Últimas indefectivações

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Superiores



Benfica 3 - 0 Marítimo

25-18, 25-11, 25-15


Uma entrada no jogo ainda a 'festejar' a vitória da Supertaça, deu mau resultado... obrigando o professor Jardim a 'puxar' (aos gritos) pela equipa... o facto da equipa ter começado o jogo com muitos jogadores novos não é desculpa... Só a partir do 2º tempo técnico, a equipa começou a 'carburar'!!! A dupla substituição, para manter o Distribuidor em zona defensiva, mesmo que temporária, teve um impacto muito positivo, o Gaspar e o Miguel neste momento têm outro andamento!!!

Das novidades, destaco o Ché, depois do mau início, embalou e esteve muito bem. O Kock também não engana, falta algum entrosamento, mas tem qualidade... Na minha opinião só o Kibinho esteve abaixo do esperado.

Dos 7 titulares (com o Libero) da Supertaça, só o Flávio Cruz, o Zelão e o João Coelho jogaram a titular (o Magalhães entrou para fazer alguns minutinhos), o Gaspar e o Miguel tiveram duas entradas curtas, mas importantes... apesar da grande diferença de valor do nosso opositor de hoje, provou-se que o plantel desta época é mais equilibrado, algo que o professor Jardim vai aproveitar para rodar todos os jogadores durante as muitas jornadas duplas deste Campeonato.

Admiração por Jorge Jesus

"Jorge Jesus é o melhor treinador que o Benfica teve nos últimos 15 anos. Não por dar grandes conferências de Imprensa - nisso Quique Flores era melhor -, não por falar fluentemente muitas línguas - aspecto em que Jupp Heynkes era superior -, não por usar elegantes fatos dos melhores alfaiates -, nisso Trapattoni seria imbatível -, mas pelo simples facto de pôr o Benfica a jogar o melhor e mais bonito futebol. Apenas por perceber de futebol.

Das duas épocas que treinou o Benfica, uma foi a melhor dos últimos 15 anos e na outra, que não foi boa e ficou aquém dos objectivos, ganhou um título, levou a equipa a uma meia final europeia (soube a pouco) e a desgraça do Campeonato foi ser segundo.

Jorge Jesus terá defeitos, como todos, terá até coisas em que pode melhorar, mas não lhe reconhecer que revolucionou para melhor o futebol do Benfica é de uma injustiça que não aceito, e falta paciência para alguns intelectuais de pacotilha.

Não sei o que ganhará este ano, mas sei que vai disputar todos os jogos com uma ambição de ganhar, sei também que o Benfica vai jogar bem e marcar muitos golos. Assim gosto mais de ir ao estádio.

Eu assumo a minha admiração pelo treinador de futebol Jorge Jesus que não espero que ganhe o Nobel da literatura, mas sei que tudo fará para pôr o Benfica campeão.

Sobre Aimar penso a mesma coisa que Messi: é o meu herói, joga como poucos e delícia quem gosta de ver futebol bonito. Inteligência em movimento, arte pura quando abre o livro, o bilhete é sempre barato quando Aimar está em campo.

Boa vitória a de José Jardim na Supertaça de Voleibol na última quarta-feira. Foi muito justa a dedicatória a Rui Mourinha, homem que lidera a Secção há muitos anos, e passa agora por momentos difíceis. Parabéns José Jardim e força Rui Mourinha, que temos muitas conquistas para alcançar juntos."


Sílvio Cervan, in A Bola

Zombaria

"Foi um Benfica mais higiénico que bateu com toda a justeza o Paços de Ferreira? A verdade é que Javi Garcia não jogou. Javi Garcia? Esse mesmo. Aquele que é, na opinião de um tal Tavares, 'o jogador maus sujo da I Liga'. O conceito foi escrito no rescaldo da recente igualdade no Dragão, depois de um jogo que os portistas queriam vencer a todo o custo.

O Tavares ficou ressabiado, o Tavares pensava que o FC Porto ia bater o Benfica, quiça golear como havia feito na última temporada. O Tavares descompôs-se na prosa que escreveu. O Tavares viu o que mais ninguém viu. O Tavares viu um FC Porto superior ao Benfica. O Tavares viu com olho azul, olho que se não é cego só pode ser vesgo.

O Tavares tem ódio ao Benfica. O Tavares debita, debita, debita... Debita baboseiras, debita asneiras, debita calinadas. O Tavares, há anos, teve o desplante de dizer que era mais difícil ser portista em Lisboa do que muçulmano na Bósnia. O Tavares pode ser levado a sério?

O Tavares não entende nada de bola. O Tavares nem do FC Porto percebe bóia. Também há anos, num escrito sobranceiro, corria 87, o Tavares aventou que o FC Porto jamais poderia ser campeão europeu com um jogador como Frasco na intermediária. O Tavares sabe que o seu clube acabou por ser campeão europeu, ficou a saber a influência que Frasco, um magnifico executante, acabou por ter no desfecho do despique. O Tavares pode ser levado a sério?

O Tavares irrita a gente. O Tavares, sobretudo, diverte e gente. O Tavares até faz falta. O Tavares é uma pérola catita no anedotário da bola. O Tavares não é do Benfica e jamais poderia ser. O Tavares é do FC Porto e só poderia ser."


João Malheiro, in O Benfica

Comunicação

"Engana-se todo o que olha para o futebol e o considera essencialmente como uma actividade física. O futebol é antes de qualquer outra coisa uma actividade humana.

Nesta perspectiva percebe-se a importância da comunicação no desempenho do futebolista, da equipa, do clube. Perceber qual o tempo e o modo da mensagem é, quase sempre, tão importante como a própria mensagem. É impensável ter uma equipa onde não há uma cumplicidade entre os seus membros. É impensável a cumplicidade numa liderança equívoca ou que comunica numa polifonia de vozes contraditórias.

Muitos não sabem, mas o último título de campeão vencido pelo Benfica foi alicerçado também num esforço enorme de comunicação abrangente, envolvendo muitos benfiquistas e com uma definição clara de objectivos. Percebemos a mensagem, interpretámos correctamente o tempo e o modo, agimos em conformidade e, desde o futebolista sem lugar a titular até ao adepto de bancada, passando pelo treinador, dirigentes e diferentes meios de comunicação do grupo Benfica (sítio na internet, jornal, televisão, revista) toda a gente comunicou um benfiquismo feito de abdicação de interesses próprios em prol do interesse colectivo.

Desde o início desta época que noto com agrado um renovado esforço na comunicação, na tentativa de aglutinar o clube em torno de um rumo comunicacional. Concordando ou não, esse rumo está lá, existe e tem sido cumprido. Por vezes, o que o pode fazer desmoronar é a ausência de vitórias. Felizmente, estas têm surgido. Resta agora que saibamos todos, desde os técnicos ao atleta menos utilizado, passando pelos dirigentes, lidar com o tempo e o modo da comunicação em tempo de vitória."


Pedro F. Ferreira, in O Benfica

Pablo Aimar

"Lionel Andrés Messi disse um dia destes que o seu ídolo «era e ainda é Pablito Aimar». A declaração do Bola de Ouro encheu de orgulho o visado número 10 da equipa do Benfica, e também, como é natural, toda a Nação Benfiquista. O elogio do melhor jogador de Futebol do Mundo transborda sinceridade e algum carinho que Pablo César Aimar merece inteiramente. Com sete anos de diferença à maior em relação ao actual Bola de Ouro, Aimar tornou-se referência num país e num sub-continente que respiram e transpiram Futebol jogado com arte e, assim, conquistou a Europa e o Mundo. Diego Maradona chegou em tempos a dizer que Pablo Aimar era «o único jogador por quem valia a pena pagar bilhete». E, verdade se diga, se Aimar «ainda é» o ídolo de Messi isso acontece porque o Benfica trouxe de novo à ribalta do Futebol um jogador que faz parte da constelação de estrelas do maior espectáculo do Mundo. E Pablito correspondeu com a sua técnica, arte, visão de jogo e incomparável elegância.


'...Eu quero ser para ti a camisola dez
Ter o Benfica todo nos meus pés...'
João Monge e João Gil


Para além de tudo o que joga, e que é muitíssimo, Pablito Aimar é também um homem simples, recatado, que não vende a vida privada para ganhar capas de revistas e conquistar louros de papel. Mas ao envergar o equipamento - aquela camisola 10 de tantas gloriosas referências no Benfica - e entretanto em campo, Pablito Aimar transfigura-se e transcende-se. O seu futebol é alegre, inteligente, criativo e eficaz, jogando e fazendo jogar a equipa. E, se bem repararam, o Futebol de Aimar tem perfume, tão fresco como o cheiro da relva aparada e molhada, mas acrescentado pelas essências com que os deuses do futebol ungiram alguns eleitos."




João Paulo Guerra, in O Benfica

A ridícula 'febre' dos números

"Foi o presidente norte-americano Franklin Delano Roosevelt que, no período do 'new deal', criou a figura de referência dos '100 dias de governação', a qual, desde então e sobretudo depois da Segunda Guerra Mundial, nunca mais deixou de fazer carreira na prática dos governos democráticos que gostam de prestar contas. Portugal, desde o 25 de Abril, não tem sido excepção a esta regra. O pior é que esta 'febre' numérica e estatística se transmitiu ao mundo do Futebol, por vezes de forma ridícula. Durante as transmissões televisivas e radiofónicas de jogos, em que é sempre preciso arranjar assunto para preencher os tempos mortos, ficamos a saber que o guarda-redes X ou Y está há 873 minutos sem sofrer golos, que o defesa K ou W está há mil minutos a jogar sem descontinuidade na condição de titular ou que um qualquer ponta-de-lança está há 1.500 minutos sem conseguir marcar. O poder do ouvinte-espectador é assim obrigado a recorrer à calculadora do telemóvel para conseguir trocar esses números arredondados por jogos, tarefa de estatística que está longe de ser fácil, mas que sempre ajuda a justificar a contratação de 'especialistas' para apoiarem o que verdadeiramente conta, ou seja, a informação que é relevante.

Este exibicionismo numérico e estatístico torna-se até irritante, se dermos por nós a pensar na forma como nos distrai do que verdadeiramente importa. Por este andar, teremos em breve jogadores a fazer a festa dos dois mil minutos de titularidade, dos 10 mil minutos na baliza ou dos cinco mil minutos sem sair do banco. Se tal acontecer, fará lembrar os artistas que passam a vida a comemorar os mesmos anos de carreira, como se o tempo não passasse por eles e por nós e tudo se resumisse e efemérides e operações de 'marketing'. Felizmente que a vida é muito mais feita com pessoas do que com números, queira ou não queira a 'troika' a quem executa as suas ordens imperativas."


