Últimas indefectivações

sábado, 5 de setembro de 2015

Entrada à Benfica !!!

Benfica 29 - 22 ISMAI

Entrada muito forte, em poucos minutos decidimos o jogo, de tal maneira que na 2.ª parte até tivemos tempo para as habituais desconcentrações, sem que isso tivesse posto em causa o resultado!!!
O ISMAI venceu na Luz, o ano passado. Mudou de treinador, perdeu alguns jogadores, mas não são tão fracos, como pareceram naqueles primeiros minutos...
Como já era esperado o Belone, como lateral direito, entrou muito bem... depois do que tinha visto do Uelington com o Sporting, fiquei apreensivo, mas hoje pareceu-me mais solto, com alguns grandes golos!!!
O Dragan estreou-se hoje, depois de uma lesão... posso estar enganado, mas duvido que seja útil na defesa, no ataque precisa de maior entrosamento. O regressado Hugo Lima também recuperou da lesão... Falta o Semedo.

Com o play-off no Campeonato, temos tempo para melhorar. Temos muitos jovens, alguns ainda juniores com muito potencial, mas os jogadores mais valiosos têm que fazer a diferença...

Nove fora nada !!!

Rio Ave 0 - 9 Benfica

Goleada, num jogo que acabou por ser fácil, muito por culpa da atitude da equipa: os primeiros golos foram criados com pressão alta, mesmo falhando um penalty, chegámos ao intervalo a vencer 0-3 e podiam ser mais...!!!
No 2.º tempo, aumentámos um pouco o ritmo, e com a nossa rotação do banco, o marcador foi subindo com alguma 'tranquilidade'... continuamos a mostrar trabalho nas bolas paradas.
Destaco a adaptação do Fábio Cecílio, tem um estilo de jogo um pouco tímido, mas hoje voltou a marcar, e fez várias assistências... além da consistência defensiva, será importante no ataque. O Fernando voltou a fazer um grande golo, mas teve algumas falhas (desconcentrações) defensivas!!!
Além do Patias castigado, o Jefferson também ficou na bancada... O Mário Freitas, lesionado na pré-época, estreou-se hoje com alguns minutos...

Liberdade para Augusto Inácio!

"Diz toda a gente que um dirigente do Sporting, Augusto Inácio, se arrisca a três anos de prisão pelo crime confesso, de pirataria audiovisual. Parece, assim, ser perigoso e excepcionalmente castigador o mundo dos visionamentos online de jogos de futebol mesmo quando há razões ideológicas que sustentam o delito, tal como Augusto Inácio, afinal um simples borlista, explicou: "Eu não contribuo 'pó' Benfica TV."
Inácio é um tipo coerente que já em 2011, quando fazia campanha por Bruno de Carvalho, proclamava que com ele no Sporting "ninguém usará botas vermelhas". Ao que acrescentou: "E o ideal seria que todos usassem botas verdes", o que também se aceita em nome das liberdades na vertente fundamental do calçado. E, convenhamos, que mal faz? Vermelhas ou verdes, botas são botas e Inácio, como qualquer um de nós, tem as suas superstições.
No entanto, o que espanta na celeridade com que se produziu a sentença de três anos de prisão para o dirigente que se recusa a pagar serviços de um operador televisivo é, precisamente, a falta de celeridade, e até o desinteresse, com que os mesmos especialistas do Código Civil, e até os órgãos disciplinares da Liga de Clubes e da FPF, se debatem com um outro tipo de delito apontado a um outro tipo de dirigente do Sporting.
A verdade é que é fácil condenar num minuto o simpático borlista a três anos de cadeia por não contribuir com os 9,90 euros mensais devidos à estação do inimigo. Mas não tem sido fácil saber o que pensam estes mesmos juízes, tanto os amadores como os profissionais, e que sentenças têm nas suas imparciais cabeças para punir o clube e o dirigente do clube que, em 2012, já vai para três anos, contribuiu indevidamente com 2 mil euros na conta bancária de um árbitro nas vésperas de um escaldante Marítimo-Sporting.
A maior vítima desta situação de relaxo das várias justiças, incluindo a desportiva, é, obviamente, o Sporting. Como todas as nossas classes laborais, os árbitros abusam de um forte sentimento corporativo. Por isso, solidários com o colega indevidamente gratificado, conluiaram-se e andam a perseguir como malucos o Sporting enquanto não se fizer jurisprudência sobre o infeliz e quase já esquecido episódio Cardinal.
Perante mais esta singularidade dos nossos costumes, é nosso dever gritar: - Liberdade para Augusto Inácio!"

O desporto e o regresso à escola

"Tempo de regresso à escola. Na agenda principal da discussão, a colocação dos professores, o desemprego no sector, a precariedade dos contratos, a continuada redução de alunos, porque há cada vez menos jovens em Portugal. Ninguém parece interessado em recentrar a discussão nessa questão essencial da qualidade do ensino e da escola. Os jovens não têm voz nos media, e, verdade seja dita, muitas vezes não sabem, não querem, não se interessam por ter voz.
A escola continua a ser uma quinta do ensino, cercada por tradições, preconceitos e uma estranha sobrevalorização do que se poderia chamar as ciências avulsas.
A escola, no seu conceito, na sua relação com o mundo, na sua natureza formadora, continua a ter uma sensação de perigo quando se aproxima da liberdade, da inovação, do concreto.
A visão alcatifada em que, desde há muitos anos mergulhou a escola, refém dos seus pensadores de gabinete, há muito que lhe retirou capacidade para se renovar ao ritmo do conhecimento que o homem conquista nos mais diversos sectores, numa sociedade que, na prática, rejeita as vantagens de um ensino estereotipado e velho, obrigando qualquer licenciado a adaptar-se à vida profissional aprendendo na escola prática das organizações empresariais.
A escola precisa de se relacionar com o mundo e de acompanhar o seu natural crescimento. Para isso, precisa de sair da escola e de ter a coragem de abandonar os velhos e ultrapassados conceitos cartesianos. Basta ter atenção ao olhar da escola sobre o desporto, sobre a música, sobre todas as artes. Basta perceber como a escola faz questão em manter uma estúpida hierarquia do conhecimento, dividido por patamares de disciplinas, sem entender que o conhecimento é, afinal, tão inteiro como o corpo e o espírito no homem.
Por essa mesma visão ultrapassada, preconceituosa e decadente, a escola desvaloriza a importância do desporto no crescimento e na afirmação de personalidade dos jovens portugueses. Portugal tem, hoje, uma das maiores taxas de obesidade jovem na Europa, os nossos jovens não têm mobilidade, são descoordenados, têm níveis de sedentarismo inimagináveis, mas o poder político (não apenas este) e as direções de escola continuam a promover a desvalorização do desporto, reduzindo a níveis caricatos a carga curricular, defendendo a ideia de que o desporto interfere no estudo das disciplinas que interessam e demitindo-se de uma séria organização do desporto escolar à escala nacional.
Claro que poderíamos encontrar por aqui, nesta situação relapsa e indigente do desporto nas nossas escolas, uma das principais razões do definhamento da qualidade internacional da alta competição. Convenhamos, porém, que face à questão essencial, que é a questão educativa, a questão do crescimento inteiro dos jovens portugueses, a questão da formação do homem e da mulher modernos, a deplorável situação competitiva em que manifestamente vivemos, salvo honrosas exceções que beneficiam do talento e do investimento humano de alguns, é uma questão menor face à dimensão da sociedade portuguesa do futuro.
O que mais intriga é que professores e políticos não entendam que não é de desporto que se trata e muito menos de conseguirmos criar novos campeões dos estádios. O que está em causa é criar condições para termos campeões para a vida, para os difíceis e complexos desafios das sociedades modernas, cada vez mais exigentes no conhecimento, cada vez mais competitivas. E não é possível fazer nascer um homem moderno e preparado sem incluir o desporto (coletivo e individual) na sua formação, no seu crescimento."

Vítor Serpa, in A Bola

Boas-novas vindas de Espanha

"E depois da profunda decepção que se revelou a Volta à França, no que tange à presença portuguesa, em especial pela prestação e subsequente desistência de Rui Costa, bem como pela ausência de um vencedor nacional da nossa Volta, eis que na magnífica Vuelta ainda em curso dois corredores lusos se têm destacado de forma a roçar a exuberância.
Primeiro foi José Gonçalves, o qual, aliás, já tinha sido merecedor do maior destaque na nossa principal prova doméstica. Agora em Espanha confirmou, e até reforçou, o que parecem ser os seus maiores predicados, como a coragem e a combatividade (que não são sinónimas...), além do talento próprio, claro está. Atributos que já lhe poderiam ter rendido uma vitória. Mas ela acabará por chegar, é seguramente só uma questão de tempo.
Já quanto a Nélson Oliveira, o campeão nacional de contra-relógio, não se poderá falar, em bom rigor, de mais uma revelação, e muito menos de uma promessa. A verdade é que se trata de uma real e indiscutida confirmação, porquanto vem demonstrando, época após época, um desenvolvimento competitivo manifestamente sustentado, por exemplo ao nível do desempenho em alta montanha, conforme esta semana ficou comprovado, a título definitivo, com a contundente exibição na etapa rainha da Vuelta. E ainda está por disputar aquela em que se deverá tornar a todos patente a sua valência mais distintiva, a saber, a luta contra o cronómetro, em que conquistará o reconhecimento como membro efectivo do restrito clube dos melhores especialistas do mundo. A sua vitória de ontem foi assim, estou certo, a prova do amadurecimento de uma classe inata. E por isso apenas a primeira de uma carreira ascendente."

Paulo Teixeira Pinto, in A Bola

Selecção e clubes

"A nossa Selecção é hoje, na sua essência, uma entidade completamente diferente do que foi até há 20 anos. Antes da globalização, a Selecção assentava num clube - fosse o Sporting (no tempo dos 5 Violinos), o Benfica (no tempo de Eusébio) ou o FC Porto (mais recentemente). Depois da globalização, porém, deixou de haver um clube-base da Selecção. Os jogadores começaram a emigrar, e a equipa tornou-se uma manta de retalhos, com jogadores vindos daqui e dali.
Claro que, neste processo, também se ganhou muita coisa. Enquanto no passado os jogadores só estavam habituados aos despiques caseiros, passando o ano inteiro a jogar contra equipas de meia tigela, hoje os jogadores da Selecção portuguesa, actuando no estrangeiro, estão familiarizados com os grandes palcos. 
Fenómeno idêntico se passou com a selecção brasileira, embora noutra escala e com piores resultados. O Brasil fornece futebolistas para o Planeta inteiro, mas tem uma selecção fraca. E a Argentina, produtora de estrelas de primeira grandeza, também não consegue rentabilizar totalmente o seu imenso potencial humano. 
Entretanto, no Mundo globalizado, ainda há selecções que assentam em equipas de clube, com óptimos resultados. Estão neste caso a Espanha, que replica o modelo de jogo do Barcelona, e a Alemanha, que assenta no Bayern Munique. Somando perdas e ganhos, é indiscutível que a Selecção portuguesa, ao contrário da brasileira ou mesmo da argentina, ficou a ganhar com a internacionalização dos nossos jogadores. Esperemos que na Albânia esta realidade volte a confirmar-se... "


PS: Acreditando no Brunão, a actual Selecção nacional, é o espelho do Sporting... os resultados e as exibições parecem confirmar!!!

