Últimas indefectivações

sábado, 6 de janeiro de 2018

Empate... e afins !!!

Sporting 3 - 3 Benfica

Mais um jogo onde não tivemos ao mais alto nível, mas podíamos ter ganho...
Analisando friamente a classificação, este empate até é (semi) positivo, vamos ter uma 2.ª volta onde só a deslocação aos Corruptos (e a Barcelos) 'assusta'!
O Nicolia foi fundamental a marcar (como é costume), mas também 'facilitou' na defesa!

Inacreditável como os Lagartos acabaram o jogo com 5 Faltas (0 ao intervalo, só após 30 minutos e 41 segundos é que 'descobriram' uma falta a favor do Benfica!!!)... Como é que uma equipa como o Benfica, que joga em velocidade, que arrisca muitas vezes o um para um, só 'saca' 5 Faltas?!!!
Em Oliveira de Azeméis e hoje na Lagartagem, o Benfica beneficiou de 0 penalty's e 0 Livres Directos!!! Coincidência, seguramente...

Para terminar, mais uma cobarde agressão do cliente do costume!!! Como é que esta personagem nojenta continua a praticar desporto, é um autêntico mistério... criatura completamente desprezível, que quase de certeza não será castigado, mais uma vez!!!

Vitória fácil...

Benfica 120 - 76 Terceira
31-17, 18-15, 35-28, 36-16

Mesmo com muita rotação e sem o Carlos Morais, deu para chegar aos 120 !!! Destaque óbvio para o jovem Rafael Lisboa que demonstrou a sua pontaria de longa distância!!!
Na próxima jornada vamos ao antro da Corrupção...

Jonas melhor do que nunca

"As angústias desportivas do Benfica esta época têm sido tantas que até as coisas positivas (também há algumas) acabam por ficar esquecidas. Os números de Jonas, por exemplo. Ainda todos recordamos a grave lesão e os longos meses que viveu afastado dos relvados na última temporada. Para um jogador que nunca foi um portento físico e que já caminhava, então, para os 33 anos, o mais natural seria que esta parte final da carreira tivesse ficado aí comprometida. Pois…
Quem poderia imaginar, afinal, que em 2017/18 iria assistir-se a este ‘tsunami’ de golos? A pontaria é tão impressionante que à quarta época na Luz já está a apenas um golo de chegar ao top 15 dos melhores marcadores da história do clube. Mais: ainda ninguém parece ter dado por isso, mas não existe na Europa, por esta altura, quem tenha mais golos do que Jonas. Cavani tem os mesmos 19 no campeonato francês e depois é sempre a descer: Kane lidera em Inglaterra com 18, Icardi em Itália também com 18 e Messi em Espanha com 15.
A ligação do brasileiro ao Benfica é um caso de sucesso absoluto. Foi sempre campeão, brilhou ao lado de avançados tão diferentes quanto Lima ou Mitroglou e provou, no actual 4x3x3, que até pode jogar sozinho na frente e ainda assim continuar a marcar ao mesmo ritmo. E é assim porque, afinal, o que faz a diferença é sempre a mesma coisa: qualidade."

O mistério do futebol

"Já não dá para brincar com o futebol. O futebol é um assunto mais sério do que a lei de financiamento dos partidos políticos. As reuniões clandestinas dos deputados em comparação com a mão do Coentrão são uma brincadeira, um assunto menor que deve ser discutido à mesa do café entre a bica e o bagaço. Já o futebol não. O futebol é um tema para filósofos. Dantes, há meia dúzia de anos, havia quem perdesse a cabeça com o futebol mas era só: há malucos em todo o lado. Hoje, esses doidos que perdem a cabeça com o futebol tomaram conta do horário nobre e abrem telejornais. Não tem graça.
Há anos que gozo com os meus filhos por eles serem do Sporting e pela importância que eles dão quer ao futebol quer ao Sporting. Eles ofendem-se imensas vezes mas já lhes expliquei que é uma questão de educação: levar a sério o futebol ou é trágico ou é cómico, logo, tem de ser cómico. O facto de eles serem do Sporting ajuda a parte cómica: é fácil gozar com o Sporting. O Sporting tem uma particularidade bastante engraçada que é não perder à grande, ele perde devagarinho, vai perdendo com calma, tipo moinha nos dentes. Aguenta, aguenta e depois perde ou empata. Eu vou beber um copo de água e quando chego o Sporting sofreu os golos que faltam para perder ou empatar. É um clássico. Ora, isto só dá para gozar. Há anos que é assim e há anos que eu gozo com os meus filhos, que não conhecem outra realidade senão esta. Nos últimos tempos tenho sido condescendente, uma vez que eles estão cada vez menos irracionais e conforme crescem vão-se tornando adeptos comedidos, adeptos a medo. Veem os jogos em silêncio mas com o coração aos saltos, a disfarçar a ansiedade. Já não argumentam que são os melhores na maioria das modalidades (dos patins ao berlinde), ou que têm a melhor academia do mundo. Já não argumentam, apenas rezam baixinho e comem uma passa no Ano Novo dedicada ao Sporting. Estão cansados, os pequenotes.
Perante isto cheguei ao cúmulo de até eu torcer pelo Sporting. Juro. No último jogo contra o Benfica, eu - adepta da Luz que cresci a ver Jordão contra Nené - desejei em silêncio que o Sporting ganhasse aquele jogo só para ver os meus meninos a sorrir, para ter a alegria de ser eu a achincalhada naquela noite. Por uma vez. Mas não. Nem assim. Nem com as minhas orações silenciosas sustentadas num amor de mãe que atravessa inconscientemente a 2.ª Circular o Sporting ganha. Empatou, é certo, está à frente, sim. Mas não ganha. Não consegue, é mais forte do que ele. Não fosse o Sporting e o futebol era a coisa mais chata depois do debate quinzenal com primeiro-ministro. Mas ganhem, meu Deus. E juro que vou ao Marquês com uma camisola do Benfica. (Como é que se consegue falar a sério sobre isto é um mistério)."

Desconcentração...

Benfica 2 - 3 Sporting
26-24, 25-19, 24-26, 17-25, 14-16

Muito mal perdido, o jogo esteve 'ganho' no 3.º Set... uma série de erros parvos, permitiram ao adversário entrar no jogo... e depois!

Derrota...

Corruptos B 3 - 1 Benfica B


Entrámos mal... e quando as coisas estavam a equilibrar o Ferro foi expulso, pelo inenarrável Godinho!!!
Mesmo com 10, tivemos a oportunidade de reduzir de penalty, mas falhámos...
O Hélder e o Maruta ainda foram expulsos no banco... tudo normal!!!!

Derrota em Belém...

Belenenses 2 - 1 Benfica

Além do Fundão o Belém tem sido uma das equipas que tem conseguido resultados positivos contra o Benfica de forma inexplicável...
Hoje, basicamente, 'abdicámos' do 1.º lugar... o facto do Robinho não ter jogado (o Fernandinho também não...), não pode explicar tudo...


ADENDA: Depois de ver o resumo, além dos muitos desperdiçados, temos todos a obrigação de ficar muito preocupados com os apitadeiros....

Quem tem estrelinha?

"É mais fácil aceitar a convicção sportinguista de que a estrelinha de campeão mora em Alvalade.

