Últimas indefectivações

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Tranquilo...

Clube K 0 - 3 Benfica
14-25, 20-25, 15-25

Vitória tranquila em São Miguel... agora, após a passagem de ano, jogo Europeu na Luz, onde vamos tentar retificar o mau resultado na Roménia... sem margem de erro!

BI: Megafone #280 - Empate em Braga. Adeus ao título?

Vermelho no Branco #25 - Benfica - Balanço do Ano 2025 e o jogo em Braga!

Transforma - Passa a Bola #207 - "EM BRAGA, ONDE NINGUÉM PODIA PERDER!AMBOS PERDERAM"

Zero: Mercado - Benfica ataca mercado interno; Samu com interessado inglês

Tony: André Luiz a Caminho do Benfica… mas o Campeonato Já Está Perdido!

A sério?!

O primeiro quartel do século XXI


"Os 25 anos iniciais do novo Milénio no desporto português foram marcados por figuras individuais e coletivas incontornáveis. A dois dias de 2026, esta é uma visão que pretende ser abrangente, colocando em perspetiva a importância da sociedade globalizada, face a uma realidade local que não deixou de ser influenciada por circunstâncias externas...

BENFICA - Foi entre 2013 e 2017 que o Benfica conquistou o único tetracampeonato de futebol da sua história. Jorge Jesus liderou a equipa entre 2013 e 2015, ficando as duas últimas épocas a cargo de Rui Vitória. Apenas cinco jogadores atuaram em todas essas temporadas, André Almeida, Luisão, Sálvio, Fejsa e Jardel. Nesse período, sob a presidência de Luís Filipe Vieira, o Benfica marcou presença nas finais da Liga Europa de 2013 e 2014, a primeira perdida para o Chelsea, em Amesterdão (1-2) e a segunda para o Sevilha, em Turim, no desempate por penáltis. Nos primeiros 25 anos do milénio, o Benfica foi sete vezes campeão nacional, menos duas que no último quartel do século XX.

BOAVISTA – O século XXI assistiu à ascensão e queda do Boavista. Campeões Nacionais em 2001, com Jaime Pacheco ao comando da equipa e João Loureiro na presidência, os axadrezados viram-se depois enredados nas teias dos ‘Apitos’, foram coercivamente relegados aos escalões secundários, sendo mais tarde readmitidos administrativamente. Porém, o clube nunca recuperou totalmente, deixando de lutar por títulos e limitando-se a batalhar pela permanência entre os maiores. Com um estádio, renovado para receber jogos do Euro 2024, que de repente ficou sobredimensionado para as necessidades do clube, os últimos anos foram penosos e as ‘panteras’ tentam agora a fuga à extinção.

CRISTIANO RONALDO – Pode dizer-se que o século XXI tem sido a praia de Cristiano Ronaldo, que se estreou na primeira equipa do Sporting a 14 de agosto de 2002, num jogo com o Inter de Milão (terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões), substituindo Toñito aos 57 minutos. De então para cá, o atual navio-almirante do Al Nassr afirmou-se como um dos melhores jogadores da história do futebol mundial, intrometendo-se, com Leo Messi, numa querela que parecia reservada a Pelé e Maradona. Internacional A por Portugal em 226 ocasiões (143 golos), conquistou com a turma das quinas o Euro 2016 e as Ligas das Nações de 2019 e 2025. Está a 47 golos de atingir o milhar, em jogos oficiais, feito nunca antes alcançado. Se a tudo isto juntarmos cinco Champions, por dois clubes, cinco Bolas de Ouro e quatro Botas de Ouro, temos o retrato de um dos maiores desportistas de sempre.

FC PORTO - Além de ter somado 11 títulos nacionais no século XXI (13 nos últimos 25 anos do século XX), o FC Porto teve nas conquistas europeias o ponto mais alto. Uma Liga dos Campeões, em 2003/04, sob a batuta de José Mourinho (último clube, fora dos ‘big five’ a erguer a ‘Orelhuda’), e uma Taça UEFA (também com o ‘special one’, em 2202/03) e uma Liga Europa com o atual presidente, André Villas-Boas, como treinador, em 2010/11 mostram a apetência dos dragões para terem sucesso nas competições da UEFA. Impossível falar deste FC Porto do século XXI sem referir a subida de Villas-Boas à cadeira de sonho, depois de ter derrotado nas urnas o presidnete histórico do clube, Pinto da Costa.

JOÃO ALMEIDA - São 50 os quilómetros que separam A-dos-Francos, onde nasceu João Almeida, e Brejenjas, terra natal de Joaquim Agostinho, que veio ao mundo 53 anos antes do atual ciclista dos Emirates. Foi preciso esperar mais do que meio século para Portugal voltar a ter um voltista de nível mundial (José Azevedo foi mais um gregário de luxo e Rui Costa nunca teve três semanas nas pernas), verificando-se com João Almeida, num dado o momento, o que se tinha passado com Cristiano Ronaldo, quando surgiu o debate sobre quem merecia o título de melhor futebolista português de sempre, se ele, se Eusébio. Segundo na Vuelta, terceiro no Giro e quarto no Tour, vencedor das Volta à Suíça, à Romandia, ao País Basco, ao Luxemburgo e à Polónia, João Almeida é sem dúvida um dos maiores destaques do desporto nacional no século XXI.

JOSÉ MOURINHO – Veja-se o ‘special one’, apenas pelos principais títulos conquistados: oito campeonatos nacionais (em Portugal, Espanha, Inglaterra e Itália); nove Taças e Supertaças, nos mesmos países; duas Champions (FC Porto e Inter), duas Ligas Europa/Taça UEFA (FC Porto e Manchester United), e uma Liga Conferência (Roma). Agora juntemos-lhe o protagonismo da primeira revolução da ciência do treino no século XXI e, ‘last but not least’, a importância histórica que teve ao abrir as portas do Mundo aos treinadores portugueses. Obviamente, incontornável neste quadro de honra.

OURO OLÍMPICO - Portugal esteve presente em vinte edições dos Jogos Olímpicos no século XX, onde conquistou três medalas de ouro, todas no atletismo (Carlos Lopes e Rosa Mota, maratona e Fernanda Ribeiro, 10 mil metros). No século XXI, em seis presenças, os atletas portugueses (Nélson Évora e Pedro Pablo Pichardo, triplo salto, e a dupla Iuri Leitão/Rui Oliveira, Madison) conseguiram igual pecúlio. Foram anos de evolução nas modalidades técnicas do atletismo e de afirmação em nichos como o judo (bronze, neste século, de Telma Monteiro, Jorge Fonseca e Patrícia Sampaio) ou a canoagem (extraordinário Fernando Pimenta). Aguardemos por Los Angeles, na certeza de que para colher (medalhas) é preciso semear (investimento).