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Gaitán e Jonas de classe única

"O jogo do passado Sábado contra o Moreirense teve ingredientes de crime e suspense. Estar a perder até 15 minutos do fim, em casa, contra o Moreirense, clube que tem zero pontos, não era do desejo de nenhum benfiquista. Entre o gelado, o apático, o incrédulo ou o revoltado devia haver grande parte dos adeptos. Com talento, sorte e arte demos a volta à história, uma cabeça que saiu do banco e um remate contra o infortúnio que saiu do inconformismo de Samaris colocaram o rumo da história no seu curso natural. Quando ao minuto 86, em claro fora de jogo, o Moreirense empatou, senti o que poucas vezes senti num jogo de futebol. Gozando da faculdade de não estar no estádio, o que é raro, (estava numa festa de aniversário), fiquei fora de mim, para além do natural e razoável, só Jonas quatro minutos depois me devolveu ao estado de normalidade.
Que o FC Porto jogue muito mal contra o Estoril, é problema dos portistas, mas que o Benfica empatasse em casa com o Moreirense já era problema meu.
Não ia saber lidar com tamanho dissabor. Estes quinze dias de paragem vêm em bom momento (espero), para Rui Vitória recuperar jogadores e implementar a sua ideia de jogo. Este final de mercado foi calmo nas hostes encarnadas, a boa notícia para o Benfica foi mesmo Gaitán ficar. Gaitán e Jonas são de uma classe única, e a sua saída seria impossível de não ter custos elevados no rendimento da equipa.
Há loucuras financeiras que não têm nenhuma justificação. Ver chegar por 80 milhões um Martial a Manchester pode ser tudo menos futebol. É dentro das quatro linhas que gosto do jogo, quase tudo o que se passa à volta me causa repulsa. Com o mercado fechado, resta optimizar os recursos que temos para lutar pelo prometido título. É só isso que os adeptos querem e merecem, pois depois de uma derrota com o Arouca voltaram a fazer uma excelente assistência contra o Moreirense. Esses nunca faltam."

Sílvio Cervan, in A Bola

Mundo económico e Futebol

"Vemos actualmente numa sociedade na qual o que mais releva é o dinheiro. Quem é mais forte terá tendência a ser cada vez mais forte - a não ser que se espalhe do cimo da sua Torre, e quem é mais fraco tenderá mais a ficar nessa posição, até que um Dia a Morte lhe retire a Vida.
Claro que pelo meio existem os fenómenos de sorte, escassos, mas que vão repondo de forma muito esporádica, um equilíbrio nas forças que vivem numa sociedade, qualquer que ela seja.
Como já retratámos aqui em vários artigos, uma das maiores fontes de receita do futebol moderno são os direitos de transmissão televisiva.
No artigo passado, escrevemos sobre os montantes das receitas televisivas que a Taça de Portugal permitia auferir e facilmente, se chegava à conclusão que estávamos a falar de verbas completamente insignificantes. 
Uma empresa grande de prestação de serviços de telecomunicações, possui uma quantidade enorme de vendedores, que recebem instruções para, por todos os meios possíveis e imaginários, venderem os seus produtos.
As empresas de comunicações estão sempre a facturar, facturando o que devem e o que não devem, mesmo quando a maioria de nós dormimos - aqueles que ainda conseguem dormir algum sono tranquilo, o que confesso, já se me torna muito difícil face às amarguras da vida.
Seja como for, é como um taxímetro que está sempre debitar "bandeiradas", umas atrás das outras. É sem dúvida dos melhores negócios que se pode ter hoje em dia, face ao desenvolvimento dos meios de comunicação e a partir do momento em que alguém teve a brilhante ideia de reunir, som, voz e imagem, num pequeno objecto alcançável simplesmente pelos dedos da mão.
Vejamos a quem estão atribuídos os direitos de transmissão televisiva nos vários pontos deste Planeta:
Espanha - Telefonica
USA, Canada, Médio Oriente, França - beIN Sports
Grã-Bretanha - Sky Sports
Brasil - Spots+
Austrália - Fox Sports
Sub Continente Indiano - Sony Kix
América do Sul - ESPN Latin e Tv Direta
Indonésia, Malásia - Fox Sports Asia
México - TDN Sky México
Tailândia - CH7
Noruega, Suécia - Cmore Sport
Portugal - Sport TV
Dinamarca - Canal 9
Itália - Fox Sports Itália
Finlândia - Viasat Sport
Alemanha - Sky Sports Alemã
Cabe aqui fazer uma referência para o facto de alguns destes operadores terem a concessão em regime de exclusividade e outros não.
Salta logo à vista "desarmada", que a bein Sports, opera nos USA, no Canadá, no Médio Oriente e em França.
Penso que a explicação desta multiplicidade de Países é explicável pela simples análise dos Países e Regiões envolvidas.
Não nos podemos esquecer que o detentor do Paris Saint Germain é a Autoridade de Investimento do Qatar, personalizado na pessoa do Sheik Al-Khelaifi.
Essa Autoridade, que é um Fundo de Investimento do Qatar, foi constituída em 2006 e é especializado em investimentos em muitas áreas de negócios, inclusive, na área das telecomunicações.
Como se sabe, o preço do barril de petróleo tem vindo a baixar gradualmente, sendo muita dessa diminuição resultante da crise que se instalou nos Países Europeus e do decréscimo do consumo do mesmo. 
É paradoxal, mas quando existem crises económicas baixa o consumo de petróleo, o que, caso não existam interferências exteriores de "manipulação" do mercado, faz inevitavelmente baixar o preço dessa matéria prima Rainha da vida actual. Mas como o Ser Humano quer recuperação económica, até porque fica mais tranquilo em termos psicológicos, o que vai acontecer é que o preço do barril do petróleo irá aumentar, voltando um dia a existir outra crise, altura em que voltará a descer.
É que o dinheiro para "alimentar" o Fundo vem exactamente das receitas do petróleo e como se sabe, petróleo é coisa que não falta no deserto, onde se insere o Qatar.
Também não nos podemos esquecer que o Mundial de Futebol de 2022, será no Qatar.
Qual será o montante de receitas previstas com este Mundial? De onde terão origem os capitais que circularão por este Mundial? Qual serão os Balanços das deslocações financeiras entre os vários Países e mesmo Continentes, que emergirão deste evento ser realizado no Qatar?
Evento que provavelmente será realizado no Inverno face às altas temperaturas do Deserto no Verão. Não existe ainda nenhum estudo sobre o impacto económico do Mundial do Qatar que possa responder a estas perguntas.
Mas vejamos um Bingo.
bein Sport é uma rede de televisão por assinatura, presente em vários países, uma subsidiária da Qatar Al Jazeera, dedicado à transmissão de eventos desportivos.
Em Junho de 2015 foi anunciado que Nasser Al-Khelaifi pretende lançar o canal bein Sport nas operadoras de tv a cabo brasileiras.
Mas a bein Sports já anunciou que comprou os direitos de transmissão televisiva dos jogos de Portugal para Espanha, transmitindo um por jornada, o que já começou logo na 1.ª jornada."

Pragal Colaço, in O Benfica

A liberdade dos jogadores

"Causa-me muita estranheza que os jogadores, os verdadeiros artistas do futebol, os elementos principais do jogo, sejam hoje a parte fraca de um negócio que gera tantos milhões. E quando escrevo "parte fraca" não me refiro ao dinheiro que ganham. Mas à vontade que muitos (a maioria?) não têm direito a exprimir. O dinheiro pode comprar quase tudo, mas nunca a dignidade.
Apesar de a FIFA ter acabado com a possibilidade de uma terceira parte (empresários ou fundos) possuir direitos económicos sobre os jogadores, a verdade é que a liberdade destes continua a ser retalhada por três, por vezes quatro, partes. Sempre dentro de um quadro de legalidade, porque aquilo que verdadeiramente interessa para as federações são os direitos desportivos. E a "propriedade" económica divide-se pelas partes que forem necessárias, desde que exista bom entendimento entre todos. E quando o objectivo é o lucro escandaloso (comprar por 1 e vender por 50), não há como não haver acordo entre as partes envolvidas na ganância.
Em Portugal o fenómeno não era alarmante. Mas com o aumento da chegada de jogadores sul-americanos em número elevado, começamos a ter uma noção mais clara deste real problema. É que de há uns anos a esta parte, raro é o caso de um futebolista que consiga cruzar o Atlântico sem antes ver o seu passe repartido entre clube de origem, fundos e agentes, quando não também os próprios pais. Assim, na hora de fazer o grande negócio (a venda), as partes a contentar são tantas que o jogador não mais é que mercadoria nas mãos destas pessoas. Escolhe-se o futuro clube apenas pelo lado financeiro. Gere-se a carteira própria em vez da carreira do jogador.
O caso de Carrillo cabe bem neste quadro. Neste momento, conseguirá ele fazer valer a vontade própria para escolher onde vai jogar nas próximas épocas? Ou o agente e o proprietário de metade dos direitos económicos vão 'obrigá-lo' a ser transferido, por ser essa a única forma de encherem os bolsos? A escolha deveria ser do peruano do Sporting. Deveria ser ele a ficar com os 2 milhões do prémio que o clube lhe oferece. O agente dele concordará?..."