Uma grande dúvida ocupava com igual intensidade as cogitações dos adeptos do Benfica e do Sporting à saída do Estádio da Luz na noite da última quarta-feira. Perante o que se viu naqueles noventa minutos realmente intensos e perante o resultado com que terminou o dérbi da cidade de Lisboa, qual dos dois emblemas se pode vangloriar da fortuna e chamar para si os benefícios daquela coisa indefinível a que se convencionou chamar de "estrelinha de campeão"? Jorge Jesus explicou no fim do jogo aos jornalistas e à população em geral que o empate registado "não era um bom resultado para o Sporting" mas que "era um resultado pior para o Benfica" e, com toda a franqueza, não deixa de ter razão o treinador do Sporting. Perder pontos em casa é sempre uma contrariedade para quem joga para o título e perder em pontos em casa no confronto com um concorrente directo ao título é ainda pior.
Do lado do Benfica, veio muita gente dizer que o ‘penta’ está ao alcance dos tetracampeões se a equipa mantiver a motivação, a entrega e, principalmente, o nível exibicional do dérbi. Ora uma proeza destas nunca será fácil – não porque falte vontade aos jogadores de Rui Vitória – mas porque de campeões fiados num sistema que os torne capazes de substituir com êxito prático médios defensivos por extremos ou defesas centrais por médios ofensivas nos momentos do tudo ou nada não reza a História. A ousadia – ou desespero? – de Rui Vitória nos vinte minutos finais do dérbi terá sido compensada com, do mal o menos, a conquista do empate ao cair do pano e, por isto mesmo, houve benfiquistas que saíram do estádio satisfeitos por considerarem que a "estrelinha de campeão" morava, pelo quinto ano consecutivo, na Luz. É que o Benfica jogando muito desguarnecido lá atrás não só conseguiu não sofrer mais golos como conseguiu carregar com tal fúria sobre o adversário que, à quarta mão na área leonina, o árbitro não teve outro remédio que não fosse assinalar o penálti que Jonas converteria no golo do mais do que justificado empate.
Perante os factos de quarta-feira é, no entanto, mais fácil de aceitar a convicção sportinguista de que a "estrelinha de campeão" mora em Alvalade esta temporada. É certo que Rui Patrício não foi obrigado a trabalho apurado. Mas como retirar ao Sporting a bênção da tal "estrelinha" quando saiu relativamente incólume da Luz depois daquele quase autogolo de Coates, daquele quase autogolo de Piccini e daquela "bicicleta" final de Raúl Jiménez no culminar de muitas outras situações de aflição? Quem tem estrelinha? Aqui está uma questão que não vai ter resposta até maio."

Benfiquismo (DCCIX)

Para sempre...

Uma Semana do Melhor... Pedrão !!!

Jogo intenso e a falta de Mitroglou

"Krovinovic e Bruno Fernandes em todo o lado que jogadores

O treinador do Sporting já tinha feito a antevisão do jogo com a habitual nota egocêntrica - "É a terceira vez que vou jogar na Luz, ganhei uma, perdeu-se outra". Nesta quarta-feira, Jorge Jesus bem pode ficar satisfeito por ter levado um ponto para casa. Empolgante o dérbi, faltaram mais golos, é certo - o Benfica rematou muito, embora sem direcção -, mas sobressaiu uma apaixonante intensidade, a deixar a promessa de uma segunda volta mais de acordo com o emblema da águia. Para já lidera o FC Porto, no fim faz-se o balancete.
Merece um sublinhado com traço largo a capacidade de dois craques, Bruno Fernandes, imperial, para o lado do Sporting, e Krovinovic, no lado encarnado. Que belo recital do croata, com um domínio perfeito da bola e visão de jogo. Já quanto ao remate, tem de afinar a mira.
Muito se fala de o Benfica ter desbaratado a defesa, mas, à frente, salta à vista a falta de Mitroglou e da identificação que o grego mantinha com Jonas. Num jogo como este, com os avançados desalinhados com a partida, os benfiquistas agradeciam o poder da dupla atacante.
Desejo para o novo ano: isto é o futebol que se quer, com os protagonistas a serem jogadores e treinadores e menos aquilo que o rodeia. Todos saem a ganhar, embora alguns o ignorem para poderem sobreviver. E sim, o vídeo-árbitro também erra. E de que maneira."

Jogo Limpo... República das Bananas !!!

Mini-Emirates !!!

Três dias de sufoco

"Na terça-feira logo pela manhã, começaram os 'direitos' da Luz.

O ano começou televisivamente bem, com a clara e positiva mensagem do Presidente Marcelo a ultrapassar os 3 milhões de espectadores - e só na TVI, com mais de 1,2 milhões, a pulverizar o máximo obtido pelo seu antecessor e a quase triplicar o que Cavaco registara na derradeira comunicação, em Janeiro de 2016. Marcelo recuperou a forma e isso foi uma primeira excelente notícia.
Mas nos dias seguintes o sofrimento voltou. Na terça--feira, logo pela manhã, os canais iniciaram os 'directos' perto do Estádio da Luz para as banalidades do costume, provocadas em larga medida pelos perguntadores: espera que seja um bom jogo? Quem acha que vai ganhar?
O fenómeno repetir-se-ia, e então já perto da histeria, na quarta-feira, antes e depois do evento, com prolongamento na quinta, ao longo do dia, numa ressaca interminável.
Se a isso somarmos as 'conferências de imprensa', as extensas aberturas dos telejornais e as dezenas de comentadores que teorizaram sobre o dérbi, podemos dizer que os não adeptos da bola viveram três dias sufocantes.
Até eu, que devo o que devo ao futebol, tive de me refugiar junto dos marcianos da RTP, que ao menos esses, não tendo contas a prestar, deixaram-me respirar e sobreviver para contar."

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Só temos um caminho: vencer, vencer...

"Sem meias palavras: perdemos dois pontos contra um opositor fraquinho (embora um emblema de pergaminhos e respeito).

Percebia-se, e respeita-se, a euforia leonina com a conquista de um ponto no Estádio da Luz. Não é frequente um jogo tão desequilibrado dar empate. Na Luz, viu-se quem joga melhor futebol, viu-se quem é mais beneficiado, viu-se que ao Benfica não chega ser superior para vencer, e demonstrou-se que a jogar sempre assim vai ter que haver muitos bastidores para nos tirarem da luta pelo título.
Grande resposta de toda a equipa. Enorme jogo de Krovinovic, um jogador que é simplesmente genial, na qualidade, na entrega e na maturidade. Se quase todos estiveram muito bem, Krovinovic esteve deslumbrante.
O Benfica fez 90 minutos à Benfica, fez um exibição categórica e os adeptos sentiram-se confortados pelo regresso do campeão. A Luz premiou os tetracampeões com uma enorme ovação, daquelas que só os muito grandes conseguem, daquelas que só os muito grandes percebem.
Jorge Jesus dez um excelente conferência de imprensa antes do jogo, lançando-o em moldes correctos e bem pensados, Rui Vitória fez três boas substituições, leu bem o jogo durante os 90 minutos e resumiu-o bem no fim do encontro. O resultado foi mau: sem meias palavras perdemos contra um adversário fraquinho (embora um emblema de pergaminhos e respeito). Esta qualidade repetida mais 18 vezes este ano e todos ficaremos satisfeitos em Maio.
A tentação para escrever sobre a arbitragem de quarta-feira é muita, mas não o vou fazer e muito menos da forma como o sinto. O meu direito de expressão é, nesta fase, refreado pelo meu dever de contenção. Mas os leitores, imaginem, é ainda pior que isso. As contas do título fazem-se no fim, mas teremos que ganhar em Moreira de Cónegos e em Braga se queremos estar na corrida até ao fim.
Domingo vamos encontrar um sensacional Moreirense que vem de uma série impressionante de êxitos, onde vence os vizinhos Vitória de Guimarães e Aves. Queremos mais deste Benfica que nos mostraram quarta-feira.
Já sem Fejsa, ainda sem Luisão, terá que haver a mesma transcendência e vontade, até porque o adversário, embora sem o mesmo nome, não jogará pior que o de quarta-feira passada. Só temos um caminho: é vencer, vencer, vencer..."

