Últimas indefectivações

sábado, 27 de dezembro de 2014

Fim-de-semana 'morno' !!!

Num fim-de-semana, praticamente sem actividade desportiva (nacional), o destaque todo para a vitória da Dulce Félix, na São Silvestre de Lisboa, que devido ao modelo 'Guerra dos Sexos', tem vindo a ganhar prestigio nos últimos anos...

Os parabéns merecidos para o João Pereira, que foi considerado a revelação do ano, pela ITU. O 5.º lugar no ranking no final da época do Triatlo internacional, foi de facto extraordinário...

Quem quiser ler as entrevistas do Júlio César ao Rascord, e do Jesus à Bolha, é clicar em cima dos nomes respectivos.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Uma revisão crítica e indiscriminada do ano de 2014

"O departamento clínico de Alvalade receitou o silêncio obrigatório de manhã, à tarde e à noite, numa tentativa de silenciar o presidente.

POLÍCIA DO ANO
- Anónimo
Trata-se do agente da PSP que, naquela noite de Abril em que o Benfica festejou o seu 33.º título no Marquês, tentou prender Jorge Jesus confundindo-o com um adepto, tal era a euforia do treinador e a festiva indumentária com que se apresentou enroupado. Ressalve-se que o agente da polícia libertou o nosso treinador assim que deu conta do erro. Ainda há justiça em Portugal.

APARECIMENTO DO ANO
- Shikabala
O Sporting contratou Shikabala, a vedeta egípcia instável, que até se deu ao trabalho de aparecer em Alvalade para tirar fotografias e, algumas vezes, em Alcochete para se equipar com os colegas. Manuel José ainda disse: «Pode ser que tenha ganho juízo». Mas nunca se percebeu muito bem a quem se referia directamente Manuel José que é, sem dúvida, o mais egípcio dos treinadores portugueses. 

DESAPARECIMENTO DO ANO
- Shikabala
Desde a Páscoa que ninguém sabe de Shikabala em Alvalade. Inevitavelmente, lá veio à liça Manuel José, o nosso maior especialista em temas egípcios: «Se me tivessem telefonado antes…»

MODALIDADE DO ANO
- Hóquei em Patins
Ora cá está, finalmente, a consagração de uma modalidade que, tal como acontece com o bilhar, dispensa os fiscais-de-linha. Talvez por essa razão tem o Benfica vindo a ser imensamente feliz. Sobretudo nas suas deslocações a casa do rival Porto, seja para competições nacionais seja para competições internacionais, sempre, sempre sem fiscais-de-linha.

CONVALESCENTE DO ANO
-Fejsa
Ljubomir Fejsa, continuação de boas melhoras!

VAI-VÉM DO ANO
- Paulo Fonseca
Começou 2014 no Porto e terminou 2014 em Paços de Ferreira. Já em 2013 lhe tinha sucedido precisamente o contrário. Começou 2013 em Paços de Ferreira e terminou 2103 no Porto. Veremos se a coisa fica por aqui.

CANÇÃO DO ANO
- «O Campeão voltou»
Com letra e música de autores anónimos, eis a canção que em 2014 mais encantou uma grande fatia da população. Entra no ouvido que é uma beleza: «O campeão voltou, o campeão voltou, o campeão voltou!»

PERSONAGEM LITERÁRIA DO ANO
- D’Artagnan
«Conheciam tanto o Talisca como eu o D’Artagnan!». E assim, perentório, acabou Jorge Jesus com a prosápia dos tipos do Chelsea que reivindicavam a descoberta do jovem brasileiro. O treinador do Benfica atirou-lhes com um personagem de um romance francês do século XIX e o baiano, em jeito de agradecimento, desatou a marcar golos.

ESTÁTUA DO ANO
- Cristiano Ronaldo
A Madeira homenageou em bronze o seu filho mais célebre. Cristiano Ronaldo tem a partir de agora uma estátua sua numa avenida principal do Funchal. Toda a família Aveiro compareceu em peso à inauguração do monumento de 800 quilos. Quanto à altura, são 3 metros e 40 centímetros de Cristiano Ronaldo. O que importa é que todos estavam felizes. A estátua também parecia estar muitíssimo feliz, certamente por ver tanta gente bem vestida à sua volta.

MÁRTIR DO ANO
- Carlos Mané
«Temos de dar a vida pelo presidente!» foi, sem qualquer espécie de dúvida, a proclamação mais impressionante de 2014 no capítulo da martirologia.

SAMBA TRISTE DO ANO
- Selecção
No Mundial do Brasil, a selecção nacional sambou pouco e mal, regressando a casa muito rapidamente. Valeu-nos a miserável campanha do escrete a jogar em casa para nos livrar de uma nova antologia de anedotas brasileiras a gozar com os portugueses da bola quadrada.

LIVRE À PANENKA DO ANO
- Gaitán
O momento artístico dos momentos artísticos vividos no Estádio da Luz aconteceu no jogo com o PAOK, para a Liga Europa, quando Nico Gaitán cobrou um livre e de tal forma que a bola, quando entrou na baliza, parecia ainda não ter saído do pé do argentino.

ALIANÇA DO ANO
- Sporting-FIFA
Enquanto, por cá, Benfica e Porto estabeleceram uma aliança muito criticada que conduziu Luís Duque à presidência da Liga, lá por fora o Sporting dá cartas estabelecendo com a FIFA uma aliança que vai acabar com os fundos de investimento. Blatter não dá um passo sem telefonar para Alvalade.

PALAVRA DO ANO
- Peanuts
Corria o mês de Fevereiro e na sua conferência de imprensa de antevisão do jogo com o Vitória de Guimarães, questionado sobre a «pressão» que caía sobre a equipa, Jorge Jesus respondeu: «Pressão? Isso para nós são peanuts!». Foi um sucesso de proporções ainda hoje incalculáveis.

