Últimas indefectivações

sábado, 14 de janeiro de 2012

A ferros !!!

Benfica 78 - 75 CAB Madeira

17-24, 20-8, 19-23, 22-20



Começa a ser preocupante a quantidade de jogadores ausentes: Sérgio, Ben, Elvis e o Barroso!!! Hoje jogámos praticamente só com 6 jogadores, o Ferreirinho acabou por ser pouco utilizado, os restantes nem 1 segundo, incluindo o Carreira!!! Só com o habitual 'mau perder', que esta equipa já demonstrou noutras ocasiões, foi possível vencer, com um triplo do Doliboa no último segundo!!!


Muito suor...



Oliveirense 6 - 8 Benfica



O melhor jogo do Benfica o ano passado foi provavelmente neste Pavilhão, hoje isso não aconteceu... hoje voltámos a permitir muito espaço ao adversário, que com os 'empurrões' do costume ganhou uma vantagem larga... foi já com o Sénica 'fora' do banco que o Benfica conseguiu a reviravolta!!! Não tenho coragem de pedir ao treinador do Benfica para ter mais 'calma' no banco, porque no lugar dele, neste campeonato, com estas arbitragens, é humanamente impossível, muita calma tem ele...!!!

Vitória... com o Mágico em campo!!!



AMSAC 2 - 7 Benfica



A saída do capitão Arnaldo para a Letónia, acaba por ser a notícia mais significativa da secção esta semana. O Benfica nunca 'cortou' as pernas aos seus jogadores, neste caso houve de certeza boa proposta para o jogador... portanto a melhor sorte do mundo para o Arnaldo. É verdade que o Benfica neste momento tem muitas opções, é verdade que o Arnaldo já tem muitos quilómetros nas pernas, mas também é verdade que o 'nosso' Trasmontano tem caracteristicas de jogo, que mais nenhum jogador do Benfica tem... Fico obviamente à espera de um regresso num futuro próximo...

E já agora, o novo capitão, Gonçalo Alves, começou o jogo de hoje, com os dois golos inaugurais!!!

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Onda... (apesar de tudo, é preciso apoiar...)




Vencer o V. Setúbal e festejar no Bonfim

"Como se pode avaliar do muito que já disse publicamente e escrevi sou genericamente crítico do comportamento selvático das claques. Não gosto de ver associado ao desporto comportamentos que em nada abona quem os pratica. Esta razão redobra a minha alegria pelo elogio que agora faço.

Mas no passado domingo os adeptos do Benfica em geral, e a claque (No Name) em particular, deram um festival daquilo que pode e deve ser o apoio a uma equipa. 93 minutos de apoio constante, na Marinha Grande não houve um minuto de silêncio, foi absolutamente impressionante o recital de músicas e coreografias no apoio à equipa.

Já vi a Curva Norte da Lazio, Old Trafford ou Celtic Park, Anfield Road ou Nou Camp e os seus ambientes festivos, mas num jogo de baixa intensidade nunca tinha assistido a uma partida sem um segundo de silêncio.

Foi um festival benfiquista a começar na claque e acabar nos grandes golos de Bruno César, Cardozo e Rodrigo.

Mesmo sem jogadores importantes como Aimar ou Gaitán o Benfica chegou novamente à liderança mais de 500 dias depois. O Benfica tem uma vantagem pontual que se espera não seja... pontual. A liderança do Benfica tem mais valor porque o FC Porto está a fazer um óptimo Campeonato, sem derrotas e com poucos pontos perdidos. O resultado do FC Porto em Alvalade parece mais fraco depois de ver o do Nacional. Este Sporting pinta a relva mas ainda não é capaz de pintar a manta futebolísticamente falando. Disfarça a areia do relvado mas não consegue tirar a areia da engrenagem.

Amanhã contra o V. Setúbal não poderá haver deslizes se queremos festejar no Bonfim, contra este mesmo Setúbal o título nacional na última jornada.

Enquanto os jogadores e treinador do Barça passeiam para receber prémios e dar entrevistas, Mourinho ganha jogos, vence eliminatórias e consolida a liderança. No fim do ano não sei quem festejará mais, mas arrisco em Mourinho.

..."


Sílvio Cervan, in A Bola

Ninguém à nossa frente

"Escrevo na noite de domingo, o Benfica acabou de brindar os seus adeptos com uma exibição... à Benfica: golos e espectáculo, nota artística para o passe de Bruno César, antes do cruzamento que deu a Rodrigo o 4.º golo do 'Glorioso', nota técnica para os tiraços do 'Chuta-Chuta' e do 'Tacuara', nos primeiro e segundo golos, para a segurança de Artur, a solidez de Luisão, Garay e Javi García, a entrega de Maxi, de Witsel e de Nolito. Com pleno merecimento e inteira justiça, o Benfica isolou-se na classificação do Campeonato. Foi o final de um fim-de-semana em cheio. O Benfica triunfou folgadamente em Hóquei em Patins, Basquetebol, Voleibol, Futsal lidera três destes campeonatos, está a dois pontos da liderança no outro.

É um enorme orgulho pertencer a esta imensa Família Benfiquista. Num País e num momento histórico dominados pelo derrotismo, a descrença, a depressão, as vitórias do Benfica alegram milhões de portugueses. É que as vitórias do Benfica representam alegria, ao contrário dos vencedores raivosos que triunfam à custa da mentira e por conta de interesses particulares e frustrações colectivas. O Benfica ganha e o País anima-se, adquire algum ânimo para enfrentar as crises e ultrapassar as dificuldades.

Em outro tipo de domínios, para além das vitórias desportivas, o Benfica afirma a sua imensa implantação em Portugal e entre os portugueses: um milhão de fãs na página oficial do Benfica na rede social Facebook dão a ideia da dimensão desta sociedade que é muito mais do que um Clube. Como dizia recentemente Ricardinho, o português que é o Melhor do Mundo em Futsal, ao regressar ao Benfica: «Sabe muito bem estar aqui: é como chegar a casa.»