PS: Decidi publicar esta crónica, mas como é óbvio, estou-me marimbando para a liberdade do Carrillo!!! Até porque desde da chegada do Brunão as promessas aos jogadores de aumentos salariais têm sido muitas, e poucos têm sido aumentados... o mais natural seria mesmo os jogadores, mandarem o Brunão, plantar batatas!!!
Este problema é antigo, sempre me fez confusão a passividade com que Clubes, Federações, Confederações, etc... permitem que terceiras partes (empresários...) ganhem milhões, à custa dos Clubes, sem acrescentarem nada ao Futebol... Dinheiro que nasce da militância dos adeptos, que supostamente deveria sustentar os Clubes, acaba no bolso de oportunistas, na grande maioria dos casos, autênticos ladrões!!! Tudo isto feito dentro da Lei...
O que também é estranho (ou nem por isso) é que estes assuntos só mereçam reflexão jornalística em alguns casos, por exemplo: no caso do Mini, as brutais exigências do empresário Mafioso, ao Benfica, para efectuar uma renovação de contrato, nunca mereceram censura, bem pelo contrário, aquilo que se leu, era que a estratégia e decisão do Mini e do seu empresário, foram absolutamente normais, afinal são profissionais... têm que pensar na família!!!
E o Carrillo, deve ou não pensar na família?!!!

Uma tradição

"Não fossem dois erros de arbitragem registados em Aveiro, e o Benfica estaria, pelo menos, a par dos seus rivais no topo da classificação. Não fosse a inspiração de Gaitán e Jonas, e outro erro clamoroso de arbitragem ter-nos-ia subtraído mais dois pontos na partida com o Moreirense. Já nos jogos do nosso vizinho lisboeta, vimos um lançamento irregular proporcionar um golo decisivo aos 95 minutos da primeira jornada, e, nesta última ronda, vimos assinalados mais dois penáltis a seu favor - um dos quais a deixar bastantes dúvidas.
Paradoxalmente, o que se assiste é um irritante ruído em torno de alegados prejuízos do Sporting, que começa nos comunicados insultuosos do presidente nas redes sociais, e acaba no proverbial queixume de comentadores televisivos alinhados com o clube de Alvalade.
É uma tradição. Os romanos tinham os jogos florais, o Sporting queixa-se das arbitragens. E fá-lo recorrendo a uma retórica simplista, que repete até à náusea cada erro (ou pseudo-erro) verificado contra as suas cores, ignorando olimpicamente todos os erros ocorridos a favor - mesmo quando estes são bem flagrantes.
Nem a arbitragem portuguesa, nem o Benfica, têm nada a ver com o que se passou no Playoff da Liga dos Campeões. Aí, no plano externo, todos os clubes portugueses têm as suas razões de queixa. Nós, por exemplo, perdemos um final europeia há bem pouco tempo devido a uma arbitragem calamitosa. Com muito menos barulho.
Misturando tudo, pretendem confundir a opinião pública, e, sobretudo, condicionar os jogos seguintes. A nós não perturbam nem confundem.
Aos árbitros, veremos."

Luís Fialho, in O Benfica

O Benfica é isto

"Três 'remontadas' marcaram a semana desportiva do SL Benfica. A primeira foi a de Nelson Évora ao serviço da Selecção Nacional no Campeonato do Mundo de Atletismo. Depois das lesões muito graves e da desconfiança generalizada, o saltador do SL Benfica conseguiu a Medalha de Bronze no Triplo Salto ao última ensaio. Após ser Campeão Olímpico, Mundial e Medalha de Prata, só faltava o terceiro lugar no currículo. Feito e em grande estilo.
No Futebol, a perder por um a zero com o Moreirense até aos 74 minutos de jogo, a equipa seu a volta com substituições cirúrgicas (Gonçalo Guedes e Raúl Juménez) e dois golos de grande qualidade de Raúl (que estreia de sonho, um minuto em campo e golo!) e do grego Samaris. O Moreirense ainda empatou a cinco minutos do fim, mas a garra da equipa e a arte de Jonas deram em vitória. Na senda do tri.
No domingo passado, Supertaça de Futsal. A sete minutos do fim, o SL Benfica perdia por três a zero com o Fundão. Conseguiu empatar, levar o jogo para prolongamento e terminar com o resultado fétiche de 6 a 3. Mais um troféu para o Museu Benfica - Cosme Damião.
Três momentos, três histórias com final feliz, três exemplos daquilo que é o Benfica. Sucesso antes do trabalho só no dicionário. E é assim que os atletas, técnicos e dirigentes devem continuar a pensar para que o clube se mantenha vencedor em todas as modalidades.
Esqueçam aquela franja da comunicação social que vai continuar a fazer-vos a vida negra. Deitem para trás das costas os sms, posts e comunicados dos rivais a deitar-vos abaixo. Perdoem os nossos adeptos que são movidos apenas por ódios pessoais. Abstraiam-se de para-quedistas com soluções milagrosas. Concentrem-se naquilo que importa: serem sempre melhores. Eu acredito!"

Ricardo Santos, in O Benfica

Dar tempo ao tempo

"Não fizemos uma boa exibição na 1.ª parte: entrámos lentos e pouco dinâmicos. Alguns dos jogadores fundamentais não conseguiram, em campo, estar à altura do seu valor. O domínio e posse de bola não se traduziram em boas oportunidades de golo, exceptuando num ou noutro lance, infelizmente desaproveitados por jogadores que, à partida, pela qualidade que lhes reconhecemos, não costumam desperdiçar tamanhas ocasiões. Contra a corrente da partida, vimo-nos em desvantagem. O desporto, por vezes, é ingrato, e a ditadura dos números prevalece sobre a justiça e o mérito. Nestas situações, especialmente se ocorridas na sequência de resultados insatisfatórios, é natural que surja ansiedade.
Mas os campeões respondem com mais garra, velocidade e empenho, não se deixando esmorecer e sobretudo nunca desistindo, mesmo que a melhoria do seu desempenho não seja acompanhada por golos, dando a ideia que, por muito que se tente, não se conseguirá dar a volta à situação.
No entanto, nem sempre se tem azar e as boas decisões do treinador no banco e dos jogadores em campo são recompensadas. Foi o que se passou em Oliveira de Azeméis, na brilhantemente conquista da supertaça de futsal. Foi também o que ocorreu na Luz, frente ao Moreirense, em 2014/15. E foi, mesmo que muitos se recusem a acreditar, o que aconteceu no fim-de-semana assado na Luz frente ao mesmo Moreirense.

Sim, nem tudo é mau agora como nem tudo era bom no passado. Desconheço o que nos reservará o futuro, mas os 'parapseudopsicotácticos' da 'ideia de jogo' que se acalmem. Agora, com um ano antes (e dois) por esta altura, é cedo para sentenças definitivas. Que venha o Belenenses!
Já dizia Toni: 'No Benfica não há tempo para pedir tempo'."


João Tomaz, in O Benfica

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Gaitán vale o que vale

"«Estou aqui há cinco épocas e há seis que dizem que vou sair». É assim a vida de Gaitán. Por ser tão bom jogador, provavelmente o melhor da Liga, está sempre de saída, seja para o Manchester United, o PSG ou o Valencia. A Juventus, o Atlético Madrid ou o... Al Ahli. Mas continua no Benfica, com uma cláusula de rescisão de 35 milhões de euros.
É um exagero de linguagem dizer que ninguém pega no melhor "assistente" do campeonato português, um 10 que joga na esquerda, mas anda por todo o campo a desequilibrar - agora a partir até de terrenos mais recuados -, mas ele vale o que vale. Na verdade, o mercado não aceita pagar por Gaitán os 35 milhões de euros que o Benfica exige para o libertar e ele também não está num clube qualquer, a fazer economias, para se ver obrigado a trocar Portugal por qualquer arábia. Por isso, vai ficando, a jogar bem e a resolver grandes problemas.

Para uma grande transferência, o valor de mercado de Gaitán tem de ser incrementado e isso só será conseguido mais rapidamente com a sua afirmação na selecção argentina. E o que tem sido a sua carreira internacional? Pré-convocatórias, jogos no banco, uns minutos de jogo aqui, outros ali. Na verdade, a afirmação de Gaitán tem-se resumido à competição interna, em Portugal. De resto, Ferguson fisgou-lhe uma vez uma assistência deliciosa para Cardozo, num Benfica-Manchester United... mas Ferguson já não é treinador e Gaitán ainda é e continuará a ser jogador do Benfica. Porque vale o que vale: muito em Portugal, menos do que o Benfica gostaria no grande mercado internacional."



PS: Isto é o que se chama uma analise pela rama...!!! É verdade que o Nico tem poucos jogos efectivos na Selecção. É verdade que a Liga Portuguesa tem pouca visibilidade na Europa. É verdade que o Benfica não tem conseguido estar na fase decisiva da Champions... Tudo isto é verdade. Mas olhando para o Mercado, a única razão para que ninguém, até agora,  tivesse pago a cláusula de rescisão do Nico, é porque o Nico não faz parte do CATALOGO da Doyen ou do Mendes (ou de outro qualquer...)!!! Só isso, mais nada, tudo o resto é irrelevante...
Sendo o Nico representado, por um destes 'rotativos' Fundos, e o Nico já teria saído há muito, e provavelmente já teria sido transaccionado para mais outro, tal como o Di Maria...
Hoje, li um artigo num blog Corrupto (algo raro, juro!!!), onde 'explica' o funcionamento do Sistema. Para mim, não é novidade, e nem devia ser novidade para ninguém que segue de perto o Futebol, ainda por cima se for Benfiquista, basta recordar-se das transferências do Bernardo, do Ivan, do André... Quem faz parte do Catalogo (normalmente, bons jogadores...) vende-se bem, quem não faz, a coisa é mais difícil...
O interessante, é que estes jornaleiros, profissionais do ofício, aparentemente não sabem, ou não querem saber!!!

Tréguas por 4 meses

"Uf! Finalmente Setembro. Chegou o armistício. Quatro meses de paz. Para Janeiro há mais, não fiquem desolados. Comecem, por favor, a jogar. Dêem descanso aos empresários, agentes, pais, primos e sobrinhos que, coitados, estão esfalfados. Deixam-nos pôr a contabilidade em dia, enquanto os clubes auditam os passivos, as lavandarias entram em lay-off e se ajustam os preços dos produtos publicitados que alimentam estas feiras, pagos por quem gosta e por quem odeia o futebol. Acabou a época dos melões, uns mais apimentados do que outros. Doravante, só congelados.
Números astronómicos neste «mercado humano de pés e cabeças»: 2,6 mil milhões! Que importa se há milhares e milhares de pessoas num sofrimento atroz nesta Europa bipolar, estúpida e injustamente segmentada... O circo continua fechado na sua concha. Um bem conhecido empresário movimentou transferências à volta de 400 milhões de euros, noticiava este jornal na terça-feira, que acrescentava uma frase que tudo bem resume: «Mais um grande defeso para o empresário».
Jogadores foram transaccionados por números que desafiam a mais ténue racionalidade empresarial. Um tal de Martial do Mónaco sai por 80 milhões e um outro conhecidíssimo monegasco Kondogbia saí por módicos 30 milhões para o pré-falido Inter. Otamendi (lembram-se?) vai para o City por 45 milhões! Então Di Maria é o máximo: sempre em rotação, vai agora do Man United para o PSG por 63 milhões, sendo - creio - o jogador que mais fundos movimentou ao longo da carreira, bem acima de Messi e Ronaldo. E o Real Madrid, sempre branquinho, é o clube mais estroina, como habitualmente."

