Últimas indefectivações

sábado, 4 de dezembro de 2010

Espírito vencedor



Entrada demolidora após o intervalo, depois com o jogo aparentemente controlado deixamos o adversário aproximar-se perigosamente, mas a vitória já não fugiu...

Empatados



Não sei o que se passou hoje na Cova da Beira, mas esta equipa do Fundão, é provavelmente a equipa mais 'chatinha' que este Campeonato tem!!! Já os vi fazer anti-jogo do mais 'porco' possível, ainda o ano passado ganharam aos Lagartos em Loures dessa forma!!! Este ano são os principais candidatos ao 4º lugar, assim se o Benfica terminar a época regular em 1º, vamos ter que 'aturar' o Fundão nas Meias-Finais, portanto o Benfica tem que arranjar maneira de ultrapassar o autocarro de dois andares que o Fundão costuma trazer para os jogos!!! Tivémos a perder por 2-0, mas ainda fomos a tempo de evitar um mal maior..

O penitente

"“Saber jogar (...) em campos inclinados é uma velha tradição do FC Porto”. Ainda que não tenha sido essa a intenção, Rui Moreira pode ter aqui encontrado a única frase que todos os benfiquistas e, ao mesmo tempo, todos os portistas subscrevem. Trata-se, portanto, de um notável esforço no sentido da pacificação no futebol português. Tragicamente, Rui Moreira pode ter feito um mau serviço a si próprio, porque – logo ele, que tem um apego tão grande a discussões livres e abertas, sem qualquer tipo de condicionamento – pode ter delineado o fim dos programas de debate desportivo:

Portista – Fique sabendo que saber jogar em campos inclinados é uma velha tradição do FC Porto.

Benfiquista – Então, eu não sei disso... Não podia estar mais de acordo.

(E é nesta altura que o comentador afeto ao Sporting fica sem saber o que dizer, porque se, por um lado, quer concordar com o portista, faz-lhe confusão não discordar do benfiquista).

Seja como for, o encanto da frase está no seu caráter dúbio: escrita por um comentador afeto ao FC Porto, a frase pode revelar ou uma honestidade desarmante, ou uma torpeza inaudita. E para aqueles leitores que defendem que, por se tratar de Rui Moreira, nos devemos inclinar sem demoras para a hipótese “torpeza”, devo dizer que não me revejo nesse julgamento precipitado, e até difamatório, com o qual me recuso a pactuar. Na minha opinião, depende de que Rui Moreira estamos a falar. Por exemplo, o Rui Moreira de outrora, crítico em relação aos métodos de Pinto da Costa, poderia perfeitamente revelar uma honestidade desarmante. Em contrapartida, o Rui Moreira atual já teria alguma dificuldade nessa matéria, uma vez que se encontra em pleno processo de penitência. E, como sabem os crentes, a penitência implica atos como jejuns, peregrinações e vigílias. Isso mesmo: vigílias. Começa tudo a fazer sentido."

Erros, Mou e "corridas"

"1. Perdoe-me o leitor o desvio às questões desportivas. A pesquisa de Sofia Pinto Coelho sobre “erros judiciários”, exibida nas últimas semanas na SIC, fez alguns pasmar, outros corar, muitos outros compreender, pedagogicamente, a justiça. Erro é condenar quem não pratica um crime. Erro é também absolver quem praticou um crime. São os dois riscos que se correm na justiça dos homens. Nada de novo para quem já viu o suficiente nos corredores e nas salas dos tribunais. Mas é cru ver os dramas humanos de um possível equívoco, reflectir depois de ver como a jornalista (e jurista) averiguou o percurso de quem julgou e, depois, concluir. Percebe-se que o julgador tem, nas sociedades democráticas, um dos poderes mais significativos de um poder judicial independente: a “livre apreciação da prova”. Dela resulta que só se condena quando o juiz não tem “dúvida razoável” sobre os factos. Isto é, na outra face, a eventual dúvida é sanada quando a prova existente é, em conjunto, suficiente para se estar convicto da versão dos factos que leva à condenação. Ao invés do que parece ser agora tendência, não se condena com a certeza nem se aspira à certeza: esta poucas vezes poderá subsistir. Em tribunal – ou em qualquer outra jurisdição – ambiciona-se a reconstituição da verdade. A reconstituição possível. Sendo assim, não se alcança que certa prova em certo processo seja valorada contra a evidência de um juízo comum. E não se entende bem, aqui e ali, a despreocupação em fundamentar com rigor e transparência as decisões, o que antes era uniforme “questão de honra”. Pois é por aqui que – também – alastra a crise de valores: porque se começa a gerar a ideia que a justiça é, em certos casos, menos intransigente na defesa de certos princípios, pelo menos os que têm arrimo na lei. Nomeadamente no ilícito relacionado com o poder ou ligado a um certo poder. Neste país pequeno e apoucado, é pois tempo de recompensar e estimular quem, como autoridade e com autoridade, vai contra esta corrente! Afinal, não me desviei assim tanto...

2. Mourinho tem a partir de agora a prova mais difícil da carreira. Como, por exemplo, Jesus está a ter e teve Jesualdo no FCPorto depois de alguns desaires na Champions. Seja como for, a conferência de imprensa de Mourinho depois do jogo de Nou Camp é um manual de reação a um desastre. Disse tudo bem e no sítio certo. Visto e revisto, esvaziou logo ali metade do efeito “boomerang” da humilhação. Em comparação, viu-se novamente o que é hoje preciso no currículo de um treinador de “clube grande” e “mediático”. Para quem não há justiça, mesmo que aqui e ali com erros. Só conta a bola na rede: se entrar, tudo está absolvido; se ficar à porta, a condenação é certa. Justiça dos homens, claro está!

3. Justa ou injustamente, Portugal e Espanha não ganharam à Rússia. Julgo que a Ibéria partiu à frente mas perdeu na reta final da meta. Onde esteve concentrado o poder das “cabeças” do Comité Executivo da FIFA. Agora sim, começam a sério as outras “corridas”. Internas. Para a Federação."

