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terça-feira, 16 de dezembro de 2025

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3 Toques - Moreirense...

Vermelho em Branco #23 - INCRÍVEL 💪 Benfica Europeu e a golear na Liga!

Esperavam que o Benfica perdesse pontos


"HÁ QUE ENCONTRAR UM RESPONSÁVEL MAS NUNCA A NOSSA COMPETÊNCIA

Vejam lá o crime que cometeu o Vasco Botelho da Costa: ia empatando com o Porto e vai de ser derrotado por quatro pelo Benfica.
Se fôssemos pegar em casos passados de treinadores que perderam fácil contra as equipas de que são adeptos, a lista encheria um rolo de papel higiénico escrito em Arial tamanho 10.
Quem levanta suspeitas só pode ser quem lhe passa pela cabeça fazer o mesmo em circunstâncias iguais. Ou não?
Vale também lembrar que não foram as fífias dos defesas do Moreirense que desbloquearam o resultado.
E ainda que o Benfica, infelizmente, também já sofreu golos com inadmissíveis ofertas dos seus jogadores, caso contrário estava melhor posicionado na liga caseira e na Champions.
Enfim, o crime é mesmo o Vasco Botelho da Costa ser Benfiquista. Na época passada foi o Cesar Peixoto que desejou ao Bruno Lage que fosse campeão. Tudo serve para alimentar a narrativa anti-Benfica deste país de mentalidade pequena que inveja tudo o que é grande. Temos pena: Moreirense 0 BENFICA 4."

Não foi só Pavlidis a desembrulhar presentes


"O ajudante do grego e os sinais positivos do Benfica Relegado para o banco de suplentes frente ao Nápoles, na melhor exibição do Benfica de José Mourinho, Vangelis Pavlidis voltou à titularidade em Moreira de Cónegos e mostrou como é preponderante na equipa encarnada.
Mourinho é o primeiro a sabê-lo, para lá das razões físicas e estratégicas que justificaram a (feliz) opção no jogo europeu. Se a presença de Tomás Araújo no eixo defensivo pode ganhar consistência, a aposta em Ivanovic para o ataque foi mais conjuntural. O croata ganhou pontos — foi mais associativo até, para além da capacidade para atacar a profundidade —, mas Pavlidis está noutro patamar, desde logo pela relação mais próxima com os golos. A prova disso está na argúcia com que aproveitou as prendas antecipadas de Natal que o Moreirense ofereceu — não por aquilo que tentou fazer a equipa de Vasco Botelho da Costa, fiel às ideias do treinador, mas pela forma (errática) como fez.
Ultrapassado na véspera por Luis Suárez, reforço que tem confirmado a assertividade do Sporting no mercado, Pavlidis fez perfeito hat trick para assumir a liderança isolada da lista de melhores marcadores do campeonato. Aos 27 anos de idade tem ainda aspetos a melhorar, provavelmente estará por atingir o pico da carreira, mas o grego tem sido um dos elementos mais consistentes do Benfica desde o verão de 2024, quando foi recrutado ao AZ Alkmaar, justificando claramente o investimento de 18 milhões de euros.
Sagaz a meter as prendas do Moreirense no saco, Pavlidis teve em Aursnes um ajudante muito hábil. O norueguês assistiu duas vezes o grego e fechou a goleada do Benfica com um belo chapéu.
Aursnes não marcava desde agosto, mas dá sinais de estar a ultrapassar um período em que andou aquém daquela regularidade habitual, parece estar a recuperar uma clarividência técnica e tática que é essencial para a sua polivalência, mas que vale mais do que essa capacidade de jogar em qualquer lado.
O Benfica joga com a pressão de quem corre atrás de um prejuízo que até aumentou após a troca de treinador, mas nas últimas semanas tem deixado sinais de evolução. Ainda procura consolidar uma identidade, mas está mais versátil na forma como interpreta os adversários.
As lacunas no plantel não desapareceram, mas as opções parecem mais definidas. Ainda carece de confiança, mas já é mais competitivo, mais equipa. Parece caminhar com maior firmeza, mas sabe que não resistirá a outro tropeção."

José Mourinho com água Castello, sff!


"Vasco Sousa, cair e levantar, sempre. Cair e recuperar, sempre. Cair e voltar, sempre. Chorar e voltar, sempre.

José Mourinho é o melhor treinador português de todos os tempos e, daqui a 50 anos, quando alguém fizer a história do futebol português desde 1921, data do primeiro jogo oficial da Seleção Nacional, lá estará o nome do setubalense. Ao lado de Eusébio, Figo e Ronaldo. E Éder, claro. E Fernando Santos, obviamente. Sou fã de José Mourinho. Aliás, fanzaço, se é que esta palavra existe. Se me pedissem para escolher um entrevistado que já tivesse entrevistado, a resposta era óbvia: José Mário dos Santos Mourinho Félix. Onde e quando ele quisesse. Porquê? Simples. Bastava preparar as perguntas, já que as respostas, como sempre, seriam inesquecíveis. O problema, para mim, não é José Mourinho. Tal como não é Ruben Amorim. Ou Cristiano Ronaldo. Ou Jorge Jesus.
O problema é que, pessoalmente, sempre que leio um texto sobre José Mourinho, lembro-me do famoso anúncio de Herman José: «Whisky com água Castello. Sangria com água Castello. Vermut com água Castello. Tudo com água Castello. Água Castello com tudo». Tudo em Mourinho é escrutinado ao mais ínfimo pormenor. O que diz, o que não diz; o que faz, o que não faz; se sorri, se não sorri; se resmunga, se não resmunga; se critica os jogadores, se não os critica. Deve ser chato, por vezes, ser Mourinho. É Mourinho por todo o lado. Até com água Castello. Ou sem ela. Até eu, como se fosse um íman, estou a escrever sobre José Mourinho. Mas tenho uma razão. Este Benfica, o Benfica do Sporting, do Nápoles e do Moreirense, está diferente. Muito diferente do Benfica do Casa Pia e do Atlético. Se ainda vai a tempo de ultrapassar os dois de cima, isso já é outra história.
Viremos o ângulo e falemos de um dos homens mais azarados do último ano: Vasco Sousa. A 16 de fevereiro de 2025 num Farense-FC Porto, partiu o perónio. Foi operado, recuperou e regressou em setembro. Levava oito jogos no Moreirense e parecia a crescer. Agora, frente ao Benfica, nova fratura do perónio. Será operado, recuperará e regressará. Não se sabe ainda se a tempo de voltar a jogar esta época. Se isto não é ser o rei do azar, não sei o que será. Vasco tem 22 anos e mais de uma década de profissional pela frente. Além disso, parece ter mente de aço. Nuno Santos e Daniel Bragança são da mesma estirpe, caro Vasco. Lesionaram-se com gravidade, foram operados, recuperaram, regressaram e, mais tarde, voltaram a lesionar-se com gravidade semelhante. Mas estão aí, prontinhos para voltar. É neles que Vasco Sousa tem de colocar os olhos. Cair e levantar, sempre. Cair e recuperar, sempre. Cair e voltar, sempre. Chorar e voltar, sempre. Contra tudo e contra todos, sempre, como disse agora Francesco Farioli. E, pelo que se leu no site do Moreirense, onde vai um vão todos, sempre, como disse, há uns anos, Ruben Amorim. Outro que, mesmo em Inglaterra, continua a ser servido com água Castello. Amorim with castel water, presumo."