Bagão Félix, in A Bola

O Benfica é nosso? Nós é que somos do Benfica!

"Se eu fosse de um Clube eliminado pelo CSKA, teria agora saudade das épocas em que, com muito menos recursos, íamos à Champions.

O 'COLINHO DIS ADEPTOS'
Ser do Benfica - perdoem-me a repetição de um lugar tão comum quanto verdadeiro - traduz-se numa relação de pertença a um imaginário feito de mística e de união.
Impossível de ser igualado, por que, de facto, não tem igual.
E isso é o que destrói e gera a inveja dos nossos adversários.
Em cada declaração, em cada ato, em cada pensamento, em cada omissão, só se desassossegam com e por causa do BENFICA.
Podem, lá no seu íntimo, perder; o que não suportam é ver o BENFICA ganhar.
O BENFICA é a medida de todas as suas preocupações, o limite onde esbarra toda a sua inveja, o obstáculo que - a cada um dos que não têm a graça de ser do BENFICA - recorda a sua pequenez.
Foi isso que aconteceu no passado sábado, no jogo contra o Moreirense, como exemplo de uma grandeza e de um voluntarismo inigualável... À BENFICA!
À má sorte, aos sucessivos desencontros com o ultrapassar da linha de golo, ao azar que teimava em não se deixar vencer, a equipa respondeu com a audácia de quem acreditava ser possível virar o destino.
E, se a equipa acreditava, mais de 43 mil adeptos, na Luz, quiseram ver isso ser transformado em vitória. 
Vitória, não de Rui, mas de todos nós!
Porque, tanto cada jogador, como o Treinador, como a equipa técnica, como a Direcção, como cada um dos adeptos presentes na Luz queria vencer este jogo.
Como quererá vencer todos os que aí vêm.
O BENFICA sofreu um golo ao minuto 29? Os adeptos responderam com uma salva de palmas... não de festejo, mas de incentivo! À BENFICA.
De facto, «grande, incomparável, extraordinária massa associativa» !
O BENFICA perdia ao intervalo? Os adeptos receberam a equipa para a segunda parte com nova salva de palmas!
O tempo esgotava-se, com perdas de tempo vergonhosas? Os adeptos entoavam cânticos de apoio à equipa!
Conseguimos empatar e virar o resultado a nosso favor? O público continuava a apoiar, sem qualquer desistência!
Um fora de jogo não assinalado, do tamanho dos Clérigos, serviu para que o Moreirense empatasse a pouquíssimos minutos do fim? Nem um esmorecimento nas bancadas, correspondendo à força de cada um dos jogadores, como cada um dos adeptos colado à BTV; porque todos acreditámos que seria possível voltar a escrever direito por linhas tortas.
Mais de 43 mil na Luz! Mais de um milhão na televisão! Mais de seis milhões no Pais! Catorze milhões espalhados pelo Mundo. O que nos orgulha é o que lhes dói. Uma força feita de um destino que vive, desde a nossa fundação, de mãos dadas com a palavra vitória. Sendo sempre grandes! Ao contrário de outros, onde nem as vitórias - sim, nós sabemos como elas foram conseguidas anos a fio - os fazem passar do lugar de onde nunca conseguiram sair.
Ou, por muito que isso lhes custe (porque, mesmo a ganhar, ouvem tantos assobios), ninguém tem, como nós, O COLINHO DOS ADEPTOS.

O BENFICA É NOSSO...
Por muito que isso custe aos nossos adversários - como bem se cantou na Luz, no passado sábado - O BENFICA É NOSSO, O BENFICA É NOSSO E HÁ-DE SER, O BENFICA É NOSSO... ATÉ MORRER.
Se tenho certeza absoluta, no que se refere ao BENFICA, é que nunca - ouviram, adeptos de outras cores??? - nunca, em qualquer momento da sua vida, será possível encontrar no BENFICA soluções societárias que não sejam detidas, em maioria, pelo SPORT LISBOA E BENFICA.
Porque essa foi a razão de ser da nossa fundação, do nosso crescimento, enquanto clube, da nossa consolidação, enquanto emblema de dimensão à escala mundial, da nossa grandeza.
No BENFICA nunca se ouvirá falar em maiorias de SAD passíveis de poderem vir a ser detidas por outras entidades que não o BENFICA.
Outros, a curto prazo (espero poder dizer que me enganei, para bem dos adeptos desses clubes), enveredarão por soluções societárias que farão com que percam o controle do clube, com a conivência de quem se candidatou contra essa mesma possibilidade, distanciando-se, os emblemas em causa, da razão da sua existência.
Soluções de sociedades desportivas, em qualquer das suas versões jurídicas, servem ao enquadramento legal de uma nova realidade, mas não são compatíveis com esta relação identitária de cada um dos sócios com o BENFICA.
Servem para responsabilizar por loucuras, mas não podem servir para agrilhoar a vontade de cada um dos sócios do BENFICA.
Servem para definir as regras do negócio do futebol, enquanto realidade societária, mas não servirão, nunca, para cercear a liberdade de, em cada momento, a vontade de o BENFICA ser nosso.
Esse, tenho a certeza, é um compromisso para o futuro.
Meu, como de todos os que sabem o que é o BENFICA (o que, no universo dos benfiquistas que conheço, não admite excepções)!!!

... MAS ACIMA DE TUDO, NÓS É QUE SOMOS DO BENFICA!!!
Mas, tão verdadeira como a afirmação «o BENFICA É NOSSO», será, por certo, o facto contido na declaração «EU SOU DO BENFICA».
Eu, como todos nós.
Porque, o BENFICA, de facto, não nos pertence; somos nós que pertencemos ao BENFICA!
Aí reside a diferença.
Não nascemos em berço de ouro, nem temos a grandeza construída em cima de acusações de escândalos desportivos. Às escutas e à corrupção - que valeram todo o tipo de títulos - respondem-nos com uns minutos dados a mais num jogo de um campeonato que... perdemos!!!
Podemos, por isso, ter orgulho nesta relação de pertença, nesta validação moral de quem não confunde vitórias com compras, de quem não confunde títulos com quinhentinhos, de quem não confunde conquistas com corrupção.
Começa da mesma maneira (por c) e tem acabado da mesma maneira (em festa), mas nunca será tarde para, em Portugal, como em tantos outros países do Mundo, no desporto, corrupção poder vir a rimar com prisão!
Tenho, por isso, orgulho em ser do BENFICA.
Mais do que o BENFICA É NOSSO, porque nunca deixará de o ser, EU É QUE SOU DO BENFICA. 
Eu... como todos... os do BENFICA.
E ISSO ME ENVAIDECE!!!

SE EU FOSSE...
...O JOÃO GABRIEL
Estaria de bem com a minha consciência, enquanto adepto e sócio do BENFICA... pela forma como me disponibilizei, a defender a honra de todos nós. Estaria de bem com a minha consciência, enquanto responsável máximo pela comunicação do BENFICA... pela forma profissional como tinha sabido transmitir a indignação por tanta barbaridade dita contra todos nós. Estaria de bem com a minha consciência, enquanto adepto e sócio do BENFICA...pela forma como deixei bem expresso que, contra nós, afinal, não podem dizer tudo.
Estaria de bem com a minha consciência, enquanto profissional do BENFICA... pela força moral, pela disponibilidade intelectual, pela vontade determinada de não deixar que a grandeza do BENFICA seja amesquinhada na praça pública. Estaria de bem com a minha consciência, quer enquanto adepto e sócio do BENFICA, quer enquanto profissional do BENFICA... pela atitude de coragem em dar a cara pelo BENFICA, quando isso é cada vez mais raro. Estaria de bem com a minha consciência porque, apesar de profissional, me sentiria tanto adepto e sócio do BENFICA como todos aqueles que - sem as limitações profissionais - sentem o BENFICA... não como seu, mas como sendo, eles, do BENFICA!

...ELIMINADO PELO CSKA
Também me queixaria da arbitragem, mesmo se ela não fosse responsável pelo que aconteceu em Moscovo. Também reclamava de bola na mão no primeiro golo deles (e não mão na bola, involuntária e deixada colada ao corpo) porque, assim, disfarçaria os meus erros, os meus medos, as minhas eternas fraquezas psicológicas. Também me queixaria de um golo mal anulado, por a bola ter passado a linha de fundo, porque, assim, ninguém discutiria a opção técnica de ter deixado de fora,durante 2/3 do jogo, o ponta-de-lança mais produtivo da equipa. Também tentava disfarçar os erros de gestão com os pretensos erros de arbitragem, porque, enquanto falam disso, posso continuar a fazer de conta que percebo de futebol. Também... tudo, porque, condicionando a discussão, impediria a comunicação social de falar sobre os meus erros, opções, medos e fraquezas que me têm acompanhado toda a vida. Também... tudo, ainda, porque assim, podia brilhar a grande altura, dando a ideia que inventei dinheiro onde só eu já sabia onde o poderia ir buscar.
Ou... se eu - sendo sócio desse clube - estivesse na Liga Europa, teria saudade das épocas em que, com muito menos recursos, íamos à Champions."

Rui Gomes da Silva, in A Bola

Portugal agradece negócio do futebol

"Os clubes portugueses voltam a ser os grandes campeões do negócio das transferências de jogadores de futebol. Um balanço positivo de mais de 218 milhões de euros colocam os portugueses largamente na frente da tabela de lucro. A França surge em segundo lugar, apenas com cerca de 95 milhões de euros positivos, ou seja, a enorme distância dos portugueses, que foram comedidos nas compras (pouco mais de 70 milhões) e prodigiosos nas vendas (mais de 288 milhões de euros).
Os campeões do balanço negativo são, mais uma vez, os clubes ingleses com um défice de quase 600 milhões de euros. Apesar dos ingleses terem sido os que mais venderam (574 milhões) o valor das compras tornou-se verdadeiramente obsceno, atingindo 1,17 mil milhões de euros.
É difícil imaginar que os clubes ingleses não dominem, em toda a linha, as competições de futebol na Europa e no Mundo. Um facto que nos traz a prova de que as vitórias e os títulos não se compram, apenas, com dinheiro, mas com talento e conhecimento. Nesse particular, o caso português é notável e digno de estudo. 
Aliás, um país de economia frágil e em recuperação muito lenta, como o nosso, só pode agradecer ao dinamismo, à criatividade e ao sentido de negócio do futebol nacional.
Para se ter uma ideia comparativa com outros países, o futebol português conseguiu um lucro superior ao do futebol alemão, francês, holandês e turco juntos.
Outro dado curioso é o de se ver o segundo escalão do futebol inglês no top 10 do futebol europeu, com um volume de compras superior a 100 milhões de euros."

