Últimas indefectivações

sábado, 9 de abril de 2016

Vermelhão: mais uma Final ultrapassada... só faltam mais 5 !!!


Académica 1 - 2 Benfica


Mais um susto, num jogo que em condições 'normais' teria acabado em goleada ao intervalo...!!! Tantos golos falhados, tantas decisões erradas em frente da baliza... contra uma equipa que só quis defender (e queimar tempo...) e como é 'normal', o melhor em campo acabou por ser o guarda-redes adversário!!! Fomos obrigados a ter paciência, pois não era fácil desmontar aquela malha defensiva... Foi com sofrimento, humildade e sacrifício... mas os 3 pontos são nossos!!!
O meu grande receio nem era o cansaço físico, o meu medo é o cansaço mental! Não é fácil mudar o 'chip' da Champions...! Além disso a dinâmica do jogo é completamente diferente. Com um 11 praticamente igual (Samaris por Fejsa, foi a única troca), em Munique, tivemos pouca bola, e defendemos muito... Hoje, foi o oposto... Provavelmente, até tivemos mais bola do que o Bayern na última Terça!!! Hoje, era muito importante estar disponível para as transições defensivas, fazendo pressão alta, imediatamente após perder a bola... algo que em Munique, aconteceu poucas vezes, já que jogámos como bloco baixo durante muitos minutos... Aliás em relação à condição física, os meus parabéns aos responsáveis, pois o Benfica, com muitos jogos e pouca rotação, tem estado muito bem fisicamente... Se analisarmos a época toda, percebe-se que a equipa nunca teve um 'pico' alto fisicamente, para depois entrar em 'ressaca', tem sido uma época, com os jogadores praticamente todos, sempre ao mesmo nível em todos os jogos...
E para elevar o grau de dificuldade, entrámos no jogo praticamente e perder, num erro do Eliseu... momentos antes, o Nico, com a baliza ao dispor, resolveu fazer uma pseudo-assistência para o Mitro, sem sentido nenhum!!! A partir daí, e praticamente até ao final do jogo o Ederson foi um espectador, e os nossos Centrais, jogaram mais tempo no Meio-campo adversário!!!
O final do 1.ª parte foi um massacre... no 2.º tempo, o Trigueira engatou, foi defendendo tudo e mais alguma coisa... e estava na 'cara' que a decisão do jogo, seria uma questão de eficácia. Felizmente, o Raul saltou do banco, para marcar o golo da vitória...
No Estádio da Luz, esta estratégia da Académica seria facilmente desmontada, até porque com um relvado bom, a bola roda mais depressa... mas o Benfica, não pode alegar surpresa, porque já todos sabíamos que o jogo seria jogado desta forma. Sendo assim, estranhei a ausência do Nelsinho (nem no banco), contra um bloco tão baixo, era necessário jogadores com capacidade de furar linhas, principalmente nas Laterais, para aproveitar a menor capacidade defensiva dos Extremos contrários...
Ederson: autêntico espectador, sem culpa no golo, a bola ainda desviou no Jardel; Lindelof e Jardel bem nas marcações 'aéreas'...; Almeida permitiu o cruzamento no golo da Académica... acabou por ir melhorando ofensivamente, perdendo a 'vergonha', está-se a ficar especialista nestes cruzamentos 'diagonais'!; o Eliseu não pode fazer um corte daqueles, se foi preciso dar Canto, nem pode hesitar...; Samaris esteve bem na pressão alta, ainda tentou assumir os desequilíbrios...; o Renato fez um grande jogo, pode não ter sido muito vistoso, mas hoje o Renato já decide melhor, já percebe melhor os ritmos do jogo, já faz os passes laterais necessários... está a melhorar; o Pizzi esteve no melhor (golo) e no pior (golos falhados), mas neste tipo de jogos pede-se um Extremo mais driblador...; o Nico acabou e com queixas, tem trabalhado muito defensivamente, mas as coisas no ataque não lhe tão a sair bem... hoje havia pouco espaço...; Jonas com pouco espaço, mesmo assim mexeu-se muito...; o Mitro está em grande forma, não foi só golo... está confiante, bem nas assistências... grande reforço; entrada positivas do Carcela e o Jiménez (óbvio)... percebe-se a intenção com a entrada do Talisca, mas acabou por ter só 1 oportunidade de testar o pontapé... que foi defendida!
Enquanto o nosso adversário directo vai defrontando equipas que se auto-mutilam com problemas internos, o Benfica continua semana após semana, a defrontar equipas com discursos tipo: 'vamos deixar a pelo em campo'!!! A próxima deslocação a Vila do Conde (provavelmente o verdadeiro jogo do título), já começou a ser lançada, com um Rio Ave Europeu!!!! O próprio Setúbal na próxima jornada não será tão fácil como parece... e se o Benfica qualificar-se para as Meias-finais da Champions, as últimas jornadas serão carregadas de motivação extra para os nossos adversários!!!
A arbitragem hoje, acabou por não ter influência no resultado, mas a inqualificável estratégia Lagarta, não pode ficar sem resposta. Espero que no final da época, com o Benfica Campeão, o Benfica apresente uma queixa bem fundamentada contra toda a Coação Lagarta. Eu sei que o CD e o CJ da FPF são cobardes cúmplices disto tudo, mas temos que marcar uma posição. Responder neste momento, é fazer a vontade aos Lagartos, porque como foi visível esta semana, os Lagartos com o microfone na boca, são atrasados mentais, sem escrúpulos, sem carácter, gente nojenta, mentirosa... paladinos do vale tudo!!!
Já agora, como é que no Futebol, uma equipa que passou o jogo todo a fazer anti-jogo, queimando tempo de forma absurda, beneficia mais tarde de 6 minutos de compensação?!!!
Mais um Estádio vermelho!!! Inacreditável a quantidade de perguntas aos responsáveis da Académica, sobre o facto de estarem mais Benfiquistas nas bancadas do que Academistas!!! Como se fosse novidade, ou como se fosse uma vergonha para a cidade de Coimbra... e para os Conimbricenses Benfiquistas!!! Parece que o facto do Benfica, encher Estádios dos adversários é 'batota' na cabeça dos junta-letras!!!
Agora, temos que descansar, e preparar o jogo de Quarta-feira. 1-0 é um resultado muito perigoso. O Bayern é muito perigoso nas transições rápidas, 'dividir' o jogo a meio-campo, pode ser fatal. Temos que ser inteligente. E nós adeptos nas bancadas, temos que ser pacientes. Apoiando sempre... Se alguém estiver à espera de um massacre do Benfica em cima do Bayern, é melhor ficar em casa... Temos que pensar passo a passo, e neste momento precisamos de um golo para empatar... depois, logo se verá o resto...
Entre as muitas opções para o substituto do Jonas, eu pessoalmente inclino-me para o Jiménez, e não é por causa do golo de hoje! O Raul luta, é raçudo, se o treinador pedir para colaborar no processo defensivo, ele trabalha... e com uma defesa do Bayern com muitas baixas seria interessante apresentar dois avançados 'pesados' junto da área Alemã... o próprio Pep percebeu isso no primeiro jogo, com meteu o Javi Martinez!!!



Academica x Benfica
Publicado por Tó Monteiro em Sábado, 9 de Abril de 2016

Força SLB-http://ppl.com.pt/pt/prj/lente-camara-fotografica
Publicado por Tó Monteiro em Sábado, 9 de Abril de 2016


Academica x Benfica-Existe aquele momento mágico em que sabes "vai ser agora" ; PUT THE POWER ON !!!!-Video : Tó Monteiro-http://ppl.com.pt/pt/prj/lente-camara-fotografica
Publicado por Tó Monteiro em Sábado, 9 de Abril de 2016

"Eu amo o Benfica !!!"
Publicado por Tó Monteiro em Sábado, 9 de Abril de 2016

Ambição...

Benfica 3 - 1 Fonte do Bastardo
25-22, 25-23, 26-28, 25-22

Lopes(16), Duff(15), Zelão(15), Kolev(11), Gaspar(10), Ché(9), Gelinski(1), Renan, Mart, Oliveira, Reis; Casas

Como os parciais indicam, jogo muito equilibrado. O Campeão Nacional será aquele equipa que demonstrar mais vontade em vencer... No 1.º jogo na Terceira, a nossa 'cabeça' ainda estava com o Verona, hoje com a equipa concentrada estivemos sempre dentro do jogo...
Mas esta vitória só conta para alguma coisa, se amanhã voltarmos a vencer... Está 1-1, queremos o 2-1, para garantir pelo menos a 'negra' na Luz!