BF: Quem é o melhor?!

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Vitinha e Nuno Mendes na corrida pelo The Best

Observador: E o Campeão é... - Benfica aproveitou todas as prendas do "Pai Natal" Moreirense

Observador: Três Toques - Melhor forma de festejar um golo? Com uma cabeçada

SportTV: Primeira Mão - Ronaldo chega aos 1000 golos… e a estátua de Messi causa caos!

BolaTV: Mais Vale à Tarde que Nunca - GV no dérbi Lisboeta e o influencer Miguel Queirós

Zero: Ataque Rápido - S07E20 - Três portugueses na Champions? E quatro?

DAZN: Bundesliga - R14 - Golos

Tailors - Final Cut - S04E21 - José Vala

Segundo Poste - S05E20 - "Pavlidis é melhor que Suárez?"

Falsos Lentos - S06E15 - Carlos faz greve e é agredido

Rola a Bola #151 - Mourinho os dedos todos CL, SLB e FCP com destino e contas diferentes

ESPN: Futebol no Mundo #518

TNT - Melhor Futebol do Mundo...

DAZN: Premier League - R16 - Golos

Bosman: 30 anos da revolução que transformou o futebol


"Uma borboleta bate as asas algures e isso cria uma tempestade noutro ponto do globo. Um anónimo futebolista belga bate as asas, o efeito passa pelo Luxemburgo e isso cria uma tempestade em todos os outros pontos do globo.
Jean-Marc Bosman era um jogador desconhecido. A sua vida teria passado indiferente à maioria da humanidade, não fosse a vontade de levar o que entendia ser uma tremenda injustiça a tribunal.
Era 1990. O Estrela Vermelha, de Belgrado, estava a meses de se tornar campeão europeu. Bosman vira o seu contrato com o Royal Football Club de Liège terminar, pretendendo aceitar uma oferta do Dunquerque e ir jogar para França.
Jogador livre, negócio a custo zero, movimentação feita. Sim? Não. Isso é o pós-Bosman que Bosman não viveu.
Por muito que o contrato tivesse terminado, o RFC Liège podia exigir o pagamento de uma compensação ao Dunquerque, uma prática que, por exemplo, não existia em Portugal (note-se as idas a custo zero de Futre, Rui Águas e Dito para o FC Porto ou de Jaime Pacheco e Sousa para o Sporting). Ora, o valor pretendido pelo Liège era quatro vezes superior ao que os belgas inicialmente haviam dado pelo futebolista. Os franceses não acederam ao montante pedido. Simultaneamente, o novo vínculo que o RFC Liègue ofereceu a Bosman era quatro vezes menor do que o anterior.
Jean-Marc sentiu-se preso. Sem força para sair de um contrato que terminara, mas que ainda dava ao empregador anterior poder sobre si. E foi para a justiça, abrindo não um, mas três casos: Bosman contra a Federação Belga, Bosman contra o RFC Liège, Bosman contra a UEFA.
Os processos foram avançando, chegando ao Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) sob a forma única de “Caso Bosman”. Jean-Marc, naquele altura, já não era um desportista, era um símbolo, quase nome de código, palavra que definia um conjunto de normas jurídicas em disputa.
A decisão foi anunciada a 15 de dezembro de 1995, meses depois de o Ajax sagrar-se campeão europeu. O TJUE decidiu que, estando em causa a liberdade de movimentação dos trabalhadores dentro do espaço comunitário, qualquer jogador poderia sair a custo zero no fim do contrato. Adicionalmente, como não se podiam discriminar outros cidadãos comunitários dentro do espaço da União Europeia, declarou-se que teria de deixar de haver número limite de estrangeiros que podiam alinhar nas ligas nacionais e nas competições europeias.
Nunca o veredicto de um tribunal teve tanto impacto na história do futebol. Naquela década cheia de mudanças que impactariam o jogo — a criação da Premier League, o nascimento da Liga dos Campeões, a realização do Mundial nos Estados Unidos, a chegada massiva do dinheiro da televisão por cabo a Itália, Inglaterra ou Espanha —, nenhuma mexeu tanto com a correlação de poder como as consequências de Bosman.
Sem estarem presos ao antigo clube, os futebolistas ganharam força negocial, podendo aguardar pelo fim do contrato para receberem em prémios de assinatura ou salários o que poderia ser pago em transferências entre equipas. Ainda mais importante foi o fim das fronteiras, o cessar das limitações na composição dos plantéis.
Os clubes de mercados mais fortes — que estavam a ficar mais fortes com o dinheiro da televisão paga que começava a inundar esses países — já não tinham limites para abarcar o talento das ligas financeiramente menos robustas. O processo de acumulação de qualidade foi irreversível, numa bola de neve que juntava melhores jogadores a melhores equipas, melhores equipas a melhores resultados, melhores resultados a mais dinheiro, mais dinheiro a mais fama. O que dava melhores jogadores, e assim sucessivamente.
Em Lisboa, Glasgow, Amesterdão ou Belgrado, os sonhos europeus foram minguando. Os que antes eram adversários tornaram-se compradores, numa relação predatória. O que antes era esperança de vitória tornou-se perspetiva de lucro.
Nos 10 anos antes de Bosman, houve campeões europeus vindos dos Países Baixos (Ajax), Itália (Milan), França (Marselha), Espanha (Barcelona), Jugoslávia (Estrela Vermelha), Portugal (FC Porto) e Roménia (Steaua Bucareste). Sete países diferentes, quatro deles fora das chamadas big 5.
Nos 30 anos depois de Bosman, só houve um campeão fora das big 5, o FC Porto, e tal já se deu há mais de 20 anos. Meses depois do início do caso, o Estrela Vermelha foi campeão europeu. Meses antes da conclusão, o Ajax foi campeão Europeu. Agora que se cumprem três décadas do veredicto, vejamos os campeões europeus das cinco últimas temporadas: PSG, com odinheiro do Catar; Real Madrid, que é o Real Madrid; Manchester City, com o dinheiro de Abu Dhabi; Chelsea, com o dinheiro de Abramovich.
O melhor que Ajax ou PSV, Benfica ou FC Porto, Dinamo Zabreg ou Celtic podem fazer é agradecer por ainda haver uma Liga dos Campeões que lhes permite participar, e não uma Superliga sem eles.
Portugal tinha mais títulos de campeão europeu que França (ainda tem o dobro, atenção), Glasgow contava mais Taças dos Campeões que Londres, Amsterdão apresentava mais troféus da principal prova europeia que Barcelona. Mas a realidade que permitira tais feitos já não existia.
Os países longe dos maiores mercados tornaram-se especialistas em ver os seus melhores longe de casa. Última competição que os Países Baixos disputaram antes de Bosman? Mundial 1994: 14 futebolistas (em 22 convocados) jogavam na Eredivisie. Países Baixos no Euro 2024? Só seis homens (em 26) representavam clubes neerlandeses.
Última competição de Portugal pré-Bosman? Euro 1984: todos os convocados jogavam em Portugal. Portugal no Euro 2024? Seis convocados (em 26) estavam na I Liga. Última competição da Jugoslávia antes de Bosman? Mundial 1990: 13 (em 22 escolhidos) estavam na liga local. Croácia — a mais bem-sucedida equipa das nações que saíram da Jugoslávia — no Euro 2024? Seis escolhidos (em 26) na competição doméstica.
E Bosman, que foi feito dele? Do homem, da pessoa, não do processo? A batalha jurídica desgastou-o. Tornar-se uma causa, e não um ser humano, foi demasiado pesado. Passou por uma depressão, divorciou-se, teve problemas com álcool. Em 2020, confessou que vivia dos €2 mil que a FIFPro, união internacional de sindicatos de jogadores, lhe pagava.
“Estou orgulhoso de ter libertado milhares de trabalhadores europeus, mas passei muito mal depois daquela luta”, admite. A luta que revolucionou uma das mais populares expressões culturais da história da humanidade."