Sílvio Cervan, in A Bola

Dérbi

"O que escrever antes do dérbi sabendo que, qualquer que seja o tema abordado, será relegado para segundo plano em detrimento das incidências da partida? Os jogos com o Sporting, apesar de o FC Porto se ter tornado no nosso principal adversário, são os que mais me entusiasmam, não só por ser lisboeta ou por conhecer a história de ambos os clubes e sua rivalidade, mas também e sobretudo por ser de um tempo em que, na infância, ao conhecer um potencial novo amigo, a resposta à pergunta obrigatória se seria benfiquista ou sportinguista poderia condicionar a natureza da relação.
Claro que nem a partilha do benfiquismo garantiria proximidade ou, pelo contrário, o antagonismo excluiria de imediato a possibilidade de amizade, mas é evidente que a afinidade clubística tornaria tudo mais fácil. Então não o sabia, embora já o adivinhasse, mas há uma marca indelével do benfiquismo que diferencia os benfiquistas dos sportinguistas (e portistas). Os benfiquistas, como os outros, são adeptos do seu clube e não gostam dos rivais. Porém distingue-nos não encontrarmos na antipatia pelos rivais um estímulo essencial à nossa existência. Neste plano, tanto Sporting como FC Porto não são apenas clubes, mas um patético anticlube também. E quando essa característica extravaza o mero sentimento e se consubstancia numa campanha miserável que visa, única e exclusivamente, denegrir o seu ódio de estimação, o Benfica, sinto um misto de raiva e desprezo conflituantes, dando por mim indeciso se os hei-de insultar ou remetê-los à sua insignificância. 
Enfim, espero que tenhamos ganho o dérbi. Empatar na Luz com o dérbi. Empatar na Luz com o Sporting é triste, perder é humilhante. Na prática, como com qualquer adversário."

João Tomaz, in O Benfica

Liberdade de escolha

"Primeiros dias do ano, passo num quiosque para ver as primeiras páginas dos jornais e das revistas. Uma mentira aqui, outra ali, ma escandaleira do triste mundo do social, uma tontice das telenovelas e das celebridades de pacote, vinganças pessoais mascaradas de investigação, jogadas que só interessam a quem soprou a notícia e a quem a escreveu e editou.
É triste o estado a que chegaram alguns jornais históricos portugueses - desportivos e não só.
Claro que, para grandes males, grandes remédios. E nesse campo das curas, viva o livre-arbítrio, a capacidade de cada um decidir de acordo com a sua vontade e consciência. É coisa que tento fazer todos os dias e espero que os meus amigos também possam gozar dessa liberdade de escolha.
É assim em tudo: com a ementa de um restaurante, com a viagem das férias, com a opção por um programa de televisão. Ninguém nos obriga a comer, a visitar ou a ver nada. Somos nós que o fazemos, enquanto indivíduos pensantes. Nunca gostei de favas, por isso não é por a especialidade do restaurante ser aquela que vou pedi-las. Certo? Não gosto de meio-dramas com actrizes e actores a chorarem por tudo e por nada, logo nunca vi As Pontes de Madison County, nem assisto, leio ou oiço a comunicações que cheguem de Alvalade. Não sou fã de chuva nem de frio, por isso não fujo para Vigo nas minhas férias. É tudo simples. Sou eu quem escolhe o que quero ler e fazer, por isso sou eu quem decide onde gastar o meu tempo e o meu dinheiro. E eu já escolhi: não faço fretes."

Ricardo Santos, in O Benfica

2018: seis votos

"À entrada de um novo ano, aqui deixo seis votos, dedicando duas passas do réveillon a cada um deles:
- Obviamente, o Penta! Seja qual for a pontuação decorrente do jogo de quarta-feira (cujo resultado, no momento em que escrevo, ainda desconheço), a conquista do Campeonato não pode deixar de ser a prioridade máxima do nosso Clube para 2018. Mais ou menos difícil (fácil não será...), é para aí que devem apontar todas as baterias;
- Desejava que o novo ano trouxesse paz e tranquilidade nos espíritos de todos os agentes desportivos, devolvendo-se o protagonismo àqueles que dentro do campo corporizam a paixão popular. O desporto não pode ser guerra, nem conflito. E aquele que para aí o empurram, nele não devem ter lugar;
- É importante que a comunicação social saiba pensar a longo prazo, não entrando por um caminho imediatista e destrutivo, que acabará por queimar o produto que tem para vender;
- No futebol Formação gostava de conquistar, pelo menos, dois ou três títulos nacionais em disputa. Nos últimos 28 anos tal apenas aconteceu uma vez (em 2012-13), e, não sendo esse o objectivo último da formação de jogadores, ensiná-los a vencer também é importante;
- Uma palavra para a selecção portuguesa. Não poderemos exigir o título mundial, mas espera-se uma participação à altura das melhores de sempre;
- Extra-futebol pedia, no mínimo, 3 títulos nacionais nas 5 modalidades de pavilhão. Hóquei em Patins, Basquetebol e Voleibol serão porventura as de maiores hipóteses de sucesso. Mas Futsal e Andebol andarão certamente na luta até ao fim. No caso do Hóquei, o sonho europeu também está de pé."

Luís Fialho, in O Benfica

18 finais

"Escrevo logo após o dérbi, de rajada, do fundo do coração. Merecemos vencer o eterno rival. Realizámos, provavelmente, a melhor exibição desta época. Rui Vitória, como é seu timbre, preparou muito bem o jogo e merecia ser feliz do final. Afinal de contas, o tão propalado futebol fantástico do Sporting foi vulgarizado por um Benfica com espírito de Tetracampeonato. Nem vou perder muito tempo com a desastrosa performance do VAR, que validou o golo irregular dos leões. Muito menos realçar o penalti claro de William Carvalho, aos 74'! A arbitragem portuguesa precisa de um exercício de humildade. Sou um insuspeito defensor dos nossos árbitros e abomino a ideia de árbitros estrangeiros a apitarem na nossa Liga. Sei que errar é humano e, seguramente, o VAR e AVAR do jogo reconhecerão que estiveram mal nestes dois lances capitais.
Destaco a entrega da nossa defesa, a criatividade do nosso meio-campo e a classe do nosso ataque. Jonas, o melhor jogador a actuar em Portugal, soma e segue e mereceu o golo que marcou. Acredito que o nosso exército, que a SAD preparou, segue rumo ao Penta. Apesar da ausência de Luisão, a verdade é que Jardel esteve em grande nível e merece elogios. Destaco a raça do Rúben Dias e a irreverência de André Almeida e Grimaldo. Fejsa voltou a ser pendular, Pizzi deixou a pele em campo e Krovinovic respira classe. Os extremos, Salvio e Cervi, desequilibraram como nunca e as entradas de Raul, Rafa e João Carvalho mexeram com o jogo. Faltam 18 finais e eu acredito na conquista do Penta!"