José Jorge Letria, in O Benfica

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Para além do limite do razoável

"Há místicos que entendem o apoio a Fernando Gomes como mais um passo para se prove, de dez em dez anos ou de cinco em cinco anos, que o Bem até pode vencer.



CAUSA perplexidade a inquietação entre muitos, mas mesmo muitos, benfiquistas este facto, aparentemente bizarro, de o Benfica apoiar com insuspeita frontalidade a veemência a candidatura de Fernando Gomes, ex-administrador da SAD do FC Porto, à presidência da Federação Portuguesa de Futebol agora que, pela norma vigente, a dita Federação vai reocupar-se dos negócios da disciplina e dos árbitros.

No momento em que, repito, o FC Porto tem um Fernando Gomes bi-bota na sua estrutura e um Fernando Gomes bi-presidente nas estruturas da Liga e da Federação, este entusiasmo do Benfica pela próxima nomenclatura superintendente do futebol português não deixa de causar pasmo.

Sobretudo entre aqueles que recordam, por exemplo, o facto de Fernando Gomes, o bi-presidente da Liga e da FPF, o homem em que o Benfica aposta para regenerar o sistema, deter funções de grande responsabilidade no FC Porto à época em que outros responsáveis do clube, portanto todos colegas, tratavam pelo telefone dos negócios da disciplina e dos árbitros usando uma rebuscada terminologia que levou a Polícia Judiciária e o Ministério Público a suspeitarem de graves maroscas contra a verdade desportiva.

Felizmente que para o bom nome de todos e para a tranquilidade geral, os juízes que julgarem esses casos não encontraram o mais leve indício de práticas mal sãs, pelo que todos os acusados saíram ilibados e em ombros, com excepção das gentes mais modestas do Boavista e do Gondomar que ainda hoje arcam com as consequências práticas dessa maré de investigações judiciais.

De tudo isso, para o FC Porto apenas sobrou um leve empalidecimento das suas muitas glórias, uma sombrazinha de mau aspecto e nada mais.

Se é verdade que Fernando Gomes nunca foi escutado a encomendar almocinhos para árbitros rebeldes nem fruta de dormir para árbitros da corda, também é verdade que nunca Fernando Gomes, o bi-presidente, não o bi-bota, se demarcou desses modos vigentes durante a sua vigência como administrador da SAD do FC Porto. Mas também nunca ninguém, nenhum jornalista, por exemplo, e confrontou directamente com a questão.

E, presentemente, temos o Benfica, que tanto de deliciou com o processo Apito Dourado, a apoiar com firmeza a entrega da disciplina e dos árbitros ao ex-colega de Pinto da Costa nesse período áureo da fruta, do café com leite e das chantagens fantásticas, lembram-se?

Não admira que haja benfiquistas confusos com estas coisas. Uns por terem a mania da perseguição, o que é uma doença, outros por terem a certeza da perseguição, que é um facto.

Outros, de cariz mais místico, entendem que o apoio a Fernando Gomes é mais um passo deste martírio que devemos suportar com um sorriso beato nos lábios para que se prove de dez em dez anos ou de cinco em cinco anos que o Bem até pode vencer como aconteceu em 1993/94, em 2004/05 e em 2009/10. E, assim, campeões mais ou menos bissextos, continuaremos a municiar o nosso registo martirológico com novos dados sempre surpreendentes.

Pessoalmente não me revejo em nenhuma destas filosofias que atormentam os meus consócios no que concerne à eleição de Fernando Gomes como presidente da Federação Portuguesa de Futebol.

E, certamente que por portas travessas, dou razão a Luís Filipe Vieira no seu apoio declarado ao ex-administrador da SAD do FC Porto.

Porque, francamente, isso é coisa que não tem importância nenhuma e não decide campeonatos.

Sabem o que decide campeonatos?

É jogar bem futebol. Tome-se o exemplo do jogo de sábado passado com o Paços de Ferreira, no Estádio da Luz. O árbitro, que se chama Bruno Esteves, portou-se como um verdadeiro herói, utilizando a nomenclatura em voga. E os seus fiscais-de-linha portaram-se também de modo heróico.

Um golo mal anulado a Cardozo, uma série absurda de foras-de-jogo mal assinalados em desfavor do Benfica, duas grandes penalidades por assinalar contra os visitantes, um cartão amarelo de gargalhada a Gaitán... e nada disto impediu que o Benfica partisse sempre de alma renovada e cheio de força nas pernas para cima do Paços de Ferreira que saiu vergado a uma derrota expressiva.

É assim que se ganham campeonatos, a jogar bom futebol e sem choradinhos, sem culpar o presidente da Liga ou presidente da Federação, ou os dois em um, sem blasfemar contra árbitros vendo em cada fora-de-jogo mal assinalado uma salva de prata carregada de fruta subindo pelas escadas de serviço de uma qualquer unidade hoteleira de 5 estrelas rumo ao quarto 1893, curiosamente, o ano da fundação de grande rival.

Deixemos, portanto, o Bruno Esteves em paz. Esteve mal na Luz no jogo com o Paços de Ferreira como também já tinha estado muito mal em Paços de Ferreira no jogo com o Vitória de Guimarães, deixando os homens do berço da nacionalidade à beira de um ataque de nervos.

Será caso para se concluir apressadamente que Bruno Esteves nasceu na Mata Real? É sócio do Paços de Ferreira deste pequenino? Quando era jovem militava entusiasticamente na claque Yellow Boys?

Não, de modo algum.

É apenas caso para dizer que se trata de mais um mau árbitro que conseguiu ascender à primeira categoria e que por ser ainda jovem vamos ter de o ver evoluir ao longo de muitos, muitos anos.

E perante isto o que interessa se Fernando Gomes é ou não é o presidente da Liga?

Preocupe-se o Benfica em ter bons jogadores, bons treinadores, em mantê-los, em manter viva uma alma competitiva que lhe está no código genético e não haverá árbitros fanáticos do honrado Paços de Ferreira nem bi-presidentes que o passam atormentar para além dos limites do razoável.



PARA além do limite do razoável, este tipo de situações não ocorrem apenas em Portugal. Tome-se o exemplo do jogo do Zénit de São Petersburgo com o FC Porto na semana passada. Os russos ganharam de forma inapelável, viram um golo seu mal anulado por um fora-de-jogo que não existiu e viram validado o golo do FC Porto, obtido em posição de fora-de-jogo.

E qual foi o resultado? 3-1 a seu favor. E porquê? Porque o Zénites não se deitaram a chorar sobre os erros de um árbitro estrangeiro e neutral, antes preferiram cavalgar para cima do adversário e arrecadar os 3 pontos com eficácia e pragmatismo.


DANNY não vai estar amanhã no Estádio do Dragão e representar a selecção nacional no jogo com a Islândia. Foi acometido de um mal que o impede de dar o seu contributo à equipa de todos nós. A FPF ainda não esclareceu qual o problema que aflige Danny e a imprensa, sempre atenta, tem avançado com várias hipóteses.

Quanto a Danny, silêncio. Nem uma palavra sobre o assunto proferiu o número 10 do Zénit, o que se respeita mas não deixa de causar surpresa a suscitar especulações.

Que não seja nada de grave, é o que se deseja.

Mas é uma pena Danny não aparecer amanhã pelo Estádio do Dragão. Em primeiro lugar porque é um excelente jogador. Em segundo lugar porque seria curioso vermos como é que a afición portista iria receber em sua casa o artista que festejou de modo tão pouco ortodoxo o bonito golo que apontou contra o FC Porto, lá longe, em São Petersburgo.

E estes pormenores animam sempre os espectáculos."



Leonor Pinhão, in A Bola



PS: O problema da teoria da Leonor, é que ganhar como fizemos com o Paços, mesmo com uma vergonhosa arbitragem, só resulta algumas vezes... quando o valor das equipas é mais equilibrado, dificilmente se consegue corrigir a inclinação somente com suor e talento, e ao fim de 30 jogos só com uma grande diferença de competência dentro das quatro linhas, é que podemos aspirar a superar os sucessivos erros, uns contra a nossa equipa, e os outros a favor dos do costume...

O Zenit, também venceu, mesmo prejudicado em alguns lances, mas aqui a equação é outra: como os erros foram consequência de incompetência, e não foram premeditados, quando o árbitro observou uma falta para 'vermelho', para um jogador Corrupto, não hesitou... e justiça foi feita.

A vida do treinador

"As coisas correm mal? Solução sempre disponível: muda-se o treinador. Assim é no luso futebol. A fronteira entre o «nosso treinador» («forever» ou «até ele querer») e dispensado treinador mede-se por milímetros de causalidades. Às vezes, um simples acaso segura um treinador, outras vezes o afasta, na esperança de um qualquer incumbente milagreiro que tudo mude na aparência.

Nas últimas semanas assistimos a alguns desses acasos no Campeonato, Domingos Paciência viu desaparecer as nuvens negras quando a dez minutos da hecatombe em Paços de Ferreira, a sua equipa virou um 0-2 em 3-2 sem que se percebesse porquê. Vítor Pereira passou rapidamente de categórico treinador principal a adjunto de um treinador ausente e perto de ser condenado não fosse o Danny e companhia não terem marcado mais um ou dois golos na Rússia. Em Leiria, com Cajuda (um bom treinador), atribui-se à sua mudança do clássico bloco de apontamentos para a tecnológico iPad a vitória sobre o Braga. Um novo gadget que, pelos vistos, atrai melhor a atenção dos jogadores cujos tempos livres são ocupados com playststions e derivados! Um Cajuda que ajuda...

E no Benfica, a jogar um soberbo e vivo futebol, sabe-se lá porquê o seu presidente não escolheu melhor altura para criticar publicamente o seu treinador (isso não se deverá fazer dentro do clube?) e elogiar, com um desajeitado cinismo táctico, o treinador do principal adversário.

É difícil a vida de treinador... É sempre o culpado. Herói ou vilão numa semana, num dia, num instante. Basta a bola ir à trave ou um penalti não ser convertido. Ou advir de uma mesma substituição que tanto pode definir um génio visionário como um incompetente timorato."


