptos (A vs. B), aparentemente o único erro grave foi um golo mal anulado aos Corruptos A, por fora-de-jogo mal assinalado!!! Fiquei surpreendido com alguns comentários de jornaleiros que observaram uma estranha mansidão dos Corruptos de Braga....!!! Será que alguma coisa está a mudar?!!!

Anexos:

Benfica
1ª-Gil Vicente(f) E(2-2), João Ferreira, Nada a assinalar
2ª-Feirense(c) V(3-1), Hugo Pacheco, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
3ª-Nacional(f) V(0-2), Soares Dias, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
4º-Guimarães(c) V(2-1), Duarte Gomes, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
5ª-Académica(c) E(4-1), Vasco Santos, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
6ª-Corruptos(f) V(2-2), Jorge Sousa, Nada a assinalar
7ª-Paços de Ferreira(c) V(4-1), Bruno Esteves, Prejudicados, Sem influência no resultado
8ª-Beira-Mar(f) V(0-1), Paulo Baptista, Prejudicados, Sem influência no resultado
9ª-Olhanense(c) V(2-1), Marco Ferreira, Prejudicados, Sem influência no resultado
10ª-Braga(f) E(1-1), Proença, Prejudicados, (0-2), -2 pontos
11ª-Sporting(c) V(1-0), Capela, Prejudicados, Sem influência no resultado

Corruptos
1º-Guimarães(f) V(0-1), Olegário, Beneficiados, (0-0), +2 pontos
2ª-Gil Vicente(c) V(3-1), Rui Silva, Beneficiados, Impossível contabilizar
3ª-Leiria(f) V(1-4), Capela, Prejudicados, Sem influência no resultado
4ª-Setúbal(c) V(3-0), Marco Ferreira, Beneficiados, Sem influência no resultado
5ª-Feirense(f) E(0-0), Bruno Esteves, Beneficiados, (1-0), +1 ponto
6ª-Benfica(c) E(2-2), Jorge Sousa, Nada a assinalar
7ª-Académica(f) V(0-3), Paulo Baptista, Nada a assinalar
8ª-Nacional(c) V(5-0), Cosme Machado, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
9ª-Paços de Ferreira(c) V(3-0), Hugo Miguel, Beneficiados, Sem influência no resultado
10ª-Olhanense(f) E(0-0), Capela, Prejudicados, (0-1), -2 pontos
11ª-Braga(c), V(3-2), Soares Dias, Prejudicados, Sem influência no resultado

Sporting
1ª-Olhanense(c) E(1-1), Xistra, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
2ª-Beira-Mar(f) E(0-0), Fernando Martins, Nada a assinalar
3ª-Marítimo(c) D(2-3), Proença, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
4ª-Paços Ferreira(f) V(2-3), Paulo Baptista, Prejudicados, Sem influência no resultado
5ª-Rio Ave(f) V(2-3), Hugo Miguel, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
6ª-Setúbal(c) V(3-0), Cosme Machado, Nada a assinalar
7ª-Guimarães(f) V(0-1), Bruno Paixão, Nada a assinalar
8ª-Gil Vicente(c, V(6-1), João Capela, Beneficiados, Sem influência no resultado
9ª-Feirense(f) V(0-2, Gralha, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
10ª-Leiria(c) V(3-1), Manuel Mota, Beneficiados, Impossível contabilizar
11ª-Benfica(f) D(1-0), Capela, Beneficiados, Sem influência do resultado

Braga
1ª-Rio Ave(f) E(0-0), Duarte Gomes, Beneficiados, (1-0), +1 ponto
2ª-Marítimo(c) V(2-0), Soares Dias, Beneficiados (1-0), Sem influência
3ª-Setúbal(f) V(0-1), Hugo Miguel, Beneficiados (0-0), +2 pontos
4ª-Gil Vicente(c) V(3-1), Rui Costa, Nada a assinalar
5ª-Guimarães(f) E(1-1), Pedro Proença, Nada a assinalar
6ª-Nacional(c) V(2-0), Xistra, Nada a assinalar
7ª-Leiria(f) D(1-o), Marco Ferreira, Nada a assinalar
8ª-Feirense(c), V(3-0), João Ferreira, Nada a assinalar
9ª-Académica(f), E(0-0), Jorge Sousa, Nada a assinalar
10ª-Benfica(c), E(1-1), Proença, Beneficiados, (0-2), +1 ponto
11ª-Corruptos(f), D(3-2), Soares Dias, Beneficiados, Sem influência no resultado

'Derby' ao longe

"Foi uma semana brilhante que começou em Manchester com a evidência da mística benfiquista. E culminou com uma vitória suada, muito esforçada, tacticamente irrepreensível


1. No passado sábado, e pelo primeira vez nos últimos anos, não assisti, ao vivo, a um Benfica-Sporting. Foi um derby ao longe. Sei bem que é «na necessidade que se prova a amizade», e daí ter optado por viver o derby em plena cidade do Porto, na casa de um querido amigo sportinguista assumido, que celebrava o seu meio século de vida. Foi uma festa bonita e, para mim, foi uma festa a dobrar. Dei o abraço ao aniversariante e sorri, mal acabou o encontro, para os outros convivas, muitos deles com outras cores clubísticas. A amizade é um dos bens mais preciosos da nossa vida e não devemos, de forma alguma, ter dúvidas que um amigo é aquele que, no aperto e no perigo, nos dá a mão e nos fala do coração. Porque «quem deixa de ser amigo, não foi nunca» e « mais vale um amigo na praça que dinheiro na arca», na linguagem popular do nosso povo.

