Últimas indefectivações

sábado, 24 de outubro de 2015

Invictos...

Benfica 64 - 58 Oliveirense
21-19, 15-14, 12-12, 16-13

Nova vitória, com um Jeremiah Wilson dominador: 26 pontos e 18 ressaltos... e 4/5 nos Triplos!!!
Ainda sem o Gentry e sem o Mário Fernandes (esteve na ficha mas não jogou), voltámos a ter dificuldades, o jogo foi equilibrado e só no 4.º período conseguimos abrir uma vantagem semi-confortável, mas mesmo assim a Oliveirense ainda reagiu e reduziu. Desta vez, não gostei muito do Nuno Oliveira que em alguns momentos foi pouco colectivo...

Vitória na Praia da Vitória !!!

Fonte do Bastardo 0 - 3 Benfica
23-25, 17-25, 18-25

Uma das vitórias mais tranquilas na Terceira nos últimos anos. É só um sinal, não é definitivo, o ano passado por exemplo, fomos derrotados sem apelo nem agravo nos Açores, e depois acabámos por dominar a época, mas não deixa de ser um excelente sinal...

Liderança...

Quinta dos Lombos 4 - 8 Benfica

Jogo competitivo, e com golos bonitos... com a superioridade natural do Benfica a vir ao de cima.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

O jogo do ano para o Sporting

"Depois de uma vitória sem grande espectacularidade na Taça de Portugal e de uma derrota de travo amargo na Liga dos Campeões (fica aquela obra de arte de Gaitán mas é pouco), o Benfica tem um jogo com alguns riscos contra o Sporting. O Porto lidera e não pode continuar a distanciar-se. A luta pelo título não permite mais deslizes. Este Benfica já prometeu em alguns jogos, mas os títulos só se conseguem com resultados constantes. Essa constância, que transmite segurança e solidez, ainda não está adquirida, mas pode e deve sê-lo.
O Sporting tem neste jogo o mais importante do seu ano, porque é contra o Benfica. Pedir um jogo sem picante e emoção era tirar o essencial do derby, mas pedir um jogo com civismo e sem casos era devolver o essencial ao jogo. Se o Sporting não levar o seu presidente à Luz, vai muito mais forte; pois desloca-se sem o seu factor de maior instabilidade. Deve ser sábia estratégia de Jorge Jesus a de pedir ao seu presidente para não ir. Experiente treinador sabe do que precisa e o que não quer.
Esta semana foi dominada pelos Benfica-Sporting. No Futsal, Sábado, ganhou o Benfica (2-1). Em futebol, iniciados, Domingo, ganhou o Benfica (4-0). Em hóquei em patins, na quarta-feira, ganhou o Benfica por atropelamento (9-0). Os dirigentes do Sporting que pediram bilhetes fora do prazo para o jogo de hóquei já deviam imaginar e quiseram proteger os seus adeptos. Resta saber se há qualidade, engenho e arte para manter a matriz. Por mim está excelente assim.
Na Luz todos a apoiar o Benfica, se é verdade que somos mais fortes em casa é também pela força que vem da bancada. Esse apoio não pode faltar e também neste aspecto é importante ganhar em civismo e dedicação. Agora é com Gaitán, Jonas e companhia porque são esses os que nos levam ao estádio. E podem indigitar o Benfica como vencedor..."

Sílvio Cervan, in A Bola

PS: Quis a sorte, que na próxima eliminatória da Taça de Portugal, vamos ter novo derby. A continuar assim, ainda vamos jogar com eles na Taça da Liga também...!!! Na Champions é que não deve haver derby!!!

Na minha casa mando eu

"Há um louco na minha rua. Mudou-se há pouco tempo e começou a dar nas vistas no dia em que chegou. Parece que fez logo uma queixa em tribunal contra os antigos donos do T0 onde agora vive.
Como se isso não bastasse, na primeira reunião de condomínio, fez-se administrador e começou a fazer a vida negra aos restantes habitantes do prédio. Passa o dia a vir à janela gritar coisas que ninguém percebe. Diz cobras e lagartos do Sr. Manel da mercearia, acusa a D. Maria do café de o querer envenenar e foi visto, numa noite destas, com os seus amigos pouco recomendáveis, a roubar as moedas ao arrumador. 
Nos últimos tempos a coisa piorou. O tal ser pouco recomendável passou a insultar-me também. E aos meus familiares e amigos. Deu-lhe para aquilo... Queixa-se que fazemos demasiadas festas cá em casa, que andamos sempre na rua a abrir garrafas de champanhe, que todas as semanas temos a casa cheia de gente. 
Tudo lhe serve para dizer mal de nós e do nosso triplex com vistas desafogadas para o futuro. Parece que não convive bem com a felicidade dos outros e anda a espalhar pelo bairro que o nosso sucesso só acontece porque no outro dia pagámos um café ao Abílio, o chefe da esquadra. Coitado...
A minha mulher já me disse para não lhe dar importância, que qualquer dia ele deixa de pagar a hipoteca ao banco e é posto na rua, mas a verdade é que o tenho visto a rondar o nosso prédio. Ele que não esteja com ideias. Na minha casa só entra quem eu quero. É reservado o direito de admissão a quem se apresente com distúrbios psíquicos, com visíveis sinais de embriaguez ou a quem tenha sido insultuoso comigo ou com os meus.
E o louco do outro lado da rua inclui-se em pelo menos um destes cenários."

Ricardo Santos, in O Benfica

A grande diferença

"Quem diria, em 1907, que a "deserção" de oito jogadores do Sport Lisboa para o Sporting seria o início de uma relação centenária entre ambos os clubes, cujos papéis estão perfeitamente definidos: O Benfica é o alvo preferencial, senão único, da cobiça sportinguista. E cabe-lhe prosseguir no seu rumo, indiferente a quem tenta, por todos os meios, chegar-se à sua grandeza.
Esta relação de forças resulta numa atitude comportamental distinta. Se, do lado "encarnado", chega a existir uma certa bonomia perante as investidas "leoninas", do Lumiar chovem ameaças de ataques fatais ao, embora só intimamente por eles reconhecido, domínio benfiquista.
Tal consubstancia-se no seguinte: Os sportinguistas pressentem que poderão superiorizar-se aos benfiquistas num determinado momento, o que acontece ridícula e frequentemente. Alardeiam feitos inolvidáveis por realizar, dedicam-se a festejos antecipados e ataques de toda a espécie e anunciam a inversão definitiva dos papéis de cada clube nesta rivalidade.
Esquecem-se, ou fazem por esquecer, que a superioridade benfiquista é a norma e que a "glória leonina", quando ocorre, é efémera. Em Portugal, o adjectivo Glorioso tem dono e só combina com o vermelho. Por isso, independentemente de quem sairá vitorioso do próximo dérbi e do estado de espírito resultante do mesmo, o Benfica continuará a ser o incontestado glorioso e o Sporting não passará do frustrado aspirante a ser o Benfica que nunca conseguiu ser. Todos os resultados são possíveis, mas a afirmação anterior já merece o cariz dogmático que lhe atribuo.
P.S.: Que fim-de-semana passado... Tão vitorioso quanto ecléctico, só ao alcance de um clube como o SLB!"

João Tomaz, in O Benfica

Chegou a hora

"Ao longo das últimas semanas, o Sport Lisboa e Benfica, os seus sócios e adeptos, e o seu presidente, têm sido alvo de uma ofensiva intensa, e de características inéditas.
Um arrivista de baixo nível, à procura de popularidade barata, socorreu-se dos meios mais infames para, em bicos de pés, fazer os seus números. Grita todos os dias, à espera que o oiçam. De disparate em disparate, vai subindo o tom, não escondendo irritação pela ausência de réplica.
Para além de dois ou três papagaios amestrados, o eco surge através das páginas de um diário desportivo que, pela sua história, e por respeito aos leitores, jamais deveria prestar-se ao triste papel de "voz do dono" - sendo que aqui é o dono que ladra, e o cão só abana a cauda.
Muito bem, o Benfica tem sabido manter uma notável serenidade, resistindo às tentações mais básicas. Ao contrário do que pretenderiam, toda esta fumarada apenas serve para nos unir ainda mais, inflamando o orgulho dos nossos jogadores e técnicos - como já se viu no Futsal e nos Iniciados. Não precisávamos de tanto. Mas agradecemos a ajuda.
A resposta para a imbecilidade é o silêncio. A resposta para a provocação será dada em campo. E o ruído virá das bancadas.
Chegou pois a hora de terem o que merecem. No domingo, às 17h00, vamos responder-lhes como se impõe, e como mais lhes dói: com uma grande vitória, com uma vitória à Benfica.
Mais comunicado menos comunicado, veremos como rapidamente se colocam no seu lugar, e como toda a gritaria se dissipa. Poderemos então regressar aos plácidos tempos em que os animais não falavam. Poderemos então regressar à normalidade."