São muitos à nossa volta. Mas, para já, ninguém à nossa frente."


João Paulo Guerra, in O Benfica

Goleadas e liderança

"1. O ano começou bem, com duas vitórias folgadas em Guimarães e Marinha Grande, onde os benfiquistas 'golearam' dentro e também fora do campo, tantos os adeptos presentes, largamente maioritários. Finalmente, atingimos o primeiro lugar, isolados. Agora, haverá que mantê-lo até ao final. Mas não contemos com facilidades...

2. Sapunaru a um jornal romeno ('Prosport'), falando do célebre caso do túnel da Luz: 'Os adeptos gostaram da nossa atitude guerreira, devido à rivalidade entre os dois clubes. Porém, apesar de não ter sido acusado de nada, sei que não devia ter reagido daquela forma. É um gesto que fica mal a qualquer atleta.' Afinal...

3. O Sporting colocou imagens com adeptos em posses agressivas (e até a fazer saudações fascistas) no corredor de acesso aos balneários das equipas visitantes. Mas, pior que isso: reagindo à notícia do jornal Público, o clube mentiu, afirmando em comunicado que a Liga de Clubes e a UEFA haviam aprovado e até elogiado essas imagens, o que ambos desmentiram. O curioso é a forma como os três jornais desportivos falaram do assunto, dando grande relevo à resposta do Sporting e 'escondendo' a notícia original e os desmentidos. Subserviência completa...

Já agora: o director responsável pelas instalações do Sporting é o mesmo vice-presidente (Paulo Pereira Cristovão) que tanto se queixou no final do Benfica-Sporting no nosso Estádio...

4. Há algumas semanas era o Standart de Liège a queixar-se devido a dívidas relacionadas com as transferências de Defour e Mangala. Agora foi a vez do Santos reclamar dívidas relacionadas com Alex Sandro. Entretanto, os atletas das modalidades queixavam-se (e se calhar ainda se queixam...) de ordenados em atraso. Nós já cá tivemos disso mas corremos com o responsável na primeira oportunidade. Por lá, tecem-se loas ao presidente...

5. Curiosa a entrevista de António Oliveira, ex-dono da Olivedesportos e ex-seleccionador nacional, à RTP. Há ali muita matéria para investigação..."


Arons de Carvalho, in O Benfica

Objectivamente (Oliveiras)

" 'A Olivedesportos é o FMI do Futebol português'! Esta foi uma das frases mais fortes da surpreendente entrevista do antigo seleccionador de Portugal, António Oliveira à RTP no início da semana e que passou ao lado de toda a comunicação social não merecendo mais que uma das páginas interiores do especulativo 'Correio da Manhã'!

Numa longa entrevista à RTP o antigo capitão do FC Porto e irmão de Joaquim Oliveira, confessou o domínio absoluto da Olivedesportos sobre os órgãos dirigentes do Futebol português - Federação, Liga e Arbitragem, denunciando o poder sufocante da empresa da qual foi fundador e de qual se afastou há anos, explicando claramente como funciona esse monopólio com afirmações arrepiantes fazendo mesmo autocrítica à forma como entrou para Seleccionador Nacional. Disse que foi escolhido por Madaíl por ser da Olivedesportos...

Há muita gente que duvida da frontalidade de A. Oliveira dizendo que ele já devia ter falado antes. Mais vale tarde que nunca! Mas grave é a atitude daqueles que têm agora aqui uma boa oportunidade de esclarecerem muitas dúvidas acumuladas durante anos e anos. Que duvidavam daquilo que eu e alguns outros escrevíamos e dizíamos nos jornais e nas rádios e que não o fazendo passam mais uma vez pelo SILÊNCIO comprometedor como se nada se passasse, assobiando para o ar! Afinal, de que é que precisam mais para perceber o que se anda a passar no Futebol português nos últimos 30 anos?

Aqui está 'A CONFISSÃO'!

Por fim uma palavra sobre a liderança do SLB. Era mais que esperada esta arrancada. A jogar muito melhor que os rivais directos e com a vantagem de receber as ofertas de dois pontos logo na primeira jornada do ano, o Glorioso fez o que se esperava e agora é seguir este rumo até à vitória final.

A jogar assim nada derrubará o Benfica!"



João Diogo, in O Benfica

O Silêncio

"António Oliveira disse e repetiu, para que não houvesse dúvidas, que o presidente da Federação Portuguesa de Futebol é um títere que tem como função servir os interesses de uma empresa privada, a Olivedesportos. Disse que o anterior presidente também cumpria diligentemente esse trabalho e que o mesmo acontece na Liga de Clubes. Disse que ninguém é eleito para esse cargo sem o beneplácito do seu irmão e sócio maioritário da Olivedesportos.

Disse-o convictamente, num canal público de televisão, disse-o sem gaguejar e repetiu-o. A personagem que o disse é antigo sócio da dita empresa. Em seguida ficou o silêncio. Um silêncio quase total por parte da comunicação social. Um silêncio total dos visados. Um silêncio absoluto do poder político. Um silêncio que procura apenas uma coisa: o esquecimento, para que se possa perpetuar a mentira e a farsa em que se foi transformando isto. Os dias passam e toda a gente finge que nada se passou. Com que cara, com que legitimidade, com que dignidade alguém pode dirigir uma instituição quando sobre ele está lançada a acusação séria de que há quem mande em quem finge mandar? A cara com que esta gente se apresenta aos clubes e seus dirigentes por todos é conhecida. Mas com que cara é que esta gente se pretende apresentar perante os adeptos? Como é que ainda há quem ouse pensar que com o seu silêncio se pode limpar a nódoa em que se transformou o dirigismo desportivo em Portugal? No silêncio de todos está a conivência com a vergonha. No silêncio de todos está bem à vista a etiqueta e o respectivo preço. Não é o futebol português que está à venda, são os seus agentes que se venderam. É a vergonha que ficou penhorada algures por Penafiel.