2. No relvado, foi um dos derbies mais disputados e mais equilibrados dos últimos anos. O Sporting mostrou que tem jogadores e equipa para lutar, em cada jogo, pela conquista dos três pontos. Mostrou ser uma equipa perigosa e ambiciosa. No sábado, na Luz, foi, acima de tudo - e, também, graças a Artur -, não eficaz. Perdeu os três pontos em disputa, mas Domingos Paciência tem todas as razões para confiar nos seus jogadores e sublinhar, perante todos, o trabalho que tem desenvolvido no Sporting. E alguns dos seus jogadores, pelo que se lê, estão a ser bem observados por alguns dos emblemas de referência da Europa do futebol.

3. O Benfica ganhou mais um derby e, mesmo à distância, ganhou-o numa ligação perfeita entre o relvado e as bancadas. Em muitos outros derbies que presenciei ao vivo, quer neste, quer no antigo Estádio da Luz, partilhei a simbiose que, no sábado passado, ajudou a mais uma vitória do Benfica. E sublinhando, desta vez, o perfume de Aimar, a força e a oportunidade de Javi Garcia e, necessariamente, a segurança, a que já nos habituou, de Artur. Foi uma semana brilhante que começou em Manchester com a evidência da mística benfiquista. E culminou, no sábado passado, com uma vitória suada, muito esforçada, tacticamente irrepreensível, principalmente a partir do momento em que João Capela resolveu expulsar Óscar Cardozo. Decerto por palavras, já que se foi apenas pelos gestos não haverá identidade e igualdade de deliberações em relação a outros jogos. E a equidade desportiva é um dos bens mais relevantes na ponderação objectiva do comportamento subjectivo das equipas de arbitragem.

4. (...)

5. O final do jogo da Luz e as chamas que irromperam de parte do novo terceiro anel não podem ser nem esquecidas, nem minimizadas. Não foi um caso nem fortuito, nem casual. É um acontecimento extremamente grave e que não pode ser ignorado quer pelas autoridades policiais, quer pelas instâncias disciplinares da Liga. Importa apurar as razões do incêndio, porventura utilizar todas as imagens disponíveis para delimitar os seus autores. Não está em causa o montante dos prejuízos. O que está em causa é que entraram no Estádio da Luz substâncias que permitiram que fosse desencadeado, conscientemente, um incêndio que só não teve proporções mais graves em razão de uma pronta e eficaz actuação dos bombeiros e do cumprimento efectivo, por parte do Benfica, dos mecanismos de prevenção a que está vinculado. Nesta sede, não pode haver manobras de diversão. O que aconteceu, para além de extremamente grave, é bem perturbante.

6. (...)

7. (...)"


Fernando Seara, in A Bola

Nojice e doçura

"Deu para ler, há poucos dias, no diário generalista. 'Em matéria de estupidez, Eusébio é king'. o Texto é assinado por um tal Duarte... Moral(?). Quem é a criatura capaz de redigir semelhante tarouquice? Fiquei a saber que é dono de uma avantajada gordura, fiquei a saber que cada grama do seu físico banhoso vale o mesmo peso em nojo. Se dúvidas tivesse, fiquei a saber que é um histérico sportinguista. O Duarte Moral tem moral para falar no maior símbolo da história do Futebol português? O Duarte Moral não tem moral, é imoral. Mais imoral ainda é viver de prosas sobre a bola, sobre os artistas da bola. Sem acato, sem respeito. A bola, a verdadeira, não precisa desse Duarte, despreza esse Duarte. Ele é que não passa de uma bola anafada e anedótica.

A vida não é só feita de gente azeda, também de gente doce. Doce era a Anabela. A Anabela? Essa mulher competente, prestável e graciosa que, anos a fio, serviu o pequeno-almoço aos jogadores e treinadores do Benfica. Também a mim, enquanto director de Comunicação do Clube, de 2000 a 2003. A Anabela era inexcedível, dava colorido e alegria às manhãs de trabalho. A Anabela, cruelmente, morreu. Há gente boa que não merecia deixar a vida precocemente. A Anabela merecia era continuar associada, todos os dias, aos seus meninos. Tinha, em cada um deles, um amigo, alguém que sentia como o mais próximo dos seus familiares.

No dia em que li a repugnante prosa do Duarte, participei na cerimónia fúnebre da Anabela. Só poderia reforçar a minha convicção de que o mundo é feito de contrários. Neste caso, o nojo e o doce. Só que, para grande infelicidade, a doçura da Anabela já só pertence à nossa memória sentimental benfiquista."


João Malheiro, in O Benfica

Pequenos crimes entre amigos

"No original chamava-se «Shallow Grave». Qualquer coisa como campa pouco profunda, assim traduzido à pressa. Vem a propósito dos funerais que se ameaçam, semana após semana, lá para os lados do bairro sujo de D. Palhaço onde há tanta verdadeira ironia como vontade de rir. Campa rasa, sim, onde o morto-vivo se debate à espera de uma definitiva impaciência do polichinelo que, de tanto enganar os outros, também se engana, por vezes, a si próprio.
Dizem jornais sérios, de prosa curta, que o truão ordenou o dispersar da matilha e não viesse ainda morder os tornozelos ao pobre infeliz que se debate numa tumba de pouca terra. Estavam todos tristes no Calhabé: vencidos e vencedores.
E como era fanfarrão esse moribundo de funeral pré-marcado, orgulhoso da sua cadeira, convencido de uma capacidade que não era a sua. Ah! Pequenos crimes entre amigos também vem a propósito. Porque o cão d'água alaranjado que cavalgou os espinhaços de proenças e benquerenças para ganhar taças sem valor e sem mérito, já estrebucha agora no enxurdeiro da sua própria incompetência, somando derrotas atrás de derrotas para gozo dos ingleses que já tiveram doses de cheguem de pesporrência de Josés para suportarem uma imitação bacoca e barata. Pequenos crimes entre amigos, sim, porque eles fervilham todos na mesma caldeira de água podre até que cada um ficasse a saber a medida certa da sua cozedura. Guincham os macacos e ladram os cães. Não perceberam ainda, nem vão perceber nunca, que vivem num circo montado pelo Madaleno no qual anõezinhos de cócoras fazem diligentemente o seu trabalho porco. A culpa não é do que está hoje deitado na campa rasa, como a virtude também não foi daquele outro que se vai deitando na campa rasa de Holland Road. Todos eles são meros bonecos articulados, sem vontade nem cérebro. Uns são vendidos a bom preço, outros são deitados fora. E enquanto D. Palhaço se ri, os pobres pinóquios provocam pena."