Patrocínios: a verdade que clubes e marcas ignoram


"Em Portugal, continuam a existir patrocínios no desporto que parecem meras esmolas disfarçadas com logótipos. Essa visão é muito perigosa já que desvaloriza ativos, distorce expectativas e mina a credibilidade de clubes e federações. O patrocínio deve ser tratado como um investimento com retorno – medido, projetado e otimizado – tal como acontece noutros territórios culturais.
Veja-se o exemplo da música ao vivo: em 2024, o Brand Monitoring da Marktest contabilizou mais de 134 milhões de euros de retorno financeiro para marcas associadas a festivais, com NOS, MEO, Vodafone, Super Bock e Galp a liderarem o ranking. Só o Rock in Rio terá gerado 83 milhões de euros em exposição mediática e o NOS Alive cerca de 34,8 milhões.
Em paralelo, estudos recentes mostram que, em Portugal, a música constrói maior relevância de marca do que o futebol (88% vs. 67%), oferecendo ligações emocionais que impactam a perceção e intenção de compra, revelando-se uma pista clara para quem mede o retorno de patrocínios desportivos.
No futebol português, o enquadramento está a mudar com a centralização dos direitos audiovisuais, processo considerado estrutural pela Liga e já com proposta entregue à Autoridade da Concorrência. O objetivo declarado é maximizar valor, aproximar melhores práticas e abrir o caminho a modelos mais competitivos. A mensagem para as marcas e entidades é inequívoca: com maior previsibilidade de receitas mediáticas, o patrocínio tem de sair da lógica da caridade e entrar em funis comerciais, dados e métricas comuns no mundo do marketing como alcance, frequência, conversão ou lealdade de sócios e adeptos.
Olhemos também para outras modalidades onde o investimento certo está a acelerar resultados. No voleibol, a Solverde.pt não se limitou a colocar o nome na Liga feminina; assumiu ainda o main sponsor da Seleção Feminina, reforçando a visibilidade após a conquista da Silver League e entrada na Golden League. O acordo, renovado até 31 de dezembro de 2025, garante presença em camisolas e materiais oficiais – alinhando calendário competitivo com objetivos de notoriedade e equity de marca. É patrocínio com narrativa (crescimento do feminino), calendário (Golden League, apuramento Euro) e ativos mensuráveis (exposição, conteúdos, experiências).
No hóquei em patins, a FPP renovou a parceria com a Placard como naming sponsor do Campeonato Nacional até 2025/26, assegurando continuidade e valorização de um produto reconhecido como um dos melhores do mundo. A entrada da Azemad como patrocinador técnico das seleções mostra outro ângulo como o fornecimento de materiais, posicionamento de produto e associação à excelência competitiva – tudo com entregáveis claros e mensuráveis ao longo da época.
No futebol feminino, a Iberdrola fechou com a FPF um patrocínio até 2027 que abrange a Seleção e todas as competições nacionais (Liga BPI, Taça, Supertaça e Taça da Liga), apoiado por campanhas de grande alcance (“Não há energia como a feminina”) e um programa de embaixadoras.
É um caso de estudo sobre a criação de uma plataforma 360º: direitos, conteúdos, propósito e escala europeia – e um sinal de que marcas globais já veem o feminino como um território estratégico de crescimento, com KPIs de notoriedade, preferência e inclusão claramente definidos.
O que falta ao desporto português para transformar mais patrocínios em investimentos com retorno financeiro? Três coisas: um inventário valorizado, utilizar métricas consistentes e melhorar a experiência do adepto."