Luís Fialho, in O Benfica

Agarrar as oportunidades

"(...)
A música do Sporting
Parece que o presidente do Sporting não vai ver o derby. Compreende-se. O homem vai a debates com comentadores, dá entrevistas todos os dias, mete processos a toda a gente, é normal que não tenha tempo para ir aos jogos. Não assiste a um dos mais importantes jogos da época, e deixa os seus irmãos sportinguistas sozinhos depois de ter ajudado a incendiar os ânimos.
Só mesmo o Bruno de Carvalho é que sabe porque fica em casa. Mais ninguém."

Pedro Marques Lopes, in A Bola

Heróis de sempre, únicos heróis...

"O que é que João Persónio e Emílio de Carvalho têm a ver com Júlio César e Rui Patrício? Tudo. Persónio e Carvalho defenderam as redes de Benfica e Sporting no primeiro derby oficial, jogado em Carcavelos, a 1 de Dezembro de 1907. A César e Patrício caberá no domingo a honra de prolongar a magia do clássico dos clássicos do futebol português.
Quando Benfica e Sporting se preparam, de novo, para medir forças, lembrem-se os heróis de sempre e em nome deles respeite-se o mais importante de tudo: o adversário não é inimigo. E quem disser ou pensar o contrário não merece fazer parte desta aventura centenária...
Cosme Damião, Francisco Stromp, Vítor Gonçalves, Jorge Vieira, Artur Dyson, Abrantes Mendes, Guilherme Espírito Santo, Azevedo, Vítor Silva, Fernando Peyroteo, Francisco Ferreira, Albano, Rogério 'Pipi', Vasques, Julinho, Jesus Correia, José Bastos, José Travassos, Costa Pereira, Carlos Gomes, Germano, Juca, Coluna, Seminário, Artur Santos, Fernando Mendes, Cruz, Hilário da Conceição, José Águas, José Carlos, José Augusto, Pedro Gomes, Eusébio, Vítor Damas, Torres, Ernesto, Figueiredo, Simões, Marinho, Jaime Graça, Yazalde, Nené, Dinis, Humberto Coelho, Manuel Fernandes, José Henriques, Samuel, Fraguito, Sheu Han, Alhinho, João Alves, António Oliveira, Veloso, Jaime Pacheco, Pietra, António Sousa, Bento, Meszaros, Carlos Manuel, Silas, Diamantino, Luís Figo, Mozer, Ricardo Gomes, Paulo Futre, Valdo, Cadete, Preud'Homme, João V. Pinto, Mário Jardel, Luisão, Oceano, Simão, Carlos Xavier, Aimar, Di María, Liedson, Óscar Cardozo, Nani, Gaitán, Patrício, Jonas, William Carvalho."

José Manuel Delgado, in A Bola

Carta aberta a todos e a cada um dos sócios, adeptos e simpatizantes do Sport Lisboa e Benfica (ou a lição de Madrid, para sentir - ainda mais - o Benfica sem o prejudicar!)

"Os acontecimentos de Madrid ensombraram um dos mais relevantes momentos do Benfica europeu dos últimos anos

Caros sócios, adeptos e simpatizantes do Sport Lisboa e Benfica, caros amigos:
A grandiosidade, a universalidade e a mística do Benfica não advêm só das vitórias. O Benfica é o que é assumindo plenamente essa grandiosidade, essa mesma universalidade e essa mística construída por uma massa associativa incomparável (para citar Béla Guttmann) por causa desses mesmos adeptos. O Benfica é, por certo, maior que Portugal, porque, além de um clube de vitórias, é um clube de paixão e - passe a repetição de adeptos. É evidente que somos também - e não menos importante do que isso um clube de princípios e valores. Mas não se enganem, nem se deixem iludir: a diferença, a qualidade, a grandeza do Benfica vem dos adeptos e, só depois, dos dirigentes e dos atletas.
Os adeptos são aqueles que realmente representam o Benfica, sofrendo e apoiando em nome de uma realidade imaterial, muito superior à soma aritmética de todos nós. São eles que dão a verdadeira imagem da dimensão do clube e, em última instância, do espectáculo produzido, em cada jogo, em cada competição, em cada momento, por quem tem a responsabilidade mas, também, o orgulho de representar o Sport Lisboa e Benfica.
Se é assim, então, só poderemos concluir que não faz sentido haver um jogo do Benfica sem adeptos! Não raras vezes, nós, adeptos, fomos repreendidos, em jogos nacionais e internacionais, por uso (indevido) de material pirotécnico, sendo o clube alvo de aplicação de várias multas. A frequência desse tipo de acontecimentos, e maior gravidade de outros episódios, implicou uma consequência mais pesada. O Comité de Ética e Disciplina da UEFA, pelo sucedido no Vicente Calderón, no passado dia 30 de Setembro, sancionou o Benfica com um jogo à porta fechada, ainda que com pena suspensa.
Esses acontecimentos ensombraram um dos momentos mais relevantes do Benfica europeu, nos últimos anos.
Depois de Liverpool, em 2006, onde eliminamos o campeão europeu em título, voltamos a ser notícia, agora ao termos vencido o finalista de Lisboa, da Liga dos Campeões, em 2014.
Mas o que a Europa tentará recordar será o episódio das tochas.
Compete-nos fazer com que se lembrem, isso sim, da nossa vitória.
Dando razão à aplicação, agora, de uma mera pena suspensa.
Trata-se de uma decisão com bom senso, sentido de justiça, e adequação da pena aos incidentes em causa.
Ainda assim, quando todos os que não são do Benfica queriam que fossemos forte e exemplarmente castigados - seja por inveja, perseguição, ou até pequenez... -, sendo o mínimo que nos vaticinavam. O ódio e a inveja do Benfica - como sempre - turvaram-lhes a vista e a lucidez para nos desejarem tanto mal.
Não sejamos nós, agora - e adaptando a célebre frase de Thomas Hobbes «o Homem é o lobo do Homem» - os lobos de nós próprios...
Ser do Benfica é apoiar de forma incondicional e apaixonada o nosso clube, é sofrer e não desistir porque temos a certeza da vitória, é estar (sempre) presente, faça chuva ou sol, frio ou calor.
Essa forma desmedida de apoiar uma equipa faz com que, desde sempre, sejamos qualificados - nunca será de mais repeti-lo - como uma grande, incomparável e extraordinária massa associativa. 
Assim, e por maioria de razão, apoiar o Benfica não pode significar prejudicar o Benfica.
Até porque não há - entre adeptos do Benfica - destinos diferentes, sejam quais forem as razões da nossa diferenciação!
Ou, para usar uma frase bem conhecida: todos diferentes, todos iguais!
Encontremos, por isso, um caminho para apoiar e festejar, mas sem recurso a objectos que estragam o espectáculo de futebol, de forma a evitar incidentes como os recentemente ocorridos em Madrid. Apoiar não significa lançar tochas e petardos. Não queremos ser os maus da fita, nem queremos ser iguais aos outros. Não queremos, ainda, manchar os festejos das nossas vitórias, nem queremos, tão-pouco, ficar fora de jogo.
Os sócios que festejam dessa forma são tão sócios e tão do Benfica como eu. Confesso que não sei, sequer, se naquelas condições e naquele ambiente, eu não poderia vir a cometer o mesmo erro.
Mas com a distância de dirigente, e sobretudo com a legitimidade de 57 anos de idade e 57 anos de sócio, a sofrer, desde que me lembro de mim, pelo Benfica, acho que me sinto com o à-vontade para pedir que isso não se repita.
Por nós, mas, sobretudo, pelo Benfica!
A não ser assim, haverá alguém que, um dia destes, apenas para vingar na política, fará dos nossos adeptos uma arma de arremesso contra o futebol.
Será uma medida populista, de fácil concretização, mas será uma medida, aviso-vos, contra os que só querem o Benfica campeão. Ou seja, uma medida contra todos nós!
Não podemos, também por isso, fazer-lhes a vontade!
Não podemos dar-lhes razões para fazerem carreira política contra nós!
Não podemos, ainda, deixar mal e prejudicar o nosso grande amor, o Sport Lisboa e Benfica!
Porque ser grande é também dar o exemplo enquanto adepto!
Porque ser grande é evidenciar o adicional de alma, de paixão e de mística que, modéstia à parte, nos distingue.
Por isso, e partindo de um denominador comum - a paixão pelo Benfica - e dos valores que sempre nos transmitiram, de respeito e de solidariedade, mas sempre num ambiente de grande alegria, vamos apoiar de forma exemplar o nosso Benfica.
Se todos pensarmos e reflectirmos sobre isso, não será difícil continuarmos a ser os adeptos mais fervorosos e mais apaixonados, dando o exemplo que muitos teimam em achar que não somos capazes de dar.
Teremos de ser, à semelhança do próprio clube, adeptos lutadores, com fervor, emoção e mística... e sempre com um único fim em mente: ganhar... à Benfica.
Vamos começar já a sê-lo no próximo dia 25?
Pelo Benfica!"