Pedro Guerra, in O Benfica

O coração do Benfica

"O jogo de anteontem representou, sem dúvida, uma boa resposta. Mas, no fundo, uma resposta normal. Ou, se quiserem, uma resposta à Benfica. Os benfiquistas haviam-se galvanizado com a mensagem que o Presidente Luís Filipe Vieira lhes tinha dirigido no passado sábado, e a atitude mais decidida do treinador no lançamento do dérbi ainda viera incrementar a confiança, e até o sentido de responsabilidade, com que, literalmente, os Sócios e adeptos acorreram a encher o Estádio, num clima de exaltante firmeza próprio das grandes ocasiões. Um dérbi é sempre um jogo fora do comum e, nas presentes circunstâncias, ninguém tinha dúvidas de que estaríamos perante um desafio bem difícil. Depois de muitos meses de vis ataques sistemáticos, meticulosamente desenhados com a sanha da cobiça e o fel do desespero que a evolução e a grandeza do Benfica sempre causou aos nossos adversários, pode dizer-se que, durante toda a tarde de quarta-feira, já se sentia no ar a indesmentível expectativa positiva de todos os benfiquistas, aqui em volta do Estádio, como em tantos lugares de Portugal e no mundo, à espera do início da partida.
O destino, infelizmente, não se cumpriu na totalidade, embora tenha sido muito claro e relevante o substancial domínio da nossa Equipa ao longo do jogo inteiro que deixou claramente provados três temas, pelo menos. Em primeiro lugar, a excepcional capacidade técnica e da notável entrega física de muitos dos nossos Jogadores. Em segundo lugar, a diversidade e a oportunidade de soluções estratégicas adoptadas com todo o à-vontade pelo Treinador, em sucessivos momentos do jogo, patenteando sempre inquestionável superioridade exibida pelo Benfica. E, por fim, a cabal demonstração de que o Povo do Benfica assimilou devidamente a mensagem de Rui Vitória lançada na projecção anterior ao dérbi, com a fortíssima metáfora de que os outros 'só atingem o coração do Benfica se nós deixarmos', e provando a mágica relação íntima entre as bancadas e a Equipa, sempre a jogarem juntos. E agora, depois deste empate em que, afinal, ganhámos a Equipa, o que é importante é continuarmos assim, com as três entidades juntas numa só, nos próximos e difíceis desafios, em Moreira de Cónegos e em Braga."

José Nuno Martins, in O Benfica

PS: Nas últimas duas semanas, não recebi em casa as respectivas do jornal O Benfica. A turbulência nos CTT e os feriados parece que foram os culpados... Sendo assim, peço desculpa pela não publicação das crónicas, especialmente o 'resumo' que o Afonso de Melo tem vindo a fazer na sua rubrica...

Uns e outros

"A comunidade futebolística em Portugal está a funcionar num modelo de Estado Novo, és por nós ou contra nós. Falta pouco para ninguém ter direito a gostar de um jogo de futebol sem ter uma cor associada. Para mais num momento em que o ranking na UEFA não permite manter o mesmo número de equipas na principal competição. Os meios não têm qualquer importância para se atingirem os fins. Os gabinetes de comunicação e propaganda marcam a agenda diariamente. O regulador não consegue, e acredito que tenta, manter a situação debaixo de controle, com especial destaque para o desempenho das suas próprias equipas. Ouvem-se críticas constantes às decisões das equipas de arbitragem. Critérios técnicos e disciplinares dispares. Protocolo do VAR com limitações. Este é o quadro actual. As acusações são constantes e o ambiente é cada vez mais crispado. As dúvidas sobre o mérito das decisões criam um clima de desconfiança que prejudica de forma efectiva tudo o que se passa num jogo. Contudo, poucos são os que se questionam sobre os porquês de tudo isto. A maioria constata o erro e acusa, consoante, claro está, a perspectiva que lhe for mais favorável. Por isso há regras diferentes para uns e para outros. As avaliações de situações semelhantes são diferentes, não porque os juízes sejam os mesmos ou não, mas porque os intervenientes são diferentes. Uns e outros. Uns mais iguais do que outros. Uns, a minoria dos concorrentes mas representando a maioria dos adeptos, e Outros, a maioria dos concorrentes mas representando a minoria dos adeptos. Não há volta a dar, todos têm que ter o seu espaço, a competição não pode ser feita com Uns contra os Outros. este modelo tem que ser combatido. A pressão de uns sobre todos os outros tem que ser limitada. Atingimos um nível em que não tem importância a qualidade do jogo. Quando assim é estamos a caminhar por um mau trilho. Cumpram-se as regras, para uns e outros."

José Couceiro, in A Bola

Aquecimento... rescaldo

Benfiquismo (DCCVIII)

Eterno

Lixívia 16

Tabela Anti-Lixívia
Benfica ........ 37 (-4) = 41
Corruptos... 42 (+3) = 39
Sporting ..... 40 (+9) = 31

Tudo na paz dos deuses!!! Os deuses, da vergonha...
Imaginem o jogo de ontem, com as decisões invertidas!!! Teríamos matéria para décadas de conspirações... Mas como mais uma vez, o Benfica foi altamente prejudicado e o Sporting altamente beneficiado, daqui a alguns dias, já ninguém se lembra do que se passou...

Tudo isto começa nas nomeações: árbitro, VAR e até 4.ª árbitro, todos Lagartos... Tiago Martins, fez o 5.º jogo do Sporting como VAR esta época. Somando os dois jogos onde foi o árbitro principal, já fez 7 jogos da sua equipa do coração, em 16 jornadas!!!!! Imaginem que isto acontecesse com o Benfica, com um qualquer árbitro que fosse 'adepto' do Benfica!!!!
O Benfica fez muito bem em recordar que recentemente o Sporting contratou um ex-árbitro assistente do Hugo Miguel... o tal que é o representante em Portugal do fornecedor dos equipamentos aos Lagartos!!! Tudo isto parece uma anedota, mas não é...
Como eu já tinha alertado à poucas semanas, o Sporting, este ano só na jornada 9, com o Chaves, não teve um Lagarto como árbitro ou como VAR, em todas as outras jornadas, teve sempre pelo menos um Lagarto, sendo que em 8 das 16 jornadas, tanto o árbitro como o VAR são assumidamente Lagartos!!!
Como a falta de vergonha na cara é uma das características da lagartice, o impacto destas nomeações é evidente! Se fosse o Benfica, com supostos Benfiquistas, teríamos muitos deles a fazer tudo para demonstrar que não se deixavam influenciar pela clubite, mas com as Osgas, esses problemas não existem...!!!
São 9 pontos (pelo menos) que os Lagartos têm a mais... Neste momento, o campeonato deveria ser uma luta a dois... com o Sporting a lutar com o Braga pelo 3.º lugar!!!

Ontem foram 4 penalty's e um golo irregular... penauts!!!
- Empurrão do Coentrão ao Jardel: o ser asqueroso empurra o Jardel, sem qualquer intenção de jogar a bola. Rui Vitória comparou este lance com o penalty assinalado a favor do Sporting, no jogo com o Setúbal! Na minha opinião esteve mal...!!! Porque são lances diferentes: o defesa do Setúbal luta pela posição, e acaba mesmo por cortar a bola de cabeça para Canto; o Coentrão só quis empurrar... Mas se calhar, o Rui Vitória falou nesse lance, porque lembrou-se que no Sporting - Setúbal, o VAR nesse jogo, que validou esse penalty, foi o Hugo Miguel!!!!
- Braço de Coentrão a remate do Jonas: sim a bola bateu primeiro na cara, mas depois resvalou para o Braço... com o Braço, claramente, em posição de aumento da volumetria...
- Piccini aos 71 minutos, cortando um cruzamento do Cervi: admito que ao vivo fica a dúvida se é com o braço ou o ombro, mas na repetição é claro... Inacreditável, como não houve intervenção do VAR. Não é um lance à 'queima-roupa' existe clara intenção de efectuar o corte...
- William: é talvez o mais claro de todos. Inacreditável aqueles que 'desculparam' esta lance, defendendo que o Jiménez fez falta. É preciso ser muito desonesto para chegar a essa conclusão....!!!