Quando a cabeça quer ter juízo


"Há duas semanas que Ronald Araújo não faz uma publicação nas redes sociais. Parece muito para qualquer pessoa nos dias que correm, mas é também um período coincidente com uma decisão muito pública: o jogador do Barcelona pediu ao clube um tempo sem treinar e jogar, a fim de tratar da sua saúde mental.
De repente, jogar num dos maiores clubes do mundo – com dificuldades financeiras, é certo, mas com um estádio novo - não é suficiente. E por isso parar para tratar a mente como se faz para tratar uma lesão física, já não é, felizmente, num mundo tão masculinizado, um tabu, e merece o mesmo tipo de respeito pelo tempo necessário para a cura de uma qualquer rotura muscular.
Merece elogios a forma como o jogador uruguaio partilhou esta luta, que teve um gatilho público (não sabemos se houve mais): no início do mês, Araújo ficou ligado à derrota por 0-3 frente ao Chelsea, para a UEFA Champions League, depois de ter sido expulso aos 44 minutos. Não voltou a treinar desde então. A expulsão valeu muitas críticas - o abuso online a jogadores é outro dos tentáculos deste polvo. Veja-se o que diz Damián Benchoam, psicólogo do Nacional do Uruguai: «Joga no Barcelona, na seleção uruguaia, é capitão, tem estabilidade económica… quando tens todas essas coisas, pode haver um vazio existencial, porque às vezes não há um desafio que te faça sentir bem.»
Não será por acaso que Araújo é um dos capitães do Barcelona: é um papel de relevo, que traz responsabilidade. A decisão suscitou natural apoio de colegas, mas também de adversários - algo que deveria ser igualmente natural. Como o guarda-redes do Real Madrid, Thibaut Courtois: «Somos pessoas, somos humanos. O abuso que ele sofreu nas redes sociais depois do jogo contra o Chelsea é o início de tudo. Depois, lamentamo-nos quando um jogador está mal a nível mental.»
Recentemente, Araújo, que é bastante religioso, viajou até Israel numa «viagem espiritual». O plano, segundo a imprensa espanhola, é visitar alguns locais sagrados, igrejas, um modo de voltar a si próprio.
Num mundo sempre a olhar para a frente – basta ver como, em qualquer entrevista rápida após uma partida, jogadores e treinadores «olham logo para o próximo jogo» - não sobra tempo para o agora. Não será por acaso que muitos jogadores, ao longo dos últimos anos, só foram admitindo problemas depois de deixar de jogar - temos a exceção recente do português Fábio Silva -, quando o balneário já não era o sítio onde passavam mais tempo. Casos como André Gomes - «infeliz quando esteve no Barcelona» - Adriano, Iniesta, Soucek, Piccini, Deisler, que deixou de jogar com 27 anos, Robert Enke, antigo guarda-redes do Benfica, que se suicidou com 32 anos.
Um jogador completo tem de estar bem dos músculos e do cérebro. É bom saber que há quem publicamente o assuma - e que o clube o apoie."

Hotel 1904

Sessão de Esclarecimento Benfica District


"Tendo em vista a apresentação do projeto e esclarecimento das principais questões que têm sido colocadas na página oficial do Benfica District, realiza-se na terça-feira, dia 16 de dezembro, em Faro, uma sessão de esclarecimento, com a presença de Nuno Catarino, vice-presidente e CFO do Sport Lisboa e Benfica.
Esta sessão vai ser transmitida em streaming pelo Site Oficial do Sport Lisboa e Benfica para todos os sócios registados poderem acompanhar em direto, a partir de qualquer ponto do país ou do mundo, a mesma.
A sessão de esclarecimento tem lugar no Auditório José Silvestre, ISE, no Campus da Penha, na Universidade do Algarve (Faro), a partir das 20h00 e com entrada exclusiva a sócios do Sport Lisboa e Benfica."

Triunfo indiscutível


"Em destaque nesta edição da BNews, a vitória benfiquista, por 0-4, na visita ao Moreirense.

1. Solidez
Na opinião de José Mourinho: "A equipa está sólida. Temos tido a capacidade de evoluir nas coisas boas, a equipa joga muito organizada, muito segura de si própria e, neste momento, com grande concentração. Acho que é uma vitória importante."

2. Grande penalidade por assinalar
Veja as imagens que demonstram o penálti por assinalar a favor do Benfica e a que José Mourinho aludiu na conferência de imprensa após a partida: "É penálti sobre Pavlidis; penáltis daqueles que se esquecem porque o resultado foi 0-4, mas penáltis que podem decidir jogos, penáltis quando o resultado era 0-0, penáltis que outros choram, pressionam, gritam e continuam a pressionar, e nós, com um perfil diferente, fazêmo-lo menos. Mas, como não estou interessado em ganhar o prémio do fair play, devo dizer: boa arbitragem, mas, entre o árbitro e o VAR, um erro que podia ter sido importante no jogo. É penálti sobre o Pavlidis."

3. Man of the Match
Pavlidis, autor de um hat-trick perfeito, foi considerado o homem do jogo. "É sempre bom ajudar a equipa e conseguir os 3 pontos", afirma.

4. Ângulo diferente
Veja, de outro ângulo, os quatro golos marcados pelo Benfica ao Moreirense.

5. Em frente na Taça de Portugal
Em futebol no feminino, o Benfica ganhou, por 0-2, no reduto do Damaiense e está nos quartos de final da Taça de Portugal.