Afonso de Melo, in O Benfica

Objectivamente (Crises)

"A tão propalada crise do FCP tem um responsável. Chama-se Pinto da Costa e a fuga 'pra frente' diz bem da sua postura e da forma como trata os que estão sob o seu jugo.

Após dois ou três resultados negativos dispararam as metralhadoras sobre o desgraçado do treinador que tem de assumir todas as responsabilidades, mesmo aquelas que pertencem inteiramente ao presidente e à SAD. E ninguém veio em sua defesa. Toda a gente sabe que o facto de não terem conseguido vender vários jogadores, como estava previsto, motivou enorme desalento em Álvaro Pereira, Guarin, João Moutinho, Hulk, etc. Só não vê quem não quer! Abramovich está farto de 'meter' dinheiro no FCP e agora com a opinião, claro, favorável do André Villas-Boas, não irá tão cedo investir num clube que se tem gabado de vender - demasiado bem - jogadores de que nem sempre tem tido o retorno necessário.

Alguém duvida que esta crise está bem dentro do balneário e que a contestação silenciosa à atitude arrogante do presidente se faz sentir dentro do campo? E depois há a teimosia e a sobranceria sobre a escolha do novo treinador, não dando ouvidos a ninguém, impondo o nome do adjunto como que dando sinais de que para quem é 'bacalhau basta'! Para ele, o todo-poderoso, tudo se resolve com meia-dose de treinador e, provavelmente, com meia-dose de 'Calheiros'.

Mas, desta vez, vai ter de se aplicar a fundo. Uma coisa ele tem feito nos últimos dias: vai falando em privado com os jornalistas amigos e não diz graçolas em público a provocar os inimigos vermelhos.

Há, pelo menos, essa vantagem. Enquanto anda entretido com as suas dores de cabeça deixa os outros em paz!"



João Diogo, in O Benfica

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Ser Lagarto !!!

Como é óbvio, a culpa de tudo isto é do Benfica!!! A maquiavélica Direcção do Benfica, conseguiu através de mensagens subliminares (só pode ter sido, já que teve a semana toda em silêncio!!!) convencer os adeptos Lagartos a incendiar o Estádio da Luz...!!! Conseguiu ainda colocar durante 90 minutos o Salema ao colo do Pereira Cristóvão (está assim explicada a má disposição do Ex-PJ, e a felicidade do Salema apesar da derrota!!!). Estou ainda à espera que alguém afirme a pés juntos, que a rede colocada na bancada Coca-Cola, AGREDIU violentamente, as Osgas (o Salema, depois da rede deflectora de som, é um forte candidato!!!), mas parece que Vicente Moura, Presidente do Comité Olímpico Português, antecipou-se, afirmando que a rede foi a grande culpada (tudo uma questão de prudência... parece que os sistemas de segurança passiva, são muito 'agressivos')!!! Falando um pouco mais a sério, isto já está a ultrapassar todos os limites, imagine-se que o Lagarto com uma intervenção pública mais responsável, foi o Inácio!!! (é o fim do mundo!!!). Agora o Godinho, 48h depois, ameaça com uma gravação de uma suposta discussão entre o Duque e o Vieira, no final da partida!!! Bem, se o Vieira chamou 'badocha' ao Duque, será imperdoável, uma mentira monstruosa!!!


Em anexo, deixo um resumo dos comunicados e das notícias do dia, um verdadeiro desfile de estupidez esverdeada!!!




