Últimas indefectivações

sábado, 8 de janeiro de 2011

14 ?!!!

10 ?!!!


Amanhã na Maia é mais difícil, mas também é para ganhar!!!


Objectivamente (FPF)

"O imbróglio que sustenta o Futebol na mentira não tem fim à vista!
Apesar de o Governo, pela voz de Laurentino Dias, ter enviado um aviso sério às Associações para se meterem na Lei, os mais poderosos, como Lourenço Pinto e o novo candidato à Federação Portuguesa de Futebol, Horácio Antunes da Associação de Futebol de Coimbra, dão um NÃO rotundo e tentam arranjar apoios noutras Associações para irem adiando «sine die» a aprovação dos estatutos do novo regime jurídico.
Queixam-se as Associações de que vão perder votos. E, perguntamos nós, se tem direito a exercer esse poder quem o exerce mal, ou quem tem dado fortes sinais de corrupção e de impunidade ao longo dos últimos 30 anos?!
É vergonhosa a forma descarada como se organizam e combatem aquilo que são regras impostas pela FIFA, através da FPF, para que os órgãos disciplinares de justiça e ARBITRAGEM passem para domínio da FPF e saiam do domínio da Liga. É aqui que está o «busilis». Essa palavra mágica «ARBITRAGEM» tem sido o cavalo de batalha dos Lourenços Pintos, dos Adrianos Pintos, dos Pintos da Costa, dos Coutadas, dos Horácios, dos Valentins, dos Pintos de Sousa, etc, etc, do nosso desgraçado Futebol Português! Está entregue a esta gente que não o quer regenerar! E não querem auto-regenerar-se!
E, depois, os sinais que recebem de fora dão-lhes força. Cometem crimes, são condenados por determinados órgãos e são absolvidos por outros. Vão para os tribunais comuns, recorrem, alegam, servem-se da multifacetada Lei geral do País e são absolvidos porque as únicas provas incriminatórias - ESCUTAS TELEFÓNICAS - SÃO ANULADAS. Claro que depois até têm o desplante de pedir indemnizações do Estado Português pelo incómodo que lhes causou todos estes processos!
Que fazer, pois, perante isto?
Alguém tem a resposta?"

João Diogo, in O Benfica

Férias

"O Futebol Português tem originalidades que o distinguem de países europeus com mais Futebol, mais praticantes, mais competitividade e mais afluência aos estádios.
A primeira dessas originalidades é o número exagerado de equipas que disputam o escalão principal: 16, num país com 10 milhões de habitantes e 89 mil quilómetros quadrados de superfície. Na Alemanha, com oito vezes mais população e quatro vezes mais território, o campeonato principal é disputado por 18 equipas.
Segunda originalidade é o facto do calendário e horários dos jogos serem ditados pela TV. Bem pode uma equipa querer jogar à tarde e encher as bancadas com famílias e novos espectadores, que a TV manda e a Liga obedece: jogos de sexta a segunda, no prime time.
Terceira originalidade é que entre as 16 equipas que disputam o presente Campeonato, apenas três alcançaram o título de Campeão, sendo que a maioria joga na retranca com o objectivo da manutenção. Em Inglaterra, das 20 equipas que disputam a Premier League, 13 já conquistaram o título.
E nos últimos anos foi introduzida uma originalidade no Campeonato de Portugal. Para além do defeso e sem razões meteorológicas, o Futebol mete férias pelo Natal e pára com frequência o Campeonato principal plantando outras competições aos fins-de-semana. Com tantas paragens é evidente que o Futebol perde qualidade. Mas a qualidade do Futebol não é a maior preocupação dos donos da bola, sempre mais interessados na conquista à ganância de títulos e dos respectivos proveitos.
Perante este estado de coisas, só o Sport Lisboa e Benfica ergue a voz. Aliás, o Benfica é, praticamente, a única voz a solo, num cenário em que quase todos se integram no coro dos interesses sob a batuta do sistema."