6. Outros resultados
Nos masculinos, vitórias em futsal (2-10, no Rio Ave) e hóquei em patins (2-0, ao SC Tomar). Nos femininos, triunfo no voleibol (1-3, no Castêlo da Maia).

7. Na final 8
Em polo aquático no feminino, o Benfica ganhou todos os jogos da fase de qualificação da Nordic Waterpolo League e qualificou-se para a final 8 da competição.

8. Europeu de corta-mato
Isaac Nader e Salomé Afonso determinantes na histórica prata de Portugal na estafeta mista. Na prova masculina, Etson Barros terminou no 14.º lugar e foi o melhor português."

Nova vitória...

Jarfalla 8 - 19 Benfica
3-6, 1-6, 2-2, 2-5

Com a qualificação já garantida na véspera, no Domingo, na última jornada, nova vitória das nossas meninas na Suécia...

Vermelhos que só são se a camisola for vermelha!

Crescimento...


"Moreirense 0 - 4 Benfica

Não há muito a dizer sobre o jogo…aproveitámos e concretizámos basicamente todas as oportunidades de golo que dispusemos…
Algo que me parece natural, a equipa foi construída para se bater de igual para igual com qualquer adversário…e se o adversário vier com essa ideia de jogo, aí sim, terão dificuldades e nós acabaremos por ser superiores…ficou a faltar a outra parte da equipa…a equipa para defrontar os autocarros…esses sim são a razão do nosso atraso pontual, faltam os abre latas e os jogadores que prendam as defesas contrários…é aí que é necessário haver acerto nos reforços de inverno.
Eu, dado o atraso pontual, já vou encarando este ano como um lançamento da próxima temporada…portanto será preciso aproveitar esta janela de transferências para tornar o plantel mais robusto e com mais e melhores opções, principalmente do meio campo para a frente…só Lukebakio é curto, e andamos a desperdiçar o talento do Sudakov e do Aursnes nas alas quando dariam muito mais no miolo.
Espero que tenhamos atenção a isso.
De resto, estamos a crescer de forma, a equipa vai ganhando confiança e com isso tudo parece melhorar…até a sorte do jogo parece mudar.
Melhor em campo…Pavlidis pelos golos, três ainda por cima, mas para mim, Barraneachea também esteve imperial e parece estar a crescer a olhos vistos na posição e na interpretação do jogo.
Vamos Benfica!!"

COMPETÊNCIA E EFICÁCIA À MOURINHO, TRÊS PONTOS EM CAMPO DIFÍCIL!!!


"Moreirense 0 - 4 BENFICA

Visita a Moreira de Cónegos onde mora uma das melhores equipas da liga e onde o clube local mostrou ao mundo do futebol que não precisa da SportTv para nada e, assim, o jogo pode ser visto em canal aberto por todos os Benfiquistas. Veremos se a realização está à altura, coisa que não acontece com os jogos do Benfica que são transmitidos no canal fundado por Joaquim Oliveira, que repetem ou não lances conforme podem melhor entalar o Glorioso. Quanto à narração, estou tranquilo, é feita por uma grande profissional dos relatos, o maior em Portugal a par do Nuno Matos, refiro-me ao João Ricardo Pateiro.
Fora de Portugal, longe de Moreira de Cónegos, vou acompanhar o jogo pela televisão, mas os comentários que se seguem, como sempre, serão feitos em direto e publicados assim que o jogo acabar.
LA LA LA
LA LA LA LA
FORÇA BENFICA VENCE POR NÓS

00 uma só alteração no onze que tão boa conta de si deu contra o Nápoles: Pavlidis no lugar de Ivanovic. Mais do que compreensível, este jogo terá características diferentes das de quarta-feira.
03 primeiro lance que o senhor Hélder Carvalho deixou passar em claro, uma falta sobre Pavlidis na área, é derrubado na perna quando ia ganhar a linha de fundo, se fosse no meio campo teria marcado com toda a certeza, o VAR também acha que não se passou nada, este ainda é mais imperdoável.
05 bem, esta perca de bola do Trubin, nossa senhora, resolveu bem, esperamos que tenha gasto as abébias neste lance.
15 safa que este Moreirense pressiona alto e mete intensidade no jogo como equipa grande, será que vai conseguir fazer isto o jogo todo? E em posse no nosso meio campo também não fica mal na fotografia a equipa do Vasco Costa.
21 Sudakov de cabeça, com perigo dentro da área, e a bola parece parada com o braço de um jogador do Moreirense - ou não? Nada? Pois, mas as repetições - poucas e sem câmara lenta - também não me tiraram as dúvidas.
28 eles jogam bem, já elogiei, mas também manda a verdade dizer que dão pau que não é brincadeira nas bolas divididas, entram com tudo ao homem, sem cerimónias, fora das leis. Assim também é difícil construir e compete ao apitador pôr ordem no jogo, coisa que não tem feito. Olha, eu a escrever e o Stepanovic a parar uma jogada com falta por trás no Barreiro - e isto é só amarelo? Só o Prestianni é que leva vermelho com entradas por trás?
35 jogo intenso, competitivo, é facto, mas sem jogadas de perigo nas balizas, os redes pouco mais do que espetadores. Mourinho vai aproveitar o intervalo para mexer nas nossas dinâmicas?
36 PA-VLI-DIS - PA-VLI-DIS - PA-VLI-DIS!!! A melhor jogada do Benfica, bela tabela de Tomás Araújo com Aursnes, enorme assistência de Aursnes, já está, cabeceamento primoroso do Pavlidis sem hipóteses para o redes de Moreira! Olhó tempo que o VAR está a precisar para validar um golo que não há quem não tenha percebido que foi limpinho? Ridículo.
45+4 não me canso de escrever a cada vez que jogamos no norte: grandes Benfiquistas, sempre a encher os estádios, sempre a apoiar a equipa. Assim fosse na Catedral.
45+6 primeira parte muito complicada, espreitadela nas estatísticas do SofaScore e a confirmação do equilíbrio que o decorrer do jogo pareceu indicar: 50%-50% na posse de bola, 6-4 para eles nos remates, 1-2 nas balizas, 1-1 nas defesas dos redes, 2-2 nos cantos, etecetera e tal. Mas o que conta no futebol são as bolas dentro da baliza e nisso nada há a apontar: estamos na frente!
46 Rodrigo Rêgo no lugar de Barreiros, Sudakov para dez? Vamos lá Benfica, estes três pontos são pão para a boca!
47 estes painéis de publicidade tão em cima da linha lateral não obedecem as regras de segurança? Não sei, isto é mesmo uma pergunta.
50 segunda parte começa como a primeira. 55 falta à maneira da ligazinha portuguesa sobre Ríos, que se isolava, não há pachorra para estas arbitragens que estragam os jogos.
57 PA-VLI-DIIIIIS - PA-VLI-DIIIIS - PA-VLI-DIIIIIS! Mais um do grego sem hipóteses para o redes, desta vez de pé direito, que bonito. Dois-zero!!! Mas que eficácia, mas que eficácia!
65 mas o apitador só interrompe o jogo quando são os jogadores do Moreira que estão no chão?
70 PA-VLI-DIIIIS - PA-VLI-DIIIIIS - PA-VLI-DIIIIIS!!! Hat-trick para o grego campeão da eficácia - acabou com o jogo, maravilha! Grande oferta de André Ferreira - esta mania de sair a jogar do futebol moderno tem destas coisas volta-não-volta. Agora foi a nosso benefício.
75 AURS-NES - AURSNES - AURSNES!!! Que chapelada! Mais uma abébia não perdoada, desta vez pelo Aursnes, que qualidade, que classe do bacalhau! Gosto tanto disto...
81 o Rodrigo Rêgo também quer molhar a sopa, boa jogada, um pouco individualista, mas não foi golo por pouco. Manu para o jogo, precisa de ir ganhando ritmo aos poucos.
90 está ganho, está dominado um adversário que se apontava como difícil, e foi difícil em grande parte do jogo, estão garantidos mais três pontos, faltam três minutos para irem para o balneário.
90+2 e o Schjelderup ainda a querer aumentar o resultado, muito bem!
90+3 já está, foi um jogo bem à imagem de Mourinho: um Benfica super competente e super eficaz. Este obstáculo já está ultrapassado. Semana em cheio!!!"