Pragmatismo



Não foi um jogo espectacular, o Benfica não deslumbrou, mas ganhou, e na minha opinião até fez um jogo inteligente!!! Os Algarvios 'fecharam-se' bem, aliás o Olhanense deste ano só sabe defender!!! Tentaram jogar sempre em superioridade numérica na zona da bola, e o Benfica foi obrigado a trocar muitas vezes de flanco, com a bola passar pelos centrais, provavelmente estes movimentos deveriam ter sido feitos com mais velocidade, mas foi necessário fazer passes seguros, porque qualquer perda de bola do Benfica, podia dar um contra-ataque perigoso. Foi daqueles jogos onde é preciso paciência, até porque com o passar do tempo, os adeptos vão ficando impacientes...
Mais um grande jogo do Roberto, provavelmente o melhor David Luíz da época, o Maxi a subir, o Saviola a ganhar confiança, e o Cardozo a marcar (não interessa como). Uma nota para o Coentrão: também tem direito a ter uma noite menos inspirada!!!
É verdade o Moretto 'ajudou', nestes jogos o primeiro golo é normalmente o mais difícil, mas não gostei dos cânticos em tom de gozo a seguir ao 'frango'. Recordo que em jogos oficiais pelo Benfica, o Moretto deu um único 'frango', num jogo em Paços de Ferreira, num jogo que não contava para nada, cometeu muitos erros, mas por obra e graça do Espírito Santo a bola não entrava!!!
Mas acima de tudo teve uma noite verdadeiramente notável, onde fez efectivamente defesas impossíveis!!! Apesar de alguns sustos pelo meio, o jogo com o Barcelona na Luz, foi de certeza uma das melhores exibições de sempre de um guarda-redes do Benfica na Catedral!!!
Ainda hoje (mesmo com mais um frango) considero que o Moretto tem um potencial enorme, mas infelizmente para ele (e hoje para Olhanense), tem regularmente 'brancas', é um caso típico de alguém que tem 'quase' tudo para ser 'grande', mas falta o 'quase'!!!

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

O triunfo dos porcos

"Alguns lembrar-se-ão. Uma das mais antigas edições portuguesas de «Animal Farm», de George Orwell, ganhou em português o nome de «Triunfo dos Porcos». Havia um porco velho, chamado Major, que sonhava com uma revolução contra o poder antigo e centralizado dos homens. As regras eram claras:
«1. Qualquer coisa que ande sobre duas pernas é inimigo.
2. Qualquer coisa que ande sobre quatro pernas ou tenha asas é amigo.
3. Nenhum animal usará roupas.
4. Nenhum animal dormirá em cama.
5. Nenhum animal beberá álcool.
6. Nenhum animal matará outro animal.
7. Todos os animais são iguais.»
Portugal: ano 2010. A revolução dos porcos tomou conta do País, das ruas, dos cidadãos, dos tribunais e das mentalidades. Sabemos que qualquer coisa que ande sobre duas pernas é inimigo: sobretudo, se tiver o vício de dizer a verdade e não aceitar a corrupção intelectual a que o querem sujeitar. Sabemos que os quadrúpedes são amigos: principalmente aqueles que nos mentem, que nos roubam e insultam a nossa inteligência. Sabemos que os animais não usam roupas, não dormem em camas nem bebem álcool (a menos que dê jeito para atropelar impunemente um fotógrafo infeliz ou espancar incautos jornalistas). Não temos a certeza de que nenhum animal mate outro animal; mas estamos convencidos de que a qualquer momento um animal é capaz de matar alguém que ande sobre duas pernas. Sabemos que todos os animais são iguais: conhecemo-los bem! Eles não se escondem. Andam por aí, alegres e impunes. São recebidos com pompa e circunstância no Parlamento; merecem a consideração de convites do Presidente da República, dão entrevistas, ocupam tempos de antena. Há uma máxima indesmentível nesta revolução dos porcos: «Quatro pernas é com; duas pernas é mau!» Não corram riscos: contem as vossas pernas! Alguns lembrar-se-ão do livro de Orwell: os porcos levantaram-se e começaram a andar apenas nas patas traseiras. Os porcos levantaram-se! Caminham sobre as patas traseiras. Até conduzem automóveis. Tenham cuidado: não se atravessem nunca na frente de um porco que guia!"

Afonso de Melo, in O Benfica

...mais vale tarde do que nunca !!! (foi preciso ser 'expulso' da tribuna!!!)

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Noite de Taça





Não podia perder a visita do Benfica ao meu concelho, assim apesar do frio lá fui ver ao vivo a festa da Taça. Pavilhão bem composto, e nem o granizo a cair em cima da chapa do pavilhão, arrefeceu os ânimos!!! Cada cesto dos da casa foi festejado como da vitória de um Campeonato se tratasse!!!

Apesar dos 30 pontos de diferença, o jogo até começou com um parcial de 9-0 contra o Benfica, que para isso muito contribui o Mascarenhas com vários falhanços inacreditáveis debaixo do cesto!!! Mas o nosso capitão 'acordou' e acabou com a brincadeira.

Sem Americanos (o Jenkins, e o Henry ainda tiveram o banco mas não entraram, assim como o Sérgio. O Heshimu e o Reed ficaram a descansar), o jogo deu para dar minutos aos menos utilizados.

O Jordão 'mole' como sempre espevitou-se na segunda parte, o Minhava quis dar show mas saiu quase sempre mal, o Carreira a regressar de lesão melhorou bastante durante a partida. Grande jogo do Tavares com 5 triplos, muita intensidade do Elvis, Mascarenhas quase sempre mal a lançar ao cesto, e excelentes indicações do Ferreirinho, que sofreu a 'normal' discriminação dos árbitros por ser simplesmente o 'puto' da equipa, levando 'pau' a 'torto e a direito' e nada era marcado, e depois ainda lhe marcaram 'passos' por duas vezes!!!
Agora nos Oitavos-de-final jogamos em casa com o Guimarães.

Tenho ainda que declarar que por causa deste jogo, a minha partida de futsal semanal não foi realizada, já que o Pavilhão estava ocupado, estou à espera da indemnização!!!
Uma nota final para a Benfica TV: No Domingo passado esta equipa do Gaeirense jogou com os sub-20 do Benfica, em Lisboa, para o Campeonato da CNB1, e a Benfica TV transmitiu o jogo. E nos gráficos podia-se ler: Benfica-Óbidos!!! Apesar do concelho ser pequeno, as rivalidades existem, e entre as Gaeiras e Óbidos, a rivalidade é enorme, por isso imagino a indignação dos mais fundamentalistas...!!!!

