Últimas indefectivações

sábado, 9 de março de 2019

Derrota injusta...

Benfica B 0 - 1 Paços de Ferreira


Voltámos a perder, mas fizemos um bom jogo, contra a melhor equipa da II Liga, que vai seguramente subir de divisão! Entre as muitas ausências, quem está mesmo a fazer muita falta a esta equipa é o Florentino, que não tem substituído, pois o Vukotic é um jogador de características diferentes...

A 1.ª parte foi repartida, com oportunidades para os dois lados, mas no 2.º tempo só o Benfica tentou o golo! Uma desatenção numa bola parada, acabou por 'dar' o golo ao Paços!

Fixem o nome: Fábio Melo, foi o apitador! Mais um que vai seguramente ter uma 'grande' carreira! Inacreditável como inventou faltas ofensivas ao Benfica, em jogadas de perigo dentro da área do Paços!!!

Posso estar a ser polémico, mas neste momento, acho que o Taarabt tem lugar nos 18 do Benfica, pode ser a melhor opção para o lugar do Rafa ou até do Félix!!! Está fisicamente apto, está motivado, fez dois excelentes jogos na B... e o talento nunca lhe faltou!!!
O Willock também, mas esse já não é uma novidade...

Os nossos três avançados da B (Saponjic, Henrique, Zé Gomes), estiveram na ficha de jogo. Sem o Seferovic com o Belenenses, com a titularidade do Jonas, acho que um dos avançados da B deveria ir para o banco... Nenhum dos outros jogadores do plantel principal tem as características de ponta-de-lança, nem sequer temos Centrais no banco para 'adaptar'... Com o Chaves, na primeira vez que o Jonas tocou na bola, foi imediatamente e premeditadamente, agredido nas costas... se acontecer alguma coisa ao Jonas durante o jogo, é preciso alguém no banco!

Juniores - 4.ª jornada - Fase Final

Tondela 1 - 5 Benfica
Araújo, Loureiro, Umaro(2), Dantas


Goleada, mesmo com algumas alterações...

Manual para totós que pensam que o Rui Pinto é a Madre Teresa de Calcutá

"Tendo em conta a recente campanha de beatificação do Rui Pinto, parece que urge desmontar toda esta teia com uma linguagem simples com perguntas e respostas para que todos percebam:

P : Alguma vez o Rui Pinto foi ladrão ?
R : Sim, o Rui Pinto roubou 264.000€ do Caledonien Bank

P: E foi condenado ?
R: Não, chegou a um acordo mas no final ficou com 18.000€ que nunca foram devolvidos

P: E quem foi o advogado que o defendeu ?
R: Foi o conhecido comentador Aníbal Pinto que recebeu 16.000€ pelo trabalho

P: Alguma vez o Rui Pinto extorquiu alguém sem ser vigaristas ?
R: Sim, a principal actividade do Rui Pinto é extorquir gente honesta e desonesta sem critério.

P: E exemplos ?
R: Temos o caso da doyen em que o Rui Pinto chantageou com 500.000€ para não mostrar contratos de jogadores, alguns do Sporting.

P: E não seria de interesse público publicar esses contratos ?
R: Você como pessoa honesta também gostaria de ver o seu contrato de trabalho e o seu extracto bancário publicado pelo Rui Pinto ?

P: O que é um whistleblowers ?
R: É um delator ou denunciante às autoridades competentes de práticas ilegais

P: O Rui Pinto é um whistleblower ?
R:  Não é. Temos o exemplo do Edward Snowden que não roubava dinheiro dos bancos

P: O Rui Pinto denunciou os e-mails do Benfica às autoridades ?
R: Não, só mais tarde após terem sido apresentados na Porto TV e na comunicação social e blogs é que a PJ resolveu actuar.

P: Seria moralmente correcto denunciar os emails do Benfica?
R: Não porque não conseguiram encontrar nenhum acto de corrupção desportiva, o que fizeram foi devassa da privacidade de um clube, neste caso o Benfica.

P : O Rui Pinto conhecia e/ou negociou com alguém do Sporting ou do Porto?
R: Se conhecia ou não , não sei, mas sabe-se que foi colega de curso de um dos escritores/comentadores desportivo ligado aos assuntos do Porto. Para além disso foi visto na mesma discoteca que o Bruno de Carvalho e o Nuno Saraiva em Budapeste à mesma hora na mesma noite.

P: O Benfica está na origem do pedido de extradição do Rui Pinto ?
R: Não, o Benfica não tem nada a ver com esse assunto

P: O Rui Pinto também tem informações sobre o Sporting e Porto ou só tem do Benfica ?
R: Tem de todos, mas só publicou do Benfica

P: O Rui Pinto é adepto de algum clube ?
R: Sim, é adepto ferrenho do Porto. Parece-me que com isto ficamos esclarecidos sobre a sua santidade"