Bagão Félix, in A Bola

Os lances que a gente discute

"Com o Luisão, só comigo é que aquilo não foi falta. Há histórias com esse árbitro do encontro com o Benfica que eu não posso contar porque isto está a gravar.

Ricardo

no sábado, em entrevista ao expresso


Uma coisa é discutir a expulsão de Rinaudo. As leis de jogo distinguem entre «imprudência», que «significa que o jogador ou as consequências do seu acto para o seu adversário», e que vale cartão amarelo, e «força excessiva», que «significa que o jogador faz uso excessivo da força, correndo o risco de lesionar o seu adversário», e que tem como consequência a expulsão. Dizem ainda que «um tackle que ponha em perigo a integridade física de um adversário deverá ser sancionado como falta grosseira», que também vale o vermelho. Que Rinaudo foi imprudente não há dúvida. Terá havido força excessiva? Eu acho que não - pelo menos maldade não houve -, mas admito que me digam que sim, ou que pôs em perigo a integridade física do adversário.

Outra coisa, bem diferente, é olhar para um lance em que um jogador não toca noutro e achar que há falta. Aconteceu por exemplo em 2005, num Benfica-Sporting, em que Luisão saltou com Ricardo, marcou de cabeça e deu o título às águias.

É lance que nem merece discussão. Já passaram mais de seis anos, mas Ricardo continua a achar que sofreu falta. Como diz um colega meu, talvez pense assim porque de todos os milhares de olhos a ver pela televisão os dele eram os únicos que estavam fechados naquele momento.

Eu acho que o meu colega está a ser mauzinho... Só porque no Euro-2008, nos quartos-de-final com a Alemanha, Portugal foi eliminado e o Ricardo sofreu três golos indo sempre à bola com os olhos bem fechados, como as fotografias documentam."


Hugo Vasconcelos, in A Bola

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Supertaça é nossa...!!!





Benfica 3 - 0 Fonte Bastardo



25-23, 25-21, 25-21




Excelentes indicações. Como escrevi ontem, tenho muitas esperanças (quase certezas) na qualidade do Miguel Tavares (Rodrigues para a SportTV!!!), o problema: 'Distribuidor', pode perfeitamente ser resolvido com a 'prata da casa', independentemente da qualidade do atleta Húngaro que chegou recentemente para essa posição. Vi alguns da Selecção este Verão, o jovem Distribuidor Tiago Violas, titular da Selecção, que chegou a ser falado como contratação do Benfica, fez alguns bons jogos (outros nem por isso), mas muito sinceramente acho que o Miguel, está ao mesmo nível. Hoje cometeu alguns erros, mas além do talento, mostrou muita garra, frieza nos momentos decisivos e espírito vencedor... Tinha alguma expectativa para ver o Honoré, e posso admitir que fui surpreendido positivamente!!! Grande bloqueador, e sabe atacar, com o Kibinho (e o Zelão) que hoje 'quase' não jogou, acho que temos um trio de centrais de boa qualidade. Uma palavra para o Roberto Reis: agora és jogador do Benfica, portanto habitua-te a erros de arbitragem!!!



Creio que este Fonte Bastardo será o nosso principal adversário no Campeonato, Sp. Espinho contratou muitos jogadores, terá uma equipa forte, mas ainda não confirmou estar ao nível destas duas equipas. Hoje estivemos muito bem no final do 1º Set, muitíssimo bem no início do 2º Set (era desnecessário o relaxamento no final do Set). Tivemos muitas dificuldades no 3º Set, mas a recuperação após o último tempo técnico foi imparável. Temos equipa, e com o espírito guerreiro do nosso professor Jardim, tenho esperança que este seja um grande ano para a modalidade encarnada... Talvez o grande 'adversário' seja mais uma vez o calendário, é preciso manter a concentração durante toda a época, mas o sucesso da época decide-se somente na última semana, na final, em 3 jogos!!!


Excelente 2ª parte



Fundão 1 - 7 Benfica

Mulheres à Benfica!!!



Benfica 24 - 10 Técnico



Faço aqui no blog, pela primeira vez, uma referência à equipa feminina de Rugby do Benfica!!! Hoje, venceram a Supertaça. Este troféu é só mais um 'caneco', algo natural para esta secção do Benfica, esta equipa nas últimas épocas tem ganho praticamente tudo, Campeonatos, Taças... até em Sevens!!!

Relembro que a base da Selecção Nacional é equipa do Benfica, e têm obtido resultados muito interessantes... Como quase todas as modalidades colectivas femininas em Portugal, o nível competitivo não é muito elevado, mas numa modalidade bastante física, onde é obrigatório muito espírito de sacrifício, as nossas 'meninas' merecem um grande aplauso...!!!

Obrigado António Pedro...


Fonte: Master Groove
Deixo aqui o meu singelo agradecimento ao António Pedro Vasconcelos, pelo serviços prestados por ele ao Sport Lisboa e Benfica. A sua saída do programa Trio d'Ataque, é uma perda para o Benfica, foi sem dúvida o melhor representante Benfiquista neste tipo de programas. Nem sempre concordei com ele, mas a independência, a coerência, a educação com que marcou as suas presenças, só dignificaram o Benfica... Tal como no Estádio, onde somos 'treinadores de bancada', questionando as opções do treinador, em casa, assistindo a debates televisivos também somos 'treinadores de sofá', questionando as respostas, ou as 'não respostas' aos nossos representantes... mas friamente sou obrigado a admitir que se eu tivesse no lugar do APV (agora do Júlio Machado Vaz), ou do Gomes da Silva, ou do Seara, ou até da Leonor, provavelmente não aguentaria um programa inteiro já que a minha paciência para aturar os Porcos é muito reduzida, admito mesmo que o mais provável seria acabar o programa com uma sessão de pugilato!!!!


Ainda ontem, assistindo à despedida do APV, foram vários os momentos onde os impropérios saíram da minha boca!!! Alto e bom som:

-O gozo parvo do Lagarto (agora de peito feito, felizmente será sol de pouca dura...), com os elogios do APV a Jesus.

-Após APV realçar a apatia Academista com os Corruptos, que ainda não tinham sofrido golos em casa, o Huginho não se conteve, e relembrou (como não quer a coisa...) que a Académica também tinha sofrido golos na Luz!!! Insinuando, que a atitude da Académica foi igual nos dois jogos, quando não foi... Esta foi só mais uma das muitas observações parciais (Corruptas) que o mediador deste programa está habituado a fazer...

-No golo mal anulado ao Cardozo, a Santa Aliança voltou a manifestar-se: jurando os dois, a pés juntos, que o Cardozo estava em fora-de-jogo no momento do cruzamento do Matic, e portanto o erro ao marcar um fora-de-jogo inexistente após o remate do Bruno César, não era importante!!! O problema é que a imagem no momento do passe do Matic, nunca apareceu, nunca foi mostrada em nenhuma televisão!!! Portanto os dois estarolas, devem ter tido uma visão divina!!! Estilo 'pastorinhos'!!!

-Como é que a direcção editorial de um programa deste estilo, resolve não mostrar nos casos do jogo, Benfica-Paços, o penalty não assinalado sobre o Aimar?!!!

-Admito: se o Eddie da Foz, tivesse ontem à minha frente, tinha-lhe partido a fronha!!! Então, para evitar a óbvia constatação que o Benfica foi prejudicado pelo Bruno Esteves, inventou um suposto jogo da época passada, onde Bruno Esteves tinha escandalosamente beneficiado o Benfica, em várias situações: o Coentrão simulou um penalty, muito bem simulado, mas foi só isso. Não houve nenhum penalty sobre o Leonel Olímpio, nem houve expulsões perdoadas ao Benfica. Além disso o jogo acabou 2-0, e não 2-1. E o penalty mal assinalado, foi o 2-0, marcado pelo Kardec...

A lenta agonia do hóquei

"Terminou mais um Mundial de hóquei, cada vez mais espanhol. Já aqui escrevi sobre a lenta agonia deste desporto que fez as delícias de outrora. Empolgante, bonito, emotivo, mas que foi perdendo espaço, hoje limitado a uns míseros rodapés na informação desportiva.

Cada ano que passa o hóquei definha. É cada vez mais um desporto que não se dá o respeito. Sorteios manipulados, regras constantemente alteradas, protagonismo exagerado dos árbitros que, de facto, podem fazer um resultado a seu bel-prazer. O que se passou nas meias-finais entre Portugal e Argentina foi um vergonhoso exemplo para malfeitoria da arbitragem, pela mudança súbita de horário de jogo e pela indicação de juízes que eram parte interessada no desfecho final. Por fim, a mudança do esquema dos Campeonatos leva ao absurdo de, recorrentemente, por exemplo, Portugal estar num Mundial e nem sequer defrontar a Espanha e a Itália, e se entreter em fases pró-forma goleando uns ceguinhos.

Desfeito o sonho de ser uma modalidade olímpica, o hóquei limita-se hoje a Espanha (melhor dizendo, Catalunha), Portugal e Argentina. A Itália teve que levar ao Campeonato quarentões, a Inglaterra, a Holanda, a Alemanha, a Bélgica ou os EUA levam equipas excursionistas ou vão desaparecendo do cenário.

O hóquei foi incapaz de responder ao desafio da globalização desportiva. Em vez de se universalizar, virou-se para dentro num processo de autofagia sem a capacidade de atrair patrocínios que o pudessem desenvolver e espalhar.

A bolinha também não ajuda. Quase não se vê e, às vezes, só damos pelo golo porque os jogadores festejam o que supomos sê-lo...

Tenho pena deste caminho. Inexorável? Receio que sim."


Bagão Félix, in A Bola

Um amigo de sempre

"Pela primeira vez vou pronunciar-me publicamente sobre um convidado que tive oportunidade de entrevistar no meu programa, na Benfica TV. Do seu nome António Oliveira, conhecido na gíria futebolística por Toni, amigo há mais de 30 anos, dos tempos do restaurante 'A Nave',local onde se faziam almoços e tertúlias com jogadores do Benfica e também do Sporting. Estávamos no final dos anos setenta e foi com Toni que comecei a ganhar o 'bichinho' pelo Futebol. Para mim era um enorme ídolo, tal como o eram muitos outros jogadores da altura. Era uma salutar convivência aquela a que tive o privilégio de assistir com regularidade, pois muitos deles eram clientes assíduos de tal restaurante propriedade do meu pai. Neste local, e de forma genuína, muitos destes jogadores trocavam impressões sobre a vida, falavam abertamente sobre os problemas do dia-a-dia, trocavam galhardetes e piadas clubistas, coisas que, naturalmente, faziam as delícias de um menino com apenas 6 ou 7 anos de idade que tinha a sorte de as poder testemunhar.