Com Xau, lavam mais branco

"NO final do jogo de Aveiro, no momento daquela coisa que se convencionou chamar flash-interview, o profissional do microfone de serviço, não contente com os pormenores do jogo e com o desfecho do resultado, que foi favorável ao Benfica, entendeu levar a conversa com Jorge Jesus para o âmbito das relações entre o treinador e os jogadores e entre o treinador e o clube.
Embora o regulamento daquela coisa a que se convencionou chamar Liga de Clubes, e que é a entidade organizadora dos jogos, desautorize os profissionais do microfone de serviço de levarem as suas questões para além do âmbito do jogo a que acabaram de assistir, não é de todo invulgar, nem muito menos suspeita, a curiosidade dos jornalistas pelas circunstâncias mais gerais.
Foram tão pouco invulgares as questões do profissional do microfone a Jorge Jesus como também não foi em nada surpreendente a primeira resposta do treinador do Benfica, impacientando-se com o jornalista, remetendo-o para o tal regulamento da Liga que só permite aos jornalistas cingirem-se à matéria de facto dos 90 minutos de jogo em causa.
À segunda investida do repórter, Jorge Jesus perdeu definitivamente a paciência e com um popular e em nada acintoso «então, xau!» pôs-se a andar dali para fora. Fez muito bem o treinador do Benfica que se poupou, e nos poupou, a um diálogo menos urbano optando pelo silêncio que não ofende nem embaraça ninguém.
O assunto morreria ali se o profissional do microfone, sem o adversário por perto, não resolvesse terminar a sua exibição com uma graça a despropósito, como qualquer velho e competente jornalista lhe reprovaria, qualquer coisa do género: isto aqui não é «a Benfica TV», o que lhe era absolutamente dispensável porque só veio reforçar a justeza da retirada de Jorge Jesus perante um repórter do tipo engraçadinho e, francamente, sem maneiras. Sem maneiras de jornalista, obviamente.
Há jornalistas, sempre houve, que se queixam muito de coisas sem importância nenhuma.
Na noite de domingo, por exemplo, durante a transmissão do jogo de Aveiro os comentadores de serviço queixaram-se o tempo todo do frio que sentiam, acrescentando pormenores sobre a descida do mercúrio nos termómetros e as aflições que os rigores do Inverno lhe estavam a causar. Depois, quando o jogo acabou, como também sabemos, veio mais um jornalista da TVI, em jeito de rábula, queixar-se de que o treinador do Benfica não lhe respondia às perguntas que trazia escritas de casa.
São os ossos do ofício, sempre ouvi dizer quando fui jornalista. Se está frio, paciência, aguentem-se porque os leitores ou os telespectadores não têm nada a ver com isso. Se os entrevistados não nos respondem como gostávamos, outra vez paciência, para próxima teremos de preparar melhor o nosso trabalho. Mas sempre poupando o público que nos lê ou que nos ouve às agruras inevitáveis de qualquer profissão.
No dia seguinte, este incidente na flash-interview produziu, pelo final da tarde, uma série de pequenos acontecimentos em cadeia.
Sem que a TVI tenha denunciado ou protestado algum comportamento inconveniente ou de cariz violento perpetrado, no rescaldo do «então, xau», por algum funcionário do Benfica sobre o seu funcionário-jornalista, correu a notícia de que tal teria acontecido o que motivou o FC Porto a redigir, através do seu gabinete de comunicação, um comunicado acusando a actual gerência da Luz de um comportamento igual «aos dos filmes sobre gangsters».
Reagiu com uma rapidez que, este ano, tanto tem faltado ao nosso meio-campo, o gabinete de comunicação do Benfica com um comunicado que mais não é do que o elencar de uma série já com duas décadas de tropelias e actos de violência ou ameaças perpetradas contra treinadores, jogadores e jornalistas, a última à porta de um tribunal no Porto e que consistiu de um ensaio de atropelamento e fuga de um repórter fotográfico, documentado por imagens e sons num registo que, na altura, teve o merecido destaque informativo.
Provavelmente nunca se saberá se o jornalista que foi vítima dessa gracinha automobilística apresentou queixa na polícia. É de crer que não tenha apresentado. Como já foi referido, actualmente, tal como num passado não muito distante, há sempre profissionais da informação mais inclinados a queixarem-se do frio ou da chuva, que são os ossos do ofício, do que da pancada, que são os ossos mesmo a sério.
Entra assim para a pequena história dos energúmenos do futebol português o jornalista da TVI a quem Jorge Jesus disse «então, xau!». Não sendo certo que tenha sido molestado fisicamente - o Benfica desmente o incidente e a TVI não o confirma - é mais do que certo de que é o primeiro jornalista a ser defendido, em comunicado pelo FC Porto, o que é obra quase tão cómica quanto a bucha final do referido jornalista - a referência à Benfica TV - no seu diálogo interruptus com o treinador do Benfica.
Quanto ao comunicado do Benfica, vê-se bem que foi escrito à pressa, o que se lastima.
É de todo compreensível o facto de o FC Porto tentar fazer uma lavagem do seu passado histórico, através do seu gabinete de comunicação onde, provavelmente, até trabalham pessoas que ainda nem tinham nascido quando apareceram os primeiros jornalistas queixando-se de forte pancadaria.
Mas já não é nada compreensível que o Benfica, na urgência de uma resposta bem pensada mas muito mal medida, tenha colaborado nessa mesma lavagem apresentando uma short list, ou seja, uma lista muito resumida de nomes, de factos e de situações que, algumas, conseguiram mesmo o notável feito de ultrapassar o âmbito exclusivamente desportivo.
Foi, de facto, uma pena perder-se uma oportunidade destas.
E toda esta nervoseira apenas porque, no fim-de-semana, o Benfica conseguiu baixar de 10 para 8 não menos épicos pontos a distância a que se encontra do líder do campeonato. Se alguma vez se chegarem aos 6 pontos de diferença… ninguém sabe o que se poderá passar no país.
Em termos de comunicados, obviamente.
Até lá, então, xau.
E com Xau, lá vão lavando mais branco.

SEMPRE que não ganha um jogo, André Villas Boas faz-se expulsar do banco pelo árbitro.
Aconteceu em Guimarães e aconteceu em Alvalade. No entanto, esta semana, o treinador do FC Porto não conseguiu fazer da sua expulsão um caso cuja ressonância abafasse a semana toda em nome das injustiças a quem o seu emblema é sujeito.
Mais uma vez José Mourinho roubou-lhe o protagonismo e sentou-o no seu devido lugar.
O que vale isso de ser expulso pelo Jorge Sousa comparado com levar 5 do Barcelona em Nou Camp?"

Leonor Pinhão, in A Bola

A fruta volta ao futebol

"«TIRANDO as maças... a recepção foi normal»: foi assim que A BOLA de domingo transcreveu uma bem-humorada declaração de jogador Varela.

A fruta voltou, assim, aos estádios. A verdadeira. Neste caso a maça. Só não sei se boa, ácida ou podre. Se reineta, ou bravo esmolfe (ou será bravo es...golfe?).

A fruta foi sempre muito invocada nos meios futebolísticos e afins. Por exemplo, ficar com um grande melão é muito habitual depois de certos jogos. Ou escorregar numa casca de banana também é exercício em que ingénuos caem com frequência. E quando certos árbitros para certos clubes marcam um penalty que cai que nem ginjas (nos últimos minutos é como a cereja em cima do bolo) não admira que passem as passas do Algarve.

Nos tempos que correm, também escasseiam as aquisições ao preço da uva mijona. E mesmo que se trate de um cacho de jogadores, nem sempre se passa da cepa torta.

Mas não são apenas as maças que estão na moda. Há quem faça, no futebol, aquilo a que se chama um negócio e pêras ou, dito de outra forma frutícola, um negócio de escachapesse-gueiro, mesmo que em causa não esteja que o supra-sumo da batata (passo o exagero de transformar batata em fruta).

Há sempre os que acreditam que há-de chegar o tempo de vir a mulher da fava-rica, ainda que para isso tenham que pesar figos. E há os que não ligam pevide ao contrário de outros que dão o litro, ainda que, não raro, dando razão ao velho adágio de que por cima de melão vinho de tostão.