"Benfica - Sporting
A boa e a má informação

O Sport Lisboa e Benfica vem por este meio esclarecer o seguinte relativamente às acusações efectuadas pelo Sporting.
Comunicado do Sporting Clube de Portugal:
“O Sporting Clube de Portugal lamenta as condições proporcionadas aos seus adeptos no Estádio da Luz. Desde o início que o Benfica tinha conhecimento, face ao número de bilhetes vendidos, da quantidade de adeptos que iam estar presentes no Estádio. Colocar cinco pontos de acesso para a revista de todos os adeptos revela, uma vontade expressa de provocar uma entrada tardia, gerando tensões completamente evitáveis”.
Os factos:
No controlo de bilhética e revista de segurança o número de ARD’s foi igual ao que sempre tem sido utilizados, em anos anteriores, nos chamados jogos grandes ou denominados de alto risco, 23.
- 1 supervisor + 2 agentes especializados + 5 ARD’s femininos + 15 ARD’s masculinos, num total de 23 ARD’s.
- 5 pontos de segurança para controlo de bilhética, com 3 ARD’s masculinos e 1 feminino em cada um deles a passar revista.
No dia do jogo, a “caixa” de adeptos do Sporting CP chegou ao estádio pelas 18H50, ou seja com 35 minutos de atraso, já que eram esperados às 18H15. Se tal tivesse acontecido todos os adeptos teriam entrado antes do início do jogo.
Os últimos adeptos do Sporting CP a entrar fizeram-no cerca das 20H45 (30 minutos do jogo decorrido). O tempo total de revista aos adeptos visitantes foi de 1h55m.
Na reunião de segurança, realizada 3 dias antes do jogo e com todas as entidades envolvidas, foi solicitado pelo SL Benfica que os adeptos do Sporting CP chegassem ao estádio até à abertura de portas e nunca depois, precisamente para evitar este tipo de reclamações.
“Paralelamente, as condições dispensadas aos adeptos que pagaram o seu bilhete são no mínimo lamentáveis, quer pela falta de acesso de alguns sectores a unidades sanitárias, quer a bares, não sendo possível, sequer, comprar uma garrafa de água”.
As casas de banho e bares na zona da equipa visitante estão dentro do que está regulamentado pela UEFA e estiveram sempre disponíveis.
“Foi claro, para quem esteve junto dos adeptos, que a rede colocada prejudica claramente a visão”.
Se assim fosse, mas não é, a Liga Portuguesa de Futebol Profissional não teria aprovado a referida estrutura. Afirmar isto é chamar incompetentes aos profissionais da Liga.
“Para além disto, constatou-se uma sobrelotação do espaço disponibilizado aos adeptos do Sporting, indiciando assim que o número de lugares disponíveis era bastante inferior ao dos bilhetes vendidos para aqueles mesmos sectores”.
(...)
1. Segundo os regulamentos, o Sport Lisboa e Benfica é obrigado a ceder a equipa visitante 5% da lotação do estádio, o que corresponde a 3250 bilhetes.
2. O nº total de lugares da bancada disponibilizado foi de 3425 (mais 175 do que o exigido) dado que o Sporting CP repetidamente solicitou mais bilhetes, resolvemos ceder o máximo possível em condições de segurança.
3. No entanto, como bolsa de segurança, não foram emitidos nem utilizados os 536 lugares correspondentes às 6 fiadas inferiores destes 7 sectores, pois servem para garantir a actuação de ARD´s e agentes da PSP.
4. Além destes 536 lugares, foram também retirados de venda as 3 fiadas laterais de cada lado da bancada visitante: 117 lugares do Sector 35 e 75 do Sector 27, no total de 192 lugares.
5. Isto é, tirámos de venda, por motivos de segurança dos adeptos visitantes, um total de 728 lugares.
6. Por estes dados, verifica-se que o Senhor Paulo Pereira Cristovão faltou à verdade e, mais grave, induziu o seu presidente e a sua massa associativa em erro.
“É lamentável, pelas razões referidas, que um Clube como o Sport Lisboa e Benfica, receba a equipa visitante deste modo inqualificável. O espectáculo deve registar-se dentro de campo e não em atitudes exteriores, que pouco dignificam o futebol.
O Sporting Clube de Portugal reitera que, face às condições encontradas, a decisão da Direcção de se juntar aos adeptos, e de sentir directamente as condições que lhes eram facultadas, foi a mais acertada, e as palavras proferidas pelo vice-presidente Paulo Pereira Cristovão expressam bem a nossa indignação”.

No dia 17 de Novembro, o Engº Carlos Miguel, director de segurança do Sporting Clube de Portugal, a convite do Sport Lisboa e Benfica, visitou a “caixa” de segurança e as condições existentes no local, não tendo colocado nem durante a visita, nem após a mesma, qualquer reserva em relação a tudo quanto atempadamente visitou.
No dia 26 de Novembro (dia do jogo) o senhor Eurico Gomes (Secretário Técnico do SCP) visitou a bancada 2h30 antes do inicio do jogo, acompanhado pelo Director de Segurança do SLB, pelo Delegado da Liga e respectivo Supervisor (Sr. Manuel Aranha). Não teceu qualquer comentário crítico quanto às condições apresentadas.
“O Sporting Clube de Portugal tem rosto, o seu vice-presidente este sábado representou-o, e não se esconde atrás de declarações de funcionários da comunicação”.
Uma verdade: João Gabriel é funcionário do Sport Lisboa e Benfica, mas sendo funcionário tem toda a legitimidade para falar em nome do Clube. Aqui ninguém se esconde atrás de ninguém, simplesmente há uma estrutura e ela funciona.
“Por outro lado, a Direcção do Sporting Clube não se revê nos danos causados após o jogo e igualmente condena o facto de, ainda nesta mesma noite, ter sido atirado um “very-light” para a cobertura do seu estádio”.
“Não se revê” é diferente de condenar. Não se ouviu da parte do vice-presidente do SCP, presente no Estádio da Luz, nenhum tipo de condenação em relação aos actos praticados por um grupo de marginais e que resultaram nas agressões verificadas a bombeiros e nos vários incêndios que foram ateados. Nem sequer, na fase mais crítica, um mero apelo apaziguador.
Aliás, ficou claro para todos que não se tendo verificado nenhum incidente antes e durante o jogo, as acções violentas apenas acontecem depois da declaração feita, e transmitida em directo pelos vários meios de comunicação social, do senhor Paulo Pereira Cristovão.
Por fim, comparar os danos causados no nosso Estádio, com um eventual lançamento de um ‘very-light’ para a cobertura do Estádio de Alvalade só pode ser uma alusão de mau gosto.
O Sport Lisboa e Benfica não confunde a Instituição e a massa associativa do Sporting Clube de Portugal com os marginais que levaram por diante as acções que são conhecidas e cujas graves consequências ainda estão por apurar.
Em anexo segue mail com a formalização da devolução dos 46 bilhetes efectuada pelo Sporting Clube de Portugal e que o seu “rosto” desconhecia."