Rui Gomes da Silva, in A Bola

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

'Portugueses' na Champions

"Na Champions, já houve um jogo que, para mim, foi de saudades: Valência-Zenit. É que, no Valência, havia João Cancelo, Rodrigo, André Gomes e Enzo Pérez (todos ex-SLB). E, nos russos, lá estavam Javi Garcia, Garay, Witsel (ex-SLB), Hulk, Danny e Luís Neto. Vale a pena olhar para os portugueses e para os que, não o sendo, passaram pelo futebol português e que jogam na Champions. 
Do Benfica saíram jogadores que, se jogassem juntos, constituiriam uma equipa para chegar longe: Oblak (At. Madrid), João Cancelo (Valência), Garay (Zenit), David Luiz (PSG), Siqueira (At. Madrid), André Gomes (Valência), Javi Garcia (Zenit), Witsel (Zenit), Enzo Pérez (Valência), Ramires (Chelsea), Matic (Chelsea), Rodrigo (Valência), Di Maria (PSG), Tiago (At. Madrid), Maxi (Porto), Jose A. Reyes (Sevilha), Eduardo (D. Zagreb) e Roberto (Olympiacos).
Do Porto: Beto (Sevilha), Danilo (Real Madrid), Pepe (Real Madrid), Otamendi (Man City), Alex Sandro (Juventus), Mangala (Man City), Fernando (Man City), Vieirinha (Wolfsburg), Hulk (Zenit), Jackson (At. Madrid), Falcão (Chelsea), além de Casemiro e Oliver Torres, antes emprestados ao FCP.
Do Sporting: Ronaldo, evidentemente e, ainda, Miguel Veloso (D. Kiev), Rojo (Man United), Carriço (Sevilha) e Danny (Zenit). De outros clubes, cito (não exaustivamente): Ruben Vezo (V. Setúbal/Valência), Sebá (Estoril/Olympiacos), Benaglio (Nacional/Wolfsburg), Antunes (P. Ferreira/D. Kiev).
Caso o Mónaco estivesse na Champions, ainda havia Fábio Coentrão (SLB), João Moutinho (FCP), Ivan Cavaleiro (SLB), Bernardo Silva (SLB) e Ricardo Carvalho (FCP)."

Bagão Félix, in A Bola

Perder sem dar um passo atrás

"A ideia mais forte que fica do jogo de Istambul é a de que já existe um 'Benfica de Rui Vitória'. Nem tudo é perfeito, há até muito para melhorar mas entra pelos olhos que esta equipa tem qualidade suficiente para 1utar pelo tri e para seguir em frente na Champions.
É da mais elementar justiça atribuir a Rui Vitória o mérito que efectivamente lhe pertence nesta primeira fase da temporada, sobretudo na forma como debaixo das críticas que se seguiram às derrotas com Sporting e Arouca - insistiu numa ideia que acabaria rapidamente por consolidar. No meio deste processo ainda ninguém ouviu o treinador queixar-se do que quer que fosse. E, se calhar, até tinha algumas boas razões para isso.
O jogo na Turquia exigia várias respostas. Seguia-se a uma paragem inusitadamente prolongada para vários titulares (André Almeida, Samaris, Gaitán, Guedes e Jonas não jogavam pelo Benfica desde a vitória no Calderón, há já 21 dias!) e era este o primeiro exame a sério desde a grave lesão de Nélson Semedo. Ora, independentemente do resultado negativo, é justo reconhecer que a equipa não perdeu a boa dinâmica que trazia de Setembro. Voltou a mostrar que está no bom caminho e acabaram por ser dois erros individuais a trair o bom trabalho colectivo - mas isso, como lembrou Rui Vitória, "faz parte".
Nunca há jogos fáceis na Liga dos Campeões, muito menos fora de casa. Quantas equipas venceram ontem na condição de visitante? Nem uma. Se os adeptos do Benfica queriam também perceber, através do jogo de ontem, se a equipa estava preparada para o dérbi, creio que ninguém ficou com dúvidas: obviamente que sim."

E vamos ao 'derby'!

"Benfica-Sporting. De imediato, fica tudo dito sobre emoções naturalmente à solta na mais histórica intensa rivalidade do futebol português (perdão; do desporto português, pois até foi muito via ciclismo - duelos José Maria Nicolau-Alfredo Trindade - que se desenvolveu para âmbito nacional, seja em que modalidade for, vide... matraquilhos).
Claro que o confronto do próximo domingo é dos mais especiais no longuíssimo, e saudavelmente excitante historial dos derbies. Vamos passar ao lado do perigosíssimo incêndio, tão perto de paiol de pólvora!, irracionalmente ateado e alastrado por dirigentes desde o início desta futebolística temporada. Jogadores e adeptos irão saber afastar-se de tão descabelado atiçar de ânimos, tal como o fizeram, há escassos dias, no disputadíssimo Benfica-Sporting em futsal.
O derby já bem à vista é dos mais especiais nos últimos anos apenas porque o Sporting parece ter dado grande passo para reencontro com a sua ancestral história de óbvio candidato ao título - e este título, tudo o indica, vai voltar, enfim!, a ser renhidamente discutido entre os nossos três gigantes. 
Claro que a sensacional transferência de Jorge Jesus é crucial no crescendo de ambição sportinguista. Sensacional mudança por se tratar do treinador bicampeão. Mas profissionalmente normalíssima, pois o Benfica não pretendeu a sua continuidade. Por isso, a esmagadora maioria nas bancadas da Luz deve receber Jorge Jesus como novo adversário, sim, mas sem esquecer o respeito absolutamente devido a quem liderou a equipa no reencontro com permanente discussão de títulos e... sua conquista (3 em 6 anos, mais Taças, Supertaça e consecutivas finais europeias; da soma de tudo isto, o Benfica há muito tinha intensa saudade). É fundamental ter boa memória. E absurdamente mesquinho seria benfiquistas caírem na esparrela de ver em Jorge Jesus um traidor!
Excitante derby. Importantíssimo para ambos. Ainda mais para o Benfica. Pela responsabilidade de estar em sua casa, pela oportunidade de ultrapassar o rival (se vier a vencer o jogo em atraso na Madeira) e, no outro polo, pelo risco de maior atraso, quiçá irrecuperável psicologicamente.
Muito mais à vontade o Sporting. Ganhando na Luz, que híper galvanização! Empatando, continuará à frente do Benfica (Bruno de Carvalho, ao seu estilo, avançou para incentivo perigoso!...: empate saber-lhe-á a derrota...). Perdendo, o Sporting não se debaterá com anormalidade (porque na Luz) e ficaria, na pior hipótese, a 3 pontos do FC Porto, talvez a 1 do Benfica.
Segundo derby da época. Também por aí - Sporting conquistou Supertaça Cândido de Oliveira -, maior pressão sobre o Benfica. Sendo gritante a diferença de circunstâncias face à final no Algarve: o Benfica chegava de desastrosa digressão americana que lhe demoliu planeamento de pré-temporada! Jorge Jesus tinha modelo de jogo, esquema tático e equipa já com muito razoável estrutura; Rui Vitória, no rescaldo de muito más, para não dizer péssimas, condições de treino, nem um onze pudera sequer erguer... Muito curiosa perspetiva para este domingo:
- Rui Vitória, grande adepto de 4-3-3, decerto manterá o 4-4-2 que, pelas características do plantel, sobretudo de Jonas, teve de preferir no Benfica...
- Jorge Jesus, único treinador em Portugal com sistemática opção por 4-4-2 nos últimos anos, talvez hesite em optar, na Luz, por 4-3-3... Muito provável decidir-se por ligeiro retoque no 4-4-2: William-Adrien (ou Aquilani) na base do meio campo, outro médio (João Mário) no flanco direito, Gelson na esquerda, em vez de Bryan Ruiz (preferência pela sua velocidade, explorando potencial dificuldade benfiquista para suprir lesão de Nélson Semedo) e, para próximo apoio ao imprescindível Slimani, talvez avance a argúcia de Aquilani rendendo o habitual Gutierrez...
Sim, o reforçado Sporting tem variedade de consistentes opções superior à do Benfica."

Santos Neves, in A Bola

Kant na arbitragem

"Immanuel Kant nasceu, viveu e morreu em território prussiano, na cidade de Kanigsberg (hoje, Kaliningrad, um oblast russo). Notável filósofo e eticista, Kant deixou-nos bases essenciais para o desenvolvimento da chamada ética dos deveres. Para isso, formulou o princípio do imperativo categórico que, numa das suas três regras (a da consistência), nos propõe: «Age unicamente segundo a máxima que te leve a querer ao mesmo tempo que ela se torne uma lei de tal modo que, se os papéis fossem invertidos, as partes em questão estariam sempre de acordo».
Mas a que (des)propósito vem isto? De arbitragem, assunto que nunca o visionário Kant poderia imaginar, ele que morreu em 1804. A patologia arbitral aí está a contradizer Kant. Não há jogo em que a culpa de qualquer coisa não seja dos juízes, assim se branqueando erros dos restantes intérpretes. Ainda estou para ouvir treinadores/dirigentes - viciados em criticar os árbitros por um suposto ou imaginário prejuízo - a confessar o seu contrário, isto é que, às vezes, também são beneficiados. O caso mais recente é o de Lopetegui que jamais deixa passar um resultado menos bom sem bater nos homens do apito. Curiosamente, nem um sibilo diante de um claríssimo penalty não assinalado a favor do Chelsea.
Volto ao imperativo kantiano: «critica os erros da arbitragem contra ti unicamente segundo a máxima que te leve a querer ao mesmo tempo que ela se torne uma lei de tal modo que, se os erros forem a teu favor, não deixarás de o criticar também».
Como militante de um clube, nem sempre ajuízo assim, reconheço. Mas eu sou um simples adepto..."