SELEÇÃO A – Portugal, finalmente, ultrapassou a fase do ‘quase’ e começou a levantar Taças, dando expressão às excelentes gerações de jogadores que se têm sucedido, apoiadas pela excelência das condições proporcionadas pela FPF. Obviamente o dia 10 de julho de 2016 ficou gravado a letras de ouro na história do nosso desporto, mas a continuidade a seguir verificada com a conquista de duas Ligas das Nações, prova que o Stade de France não foi obra do acaso e há razões para acreditarmos que somos, de facto, uma potência no futebol, fruto de uma capacidade formadora sem par a nível global. Fernando Santos e Fernando Gomes (2016 e 2019) e Roberto Matinez e Pedro Proença (2025), ficam umbilicalmente ligados aos troféus que Cristiano Ronaldo ergueu em Paris, no Porto e em Munique.

SPORTING – Num primeiro quartel do século XXI que até começou bem, com o título de 2001/2002, o Sporting bateu no fundo com a presidência de Bruno de Carvalho, que teve como cereja no topo do bolo o assalto à Academia de Alcochete. Depois, a capacidade de regeneração dos leões foi extraordinária, da AG para a destituição do então presidente às eleições ganhas por Frederico Varandas, ponto de partida para conquistas que pareciam interditas ao emblema de Alvalade. A revolução de Ruben Amorim deu uma nova face ao futebol do Sporting, houve capacidade para sanear as finanças e o bicampeonato, que fugia aos leões desde a primeira metade da década de cinquenta do século passado, transformou-se em realidade. Por tudo isto, o Sporting é destaque nestes primeiros 25 anos do III Milénio.

SUB-17 – Portugal, graças aos clubes que têm investido muito num modelo de negócio que tem a formação por base, conseguiu transformar-se numa potência reconhecida do futebol jovem a nível mundial, capaz de ‘produzir’ gerações atrás de gerações de jogadores altamente diferenciados. Se a isto juntarmos as condições de trabalho que a FPF oferece a quem faz parte das seleções nacionais, teremos reunidas condições para celebrar títulos nos escalões jovens. Porém, embora regulares, essas conquistas estavam, desde 1991, circunscritas ao patamar europeu. Assim, foi uma pedrada no charco o título mundial que a seleção de sub-17 venceu no Catar, depois de ter derrotado a Áustria na final.
Com uma base tão sólida, há razões para otimismo..."

O mercado de janeiro ainda pode salvar o Benfica


"Claro que não há impossíveis, mas nesta altura tudo indica que ficar em segundo lugar ditará o sucesso desportivo do resto da época encarnada. A chave pode estar no mercado de jogadores

Naturalmente que tudo ficará muito complicado em termos de título nacional para o Benfica se hoje, como se espera, o FC Porto vencer o Aves SAD e alargar para dez pontos a vantagem que leva sobre os encarnados ao cabo de 16 jornadas.
Não há impossíveis no futebol até o serem de forma matemática, já o sabemos, mas acontece que neste caso o Benfica vê à frente, com o fosso a aumentar, duas equipas e não uma. Admitindo que o líder tivesse uma segunda volta e mais uma jornada desastradas e os encarnados 18 jogos imaculados ou perto disso, seria preciso que o Sporting também caísse para o Benfica ser campeão nacional. Ora: se por acaso os dragões vacilarem, é mais crível que o Sporting se motive e agigante na luta pelo primeiro do que caia e permita uma ultrapassagem que seria a todos os títulos notável.
É evidente que ninguém, na Luz, irá assumir a verdadeira dimensão da dificuldade, até porque isso seria contraproducente para os níveis motivacionais da equipa, que vinha em crescendo.
O discurso antiarbitragem, de vitimização a cada jogo em território nacional, dele e dos outros, fará alguma parte do trabalho de que o Benfica precisa até final da época. Em Braga, curiosamente, também não faltaram queixas de arbitragem dos donos da casa, estando o VAR das críticas a analisar se foi José Mourinho ou o diretor de comunicação bracarense o primeiro a chegar ao já incontornável plateau da queixa pós-match.
Mas o mercado de jogadores que abre dentro de dias — e aliás já começou a ser atacado pelos encarnados —, esse sim, será decisivo para um saldo positivo ou negativo na época. O Benfica parece ter liquidez e agora José Mourinho pode escolher. Dois pontos a favor.
Independentemente de um eventual sucesso, já dentro de dias, na Taça da Liga ou de uma conquista, em maio, da Taça de Portugal, será o campeonato a ditar o veredito. E sim, falo essencialmente (apesar da teoria sobre a inexistência dos impossíveis) do segundo lugar, que pode dar acesso à UEFA Champions League.
É nesse objetivo que o Benfica vai focar-se verdadeiramente, sabendo que, se o FC Porto vencer hoje, a tarefa de o alcançar estará no início de 2026 tão difícil como será, para o Sporting, a de tentar o tricampeonato. Difícil não é impossível, longe disso, e um bom ataque ao mercado de janeiro pode ser a chave do sucesso, que terá sempre de começar por não escorregar mais."

Mourinho precisa de copiar o que Lage fez...


"Cinco pontos de atraso para o Sporting e, provavelmente, dez para o FC Porto. Missão ainda não impossível para o Benfica, mas muito complicada. Olhem para 2018/2019 e vejam o que aconteceu...