Comunicado do SL Benfica





Adeptos do Sporting agridem Bombeiros!!!
"A Associação Nacional de Bombeiros (ANBP) e o Sindicato Nacional de Bombeiros Profissionais (SNPB) condenaram esta segunda-feira, em comunicado, os incidentes ocorridos no sábado após o Benfica-Sporting e que culminou num incêndio numa das bancadas do estádio.
"A ANBP/SNBP lamenta a atitude dos adeptos do Sporting Clube de Portugal e repudia as agressões de que os bombeiros foram alvo no exercício da sua função, já que a sua eficácia no controlo das chamas terá ficado comprometida pelos impedimentos de que foram alvo. Se não fossem estes incidentes, que atrapalharam o socorro, com toda a certeza os prejuízos seriam muito menores", pode ler-se na nota enviada à agência Lusa, a propósito do incêndio que deflagrou numa das bancadas do estádio da Luz após o jogo.
Como consequência daqueles incidentes, ANBP e SNBP informam que vão pedir uma audiência aos presidentes dos dois clubes, Benfica e Sporting, com vista "à adoção de medidas de segurança que facilitem a operacionalidade dos bombeiros e que garantam a sua própria integridade física no interior dos estádios destes dois clubes".
A ANBP/SNBP não pode ficar indiferente a atitudes de violência para com quem presta socorro, numa perspetiva de desempenho do melhor trabalho possível e de ajuda ao próximo, esperando que situações lamentáveis como a que se verificou não se repitam", conclui a nota."
Comunicado da ANBP/SNBP, in Record



"Adeptos do Sporting detidos serão neonazis
Membros do grupo 1143 estiveram detidos durante o jogo Benfica-Sporting por se recusarem a entrar na "caixa de segurança".
Os adeptos sportinguistas que este sábado criaram problemas com a segurança do jogo pertencem a um grupo neonazi, diz hoje o "Diário de Notícias".
Cerca de 20 elementos do grupo 1143 recusaram-se, violentamente, a entrar na "caixa de segurança", local onde são isolados os adeptos do clube visitante. A PSP deteve os adeptos, nos calabouços policiais no estádio, durante a realização do jogo. As autoridades acabaram por instaurar um processo crime a dois dos membros do 1143, por danos no acrílico da bancada, que vão hoje ser presentes a tribunal.
Os 1143 são um grupo não legalizado da Juve Leo, que foi dirigido por Mário Machado, atualmente preso por vários crimes violentos e contra a Humanidade. O nome tem origem na data de fundação de Portugal, já que os seus elementos se identificam com o movimento skinhead de origem nacionalista.
A PJ está a coordenar a investigação do incêndio provocado na luz e tem em sua posse imagens das câmaras que vigiam todo o estádio.
O jogo foi ganho pelos 'encarnados' por 1-0"
in Expresso



"Julgamento de adeptos detidos adiado para quarta-feira
Adeptos detidos antes do jogo de futebol Benfica-Sporting foram hoje acusados por posse de engenho explosivo.
O julgamento dos três adeptos de futebol detidos por posse de engenhos explosivos foi hoje adiado para quarta-feira e o dos outros dois por danos provocados no Estádio da Luz reagendado para 07 de dezembro.
«Face ao adiantado da hora e aos julgamentos que ainda existem para realizar, entre os quais de arguidos que se encontram detidos em prisão preventiva, propõe-se o reagendamento da discussão de julgamento», afirmou a juíza encarregada do processo.
A sessão de hoje, inicialmente agendada para as 14 horas, apenas começou às 18:45 horas, motivo pelo qual foi decidido que Ivo Costa será ouvido quarta-feira às 10:00, Diolávio Nogueira às 11:30 e José Alberto Silva às 14:00.
Segundo a Agência Lusa apurou no Juízo de Pequena Instância Criminal de Lisboa, no Campus de Justiça, outros dois arguidos, acusados de danos materiais do Estádio da Luz, entre os quais arremesso de cadeiras e destruição de parte do acrílico de separação da caixa de segurança, pediram o adiamento do julgamento para 07 de dezembro, às 10:00.
Caso os arguidos não se apresentem no tribunal serão sancionados com uma multa pecuniária de 204 euros e o julgamento será feito à revelia dos mesmos.
Estes processos surgem depois incidentes registados no Estádio da Luz, após o Benfica-Sporting, que terminou com a vitória dos "encarnados" por 1-0, com destaque para o incêndio na bancada destinada às claques do Sporting."
in Sapo Desporto

...faz magia... !!!



Esquisitices

"Receio ter de contrariar, veementemente, as posições extremas assumidas pela direção do Sporting após serem conhecidas as medidas de segurança adotadas pelo Benfica. Encarar as divisões impostas, entre adeptos, como uma afronta revela um total desconhecimento, ou esquecimento, dos habituais confrontos que obrigam o erário público a despender milhares de euros para disciplinar insurrectos que envergonham qualquer cidadão, e também o emblema de Stromp.
Em tempos de aparente aproximação entre os dois clubes, este “fait divers” nada mais representa do que uma posição de insensibilidade e diversão, para afastar atenções para o que é efetivamente importante: o jogo. Bastava, com algum bom senso, observar outras medidas adotadas em países com campeonatos tidos como exemplares, onde estas divisões são assumidas como uma defesa, para quem assiste ao jogo, e não uma mesquinhez primária que atinge o bom nome de família.
Seria bem mais proveitoso ao Sporting afastar os arruaceiros que tingem a reputação do clube, dizimam áreas de serviço, agridem adversários, apedrejam autocarros, ofendem quem passa sem um mínimo de respeito pelas incautas famílias que, imagine-se, pagam para dar de comer a esta indústria. A honra do clube está para além destas esquisitices, e não se mancha com uma rede, ou jaula, como alguns ofendidos defendem.
Bem mais interessante, do ponto de vista da honra do clube, era questionar o Conselho de Arbitragem da Liga, da FPF, e a APAF, se aconselharão os seus associados a não comparecerem aos jogos da equipa do Sobrado, após as bárbaras agressões aos árbitros Fernando Pinto e Manuel Soares, da Associação de Futebol de Porto. Por muito menos foi o Sporting vítima de uma perseguição sem precedentes, com a escusa em apitar jogos dos leões, que, essa sim, denegriu a hombridade do clube.
Talvez fosse ponderoso pensar o futuro do Sporting, e do futebol português, tendo em conta a lei do fair play financeiro que ainda ontem Arsène Wenger contestou.
O treinador francês criticou o Manchester City pelo balanço financeiro negativo apresentado esta semana, que revelou um prejuízo de 228 milhões de euros, recorde na Inglaterra, numa temporada.
O descalabro apresentado pelo City é maior até mesmo do que os 163 milhões do Chelsea, de Abramovich, em 2005. A intenção da UEFA é punir os clubes que gastarem mais do que arrecadarem com a perda de uma vaga na Liga dos Campeões, a partir da temporada de 2014/15, levando em conta as últimas quatro épocas.
É com estas imposições – jaulas – que se devem preocupar dirigentes conscientes do seu lugar. Quer seja numa bancada, ou numa tribuna de honra."