Bagão Félix, in A Bola

Uma Semana do Melhor... com Pedro Ribeiro

O Benfica-Sporting em família

"Há um dia em que o ruído de fundo, por mais desagradável que seja, é inevitavelmente abafado pela voz do povo no estádio. Domingo é esse dia. Na Luz, a rebentar pelas costuras, vamos finalmente recentrar a questão entre os velhos rivais no local onde ela faz mais sentido: no relvado. Gosto muito de derbies e já vi suficientes por esse Mundo fora para poder dizer, sem receio de ser corrigido, que o de Lisboa é um dos mais intensos e picantes. Está ao nível de um Milan-Inter, um Real Madrid-Atletico, um Celtic-Rangers, um Liverpool-Everton, um Boca-River, um Fla-Flu. O Benfica-Sporting ou Sporting-Benfica mexe com a cidade, com as pessoas e com o país, dada a dimensão social dos dois - enorme - e a eterna actualidade do seu antagonismo. O meu velho amigo Afonso Melo publicou um tratado quando o derby fez cem anos e acertou em cheio na apresentação do mesmo: «100 anos, 1907-2007... Benfica-Sporting, Sporting-Benfica... pior do que inimigos, eram irmãos!», escreveu ele. É isso. A génese dos dois clubes explica muita coisa e ajuda a perceber por que razão o campeonato particular - melhor: a contabilidade particular - que quase todos os lisboetas trazem escondida no coração, muitas vezes acaba por ser a recordação mais prazenteira da época. Perguntem a um sportinguista e a um benfiquista da minha geração que memória guardam da época de 1986-87. O benfiquista lembrará o título de campeão «apenas com uma derrota». O sportinguista lembrará essa derrota: «o» 7-1 de Alvalade. E dirá que esse resultado valeu bem um título. 
Sempre apreciei a picardia que anda associada ao derby lisboeta e que se transmite de bairro em bairro, de família em família, de geração em geração. Certas coisas nunca mudam. É uma rivalidade malandra, pícara e colorida como poucas, não fossemos nós, portugueses, verdadeiros especialistas em anedotas, provocações, chistes, pilhérias e maledicência. Pertenço a uma família numerosa que adora futebol e onde convivem cordialmente adeptos dos três grandes e (todos) do SC Braga. Em minha casa vivemos o derby com grande desportivismo e temos por hábito consolar (com alguma malícia, reconheço), os que (consoante o resultado) ficam de penca murcha. Dos nossos cinco filhos, três torcem pelo Sporting e dois pelo Benfica. A única guerra que fazem é a dos cachecóis pendurados na televisão antes do jogo. Mas assim que ele começa, o ecrã fica limpo - e assim que ele acaba o ambiente continua limpo. Que há coisas bem mais importantes que a bola. Na minha família e entre os meus amigos felizmente ninguém se revê no feio espectáculo dos últimos dias. O derby institucional em versão rasteira a tal rivalidade pícara e colorida a resvalar para a vulgaridade, para a ordinarice, até para a boçalidade. Muita asneira se fez e muito disparate se disse nestes últimos dias. Uns mais às claras, dando a cara nas televisões e nas rádios; outros mais pela calada, escondidos no recato dos gabinetes e no conveniente anonimato da rede. Mas tenho esperança que a coisa fique por aqui. É que cheira mal. E o fedor cola-se aos dois. Pode haver quem pense, sugestionado pelo disparates dos últimos dias, que o derby é mesmo uma guerra. Eu tenho memória e sei o que senti no estádio do Jamor quando o very light matou o adepto Rui Mendes que tinha vindo da Mealhada para assistir ao derby. Nenhuma pessoa normal esquece isso. Jamais. O Benfica-Sporting não é, nem pode ser, uma guerra entre inimigos; mas uma infindável picardia entre irmãos mais ou menos casmurros, como dizia o Afonso. Ao jogo, meus senhores, ao jogo. Haja juízo."

André Pipa, in A Bola

O peso da 'guerra surda'

"Benfica e Sporting encontram-se, este domingo, no Estádio da Luz. As duas equipas defrontam-se em condições praticamente idênticas, se atendermos ao comportamento que têm tido nas primeiras jornadas da Liga: o Sporting recuperou dignidade futebolística e a sua personalidade, sobretudo com a chegada de Jesus e depois de Bruno de Carvalho ter aberto a torneira aos investimentos que tão indispensáveis se tornavam, enquanto o Benfica, depois de um início de época perdedor, conseguiu vencer a depressão e entrar de novo nos eixos. Antevê-se, pois, um certo equilíbrio de forças, num jogo em que Jesus volta à Luz, desta vez na pele de adversário, o que justifica atenção máxima, e num jogo ainda em que Bruno de Carvalho fica em casa, depois de nas últimas semanas ter servido veneno em doses extras, com o clube bicampeão nacional a fazer uma espécie de 'guerra surda'.
Tem-se verificado uma nítida desproporção na linguagem desportiva, com os responsáveis do Sporting a revelarem maior protagonismo no momento de abrir hostilidades e com o seu presidente a servir de porta-voz, por vezes com uma linguagem desfasada do cargo que ocupa, mas nem assim a conseguir arrastar o Benfica para o campo da batalha verbal. Apesar da tentação de responder à letra, Vieira adoptou uma táctica mais ponderada, deixando de lado o espalhafato das intervenções permanentes, mas, ainda assim, sendo provavelmente mais contundente - o processo a Jesus marcou a actualidade e mesmo o caso das prendas! aos árbitros foi reduzido a um 'fait -divers' pelo próprio presidente da Liga.
O que se percebe daqui é que o Benfica prefere resolver as diferenças no terreno de jogo e a mensagem codificada de Vieira passa como sendo um voto de confiança a Vitória para se impor a Jesus. Apesar de Jesus garantir que se sente confortável nestes ambientes, o que se verifica é que ele nunca sentiu o peso da hostilidade da Luz, sobretudo agora na pele de 'traidor'. A gestão dos 'silêncios' do Benfica permitiu ao próprio clube concentrar-se no essencial ou seja, ganhar, enquanto o Sporting abriu múltiplas frentes de batalha, competindo agora a Jesus blindar o grupo. Após o triunfo na Supertaça e caso consiga chegar a nova vitória, o seu fantasma continuará a incomodar."

Xistra em campo

"Num dos dérbis mais escaldantes das últimas décadas, Rui Vitória vai lançar os 11 jogadores em que mais acredita para vencer. Jorge Jesus, no reencontro com o seu palco de seis longos anos, lançará a equipa que mais o deixe protegido de uma derrota. Ambos os líderes farão todos os possíveis para não falhar.
E Vítor Pereira, o patrão dos árbitros, escolheu Carlos Xistra. Um juiz medroso, sem grande dimensão técnica nem coerência disciplinar.
Vamos ver como correm as coisas, mas esta escolha, num jogo incendiado pela falta de senso dos mais altos dirigentes e de um ou outro títere avençado, não deve deixar nenhum amante do futebol tranquilo. 
Xistra tem uma personalidade fraca. Dificilmente suportará a pressão do estádio sem cair no abismo do erro. Quem dera estar enganado e, para a semana, neste mesmo espaço poder deixar um rasgado elogio ao árbitro da Covilhã.
Mas, para já, só posso dizer, em consciência, que Vítor Pereira dispõe de poucos árbitros de alto nível e, para um Benfica-Sporting, que marca o regresso de Jorge Jesus à Luz, conseguiu escolher um nome fora desse grupo tão restrito. No futebol, é preciso ter muita pontaria, mesmo quando se trata de errar o alvo."

Perfeito

Benfica 9 - 0 Sporting

Foi de facto uma exibição praticamente perfeita, além do demérito Lagarto, já se nota uma enorme evolução na nossa equipa em relação à Supertaça, tanto o Torra como o Adroher já estão mais adaptados... Pessoalmente, ainda não estou totalmente convencido, no aspecto defensivo, mas o enorme potencial ofensivo deste plantel, já começa a 'bombar'!!!
Recordo que no Hóquei não existe Play-off's, e portanto todos os pontos contam...

Os Lagartos montaram mais um triste espectáculo de comunicados antes do jogo, após eles próprios confirmarem que não respeitaram os prazos pré-estabelecidos! Agora, alguém achou que o jogo ficou afectado pela ausência dos animais Lagartos?! Pessoalmente, defendo que nestes jogos, é preferível (e mais barato) não ter claques adversárias, do que montar os sistemas de segurança, securitários, que acabam por proteger delinquentes que não deviam ter acesso aos pavilhões!!!

Adiar, o que não devia ser adiado !!!