No futebol e não só, a conversa é como as cerejas... Só não falo da fruta proibida que é a mais apetecida em certos meios. Nem de cacau ou de carioca de limão. E muito menos de marmelos. Fruta da época... ou de certas épocas!"


Bagão Félix, in A Bola

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Com Brio...



Depois da epopeia na Sérvia, a equipa só chegou a Lisboa na Segunda à noite, restou um treino na Terça para preparar este jogo. Sem o Bebé, nosso guarda-redes titular (lesionado), mas com um excelente jogo do Victor Hugo, e sem o Joel, um dos nossos melhores jogadores e o nosso principal goleador (estranhamente castigado com 2 jogos - cumpriu hoje o segundo jogo - depois de jogar uma bola com a mão dentro da nossa área - creio que foi essa a razão da expulsão), os Campeões Europeus, não tremeram, bem pelo contrário. E nem sequer o golo precoce do adversário, intimidou os nossos jogadores.
Grande partida da nossa equipa, com muita intensidade, e com poucas abébias defensivas. Mesmo com alguns erros graves (A 30 segundos do final da primeira parte, não foi dada a lei da vantagem, numa situação clara de golo para o Benfica. Mais uma agressão do Porco Cardinal. Segundo golo Lagarto precedido de falta, cometida pelo mesmo Porco), foi provavelmente a melhor arbitragem num clássico de Futsal dos últimos tempos.
O Sporting fez um fortíssimo investimento no Futsal (e Andebol), contratou o ex-Seleccionador Nacional, que antes do Benfica 'aparecer' na modalidade, foi repetidamente Campeão Nacional pelos Lagartos, portanto percebe-se o nervosismo com mais uma derrota, imediatamente a seguir à eufórica qualificação para a Final-Four da UEFA Futsal Cup.
Nunca gostei do Sr. Orlando na Selecção, portanto não será agora que vou começar a apreciar as suas qualidades. A Flash-Interview foi previsivelmente vergonhosa, já na Selecção tinha o habito de falar constantemente do árbitro sempre que perdia (algo que qualquer adepto tem 'direito' de o fazer, mas os treinadores não podem usar sempre a mesma 'cassete')...
O comportamento nas bancadas por parte dos adeptos Lagartos também não surpreendeu!!! Mais uma vez, os aprendizes de macacos, passaram o jogo todo pendurados na rede atrás da baliza!!! São tão escandalosas estas atitudes, como a permissão por parte das autoridades das mesmas, e eu sinceramente nos jogos das modalidades não tenho visto os adeptos do Benfica a fazerem estas tristes figuras (ultimamente). Após o final do jogo ainda foi lançado um petardo, da Juve Leo, para cima dos adeptos do Benfica, impunemente diga-se!!! Aliás como é habitual nestas ocasiões as forças policiais, servem essencialmente para proteger os delinquentes, e se for preciso quem leva com os petardos (ou cadeiras, ou pedras...) em cima, ainda tem que se explicar perante as 'autoridades'!!!
Somos lideres, mas não podemos adormecer, necessitamos de cavar um fosso, para os nossos principais adversários, para podermos gerir melhor a equipa, é importante acabar a época regular em primeiro lugar, para evitar uma Meia-final do Play-Off com os Pasteis, ou com as Osgas, algo que não conseguimos o ano passado. Temos na minha opinião melhor equipa, mas existem factores 'estranhos' que podem 'equilibrar' as partidas no Play-Off...
Uma nota final para o Diece, é inevitável as comparações com o Ricardinho, e por isso o Brasileiro tem tido um trabalho difícil, mas hoje marcou um enorme golo!!!

Quinze segundos

"Para se ser agreste em televisão, sem ficar mal no “boneco”, é preciso experiência, talento, sentido de oportunidade e elegância. Recordo, por exemplar, uma “entrevista” de Joaquim Letria a uma cadeira vazia – aquela em que deveria estar sentado um ministro que, depois de confirmar a presença, “desapareceu” para parte incerta. Lembro, por categórico, o momento em que um líder (já extinto) da Direita portuguesa insinuou perante José Alberto Carvalho que este se limitava a reproduzir perguntas “sopradas” da régie. O jornalista retirou o auricular do ouvido e, daí em diante, deixou o seu interlocutor suar (literalmente) as estopinhas.

No domingo, após o jogo entre Beira-Mar e o Benfica, um “repórter” da TVI – cujo nome propositadamente já esqueci – apresentou a sua candidatura aos famigerados 15 minutos de fama referidos por Andy Warhol. Fê-lo de forma atabalhoada: na “flash interview” com Jorge Jesus, saltou das ocorrências da partida para um alegado “ambiente de balneário” e para um “momento de contestação” ao técnico. Jesus ainda respondeu à primeira. À segunda, soltou o já famoso “então tchau”. Ora tivesse a coisa ficado por aí e passava. Nada disso: balanceado nos seus 15… segundos, o “repórter” decidiu lançar um ataque à Benfica TV (e à opção de o clube antecipar no canal os jogos da Liga) e acabar a proclamar que “ali” é ele quem decide as perguntas. Acontece que não é – e a ignorância da lei não aproveita ao prevaricador. Segundo os regulamentos das “flash interviews” – inventadas para “cobrir” mais uma janela publicitária e para colecionar um “sound byte”, de quando em vez –, as perguntas devem cingir-se ao recém-terminado jogo. Não foi o caso. E não vale a pena a TVI ou algum dos seus responsáveis invocar a defesa superior do jornalismo; quando se tornou compradora das transmissões sabia o que dizia o regulamento. Tal como sabe Sousa Martins que, na noite seguinte, no programa “Prolongamento”, tentou argumentar que ninguém o cumpria. Mau serviço, rapazes. Acredito que seja um caso de ignorância, mais do que de má vontade. Mas foi para situações como estas que se criaram os pedidos de desculpas.

Pior, muito pior, foi o comunicado publicado em nome do FC Porto. O problema não lhe dizia, de todo em todo, respeito. Só uma obsessão guerrilheira justifica o “parecer”, por acaso subscrito por quem também é campeão no “blackout”. Tenho, de resto, a ideia de um diretor de comunicação a insultar e ameaçar um antigo colega da RTP por causa de uma questão mais incómoda – deve ser engano meu… A alusão aos “filmes de gangsters”, vinda de quem vem, evoca diretamente outro género cinematográfico: a comédia. Se tivesse graça, não seria um drama."