João Paulo Guerra, in O Benfica

A ameaça de Vítor Pereira

"A história demonstrou que, quando a justiça de Atenas matou o seu mais célebre pensador, a cicuta matou a justiça e ajudou a eternizar o pensador. Na miopia do presente, quem lidera os árbitros que no jogo têm a obrigação de aplicar as regras com justiça considera que faz justiça ameaçando quem se queixa das injustiças.
Na semana passada, Jorge Jesus referiu-se, numa entrevista, às más arbitragens que têm influenciado resultados e, consequentemente, a pontuação dos clubes.
A resposta de Vítor Pereira foi desajustada, canhestra e pequenina. Foi uma resposta tendenciosa, ao nível das arbitragens perpetradas pelos árbitros que ele dirige. Vítor Pereira não argumentou, não refutou com factos e não demonstrou a hipotética falta de razão de Jorge Jesus. Vítor Pereira, para demonstrar a sua razão em desfavor da razão alheia, limitou-se a ameaçar o Benfica, dizendo que quem se queixa das injustiças será ainda mais injustiçado.
Já me habituara a ver Vítor Pereira em ladainhas de circunstância. Durante bastante tempo era uma ladainha em tom de ‘ora pro nobis’, pedindo paciência, compreensão e profissionalização para os “seus” árbitros apanhados em escutas pouco dignas no processo “Apito Dourado”. Agora, ameaçando o Benfica, a ladainha saiu-lhe errada, pois, onde ele antecipa um silêncio medroso por parte dos benfiquistas, vai colher um dobre a finados sobre o seu feudo arbitral.
É importante que os ameaçadores do presente aprendam para o futuro uma lição que já vem do passado: o camelo e o burro são os únicos animais que ajoelham para aceitar a carga. Está para vir a primeira ameaça que faça ajoelhar o benfiquismo."

Pedro F. Ferreira, in O Benfica

Ano Novo, Vida Nova. Será?

"Vamos a alguns factos recentes. Dia 2 no 'estádio do ladrão', o genro do Garrido fez uma arbitragem vergonhosa, de bradar aos céus. Mesmo assim, nada adiantou, nem o 'incrível' resolveu nada. Aqui, verifica-se que foi ano novo, velhos hábitos. O Benfica entrou tal como acabou. A jogar um bom futebol, a dar espectáculo, a criar novas esperanças. Aliás nesta santa terrinha somos o único clube em crescimento contínuo. Hoje, somos 6 milhões, amanhã seremos 7, daqui a uns 10/12 anos seremos 8. À custa de quem? Por um lado, de um clube sem presente, por outro lado, de um clube sem futuro. É que por muito que queiram, ou não, deixámos de ser uma mera equipa de Futebol para passarmos a ser uma Instituição das mais poderosas deste País. O Benfica do descrédito, da penúria, da vergonha, da falta de credibilidade, acabou. Por tudo isto, e muito mais, é que eu digo muito obrigado Sr. Luís Filipe Vieira.
As nossas modalidades também estão em crescendo e recomendam-se. Estamos a cimentar o presente e a ganhar o futuro. Quem tiver oportunidade de ver através do nosso canal toda a Formação das modalidades, verá a despontar mais-valias nas mesmas, que cedo ou tarde, irão reforçar os planteis seniores. Por falar em Formação, estou em crer que 3/4 futebolistas irão integrar o plantel da próxima temporada (o que não é fácil), pois temos um excelente naipe de jogadores.
Para terminar, também eu quero uma águia a voar no nosso estádio. Que estou convencido, a seu tempo, se irá verificar. O que não entro é em choradeiras, nem vou carpir mágoas em pseudo Conferências de Imprensa por 'dá cá aquela palha'.
Ah! E o único Barnabé que conheci era um indivíduo que tocava tangos, e mal, e era muito bem pago."

José Alberto Pinheiro, in O Benfica

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

José Luis Fernández



Canhoto, rápido, lutador parecem ser estas as principais caracteristicas do novo reforço do Glorioso...
Fernández, não será o próximo Di Maria, mas pode ser muito útil, especialmente no equilíbrio da equipa a meio-campo.