Galatasaray 2 - 1 Benfica


Não vi o jogo todo, portanto não me vou alargar. Uma não vitória do Galatasaray hoje, deixava os Turcos praticamente fora do apuramento; para o Benfica era importante, mas o resultado não era decisivo, esta variável, pareceu-me ter sido decisiva no resultado de hoje... independentemente da nossa falta de eficácia, ou da justiça ou injustiça do resultado.
Sofremos dois golos estranhos (um daqueles penalty's, que sendo penalty, na letra da lei, não devia ser...); e uma 'cueca' de um Alemão ao Júlio César, numa jogada onde o Eliseu está mal posicionado... e onde em 80% dos casos idênticos, os árbitros marcam fora-de-jogo, erradamente!!!
Sendo que além de não termos 'fechado' a qualificação, ainda vimos o Samaris ficar castigado para o jogo da Luz... o Samaris é provavelmente o jogador mais difícil de substituir no nosso actual plantel, além do Nico!!!
Agora é preciso recuperar fisicamente, e ir com o moral todo para o derby...

Record !!!

Galatasaray 1 - 11 Benfica

Ferreira; Buta, Azemovic, Ferro, Yuri (Araújo, 31'); Guga, Sanches; Gonçalves (Jota, 64'), Carvalho, Berto; Zé Gomes (Jorginho)
E até começamos a perder...!!!
Alguns vão dizer que fizemos mal 'baixar' os Juniores da equipa B, que não havia necessidade... Mas se queremos fazer boa figura nesta competição, temos que ter os melhores, e é bom que as rotinas sejam alicerçadas... Se o Benfica fizesse esta Fase, com os jogadores do plantel de Juniores, e depois na Fase Final chamássemos os da equipa B, isso sim, seria injusto...
E ainda faltaram o Rúben Dias, o Pedro Rodrigues e ainda o Gonçalo Guedes!!!

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Uma réstia de senso

"Estamos em semana de muito e bom futebol. A festa começa hoje, no Dragão, com o FC Porto-Maccabi de Telavive e prossegue amanhã com o Galatasaray-Benfica. Os dois únicos representantes portugueses na Liga dos Campeões ocupam classificações interessantes nos grupos de qualificação que lhes entreabrem as portas das eliminatórias (4 pontos portistas e seis os benfiquistas nas duas primeiras jornadas). Depois de amanhã será dia de Liga Europa, com o Braga em plano de destaque ao liderar o seu grupo, mais o Sporting, com janela ampla de onde se vislumbra a final da prova, e o Belenenses, nitidamente sem andamento para gerir duas frentes, a interna e a externa, correndo o risco de sofrer danos de complexa reparação, conforme o próprio treinador já reconheceu. O que coloca a nu, mais uma vez, as debilidades da Liga portuguesa e confronta a intensidade competitiva que a caracteriza: todos gostam de se pavonear nos palcos uefeiros, mas, de um modo geral, do quarto lugar para baixo a tendência para só assinar o ponto e prejudicar a nossa posição no ranking é incontrolável. Nem sempre foi assim, é verdade, mas as honrosas excepções que a história nos revela (Vitória de Setúbal, Boavista, Vitória de Guimarães e até o Belenenses) apenas confirmam a regra.
O programa completa-se com o derby, o mais desejado de todos, na Luz. E talvez por isso, Jorge Jesus, imediatamente a seguir à vitória sobre o Vilafranquense na Taça de Portugal, entre outros reparos, lançou um aviso à navegação, dizendo o que, agitadores congénitos à parte, todos gostariam de ter dito. «Gostava que a uma semana do derby se falasse mais de futebol, que se falasse mais da qualidade dos jogadores do Benfica, da qualidade dos jogadores do Sporting, do valor de ambas as equipas. Era muito melhor para vender o futebol, nós aqui e vocês aí. Vamos esperar para ver», afirmou o treinador leonino naquilo que poderá definir-se como atitude de eloquente sensatez que ajuda a desenrolar o novelo de intrigas, de agressões verbais e de outros cenários igualmente pouco edificantes.
Esta recomendação/desabafo não deve dirigir-se a alguém em particular. Retrata tão-somente um estado de espírito e expressa uma sugestão no sentido de se dar espaço e condições para os actores poderem trabalhar e prepararem-se como desejam de maneira a atacarem com sucesso os importantes desafios que os esperam, porque, contrariamente ao que apregoam os donos da razão, quando chegar o momento da decisão, tudo quanto afirmaram ou insinuaram vale absolutamente nada. O que conta é o que vai passar-se sobre o relvado: a coragem, a força, a inspiração e o talento dos jogadores, consequência da preparação técnica, física e mental determinada pelos treinadores, em função da experiência, do saber, da confiança e da perspicácia de cada qual.
Assim, embora não tendo sido ele o destinatário da mensagem de Jesus, não ficaria mal a Bruno de Carvalho tentar compreender o seu significado e fazer um esforço para entregar o protagonismo a quem o merece, aos únicos que o merecem: jogadores e treinadores, porque são eles os artistas que compõem o espectáculo.
Pedir-lhe para ficar calado, ou falar com moderação, é desperdício de tempo. Ainda ontem, por exemplo, teve direito à antena da RTP África e Internacional para se dirigir ao mundo lusófono. O que pode ser o ponto de partida de excelente ideia futura. Por cá, já lhe ouvimos quanto baste, mas somos poucos, dez milhões mal medidos, motivo por que não seria despiciendo se passasse a dar mais atenção aos grandes mercados emergentes no futebol, como o asiático... Tanaka seria logo valorizado para aí em mil por cento..."

Fernando Guerra, in A Bola

Lateral-esquerdo

"Talvez seja a posição onde a oferta de jogadores de qualidade é mais escassa. Falo de laterais-esquerdos: rareiam os jogadores que juntem competências defensivas com capacidade de oferecer profundidade ao jogo atacante e que combinem esses atributos com as características morfológicas exigidas, hoje, a um defesa (nomeadamente a altura) e, claro está, que sejam canhotos. É isso que explica que o valor de mercado dos laterais-esquerdos seja comparativamente elevado.
Não por acaso, muitos dos grandes laterais-esquerdos são jogadores adaptados: alguns nem sequer são canhotos e muitos fizeram a formação noutras posições. O Benfica tem sido particularmente afectado por esta crise crónica de laterais-esquerdos. Tirando o já distante Léo, as duas épocas com Coentrão e a passagem efémera de Siqueira, a posição de lateral-esquerdo tem sido o ponto fraco do Benfica.
Lembrei-me disto porque, contra o Vianense, causou alguma surpresa que, a certa altura, Rui Vitória tivesse recuado o extremo-esquerdo Nuno Santos para a posição de lateral-esquerdo.
À primeira vista, a equipa não ganhou nada com a alteração. Talvez não seja assim.
Nuno Santos é um jogador com um talento notável de drible simples e com uma velocidade única que lhe permite verticalizar o jogo com muita facilidade. Não engana: vai dar craque. Fez, é certo, toda a sua formação como atacante. Mas a ideia de Nuno Santos como lateral-esquerdo pode bem ter pernas (e altura) para andar. Tem muitíssimo para aprender em termos de posicionamento defensivo, mas o seu futebol de profundidade e velocidade só pode ganhar se partir de posições mais recuadas."

O futebol e a manipulação

"Esta é a semana do derby e seria absolutamente despropositado não se falar de futebol.
Ao contrário do que muitos poderão pensar, até pelo hábito do desregramento a que estivemos sujeitos nos últimos tempos, falar de futebol é falar do jogo, de jogadores, de equipas. Falar de futebol não é, pois, o equivalente a falar de matérias circundantes e circulares, que têm colocado o futebol no epicentro de uma cultura de futilidade e de vulgaridade, que gera audiências na razão directa do mais estúpido interesse dos mercados.
Há muitos anos que o futebol serve de meio de consolidação da ignorância dos ignorantes. Um aproveitamento que estará nos antípodas daqueles que o aproveitam em benefício do conhecimento e da inteligência. No fundo, a dimensão do futebol é tão grande que tudo permite. Especialmente, em matéria de manipulação de um povo menos preparado e pouco avisado.
Porém, o futebol, enquanto jogo, enquanto espectáculo, enquanto desporto altamente profissionalizado e, por isso, especializado, tem um encanto invulgar. Para não dizer único.
Estamos numa semana especial, a caminho de um Benfica-Sporting que gera enormes expectativas. Rui Vitória e Jorge Jesus sabem disso e os seus pequenos dramas resumem-se, nesta fase, a tomarem decisões sobre a gestão dos homens que têm ao dispor. É previsível que Jesus seja mais pragmático e que volte a pensar menos na Europa e mais no campeonato nacional; tal como é expectável que Vitória queira somar pontos em Istambul e só depois pense exclusivamente no jogo com o Sporting. Um jogo que, apesar de tudo, contará mais para o Benfica."