Roberto e vergonha

"Diz-se que o primeiro grande guarda-redes do Benfica respondia pelo nome de Chiquinho. Foi há tantos anos, numa espécie de Idade da Pedra da bola lusitana, que já são escassas as referências. Só que desde meados do século passado, a memória regista um desfile de excelentes guarda-redes. José Bastos, Costa Pereira, José Henrique, Bento, Silvino, Neno, Preud'homme, Enke, Quim...
Esta temporada, altamente credenciado, o espanhol Roberto chegou à Luz, acompanhado pela convicção de que o Benfica havia garantido um excelente guardião para esta e as próximas temporadas. Tratou-se mesmo de um investimento avultado, motivo forte para legitimar todo o rigor do negócio. A adaptação não foi a melhor, Roberto transmitiu algumas dúvidas, se calhar muitas dúvidas.
Ainda assim, a campanha que lhe foi movida teve foros de crueldade, valendo mesmo a lamentável cumplicidade, de resto altissonante, de alguns benfiquistas.
E agora? E depois dos últimos encontros, ainda que estas linhas estejam a ser escritas antes do embate de Israel? Não tem sido Roberto a primeira garantia de segurança defensiva do conjunto? Não há razões para acreditar que um jogador tão jovem tem todas as condições para se impor, sem reservas, na defesa das redes vermelhas?
Houve quem tentasse destruir o guarda-redes espanhol. As suas últimas prestações talvez não destruam os seus detractores. É que, infelizmente, a vergonha não mata."
João Malheiro, in O Benfica

Objectivamente (Taça)

"Na última jornada da Taça de Portugal, que bonito foi de ver dois chegados amigos e antigos cúmplices tão embevecidos com a eliminação do Moreirense!
Vítor Magalhães, presidente do clube minhoto, e Pinto da Costa estiveram mais uma vez de acordo. Apesar de o árbitro Paulo Baptista ter anulado um golo limpo a Antochouet e ao Moreirense, que dava boa vantagem neste jogo a eliminar, isso não impediu esses dois homens de boa fé festejarem em conjunto a 'esperteza do treinador Villas Boas' que soube fazer as substituições (como dizia Magalhães) na hora certa e com isso ganhar merecidamente eliminatória.
Que ternurento! Que fantástico 'fair play' tem este ex-presidente do Vitória de Guimarães que se transferiu a custo zero para o Moreirense!
Todos se recordam da fortíssima amizade entre FC Porto e Guimarães na regência deste camarada. E pior que isso é o que nos faz lembrar o regresso ao passado depois de tantas absolvições nos tribunais da cidade do Porto, sobre processos que metem futebol e tanta protecção ao FCP pelos árbitros, conselhos de Justiça e Disciplina, etc, etc., à boa maneira dos tempos do 'Apito Dourado'. Há pessoas que dizem estar já enjoadas de tanto se falar do 'Apito'. Pois por mim vão ter de ouvir falar disto até ao vómito, porque eram náuseas que esta gente provocava nas pessoas quando combinavam, arranjavam e armadilhavam competições, atrás de competições! Pois agora vão ter de nos ouvir!
Eu imagino o que seria se fosse o Benfica, ou qualquer outro clube, a beneficiar deste roubo ao Moreirense! Ainda hoje não se tinham calado... pois não sr. Magalhães!?"
João Diogo, in O Benfica

As previsões inalteradas do Tempo

"Um treinador encontrará a sua faceta solidária, cristã, tal a forma como 'defenderá' Jesus. Terá igual empenho, como toda a corja de árbitros que ajudará sempre que necessário a sua equipa e que dependem do poder de uma corja ainda maior, que determinam as subidas e descidas dos mesmos nas várias divisões do futebol português. O mal congénito, de qualquer elemento ligado ao clube que treina, ter de falar de assuntos ou de gente ligada ao Benfica, manter-se-á estável.
Jesus não precisará desta defesa, porque simplesmente, não foi nem será atacado. Como foi Mourinho, com ameaças presenciais, feitas ao próprio e à família na véspera de uma final e Co Adriaanse, com pedradas e pontapés, no carro.
No Benfica a crítica e o descontentamento continuarão a não ser sinónimos de desunião, antes pelo contrário. Aqui não se diz uma coisa e depois faz-se outra. Que o digam Fernando Barata, Pimenta Machado, Octávio, Américo de Sá e Morais, se estivessem entre os vivos, a filha de Pedroto, Mourinho e tantos outros 'descartáveis' da canalhice pura.
Quanto a Jesus, espera-se apenas que não 'dê a outra face', pois Judas está identificado há muito. Fica o aviso.
As lágrimas de 'crocodilo', tentarão enganar os incautos, o que não é certamente o meu caso. Pilatos, já se sabe, lavará as mãos, mais uma vez, como fez com o 'Apito Dourado', as viagens de Calheiros e as facturas da Cosmos, os 'quinhentinhos', o Guímaro, as escutas etc, etc, etc...
A Imprensa e TV continuarão com o medo de costume e a maior parte dos clubes da Liga permanece subserviente como convém, mesmo quando lhes são anulados golos limpos, ficam penáltis a favor por marcar e castigados treinadores com critérios não aplicáveis ao 'crocodilo'.
Coitadinho do hipopótamo!"

António Melo, in O Benfica

Em nome do Pai

"Os poucos minutos de que Nuno Gomes dispôs para entrar no jogo e marcar um excelente golo terão sido dos mais emocionantes e inesquecíveis da sua vida. Todos sabemos porquê. Erguendo os olhos marejados de lágrimas e os braços para o céu prestou uma homenagem ao pai recentemente falecido. Depois deixou-se abraçar pelos colegas e chorou, coisa que um homem deve sempre fazer, sem preconceitos nem inibições, pelas razões do coração ou por outras igualmente estimáveis e profundas.
Mas há outro motivo pelo qual Nuno Gomes não esquecerá estes escassos minutos. É que eles bastaram para mostrar ao treinador e ao público que ainda pode ajudar o Benfica na luta pelo lugar a que tem direito e porque recebeu uma ovação que guardava em si todo o carinho que os benfiquistas têm por este profissional sério, talentoso, combativo e leal.
A escolha de quem deve formar equipa é sempre uma legítima perrogativa dos treinadores, pois são eles que trabalham com os jogadores, que os conhecem física e psicologicamente e que os avaliam na relação com o grupo. Porém, os aspectos emocionais ligados a um percurso exemplar como o de Nuno Gomes não podem deixar de ser levados em conta. Por isso merece aplauso a decisão de Jorge Jesus de devolver o internacional português aos relvados, porque vale a pena continuar a contar com ele, mesmo que seja para partilharmos os momentos de comoção de que é protagonista.
Os finais de carreira nunca são, seja que área for, processos fáceis de gerir, porque envolvem aspectos emocionais, afectivos e profissionais de uma grande complexidade. No fundo, há um ciclo que chega ao fim quando se tem ainda uma vida inteira pela frente para ser vivida e fruída em pleno. O importante é sempre sair, é parar com a dignidade e a elevação que uma carreira brilhante exige. Tudo o que estiver abaixo disso sabe sempre a muito pouco, por não ser justo."
José Jorge Letria, in O Benfica

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Rock in the USA !!!




NeoBlanc 12

Tabela Anti-NeoBlanc:

Benfica......... 24 (-9)... 33
Corruptos..... 32 (+5)... 27
Braga............ 17 (+1)... 16
Sporting........ 19 (+4)... 15



E ao décimo segundo jogo, os Corruptos foram efectivamente prejudicados!!! Aleluia!!!