Uma questão de grandeza

"Disse Jorge Jesus, numa entrevista ao jornal 'O Benfica', que nunca imaginou que o clube 'fosse tão grande', acrescentando que o Benfica 'não tem comparação em Portugal'. O treinador do Benfica disse aquilo que treinadores e dirigentes de outros clubes também pensam mas não podem dizer.
Em alguns casos, a forma acintosa e agressiva como certas pessoas falam do Benfica faz-me lembrar uma fala de uma personagem de um filme que vi recentemente. 'Odeias-me porque ainda me amas', diz essa personagem, e eu sinto que estas palavras se aplicam a um tipo de relação que ficou mal resolvida e que necessita de escapes emocionais tantas vezes excessivos e despropositados. O Benfica é como é e tem uma dimensão que os bons resultados de outros clubes não chegam para obscurecer nem pôr em causa. É uma questão que talvez só os psicólogos e os sociólogos consigam explicar, já que transcende o imediatismo das explicações ditadas pela simples paixão ou pela mais irracional aversão.
Essa dimensão tem a ver com a forma singular como o Benfica nasceu, se implantou, cresceu e, depois, se afirmou internacionalmente, continuando a ser uma instituição mundialmente respeitada, mesmo quando está afastada da fase final das grandes competições europeias. Persistem a mística e a crença que há muito se tornaram pilares de uma inegável grandeza.
Nunca deixa de me surpreender, e até de me comover, a forma como adolescentes que se orgulham de ser do Benfica falam dos títulos conquistados nos anos sessenta como se os tivessem vivido e sofrido. Um escritor francês falava da existência de um 'espírito do lugar'. Neste caso poderá falar-se do 'espírito do clube'. Por isso, é bom saber que quem está no comando da equipa não deixa cair os braços nem atira a toalha para o chão. O 'espírito de Benfica' não permite que tal aconteça, pois não é sentimento ou atitude que seja compatível com o que há de grandioso e único da sua história."
José Jorge Letria, in O Benfica

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Vamos lá atafulhá-los com elogios