Lamento, mas não pode haver silêncio quando se impõe um grito de indignação justa."


Pedro F. Ferreira, in O Benfica

Superstições...

Grande reforço

A melhor canoísta portuguesa (masculinos e femininos) da actualidade Teresa Portela, reforça o Benfica Olímpico... excelente notícia.

Os Oliveira

"O poder da Olivedesportos no futebol é enorme, tem décadas, e cresceu por razões financeiras. A empresa fundada nos anos 80 pelos irmãos Joaquim e António foi o banco dos clubes, aumentando o domínio à medida que estes clubes se afundavam. E assim estabeleceram um monopólio e negociaram contratos incríveis, por exemplo nos direitos de televisão.

O que há de novo é uma entrevista explosiva de António à RTP, denunciando que Joaquim será o mandarete de todo o país futebolístico, dos árbitros aos selecionadores e presidentes de clubes.

As lutas entre irmãos, se tornadas públicas, são confrangedoras. Esta não é exceção. E é preciso perguntar o que passou na cabeça de António para este assomo de transparência, confissão e denúncia sobre uma empresa que ele próprio fundou com o irmão, numa proporção de 50%/50%, paridade que se desfez há uma década, depois da zanga.

Eis uma pista: Joaquim comprou a António a sua metade da Olivedesportos em 2002, num acordo que foi pago durante uma década. António Oliveira terá recebido dezenas de milhões de euros pela sua participação, é hoje um homem rico, e recebeu o último pagamento do negócio há alguns meses. Talvez seja coincidência, mas parece vingança tardia: calado enquanto recebeu os pagamentos de Joaquim, António falou quando o contrato acabou.

As denúncias de António Oliveira são medonhas, confirmando suspeitas e até notícias de muitos anos. Acontecerá alguma coisa? O futebol português é habitado por gente que vive de comissões clandestinas e que prospera em cima de clubes esfalfados. Se tudo o que António disse é verdade (e, como aqui escreveu Octávio Ribeiro num texto esclarecido, “Joaquim Oliveira é mais um negociador do que um ditador”), são muitos os nomes desta triste decadência; Joaquim é um desses nomes; António é outro."


quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Quem foi o Cézanne de Alvalade?

"Expostos os segredos da maçonaria e da Olivedesportos - grandes novidades... -, só resta descobrir o mistério impressionista da pintura da relva em Alvalade


NA Marinha Grande, o Benfica cumpriu a sua obrigação. Ganhou o jogo com uma exibição tão expressiva quanto o resultado e, beneficiando do empate no clássico, isolou-se no comando da Liga com dois pontos de avanço sobre o seu agora perseguidor, FC Porto.

Sem dúvida que é uma situação agradável para o Benfica e para os benfiquistas. Aquela expressão consagrada e popular, 'olho para o lado e não vejo ninguém', tem tido grande saída nestes primeiros dias da semana.

Calma aí, são apenas dois pontinhos. E dois pontinhos em janeiro não é a mesma coisa do que dois pontinhos em maio, como todos saberemos. E falta muito para maio. O bom senso e o decoro aconselham a pôr a fanfarronice de lado.

Foi por fanfarronice que o Benfica se espalhou ao comprido na última temporada.

Entretanto alguma coisa se há de ter aprendido.


VÍTOR PEREIRA tem razão. O clássico foi um jogo intenso mas não foi bem jogado. Terá tido até alguns momentos de casados e solteiros com charutadas, bolas à toa e outros instantes pouco ortodoxos. Mas houve emoção porque o resultado esteve incerto até ao final e de tão incerto deixou-se ficar como estava no princípio do jogo, empatado sem golos.

De um lado e de outro houve grossas críticas à arbitragem de Pedro Proença. Tendo em conta de que nem uma equipa nem a outra fizeram muito para ganhar o jogo, também me parece de mais pretender que fosse o árbitro a decidir o resultado a favor de uma das duas equipas.

Os erros de foram dois ou três. Um fora de jogo mal assinalado ao ataque do Sporting, em benefício do FC Porto, e um segundo cartão amarelo por mostrar a Polga, que resultou nem benefício do Sporting.

Nem sequer assistimos a um clássico quezilento, conflituoso. Os jogadores saíram abraçados, o que é sempre bonito de se ver. No regresso aos balneários não se registaram ocorrências nem danos. Hulk, mansinho lamentou ter estado «90 minutos a apanhar porrada», o que não é nada próprio de um super-herói com pergaminhos.

A verdade é que Hulk e também Sapunaru não repetiram em Alvalade o comportamento que tiveram no túnel da Luz. Sapunaru, ainda há poucos dias, reconheceu numa entrevista a um jornal romeno que esteve mal nessa ocasião e que a sua atitude não foi digna de um desportista.

Provavelmente, os dois jogadores perderam toda a apetência para o desacato no momento em que se viram a apreciar a decoração fotográfica do corredor de acesso ao balneário da equipa visitante.

Terão ficado intimidados? A UEFA acha que sim.

Imagine-se só que a UEFA depois de ter dado os parabéns ao Sporting pela beleza do papel de parede, veio agora dar o dito por não dito, exigindo que o Sporting retire as imagens porque «são claramente contrárias aos valores de respeito e tolerância».

Estes tipos da UEFA são uns grandes aldrabões.

Aldrabões, aldrabões, aldrabões.


O nosso país anda assim um bocado para o deprimido. Toda a gente sabe porquê, é por causa da austeridade. Os portugueses andam tristonhos e têm bastas razões para tal porque nada têm para celebrar.

Por tudo isto, causou grande comoção no país, que bem precisa de quem o alegre, a notícia de que Cristiano Ronaldo, o mais célebre de nós todos, o único português com estatuto hollyoodesco, um rapaz que tem tantas razões para andar muito bem-disposto, ande também ele tristonho e sem vontade de celebrar.

Não pode ser, Cristiano Ronaldo. Não pode andar por aí o português que é maioral na sua profissão a lamentar-se pelos cantos, a fazer beicinho como se o mundo inteiro estivesse contra ele.