Em frente...

Benfica 8 - 0 Sanjoanense
Torra, Adroher, Rocha, Sardo(2), Rodrigues(3)

Jogo realizado a horas impróprias (em simultâneo com o Futebol!!!), mas a vitória não fugiu... e o Benfica está nos Quartos-de-final da Taça de Portugal...
Destaco o regresso aos golos do João Rodrigues, com o Nicolia lesionado é importante ter o João de regresso ao 'ritmo' do costume, algo que não tem acontecido após o longo período de fora do nosso goleador!

Só está ganho, quando o árbitro apita !!!

Olivais 2 - 3 Benfica

Jogo muito competitivo, com os guarda-redes em destaque, primeiro os do Olivais; o Bebé ocasionalmente também foi chamado... e o Juanjo no final também esteve bem.
O Benfica a ganhar por 0-3, pensou que o jogo estava 'morto' o Olivais nunca desistiu, e conseguiu reduzir para a vantagem mínima nos últimos segundos... se fosse um pouquinho mais cedo, iríamos ter problemas...
Tal como na semana passada com a Quinta dos Lombos, tenho algum problema em perceber, como é que estas equipas não ganham mais jogos, pois se apresentassem sempre esta atitude, tenho a certeza que ganhariam muito mais vezes!!!
Nota para o regresso do Fernando...

Pela boca ganha Vitória

"As conferências de imprensa de Rui Vitória não são, convenhamos, as preferidas dos jornalistas. O treinador do Benfica é um homem sensato, que raramente perde o pé e ainda mais raramente dispara em direcção a algum rival. Que me lembre, fê-lo uma vez nesta época e depois de ter visto os calos muitas vezes apertados por Jorge Jesus. Nessa altura, já em finais de Dezembro, foi curto e grosso, não deixando nada por dizer. E deu muitos e bons títulos de jornal.
Ontem, mais uma vez, Vitória meteu água fria nos temas quentes da semana: o castigo a Slimani e a nomeação de João Capela para o Académica-Benfica. E nem quando foi recordada a sua história com o árbitro de Lisboa (há pouco mais de um ano, ainda no V. Guimarães, no calor de uma derrota no Bessa, prometeu-lhe que nunca mais o cumprimentaria), o treinador foi minimamente polémico. Mais uma vez, uma desilusão para quem gosta de 'sound bites' e declarações bombásticas.
Quando as coisas corriam mal ao Benfica dentro de campo, Vitória era um poço de problemas e defeitos, em questões tácticas, de liderança e de comunicação. Os maus resultados, como quase sempre quando se analisa uma equipa de futebol, eram o princípio e o fim de todas as análises. Agora, porque o Benfica vive o melhor momento da época e até pode superar todas as expectativas, Vitória é um poço de virtudes.
A verdade está algures no meio, mas a coerência da comunicação do técnico desde o escaldante confronto da Supertaça tem sido uma mais-valia para o seu trabalho no Benfica. O líder de uma equipa não pode variar entre a euforia e a depressão, não pode falar de peito feito num dia e encolher-se no dia seguinte. Vitória foi coerente desde o primeiro dia - ganhou o respeito de quem o ouve, desde jornalistas a adeptos, passando sobretudo pelos jogadores. Pode não ter sido isso que transformou a temporada do Benfica, mas de certeza que ajudou e muito."

Expectável...

Corruptos 1 - 0 Benfica

Duarte; Buta, Azemovic, Ferro, Amaral; Guga, Mendes, Jota, Leo Natel, Zidane; Zé Gomes

Perdemos com um golo de penalty...

Rio Ave ................... 13
Belenenses ............... 10
Corruptos ................. 10
Paços de Ferreira ........ 10
Sporting .................... 9
Guimarães ................. 9
Benfica .................... 7
Académica ................. 1

Pinto da Costa & Octávio

"Por imperativos dramáticos, esta semana foi pródiga em trazer à ribalta dois dos mais estafados monólogos do reportório nacional: Pinto da Costa & Octávio Machado, eles mesmos, autores e intérpretes de outro tempo, repuseram as suas consabidas competências, o primeiro acusando agora de “terroristas” os seus opositores, o segundo apontando aos árbitros a responsabilidade de o Benfica ter recuperado 10 pontos no espaço de três meses.
Na década de 80 do século passado, Pinto da Costa & Octávio Machado trabalharam na mesma companhia onde viveram grandes sucessos. Êxitos incontestados até pela crítica da época que aplaudiu, sem reservas, a fogosa modernidade de um presidente que chegou ao poder derrubando o seu antecessor, Américo de Sá, por métodos absolutamente anti-terroristas. A boa crítica especializada do passado não menos aplaudiu o fogoso adjunto das Antas que chegava a dispensar o conforto do “banco” para, de pé e frequentemente em corrida, acompanhar o jogo ao longo da lateral confortando os pobres dos fiscais-de-linha nas suas más decisões. E fez-se História. Ou pré-história, como preferirem.
Estamos agora em 2016 e no início da Primavera, a estação em que a Natureza se renova mas os reportórios, pelos vistos, não. O presidente do Porto, a sofrer um mau bocado por causa de Lopetegui e, sobretudo, por causa do idiota que se lembrou de contratar Lopetegui, falou à nação deixando no ar a suspeita de serem uns quantos encobertos ao serviço do centralismo de Lisboa os “terroristas” que lamentavelmente lhe rondaram a casa uma noite destas.
Quanto ao seu ex-treinador-adjunto, a realidade é que na sua última reaparição semanal, e para não perder tempo, chamou já malandros aos árbitros dos jogos todos do Benfica até ao fim do campeonato. No mesmo fôlego, vincou ainda a necessidade de dividir o país – não na guerra Norte-Sul que o viu nascer para a acção política – mas na urgência patriótica de um conflito João Mário-Renato Sanches, jogadores cujo enorme talento se vê permanentemente abusado em nome de uma velha nostalgia. É que são de um folclore antigo estes episódios febris da hostilidade entre clubes carregada para o seio da selecção nacional. Da guerra de Pedroto a Mário Wilson à guerra de Sá Pinto a Artur Jorge – guerras que Octávio tão bem conheceu – viu-se de tudo um pouco no velho século XX. Agora parecem querer voltar. Fernando Santos, cuide-se."

«Temos de ganhar dentro de campo e resistir fora dele»