O único lance dos 'não assinalados' que eu não marcava penalty, foi na outra 'Mão' do Piccini, a remate do Jonas, pois nesse acho que não existe 'acto deliberado', existe um remate forte, que bate na relva, e acaba por bater no braço... e quase deu 'auto-golo'!!!

Tudo isto, somado ao facto do golo dos Lagartos ser irregular!!! Ainda hoje, em Setúbal, o VAR anulou um golo praticamente idêntico ao Setúbal... é simples. E em Setúbal também não houve 'linhas virtuais'!!!
O fora-de-jogo é no inicio da jogada, mas isso é indiferente...

Além destes lances, bastante objectivos, voltamos a ter uma arbitragem totalmente inclinada, desde do primeiro minuto:
Quando o Benfica joga em Alvalixo ou no Dragay, chega quase sempre ao intervalo com grande parte da defesa Amarelada... sempre!!! Nos jogos 'grandes' na Luz, é praticamente proibido mostrar um Amarelo aos nossos adversários antes dos 60 minutos... Ontem, mais uma vez, o primeiro Amarelo foi a um jogador do Benfica, depois de muitos outros perdoados...
Um bom exemplo, da 'inclinação' do relvado, recordo os minutos após o empate do Benfica:
Almeida fez falta sobre o Bas Dost, e deu falta perigosa contra o Benfica - livre lateral - (era visível que o Benfica jogou com uma equipa mais baixa, e estivemos sempre em inferioridade nas 'bolas paradas'); logo a seguir, rasteira descarada do Coentrão ao Cervi, numa posição do terreno idêntica, que daria livre lateral... e nada foi marcado!!!

Se estas nomeações continuarem, será praticamente impossível, os Lagartos perderem pontos nos jogos 'menos' importantes!!! Ontem, com o Babalu a apitar se calhar tínhamos sido menos prejudicados!!!

Já agora, vai haver Sumaríssimo para as vergonhosas simulações do Coentrão?!!!!


Em Santa Maria da Feira, parece que houve, mais coacção!!!
Revi os lances que os Corruptos protestaram, e como já esperava, não se passou nada de especial... Podiam ter saído mais alguns cartões para os jogadores do Feirense, tal como o Felipe devia ter expulso na 1.ª parte aos 39 minutos, por mais uma entrada por trás, completamente absurda, com o árbitro mesmo à frente... no mínimo seria o 2.º Amarelo!!!
Com o aproximar da fase decisiva do Campeonato, a estratégia dos Corruptos, vai ser fazer de vitima... não é nada de novo, eles sempre fizeram isso!!! E vendo, como os Lagartos estão a ser levados ao colo, vão ter que 'chorar' muito!!!!!

Anexos:
Benfica
1.ª-Braga(c), V(3-1), Xistra (Verissímo), Prejudicados, (4-1), Sem influência no resultado
2.ª-Chaves(f), V(0-1), Sousa (Tiago Martins), Prejudicados, (0-3), Sem influência no resultado
3.ª-Belenenses(c), V(5-0), Rui Costa (Vasco Santos), Beneficiados, Sem influência no resultado
4.ª-Rio Ave(f), E(1-1), Hugo Miguel (Veríssimo), Prejudicados, Impossível contabilizar
5.ª-Portimonense(c), V(2-1), Gonçalo Martins (Veríssimo), Prejudicados, (4-0), Sem influência no resultado
6.ª-Boavista(f), D(2-1), Soares Dias (Esteves), Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
7.ª-Paços de Ferreira(c), V(2-0), Xistra (Hugo Miguel), Nada a assinalar
8.ª-Marítimo(f), E(1-1), Sousa (Godinho), Prejudicados, (1-2), (-2 pontos)
9.ª-Aves(f), V(1-3), Almeida (Vítor Ferreira), Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
10.ª-Feirense(c), V(1-0), Godinho (Xistra), Prejudicados, (2-0), Sem influência no resultado
11.ª-Guimarães(f), V(1-3), Soares Dias (Malheiro), Prejudicados, (1-4), Sem influência no resultado
12.ª-Setúbal(c), V(6-0), Godinho (Pinheiro), Prejudicados, Beneficiados, (8-0), Sem influência no resultado
13.ª-Corruptos(f), E(0-0), Sousa (Hugo Miguel), Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
14.ª-Estoril(c), V(3-1), Pinheiro (Manuel Oliveira), Beneficiados, Sem influência no resultado
15.ª-Tondela(f), V(1-5), Tiago Martins (Malheiro), Nada a assinalar
16.ª-Sporting(c) E(1-1), Hugo Miguel (Tiago Martins), Prejudicados, (5-0), (-2 pontos)

Sporting
1.ª-Aves(f), V(0-2), Tiago Martins (Pinheiro), Nada a assinalar
2.ª-Setúbal(c), V(1-0), Paixão (Hugo Miguel), Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
3.ª-Guimarães(f), V(0-5), Hugo Miguel (Sousa), Nada a assinalar
4.ª-Estoril(c), V(2-1), Godinho (Tiago Martins), Beneficiados, Impossível contabilizar
5.ª-Feirense(f), V(2-3), Soares Dias (Tiago Martins), Nada a assinalar
6.ª-Tondela(c), V(2-0), Manuel Oliveira (Tiago Martins), Nada a assinalar
7.ª-Moreirense(f), E(1-1), Godinho (Pinheiro), Beneficiados, (2-0), (+1 ponto)
8.ª-Corruptos(c), E(0-0), Xistra (Hugo Miguel), Nada a assinalar
9.ª-Chaves(c), V(5-1), Rui Costa (Esteves), Beneficiados, Prejudicados (5-2), Sem influência no resultado
10.ª-Rio Ave(f), V(0-1), Sousa (Capela), Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
11.ª-Braga(c), E(2-2), Xistra (Rui Costa), Beneficiados, (1-4), (+1 ponto)
12.ª-Paços de Ferreira(f), V(1-2), Tiago Martins (Xistra), Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
13.ª-Belenenses(c), V(1-0), Almeida (Godinho), Nada a assinalar
14.ª-Boavista(f), V(1-3), Godinho (Vasco Santos), Nada a assinalar
15.ª-Portimonense(c), V(2-0), Capela (Xistra), Nada a assinalar
16.ª-Benfica(f), E(1-1), Hugo Miguel (Tiago Martins), Beneficiados, (5-0), (+ 1 ponto)

