Últimas indefectivações

sábado, 28 de setembro de 2013

A prenda

"O Jornal de Notícias já foi um jornal sério e de referência. Já foi respeitado e conceituado. Já foi um jornal. Mas isso foi no tempo em que os seus directores eram gente de outra estirpe. Na sua edição deste sábado, publica o Jornal de Notícias um comunicado sobre mau jornalismo, foi pena que não façam mea culpa pela prática com que tem brindado os seus – cada vez menos – leitores, nos últimos anos.
Parciais e totalmente comprometidos, relatam em manchete, na sua edição deste sábado, que “Josué desembrulha a prenda”, em referência ao aniversário de um determinado clube.
Se procurarmos no dicionário a palavra prenda, encontramos: oferta, dádiva, acto ou efeito de ofertar. Exactamente o que se passou na sexta-feira num determinado estádio do País.
Na passada segunda-feira, apressaram-se – o mesmo jornal - a trazer na primeira página os erros pelos quais, e segundo eles, uma determinada equipa tinha sido prejudicada e, em consequência disso, empatado. Nesta sexta-feira, pelos vistos não houve erros, pelo menos dignos de ganharem referência na primeira página e, mesmo lá dentro, o máximo onde se atrevem a ir é a palavra “discutível” para descrever um determinado lance que, por acaso, decide esse mesmo jogo.
O problema é que o português é muito traiçoeiro. Uma prenda é uma prenda, e o homem do bolo também tem lugar na primeira do Jornal de Notícias, mesmo por cima de Josué para desembrulhar a prenda. Tudo no sítio. Uma primeira página que diz tudo.
António Mosquito – futuro novo proprietário do Grupo - vai ter muito trabalho em credibilizar o Jornal de Notícias, e já agora, o Jogo também."

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Tri-Supertaça !!!

Benfica 3 - 2 Fonte Bastardo
25-21, 21-25, 25-16, 13-25, 15-12

E mais uma Taça para o Museu !!! Como os parciais indicam, não foi nada fácil, acabou por ser um jogo típico de pré-época, com momentos muito bons, seguidos de outros muito maus... ainda falta consistência, só na 'negra' é que houve mais emoção, nos outros set's houve quase sempre vantagens grandes...
É a terceira Supertaça consecutiva, a 4.ª do nosso palmarés.
Mas este jogo também serve de prova, para quem duvidava do maior equilíbrio que vai existir esta época, tanto a Fonte Bastardo, como o Sp. Espinho reforçaram-se muito (até o Guimarães se reforçou bem...), este ano vai ser ainda mais difícil ser Campeão...!!!

Calvário seria não ganhar amanhã

"O jornal A Bola noticiava ontem o calvário de Jesus numa semana horrível. Não concordo com o critério jornalístico, e comigo está a maioria dos benfiquistas. Um calvário foi perder na Madeira e ver o FC Porto ganhar daquela maneira em Setúbal, não foi ganhar em Guimarães e ver o FC Porto deixar pontos no António Coimbra da Mota.
Um calvário foi não ganhar em Alvalade, não foi ganhar ao Anderlecht e em Guimarães. Um calvário para os benfiquistas é perder, não é ganhar. Um calvário seria não ganhar amanhã ao Belenenses.
Jorge Jesus deve sentir-se como nós, e perceber que esta foi uma boa semana porque ganhámos em Guimarães. Fora do campo perdemos sempre os campeonatos, a nossa única hipótese é ganhá-lo dentro do jogo e forma legal.
Não quero com isto dizer, ou fugir à questão, e para que fique claro achava bem dispensável as atitudes do final do jogo no Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães. Mas isso lamenta qualquer adepto sensato do Benfica.
Como qualquer adepto sensato do FC Porto lamenta as declarações do seu treinador, e como qualquer adepto sensato elogia as do treinador do Sporting, Leonardo Jardim.
Qualquer adepto sensato lamenta os acontecimentos do camarote do Estoril, durante o jogo Estoril-FC Porto. Dir-me-ão que os sensatos estão hoje em minoria no futebol. Talvez, mas a insensatez vende mais que o futebol e a comunicação social precisa de vender.
Ainda deixo duas preocupações: embora mais equilibrado, o Benfica ainda não jogou o que devia em Guimarães. Se o ADN do Benfica é ganhar, o de Jorge Jesus é jogar bem. Vamos conciliar estes objectivos."

Sílvio Cervan, in A Bola

Queda para as homenagens !!!

No dia em que festejam o falso aniversário, nada melhor que vencer à custa de mais uma daquelas Proençadas, mais falsa do que Judas em pessoa... A consistência com que o melhor árbitro do Mundo e arredores, cai nestas 'esparrelas', sempre a favor do mesmo patrão, é digno de mais umas homenagens!!!
A ausência do Proença e dos seus muchachos no neo-Museu Corrupto é uma das grandes injustiças do século!!!

Deveres Benfiquistas !!!

1. A UEFA quer que os adeptos escolham o melhor goleador da Liga dos Campeões (incluindo a TCCE), as opções são poucas: Raúl, Van Nistelrooy, Messi, Shevechenko, Thierry Henry, Cristiano Ronaldo, Inzaghi, Di Stéfano, Del Piero e o nosso King Eusébio.
Recordo que estar nesta lista reduzida é um privilégio, que por exemplo Gerd Muller, Ronaldo, Romário, Hugo Sanchéz, Butragueño, entre tantos outros, não tiveram...
Com a habitual diligência Benfiquista, o Eusébio lidera confortavelmente a votação, mas é obrigatório todos nós, espalharmos a informação, em todas as redes sociais... Votem Eusébio!

2. Hoje, os nossos companheiros do Pulpus Corruptos publicaram uma grande cronologia, que deve ficar no arquivo de todos os Benfiquistas. Visitem o blog, e guardem nos favoritos!!!

O boneco do ventríloquo

"A excelência do ventriloquismo é uma arte ao alcance de poucos. Há que ser um bom ventríloquo, encontrar o tom certo, as palavras adequadas e o boneco apropriado. Depois, treinar, praticar com o boneco, fazê-lo abrir e fechar a boca ao ritmo da vontade do dono; pô-lo a mexer os bracinhos, atribuir-lhe expressões faciais, pô-lo a fingir-se aborrecido, indignado, feliz ou satisfeito, consoante a ocasião e a determinação do dono.
O momento supremo desta arte ocorre quando se consegue colocar a audiência a comentar as palavras do boneco como se ele as tivesse efectivamente dito sem ter uma mão pelos entrefolhos a controlar-lhe os movimentos. No futebol português temos, há umas três décadas, um excelente ventríloquo bonecreiro que consegue, repetidamente, colocar, à vez, um qualquer boneco de ocasião a debitar banalidades em tom de 'fina ironia'.
Aquilo está tão bem feito que chega mesmo a parecer que o boneco tem ideias, voz e vontade própria. Mas, caramba, depois de tantos bonecos e de tanta repetição de discurso, já é tempo da audiência (feita de jornalistas, opinadores e espécimes afins) perceber que comentar as palavras do boneco é contribuir para a mentira encenada. O boneco, esse, vive na esperança de que não será, a curto prazo, apenas mais um dos bonecos condenado a ser atirado para o canto de uma arrecadação esconsa, onde já moram tantos outros bonecos que vivem na ilusão de que ainda têm voz própria, sem se terem apercebido de que esta ficou agarrada às mãos que os manipularam durante a efemeridade do espectáculo.
No passado fim-de-semana, pudemos assistir à estreia de um novo boneco, num velho, aborrecido e previsível espectáculo de ventriloquismo."

Pedro F. Ferreira, in O Benfica

Porcarias

"1. A notícia mais curiosa da semana foi, para mim, a da iniciativa de um dos candidatos à presidência da câmara do Porto: sob o lema «Para cada bairro um porco», parece que os senhor resolveu distribuir porcos assados no espeto aos seus virtuais eleitores. Imaginativo desde os tempos em que transformava as suas viagens de deputados em viagens para a Disneylândia com toda a família, ei-lo agora perante uma eleição inevitável. O Madaleno ficará feliz. Eu deixo aqui um conselho, se me é permitido: atenção à triquiro-se! Não convém comer porco mal passado.
2. Por via daquilo a que o meu advogado chama o «Bullying Judicial» conheço mais tribunais do que a maioria do português comum. Ossos do ofício, convenço-me. Mas há sempre coisas que me surpreendem. Ao entrar no edifício do tribunal atrás do Madaleno que para eles me teima em arrastar, entrego o meu Bilhete de Identidade ao zeloso funcionário que regista os visitantes. Vejo-o escrever em letra bem desenhada o meu nome, o número do meu BI e o juízo para qual fui chamado. Na linha anterior à dos meus dados, nada disso parece ser necessário: limitou-se a escrever, orgulhoso - Sr. Presidente. Há lugares do Mundo onde até os trintanários fazem questão de ser lambe-botas.
3. Mas há algo com que já não me surpreendo, e isso é a reacção em matilha da corte do Madaleno a qualquer minúscula contrariedade que pareça pôr em causa o seu poder putrefacto. Como impulsionados por uma mola, saltam todos ao mesmo tempo sobre os infelizes que ousem não fazer vénias. Técnicos, responsáveis, me´dicos, directores disto e daquilo, meros mangas de alpaca. A um gesto do dono, arreganham os dentes, ladram e mordem.
Tanta submissão a um homem tão medíocre é digna de dó."

Afonso de Melo, in O Benfica

Descaramento

"Paulo Fonseca não era o treinador do Paços de Ferreira na pretérita temporada? No último e decisivo jogo da Liga como foi que o FC Porto bateu a sua antiga equipa? Através de um penálti, punindo uma falta cometida fora da área, com a consequente expulsão do jogador pacense que interveio no lance. Paulo Fonseca exibiu indignação? Nada disso,optou por silenciar a benesse aos portistas.
Este último domingo, o actual técnico do FC Porto responsabilizou Jorge Jesus pelo empate no Estoril. Quanto descaramento! Se o técnico do Benfica tivesse poder para condicionar as arbitragens, qual seria a história do Futebol português nas derradeiras quatro épocas? E, por acaso, Paulo Fonseca não viu que Otamendi, logo no início do embate, teria que ser expulso, tal como Mangala, numa fase ulterior, justificou o duplo amarelo? Outro descaramento!
O FC Porto lidera o Campeonato, até abriu com um triunfo extramuros a participação na Champions. O problema, reforçado com a perda de dois pontos no Estoril, é que a turma azul e branca ainda não foi intérprete de uma só exibição categórica, para já não falar da generosidade das equipas de arbitragem nos jogos em que interveio. Por paradoxal que pareça, até o fantasma do proscrito Vítor Pereira parece avassalar o Dragão.
O discurso de Paulo Fonseca exibe os tiques de quem inquinou a verdade desportiva durante anos. Se é treinador para um clube da dimensão do FCP está por provar, provado está que é um aluno tão desvelado quanto frivolamente submisso."