GAFFE CINEMATOGRÁFICA DO ANO
- Bruno de Carvalho
Comentando a ausência de Shikabala do seu local de trabalho, o presidente do Sporting disse: «Ele não é o Rambo, o Shikabala está desaparecido mas não está desaparecido em combate.» Ora, qualquer pessoa minimamente instruída sabe muito bem que o protagonista da série de filmes «Desaparecido em Combate» não é o Rambo, é o coronel James Braddock interpretado por esse grande actor chamado Chuck Norris. Elementar!

NOME DO ANO
- Manel
Corria o mês de Janeiro e, sendo iminente a saída de Matic para o Chelsea, o treinador do Benfica viu-se confrontado pela imprensa com a perda do importante jogador. Ao que respondeu: «Se não jogar o Matic, joga o Manel.» De tal modo causou impacto esta afirmação que, para muita gente, o título de 2013/2014 ficará para sempre como o campeonato dos Manéis, tantos e tão bons foram os Manéis chamados a participar.

ADVERSÁRIO DO ANO
- Rio Ave
Em 2014 o Benfica ganhou três finais ao Rio Ave. Começou pela Taça da Liga, seguiu-se a Taça de Portugal e terminou com a Supertaça. Nenhuma delas foi fácil, antes pelo contrário. Com a embalagem com que íamos foi uma pena o Benfica não ter jogado a final da Liga Europa com o Rio Ave.

MUSEU DO ANO
- Museu Cosme Damião
A Associação Portuguesa de Museologia atribuiu ao Museu Cosme Damião o prémio para o Museu Português do Ano de 2014. Três «vivas!» a Cosme Damião e aos sonhadores, dinamizadores e trabalhadores do Museu do Benfica!

FALHA DO ANO
- Equipamento alternativo
Passou-se mais um ano. Um ano civil que é igual a duas meias-temporadas futebolísticas. E, mais uma vez, aliás, mais duas vezes, o Benfica não conseguiu impor aos seus ideólogos do marketing o mais belo dos equipamentos alternativos, aquele que está determinado nos Estatutos redigidos pelos fundadores do clube e que, passo a descrever: camisola branca, calção branco e meias brancas.

LANÇAMENTO LATERAL DO ANO
- Maxi Pereira
Corria o minuto 35 do Porto-Benfica a contar para a Liga 2014/2015 quando Maxi Pereira, à força braçal, meteu a bola na anca de Lima que se encontrava liberto de marcação na área dos visitados. Foi golo. 

ENGENHEIRO DO ANO
- Lopetegui
Julen Lopetegui trouxe a modernidade para o futebol português. Para melhor observar a evolução dos seus jogadores durante os treinos, o treinador do Porto mandou erguer uma torre com 7 metros de altura. É muito metro. Tem a torre de Lopetegui, por exemplo, mais 3 metros e 60 centímetros em altura do que a estátua de Cristiano Ronaldo inaugurada no Funchal que só tem 3 metros e 40 centímetros de altura como já foi referido nesta resenha do ano.

MOMENTO JUDICIAL DO ANO
- Pinto da Costa
No nosso futebol que, num passado ainda próximo, foi tão impiedosamente devassado pela actividade judicial, há que dar graças por um ano tranquilo e sem investidas. A única notícia assinalável do foro da justiça terá sido a visita do presidente do Porto ao estabelecimento prisional de Évora dois dias depois da visita de Lima ao Dragão.

ROUBO DO ANO
- Pedro Proença
Vítima dos poderosos lobbies internacionais, que não se comparam em perfídia aos nossos simpaticíssimos lobbies nacionais, Pedro Proença viu-se roubado da sua tão ansiada final do Campeonato do Mundo de Clubes que se disputou em Marrocos. No seu lugar apareceu um árbitro guatemalteco para apitar o jogo. Imagine-se, um guatemalteco! E todo despenteado.

FINAL EUROPEIA PERDIDA DO ANO
- Benfica
Um ano depois de ter perdido a final da Liga Europa para o Chelsea, o Benfica voltou a perder a final da Liga Europa mas para o Sevilha. Uma coisa é certa para 2015: o Benfica não perderá a sua terceira final europeia consecutiva. Mas, mesmo disso, vamos ter saudades.

CLÁUSULA DE RESCISÃO DO ANO
- Shikabala
A fuga de Shikabala está, para já, a prejudicar o Sporting em 45 milhões de euros. Trata-se do valor da faraónica cláusula de rescisão imposta no contrato de quatro anos e meio que liga o egípcio ao clube de Alvalade e que continua em vigor até 2017.

MULTA DO ANO
- Luisão
Ficou por 60 mil euros a brincadeira de Luisão num jogo particular disputado no território da Alemanha, atirando ao chão um árbitro alemão compatriota do outro árbitro alemão que haveria de apitar a final de Turim e que bem tramou o Benfica por solidariedade patriótica.

RECEITA MÉDICA DO ANO
- 'Blackout' do Sporting
O departamento clínico de Alvalade, numa medida profilática que já tardava, receitou o silêncio obrigatório de manhã, à tarde e à noite. Trata-se de uma tentativa de silenciar o presidente englobando-o, discreta e diplomaticamente, no conjunto de funcionários do clube.

PREVISÃO DO ANO 2015
- Jorge Jesus
«Vêm aí dias difíceis», disse o treinador do Benfica depois do jogo com o Gil Vicente que os campeões nacionais se viram aflitos para ganhar. Se o mercado de Verão levou uns quantos titulares indiscutíveis do belo Benfica de 2013/2014, a próxima abertura do mercado de Inverno promete levar mais uns quantos. E o problema é que, à primeira vista, já nem há Manéis."