"Quero começar esta intervenção por dizer que sou um presidente orgulhoso, pelo que vi hoje, pelo que vivi durante esta semana, pelo que vivi durante toda a época.
Orgulhoso porque sei qual foi o ponto de partida, porque vivi o início da recuperação do Benfica, porque sei tudo o que foi feito durante estes 14 anos, mas principalmente porque, quando olho para trás, nada resta do Clube endividado, sem prestígio europeu, sem infraestruturas, sem reconhecimento internacional.
O Benfica hoje é um Clube admirado, seguido, reconhecido pela inovação, pela modernidade. É um Clube global que conseguiu reinventar-se em apenas 14 anos.
Quero, por isso, dar testemunho do orgulho que tenho quando vejo o Benfica retomar a sua tradição europeia.
O orgulho que tenho pelo apoio e pelo exemplo dos nossos adeptos em Munique.
O orgulho que tenho pela massa associativa cada vez mais activa e envolvida na vida do Clube.
O orgulho que tenho por ver jovens da nossa equipa B provar na equipa A a sua qualidade e o valor da nossa Formação.
O orgulho que tenho por ter um treinador que dá oportunidades a estes jovens.
O orgulho que tenho por ver que vale a pena, mesmo no Futebol, ter projectos a médio e longo prazo. Que a aposta no Seixal tinha sentido e razão de ser.
Mas também quero aproveitar esta oportunidade para dizer que a história – a nossa história – não vive de celebrações antecipadas. Temos de jogar e ganhar todas as finais que nos faltam, a começar pela final desta tarde.
O apoio é fundamental, e os Benfiquistas têm sempre respondido presente, e sei que assim vão continuar. Mas a euforia é dispensável. Temos de vestir o fato-macaco e encarar cada jogo como se dele dependesse o nosso futuro. E, de facto, depende!
Vamos ter de ganhar em campo, e estar sempre preparados para as situações mais absurdas, para os cenários mais improváveis. Porque, acreditem, já aconteceram e vão continuar a acontecer.
Temos de ganhar dentro de campo e resistir fora dele.
Temos de fazer um esforço final no apoio à equipa e continuar a acreditar na capacidade de sofrimento e entrega dos nossos jogadores.
O Benfica é tão grande, que temos a obrigação e o desafio de o fazer crescer todos os dias, de melhorar o que recebemos, de nunca estar satisfeitos com o que já foi feito.
O Benfica é uma história de superação que nunca acaba, o Benfica são os seus Sócios, são os seus adeptos.
Ninguém é dispensável no Benfica. Isto tem de ficar bem claro na cabeça de todos! O segredo da recuperação do Benfica nestes últimos anos tem sido a estabilidade e a união dos Benfiquistas em torno daquilo que é essencial.
Neste contexto, sempre o disse e sempre o defendi, as Casas do Benfica são fundamentais, porque é desta enorme rede de “embaixadas” do Clube que o sentimento de pertença, os valores e a nossa história vão passando de geração em geração.
A Casa do Benfica de Ansião, que comemora 20 anos de existência, é um excelente exemplo da vontade, do trabalho e da dedicação de todos aqueles que ao longo destas duas décadas a fizeram crescer, que consolidaram o projecto, que lhe deram a dimensão que hoje tem.
Quero aqui garantir ao presidente Porfírio Mendes que a Casa de Ansião será das primeiras casas a estarem ligadas em rede ao sistema central do Clube, podendo, ainda este mês, começar a vender bilhetes para o Estádio da Luz.
Este é o Benfica que ambicionei quando cheguei ao clube há 14 anos. Um Clube moderno, inovador, sempre com novos desafios pela frente. Um Clube em que ninguém se acomoda, em que, por cada projecto concluído, há mais 3 ou 4 projectos novos que surgem.
O futuro não é uma via de sentido único, não é um mapa em que tudo está definido. O futuro depende de nós, e Ansião é bem a prova disto mesmo. Por isso, queria felicitar o Sr. Porfírio Mendes e toda a sua equipa pelo trabalho que aqui fizeram.
Os alicerces do Benfica estão aqui, estão a norte, estão a sul. Estão em todo o mundo. O Benfica está onde estiverem os Benfiquistas.
Viva o Benfica!"

Benfiquismo (LXIX)

Com muito suor na caminhada... é assim que queremos terminar a época!!!

Coragem em Munique

"Será quase impossível ao Benfica estar nas meias-finais da Liga dos Campeões, mas será quase impossível a Europa do futebol não estar rendida aquilo que o Benfica fez em Munique. Não gosto de vitórias morais, nem o Benfica e a sua história se alimenta delas, mas a forma como jogámos em Munique, a forma como equilibrámos o jogo, mostrou algo único. Só as melhores equipas do mundo tinham esta coragem. Até o golo sofrido com 1.45 minutos foi na sequência de um ataque nosso. Perder assim não é ganhar, mas dá honra e dá orgulho a quem ama o manto sagrado. Talvez por isso, cinco mil arrepiaram milhões quando no fim do jogo, na bonita Allianz Arena, só se ouvia «Eu amo o Benfica», porque é de amor que se faz a nossa história, e porque em Munique essa história foi aumentada. O Bayern é melhor (talvez a melhor equipa do mundo) e provavelmente irá eliminar o Benfica; mas muitos dos nossos anti que antecipavam derrotas por 5 ou 6 ficaram profundamente frustrados por apenas poderem festejar o penalty por marcar que quase nos daria a eliminatória. Porque o tempo é sempre generoso com resultados mais conseguidos, e muita vezes injusto com exibições quase perfeitas, fica aqui o testemunho de quem sentiu orgulho de todos os que em Munique, porque queriam passar além do Bojador, souberam passar além da dor.
Na linha proposta por Vítor Serpa no lançamento do jogo, terça foi aquele dia em que unia equipa grande de um País pequeno mostrou ao mundo quão grande se consegue ser quando movidos pela vontade, ambição e humildade.
Amanhã, em Coimbra, só há um caminho: fazer da Académica um Bayern, jogar com a mesma alma, qualidade e atitude, porque andam aí Tondelas à solta, que aparecem ao mínimo descuido. Se queremos ser tricampeões teremos que vencer todos os jogos até ao fim.
Parabéns ao nosso andebol que venceu com brilho uma Taça de Portugal perante FC Porto e Sporting sempre no último suspiro da alma e da vontade."

Sílvio Cervan, in A Bola

sexta-feira, 8 de abril de 2016

35.7% !!!

Ovarense 82 - 77 Benfica
17-18, 21-13, 22-19, 22-17

5/14 nos Lances Livres, 35.7% (!!!); 8/27 nos Triplos, explica este resultado. Mais uma má noite, que só por si, não põe em perigo o 1.º lugar no final da 2.ª fase, mas reduz a margem de erro... estamos obrigados a vencer o Galitos...
E nem a ausência do Andrade, nem o critério das faltas dos apitadeiros serve de desculpa (a Ovarense foi 24 vezes para a linha de Lance Livre, contra 14...!!!)

Eis o Benfica, também no Andebol!

"Assim como na final da Taça de Portugal de Hóquei em Patins na época passada, a comitiva leonina saiu do recinto para não presenciar a entrega da TP de Andebol ao Benfica. Assim se percebe que se julguem a maior potência desportiva nacional - abandonando mais cedo, podem alegar que desconhecem a quem foi atribuído o título. Ao contrário de nós, que sabemos perder, damos mérito a quem merece e procuramos retirar das derrotas o estímulo que nos ajuda a enfrentar os desafios futuros, que são muitos e variados, não fôssemos nós o único clube português competitivo em todas as principais modalidades. Não nos escondemos, não nos refugiamos no balneário, não apregoamos slogans bacocos e delirantes, nem sequer carpimos mágoas no Facebook. Trabalhamos. Parabéns ao Andebol! Que belas vitórias no fim-de-semana passado, a juntarem-se aos dois triunfos sobre o FC Porto na meia-final do playoff do Campeonato Nacional. Estamos a um passo de chegarmos à final. Não será fácil, mas confio na capacidade e determinação da nossa equipa.
A goleada ao Braga coloca-nos um pouco mais perto do título. Vejo com alguma bonomia a vã tentativa de desestabilização do Benfica empreendida por certos comentadores ao descortinarem euforia onde existe somente a exteriorização de alegria dos benfiquistas por mais uma vitória. Já perdi a conta às iniciativas destes servis da causa anti-benfiquista, a imaginação e a estupidez são ilimitadas.
E Jonas, o "reformado", "fatigado" pela convocatória da "canarinha", lá teve que assistir Pizzi com as costas. Foi para não se cansar, certamente. Daqui a uns anos, eu e mais 61 mil e tal poderemos dizer que vimos aquela genialidade ao vivo."

João Tomaz, in O Benfica

Tanto para vencer

"1) Escrevo estas linhas antes de conhecer o resultado do jogo de Munique. Porém, o que quer que tenha acontecido na Baviera, não desviará o Benfica, os seus profissionais, os seus dirigentes, e os seus adeptos, do grande desígnio da temporada: a conquista do 35.º campeonato. Nesse sentido, o jogo grande da semana é em Coimbra, e é esse que estamos obrigados a vencer. Aliás, tenho a convicção de que, ganhando as próximas três partidas (Académica, V. Setúbal e Rio Ave), o título dificilmente nos fugirá.

2) O Andebol encarnado está a superar todas as expectativas. Quem diria, há um mês atrás, que teríamos a Taça de Portugal nas mãos, que estaríamos nas meias-finais da prova europeia, e que levaríamos uma vantagem de 2-0 diante do hepta-campeão FC Porto na meia-final do playoff? É verdade que as últimas vitórias foram obtidas nos prolongamentos, e arrancadas dramaticamente nos últimos segundos dos jogos. Mas a força competitiva destes jogadores ficou já amplamente demonstrada. Vamos acreditar que a saga não fica por aqui.