Vítor Serpa, in A Bola

Da verdade

"Lembra-se de quem afastou Portugal da final do Mundial de 1966? Sim, foi a Inglaterra - e nas famosas lágrimas com que Eusébio deixou Wembley não havia só água (quase tudo) e cloreto de sódio como no poema do Gedeão - havia raiva e revolta (sobretudo). Farisaica, a FIFA permitira à federação inglesa a mudança de palco - e para aceitar levá-lo de Liverpool para Londres a FPF recebera (em cortesia...) cheque chorudo. A selecção chegara na véspera do jogo, ao fim do dia, logo se percebeu que o hotel onde a puseram era circo no seu alarido, Eusébio contou:
- Dentro e fora, uma barulheira incrível não nos deixava dormir, a meio da madrugada tivemos de ir para outro hotel, a 30 quilómetros, de malas às costas...
O que aconteceu sabe-se bem - e o presidente da federação argentina denunciou-o, sem punhos de renda:
- Stanley Rous éum homem incorrecto. Organizou o Mundial para que a Inglaterra ganhasse. Mas eu faria o mesmo se jogasse na Argentina...
Craque dessa selecção era Pepe Sasía - e noutra circunstância afirmou:
- Atirar terra aos olhos dos guarda-redes? Os dirigentes não gostam que se faça isso quando o fazemos às claras...
Esse atirar de areia aos olhos tornou-se a metáfora perfeita dos piores jogos que o jogo tem dentro de si - e o recordar da frase de Sasía e da marosca de Inglaterra é para mostrar que o futebol é mesmo assim - há muito tempo...
Bruno de Carvalho revelou-o (por outras palavras): que ao abrir na TVI caixa de Pandora com o Eusébio na tampa, a abriu por um desejo de verdade simplesmente. (Ou de legalismo, vá lá...) No futebol, como na vida, a verdade nunca é simples - e o oposto da verdade até pode nem ser a mentira, o oposto da mentira pode não ser a verdade. E o que eu acho dessa verdade que Bruno de Carvalho quer não é a verdade - é ganhar. Ganhar como os outros ganham ou ganharam (com mais ou menos verdade...) - por saber que assim talvez ganhe mais depressa, mesmo que não ganhe melhor..."

António Simões, in A Bola

PS: Não foi só barulho, nos corredores do tal Hotel os jogadores portugueses também foram assediados por 'meninas', que convenientemente tinham aparecido!!! Alguns dos Magriços já o admitiram!!!

Vitória na Serra

Sp. Covilhã 0 - 2 Benfica B


Finalmente, uma vitoria fora de casa... Devido ao jogo em Londres na Sexta, tivemos mais alguns dias de descanso, além disso o Hélder optou pela rotatividade, em algumas posições, já que noutras, foi obrigado, porque vários dos Juniores, que normalmente jogam na B, devem jogar amanhã em Istambul na UEFA Youth League.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Ultramar: Pedaço de terra lusitana!

"Como em quase tantas e tantas facetas do Futebol português, o Benfica também foi pioneiro na disputa de uma eliminatória da Taça de Portugal frente a um adversário africano. Foi na época de 1957/58, num tempo em que as equipas ultramarinas foram chamadas a participar na prova. Era ainda um «Portugal uno e indivisível», como nos ensinava a mestra palmatória.

Em Maio de 1958, num estilo inflamado, um jornal nacional fazia publicar este libelo: «Portugal não pode ser dividido por fronteiras - esta é a verdade. O Ultramar é um pedaço de terra lusitana e tem os mesmos direitos e os mesmos ideais. Por isso, o significado desta presença transcende o âmbito desportivo e coloca-se no plano do convívio nacional».
Esta alegria a letra de imprensa explicava-se facilmente: disputada desde a época de 1938/39, a Taça de Portugal recebia pela primeira vez representantes das chamadas Províncias Ultramarinas.
Até à época de 1952/53 limitada aos clubes da I Divisão, a segunda prova mais importante do calendário nacional passara nessa altura a contar com um representante das ilhas Adjacentes. Agora o passo era gigante e estendia-se a África.
Em 1957/58, entrávamos, portanto, num período revolucionário, se assim se pode falar em anos tão violentamente marcados pelo Estado Novo.
Considerando a Federação Portuguesa de Futebol que as equipas da Guiné, Cabo Verde, São Tomé e Macau não tinham ainda qualidade suficiente para disputar uma competição tão exigente, determinou-se que os campeões de Angola e Moçambique viriam a Lisboa defrontar os dois apurados para a final, numa espécie de tira-teimas ao qual se deu o pomposo nome de 2.ªs meias-finais da Taça de Portugal.
E o sorteio das 2.ªs meias-finais ordenou os seguintes embates:
Ferrovia de Nova Lisboa (Angola) - Benfica. Desportivo Lourenço Marques (Moçambique) - FC Porto.
Perante as dificuldades de deslocação das equipas metropolitanas a África, optou-se pela solução não muito justa de estabelecer Lisboa como «casa» dos ultramarinos. E assim, Alvalade e Restelo receberam a 1.ª mão das 2.ªs meias-finais da Taça de Portugal.
O Ferrovia de Nova Lisboa, fundado em 1931, era campeão de Angola há nove anos consecutivos. Os seus jogadores eram todos funcionários dos Caminhos de Ferro de Angola, trabalhando das 7 às 17 horas e treinado-se a partir das 18h.
O Desportivo de Lourenço Marques era a equipa de Fernando Laje, um dos mais considerados jogadores do Ultramar que chegou a ser dado como certo no Sporting, convite que viria a recusar. Já no final da carreira, Laje justificava essa opção à sua chegada a Lisboa: «Não quis deixar-me seduzir por miragens. Tenho uma boa situação na vida, como despachante de uma firma inglesa, e seria grossa asneira abandonar tudo em troca de profissão tão ingrata...»
Outros tempos.
No dia 25 de Maio, no Estádio de Alvalade, o Benfica vence o Ferrovia por claros 6-2. Os golos do Benfica são marcados por Águas (3), Mendes, Palmeiro Antunes e Gervásio, do Ferrovia, na própria baliza; os golos angolanos são da autoria de Nascimento e Valente.
A imprensa fica desiludida com a modéstia da exibição dos homens de Nova Lisboa. Aos 11 minutos de jogo já o Benfica vencia por 3-0. Depois, abrandando o ritmo de jogo, permitiu a reacção angolana e a pequena recuperação até ao 2-4.

Angolanos brancos e portugueses de cor!
Os jogos da 2.ª mão, realizados a 1 de Junho, cavaram diferenças maiores.
O Benfica recebe o Ferrovia de Nova Lisboa na Tapadinha e vence por inequívocos 11-1.
Os golos 'encanados' são marcados por Azevedo (4), Águas (3), Coluna (1), Palmeiro Antunes (1), José Maria (1) e Medeiros (1), do Ferrovia, na própria baliza. O golo angolano é de Martins.
Para a história, fica a equipa que o Ferrovia apresentou nos dois jogos: Fernando; Amândio e Carvalho; Ferreira, Gervásio e Briosa; Valente, Martins, Santos, Madeiros e Nascimento.
«A equipa do Ferrovia, que se tornou simpática pela forma como os seus componentes lutaram de princípio a fim com energia e limpeza de atitudes, fragmentou-se em breve espaço de tempo, perdendo os seus elementos o sítio do jogo e até a noção de futebol», escrevia o grande Tavares da Silva. E elogiava: «Diga-se que a classe de José Águas iluminou a partida com singulares revérberos, dando-nos apontamentos modelares de técnica e execução».
Pela primeira vez, equipas das colónias disputavam jogos oficiais com equipas da Metrópole. Ainda que, curiosamente, as equipas ultramarinas fossem quase por inteiro compostas de jogadores de raça branca.
E o Benfica, por exemplo, tivesse nas suas fileiras mais jogadores de cor do que o Ferrovia.
Voltariam as 'águias' a defrontar africanos para a Taça de Portugal. E nós voltaremos ao assunto. Porque o Benfica continuou pioneiro: primeiro clube português a disputar uma eliminatória no continente africano.
Dez anos mais tarde...