Salvar o Sporting tem de ser um desígnio nacional

"O Sporting Clube de Portugal vive a maior e mais grave crise financeira da sua história e o risco de perder o controlo maioritário da SAD é uma realidade. Coloquemos os clubismos de lado, esqueçamos as cores defendidas por cada um e concentremo-nos apenas no essencial: o que é o Sporting Clube de Portugal? Em termos absolutos é muito mais do que um clube. É, na sua génese, uma das maiores forças motrizes do desporto nacional. Uma instituição de utilidade pública que teve ao longo dos anos uma tremenda influência social e cultural não só em Lisboa mas em todo o país. Uma escola de formação de atletas, de futebolistas, de cidadãos. Uma fonte de virtudes e valores morais, um veículo para a saúde através da prática desportiva, um aglutinador de massas e um berço de paixões sem limites. Mas por força dos tempos em que vivemos é também uma empresa, um negócio que movimenta milhões, uma Sociedade Anónima Desportiva cotada em bolsa. E também por isso as exigências de quem assume os seus destinos são enormes e não podem ser desvalorizadas: ser presidente do Sporting é liderar uma das mais históricas, marcantes, mediáticas e poderosas instituições que Portugal alguma vez conheceu, e o desempenho desse cargo tem de ser obrigatoriamente levado a cabo com uma tremenda noção de responsabilidade.
Nos últimos anos, infelizmente, isso não aconteceu. Não houve quaisquer limites para os erros crassos que foram sendo cometidos, não houve liderança séria, não houve consciência das consequências dramáticas que teria uma gestão «completamente irresponsável», nas palavras do próprio Francisco Salgado Zenha, atual administrador da SAD leonina. Consequências essas que agora se fazem sentir de forma tremenda, como se estivéssemos perante um amanhecer violento que se abate sobre os sócios e adeptos do clube. Não há outra forma de dizer as coisas para que se perceba de uma vez por todas aquilo que está em causa: o Sporting Clube de Portugal vive a maior e mais grave crise financeira da sua história e o risco de perder o controlo maioritário da SAD é uma realidade cada vez mais próxima e inevitável. Não que essa perda de maioria seja necessariamente negativa, mas deixemos esse tema para um texto futuro.
Falemos de coisas concretas: o Sporting celebrou em dezembro de 2015 um contrato de cedência de direitos televisivos – mais a exploração de publicidade no estádio, mais o patrocínio da camisola da equipa principal, mais uma série de cedências que não importa agora elencar mas que hipotecaram sobremaneira as receitas futuras – válido até 2028, por valores na ordem dos 515 milhões de euros. O contrato, válido por 10 temporadas e cuja primeira foi esta que agora se aproxima do fim, significaria um encaixe teórico superior a 51 milhões por época, não fosse o facto de a anterior direcção ter já antecipado (e gasto!) mais de 205 milhões do respectivo contrato, ou seja, cerca de 40% do montante total. Tudo isto ainda antes de começar a primeira das 10 épocas às quais se refere o valor do acordo em causa! Isto significa que, para as 9 épocas que restam, sobram ‘apenas’ 309,6 milhões, com a agravante de o Sporting já só ter a receber 3,3 milhões em 2018/19 e cerca de 11 milhões em 2019/20. Dinheiro a sério, encaixe significativo proveniente deste contrato, agora só mesmo em 2020/21, já que até lá está tudo antecipado e gasto. E não sou eu quem o diz, é mesmo a SAD do Sporting em prospecto enviado à CMVM no final de Fevereiro.
Dito desta forma e após uma primeira análise mais ou menos superficial, o assunto nem parece particularmente grave. Afinal o Sporting ainda tem mais de 300 milhões a receber só desse contrato e manda a lógica que os mais de 200 milhões antecipados pela anterior direcção tenham sido aplicados em amortização de passivo, liquidação de dívidas, construção de um plantel competitivo... Certo? Errado! Comecemos pelo Empréstimo Obrigacionista de 30 milhões (outra forma comum de financiamento além da antecipação de receitas futuras de contratos celebrados) cujo pagamento vencia em maio de 2018 mas que viu o seu prazo de liquidação prorrogado para Novembro de 2018. A anterior direcção gastou esses 30 milhões – a somar às centenas que referimos anteriormente no que concerne ao contrato de direitos televisivos – mas deixou mais essa factura para a direcção seguinte, privando-a de poder financiar-se através de novo Empréstimo Obrigacionista, já que a operação levada a cabo em Novembro não chegou sequer para fazer frente ao pagamento em falta desde maio. Mas há mais! Além de ter privado a direcção seguinte de poder antecipar verbas do contrato de direitos televisivos ou de recorrer a emissões obrigacionistas – só por si uma herança pesadíssima em termos de limitação operacional –, a direcção anterior ainda deixou mais um presente para quem viesse a seguir: nada mais nada menos do que 29,8 milhões em dívidas a clubes e 24,3 milhões em comissões por pagar, num total superior a 54 milhões de dívidas de curto prazo de acordo com o último Relatório e Contas do Sporting. Nada mau para quem tanto apregoava o seu «milagre financeiro» e a sua «gestão exemplar».
Haverá algo mais a acrescentar aos 30 milhões de incumprimento obrigacionista, aos 205 milhões de verbas antecipadas do contrato da NOS e aos 54 milhões de dívidas a clubes e empresários? Pois, infelizmente parece que sim, pelo menos a julgar pelos processos que constam desde 7 de Fevereiro no portal do Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa e que ascendem a cerca de 5 milhões de euros. E a que se referem? A alegadas dívidas e incumprimentos no pagamento do Pavilhão João Rocha, o tal que estava integralmente pago e com verbas excedentes já aprovisionadas para esse efeito caso o Sporting perdesse o processo contra a Doyen. O tal que era impossível o clube perder... mas perdeu. E é nesse mesmo portal que podemos também consultar o processo que mais se temia mas que começava a adivinhar-se como inevitável: o pedido de insolvência da SAD leonina por parte da SAD do Vitória Sport Clube, que reclama uma dívida imediata superior a 4 milhões referentes ao incumprimento de pagamentos pelo brasileiro Raphinha.
O quadro é negro e a descrição da situação actual do Sporting podia continuar por várias páginas como esta, repletas de episódios gravíssimos e cujas consequências estão ainda por descobrir. Para onde foram as receitas antecipadas ninguém sabe, já que o clube está mais endividado do que nunca. Neste momento isso nem é o mais importante, já que é um passado impossível de apagar ou corrigir. O importante é o presente e o futuro. O importante é que se crie um ‘desígnio nacional’ para salvar o Sporting Clube de Portugal. Poderá ser à custa de perdões de dívida? De extensão de prazos de pagamento a clubes que estão, também eles, dependentes dessas mesmas verbas? Dificilmente. Cada SAD é responsável pela sua gestão e tem de arcar com as consequências dos actos dos seus gestores. Mas não estamos perante um caso qualquer, estamos perante uma situação dramática de um clube que deu e dá tanto a este país. Uma crise que urge uma solução à altura. Frederico Varandas e a sua direcção estão a fazer o que podem, descobrindo formas alternativas de financiamento cujos custos ainda estão por conhecer, mas que poderão permitir que o clube sobreviva para tentar levantar-se uma vez mais com a pujança de outrora. Merece – por isso e pela coragem de assumir a hercúlea tarefa de presidir os destinos do Sporting em tempos tão conturbados – a confiança e o apoio de todos os sportinguistas sem excepção. Não é hora de virar costas e debandar de Alvalade. Porque um clube que não consegue que os da sua própria cor se unam na sua intransigente defesa, não pode exigir complacência por parte de terceiros. E sem isso não há ‘desígnio nacional’ que se consiga criar e mobilizar no sentido de ajudar o Sporting Clube de Portugal a sair da profunda crise em que se encontra."


PS: O Brás afinal é um trol !!!

Senta-te aqui, benfiquista, vamos conversar

"Lembras-te daquele tempo em que o céu brilhava, o Benfica ganhava a jogar como nunca e o Bruno Lage era o Rei disto tudo? É normal que te lembres, foi há menos de uma semana!
Não me entendam mal, entendo perfeitamente o desespero e preocupação de assistir a uma não-vitória benfiquista. É algo contranatura, um sentimento de impotência que nos deixa angustiados e com a garantia de uma noite mal dormida.
A derrota na Croácia pôs a nu o carácter bipolar de muitos benfiquistas que passam do 8 ao 80 em poucos dias. Não me entendam mal, entendo perfeitamente o desespero e preocupação de assistir a uma não-vitória benfiquista. É algo contranatura, um sentimento de impotência que nos deixa angustiados e com a garantia de uma noite mal dormida. Basicamente é como ser do Sporting por breves horas e isso não é uma experiência nada agradável.
A lesão do único ponta-de-lança disponível (já lá vamos) mudou o rumo do jogo e não nos conseguimos adaptar porque alguns jogadores estiveram muitos furos abaixo do esperado.
Mas depois de passar a fase da neura temos de voltar rapidamente à realidade e enfrentar os factos com objectividade:
- O Benfica perdeu a primeira mão da eliminatória
Certo, mas temos ainda um jogo em casa e este adversário está perfeitamente ao nosso alcance. Alguém acredita que não somos capazes de dar a volta? A equipa que ganhou 2 vezes ao Guimarães, venceu pela primeira vez na Turquia, goleou em Alvalade, superou o trauma do Dragão e deu 10 ao Nacional não é capaz? Claro que é.
- A equipa não jogou bem
Correcto, mas se há coisa que não nos podemos queixar deste Benfica de Lage é da falta de exibições convicentes. A lesão do único ponta-de-lança disponível (já lá vamos) mudou o rumo do jogo e não nos conseguimos adaptar porque alguns jogadores estiveram muitos furos abaixo do esperado. Krovinovic andou sempre perdido e o Cervi fez o que tem feito ultimamente: absolutamente nada. Mas também isto tem solução num futuro imediato, Pizzi e Rafa serão titulares no próximo jogo e o problema deverá ficar resolvido.
Afinal em que ficamos? Poupamos os titulares ou jogam os mesmos até rebentar? Lage não pode ser culpado de 2 pecados antagónicos.
- A lesão de Seferovic
OK, aqui sim há motivos para arrancar um ou dois cabelos porque aparentemente não temos alternativas para a posição. Ninguém sabe bem o que se passa com Jonas e ainda não existem informações oficiais acerca da extensão da lesão do suíço, mas acredito que não seja nada de grave e que seja recuperável durante a pausa das selecções. Se não houver Jonas haverá outro qualquer... talvez um certo marroquino que aparentemente se tem empenhado nos treinos.
- A equipa parece cansada
Quanto a isto não há nada a fazer, é o preço do sucesso e da dinâmica infernal implementada pelo nosso treinador e também por isso tem havido uma gestão cuidada dos elementos que apresentam mais desgaste, como Pizzi, Rafa ou André Almeida. Felizmente os seus substitutos têm sabido dar conta do recado e ainda falta aparecer Jota na rotação, por isso mais uma vez não me parece que este seja um problema de especial relevância. Afinal em que ficamos? Poupamos os titulares ou jogam os mesmos até rebentar? Lage não pode ser culpado de 2 pecados antagónicos.
Resumindo, o Benfica encontra-se neste momento numa posição invejável: estamos a jogar bem, na liderança do campeonato com 2 pontos (na prática são 3) de vantagem sobre o maior rival e com claras hipóteses de seguir em frente na Liga Europa. Não existem motivos para entrar em pânico, temos sim de marcar presença de forma massiva em todos os jogos que o Benfica fizer para ajudar a equipa a cumprir os seus objectivos.
Segunda-feira tudo à Luz!"

Alterações na lei que regula as sociedades desportivas

"As regras de integridade financeira, incluindo o licenciamento e o controlo das finanças das Sociedades Desportivas, são básicas e não as protegem da má gestão.