Vítor Serpa, in A Bola

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Sempre a arbitragem ou só às vezes?

"O Sporting foi mais forte que o CSKA. Mas foi eliminado. Teve uma deplorável 2.ª parte na Rússia, mas foi prejudicado pela arbitragem, nos dois jogos. Sobretudo num evidente penalty em Alvalade e num golo à andebol do avançado do CSKA em Moscovo e onde se constatou, mais uma vez, a total inutilidade dos árbitros-turistas de cabeceira. Já não comungo das certezas quanto ao golo invalidado ao SCP, pela impossibilidade de se garantir que a bola, na sequência do canto, não saiu.
Pude ouvir muitos desabafos e comentários sobre a danosa arbitragem. Repito, justos. E dirigentes e técnicos do clube leonino com duras expressões (as do presidente, porém, são incomentáveis) depois de uma eliminação que, além do insucesso desportivo, é financeiramente redutora.
A memória fez-me regressar a um jogo europeu do Benfica. Não me refiro a um escandaloso penalty não assinalado na Luz, por braço de John Terry, que nem a múmia paralítica quis ver. Pensei, sobretudo, na final da Liga Europa com o Sevilha, em que o SLB jogou com menos 4 titulares por obra e graça de cartõezinhos no jogo com a Juve. Na final, uma equipa de 5 árbitros foi incapaz de castigar uma agressão brutal nos primeiros minutos sobre Sulejmani que ficou lesionado longos meses, não marcou um (pelo menos) penalty claro contra a equipa andaluza e cereja no topo do bolo sevilhano - não enxergou o Beto metros à frente no desempate por remates da marca de grande penalidade. Foi obra!
Não era uma eliminatória. Foi uma final. Onde estavam os agora inflamados analistas e dirigentes? Onde estava o vídeo-árbitro? Alguém foi ameaçado de prisão?"

Bagão Félix, in A Bola

Precisão era obrigatória

"Luís Filipe Vieira mudou o paradigma e mostrou nesta janela de transferências que a aposta no Seixal é para ser levada a sério. Para ajudar a reduzir o passivo, e também para dinamizar - financeiramente até - a cantera. Se é para contratar um jogador de 22/23 anos, por que não olhar para dentro? Se é para vender quem custou 7/8 milhões, porque não vender quem cresceu em casa e não implicou custos? Percebe-se a ideia, mas os riscos são elevados para uma equipa que se propõe lutar pelo tricampeonato. O Benfica foi ao mercado, ao contrário do que possa parecer. Mas quem tem pouco dinheiro deve ir às compras de forma precisa. Carcela, mas sobretudo Taarabt, tardam em justificar dentro das quatro linhas a aposta neles feita; e Ould-Chikh, estrela no Twente, é um jovem (mais um) que precisa de ser integrado com tempo. E depois há Mitroglou e Jiménez. dois reforços atacantes, estes sim, que têm levado a uma aposta do treinador. O balanço desta aposta fica para o final da época. Ou se calhar já para Janeiro."

Vanda Cipriano, in Record

Teste(s) de fogo para Rui Vitória

"Há sinais que não devem ser ignorados e, por isso, aquilo que o Benfica de Rui Vitória mostrou na pré-temporada e nos quatro jogos oficiais já disputados (Sporting, Estoril, Arouca e Moreirense) talvez justificasse uma intervenção no mercado que acabou por não acontecer. É preciso perceber, portanto, por que razão Luís Filipe Vieira aceitou a ideia de que o plantel actual dispõe de condições para atacar o tricampeonato, proeza que as águias não alcançam há 38 anos.
O Benfica não tem hoje - nem de perto nem de longe - uma equipa ao nível das que teve nos últimos anos, mas pode dar-se o caso, mesmo assim, de Vieira achar que Rui Vitória ainda ficou com o suficiente para poder discutir o título. É uma hipótese que deve ser levada em conta.
Consideremos um cenário diferente: a SAD admitiu a necessidade de reforçar a equipa já depois da digressão, mas faltou capacidade financeira para isso - até porque, pela primeira vez em muitos anos, o Benfica não efectuou nenhuma venda avultada no verão. Seja qual for o caso, é indiscutível que o bicampeão nacional começa a ser olhado com a alguma desconfiança. Por não aparecerem os reforços que entusiasmam, mas principalmente porque o futebol apresentado tem andado longe dos mínimos exigidos a um verdadeiro candidato. E nunca há uma segunda oportunidade para deixar uma boa primeira impressão. 
Rui Vitória chega a Setembro mais pressionado do que imaginava. Continua a ser cedo para conclusões, mas o treinador está obrigado a subir o nível de jogo da equipa. E há deslocações ao Dragão e a Madrid."

Que famosa é a nossa liga!

"Não falo de Casillas, que veio aumentar muito a visibilidade do futebol português, mas sobretudo de jogadores que têm nomes que nos remetem para outra dimensão, e alguns deles bem curiosos. Olhando para as inscrições no último dia de mercado, anteontem, o Arouca contratou Estaline, o Benfica fez regressar Jim Morrison ao futebol jovem e o Olhanense garantiu Martin Lutherking no plantel. Mas há mais, e agora sim, com ligação forte ao pontapé na bola. O Moreirense tem um Boteng, o V. Guimarães um Cafú, no Marítimo jogam Patrick Vieira, Romário e Lynneker, no Tondela há um Kaká e nos Paços um Pelé.
Despois há nomes da família que são uma responsabilidade acrescida para quem os usa, como será sempre o caso do filho do Bebeto, que joga no Estoril, e do filho de Rivaldo, que agora assinou pelo Boavista. E há nomes ainda que podem conduzir ao preconceito e atrapalhar carreiras, como pode muito bem ter acontecido com o avançado português Tozé Marreco, que saiu novamente para o estrangeiro, para os belgas do Mouscron, sem que os 25 golos que marcou a época passada no Tondela tivessem sido suficientes para convencer um clube maior na nossa liga principal.
Finalmente, alguns nomes, de tão estranhos, ajudam a que não nos esqueçamos e olhemos sempre para o seu dono. Sturgeon, do Belenenses, é um bom exemplo. E belo exemplo é também o próprio Belenenses, que tem um plantel quase exclusivamente português e jogará a fase de grupos da Liga Europa. Num trabalho do jornal espanhol AS, ontem, o Belenenses é apresentado como um dos três clubes em todo o Mundo que só tem jogadores nacionais nos plantéis principais - os outros dois são o Chivas (México) e o Nacional (Equador). Não é verdade, o Belenenses agora também tem o cabo-verdiano Kuca, mas é excepção que não se estranha."

Nélson Feiteirona, in A Bola

Lengalenga

"Há um clube que se queixa dos árbitros, que, tal como vários clubes, se queixam do presidente dos árbitros, que se queixa de haver clubes que querem manipular a arbitragem para controlar os árbitros. De entre os clubes que se queixam do presidente dos árbitros - que se queixa dos clubes que dele se queixam - clubes há que se queixam de que um outro clube manipula a arbitragem, o que, supostamente, aqueles de que o presidente dos árbitros se queixa também quereriam fazer.
O clube de que os clubes que se queixam do presidente dos árbitros se queixam de manipular a arbitragem queixa-se de que os clubes que dele se queixam queixam-se de barriga cheia, porque, queixa-se o clube de quem os outros clubes se queixam, as queixinhas levam os árbitros a queixar-se de falta de condições para arbitrar, pelo que tomam decisões que deixam de queixo caído os que se queixam de tudo, os que não se queixam de nada, e até os que se queixam de tanto queixume e de todos os queixinhas.
Irónico é que um dos clubes que mais vezes se queixa de ter razões para se queixar, não se queixe tão alto como costuma queixar-se no dia em que indiscutivelmente tem razões para se queixar. E, ainda mais irónico, que disso mesmo se queixem muitos dos que que apoiam esse clube, e por consequência as suas queixas.
Temos então que há clubes que se queixam do presidente dos árbitros e dos árbitros, que os árbitros se queixam do seu presidente, que o presidente se queixa dos clubes que se queixam dele, e que os adeptos dos clubes que se queixam do presidente dos árbitros, se queixam de que os seus clubes não se queixam o suficiente quer dos árbitros quer do seu presidente. E no meio disto tudo, queixam-se os que estão fartos de tantas queixas, que ou as queixas não fazem sentido, ou que há quem não se deixe comover por queixas, mesmo que carregadinhas de razão."

Nuno Perestrelo, A Bola

São factos, simplesmente

"Rui Vitória vai participar com o Benfica na Champions e Jorge Jesus com o Sporting na Liga Europa. Ou seja, no âmbito da UEFA, Jesus destruiu o que Marco Silva construiu.