PS: Esta crónica foi escrita antes do derby.

Parabéns

From: Domingos Amaral
To: Jorge Jesus

Caro Jorge Jesus
Tem sido uma semana fantástica e tu mais do que ninguém mereces os parabéns. Em Manchester, estiveste no teu melhor, a motivar a equipa para entrar em campo de cabeça levantada, sem medo dos ingleses, e com confiança para lhes causar danos.
Assim conseguimos marcar por duas vezes, em momentos essenciais, o que condicionou a equipa de Ferguson. E depois, estiveste muito bem também nas substituições, blindando o meio-campo para suster a sempre difícil cavalgada final do Manchester, a quem não serviu de nada o chamado “Fergie time”, os minutos extras que sempre têm de gramar os adversários em Old Trafford.
Parabéns pois pela segurança e pela maturidade que o Benfica mostrou, a meio da semana, e que ontem vieram de novo ao de cima. O dérbi ficou marcado pela expulsão de Cardozo, uma decisão do árbitro difícil de compreender. Isso obrigou o Benfica a defender meia hora, o que fez de forma quase brilhante, não dando grandes hipóteses ao Sporting. Se tivessem sido onze, talvez o resultado tivesse sido bem mais penoso para os leões…
Mas, a vida é o que foi, não o que devia ter sido, e por isso ganhámos bem, contra um Sporting que vinha muito animado mas que ontem ficou a perceber que ganhar ao Gil Vicente ou ao Leiria não é o mesmo que ao Benfica. É verdade que o Sporting está melhor, mas ainda tem de crescer para chegar aos nossos calcanhares. É uma equipa que arranca com genica e velocidade, mas que nos finais de cada parte perde fulgor e costuma desconcentrar-se. Assim foi ontem. O Sporting entrou bem mas perdeu gás e sofreu o golo à beira do intervalo. Na segunda parte, repetiu-se o filme, e como se viu nos últimos vinte minutos, o Sporting já não tinha pernas, nem cabeça, para mais.
PS: Terá a Liga coragem para castigar o Sporting pelo incêndio na Luz? Veremos."


Contas do fair play

"Passo a passo, os burocratas e os tecnocratas assumem as rédeas dos poderes que nos administram. Diz-se que os mecanismos partidários não atraem os melhores e os íntegros; acode o perfil “apolítico” para suprir a falência iminente e disseminar um outro modelo. Os políticos profissionais entram em decadência; pedem-se os profissionais técnicos, sem a rede da política. Chegou ao Estado a necessidade de introduzir, com novos atores, as “boas práticas” das organizações e das empresas. Nestas – depois de muitas burlas contabilísticas, promiscuidades entre quem gere e as entidades geridas, remunerações desproporcionadas, derrocadas de empresas de referência – proliferaram as regras de “governação”, enquanto conjunto de normas e de princípios de comportamento que norteiam os poderes de decisão e o controlo ou fiscalização das organizações. São regras agora agarradas pelo Estado, no sentido de cobrir os défices, estimular a competitividade da economia, promover reputação, reconquistar o financiamento externo e, no fim de tudo, permitir que o país continue. E não faltará muito para termos um “código de conduta” para se assumir funções políticas e, se aquele for violado, ser-se destituído. É para aí que estamos a seguir.
As últimas duas décadas de futebol, lá fora e cá, foram marcadas por desvarios múltiplos na gestão financeira dos clubes, contaminados pelo mundo global. A roupagem das sociedades desportivas, a atração de recursos humanos qualificados, o aperto nas regras da contabilidade, do fisco e das contribuições sociais e uma nova malha de regulamentos não foram suficientes para evitar um galope aflitivo de endividamento. Os “dirigentes” tradicionais perceberam já que vem aí um tempo de “governação” endógena, em que não é legítimo acrescentar sucessivamente passivo ao passivo.
As principais ligas europeias (como Itália, Inglaterra e também a nossa) começaram a fiscalizar periodicamente o respeito dos compromissos dos clubes, com destaque para os salários e dívidas a outros clubes, sob pena de perdas de pontos e despromoção. No vértice da pirâmide, o Comité Executivo da UEFA aprovou uma nova disciplina para a participação dos clubes nas suas provas (“financial fair play regulations”), que assenta na fiscalização das suas finanças em relação às três últimas épocas – entrará em vigor na época 2013/14 e a primeira época sob análise está em curso. Se olharmos para o documento estão lá as noções fundamentais de equilíbrio e cumprimento. E de controlo dos “desvios” nas contas. Até 2017-2018, aceitar-se-ão perdas de 45 e 30 milhões de euros entre receitas e despesas, mas, depois, o princípio é que não será aceitável um “desvio” superior a 5 milhões de euros! Seguem-se a avaliação, as correções e as sanções. Espero para ver, contudo, o nome e o peso dos incumpridores…
Tal como ao Estado aportam os técnicos “pouco políticos”, as regras de “governação” trarão ao futebol os tecnocratas “pouco desportivos”. Em potencial colisão com os interesses instalados, não terão vida fácil. Como não tiveram nem têm todos aqueles que são indiferentes no que toca à “rede” do meio…"


domingo, 27 de novembro de 2011

Estamos nos Oitavos-de-final



Benfica 26 - 14 HC Lovcen-Cetinje



Início de jogo estranhíssimo, mesmo com os 4 golos de vantagem trazidos da véspera, chegámos a estar em desvantagem na eliminatória, perdendo por 5-10 !!! Tivemos a maior parte da primeira parte a jogar com menos 1, isso explica alguma coisa, mas não explica tudo. Felizmente a 'branca' passou e nos últimos minutos da primeira começamos a recuperar, e na segunda, fomos avassaladores... Agora venha o próximo.