3) Com a passagem do Hóquei à final-four da Liga Europeia (que bom seria poder ser na Luz...), garantimos desde já, pelo menos, quatro meias-finais de provas internacionais nas nossas modalidades nesta época. Para além do Hóquei, o Voleibol chegou às meias-finais da Challenge Cup, o Futsal está nas meias-finais da Uefa Cup, e o Andebol nas meias-finais da sua Challenge Cup. Teremos ainda o Atletismo a disputar a Taça dos Campeões da Pista. Entre tantas frentes, é lícito esperar que pingue um título. Isto sim, é uma verdadeira potência desportiva. A única em Portugal."

Luís Fialho, in O Benfica

Desde a pré-época

"A Associação Académica de Coimbra é um dos clubes históricos do Futebol português. E vive uma situação delicada. Está, neste momento, na luta com o Boavista e com o União da Madeira, para não ficar no penúltimo lugar da classificação, que lhe dará a descida de divisão (o Tondela já parece condenado...). É pena, porque Coimbra tem uma longa e saudável tradição no Futebol, há uma história comum com o SL Benfica e um carinho especial de muitos adeptos portugueses por esta equipa.
Ver a Académica nesta situação é triste, mas não deixa também de ser o corolário de uma série de más escolhas de treinadores e de jogadores ao longo dos anos e, acima de tudo, de dirigentes que não estiveram ao nível daquilo que é a Briosa e que se aliaram a quem não deviam.
Mas essas são questões que vão ter de ficar fora do relvado no próximo sábado. O Bicampeão, em ressaca europeia, terá que encarar mais esta final com o profissionalismo que tem demonstrado - são mais três pontos que nos podem levar ao 35.
Cada vez me parece mais claro que todas as jornadas até ao final deste Campeonato serão jogadas "em casa" e é isso que vai acontecer no estádio Cidade de Coimbra. Que vai ser mais uma grande demonstração da onda vermelha, não há dúvidas. Que vai ser mais uma vitória categórica do melhor ataque de uma equipa portuguesa (76 golos em 28 jogos da Liga), isso só depende de Rui Vitória e dos seus jogadores. E a ver pelo que tem acontecido, posso acreditar neles. Tal como tenho acreditado desde a pré-época."

Ricardo Santos, in O Benfica

'Pequeno' não ganha?

"A Liga dos Campeões está a tornar-se numa prova 'aborrecida', ao estilo 'pequeno não vence'. A partir do momento em que o dinheiro ganhou peso determinante (não o tinha quando o FC Porto a ganhou em 2004), os nomes dos semifinalistas pouco mudaram. Nas épocas mais recentes o quadro piorou devido ao estranho 'enfraquecimento' dos clubes ingleses (não por falta de dinheiro, mas por maus investimentos, dos quais não retiraram retorno desportivo na proporção dos milhões gastos). Basta olhar para as meias-finais dos últimos quatro anos para verificar a presença constante de Bayern Munique e Real Madrid. E o Barcelona apenas falhou uma vez esta fase (eliminado pelo surpreendente At. Madrid). Depois, houve lugar a um 'convidado especial', papel desempenhado por Chelsea, B. Dortmund, At. Madrid e Juventus. Nem o riquíssimo PSG conseguiu, até agora, romper com esta lógica.
É por isso que a 1.ª mão dos quartos-de-final devem ser vistas como uma 'luz de esperança'. Desta vez, o Real Madrid está mesmo em xeque, depois de perder 0-2 em Wolfsburgo, e o At. Madrid volta a ter reais possibilidades de 'enganar' o Barcelona, mas bonito mesmo seria o Benfica conseguir superar o colosso de Munique. Teríamos a 'vingança' dos pequenos. Não agradaria à UEFA, aos investidores nem aos maiores operadores televisivos, mas lembrar-nos-ia uma vez mais que o futebol, de vez em quando, tem capacidade para romper com as lógicas instaladas. No caso do PSG-Man. City, o verdadeiro jogo dos milhões, não se pode aplicar a questão da dimensão financeira, mas apenas a histórica.
O mais provável é que este sonho se transforme em pesadelo e que entre os semifinalistas encontremos os suspeitos do costume. Não é difícil imaginar um 'pisão' do Real aos alemães, como é fácil perceber que o Barcelona raramente faz um jogo sem golos, pelo que o At. Madrid teria de ser gigante ao ponto de marcar três. O 3-1 que o FC Porto aplicou há um ano, no Dragão, ao Bayern pode servir de motivação ao Benfica, apesar de as condicionantes serem bem diferentes. Aliás, virar o resultado de 0-1 nunca foi fácil, apesar da aparente simplicidade de 'bastar' um golo, o que nem é verdade. Uma certeza: as meias-finais já têm 'convidado especial' - PSG ou Man. City."

A diferença

"Pode Rui Vitória ter-se emancipado definitivamente em Munique; pelo menos, mostra estar a aprender a ser treinador de um grande clube!

Um jornalista norte-americano de Chicago - recordou-me agora um companheiro de trabalho - prometeu um dia engolir literalmente o que tinha escrito sobre um jogador francês de basquetebol contratado pela equipa da NBA da cidade, os famosos Bulls, se ele viesse a ter algum sucesso.
O jornalista, Rick Morrissey, escreveu em 2007, quando os Bulls contrataram Joakim Noah, que o francês era má escolha e que jamais poderia tornar-se um jogador de elevado nível, prometendo, caso se enganasse, comer então a folha de papel onde seria impressa a sua crítica. Nos dois anos seguintes, as exibições de Noah desfizeram por completo as críticas de Morrissey e este, rendido à evidência, cumpriu mesmo a promessa. Comeu a página e Noah viu.

Por cá, ninguém prometeu comer as páginas onde foram escritas críticas a Rui Vitória e o seu Benfica, caso contrário já se correria o risco de seguir o mesmo caminho, agora que a equipa aguenta firme a liderança na Liga e surpreende a Europa com a manifestação de personalidade que se viu em Munique. Estrelinha da sorte, proteção divina, menos futebol e mais eficácia, incompreensível obra do além; já muita coisa serviu para explicar a época galopante dos comandados de Rui Vitória, e eu próprio, não tendo prometido comer qualquer página de críticas, já assumi que arriscaria engolir um pouco do que escrevi. Pelo menos do que escrevi sobre a capacidade de liderança de Rui Vitória, que me surpreende agora pela indisfarçável ligação que os jogadores, empenhadamente, lhe dispensam.

Também escrevi muito do que justificadamente me foi parecendo que deveria escrever, de acordo com a opinião de que o Benfica se mostrou muitas vezes ao longo destes meses uma equipa guiada pelo talento de alguns jogadores e pela inspiração e categoria de uma dupla atacante que já fez mais de 50 golos esta época, e pouco guiada pela verdadeira dimensão como equipa.
A verdade é que o Benfica que se exibiu em Munique foi diferente. Foi muito melhor. E foi surpreendente, porque esta época ainda não víramos o Benfica jogar assim frente a um adversário igualmente ou mais poderoso. O Benfica de Munique foi melhor no sentido táctico do jogo, foi muito forte em determinação, coesão, solidariedade e ambição. Foi fortíssimo defensivamente mas também foi atrevido ofensivamente. Foi uma equipa capaz de se estender no campo, de olhar o Bayern nos olhos, de o pressionar muitas vezes no seu próprio meio campo, foi uma equipa com aquele enorme espírito e nível de compromisso que noutras ocasiões já tinha revelado (e que não deixei aqui de reconhecer), e foi, por fim, um Benfica que deixou Munique com três ocasiões claras para fazer golo e uma grande penalidade a favor que ficou por assinalar. 
E que deixou Munique com resultado que o deixa, pelo menos, sonhar. Muito poucos esperariam isso.

Continua a ser muito difícil ultrapassar o Bayern, evidentemente, mas aquilo que o Benfica já conseguiu foi deixar água na boca nos adeptos, porque tendo perdido e uma derrota não pode ser transformada em espécie de vitória - a equipa mostrou estar, em condições de criar sérias dificuldades a uma das mais fortes equipas da actualidade.
Com inegável mérito de Rui Vitória, pelo menos relativamente à forma como a equipa se bate. Só uma equipa ligada claramente ao treinador pode fazer o que o Benfica fez em Munique, e é por isso que independentemente do que vier a suceder, quarta-feira, na Luz, o que já ficou para a história desta época foi um Benfica europeu com direito a bolinha vermelha no pequeno ecrã: adulto e muito ousado! 