Leonor Pinhão, in A Bola

Saldo excelente

"Época propícia para fazer um balanço de Natal. Em resumo, a temporada está muito acima das expectativas catastróficas do início do ano e algo abaixo das ambições limitadas dos adeptos (como eu) que querem sempre mais. Jorge Jesus, no entanto, continua a bater recordes, são tantos que já nem se dá valor. Quando foi o último jogo da Liga em que não marcámos um golo? Em que ano chegámos com seis pontos de vantagem ao Natal? Quando tivemos na nossa história, simultaneamente, todos os títulos nacionais em nossa posse? Lembro-me de chegar ao Natal com seis pontos de atraso do líder, porque seis pontos de atraso do líder, porque seis de vantagem não me lembro quando foi a última vez. O saldo é excelente e não o reconhecer é viver fora da realidade presente. Com constrangimentos financeiros, com uma crise generalizada e com o crédito bancário reduzido a quase zero, resta-nos uma grande responsabilidade financeira e ser sagazes na gestão de recursos.
O último jogo contra o Gil Vicente foi dos menos conseguidos da época. Jorge Jesus disse no fim do jogo que os adeptos deixaram a equipa nervosa. Houve então total sintonia, porque a equipa também deixou os adeptos muito nervosos. Há razões que explicam e outros argumentos que justificam. Muitas lesões, sobrecarga de jogos, jogadores importantes fora, alguns castigos a somar, ficamos com um caldo explosivo. Mas contra o Gil Vicente só a vitória foi boa e só os três pontos são recordações de Natal. Numa noite gelada em que tivemos Super-Maxi para nos adoçar a boca. Agora resta abordar a Taça da Liga com ambição. Estamos fora da Taça de Portugal e por isso a Taça da Liga é simplesmente para tentar vencer. Começa na terça-feira contra o Nacional.
Este blackout do Sporting foi uma excelente ideia. Calando o seu presidente diminui em muito a instabilidade do grupo. Como é possível que um presidente que fez tanta coisa bem feita pelo Sporting, arrumou a casa, consolidou prioridades, manteve alguma competitividade e não perdeu ecletismo deite tudo a perder naquilo que é mais fácil? Ter juízo, moderação e algum bom sendo."

Sílvio Cervan, in A Bola

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

"Não vai ser fácil (...) e temos que nos ajudar uns aos outros"


Mensagem de natal de Jorge Jesus para os... por AsPapoilasSaltitantes

O pós-Enzo

"Após um 'tiro no porta-aviões' dado pelo Braga e uma vitória com uma exibição sofrível face a um adversário medíocre, talvez valha a pena reflectir sobre o que será o Benfica pós-Enzo. Até ver, as alternativas ao argentino para a posição 8 têm sido, para ser generoso, remediadas.
Talvez a questão se prenda mesmo com a posição 8. No modelo de Jesus, estamos a falar de um lugar muito exigente, onde a participação nos momentos de organização ofensiva tem de estar articulada com grande intensidade nas transições defensivas. O número 8 do Benfica de Jesus é um autêntico pêndulo: está sempre presente a atacar e também a defender. Quer táctica, quer técnica, quer fisicamente, jogar naquele lugar está ao alcance de poucos. Na verdade, nos anos de Jesus, só Enzo e Witsel o fizeram com mestria (no primeiro ano, as circunstâncias eram diferentes, pois Ramires oferecia um grande equilíbrio à equipa desde as alas).
O que fazer agora? Se bem se percebe, o próprio Jesus parece hesitar. Quando parecia que Pizzi seria a alternativa ao argentino, recuperou a solução Talisca. A questão é que nenhum dos dois é, nem poderá ser, um clone de Enzo, e todas as alternativas obrigarão o Benfica a mudar o seu sistema. É mesmo caso para afirmar, parafraseando Jesus sobre Matic, que 'para render Enzo, só nascendo dez vezes'. Com uma agravante, Enzo é um jogador mais influente e determinante do que era Matic (o que não quer dizer que seja melhor jogador do que o sérvio).
Na impossibilidade de contratar um jogador de classe e maturidade, talvez seja preferível encontrar um modelo mais flexível, onde a equipa se adapte também ao perfil dos jogadores do plantel, em lugar de se forçar jogadores a serem o que não são. No fim, sobra uma certeza: uma vez mais, o caminho para o título dependerá da competência do treinador para ultrapassar dificuldades."

Enfant terrible

"Quando Bruno de Carvalho surgiu no espaço público, temi que fosse um Vale e Azevedo em versão jovem.
Mas os seus primeiros passos na presidência do Sporting fizeram-me reconsiderar. A forma expedita como ultrapassou o problema da dívida à banca, o pragmático corte de despesas, a aposta na formação conseguindo apresentar uma equipa competitiva, pareciam o início de uma caminhada segura no sentido certo. Bruno de Carvalho mostrava iniciativa, autoridade e perseverança.
Este ano, contudo, o jovem líder está a dar razão às minhas intuições. Toda a sua acção tem contribuído para desestabilizar o grupo de trabalho. A sua continuada presença no banco é um tremendo erro. No banco, a máxima autoridade tem de ser o treinador. Ao sentar-se lá, Bruno de Carvalho parece estar a vigiar o trabalho e as opções do técnico - e isso mina a autoridade deste perante os jogadores e os adeptos.
E é surreal, depois de o presidente, o treinador e os jogadores terem estado juntos em campo, Bruno de Carvalho vir recorrer às redes sociais ou aos meios de comunicação para lhes enviar recados. Quando disse que eles 'não tinham sido dignos da camisola do Sporting'. ou que a 'exigência tem de aumentar', Bruno de Carvalho disparou sobre todos, indistintamente.
E quando afirmou que assume as suas responsabilidades no rendimento insuficiente da equipa, o que quis dizer foi: 'Eu assumo as minhas, os outros assumam as deles'.
Dizem-me que Marco Silva já pediu duas vezes a demissão. Não me espanta. É muito difícil trabalhar com uma pessoa assim. E a lição a tirar desta história é que a natureza das pessoas acaba sempre por vir ao de cima."