Resultado enganador !!

Benfica 11 - 5 Ac. Espinho


Jogo muito complicado, voltámos a permitir muitos espaços na primeira parte, estivemos em desvantagem por 2 golos já na segunda parte, mas conseguimos dar a volta. Sendo que o 6-5 marcado pelo Viana (grande trabalho do López), quando estávamos a jogar com menos 1, foi o momento do jogo.

A equipa parece estar menos dominadora nestes jogos em relação à época anterior (o jogo com o Espinho do ano passado também foi difícil, mas marcaram menos), as segundas partes, onde o Benfica beneficia de maior frescura, devido à rotatividade do nosso plantel, têm sido a nossa salvação... é necessário rectificar. Hoje depois do 6-5, a equipa teve momentos espectaculares, é necessário jogar sempre assim, sempre no máximo da entrega...

A arbitragem voltou a estar ao nível habitual... se em Valongo aquela falta a 2 segundos do fim, já foi inacreditável, hoje num penalty marcado pelo Sérgio Silva, com a bola claramente dentro da baliza: o golo não foi validado... O Sérgio protestou e foi expulso (onde é que eu já vi isto!!!). Escrevi na antevisão da época: O Sérgio Silva pode ser útil, mas não pode protestar como fazia quando jogava noutras equipas, tem que se mentalizar que é jogador do Benfica...

Quarto de círculo onde, cansada, a bola repousa

"É num quarto de círculo que a bola repousa, cansada que está de ser pontapeada a meio campo. Aimar recua dois passos, olha para a área, avança dois passos, pisca o olho à bola e diz-lhe para fingir que vai para a área mas para, pertinho dela, sair ligeiramente, pois estará lá Gaitán à sua espera. A bola vai dois segundos pelos ares, ao sabor da brisa lisboeta, a pensar que Aimar é doido. Como poderá estar lá Gaitán à minha espera se ainda agora, quando para lá olho, ele está noutro lado qualquer? Porém, a meio da viagem, quando a brisa suaviza, a bola percebe Aimar é vidente: Gaitán está a recolocar-se à entrada da área e a preparar-se para receber. É o que acontece: Gaitán manda violentíssimo tiro de pé esquerdo e a bola, zás-catrapás, embate no poste direito, desobedecendo aos humores de Aimar e de Gaitán, talvez hipnotizada pelas mãos de Rui Patrício. É um dos momentos do derby.

É no mesmo quarto de círculo que a bola volta a repousar, de novo cansada por tanto pontapé. Aimar recua os mesmos dois passos de há pouco, mas segreda à bola que, desta vez, vai para a pequena área, onde estará, segundo Aimar, Javi Garcia à sua espera. A bola, já em pleno voo, olha para a área e vê muita gente: Witsel, Polga, Onyewu, Cardozo e muitos outros. Vê muitos, mas não vê Javi. Até que, quando inicia a aterragem, a bola começa a ver o espanhol. E o espanhol começa a ver a bola. Esta vira-se ligeiramente para trás e pisca o lho a Aimar: OK, tens razão, pensa em pensamento de bola. É o grande momento do derby."


Rogério Azevedo, in A Bola

Era uma vez uma jaula, uma gaiola, ou uma caixa...

"Foi o fait-divers da semana. O Benfica decidiu inaugurar, no jogo com o Sporting, o que chamou caixa de segurança. Os sportingusitas viram fotografias e não gostaram. Chamaram-lhe a jaula, até porque se sentem como verdadeiros leões. Alguns benfiquistas, mais sensibilizados com a cultura das águias, corrigiram para gaiola, até que a ordem oficial mandou dizer que se tratava, definitivamente, de um dispositivo de segurança para vantagem do espectáculo e dos espectadores afectos a adversários. Os sportinguistas insistiram que era um desaforo e um desrespeito. E que era evidente a afronta, tanto mais que seriam eles a inaugurar o estranho espaço fechado. A coisa não parecia ser, assim, digna de grande e ruidoso escândalo, mas a verdade é que o caldo ficou perto de ficar entornado e as relações, que têm sido pacíficas e até cordiais, perigaram. Afinal, a jaula, a gaiola, ou a caixa - consoante as várias versões - pariu um rato. Vista a olho desarmado só a custo não passa despercebida, parecendo evidente que os adversários que vêm à Luz não estão pior instalados do que antes estavam, Até bem pelo contrário."


Vítor Serpa, in A Bola

Viva o 'derby', fora os 'hooligans'

"O Benfica, depois da derrota de ontem do Barcelona em Getafe, é o único dos grandes da UEFA invicto. Trata-se da cereja no topo do bolo encarnado, após uma vitória justa e sofrida sobre um Sporting que, dentro das quatro linhas, honrou a gloriosa história do clube fundado pelo Visconde de Alvalade e de 104 anos de derbies para a eternidade.

Nos últimos dois anos o Benfica tinha perdido em Braga e no Dragão e esta época, nesses palcos, somou um ponto, tirando dois aos adversários. E com este Sporting, que nada tem a ver em capacidade competitiva com o das últimas duas temporadas, voltou a vencer, na Luz. Ou seja, os encarnados estão bem lançados, apurados na Champions, líderes na Liga Zon Sagres, vivos na Taça de Portugal e ainda à espera que a Bwin Cup comece...