Corruptos
1.ª-Estoril(c), V(4-0), Hugo Miguel (Luís Ferreira), Nada a assinalar
2.ª-Tondela(f), V(0-1), Veríssimo (Malheiro), Beneficiados, Impossível contabilizar
3.ª-Moreirense(c), V(3-0), Manuel Oliveira (Tiago Martins), Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
4.ª-Braga(f), V(0-1), Xistra (Esteves), Beneficiados, Impossível contabilizar
5.ª-Chaves(c), V(3-0), Rui Oliveira (Hugo Miguel), Nada a assinalar
6.ª-Rio Ave(f), V(1-2), Sousa (Godinho), Nada a assinalar
7.ª-Portimonense(c), V(5-2), Luís Ferreira (Sousa), Nada a assinalar
8.ª-Sporting(f), E(0-0), Xistra (Hugo Miguel), Nada a assinalar
9.ª-Paços de Ferreira(c), V(6-1), Manuel Oliveira (Veríssimo), Beneficiados, (5-1), Sem influencia no resultado
10.ª-Boavista(f), V(0-3), Hugo Miguel (Tiago Martins), Nada a assinalar
11.ª-Belenenses(c), V(2-0), Veríssimo (Luís Ferreira), Beneficiados, (0-2), (+3 pontos)
12.ª-Aves(f), E(1-1), Rui Costa (Esteves), Nada a assinalar
13.ª-Benfica(c), E(1-1), Sousa (Hugo Miguel), Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
14.ª-Setúbal(f), V(0-5), Tiago Martins (Rui Oliveira), Beneficiados, (0-3), Impossível contabilizar
15.ª-Marítimo(c), V(3-1), Mota (António Nobre), Nada a assinalar
16.ª-Feirense(f), V(1-2), Veríssimo (Paixão), Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar

Jornadas anteriores:
Épocas anteriores:
2016-2017
2015-2016

Justiça chegou ao cair do pano

"Sporting foi eficaz, Benfica soube reagir mas só no final foi feliz. Krovinovic em grande.

Eficácia
1. O Benfica não apresentou novidades no onze. 4x3x3, com Fejsa, Pizzi e Krovinovic no meio campo. O Sporting apresentou a equipa que lhe dá mais garantias nos jogos com equipas de maior dimensão, reforçando o meio campo com a entrada de Battaglia, formando o trio com William e Bruno Fernandes (mais adiantado). O Benfica entrou mais dominador a assumir a posse de bola, mas sem conseguir chegar com perigo à baliza de Rui Patrício. O Sporting preocupou-se em não dar espaços a Pizzi e Krovinovic, através do posicionamento agressivo de Battaglia e William Carvalho. Aos 19 minutos, no primeiro remate à baliza, o Sporting faz o 0-1. Bruno Fernandes, após um alívio da defesa do Benfica, coloca em Fábio Coentrão que cruza e, após um ressalto, a bola chega a Gelson que cabeceia e faz golo.

Reacção
2. O Benfica reagiu bem ao golo sofrido, sobretudo através da dinâmica do lado esquerdo do ataque, composto pelo trio Grimaldo, Cervi e Krovinovic e pelas incursões de Salvio no flanco oposto. Aos 23 minutos, Salvio entra pela área do Sporting e serve Jardel, que, na pequena área, cabeceia com a bola a bater em Piccini na linha de golo. Após o golo o Sporting preocupava-se em controlar a manobra ofensiva do Benfica, tentando sair sempre que tinha espaços para o fazer (procurando explorar a velocidade de Gelson). Aos 28 minutos, Acuña efectua um bom remate fora da área, ao qual Varela corresponde com uma boa defesa. A partir dos 30 minutos o Benfica exerce maior pressão no Sporting e cria duas grandes ocasiões de golo. Primeiro, após um bom envolvimento na direita, Pizzi cruza, Jonas segura de peito e remata contra Coentrão, a bola sobra para Krovinovic que remata à barra, sobrando para Jonas que atira ao lado. Passados três minutos, Pizzi efectua nova cruzamento e a bola sobre para Krovinovic que remata ao lado (após desvio de William). Até final da 1.ª parte o Sporting através de um lance simples cria perigo. Rui Patrício bate para Bas Dost que ganha no ar para Bruno Fernandes, que serve Gelson (boa diagonal) e este atira por cima na cara de Varela.

Benfica volta ao 4x4x2
3. Aos 55 minutos Rui Vitória retira Pizzi e coloca Jiménez, fazendo regressar a equipa ao 4x4x2. Krovinovic assumiu uma posição mais central no campo e com a missão de construir jogo. Jiménez juntou-se a Jonas, permitindo à equipa ter mais gente na área, dando mais liberdade a Jonas. Com estas alterações o Benfica cresceu e encostou o Sporting ao seu meio campo, reagindo à perda de bola e não permitindo que Bruno Fernandes tivesse muito espaço para poder servir Gelson Martins que era o jogador mais solicitado nas saídas rápidas. Aos 59 minutos, o Benfica teve duas boas ocasiões de golo em dois remates de Jonas desviados por Coates e Piccini, com Rui Patrício já batido. Aos 66 minutos, Jiménez em boa posição, após combinação com Jonas, atira ao lado. Rui Vitória efectuou mais duas substituições e arriscou mais: retirou Fejsa e colocou Rafa, Salvio recuou para a lateral direita e André Almeida subiu para o meio campo. Aos 80 minutos saiu Rúben Dias e entrou João Carvalho. André Almeida recuou para central, Jorge Jesus refrescou a equipa com a troca de Bruno César por Acuña (muito desgastado) e com a entrada de Bryan Ruiz para a saída de Gelson. Aos 88 minutos, após um bom movimento ofensivo (Rafa - Krovinovic - Cervi - Rafa) foi assinalada uma grande penalidade que coloca justiça no marcador. Jonas não perdoou e o empate foi concretizado. Para o seu primeiro derby, Krovinovic fez um grandes jogo. Durou 90 minutos, nos quais construiu, definiu com qualidade e fechou bem defensivamente. Começa a assumir um papel cada vez mais preponderante na equipa."

Diogo Luís, in A Bola

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Onde andava este Benfica?

"1. Intensidade. Esta é uma das palavras mais usadas no futebol moderno e o derby de ontem foi um exemplo claro dos tempos que vivemos: corre-se muito em distâncias e em cada pique, mas isso não significa que se pense assim tanto. Rui Vitória que se viu ontem teve uma voracidade tremenda, que permitiu às águias sufocarem, durante 90 minutos, um adversário que nesta época tem apresentado um futebol mais maduro e sem os erros que os encarnados têm cometido. É mesmo caso para perguntar onde andou este Benfica até agora: uma equipa em alta rotação, pressionando sempre o homem da bola, ganhando segundas bolas, linhas sempre juntas, baliza sempre, não teria feito a Liga dos Campeões vergonhosa que fez. Mas significa isto que as águias jogaram assim tão bem? É sempre subjectivo porque a definição no último passe ou no remate. E os grandes jogadores, algo que, diga-se, não abundam na Luz. Por isso deve dar-se o benefício da dúvida a Rui Vitória: individualmente, o onze do Sporting é melhor que o do Benfica, mas o Benfica foi, como equipa, muito melhor que o Sporting. Isto quer dizer alguma coisa.
2. Nenhum treinador gosta de admitir que a sua equipa foi interior. Mas fica mal a Jorge Jesus fazer a análise que fez após o derby de ontem, quer na análise do jogo quer nos lances de arbitragem. Se noutros anos viu os leões superiorizarem-se às águias de forma categórica, ontem viu-se o inverso. E no que toca a clássicos, foi a segunda vez que vimos o Sporting a ser amplamente dominado, como se verificou no Sporting - FC Porto de Alvalade. Por isso mantenho a minha aposta: dos três grandes, os dragões continuam a ser os favoritos ao título."

Fernando Urbano, in A Bola

O plano B que se consolida, mas um atraso que aumenta

"Exibição do Benfica no dérbi é afirmação de uma nova ideia na Luz. Ainda irá a tempo?