O mundo não está contra si, Cristiano Ronaldo. São apenas coisas do futebol. Os adeptos do Real Madrid ainda não digeriram a última derrota com o Barcelona e elegeram-no a si, porque é o melhor jogador e porque falhou duas ocasiões, para embirrar um bocadinho.

E isto passa, como saberá muito bem. Portanto, quando voltar a marcar um golo faça-nos o favor de o celebrar condignamente. Lembre-se de nós, os que por cá estamos a vê-lo através da televisão, à espera dos seus golos que, patrioticamente, também são um bocadinho nossos. E isso dá alento à malta.

E não se zangue com os madrilistas. A questão é de somenos. No entanto, se persistir nessa sua birra ainda se arrisca a ter ouvir o Santiago Bernabéu em coro a chamar pelo Messi. E isso é que seria uma grande chatice. E chatices, já temos nós e muitas.


MAS quem terá sido o Cézanne de Alvalade? Aquela conceção efémera da Natureza, tão ao gosto da escola impressionista, não foi, o entanto, explicada pelos seus autores. Está mal.

É que nem uma palavra sobre a obra plástica, conforme se podia ler na segunda-feira neste jornal. «Relva pintada sem explicações», «leões não divulgam o motivo pelo qual decidiram ornamentar o tapete verde», « a directora de comunicação do Sporting escusou-se a revelar qual o motivo da pintura». Está-se literalmente nas tintas o Sporting para a curiosidade pública nesta matéria.

Numa semana em que milhões de ingénuos viram desvendados os dois segredos estruturais mais mal guardados da nossa sociedade - quem manda nisto tudo, política e futebol, imagine-se, é a Maçonaria e a Olivedesportos! -, ficou lamentavelmente por desvendar o terceiro segredo. O da tinta em Alvalade.

E houve também prejuízo para o FC Porto. O defesa-central Otamendi, por exemplo, de tão esverdeado que estava, convenceu-se a determinada altura do jogo de que era jogador do Sporting e doí vê-lo na área dos donos da casa a oferecer o corpo à bola, com galhardia, impedindo assim o golo mais do que certo de James.

E se o importante era impressionar positivamente os visitantes e o país inteiro com a efémera verdura impressionista do seu relvado, nem assim o Sporting conseguiu fazer valer a noite porque cedo a obra desbotou. E tal não devia acontecer. Ficou o quadro estragado porque transformar uma natureza-morta numa natureza-viva e verdejante que se volta a transformar numa natureza-morta é, de facto, muita areia, areia a mais para qualquer camioneta.

Ainda bem que o sistema de rega não disparou acidentalmente durante o jogo. Por estar ligada, certamente, a uma central de diluente, a rega em Alvalade poderia causar danos aos que estavam em campo. E se a ideia era diluir o FC Porto, também não houve oportunidade para testar a experiência.

Refira-se, em abono da verdade, que esta ideia de pintar a desfavorecida Natureza em prol das aparências não é nova. Na Roménia, no tempo de Ceasescu, fosse qual fosse a estação do ano, era costume pintar de verde tudo o que estivesse a descambar para o amarelado, campos, prados, relvados, e isto para impressionar positivamente os Estadistas estrangeiros que visitassem o país.

Impressionar, impressionismo, está visto.

Mas digam lá, a sério, quem foi o Cézanne de Alvalade?


O futebol pode ser visto de muitas maneiras diferentes. E há quem garanta, em Alvalade, que os árbitros até quando beneficiam o Sporting é com o único intuito de o prejudicar. Como? Isso mesmo.

Veja-se como Pedro Proença ao perdoar a expulsão a Polga no jogo com o FC Porto acabou por prejudicar o Sporting no jogo seguinte, o de ontem, com o Nacional a contar para a Taça.

Com Polga sem castigo em campo, foi o próprio Polga quem lançou os madeirenses para o segundo golo depois de uma falha infantil que os sócios do Sporting levaram o resto do jogo a recordar, como se ouvia sempre que o brasileiro tocava na bola.

Se Proença tivesse expulso Polga nada disto tinha acontecido.

Ontem, Paulo Baptista perdoou a Onyewu a expulsão quando o Nacional jogava já com dez e o Sporting conseguiu o empate no cair do pano. Assim sendo, Onyewu vai estar em campo no próximo jogo. Vamos lá ver o que vai acontecer ao americano."


Leonor Pinhão, in A Bola

Djaniny... destabilizar!!!

É oficial o jovem cabo-verdiano Djaniny vai ser jogador do Benfica na próxima época. Um jogador com talento, com alguma ingenuidade, mas com muito potencial. Espero que tenha a oportunidade na primeira equipa do Benfica... Sinceramente penso que não é jogador para equipa B, isso seria um passo atrás na evolução do jogador, se não ficar no plantel, creio que o empréstimo a outra equipa da 1ª divisão será o mais natural... Toda a destabilização tentada nas últimas semanas teve duas origens:
Criar 'casos' nos jogos do Benfica, tal como o famoso jogo do Estoril no Algarve por exemplo... o que por um lado até é um bom indicador, porque é sinal que o Benfica está à frente e os nossos adversários estão com medo; como o Benfica se adiantou aos adversários, houve uma última tentativa por parte dos nossos concorrentes em boicotar a contratação, oferecendo mais dinheiro aos comissionistas... que desta vez parece que ficaram a ver navios!!!

As acusações por parte dos Corruptos e dos respectivos Submissos, a esta contratação do Benfica, são absolutamente hipócritas e ridículas. O Djaniny foi somente o melhor jogador do Leiria no jogo contra o Benfica, não jogou minimamente condicionado, bem pelo contrário... A atitude do Benfica neste negócio foi exemplar... Foi negociado, foi contratado, e foi anunciado.

PS: Nelson Semedo (18 anos) e Manuel Liz (22 anos) também foram contratados pelo Benfica ao Sintrense. Nestes casos parece-me claramente duas contratações para a futura equipa B...