Dos três que se sentem com pernas para alcançarem o título de 2016, o Benfica foi o que menos se reforçou, ou aquele que encarou a época com a devida moderação, não contando, porém, com o investimento financeiro feito por Porto e Sporting, como se de repente, por golpe de magia, a crise que varre todas as actividades tivesse feito tréguas com o futebol indígena.
Pouco interessa. A verdade, porém, é que Rui Vitória recebeu uma aproximação do Benfica campeão em 2015, substancialmente enfraquecida, e foi por aperceber-se de tal que Jesus exibiu a jactância que o caracteriza para transformar o jogo da Supertaça em objectivo muito especial, que lhe deu gozo ganhar, naturalmente, e que abalou a capacidade anímica da águia por questões entretanto esmiuçadas, que foram imensas, de que destaco uma, por me parecer fulcral e óbvia: 'este Benfica', tal como está, pode chegar ao tri, mas com muita dificuldade se não lhe for injectada mais qualidade.
Escrevo antes de se conhecer o resultado das diligências que estão a ser desenvolvidas nesse sentido, sendo certo que a saída de Maxi provocou um rombo mal reparado, no outro lado Eliseu representa um embaraço que o anterior treinador lá deixou, Luisão, a estrela polar da organização defensiva e de todo grupo, faz 35 anos em Fevereiro do próximo ano, Salvio continua sem data marcada para voltar a competir, Pizzi é inconstante como o vento, Ola John joga a duas velocidades e Talisca não ata, nem desata, incluindo-me na lista dos que lhe adivinharam infinitos atributos, na sequência das vistosas exibições e dos muitos golos no princípio de temporada transacta. O que fez Jesus, então, para atingir o sucesso? Nada de extraordinário: com aquele quarteto de luxo (Salvio, Jonas, Lima e Gaitán), enquadrado e oleado, apenas precisou de não inventar para ser aprovado com distinção nas competições internas, porque na Champions foi último no grupo, nem sequer na Liga Europa entrou.
futebolistas no plantel encarnado que até aqui, em face de menor exposição, cumpriam sem se comprometerem, mas que, sem o talento protector dos que resolviam as equações mais complexas, passaram a chapinhar na vulgaridade. De aí, a evidente diferença entre Gaitán e o resto, de aí o suspiro de alívio não só de Vitória mas também da nação benfiquista pela notícia da sua continuidade por mais algum tempo e... mais algum dinheiro.
Vieira sabe quanto gastou no consulado de Jesus, quanto lhe custou cada título e deve ter concluído que foram caros. É claro que o adepto não liga a essas coisas. Quer é vencer seja de que maneira for, sem se dar conta de que há direcções eleitas e administrações nomeadas precisamente para fazerem contas e manterem o fiel da balança, equilibrado, uma preocupação frequentes vezes violentada em nome de resultados imediatos, promoções pessoais, negócios mal explicados ou interesses nebulosos, com as devastadoras consequências que se conhecem: insolvências, incumprimentos contratuais, aumento do desemprego e por aí fora...
O presidente benfiquista, sem se desviar do rumo que traçou nem prejudicar a prossecução da grandiosa empreitada que se propôs concretizar, preconiza uma via mais sensata nos gastos, através de melhor aproveitamento dos recursos próprios, e reclama a ampliação dos objectivos desportivos, o que significa recolocar o emblema da águia no lugar que ocupou no universo europeu; legítima pretensão, embora inatingível com Jesus como deu para verificar nos seis anos que lá esteve. É por isso que Rui Vitória vai participar com o Benfica na Liga dos Campeões e Jorge Jesus com o Sporting na Liga Europa. É por isso que Rui Vitória, despromovido a pior treinador do mundo, conta com os seus jogadores, os quais provaram não haver limites para o sofrimento nem para a força de acreditar. É por isso que Jorge Jesus, o «cérebro», como se autoclassificou, com um rico plantel, apesar dos erros de arbitragem, não foi capaz de se impor a um CSKA de pouca classe. Ou seja, no âmbito da UEFA, Jesus destruiu o que Marco Silva construiu com o apuramento para o play-off. É por isso que mais vale ficar calado, para trabalhar, do que espalhar altivez, para impressionar...!"

Fernando Guerra, in A Bola

Mercado fechado

Finalmente, o Mercado fechou!!!
As reacções 'vermelhas' ao fecho do mercado, foram engraçadas... O nível de histeria que se assistiu online, devido ao facto do Benfica não ter contratado ninguém no último dia, chegou a níveis absurdos... Caso tivéssemos contratado alguém, só para satisfazer as 'massas', tenho a certeza que as criticas, seriam em sentido inverso: 'lá vem mais um perna-de-pau, que vai andar a saltar de empréstimo em empréstimo'!!!

Nas crónicas aos jogos alertei para as insuficiências do plantel, mas como não estou por dentro das negociações, valores, jogadores disponíveis, etc... não faço julgamentos. Até porque a informação que saiu cá para fora, normalmente é manipulada, por todas as partes.
Eu, gostava de ter tido, um '8', um defesa-esquerdo, e um extremo, por esta ordem de prioridades... mas, não foi possível.

Assim, as principais 'contratações' foram o Gaitán e o Jonas!!! Recordo, que ambos os jogadores tiveram capas de pasquim, garantindo, as suas vendas...
Além da competência do treinador (capacidade de transmitir à equipa os mecanismos necessários para melhorar a qualidade do jogo), creio que o sucesso desportivo do Benfica esta época, vai depender muito, da adaptação/atitude/evolução de alguns jogadores:
- Começando pelo Carcela, que nos últimos dias tem sido alvo de rumores nada abonatórios. Com o Salvio de fora por tempo indeterminado, o Carcela em condições normais será o nosso extremo-direito...
- A evolução do Nelsinho será fundamental, principalmente nas acções defensivas.
- A capacidade de 'concentração' do Eliseu!!! Fomos Campeões o ano passado com o Eliseu, as limitações físicas são óbvias, mas nos jogos 'grandes' contra adversários de nomeada, o Eliseu normalmente joga bem, o problema é quando parece deslumbrar-se, e comete erros infantis, com equipas teoricamente mais fáceis...
- Com o regresso do Jardel, qual será a opção do Rui Vitória?! Com dificuldades evidentes no processo defensivo da equipa, os nossos Centrais ficam mais expostos. O Luisão não está mais novo, nem está mais rápido. Não será politicamente fácil, optar por uma dupla Jardel/Lisandro, vamos ver se existe coragem...
Com a precipitada decisão de emprestar o César (o Lindelof não me parece apto para entrar na equipa neste momento...), a saúde física dos nossos Centrais, também será fundamental...
- A questão médio-organizador. Desde da saída do Enzo que temos um problema. O Pizzi disfarçou, mas não me parece ser a solução. Os bons finais de partida, com o Estoril e o Moreirense, foram com o Talisca em campo. O problema é que defensivamente o Talisca, não dá garantias, para os 90 minutos. E a dupla Samaris/Fejsa não convenceu ninguém...
Se o treinador conseguir retirar o melhor rendimento destes jogadores (Carcela, Nelsinho, Eliseu, Jardel, Lisandro e Talisca), seremos seguramente Tricampeões!!!

GR: Júlio César, Ederson, Paulo Lopes
DC: Luisão, Jardel, Lisandro, Lindelof
DD: Nelsinho, Almeida
DE: Eliseu, Sílvio
MD: Samaris, Fejsa, Cristante
MO: Pizzi, Talisca, Teixeira
ED: Salvio, Carcela, Andrade, Bilal
EE: Gaitán, Guedes, Santos
AV: Jonas, Djuricic, Taarabt
PL: Jiménez, Mitroglou

Sendo que destes 29 jogadores: o Salvio lesionado, e os jovens Nuno Santos, João Teixeira, Bilal, Lindelof (se calhar deviam ter sido emprestados) vão ter a vida muito difícil, para ganharem minutos... Além da situação 'estranha' do Djuricic (esteve muito bem nos únicos 45 minutos da pré-época). E ainda temos o Taarabt... Portanto, contando inclusive com o Vítor Andrade, e o Guedes, temos um plantel com 'cerca' de 22 jogadores 'úteis'!!! O que é um numero normal...
Já não acredito numa contratação tipo Jonas esta temporada, até porque os jogadores disponíveis não são apetecíveis!!!

Entraram: Ederson, Carcela, Bilal, Taarabt, Jiménez, Mitroglou
Regressos: Djuricic
Promovidos da B: Lindelof, Nelsinho, Teixeira, Andrade, Guedes, Santos
Saíram emprestados: César, Derley, Jonathan, Mukhtar, Amorim, Ola John, Oliveira
Saíram em definitivo: Artur, Lima, Mini, Sulejmani, Benito

Destaque para as contratações de quatro jovens para a equipa B: Marvin Lória, ponta-de-lança Costa-Riquenho; Emir Azemovic, Central Sérvio; Alexis Scholl, defesa-esquerdo Belga; e Francisco Vera, ponta-de-lança Paraguaio. Plantel da B:

GR: M. Santos, Graça, A. Ferreira
DC: Nunes, Lystcov, Lima, Dias, R. Carvalho, Azemovic
DD: Alfaiate
DE: Rebocho, Yuri, Scholl
MD: Dawidowicz, P. Rodrigues, Gilson
MO: Sanches, Elbio, J. Varela, J. Carvalho
ED: Dino, Clésio
EE: Gonçalves, B. Rodrigues, F. Ferreira
AV: Berto
PL: Sarkic, Vera, Lória, San Martin

Não me admirava se alguns dos jovens do plantel principal fizessem alguns jogos na B: Ederson, Lindelof, Teixeira, Bilal, Santos... Destaque para a presença de 7 Juniores neste plantel!!! 

Recordo aqui a extensa lista de jogadores do Benfica emprestados:
GR: B. Varela
DC: Steven, César, F. Cardoso, Sidnei, M. Valente
DD: Luís Filipe
DE: Gianni, Marçal
MD: Pelé, Amorim
MO: Mukhtar, Guzzo, Kevin, Fariña, Diego Lopes
ED: Hélder Costa, Bebé, Candeias, Dálcio
EE: Rojas, Murillo
AV: Lolo, Yannick, Romário, Harramiz
PL: Frisenbichler, Derley, Jonathan, Rui Fonte, Flávio Silva

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência!


Notam as semelhanças?

Bendita pausa

"Uma vitória merecida, uma exibição pobre e a persistência de sinais preocupantes. Esta pode bem ser uma descrição do Benfica-Moreirense. À imagem dos jogos anteriores, o Benfica entrou em campo amorfo, sem intensidade, mas, desta feita, a equipa foi capaz de dar a volta ao resultado porque mostrou garra e Rui Vitória arriscou e fez substituições em tempo útil. Será este um bom rumo?
Sim e não. Claro que a capacidade de inverter resultados desfavoráveis e a atitude revelada são indicadores muito positivos. Da mesma forma que ter um treinador com sentido de risco, que não atrasa as substituições até aos minutos finais, é um bom sinal. Há, contudo, um grande 'mas' em tudo isto.
Uma equipa que ambiciona conquistar títulos pode recorrer de quando em quando a uma solução de risco, empurrando o adversário para dentro da área, através de jogo directo para os avançados, mas esta opção não pode ser usada por sistema. Se este é o plano B que anda a ser treinado, é preocupante; se é utilizado nos jogos sem que antes seja testado, é ainda mais preocupante. Assim como assim, já lá vão duas partidas em que, em desvantagem, o Benfica coloca três avançados e ainda põe o ala esquerdo a fazer todo o corredor. Desta feita resultou, a probabilidade de voltar a resultar é baixa.
Bendita, por isso, esta pausa para as selecções. O Benfica vai ter duas semanas bem necessárias para desenvolver as suas ideias de jogo ofensivo, para equilibrar as transições defensivas e para estabilizar emocionalmente a equipa. São tarefas hercúleas, mas ou os problemas se resolvem agora ou pode ser tarde."