A lei regula as Sociedades Desportivas em termos que não são adequados. Passados seis anos da sua entrada em vigor, há que alterar o seu regime, bem como as regras sobre defesa da transparência e da integridade.
O DL 10/2013 de 25 de Janeiro aprovou o regime legal das Sociedades Desportivas (SD). É uma lei com muitas obrigações, mas que não sanciona o seu incumprimento, nem prevê a possibilidade de o Clube recuperar a SD. Apesar da boa intenção do legislador, esta lei deixou por responder questões--chave para a actividade das SD como: o que acontece à firma caso o clube deixe de ser accionista? O capital social deve ser definido em função da prova em que a SD participe ou de acordo com o seu objecto? O que acontece se a SD não respeitar os direitos do administrador nomeado pelo clube? E se o clube não puder acompanhar um aumento de capital, como manter os 10% de participação mínima? O que acontece se a SD não aprovar as contas? Pode o clube vender a totalidade das suas acções? O que é uma "adequada contrapartida" para utilização do estádio do clube?
Mas não ficamos por aqui, persistem outras dúvidas como as relativas à marca, ao respeito pelos símbolos do clube, ao que deve constar do protocolo entre o clube e a SD, à possibilidade de reverter a transmissão da maioria em caso de incumprimento ou, por fim, saber se um clube pode personalizar uma nova SD. Na formação de futebol, verifica-se a ausência de regras claras que permitam evitar que as equipas do clube fundador possam vir a defrontar equipas da formação da SD. Por fim, as limitações ao exercício de direitos sociais não fazem sentido. Um investidor pode ter 90% de uma SAD e 10% de todas as demais. Ou pode deter 49,9% de todas as SAD! Numa e noutra situação, será que não existe conflito de interesses?
Também a propriedade dos clubes é uma matéria que parece não gerar consenso. Note-se que transformação do futebol numa indústria à escala global atraiu grandes investimentos, sendo que uma parte provém de fontes desconhecidas. Nesse contexto, a questão da propriedade dos "clubes" tornou-se crucial para fins jurídicos, financeiros e de integridade das competições. Desde que a FIFA baniu a partilha de direitos económicos com terceiros, os investidores mudaram os investimentos para a propriedade de clubes (ou SD). Em Portugal, não houve uma evolução a nível de implementação de regras de "good governance" e regras de integridade financeira, com reflexo no modelo societário obrigatório. As SD funcionam da mesma forma que funcionavam os departamentos de futebol dos clubes que lhes deram origem. Continuamos a ter um associativismo desportivo com um modelo dos anos 60 e uma lei das SD que não responde aos problemas.
As regras de integridade financeira, incluindo o licenciamento e o controlo das finanças das SD são básicas e não as protegem da má gestão. Há muito a fazer em sede de "good governance", como seja adoptar regras de democracia, de transparência, de prestação de contas e de representação dos diversos "stakeholders". Os problemas estão identificados e prendem-se com: a falta de transparência na aquisição de SD; a aquisição por indivíduos falidos, desonestos ou criminosos; a lavagem de dinheiro; a corrupção; e o investimentos para apostas ilegais.
Em Portugal, a lei 101/2017 de 28 de Agosto, passou a obrigar a comunicação das entidades que adquiram SD e as respectivas participações. A lei das SD foi alterada, mas de uma forma insuficiente uma vez que não está prevista a revelação pública do "último beneficiário efectivo". No imediato seria importante: criar regras de controlo prévio das compras e vendas de participações em SD incluindo um teste sobre a capacidade financeira; a revelação pública dos detentores de SD até ao último beneficiário efectivo; testes de probidade e capacidade para os membros dos conselhos de administração; e criar regras adequadas de boa governança, transparência e verificação de conflitos de interesses.
Temos uma legislação das SD insuficiente que não protege os clubes, nem a integridade das competições, e que urge alterar."

Eclético #10

Benfiquismo (MCXVI)

Quase pronto...!!!

Uma Semana do Melhor... com o Tó Melo

Jogo Limpo... Seara, Fanha & o Guerra...!!!

O pior da Croácia foi a lesão de Seferovic

"Com vitória no Dragão fica a consciência de que apenas vencemos um jogo. Somos um clube que só festeja, efectivamente, títulos.

A comitiva do Benfica teve uma noite com rebentamentos de petardos junto do hotel e foi atacada com apedrejamento ao autocarro, quando, sob escolta, se dirigia ao estádio, num ambiente conhecido em Nápoles.
Começado o jogo, o Benfica enquanto conseguiu jogar com 11 deu um banho de bola ao Porto e venceu com classe e categoria.
Melhor mesmo, só se os golos fossem marcados pelo jogador que o Porto não quis, mais aquele que não conseguiu. Ups!
Saímos do Dragão com a sensação que foi uma recepção à Porto e uma vitória à Benfica.
No fundo cada emblema escolhe onde deixa a sua marca e a do Benfica é a qualidade do seu futebol.
No fim do encontro Bruno Lage ainda serviu chã, quer na flash quer na conferência de imprensa.
Saímos do Dragão com mais uma etapa cumprida e deixámos o adversário a fazer 'rodinhas' no centro do relvado.
A consciência que apenas vencemos um jogo e que estamos num clube que só festeja títulos, mantém o foco para os 10 jogos que faltam.
Mas não podemos deixar de elogiar Bruno Lage, a sua ideia de jogo e qualidade que mostra.
Escrevo de Zagreb, porque voltou a ser obrigatório não perder um jogo deste Benfica.
O Benfica fez uma exibição abaixo daquilo que nos vem habituando. Muita posse de bola mas sem objectividade, e com a saída de Seferovic tudo ficou mais difícil.
Ficou a certeza que o Benfica é muito superior a este Dínamo, mas a verdade é que trazemos um resultado perigoso para a segunda mão.
O Dínamo de Zagreb tem um histórico impressionante fora de portas e vai à Luz lutar pela passagem aos oitavos de final na próxima quinta-feira.
Embora o pior legado da Croácia tenha mesmo sido a lesão de Seferovic.
Recuperar o canivete suíço é neste momento tarefa urgente rumo ao sonho."

Sílvio Cervan, in A Bola

Vitória em Ovar... em jogo com recorde negativo !!!

Ovarense 55 - 70 Benfica
8-13, 6-5, 15-18, 22-15, 4-19


Vitória num jogo muito mau... A Ovarense, jogou somente com dois Americanos, os outros dois estrangeiros ficaram no banco lesionados... o parcial de 6-5 no 2.º período é ridículo!!! E nem sequer podemos alegar que defendemos bem...

Apesar de várias más decisões dos árbitros no 4.º período, acabámos por vencer, somente, porque o adversário deu o 'berro' no prolongamento!!!

Algo se está a passar nesta secção. Mesmo com alguns lesionados, começamos a época, com várias boas exibições, mas depois do Natal tem sido sempre a 'baixar'!!!

As únicas notícias positivas desta noite, foram o regresso do Zé Silva e do Cláudio... Em sentido contrário o Cantero nem sequer esteve na ficha de jogo, e o Suarez pareceu-me 'limitado'!!!

Reconquista

"O declínio vertiginoso da carreira de Pepe é evidente: Ao serviço do Real Madrid, pontapeou um adversário deitado no relvado; Em Janeiro, pontapeou a canela do irrequieto João Félix e deixou-se cair prostrado na relva a contas com dores imaginárias; No sábado passado, perante a ameaça do aproximação do irrequieto João Félix, pontapeou a atmosfera, fez uma acrobacia apalhaçada e contorce-se de dores, também imaginárias - louve-se a criatividade - tendo ainda a energia para, num acto fingido de extraordinária superação, insultar o adolescente Félix.
Indiferente a estas tropelias de um reformado activo, o presente e futuro do futebol português limitou-se a sorrir e a ignorar o resquício de um outrora grande jogador, apesar da sua latente e nunca perdida deslealdade com colegas de profissão. Venha o próximo, pareceu pedir Félix.
Entretanto, os Goebbels de algibeira portista já entraram em acção, achando que o mundo cristalizou e que o Benfica actual, com vários campeões no seu plantel (alguns tetra e vários tri) não saberá lidar com tentativas bacocas do uso da psicologia invertida. Não, caros imprestáveis, ninguém no Benfica acha que se pode encomendar já as faixas de campeão. Todos sabemos que serão dez árduas finais e que, a nós, por muito que vos possa parecer estranho - lá saberão como se 'fazem as coisas' - ninguém nos dá nada.
Não deixa, no entanto, de ter uma certa piada que gente afecta ao clube mais videoajudado na primeira volta do campeonato, e que desperdiçou nove pontos para o agora líder Benfica, ache que a pressão estará no lado de quem recentemente celebrou um tetra e que, nos últimos dois meses, tem demonstrado cabalmente que é muito melhor..."