Pavlidis, o expert do Benfica a castigar erros com golos


"Causa estranheza vê-lo a suplente contra Nápoles, quiçá mais ainda no próprio Vangelis Pavlidis que, regressado à titularidade, fez um hat-trick na vitória (0-4) do Benfica em Moreira de Cónegos, onde foi buscar todos os golos aos erros que forçou no adversário com a sua pressão alta. Mourinho terá mais uma oportunidade para criticar quem comenta os jogos dos encarnados, o Moreirense será alvo de comentários sobre a insistência em sair a jogar curto lá de trás

É curioso constatar como José Mourinho foi, ou melhor, está ser, há pouco mais de duas semanas: uma versão sua belicosa, em assunção quase plena do nós-contra-eles, com modo cerco ligado no seu palavreado público. Não foi de repente, os sintomas progrediram, mas, superado o Nacional na Choupana, o treinador visou diretamente com indiretas a falta de “comentários absolutamente fantásticos” para o Benfica, feito o empate com o Sporting disse que “uma coisa é jogar, outra é comentar” e, ultrapassado o Nápoles, alfinetou como “os experts” teriam “dificuldades em atacar” a sua equipa que “leva paulada de tudo quanto é lado”.
Mais eriçada, esta conhecida faceta do treinador despertar agora tem um quê de singularidade por coincidir com a melhor fase dos encarnados com o treinador. Eram quatro vitórias em cinco tentativas desde a paragem de seleções, ganhador a duplicar na Liga dos Campeões, ao entrar no adverso relvado do Moreirense, uma das equipas de classe média mais complicadas deste campeonato, decidida a prová-lo de início, esticando a pressão logo na saída de bola do Benfica, decidida a chatear nos primeiros passes e Vasco Botelho da Costa em pé, a gesticular ordens do banco.
Um dos mais novos (36 anos) técnicos da I Liga urgia os seus jogadores a reagirem rápido, mal perdessem a bola, visão também curiosa, porque rara, já que os 20 minutos iniciais tiveram várias posses de bola largas dos anfitriões, Benny e Vasco Sousa a serem duas pulgas dinâmicas a manobrarem os passes no centro e o avançado, Guilherme Schettine, a fugir aos centrais para servir de plataforma para se lançarem as corridas de Dinis Pinto na direita. O primeiro remate deles foi, vindo da cabeça de Gilberto Batista, num canto. O Moreirense queria jogar e incomodar, mostrava-se competitivo na montra do canal aberto.
As partidas caseiros do clube são transmitidos pela TVI e neste a bola corria, as equipas a dividiam-se no bom ritmo de um jogo vivaço, com poucas paragens até à meia-hora, se bem que sem muito de balizas. O Benfica padecia de mais opções de passe pelo miolo, Barreiro perdia-se nas curtas desmarcações entre defesas, Sudakov pouco ia espreitar ao centro do campo, por ali os corpos do Moreirense controlavam a relva. Só pela direita, quando Amar Dedić atacou o espaço com a bola nas chuteiras ou a pedi-la, os encarnados se aproximaram da área.
Ou quando o Moreirense, fiel à vontade em atrair a pressão, trocou passes entre os centrais e André Ferreira, guarda-redes que tão apertado ficou que errou uma bola mais longa, ela chegou a Vangelis Pavlidis, o remate deu um canto que nada deu, mas, na reciclagem posterior ao lance, Fredrik Aursnes tabelou com Tomás Araújo, central com cabeça e pés de médio, para cruzar pelo ar. O golo (36’) castigou os resquícios do primeiro erro grosseiro do Moreirense no jogo.
Foi breve, troca de cinco minutos, mas o calvo norueguês que preferiu dedicar-se ao Benfica abdicando de idas à seleção iria depois para a esquerda do ataque, onde a sua bota direita tirou mais cruzamentos venenosos, pista valiosa: através dele, os encarnados dispunham de um atalho rumo à área. Ao intervalo, Mourinho experimentou ter outro no miúdo Ricardo Rego, posto à direita para Aursnes ir jogar mais ao centro, consigo levando a sua capacidade de pressionar.
Podia e pôde o Benfica avançar o bloco, incomodar a saída do Moreirense mais à frente, inverteram-se os papéis, era a visita agora a querer atazanar os primeiros passes e o visitado imutável na intenção. O erro de Diogo Travassos, extremo a jogar no seu próprio meio-campo, perto da área, veio daí para rapidamente ir ter com Pavlidis, em nada misericordioso: eficaz a aproveitar o que lhe chega, o grego fez (57’) o segundo golo no jogo, expert predileto dos encarnados para machucar balizas alheias.
Nem com o requinte jovem de Afonso Assis na posição seis, o seu pé esquerdo disponível para pincelar com cor o início das jogadas, o Moreirense se livrou de emperrar. Era-lhe mais difícil evadir a pressão do Benfica, os seus extremos tocavam menos vezes na bola, os médios eram obrigados a jogar de costas para os adversários, Aursnes era uma formiga de trabalho a chateá-los. Mais pressionada, a equipa de Vasco Botelho da Costa mais dependente ficou da habilidade dos seus homens mais recuados e a de Gilberto Batista engoliu pirolitos quando insistiu em ter o passe curto arriscado do que procurar outra solução.
E quem haveria de ser, Pavlidis intercetou a intenção, de pronto se virou rumo ao alvo e, de pé esquerdo, repetiu (70’) o seu papel de carrasco contra o Moreirense repleto de boas intenções, mas falível a tentar executá-las. O tridente de golos do grego estatelou de vez um Moreirense a fazer vista grossa ao que tão flagrante era a traí-lo. Pouco tardou até André Ferreira, noutra tentativa de a equipa ser malabarista com a pressão alta, tentar um passe curto para quem estava tapado, Aursnes ser a portagem no caminho e inventar auto-oferecer-se uma recompensa: um chapéu posto (76’) ao guarda-redes.
Descontraídos e fáceis foram os derradeiros 15 minutos, o Benfica abrandou na gestão, Manu Silva foi a jogo prosseguir a sua aclimatização de volta à competição e José Neto apertou as chuteiras para ter mais uns quantos minutos de ensino ainda em idade de escolaridade obrigatória. A réplica do Moreirense esfumou-se na sua fidelidade ao plano, dogmático na intenção, a equipa deu luta e, tantos foram os erros, terá agora a devolução de quem comenta e sai vorazmente da toca sempre que se vê um coletivo a sucumbir com as suas ideias.
Mas pronto, já dizia José Mourinho, dias antes, exaurido a desabafar que “se fosse comentador, também seria bom”. O Benfica foi golear a Moreira de Cónegos, quem não viu o jogo e mirar o resultado pensará que os encarnados tiveram supremacia constante, um domínio absoluto. Não foi bem assim, mas cuidado com os comentários."