Portanto, diz José Mourinho, o Benfica ganhou por 3-2. Porém, como o resultado foi um empate a duas bolas, os encarnados perderam dois pontos. E voltaram a perdê-los quando estavam em vantagem no marcador. É a quarta vez que tal acontece esta temporada (Santa Clara: 1-0 para 1-1; Rio Ave: 1-0 para 1-1; Casa Pia: 2-0 para 2-2; SC Braga: 1-0 para 2-2), terceira sob o comando do atual treinador. Total: oito pontos perdidos estando por cima no marcador. Dá que pensar. O Sporting perdeu quatro nas mesmas circunstâncias (SC Braga, 1-0 para 1-1; Benfica, 1-0 para 1-1) e o FC Porto ainda não perdeu nenhum, porque os únicos pontos que deixou escapar foram num empate a zero, no Dragão, com o Benfica. Esta diferença entre os três grandes dá que pensar, seja qual for a sua origem: arbitral, mental, física ou mera displicência, por exemplo.
Outro dado interessante é a incapacidade do Benfica, em jogos de Liga na temporada 2025/2026, de vencer os seus principais adversários: FC Porto-Benfica, 0-0; Benfica-Sporting, 1-1; SC Braga-Benfica, 2-2. A lenga-lenga aplicada ao Sporting de Rui Borges (1-2 com o FC Porto; 1-1 com o SC Braga; 1-1 com o Benfica) pode agora começar a ser aplicada ao Benfica de José Mourinho: por que razão não consegue ganhar, na Liga, aos mais fortes? O SC Braga de Carlos Vicens segue o mesmo caminho: 1-1 com o Sporting; 1-2 com o FC Porto; 2-2 com o Benfica. Só o FC Porto de Francesco Farioli tem quebrado esta lenga-lenga: 2-1 ao Sporting, 0-0 com o Benfica e 2-1 ao SC Braga. E por isso vai na frente e bem destacado...
O Benfica está agora a cinco pontos do Sporting e, se o FC Porto ganhar esta segunda-feira ao Aves SAD, como parece provável, ficará a dez da liderança. Vida muito difícil, pois, para José Mourinho. Chegados à 16.ª jornada, os atuais 36 pontos dos encarnados constituem a sua terceira pior pontuação desde 2009/2010. Pior só os 35 de 2018/2019 (com Bruno Lage) e os 33 de 2020/2021 (Jorge Jesus). O foco de Mourinho e dos seus jogadores deve ser mesmo 2018/2019: 35 pontos à 16.ª jornada e sete de atraso para o FC Porto, mas, no final, em maio de 2019, dois de avanço para os dragões e título no bolso.
Quem diria, hem? Para ter total êxito neste Benfica, ganhando a Liga, José Mourinho tem de repetir o que Bruno Lage fez há sete anos: recuperar grossa desvantagem para o FC Porto. O plantel encarnado foi criado e pensado para Lage, mas é Mourinho que lida com ele. Já tem Sidny Cabral e, provavelmente, vai ter André Luiz. Dois extremos, rápidos e impetuosos. Mas será preciso mais. Não perder desvantagens no marcador e, sobretudo, não ter tantas falhas individuais, como as de Dahl e Richard Ríos, por exemplo. Com erros assim, caros benfiquistas, esqueçam 2018/2019 e Bruno Lage..."

Vivemos na paranóia do FutVAR (e o pior está para vir)


"Nota: nenhum lance vivo foi utilizado para a escrita deste texto. Nenhuma jogada foi maltratada para a feitura destas linhas. Nenhum caso foi perturbado. Tudo é um teste em laboratório em ambiente controlado.

Dois jogadores de futebol vão disputar um duelo dentro da área. O atacante sabe que, além de tentar jogar a bola, deve fazer-se à jogada de forma a que, a dado momento, uma das suas unhas fique debaixo da sola do adversário.
Porquê? Porque assim, quando o lance for visto na televisão, haverá um frame que obrigue à marcação de penálti.
Após a jogada se disputar, entra em ação o banco. Deve ser estridente e audível. Juntam-se as bancadas à festa, que devem gritar e protestar.
Voltemos ao teatral atacante. Além de colocar a ponta do seu pé em posição de ser pisado, deve rebolar no chão após a jogada. Durante a maior quantidade de tempo possível. Deve chamar os médicos, os bombeiros, a Força Área, a NASA. Tem de demorar a maior quantidade de tempo possível até se voltar a levantar.
Porquê? Quanto mais tempo passar até ao recomeço do encontro, maior a pressão sobre o árbitro. Alguém no banco estará a olhar para um ecrã e fará uma expressão muito chocada, como se tivesse visto imagens que revelassem a exata localização da Atlântida. Todos devem garantir que a bola não volta a rolar antes de o árbitro consultar o monitor.
A cada lance na área, o guião deve-se repetir. Não está em causa a nobre arte da simulação de penálti, agora caída em desgraça. Não falamos da natural pressão do público visitante ao árbitro, ninguém quer que isto seja ténis.
Falamos do perverso sistema de incentivos do futebol atual: o incentivo a abordar o lance de forma a que, em câmara lenta e visto de um certo ângulo, pareça falta; o incentivo a que, após o contacto, se fique caído, forçando uma paragem que pressione para se ir ao monitor.
O incentivo que o próprio árbitro tem para nada assinalar, esperando pelas indicações de quem está na sala do VAR. Recorde-se que o VAR é um “árbitro assistente de vídeo”. Assistente. Ao não assinalar nada, o árbitro devia estar a dizer que, para ele, nada se passou. Mas não. No sistema de incentivos atual, apenas aguarda, como uma folha em branco, passivo, invertendo-se a ordem entre juiz principal e auxiliar.
Gerou-se uma paranóia com o VAR. Recordemos o objetivo inicial da ferramenta: mínima intervenção para máximo benefício. Lances claros e manifestos. Erros grosseiros.
… corta para análises a micro-contactos. Raio-X a agarrões e contra-agarrões em pontapés de canto. Teses de físicas dos corpos sobre intensidades de agarrões, quem puxou primeiro e quem puxou depois.
Qualquer comentário que alerte para isto é acusado de ser contra a pureza da verdade desportiva, de ser um batoteiro, de preferir a mentira à justiça. Mas não. Não está em causa a bola que entrou ou não entrou. O fora de jogo que é ou não é. A agressão que escapou ao olhar do árbitro. O avançado que claramente se atirou para a piscina. Esses eram os lances de VAR.
Lembra-se, nos longínquios dias de 2017, quando usávamos a expressão “lances de VAR”? Agora todos os lances são de VAR porque o futebol tornou-se obcecado com ele, como se quisesse buscar uma perfeição dada pela máquina que, simplesmente, não existe.
A paronóia é internacional. Gera horas e horas de discussão porque sentimos que estamos em pé de igualdade com os árbitros, eles e nós reféns de milhares de horas em frente à televisão a virar frames ao contrário. Em Portugal a guerra de palavras vai forte, sem haver inocentes; em Espanha os árbitros ameaçaram um greve devido “às pressões e assédio”; em Inglaterra o caos em torno do VAR é recorrente; em França há tantas ou mais críticas à arbitragem do que por cá.
O futebol é uma das expressões culturais mais populares da história. É, também, um jogo incrivelmente resiliente, com leis que, na essência, são as mesmas há 100 anos. E não se pode dizer que tenha corrido mal a nível de popularidade global da coisa. A paranóia do VAR, as paragens eternas, os lances feitos para a televisão, os penáltis que poderiam ser ou não e apenas o são porque o atacante ficou dois minutos no chão, tudo isto nos aproxima do FutVAR.
No FutVAR, acha-se que um lance só é credível se passar pela máquina, essa purificadora, objeto encantado e benévolo. Sem esse scan, não é um produto legítimo, como se fosse de contrafacção.
Mas atenção: o pior está por vir. Veja-se o que sucedeu no Mundial sub-17, em que se deu a aberração de permitir que cada equipa pudesse pedir que lances fossem consultados pelo VAR. É a amplificação da paranóia.
Os jogadores ficam a saber que podem abordar lances de maneira sexy para os frames, porque o escrutínio em câmera lenta já não depende da vontade do árbitro, mas do pedido da equipa. As equipas técnicas têm elementos só para estarem em cima dessas jogadas, do mini-agarrão que pode ser um mini-penálti, aumentando a obsessão com tudo isto.
Um jogo pensado para a fluidez, para o movimento, partes de 45 minutos sem descontos de tempo, uma sucessão de ações encadeadas, tudo parado em virtude desta paranóia. Não é o futebol, jogo continuado, que recomeça rapidamente onde parou, o lançamento onde a bola saiu, a falta onde se cometeu. É FutVAR, aos solavancos da câmera lenta, o jogo com mais êxito da história da humanidade, vindo do século XIX e pensado para ser analisado em tempo real, a ser avaliado micro-segundo a micro-segundo.
E há mais. Gianni Infantino reúne-se em salas opacas com tech bros e magnatas diversos, esse universo que está obcecada com a inteligência artificial. Quem nos garante que um desses homens não sugeriu a Gianni (ou “Johny”, como diria Trump) que o santo VAR não passasse a ser operado por uma máquina, poupando tempo e recursos humanos? Parece irrealista? O FutVAR em que vamos entrando também o parecia em 2005. Falamos em 2045.
Talvez tudo isto seja inevitável. Possivelmente quem ler isto em 2100 — ainda se vai ler em 2100? — olhará para estas linhas como nós olhamos os que criticavam a abertura do futebol ao profissionalismo, defendendo a manutenção do amadorismo, um debate quente há muitas décadas. Julgará isto um bafiento exercício de conservadorismo.
Por agora, quando o próximo jogo que virem for interrompido por uma ida ao VAR, façam o seguinte exercício: ao verem aquele lance em velocidade normal, em direto, alguém pensou instintivamente que era penálti?