"NESTA jornada da Taça da Liga nenhum treinador foi tão explícito no seu desdém pela competição como Manuel Machado que, antes da deslocação a Braga, explicou muito bem explicadinho que o seu Vitória de Guimarães ia aproveitar o «jogo-treino» para fazer rodar alguns jogadores raramente utilizados. E foi o que aconteceu.
Coerente com a sua afirmação, Manuel Machado optou por não fazer da arbitragem de Duarte Gomes um caso nacional ou, melhor, um caso minhoto.
Na opinião de Machado, o árbitro fez mal em validar o primeiro golo da sua equipa e o segundo golo do Braga, porque ambos nasceram de situações de fora-de-jogo, mas como Duarte Gomes se enganou para os dois lados o técnico optou por registar com salomónico agrado o equilíbrio das decisões erradas.
Quando ao terceiro golo do Braga, o treinador do Vitória de Guimarães admitiu que Meyong pudesse estar em situação irregular mas logo acrescentou que, para o caso, uma derrota por 2-1 é igual a uma derrota por 3-1 pelo que também aqui não há nada a lastimar.
No que respeita às duas expulsões que reduziram o Vitória de Guimarães a 9 jogadores em campo, Manuel Machado não quis chorá-las. Afirmou que estava muito longe do local das ocorrências e que, por isso mesmo, não se podia fiar no seu julgamento. E mais uma vez não deixou de ter razão.
Da cabeça aos pés, o treinador do Vitória de Guimarães parecia um britânico cheio de fleuma a comentar um jogo que a sua equipa acabara de perder contra o seu rival histórico e geográfico.
No hard feelings, acima de tudo. Embora Machado, na mesma conferência de imprensa, não tivesse resistido a acusar de ir para ali «com a camisola vestida» o jornalista menos bondoso que lhe perguntara se estava satisfeito com o resultado do tal «jogo-treino». É que também há limites para a compostura de um lorde inglês... No entanto, fica a dúvida sobre a «camisola vestida» pelo jornalista. Seria a do Sporting de Braga? Ou outra qualquer?
É normal que Manuel Machado, um homem atento ao que se passa à sua volta, não queria incomodar o presidente da Comissão de Arbitragem da Liga com remoques que podem vir a ser extremamente penalizadores num futuro próximo. Ainda recentemente, Vítor Pereira afirmou, em entrevista à TSF, que nesta coisa dos erros dos árbitros «só é enganado quem quer», o que constitui afirmação com conta, peso e medida nesta altura do campeonato.
Manuel Machado não quis ser enganado e ponto final, parágrafo. Agora só lhe resta desenganar os adeptos vitorianos, ainda a sofrer dos ouvidos com a crueldade dos olés de Braga, e explicar-lhes muito bem explicadinho que aquilo, lá na Pedreira foi mesmo um jogo-treino e que 2-1 ou 3-1, do ponto de vista científico, é exactamente a mesma coisa.
para Pedrag Jokonovic treinador do Nacional, a Taça da Liga é uma competição muito a sério, vencer por 2-1 não é a mesma coisa do que vencer por 3-1 e a arengada de Vítor Pereira na TSF sobre os erros dos árbitros - ...«só é enganado quem quer»... - acertou-lhe mesmo em cheio e onde dói. Que é na memória, obviamente.
Jokonovic, que vencia o FC Porto por 2-1 a dois minutos do fim do jogo do Dragão, não aguentou o facto de lhe ter sido sonegada a hipótese de vencer por 3-1 e quando viu Olegário Benquerença (sempre em forma!) ignorar olimpicamente o derrube de Sereno a Pecnik em plena área portista reagiu intempestivamente ao erro do árbitro e acabou por ser expulso.
O treinador do Nacional explicou-se clinicamente no fim do jogo: «Os médicos já me disseram que nestes lances devo começar a tomar calmantes. Mas já não é a primeira vez que acontecem este tipo de situações com este árbitro...!»
Ah, pois não é, não senhor.
Mas Jokonovic teria saído bem mais irritado se Olegário Benquerença tivesse apitado para o castigo máximo, se o castigo tivesse sido convertido com êxito e se depois, à semelhança do que já fez o seu colega Elmano Santos, Olegário tivesse mandado repetir o pontapé... Nesse caso é que não haveriam calmantes que chegassem para o bom do Jokonovic.
De qualquer modo, o treinador do Nacional da Madeira esteve em grande plano estratégico e político nesta sua visita ao Porto.
Vejamos:
1 - Lançando Anselmo aos 76 minutos de jogo, teve a esperteza de só construir a vitória no fim do jogo, roubando tempo a recuperações caídas do céu.
2 - E quando tudo fazia prever que André Villas Boas, perante o resultado negativo, se fizesse expulsar, o próprio Jokonovic roubou espaço de manobra à costumeira acção do treinador do FC Porto e fez-se ele próprio expulsar, o que deixou Olegário Benquerença muito, mas mesmo muito baralhado.
3 - E deixou Villas Boas privado do seu reportório que é já um clássico quando as coisas não lhe correm bem.
Quem sabe, sabe. E Jokonovic sabe.
agora, por falar em Olegário Benquerença... e em Vítor Pereira...
Vítor Pereira depois de, a 21 de Setembro, ter vindo reconhecer publicamente as razões de queixa do Benfica no respeitante à arbitragem de Olegário Benquerença no Vitória de Guimarães-Benfica e a outros benefícios concedidos a rivais, reapareceu o mesmo Vítor Pereira a 3 de Janeiro para mandar Jorge Jesus calar-se imediatamente com os lamentos sobre a distância forjada em relação ao líder da prova.
«Há evidências que demonstram que este tipo de comentários é desfavorável para quem os produz», disse Vítor Pereira. Como já tivemos oportunidade de verificar, o recado do presidente dos árbitros foi diligentemente aceite pelo treinador do Vitória de Guimarães que tudo soube perdoar ao árbitro Duarte Gomes no jogo de Braga e não foi minimamente aceite pelo treinador do Nacional da Madeira que já não pode ver mais Olegário Benquerença em acção.
Enfim, são maneiras diferentes de estar no futebol. E no fim de tudo se verá quem foi mais esperto.
O Benfica deve, por portas travessas, estar agradecido a Vítor Pereira. A franqueza do presidente dos árbitros aos microfones da TSF explica maravilhosamente o que se está a passar em termos de apitos esta época. É proibido marcar grandes penalidades a favor do Benfica porque «este tipo de comentários» - desfavoráveis à suposta isenção da classe - «é desfavorável a quem os produz».
Ainda no domingo se constatou o facto precisamente naquele momento em que João Ferreira conseguiu não ver o aparatoso derrube de Djalma a Salvio na área do Marítimo.
POR absurdo, se Vítor Pereira decidisse compensar Duarte Gomes pela sua extraordinária arbitragem no Braga-Guimarães nomeando-o para o Leiria-Benfica seria da maior conveniência que os benfiquistas se abstivessem de comentários negativos não fosse Duarte Gomes, segundo a doutrina de Vítor Pereira, mostrar-se «desfavorável» a quem os produziu.
Entenderam o recado do presidente dos árbitros, não entenderam? Há que elogiá-los. Vamos lá, então a isso:
DUARTE GOMES É O MELHOR ÁRBITRO DO MUNDO!
Agora, pacientemente, vamos lá ver o que acontece em Leiria no sábado.
E na próxima quinta-feira conversaremos sobre o assunto."
Leonor Pinhão, in A Bola