João Malheiro, in O Benfica

Eleições

"1. As eleições autárquicas aí estão. Em Lisboa, os dois principais candidatos são benfiquistas, um deles pouco interveniente, o outro muito 'visível' mas bem pouco útil. Um já mostrou que não está na Câmara para fazer 'fretes' ao Clube, o outro também não é pessoa para o fazer. Louvável em ambos os casos.
Já no Porto as coisas são diferentes. os três principais candidatos, ou são adeptos do FC Porto, ou já o serviram de forma mais ou menos interessada. Um deles é membro do Conselho Superior do clube.
Outro é um dos seus mais acérrimos defensores em debates de colunas de jornais. O terceiro é protagonista de um dos maiores escândalos autárquicos de que há memória em Portugal: a oferta ao clube de um centro de treinos na cidade que dirige (Gaia). É mesmo um dos principais exemplos que o Diário de Notícias publicou na sua investigação da semana passada. A autarquia gastou 16 milhões de euros no centro de treino que serve unicamente o clube e recebe de renda 500 euros mensais, como se fosse um simples andar. Ou seja, titula o jornal, o 'FC Porto levaria 2666 anos para pagar o centro do Olival', um complexo desportivo com mais de 80 mil metros quadrados. Pelo meio, há ainda uma Fundação PortoGaia, detida maioritariamente (51%) pelo clube, e há relatórios bem negativos da Inspecção-Geral de Finanças. Curiosamente, o presidente de Gaia que deu tudo isto ao FC Porto não descansou enquanto não se tornou candidato do seu partido à autarquia do Porto, pensando certamente contar com a simpatia dos adeptos do clube na votação. Adeptos que, apesar dos apelos de Pinto da Costa, estão longe, pelos vistos, de ser decisivos, já que Rui Rio, apesar da sua louvável independência face ao clube e da animosidade do seu presidente, ganhou as sucessivas e autárquicas a que concorreu.
2. Que jornada tão estranha. O FC Porto foi (finalmente!) prejudicado por uma arbitragem. O Sporting, que muito se queixa mas vinha sendo ajudado, foi prejudicado por uma Xistrada, Só o Benfica 'soma e segue'. Desta vez foram dois foras-de-jogo inexistentes que deixavam os nossos avançados isolados e uma grande penalidade indiscutível, que não foi marcada. Felizmente, não fizeram falta. Mas o triunfo (sem contestação) poderia ter sido mais descansado..."

Arons de Carvalho, in O Benfica

Gente feliz

"Certa vez, assistindo a um jogo do Benfica no anterior Estádio da Luz, presenciei o esforço abnegado de Diamantino Miranda para impedir que a bola saísse pela linha lateral e assim proporcionasse um lançamento favorável ao adversário. O empenho de Diamantino mereceu de um espectador um comentário, partilhado orgulhosamente com os vizinhos de bancada: «Este é mesmo do Benfica».
Talvez tenha levado tempo a assumir esta realidade: os jogadores de Futebol, como de outras modalidades, são profissionais, vinculados a um clube por contrato. Mas alguns são também adeptos. Com a camisola do contratante, a todos é exigido que deem o seu melhor e se esforcem para chegar mais alto, mais longe e mais depressa à vitória. E é como profissionais - que o são -, que os atletas devem ser vistos pelos adeptos: profissionais briosos, pois o brio é uma exigência e uma entrega do foro profissional. No entanto, acima do brio situa-se o amor à camisola.
Vem isto a propósito da entrevista de Eduardo António 'Toto' Salvio ao seu próprio site: uma conversa na intimidade consigo próprio. Passo a citar: «Desde o primeiro dia que cheguei ao Benfica que fui muito feliz (...) No Benfica vivi coisas que não vi noutras equipas. Sinto muito carinho pelo clube, tenho um amor especial para com os adeptos e para com os adeptos e para a camisola». Fim de citação. Isto situa-se na plataforma acima à do brio profissional. É um caso de amor: 'Toto' Salvio não é simplesmente 'do Benfica'; é também Benfiquista. Isto não quer dizer que um dia as curvas do mercado não levem o jogador para outras paragens e emblemas. Quer apenas dizer que quando os jogadores se sentiram felizes por honrarem com o seu suor a camisola do Benfica, os Benfiquistas se sentirão também felizes com eles."

João Paulo Guerra, in O Benfica

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Já tínhamos saudades de uma boa guerra Norte-Sul

"O FC Porto, perplexo pela veia independentista de Bruno Carvalho, tão depressa vai buscar dois miúdos a Alcochete como se arvora em defensor do Sporting contra os malandros dos árbitros.

A 5.ª jornada do campeonato terminou em beleza.
Beleza é pouco tendo em conta que o treinador do FC Porto guindou o treinador do Benfica à condição de Santo da nossa Igreja. Fazer-se sentir, ou mesmo aparecer, em vários lugares ao mesmo tempo só está ao alcance de gente raríssima como São Gregório, Santo António de Lisboa ou São Nicolau, eméritos taumaturgos.
- Santo António de Lisboa, não! Santo António de Pádua! – gritará Adelino Caldeira furibundo do alto da tribuna de honra do campo do Estoril-Praia num exercício vocal todo ele destinado a combater a macrocefalia da capital.
Mal saberá, porventura, o administrador da SAD portista que em Pádua, para mal dos seus pecados, até existe uma Praça da Fruta. Para mal dos pecados da bela cidade de Pádua, não dos pecados de Adelino Caldeira, obviamente. E é na Praça da Fruta que se ergue, desde o século XIV, o lindíssimo edifício do Palácio da Razão.
Fruta e Razão, Razão e Fruta, tal como os padovanos, andamos nisto há imenso tempo. 
A verdade é que a 5.ª jornada teve o seu quê de miraculoso porque, coisa rara, raríssima, o FC Porto foi prejudicado pelo árbitro numa grande penalidade contra as suas cores. O castigo, com toda a franqueza, não teve razão de existir porque Otamendi jogou a bola com a mão fora da sua área.
Conclusão: não é Rolando quem quer. Jogar a bola com a mão dentro da sua área e passar incólume foi o primeiro e muito visto atributo do antigo central do FC Porto, o saudoso Rolando. Mandaram-no embora, agora queixam-se porque Otamendi, aparentemente, não possui os mesmos dons de inocência.
É mesquinhez discutir se o dito Otamendi devia ou não ter sido expulso minutos antes do polémico lance por ter entrado com tudo e mais alguma coisa sobre Luís Leal, jogador do Estoril. Isso pouco importa. É de somenos.
Mandatório é atirar para cima do Benfica, que foi prejudicado em Guimarães à sevandija, com as responsabilidades aparentemente criminais dos actos do senhor Carlos Xistra, em Alvalade, e do senhor Rui Silva, no Estoril.
Mandatório, repito, porque é esta a palavra certa. Mesmo que ainda não exista no dicionário. Verão como vai existir não tarda nada. Mandatário, por exemplo, já existe.
Mandatório ou mandatário, como preferirem, o treinador do FC Porto, o ex-Paulo Fonseca que a todos nos habituou com uma linguagem fleumática, pairando muito acima das vulgaridades correntes, depois de já ter sido bastante desagradável com José Mota, quando foi a Setúbal, veio agora à liça atacar Jesus dando-lhe os parabéns nada sinceros por ter conseguido pontuar a seu favor em três distintos campos. Milagre, lá está. Taumaturgia, nem menos.
E atirou-se ao árbitro por causa do penalty de Otamendi, o ex-Paulo Fonseca como nunca antes o tínhamos visto fazer. Nem quando, na última jornada, viu o seu Paços de Ferreira sofrer castigo igual por causa de uma falta sobre James que ocorreu, sem grande exagero, praticamente ainda no seu meio campo. Moita-carrasco, conhecem a expressão?
A 5.ª jornada do campeonato teve dois curiosos fait-divers.
O primeiro aconteceu em Guimarães:
Jorge Jesus viu parte do seu prestígio restabelecido entre muitos benfiquistas – nem todos - porque se atirou, sozinho, de peito feito, contra uma carga policial que visava deter dois adeptos que, tão entusiasmados com aquela vitória em condições tão adversas, se atreveram a correr pelo relvado na busca de camisolas dos seus heróis do momento. Preferia que isto não tivesse acontecido mas respeito todas as opiniões.
Respeitando a ordem das ocorrências, o segundo fait-divers aconteceu na Amoreira:
Adelino Caldeira reforçou todo o seu prestígio já adquirido ao contribuir com carolos e palavras para o ambiente de festa que se gerou na tribuna depois do primeiro golo do Estoril-Praia. O mesmo administrador já tinha dado largas ao seu prestígio há uns meses, em Tavira, por ocasião de um jogo de andebol quando se atirou indignado contra a presença de Bruno de Carvalho, o actual presidente do Sporting, que tinha mencionado a palavra «fruta» uns dias antes.
O fait-divers protagonizado por Jorge Jesus quase toda a gente viu. Deu na televisão. O mais recente fait-divers protagonizado por Adelino Caldeira não teve direito a suporte de imagem, o que é pena. Já o seu anterior episódio curricular com Bruno de Carvalho, em Tavira, também ficou órfão de registo audiovisual. 
Dizem-me, com o intuito de serenar os ambientes, que quer Bruno de Carvalho quer Nuno Lobo, o presidente da AF Lisboa, são dois garotos acabadinhos de chegar e que é incrível como se dá guarida às suas declarações incendiárias, sem provas e da mais alta irresponsabilidade.
Não me quero meter sequer nesse assunto. E, com toda a franqueza, penso que nem um nem outro assunto merecem grande perda de tempo embora haja muita gente disposta a passar uma semana inteira a falar da atitude amalucada de Jesus em defesa dos meninos. E porquê? Por necessidade política de fazer barulho distraindo a população com os tais fait-divers.
É importante que se fale e fale e fale de Jesus e de como o treinador do Benfica, sozinho e só com os punhos, dizimou o 7.º Regimento de Cavalaria no relvado irrepreensível do Afonso Henriques, o fundador da nacionalidade.