Pode ter sido esta a noite da emancipação definitiva de Rui Vitória à frente do Benfica. Por um lado, pela ambição e coragem de levar a equipa a jogar em Munique sem alterar o esquema habitual, de que jogar com dois avançados foi sinal mais evidente; por outro, e sobretudo, por ter sido capaz de preparar a equipa para em qualquer circunstância manter o rumo, não se desorganizar. Claro que o Benfica teria sempre muito mais a ganhar do que a perder neste duelo, desde que cuidasse de evitar sofrer resultado pesadamente negativo que comprometesse animicamente a luta pelo título português ou mesmo a imagem de um quarto finalista da Champions. Disso, o Benfica cuidou. Mas fez muito mais. Perdeu, mas perdeu de pé. Com tremenda personalidade e sob a orientação de um treinador que parece realmente estar a aprender a ser treinador num grande clube.

Dificilmente poderiam os encarnados ter começado pior o jogo na Arena de Munique. Mas apesar de alinharem com três jogadores particularmente jovens - Ederson, Lindelof e Renato Sanches - a verdade é que em nenhum momento se sentiu a equipa tremer. E foram precisamente esses três mais jovens os maiores gigantes.
Ederson tem indiscutível categoria para defender a baliza do Benfica por mais de dez anos, e tanto Lindelof como Renato Sanches confirmaram em Munique a qualidade que já se suspeitava, mas mostraram sobretudo um claro crescimento tático e dimensão para jogar internacionalmente ao mais alto nível. O que vi em Munique foi um Ederson ao nível do que de melhor há nas balizas europeias, um guarda-redes que faz a diferença - pela qualidade das intervenções e não pela quantidade, e que foi, por exemplo, o único a perceber como o Bayern iria marcar um determinado livre e que por isso foi a tempo de evitar, de forma absolutamente espetacular, que Thomas Muller fizesse golo. 
O que também vi foi um Lindelof frio, concentrado, calculista, com sólida leitura do jogo e movimentos suficientemente precisos para anular a perigosa serpente que é Thomas Muller, e vi ainda um Renato Sanches já muito mais capaz de jogar sem bola e com a presença física que a Europa já reconhece notável.

Enquanto o Benfica se prepara então para uma noite intensa no Estádio da Luz, na próxima quarta-feira, por cá a luta pelo campeonato promete prosseguir com duelos dentro do campo (fantástico Sporting no Restelo em resposta à goleada do Benfica ao Braga) mas igualmente algumas batalhas travadas fora dele. É pena. 
Mas com nomeações como a do árbitro João Capela para o Académica-Benfica de amanhã o que podia verdadeiramente esperar-se se não o ataque dos rivais? Havia necessidade?
Depois não se queixem! 

O presidente do FC Porto vai ser, obviamente, reeleito, mas pelos vistos cresce o número de adeptos do clube que parecem já não o ver como o líder de outros tempos. À crise desportiva junta-se, a olhos vistos, uma crise estrutural e uma crise de identidade.
E o resultado é claro: o FC Porto corre de novo o risco de não ganhar qualquer título no futebol pelo terceiro ano consecutivo, como já tinha sucedido no início deste século, e a contestação vai subindo de tom como poucas vezes se deu conta.
Com uma significativa diferença: se no passado o que se contestou foram, sobretudo, situações de treinadores, que viriam a resultar nos despedimentos de Fernando Santos em 2001, Octávio Machado no ano seguinte, ou ainda, mais tarde, de Luigi del Neri, Victor Fernández ou Co Adriaanse, agora o alvos parecem bem diferentes e estão muito mais no interior da estrutura dirigente do que na equipa de futebol. 
Isso é claro!
Apesar de tudo, é visível no universo azul e branco a preocupação de ir deixando o presidente portista fora do tom das maiores acusações e críticas. Parece ser contestado não pelo que fez mas sobretudo pelo que permitiu que fosse feito. E é nesse sentido que alguns não o verão já como o líder que os habituou a ser.
O presidente do FC Porto vai, obviamente, ser reeleito quando se assinalarem 34 anos exactos ao leme do clube, e vai, portanto, continuar a ser o 33.º presidente da história da nação azul e branca. Mas também vai ter muito trabalho e precisar de muita determinação para conseguir inverter nos próximos três anos o caminho dos últimos três.
E vai precisar de tomar boas decisões. No mínimo, melhores decisões. E vai precisar de recorrer ao melhor da sua intuição. E experiência. E conhecimento.
Resta saber se ao fim de todos estes anos o presidente do FC Porto olhará, finalmente, para dentro da estrutura. E, se olhar, o que fará e que decisões tomará. Será essa, julgo, a maior das curiosidades da maioria dos adeptos.
Percebe-se porquê."

João Bonzinho, in A Bola

A letra morta do regulamento

"É preciso recuar três décadas e meia para encontrar uma época com um sprint final para o título disputado apenas entre Benfica e Sporting. A este fado acresce a particular condição da temporada em curso, soit-disant, a mudança de lado da Segunda Circular de Jorge Jesus, e o efeito dominó que provocou em todas as peças que compunham o já de si precário equilíbrio entre os eternos rivais. É neste contexto conturbado que vai medrando a guerrilha verbal, com Alvalade a ter a primeira palavra, sem (quase) nunca ficar sem resposta.
Ontem, a propósito da nomeação de João Capela para o Académica-Benfica, Octávio Machado disse cobras e lagartos da escolha e recebeu como resposta, via João Gabriel, uma frase de Jorge Jesus, proferida há apenas dez meses: «João Capela é um grande árbitro». Ser ou não ser é a questão e a ver vamos se Pimenta Machado não vai regressar ao nosso imaginário, através da sua frase «no futebol, o que hoje é verdade amanhã é mentira.»
Como está à vista de todos, a época tem sido intensa e recheada de recados, nomeadamente, para os árbitros e muitas vezes antes dos jogos.
E era precisamente aqui que queria chegar, para lembrar que há um regulamento disciplinar, a quem, pelos vistos, ninguém liga. O artigo 67.º, Declarações sobre arbitragem antes dos jogos, postula que «o clube que (...) faça declarações ou emita juízos pondo em causa a imparcialidade ou competência técnica dos árbitros (...) designados para o jogo que vai disputar, bem como a nomeação desses agentes (...) é punido com a sanção de multa.» Perante o que se vê e ouve, nada acontece, nada se passa? Porquê?"

José Manuel Delgado, in A Bola

PS: Nem o Zé Manel consegue fugir ao politicamente correcto!!! Qualquer comparação entre a calúnia, difamação, mentiras, coacção... ditas pelos Lagartos, e as respostas do Benfica, é um absurdo!!! Meter tudo no mesmo saco, é ser cúmplice na estratégia Lagarta...

Benfiquismo (LXVIII)

Dias difíceis para os cabeleireiros e barbeiros em Portugal...

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Uma semana decisiva...

"Vamos ao que interessa, o regresso ao nosso campeonato, porque dos fracos e dos que não têm competência para a Liga dos Campeões não reza a história.