O Benfica está crescido e sabe agradecer as prendas de Natal


"Encarnados sublimes no aproveitamento das ofertas contrárias. Todos os golos resultaram de tentativas de sair a jogar por parte do Moreirense, e assim não há boas ideias que resistam

O Benfica venceu e convenceu em Moreira de Cónegos, arrancando bem para uma reta de final de ano exigente e mostrando que o futebol é um jogo na maior parte das vezes simples, no qual vence quem tem melhores executantes. É certo que se trata da modalidade que permite mais vezes a supresa de os menos bons vencerem (e por isso é tão mágico e universal), mas apesar de tudo ainda há algo de lógico na maior parte das ocasiões.
Foi o caso deste final de tarde/início de noite de domingo no Minho. O Moreirense tem apresentado boas ideias no campeonato e ganho pontos correspondentes à qualidade que demonstra, mas hoje terá exagerado na presunção das próprias capacidades. Querer sair frequentemente a jogar a partir da própria área frente a uma equipa como a do Benfica é meio caminho andado para uma espécie de suicídio, passe o exagero do termo.
Com todo o mérito decorrente da pressão alta que fez junto à área minhota e com toda a qualidade dos seus executantes, o Benfica construiu uma vitória cuja facilidade é ilusória. Os números são claros, e no final das contas parece que se tratou de um passeio, mas tal não é verdade. A primeira meia hora de jogo foi bastante equilibrada e, perante a iminência de uma lesão de Leandro Barreiro (que acabaria mesmo por sair ao intervalo), caiu como sopa no mel o primeiro brinde natalício do Moreirense: tentativa de sair a jogar, atrapalhação, canto e golo na sequência de segunda bola conquistada e jogada brilhantemente por Tomás Araújo e Aursnes, cabendo a Pavlidis o cabeceamento à ponta de lança que desbloqueou o jogo.
Ainda antes do intervalo, já em período de descontos, os donos da casa cometeram novo erro parecido e deixaram tudo à vista. O Benfica, que está crescidote e cada vez mais maduro, percebeu o que teria de continuar a fazer na segunda parte: pressionar a altiva saída de bola do Moreirense e esperar pelos erros contrários.
Vasco Botelho da Costa mexeu na equipa ao intervalo (Mourinho também, mas devido à tal lesão de Barreiro) e o Moreirense trouxe de novo as tais boas ideias ofensivas, assentes em trocas de bola assertivas e tentativas de penetração pelos flancos quando as oportunidades surgiam. Infelizmente para os donos da casa, as tentativas de troca de bola habilidosas recomeçaram a ser feitas lá atrás. Aos 55 minutos deu-se um erro mas Aursnes falhou o passe; aos 56 minutos deu-se outro, mas o árbitro assinalou uma falta dúbia a Ríos; aos 57 veio o terceiro da série, Aursnes acertou o passe e Pavlidis o segundo da noite.
O treinador da casa tentou voltar a mexer, embora tudo ficasse cada vez mais difícil. Só não terá dito aos seus jogadores que era conveniente não quererem armar jogo a partir de trás. Eles insistiram e aos 70 minutos Pavlidis completou o hat trick após nova oferta do Moreirense, nem interessa estar agora a escalpelizar quem errou, porque quando sucede tantas vezes o problema é necessariamente coletivo.
Ficou, então, tudo decidido, mas Natal é Natal e ainda houve tempo para a defesa da casa oferecer o quarto golo ao visitante, com a justiça poética de a oferta ter sido dirigida a Fredrik Aursnes, um dos melhores executantes do campeonato português que, recordemos, já levava duas assistências e concluiu a goleada com um chapéu à jogador.
O Benfica corre atrás dos adversários diretos, mas está vivaço. O Moreirense promete, mas devia começar por prometer a si próprio desistir dessa ideia de sair sempre a jogar a partir da pequena área."