Em Aveiro, num jogo onde mais uma vez, sentiu-se a ausência deliberada dos adeptos do Glorioso, o Benfica voltou às vitórias, jogando bem, merecendo os 3 pontos, sem ajudas 'exteriores' (bem pelo contrário), com os jogadores do Benfica a festejarem os golos efusivamente em conjunto desmascarando os mentirosos e cobardes boatos dos últimos dias, e ainda com o regresso do nosso Tacuara aos golos (e o Saviola)...
A polémica do 'Tchau' já foi discutida aqui no blog, portanto passando à frente:
Por acaso repararam que nos dois lances mais perigosos do Beira-Mar, a 'linha do fora-de-jogo' desapareceu?!!!
Ambos no início da segunda parte, ambos pelo Ronny. No início da jogada, que termina com o remate ao poste do Roberto, fica a dúvida se existe fora-de-jogo, não me parece ter existido, mas a famosa 'linha' não apareceu. Noutra jogada, desta vez de bola parada, onde aparecem 3 jogadores do Beira-Mar sozinhos à frente do Roberto, nunca apareceu a 'linha do fora-de-jogo', nem sequer uma imagem dos jogadores no momento que o livre foi cobrado.
Devem ser os famosos critérios 'editoriais' da TBI...
A arbitragem foi uma 'merda', o Paixão tem uma tremenda paixão pelo apito, a obsessão é tanta, que só pode acabar em casamento!!! Apitou tudo, bastava pedir, que o homem marcava, com excepção das faltas frontais junto da área do Beira-Mar, mas isso deve ser 'regra'!!! Apesar deste critério apertadissimo tecnicamente, disciplinarmente deixou passar tudo!!! Para comprovar a minha teoria, temos o Djamal, uma versão Afro do Paulinho Santos, que conseguiu chegar ao fim do jogo sem ser expulso!!!
-Penalty por marcar, mão do Moreira. Tenho uma opinião ligeiramente diferente da maioria dos Benfiquistas!!! Depois de ver o lance na televisão acho que é penalty, mas não é de fácil julgamento. Nestes lances a intenção é determinante, e o guarda-redes dá uma palmada na bola, a pouca distância do seu colega de equipa, portanto o contacto podia ter sido involuntário, mas nas repetições vê-se um movimento de 'abrir' os braços, no momento da intervenção do Rui Rego, portanto devia ter sido marcado penalty.
-Penalty sobre Cardozo bem marcado. Puxado pela gola da camisola. Quando fazem marcações individuais em bolas 'paradas', estes lances são quase inevitáveis, felizmente o Benfica defende à zona, senão teríamos muitos penalty's contra. Realçar que o Paixão já tinha avisado, nas duas áreas, que não queria agarrões...
Conclusão, fomos mais uma vez prejudicados, mas sem influência no resultado.



O Pic-Nic no Pomar de Alvalade, decorreu da melhor forma, estas festas privadas entre amigos de 'peito' só podem correr bem, foi um regresso às origens do Clube das Tias, as cortesias foram tantas que os habituais beneficiários da Fruta, até permitiram ser prejudicados (só desta vez!!!), em troca receberam algumas Maças, para a viagem de regresso à Faixa de Gaza. Só tenho um reparo a fazer: alguém esqueceu-se de explicar ao Palhaço da Foz, que aquilo era tudo a 'fingir'...!!!
A nota a temer deste jogo para o Benfica, reforçada pelas aparvalhadas palavras do Cotonete antes do jogo sobre o Moutinho, contradizendo-se a ele próprio, é que muito provavelmente os Corruptos vão fazer tudo ao seu alcance para 'empurrar' os Lagartos até ao segundo lugar, na expectativa de prejudicar o Benfica!!!
-Fora-de-jogo claro no golo do Valdez. Não é fácil em 'campo' marcar este tipo de fora-de-jogo, mas ele existiu. Depois ainda fiquei com dúvidas se o Chileno jogou a bola com os braços...
-A expulsão do Maicon foi exagerada. Existe um contacto mínimo no pé do Liedson, mas como é habitual, a falta foi mais provocada pelo Lagarto, do que cometida pelo Corrupto.
-O Billas Boas queixou-se da caça ao Homem. Para já considerar o Moutinho Homem, é bastante duvidoso, depois queixar-se de excesso de agressividade do adversário, quando treina a equipa mais maldosa e caceteira do futebol Português, é cómico. Existiram alguma faltas mais duras, principalmente do André Santos, e do Pedro Mendes, mas nada de extraordinário, quando o Benfica joga com os Lagartos, fazem o mesmo e ninguém 'liga'...!!!
Os Chorões das Osgas ainda insinuaram que o houve falta de fair-play, porque os Corrupto não atiraram a bola para fora, no golo, quando foi o Maniche que se atirou para cima do Fernando!!! É preciso ter lata...
Resumindo, os Lagartos deveriam ter perdido este jogo...


Não vi o jogo do Braga, portanto vou falar somente do penalty, onde o Internacional Geloso do Proença cometeu 3 erros!!! Curiosamente sempre a beneficiar a mesma equipa!!!
Primeiro,
o Matheus é que provoca o contacto, a perna do Nacionalista está fixa, é o Mergulhador de Braga que arrasta o pézinho. Este erro até posso perdoar, porque não é fácil, determinar quem provoca o contacto neste tipo de lances.
Segundo, o Moisés, faz uma 'paradona'!!! Este erro é imperdoável, até porque o tema das paradinhas, foi bastante discutido ultimamente, devido ao que aconteceu no Brasileirão, tendo 'saído' uma conclusão: as paradinhas são proibidas. Assim, o penalty deveria ter sido repetido, e o Moisés levava amarelo.
Terceiro, o Lima entra na área muito antes de qualquer outro jogador, e com a paradinha, no momento da marcação do penalty, está praticamente ao lado do Moisés. Fiquei com dúvidas sobre qual o 'castigo' neste caso, e foi-me dito que o Lima deveria ter levado amarelo, e deveria ter sido marcada falta contra o Braga!!! Também me disseram que o penalty deveria ser repetido, por isso mantenho a dúvida...
O Braga ainda marcou um segundo golo, já nos descontos, numa altura onde Nacional atacava desesperadamente. Sem o golo de penalty, o segundo golo não aconteceria, pelo menos não da forma como aconteceu, assim como isto é exercício subjectivo, vou considerar como resultado 'verdadeiro' um empate a 0-0 !!!


Uma nota final para a Xistralhada na Madeira, não tenho analisado os jogos do Guimarães, mas o penalty marcado a favor do Marítimo foi tão ridículo, que merece destaque. O Bruno Teles não faz falta, e a fazer seria fora da área. Se calhar o Marítimo já chegou a acordo para deixar sair o Kléber para os Corruptos?!!!
Não sei, o que sei, é que o Xistra está constantemente a apitar jogos na Madeira, se calhar a filha do Coroado, está a ser enganada com alguma Fruta Madeirense...!!!