Foi este amigo que entrevistei esta semana e, deixem-me dizer, que foi uma conversa franca, aberta e divertida. Toni revelou-nos o seu carácter de profundo humanista. Homem bom, genuíno e simples. Sem subterfúgios para dizer que Deus esteve com ele no dia dos 6-3 em Alvalade, mas corajoso para lembrar que não esquecia o jogo dos 7-1, quando muitos dos nossos adeptos, na chegada à Luz, o acusaram de ser o 'cancro' do Benfica. A perna partida a Marco Aurélio (jogador do FC Porto) foi outro momento ímpar desta conversa. Conhecedor do Futebol como poucos, fez uma retrospectiva da sua vida de futebolista e elegeu Mário Wilson como um treinador de excelência, não esquecendo o senhor Ericksson.

Foi uma hora de encantamento e de boas recordações com um amigo de sempre."


Luís Lemos, in O Benfica

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Voleibol




Amanhã começa a época oficial, a nossa equipa de Voleibol defronta o Fonte Bastardo, na Supertaça. Depois de uma frustrante, onde fomos muito melhores praticamente toda a época, e depois na final acabámos por perder o Campeonato, contra esta equipa da Ilha Terceira.
Um acontecimento extra-Voleibol, envolvendo vários jogadores, teve um impacto bastante negativo da nossa prestação no final de época, talvez por isso, resolveu-se fazer uma 'meia' limpeza de balneário...!!!
Os nossos adversários nesta modalidade não quase todos, apoiados directamente por Municípios, ou Governos Regionais, portanto devido aos cortes anunciados, algumas equipas vão estar mais fracas, por acaso a excepção parecer ser a Fonte Bastardo!!!
Ainda é cedo para comparar o plantel do Benfica deste ano, com o do ano passado, mas tal como o prof. Jardim disse, estamos mais fortes na defesa baixa, mas se calhar, neste momento, mais fracos no bloco... o grande problema desta pré-época foram os Distribuidores: vieram dois estrangeiros, e já se foram embora!!! Agora veio um Húngaro, com 35 anos, e um curriculum bastante interessante, mas pessoalmente tenho muitas esperanças no nosso jovem Miguel Tavares... Temos uma equipa experiente, que dá garantias de algum sucesso, na minha opinião muito bem orientada apesar da desilusão da época transacta... Obviamente estou curioso para observar o Honoré, já que o Ché, o Kibinho e o Roberto Reis, são 'conhecidos', sendo que o Ché será uma alternativa ao Gaspar (grande jogador, mas irregular...). Sinceramente, desconheço se o formato competitivo do Campeonato se vai manter, mas haverá tempo para se fazer alguma rectificação, em caso de necessidade, mais tarde, durante a época...

1- Robert Koch - Passador - 35 - 1,90 - Ppsozicnica (Áustria)
2- João Magalhães - Líbero - 23 - 1,89
5- Roberto Reis - Ponta - 31 - 1,87 - Vit. Guimarães
6- Kibinho - Central - 30 - 1,95 - Vit. Guimarães
7- Pedro Fiúza - Oposto - 30 - 1,96
8- Hugo Gaspar - Oposto - 29 - 2,00
9- Marc Honoré - Central - 27 - 1,98 - Wagner Nunes (Brasil)
10- João Coelho - Líbero - 30 - 1,85 - Fonte Bastardo
12- Joan Diaz «Ché» - Oposto - 28 - 2,01 - Vit. Guimarães
13- Reidel Toiran «Chino» - Ponta - 26 - 2,01
14- Flávio Cruz - Ponta - 29 - 1,92
15- Miguel Tavares - Passador - 18 - 1,87
16- Zelão - Central - 29 - 1,96
Treinador: José Jardim

Os melhores

"Eu não gosto nada de coelho estufado, mas já andava com ideias de mandar guisar Saviola, tamanha a deceção das prestações de El Conejo esta temporada. Confesso que foi com desconforto que dei por ele na equipa titular na noite de sábado. Mas Saviola aconteceu: bisou e construiu a vitória frente ao Paços. Será desta que se quebrou o enguiço? Muitas vozes se têm levantado a favor do argentino, afirmando a necessidade de marcar para ganhar confiança. Marcou. Saviola, é agora?

Para o Benfica foi. A exibição não foi robusta, mas o resultado não deixou dúvidas. E a dianteira no campeonato – candeia que vai à frente alumia duas vezes – foi assegurada. Com o FCP em ebulição e a jogar contra a Académica de Pedro Emanuel, o treinador que começa a ser o desejado, era importante mostrar que na Luz não há reuniões de capitães em átrios de aeroporto. Vítor Pereira ganhou e diz o que pode para salvar a pele, mas o Porto está longe de ser a melhor equipa do campeonato, a milhas do monstro fulminante da época transata. E quanto a Godinho Lopes, faz pela vida como sabe. Mas afirmar perentoriamente que o SCP é o melhor do campeonato, depois das primeiras exibições da temporada, é no mínimo arriscado. Enfim, cada qual coloque a cabeça no cepo como lhe aprouver. O sorriso de Paciência contrasta com o ar quase-demissionário com que já se apresentou em conferências de imprensa recentes, depois de vencer o Guimarães – e olhem que Rui Vitória não é só vitorioso de nome.

Então por que é que nós somos os melhores? Porque somos eficazes, mesmo que eu já tenha ganho muitos cabelos brancos nestas poucas jornadas – sofremos muito na defesa dos nossos pontos. Apesar das “brancas amnésicas” da defesa – e por isso Artur é demasiado batido – temos um miolo ultraconsistente, um Aimar genial, um super-Maxi e alas que fazem estragos nos corredores e nas diagonais. E porque ganhamos, caramba. Por vários. Este campeonato, meus senhores, é nosso."


segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Lixívia Extra-Forte VII

Tabela Anti-Lixívia Extra-Forte:
Benfica.......17 ( 0)...17
Corruptos..17 (+3)...14

Sporting......14 (0)...14
Braga........14 ( +3)...11




No final do jogo da Luz, entrei no carro, liguei o rádio e lá estava o novo 'Zé do Boné' a elogiar o árbitro Bruno Esteves!!! Apesar de incompetente, o treinador do Paços não é mal educado, e portanto não se esqueceu de 'agradecer' a ajuda que recebeu... fez muito bem!!! Cheguei a casa, e na Zona Mista da RTP Informação, lá estava o Bruno Prata a elogiar o árbitro, o jornaleiro seguia a mesma cartilha, e até o Gobern, influenciado, concordava!!! E qual era a base para tanto elogio: marcou um penalty na Luz, contra o Benfica!!! O facto de no resto do jogo só ter feito merda, sempre contra o Benfica, não interessa...!!! Aliás a tentativa de branqueamento desta arbitragem teve várias faces: na TBI, Pedro Henriques só mostrou o golo anulado, e o atraso, o resto 'não aconteceu'!!! O Santolas no site deu razão a todas as minhas opiniões, mas no programa: Silenzio!!! Enquanto nos jogos dos Corruptos, e dos Lagartos 'discute-se' faltas completamente inconsequentes a meio-campo, lances de penalty (a favor do Benfica) nem sequer são mencionados!!!
---O fiscal-de-linha do lado da Meo, mesmo à minha frente, marcou erradamente, 4 foras-de-jogo ao Benfica, tudo na primeira parte!!! Repito, 4 !!! Aliás não acertou uma única vez!!! Tendo num destes disparates, anulado um golo limpo ao Benfica...
---No final da primeira parte, Aimar é derrubado por um adversário: empurrado com o braço (não é carga de ombro), e simultâneamente, rasteirado na perna esquerda. Penalty, e expulsão perdoada ao Pacense.
---Início da segunda parte penalty descarado sobre Matic. Anunciação usou o Sérvio como 'escadote', falta clara. Aliás no jogo com Twente, na Luz, houve uma jogada igual sobre o Cardozo, onde a critica Portuguesa foi unânime em considerar penalty!!!
---Penalty contra o Benfica bem assinalado. Luisão esticou a perna quando não devia, e pôs-se a jeito!!! O engraçado deste lance, é que em Aveiro, no Feirense-Corruptos, onde Bruno Esteves expulsou, bem, o James Soco Rodriguez, num lance exactamente igual, com o Bellushi, não marcou penalty, e ainda por cima deu amarelo ao jogador do Feirense!!! Melhor ainda, todos os paineleiros, e avençados Corruptos, elogiaram o decisão do árbitro nesse lance, defendendo que o atacante é que tinha procurado o contacto na perna do defesa!!! Parece que em duas semanas muita gente mudou de opinião, especialmente o apitadeiro!!!
---Primeiro após uma cabeçada do Luisão, e depois após uma jogada com o Cardozo, a bola bate nos braços dos defesas do Paços. Em ambos os casos, acho que a decisão foi correcta. Não existiu um acto deliberado.
---Atraso intencional para o guarda-redes do Paços. Defesa do Paços, ajeitou a bola para Cássio agarrar o esférico. Decisão fácil de tomar. A não marcação desta falta, é bem demonstrativa, da 'intenção' premeditada da equipa de arbitragem neste jogo, em prejudicar o Benfica...
---A quantidade de faltas marcadas em bolas divididas, contra Benfica, perto da área do Benfica, também foram bastante elucidativas!!! O Aimar, então, 'soprava' num adversário e era logo falta, não se compreende como um jogo onde o Benfica tem a bola, quase sempre, tem o domínio territorial, e acaba o jogo, com muito mais livres laterais perigosos, contra, do que a favor!!! A maneira arrogante, e provocadora, como foi mostrando amarelos ao Benfica, mais uma vez indica premeditação: o do Gaitán é óbvio, transforma-se um lançamento lateral, claríssimo a favor do Benfica, contra o Benfica (contei 4 lançamentos trocados), espera-se a reacção do jogador do Benfica, e mostra-se amarelo!!! O curioso é que quando jogo fica decidido, como aconteceu com Académica, o critério das 'faltinhas de merda' muda completamente, e nos últimos minutos dos jogos, quando não à nada para decidir, aquilo que minutos antes era falta, e em alguns casos cartões, já não é...!!!
Como disse na crónica ao jogo, tinha algumas esperanças neste árbitro: o ano passado, também no jogo com o Paços na Luz, esteve quase sempre bem, e até foi 'enganado' pelo Coentrão, e marcou o primeiro penalty a favor do Benfica, da época!!! Mas provavelmente, após a correcta expulsão do Boxeur Colombiano, foi 'apertado', e terá usado este jogo, para demonstrar aos 'donos' da Fruta e do Marisco, que afinal, a expulsão (repito correcta), o James Soco, foi um deslize, e que não voltará a acontecer...!!!