NO entanto, o que de mais importante, de mais inovador e fraturante se passou no rescaldo da jornada, tem sido unanimemente ignorado pela comunicação e pelos comunicadores.
Tratou-se do momento mandatório – ou mandatário? - em que o ex-Paulo Fonseca meteu o Sporting Clube de Portugal ao barulho, acusando o treinador do Benfica de ser o responsável por Carlos Xistra não ter assinalado, como devia, uma grande penalidade contra o Rio Ave que poderia redundar, sendo convertida, na vitória da equipa de Alvalade.
São notáveis os tempos presentes. E é de reconhecer, sem pejos, que a veia independentista do actual presidente do Sporting está a provocar impensáveis engulhos ao FC Porto que, invulgarmente perplexo e ziguezagueante, tão depressa responde indo buscar dois miúdos de 15 anos à Academia de Alcochete como se arvora, através do seu actual treinador, em defensor do mesmo Sporting lamentando as injustiças dos árbitros contra os irmãos de armas de Alvalade, embora estes, ao que parece, já não o queiram ser.
Este Sporting do presidente garoto e independentista veio baralhar o status quo que vigora há três décadas com enormes vantagens, a todos os níveis para o FC Porto.
Apontemos, e sem hesitações, uma data certa para o início do regime: 7 de Junho de 1980.
O campeonato tinha terminado com a vitória do Sporting e no Jamor jogava-se a final da Taça de Portugal entre o Benfica e o FC Porto. Mário Wilson contra José Maria Pedroto nos dois bancos. Nas bancadas, Benfica e Sporting torcendo em uníssono contra o FC Porto que acabaria por perder a final por 1-0.
Que anormalidade se terá passado para juntar os adeptos dos dois rivais históricos do futebol português contra um adversário comum? Estava no auge a chamada guerra Norte-Sul e o triunfo do Sporting no campeonato, em luta directa e feroz com o FC Porto, tinha provocado entre os sportinguistas resquícios de cariz dialéctico difíceis de assimilar. Daí essa união anti-natura naquela tarde de 7 de Junho de 1980 no Jamor.
O Benfica levou a Taça e o FC Porto aprendeu nesse dia que contra os dois grandes de Lisboa podia pouco. Toda a política externa do FC Porto desde então tem sido rebaixar a rivalidade dos dois grandes de Lisboa a um fundo de incomensurável estupidez escavado algures na Segunda Circular. E assim tem sido em ciclos invariáveis porque o reportório é curto: ou está de bem com o Benfica contra o Sporting ou está de bem com o Sporting contra o Benfica.
Feitas as contas é uma questão de aritmética.
De 1934/35 até 1979/1980, ou seja, enquanto o FC Porto não percebeu e nem tinha condições para perceber que a guerra Sul-Sul lhe era muito mais profícua do que guerra Norte-Sul, os números dos campeões eram estes:
Benfica – 23 títulos; Sporting – 15 títulos; FC Porto – 7 títulos.
A partir de 1980/1981, os números são estes:
FC Porto – 20 títulos; Benfica – 9 títulos; Sporting – 3 títulos. 
No que diz respeito à Taça de Portugal, os números são igualmente esclarecedores. De 1939 até 1980: 
Benfica – 16 títulos; Sporting – 10 títulos; FC Porto – 4 títulos.
A partir de 1981:
FC Porto – 12 títulos; Benfica – 8 títulos; Sporting – 5 títulos.
Ah, como já tínhamos saudades de uma boa guerra Norte-Sul!"

Leonor Pinhão, in A Bola

Agredido ou amigo do alheio?!!!



Então a vitima dos danos morais, já devolveu o relógio ao legitimo proprietário, que até foi vitima de danos patrimoniais?!!!

Passos de Fonseca

"Em mais de trinta anos, poucos foram os treinadores do FC Porto que não se ajoelharam cobardemente aos ditames da casa, ou seja, à cultura guerrilheira e terrorista de Pinto da Costa e seus capangas. Assim de repente, recordo apenas Fernando Santos e Bobby Robson (ambos vencedores, diga-se), como excepções a uma regra que vergou dezenas de nomes, outrora mais ou menos prestigiados, e depois mais ou menos triturados por uma máquina capaz de enxovalhar a honra de qualquer incauto. Na última primavera, Paulo Fonseca usava orgulhosamente o boné do Paços de Ferreira, equipa sensação do Campeonato. Disputava-se a última jornada, e o FC Porto necessitava de vencer na casa do terceiro classificado, tarefa que, num país normal, não se afiguraria fácil. Estamos em Portugal, e, obviamente, não houve surpresas.
Poucos dias depois, o homem aparecia sorridente ao lado do presidente portista, assinando o contrato que fazia dele substituto do treinador campeão. Desconheço se o resultado de tal jogo estava ou não contemplado no prémio de assinatura. Mas não esqueço as notícias de abordagens pouco inocentes a jogadores do Paços na semana anterior à partida, diligentemente desmentidas por…Paulo Fonseca.
Daí para cá, jogadores do Paços para o Porto, do Porto para o Paços, do Paços para destinos simpáticos encontrados por empresários amigos, estádios emprestados para compromissos europeus, jogos nacionais em Felgueiras, e o total strip-tease de um clube outrora merecedor de algum respeito por parte dos adeptos do futebol digno. Têm o que merecem: sete derrotas consecutivas.
Quanto a Fonseca, ao mínimo tropeção deixou cair o boné. Ora aí está ele, esquecido de onde veio, e porque veio, rosnando à voz do dono contra as arbitragens – que, em pouco tempo, já na nova cadeira, lhe haviam dado um penálti duvidoso em Setúbal, e um golo irregular em…Felgueiras.
Ou me engano muito, ou um dia também ele terá o que merece: um qualquer Al-Ahly, onde o dinheiro cale o passado, e pague o esquecimento."

Luís Fialho, in O Benfica

A obsessão do melhor

"Quem é o melhor jogador da actualidade? Qual o melhor jogador português de sempre? Perguntas que alimentam extensos tempos e espaços na comunicação social e que se tornaram obsessivas e entediantes. E fúteis.
Não há qualquer aparelho para medir, com objectividade, este tipo de comparações. Pelo que, ao de cima, vem sempre a natural e legitima subjectividade de quem responder. E a vantagem do presente sobre o passado.
Comete-se o erro de comparar o que não é totalmente comparável. Confrontar o melhor entre Eusébio de há 50 anos e Ronaldo de agora é igualizar falaciosamente muitas diferenças de contexto. Além de quem muita gente que ora se pronuncia nunca viu jogar Eusébio...
Eusébio jogou num tempo em que não havia substituições e não existiam cartões amarelos. Só esta circunstância leva hoje a que jogadores excepcionais sejam (e bem) mais protegidos do que antigamente em que a ordem era «ou passa a bola ou o jogador, nunca os dois».
Um outro entretimento relaciona-se com as estatísticas por tudo e por nada e a compulsão dos recordes. Por exemplo, de internacionalizações e de golos marcados. Confrontam-se números absolutos que, todavia, não são totalmente cotejáveis. No tempo de Eusébio não havia a profusão de jogos particulares, nem os amigáveis com Malta, Ilhas Faroé, São Marino, Andorra, Liechtenstein e outras insignificâncias futebolísiticas. E as selecções europeias são agora mais 21 do que antes. Basta olhar para a ex-URSS substituída por 11 selecções, a ex-Jugoslávia por 6, a Checoslováquia por 2. Só na Alemanha se deu o contrário: da RFA e RDA para uma única. Isto já para não falar dos novos países africanos."

Bagão Félix, in A Bola

"Quem puder, que fuja" !!!

"Jorge Jesus defendeu um adepto que queria a camisola de um jogador, afastando, com rudeza, é certo, o que julgava serem seguranças. Quando tomou consciência de que eram, afinal, agentes da polícia, apresentou desculpas, desculpas essas que no dia seguinte tornou públicas.
Da constituição de arguido ao anúncio de penas disciplinares pesadas no âmbito da Liga, passando por uma "agressão" que não se viu, tem sido a verdadeira crucificação do homem. Abrem-se telejornais em dias consecutivos, parece até que no país nada mais acontece e nada mais interessa.
Perdeu-se a noção da proporcionalidade e do bom senso, está tudo doido.
Passos Coelho tem razão: quem puder, que fuja."

Na baliza do Paulo Lopes...