O que se passou
Com Luis Suárez em grande, o Sporting goleou o Rio Ave. Já SC Braga e Benfica empataram num jogo emocionante.
Juan Carlos Ferrero continua sem esclarecer as razões da separação com Carlos Alcaraz, mas abriu-se emocionalmente, falando de “luto” e “dor”. Segue a guerra de palavras: Frederico Varandas disparou com contundência, Villas-Boas respondeu com acusações de “hipocrisia” e “memória seletiva”. Entretanto, o FC Porto foi multado em 12.750 euros no ‘Caso da televisão’.
(Pelo menos) por um jogo, Ruben Amorim fez uma pausa no dogma dos três centrais. E o Manchester United ganhou. O Arsenal permanece no topo da tabela, apesar do sofrimento, e Liverpool e Wolverhampton homenagearam Diogo Jota.
Morreu Carlos Cardoso, lenda do Vitória de Setúbal.
História lusófona na CAN: pela primeira vez, Moçambique ganhou um jogo."

BF: Que muda em Janeiro?

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Cinco momentos de 2025 que ficam para a história

Observador: E o Campeão é... - “O Benfica joga como equipa da metade de baixo da tabela”

Observador: Três Toques - Fazer dinheiro a vender camisolas usadas… pelo CR7

SportTV: Primeira Mão - Assim foi o ano de 2025

Basquetebol Feminino: 59-101

Dois pontos sonegados


"Nesta edição da BNews, o destaque é o empate do Benfica em Braga (2-2), num jogo marcado por arbitragem polémica e prejudicial às águias.

1. Erro clamoroso de arbitragem
Em declarações após a partida, o Presidente do Sport Lisboa e Benfica, Rui Costa, teceu críticas à equipa de arbitragem: "Anularam-nos um golo limpo de forma inacreditável. Acabámos por deixar aqui mais 2 pontos, quando aquele golo nos podia ter dado a vitória, era um golo limpo."

2. Impedidos de ganhar por uma má decisão
José Mourinho considera que o desfecho seria outro se imperasse a verdade desportiva: "Quero sair deste jogo com a convicção de que virámos e ganhámos. Na 2.ª parte só houve Benfica. Os jogadores assumiram essa responsabilidade, e virar o resultado e ganhar aqui 3-2 é um resultado fantástico para nós. Os jogadores merecem pelo esforço. Marcámos 3 golos limpos."

3. Injusto
Na opinião de Aursnes, que foi considerado o Homem do Jogo, o Benfica fez o suficiente para ganhar a partida: "Merecíamos os 3 pontos, o 3.º golo devia ter contado."

4. Ângulo diferente
Veja, de outro ângulo, dois golos do Benfica em Braga.

5. Benfica District
Veja ou reveja aqui a transmissão (streaming) da sessão, em Paredes, com a presença de Nuno Catarino, vice-presidente e CFO do Sport Lisboa e Benfica, e do vice-presidente Manuel de Brito.

6. Triunfos forasteiros
A equipa B ganhou no reduto do Ac. Viseu por 1-2. Em basquetebol, a equipa masculina venceu em Braga por 63-87, e a feminina triunfou em casa da Sanjoanense por 59-101.

7. Jogo do dia
Em voleibol, o Benfica atua no pavilhão do Clube K às 21h00 (Portugal Continental).

8. Bom desempenho na São Silvestre de Lisboa
Foram vários os atletas do Benfica em destaque, em particular Isaac Nader e Salomé Afonso, os vencedores em masculinos e femininos, respetivamente."

Central: O Benfica Foi o Clube do Regime: Mito ou Verdade?

Renascença - Bola Branca - Tertúlia - As certezas e as incertezas da Liga depois de 16 jornadas

Zero: Ataque Rápido - S07E22 - Título é miragem para o Benfica

Falsos Lentos - S06E17 - Diogo é apertado no Cacilheiro

Segundo Poste - S05E22

Tailors - Final Cut - S05E01 - Tiago Pinto

BolaTV: Vitinha...