João Tomaz, in O Benfica

Justiça poética

"Aquele segundo em que Pizzi segura a bola até Rafa se livrar dos adversários e ficar livre para rematar à baliza e fazer golo. É essa a imagem que não me sai da cabeça depois do clássico disputado na Antas. É que aquele golo é muito mais do que um simples golo. Além da beleza e da importância da jogada, quero acreditar - e assim me ajudem Bruno Lage e os jogadores - neste lance como a machadada final em décadas de mentira. O golpe que eles mereciam, a resposta certa no momento e lugar exactos. O que Rafa e os seus companheiros de campo conseguiram foi calar os inimigos - há muito que deixaram de ser apenas rivais - e remetê-los ao silêncio, ao desconforto, à vergonha de terem tentado tudo e mesmo assim terem perdido. Não tenho nada contra as equipas que se esforçam ao máximo (dentro da legalidade) para nos ganhar, mas não é disso que se trata. Ao longo de décadas, e nos últimos anos de forma visível, tentaram sujar-nos de todas as formas possíveis. Nesta temporada foram vasculhar o seu passado para lançar suspeitas de doping, arranjinhos, agressões e favores a árbitros. Coitados, como se alguém esquecesse aquilo que eles são.
Na ressaca da derrota caseira até foram ressuscitar o tema do pirata informático, para desviar atenções. Mais um tiro que lhes saiu ao lado. Ou, a ver pelo que aí vem, ainda lhes vai acertar em cheio no pé. Assim o queiram os deuses do futebol e da verdade."

Ricardo Santos, in O Benfica

O Benfica é líder, mas estou sem voz

"Já passou uma semana desde o clássico, e ainda estou afónico. Tenho comunicado por linguagem gestual de forma a poupar a voz. Por vezes até pareço o Casillas, que passou o jogo a esbracejar para os colegas, incrédulo pela amabilidade com que eles estendiam uma passadeira quando os jogadores do Benfica tentavam chegar à baliza. Aliás, circulam uns rumores a assegurarem que a Mimosa já contactou o Sérgio Conceição a implorar-lhe o segredo para produzir uma manteiga tão macia como aquela que ele barrou nos seus defesas para o clássico. No entanto, eu até compreendo. Caso tivesse o privilégio de assistir à troca de bola deste Benfica à flor do relvado, também iria tentar atrapalhar o menos possível.
Se aquela brincadeira do Pizzi com a bola antes de servir o Rafa para o 1-2 pareceu maravilhosa lá e cima desde a bancada, faço ideia desde o ângulo do Felipe, do Pepe e do Herrera. Já são muito poucos aqueles que ainda não se renderam ao talento de João Félix. No Dragão, convenceu mais alguns, até porque teve a astúcia de agradar aos adeptos de ambas as equipas. Os benfiquistas desejavam ver um golo do rapaz, e ele marcou.
Os portistas queriam ver alguém do Benfica a ajoelhar, e ele também ajoelhou. Não teve foi assim tanto tempo para saborear o momento, porque o Rafa foi a correr alertá-lo para se despachar: só a vitória interessava. Apesar de estar feliz, sinto que posso ter desiludido a minha mãe.
Recomendou-me vezes sem conta durante a minha infância que nunca cumprimentasse desconhecidos, e nas bancadas do Dragão não só cumprimentei uns quantos como ainda os abracei com toda a força. É tão bom ser do Benfica."

Pedro Soares, in O Benfica

Cumprir o destino

"A propósito da reacção do povo benfiquista no final da última partida na Luz, o presidente Vieira afirmou que a mesma lhe lembrava os gloriosos anos sessenta.
Eu não vivi esses anos. Ainda cá não estava. Talvez por isso me seja mais difícil encontrar paralelo para este Benfica. Poderia porventura compará-lo ao primeiro ano de Eriksson. Ou à temporada de estreia de Jesus. Mesmo assim, não sei se estaria a ser justo para com esta empolgante equipa, superiormente orientada por um jovem de personalidade forte e ideias frescas, que nos regala a cada semana que passa, a cada nova vitória, a cada demonstração de classe.
A jornada do Dragão foi apenas o mais recente exemplo. Acresce que tudo está a acontecer com uma espinha dorsal de elementos formados no Seixal. Ou seja, o Benfica está finalmente a cumprir, e de forma esmagadora, aquela que foi a sua aposta estratégica há uns anos, quando foi criado o Centro de Estágio, e de forma visionária o nosso presidente repetiu que ali estaria o futuro da equipa principal. E foi um treinador, também ele saído do Seixal, a melhor interpretar essa estratégica.
Sempre aqui defendi que o plantel do Benfica era fortíssimo, e apenas carecia de aproveitamento e organização. E ora aí temos, uma equipa desfalcada de nomes como Jardel, Fejsa, Salvio e Jonas, a esmagar adversários uns após os outros, e a deliciar os adeptos - mesmo os mais exigentes.
É conveniente lembrar que ainda não ganhámos nada. Ou por outra, que ainda não ganhámos títulos, pois já conseguimos uma equipa, um treinador e uma total simbiose com a nação benfiquista, o que não é pouco.
Temos, pois, os alicerces para uma grande temporada. As dez finais que faltam no campeonato, mais as duas na taça, mais as eliminatórias europeias que ainda teremos de enfrentar, irão ditar se foi ou não feita justiça a este magnífico conceito futebolístico idealizado por Luís Filipe Vieira e levado à prática por Bruno Lage."

Luís Fialho, in O Benfica

sexta-feira, 8 de março de 2019

Big Five

"Pelo quinto ano consecutivo a Sport Lisboa e Benfica, Futebol SAD apresentou lucro nos primeiros seis meses de actividade. Os 14 milhões de euros são a prova da excelência dos nossos gestores. Luís Filipe Vieira, Domingos Soares de Oliveira, Rui Costa, José Eduardo Moniz e Nuno Gaioso Ribeiro merecem ser elogiados pela forma como têm conduzido os destinos da SAD do maior clube português. São dez os indicadores que nos devem encher de orgulho e ter esperança no futuro que nos aguarda. Além do lucro, o resultado operacional sem direitos de atletas, que ultrapassou os 16 milhões, o resultado operacional, quase 21 milhões, os rendimentos operacionais sem transacções de direitos de atletas, quase 30 milhões, e os rendimentos totais, que ascenderam a 134,5 milhões, são indicadores que falam por si. O activo está nos 468,5 milhões, o passivo, decresceu quase 31 milhões, e a dívida líquida, cujo valor, nos últimos três anos e meio, decresceu 169 milhões, merecem destaque.
Finalmente, o capital próprio, já nos 101 milhões. Desde 2013 até hoje, esta recuperação atingiu os 125 milhões e os objectivos são muito claros - o capital próprio superar o valor do capital social, ou seja, os 115 milhões. Para um clube com 115 anos de vida, é obra!
Uma nota para este dia tão especial e para o trabalho nesta edição sobre a aposta no feminino. Temos 1049 atletas em 14 modalidades. Todas elas gloriosas. Para esta época, a Direcção fez regressar o Andebol e o Voleibol e, pela primeira vez, o Futebol. Nestas três modalidades os resultados estão à vista, com o Futebol a ser notícia na CNN, BBC e Marca."

Pedro Guerra, in O Benfica

Um jornal que também ganha

"Desta vez o nosso jornal está no centro da notícia. E, felizmente, pelas melhores razões. É que, de acordo com as informações divulgadas pela Associação Portuguesa de Controlo de Tiragens e Circulação que cruzamos com os dados da distribuidora VASP, que semanalmente leva O Benfica a todas as regiões do país e ainda o envia para destinatários nos quatro cantos do mundo, podemos constatar uma significativa realidade que nos permite avaliar de modo positivo o desempenho do semanário oficial do Sport Lisboa e Benfica junto dos nossos leitores.
De acordo com a APCT,  a actual conjuntura da imprensa generalista e especializada em Portugal reflecte uma tendência universal já inexoravelmente consolidada como um fenómeno global: a leitura de jornais é também um modo em perda, no consumo de informação dos portugueses.
Os números relativos aos três principais diários generalistas auditados pela associação - Correio da Manhã, Jornal de Notícias e Público, são exemplarmente reveladores da dimensão da nova grave quebra média de 6,8%, sofrida nas vendas em banca pela imprensa portuguesa, durante o ano de 2018. E é precisamente neste contexto que nos orgulhamos da notícia que podemos assinalar aos nossos leitores: de acordo com o mais recente relatório da VASP, desde Setembro de 2017 responsável pela distribuição de O Benfica, a contrário do que acontece com a generalidade dos órgãos de imprensa portuguesa, o nosso jornal apresenta, em notório contraciclo, um acréscimo de vendas superior a 16%, nos dados referentes aos períodos homólogos dos últimos trimestres de 2017 e de 2018.
Depois de analisarmos os dados da nossa realidade, ainda compreendemos melhor as razões do que acontece connosco. O cidadão comum vive comprimido pela constante pressão de oferta de informação, insinuante e indistinta, mas cada vez menos escrutinada. O jornalismo, afinal, deixou-se perder e - salvas as honrosas excepções - num verdadeiro desespero de gestão, hoje deita-se a investir sem dó bem piedade, a qualquer momento e pelos mais inesperados meios e modos, sobre o leitor descrente, sejam quais forem as circunstâncias e lugares em que se encontre.
E se ainda podemos dispor das pálpebras para fechar os olhos a todas as surpreendentes e indiscriminadas evidências que nos são bombardeadas de todos os lados, já resistiremos com maior dificuldade ao que se diz e se comenta (sempre acrescentando um ponto a cada conto...), porque a evolução da espécie humana jamais nos concedeu qualquer defesa natural para o sentido da audição, idêntica à que temos para o olhar. A pior consequência para o processo de apreensão da informação é que essa sufocante oferta mediática das notícias e da opinião publicada hoje ainda se deixa misturar com os caldos de pressão em que a chamada 'opinião pública' vai apodrecendo, cada vez mais confundida, no pântano das redes sociais.
A destrinça entre a verdade relatada e mediatizada versus a disseminação de boataria e da mentira constituiu a essência fundamental do jornalismo n'O Benfica. O cuidado uso dessa capacidade garante-nos a reiterada confiança dos leitores benfiquistas e, como consequência, leva a que (segundo dado importantíssimo, cuja confirmação aguardamos para as próximas semanas) o nosso jornal possa continuar, à sua dimensão, a manter-se contributivo das finanças do Clube.
Neste tempo de assinaláveis vitórias desportivas do Glorioso, é caso para afirmarmos que O Benfica é um jornal que também ganha!"