O toque divino de Markovic

"1 - Tem cara de menino bem-comportado e um pacto secreto com a bola, que lhe obedece a todas as ordens; quando se cruzam (ele e o objecto de estimação), o assombro está ao virar da esquina. As primeiras impressões sugerem que o esboço dos quadros corresponde ao desejo infantil de se entregar a exercícios desconectados com a realidade; pouco depois vem a resposta: são sinais agitados e temíveis de um predador insaciável que não está ali para brincadeiras. Quando pega na bola e parte em velocidade de trás para a frente, em sucessivos ziguezagues no meio de engarrafamentos, Markovic transfigura-se: é um felino com soluções contundentes, veloz e genial com bola, capaz de galgar terreno pela arte do engano mas também por espontaneidade, rapidez e súbitas mudanças de trajecto.
2 - A indiferença aparente com que reage às incidências do jogo é a fachada mentirosa de um futebolista que recusa ser devorado pela pressão da luta mas tem os sentidos despertos em permanência – tudo para golpear o adversário com meia dúzia de acções que servem para fazer a diferença em hora e meia. É impressionante a velocidade que emprega nos exercícios solitários que promove. Mas incrível mesmo é a precisão, a harmonia e a articulação motora dos deslocamentos supersónicos com a bola colada aos pés, como se todos os elementos da viagem fizessem parte do mesmo corpo. Salvaguardando todas as distâncias, desde logo a que separa um jovem talento em fase de afirmação de um dos melhores jogadores da história do futebol, há no rasto que deixa por onde passa, no estilo e no atrevimento de Markovic traços do padrão criativo de Leo Messi.
3 - Aos 19 anos tem ainda longo caminho a percorrer até atingir o patamar correspondente às qualidades que possui. É normal que seja rebelde e se considere invencível; que lhe falte sentido de orientação e tome decisões erradas; que se atrase ou adiante na chegada aos lances e se equivoque na avaliação das dificuldades da equipa; que não seja perfeito a definir o posicionamento em campo e lhe falte sentido prático em determinados momentos. É um jogador muito dependente da inspiração: apesar do extraordinário e reconhecido talento, está ainda à mercê de exibições como a de Guimarães, na qual pouco ou nada fez de relevante. Isto sem beliscar a ideia de que é um fenómeno absoluto e estará em Portugal apenas de passagem para cumprir destino maior.
4 - Há estrelas universais que iluminam e governam os jogos em que participam (como Di Stéfano, Cruyff e Maradona); outras cuja dimensão total está dependente da saída que o colectivo oferece à visão e à criatividade de um homem só (como Platini, Rui Costa e Zidane); e há aquelas, como Lazar Markovic, que precisam apenas da bola para, mais cedo ou mais tarde, mostrarem em continuidade o génio que os distingue (estirpe de que Pelé, Eusébio, Ronaldo, Messi e também Maradona são expoentes máximos). Estes são os craques mais raros e por isso mais valiosos; aqueles que servem para dar ao jogo uma dimensão artística nem sempre reconhecida; para deslumbrar plateias, ganhar jogos e, com um pouco de sorte, marcar um tempo ou mesmo a história do futebol.

Fazer do inferno o paraíso ideal
O Rio Ave de Nuno Espírito Santo e o bom futebol estabeleceram relação sólida e duradoura
Os vila-condenses visitaram o reduto leonino com a família verde e branca em estado de graça, unida à volta de uma equipa que é a principal responsável pelo clima de perfeita comunhão de energias, interesses, motivação e confiança no clube. Nuno teve a ousadia de ir a Alvalade discutir o jogo, reclamar a posse de bola e transformar o inferno num paraíso onde a equipa expressou todo o futebol que possui. O jogo entrará na história pelo penálti que Carlos Xistra não assinalou. Mas a ele deve ficar adjacente uma adenda que sirva para recordar a notável exibição do Rio Ave.

Grande equipa à volta de Evandro
As equipas que se aventuram a jogar são aquelas que mais e melhor valorizam os jogadores
Depois de uma temporada de sonho sob o comando de Marco Silva, o Estoril viu-se obrigado a reconstruir uma equipa sem Steven Vitória (Benfica), Jefferson (Sporting), Carlos Eduardo e Licá (FC Porto). Fê-lo sem dramas e ao fim de cinco jornadas já mostrou que, no fim da época, lá estarão os tubarões na Amoreira em busca de reforços. Evandro, por exemplo, está a mostrar, na qualidade de maestro, que é um dos melhores médios da Liga. Pensa bem, executa melhor e só toma decisões corretas; a equipa gira à volta do seu talento, do seu ritmo e da sua inteligência. Um grande jogador.

Todo o direito a uma noite má
O jogo do FC Porto no Estoril foi esquisito e não apenas pelo desacerto do árbitro Rui Silva
Não é habitual uma equipa de fiabilidade quase absoluta estar a vencer por duas vezes e permitir o empate. Mas também é raro (raríssimo desde que pegou de estaca no onze) ver Mangala cometer tanto deslize. Sucederam-se os erros posicionais; de avaliação dos lances, de entrada à bola e até de abordagem aos adversários – tudo a par de inusual leveza em quem faz do físico uma arma prioritária. Já com 2-2 no marcador, permitiu a Luís Leal desembaraçar-se da sua vigilância e rematar a centímetros do poste esquerdo de Helton. Conclusão: também Mangala tem direito a uma noite má. Todos têm."

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Jesus pecou?

"Tinha uma crónica feita sobre o jogo de Guimarães, mas a comoção nacional provocada pelos episódios ocorridos no final desse jogo, envolvendo Jorge Jesus, levaram-me a rasgar o outro texto e a escrever sobre este caso.
Tal como Jesus, não gosto de me pôr à margem dos temas "quentes". A minha irritação cresceu quando vi escrito que o treinador do Benfica poderia ser condenado por "agressão". Ora, isto é um perfeito disparate. Mesmo vendo só as imagens da Sport TV, percebe-se que Jesus não quis agredir ninguém, pelo contrário: quis evitar aquilo que ele considerava um abuso do uso da força por parte dos seguranças. É verdade de que bateu no braço de um segurança e tentou agarrar um polícia, mas tudo isso para libertar o adepto (e não para molestar os agentes da autoridade). Toda a acção de Jesus é no sentido de defender o adepto. Aliás, o recurso a outro vídeo divulgado pelo Benfica, é perfeitamente esclarecedor a tal respeito.
Quando a invasão do campo se inicia, Jesus começa por recomendar calma, levantando os dois braços, e só quando vê o adepto no chão a gritar, manietado por seguranças, é que começa a perder a calma, metendo-se no "barulho" e tentando libertar o homem à força. E claro, quando se sente agarrado, Jesus perde as estribeiras.
Nunca fui politicamente correto, percebo que o futebol é um jogo de emoções, defendi Scolari quando respondeu (também com excesso de emotividade... ) à provocação de um jogador sérvio, e defendo agora Jesus. É evidente que um homem com a notoriedade dele tem de fazer um esforço suplementar para manter a calma em público. E também certo que outro, no seu lugar, teria actuado como Pilatos, ficando de fora a observar os acontecimentos com ar seráfico e não se envolvendo em confusões. Mas Jesus não é assim. É um homem de sangue quente, tem raça - e isso é também um dos componentes do seu carisma.
Jesus agiu mal? No essencial, não: quis defender um adepto.
Fê-lo com excesso de emotividade? Sem dúvida.
Quis agredir alguém? Notoriamente, também não.
No limite, pode ser acusado de ter tentado obstruir a acção da autoridade. Isso sim, tentou fazer."

Mais um desaire...


Sporting 29 - 28 Benfica

O ano passado a época começou bem, e acabou mal... talvez este ano seja ao contrário, mas não está nada bonito!!!
Continuamos com os esperados problemas na 1.ª linha, e a excessiva rotatividade - acho eu -, tanto a defender como a atacar, num jogo de grau elevado de dificuldade como este, não ajuda... compreendo no caso do Álamo que teve muito tempo lesionado, mas por exemplo o Dario em condições normais tem que jogar o jogo todo. É frustrante perder um jogo com uma equipa que a atacar é praticamente só 'um jogador', e que em todos os ataques entra em jogo passivo...!!!
O golo sofrido mesmo antes do intervalo, é inadmissível... pode ter sido a diferença entre a derrota e o empate, pelo menos... A equipa até demonstrou atitude durante grande parte do jogo, não é isso que está em causa, mas não pode haver 'brancas' na concentração durante as partidas, nestes jogos equilibrados todos os segundos contam.
Com a derrota de ontem dos Corruptos era muito importante vencer hoje, se o modelo competitivo do nacional de Andebol terminasse num Paly-off até podia compreender a tal rotação de praticamente todos os jogadores, mas neste Campeonato todos os pontos contam, mesmo que nesta 1.ª fase só contem 'metade'... A partir deste resultado, a margem de manobra praticamente acabou, até ao final da 1.ª fase só será aceitável perder pontos no antro dos Corruptos, todos os outros jogos têm que ser para ganhar, inclusive as difíceis deslocações a Braga e à Maia. Se isso não acontecer, ficaremos longe do título prematuramente.

Benfica pós-traumático

"Na cómoda posição de treinador de bancada (e sofá), acho que o Benfica está agora a jogar com menos espectáculo e mais eficiência. Refreia as cavalgadas, desguarnece menos as linhas recuadas, preenche melhor o meio-campo e joga com mais realismo resultadista. A síndroma pós-traumática parece estar a dissipar-se.
Para isso, vários factores terão já contribuído: a entrada de um jogador forte e com rápida adaptação (Fejsa), a alternância Maxi/André Almeida, um novo defesa-esquerdo (será desta?), uma maior concentração de Artur, a versatilidade e boa forma de Enzo Perez, o encerramento do caso Cardozo e - ironicamente - a lesão de Salvio (excelente jogador) que sendo quem mais joga no estilo empolgante tanto pode fazer uma grande jogada e golo, como (com Maxi) deixar o flanco direito à mercê do adversário. 
Outra ironia nesta (melhor) fase do Benfica prende-se com o imprescindível Matic que, com Fejsa, fica mais livre para avançar com perigo, mas está agora a fazê-lo menos do que quando era um solitário '6'. Pode ser uma questão de fase de transição. Por sua vez, Markovic é melhor ao meio do que à esquerda.

PS1. Sempre admirei o estilo suavemente holandês de Van der Gaag, treinador do Belenenses, meu segundo clube. Duas razões para lhe desejar toda a saúde.

PS2. Na derradeira jornada (Paços-FCP) da última Liga escrevi: significativo foi o técnico do Paços nada ter balbuciado sobre o inventado penalty. O respeitinho é muito bonito e - quem sabe - até pode haver contrato à vista. Não é que o mesmíssimo Paulo Fonseca agora já protestou veementemente por um livre feito penalty, atirando as culpas para... Jesus?!"

Bagão Félix, in O Benfica

Dar troco a quem não merece um vintém !!!



A evolução do Presidente nestas entrevistas é evidente - também já era tempo... -, hoje respondeu bem a duas figuras invejosas, e ignorantes futebolisticamente: ambos Benfiquistas é verdade, mas um não passa de um primata burro (também temos direito a tê-los entre nós!!!), e outro é um anti-Jesus e anti-Vieira, que só serve para fazer estatísticas, e falar do Apito Dourado, de resto é uma nulidade completa, mas ambos gostavam de ter um tachinho no grupo de comunicação do Benfica, azar deles!!!