O último brilho da Pérola Negra

"Espírito Santo disse adeus ao Futebol no dia 8 de Dezembro de 1949. No Campo Grande o povo juntou-se em sua homenagem numa festa modesta porque ele, modesto, assim o quis. A Académica concedeu-lhe a capa preta; Peyroteo, seu amigo, não faltou.

Parece que agora há uma raça de Espírtos Santos maus.
Estejam descansados: este de aqui vos falo é um Espírito Santo bom. Mesmo muito BOM, assim mesmo com maiúsculas.
Guilherme Espírito Santo.
Sejamos rigorosos: Guilherme Santana Graça Espírito Santo. Querem lá ver nome mais abençoado?
«Era um fantástico cavalheiro dentro do campo», diria dele Ribeiro dos Reis.
Nasceu em Lisboa no dia 30 de Outubro de 1919, mas eu vou gastar estas linhas que põem semanalmente à minha disposição com tão supimpa simpatia, para falar sobretudo do dia 8 de Dezembro de 1949, dia da Imaculada Conceição, Padroeira de Portugal. Querem lá ver dia mais abençoado?
E era o dia da despedida.
Espírito Santo abandonava os relvados (mas não as pistas de atletismo, logo ele que foi recordista do salto em altura, do salto em comprimento e do triplo-salto) e tinha, no Campo Grande, a sua merecida festa de homenagem.
Volto a Ribeiro dos Reis: «O negrito que um dia apareceu modestamente na sede do Benfica, tornou-se um atleta de excepcionais qualidades, bem merece a festa que teve. Talvez até uma festa demasiado singela para um desportista que atingiu no nosso País um lugar de eleição. Mas, Espírito Santo, que apareceu modestamente, modestamente quis sair».
Os seus pais eram angolanos e voltaram a Angola nos primórdios da sua infância. Dizem que o pequeno Guilherme se fascinara pelos maços de tabaco Benfica que traziam imagens dos jogadores da época, e por isso tratou de jogar no Benfica de Luanda antes de regressar a Lisboa. Ele próprio contou um dia: «Sou do Benfica desde os três anos. Havia uns maços de tabaco com figura dos atletas e eu fascinei-me pelo Vìtor Silva». Quem diria? Malhas que a inocência teve...
Depois esteve no Sport Lisboa e Benfica de 1936 a 1950. Uma vida.
Chamaram-lhe «A Pérola Negra».
Antes de voltar ao abençoado 8 de Dezembro de 1949, faço uma paragem no dia 8 de Maio do mesmíssimo ano.
O Benfica recebe o Marítimo para a Taça de Portugal e ganha facilmente por um daqueles resultados que ficaram congelados na pré-história do Futebol: 9-3.
Guilherme Espírito Santo marca quatro desses nove.
O último desses quatro será o seu último com a camisola do Benfica.
No dia 13 de Novembro, em Elvas, fará o seu último jogo. Derrota por 0-1. Nem sempre o Destino respeita quem lhe faz frente.
O povo aplaude o rapaz de virtudes
No Campo Grande a festa reparte-se.
Primeiro uma disputa entre o Sport Lisboa e Saudade e uma equipa de antigos jogadores do Sporting.
Do lado 'encarnado', gente como Martins, Pinho, Valadas, Gustavo, Albino e Vítor Silva, que fora o ídolo de Espírito Santo e que, como acontece nas grandes lendas, viria a substituir no primeiro «team» do Benfica.
Do lado verde e branco, alinhavam entre outros Cardoso, Dyson, Jurado, Faustino, Paciência e Peyroteo, seu bom amigo. E até um árbitro, calcule-se! Borques Leal.
Ninguém levava a peito. Até porque o árbitro foi Travassos...
A imprensa entretinha-se a efabular sobre as diferenças do Futebol de um e de outro tempo, chão que deu uvas como sabemos, comparando as qualidades dos veteranos com as dos da época, gastando mais papel com o «prato principal», o desafio que opunha as equipas principais do Benfica e da Académica.
E se o Benfica dos velhotes perdera por 0-1, o Benfica da malta mais nova tratou de dar 7-1 aos estudantes, jogando Espírito Santo durante toda a primeira parte no lugar que agora era de Julinho, mas sem marcar o golito que cairia nessa tarde como a ginja no bico do melro.
Foi bonita a festa!
Em sinal de respeito e camaradagem, os academistas cobriram os ombros do homenageado com a capa preta coimbrã.
E como ele merecia tamanha honra. Guilherme Espírito Santo foi uma das figuras mais resplandecentes do desporto em Portugal. De todos os tempos! O seu recorde nacional do salto em altura demorou vinte anos a ser batido. Além da agilidade extraordinária que exibia no Atletismo e no Futebol, foi um excelente jogador de Ténis, modalidade que praticou até à provecta idade de 85 anos.
Fernando Peyroteo, seu émulo, não se coibiu de o considerar, no livro em que registou as suas memórias, um jogador muito superior a si próprio em termos técnicos. Avançado fino, de velocidade incrível, rapidamente se destacou pela quantidade de golos marcados e afirmou definitivamente uma ideia de multirracialidade no Benfica, algo que marcaria profundamente a história do Clube nos anos que se seguiram de imposição internacional.
De novo no Campo Grande, o povo aplaude um rapaz que era tido como um espelho de virtudes. Alguém que marcara uma época no Futebol português. Há ramos de flores e prendas variadas.
Veio a público que fora Espírito Santo a solicitar à Académica e a Peyroteo ajuda na sua despedida.
Quanto ao Benfica, dedicou-lhe um abraço íntimo: «Espírito Santo, jogador de Futebol e atleta valoroso, disciplinado e correcto, teve hoje no campo do seu Clube - Benfica - a homenagem que merece pelas suas invulgares qualidades. Festa de certo medo modesta, até porque ele próprio assim o quis, revestiu-se do significado que sempre têm as iniciativas a que o Benfica se liga. O tempo ajudou o popular jogador. E a colaboração dos adeptos do seu Clube foi mais simpática e expressiva que ele poderia desejar».
Fazia sol nesse 8 de Dezembro de 1949.
A Pérola Negra ainda brilhava..."

Afonso de Melo, in O Benfica

Sexto aniversário...

O tempo passa depressa, O Indefectível foi criado há 6 anos!!! Obrigado pela paciência... Pelo Benfica, sempre!

Pingue-pongue futebolístico na Taça Associação

"Um desafio de nervos que terminou com um magnífico gesto de desportivismo entre Benfica e o Casa Pia.

Num agradável dia de Outono, a 6 de Novembro de 1921, disputou-se a final da Taça Associação, um torneio instituído pela Associação de Futebol de Lisboa (AFL) que inaugurava a época de futebol. Os prognósticos abundavam e o desafio era aguardado com bastante ansiedade.
Muito antes da hora, já o Campo Grande estava circundado por um grande número de espectadores, ansiosos por arranjarem um lugar onde pudessem ver bem o desafio. Eram cerca de seis mil pessoas e não havia um único lugar vago!
O encontro foi renhido, pautado por grande rapidez e energia, tanto por parte do Benfica como do Casa Pia. Quando o Benfica abriu o marcador, iniciou-se um verdadeiro pingue-pongue de golos entre as duas equipas: assim que uma marcava, a equipa adversária fazia golo em seguida. Este duelo de contra-ataques entusiasmou bastante a assistência, habituada a uma certa carência de golos em jogos entre grandes equipas. Depois do Benfica empatar ao marcar o terceiro golo já mesmo perto do final do tempo, um senhor na assistência, cheio de entusiasmo, rasgou o chapéu e disse: 'Isto hoje só acaba quando já não vir a bola'.
O tempo regulamentar terminou com o empate e, depois de um pequeno descanso, houve 30 minutos de jogo. Apesar dos jogadores estarem esgotados, o domínio pertenceu ao Benfica, que conseguiu o quarto golo, fixando o marcador em 4-3.
No final, o público eufórico invadiu o campo para felicitar os Benfiquistas, levando em triunfo o capitão Vítor Gonçalves até ao camarote da AFL, onde se fez a entrega da Taça.
Cândido de Oliveira, capitão do Casa Pia, num nobre gesto de fair play, abraçou Vítor Gonçalves e ambos soltaram vivas ao Benfica e ao Casa Pia, correspondidos pela assistência: 'Viva o Benfica! Viva o Casa Pia!'.
Este magnífico troféu encontra-se exposto na área 8. Outras conquistas do Museu Benfica - Cosme Damião."

Ana Filipa Simões, in O Benfica

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Lixívia 3

Tabela Anti-Lixívia:
Benfica.............6 (-3) = 9
Corruptos..........7 (0) = 7
Sporting............7 (0) = 7

Mais uma semana de choradinho Lagarto, e mais uma semana onde o Benfica foi de longe o Clube mais prejudicado pela arbitragem, e só não teve influência no resultado, porque uma improvável canhota do Jonas, emendou a incompetência militante dos apitadeiros...
Mais uma semana, onde ficámos a saber que um árbitro prejudica intencionalmente a Lagartada, quando marca dois penalty's a favor deles, e ainda invalida um ataque perigoso (jogador isolado), por fora-de-jogo inexistente... escândalo!!!