Atypical: I Don't Know What is Next for My Life or Pro Basketball Career

Sonhos febris


"As gripes, pneumonias e febres atacaram a nossa casa como tantas pelo país fora. Numa noite de febre, suores frios, suores quentes, entre filhoses, fatias douradas e água com gás, sonhei uma enfiada de coisas.
Que os jogos da Taça de Portugal não começavam às 21 horas. Um horário inenarrável para jogos normalmente disputados durante a semana e que podem ir para prolongamento, levando o encontro, incluindo conferências de imprensa, a acabar, literalmente – sempre quis usar bem esta palavra - apenas no dia seguinte.
Ainda na Taça, que os jogos não mudavam de local a menos de 24 horas do pontapé de saída. O que aconteceu no Caldas-SC Braga foi triste – o comunicado da FPF, por exemplo, chegou à redação às 00h48 horas. Levou jogadores a ameaçar não ir a jogo e o treinador José Vala a dizer que se ia embora. Não é para isto que existe a Taça de Portugal, seguramente. Já aqui escrevi antes que os grandes devem jogar no campo dos pequenos e estes devem receber todas as condições para organizar esses jogos, ainda que os balneários não tenham o luxo a que aqueles estão habituados.
Sonhei que as conversas entre jornalistas e entrevistados não se limitavam a um cuspir de perguntas, mas antes uma oportunidade para se ouvirem as respostas. Atropelos como os que aconteceram nos infinitos fins de semana nas eleições do Benfica são incómodos. Gostaria muito que a ‘obrigação’ da UEFA de colocar um jogador a falar se estendesse também às competições nacionais. Em vez que Rui Borges, José Mourinho e Francesco Farioli passarem pela tarefa de antevisão a todos os jogos, de três em três dias - eles próprios já se queixaram de falar mais do que treinar - porque não deixar que um jogador o faça? 
Que a promessa de um adepto do Manchester United em só cortar o cabelo quando a equipa ganhasse cinco jogos seguidos não era tão inultrapassável. A Premier League tem cada vez mais players – veja-se o incrível Aston Villa, em terceiro. Ali não há mesmo jogos fáceis, por isso o pobre Frank que meça bem o que quer para a vida.
Numa altura mesmo má da noite, tive um pesadelo em que o próprio Donald Trump ganhava a Taça Trump-Mundial 2026 e declarava que o país já não precisava mesmo de mais eleições para nada.
Escrevo estas últimas linhas do ano ao som de ‘A Charlie Brown Christmas’, algo que agradeço ao algoritmo do Instagram, que na quadra de Natal me mostrou música, trabalhos manuais e pratos que guardei mas nunca vou fazer. Um bom 2026 cheio de sonhos menos febris."

CAN 2025: Chiquinho e os seus pupilos


"A participação de Moçambique na CAN 2025 está a ganhar contornos históricos. Após uma estreia competitiva, apesar da derrota frente à Costa do Marfim (0–1), a seleção moçambicana respondeu com personalidade e escreveu uma das páginas mais marcantes da sua história na competição.
Sob o comando de Chiquinho Conde, os Mambas entraram no torneio com uma ideia clara: competir com organização, coragem e identidade. Frente aos campeões em título, Moçambique mostrou-se disciplinado, compacto e emocionalmente ligado ao jogo, sofrendo apenas um golo e mantendo-se competitivo até ao apito final.
Na segunda jornada, chegou o momento que ficará para sempre na memória do futebol moçambicano: vitória por 3–2 frente ao Gabão, a primeira vitória de sempre de Moçambique numa fase final da Taça Africana das Nações. Um jogo intenso, emocional e decidido no detalhe, onde a equipa mostrou capacidade para sofrer, reagir e acreditar.
Geny Catamo teve um papel determinante, assumindo responsabilidade ofensiva e participando diretamente nos momentos-chave. A vitória não foi apenas fruto do talento, mas sobretudo da confiança coletiva e da clareza no plano.
Há também um valor humano muito forte neste grupo. A presença de jogadores experientes dá estabilidade emocional à equipa. O médio-centro ofensivo Domingues, com 42 anos, é um caso raro de longevidade competitiva no futebol africano. A sua serenidade, liderança silenciosa e leitura do jogo têm um impacto que vai muito além dos minutos jogados.
Esta identidade não surge por acaso. Aquando da minha passagem pelo V. Setúbal, na Primeira Liga, tive a oportunidade de conhecer o mister Chiquinho Conde, uma referência do futebol moçambicano e um representante africano em Portugal marcado pela qualidade e arrojo técnico. No Vitória, era treinador dos Sub-23.
Vi e analisei muitos jogos da sua equipa e havia algo que se repetia constantemente: união, espírito coletivo e crença até ao fim. Hoje revejo exatamente isso nesta seleção.
Mais tarde, ao serviço da Seleção Nacional da Nigéria, voltámos a cruzar-nos. A sensação foi imediata: a qualidade do trabalho mantinha-se. Uma equipa sempre crente, sempre ligada ao jogo até ao último minuto. Ganhámos o jogo amigável, mas o encontro começou com um golo de Geny Catamo e foi uma preparação muito interessante para a CAN. Nesse jogo, destacou-se um jogador pela qualidade técnica e pela visão no último passe: Domingues, na altura com 40 anos. Um craque.
O próximo jogo frente aos Camarões será determinante. Uma seleção com mais tradição e valor individual, mas que também sente dificuldades quando o jogo não se resolve cedo. Para Moçambique, o desafio passa por manter aquilo que o trouxe até aqui: organização, rigor, paciência e identidade emocional.
Na CAN, nem sempre vence quem tem mais talento ou maior valor de mercado. Muitas vezes vence quem acredita, quem respeita o jogo e quem transforma um sonho em realidade. Moçambique está a fazê-lo."

Memorias...


"Quem diria que o Andrade fanático do João Gonçalves e o doente do Tiago Martins nos iam roubar à cara podre!? Quem diria?!?!? Nunca pensámos, estamos estupefactos! Senhores tão competentes, tão profissionais, tão idóneos…custa a perceber mesmo como podem ter-nos roubado pela 156379 vez!
O João achou que este atropelamento do Moura ao Catamo não foi falta (que seria penalti). Lembrar que nesse jogo, do outro lado estava o clube do seu coração e por quem é completamente doente, como toda a gente sabe.
O Tiago achou que um espancamento visto em directo pela TV não seria motivo para chamar o árbitro ao monitor.
Os dois acharam hoje que aquilo que vimos em Braga no lance do terceiro golo do Benfica era passível de falta. E está tudo dito, se dúvidas ainda houvessem.
Para o banana do ídolo dos sócios do Benfica, se é para falares com o tom e com o conteúdo que falaste hoje, mais vale mesmo estares calado, seu falhado. Ou se calhar, meter o Noronha a apitar os nossos jogos, pode ser que volte a espumar-se da boca!"