PS: Afinal, pelos vistos, o relatório da PSP não fala em agressões, parece que só os Meirins e os seus seguidores acéfalos viram as tais agressões!!! É compreensível que os Corruptos e os Lagartos tentem empolar a realidade, agora ouvir os tais independentes, a defender a fantasia do crime, serve pelo menos para mais uma vez, cair a máscara do focinho dos animais!!!

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Lixívia 5

Tabela Anti-Lixívia:
Benfica......10 (-3) = 13
Sporting.....11 (-1) = 12
Corruptos...13 (+2) = 11
Braga.........12 (+2) = 10

Os Corruptos perdem os primeiros pontos, e como é óbvio o Circo fica montado!!! Tem sido assim nas últimas épocas, basta um empate inesperado, e o tema das arbitragens que andava tão escondido das primeiras páginas, volta aos escaparates!!! O facto de nos três jogos, os Corruptos até terem sido os menos prejudicados, não tem o mínimo impacto, na patológica falta de vergonha na cara dos Corruptos!!! Aliás faz parte da estratégia!!! Qualquer árbitro (ou fiscal-de-linha), sabe se por acaso errar contra os Corrupto, ou errar a favor do Benfica, tem a carreira em sério risco... Isto chama-se intimidação. Nem é preciso pagar a Fruta, basta amedrontá-los...
Para o Circo ficar completo, e no próprio dia em que o Cardozo encerrou definitivamente a novela preferida dos avençados do Verão, começou a novela Jesus, que promete muito disparate, e que se os prazos habituais do CD da FPF foram cumpridos, talvez nas últimas jornadas do Campeonato, teremos uma decisão!!!

Bruno Esteves já tem um vasto curriculum em jogos com o Benfica, curiosamente quase todos em jogos com o Paços de Ferreira!!! Foi Bruno Esteves, quem não marcou o atropelamento ao Bruno César na Mata Real na época 2011/2012, curiosamente, também vencemos esse jogo, mesmo com vários penalty's a não serem marcados...!!! Em Guimarães, os primeiros segundos marcaram o tom: porrada, porrada, porrada... e impunidade. Se o critério disciplinar tivesse sido justo, o Siqueira até podia ter ido para a Rua, mas antes disso o Vitória tinha que ver metade da equipa expulsa!!!
- A entrada do Maazou sobre o Luisão, é igual à famosa entrada do Katso sobre o Anderson, com duas diferenças: o Katso tocou na bola; e o Luisão teve sorte, porque o pé de apoio não ficou preso. Amarelo alaranjado, por mostrar.
- 2 foras-de-jogo mal assinalados ao Enzo. Ambos em situação invejável...
- Possível penalty sobre o Cardozo. A PorcosTV teve o cuidado de mostrar as repetições, com as câmaras mais distantes do lance... por isso, não consegui tirar as dúvidas.
- Abdoulaye joga a bola com a Mão. É involuntário, portanto, boa decisão, ao não marcar o penalty.
- Expulsão do Addy. O cartão amarelo ao Siqueira na 1.ª parte, lixou o Addy!!! É o que faz utilizar critérios manhosos... mais porrada deu o Olímpio e não levou cartão nenhum!!!
- Penalty descarado sobre o Lima. Depois do já referido penalty sobre o Bruno César em Paços, este também vai ficar para a história... Repito, isto não pode ser incompetência, ninguém é assim tão incompetente!!!
- Penalty sobre o Cardozo, no lace do golo. Não existe lei da vantagem nos penalty's, mas tenho a certeza que se não tivesse sido golo, o Bruno Esteves também não marcaria penalty!!! Acabou por ser uma boa decisão, já que a ser marcado, o infractor seria beneficiado, pois o penalty podia ser falhado... mas, acho incrível como ninguém discute este lance. Acho mesmo, que validando o golo, deveria ter sido mostrado cartão ao Pedro Correia...
- Várias faltas inventadas, na parte final do encontro junto da área do Benfica... Foi a última tentativa do Esteves!!!
Como se pode ver os erros foram praticamente todos para o mesmo lado. Quem acreditar que isto é coincidência, é porque não está bom da cabeça...

As postas de pescada sobre a novela Jesus, continuam a escorrer... os profissionais da posta Anti-Benfica, estão em pleno orgasmo!!! Arguido, acusado, julgado, e condenado... o processo para os Meirins deste Mundo, já está fechado. Acho mesmo que o Jesus já está a caminho do Tarrafal, que será reaberto em homenagem ao próprio !!!
O também 'invejado' pelo Sistema, Ricardo Costa (ex-presidente do CD da Liga), foi inquirido pelos jornaleiros. E pasme-se, aludiu a regulamentos, que todos os outros ignoram!!! Porque será?!!! Ricardo Costa, relembra que existe outros enquadramentos para aquilo que se passou, por exemplo: «...gestos grosseiros e injúrias...», ou ainda outro quadro legal: «...violação do dever de correcção para com outros agentes...»!!! Curiosamente, estes enquadramentos, descrevem com muito mais exactidão aquilo que realmente se passou, mas os Meirins deste Mundo, só vêm agressões... Pessoalmente também vejo agressões, mas a vitima é o adepto do Benfica, que por causa de uma camisola é agredido, com uma desproporção de força, que transforma os próprios Policias em instigadores de violência. Aliás, os tais jornaleiros dizem que o Jesus não foi detido no momento, porque os Policias acharam que isso poderia instigar ainda mais violência. Então as supostas forças de segurança, conhecem o conceito!!! Força desproporcional, pode provocar mais violência...!!! São dezenas, ou centenas de exemplos, onde no final das partidas adeptos entram em campo, para pedir uma recordação aos jogadores, ainda recentemente um puto Lagarto, no final do jogo com o Olhanense foi até ao centro do terreno... imagem que foi usada e abusada pelos jornaleiros, para demonstrar a dedicação Lagarta...!!!
Não houve qualquer atitude agressiva por parte dos adeptos do Benfica, aliás outros que entraram dentro do campo, foram retirados de forma 'normal' e sem levantar 'ondas', o Jesus como se pode ver nas imagens pediu calma aos adeptos... O Jesus não agrediu ninguém, no máximo tentou separar dois braços, tudo o resto é fantasia...
Nós sabemos que as interpretações dos regulamentos, quando o acusado é o Benfica, é sempre muito zelosa. Depois da saída do Ricardo Costa do CD, os casos são sempre, repito, sempre, decididos com interpretações benévolas para com os Lagartos e os Corruptos, inclusive desrespeitando as leias da FIFA como aconteceu recentemente com o Bruma... Portanto suspeito, uma longa suspensão para o Jesus, provavelmente no final da época, ou mesmo na próxima época!!! Até lá, este caso será usado para distrair os tolos... O Benfica, e os Benfiquistas... os jogadores, e o treinador, têm é que se concentrar no próximo jogo, neste caso com o Belenenses... O Presidente hoje, vai dar uma entrevista, a defesa do Jesus, será provavelmente o tema principal... mas depois, é preciso voltar ao Futebol.
(Ainda sobre a entrevista: não entendo a razão em dar uma entrevista ao CMTV, quando se tem a Benfica TV, ainda por cima a um grupo de jornaleiros que passa a vida a desrespeitar o Benfica e os Benfiquistas... como por exemplo se passou com o Artur este Verão... Não concordo, aliás discordo veementemente).


Na Amoreira mais do mesmo: pontos perdidos é igual a tiro ao árbitro!!! Nada de novo...
- Otamendi tem que ir para a Rua. Falta clara, jogador isolado: vermelho!!! Nem falta marcou!!!
- Penalty mal assinalado, Otamendi está fora da área (nem lá devia estar)!!! Já na Quarta-feira em Viena, o mesmo jogador tinha jogado a bola com a Mão, mas dessa vez passou... o Rolando tem seguidores!!!
- Tolerância máxima disciplinar aos jogadores Corruptos: Fernando e Mangala completamente impunes. Curiosamente ambos, antes de jogarem nos Corruptos, estavam constantemente a ser expulsos, sendo que o Brazuca chegou mesmo a esmurrar um árbitro!!!
- 2.º golo do Estoril, aparentemente legal. Não dá para ter a certeza, mas o Mangala parece estar a colocar o Luís Leal em jogo. Foi engraçado ver a famosa linha do fora-de-jogo da PorcosTV a colocar 3 jogadores dos Corruptos em 'fora-de-jogo'!!!
As declarações do treinador Corrupto, não trazem nada de novo... Sempre que não ganhar, será sempre assim!!!

Os Lagartos, foram prejudicados!!! Milagre!!! A aproximação do jogo no antro dos Corruptos assim o obriga...!!! Penalty óbvio que o Xistra viu (a posição dele em campo, assim o obriga), mas não quis marcar... Como é óbvio todos aqueles que até agora ignoraram os erros de arbitragem nesta época, voltaram a dar importância aos apitos... a hipocrisia é mesmo muita!!! Até o treinador (os famosos bloqueios antes do jogo com o Benfica!!!) e o presidente (eram os pássaros!!!) Lagarto, que à pouco só falavam dos árbitros, agora vem dar lições de moral... com muita gente a elogiar a hipocrisia!!!
Dito isto os Lagartos, nem mereciam empatar, o Rio Ave merecia claramente a vitória...

Sem ninguém dar por isso, mais uma vitória 'frutada' do Braga. Penalty feito pelo Joãozinho, não assinalado.