Anexos:


Benfica

1ª-Académica, Prejudicados, Com 3 pontos
2ª-Nacional, Prejudicados, Com 3 pontos
3ª-Setúbal, Prejudicados, Sem influência no resultado
4ª-Guimarães, Prejudicados, Com 3 pontos
5ª-Sporting, Nada a assinalar
6ª-Marítimo, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
7ª-Braga. Nada a assinalar
8ª-Portimonense, Prejudicados, Sem influência no resultado
9ª-Paços Ferreira, Beneficiados, Sem influência no resultado
10ª-Corruptos, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
11ª-Naval, Prejudicados, Sem influência no resultado
12ª-Beira-Mar, Prejudicados, Sem influência no resultado


Corruptos

1ª-Naval, Beneficiados, Com 3 pontos
2ª-Beira-Mar, Beneficiados, Impossível de contabilizar no resultado
3ª-Rio Ave. Beneficiados, Com 2 pontos
4ª-Braga, Beneficiados, Com 2 pontos
5ª-Nacional, Beneficiados, Impossível de contabilizar no resultado
6ª-Olhanense, Nada a assinalar
7ª-Guimarães, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
8ª-Leiria, Prejudicados, Sem influência no resultado
9ª-Académica, Nada a assinalar
10ª-Benfica, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
11ª-Portimonense, Nada a assinalar
12ª-Sporting, Prejudicados, Com 2 pontos



Braga

1ª-Portimonense, Nada a assinalar
2ª-Setúbal, Nada a assinalar
3ª-Marítimo, Beneficiados, Com 2 pontos
4ª-Corruptos, Prejudicados, Com 1 ponto
5ª-Paços de Ferreira, Nada a assinalar
6ª-Naval, Nada a assinalar
7ª-Benfica, Nada a assinalar
8ª-Olhanense, Beneficiados, Sem influência no resultado
9ª-Rio Ave, Nada a assinalar
10ª-Beira-Mar, Prejudicados, Com 2 pontos
11ª-Guimarães, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
12ª-Nacional, Beneficiados, Com 2 pontos



Sporting

1ª-Paços de Ferreira, Nada a assinalar
2ª-Marítimo, Nada a assinalar
3ª-Naval, Beneficiados, Com 2 pontos
4ª-Olhanense, Beneficiados, Com 1 ponto
5ª-Benfica, Nada a assinalar
6ª-Nacional, Nada a assinalar
7ª-Beira-mar, Nada a assinalar
8ª-Rio Ave, Nada a assinalar
9ª-Leiria, Prejudicados, Sem influência no resultado
10ª-Guimarães, Beneficiados, Sem influência no resultado
11ª-Académica, Nada a assinalar
12ª-Corruptos, Beneficiados, Com 1 ponto

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Esclarecimentos, Desinformação e Memorias...

"...
O director de comunicação do Sport Lisboa e Benfica, João Gabriel, esclareceu, esta segunda-feira, que a flash interview do treinador Jorge Jesus após o jogo com o Beira-Mar não obedeceu aos regulamentos da Liga, pelo que o Clube já fez uma exposição ao organismo sobre a matéria.

“A flash interview é por definição uma zona de entrevistas rápidas do operador televisivo que, segundo o artigo 26 dos regulamentos de competição, deve ter uma duração máxima de 90 segundos e deve versar apenas sobre o jogo”, começou por recordar o director de comunicação.

João Gabriel reforçou que “a zona de entrevistas rápidas não é para perguntar sobre o jogador A ou B, não é garantidamente para perguntar se um Governo teve ou não interferência editorial na informação da TVI e não é garantidamente para perguntar se a Manuela Moura Guedes foi ou não censurada enquanto esteve na TVI”.

O director de comunicação lembrou que a situação da véspera não foi inédita: “O Benfica já tinha anteriormente alertado os operadores televisivos sobre essa matéria e devo dizer que a Liga também o já tinha feito. Portanto, mantendo-se a mesma situação à 12.ª jornada da Liga, não podemos ter outra leitura de que aquilo que se passou em Aveiro foi premeditado. Foi um acto provocatório e, portanto, o jornalista deve cumprir não só com o dever de isenção e objectividade, mas também com aquilo que está estipulado nos regulamentos da Liga.”

Caso a situação se mantenha, João Gabriel anunciou que “o Benfica reserva-se no direito de não comparecer na flash interview”.

Relativamente ao comentário realizado pelo jornalista sobre a Benfica TV, o director de comunicação lembrou que o treinador Jorge Jesus marca presença em conferências de imprensa. “Em relação à antevisão da jornada [habitualmente na Benfica TV] isso não colide com o vosso direito à informação nem com o acesso às fontes. Significa que estamos a valorizar um projecto que é nosso, que teve um determinado investimento e no qual apostamos. Isso não significa de forma alguma que não tenham direito a estar e a confrontar o nosso treinador ou os nossos jogadores, porque Jorge Jesus está seguramente uma vez por semana com os jornalistas numa sala de imprensa em qualquer ponto do país”, recordou.

Informação para esclarecer... em Tribunal
Instado a comentar a notícia sobre uma alegada agressão a um jornalista, após o jogo em Aveiro, o responsável do Clube foi claro: “É curioso que muitos jornalistas hoje em vários meios de comunicação tenham reproduzido uma determinada informação que foi veiculada por um determinado site, que pertence ao grupo Media Capital, o mesmo da TVI. Não é grave que o tenham reproduzido, o que é grave e deontologicamente incorrecto é que o tenham feito sem terem confrontado o Benfica. O que podemos dizer é que o absurdo é tal que não merece comentário. Quem divulgou essa informação vai ter seguramente de a esclarecer no sítio certo, que é num tribunal.”

..."
Esta foi a reacção do Benfica aos acontecimentos de ontem, palavras 'normais' nestas situações, nenhum outro clube foi mencionado, serviu exclusivamente para esclarecer a relação entre os funcionários do Benfica, e a comunicação social.
Mas como o dia de hoje foi bastante frio, os Corruptos para 'aquecer' o ambiente, resolveram dar 'asas' às suas tendências para a comédia!!! 'Palha' para os burros do costume irem pastando:

"Na sequência das ocorrências no final do encontro de ontem entre o Beira Mar e o Benfica e que, segundo relata a Comunicação Social, terminaram com ameaças e escolta policial a um jornalista da TVI, a FC Porto – Futebol, SAD não pode deixar de recordar um rol de comportamentos que têm um clube e uma pessoa como denominadores comuns e que configuram perfis dignos de um filme sobre "gangsters".

1 – Agressão à estalada a um amigo do guarda-redes Moretto em pleno Aeroporto de Lisboa;

2 – Agressões a um cidadão junto à Caixa Geral de Depósitos de Telheiras, na sequência de um estacionamento indevido;

3 – Desrespeito pelo trabalho de um jornalista e agressão a um repórter de imagem da RTP à saída de uma reunião com Hermínio Loureiro. Os relatos dizem ainda que um dos intervenientes pegou no microfone da estação e o atirou ao chão;

4 – Agressão a pontapé ao Team Manager do FC Porto, verificada em plena área técnica do Estádio da Luz e que, apesar do esforço de um dirigente para, previamente, desviar o foco das imagens, ficou inequivocamente registada;

5 – Invasão de um estúdio da SIC no decorrer de um programa em direto.