SÃO ESTES OS CRITÉRIOS DA ARBITRAGEM TUGA!


"O Ríos não faz falta alguma: o golo é anulado! Trincão abalroa o jogador do Nacional? Golo validado. Diomande empurra nas costas defesa do Guimarães? Siga que não se passou nada. Depois admiram-se de não termos árbitros nos Mundiais e Euros.
Este vídeo não é sobre jogarmos muito ou pouco: este vídeo é só sobre critérios de arbitragem."

Mais Papistas que o Papa !!!

Daltonismo?!

QUEM MANDA DAR 45 DE AVANÇO? SEGUNDA PARTE NÃO BASTOU...


"Braga 2 - 2 BENFICA

Pré-jogo 1 - nomearam João Gonçalves para arbitrar e, ainda pior, Tiago Martins para o VAR! Dispensam-se mais comentários.

Pré-jogo 2 - alguém mais atento a estas coisas diz-me que há 13 anos que não ganhamos o último jogo do ano fora. É, portanto, para ganhar.

Pré-jogo 3 - este estádio é o mais vergonhoso de todos os de Euro para os adeptos visitantes. Esta época mudaram-nos para a outra bancada: pode ser que seja melhor, pensámos; não, é tão mau ou pior! (...)

Ó-SLB-SLB-SLB FORÇA SLB!
00 estamos de branco com Barreiro de regresso ao onze. Carregaaaaaa!
08 canto: mas que saída foi esta do Trubin? Já passou... mas eles têm dois no relvado, deve ser para dar tempo ao VAR de descobrir algum cagagésimo para penálti.
15 minutos sem nada a assinalar da nossa parte, sem uma investida que seja, já nem me refiro a jogadas de perigo, zero chegadas à área deles.
18 golo deles anulado pelo árbitro por falta, de cá de cima, do cucuruto do estádio, não se tem certezas de coisa alguma.
23 dá ideia de que eles estão com supremacia no meio campo e isso está a dar a sensação de que o jogo está mais para o lado deles.
26 por fim uma jogada de envolvimento atacante da nossa parte.
29 a começarmos a controlar o jogo e já lá está o primeiro: O-TA-MEN-DI de cabeça num livre muito bem marcado!! Tanto o estavam a assobiar, embrulhem. E o tempo do costume para o VAR validar um golo do Benfica.
35 o apitador marcou penálti? Mão na bola do Dahl? Pkp!!! Está no Tiago Martins, validou. Um-um... Zalazar não perdoou.
45+1 dois-um, tantas, mas tantas facilidades na nossa área, não se marca com os olhos, porra! O Pau Victor agradeceu e faturou. Ó Ríos, ali a bola despacha-se para a mãe que a pariu, OK?
45+2 não estamos a conseguir fazer uma jogada com cabeça, tronco e membros desde trás e o nosso futebol direto não está a criar perigo algum. Assim...
45+4 as estatísticas são todas favoráveis ao Braga. Resultado justo.
46 precisamos de uma entrada na segunda parte à imagem de Guimarães, o nosso jogo está uma pasmaceira, previsível, fácil de anular, precisamos de mais Benfica!
52 não reentrámos muito melhor mas o Aursnes, depois de boa jogada do Pavlidis, já meteu um golão: dois-dois!
56 outra grande jogada nossa, quase golo, defesa do redes, estamos a subir de produção. FORÇA BENFICA ALLEZ ALLEZ ALLEZ 60 redes no chão, ritmo quebrado.
65 fdx, Pavlidis fora de jogo, esta jogada tão bonita merecia que o VAR fechasse os olhos, merecia acabar em golo.
69 mais outra grande jogada do Pavlidis e o Dahl a rematar bem, mas o redes está lá para defender...
72 o Barreiro está na Pedreira? Vá, crl, faz-me morder a língua por esta observação!
74 há falta? Há falta mesmo? Tem a palavra o Tiago Martins, estamos tramados, o golo vai ser anulado... claro que foi!
79 não era o segundo amarelo para este arcebispo?
80 ó Aursnes, a falhar golos cantados destes enterramos hoje aqui as hipóteses de lutar pelo título.
88 faltas umas atrás das outras e o apitador interrompe quando vamos com a bola para criar perigo?
90 mais 7 para mostrar o que valemos.
90+5 acorda Ivanovic, crl!
90+7 acabou, e nós cada vez mais longe do titulo. Hoje era obrigatório vencer, empatámos fruto de uma primeira parte muito aquém das necessidades."

A reação do Benfica ao jogo da apanhada não deu para sair de Braga com uma vitória


"Uma partida emocionante deu empate (2-2) na pedreira. Os minhotos começaram melhor, as águias reagiram na segunda parte e poderiam ter vencido, mas correm o risco de ver a liderança ainda mais longe