Anexos:
Benfica
1.ª-Marítimo(f), D(2-1), Jorge Sousa, Prejudicados, (2-2), (-1 ponto)
2.ª-Gil Vicente(c), V(2-1), Paulo Baptista, Prejudicados, Sem influência no resultado
3.ª-Sporting(f), E(1-1), Hugo Miguel, Prejudicados, (0-2), (-2 pontos)
4.ª-Paços de Ferreira(c), V(3-1), Paixão, Nada a assinalar
5.ª-Guimarães(f), V(0-1), Bruno Esteves, Prejudicados, Sem influência no resultado

Sporting
1.ª-Arouca(c), V(4-1), Rui Costa, Nada a assinalar
2.ª-Académica(f), V(0-4), Soares Dias, Beneficiados, Sem influência no resultado
3.ª-Benfica(c), E(1-1), Hugo Miguel, Beneficiados, (0-2), (+1 pontos)
4.ª-Olhanense(f), V(0-2), Benquerença, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
5.ª-Rio Ave(c), E(1-1), Xistra, Prejudicados, (2-1), (-2 pontos) 

Corruptos
1.ª-Setúbal(f), V(1-3), João Capela, Beneficiados, Impossível contabilizar
2.ª-Marítimo(c), V(3-0), Jorge Ferreira, Beneficiados, Sem influência no resultado
3.ª-Paços de Ferreira(f), V(0-1), Rui Costa, Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
4.ª-Gil Vicente(c), V(2-0), Hugo Pacheco, Prejudicados, (3-0), Sem influência no resultado
5.ª-Estoril(f), E(2-2), Rui Silva, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar

Braga
1.ª-Paços de Ferreira(f), V(0-2), Bruno Paixão, Nada a assinalar
2.ª-Belenenses(c), V(2-1), Xistra, Beneficiados, Impossível contabilizar
3.ª-Gil Vicente(f), D(1-0), Vasco Santos, Beneficiados, Sem influência no resultado
4.ª-Estoril(c), V(3-2), Capela, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
5.ª-Arouca(f), V(0-1), Marco Ferreira, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)

Jornadas anteriores:

Épocas anteriores:

Com uma bola, à descoberta do Brasil

"Na primeira digressão do Futebol português ao Brasil, em Junho de 1913, o Benfica foi plenamente representado: 8 dos 16 seleccionados jogavam de 'encarnado'; Cosme Damião capitaneava a equipa da AF Lisboa; Alberto Lima, presidente, também viajou; Artur José Pereira foi o homem dos golos.

Cumpriram-se, em Junho, 100 anos sobre a primeira digressão do Futebol português ao Brasil. Foi com muito gosto que participei no interessantíssimo volume chamado «A Bola ao Ritmo de Fado e Samba», organizado por Francisco Pinheiro, investigador de pós-doutoramento da Fundação Para a Ciência e Tecnologia da Universidade de Coimbra, e por Vítor Andrade de Melo, professor da Universidade Geral do Rio de Janeiro. Um livro que convém crónicas de vários escritores e jornalistas portugueses e brasileiros sobre as relações do Futebol de Portugal e do Brasil.
Mas vamos lá a 1913, que é o motivo desta crónica de hoje.
A ideia partiu do Botafogo Football Club e foi apresentada em Lisboa pelo jornalista Duarte Rodrigues, director da revista Tiro e Sport, principal publicação desportiva portuguesa que mantinha excelentes relações com a Gazeta de Notícias, do Rio de Janeiro.
A coisa acertou-se. Não de um dia para o outro, que os tempos eram diferentes e as distâncias mais distantes, desculpem-me lá o irónico pleonasmo, mas durante alguns anos de conversações entre os dois lados do Atlântico.

Decisão da AF Lisboa
Decidiu-se que a Associação de Futebol de Lisboa faria deslocar ao Brasil uma selecção dos seus melhores jogadores. É aqui que entra o Benfica. E dificilmente não entraria pois eram seus muitos dos melhores jogadores nacionais e, por exclusão de partes, da capital.
Seguiram então na viagem os seguintes benfiquistas: Henrique Costa, Carlos Homem de Figueiredo, Cosme Damião, Artur José Pereira, Álvaro Gaspar, Luís Vieira, Augusto Paiva Simões e Domingos Fernandes. Oito num total de 16 seleccionados: precisamente metade. Mas viajou também o presidente do Clube, Alberto Lima, fazendo parte de um triunvirato de acompanhantes, juntamente com Duarte Rodrigues, claro está! e Mário Duarte, um dos mais completos desportivos portugueses de todos os tempos e representante do governo português. Cosme Damião era o «capitão»; Eduardo Pinto Basto, do Clube Internacional de Futebol, o secretário do grupo, recebendo 150 escudos para despesas gerais.

Artur José Pereira em grande!
A 26 de Junho, o Drina, paquete da Marinha Real Inglesa, saiu de Lisboa levando consigo a grande delegação do Futebol português. No dia 10 de Julho desembarcavam no Rio de Janeiro.
Francisco Pinheiro e Vítor Andrade de Melo fazem uma extraordinária descrição desta viagem histórica. Vale a pena lê-la com toda a atenção.
Aqui, nestas páginas, limito-me a dar-lhe conhecimento dos jogos e da importância que os jogadores do Benfica tivera neles.
Assim seja. No dia 13 de Julho, os portugueses defrontaram uma equipa formada pelos melhores jogadores britânicos do Rio Cricket e do Paysandu. Nesse tempo era assim: havia os ingleses e havia os outros. Malhas que o Futebol tece.
Cosme Damião era o «capitão», logo escolhia a equipa. Por mais valente que fosse o esforço dos homens de Lisboa, a vitória foi do adversário: 3-1. E Artur José Pereira, com um remate forte e colocado tornou-se no primeiro português a marcar um golo em jogos no Brasil. O Benfica deixava a sua marca.

Selecção do Rio de Janeiro
Mais jogos se seguiram. Um logo no dia seguinte, frente à selecção dos melhores jogadores do Rio de Janeiro. Nova derrota, desta vez por 0-1.
No dia 17 de Julho, o adversário era a Liga Metropolitana, isto é, uma mistura entre os melhores jogadores britânicos e brasileiros do Rio. E os portugueses pela primeira vez não perdem: regista-se um empate sem golos, manchado pelo senão de um penálti desperdiçado por Artur José Pereira.
Três dias mais tarde cabe a vez ao Botafogo. E agora sim, finalmente a vitória curta mas saborosa e importante: 1-0. Autor do golo? Artur José Pereira, pois então, que se assumia como o grande jogador da representação nacional.
Os portugueses viajam para São Paulo, de comboio. No dia 25 de Julho defrontam o Palmeiras, e empatam 2-2, com os golos e pertencerem a Carlos Sobral (CIF) e António Stromp (Sporting) e com o guarda-redes Paiva Simões em destaque. Vinte e quatro horas depois, o adversário é o Mackenzie College, um dos colégios com maior notoriedade de São Paulo. Cansados, os lisboetas são goleados: 1-5. Artur José Pereira, afinado, ainda consegue equilibrar a contenda por uns minutos ao fazer o 1-1. Mas a superioridade dos ingleses era absoluta.
E é já num período de esgotamento físico que, no dia seguinte, a selecção da Associação de Futebol de Lisboa fecha a fantástica digressão ao Brasil: vitória por 1-0 (golo de Bentes, do Sporting) frente ao Clube Atlético Paulistano, e a conquista de uma valiosa taça em prata e de uma estatueta em bronze.
Era tempo de voltar a casa. Os horizontes iam ficando mais largos..."

Afonso de Melo, in O Benfica

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Dupla vitória no Minho !!!

Braga B 1 - 3 Benfica B

Mais uma vitória, desta vez com 3 'reforços' (Mitrovic, André Gomes, Funes Mori), as informações sobre o jogo foram escassas, mas tivemos a vencer por 0-3, num jogo que parece ter estado sempre controlado.

A evolução dos oftalmologistas !!!

"A noite deste domingo e a manhã desta segunda-feira trouxeram uma visão clara da hipocrisia que varre alguns meios de comunicação deste País, nomeadamente daqueles que continuam a dar suporte ao “sistema”. No último jogo do Campeonato da época passada não vimos o Jornal de Notícias trazer à capa que o primeiro golo do jogo do título foi conseguido num penálti cuja falta tinha sido cometida fora da área. Nem vimos, já esta época, o Jornal de Notícias noticiar que o golo de Jackson Martinez contra o Paços de Ferreira foi precedido de uma falta clara.
Também poderia o Jornal de Notícias, já que tanta importância dá a erros de arbitragem, trazer na sua capa desta segunda-feira que ficou um penálti por assinalar a favor do Sport Lisboa e Benfica em Guimarães e que há um fora-de-jogo mal assinalado, quando Enzo Perez ficava isolado em posição frontal à baliza de Douglas.
Também o jornal O Jogo, na sua edição desta segunda-feira, começa a querer substituir-se às instâncias desportivas do País condenando Jorge Jesus por factos que carecem de apuramento.
Curioso que aqueles que mais querem “puxar” pelo comportamento de Jorge Jesus, este domingo em Guimarães, são os mesmos que sistematicamente ignoram as agressões e ameaças a jornalistas e jogadores que se passam nalguns campos deste País. A falta de imagens não iliba ninguém, mas a cobardia de calar diz muito do carácter desses jornais e jornalistas.
Curioso, ainda, que o treinador que este domingo apareceu a queixar-se de um penálti fora da área e das declarações de um colega que “supostamente” teriam condicionado vários jogos, é o mesmo treinador que o ano passado, no jogo que encerrou a época anterior, não abriu a boca num jogo em que a arbitragem mais desequilibrou, nem falou do condicionamento e das ameaças a que os jogadores da sua ex-equipa foram sujeitos antes desse jogo.
Resta-nos assinalar que Paulo Fonseca deve ter mudado de oftalmologista neste defeso, o que não viu no ano passado já consegue ver este ano. É sempre uma evolução.
Mais ainda, esqueceu-se Paulo Fonseca, agora em relação ao jogo deste domingo, de comentar uma expulsão que ficou por assinalar de um seu jogador, e da linha de fora-de-jogo mal colocada no segundo golo do Estoril em que o realizador da Sport TV se esqueceu de ver a colocação de Mangala.
Se a Sport TV puder, em próximos jogos, deslocar mais meios técnicos que permitam não esquecer a posição de nenhum jogador antes de colocar a linha de fora de jogo e poder filmar ou relatar o que se passa no camarote presidencial, o público agradece. Aguardamos também por informações futuras desse Administrador cujas notícias referem ter agredido o presidente da Associação de Futebol de Lisboa. Curioso que o jornal O Jogo que tão célere foi a consultar um especialista em Direito Desportivo para enquadrar as possíveis sanções em que Jesus pode incorrer, não fez o mesmo em relação às sanções em que este Administrador pode incorrer. Distracção ou esquecimento?"