1957/58 - 1/2 final - Desportivo Lourenço Marques 2 - 6 FC Porto, Restelo(Lisboa)
1957/58 - 1/2 final - FC Porto 9 - 1 Desportivo Lourenço Marques, Antas (Porto)
1957/58 - 1/2 final - Ferrovia Nova Lisboa 2 - 6 Benfica, Alvalade(Lisboa)
1957/58 - 1/2 final - Benfica 11 - 1 Ferrovia Nova Lisboa, Tapadinha(Lisboa)
1958/59 - 1/4 final - Ferroviário da Beira 0 - 9 FC Porto, Tapadinha(Lisboa)
1958/59 - 1/4 final - FC Porto 7 - 0 Ferroviário da Beira, Antas(Porto)
1959/60 - 1/4 final - Belenenses 6 - 0 SC Portugal de Benguela, Restelo(Lisboa)
1959/60 - 1/4 final - SC Portugal de Benguela 0 - 3 Belenenses, Campo Grande(Lisboa)
1960/61 - 1/4 final - Sporting Lourenço Marques 1 - 4 Belenenses, Alvalade(Lisboa)
1960/61 - 1/4 final - Belenenses 4 - 1 Sporting Lourenço Marques, Restelo(Lisboa)
1961/62 - 1/4 final - Benfica 7 - 1 Ferroviário da Beira, Luz(Lisboa)
1961/62 - 1/4 final - Ferroviário da Beira 1 - 7 Benfica, Tapadinha(Lisboa)
1962/63 - 1/4 final - Sporting Lourenço Marques 1 - 3 Sporting, Alvalade(Lisboa)
1962/63 - 1/4 final - Sporting 4 - 2 Sporting Lourenço Marques, Alvalade(Lisboa)
1963/64 - 1/4 final - Lusitânia dos Açores 3 - 1 Ferroviário L. Marques, Municipal(Angra do H.)
1963/64 - 1/4 final - Ferroviário Lourenço Marques 2 - 2 L. dos Açores, Tapadinha(Lisboa)
1964/65 - 1/8 final - Olhanense 4 - 0 União Des. Int. Bissau, Padinha(Olhão)
1964/65 - 1/8 final - União Des. Int. Bissau 2 - 3 Olhanense, Salema (Lisboa)
1964/65 - 1/8 final - SC Portugal de Benguela 2 - 5 Setúbal, Restelo(Lisboa)
1964/65 - 1/8 final - Setúbal 6 - 1 SC Portugal de Benguela, Bonfim(Setúbal)
1965/66 - 1/8 final - Clube Sportivo Mindelense 2 - 4 Marítimo, Barreiros(Funchal)
1965/66 - 1/8 final - Marítimo 7 - 0 Clube Sportivo Mindelense, Barreiros(Funchal)
1966/67 - 1/8 final - Beira Mar 6 - 0 Ténis Clube de Bissau, Mário Duarte(Aveiro)
1966/67 - 1/8 final - Ténis Clube de Bissau 3 - 5 Beira Mar, Salema(Lisboa)
1966/67 - 1/8 final - Académica 7 - 0 ASA, Municipal(Coimbra)
1966/67 - 1/8 final - ASA 1 - 2 Académica, Campo Grande(Lisboa)
1968/69 - 1/8 final - ASA 0 - 4 Benfica, Coqueiros(Luanda)
1968/69 - 1/8 final - Benfica 3 - 2 ASA, Coqueiros(Luanda)
1968/69 - 1/8 final - Académica 4 - 1 Ferroviário Lourenço Marques, Municipal(Coimbra)
1968/69 - 1/8 final - Ferroviário Lourenço Marques 0 - 1 Académica, Municipal(Coimbra)
1968/69 - 1/8 final - União Des. Int. Bissau 1 - 5 Sporting, Alvalade(Lisboa)
1968/69 - 1/8 final - Sporting 12 - 0 União Des. Int. Bissau, Alvalade(Lisboa)
1969/70 - 1/8 final - Ténis Clube de Bissau 0 - 3 Braga, Sarmento Rodrigues(Bissau)
1969/70 - 1/8 final - Braga 0 - 1 Ténis Clube de Bissau, Sarmento Rodrigues(Bissau)
1969/70 - 1/8 final - Textáfrica 2 - 6 Belenenses, Soajo(Vila Péry)
1969/70 - 1/8 final - Belenenses 3 - 0 Textáfrica, Ferroviário(Beira)
1969/70 - 1/8 final - Ind. Porto Alexandre 0 - 4 U. Tomar, Municipal(Tomar)
1969/70 - 1/8 final - U. Tomar 5 - 1 Ind. Porto Alexandre, Municipal(Tomar)
1970/71 - 1/8 final - FC Porto 4 - 1 Ferroviário Lourenço Marques, Antas(Porto)
1970/71 - 1/8 final - Sporting 21 - 0 Clube Sportivo Mindelense, Alvalade(Lisboa)
1970/71 - 1/8 final - Ind. Porto Alexandre 1 - 0 U. Coimbra, Municipal(Porto Alexandre)
1970/71 - 1/4 final - Benfica 6 - 0 Ind. Porto Alexandre, Luz(Lisboa)
1970/71 - 1/4 final - Ind. Porto Alexandre 0 - 2 Benfica, Salema(Lisboa)
1971/72 - 1/16 final - Textáfrica 1 - 3 Leixões, Soajo(Vila Péry)
1971/72 - 1/16 final - Tirsense 2 - 1 Ind. Porto Alexandre (a.p.), Abel Figueiredo(Santo Tirso)
1971/72 - 1/16 final - Sporting Bissau 0 - 2 Sintrense, Sarmento Rodrigues(Bissau)
1972/73 - 1/16 final - Nova Lisboa e Benfica 1 - 2 Atlético, Cacilhas(Nova Lisboa)
1972/73 - 1/16 final - Farense 6 - 0 União Des. Int. Bissau, São Luís(Faro)
1972/73 - 1/16 final - CUF 3 - 1 Ferroviário Lourenço Marques, Alfredo da Silva(Lavradio)
1973/74 - 1/32 final - Textáfrica 0 - 1 Atlético, Soajo(Vila Péry)
1973/74 - 1/32 final - CUF 6 - 0 Moxico, Alfredo da Silva(Lavradio)
1973/74 - 1/32 final - Sporting Bissau 0 - 1 Oriental, Sarmento Rodrigues(Bissau)"

Afonso de Melo, in O Benfica

"A carta... o gesto... o benfiquismo"

"A história de um rapaz que preferiu ficar em casa a renegar o Benfica

Era uma vez um benfiquista, filho de um sportinguista. O benfiquista era José Manuel, um miúdo de 9 anos. Um dia, planeando uma ida 'com uns amigos a Coimbra para ver o desafio com a Académica. O pai e amigos disseram ao Zé Manuel que o levariam (...) se ele escrevesse a sua renúncia pelo clube «encarnado» e «virasse» para o Sporting. Pois o miúdo disse logo que preferia perder o passeio, mas por nada desta vida deixava o Benfica!... E cumpriu; preferiu ficar em casa!'.
A história do José chegou ao Benfica através de uma carta, 'aquela carta que não esperávamos (...) simples, despretensiosa, mas magnífica (...) nos seus reflexos de amor clubista'. O seu autor foi o médico do pequeno que, sensibilizado com a petiz atitude, se dirigiu ao Clube assim: 'Não sou desportista ferrenho, mas não posso deixar de apreciar um gesto, que, pela idade do autor, merece reparo. Tenho um doentinho (...) que é para mim o adepto n.º 1 do Benfica'. E, após contar o episódio, concluí: 'Achei o miúdo estupendo e o gesto magnífico (...) Tenho a certeza de que este garoto, se recebesse umas palavras vossas, sentiria melhor o valor do seu gesto e formaria melhor até o começo da sua personalidade'.
No Benfica, a carta foi recebida com particular emoção - 'atónitos, não sabíamos que mais admirar: se a persistência do doentinho de nove anos, se o entusiasmo desse médico' - sendo prontamente preparada uma reposta à altura: 'Queridinho José Manuel. O sr. Doutor contou-nos o teu gesto. Gostámos de o saber e acredita que o Benfica fica sendo muito teu amigo. Diz ao teu paizinho e aos seus amigos que o Benfica é um grande clube (...) É certo que perdeste um bom passeio (...) Mas ganhaste, ganhaste, Zé Manel, a maior das virtudes que um homem pode ter - a sua dignidade de pensamento. Acredita que o Benfica apreciou muito o teu gesto (...) e diz ao teu paizinho que até é engraçado ele ser do Sporting e tu do Benfica. No teu lar feliz ficarão, assim, representadas as cores de bandeira portuguesa (...)'.
Hoje, passados 62 anos, José Manuel guarda orgulhosamente a carta, o emblema e a fotografia que lhe foram enviados pelo Clube em 1953.
No Museu Benfica - Cosme Damião os adeptos não são esquecidos, a todos eles é dedicada a área 13. Viagem ao coração benfiquista."

Mafalda Esturrenho, in O Benfica

"ACONTECEU
O Museu Benfica - Cosme Damião vive sobretudo da memória afectiva das gentes benfiquistas. No passado dia 7 de Outubro, José Manuel, protagonista do artigo 'A carta... o gesto... o benfiquimo', visitou-nos e recordou emocionado essa história.
A visita, para além da exposição permanente, contemplou o Departamento de Reserva, Conservação e Restauro, onde mostrou a carta, o emblema e a fotografia que o Benfica lhe enviou há 62 anos, e o Centro de Documentação e Informação, onde viu um original do jornal O Benfica onde foi publicada a sua história, a 7 de Maio de 1953. Acompanhado da mulher e do filho, José partilhou com toda a equipa da Direcção de Património Cultural como foi para um menino de 9 anos tornar-se famoso ao ser capa do jornal do Clube, referindo que na escola passou a ser 'o Benfica' e que recebeu inúmeras cartas, de vários pontos do país, a parabenizá-lo pela sua atitude."

in O Benfica

Any Given Benfica II

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Inácios (rádio)!!!