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Presentes de Natal

"Véspera de Natal. Tempo de encontro, mas não de encontros (futebolísticos). Tempo, também, de tradições. E de presentes, com um Pai Natal cada vez mais virtual.
Imaginei uma lista de prendas:
JORGE JESUS - Meia equipa titular a voltar aos jogos: Luísão, Fejsa, Rúben Amorim, Salvio, Eliseu, Sílvio.
MARCO SILVA - A equipa B do Sporting (de João de... Deus) a 'adquirir' em Janeiro.
LOPETEGUI - Uma aplicação móvel (app) para simular rotações de jogadores.
FERNANDO SANTOS - Um kit com pontas-de-lança naturalizados.
ANDRÉ VILLAS-BOAS - A recuperação da cotação do rublo.
MOURINHO - Um Real Madrid-Chelsea na Champions.
BRUNO CARVALHO - Uma tribuna em vez de um banco.
RONALDO - A terceira Bola de Ouro, sem protuberâncias anatómicas.
MAXI PEREIRA - Uns dias de férias em 2015.
LIMA - Patente licenciada do cocktail 'Porto com lima'.
BRAHIMI  e SLIMANI - A presença lá/ausência cá, até à final da CAN 2015.
MIGUEL ROSA e DEYVERSON - Um voucher com direito a jogar contra o SLB na 2.ª volta.
QUARESMA - Umas chuteiras resistentes para acessos de fúria no banco.
OBLAK - Uns minutinhos como titular (em Madrid, claro está).
JOGADORES DE LÍNGUA ESPANHOLA - Um curso rápido de português (os portugueses em Espanha falam espanhol).
BRUNO PAIXÃO - Um jogo a arbitrar o FCP (a última vez foi há 1.059 dias!).
PLATINI - O livro 'Orgulho e Preconceito' de Jane Austin.
RUI SANTOS - Um campo com chips em vez de relva.
E já agora para mim. Depois do poker da época passada, que venha o triplete bicampeonato, 6.ª Taça da Liga e Supertaça contra o Sporting de... Braga."

Bagão Félix, in A Bola

Mensagem de Natal do presidente Luís Filipe Vieira

"Quero desejar a todos os benfiquistas, quer em Portugal, quer espalhados pelo mundo, um bom Natal.
Por maiores que sejam as dificuldades do presente, vamos vencê-las.
Este foi um ano intenso, com alegrias e tristezas, com conquistas inéditas, com perdas irreparáveis, mas foi mais um ano de crescimento e aprendizagem. Juntos, saberemos construir um Clube à altura dos nossos sonhos e das nossas ambições.
Tenhamos esperança no futuro.
Bom Natal a todos!"

Até o Pai é Vermelho

Jantar de Natal - Basket e Hóquei

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

«Eusébio, faça tudo como de costume»

"Vamos a Paris! Vamos rever o Santos-Benfica que trouxe ao mundo do futebol internacional um nome que nunca ninguém mais esqueceu. Vamos começar a recordar, a pouco mais de um ano da sua morte, um negro absolutamente imortal.

faz quase um ano que Eusébio partiu para a planície da eterna saudade. Figura única, jogador único, amigo de muitos momentos.
Eusébio: não é um nome, é um adjectivo!
Sempre gostei de escrever sobre Eusébio. Escrevi livros sobre Eusébio. Usarei o que escrevi. Não faço cerimónias com a minha própria prosa.
Aliás, Eusébio escreveu-se a si próprio.
Relembremos o Benfica após a sua vitória em Berna, frente ao Barcelona. Benfica campeão da Europa.
E os campeões não páram. Em todo o lado se exige a presença das estrelas que cintilam nos céus do continente. Cinco benfiquistas extenuados pela final - Costa Pereira, Germano, Santana, Águas, Coluna e Cavém - fazem parte da Selecção Nacional que perde com a Argentina (0-2). Depois, o Benfica segue para Paris para jogar no Torneio do Racing.
Primeiro, mais um nome importantíssimo: Bélla Gutmann.
Bélla Gutmann: nasceu em Budapeste, em 1900; foi avançado-centro do MTK de Budapeste e jogou pela selecção da Hungria nos Jogos Olímpicos de 1920 (Antuérpia) e 1924 (Paris). Exerceu a actividade de professor de dança e iniciou a carreira de treinador em 1933, no Twente Enschede, na Holanda, ganhando o campeonato. Chamaram-lhe «Feiticeiro», «Mago», «Bruxo», «Profeta»... Ser campeão parecia um vício: no Ujpest, campeão da Hungria e vencedor da Taça Mitropa, uma espécie de Taça dos Campeões da Europa Central; no Ciakanul, vencedor da Taça da Roménia; de novo campeão e vencedor da Taça da Hungria com o Ujpest; campeão italiano com o Milan; primeiro treinador estrangeiro de um grande clube brasileiro e campeão paulista com o S. Paulo; campeão português com o FC Porto na sua primeira época em Portugal. Adepto de um estilo de jogo moderno, ofensivo, privilegiando as trocas de bola constante, Bélla Gutmann não gostava de se manter durante muito tempo no mesmo clube. Em 1958 está no Porto: comanda uma época fantástica do FC Porto, vencedor do campeonato com 81 golos em 26 jogos. Em 1959 transfere-se para o Benfica por verbas invulgares para a época: cerca de 400 contos por ano. O toque de midas continua a acompanhá-lo em Lisboa: campeão nacional na primeira e segunda épocas - o seu terceiro título consecutivo; campeão Europeu nos dois anos seguintes, torna-se o técnico mais bem pago do Mundo -salário fixo anual de 500 contos, acrescido de prémios (100 contos pela vitória na Taça de Portugal; 250 pelo campeonato; 300 pela Taça dos Campeões). Treina a Selecção Nacional, ele que já fora treinador da Hungria. Zanga-se com os dirigentes do Benfica, vai para Montevideu e para o Peñarol, ganha a Taça Intercontinental, regressa à Luz em 1965. Os tempos são outros. Um ano sem vitórias, o despedimento, a partida para Viena. Em 1973, nova experiência no FC Porto. Sem sucesso. Bélla Gutmann morreu em 1981.
Bélla Gutmann, portanto. O treinador de um Benfica, campeão da Europa que viaja para Paris, agora já com Eusébio integrado na equipa. A primeira jornada opõe o Santos ao Racing de Paris e o Benfica ao Anderlecht. Vencem os mais fortes: na fase final, pela primeira vez na história deste jogo fantástico que o Mundo adora, Eusébio defrontará Pelé. O Parque dos Príncipes será um palco de reis.