Em Coimbra, tivemos mais uma noite de vergonha. Nesta crónica tento avaliar somente o trabalho dos árbitros, mas aquilo que passou no jogo dos Corruptos é muito mais grave, do que qualquer erro do árbitro. Reconheço que após o jogo da Académica na Luz, ouvi com alguma surpresa as palavras do Pedro Emanuel: não se referiu, nem uma vez, ao árbitro!!! Algo extremamente raro, como devem concordar...!!! Portanto, pensei: será que o Pedro Emanuel, apesar do seu passado Corrupto (e caceteiro), tem alguma (uma pontinha) de dignidade?!!! Infelizmente a resposta já foi dada, e é negativa!!!
«A imagem da primeira parte não é a da Académica que queremos, assumo a responsabilidade, os jogadores fizeram exactamente o que lhes pedi, não fizeram o que é normal fazermos, assumi uma estratégia que não foi a ideal». Este discurso não é novo: Caixinha, Domingos, entre outros, já utilizaram a mesma cassete. Parece que alguém no antro da corrupção escreveu um guião para estas situações, e assim os treinadores vendidos, já sabem o que dizer!!! Porque será que esta gente, quando joga contra qualquer outra equipa, principalmente o Benfica, não se engana na estratégia?!!! Porque será que esta gente, quando jogo contra o Benfica, 'come' a relva, como não houvesse amanhã?!!! Uma competição, onde uma equipa (dirigentes, e treinadores pelo menos...)abdica, deliberadamente, da vitória, em troca de futuros benefícios, está envenenada, completamente inquinada... quando uma instituição como a Académica de Coimbra, com a conivência dos dirigentes, e dos adeptos, entra neste jogo, é triste, muito triste...
O jogo não teve história, os golos foram legais. Se o fiscal-de-linha fosse o mesmo da Luz, os 3 golos tinham sido anulados, mas... Mais uma vez, a PorcoTV censurou um lance, onde ficou a dúvida se o Funil jogou a bola com o braço dentro da área. Repetições: zero!!! O Abodulaye finalmente foi expulso, como li hoje na Gloriosesfera, parece que os jogadores que deveriam ter sido expulsos nos jogos com o Benfica, poucas semanas depois, são expulsos nos jogos com os Corruptos, é uma tradição que se deverá manter...!!!


A Choradeira Lagarta continua!!! Tenho observado este Rinaudo com alguma atenção, creio não estar longe da verdade, ao afirmar que até agora não terá existido um único jogo do Sporting que este jogador não tivesse merecido um cartão vermelho!!! (nem quero imaginar, o barulho, se o Javi fizesse metade das faltas deste Argentino...!!!) Ouvi declarações completamente surreais sobre esta correcta decisão de Bruno Paixão: '...a lei diz que neste caso, é vermelho, mas eu não concordo...'. Foi assim que Luís Campos começou a falar!!! Mas disse mais: '...neste caso, a equipa do jogador expulso devia poder substituir o jogador expulso...'!!! Mas este não foi o único, houve outros com declarações inusitadas: '...o árbitro deve defender o espectáculo, o espectador pagou o bilhete para ver um espectáculo de 11 contra 11, portanto devia haver mais sensibilidade nestes lances...'!!! O homem acertou com pitons no tornozelo do adversário, numa entrada de carrinho frontal, vermelho justíssimo. Mas os Chorões (e companhia) são incansáveis, admitindo que a expulsão foi justa, afirmam que vários jogadores do Vitória também deviam ser expulsos: realmente ficou um amarelo por mostrar ao Bruno Teles, mas só isso, que mais tarde poderia ter sido o segundo. Mas o Evaldo também poderia ter levado o segundo amarelo... Ridículo... Ridículo...!!! Aliás em desvantagem numérica as simulações Lagartas foram muitas, houve uma que deu um livre perigoso a favor do Sporting; o João Pereira em dificuldade, pressionado pelo Assis, tem um mergulho tão absurdo, tão absurdo que o árbitro marcou falta a favor do Sporting, impedindo uma jogada muito perigosa no ataque do Vitória...
No lance entre o João Pereira e o Toscano não houve penalty.


Não vi o jogo da Marinha, mas gostei do resultado, principalmente da calma bíblica com que o Quim ficou a olhar para a bola entrar na baliza!!! Como ninguém se queixou do árbitro, nada se deve ter passado de estranho...!!! Também gostei de ver o Cajuda no banco: é dos poucos treinadores que não tem vergonha em afirmar publicamente o seu benfiquismo, é competente, e é um excelente contador de anedotas que já tive a oportunidade de ouvir ao vivo...!!!



Anexos:

Benfica
1ª-Gil Vicente(f) (2-2), João Ferreira, Nada a assinalar
2ª-Feirense(c) (3-1), Hugo Pacheco, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
3ª-Nacional(f) (0-2), Soares Dias, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
4º-Guimarães(c) (2-1), Duarte Gomes, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
5ª-Académica(c) (4-1), Vasco Santos, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
6ª-Corruptos(f) (2-2), Jorge Sousa, Nada a assinalar
7ª-Paços de Ferreira(c) (4-1), Bruno Esteves, Prejudicados, Sem influência no resultado

Corruptos
1º-Guimarães(f) (0-1), Olegário, Beneficiados, (0-0), +2 pontos
2ª-Gil Vicente(c) (3-1), Rui Silva, Beneficiados, Impossível contabilizar
3ª-Leiria(f) (1-4), Capela, Prejudicados, Sem influência no resultado
4ª-Setúbal(c) (3-0), Marco Ferreira, Beneficiados, Sem influência no resultado
5ª-Feirense(f) (0-0), Bruno Esteves, Beneficiados, (1-0), +1 ponto
6ª-Benfica(c) (2-2), Jorge Sousa, Nada a assinalar
7ª-Académica(f) (0-3), Paulo Baptista, Nada a assinalar

Sporting
1ª-Olhanense(c) (1-1), Xistra, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
2ª-Beira-Mar(f) (0-0), Fernando Martins, Nada a assinalar
3ª-Marítimo(c) (2-3), Proença, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
4ª-Paços Ferreira(f) (2-3), Paulo Baptista, Prejudicados, Sem influência no resultado
5ª-Rio Ave(f) (2-3), Hugo Miguel, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
6ª-Setúbal(c) (3-0), Cosme Machado, Nada a assinalar
7ª-Guimarães(f), (0-1), Bruno Paixão, Nada a assinalar

Braga
1ª-Rio Ave(f) (0-0), Duarte Gomes, Beneficiados, (1-0), +1 ponto
2ª-Marítimo(c) (2-0), Soares Dias, Beneficiados (1-0), Sem influência
3ª-Setúbal(f) (0-1), Hugo Miguel, Beneficiados (0-0), +2 pontos
4ª-Gil Vicente(c) (3-1), Rui Costa, Nada a assinalar
5ª-Guimarães(f) (1-1), Pedro Proença, Nada a assinalar
6ª-Nacional(c) (2-0), Xistra, Nada a assinalar
7ª-Leiria(f), (0-1), Marco Ferreira, Nada assinalar

Super Maxi

"Há jogadores que admiramos pelo seu virtuosismo. São os artistas, os magos, os príncipes do Futebol. São as estrelas que perfumam com classe os relvados por onde passam. São aqueles que mais vezes aparecem nos resumos televisivos, pelas suas grandes jogadas, pelos seus magníficos passes, pelos seus toques de magia, pelos seus golpes de genialidade. Temos, no nosso plantel, quem corresponda a este perfil. Falo, por exemplo, de Pablo Aimar.

Há jogadores que admiramos pela sua eficácia. São os grandes goleadores, os matadores impiedosos e inclementes, os que estão sempre no local certo para caçar as suas presas. São o terror dos guarda-redes. São as pontas de uma lança que dá a estocada final nos touros da fatalidade. São eles, também, os maiores intérpretes da nossa euforia, pois são quem nos faz saltar da cadeira como molas, no momento clímax de um jogo: o dos golos. Eis um retrato onde caberia certamente Óscar Cardozo, o nosso principal artilheiro.

Mas há também jogadores que raramente marcam golos, que nunca fazem fintas, nem habilidades, que não são notícia nos resumos, nem capa de jornais, mas que são indispensáveis a qualquer treinador. São os pulmões e o músculo do conjunto, os que correm o tempo todo, que dinamizam os colegas, que pressionam adversários, que nunca se lesionam, nunca se cansam, nunca reclamam, e nunca falham. São monstros de competitividade. São relógios de pujança. São carros de combate, ao serviço do seu exército. São gladiadores prontos a todos os sacrifícios e a todas as privações, em nome do ideal colectivo. E com esta descrição, só podemos estar a falar do nosso fabuloso Maxi Pereira.


São jogadores 'à Benfica'!

Na mais fiel tradição do que é um jogador 'à Benfica', Maxi conquistou o seu espaço a pulso. Chegou quase sem se dar por ele, veio muito mal acompanhado, e catalogando, na altura, como extremo-direito. Chamava-se Maximiliano, só mais tarde perdendo as últimas letras do longo nome. Já era internacional uruguaio, mas demorou afirmar-se. Fê-lo com suor, porventura com algum sangue, mas sem verter lágrimas, pois homem de barba tão rija não chora facilmente. Hoje é uma referência na equipa do Benfica, tendo sido considerado, por conceituadas publicações estrangeiras, como o melhor lateral-direito do último Mundial.