Antes de mais, belo dérbi!
Agressividade, pressão alta na saída, espaços reduzidos por culpa também das defesas subidas, e um ritmo forte do princípio ao fim.
Um Sporting mais de contenção, mais na expectativa, e que sustentou ainda mais essa estratégia na vantagem no marcador.
Um Benfica que-já-perdeu-tudo-o-resto fiel à posse de bola, à construção em apoios curtos e à envolvência pelos flancos, uma ideia consolidada num plano B com três homens no miolo.
O resultado penaliza os encarnados, ainda a três pontos do Sporting, mas a cinco do FC Porto, uma margem já considerável se bem que com mais de uma volta de campeonato pela frente.
A exibição conseguida na primeira parte no Dragão precisava de um segundo capítulo para consolidar a ideia, e acredito, por aí, que a equipa sentiu-se superior ao rival de Alvalade no final dos 90 minutos.
Isso significa que o conjunto da Luz voltou a ter uma ideia, na qual o técnico já acredita há muito tempo, embora tenha demorado a aplicá-la, em que os jogadores cada vez mais confiam e da qual os adeptos podem, aparentemente, deixar de desconfiar.
Claro que não é perfeita. O plantel tem desequilíbrios para sustentar na perfeição mesmo esse 4x3x3 e, com maior rigor, até necessitaria de jogadores com outro perfil para uma ou duas posições do próprio onze-base. Do ponto de vista dos encarnados o ideal seria corrigi-los neste mercado.
O problema para o Benfica não é já a sua ideia – o que significa que já recuperou alguma coisa desde o início de temporada, em que até os jogadores acumulavam jogos e jogos em cima da desconfiança –, mas a regularidade dos rivais, que têm vacilado muito pouco.
Seja qual for o resultado no final, é muito provável que o sistema tenha vindo para ficar por algum tempo."

Um campeão também aparece nestes jogos

"Segundo jogo com os rivais que não consegue dominar.

O Sporting conseguiu o resultado mais positivo do dérbi. Empatou na casa do rival, manteve-o à distância e, aqui sim menos bom, perdeu dois pontos para o FC Porto. Não é razão para haver drama na casa do leão.
A equipa de Jorge Jesus aparece neste desce porque a soma da produção nos dois jogos com os principais rivais é curta, escassa. Em ambos os clássicos, ficou aquém da expectativa. Faltou-lhe jogar à-campeão, dominar, impor o seu jogo.
É verdade que pode nem sequer precisar dos pontos não conquistados para festejar no fim. Já aconteceu antes, e até com o adversário de hoje. É apenas o constatar de um facto, que vale o que vale e que poderá de nada valer no final.
O Sporting foi pior do que o FC Porto em Alvalade, e voltou a ser pior, na Luz, perante um adversário em crise e à espera de um aparente golpe de misericórdia que lhe acabasse com a agonia. A diferença perante os encarnados até foi maior do que frente aos portistas, mas isso terá a ver com o factor casa, o momento e as circunstâncias de cada jogo. Não faz sentido compará-los em demasia. 
Reforço: não há drama. O Sporting pouco perdeu na Luz. Só os tais dois pontos para um líder extremamente confiante, e o facto de deixar um rival vivo, a poder transformar a exibição em combustível de confiança.
Veremos o que a segunda volta nos traz. Haverá mais duas oportunidades e, face à intensidade da corrida, dificilmente o campeão não aparecerá nestes jogos."


PS: Sporting?! Campeão quando?!!! Aonde...?!!!

Pizzi foi embora cedo mas Krovinovic jogou pelos dois

"Por que razão o Benfica foi capaz de ser tão superior e de forma permanente?
Porque esteve excelente na reacção à perda da bola e, recuperando-a quase sempre rapidamente e em zonas ainda altas, deixou o Sporting muito desconfortável. Mas também porque, do princípio ao fim, os jogadores do Benfica foram sempre mais fortes nos duelos individuais. E ainda, para finalizar, porque Rui Vitória foi mais audaz a corajoso do que Jorge Jesus neste dérbi.

É possível que esta exibição tenha sido a melhor desde que Rui Vitória está no Benfica?
Quase de certeza que sim. A superioridade do campeão acabou até por ser anormal. O volume de jogo ofensivo das águias não foi próprio de um jogo desta dimensão. Poucas vezes um dérbi ou um clássico em Portugal teve um desfecho tão injusto.

Se foi assim tão superior, o Benfica não ganhou porquê?
Porque a sorte e o azar também fazem parte do futebol. A barra, a cabeça de Piccini em cima da linha e ainda mais 7 ou 8 oportunidades claras justificaram, em boa parte, este desfecho. Não foi só isso, porém. O excesso de tensão competitiva que o Benfica levou para este jogo foi importante para essa supremacia no volume de jogo, mas também pode ter sido essa mesma tensão a retirar discernimento no momento da finalização.

Em que capítulo do jogo é que, ainda assim, o Sporting esteve a um nível mais alto?
Tem uma equipa muito experiente e fez uma gestão inteligente nalgumas fases do jogo. Ora adiantando a linha defensiva sempre que possível (1.ª parte), ora baixando-a (2.ª), em função, também, daquilo que o comportamento do Benfica pedia. Mas onde os leões tiveram um comportamento irrepreensível foi nas bolas paradas defensivas. Actuação perfeita na resolução dos cantos e dos livres laterais do Benfica. Concentração e posicionamento impecável de todos. Nota máxima neste aspecto.

O que pretendeu Jesus com as duas substituições que fez?
Lançou dois jogadores experientes (Bruno César e Bryan Ruiz) para tentar ‘meter gelo’ nos momentos (poucos) de posse de bola que os leões tiveram nos últimos 15 minutos. Os que saíram (Acuña e Gelson Martins) são jogadores mais explosivos e verticais e o jogo, na perspectiva do Sporting, pedia exatamente isso: mais pausa e menos aceleração.

Rui Vitória mudou do 4x3x3 para o 4x4x2 e o Benfica não só manteve como até acentuou o domínio. Como se explica?
Já estava por cima em 4x3x3 mas, aí, ainda faltava algum ‘peso’ nos últimos 30 metros. Jiménez trouxe isso e, no meio, não se sentiu a saída de Pizzi porque Krovinovic (o melhor em campo) pelos dois. Ligou a equipa com bola (praticamente sem perdas) e foi um gigante na reacção à perda.

Jorge Jesus não conseguiu vencer nenhum dos últimos 4 jogos que fez frente a Rui Vitória. O que está a faltar?
Venceu os 3 primeiros e, provavelmente, o treinador do Benfica percebeu onde estava a ‘tecla’ que era preciso ‘tocar’. Na realidade, Jesus já não venceu um dérbi desde 2015. É um facto."

Alvorada... do Guerra

O dérbi e a Liga

"O Benfica joga aqui cartada fundamental, direi mesmo quase decisiva se não vencer. Se ganhar, o penta ficará ali bem à mão.