José Nuno Martins, in O Benfica

O que nos disse o jogo de Zagreb

"À imagem do que tinha sucedido em Istambul, o Benfica apresentou-se em Zagreb a dizer que o mais importante para esta época é vencer a Liga portuguesa. Identificado este paralelismo, que tem raízes nas equipas alternativas enviadas para dentro das quatro linhas, permitindo alguma poupança em jogadores-chaves, o jogo, na Turquia, correu muito bem aos encarnados, o outro, na Croácia, correu muito mal. Em Zagreb não esteve o baby Benfica irreverente e alegre, cheio de futebol e magia, visto em Istambul, mas um conjunto com manifestas dificuldades de articulação da bola e com escassa qualidade na circulação da bola e com profundidade quase nula. Há noites assim, provavelmente a equipa de de Bruno Lage pagou o preço do desgaste físico e emocional da vitória no Dragão e acabou por defraudar as expectativas de quem pensava que daqui para a frente ia ser ópera em todas as sessões.
De qualquer forma, a desvantagem é recuperável na Luz e o Benfica pode subir mais um degrau na Liga Europa; todavia, sem poder sentar-se em duas cadeiras ao mesmo tempo, o normal é que seja mantida a escolha de colocar todos os ovos no cesto da Liga.
Da noite cinzenta de Zagreb nasceu mais uma preocupação para os encarnados, a lesão de Seferovic. Disse-o, em A Bola TV, e escrevi-o, neste mesmo espaço, que ter deixado sair Ferreyra e Castillo sem ir buscar um ponta de lança rompedor como Seferovic era um risco que podia comprometer a época. Hoje, com o suíço em estado periclitante e com Jonas (que é um jogador diferente...) também entre algodões, Lage, sem mais coelhos para tirar da cartola, vive com o coração nas mãos."

José Manuel Delgado, in A Bola

Estofo!

"Épica classificação portista na Champions e impressionante liderança da águia na Liga portuguesa. Mas nem tudo são rosas.

(...)
Conseguiria o Benfica não se sentir pressionado no Dragão?, foi a questão deixada na última crónica. Deu na realidade o Benfica resposta clara: não apenas não se sentiu pressionado como jogou o jogo pelo jogo e foi mais de uma hora suficientemente superior ao FC Porto para ter merecido amplamente a vitória num estádio onde muito poucas vezes ganhou e, sobretudo, onde poucas vezes jogou tão bem, tão abertamente para vencer, e com tão fantástico controlo emocional. Uma nota, porém: como fui possível tantos jogadores encarnados escorregarem tanto e tantas vezes?
Deu o FC Porto, ou melhor, deu Sérgio Conceição o flanco à águia ao não ter apostado de início em Militão (além do castigo, dá pena não o vermos a central!), mais Danilo e Tiquinho Soares, dois jogadores que dão ao FC Porto bastante e mais músculo, mais recuperação de bola, mais pressão e mais jogo aéreo (e fortemente decisivo, no caso de Soares).
Nenhum culpa disso teve, evidentemente, Bruno Lage, que soube vestir a equipa com fato de enorme personalidade.
Vitória, pois, merecida de um Benfica que foi quase sempre melhor 11 contra 11 - mais de uma hora de jogo, portanto - e que pareceu, na verdade, ter sempre melhor controlo emocional e melhor domínio mental sobre o próprio jogo.
Foi, aliás, Pepe, de novo, um dos responsáveis pela imagem de certa instabilidade emocional que também pode ter contribuído para a derrota do FC Porto. Para jogador que se tornou um símbolo da Selecção e que já foi até capitão da equipa das quinas, poderia Pepe evitar tão evidentes instabilidades e imprudências, como ficou claro nalguns duelos com o jovem João Félix ou, agora, no jogo da Champions com os italianos.
Apesar, no entanto, de tudo o que sucedeu no clássico, mantenho: é impressionante a liderança deste Benfica de Bruno Lage, mas é ainda o FC Porto, de momento, a equipa mais forte do futebol português. Como também voltou a ficar claro no jogo com a Roma!

Volto, entretanto, a João Félix, esse talento surpreendente a invulgar. Como ainda há dias recordou, em entrevista a A Bola, professor Carlos Queiroz, há dois aspectos muitíssimo importantes no futebol: inteligência e movimento.
Há jogadores inteligentes com pouco movimento e jogadores com muito movimento mas pouca inteligência. E há os craques.
Como classificou Queiroz outro genial jogador como foi João Vieira Pinto, também o jovem João Félix é a inteligência em movimento.
João Félix deambula quase sempre sem se dar por ele. Joga em todo o campo. Remata muito forte com o pé direito mas também com o esquerdo. Impressiona ainda pelo jogo de cabeça e parece forte mental e emocionalmente.
Tem, no entanto, de cuidar daquela teatral tendência de se atirar algumas vezes para o chão só por sentir a presença de um adversário. Fica-lhe mal e corre o risco de ninguém lhe ligar quando a queda for mesmo inevitável, como já tem, aliás, sucedido.
Corrigidos alguns pormenores. Félix pode ficar com o pacote completo e vir a tornar-se, depois de Cristiano Ronaldo, numa das maiores figuras do futebol português.
João Félix tem (é impressionante como tem), por exemplo, muito mais golo do que Bernardo Silva, como se costuma dizer no futebol. E quem tem mais golo brilha inevitavelmente mais. Bem mais, como aliás se tem visto pela notável carreira do nosso melhor do mundo.
De Félix se falou também por não ter conseguido cumprimentar, no fim do jogo no Dragão, o treinador portista.
Pelas imagens televisivas, parece na realidade que Sérgio Conceição recusa cumprimentar João Félix, deixando de mão estendida o jovem avançado encarnado. Se é verdade que foi realmente intenção de Sérgio Conceição não cumprimentar Félix, o gesto só fica mal ao treinador portista.
Não se trata de saber de futebol; trata-se de comportamentos e há comportamentos que não podem deixar de ser reprováveis. De futebol, só sabem realmente alguns, como Sérgio Conceição; mas de comportamentos sabemos todos.

Ou devemos saber!


PS: Ficaram estas linhas finais para depois do jogo do Benfica, ontem, em Zagreb, num confronto em que os melhores (como é, neste caso, o Benfica) têm sempre mais a perder do que a ganhar. Porque ganhar é normal e perder é desolador. Não foi realmente o Benfica a que este Benfica de Bruno Lage vem habituando os benfiquistas. Longe disso. E é por estas e por outras que mesmo este surpreendente e mais encantador Benfica me parece ainda sem o estofo de um FC Porto."