Tal como aqui disse acerca de Luisão, há jogadores cujo mercado não paga o peso que têm nas suas equipas. Maxi Pereira é um deles, pois se os mercados prestam, fundamentalmente, homenagem ao talento, a alma só a conhece quem a vê de perto, e quem sabe de cor os seus ritmos, as suas forças e os seus contágios. Não será por isso um jogador para encher o campo, e para encher épocas a fio de profissionalismo, vontade de lutar e de vencer. Tal como disse de Luisão, Maxi, é, também, mais do que um mero futebolista. Maxi é um jogador... do Benfica. Esses dois são hoje, na nossa defesa, uma espécie de Pietra e Humberto dos tempos modernos - nomes que, a seguir a Bento, prosseguiam invariavelmente a enunciação de qualquer onze do Benfica, durante os anos da minha inocência.


Queremos festejar títulos juntos...

Luisão renovou recentemente contrato com o nosso Clube, devendo manter-se por cá até ao fim da carreira. Muito me agradaria que com Maxi Pereira sucedesse o mesmo, para que o pudéssemos ver, por alguns anos mais, a lutar bravamente pela camisola que sempre deixa encharcada de suor; a correr; veloz, banda direita acima e banda direita abaixo; a dar precioso exemplo de fibra, de profissionalismo e de coragem; a desenhar, em cada metro de relvado percorrido, todo o fervor do benfiquismo que aprendeu a seguir, a respeitar e a cumprir como poucos.

Maxi não tem preço. Está acima da lógica económica e financeira que tomou conta do Futebol e da vida. Está para além dos ditames dos mercados da bola, que não entendem nada de coragem nem de mística. Ultrapassa os critérios objectivos e subjectivos da valoração de um jogador - que não tendo talento para a troca, tem tudo o resto que constrói um campeão.

Campeão! É isso que ele é. É isso que ele sempre foi no Benfica, ano após ano, mesmo quando, pelos mais variados motivos, não pudemos festejar os títulos."


Luís Fialho, in O Benfica

Rotatividade

"From: Domingos Amaral

To: Saviola


Caro Saviola
Quando já corriam rumores de que o Benfica te iria vender em janeiro, insatisfeito com a tua produção, eis que dois belos golos à Saviola mudam o clima. Sempre me pareceu que o que te faltava era confiança e que o regresso aos golos iria levantar a nuvenzita negra que parecia pairar, mas a verdade é que há algo mais relevante para explicar o teu relativo ocaso do que apenas a ausência de golos. Chama-se rotatividade, e é uma gestão de jogadores que Jesus aprendeu a fazer, depois de ter falhado rotundamente o ano passado. É certo que este ano há mais e melhores jogadores, mas também há mais habilidade nas trocas. Embora não mexa na baliza – só joga Artur –, e mexa pouco na defesa – além do quarteto titular só jogaram Ruben Amorim, Jardel, Capdevilla, julgo que um jogo cada um –, daí para a frente há mais danças. Javi, Matic, Witsel, no meio, e também Aimar a fazer uma perninha; nas alas Gaitán, Nolito, Bruno César, e só não joga Enzo Perez porque se lesionou; à frente Cardozo, ora Aimar ora tu, e agora também Rodrigo. É muita e boa rotação. Nunca se deve mudar toda uma equipa, mas se em cada jogo mudarem três jogadores, já se consegue que todos descansem e todos joguem. O reverso da medalha é que cada um joga menos jogos, como foi o teu caso. Mas o importante é a equipa, e que tranquila ela está! Não houve, portanto, nenhum apagão de Saviola. Houve foi rotatividade, e noites mais inspiradas do que outras. Ontem foi a tua noite e ainda bem. Que tenhas muitas destas é o que te desejo."


Bons costumes

"No fim do mês de outubro de 2006 jogou-se um Porto-Benfica. Nessa semana, o clima de beligerância verbal atingiu níveis insuportáveis, com os presidentes desses clubes e o diretor-geral da Benfica SAD a envolverem-se em escalada nas picardias que fizeram escola no nosso futebol. Sem que houvesse qualquer queixa junto da Liga – como também era costume –, a Comissão Disciplinar, então recentemente empossada, deliberou e deu a conhecer em comunicado o seguinte: “Apelar a todos os agentes e sujeitos desportivos submetidos ao poder disciplinar da LPFP para que adotem condutas respeitadoras dos direitos de personalidade dos agentes e sujeitos desportivos (em especial a honra, a reputação e o bom-nome), dos princípios ético-desportivos da lealdade, da verdade e da retidão no que respeita às relações de natureza desportiva entre agentes desportivos, assim como do exercício das competências dos órgãos sociais da LPFP. Tal apelo surge em consequência de a Comissão Disciplinar se ter confrontado, desde o início do seu mandato, em 2 de outubro de 2006, com declarações públicas que se generalizaram no passado sem reprovação. Este é um quadro factual com que a Comissão Disciplinar não se deve conformar. Do exposto resulta que a Comissão Disciplinar, sem prejuízo da liberdade de expressão dos agentes desportivos, em particular a que permite a legítima manifestação do direito à crítica no âmbito das competições profissionais de futebol, promoverá por sua própria iniciativa a averiguação e eventual sanção da prática de factos que traduzam ilícito disciplinar...”. Seguia-se a enumeração de todas as infrações previstas no Regulamento Disciplinar para os prevaricadores. E seguiram-se dezenas de procedimentos disciplinares e sanções várias, na esmagadora maioria sem qualquer participação.

Cinco anos depois, realizou-se mais um Porto-Benfica. Sem quezílias e ambientes de hostilidade incentivada. Depois de muitos castigos a dirigentes e a treinadores por afirmações difamatórias ou perturbadoras da nomeação dos árbitros, essa função oficiosa de julgamento de condutas reprováveis, protagonizada pela Liga 2006-2010, estabiliza agora os seus efeitos preventivos na generalidade dos agentes desportivos. Com outros importantes fatores a contribuir, temos hoje uma outra mentalidade. Os discursos adquiriram, em regra, um tom civilizado; quem destoa é visto num trilho de anormalidade e deixou de ter a complacência da indiferença. Mesmo sabendo que a omissiva Liga atual só reage com queixa e não age por si só no que toca aos (agora raros) comportamentos de insulto e grosseria, ainda assim parece que os agentes adquiriram a perceção de que a profissionalidade das competições não é compatível com o estilo de “caserna”. E, daí, até os que não conseguirão jamais sair da “caserna”, nesta se têm remetido a um silêncio prolixamente salutar.

Mais do que nunca, os que agora eventualmente venham a prevaricar não podem merecer a impunidade. A recidiva seria dramática. Esse será, por isso, um desafio óbvio à capacidade e à coragem dos próximos titulares dos órgãos de justiça da Federação..."


Obras-primas

"O nosso Benfica está a habituar-nos a obras de arte, como descrevi na edição anterior, sobre o grande golo 'à inglesa', finalizado por 'Tacuara', aos 'bifes' de Manchester e, depois, os dois primores marcados no Porto. Para não me repetir, vou chamar-lhes obras-primas, golos decisivos a desfazerem por por duas vezes a vantagem da equipa da casa e obtidos - como diz Jorge Jesus - com elevada nota artística.

No primeiro golo, Nolito assiste Cardozo, que contorna Helton e, de ângulo difícil, lhe passa a bola por baixo do braço. No segundo, Cardozo recebe a bola, dominando-a com a sola da bota para o chão, num segundo toque coloca-a a jeito e, à terceira, dá para Saviola. De costas para a baliza, El Conejo vira-se e, à meia volta, dá mais para esquerda, por entre dois defesas portistas, para a frente de Nicolás Gaitán. A jogada é, toda ela uma obra-prima; o remate de Gaitán, evitando o carrinho de um defesa adversário e a mancha do guarda-redes, é um primor. Carrinho desgovernado, guarda-redes para um lado, bola para o outro, a subir indefensável até bater na malha superior e voltar ao relvado, bem dentro da baliza. Resultado: Dragão gelado versus Chama Imensa.

Nos 90 minutos de jogo tivemos dois grandes golos construídos, trabalho de equipa, bola corrida, grande técnica, entrega, eficácia e genialidade, assistências e remates, contra dois tentos paridos de bolas paradas, o primeiro dos quais com assistência decisiva do árbitro: a falta que rendeu o livre, e o primeiro golo do FC Porto, não existiu.

Para mim, como simples cronista, aumenta agora o desafio das palavras e expressões: obra de arte, obras-primas, e que mais se segue?"


João Paulo Guerra, in O Benfica

Ovos, pontos e golos

"O Benfica foi ao Porto e voltou com um empate. Podia ter regressado com uma vitória, porque jogou o suficiente para isso e porque conseguiu recuperar duas vezes depois de estar em desvantagem no marcador. Tem equipa para fazer estremecer qualquer adversário e para dar confiança ao seu público de todos os dias, de todos as semanas, ao público, afinal, cujo coração bate ao ritmo daquele que anima e move uma equipa inteira. Uma grande equipa de Futebol é como um órgão vital do corpo humano. Se está a funcionar como deve ser, todas as outras funções se desenvolvem num quadro de absoluta normalidade, de tal forma que nem nos damos conta delas. Como diz um médico meu amigo, o que faz sentido é nem nos apercebermos do funcionamento do que temos dentro de nós. Por vezes, quando nos apercebemos é porque alguma coisa não está a correr bem. Aí surge o alerta, a preocupação, o sobressalto, a necessidade de diagnóstico urgente.

Embora haja sempre coisas a apurar e a aperfeiçoar, o Benfica actual mostrou ter resposta para todas as situações e desafios, com alternativas no banco que asseguram sempre renovação e mobilidade. O público sente que assim é e, por isso, mostra-se confiante, de olhos postos naquilo que é o sonho de qualquer adepto, ou seja, no triunfo.

Não sei porquê, mas apeteceu-me falar aqui de duas galinhas que adquiri recentemente e que animam o quotidiano do meu pequeno quintal, fazendo-me regressar aos anos longínquos da infância em que observava a azáfama produtiva dos galináceos nas traseiras da minha casa. Todos os dias, faça chuva ou faça sol, elas me presenteiam com dois ovos. São regulares, dedicadas e cumpridores. Salvaguardadas as distâncias, as boas equipas devem reger-se por idêntico princípio natural: devem pontuar e apresentar resultados positivos, sejam as condições favoráveis ou adversas. Falei de ovos como exemplo, mas podia apenas falar de pontos e de golos. É essa a base da nossa confiança e dos nosso contentamento."