Olhando aos minutos finais, vendo a forma como Sporting de Braga e Benfica terminaram de olhos postos na baliza adversária, em correrias em busca do golo da vitória, dir-se-ia que ninguém saiu satisfeito do encontro. À medida que os visitantes, revigorados no segundo tempo, falhavam oportunidades, era óbvia a frustração, mas também não havia resignação da parte dos locais, ainda que acabassem por aceitar a igualade após o tardio vermelho a Ricardo Horta.
Foi um embate emocionante, com momentos frenéticos, com quatro golos relativamente próximos e alterações no guião da contenda. Começou melhor o SC Braga, mas marcou primeiro o Benfica; reagiu o SC Braga, baseando-se nos argumentos que lhe deram o tal ascendente inicial; empatou o Benfica quando ainda se sentia a superioridade local; terminou o Benfica por cima, com oportunidades, mas sem eficácia.
No final de contas, a desilusão maior foi mesmo de quem pretende lutar pelo título. Seis empates em 16 rondas é demasiado, cinco empates em 12 jornadas com José Mourinho não é registo para ser primeiro.
Cedo colocou o SC Braga o Benfica a jogar à apanhada. Com a sua circulação fluida, com constantes pontos de apoio, como se fosse um percurso de comboio que vai parando em diversas estações e apeadeiros, a equipa da casa foi deixando os visitantes a perseguirem sombras. Só após o recomeço o cenário mudou.
Num arranque forte, com energia e pressão, Dahl não tardou em cometer um erro, dando a bola para Víctor Gómez, que não deu a melhor continuidade ao lance. João Moutinho e Ricardo Horta também acentuaram a ideia de que, no começo, os minhtos estiveram claramente por cima.
Pau Víctor, que olha para os companheiros antes de atacar a baliza, baixava para conectar as diversas fases do jogo. João Moutinho, jogador-metrónomo, atuava como um vidente, que já intuia o que ia suceder, talvez por este ser o 1113.º desafio da sua carreira profissional. Zalazar e Horta flutavam com liberdade.
Aos 25', os da casa tinham o dobro dos passes precisos (147 para 69), o triplo dos passes no último terço (25 para sete), contavam cinco remates contro um do adversário. E, como tudo isto segue uma linha lógica, o Benfica marcou.
Sudakov bateu tenso um livre da direita. Na área apareceu, impetuoso, Otamendi. A 13 de feveiro de 2011, o argentino bisou na Pedreira num SC Braga 0-2 FC Porto. Passaram quase 15 anos.
O golo não beliscou o jogar da equipa de Vicens. Nos oito duelos prévios a este, o Benifca apenas encaixou dois golos, tantos como os que sofreria entre os 38' e o intervalo.
Primeiro foi Zalazar a empatar de penálti, castigando nova má abordagem de Dahl, que desviou um cabeceamento de Dorgeles com o braço. Depois foi Pau Víctor a trabalhar com arte e classe na área, beneficiando do acerto de Zalazar pela direita e do desacerto de Ríos na área, novamente evidenciando-se as imprecisões técnicas do colombiano.
O descanso não tirou vertigem ou emoção à partida. O Benfica não voltou especialmente confortável, mas encontrou-se com o 2-2 quando, aos 53', teve espaço para correr. E teve-lo nos melhores pés possíveis, no poder de decisião de Pavlidis, inteligente a servir Aursnes, e na finalização do norueguês, que fez uma das melhores finalizações que se lhe recorda em Portugal.
Com o avançar do desafio, o guião do fim de tarde alterou-se. O Benfica deixou de jogar à apanhada, ajustando na resposta às rotas de jogo do SC Braga, que deixou de chegar perto de Trubin. Os guerreiros não tiveram qualquer primeiro remate enquadrado no segundo tempo, contrastando com a renovada capacidade ofensiva das águias.
Como é habitual neste tipo de cenários de exigência máxima, José Mourinho tardou em mexer, como se vira diante do Sporting, FC Porto ou Chelsea. Só aos 79' entraram Ivanović — estranhamente preso à esquerda — e Prestianni, mas isso não impediu que o caudal ofensivo do Benfica se acentuasse.
Pavlidis e Dahl colocaram a bola dentro da baliza, mas ambos os lances foram anulados. Dahl, num tiro potente, obrigou Lukáš Horníček a dar continuidade a uma grande temporada. Já depois das substituições, Aursnes, em grande posição, disparou sem pontaria.
O crescimento dos lisboetas não deu para obter os três pontos. A subida de forma do Benfica de José Mourinho não levou a reduzir a distância para o topo da I Liga e, antes do final de 2025, ainda a pode ver acentuar-se."

Foram todos obrigados a voltar e apagar a imagem da primeira parte


"Primeira parte podia ter deitado tudo a perder, e certamente deitou alguma coisa. Na segunda Mourinho insistiu nos mesmos onze mas ter-lhes-á explicado melhor o que fazer. Golaço de Aursnes e Pavlidis um furo acima dos outros em missão bem ingrata

A figura do Benfica: Pavlidis (7)
Faltou-lhe o golo para coroar mais uma ótima exibição na frente de ataque encarnada. Quer dizer, ele marcou, mas não valou porque estava em posição de fora de jogo. Passou a primeira parte quase toda a ver jogar, mas nas duas vexzes em que apanhou a jeito esboçou reações do Benfica ao melhor Braga que andava pelo campo. Na segunda entrou logo a ameaçar na área e decidiu assumir de vez as descidas ao meio-campo e as receções de costas para a baliza, servindo os colegas que agora sim, finalmente, lhe iam aparecendo nas imediações. No meio de múltiplos movimentos destes que ajudaram à supremacia encarnada, serviu Aursnes para o golaço da noite, tabelou com Tomás Araújo e o defesa quase marcou aos 56 minutos e aos 70 quase conseguia servir Dahl para mais um tento dos visitantes.

5 Trubin Com nada a fazer nos golos sofridos que contaram, poderia contudo ter feito algo mais no que foi anulado ao SC Braga logo aos 18 minutos. Em compensação, teria sido o garante do empate se Grillitsch não estivesse fora de jogo aos 85 minutos. Que defesa! De resto, poucas intervenções, sobretudo na segunda parte.

6 Dedic No descalabro da primeira parte estava a ser o elemento-mais do Benfica, capaz de carrilar minimamente o jogo pela direita. Muito atento aos 15 minutos, a cortar um livre traiçoeiro de Ricardo Horta, e aos 27, a dobrar um dos erros de Dahl lá do lado contrário ao dele. Manteve o balanceamento ofensivo no segundo tempo, aqui já com mais companhia.

6 Tomás Araújo Viu cartão amarelo muito cedo, logo à passagem do quarto de hora, mas isso não o condicionou no trabalho que realizou ao longo de todo o jogo, limpando com assertividade a área na maioria das ocasiões. Esteve, como três quartos da defesa, menos bem no segundo golo bracarense e na segunda parte ia conseguindo redimir-se, quando tabelou com Pavlidis e obrigou Hornicek a grande defesa.

6 Otamendi A autoridade habitual na larguíssima maioria dos momentos, com exceção do segundo golo bracarense, quando foi à queima ser fintado por Pau Victor em plena pequena área. Como já tanto tem sucedido, fez de meia oportunidade um golo e colocou o Benfica a ganhar com o enésimo cabeceamento fulgurante da carreira, respondendo a livre de Sudakov. Aos 89 marcou outro golo através de um corte sublime junto à baliza encarnada.

4 Dahl É certo que melhorou no segundo tempo, teve menos oscilações defensivas, rematou com perigo aos 70 minutos e aos 74 chegou a mesmo a marcar, só que não valeu. Na primeira parte, porém, acumulou um conjunto de equívocos, posicionais e de abordagem aos lances, que criou calafrios quanto baste ao Benfica e originou dois erros fatais: o penálti do empate e a facilidade com que foi ultrapassado por Zalazar no segundo golo bracarense. Noite para esquecer... ou não.