O grande dérbi
A horas inusuais e injustificadas, a não ser pela imposição televisiva, joga-se hoje o sempre apetecido e imprevisível Benfica - Sporting.
Todas as doutas análises, que sempre precedem estas dérbis, foram já exaustivamente feitas, ditas e escritas. Este é um dos jogos onde qualquer resultado se pode esperar. Se apenas olharmos para o nível exibicional dos últimos tempos, os leões levam alguma vantagem, embora menos do que aquela que se vem apregoando. Se pensarmos no carácter mais decisivo do resultado para cada uma das equipas, é claro que é o Benfica quem mais arrisca neste encontro, o que até pode vir a ser um factor distintivo nos 90 minutos. E, por fim, a Luz sempre é luz.
Por ora, deixo de lado essa ignominiosa manobra mediática em ambiente patologicamente dito concorrencial de ver quem mais agita e manipula, logo acolitada por outros estômagos ainda aziados pelo tetra benfiquista de, nas vésperas deste importante jogo, lançarem atoardas sobre jogadores do Rio Ave num jogo contra o Benfica. Curioso é o facto de, dois jogadores visados, um estar previamente ausente do jogo por castigo, outro ainda nem sequer era jogador dos vila-condenses e o outro ter sido então considerado o melhor jogadores do Rio Ave neste encontro!
Não deixa de ser curiosa a circunstância de, pondo de lado cada um dos jogos dos três grandes no Bessa, onde o Benfica foi o único que perdeu numa partida com uma série de circunstâncias pouco comuns, Benfica, Sporting e Porto estariam exactamente com os mesmos pontos.
E se quanto ao Porto há que reconhecer que está a fazer o melhor campeonato de entre os três sempiternos candidatos à vitória final, poderemos ver que o Sporting tem uma pontuação que até poderia ser bastante inferior. Senão vejamos: 2.ª jornada, Vitória de Setúbal em casa, com um golo de penálti bastante duvidoso no fim do jogo; 5.ª jornada, Feirense (fora) com um golo de penálti escusado na última jogada; 10.ª jornada, Rio Ave (fora) e que o Sporting nem sabe como venceu; 11.ª jornada, Sp. Braga em casa, safando-se da derrota com um penálti tonto dos bracarenses no último lance. Ou seja, nestes jogos o Sporting somou 10 pontos, mas se os 'deuses' estivessem todos contra, poderia ter somado apenas 3 pontos.
Já o Benfica venceu o Chaves (fora) no derradeiro minuto da 2.ª jornada e na 5.ª jornada foi feliz contra o Portimonense na Luz, com uma vitória não merecida. Ou seja, somou 6 pontos, mas até poderia só ter ficado com 2. Comparando, os dois rivais poderiam estar com os mesmos pontos na classificação. Tudo isto excluindo os confrontos de ambas as equipas com o FCP.
Não que isto sirva de consolo aos benfiquistas até porque a equipa deve e pode fazer bem melhor, mesmo com algumas inoportunas contrariedades e uma displicente programação do plantel. Mas, o certo é que as sempre tão repetidas e encomiásticas apreciações da equipa leonina, se correspondem a uma boa classificação, têm algo de fortuna e de acaso em que os jogos são férteis.
O Benfica de Rui Vitória joga aqui cartada fundamental, direi mesmo quase decisiva se não vencer o jogo. Não que, nesse caso, as distâncias não fossem assim tão largas, faltando ainda disputar uma segunda volta completa. Acontece que este ano é muito grande o fosso entre os clássicos candidatos e a maioria das outras equipas. Noutra Liga, meia dúzia de pontos de atraso não é quase nada, porque ao virar de uma jornada a probabilidade de perda de pontos é relativamente elevada. Aqui isso acontece cada vez menos, por isso, a sombra do desaire no Bessa paira no horizonte encarnado como 3 pontos que podem ser fulcrais.
Se o Benfica vencer o dérbi será um tónico fundamental para os 18 jogos que ainda há nesta época. E o penta ficará ali bem à mão.

A Taça da Liga
Lembram-se do que o Sporting e o Porto diziam desta taça, quando quase era monopólio de conquistas por parte do Benfica? Cobras e lagartos, taça dos pobrezinhos, taça Lucílio Baptista, taça em que nem vale a pena competir. Mesmo assim, e certamente contrariados por atingirem a final, o Sporting já perdeu duas e o Porto outras tantas. Pois este ano e inesperadamente, a taça CTT tornou-se-lhes um troféu apetecido e apetecível, uma glória para o seu acervo museológico, um brilharete para a sua estatística. Sempre o Benfica a servir de bitola: se está e ganha, a tacinha é pechisbeque, se não está e é de outro, a tacinha vira taçona e é de ouro: que lhes faça bom proveito. Mas ponham-se a pau, porque só um vai à final e lá poderão ter o primeiro vencedor da Taça da Liga, o Vitória de Setúbal.

G13
«Quando os pequenos se tornam grandes», assim intitulava A Bola o resultado da Assembleia-Geral da Liga. Boa manchete que bem define um momento que espero de viragem neste nosso futebol doente e resignado. Para isso, a revolta do G13 não precisou de nenhuma G3. Bastou-lhe usar o bom senso e o espírito de equidade. Assinalo como bem-vinda a proposta aprovada de não poder haver mais do que um jogador emprestado por clube (num máximo de seis), o que, aliás, poderá ser um desejável convite ao emagrecimento do número de jogadores contratados, pelos grandes, mas que nunca lá poisaram. Também aplaudo o descondicionamento dos sorteios (pena é que não se faça como em Inglaterra, em que cada volta tem sorteio separado), bem como o aumento da moldura penal para papagaios, periquitos, cucos, melros e pica-paus.
É claro que a 'associação da amizade Lumiar-Campanhã' abandonou a assembleia e se ouviram os habituais dislates sobre o seu funcionamento e resultado. É sintomático que os arautos da mudança, os guerrelheiros anti-sistema, os extemosos defensores da justiça desportiva só gostem de decisões que, afinal de contas, são as que convêm ao establishment e ao sistema de dois (ou mais) anéis. Uma lógica lampedusiana que, creio, eles gostariam que se eternizasse: é preciso que mude alguma coisa para que tudo fique na mesma. Pois não, esta AG veio trazer uma esperança de que é preciso que muito mude para que nada fique na mesma.

Contraluz
- A frase do ano: «Em Portugal, só jogo no clube A»
É o que se vê? Ele é Fábio Coentrão. Eles são uma série de jogadores exportados, mas que juram, se ninguém lhes ter pedido, eterno amor de Deus, poupem-nos a essas declarações que vão por água abaixo ao menor sinal, sobretudo monetário. Esta frase vem assim acrescentar actualidade a outra mentira habitual de afirmação peremptória de que «sou do clube X desde criança» ou «é o meu clube do coacção» (órgão vital logo derrotado pelo bolso munido de carteira).
- O marcador do ano: Harry Kane, do Tottenham Hotspur.
Não, não foi Ronaldo, nem Messi. Foi um brilhante avançado inglês de um clube mediano da melhor da liga do mundo, de apenas 24 anos. Marcou, no seu clube e na selecção inglesa, 56 golos em 2017, assim superando Messi, Ronaldo & Cª. Está para breve o fim do duelo, às vezes patético, entre o português e o argentino e vem aí a 'democratização' dos prémios, botas e bolas de ouro!
- Ameaça: Cristiano Ronaldo diz que quer sair.
dias, nova notícia em A Bola, sobre um eventual desejo de CR7 querer sair do Real Madrid por razões... salariais! E já vão não sei quantas ameaças de saída. A anterior foi no defeso de Verão. Fisco oblige...?
- Fracasso: André Moreira
Lembram-se do que se disse de o Benfica ter deixado que o Braga lhe 'roubasse' o promissor guarda-redes do Atlético de Madrid? Em boa hora, a Direcção encarnada não comprou o passe do jogador, que assim foi cedido por empréstimo aos minhotos. É que acaba de se saber que vai ver Braga por um canudo, agora que foi para o Belenenses... Ao menos, aqui o Benfica poupou umas massas.
- Saudades: Fim de carreira de grandes jogadores.
Em 2017, por exemplo Lahm, Lampard, Pirlo e Totti despediram-se dos relvados. Ausências dificilmente substituíveis."

Bagão Félix, in A Bola