Perspectiva de género

"No Brasil, a Presidente virou Presidenta, mandando às malvas a ortodoxia gramatical da chamada forma comum de dois géneros dos particípios terminados em ente.
Deixando aos filólogos esta querela linguística ou outras do mesmo teor, pus-me a imaginar - daqui a uns anos - uma crónica de A Bola sobre um jogo de futebol feminino, com o título PRESIDENTA DA LIGA NA FINAL ENTRE AS ESTUDANTAS E AS COMBATENTAS, rezando assim: «As duas concorrentes ao título entraram como tementas e dependentas uma da outra. Por isso, jogaram sem verdadeiras atacantas. As estudantas - quais estrelas cadentas - não acalmaram a contestação às dirigentas e, em particular, à gerenta do futebol. Já as combatentas constituídas por soldadas, sargentas e tenentas, jogaram sem uma comandanta no relvado. Algumas, portaram-se como valentas e omnipotentas, mas outras mais pareciam umas doentas tal a lentidão com que corriam. Nem as suplentas mudaram o rumo. Para agravar a situação as equipas jogaram sem uma extrema-direita e uma extrema-esquerda. Tudo ao centro, mais parecia uma peladinha parlamentar. Advinha-se o mal-estar que vai recair sobre as agentas que haviam transferido algumas delas. As amantas do futebol que assistiram ao prélio ficaram desiludidas. O ambiente no fim mais parecia o de uma capela-ardenta».
Se esta obsessão de género se espalha virulentamente e nos dois sentidos, quem sabe se um jornalisto nos anunciará que um atleto isrealito foi contratado para alo direito ou defeso esquerdo.
Há dias, li neste jornal, a propósito da (feminina) União de Leiria «Caixinha quer Ukra». Será já a antecipação da nova perspectiva de género?"

Bagão Félix, in A Bola

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

A mística benfiquista

"Não é fácil escrever sobre a mística. É que a mística é filha do mistério, da emoção, da crença e até do sobrenatural. É por isso que nas nossas vidas mudamos em tantas coisas mas nunca no clube do nosso coração.
Em minha casa, o meu pai era do Porto e a minha mãe do Sporting. As famílias de um e de outro seguiam, no geral, essas predileções (já não a minha irmã), tal como hoje os meus filhos e todos os meus sobrinhos, sempre fomos indefectíveis benfiquistas. Não há, naturalmente, uma explicação racional para esta opção, mas que todos fomos tocados pelo benfiquismo isso é claro.
A minha mais antiga recordação do Benfica tem a ver com a final europeia de Berna, em que, pela primeira vez, fomos campeões europeus. Tinha 7 anos. Não tinhamos televisão em casa e fui ver o jogo a casa do meu tio João, que morava perto de nós. A transmissão a preto e branco era péssima, mal se reconheciam as linhas do campo. Depois, recordo, com uma imagem tão nítida que até me faz impressão, no dia seguinte, às 8 da manhã, estar à porta de casa, à espera da carrinha que me havia levar ao colégio, com uma excitação para poder ir partilhar com os outros meninos esse êxito extraordinário. Lembro-me de subir à carrinha - conduzida pelo Sr. Rosa - e ver estampada no rosto dos meus colegas, a alegria daquela vitória.
Essa incrível equipa de futebol dos anos 60 é um feito único no desporto português e marcou para sempre gerações de portugueses e de todo o mundo da lusofonia.
Tinha de especial ser formada por portugueses, brancos e pretos, gente simples e fabulosa, humilde e incansável na luta, de que Eusébio era o maior emblema. Esta era uma marca única da equipa do Benfica: exclusivamente composta por jogadores portugueses, que se mantinham fiéis à mesma camisola toda a sua carreira. No Benfica também não havia lugar para 'chicotadas psicológicas', os treinadores começavam a época e acabavam-na. Os adversários eram respeitados, que a verdadeira grandeza não precisa de amesquinhar ninguém. Lembro-me bem da minha emoção quando o Sporting, com aquele maravilhoso golo-canto do Morais, venceu a 'Taça das Taças', tal como, mais tarde, desci a Avenida da Liberdade a comemorar a primeira vitória europeia do Porto, com aquele inacreditável golo do Madjer. A mística do Benfica foi forjada em muitas vitórias e em campeões inesquecíveis, desde os míticos Cosme Damião e José Maria Nicolau aos que já são do meu tempo, como, entre muitos outros, Águas, Germano, Coluna, Eusébio, Livramento, Peixoto Alves, Carlos Lisboa, Madalena Canha, Humberto Coelho, Toni, Bento, Nené, Chalana, António Leitão, Rui Costa, Preud'Homme, Nélson Évora, Telma Monteiro, Vanessa Fernandes, Nuno Gomes ou Di Maria. E também em símbolos quase imateriais, como o hino cantado pelo Luís Piçarra, o voo da águia ou a imponência do Estádio da Luz (como o 'terceiro anel' era temido!). Mas sobretudo nessa vocação inter-classista e universal que faz do Benfica um caso mundial. É que o benfiquismo vê-se em Lisboa e um pouco por todo o lado. Falando do que conheço, o Benfica está presente tanto em Trás-os-Montes como na Guiné-Bissau. Como acontece com os grandes impérios, o Benfica também teve crises terríveis, que quase o destruíram, e a que sobreviveu porque os nossos valores foram maiores que os males que nos atacaram.
É graças à mística benfiquista, feita de simplicidade, mas também de ambição de grandeza, sob a égide do nosso lema, e pluribus unum, que prosseguiremos fiéis a um património português único, que há de continuar a alimentar o sonho de gerações."