João Bonzinho, in A Bola

PS: Mais uma inacreditável e vergonhosa crónica do Bonzinho:
Primeiro, então o Félix é teatral!!! ( o Otávio já não é!!!) Então o puto foi agredido e provocado várias vezes no antro e nunca se atirou para o chão... não respondeu às provocações... e é teatral???!!! São estes avençados - que propagam as mensagens da propaganda -, os principais responsáveis pelas campanhas 'negras' contra determinados jogadores, como aconteceu com o Renato Sanches!!!
Segundo, então os Corruptos têm mais 'estofo'!!! Isto depois de terem perdido os dois jogos com o Benfica para o Campeonato! De só terem vencido o jogo da Taça da Liga... da forma vergonhosa como tudo se passou!!! E neste último jogo, só não levaram mais, porque mais uma vez foram levados ao colo pelos apitadeiros... E mesmo assim têm mais 'estofo'???!!!
Só se for por causa da 'amarelinha' e dos apitos....
Terceiro: não transcrevi a parte da crónica, onde se faz o elogio da vitória dos Corruptos sobre a Roma... onde até referiu os vários lances em que os Corruptos tiveram a 'sorte' do árbitro decidir sempre a favor dos Corruptos (nunca colocou em causa a 'honestidade' do árbitro!), mas como é normal nestas ocasiões esqueceu-se de referir o horrível jogo da Roma, que deu em despedimento do treinador e do director-desportivo...

Melhores a defender do que a atacar

"Do ponto de vista ofensivo faltaram mais jogadores a procurar o espaço entre as linhas

Defesas compactas
1. Jogo muito equilibrado, ambas as equipas estiveram melhor no campo defensivo do que no ofensivo. Poucas oportunidades de golo, curiosamente com uma a abrir a partida (Grimaldo) e outro no final (Situm). O encontro foi muito apertado, com poucos espaços. Blocos demasiado compactos e consistentes. O jogo acabou por ser decidido num pontapé de penálti numa falta desnecessária do Rúben Dias. Os centrais do Benfica tiveram alguns problemas no corredor central, como aconteceu com Ferro, num lance a fechar a primeira parte.

A falta de Seferovic
2. Com duas equipas compactas e fortes na pressão, o Benfica sentiu bastante a saída de Seferovic, depois da lesão do avançado suíço. Após a substituição de Seferovic, o Benfica deixou de ter a capacidade para procurar as costas da defesa do Dínamo, com problemas no jogo em profundidade. Além disso, os extremos do Benfica jogaram muito pouco abertos, pois cabia aos laterais dar largura ao ataque. Corchia e Grimaldo deram essa largura, mas nunca a profundidade. Do ponto de vista ofensivo, faltaram mais jogadores a procurarem espaço entrelinhas e a jogar no bloco do Dìnamo. Os alas podiam ter estado mais abertos.

Benfica lento e previsível
3. O Dínamo defendeu forte e compacto, muito agressivas na pressão. Notou-se que o jogo anterior do Benfica, como aconteceu com o FC Porto, não se viu na Croácia. João Félix quase nunca recebeu a bola orientado para a ataque, teve sempre de lateralizar o jogo. Os espaços para a penetração eram quase nulos. Sem Seferovic e com Jonas de fora, ao Benfica faltaram as referências no ataque, pois João Félix não tem essas características. O Benfica insistiu no jogo interior, foi lento e pouco dinâmico a procurar as alas. Quando o fez, o bloco do Dínamo basculou e controlou a bola com relativa facilidade. O Benfica não conseguiu colocar bolas nas costas das linhas do Dìnamo, quer da defesa, quer do meio-campo. Tinha que gerir melhor a posse de bola para encontrar espaços. O Benfica foi lento e previsível. Destaques individuais para Gabriel, do lado do Benfica, o mais regular nas águias. Do lado do Dínamo, gostei de Sunjic, o jogador da posição 6. Tapou espaços e linhas de progressão, nota-se cultura táctica.

Outro ritmo na segunda mão
4. O 1-0 para o Dínamo Zagreb dá conforto aos croatas, mas este não é resultado que coloque o Benfica fora da eliminatória. Na Luz, na segunda mão, a equipa de Bruno Lage tem de jogar com outra dinâmica, outro ritmo. O Benfica não pode falhar tantos passes como os que falhou ontem, sobretudo nos últimos dez minutos da partida, com várias perdas de bola."

José Carlos Pereira, in A Bola

Seferovic – Trabalho sem bola

"Na única oportunidade do Benfica na partida, fica o registo da importância da movimentação dos avançados centro. Se não para receber, para arrastar adversários e abrir espaços.

"

Paolo Maldini, in Lateral Esquerdo

Zagreb: Um simulador de realidade

"Desta vez não foi estranho e não soaram alarmes e reacções. Bruno Lage manteve, na sua segunda deslocação na Liga Europa, a rotação que tão bom resultado deu em Istambul e a previsível consequência disso, esperávamos todos, seria outra boa exibição encarnada, com a habitual fome de conquista a ser a cereja no topo do bolo que é a ideologia de Lage. Isto aquando foram conhecidos os convocados, com as já habituais ausências de alguns pesos pesados. No entanto, quando o onze titular foi dado a conhecer, as razões para nova estranheza aumentaram. Afinal de contas, na Turquia, as águias desenharam um onze que não faltaria aos preceitos de uma ideologia que preza, e tem como seu ponto mais alto (apesar de todos os outros serem de um nível bastante alto) as transições defensivas e ofensivas. Assim, com Gedson e Krovinovic, nas alas, a fazerem companhia a Florentino e Gabriel, foi difícil não pensar nas dificuldades que teria o Benfica para se soltar e acelerar o seu jogo.
Obviamente, o estratega Bruno Lage teria que ter algo na manga, pois alterações deste calibre não se farão sem se ter em conta as características do jogo que esperava o Benfica na capital da Croácia. E se recordarmos as declarações do técnico do Dinamo – quando lhe foi ditada a sorte do sorteio para os oitavos da UEL – as mesmas continham algo que pode ajudar a explicar a preferência por dois elementos com características de espaço central onde, normalmente, actua pelo menos um elemento acelerador. Disse Nenad Bjelica que a sua equipa abordava os jogos da Liga num estilo mais de posse, enquanto que os jogos europeus eram enfrentados numa toada mais de transição. E se assim era, no plano teórico, fazia bem Bruno Lage em preparar a equipa, o onze e as características dos jogadores que o compunham, para um jogo diferente daqueles que foram, por exemplo, os dois jogos contra o Galatasaray – equipa que, recorde-se, parece usar a muita bola que tem, não para ferir o adversário mas para se ferir a si mesma.
Tudo certo no plano teórico, tudo errado no simulador de realidade que foi Zagreb. O Dinamo não começou tão baixo como se previa e o Benfica pouco partido pôde tirar dos desvios de Gedson e Krovi para as faixas. Assim, não obstante a melhor oportunidade dos encarnados ter sido criada nos primeiros minutos (por Grimaldo, que aproveitou algum espaço na zona… central), os restantes minutos que concluíram esta 1.ª mão roçaram um bocejo apenas interrompido por algo não muito especial – como foi a conquista da grande penalidade que haveria de dar a vitória ao Dinamo. E deu a vitória porque o Benfica andou, o restante tempo que havia para jogar, à procura de si mesmo, da sua melhor versão. Algo que se complicou quando Seferovic – elemento com características que fazem Bruno Lage, em condições normais, a nunca prescindir dele – se lesionou, deixando o técnico, e os adeptos, a pensarem em como suprir essa ausência da melhor maneira.
Mesmo notando-se algumas deficiências de posicionamento, a defensiva do Benfica pareceu denotar também alguma falta daquele sentido de armada (bem posicionados, juntos e fortes no duelo) que Lage incutiu em todos os seus jogos

E se estamos bem recordados, aquando do fecho de mercado, Bruno Lage foi peremptório a refutar a teoria que o Benfica não teria os avançados suficientes para atacar a 2.ª volta. E com Seferovic lesionado e com Jonas em Lisboa, Lage optou por dar a vaga a Cervi (deixando Rafa, o outro avançado nas suas contas, mais algum tempo no banco) e deslocar Krovi para trás de João Félix – que passou a ser o elemento mais adiantado da equipa. Dois problemas para resolver (falta de aceleração no corredor esquerdo e falta de profundidade na zona mais avançada); uma só substituição. Algo que, estranhamente, não mudou com a entrada de Rafa – que por estratégia – nunca pisou os mesmos terrenos de Seferovic, apesar de ser o único elemento no plantel que pode oferecer algo parecido ao que o suíço tem vindo a dar ao plano de Bruno Lage.
Um jogo que, assim, não passou daqueles simulacros de incêndio que chateiam um pouco nas grandes superfícies comerciais, mas onde ninguém tem que ser evacuado, nem tão pouco passar por reacções de pânico porque, aparentemente, não há razões para isso. E se algo poderá mudar, daqui em diante, poderá ser a ideia de Lage transformar estas deslocações europeias nesses mesmos simuladores de realidade, onde parte da espinha-dorsal da equipa fica em Lisboa. Sabemos que a dualidade Europa League/I Liga não será fácil de gerir, mas em algum momento o técnico terá de assumir a conquista das duas sem fazer aquilo que pareceu uma poupança manifestamente exagerada e acompanhada de uma mudança nas características dos jogadores que emperrou o habitual futebol fluido que tantos louros já mereceu nos seus dois meses como treinador principal do SL Benfica. 
Dinamo Zagreb-Benfica, 1-0 (Petkovic 38′ g.p.)"