Benfica-Braga... e os melhores adeptos do mundo!
1. Naquele que poderia ser um dos obstáculos mais difíceis deste fim de época, conseguimos uma importantíssima vitória frente ao Braga. Com uma grande atitude da equipa.
Resolvendo o jogo, contra o adversário que, connosco, melhor futebol pratica no campeonato português. Num jogo sem casos, ao contrário do que, mais tarde, alguns tentaram fazer crer.
Não obstante a vitória clara e expressiva do Benfica - e como os fundamentos tendem a ficar cada vez mais escassos - ouvi por aí alguma contestação (um pequeno levantar de crista???), pelo facto do penalty assinalado, convertido posteriormente pelo Braga, ter sido marcado nos últimos minutos, quando o resultado já era de 5-0.
A esses, aos que se preocupam mais com o Benfica do que com o seu próprio clube, só lhes agradeço a atenção que vão tendo connosco.
Numa repetição de tentar inventar um inimigo externo para manter unido um exército em descrença crescente, farto, até, dos puxa sacos internos que todas as semanas elogiam qualquer coisa de fenomenal... do pequeno líder... ou do mestre...
Se se preocupassem mais com eles...
A esses, ainda, deixo uma dica: já podem colocar os contadores no zero... o penalty que tanto reclamavam contra o Benfica foi marcado.
Mas voltemos ao que é verdadeiramente importante: o Benfica!
E ao apoio incondicional dos adeptos, que, a par das exibições da equipa, vai, também, fazendo os resultados, como, aliás, ninguém se cansa de repetir.
Os melhores adeptos do mundo... sempre!
Que, sexta, na Luz, entoaram o Ser Benfiquista em uníssono, abafando a dada altura, a inconfundível voz de Luís Piçarra.
Momento emocionante vivido no Estádio da Luz, que nos transportou, por minutos, para os excepcionais e exemplares ambientes vividos nos estádios ingleses.
Mais de 61 mil pessoas a uma só voz e com um só objectivo!
Arrepiante!!!
Os tais mesmos adeptos que tão decisivos têm sido nesta fase do campeonato.
Um verdadeiro exemplo de paixão!
De paixão e da esperança que transportam e que invade cada um de nós a cada jogo, em cada competição! 
No Benfica-Braga, da 28.ª jornada, foram, apenas, 61 042 espectadores, o terceiro jogo mais visto, até agora, da Primeira Liga.
E como isso lhes dói, aos outros!!!
Para além do Benfica-Braga da jornada passada, dos 10 jogos com maior número de espectadores - segundo informação disponibilizada no site da LPFP -, sete dizem respeito, como não poderia deixar de ser, ao Maior que Portugal: Benfica-Sporting (63 054), Benfica-Porto (61 536), o já referido Benfica-Braga (61 042), Benfica-Estoril (53 285), Benfica-Arouca (51 511), Benfica- Tondela (51 314), Sporting-Benfica (49 699) e Porto-Benfica (49 209).
Desses oito jogos, apenas dois são fora, que correspondem, como também não poderia deixar de ser, ao clássico e ao derby.
Mais: se analisarmos, ainda, os restantes 10 jogos, ou seja, os 20 com maior número de assistências, em (mais) seis deles jogou... o Maior que Portugal.
O que significa, então, que desses 20, 14 são do Bicampeão!
E isso... é também o que lhes dói!
Para a história deste campeonato, mais uma vitória.
Mas, agora, o jogo mais importante da época será sábado, frente à Académica, em Coimbra.
Só faltam seis finais... mas ainda faltam seis finais!

Bayern-Benfica... e os melhores adeptos do mundo!
2. Regressando às grandes noites europeias, na terça, houve gala, em Munique. Não ganhámos, como todos desejávamos, mas também não fomos esmagados como alguns os outros - ambicionavam. O resultado de um 1-0, em Munique, permite-nos poder continuar a sonhar com a passagem às meias finais da Liga dos Campeões, apesar de não termos conseguido marcar o sempre desejado golo fora, que tanta diferença faz. 
Não tivemos muitas oportunidades, é certo, mas tivemos pelo menos duas de iminente golo...
Além do penalty claro que ficou por marcar.
Se fossemos de outros clubes, e no pressuposto que presidente e treinador nunca têm culpa de nada... diríamos que foi... a Gazprom... (se o ridículo matasse...)
Mas vamos ao que interessa - que dos fracos e dos que não têm competência para a LC não reza a História.
Porque para a história desta LC, e em particular para registo das oito melhores equipas da Europa - como isso lhes dói... - bom jogo do Benfica, seguro, equilibrado e com uma enorme atitude dos nossos jogadores... e adeptos!
Jogadores que foram dignos da camisola que envergam.
Adeptos que tiveram a capacidade - e, diria, o feito, tendo em conta a superioridade do número de adeptos do Bayem presentes - de silenciar o Allianz Arena, onde também estive.
Adeptos, uma vez mais! Cerca de 4 mil benfiquistas, que foram a voz dos milhões espalhados pelo mundo, que desde cedo fizeram a festa pelas ruas de Munique, entoando cânticos de apoio - o tal, incondicional - ao clube. Munique transbordou de Mística, por um dia...
Mas no que ao jogo propriamente dito diz respeito, concretizou-se aquilo que o próprio Pep Guardiola anunciou, talvez sem qualquer convicção, na conferência de imprensa de antevisão do jogo.
O mesmo Guardiola que, no final, confirmou a qualidade do Benfica, e que já tinha deixado escapar, na véspera, a sua admiração pelos números que traduzem o trabalho desta equipa... 33 golos sofridos, até ao jogo com o Bayern, em todas as competições.
De facto, não obstante outros factores - de que é exemplo a nossa linha atacante, que não passa despercebida - uma equipa que sofre tão poucos golos só pode impressionar!
Na terça, apesar do golo sofrido, a organização defensiva do Benfica foi evidente... e que o digam Muller e Lewandowski, por exemplo, bem controlados por Jardel e Lindelof.
Para Lisboa ficará a decisão final.
Onde teremos de voltar às grandes noites europeias, à Benfica.
E a julgar pelo apoio em Munique, a Luz será um autêntico Inferno!!!
O sonho das meias-finais continua!!!

Contas de outros rosários...
3. Mas regressemos à nossa Primeira Liga, até porque o Bayern não tendo sido, anteontem, de outra galáxia, também não é facilmente defrontado por qualquer outra equipa deste nosso campeonato... Desde segunda-feira que a luta pelo título ficou praticamente - para não dizer totalmente - reduzida a dois. De facto, com a derrota do Porto frente ao Tondela, a equipa que está em último lugar no campeonato, mais um capítulo se fechou na já terminada hegemonia nortenha de outrora. Uma vez mais, soaram os alarmes... ou os sinos dos Clérigos.
A estrutura, não tendo já a força que teve, começa a ficar convicta da necessidade de uma urgente mudança, percebendo agora que o reinado está a chegar ao fim.
Os problemas existentes são estruturais... por mais que não queiram, ou possam admitir. E não se resolvem, estou certo, com algumas operações de cosmética, contratando muito, vendendo pouco, e trocando aqui ou ali de treinador.
Não adianta, também, culparem os árbitros, como recentemente o seu presidente o fez. Quem acredita nessa responsabilização está, inevitavelmente, doente dos olhos ou alheado da realidade.
Não sendo um assunto que me preocupa, como é evidente, a mudança será um mal necessário e, ou essa liderança se esgota pela vida do seu presidente, encontrando-se posteriormente um novo líder, ou da maioria actual haverá alguém que perceberá que outro terá de ser o caminho a seguir. Enquanto isso não acontece, aguardaremos as cenas dos próximos episódios, ou dos próximos jogos, no caso, com especial expectativa para o que acontecerá no já não muito distante Porto-Sporting. Por um lado, a evidente questão de honra do Porto em não ser humilhado por um dos seus maiores rivais. Por outro lado, a evidente, também, intenção de impedir a revalidação do título do Benfica.
Por fim, o efeito psicológico, qual fantasma - quase maldição - das Antas sob o treinador do Sporting. Aguardemos com serenidade.

Uma camisola, várias emoções... a dar cartas na Europa
4. Não falando, já, no futebol - e na hipotética passagem às meias finais da LC - devemos uma palavra de grande apreço e de felicitação às equipas de hóquei, de andebol, de futsal e de voleibol do Benfica, por toda a raça e ambição que têm demonstrado, a assegurarem a presença nas meias-finais (pelo menos) das competições europeias de cada uma dessas modalidades.
No voleibol, infelizmente, fomos afastados nas meias-finais da Challenge Cup, pelo Calzedonia Verona. No andebol, e depois do grande jogo contra o Porto, na meia-final da Taça de Portugal, que nada teve a ver com o também recente, e igualmente enorme, jogo da meia-final do campeonato nacional, conquistamos a Taça de Portugal - também já contestada, como seria expectável (no campeonato, falta apenas uma vitória para alcançarmos a tão desejada final).
Na Europa, também na Challenge Cup, venham de lá, nas meias-finais, os noruegueses do Fyllingen! No hóquei, o Benfica está na Final Four da Liga Europeia, seguindo-se, nas meias-finais, o Barcelona. E no futsal, o Benfica está, também, na Final Four da UEFA Cup, seguindo-se, nas meias-finais, os russos do Ugra.
O que dirão os que acham que o Benfica não é a maior potência desportiva nacional?
Numa palavra... gigantes!!!
À BENFICA."