Notas do fim-de-semana

"- Afinal parece que ainda não há campeão antecipado.
- A estratégia de Jesus de condicionamento dos árbitros foi tão, tão perfeita que a sua equipa, mais uma vez, foi manifestamente prejudicada pelo árbitro.
- A forma ternurenta como o treinador do FC Porto demonstrou preocupação com o "penaltie" de Alvalade significa que o Sporting não conta para Paulo Fonseca.
- Paulo Fonseca tem azar com os penalties fora da área. Ontem, o treinador do FC Porto deve ter-se lembrado do penaltie fora da área que desbloqueou o jogo do título aos campeões nacionais em Paços de Ferreira, há poucos meses atrás.
- Otamendi não devia ter posto a mão na bola, pelo simples facto de que já não devia estar em campo.
- Há benfiquistas que se queixavam demasiado da nota artística e que queriam era resultados. Ontem voltaram a queixar-se, mas agora sentem saudades da nota artística.
- Ao contrário do que Paulo Fonseca disse, o grande vencedor do fim de semana não foi Jorge Jesus, mas sim Leonardo Jardim. Um dia, como disse o treinador do Porto, devia gostar de ser como ele."

Uma certa forma de estar na vida

"A agressão do Adelino Caldeira a Nuno Lobo, presidente da AF Lisboa, é um caso de polícia. Perante isto, o que fará a SAD do FC Porto?

Ontem, o camarote presidencial do Estoril-Praia foi palco de mais um episódio lamentável, protagonizado por Adelino Caldeira, administrador da SAD do FC Porto. Nuno Lobo, presidente da AF Lisboa, vai apresentar queixa junto das autoridades competentes por agressão física e verbal, remetendo o incidente para aquilo que realmente é, um caso de polícia. Segundo A BOLA apurou junto de várias testemunhas presenciais o pecado do presidente da AF Lisboa consistiu em manifestar satisfação pelo golo do primeiro empate do Estoril. Numa altura em que ainda está fresca na memória de todos a cena, no Algarve, que levou ao corte de relações entre o Sporting e o FC Porto - depois de Bruno de Carvalho ter sido injuriado por Adelino Caldeira - a ver vamos se os dragões vão estar institucionalmente solidários com este administrador...
Fala-se muito da necessidade de encontrar plataformas civilizacionais que permitam o avanço da indústria do futebol em Portugal. Fala-se de ser imperiosa a urbanidade entre clubes e demais agentes desportivos como forma de progresso. Mas, afinal de contas, é de tristes episódios como estes que tiveram Adelino Caldeira no papel principal, que vai sendo feito o nosso quotidiano. Até quando? Provavelmente até que, mais do que uma mudança geracional, se verifique uma mudança de mentalidades. O que é improvável. 
Mantendo o foco sobre o que aconteceu na Amoreira, que grande lição deu Marco Silva a Paulo Fonseca! E não foi de táctica, foi de saber estar. Quem viu Paulo Fonseca nos anteriores passos da sua carreira e o ouviu ontem no António Coimbra da Mota não o reconheceu. Atirou-se à equipa de arbitragem, esquecendo os momentos (especialmente um, num lance de Otamendi) em que foi beneficiado. E, acima de tudo, abandonou o registo sensato de não comentar arbitragens, o mesmo registo que na temporada passada levou a que, ao sofrer um golo de penalty por falta cometida fora da área (na derradeira jornada, frente a FC Porto) não se lhe ouvisse um protesto.
Tenho enorme admiração pelo percurso de Paulo Fonseca e pela forma como subiu, por mérito, na carreira. Por isso quero acreditar que ontem aconteceu uma de duas coisas, que podem suceder a qualquer um: ou teve, no calor das emoções, uma abordagem mediática menos feliz; ou deu ouvidos a algum mau conselho... 
Verdade, verdade é que a I Liga teve uma jornada que contribuiu para o equilíbrio pontual, aguardando-se pelas próximas rondas para se perceber da estabilidade do FC Porto, da estabilização do SC Braga, da evolução do Benfica ou das ambições do Sporting. Ah, uma coisa é já certa. Mudaram muitos jogadores mas no Estoril continua a trabalhar-se de forma excelente. Parabéns ao Marco Silva.

'Pior ladrão do Mundo' continua à solta
«Informaram de que tinham sido furtados computadores do presidente da FPF e da secretária, mas houve furto de um terreno portátil, do presidente do Conselho de Arbitragem»
Fonte Policial, in Lusa
A caminho do Guiness? Em Fevereiro passado, um ladrão entrou na FPF, cortou-se, deixou sangue e impressões digitais espalhados e o rosto foi captado pela videovigilância. Furtou os computadores de Fernando Gomes e da secretária e ainda de Vítor Pereira. Para quê? Mistério. Pelo vistos evaporou-se... Tantos indícios e as autoridades policiais nada apuram?

(...)"

José Manuel Delgado, in A Bola

Bonito começo

"1. Bem agradável o início do nosso jogo de sábado passado, frente ao Paços de Ferreira. primeiro, pela bonita homenagem aos bombeiros falecidos nos recentes incêndios, homenagem na prática extensiva a todos aqueles que, profissional ou voluntariamente, arriscam a vida na defesa das nossas florestas e das nossas casas. Depois, pela (festejada) entrada na equipa inicial de Cardozo que, ao longo destes (intermináveis) meses desde a fatídica final da Taça de Portugal, foi por muitos dado como um caso perdido para o Benfica (basta ver os artigos de opinião que a este propósito foram escritos, imaginando terríveis efeitos no balneário caso regressasse à equipa). A seguir, pelo nosso golo madrugador, do que já tínhamos saudades, logo seguido por um outro em jogada de laboratório executada na perfeição. Na sequência desse primeiro golo, outra atitude bonita, reveladora de um bom espírito de balneário: a homenagem ao infeliz Salvio, com uma lesão que o afastará durante vários meses dos relvados.
A nossa equipa não fez ainda uma grande exibição, ao nível das da época passada. Mas aproveitou bem as oportunidades que criou e começou aí a grande diferença em relação aos jogos com Marítimo e Gil Vicente. Depois, com os 2-0 favoráveis, tudo foi mais fácil e calmo, dentro e fora do campo. Escrevendo antes do jogo europeu com o Anderlecht, só espero que tenhamos começado bem esta edição da Liga dos Campeões...

2. É a televisão francesa (France 2), citada pelo Diário de Notícias, que o afirma numa reportagem: os negócios de Mangala e Defour, contratados pelo FC Porto ao Standart de Liège em 2011, são exemplos de falta de transparência. Percentagens dos passes que são e deixam de ser do clube, percentagens de uma futura transferência atribuídas a outra sociedade, enfim, nada que não seja novidade por aquelas bandas. Com a impunidade de sempre. E com o silêncio dos nossos jornais desportivos...

3. O Sporting, que tanto se queixa sempre das arbitragens, está a ser bem auxiliado esta época. Em duas jornadas consecutivas, dois golos fora-de-jogo: depois do tento ao Benfica, outro que abriu o caminho para o triunfo em Olhão. Soma e segue..."

Arons de Carvalho, in O Benfica

Todos

"Estava uma bela tarde para a prática de ver futebol e o Benfica jogava em casa com novidades no elenco. Bom ensejo para ir à Catedral puxar pela equipa e assim lá fomos, eu, o meu filho Francisco e mais 34.574 espectadores, para além de 2.800 bombeiros, convidados pelo Benfica no dia em que as equipas fizeram um minuto de silêncio em homenagem de oito falecidos este ano no combate às chamas. O Benfica não é apenas um emblema desportivo: o Benfica tem alma que é o que falta a muitas instituições do País.
As equipas evoluíram em campo, nos primeiros minutos de jogo, quando o defesa esquerdo Guilherme Siqueira arrancou pelo seu flanco, lançou Rúben Amorim, que desmarcou Lima, que cruzou rasteiro enquanto Óscar Cardozo arrastou dois defesas e, pela direita, onde jogava essa tarde, surgiu Enzo Pérez e fuzilou com êxito. Bastaram quatro minutos para a equipa sacudir a ansiedade e corresponder à expectativa e ao apoio dos adeptos.
Eu estava em dívida para com a Direcção do meu Clube a quem pedira, há cerca de um ano e nesta mesma coluna, um defesa esquerdo de raiz. Temos dois no plantel principal.
O plantel do nosso Benfica tem muitas soluções este ano. No jogo em causa Enzo Pérez jogava no flanco direito a substituir o lesionado Eduardo Salvio e que bem que o fez: jogou e fez jogar, marcou e deu a marcar. E até dedicou o golo ao jogador que substituía, num gesto de companheirismo que faz as grandes equipas. E pensar que o Enzo esteve quase perdido para o Benfica!
Éramos cerca de 35.000 e saímos ainda com sol do entardecer do Estádio da Luz. E creio que estávamos todos felizes. A nós, Benfiquistas, ninguém oferece vitórias. Temos que as conquistar, todos, dentro e fora dos campos. Cá estou, com o que sei e posso fazer."

João Paulo Guerra, in O Benfica

Sombras e Novoeiro

"1. Em Guimarães, neste domingo, o Benfica tem oportunidade de calar de vez todas as vozes que, ao primeiro percalço, logo se apressaram a antecipar o abismo. Ironicamente, teremos pela frente o mesmo adversário que, no último mês de Maio, nos lançou na amargura, abrindo espaço a todas as especulações e censuras - que foram alimentando um defeso jornalístico marcado pela ausência de grandes competições e, logo, de assuntos com que vender papel.
Passados alguns meses, Jorge Jesus continua a treinar o Benfica, Cardozo continua na frente de ataque da equipa, nenhum dos titulares saiu, e recebemos vários reforços de nível internacional.
Começamos mal o Campeonato, mas, se exceptuarmos a tristonha derrota no Funchal, tudo o resto se tem passado dentro da maior normalidade: duas vitórias nos dois jogos em casa, e empate no dérbi de Alvalade perante um revigorado Sporting.
Um triunfo em Guimarães poderá fechar de vez o ciclo, e recolocar o Benfica no rumo competitivo que, em finais de Abril, tanto nos empolgava.