Todos estes factos, sublinhe-se, têm sempre o mesmo emblema associado. Foram amplamente difundidos nos Média e rapidamente esquecidos, ao mesmo tempo que revelavam a urbanidade, o estilo e, acima de tudo, a credibilidade de quem os praticou e/ou comanda.
..."
Desta vez, ao contrário de outras ocasiões, tiveram uma reacção rápida, curta e grossa!!! Uma das estratégias utilizadas pelos Corruptos, são as campanhas propagandistas, baseadas em mentiras, e meias verdades, ajudadas pela falta de memoria, que entre os avençados têm um enorme sucesso, mas hoje 'levaram' com um 'lembrete' nos cornos(!!!):



"Co Adriaanse
Luís Fabiano
Derlei
Paulo Assunção
Adriano
Rodriguez
Costinha
Raul Meireles
Matt Fish (basquetebolista)
Paulo Martins (RTP)
Pedro Figueiredo (RTP)
João Pedro Silva (RTP)
Marinho Neves (jornalista)
Fotógrafo do JN atropelado à saída do tribunal.

E mais um sem número de pessoas que optaram pelo silêncio!
A todos a nossa solidariedade!"

in Site do Sport Lisboa e Benfica

Então tchau!!!


domingo, 28 de novembro de 2010

Vital Importância !!!



Esta vitória é muito importante, para começar a cavar um fosso para os perseguidores na classificação, assim como diminuir a diferença para o líder (apesar de eu não acreditar em milagres. Se for necessário recolocar, a diferença em números maiores, vai aparecer a Fruta do costume, não tenho dúvidas!!!).
Mas acima de tudo esta vitória serviu para acalmar as hostes (a memoria é curta, o último resultado é o mais importante), e dar confiança à equipa...
Pode ter sido coincidência, mas este 'onze inicial' é o 'meu onze', que desde do início da época, por vários motivos (lesões e castigos principalmente), só agora foi possível 'montar'. Este é o 'onze natural', Roberto no lugar do Quim, Rubem no lugar do Ramires, e Gaitán no lugar do Di Maria, de resto tudo igual (a única variação deverá ser as trocas entre o Aimar e o Carlos Martins, tal como na época passada)...!!!

A caminho da revalidação do titulo...


Na Final-Four vamos encontrar o Sporting(por), o Kairat Almaty(caz)(têm 9 Brasileiros!!!), e o Montesilvano(ita).

Absurdo





Jogámos tão mal que os Romenos chegaram a pensar que podiam recuperar os 14 golos de diferença, do jogo de Sábado!!! De todos os erros, os mais incríveis foram as muitas situações aos 6 metros, completamente isolados, e nem sequer acertávamos na baliza. Esta 'esquizofrenia' não pode continuar, com esta irregularidade não podemos aspirar a ganhar o Campeonato...

Mesmo assim estamos nos Oitavos-de-final da Challenge Cup, competição de 'má fama', já que o detentor do titulo é o Sporting!!! Se jogarmos todos os jogos como o fizémos no Sábado o 'caneco' é nosso, se jogarmos como hoje, vamos ter mais desilusões...!!!


Derrota na 'negra' !!!


adenda: Os nossos 2 distribuidores lesionaram-se, assim Miguel Tavares dos Juniores foi chamado à equipa, e pelas cronicas portou-se muito bem...

Jornal O Benfica, faz hoje 68 anos

Sumaríssimos: lá e cá

"1. Eto’o resolveu jogar “à cabeça” em vez de jogar “à bola” com um jogador do Chievo. Os árbitros não viram e o jogador do Inter de Milão permaneceu em campo no último jogo. Chegou depois a punição: 3 jogos de suspensão, por agressão sem bola. Suárez, a estrela do Ajax, jogou “à dentada”. O árbitro não viu; propõe-se um castigo de 7 jogos. Nada de novo: lá fora sabe-se com o que se conta. Ninguém fará “campanhas de rua”, “manifestações nos jornais” nem “perseguições aos julgadores”. Haverá contrição dos jogadores e censura dos clubes, que não admitem que os descontrolos de jogadores deste calibre gerem prejuízos desportivos – por iniciativa própria, o Ajax afastou logo Suárez por 2 jogos, e não vai contestar. Lá sabe-se bem de que lado está a credibilidade do jogo e o exemplo “social” dos seus protagonistas.

2. E cá, como seria? Os jogadores seriam alvo da instauração de processo sumaríssimo por “conduta grave” e atentatória da integridade física do adversário e da ética desportiva. A Comissão Disciplinar (CD) vê as imagens televisivas, assegura-se que os árbitros não viram o lance e propõe um castigo; ao jogador é proporcionada a defesa; se o jogador prescindir do exercício desse contraditório, a proposta converte-se em castigo definitivo; se o jogador exercer a sua defesa, a CD proferirá depois decisão final.

3. Nas últimas 4 épocas da Liga profissional, o processo sumaríssimo foi reconduzido ao seu lugar de expediente residual para castigar comportamentos fora da disputa de bola, que a equipa de arbitragem não apreciou (pois, em regra, estará a acompanhar o movimento da bola). Antes, o procedimento sumaríssimo não tinha sido bem aplicado nem sequer explicado por quem decidia; inevitavelmente acabou manipulado como “arma de arremesso” semanal dos clubes e dos especialistas em “replay”. Por tudo se pedia sumaríssimo e se criavam suspeições; por nada se percebia o alcance restrito de um mecanismo sadio para a ética do jogo.

4. Em boa hora, os clubes da Liga deliberaram, em 2007, a modificação do Regulamento Disciplinar que veio clarificar esta modalidade de sumaríssimo: “Quando se verifique que a equipa de arbitragem não sancionou conduta que constitua risco grave para a integridade física dos agentes ou grave atentado à ética desportiva exigida aos intervenientes no jogo, desde que se demonstre que a equipa de arbitragem não tenha observado e avaliado essa conduta”. Só nestes casos a CD pode intervir, pois se o juiz de campo viu e avaliou é dele a decisão soberana. Ficou límpido – mas só para quem quer e “sabe” ler – que não compete ao julgador desportivo ser “5.º árbitro” e corrigir os erros de arbitragem. Ainda que os árbitros tenham decidido sem correção, pois nada sancionaram ou sancionaram mal (por ex., mostrou-se amarelo em vez da expulsão).

5. Os sumaríssimos reduziram-se drasticamente, ainda que, por vezes, à custa de uma má decisão do árbitro. Sem deixar de prevenir, no futuro, condutas análogas nas tais “situações-limite”. A diferença é que, no presente, o “crime”, mais ou menos grave, compensa: 1 jogo é a “fatura” comum da tabela de castigos da Liga…"

Ricardo Costa, in Record