Rui Gomes da Silva, in A Bola

Buracos e tacadas

"Há dias, li que, na China, foram encerrados mais de 60 campos de golfe. Segundo a notícia, e não obstante a sua interdição em 2004, continuam a proliferar os campos na razão directa dos novos-ricos e poderosos chineses. De tal modo que as autoridades fazem vista grossa, autorizando os campos desde que não sejam descritos como... de golfe! Uma mestria burocrática para chinês comum (não) ver...
Nunca gostei de golfe, nem aprecio o seu pseudo elitismo. Mas a obsessão contra este desporto, lá considerado factor de corrupção, evidência uma restrição grotesca num país onde, em quase tudo o que cheire a negócio, a ideologia cedeu ligar o lugar ao pragmatismo comercial e do lucro rápido e orientado.
Dizem as autoridades chinesas que o problema é, também, ambiental. Ou seja, não residerá, apenas nos buracos, com também no green. Daí nada melhor que uma boa tacada, clara está acima do par. E, pelos vistos, o handicap depende não do jogador, mas do que está em jogo ditado pela nomenclatura do poder.
Parece que no golf a musculatura é crucial. Eu, que nada percebo deste desporto, transcrevo o que li na Wikipedia: Ter músculos mais fortes nos pulsos pode prevenir que eles acabem torcidos pelo swing, o movimento de rotação feito para realizar uma tacada. Talvez por isso, o partido único da China ache que o golfe é sinónimo de corrupção. Pelo menos muscularmente. Donde há que acautelar o swing das tacadas.
Já no futebol chinês, o par é outro. Brota dinheiro - sabe-se lá de onde - para importar craques futebolistas (mesmo que já em fase de reforma antecipada) e lhes principescamente. Com ou sem tacadas."

Bagão Félix, in A Bola

Os efeitos de uma boa derrota

"Quando ainda ecoam os elogios à prestação do Benfica em Munique, é preciso lembrar aos mais entusiasmados que a conquista da Champions é um paraíso apenas acessível a 4 ou 5 gigantes do futebol europeu. E que o Benfica não está nesse grupo. O que as águias fizeram na Alemanha, no entanto, foi exactamente aquilo que deveriam ter feito - desfrutar o momento, mas com elevado sentido de responsabilidade. Cumpriram-se assim vários objectivos: a equipa ficou a saber que tem condições para criar dificuldades até ao todo-poderoso Bayern (os rivais portugueses sofreram derrotas traumáticas na última vez que pisaram aquele estádio); saiu reforçada a confiança num momento crucial da temporada; o grupo não regressou a casa destroçado; e garantiu-se ainda que a Luz, no jogo da 2.ª mão, vai rebentar pelas costuras, com uma atmosfera especial para um momento também especial.
As consequências do embate com o Bayern não ficam por aqui. Esta exibição da equipa de Rui Vitória representou mais um passo importante na recuperação da dimensão europeia que Vieira sonhou para o Benfica. Por fim, a cereja em cima do bolo foram as palavras de Guardiola nos últimos dois dias. Frases como "Renato Sanches é, de longe, o melhor jogador europeu com a sua idade" ou "há muito tempo que não via uma equipa defender tão bem" chegaram a todos os cantinhos do Mundo. Que valor tem a palavra de Pep? Por fim, quando o Wolfsburgo - 8.º classificado da Bundesliga a 34 pontos do líder Bayern - conseguiu fazer o que ontem vimos frente ao Real Madrid, fica tudo dito em relação ao mérito daquilo que o Benfica fez na Allianz Arena.
Hoje é dia de Sp. Braga-Shakhtar. Um desafio à medida da ambição do presidente António Salvador e da qualidade da equipa de Paulo Fonseca."

Palavra de Octávio

"O tempo acelerou, e o futebol evoluiu, mas há quem teime em não perceber isso. Há quem tenha parado no tempo, agarrado a velhas táticas parolas e provincianas que marcaram uma época no futebol português, mas isso já foi há 20 anos.
Insinuar é demagógico, lançar a suspeição de forma gratuita é abjecto. Para sermos respeitados, temos de saber respeitar.
Octávio Machado questiona as opções do seleccionador nacional, coloca em causa a competência e a independência da FPF e da Liga e, pior, lança de forma cobarde a suspeição sobre o árbitro João Capela, como lançará sobre cada um dos árbitros que até final do campeonato vierem a arbitrar jogos do SL Benfica.
Mas, para sermos credíveis, temos de ser coerentes. Quando a difamação, a insinuação e o insulto passam a fazer parte da nossa pele e da nossa história de vida, o que dizemos deixa de ter sentido ou valor.
Lembram-se do que Octávio Machado já disse de Jorge Nuno Pinto da Costa, de José Roquette e, já agora, de Bruno de Carvalho? Já disse tudo e o seu contrário. O seu curriculum a nível de declarações públicas é o retrato que melhor ilustra a sua credibilidade. Ou, melhor, a falta dela.
O oportunismo da palavra é evidente, lança as mais torpes suspeições sobre quem quer que seja, se achar que disso pode tirar alguns dividendos.
Lançar a suspeição sobre o carácter e a integridade dos árbitros portugueses revela pequenez de espírito, cobardia intelectual e, acima de tudo, uma gritante falta de ética e princípios.
Uma coisa é certa, a aparente impunidade que este tipo de declarações tem merecido por parte dos órgãos jurisdicionais competentes não ajuda a credibilizar o futebol português.
Não se tratou de um ato isolado, mas de uma prática repetida que, apesar de já ter sido denunciada, não mereceu até agora qualquer castigo por parte da Liga ou da FPF. E esta aparente inércia tem-se revelado um convite à repetição deste tipo de práticas que só ajudam os medíocres.
E, sim, Octávio Machado tem razão num ponto. Há uma grande diferença entre João Mário, Adrien Silva e Renato Sanches.
É que Renato Sanches tem, no SL Benfica, dirigentes que sabem respeitar o valor de todos os jovens talentos portugueses, sejam eles de que clube forem. No Benfica, respeitamos e valorizamos o contributo de João Mário e Adrien Silva na selecção nacional, pelos vistos Renato Sanches não conta com esse mesmo reconhecimento por parte dos dirigentes do Sporting Clube de Portugal."

Jornalismo criativo

"O SL Benfica, através do seu ecletismo, tem contribuído para a divulgação do Desporto, mas lamenta que alguns jornalistas teimem em desrespeitar a profissão, os deveres de rigor e a necessidade do contraditório. 
As modalidades e a actividade de competição para lá do Futebol precisam de visibilidade na imprensa, contribuindo assim para o desenvolvimento desportivo no país e engrandecimento da cultura desportiva. O Sport Lisboa e Benfica, através do seu ecletismo, tem contribuído decisivamente para isso, mas lamenta que alguns jornalistas teimem em ser mais assessores de comunicação - de determinados Clubes, secções, pessoas - e que desaproveitem a pouca cobertura mediática que as modalidades têm com mentiras e invenções.
O jornal A Bola, que merece respeito e consideração institucional, tem nas últimas semanas insistido em alegados interesses do Futsal do SL Benfica em atletas. Infelizmente, tem sido espaço editorial ocupado com "notícias" cheias de criatividade e sem fundamento. Nem mesmo o procedimento de obter o contraditório ou a versão do Clube foi tentado.
Duarte, Déo, Divanei e, agora, Ruiz são atletas de valia internacional, mas não fazem parte dos planos da equipa de Futsal do SL Benfica para a época 2016/2017!
O jornalismo desportivo passa tantas vezes a JORNALISMO CRIATIVO quando uma jornalista com algumas qualidades profissionais prefere dar total crédito e ser usada por fontes anónimas que apenas associam o nome do SL Benfica a certas "informações" para se valorizar ou para servir interesses de contra-informação.
A profissional em causa raramente procura o contraditório, preferindo tecer opiniões subjectivas e mal sustentadas. Por exemplo: considerar “feliz” o sorteio das meias-finais da UEFA Cup para o Benfica, quando calhou em sorte, apenas, a equipa que goleou por 5-1 o actual campeão europeu de Futsal.
O objectivo desta comunicação visa, também, alertar os leitores do jornal A Bola sobre a natureza e as “fontes” de determinadas notícias.
E que fique claro:
- sem colocar em causa o valor do atleta, o Benfica não tem qualquer interesse em José Ruiz;
- ninguém do Clube falou com o jogador, nem com o seu empresário;
- o descrédito é tão grande que identificam um jogador para a mesma posição de um outro que já deram como reforço certo - também sem fundamento, Duarte;
- ninguém do SL Benfica foi contactado para confirmar a informação. A resposta teria sido muito mais curta que a presente comunicação oficial: "É mentira. Não há interesse!"