5 Barrenechea Foi tentando, sem grande sucesso, colocar lucidez no processo defensivo encarnado durante a primeira parte, mas também ele foi apanhado na teia de adversários que rodopiavam pelo meio-campo, baralhavam marcações e zonas de pressão e dificultavam, ainda, a saída para o ataque. Neste particular Barrenechea melhorou, como todos, durante a segunda metade e no capítulo da agressividade positiva ainda respirava saúde na reta final do encontro.

5 Ríos Foi, além de Dedic, o homem que deitou mão ao jogo para arrumar melhor a casa, ainda na primeira parte. Aos 40 minutos já tinha dois remates, algo que tentaria mais vezes, sem êxito, até final. No arranque do período de compensação da primeira metade, o erro capital, ao não aliviar o cruzamento de Zalazar que lhe foi parar aos pés, perdendo para Pau Víctor, que ultrapassaria Tomás Araújo e Otamendi antes de bater Trubin.

7 Aursnes De menos a mais, como a generalidade dos colegas, sendo que o menos de Aursnes dificilmente não fica acima da mediana da amostra e o mais facilmente se coloca na extremidade direita da escala de valores. Atento às dobras, como sempre, foi algo passivo na forma como deixou Zalazar cruzar para o cabeceamento de Dorgeles que acabou na mão de Dahl. Aos 53 minutos teve o melhor momento do jogo — que golaço em remate colocadíssimo da entrada da área! — e aos 80 perdeu a oportunidade de ser o herói encarnado quando falhou, de pé esquerdo, dentro da área, um 3-2 que parecia fácil.

4 Leandro Barreiro Muito apagado, perdido na maior parte dos momentos do jogo, incapaz de protagonizar as aproximações habituais ao ponta de lança que tantos problemas já têm solucionado ao Benfica. Também foi obrigado a voltar para jogo, mas acabou naturalmente por ser um dos dois substituídos por Mourinho na hora do tudo ou nada. 6 Sudakov — Marcou o livre que deu o 1-0, iniciou o contra-ataque para o 2-2 e voltou a estar brilhante aos 66 minutos, na jogada de um dos golos anulados. Na segunda parte desprendeu-se da esquerda, atacou mais o meio e dá a sensação de que o Benfica ganha algo em tê-lo em zona mais criativa. Também saiu.

4 Ivanovic Posicionou-se na esquerda, mas não foi a tempo de entrar verdadeiramente no jogo.

5 Prestianni Ao contrário de Ivanovic, deu vivacidade ao último fôlego encarnado, jogando atrás de Pavlidis a partir dos 79 minutos."

Brinde de réveillón para fazer com copo meio vazio


"Duelo entre SC Braga e Benfica acabou empatado, até na frustração

O brinde da passagem de ano será acompanhado por expressões carrancudas, o copo de SC Braga e Benfica estará meio vazio de um champanhe sem sabor, depois de um empate a dois golos que não agrada a nenhum dos lados, mas que penaliza sobretudo as aspirações da equipa de José Mourinho na luta pelo título.
Se a vantagem arsenalista ao intervalo do duelo no Minho era mais do que merecida, a reação das águias dominou claramente a etapa complementar. No final prevaleceu o equilíbrio no resultado e na frustração, embora faça sentido pesar mais o prejuízo do Benfica, que pode acabar o ano a dez pontos da liderança da Liga, se o FC Porto vencer o Aves SAD.
Com Leandro Barreiro de volta às opções, Mourinho não hesitou em recuperar o luxemburguês para o onze, em detrimento de Prestianni, com a intenção clara de manter a pressão alta que tem sido imagem de marca do seu Benfica.
O SC Braga, com seis alterações na equipa titular – relativamente ao jogo com o Caldas, da Taça de Portugal -, precisou de alguns minutos para entrar verdadeiramente em campo, mas não tardou assim tanto a criar sérias dificuldades ao opositor, com uma espécie de 3x7x0 em organização ofensiva, com Víctor Gómez, Vitor Carvalho e Arrey-Mbi na primeira fase de construção, e liberdade total a partir daí. Sem referência ofensiva fixa, a equipa de Carlos Vicens tanto colocava Lelo como Ricardo Horta a dar largura à esquerda, e Zalazar e Dorgeles a fazer o mesmo na direita.
A equipa da casa teve um primeiro ensaio para o golo ao minuto 19, mas Ricardo Horta fez falta para ultrapassar o outro capitão, Nico Otamendi.
O Benfica fez o primeiro remate ao minuto 26, por Ríos, mas três minutos depois estava a festejar a vantagem, aproveitando um livre lateral que Sudakov colocou na cabeça de Otamendi.
O SC Braga não acusou o golpe inesperado, e deu a volta ao marcador ainda antes do intervalo. Um golo anulado a Pau Víctor deu lugar ao penálti do empate de Zalazar, mas depois foi mesmo o avançado espanhol, com muita classe, a dar vantagem à equipa da casa, aproveitando uma escorregadela de Ríos já em período de compensação.
O Benfica foi outro na segunda parte: definiu melhor os momentos de pressão e foi bastante mais competente na construção, com Enzo a recuar para linha dos centrais e Dedic e Dahl mais projetados, empurrando Aursnes e Sudakov para junto de Barreiro e Ríos. A equipa de José Mourinho virou o jogo no corredor central e chegou ao empate logo ao minuto 53, com um golaço de Aursnes. 
Com Sudakov habilitado a criar desequilíbrio entre linhas, as águias tiveram golo anulado ao minuto 66, num lance em que Pavlidis foi apanhado em posição irregular, depois de servido precisamente pelo ucraniano. Apenas oito minutos depois a cena repetiu-se, mas para anular uma finalização de Dahl, com João Gonçalves a assinalar falta de Ríos sobre Vitor Carvalho.
Aursnes ainda desperdiçou soberana ocasião para desequilibrar o resultado, ao minuto 80, mas por essa altura - já sem Sudakov em campo - o jogo tinha entrado numa anarquia tal que Ricardo Horta ainda viu o segundo cartão amarelo, e consequente vermelho, ao minuto 90+3.
A equipa de Carlos Vicens falhou o assalto ao quarto lugar da tabela classificativa, mas o Benfica fica (ainda) mais distante do seu objetivo de sempre. A formação orientada por José Mourinho arrisca-se a entrar em 2026 já com um atraso de dois dígitos para o líder FC Porto."

BI: Rescaldo - Braga...

Terceiro Anel: React - Mourinho - Rescaldo - Braga...

Observador: A Força da Técnica e a Técnica da Força - Braga...

Terceiro Anel: Braga...

BF: Braga...

BI: Live - Braga...

Terceiro Anel: Live - Braga...

5 Minutos: Braga...