2. Trata-se de uma velha estratégia: colar-nos à boca coisas que não dissemos, e utilizá-las depois como arma de arremesso. Recordo Vítor Pereira quando, há duas épocas, tanto falou de faixas, tendo sido ele próprio a encomendá-las, semanas antes, para um silencioso e prudente Benfica. O presidente, Luís Filipe Vieira, manifestou o sonho,legítimo, de ver o Benfica chegar à Final da Champions League marcada para o Estádio da Luz. Daí até ter ouvido um comentador televisivo afirmar, abusivamente, que a fasquia do Benfica para a presente temporada era a vitória na Champions, foi um pequeno passo de mágica, e de mistificação. Percebe-se a intenção, mas não cola. Estamos sobejamente habituados.

3. Caso Cristiano Ronaldo se sagre melhor marcador do próximo Mundial no Brasil - ...e oxalá o consiga -, poderemos então discutir se atinge, ou não, o estatuto de Eusébio. Até tal acontecer, contas bancárias à parte, continua a existir apenas um Rei, e, quando muito, um príncipe herdeiro."

Luís Fialho, in O Benfica

Vem de longe...

"1. Vem de longe a fama dos nossos árbitros... Apenas com quatro jornadas disputadas, já pudemos ver de tudo: empurrões na área ignorados e golos validados à força; expulsões a esmo sem justificação que as sustente; penáltis fruto (este fruto veio a propósito mas não foi planeado) de faltas fora da grande-área; uma bela quantidade de foras-de-jogo ignorados que dão em golos. Enfim. Que esperar de gente como Pedro Proença, Olegário Benquerença, Hugo Miguel, Hugo Pacheco, Jorge Sousa e demais tralha incompetente? E será essa turba verdadeiramente incompetente? Não serão antes perpetradores semanais de malfeitorias acertadas? Seja como fôr, era bom que alguém nos explicasse, por A mais B, como pode esta gentinha insistir no profissionalismo? Já não ganham vergonhosamente demais pela sua submissão ao Madaleno? Uma vez de cócoras, sempre de cócoras!
2. Vem de longe a fama do FC Porto na Europa. Já não bastavam os jantares com árbitros nas marisqueiras de Matosinhos, as frutas e os cafés com leite, e eis que agora a France 2, canal televisivo francês, emite um programa sobre os negócios obscuros do Futebol no qual surge como protagonista, assumindo um papel principal em tão grande trapalhada. Deve ser a isto que o plumitivo/televisivo chama em erguer a bandeira de Portugal além fronteiras. Cada um se orgulha daquilo que quer...
3. Expulsão a expulsão enche a galinha o papo. E já só faltam 26 jornadas. Os rapazinhos de cócoras são como os cãezinhos fiéis: lambem as botas à espera de um osso."

Afonso de Melo, in O Benfica

Sagrada aliança

"Luís Filipe Vieira não gosta de Futebol? Bruno de Carvalho não tem apetência pela bola? Não há outros dirigentes que se comprazem e percebem de Futebol? Leio uma declaração de Dias Ferreira, candidato derrotado nas últimas eleições à presidência do grémio de Alvalade. "O único dirigente que existe no Futebol português, que gosta de Futebol e percebe de Futebol, chama-se Jorge Nuno Pinto da Costa". Não há equívoco. A revelação poderia ser proferida por um adepto portista, seguramente eivado de fanatismo. Não foi, não foi mesmo. Foi da lavra de Dias Ferreira, foi mesmo. Para já não falar do branqueamento que esse cidadão costuma fazer, nos seus comentários desportivos, ao Apito Dourado e a outros episódios que inquinaram a verdade competitiva nos últimos anos, a dita sugere uma oração facciosa, mas não menos falaciosa.
Dias Ferreira estará ressabiado com os seus correligionários que o castigaram impiedosamente nas urnas? Ou será que, de forma mais ou menos voluntária, prova a razão daqueles que sustentavam a costumeira submissão do Sporting aos ditames do FC Porto? Ou ainda terá, com formato indirecto, tentado visar o Benfica, que sempre se constituiu no seu rancor de predilecção? A ajuda de Dias Ferreira foi preciosa. Se dúvidas havia, dissiparam-se. Com rivais (?) desse calibre, o FC Porto está convidado a ganhar, a ganhar sempre. E os outros a esforçarem-se por gostar ou perceber de Futebol. Os métodos, os processos? Que é que isso importa a Dias Ferreira e a tantos inocentes úteis da estratégia azul?"

João Malheiro, in O Benfica

domingo, 22 de setembro de 2013

Mais um golo, e mais três pontos !!!

Guimarães 0 - 1 Benfica

Eu sei que a exibição não foi deslumbrante, mas são vitórias destas, sofridas, contra tudo e contra todos, que nos criam a ilusão que o sucesso é possível. Nem sempre se pode jogar bonito, nem sempre nos deixam jogar bonito, agora é obrigatório manter a consistência defensiva... e hoje, voltámos a não sofrer golos, sendo que o Artur não teve assim, muito trabalho. Consistência defensiva essa, construída em cima da entrada do Fejsa na equipa. Notando-se uma melhoria na conquista das segundas bolas, entre os nossos Centrais e nosso meio-campo.

Mais uma vez, jogámos num relvado intencionalmente, mau. Relva alta, buracos escondidos... a troca de bola que o Benfica faz na Luz, com as mudanças de flanco a passar pelos Centrais e Laterais, com a ajuda do Trinco, nestas condições, são impossíveis...
Depois, a agressividade muito acima do limite: se o Vitória jogasse sempre assim, acabaria sempre com 2 ou 3 jogadores expulsos. Os primeiros segundos foram marcantes: a falta do Maazou sobre o Luisão (igual por exemplo à famosa falta do Katso sobre o Anderson, que deixou tanta gente indignada!!!) passou impune, logo a seguir o André Júnior não teve tanta sorte, mas o tom estava marcado... Podemos perguntar, porque é que o Vitória não joga assim com os Corruptos?!!! Simples, aos 15 minutos o jogo acabava por excesso de expulsões !!! Além disso, a 'amarelinha' só é tomada quando convém!!! O Benfica nos primeiros 30 minutos teve muita dificuldade em ter a bola nos pés, mas a 'bomba' foi perdendo gás, e o Vitória foi recuando... apesar das dificuldades, vi o jogo com confiança na nossa vitória. Além de tudo isto, a única coisa que podia impedir a conquista dos 3 pontos, era o Bruno Esteves e os seus muchachos, e eles bem tentaram... os 2 foras-de-jogo mal marcados ao Enzo na 1.ª parte, a possível falta para penalty sobre o Cardozo na 1.ª parte (que a SportTV teve o cuidado de mostrar as repetições, com as câmaras mais distantes possíveis...!!!), no próprio lance do golo, parece-me existir falta sobre o Cardozo... e a cereja em cima do bolo, o penalty descaradíssimo sobre o Lima: mais descarado do que este, só o penalty em Paços de Ferreira sobre o Bruno César, que este mesmo Bruno Esteves, não viu !!!
Nos últimos minutos, o Esteves andou vigorosamente à procura de faltas perto da área do Benfica, felizmente para nós, infelizmente para ele(s) sem resultado prático!!!
Exigir que o Benfica vença todos os jogos do Nacional (principalmente fora da Luz) nestas circunstâncias, é exigir o impossível. Não é uma questão de atitude, não é uma questão de competência, não é por causa do treinador, do Presidente, dos jogadores... é simplesmente impossível. Hoje, por acaso, conseguimos os 3 pontos, mas haverá dias, onde não teremos tanta sorte.
Artur a confirmar o bom jogo do Anderlecht; Almeida a confirmar a boa aposta do Jesus, o Maxi fica reservado para outro tipo de jogos: por exemplo o próximo com o Belenenses; Muito bem os Centrais, sendo que o Luisão nos últimos jogos subiu claramente de forma...; Siqueira continua a sua adaptação - o amarelo que levou foi ridículo, tendo em conta o critério que foi usado para amarelar os vitorianos - no remate que efectuou devia ter cruzado atrasado para o Cardozo; Fejsa, novamente decisivo, desta vez mais próximo dos Centrais, como o jogo exigiu; Matic, continua a mostrar dificuldades nesta adaptação à nova posição; Enzo continua a ser decisivo na construção de jogo ofensivo, mas como acaba por flectir para o meio, sem o Maxi, ficamos sem um extremo direito; continuo a achar que usar o Markovic na esquerda é um desperdício, é verdade que sem o Nico, com o Sulejmani em recuperação, e o Ola sem a confiança do treinador, não temos muitas alternativas; o Djuricic necessita de minutos, precisa de jogar mais rápido, mas nestes jogos fora da Luz pode ser importante, porque jogar sempre com 2 avançados (Lima, Cardozo) é uma formula já muito conhecida, precisamos de variar; Cardozo, finalmente um golo, que como óbvio alguns querem transformar em auto-golo... mais um jogo com muito trabalho, e pouca bola. O Maxi e o Lima entraram bem...

Ao contrário de alguns Benfiquistas - que nos últimos anos, parece que se transformam em queques do Lumiar -, gostei da atitude do Jesus no final da partida. Já vi muitas invasões de campo, vi recentemente um miúdo sportinguista a chorar, entrar em campo, para pedir um camisola a um jogador Lagarto... já vi, altos responsáveis por claques criminosas passearem-se livremente dentro dos recintos de jogos, mas quando algo parecido acontece com o Benfica, é porrada de cima abaixo... seja nos Estádios, seja nos Pavilhões. Os aparatos Policiais na maior parte dos jogos, tornou-se num bom 'negócio' para as Policias, em horas extraordinárias... e assim, de vez enquanto é preciso 'recordar' que são precisos, e normalmente isso acontece com os Benfiquistas a levarem porrada. Não houve atitudes provocatórias, não houve atitudes violentas por parte dos nossos adeptos, que invadiram o campo para celebrar, e levar uma recordação para casa... o Jesus 'passou-se', e fez bem.

PS: O momento mais cómico do jogo, é quando o Douglas, guarda-redes do Vitória, pede falta no golo do Benfica!!! Não percebi se queria Mão na bola do Marco Matias (seu companheiro de equipa) ou se estava a pedir fora-de-jogo do mesmo Marco Matias!!! É o instinto da reclamação!!!