Ricardo Sá Fernandes, in Mística

Eliminados da Taça




Apesar do nosso domínio nas últimas 2 épocas na modalidade, por alguma razão, nas competições a eliminar não temos tido resultados condizentes com a nossa superioridade, e esta noite o fado voltou-se a repetir...!!!

A Liga das férias

"Terminaram as férias do futebol doméstico. Não sei se esta prática se deve às intempéries de neve pela lusa terra, se ao convidativo calor sul-americano, se ao excesso de trabalho desportivo ou, ainda, se ao risco de uma qualquer antipática prenda futebolística no boxing day.
Terminaram as férias do futebol, mas não as do Campeonato. É-nos concedida a magnanimidade de uns joguitos da Taça da Liga, sempre subalternizada excepto quando se ganha...
Nada tenho contra esta espécie de Taça Intertotonacional. Bastava o meu Benfica ter ganho duas das três edições para com ela simpatizar. Além de que traz ainda vantagens adicionais: permite que os clubes dêem oportunidades a alguns atletas agora que não há torneios de reservas ou as famigeradas equipas B e pode originar receitas interessantes para clubes mais pequenos. E possiblita a esperteza de branquear cartões vermelhos! Pena que não dê acesso à Liga Europa.
Claro que, com um sorteio condicionado e acondicionado, tudo é feito para que a final e uma das meias-finais se jogue entre os três grandes. Por isso, dos três jogos dos grupos, jogam em casa os dois mais difíceis, não vá o diabo (ou o Nacional) tecê-las... E até a final se mudou estrategicamente do longínco Algarve para a central Coimbra, pois que o sorteio dita, por exclusão de partes, que há sempre um Benfica-Sporting... mas nas meias-finais! Tudo pensado ao pormenor na Liga sediada no Porto.
Até lá a liga desliga ou desliga a liga. Nas três jornadas dos grupos queimam-se dois domingos, quando os jogos se poderiam efectuar a meio da semana (nem sequer há competições europeias). E por que não se pensa na Taça da Liga no início de cada época antes do Campeonato?"
Bagão Félix, in A Bola