Não fazer de conta

"Bruno Lage voltou a injectar “sangue novo” na equipa. Só que, desta vez, o resultado não foi o mesmo que o do jogo com o Galatasaray.

Contrariando a grande maioria das previsões, o Sport Lisboa e Benfica regressou ontem da capital da Croácia com a desvantagem de um golo perante o Dínamo de Zagreb que não pode nem deve ser minimizada.
Por isso, a equipa de Bruno Lage vai ter de se empenhar a fundo no desafio de retorno, em Lisboa, daqui por uma semana, com seriedade e muita aplicação.
Não chega a ideia de que com o novo treinador o milagre da retoma está alcançado. Pelo contrário, a segunda derrota sob o seu comando e, sobretudo, a fraca qualidade apresentada pela equipa que escolheu em terras do leste europeu deve constituir tema de reflexão a fim de ser evitada nova surpresa.
Mantendo o critério estabelecido já há algumas semanas, Bruno Lage voltou a injectar “sangue novo” na equipa. Só que, desta vez, o resultado não foi o mesmo que o do jogo com o Galatasaray, e a exibição ficou muito aquém daquela com que regressou da Turquia.
Portanto, fica uma lição sobre a qual o técnico não vai deixar de fazer a necessária reflexão.
Como se não bastasse, a arreliadora lesão de Seferovic tem contornos que ainda se desconhecem, pelo que a falta do jogador suíço pode acarretar problemas acrescidos. É que, com ele no eixo do ataque, o rendimento de João Félix tem um peso que pode diminuir se o seu companheiro da frente tiver de ser outro.
Em resumo: pelo que se viu em Zagreb, a qualificação do Benfica para os quartos-de-final da Liga Europa é uma meta perfeitamente alcançável.
Porém, o jogo da próxima quinta-feira terá de ser rodeado de algumas das cautelas que estiveram ausentes ontem na Croácia.
E depois, pelo meio, há o jogo com o Belenenses, que está cada vez ousado e capaz de pregar partidas aos mais fortes.
Daí que não seja recomendável fazer de conta…"

Não há piratas bons

"Se os Estados querem aproveitar o talento destas “mentes brilhantes”, então devem contratá-los para que desenvolvam o seu trabalho de investigação dentro da Lei.

um certo fascínio associado à figura do pirata. Provavelmente fruto da cinematografia “fantástica” que conta histórias de piratas das Caraíbas e dos legos da nossa infância, não é fácil nutrir ódio por estas figuras historicamente conotadas com pilhagens de navios. Sempre causaram a sensação de que faziam coisas muito más, mas no fundo, bem lá no fundo, procuravam o bem. Ou porque roubavam a riqueza dos grandes impérios ou porque dentro do conceito de “feios, porcos e maus” até tinham alguma piada. Quase nos esquecemos que, no meio disso, violavam, matavam, destruíam.
Salvo raras excepções, já não é fácil encontrar piratas no mar (muito menos daqueles com palas nos olhos e viciados em rum), mas vivemos no tempo dos chamados piratas informáticos ou hackers que, com uma espécie de “nerdismo” fascinante, assente num domínio extraordinário da informática, estão a ajudar a descobrir os alegados podres escondidos da humanidade, desde a alta finança ao futebol. No fundo, para uma razoável fatia da opinião pública, estamos perante pessoas brilhantes que ambicionam um mundo melhor e que, portanto, merecem ser perdoadas e até apoiadas. Uma vez mais, quase nos esquecemos que, sem critério ou regras, roubam, violam e expõem a privacidade e, não raras vezes, exercem chantagem e extorsão. No fundo, são criminosos assumidos e orgulhosos. Mas “bonzinhos”.
O que cada um de nós pensa sobre o tema é algo que pertence à liberdade de cada um. Também já sabemos que os jornalistas até criaram um consórcio internacional para se aproveitarem dos dotes destas pessoas e fazerem notícias com o produto das novas “pilhagens”, simpaticamente apelidadas de “maior fuga da informação da história” e a que não têm pudor de chamar “investigação jornalística”.
Mas o mais importante é saber como lidam os Estados com a nova pirataria. Se lidam como Estados de Direito ou como Estados oportunistas. E a verdade é que começam a ser, cada vez mais, as tendências a puxar para o oportunismo da prova fácil, sem querer saber dos perigos evidentes que isso comporta para as democracias.
Validar como provas judiciais, informações obtidas através destes métodos à margem das instituições próprias de investigação dos Estados, é validar o terrível modelo de que “os fins justificam os meios” em que assentaram os mais tenebrosos regimes da história da humanidade. Se aceitarmos o produto obtido por um hacker, então porque não pedir a ladrões para assaltarem casas e trazerem documentação em vez de se promover uma busca com a necessária validação judicial? Ou mesmo, porque não constituir milícias populares para combater o crime nas zonas mais problemáticas?
Se os Estados querem aproveitar o talento destas “mentes brilhantes”, então devem contratá-las para que desenvolvam o seu trabalho de investigação dentro da Lei. Se, pelo contrário, a opção for o aproveitamento do produto obtido por estas pessoas na clandestinidade através do alargamento do conceito de whistleblower ou qualquer outra fórmula abusiva de “legalização” destas práticas, então ficaremos a saber que fica validado o conceito de “fazer justiça pelas próprias mãos.”"

Que ninguém fique à porta por causa da idade

"A juventude a dar cartas na Europa

«Podia lançar aqui o Nuno, mas ainda não jogou, e vou optar por fazer aqui uma adaptação…»
Um dia ouvi um treinador dizer isto e fiquei escandalizado. Desde logo porque o Nuno era eu, e depois porque aquele argumento, apresentado perante todo o grupo, era de uma injustiça tremenda.
É provável que aquela frase não tenha passado de uma desculpa esfarrapada para esconder outros argumentos, porventura bem mais válidos. Mas ficou-me na memória: como é que a falta de jogos podia ser argumento para… não jogar?
No futebol a experiência não pode ser critério para nada, sobretudo quando é calculada apenas com base na idade. E o problema está na frequência com que se confunde com maturidade. Como se, aos 19 anos, Matthijs de Ligt não tivesse mais maturidade do que muitos jogadores acima dos 30 anos. 
Agora imagine que, a 26 de Setembro de 2016, o treinador Peter Bosz tinha metido na cabeça que aquele miúdo loiro, que tinha acabado de fazer 17 anos, não tinha idade para jogar na equipa principal do Ajax.
Três anos passados, De Ligt é capitão da equipa do Ajax que eliminou o tricampeão Real Madrid e seguiu para os quartos de final da Liga dos Campeões.
O histórico emblema holandês conseguiu este feito com uma média de idades de 24 anos, precisamente a mesma com um Manchester United «remendado», por força da ausência de dez jogadores, conseguiu uma reviravolta épica no Parque dos Príncipes.
A semana europeia vem, por isso, provar que o talento não tem idade. E até pode ser verdade que nenhum clube ganha só com formação, mas a culpa não é da idade. Nenhuma academia do mundo consegue alimentar um plantel inteiro com a mesma qualidade, já para não falar que poucos são os emblemas que podem dar-se ao luxo de segurar os talentos que formam.
A aposta na formação nem deveria chegar a ser uma opção, mas sim uma realidade incontornável para qualquer clube, independentemente da dimensão. E depois, na altura de bater à porta da equipa principal, a idade jamais pode ser critério. Nem por excesso."

16%

"Numa altura em que todos os títulos, em Portugal e no Mundo, acumulam perdas financeiras e de leitores, o jornal O Benfica registou uma subida de 16 por cento nas suas vendas em banca. Estamos a falar de um número que não tem comparação, no actual quadro da crise de leitores que afecta toda a imprensa nacional. É um orgulho para todos nós. E o mérito deve ser repartido por todos. Pelos benfiquistas que acreditam, cada vez mais, que o seu jornal é uma plataforma onde procuram informação rigorosa e bem escrita, mérito da direcção do clube que proporciona todas as condições para se efectuar bem o trabalho de informar bem o nosso público-alvo, pelo director de comunicação que tem apostado na valorização das pessoas, das equipas e dos produtos informativos desenvolvidos no clube, pelo director do jornal, por ser uma figura inspiradora e, claro, por uma extraordinária equipa de enormes profissionais e benfiquistas. É uma honra liderar, todos os dias, gente tão disponível, tão comprometida e de tanta qualidade. Estamos todos de parabéns."

Quem serão os próximos 4?