José Jorge Letria, in O Benfica

O «meu» jogo

"1. Há alguns anos que não vejo (em directo) os nossos jogos fora mais importantes. Grava-os e, se for caso disso, vejo-os depois. 'Falhei', nomeadamente, os 2-0 nas antigas Antas e os 6-3 em Alvalade... Desta vez, passei uma 1ª parte tranquilo, com uns 'phones' nos ouvidos, a ouvir música. Ao intervalo fui jantar, abri a televisão noutro canal e, logo por azar, informaram que o FC Porto estava a ganhar. Pouco depois, no entanto, ouvi muito barulho na rua, pensei logo que teria sido golo do Benfica, corri à sala e... confirmei. O pior foi logo a seguir: algum barulho estranho, nova ida à sala e a triste confirmação: 2-1. Acabei de jantar, voltei à música e a minha mulher a chamar-me. Novo barulho na rua. Pareceu-me pouco fiquei alarmado: 'pronto, já está, 3-1, pensei. Abri a TV e fiquei mais descansado: afinal mantinha-se o 2-1. Fechei a televisão e, então sim, ouço uma grande explosão de alegria na rua. Tornei a abri-la: Gaitán junto à bandeirinha de canto, deitado, a festejar o 2-2! Pois é. A rádio dá os golos no instante em que acontecem, a televisão (e para mais cabo) leva um atraso superior a meio minuto.

(Nunca mais me esqueço de ter visto um jogo na Casa do Benfica no Porto e a dada altura um dos benfiquistas presentes festejar algo que ninguém percebia o que era. Descobriu-se depois: estava a ouvir o relato. Resultado: passei a estar com mais atenção às reacções dele que à televisão e cada jogada perigosa do Benfica deixou de ter interesse. Só quando ele se manifestava. Já não me lembro que jogo foi, mas festejámos umas três ou quatro vezes!...)

Enfim, lá acabou o jogo no Dragão com um empate que acaba por ser positivo. Como positivo foi o ambiente que, desta vez, rodeou o jogo, sem casos, sem problemas.

2. Que Fucile use e abuse de atitudes anti-desportivas, fingindo sucessivas agressões e faltas, é grave, tanto mais que revela grande falta de respeito para com colegas de profissão. Mas mais grave ainda é que pessoas que deveriam ser responsáveis, como o treinador (ainda vai a tempo...) e o presidente (é um caso perdido), ainda venham acusar o árbitro por não ver aquilo que, afinal, não existiu (agressão de Cardozo a Fucile). Mas esses são os hábitos da casa e já não há nada a fazer..."


Arons de Carvalho, in o Benfica

domingo, 2 de outubro de 2011

Eles, os arbitros, estão-se sofisticando

"A desonestidade de certos árbitros, que actuam nos diversos campeonatos estaduais no Brasil, é um facto que começa a preocupar os dirigentes dos principais clubes do «Patropi», Comentando este acontecimento, a revista «ISTO É» (8/10/80) afirmou: «É verdade que nunca se roubou tanto neste país como actualmente, a desonestidade, contudo, cresceu na razão directa da sofisticação dos métodos usados em campo. E convém lembrar que há 2400 juízes profissionais agindo no Brasil».

Antigamente quem roubava marcava «penalty» absurdo, e pronto: agora, a sofisticação é grande e estão enganando até «vídeo-tape».

O antigo árbitro Mário Viana, 78 anos e actualmente comentarista da Rádio Globo, criou fama pela sua honestidade. Errava às vezes. Mas nunca a torcida ousou duvidar da sua honestidade. Mário garante que em toda a sua vida só conheceu dois árbitros ladrões: «Um foi João Etzel Filho. Ele mesmo diz que ganhou muito dinheiro e, hoje, quando quer ganhar mais algum, ameaça escrever um livro contando as falcatruas que fez com um monte de dirigentes: aí a grana deve entrar fácil, porque este livro nunca publicado».

O outro árbitro ladrão que Mário Viana conheceu foi o argentino Sanches Diaz que apitou no Rio de Janeiro na década de 40. «Ele era roupeiro e chegou com um time argentino. Não sei como conseguiu, mas em pouco tempo transformou-se em árbitro de futebol. Foi um terrível vendilhão, fazia trapaças de todo jeito. Só faltava vender a própria mãe».

Em Minas Gerais, houve um juiz que também ficou na história. Chamava-se Alcibíades Magalhães Dias, o «Cidinho Bola Nossa», a quem a equipa do Atlético Mineiro deve alguns campeonatos. Cidinho não era um «garfador», mas apenas um fanático torcedor atleticano. E a alcunha «Bola Nossa» foi adquirida aquando um lance no jogo Atlético, discutia com o adversário a cobrança de um lateral, quando Cidinho botou ordem em campo: «O Monte, bate logo isso que a bola é nossa».

Cidinho - ainda por cima - era também jornalista, comentava os próprios jogos que apitava, escrevendo na «Folha de Minas»:

-O árbitro foi o sr. Alcibíades Magalhães Dias, com óptima actuação.

A rivalidade regional também pode produzir manifestações «patrioteiras» dos árbitros, como nessa folclórica estória contada pelo jornalista Sandro Moreira (PLACAR/543): «O São Paulo foi jogar no Recife contra o Sport, com Leónidas da Silva no auge da sua carreira, E disso sabendo, o juiz, que era «patriota», não deixava Leónidas avançar. Era só ele pegar na bola e lá vinha um apito - falta, toque, impedimento, qualquer coisa.

Lá pelo segundo tempo, ainda 0 a 0, o juiz perde o apito, que some no relvado. Ele tacteou, não viu, mas viu Leónidas receber e partir driblando para a área. Então, abandonando a procura, saiu como um doido, gritando: «Perdi meu apito! Agarrem esse crioulo que ele vai fazer o golo!»

Mas isso era no tempo do antigamente. Antigamente um juiz ladrão marcava os penaltis mais escandalosos; expulsava os «craques» com um cinismo revoltante. Hoje a coisa é mais tecnológica e um árbitro devidamente «comprado» para dar a vitória a um clube, é incapaz de marcar um penalti cabeludo. Hoje há fórmulas imperceptíveis a olho nu. É comum agora, o dirigente mandar o juiz em pequeno mapa mostrando a localização exacta das jogadas ensaiadas pela equipa durante a semana; no dia do jogo, o árbitro apita uma falta qualquer, ajeita a bola no relvado, e da jogada ensaiada geralmente nasce golo. Se não sair na primeira, sairá na segunda ou na terceira, e o público de nada desconfiará.

Outro expediente utilizado por estes árbitros (?) é irritar o melhor jogador do time «inimigo», xingnado a mãe, a mulher, até que o «craque» perde a calma e toma primeiro um «amarelo» e logo em seguida o fatal «encarnado» - e a culpa ainda é do jogador que toma multa, suspensão e outros castigos.

«Até o «vídeo-tape» é enganado pelo novo juiz ladrão», afirma a revista «ISTO É», quando ele entra em campo, dá uma geral, vê a localização das TV's e traça uma linha imaginária que lhe permite correr sempre de costas para as câmaras. No «vídeo-tape» isso dá sempre a impressão de que o juiz, no instante da falta, tinha a visão prejudicada: entre ele e o lance haverá, invariavelmente, um bolo de jogadores».

É o caso de se dizer: Não se rouba mais como antigamente!

SILOGISMO

O centro avante Dário, um dos jogadores mais ciganos do futebol brasileiro (actualmente é o artilheiro do Clube Náutico Capibaribe, do Recife - Pernambuco), tem uma sorte danada para marcar golos. Anda sempre ali próximo da «zona do agrião» e, se a defesa marcar bobeira, o Dadá confere.

Quando foi vendido ao Grémio de Porto Alegre, declarou aos jornalistas que o foram receber:

-A problemática do futebol é o golo. Eu marco golos. Logo eu sou a solucionática!


METEOROLOGIA

Hélio Miranda, treinador do São Domingos, de Maceió - Alagoas, solicitou que os jogos da sua equipa fossem antecipadas para os sábados, em vez dos domingos. Não que o Domingos, do Santo, tivesse alguma diferença com domingos, os dias.

As razões do técnico Miranda eram que: «O sol de domingo é mais forte que o de sábado»."

Duda Guennes, in A Bola, em Meu Brasil Brasileiro, (1 de Novembro de 1980)

Bom ensaio




Benfica 86 - 69 Barreirense

(22-15, 27-23, 18-9, 19-22)



Sensação estranha ter o António Tavares como adversário!!! Boa sensação em rever o Doliboa, novamente com a camisola do Benfica!!! O Sérgio está mesmo numa 'onda' triplista, e o Scott é mesmo reforço. O jogo acabou por ser mais fácil do que o anterior, e assim os 'miúdos' (todos eles 'grandinhos'!!!) tiveram direito a jogar... A equipa promete, e ainda 'falta' o Ben e o Betinho (e o Barroso)!!! Para a semana vamos disputar a Final Four desta competição...

Anaíz Moniz Campeã Nacional

Em Abrantes, Anaíz Moniz tornou-se Campeã Nacional de Triatlo. Um duplo título, já que a nossa jovem atleta ainda é sub-23, portanto Campeã Absoluta, e Campeã de sub-23!!!

Satisfeitos? Não!

"Um olhar cartesiano para o calendário do Campeonato, diz-nos que o jogo do Estádio do Dragão é o mais difícil de todos os trinta compromissos a ultrapassar na competição. É o desafio que nos coloca frente com o principal adversário, no terreno deste, sendo, portanto, sob o ponto de vista teórico e prático, o mais complicado da temporada nacional. Nessa medida, não há como desprezar o empate alcançado na noite da passada sexta-feira, sendo indiscutível que, sob o ponto de vista anímico, o mesmo penalizou mais a equipa da casa - tal como, diga-se, penalizaria mais o Benfica se a partida se tivesse disputado em Lisboa.

Coisa diferente é dizer que esse mesmo empate (justíssimo, há que o dizer) nos deixou satisfeitos, como sugeriu o treinador portista na conferência de Imprensa após o jogo.

Salvo eliminatórias europeias, em que o resultado da segunda mão estava condicionado pelo que se havia passado antes, não me recordo de ter alguma vez ficado amplamente satisfeito com um empate do Benfica. Mesmo contra equipas como o Manchester United ou Barcelona, os empates sempre me deixaram em certo sabor a pouco, e a sensação mais ou menos amarga de, com perícia ou sorte, se ter podido ir um pouco mais além.