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Futebol, prosa e poesia

"Reencontrei recentemente, lendo o livro 'Planeta Futebol', do jornalista e comentador Luís Freitas Lobo, uma memorável caracterização do futebol europeu e do sul-americano. Essa caracterização foi feita, de forma magistral, pelo escritor e cineasta italiano Pier Paolo Pasolini, assassinado em 1974. Dizia ele que o futebol europeu é prosa e o sul-americano poesia.
Pensa-se no estilo e na carreira de grandes nomes do futebol destes continentes e percebe-se o sentido das palavras de Pasolini, poeta que, como quase todos os poetas, conseguiu ter um inexcedível poder de síntese em relação àquilo que outros precisam de explicar escrevendo ensaios e tratados.
Na realidade, se compararmos Pelé, Maradona ou Zico a Platini, Van Basten ou Gulit, percebemos a diferença. Enquanto uns versejam com a bola, criando com ela uma relação de cumplicidade e intimidade, os outros constroem a geometria do rigor e da eficácia, visando muito mais o resultado do que o espectáculo. Claro que estas comparações são quase sempre grosseiras e falíveis, mas servem para sublinhar tendências e sistemas.
As melhores páginas sobre a arte do futebol têm sido escritas, ao longo das décadas, por escritores amantes do futebol, embora os verdadeiros protagonistas dessa 'escrita' tenham sido, como é natural, os jogadores de génio, como Eusébio, que chegam a dar-nos a ilusão de que aquilo que se passa no relvado é coisa natural e está ao alcance de qualquer um. Nada mais ilusório e enganador.
Com frequência, a pouca flexibilidade dos dispositivos tácticos amputa os jogos da sua componente espectacular, para prejuízo dos jogos, dos espectadores e, naturalmente, dos jogadores.
É em época de episódico defeso que sobra tempo para estas fugazes reflexões. Entretanto, outros jogos estão à porta, num ano que se anuncia difícil socialmente, e todos sabemos que a única alegria de muitos é dos campos de futebol que deverá vir, entre prosa e poesia."
José Jorge Letria, in O Benfica

Homenagem em ... silêncio

Amigos/as benfiquistas

Peço desculpa por aqui vos apresentar este video que gostaria que vissem não por interesse futebolístico mas sim num ar de prece e compreensão para o respeito que nos merece quem deixa o "palco" terreno.
Ontem, no jogo para a Taça da Liga, tudo foi preparado ao pormenor para homenagear um dos portistas MAIS AMIGOS de sempre do Benfica. Pôncio Monteiro recentemente falecido, Paz à sua alma.
Antes do inicio do jogo lá aparece a foto do homenageado. Diz-se que era cristão praticante.
Como sabemos o cristianismo apela à calma, serenidade, paz de ideias e movimentos, tudo na religiosidade do ... SILÊNCIO.
Daí que os Cristãos que se encontravam nas bancadas e iniciaram o jogo numa festa que não se adequava ao silêncio que seria suposto existir, no que ao respeito concerne, decidiram enviar uma mensagem enganadora ao guarda-redes portista, Kieszek, onde se lia:
Agarra-me essa bola pois ela é uma "águia" disfarçada e não queremos que essa maldita estrague a nossa festa de homenagem.
Sendo de nacionalidade Polaca, mas percebendo bem o português, assim que a bola chegou junto de si, atirou-se a Ela com unhas e dentes, como se uma "Aguia", fosse fácil de agarrar.
Que me perdoe a minha queria e verdadeira águia, mas quem viu logo a tramóia e não foi em falsos "bilhetes" foi o Anselmo, avançado do Marítimo que, dizem, é Ateu e daí pregar-lhe um pontapé que até a mim me "doeu".
Acredito que foi tudo propositado visto que até o Vilinhas Broas a dada altura se colocou de joelhos, em vénia, como se pode ver no video.
Benquerença o árbitro do jogo, qual "estraga momentos solenes" mandatário dos antis-Cristãos, ainda "construiu" um penalty a favor da agremiação que queria estar em silêncio, o que originou um golo e o salto desrespeitoso de milhares de "Cristãos" os quais ao que se imagina olhando à solene cerimónia deveriam ter ouvido das boas de um homem que costuma oferecer campeonatos aos falecidos cujas promessas acabam como a homenagem de ontem. Em silêncio.
Daí que já depois do Ateu Anselmo, que não compreendeu o estado de silêncio, parecendo até algo zangado porque não gosta da "águia" e julgava que a bola era uma, aplicou-lhe uma cabeçada imperdoável, e aí honra seja feita ao Kieszey, seguiu-o com o olhar nem tentando travar o seu caminho, por respeito às orações que já se ouviam, e a partir daí ainda mais, nas bancadas.
Depois na igreja do Dragão por mandamento do Padre Benquerença, ser lido para o Porto uma oração de pai Nosso que estais no Céu, surge Anselmo que depois de alertado não quis estragar o momento solene e daí puxar da sua Bíblia sagrada e rezar duas Avé Marias, espalhando assim a ideia que se tinha também abraçado a causa nobre e ajudar assim a que o silêncio fosse uma realidade, ouvindo-se apenas a Oração da causa perdida e da homenagem sagrada a um dos homens que mais "amou" o Benfica e a quem, à pessoa "viva", e não à alma feita vida, em descanso entre os mortos, foi prestada a devida homenagem em ...... silêncio