Coerências e incoerências

"No desporto em geral e no futebol em particular, há uma regra consuetudinária: na incoerência, sê o mais coerente possível.

O curioso (mais estranho) é que haja quem queira ser o contrário: na aparência da coerência, acabar por ser da mais infeliz incoerência.

Hoje critica-se o árbitro por uma penalidade mal assinalada. Amanhã, se a favor da equipa apoiada, o silêncio é ensurdecedor. Hoje fala-se asperamente de um fora-de-jogo errado. Amanhã, a mesmíssima jogada é julgada com bonomia e compreensão. Hoje, com a equipa a ganhar, quatro minutos de tempo extra são uma eternidade inusitada. Amanhã com a equipa a perder, os tais quatro minutos adicionais são uma escassez manipulada pelo árbitro. Hoje o jogador é o mais violento de todos. Amanhã, se estiver na equipa que se apoia, já é u tecnicista por excelência ou um diamante quase polido. Hoje a mão foi na bola. Amanhã é a bola que vai ser na mão. E vice-versa. Hoje é uma falta para vermelho. Amanhã a mesma infracção é amistosa e nem amarelo justifica. Hoje a arbitragem foi calabótica. Amanhã, com os mesmos erros, passa a humana e pedagógica. Hoje dizer que uma tal caixa de segurança no estádio de um adversário foi aprovada pela FPF e UEFA é irrelevante e não absolve o clube. Amanhã dizer-se que estas entidades aprovaram(?) o décor de uma passagem para os balneários é respeitável justificação de sentença com trânsito em julgado.

O que me custa ver é pessoas inteligentes a levarem-se a sério nesta incoerência de falsa e puritana coerência. Prefiro quem não se leva tanto a sério (e se divirta até) na coerência da incoerência...

..."


Bagão Félix, in A Bola

Ecos e silêncios

"Ganhámos e praticamos, neste Portugal cheio de temores e reverências, mais carregado de oportunistas do que de oportunidades, uma mania cobarde: quando alguma conversa, algumas ideias ou revelações nos desagradam e podem agitar as águas podres e paradas em que tantos sectores se deixaram mergulhar, em vez de partirmos para a discussão e para a investigação, preferimos simplesmente matar o mensageiro. Tem passado? Ataca-se por aí. Tem interesses? Faz-se disso o alvo. Foi agente no sector que agora questiona? Denuncia-se o seu caráter de “arrependido”. Está aparentemente isolado e longe dos centros do poder corrente? Torna-se mais fácil mastigá-lo, digeri-lo e esquecê-lo.

O resultado é quase sempre semelhante: aumenta-se a lista das vítimas e nem se passa à abordagem dos assuntos. Acontece na política, na economia, nas questões sociais. Mas, com o devido respeito pelos justos e interessados (conheço muitos, felizmente) e lamentando que se possa resvalar para uma generalização descabida, acontece muito mais no terreno do Desporto.

Vem tudo isto a propósito da contundente entrevista que António Oliveira deu no sábado passado, à RTPi, num programa conduzido por Hugo Gilberto e no qual tive a sorte de estar presente. Confesso que nunca, em mais de trinta anos de profissão, tinha visto alguém disponível para distribuir os nomes pelas histórias, alguém aberto a expor e a defender os seus raciocínios (sabendo ainda por cima que se expunha), alguém que não se perdesse em recados cifrados e em episódios enigmáticos. Quem ouviu António Oliveira falar da Olivedesportos – que fundou – como o FMI dos clubes portugueses de futebol, quem o viu reconhecer, em prejuízo do orgulho e dos méritos, que só tinha sido selecionador por causa da referida empresa, quem constatou a sua convicção de que presidentes da Federação e da Liga não passam de homens de mão de um poder muito mais real e concreto, não consegue ficar indiferente.

No mínimo, mesmo que desconfie do alcance ou da intensidade das suas declarações, só pode desejar que as mesmas se tornem objeto de posteriores clarificações. Também por isso é confrangedor – e muito significativo – que, na sequência dessa entrevista, tenham agido os voluntários do costume, mas que sobre ela se abatam meia dúzia de ecos aflitos e um mar de ensurdecedores silêncios, que deixam no ar um desagradável odor de compromissos, de dependências e de tráfico de influências que também mereciam ser exibidos à luz do dia. Tenho pena que se perca uma oportunidade como esta de pegar nas declarações viscerais de António Oliveira e perceber onde e como elas se cruzam com a intrincada verdade. Mas já percebi que ainda não é desta que lá vamos."


quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

De avental

Com a decadente classe política em pânico pelas revelações do tráfico de influências no seio de ridículas organizações secretas, a confirmação da importância do lóbi que controla o futebol há mais de 20 anos, pela voz de um dos protagonistas, foi apenas uma coincidência. Os portugueses há muito se habituaram aos critérios de seleção, promoção e apadrinhamento, num país que inventou o provérbio secular de que mais vale cair em graça do que ser engraçado.

António Oliveira não fez qualquer revelação, apesar do espanto de algumas virgens. Limitou-se a confirmar com 20 anos de atraso o que alguns denunciaram insistentemente no tempo devido, em particular neste jornal, malhando a sua coragem em indignos processos judiciais em que figuraram como réus da defesa da verdade.

Dirigentes, treinadores, jogadores e, até, jornalistas convivem há muito com a espiral de dependência que sustenta o sistema – o famoso nome próprio desta extraordinária família. Ser escolhido ou sentir a injustiça do ostracismo, estar na berra ou passar à marginalidade são as consequências evidentes do “modus operandi” a que se referiu o ex-devoto do S. Martinho de Penafiel.

Sob o lema “quem não está por nós é contra nós”, este poder avassalador da indústria da comunicação e do espetáculo futebolístico em nada diferiria do jogo de cadeiras de uma loja maçónica, se os aspirantes também usassem um aventalzinho bordado. Mas quando alguém procura resposta para determinados enigmas, carreiras fulgurantes, sucessos improváveis, milagres de competência, não é difícil descobrir de quem é a mão que segura a ponta da meada.