Ninguém esqueceu o nome
Eusébio recordou por várias vezes esse tempo fascinante: «Paris seria, se jogasse, o local do meu grande exame. Se jogasse, claro! Senti que o meu futuro se decidiria ali. E não me enganei. Contra o Anderlecht, joguei no lugar do Coluna, que adoecera com anginas. Foi complicadíssimo! O Anderlecht era uma grande equipa em formação: veloz, combativa, uma força. Uma surpresa para nós, que contávamos com facilidades. Eu estava cheio de nervos, não joguei muito bem, mas ganhámos 3-2 e marquei um golo».
Bélla Gutmann diz-lhe, antes do jogo começar: «Eusébio, você vai jogar hoje. Tenha calma. Faça tudo como de costume...» Eusébio fez.
Dois dias depois, a final. O Benfica entra em campo com a linha avançada de Berna: Coluna, Santana, José Augusto, Águas e Cavém. Eusébio fica no banco. Terá de esperar pelo seu momento. E que momento!
O Santos entra em campo com a linha avançada que soa como uma letra de samba: Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe. Aos 20 anos, Pelé está no auge do seu jovem esplendor. Derrama-o em campo: ao intervalo, já os brasileiros vencem por 4-0, com golos de Lima, Coutinho, Pepe e Pelé. O público do Parque dos Príncipes delira com a gala da melhor equipa do Mundo.
Eis agora um daqueles episódios extraordinários que faz do futebol um pasto fértil para lendas. Exaustos por um final de época alucinante, os jogadores do Benfica parecem desistentes. Logo no início do segundo tempo, Pepe marca o quinto golo. A hecatombe é, tudo leva a crer, inevitável.
Eusébio entrara para o lugar de Santana. Ergue-se no centro de uma equipa em destroços com o vigor de um deus antiquíssimo: é Hércules e os seus trabalhos, Atlas com Terra sobre os ombros, Sísifo empurrando a rocha pelas escarpas da montanha.
Durante meia hora foi verdadeiramente avassalador. Absoluto: é capaz de ser esta a palavra certa. Ao minuto 63 marca o seu primeiro golo; no minuto seguinte, inventa um «penalty» que José Augusto desperdiça; três minutos depois reduz para 2-5.
O Parque dos Príncipes entre em delírio. De dentes cerrados, absorto na bola, no jogo, nos movimentos próprios e alheios, Eusébio é maior do que Pelé, rouba-lhe o protagonismo, força-o a um papel secundário, subalterno. Milhares de pessoas, encantadas, enfeitiçadas, gritam o seu nome. Ele não as ouve. A sua obra está ainda incompleta. O seu esforço é monstruoso: por si só, reconstrói um conjunto em seu redor, carrega-o consigo no trilho de uma recuperação espectacular. A luta pode ser desigual, mas ele ignora-o. É um vendaval de músculos, tendões, ossos e cartilagens que desaba sobre o seu opositor entontecido. O seu entusiasmo desperta a rebeldia dos companheiros. O Benfica domina, agora, os acontecimentos. Eusébio marca mais um golo, faltam dez minutos para o final do jogo, há quem acredite ainda no impossível. Dez minutos não chegam. Pelé é Pelé e teima em recordá-lo àqueles que, por momentos, o esqueceram: faz o 6-3 final.
Dia 15 de Junho de 1961: o Benfica-Santos ficará riscado a giz na lousa dos acontecimentos inesquecíveis. «Eu respeitava-os, mas não lhes tinha medo», disse Eusébio, mais tarde. «Eram bons, eram fantásticos, mas também eram homens como nós. Além disso, entrei com a equipa a perder por 0-1. Deu-me uma certa tranquilidade: vendo bem, não poderia fazer muito pior nem estragar o conjunto. E estava alegre por ir defrontar o Pelé, o mestre do futebol. Contaram-me que o público gritava o meu nome. Não dei por nada. Estava entretido com a bola. Acho que Paris me deu sorte».
Paris também não é um substantivo; é um adjectivo."

Afonso de Melo, in O Benfica

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Lixívia XIV

Tabela Anti-Lixívia:
Benfica............... 37 (+1) = 36
Braga................ 28 (+2) = 26
Sporting............ 27 (+4) = 23
Corruptos......... 31 (+8) = 23


Depois de algumas jornadas sem 'casos', nesta jornada voltaram os erros em catadupa... Analisando os jogos e os contextos específicos - nos três jogos -, até me parece que esta semana foi essencialmente incompetência. O mais significativo foram mesmo as reacções aos erros:
Enquanto o golo do Benfica mereceu primeiras páginas, e até rodapés de televisões, praticamente em directo, repetindo à exaustão, além de horas de bitaites em televisões... Os erros nos outros jogos, parece que nem aconteceram. Analisando os três principais merdaleiros diários: o golo em fora-de-jogo dos Corruptos, no Rascord nem mereceu o título de 'caso'; e o penalty do Carrilo na Choupana, no famoso tribunal do Nojo, foi ignorado!!! E apesar do Rascord se ter dado ao trabalho, de ter identificado o empurrão do Carrillo, conseguiram encontrar logo um alibi para Peruano: 'estava com os olhos fechados'!!! No final da analise concluíram mesmo, que o Duarte Gomes: 'Soube evitar problemas'!!! Pois, se tivesse marcado o penalty (que existiu) contra o Sporting, isso seria um Grande Problema para o Rascord e amigos!!!

O Capela é incompetente. Acho que ninguém discorda desta afirmação. Por trás de um suposto estilo 'Inglês', esconde uma tremenda incompetência. Ficou marcado por um Benfica-Sporting, mas no curriculum tem muitos outros jogos, como um Olhanense-Benfica e outro Benfica-Sporting com o Cardozo a ser expulso por ter dado um murro na relva!!!
O erro no golo do Benfica, nem foi da sua responsabilidade... é um lance rápido, o fiscal-de-linha está mal colocado, e não marca fora-de-jogo. Seguindo algumas teorias, devido à má colocação do fiscal-de-linha, ele não poderia ajuizar bem o lance, e portanto fez bem em deixar jogar...!!! Mas eu não concordo...
Aquilo que deve ser realçado, é que os erros foram múltiplos, na 1.ª parte a favor das duas equipas, o 'azar' do Gil Vicente foi não ter aproveitado nenhum dos erros do árbitro para marcar um golo. O primeiro contra-ataque perigoso do Gil, nasce numa falta claríssima sobre o Samaris, no seguimento ainda houve um fora-de-jogo (que a BTV não mostrou), mas a jogada perdeu-se...
No 2.º tempo tudo mudou, provavelmente o Capela descobriu que o golo do Benfica tinha sido ilegal, e passou toda a 2.ª parte, a tentar 'arranjar' uma faltinha junto da área do Benfica... Para 'sorte' do Benfica, o Júlio César e a falta de eficácia dos Gilistas, mantiveram as redes do Benfica invioláveis.
Também sou obrigado a falar do jogo jogado!!! Todos foram unânimes em adjectivar a exibição do Benfica, como horrível... Algo que eu, tendo em conta as legitimas expectativas, que nós temos sobre o Benfica, acho compreensível. Agora uma coisa completamente diferente, é achar que Benfica não merecia a vitória.
Num jogo destes, as expectativas do Gil são baixas, e as do Benfica altíssimas. Quando o jogo acaba por ser mais equilibrado, do que inicialmente seria esperado, rapidamente se elogia o mais fraco, e critica o mais forte. Neste jogo o melhor jogador do Gil Vicente foi o seu guarda-redes, que fez pelo menos 4 defesas muito difíceis, em jogadas de golo, tendo o Benfica falhado pelo menos mais duas claríssimas oportunidades... No lado contrário o Júlio César fez uma boa defesa, e o Gil teve mais duas oportunidades... numa delas, o remate nem acontece porque o César antecipou-se.
O domínio do Benfica foi menor do que o habitual?! Sim. O Benfica cometeu erros, nas transições defensivas?! Sim. O Benfica cometeu muitos erros na fase de construção, nada habituais?! Sim. O Gil Vicente, até teve uma atitude positiva no jogo, tentando pressionar alto?! Sim. O Gil se calhar até jogou melhor que o Braga?! Sim. O Benfica podia ter perdido pontos?! Sim. Mas isso não quer dizer que o Gil Vicente tivesse jogado melhor; que o Benfica tivesse sido dominado; e que tivesse sido só os Gilistas a criar oportunidades de perigo...

No Dragay 2 penalty's e um golo fora-de-jogo, resolveram o jogo, contra a equipa mais fraquinha desta Liga. Até o Choramingos de queixou da arbitragem (já perdeu a esperança de treinar os Corruptos...)!!! O penalty no 1.º golo, no limite existe... mas a queda é totalmente teatral. O Danilo ao sentir o contacto, atira-se para a piscina... O fora-de-jogo no 2.º golo é claro, e neste caso o fiscal-de-linha estava bem colocado... O outro penalty, existe... o problema é que o Brahimi estava ligeiramente em fora-de-jogo no momento do 1.º remate, portanto não devia ter sido penalty!!!
Os Lagartos na Choupana, voltaram a beneficiar de uma estranha impunidade disciplinar!!! O Maurício continua a distribuir pau a tudo o que mexe... O Adrien devia ter sido expulso ainda na 1.ª parte.
No lance do penalty, além da bola no braço do Carrilo (que eu até posso admitir ser involuntária), o empurrão ao adversário é claro... Neste lance o comportamento do Miguel Prates na PorkosTV foi 'exemplar': primeiro disse que o Lucas João jogou a bola com o braço (o Duarte Gomes concordou, pois marcou falta contra o Nacional!!!); depois quando passou a repetição, e mostrou que afinal foi o Carrilo a jogar a bola com o braço, e empurrou o adversário: CALOU-SE!!! SILÊNCIO!!! E passado alguns segundos já estava a comentar outra coisa qualquer...!!!

Não vi o jogo do Braga, no resumo deu para ver as ofertas no 2.º e 3.º golo, mas sobre a arbitragem, nada sei... Amanhã, se mudar de opinião farei uma adenda.