"Luís Filipe Vieira disse no Magazine da Liga Europa que tínhamos 8 jogadores da formação no plantel actual mas que esse número tem potencial para chegar aos 12 já na próxima época. Aqui é importante perceber o que LFV disse porque é diferente de dizer que podemos vir a ter mais 4 caras novas. Por exemplo, um dos jogadores da equipa B que vejo mais rapidamente a saltar para o plantel principal é Nuno Tavares, defesa esquerdo. Só que para Nuno Tavares subir, Yuri Ribeiro teria que ser emprestado. Nesse caso não seriam 4 caras novas, mas sim 5 para compensar a saída de um jogador e chegar aos tais 12. De qualquer maneira, quem são os 4 jogadores mais preparados para dar o próximo salto?
O plantel do Benfica tem neste momento 28 elementos. Svilar vai ser emprestado. Corchia vai sair. Yuri Ribeiro parece-me que vai ser emprestado. Fejsa não me parece que faça sentido estar como 5º ou 6º médio e nesta fase da carreira, acredito que tenha outros planos, como tal acho que pode sair. Salvio, Cervi e/ou Zivkovic vão sair. Pelo menos dois deles. Além de todo o mercado que Rúben Dias, Gabriel e João Félix vão ter este verão. Mas sem esses ficamos com uma vaga a DE, uma/duas vagas a MC (adaptando Krovinovic à ala de vez), uma vaga a extremo (porque ainda vem Caio Lucas), além da vaga que já temos para avançado.
1. Heriberto Tavares. Admitam lá, já não se lembravam dele pois não? Eu confesso que nunca fui o maior fã do Heriberto. O físico está lá. A qualidade técnica está lá. Só que depois decide bem uma vez a cada três. Quantas vezes não me chateei com ele a ver a equipa B porque tendo o colega ao lado isolado, acaba por rematar? Mas a verdade é que tem sido fundamental no Moreirense. Depois de 84 jogos e 29 golos pelo Benfica B, Heriberto leva 27 jogos e 6 golos pela equipa sensação do Campeonato. Só falhou um jogo no Campeonato, sendo o segundo mais utilizado da equipa. À frente dele apenas está… Chiquinho. Dado que joga na posição que temos mais falta de jogadores, parece-me uma aposta imediata.
2. Pêpê Rodrigues. Saindo Fejsa, este vai ser o jogador escolhido. O critério de Lage na escolha de jogadores para o 11 está muito preso com a qualidade de passe. Se virem, todos os jogadores que ele tem promovido, desde Florentino a Samaris, todos passam a bola muito bem. Pêpê é uma cópia de Gabriel. Uma qualidade de passe de outro mundo combinada com boa capacidade defensiva. Ficaria muito surpreendido se Pêpê não fizesse a pré-época com o Benfica. Tendo a oportunidade e mostrando a Bruno Lage a sua qualidade é um mero passo até entrar no plantel.
3. Chris Willock. O jovem inglês não é a aposta mais imediata, confesso. O Benfica tem neste momento seis médios-ala no plantel. Sete se contarmos com o Krovinovic que anda sobretudo a jogar lá. A somar a estes todos, ainda vem o Caio Lucas. No entanto, Willock é o melhor jogador que temos na equipa B. Logo acredito que acabe por ser chamado à equipa principal. Não vai ficar lá para sempre e ele é um jogador com características muito únicas. É muito rápido, muito forte no um para um, boa qualidade de cruzamento. Só faz sentido ser promovido.
4. Nuno Tavares. Um dos jogadores que tem estado menos bem no Benfica nesta época é Yuri Ribeiro. Está longe de convencer e o mais certo é que volte a ser emprestado. Isso abriria uma vaga que com alguma naturalidade será ocupada por Nuno Tavares. É mais novo que o costume. Ainda tem idade júnior neste momento. É um lateral muito à imagem do Grimaldo. Dá qualidade no ataque apesar de ainda ter que evoluir algo no sector defensivo. No entanto, para o Campeonato, os nossos laterais atacam mais do que defendem. Seria uma boa aquisição. Principalmente tendo em conta a margem de progressão.
5. Outros. Branimir Kalaica vai fazer a pré-época quase de certeza e, se Rúben Dias ou Jardel saírem (não creio que Ferro ou Conti possam sair), vai ser chamado à equipa principal. Pedro Pereira é outro que vai fazer a pré-época quase de certeza. Tem sido suplente utilizado na Genoa e se Ebuehi não corresponder às expectativas o Benfica vai querer ter um backup plan. Neste momento acredito que Pedro Pereira esteja à frente do Alex Pinto. Alfa Semedo, Nuno Santos, David Tavares e Tiago Dantas têm todos uma hipótese. Mas subindo o Pêpê e o Chiquinho, parece-me que não haverá mais vagas no plantel e acabarão todos na equipa B por uma época, com excepção de Alfa Semedo que deverá ser emprestado.
Vejo mais uma vaga para a baliza por preencher, mas Fábio Duarte não me inspira muita confiança e André Ferreira não tem sido muito utilizado no Aves, como tal acredito que o 3º guarda-redes acabe por ser o guarda-redes da equipa B que se a lógica imperar vai ser Celton Biai. Vejo também uma vaga para mais um avançado, especialmente se João Félix sair, mas não há nenhum avançado que tenha estado particularmente bem nesta época e como tal acredito que se precisarmos de alguém, virá de fora. Uma pena que João Carvalho tenha sido vendido.
Para terminar deixo-vos um 11 das maiores promessas prontas a saltar para equipa principal do Benfica: André Ferreira, Pedro Pereira, Branimir Kalaica, Vitali Lystcov, Nuno Tavares, Pêpê Rodrigues, Tiago Dantas, David Tavares, Chris Willock, Diogo Gonçalves e Heriberto Tavares."

Ambição deixou de ser utopia

"Que jovem nunca sentiu alguma estranheza nos olhos dos amigos quando manifestou o desejo de ser jogadora de futebol? Este ano, pela primeira vez, qualquer menina benfiquista pode dizer com toda a satisfação que ambiciona ser jogadora de futebol profissional. E para quem ainda duvida, basta assistir a um jogo das nossas sub-17, sub-19 ou equipa principal para observar excelentes jogadas e golos.
A aposta do Benfica no futebol feminino veio na continuidade do bom trabalho realizado por clubes mais pequenos, muitas vezes em condições financeiras e logísticas complicadas, suportado por muita dedicação por parte dos responsáveis e pelas atletas, que sacrificavam a sua vida pessoal para poderem participar num treino, sem qualquer tipo de retribuição financeira.
Respeitando os elevados valores do clube que prezam o espírito de equipa e a união, de superação das suas capacidades. Numa equipa escolhida a dedo, composta por atletas estrangeiras com uma vasta experiência internacional, conjugada com a irreverência de jovens atletas portuguesas que ambicionam um dia representar a Selecção A do nosso país, apoiadas por uma estrutura pequena mas multidisciplinar, sempre disponível para apoiá-las, sob o olhar atento do vice-presidente Fernando Tavares, os objectivos são claros: subir de divisão e vencer a Taça de Portugal.
Depois de 8.126 espectadores no jogo de apresentação, desejamos que o impacto internacional do projecto se traduza em cada vez mais adeptos e seguidores."

"Mostrámos que conseguimos e com qualidade"

"Sinto que o ser Mulher ainda continua a ser uma luta constante pelos nossos direitos e no Desporto é igual. Ainda que não haja tanta diferença como antigamente, e apesar das evidentes melhorias ao longo dos anos, sinto que muitas das vezes ainda temos de trabalhar o dobro para que possamos ter oportunidades iguais, e muitas das vezes nem sequer chegamos a tê-las.
Contudo, sinto também que é nosso dever mudar as coisas, as mentalidades, a maneira de pensar de quem não valoriza o desporto feminino. É nosso dever fazer mais e melhor para que possamos ter reconhecimento e, com isso, as devidas oportunidades.
Em Portugal, o futsal está a crescer, sendo que antigamente as miúdas eram obrigadas jogar com os rapazes até aos 14/15 anos ou a integrar equipas femininas com discrepâncias de idades, e actualmente já há equipas femininas desde escalões muito jovens, como as iniciadas, havendo uma melhor preparação e formação para os escalões mais competitivos.
Além disso, a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos da Juventude, no escalão de sub-19, e a recente campanha rumo à final do primeiro Campeonato da Europa feminino, em que conseguimos encher por duas vezes um pavilhão com três mil espectadores, terão certamente um papel fundamental no alterar da imagem da modalidade. Mostrámos que também conseguimos. E conseguimos com qualidade. Que o meu exemplo e o das minhas colegas ajude a fazer história para a modalidade."