Noutro contexto e uns bons milhões de euros antes da epifania de sábado à noite, tinha a mesma figura reclamado ao país uma estátua para aquele santo, pela capacidade benemerente de manter vivos vários clubes moribundos que só chegaram ao século 21 porque os direitos de televisão lhes foram generosamente pagos antecipadamente, em troca de participações e controlo societário, desafiando os preceitos da FIFA e do Fair Play.

Tudo isto é conhecido há anos e historiado nos momentos oportunos, mas apenas resultou no afastamento de muita gente de bem do associativismo desportivo, a que António Oliveira agora se junta de baraço ao pescoço. Desse tempo de denúncias improfícuas e batalhas quixotescas subsistiu a crença popular numa “máfia” virtual que está sempre por detrás das derrotas, mas à qual também muitos se comprazem em vangloriar os poderes quando os resultados são positivos.

Colocar um irmão a selecionador nacional ou um amigo a ministro é privilégio de poder, eventualmente abusador da coisa pública e do interesse social, mas não é crime. Criminoso é tirar da boca, da própria e dos filhos, para comprar a ilusão efémera de uma vitória limpa sobre a relva. Criminoso é assistir impávido e resignado ao tráfico de benesses entre a casta dos eleitos. E concluir que não há nada a fazer: com avental à cinta ou charuto nas beiças, este país e este futebol não precisam que lhes digam quem são os donos."


Azeite a ferver

"Os fantasmas que António Oliveira lançou para a arena mediática são graves e merecem ser investigados. Jornalisticamente e talvez judicialmente. Mas o que me move aqui hoje é a essência para lá da substância: irmão ataca irmão quando o sente mais fraco física e negocialmente. Dói.

Se Joaquim Oliveira cerziu a teia que António agora denuncia, este António foi coautor e dos que mais beneficiaram dela. Se os primeiros investimentos vieram do que ganhava como jogador, depois, durante décadas, António viveu do que a teia caçou, enquanto técnico de futebol e sócio.

Quando, no início da década passada, os irmãos se separaram, António recebeu o que acertaram justo. E terá investido onde e como entendeu. Desde então guardou silêncio, que agora quebra em trovoada bíblica.

A Joaquim Oliveira nunca ouvi uma palavra depreciativa sobre o irmão mais novo. Profusamente testemunhei a amargura de Joaquim pelo afastamento afetivo de António, para que ia encontrando desculpas de circunstância.

Na ressaca do Mundial de 2002, quando procurei aprofundar as causas da vergonhosa campanha, encontrei em Joaquim um feroz defensor do irmão enquanto selecionador.

Claro que o monopólio de Joaquim Oliveira não é saudável para o futebol português. Claro que este monopólio dá a Joaquim poderes fácticos, que poderão ir muito para além das denúncias do seu irmão: se Joaquim Oliveira decide mesmo quem é quem na FPF e Liga; logo, poderá decidir carreiras de árbitros, jogos e o desenrolar de campeonatos.

Porém, Joaquim Oliveira é mais um negociador do que um ditador. Pode não ter atribuições para patrão de media, o trajeto do seu grupo de jornais para tal aponta, mas não merece ser credor de tanto ódio fraternal vindo de António. Irmão que deixou financeiramente confortável num amargo virar de página."


Por falar de 2012

"Mesmo sem fazer referências às profecias catastrofistas que apontam todas as desgraças para o final de 2012, é importante que não se perca de vista esta verdade: o ano que começou não podia assentar em previsões mais sombrias e em tão angustiantes incertezas. As coisas são como são e não vale a pena tentar dourar a pílula.

Perante um cenário como este, costuma haver dois tipos de atitudes: a dos pessimistas, que acrescentam sempre sombras às sombras e medos aos medos, e a do optimistas incuráveis que teimam em acreditar que os outros são uns exagerados e que tudo irá correr muito melhor do que se espera. Nesta como noutras áreas da vida humana, não tenho dúvidas de que a virtude é no meio que deve ser encontrada.

Seja como for, embalados nos ciclos tantas vezes inexplicáveis da moda, talvez se possa pedir aos 'chefs' cozinheiros que actualmente infestam o nosso espaço mediático que ajudem a 'cozinhar' algumas soluções e saídas para esta tremenda encruzilhada, já que os economistas falharam rotundamente e os comentadores, grandes especialistas em generalidades, ainda mais. Restam-nos, pois os 'chefs', nas suas batas imaculadamente brancas para, paradoxalmente, gerirem os nossos apetites num tempo de vacas magras, o que significa que as soluções terão de passar em grande parte pelo modelo da 'nouvelle cuisine', que se obstina em encher os olhos com aquilo que não chega nem para encher um terço do estômago. Mas modas são modas e por alguma razão elas pegam de estaca, com a gulosa ajuda dos 'media'.

Por falar de modas, e deixando de lado a das tatuagens (cada um vai cartografando o que muito bem entende, e o pior é que depois não tem borracha para apagar!), convém que não se abuse da que leva a falar do valor das 'compras' e 'vendas' de jogadores com tantos zeros que até a 'troika' deve sentir vertigens. É que a realidade é uma coisa e sua ostentação outra bem pior. E há números que até se tornam obscenos e podem virar o feitiço contra o feiticeiro."


José Jorge Letria, in O Benfica

Objectivamente (Mercado)

"De cada vez que o mercado abre agitam-se freneticamente os que vêem uma boa forma de fazer algum dinheiro o que, em abono da verdade, dá sempre jeito. Pelo menos em tempo de crise tão profunda como a que vivemos. Mas nem sempre se acertam nos negócios e a ansiedade criada à volta dos jogadores e equipa técnica (e até dos adeptos) acaba por ser contraproducente.