Anexos:
Benfica
1.ª-Paços de Ferreira(c), V(2-0), Cosme, Prejudicados, Sem influência no resultado
2.ª-Boavista(f), V(1-0), Marco Ferreira, Prejudicados, (2-0), Sem influência no resultado
3.ª-Sporting(c), E(1-1), Proença, Nada a assinalar
4.ª-Setúbal(f), V(0-5), Capela, Nada a assinalar
5.ª-Moreirense(c), V(3-1), Luís Ferreira, Prejudicados, (4-1), Sem influência no resultado
6.ª-Estoril(f), V(2-3), Vasco Santos, Nada a assinalar
7.ª-Arouca(c), V(4-0), Hugo Miguel, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
8.ª-Braga(f), D(2-1), Marco Ferreira, Prejudicados, (2-3), (-3 pontos)
9.ª-Rio Ave(c), V(1-0), Manuel Mota, Nada a assinalar
10.ª-Nacional(f), V(1-2), Bruno Paixão, Prejudicados, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
11.ª-Académica(f), V(0-2), Jorge Ferreira, Beneficiados, (0-1), Sem influência no resultado
12.ª-Belenenses(c), V(3-0), Manuel Oliveira, Nada a assinalar
13.ª-Corruptos(f), V(0-2), Jorge Sousa, Nada a assinalar
14.ª-Gil Vicente(c), V(1-0), Capela, Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)

Sporting
1.ª-Académica(f), E(1-1), Soares Dias, Beneficiados, (2-1), (+1 ponto)
2.ª-Arouca(c), V(1-0), Nuno Almeida, Prejudicados, (2-0), Sem influência resultado
3.ª-Benfica(f), E(1-1), Proença, Nada a assinalar
4.ª-Belenenses(c), E(1-1), Cosme Machado, Nada a assinalar
5.ª-Gil Vicente(f), V(0-4), Xistra, Beneficiados, (1-4), Sem influência no resultado
6.ª-Corruptos(c), E(1-1), Benquerença, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
7.ª-Penafiel(f), V(0-4), Rui Costa, Beneficiados, Impossível contabilizar
8.ª-Marítimo(c), V(4-2), Manuel Oliveira, Beneficiados, (4-3), Sem influência no resultado
9.ª-Guimarães(f), D(3-0), Hugo Miguel, Prejudicados, (2-0), Sem influência no resultado
10.ª-Paços de Ferreira(c), E(1-1), Bruno Esteves, Beneficiados, (1-2), (+1 ponto)
11.ª-Setúbal(c), V(3-0), Soares Dias, Beneficiados, Impossível contabilizar
12.ª-Boavista(f), V(1-3), Jorge Sousa, Nada a assinalar
13.ª-Moreirense(c), E(1-1), Jorge Ferreira, Nada a assinalar
14.ª-Nacional(f), V(0-1), Duarte Gomes, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)

Corruptos
1.ª-Marítimo(c), V(2-0), Xistra, Nada a assinalar
2.ª-Paços de Ferreira(f), V(1-0), Mota, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
3.ª-Moreirense(c), V(3-0), Bruno Esteves, Nada a assinalar
4.ª-Guimarães(f), E(1-1), Paulo Baptista, Nada a assinalar
5.ª-Boavista(c), E(0-0), Jorge Ferreira, Nada a assinalar
6.ª-Sporting(f), E(1-1), Benquerença, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
7.ª-Braga(c), V(2-1), Proença, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
8.ª-Arouca(f), V(0-5), Xistra, Beneficiados, Prejudicados, (1-6), Sem influência no resultado
9.ª-Nacional(c), V(2-0), Nuno Almeida, Nada a assinalar
10.ª-Estoril(f), E(2-2), Soares Dias, Beneficiados, (3-2), (+1 ponto)
11.ª-Rio Ave(c), V(5-0), Benquerença, Beneficiados, (1-2), (+3 pontos)
12.ª-Académica(f), V(0-3), Manuel Mota, Nada a assinalar
13.ª-Benfica(c), D(0-2), Jorge Sousa, Nada a assinalar
14.ª-Setúbal(f), V(4-0), Manuel Oliveira, Beneficiados, (2-0), Sem influência no resultado

Braga
1.ª-Boavista(c), V(3-0), Vasco Santos, Beneficiados, (1-0)?!, Impossível contabilizar
2.ª-Moreirense(f), E(0-0), Paixão, Prejudicados, (1-0), (-2 pontos)
3.ª-Estoril(c), V(2-1), Hugo Miguel, Prejudicados, (3-1), Sem influência no resultado
4.ª-Arouca(f), D(1-0), Proença, Nada a assinalar
5.ª-Nacional(f) E(1-1), Jorge Tavares, Prejudicados, Impossível contabilizar
6.ª-Rio Ave(c), V(3-0), Bruno Esteves, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
7.ª-Corruptos(f), D(2-1), Proença, Prejudicados, (2-2), (-1 ponto)
8.ª-Benfica(c), V(2-1), Marco Ferreira, Beneficiados, (2-3), (+3 pontos)
9.ª-Académica(f) E(1-1), Bruno Paixão, Nada a assinalar
10.ª-Gil Vicente(c), V(2-0), Manuel Oliveira, Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
11.ª-Penafiel(f), V(1-6), Hugo Miguel, Nada a assinalar
12.ª-Guimarães(c), E(0-0), Xistra, Nada a assinalar
13.ª-Belenenses(f), V(0-1), Paulo Baptista, Nada a assinalar
14.ª-Paços de Ferreira(c), V(3-0), Manuel Mota, Nada a assinalar

domingo, 21 de dezembro de 2014

Vitória, num contexto complicado...

Benfica 1 - 0 Gil Vicente

Começo por dizer que este Gil Vicente, é praticamente o mesmo que na época passada, entrou para os descontos na Luz, a ganhar!!! O Tugão premeia quase sempre os especialistas em autocarros, por isso temos o Arouca, o Boavista, o Setúbal, a Académica e o Penafiel com mais pontos que o Gil... mas em jogo jogado, este Gil Vicente é melhor que qualquer das outras equipas que referi. 
Em relação ao Benfica, fizemos hoje o 3.º jogo em 8 dias, sendo que os dois primeiros jogos foram bastante competitivos. E tivemos menos de 72 horas para preparar este jogo. A somar a tudo isto, ainda temos as lesões: Fejsa, Amorim, Eliseu (o Sìlvio já foi convocado mais ainda não jogou), Luisão, Salvio... e hoje ainda tivemos dois castigados: Almeida e Enzo. No 11 titular, tivemos 3 titulares do ano passado: Maxi, Gaitán e Lima!!! Jogámos com 6 jogadores 'novos', contratados esta época: Júlio César, César, Benito, Samaris, Talisca e Jonas!!! E ainda o Jardel, que o ano passado foi um suplente utilizado, e o Ola John que andou emprestado...!!! Do banco 'saltaram' mais 3 jogadores contratados esta época: Bebé, Derley e Cristante.