NOTA FINAL:
Na presente temporada, o SL Benfica já atingiu as meias-finais de competições europeias por equipas em quatro modalidades - Andebol, Futsal, Hóquei em Patins e Voleibol -, estando ainda a disputar o acesso a esta adiantada e prestigiante fase no Futebol. Uma verdade factual e indesmentível, que não necessita qualquer contraditório. E isto sem contar com o Atletismo e as respetivas participações entre a elite europeia nas Taças dos Clubes Campeões Europeus de Corta Mato e Pista, ao ar livre."

Benfiquismo (LXVII)

O bólide amarelo...!!!

Tenho a 'sorte', de ainda hoje, de tempos em tempos,
observar o antigo carro desportivo do King...
... já que o actual proprietário, é meu 'vizinho'!!!

É para lutar até ao fim...

Oriental 1 - 3 Benfica B


Finalmente uma vitória. 1.ª parte boa, com muito desperdício. Deviamos estar a golear ao intervalo, em vez do 0-1. No 2.º tempo, o Oriental empatou logo... e ficámos intranquilos, e o Oriental teve várias oportunidades para passar para a frente... felizmente nos últimos minutos, com 2 grandes golos, conseguimos os 3 pontos...

Uma não-vitória hoje, tornaria a manutenção muito complicada. Continuamos na linha de água, esta vitória ajuda, mas não decide nada, temos que continuar a pontuar... Por este caminho, temos que fazer mais de 55 pontos para garantir a manutenção!!!


A Liga ao rubro

"Está ao rubro a Liga (perdão - está emocionante - não quero ofender o cromo-fundamentalismo). Com o Porto afastado por erros próprios, há muito não se via esta luta taco-a-taco entre os grandes clubes de Lisboa. Seis jornadas que poderão ser mesmo seis para se encontrar o campeão.
O Benfica tem a vantagem de ser líder, dependendo de si próprio, mas sem a folga sequer de um empate. O calendário e a estatística são-lhe, em tese, mais vantajosos. Mas isso é teoria. Afinal um jogo considerado difícil (SC Braga) foi fácil e um dos teoricamente mais acessíveis foi por demais complicado (Boavista). E será que o Sporting vai encontrar um Porto sem motivação e um Braga a pensar mais na semana seguinte (final da Taça)?
O Benfica tem o melhor ataque e melhor defesa (aqui com o SCP). E o maior número de vitórias (23, ou seja 82%). Perdeu 9 p. com os dois rivais, mas apenas 5 com as outras equipas. Já o SCP perdeu apenas 3 p. com os rivais (SLB, falta o jogo no Dragão), mas desperdiçou 13 com os outros (dos quais, 6 em casa). O campeonato é uma prova de regularidade, logo o Benfica vai à frente, justificadamente.
Os leões classificaram o penalty contra o Benfica como «vergonha sem limites». Além de uma ilimitada amnésia sobre um recorde que lhe pertence (o quádruplo dos jogos do SLB!!!), acham que os penalties têm os seus minutos apropriados. Coitado do Nélson Semedo, o autor da vergonha!
A propósito de vergonha, quando se conclui o processo Slimani? Talvez nos limites da vergonha...?

P.S. O Benfica em Munique não igualou o Tondela no Dragão, mas foi sereno e não teve medo. O Schadenfreude dos 6 e 7 não aconteceu."

Bagão Félix, in A Bola

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Difícil, mas deixou de ser impossível...

"Mérito de Rui Vitória na capacidade que o Benfica teve de emperrar a mortífera máquina alemã.

Nada é mais irritante em futebol do que um... se. Um se é uma hipótese que não acontece, um facto que não se realiza, uma oportunidade que não surge, uma esperança que não aparece, uma espera que nunca chegará. Assim sendo, não vale muito a pena pensar o que seria esta eliminatória caso Jonas tivesse concretizado uma das duas grandes oportunidades de golo de que dispôs para marcar e deixar o mundo do futebol de boca aberta de surpresa. Nem vale a pena pensar no assunto. Vale a pena, isso sim, admirar o carácter de uma equipa que entra em Munique condenada e sai de Munique com a legítima esperança de discutir a eliminatória até à última gota, no estádio da Luz, ganhando, de pleno direito, o estatuto devido a um grande europeu.
Dê-se, pois, o devido mérito a Rui Vitória pela capacidade que a sua equipa teve de emperrar a mortífera máquina alemã. O Bayern é uma grande equipa de grandes jogadores. Tem um treinador experimentado e vencedor. Não é fácil, para nenhuma equipa do mundo, complicar o sistema alemão, meter um grão de areia na impecável engrenagem, fazer calar o infernal ambiente da Arena. Ora, o Benfica teve esse mérito, mais o de deixar a impressão de que, com um pouco de sorte, até poderia ter ido ainda mais longe. E isso é algo de invulgar e que deve ser devidamente sublinhado e apreciado, tanto mais que ainda há poucos anos, a ideia de um Benfica europeu competitivo e digno parecia, apenas, uma miragem.
Teremos, então pela frente, uma semana de legítima expectativa. O que parecia ser uma impossibilidade transformou-se em algo muito difícil, mas possível. Daí que seja previsível que a segunda mão nos devolva a Luz das grandes noites europeias. Aquelas noites que deixaram saudades e que já se pensava que não mais iriam voltar."

Vítor Serpa, in A Bola

A luz continua acesa

"Não foi a noite europeia que uma grande maioria esperava, a confirmar assim, mais uma vez, que o futebol é imprevisível e que os resultados só se tornam na expressão definitiva dos jogos quando é dado o derradeiro pontapé na bola.

De facto, a resistência do Benfica, em Munique, frente ao todo-poderoso Bayern que permite trazer para Lisboa a definição da eliminatória por ter perdido por apenas um golo, não estaria no horizonte, inclusive, de muitos muitos adeptos do Benfica.
O mesmo pode concluir-se da derrota do Atlético de Madrid em Barcelona, onde chegou a estar a vencer por 1-0 e acabou com apenas dez jogadores em campo, e que leva para o Vicente Calderón a solução deste cotejo espanhol dos quartos-de-final da Liga dos Campeões Europeus.
Porque o que mais nos interessa é a presença do campeão português no Alianz Arena de Munique, algumas breves notas para fazer subir a primeiro plano esta prestação dos encarnados.
Desde logo, um golo sofrido muito cedo pareceu adensar as nuvens à volta daquilo que poderia vir a ser a sorte do Benfica.
Mas a verdade é que a equipa não se desuniu e foi até capaz de criar alguns embaraços a Pep Guardiola. Reconheça-se, porém, a superioridade do campeão germânico, expressa em todos os vectores, o que permite adivinhar grandes dificuldades no jogo de retribuição.
O Benfica fez um jogo marcado pela qualidade, com uma enorme solidariedade entre todos os atletas, o que tornou possível resistir a uma das melhores equipas do mundo.
Desfrutou até de oportunidades para poder chegar ao empate, mas por essa ausência de golos é também responsável a formação do Bayern.
Terá ficado um penalty por marcar a favor dos comandados de Rui Vitória?
A serem seguidos os critérios dos árbitros portugueses não ficam dúvidas a esse respeito.
Só que o juiz era oriundo da Polónia, e a Champions não é o campeonato português.
Fica a faltar apenas uma semana para se conhecer o destino do Benfica na Europa.
Até lá, a Liga portuguesa vai falar mais alto, e as atenções estão já viradas para o Estádio Municipal de Coimbra."


PS: Ora, aqui está, um dos fundamentalistas do colinho Benfiquista, desta vez a 'desculpar' o penalty de Munique!!! É a coerência...