No Glorioso há a promessa do presidente de que não há vontade em mudar o que de bom se tem feito desde o início da época. E ainda bem porque as compras foram bem feitas e a melhoria que trouxeram ao plantel é evidente. Desde Artur e Garay, de Witsel a Nolito, Rodrigo, etc. evitam a necessidade urgente de comprar.

Na concorrência a preocupação é grande. fcP, o presidente já veio com a conversa do costume. Não vende ninguém e não precisa de comprar. Não troca Hulk por Cristiano Ronaldo (esqueceu-se de perguntar ao Cristiano se queria...). Mas o «contra-informação», MSTavares, já veio dizer que discurso de PC não é verdadeiro. Tem de comprar urgentemente um avançado porque Kleber não serve (tanta guerra com o Marítimo para nada...) e Walter foi um péssimo negócio. Vai ser emprestado e pagar grande parte do ordenado. Mas o que os deve preocupar é o mau ambiente criado à volta do plantel sempre que abre o mercado! Álvaro Pereira, Rolando, Cristian Rodriguez, Sapunaru, Fernando, João Moutinho, Guarin, Walter e Varela (uf...) reclamam saída urgente. Fazem pressão, criam mau ambiente e já não escondem os desentendimentos com os dirigentes do clube. A começar pelo presidente que, com a sua habitual prosápia vai enganando os adeptos com conversas pouco esclarecedoras!

Só acredita quem quer. Porque é urgente arranjar pelo menos 25 milhões para pôr as contas em dia. Haja algum Chelsea qualquer que ofereça este número pelo Hulk a ver se tem coragem de negar o negócio!


João Diogo, in O Benfica

Lixívia Extra-Forte XIV

Tabela Anti-Lixívia Extra-Forte:
Benfica.......36 ( -2)...38
Corruptos..34 (+1)...33

Sporting......28 (0)...28
Braga........28 ( +4)...24



Semana histórica para a arbitragem Portuguesa!!! Uma semana sem casos é extraordinário, provavelmente único...!!! Só vi o jogo do Glorioso, mas observando os resumos dos restantes jogos, só uma dose elevada de má-fé pode levar alguém a queixar-se dos árbitros!!!



Anexos:

Benfica
1ª-Gil Vicente(f) E(2-2), João Ferreira, Nada a assinalar
2ª-Feirense(c) V(3-1), Hugo Pacheco, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
3ª-Nacional(f) V(0-2), Soares Dias, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
4º-Guimarães(c) V(2-1), Duarte Gomes, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
5ª-Académica(c) E(4-1), Vasco Santos, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
6ª-Corruptos(f) V(2-2), Jorge Sousa, Nada a assinalar
7ª-Paços de Ferreira(c) V(4-1), Bruno Esteves, Prejudicados, Sem influência no resultado
8ª-Beira-Mar(f) V(0-1), Paulo Baptista, Prejudicados, Sem influência no resultado
9ª-Olhanense(c) V(2-1), Marco Ferreira, Prejudicados, Sem influência no resultado
10ª-Braga(f) E(1-1), Proença, Prejudicados, (0-2), -2 pontos
11ª-Sporting(c) V(1-0), Capela, Prejudicados, Sem influência no resultado
12ª-Marítimo(f) V(0-1), Sousa, Nada a assinalar
13ª-Rio Ave(c) V(5-1), Bruno Esteves, Nada a assinalar
14ª-Leiria(f) V(0-4), Cosme, Nada a assinalar




Corruptos
1º-Guimarães(f) V(0-1), Olegário, Beneficiados, (0-0), +2 pontos
2ª-Gil Vicente(c) V(3-1), Rui Silva, Beneficiados, Impossível contabilizar
3ª-Leiria(f) V(1-4), Capela, Prejudicados, Sem influência no resultado
4ª-Setúbal(c) V(3-0), Marco Ferreira, Beneficiados, Sem influência no resultado
5ª-Feirense(f) E(0-0), Bruno Esteves, Beneficiados, (1-0), +1 ponto
6ª-Benfica(c) E(2-2), Jorge Sousa, Nada a assinalar
7ª-Académica(f) V(0-3), Paulo Baptista, Nada a assinalar
8ª-Nacional(c) V(5-0), Cosme Machado, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
9ª-Paços de Ferreira(c) V(3-0), Hugo Miguel, Beneficiados, Sem influência no resultado
10ª-Olhanense(f) E(0-0), Capela, Prejudicados, (0-1), -2 pontos
11ª-Braga(c) V(3-2), Soares Dias, Prejudicados, Sem influência no resultado
12ª-Beira-Mar(f) V(1-2), Xistra, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
13ª-Marítimo(c) V(2-0), Duarte Gomes, Prejudicados, Sem influência no resultado
14ª-Sporting(f), E(0-0), Proença, Nada a assinalar




Sporting
1ª-Olhanense(c) E(1-1), Xistra, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
2ª-Beira-Mar(f) E(0-0), Fernando Martins, Nada a assinalar
3ª-Marítimo(c) D(2-3), Proença, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
4ª-Paços Ferreira(f) V(2-3), Paulo Baptista, Prejudicados, Sem influência no resultado
5ª-Rio Ave(f) V(2-3), Hugo Miguel, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
6ª-Setúbal(c) V(3-0), Cosme Machado, Nada a assinalar
7ª-Guimarães(f) V(0-1), Bruno Paixão, Nada a assinalar
8ª-Gil Vicente(c) V(6-1), João Capela, Beneficiados, Sem influência no resultado
9ª-Feirense(f) V(0-2, Gralha, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
10ª-Leiria(c) V(3-1), Manuel Mota, Beneficiados, Impossível contabilizar
11ª-Benfica(f) D(1-0), Capela, Beneficiados, Sem influência do resultado
12ª-Nacional(c) V(1-0), Vasco Santos, Nada a assinalar
13ª-Académica(f) E(1-1), Rui Costa, Nada a assinalar
14ª-Corruptos(c) E(0-0), Proença, Nada a assinalar




Braga
1ª-Rio Ave(f) E(0-0), Duarte Gomes, Beneficiados, (1-0), +1 ponto
2ª-Marítimo(c) V(2-0), Soares Dias, Beneficiados (1-0), Sem influência
3ª-Setúbal(f) V(0-1), Hugo Miguel, Beneficiados (0-0), +2 pontos
4ª-Gil Vicente(c) V(3-1), Rui Costa, Nada a assinalar
5ª-Guimarães(f) E(1-1), Pedro Proença, Nada a assinalar
6ª-Nacional(c) V(2-0), Xistra, Nada a assinalar
7ª-Leiria(f) D(1-o), Marco Ferreira, Nada a assinalar
8ª-Feirense(c) V(3-0), João Ferreira, Nada a assinalar
9ª-Académica(f) E(0-0), Jorge Sousa, Nada a assinalar
10ª-Benfica(c) E(1-1), Proença, Beneficiados, (0-2), +1 ponto
11ª-Corruptos(f) D(3-2), Soares Dias, Beneficiados, Sem influência no resultado
12ª-Paços de Ferreira(c) V(5-2), Marco Ferreira, Nada a assinalar
13ª-Olhanense(f) V(3-4), João Ferreira, Nada a assinalar
14ª-Beira-Mar(f) V(1-2), Rui Costa, Nada a assinalar

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Irmãos

"Foram dias de alguma tensão de alguma ansiedade. O Eusébio no hospital? Há gente, alguma gente, de quem precisamos sempre disponível sempre solícita. O Eusébio faz parte dessa gente, da gente que nós queremos sempre connosco, sempre presente.

O Simões, no Brasil, foi acompanhando através de mim, a evolução do estado de saúde do King. 'O irmão branco está preocupado', não se cansou de dizer, de dizer muitas, repetidas vezes. 'Irmão branco' é como, carinhosamente, o Eusébio se refere ao António Simões.

A cumplicidade entre ambos vem de longe, de muito longe. Durante mais de uma década de 60 e 70, foram companheiros de quarto nos estágios. Com eles, tenho muitas horas de conversa. Dezenas? Não. Centenas? Não também. Milhares? Sim, seguramente milhares.

Eusébio e Simões são do melhor património humano e competitivo na história centenária do Sport Lisboa e Benfica. Agora, vamos repetir aquelas deliciosas jornadas de convívio. Uma vez? Não. Algumas vezes? Não também. Muitas vezes? Não também. Muitas vezes? Sim, seguramente muitas. Tantas quantas forem precisas para revivermos o nosso arreigado Benfiquismo e a nossa esmagadora paixão pela bola.

Do Eusébio todo ou quase tudo foi dito. E do Simões? Muito também, mas continua a haver uma coisa que me intriga e que até muitos benfiquistas desconhecem. Quem é o mais jovem Campeão europeu de clubes de todo o historial do Futebol europeu? Para nossa honra, para nosso orgulho, a resposta é António Simões. Esse mesmo, o 'irmão branco' do Eusébio."


João Malheiro, in O Benfica

Maioria na SAD

"1. A questão dos clubes e das 'suas' SAD's voltou à ordem do dia com a entrevista concedida pelo presidente do Sporting ao Expresso, admitindo que o seu clube possa vir a ficar com a minoria na SAD, isto é, que os sócios deixem de mandar no clube, que passaria a pertencer a um qualquer investidor estrangeiro. O problema é do Sporting, mas sabe sempre bem ler ou ouvir o nosso presidente Luís Filipe Vieira afirmar à Bola: 'Se o Clube perde a maioria da SAD fica com quê?' Não é novidade a determinação do nosso presidente em que o Benfica se mantenha maioritário na SAD. Tem consigo, estou certo, a larguíssima maioria dos sócios. Mas para que isso continuar a ser possível e não haja 'tentações' de a vender a investidores estrangeiros (como parece ser o caso nos nossos rivais) é preciso manter as contas controladas.


2. Foi noticiado há dias. Logo após a vitória na Fase de Grupos da Champions, o Benfica pagou um milhão e meio de euros de prémios a jogadores e restante estrutura da equipa, conforme fora estabelecido. A notícia deveria ser normal mas, nos tempos que correm, não deixa de ser um sinal bem positivo...


3. Com agradável regularidade, equipas nossas das várias modalidades são homenageadas no intervalo dos jogos de Futebol na Luz. Infelizmente como continuamos (pelo menos aqueles que têm os seus Red Pass no piso 0 da bancada Meo) a não conseguir perceber nada do que é dito pela instalação sonora e essa falha de há alguns anos não será resolvida tão cedo, sugiro que as informações relativas às equipas homenageadas e aos troféus conquistados passem a ser dadas através dos painéis electrónicos, para que aplaudamos os nossos campeões.


4. O presidente do FC Porto, Pinto da Costa, recebeu no Dubai um prémio pela sua carreira de dirigente. Conheço vários prémios deste tipo, dedicados a atletas, cujos regulamentos impedem que sejam atribuídos a quem tenha sido, ao longo da carreira, apanhado nas malhas do doping. É lamentável que um prémio seja entregue a um dirigente já condenado (na justiça desportiva) por tentativa de corrupção de árbitros. Para já não falar em todo um comportamento bem anti-desportivo ao longo de décadas..."


Arons de Carvalho, in O Benfica

domingo, 8 de janeiro de 2012

Vitória recheada !!!



Leiria 0 - 4 Benfica



Liderança isolada, em jogo bem conseguido e com golos de elevada nota artística...!!!




PS: Ontem, na RTP Informação houve serviço público!!! (algo raro) A personagem disse muita coisa, não contou nenhum segredo, mas é raro alguém daquele 'meio' assumir publicamente o nível de imundice do Futebol Português e chamar os bois pelo nome!!! (...também não me interessa qual será a agenda escondida do dito cujo...!!!)

Em frente na Taça



Benfica 4 - 1 Venda Nova

Imparáveis



Sp. Caldas 0 - 3 Benfica

19-25, 19-25, 16-25