Jogámos mal?! Podíamos ter jogado melhor?! Deveríamos ter goleado?! Poderíamos ter tido uma tarde tranquila?! Sim a tudo. Mas a vida nunca é assim tão simples. A equipa mostrou atitude, os automatismos falharam em várias ocasiões, mas garantimos os 3 pontos, merecidamente...
Quem não liga aos pormenores, foi para este jogo a pensar que iríamos golear... e por isso agora estará chateado, mas este jogo, no actual cenário, nunca seria fácil.
Agora, uma coisa é o Benfica jogar mal e ganhar, outra coisa é o Gil ter jogado melhor que o Benfica, ou ter merecido outro resultado. Mesmo jogando abaixo do nosso potencial, a grande maioria das oportunidades foram nossas; o Júlio César fez 1 defesa difícil, o Adriano pelo menos 4...; o Gil podia ter marcado num remate, de aba alta, nós tivemos 3 ou 4 remates perto dos postes...!!!
O problema destas analises são as expectativas antes do jogo, se o Benfica não massacrar, salta-se logo para a conclusão, que a equipa mais fraca merecia outro resultado...!!!
O Júlio César voltou a ser decisivo, com 1 excelente intervenção, e com outras participações onde inspira enorme confiança... e os colegas sentem!!! O César voltou a jogar muito bem (depois das dificuldades com o Braga), aquela recuperação no início da 2.ª parte, foi muito boa, aproveitando a velocidade que tem nas pernas... o Luisão já não teria pernas para aquela correria!!! O Benito fez um dos melhores jogos no Benfica, no 1.º tempo arriscou mesmo no ataque com sucesso... Apesar do amarelo prematuro, o Samaris não se intimidou e fez um jogo regular, sem o Enzo, acabou por arriscar um pouco mais ofensivamente. O Talisca, foi o principal distribuidor de jogo ofensivo do Benfica, com dois grandes remates, que mereciam golo, e uma assistência ao Jonas que também merecia golo, mas defensivamente continua a não me convencer, naquela posição... com o decorrer do jogo foi perdendo fulgor. O Ola John, esteve um pouco menos activo do que contra ao Braga, mas acabou por ter sido decisivo no golo. O Jonas apesar do golo na Taça, parece que está a entrar numa fase de muito desperdício. O Lima, o Gaitán, o Maxi e o Jardel foram utilizados a 100% nestes 3 jogos, se os defesas podem disfarçar o cansaço, os desequilibradores têm mais dificuldade... com a lesão do Salvio, o Nico vai ainda ser mais sobrecarregado, é preciso gerir com cuidado a 'saúde' do Gaitán!!!

Nas substituições acho que o Cristante devia ter sido o primeiro a entrar. Além do cansaço do Talisca, o Benfica precisava de competência no passe. Nos vários contra-ataques que tivemos na 2.ª parte, em várias ocasiões a decisão do passe de ruptura foi quase sempre errada, além da consistência defensiva, teria sido importante a qualidade de passe do Italiano mais cedo...
O golo do Benfica é precedido de fora-de-jogo. Algo raríssimo, diga-se... Acaba por ser normal, semana após semana assistir aos Corruptos, e os Lagartos a marcarem golos em fora-de-jogo, mas quando é o Benfica, é o fim-do-mundo!!!
A arbitragem no geral foi péssima. O 1.º ataque perigoso do Gil é uma falta descarada sobre o Samaris não assinalada, e depois ainda me pareceu existir um fora-de-jogo também não assinalado. O critério das faltas foi absurdo durante todo o jogo (na 1.ª parte pelo menos distribuiu o mal pelas aldeias!!!), mas na 2.ª parte depois do Capela se ter apercebido do erro no golo do Benfica, passou o 2.º tempo todo a 'arranjar' faltas junto da área do Benfica. Aliás a tal defesa complicada do Júlio César foi numa dessas faltas que não existiu!!! A expulsão do Diogo Viana devia ter sido vermelho directo, assim como o Jander devia ter visto o 2.º amarelo, antes de ser substituído!!!

O Jesus é acusado muitas vezes de dizer o que não deve... por exemplo antes do jogo com o Braga, esteve mal a puxar o assunto da arbitragem do jogo do Campeonato (apesar de ser verdade...), mas hoje na entrevista exclusiva que deu à BTV (no estúdio, não na flash-interview) esteve muito bem, quando reforçou que aquilo que falta no Campeonato, apesar da vantagem de 6 pontos, será muito difícil... faltam 20 finais!!!

PS: Boa sorte ao Paulo Gonçalves no Dakar.

Regresso às vitórias

Benfica B 3 - 0 Marítimo B

Depois de uma fase negativa, a equipa B regressou às vitórias, contra um adversário tenrrinho, que nos 'ajudou' em alguns momentos!!!
Mesmo assim, foi um dos jogos mais agradáveis dos últimos tempos, com uma equipa praticamente toda made in Seixal (hoje, só o Semedo e o Vítor Andrade são 'contratações')!!!

Varela; Semedo, Nunes, Cardoso, Rebocho; Pinto (Romário, 77'), Teixeira; Santos, Costa (Rochinha, 81'), Andrade (Sanches, 65'); Guedes.