'Hat trick' perfeito do perfeito goleador da Liga


"Pavlidis marcou de cabeça (36’), pé direito (57’) e pé esquerdo (70’) e teve uma prenda no sapatinho no terceiro golo. Aursnes assistiu em dois golos e marcou o quarto, igualmente com uma prenda de Natal

(8) Pavlidis
Os ingleses quase inventaram o futebol e inventaram uma expressão que existe há mais de 100 anos para definir, no futebol, quem marca três golos: ‘hat trick’. Mais tarde, acrescentaram um adjetivo: perfeito. O ‘hat trick’ perfeito é de quem marca três golos sem ninguém fazer algum pelo meio e, além disso, sendo um marcado de cabeça, outro com o pé direito e outro com o esquerdo. Foi esta a sequência de Pavlidis: cabeça (36’), pé direito (57’) e pé esquerdo (70’). O ‘hat trick’ perfeito de uma exibição perfeita, apesar de poucas bolas de jogo e de o terceiro golo ter sido uma oferta inesperada de Gilberto Batista. Porém, desta prendinha pré-Natal não tem culpa o arguto Pavlidis. O grego fora ultrapassado por Luis Suárez, na véspera, no topo da lista de goleadores da Liga, mas, em Moreira de Cónegos, Pavlidis recolocou tudo como estava antes da jornada: líder da BOLA de Prata.

(6) Trubin - Exibição de guarda-redes de equipa grande. Poucas intervenções e sem qualquer erro. O Moreirense não criou grandes oportunidades de golo e as que criou o ucraniano resolveu de forma perfeita.

(6) Dedic - O Moreirense não atacou muito pelo lado direito da defesa encarnada e, por isso, o bósnio teve noite tranquila a tapar os caminhos para Trubin. Nas manobras ofensivas mostrou-se intenso e atrevido, a começar, desde logo, pelo cruzamento para a cabeça de Sudakov. Pouco depois, percebeu que Otamendi ia fazer lançamento longo, desmarcou-se, recebeu a bola e, já na área, não finalizou como pretendia, mas mostrou capacidade atacante.

(7) Tomás Araújo - Muito bem, à entrada do jogo, a tapar a progressão de Landerson sobre a esquerda do ataque do Moreirense, impedindo que o jovem brasileiro criasse ainda mais perigo. Continuou a servir de forte tampão às iniciativas do adversário e, aos 37’, é ele quem descobre Aursnes na direita, para o norueguês cruzar para o golo de abertura.

(7) Otamendi - Imperial a defender a área de Trubin e ousado em algumas jogadas ofensivas, como no longo lançamento, ainda antes do primeiro golo, para Dedic criar potencial perigo na direita.

(6) Dahl - Algumas dificuldades iniciais frente ao rápido e atrevido Diogo Travassos. Porém, com o passar dos minutos, as dificuldades foram diminuindo e o sueco pôde, assim, avançar bem mais no terreno.

(5) Ríos - Cometeu alguns erros na construção, perdendo bolas desnecessárias, não estando ao nível dos últimos jogos.

(6) Barrenechea - Importante a defender a baliza de Trubin em algumas bolas por alto. Bem ativo, depois, na construção do Benfica, embora sem lances de grande perigo.

(7) Aursnes - Há canivetes suíços, que servem para resolver quase todos os problemas, mas há também os canivetes noruegueses. É o caso de Aursnes, Frederik para os treinadores. Parece estar a recuperar o nível a que habituou os benfiquistas e esteve em três dos quatro golos. Assistindo em dois dos três de Pavlidis e marcando o último, com um chapéu notável após falha incrível do guarda-redes André Ferreira.

(5) Leandro Barreiro - Lutou, correu, suou e levou uma pancada de Stjepanovic, aos 29’, que o deixou muito queixoso. Aguentou ao intervalo, mas não regressou, substituído por Rodrigo Rêgo.

(6) Sudakov - Não mordia, mas já morde. Não morde ainda como um tigre, mas já não morde como um gatinho. Talvez por isso, por entre algumas jogadas bem interessantes do ponto de vista técnico, não deu demasiadamente nas vistas. Podia ter marcado, aos 21’, mas o desvio de cabeça após cruzamento de Dedic não lhe saiu bem.

(5) Rodrigo RêgoFoi jogar na direita, quase encostado à linha, mas optando também, muitas vezes, pelo corredor central. Não teve êxito, mas foi tentando. O que é sempre de louvar.

(4) Schjelderup O resultado estava feito e não teve de empregar-se a fundo para mudar o que decidido estava.

(4) Ivanovic Tentou arrancar algumas jogadas ao nível das que teve frente ao Nápoles, mas, com 4-0, tudo estava resolvido.

(4) Manu SilvaCerca de dez minutos no lugar de Barrenechea, ocupando zonas de 8 e de 6. Entrou quando o Benfica já vencia por 4-0 e, assim, deu mais uns passos seguros rumo à total recuperação física e mental, depois da longa lesão.

(-) José Neto Mais uns minutinhos em campo para se ir habituando ao jogo dos seniores."

Estreia!

Vinte e Um - Como eu vi - Moreirense...

Terceiro Anel: React - Mourinho - Moreirense...

Observador: Relatório do Jogo - Moreirense...

Terceiro Anel: Moreirense...

BF: Moreirense...

BI: Live - Moreirense...

5 Minutos: Moreirense...