Palavras duras antes do 'derby'

"Depois de uma semana de declarações incendiárias, deseja-se o retorno do bom senso. O futebol joga-se dentro do campo, o resto é treta

O dia 5 de outubro de 2015 vai ficar no imaginário do futebol português como um dos mais lamentáveis de sempre. Por mais eficácia que o presidente do Sporting descortine na sua intervenção televisiva, a verdade é que a peixeirada a que o país assistiu teve entrada directa no top dos tesourinhos deprimentes do futebol português. Com danos irreversíveis para a credibilidade da presidência que Bruno de Carvalho está a levar a cabo.
Tenho consciência de que estar a pregar neste deserto de bom senso em que se transformou o futebol português pode ser perda de tempo. Mas, talvez não. Talvez, quando a poeira assentar e alguns protagonistas recuperarem a lucidez, estes reparos signifiquem que, pelo menos, nem todos se deixaram arrebatar pela demagogia fácil, pelo discurso virulento e pela ofensa gratuita. Porque, em nenhuma circunstância, o que tem acontecido pode ser o retrato da normalidade ou, na infeliz expressão de Pedro Proença, presidente da Liga de Clubes, um fait-divers.
Há, sabemos todos, um Benfica-Sporting daqui a alguns dias; e também é sabido que esta é uma época de especial sensibilidade nas relações entre os eternos rivais. Mas nada disso torna aceitável que se transformem, irresponsavelmente, adversários em inimigos; nem que se baixe o nível como se não houvesse responsabilidades para com a sociedade.
Os jogos ganham-se, essencialmente, dentro das quatro linhas e o clima que alguns procuram criar (esta não é a primeira vez, mas é das piores) só poderá provocar problemas sem reflexo no placard final. Pode afetar negativamente, injetando-lhes ainda mais estupidez, as franjas radicais dos clubes, vulneráveis aos pirómanos de serviço; pode, também, afastar dos estádios, aquelas que deveriam ser os principais alvos da indústria, as famílias; e pode, ainda, fazer com que os potenciais patrocinadores fujam do futebol como o diabo foge da cruz. Em troca de quê? De alguns momentos de glória, aplaudidos por indefectíveis e radicais? Tempo de antena? Espaço interno? Tudo isto é poucochinho, quando comparado com os danos que estão a ser causados.
Não sendo fácil, reconheço, sempre tenho tentado não pautar o meu raciocínio por um chavão muito em voga no futebol, que diz que tem razão quem ganha. Normalmente, ganha quem joga melhor, independentemente dos disparates que são ditos à volta da equipa. Por isso, é bom não confundir as coisas, não misturar a causa e o efeito. O tempo encarregar-se-á de colocar tudo isto em perspectiva. Entretanto, haja paciência...

ÁS
Telma Monteiro
Estamos perante uma das grandes figuras do desporto português do século XXI. Em Paris, onde conquistou o Grand Slam, a mais prestigiada etapa do circuito mundial, a judoca do Benfica mostrou que são legitimas as esperanças que nela se depositam, de olhos postos nos Jogos do Rio de Janeiro, em 2016. Parabéns!

ÁS
Miguel Oliveira
A vitória na Austrália, a quarta da época do piloto de Almada, colocou-o no segundo lugar do Mundial e ainda com hipóteses matemáticas de sagrar-se campeão. Um registo notável, que justifica a passagem ao escalão superior, numa carreira mais do que promissora, alicerçada num talento inato que pode levá-lo ao cume da modalidade.

DUQUE
Pedro Proença
Com o futebol português, essencialmente por culpa do diferendo Sporting-Benfica, a ferro e fogo, o presidente da Liga de Clubes resolveu catalogar o que se passa entre os eternos rivais como um fait-divers. Uma declaração infeliz de Pedro Proença, longe das responsabilidades e da pedagogia que dele devia esperar-se. Lamentável.

Cruzeiro do Sul
Sulistas e elitistas, liberais não sei, as equipas do hemisfério austral tomara conta das meias-finais do Mundial de râguebi. A Nova Zelândia humilhou a França, a Argentina foi fantástica contra a Irlanda, a África do Sul ultrapassou, num jogo equilibrado, o País de Gales e a Austrália teve a sorte dos deuses para deixar fora da prova os extraordinários escoceses. Se a esta hegemonia somarmos a quantidade de jogadores neozelandeses, sul-africanos, australianos e argentinos que brilham nos campeonatos euripeus, não duvidamos: o Sul manda!

Querido Mourinho entra na conversa...
O Pais de Gales perdeu com a África do Sul nos quartos de final do Mundial de râguebi, mas nem por isso o Wales on Sunday deixou de louvar os jogadores galeses: «Obrigado. Vocês deram tudo». E ainda teve espaço para criticar o árbitro: «Barnes teve sorte de não ser Mourinho o treinador de Gales...»."

José Manuel Delgado, in A Bola

'Fait-divers', sr. líder da Liga?!!!

"Chocante!: face ao clima de guerra total entre Sporting e Benfica - atingindo clímax como nunca acontecera nos mais quentes momentos da híper rivalidade ao longo de tantas décadas! -, o novo presidente da Liga de clubes comentou não passar de fait-divers (assunto pouco importante)! Como assim, sr. Pedro Proença, que, também por ser recente ex-árbitro de alta craveira internacional, tem obrigação de se preocupar, a fundo, com enormes riscos de tão perigosa altíssima tensão! Se deste modo, pondo-se fora do que escalda, interpreta como deve agir ao leme da Liga, a sua capacidade de intervenção, nomeadamente neste tempo em que os patrocinadores fogem de tão mau clima, será... zero. Fait-divers?!!! Caramba, essa é de mais!
Valham-nos, no futebol e noutras modalidades, atletas e seus treinadores. Mais uma medalha de ouro para a extraordinária Telma Monteiro! Também no judo e no muito prestigiado Grand Slam de Paris, bronze para Célio Dias. No GP da Austrália, Miguel Oliveira arrebatou a sua 4.ª vitória neste Mundial de moto 3, onde é 2.º a duas provas do fim. No triatlo, João Pereira, venceu, na Turquia, competição da Taça do Mundo.
No futebol, Aves e Gil Vicente, da II Liga, eliminaram da Taça de Portugal adversários da I. E Casa Pia e Trofense, da III, impuseram-se a equipas da II. Gondomar e Loures, da III, assustaram Estoril e Boavista com prolongamento.
Isto é Desporto, tão saudável/aliciante competição. O oposto de sujas guerras deflagrando incêndios a que um dito responsável chama fait-divers!"

Santos Neves, in A Bola

As sanções da UEFA

"Face aos incidentes registados em Madrid, que o SL Benfica desde a primeira hora lamentou e condenou, o Comité de Ética e Disciplina da UEFA decidiu penalizar o Benfica com um jogo à porta fechada.
Esta pena, no entanto, só será aplicada se nos próximos 2 anos se voltar a registar incidente de igual gravidade. A esta sanção acresce uma multa de 20 000 €.
De destacar que novo incidente durante o período de suspensão da pena determinará de forma automática não apenas um jogo à porta fechada como também nova sanção.
As multas aplicadas pela UEFA e pela LPFP ao Benfica, nos anos mais recentes, representam um valor próximo do meio milhão de euros.
Perante a gravidade dos incidentes registados em Madrid e perante o comportamento reiterado de uma minoria de adeptos que teima em penalizar o Sport Lisboa e Benfica, o clube irá estudar novas medidas a adoptar nos jogos em que participa, de forma a combater os actos que reiteradamente nos têm colocado na mira disciplinar da UEFA.
Entre essas medidas, a Benfica SAD admite implementar:
a) A não requisição de bilhetes para jogos fora; e/ou,
b) A identificação de todos os detentores de bilhetes para jogos europeus.
Foi já solicitado ao Conselho Superior dos Desportos espanhol o nome dos adeptos do SL Benfica que foram identificados e responsabilizados pelos incidentes de Madrid.
Finalmente, o Sport Lisboa e Benfica apela a todos os seus sócios e adeptos para que incidentes como os que se registaram em Madrid não voltem a repetir-se quer em jogos europeus ou nacionais, tanto em jogos realizados no Estádio da Luz como fora de casa."

domingo, 18 de outubro de 2015

Vitória à 'meia-luz' !!!

Benfica 3 - 0 Catêlo da Maia
25-20, 25-18, 25-23

Vitória esperada, onde o grande destaque foi a estreia do Duff... confirmando tudo o que se esperava dele: corre o sério risco de ser o melhor jogador do Campeonato! O Kolev e o Gelinski também voltaram a dar excelentes indicações...
O jogo foi totalmente dominado pelo Benfica, e nem o apagão eléctrico (nem as bolas despejadas!!!) nos retirou o 3-0!!! Com o Roberto ainda em fase de recuperação, ontem foi a vez do Gaspar sair... espero que seja só gestão!!!

Galo saboroso !!!

Barcelos 61 - 82 Benfica
18-18, 14-21, 15-22, 14-21

Além da ausência do Gentry, o Mário Fernandes e o Carlos Andrade também não jogaram. Este tipo de gestão em jornadas duplas, irá provavelmente repetir-se durante a época.
Mas mesmo assim, o plantel conseguiu superar as dificuldades... este Barcelos, sem o Lonkovic e o Nuno Oliveira é de outro campeonato...

PS1: Vitória de João Pereira, na etapa da Taça do Mundo de Triatlo, de Antalya, na Turquia. Estreia do João nas vitórias em Taças do Mundo, depois de vários Top-8... Parabéns.

PS2: Depois do Ouro da Telma ontem, o Judo continua a dar alegrias aos Benfiquistas, Célio Dias consegui o Bronze na Taça de Mundo de Paris... Muita esperança no Célio para o Rio!!!