Ao longo da semana, os encarnados optaram pelo silêncio, relativamente a alguns assuntos marginais ao jogo propriamente dito. Fizeram bem. É por aí, sobretudo pela afirmação dentro das quatro linhas, que está o trilho do sucesso, deixando de lado fait-divers que se querem cada vez mais raros no futebol português.

No fim do jogo, Elias mostrou admiração pela intensidade emocional do derby. O que só reforça, pela palavra de um rookie, que este é o jogo de Portugal, aquele que move mais paixões, desde 1907. Nada é comparável a um duelo entre os eternos rivais e se houve ontem coisa relevante foi a forma como as equipas se respeitaram...

PS - Não confundo o Sporting com os energúmenos que lançaram fogo à bancada da Luz. Esses, são inimigos de um futebol que se quer de festa e para as famílias. São marginais a banir e quanto mais depressa os clubes o fizerem, demarcando-se deles, melhor. O tempo dos hooligans acabou."



José Manuel Delgado, in A Bola



PS: Até podia estar de acordo com o Sr. Delgado, o problema é que os dirigentes Lagartos não se demarcaram dos hooligans: alguns fingiram alguma indignação, mas desvalorizaram a situação!!! Até agora, não ouvi, nem li, nenhum dirigente, ou 'notável' (e eles até têm muitos!!!) a condenar em público reiteradamente, sem hesitações, o acto criminoso no final da partida... e em privado, nenhum Lagarto com que hoje falei se mostrou indignado (lá está mais uma vez, esta mania minha de andar com más companhias!!!), aliás para eles os Benfiquistas é que se portaram mal!!!


Portanto até agora os hooligans Lagartos, de ontem à noite, representam efectivamente o Sporting Club de Portugal, são exactamente a mesma coisa.

Ignorar, significa não retaliar... e no próximo jogo no Alvalixo: apoiar, apoiar e só apoiar!!!

"Mensagem do Presidente
Obrigado a todos pela entrega e pelo exemplo!
Tinha pedido na sexta-feira, em Portalegre, para repetir Manchester, desta vez no nosso estádio. Um desejo concretizado e que devo, uma vez mais, agradecer.
Todos aqueles que estiveram, ontem, na Luz têm uma grande responsabilidade no sucesso da equipa. Mais uma vez foram de uma entrega e de uma dedicação inexcedíveis. Para os bons e maus momentos, os sócios são a razão de ser deste Clube. Ontem, isso ficou, mais uma vez, bem demonstrado.
Quanto ao resto, vamos ignorar e passar ao lado de quem pouco se importa com as consequências das suas irresponsáveis palavras e actos. Nós vamos continuar, como até aqui, a preocuparmo-nos apenas connosco, com aquilo que devemos fazer a cada dia sem olhar para o lado.
O jogo de ontem já passou, agora temos de começar a preparar os próximos jogos, na certeza de que ainda temos um longo caminho a percorrer e de que ainda não ganhámos nada. Se formos sérios teremos sucesso, se pensarmos só em nós estaremos mais próximos de atingir as nossas metas.
Obrigado a todos pela vossa entrega e pelo vosso exemplo!"

Luís Filipe Vieira, in Site do SL Benfica

Exemplos

Exaltar as glórias do Glorioso

"Na vida de um Jornal é relativamente comum falarmos do virar das páginas. Uma atrás de outra, ou, conforme o ponto de vista, uma antes da outra, é assim que os compomos, na frenética fase de preparação, até se 'fechar' o Jornal, já a caminho da empresa gráfica que o imprime, e depois nas mãos do Leitor, da mesma forma, numa espécie de mágico mimetismo, que estabelece a quase simetria entre fazer e ler o Jornal. Essa é, de facto, uma das razões pelas quais os Jornalistas estão em sujeição dos Leitores, precisamente na mesma dependência que, em sentido inverso, coloca estes como dependentes dos outros.

O Jornal O BENFICA constitui um exemplo perene dessa religação: no nosso Jornal os Leitores encontram-nos neste mesmo posto, faz dia 28 de Novembro 69 anos, assim como cada edição do Jornal encontra os seus Leitores firmes na sua leitura, anos depois de ano, mês após mês e, no nosso caso, semana a semana. Assim é, completam-se hoje 3526 números, de modo praticamente ininterrupto.

Viramos mais uma página, portanto. Redacção depois depois de redação, equipa que muda após equipa, direcção que sucede a direcção, com o correr dos tempos O BENFICA rejuvenesce, mas permanece na confiança dos seus Leitores que, por seu lado se teem sucedido, geração a seguir a geração, no virar das nossas páginas com interesse crescente e sempre renovado.

O que não muda, nunca mudará, é este estrito fundamento de matriz de serviço informativo e jornalístico que O BENFICA sempre continuará a prestar aos Leitores e ao Glorioso. Ontem, como hoje e amanhã.

O BENFICA, com registo rigoroso das marcas e resultados, constitui o formidável acervo das nossas Glórias e a memória viva de todos os nossos heróis, num modelo de comunicação que há 69 anos mantém o mesmo padrão de dedicação ao Benfica-Clube, garantido pela série independência com que sempre registou e continuará a assegurar a comunicação de todas as verdades relativas aos atletas, às equipas, aos técnicos, como aos gestores e dirigentes do Sport Lisboa e Benfica. Com a vetusta idade que agora atingimos, virando a página para a sétima década da nossa vida, estamos afinal, bem saudáveis e mais fortes do que nunca. Porem, além de prosseguirmos convictamente o mesmo desígnio de exaltar as glórias do Glorioso, que nos fez sair pela primeira vez há 3526 edições, partilhamos agora uma poderosa constelação mediática dedicada ao Sport Lisboa e Benfica, absolutamente única na Europa e deveras rara no inteiro mundo do Desporto, com os nossos 'irmãos' mais jovens: a Multimédia, a revista Mística e a Benfica TV."


José Nuno Martins, in O Benfica