Vi, pelo contrário,muitas vezes o FC Porto a festejar empates na Luz, nalguns casos a zero golos, depois de apresentarem um futebol extremamente defensivo - basta lembrarmo-nos dos tempos de Aloísio, André e Paulinho Santos, para percebermos como a afirmação da equipa portista no Campeonato passava por não perder no Estádio do seu grande opositor.

Não falemos, pois, em satisfação. Falemos de um resultado que pode ser importante no desenrolar da prova, mas que só o futuro dirá ter-se tratado efectivamente, ou não, de um passo rumo ao título.

Para já, olhando à história, há que dizer que muitas das vezes que empatamos nas Antas, e no Dragão, acabámos por ser campeões, o que não deixa de ser um bom sinal."


Luís Fialho, in O Benfica

Sentinelas

"Quanto vale a igualdade no Dragão? Desde logo, vale um rude golpe na sobranceria portista, vale também o aumento da instabilidade emocional dos actuais campeões nacionais. Vale isso e vale muito mais. Vale um Benfica mais persuasivo, mais solidário, mais crente nos seus propósitos. Vale tudo o que vale e ainda vale mais porque a formação de Jorge Jesus, na segunda e decisiva metade do jogo, foi superior à sua antagonista. Valeu mais, bem mais, como colectivo.
No último quarto de século, os desaires vermelhos no Porto têm sido muitos. Ainda que nem sempre pautados pela verdade desportiva, é inquestionável que condicionaram, em larga medida, os objectivos de cada uma das temporadas. O Benfica não ganhou no Dragão, também desta feita? Só que o empate teve (e vai ter) consequências vitoriosas.
Na época passada, para além das ferozes arbitragens do começo da competição, só o FC Porto conseguiu perturbar seriamente o Benfica. Percebeu-se, há dias, no Dragão, que a nova temporada já comporta uma outra realidade. Há mais Benfica, há menos FC Porto. Há mais e melhores condições para que o Benfica supere o seu principal opositor.
A atmosfera no Universo "Encarnado" é positiva. Desenvolve-se em crescendo. Ainda assim, importa perceber que no Futebol indígena existem ainda muitos factores extra-competitivos (resquícios de um passado recente trágico) que podem inquinar a competição. Redobrar a vigilância é o que se exige. Somente isso? Mais ainda, o reforço do apoio incondicional à equipa. Aos dirigentes, aos técnicos, aos jogadores. Um Benfica unido, sobretudo este Benfica, dotado de um planteI de inegável categoria, só pode ser batido por duas razões: incompetência ou distracção. Excluída a primeira, reforcem-se as sentinelas e o triunfo, esse, como que vai aparecer ao dobrar da esquina."


João Malheiro, in O Benfica

A determinação de vencer

"O Sport Lisboa e Benfica, precisamente há uma semana, fez no estádio do Dragão uma boa e estratégica segunda parte. Foi calculista, apostou na fadiga do FC Porto para depois conseguir ser verdadeiramente eficaz. E demonstrou que nestes jogos, mesmo os que se realizam na casa do maior rival, não há, de facto, favoritos. Jesus escolheu acertadamente, não fora aquele deslize na primeira parte e o Benfica teria ido para os balneários desafogado e com redobrada confiança... se calhar, não fora aquele segundo golo consentido e o triunfo teria sido nosso. Sejamos realistas, o adversário dominou os 45 minutos iniciais mas aparentou algum nervosismo, capaz de se descontrolar caso o Benfica apontasse um golo ou começasse a fechar os caminhos para a sua baliza.

O empate acabou por saber a vitória, o 2-2 trouxe-nos a satisfação do dever cumprido, diga-se o que se disser. Contudo, estamos demasiados longe do desfecho para nos sentirmos vencedores, há ainda muito caminho a percorrer até podermos atingir a glória. Lembremo-nos do último título e da forma brilhante como jogámos e vencemos jogo a jogo, sem descanso, e percebamos que a presente temporada terá de ser de igual ou superior empenho.

Depois, há outros clubes, aparentemente capazes de nos dificultar a tarefa: Braga e Sporting, prevendo que o Marítimo não se aguentará muitos mais tempo nas posições cimeiras. A formação de Alvalade já ganha e a de Braga chega-se à liderança de mansinho, quase sem se dar por ela. Cautelas à parte, o importante é não perder a concentração, manter a humildade e a determinação em vencer. Vencer sempre, na próxima e seguintes jornadas.

Vencer cada jogo, sabendo que só assim poderemos descolar da concorrência. Vencer é a palavra de ordem."

Ricardo Palacin, in O Benfica

De papel passado

"Dar quase 30 euros para ver três canais sempre me pareceu absurdo. Era preferível ir a um café ou a casa de um amigo mais esbanjador ver os jogos. Mas o facto de escrever aqui tornava a logística, quando havia jogos quinta à noite, demasiado complicada. E pronto, contra todos os meus princípios – continuo a achar um assalto – lá assinei, tantos anos depois, a Sport TV.

Antes de mais, a Sport TV é bem feita. Tecnicamente irrepreensível, com bons jornalistas e comentadores, excelentes reportagens e sempre em cima de tudo o que, fora daqui, seja relevante. Mesmo que não seja futebol. Com o que cobram, não espanta que não lhes faltem meios. Sobretudo tendo em conta o que pagam aos clubes. E isso é o que revolta. Quando assino a Sport TV estou a ajudar Joaquim Oliveira, mas dificilmente ajudo os clubes que me garantem o espetáculo. E o facto de a Sport TV estar sozinha no mercado ajuda a explicar o seu poder negocial.

Esta é a parte boa de surgir um concorrente que, ao que sabe, virá daqui a dois anos. Mas há as partes más. Na ótica do utilizador, claro. Primeira: se um concorrente ficar com alguns jogos, eu, como assinante de um canal, só terei direito a uma parte do campeonato. Se quiser o bolo todo, tenho de me dedicar à poligamia televisiva. E pagar por isso. Segunda: o pouco que ainda é transmitido em canal aberto deixará de o ser. Ou seja, o futebol passará a ser mesmo só para apaixonados. A larga maioria dos portugueses, que tem um clube, gosta amenamente de bola e esporadicamente faz um intervalo na abstinência para ver como param as modas, deixará de ter contacto com o futebol. Tenho pena. É bom gostar de coisas sem ter logo de assinar contrato. Com períodos de fidelização, ainda por cima. É como ter de casar para não morrer virgem."


Pressão para cima dos outros...!!!



Benfica 4 - 1 Paços de Ferreira



Estava com algum receio, depois de alguns jogos que exigiram muito da nossa equipa, com algumas viagens longas pelo meio, e contra um adversário que normalmente joga futebol positivo, as coisas podiam correr mal...!!! Mas, felizmente a equipa desmentiu os meus receios, mesmo sem grandes velocidades, domino absoluto do jogo, na posse de bola, no domínio territorial, com uma única oportunidade de golo permitida ao adversário. Sendo que voltámos a desperdiçar muitas oportunidades... Saviola de 'regresso', para calar algumas opiniões (2 golos e 1 assistência), estamos a aproximar do Inverno (apesar de não parecer) e ele só marca nesta altura do calendário!!! Provavelmente o melhor jogo do Matic. Aimar... simplesmente à Aimar!!! Sendo que o momento do jogo, terá sido a defesa do Artur à cabeçada do Melgarejo!!! Só não gostei dos últimos 10 minutos do Benfica, com o resultado decidido, a equipa começou a 'disparatar', uma verdadeira avalanche de asneiras, com um oponente mais exprimentado, estas falhas podiam ter custado o resultado... Se calhar o extraordinário apoio das bancadas, nos últimos minutos, acabou por 'desconcentrar' a equipa!!!

Esta deveria ser a história do jogo, simples e 'descansada', mas infelizmente o equipa de arbitragem não quis que assim fosse:

Ainda à poucas semanas elogiei este árbitro!!! Parecia-me minimamente 'honesto': enganei-me!!! Não vou aqui falar dos lances mais polémicos (segunda-feira na Lixívia), mas pergunto: Como é que é possível, a equipa que tem a bola, e que tem o domínio territorial ter tantos livres laterais contra?!!! Especulando, acredito que o senhor Bruno Esteves, depois da justa expulsão de James Corrupto Rodriguez, foi 'apertado'!!! E viu neste jogo na Luz, a oportunidade para a sua salvação!!! Uma forma de voltar a recuperar a fé, das Santidades arbitrais em Portugal!!! Talvez tenha até sido uma decisão sua, sem ofertas de Fruta e de futuras promoções à mistura, mas se assim for, na melhor hipóteses, é um pedido de redenção, por um pecado, que nunca existiu... Quando se é obrigado a 'rezar Pais Nossos', por ter tido a decisão mais correcta, é bem esclarecedor da forma como as Mariscadas são cozinhadas...!!! Veja-se a cara de 'enterro' do dito cujo após mais um golo do Saviola, no cabeçalho do post!!!



Atitude



Benfica 25 - 18 ABC



Grande 2ª parte, defensivamente quase perfeitos, com uma atitude guerreira, a jogar desta maneira, com esta garra, o Benfica não perde nenhum jogo em Portugal... o problema é que esta equipa regularmente desilude com exibições frouxas (combinadas com arbitragens inclinadas...), mas a jogar assim, nem os apitadeiros nos conseguem vencer...!!!


Entrada a 'dormir', saída em Glória !!!




Benfica 5 - 3 AMSAC



Início com muita displicência. O adversário que já vinha super motivado, a vencer 2-0, ainda ganharam mais ânimo. É preferível entrar 'forte' e depois descansar, do que entrar desta maneira, e depois andar a 'correr' atrás do prejuízo... tenho que admitir: vi a 'coisa preta'!!!

No final, a categoria natural dos nossos jogadores, e algum cansaço físico do adversário, acabou por decidir o marcador final...!!!

O 5º golo do Benfica, o 3º do Joel, merece ser visto e revisto, uma verdadeira obra de arte, ao alcance de muito poucos. Se por um lado sabe bem aplaudir os golos do Joel, a nossa extrema dependência de um jogador - que ainda por cima tem uma lesão irritante, que não o impede de jogar, mas condiciona-o -, é muito perigosa. A capacidade que muitos dos nossos jogadores têm, em falhar golos feitos, é irritante... com o César lesionado, esta dependência, é ainda mais evidente.