Na Luz mantenho o que escrevi na crónica, apesar de tudo, o árbitro, Jorge Ferreira, tentou não facilitar o anti-jogo do Moreirense. Foram várias as jogadas onde os jogadores do Moreirese ficaram na relva a pedir assistência, e o árbitro mandou seguir a partida (e os jogadores miraculosamente lá se levantavam!!!).. É verdade que em duas ocasiões na 2.ª parte, mandou a maca entrar, quando aparentemente não era necessário... Mas, temos que admitir, que ele tentou... Ao contrário da quase totalidade dos outros árbitros, que são passivos, e em alguns casos, até promovem eles próprios as estratégias de anti-jogo. A cultura generalizada nos Clubes em Portugal é abjecta, não existe respeito nenhum, por quem paga o bilhete... e os árbitros têm muita culpa, porque se não forem nas 'cantigas' das simulações, o número de jogadores que ficam a rebolar no chão, diminui imediatamente.
Infelizmente no resto do jogo, o árbitro teve uma arbitragem incompetente. Recordo, que no 'famoso' Moreirense-Benfica da época anterior, o árbitro foi o mesmo, e nessa altura ficou com 'fama' de ser Benfiquista, porque marcou o tal canto (que era penalty!!!) que não existiu, e o Benfica empatou... sendo que logo a seguir expulsou um porco Dragay, por palavras... E já na época anterior, tinha ficado ligado a um golo mal anulado em Belém, por indicação do Fiscal, no Belenenses-Benfica!!! Portanto, com este historial, o normal, quando tem a oportunidade de voltar a apitar o Benfica, é provar que nada lhe liga ao Benfica!!!
Disciplinarmente, perdoou vários cartões amarelos, principalmente ao Vítor Gomes... Tecnicamente, tentou deixar jogar viril, não marcou várias faltas a meio-campo, para os dois lados, mas os principais erros aconteceram nas áreas: não marcou um penalty sobre o Mitroglou aos 51 minutos: foi notório o agarrão na camisola, mesmo assim o Fiscal-de-linha, estava melhor colocado, devia ter avisado...; no 3.º golo do Benfica, novo penalty, desta vez sobre o Jiménez (agarrão descarado do Danielson)... mas o Jonas acabou por marcar golo. Tenho a certeza, que não marcaria penalty, caso não tivesse sido golo.
O lance mais absurdo, foi mesmo o 2.º golo do Moreirense. O próprio árbitro ficou quase com a certeza que tinha existido fora-de-jogo: após o golo, ficou cerca de 30 segundos, à conversa (via intercomunicador) com o Fiscal, foi visível no Estádio... Eu, que estava no outro topo, tive quase a certeza que era fora-de-jogo!!! Não existe desculpa, o lance é simples de ser assinalado. Existem lances de fora-de-jogo muito complicados de ajuizar, este não é um deles!!! Validar um golo destes, a 5 minutos do fim, só prova o clima de intimidação das equipas de arbitragem nos jogos do Benfica: o medo de errar a favor do Benfica, é tão grande, que acabam por tomar decisões destas... No dia que o Benfica ganhar um jogo, com um decisão errada do árbitro, será totalmente trucidado nos mérdias... O Circo está montado, toda esta conversa sobre a arbitragem, por parte dos Calimeros esverdeados, serve exclusivamente para isso...
Repare-se nos disparates Lagartos nos programas televisivos de ontem à noite: juravam a pés juntos que o Lisandro fez penalty sobre um adversário no tal golo em fora-de-jogo do Moreirense...; e um deles, ainda conseguiu ir buscar um suposto livre mal marcado sobre o Luisão, onde por acaso as imagens provam, que a falta existiu mesmo (empurrão nas costas), e que os jogadores do Moreirense não ficariam isolados, mesmo assim, com as imagens à frente dos olhos, não mudaram a cassete!!!
É por isso, que com todos os seus defeitos, devia haver um Pedro Guerra, em todos os debates futebolísticos televisivos, porque com gente desonesta, só mesmo à chapada!!!


Ainda estou à espera de melhores imagens (talvez zoom's), para ter uma melhor opinião do que se passou em Coimbra, mas com as imagens que vi (no jogo), é incompreensível todo este coro de gente indignada. E não estou a falar de jogadores, treinadores ou dirigentes Lagartos, ou mesmo dos adeptos confessos, estou a falar das virgens dos jornaleiros (profissionais supostamente independentes), que resolveram subscrever todas as queixas Lagartos do jogo contra a Académica!!!
Vamos lá caso a caso:
- no penalty contra o Sporting, já vi todos os ângulos, e não consigo ver quem toca na bola. Aparentemente, 'todos' vêem um toque do Adrien, e não tenho a certeza. Admito, no limite, até poderá ter sido falta do jogador da Académica, mas o Adrien também pode ter tocado, no pé do Estudante, e este tocar na bola... Mesmo assim, para não ficarem 'triste' dou de barato este suposto erro contra o Sporting, para efeitos da classificação!!!
- no suposto penalty sobre o Silimani, no 1.º tempo, não existe qualquer falta: existe um corte na bola, e no carrinho, existe um contacto normal... e ao contrário do que foi dito, a bola não ficou jogável. Basta rever o lance, à velocidade normal, para perceber que o Silimani nunca chegaria à bola, porque depois do ressalto de bola, o esférico ganhou velocidade...
- no penalty falhado pelo Adrien, continuo a afirmar que nestas situações, não existe falta, pois não existiu um acto deliberado. O movimento do Fernando Alexandre, é perfeitamente normal, quando alguém roda o corpo, para desviar-se de uma bola, o movimento dos braços, é exactamente aquele. Também admito, que em Portugal, costuma-se marcar este tipo de faltas, erradamente na minha opinião.
- no último penalty, o Fernando Alexandre foi burro, realmente tocou no Silimani, e depois o Argelino, teatralizou, como de costume, obrigando o Bruno Esteves a marcar penalty!!!
Além dos penalty's, recordo um fora-de-jogo, muitíssimo mal tirado à Académica, numa jogada, onde o avançado ficaria totalmente isolado...
Como se pode ver, foi um jogo com decisões difíceis, que os Lagartos transformaram num Circo mediático, completamente absurdo. Se todo o discurso Lagarto, é para provar uma qualquer teoria da conspiração, que todos os querem prejudicar, é difícil de compreender como é que uma equipa de arbitragem, termina o jogo, com dois penalty's a favor do Sporting, e ainda o fora-de-jogo (meio-golo) mal tirado à Académica, pelo mesmo fiscal-de-linha, que nada assinalou nos primeiros dois golos do Sporting, e afinal, o propósito, era 'roubar' o Sporting!!!
O nível de alucinogénos é tão grande, que nas reacções à expulsão do Judas, insinuaram que no Benfica, ele nunca foi expulso!!! Só na última época, foi expulso no Bessa e em Moreira de Cónegos...!!! A facilidade, como esta gentalha reescreve a História, é assustadora!!!


Não assisti ao jogo do Dragay, ouvi parte do relato, quando estava a caminho da Catedral. Foi engraçado ouvir os relatadores, a queixarem-se do critério disciplinar do árbitro... principalmente do amarelo ao Mini... Mais tarde vi a falta, e tenho a certeza, que os mesmos relatadores e comentadores, se o Mini tivesse no Benfica, e fizesse uma falta igual, reclamariam Vermelho directo!!!
Além da habitual impunidade disciplinar Corrupta, os únicos erros de registo, foram foras-de-jogo, para os dois lados... Todos, bastante complicados, o único que podia ter alguma consequência, é o tal já nos descontos, com o resultado feito, e que podia ter dado o 3-0 aos Corruptos!!!


Uma nota extra, sobre um assunto um pouco 'diferente', Rui Vitória:
Nas minhas crónicas dos jogos, tenho criticado a forma do Benfica jogar. Com o plantel que temos (mesmo desequilibrado), podíamos e deveríamos estar a jogar melhor. E não me estou a esquecer da forma como a pré-época, acabou por decorrer...
Agora, uma coisa é achar que temos que melhorar, outra coisa, é o ataque baixo... e revisionista!!!
Os últimos 6 anos do Benfica, foram bons, é verdade. Mas não foram sempre bons. Afinal perdemos três campeonatos. E mesmo nas épocas vitoriosas, houve momentos onde jogámos mal... Aliás, as épocas do Judas no Benfica, têm alguns padrões interessantes. Por exemplo, na maior parte delas, só começávamos a jogar um Futebol atraente a partir de Novembro... que normalmente durava até Fevereiro, com o regresso das Competições Europeias!!! A excepção foi mesmo a primeira época, onde começamos logo muito bem... E em relação aos finais de época, só nas últimas duas épocas melhorámos: primeiro, porque em 2013/14 fizemos uma rotação grande na Liga Europa, só com a Juve nas Meias-finais jogámos com os titulares; e na última época, a eliminação precoce da Europa, permitiu uma 'folga' física, e mesmo assim os jogos fora da Luz, foram quase todos um sufoco!!!
Também me parece evidente, que o plantel do Benfica, tem perdido qualidade (o Mercado está a dar as últimas neste preciso momento...!!!), na última época, isso foi evidente, as opções foram menores. Os problemas no meio-campo do Benfica, existem desde da saída do Enzo, e ainda não foram rectificados...
Dito isto, o Benfica não tem jogado de forma convincente, isso é óbvio. O Júlio César com o Estoril e com o Arouca teve demasiado trabalho (já com o Moreirense, foi um espectador!!!), e isso não pode continuar a acontecer... Ofensivamente, estamos demasiados estáticos, criamos poucos desequilíbrios, mas mesmo assim, somos muito provavelmente a equipa de todo o Campeonato, que cria mais jogadas de perigo!!! Mais que os Lagartos, e muito mais do que os Corruptos (que devem ser a equipa, que menos remata à baliza!!! Por larga margem!!!). E no jogo que perdemos, fomos altamente prejudicados pela arbitragem, com influência directa e indirecta no resultado.
Ainda no Sábado, ouvindo o relato, dos Corruptos, fiquei a saber que o 2.º golo dos Corruptos (livre directo), foi o 2.º remate à baliza do Estoril, isto aos 62 minutos de jogo!!! Imaginem se o treinador fosse o Rui Vitória, que estava na sua 2.ª época no Benfica, e que já teria gasto em compras algumas centenas de milhão de Euros, e aos 62 minutos, o Benfica fazia o 2.º remate à baliza?!!!
Eu sei que com o mal dos outros, nós estamos bem, mas os exageros, também não ajudam... E havendo capacidade de auto-critica, não será complicado analisar por exemplo as movimentações do Guedes na 2.ª parte do jogo com o Moreirense; ou ainda analisar as duas jogadas que acabaram com falhanços escandalosos do Jonas: com tabelas (1.º tempo) e/ou arrancadas (2.º tempo), para perceber que os mecanismos estão lá... agora é preciso repeti-los!!!
E como o Samaris afirmou no fim, com trabalho e treino, o Benfica tem tudo para triunfar...


Anexos:
Benfica
1.ª-Estoril(c), V(4-0), Tiago Martins, Nada a assinalar
2.ª-Arouca(f), D(1-0), Nuno Almeida, Prejudicados, (1-2), (-3 pontos)
3.ª-Moreirense(c), V(3-2), Jorge Ferreira, Prejudicados, (4-1), Sem influência no resultado

Corruptos
1.ª-Guimarães(c), V(3-0), Veríssimo, Nada a assinalar
2.ª-Marítimo(f), E(1-1), Hugo Miguel, Nada a assinalar
3.ª-Estoril(c), V(2-0), Duarte Gomes, Prejudicados, (3-0), Sem influência no resultado

Sporting
1.ª-Tondela(f), V(1-2), Xistra, Prejudicados, Beneficiados, (0-1), Sem influência no resultado
2.ª-Paços de Ferreira(c), E(1-1), Manuel Oliveira, Nada a assinalar
3.ª-Académica(f), V(1-3), Bruno Esteves, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado

Jornadas anteriores:
1.ª jornada
2.ª jornada

Épocas anteriores: