Últimas indefectivações

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Derrota em Oliveira de Azeméis...

Oliveirense 79 - 76 Benfica
17-13, 21-23, 14-20, 27-20

Não foi por causa desta derrota que perdemos a liderança! A Oliveirense e os Corruptos praticamente só perderam connosco, ou entre eles... nós é que andámos a perder com os outros!!!
Quando chegarmos ao final da época, vamos sempre que dividir a época em duas partes: com o Robinson e o Sanders; e com o Todic e o Pitts...!!!

No próximo sábado, em Alvalade...

"O Sporting parece ter 'via verde' para o acesso à Champions. Porém, é bom não esquecer que os desígnios do 'derby' são insondáveis.

O derby é um jogo especial, onde a lógica é muitas vezes remetida para segundo plano. Esquecer esta realidade é esquecer a história do futebol português. Por isso, apesar do favoritismo do Sporting na corrida pelo segundo lugar que abre as portas da Champions, será no mínimo imprudente declarar o óbito das esperanças encarnadas.
Dito isto, é evidente que a equipa de Jorge Jesus chega ao próximo sábado com mais e melhor futebol do que o rival, com os jogadores confiantes e preparada para fazer uma festa que parecia impossível ainda há duas semanas. Do que tem acontecido em Alvalade após a viagem a Madrid muito se falou e uma realidade emerge, esmagadora: Jorge Jesus assinou uma obra de autor ao evitar que o balneário implodisse; sem o know how do técnico verde-e-branco, quem sabe onde estariam agora os leões. Provavelmente, como Jesus disse à administração da SAD na última terça-feira, «se não fosse eu, nenhum de nós estaria hoje aqui...»
Quanto ao Benfica, que se desloca a Alvalade em estado de emergência, a responsabilidade é tremenda, porque só um resultado positivo evitará que esta época seja uma catástrofe percurso desprestigiante na fase de grupos da Liga dos Campeões, com seis derrotas em seis jogos; eliminado da Taça de Portugal pelo Rio Ave; eliminado da Taça da Liga pelo V. Setúbal..
A que se deve, então, esta temporada tão pobre do Benfica, que teve como ponto mais baixo a derrota caseira (justíssima) frente a um Tondela que vulgarizou a turma de Rui Vitória? Fundamentalmente, houve um erro de avaliação da SAD; que não valorizou suficientemente a importância da época 2017/18, que abria apenas uma vaga directa para uma Champions que no próximo ano praticamente dobra os prémios monetários. É verdade que Rui Vitória não deu, em muitas circunstâncias, a melhor conta do recado, é também verdade que a ausência de Jonas penalizou muito o jogo dos encarnados (e querer que Jiménez fizesse de Jonas não devia passar pela cabeça de ninguém...). Mas a maior verdade de todas é que houve um desinvestimento desajustado na equipa de futebol e o Benfica, ao abater na dívida de forma significativa, perdeu qualidade e classe. Numa fase super sensível na vida do clube, muita decisão importante está para ser tomada...

Nazaré rainha das maiores ondas do mundo
«Trabalhei em cima do meu medo para viver esse sonho e fui abençoado com uma onda enorme do jeito que eu sonhei»
Rodrigo Koxa, surfista de ondas grandes
Rodrigo Koxa, brasileiro, sucedeu a Garrett MacNamara, norte-americano, no recorde mundial de maior onda surfada, nada mais, na menos do que uma montanha de água com 24,38 metros. Denominador comum de Koxa e NcNamara, a praia do Norte, na Nazaré, onde rebentam as maiores vagas do planeta, um ouro salgado que a cidade de pescadores recebe com agrado.

Higuín em guerra surda com Nápoles
Nápoles idolatra o argentino Maradona e odeia o argentino Higuín. No sábado, o ponta-de-lança da Juventus fui decisivo na vitória da Vecchia Signora no Meazza, frente ao Inter, afastando os napolitanos (para já) do assalto à liderança do campeonato. A Seria A está ao rubro e a Juve mais perto do hepta...
(...)"

José Manuel Delgado, in A Bola

PS: As análises resultadistas de jogo de futebol são uma praga insuportável, mas pronto..!!! Até parece que nem é preciso ver o jogo... a crónica é escrita consoante o resultado final, algumas até já devem estar escritas antes!!!

Contra os assobios, gastar, gastar

"Com a derrota em casa frente ao Tondela, o Benfica tornou a crise em que entrara, ao perder com o FC Porto, num tombo de consequências imprevisíveis. Ou talvez não, já que muito dificilmente Luís Filipe Vieira poderá conter o desânimo geral e manter Rui Vitória, cuja saída levará o plantel a uma remodelação tão profunda que o sonho do presidente de caminhar no sentido do saneamento financeiro será necessariamente posto em causa. Vai ser preciso comprar e comprar bem, gastar milhões e muitos.
Antes, há outro grave problema por enfrentar: o do segundo lugar no campeonato. Fracassando no sábado, em Alvalade, o Benfica ficará afastado de uma posição em que poderia vir a qualificar-se para a Liga dos Campeões, levando com isso um rombo de dezenas de milhões de euros. E hoje não se está a ver, com o Sporting moralizado, como irá Rui Vitória conseguir reverter o défice de confiança dos seus jogadores.
Mas não é só Vieira a ter de debater-se com um inesperado e avultado investimento. Também o líder do Sporting, aparentemente com menos hesitações, se prepara para fazer uma razia na tesouraria, no seu caso para contratar Ricardinho, que confessou aos média espanhóis ter "uma oferta com verbas que não se voltarão a escutar no futsal". Portanto, os opositores do presidente leonino – ora acometidos de penosa mudez – que garantiam que os salários no Sporting ‘comiam’ 70% das receitas, vão agora ter de subir a percentagem para contemplar os valores milionários da transferência e do contrato com o ex-benfiquista.
Trata-se, obviamente, de uma jogada de marketing, talvez superior à que trouxe Jorge Jesus para Alvalade. É que se a apresentação do melhor futsalista mundial se der no sábado, a minutos do dérbi, isso esboroará ainda mais a autoestima encarnada no momento de um confronto decisivo e livrará o presidente do Sporting de apupos e assobios por longo tempo.
"Oxalá se passasse em Espanha", comentava ontem o diário ‘Marca’, após a sublime homenagem que o Manchester United, através de Alex Ferguson e José Mourinho, promoveu ao ‘velho inimigo’ Arsène Wenger, antes do seu último jogo em Old Trafford, com as cores do Arsenal. Mas já a caminho do banco o público afecto à equipa da casa ovacionara um dos grandes responsáveis pela dimensão que tem hoje a Premier. Não se poderia acrescentar "oxalá se passasse em Portugal"? Não vou tão longe, nem serei tão ingénuo. Por cá e para início de conversa, bastaria que os grunhos com telhados de vidros deixassem de atirar pedras aos dos vizinhos. Só que mesmo isso é pedir-lhes demasiado.
O último parágrafo é dedicado à roda da sorte que encravou para dois técnicos portugueses. Um é Leonardo Jardim, que viu o Monaco cair para terceiro lugar da Ligue 1, que não dará acesso directo à Champions, após mais uma exibição decepcionante. O outro é Carlos Carvalhal, que tem o Swansea de novo ‘encostado’ às posições de descida na Premier. A fé dos galeses está agora concentrada na última das duas jornadas que faltam, em que receberão em casa o Stoke City, adversário directo que terá forçosamente de vencer. Treinador sofre, a vida é dura."

Suplementos de energia

"A confirmar-se o uso de doping por um jogador ou por um clube, as consequências desportivas e reputacionais seriam terríveis. Ninguém aceitará correr esses riscos.

Os três grandes foram visitados no fim da semana passada pelos “vampiros”, os funcionários que fazem recolhas de sangue e urina para análises antidoping.
Acredito que os grandes clubes (e mesmo os pequenos) tenham hoje muito cuidado com esta questão. A confirmar-se o uso de doping por um jogador ou por um clube, as consequências desportivas e reputacionais seriam terríveis. Ninguém aceitará correr esses riscos.
Mas sendo isto assim, já admito que as equipas elejam certos jogos como prioritários - e se preparem para eles tomando “suplementos de energia” legais que melhorem o rendimento dos jogadores, levando-os a superar os seus limites. Uma observação atenta do comportamento das equipas aponta claramente nesse sentido.
O recente Benfica-Porto na Luz era um jogo decisivo para ambos. É natural que os dois se tenham preparado especialmente para ele. O Porto mostrou-se mais forte - e foi num crescendo, acabando o jogo a dominar o adversário. Mas o que aconteceu no jogo seguinte, contra o Sporting, para a Taça? O Porto foi caindo a pique, terminando o desafio de gatas. Os jogadores portistas já não podiam com uma gata pelo rabo.
E com o Sporting passou-se o contrário. Para os leões, o Sporting-Porto era um dos jogos mais importantes da época, pois, perdido o campeonato, a Taça de Portugal tornava-se prioritária. Era aqui que o Sporting tinha de apostar tudo. Assim, depois de um início titubeante, a equipa melhorou com a passagem do tempo, dominou a segunda parte e no prolongamento esteve imparável, asfixiando o adversário. No entanto, no jogo seguinte, contra o Boavista, em Alvalade, o Sporting estava de rastos, foi caindo ao longo do encontro e fez a segunda parte com o credo na boca.
Quanto ao Benfica, no jogo que se seguiu à “final” contra o FC Porto, foi o que se viu: na segunda parte do jogo com o Estoril também naufragou - e só venceu nos descontos com um golo caído do céu, ou seja, saído da cabeça do pequeno Salvio. Já à derrota contra o Tondela não atribuo ao mesmo fenómeno, pois tratou-se de um jogo atípico.
Mas este não é um exclusivo do futebol português. As grandes equipas europeias também fazem muitas vezes péssimos resultados a seguir a jogos da Champions. Claro que se poderá dizer que isso resulta do cansaço físico e psicológico produzido por esses jogos. Claro que sim. Mas o que nós vemos nesses confrontos europeus decisivos é as equipas superarem-se, jogarem melhor do que habitualmente, o que me leva a falar dos tais “suplementos de energia”.
Ora, superando-se os jogadores, indo às suas reservas, nos jogos seguintes quebram, vão-se abaixo. E vão-se abaixo numa curva descendente: começam bem o jogo, mas perdem gás com a passagem do tempo e acabam a arrastar-se pelo campo. Estão a pagar a fatura pela “superação”."

Inscrição e representação de jogadores menores de idade

"1 - Podem jogadores menores ser inscritos em clubes estrangeiros, com autorização da FIFA?
Sim, em determinadas condições, que são resumidas pela própria FIFA como casos onde são tidas em consideração circunstâncias específicas de cada criança, avaliando-se eventuais oportunidades de integração que a prática de futebol, num país diferente do seu, possa proporcionar. Sempre com análise cuidada do contexto em causa, diz a FIFA, de modo a garantir que abusos do passado sejam evitados e assegurados ambientes seguros ao desenvolvimento do jogador-criança. Sendo que a idade a partir da qual crianças praticantes de futebol nos seus países, podem ser autorizadas a registarem inscrição (pela primeira vez, ou serem transferidas para outro clube) noutro país, situa-se nos 10 anos de idade! Até 2015, só era possível a mudança internacional aos 12 anos, mas foi reduzido esse limite mínimo.

2 - Podem jogadores menores de idade ser representados por intermediários em Portugal?
Não. Quer a legislação pública (Lei 54/2017, de Julho do ano passado), quer a regulamentação federativa (Regulamento dos Intermediários da Federação Portuguesa de Futebol) o proíbem. No primeiro caso, de modo expresso no Art. 36º (quanto ao exercício da actividade de empresário desportivo), nº3: É vedada ao empresário desportivo a representação de praticantes desportivos menores de idade. No segundo, conforme consta no Art.5º (da contratação de intermediários), nº4:O intermediário não pode agir em nome e por conta de praticantes desportivos menores de idade. Significa isto que os empresários portugueses estão em perda de competitividade para com outros estrangeiros, por exemplo, os ingleses! Isto porque, a Federação Inglesa de Futebol (FA) permite a representação de jogadores de futebol menores de idade; se concedida a autorização, que pode ser também para representar um clube numa contratação. Excesso de zelo lusitano, ou falta de cuidado inglês?"

Alvorada... do Bernardo

Benfiquismo (DCCCXIII)

King e o seu ídolo !!!

domingo, 29 de abril de 2018

Vitória... a caminho da Finalíssima

Benfica 3 - 1 Sporting
25-23, 25-18, 19-25, 25-19

Mais uma excelente exibição, coroada com uma vitória, empatando a Final... levando a decisão para o 5.º jogo, que será jogado na Terça. Só no Jogo 2, jogámos abaixo do nosso potencial, nos outros 3 jogos fomos melhores, a derrota no Jogo 3, foi difícil de 'engolir'... o facto do Sporting ter um plantel com mais profundidade e aproveitar-se disso, rodando os jogadores com mais frequência, num jogo disputado a 5 Set's poderá ser decisivo... portanto o melhor é mesmo resolver as coisas rapidamente...!!!
Uma nota importante: comparado com os jogos com o Sp. Espinho estas arbitragens até têm sido 'boas', mas mesmo assim, hoje, houve várias tentativas de equilibrar o jogo, quando o Benfica tentava fugir... e no 1.º Set tiveram quase a resultar, sendo que no início do 4.º Set foi em fartar de vilanagem...!!!



PS: Parabéns às nossas meninas do Polo Aquático pela vitória na Taça de Portugal (a 2.ª do currículo)... com um emocionante 8-7 no prolongamento!

Derrota...

Benfica B 0 - 1 Guimarães B


Jogo equilibrado, o empate seria o resultado justo... num jogo sem vários jogadores que 'baixaram' aos Juniores!
A permanência ainda não é certeza matemática, mas é bastante provável... mas...!!!

E depois do adeus

"Fica a memória do sonho. Fica a emoção sentida. Fica o sonho de uma conquista. Que seria única. E que, acredito, haverá de ser alcançada.

1. O título leva-nos a uma canção emblemática. O título, dias depois da festa de Abril livre, leva-nos a memórias, emoções e sonhos. Vividos e sentidos. Com a derrota de ontem e a vitória do Sporting em Portimão, acredito que a luta pelo acesso à Liga dos Campeões vai ser tão disputada quanto renhida. Mas o que aqui conta é que, salvo milagres impossíveis, o Benfica perdeu ontem tudo. Perdeu o jogo face a um Tondela sagaz e eficiente. Parabéns Tondela! Perdeu Rui Vitória frente a Pepa. Que mostrou que tem futuro. E merece ter! Perdeu Luisão face a Ricardo Costa. Cláudio Ramos defendeu muito. E bem. O Benfica ficou intranquilo com o empate e ainda mais com o segundo golo antes do intervalo. O certo é que nos dois últimos jogos na Luz o Benfica perdeu tudo. Foram duas derrotas consecutivas neste bonito Estádio da Luz. Frente ao Futebol Clube do Porto e frente a este ousado Tondela. No arranque de Abril sonhava com o penta. Neste final de Abril tem de ser agarrar, com denodo, à luta difícil pelo segundo lugar desta Liga. Ontem o Benfica mostrou que sem Jonas vale menos. E sem Jardel e Fejsa o colectivo é mais débil. E que algumas substituições, vistas da bancada, não foram conseguidas e que houve jogadores que deveriam ter ficado no relvado. O Benfica perdeu tudo. Dolorosamente. Nos momentos derradeiros. Naqueles que não era possível perder. A desilusão é imensa. a dor intensa. E logo na época em que o penta era o sonho legítimo. Fica a memória do sonho. Fica a emoção sentida. Fica o sonho de uma conquista. Que seria única. E que, acredito, haverá de ser alcançada. Já que o sonho comanda a vida. A nossa vida.


2. (..)


3. Há semanas adquiri um livro que li de um fôlego. É uma autobiografia de Puskas. 'Puskas sobre Puskas'. É um livro delicioso que resulta de um conjunto de entrevistas gravadas em que esse grande jogador da história do futebol - como Di Stéfano e Maradona, Pelé e Eusébio cujo próximo filme, 'Ruth', terei que ver agora que chega aos écrans! - se abre ao historiador Rogan Taylor  e também a Klara Jamrich - e relata a sua vida como capitão da Hungria e a sua década gloriosa no Real Madrid. Este livro é um exemplo da história oral que também importa fazer em Portugal. Há jogadores vivos que merecem contar a sua história. António Simões e José Augusto. Toni e Vítor Manuel. António Oliveira e Manuel José. Shéu e Rodolfo. Hilário e Humberto Coelho. Entre tantos outros. E já com Carla Couto e Edite Fernandes a entrarem nessa imensa lista do registo da história viva do futebol português. Acredito que o Museu do Desporto poderia assumir esta alma vida. Do futebol e também do desporto português. Que tem homens e mulheres que merecem largos minutos de história oral!"

Fernando Seara, in A Bola

De palhaçada em palhaçada...

"... até à palhaçada final. Ou como, enquanto se achar normal o que se tem passado, mais vale sorrir enquanto vemos o futebol definhar.

1. Desta vez António Salvador nem precisou de citar Bernard Shaw para merecer, ele próprio, uma citação. «Isto é uma vergonha», disparou o presidente do SC Braga durante a Assembleia Geral da Liga. Foi, de facto, uma vergonha o que se passou numa reunião que deveria servir apenas para discutir temas de superior importância para o futebol português. Transformou-se, contudo, em mais um espaço para lavar roupa suja - como se já não os houvesse em número mais do que suficiente. Atenção, tem direito o Sporting, ou qualquer outro clube, a recusar-se discutir qualquer tema com alguém que considere não ter condições para fazê-lo. Mas tinha, se fosse esse o caso, bom remédio: viam os seus representantes quem não queriam ver, levantavam-se e abandonavam os trabalhos. Não era, sequer, a primeira vez que o clube de Alvalade assim procederia. Deixar aquele reparo para o final da AG foi desnecessário. E arranjou, como só podia arranjar, mais uma confusão que o futebol português dispensava bem. Custa, até, a crer que foi sem querer...

2. Mantenhamo-nos na Assembleia Geral da Liga. Disse Mário Costa, responsável pela condução dos trabalhos, que nada de especial se tinha passado. «Foram discussões acesas, próprias de uma Liga que está viva a três jornadas do fim», foi a frase escolhida para comentar o incidente entre Bruno Mascarenhas (Sporting), Paulo Gonçalves (Benfica) e António Salvador (Braga). Daria, até, para rir se não fosse deprimente. Mas na tentativa (falhada, como se percebeu) do presidente da Mesa da Assembleia da Liga de desvalorizar o que se tinha passado encontramos, porventura, a explicação para o facto de nada mudar em Portugal: há gente com responsabilidades a pensar (e a acreditar...) que «uma Liga viva a três jornadas do fim» justifica insultos, ameaças e, um dia, até agressões - não vale a pena dizer nunca, quando pensamos que já vimos tudo aparece sempre alguém disposto a surpreender. Assobiamos, portanto, para o lado que afinal está tudo bem. É tudo normal. É, só, uma Liga muito competitiva. Ou estão todos cegos ou não lhes interessa ver...

3. Continua a moda das denúncias anónimas. É a última palhaçada deste enorme circo em que se transformou o futebol português. É, também, a mais desonesta, por colocar em causa, sem qualquer tipo de remorsos, a honra e o profissionalismo dos jogadores, apanhados numa guerra que não é sua e que não têm como ganhar. Ao mesmo tempo os ataques a árbitros, rivais e Comunicação Social, via canais e comentadores mais ou menos (muito mais do que menos) oficiais, continuam, violentos como sempre, indiferentes a quem apanham  no seu caminho. Já lá vai, pelo menos, um ano desde que o clima ultrapassou todos os limites do razoável. Motivou umas reuniões, umas comissões, uns grupos de trabalho onde se fala, fala e fala sem que se chegue a qualquer conclusão. Enquanto não há vontade de agir continuemos, portanto, a falar. Pode ser que a coisa desapareça por magia.

4. Para os responsáveis de comunicação do FC Porto todas as notícias que dão conta do interesse de clubes estrangeiros em jogadores do líder do campeonato fazem parte de uma estratégia pensada pelo Benfica e executada pelos jornais. O objectivo? Desestabilizar o dragão nestes três jogos que faltam para o final do campeonato. Não faz, convenhamos, muito sentido. A não ser que os responsáveis do FC Porto entendam que os jogadores que tanto elogiam não têm, de facto, qualidade para despertar a atenção de clubes mais endinheirados que olham, desde sempre, para Portugal como um mercado apetecível. É assim tão estranho?"

Ricardo Quaresma, in A Bola

Da denúncias

"Era o tempo em que Cosme Damião no Benfica e Salazar Carreira no Sporting achavam (por excesso de romantismo) que o futebol estava a ser «desvirtuado» por um «vício escondido» (o profissionalismo que eles abominavam) - e Cândido de Oliveira e Ribeiro dos Reis já andavam na crista da onda da modernidade, a espalharem pelos jornais ideia contrária:
- ... defender o falso amadorismo é que é defender a mentira no futebol.
Neca era jogador no Porto e tendo a mulher a morrer de tuberculose aceitou desafio que lançaram de Braga, a justificação deu-a num vale de lágrimas:
- É o drama da doença, o trabalho que me faltava, a minha arte a atravessar a crise e eu a precisar de dinheiro, de dinheiro para tratar da mulher, coitada, para fugirmos à fome ou a coisa pior...
Não tardou a que a mulher lhe morresse. Mal isso sucedeu fez as malas, voltou ao Porto e murmurou, desolado:
- Para que ela pudesse ter uns fins melhores, eu tive de vender-me - e isso custou-me mais do que esta miséria de que não consigo escapar...
Para o SC Braga não fora apenas o Neca, também fora Alberto Augusto. Marcador do primeiro golo da selecção de Portugal quando ainda jogava no Benfica, tendo o Setúbal ido em digressão ao Brasil levou-o na equipa. Ficou lá a jogar pelo América. Depressa se cansou, regressou - mas já não ao Benfica porque o SC Braga lhe deu «12000 escudos de uma vez e 1500 escudos mensalmente». Ao Neca deu bem menos: 2000 escudos de luvas e 25 escudos diários. O bastante para, com 1924 a correr para o fim, em Os Sports aparecer comentário (anónimo) ao «acto de Neca», fechado assim:
-Tudo isto causa nojo e mais nojo!

PS: A história do Neca não a trouxe aqui e agora por capricho ou impertinência. Trouxe-a para mostrar que se o seu «acto» causava «nojo e mais nojo» aos românticos reumáticos de então - me falta o adjectivo preciso para os canalhas que conspurcam o futebol de hoje com as suas abjectas «denúncias anónimas»."

António Simões, in A Bola

PS: O senhor António Simões, sentiu nojo quando ouviu o seu Presidente nas escutas do Apito Dourado?! O senhor António Simões sente nojo quando diariamente o seu director de comunicação difama e calunia o SL Benfica?! O senhor António Simões sente nojo quando o conteúdo de algumas denúncias anónimas se provam como verdadeiras?!!!
Existem muitas razões para sentir nojo no Tugão...

O capital social das SAD espanholas

"O Real Decreto 1251/1999, de 16 de Julho, sobre as sociedades anónimas desportivas espanholas, tem, quanto ao capital social mínimo obrigatório dessas entidades, normas muito específicas. O que é relevante não é tanto a questão do capital social mas sim a informação financeira que se obtém relativamente às modalidades com competições profissionais por via da aplicação de tais regras e cálculos.
Refere o artigo 3.º, n.º 2 desse diploma que para os clubes participantes em competições oficiais de natureza profissional, a fixação do capital mínimo é feito pela adição de duas parcelas. Centremo-nos na primeira deles. Está prevista na alínea a) desse n.º 2. Tal parcela será determinada calculando-se 25% da média das despesas incorridas, incluindo amortizações, pelos clubes desportivos e sociedades anónimas que participaram na penúltima temporada da respectiva competição, excluindo as duas entidades com maiores despesas e as duas com menores gastos. Os dados necessários para a realização deste cálculo serão retirados das contas auditadas e enviadas ao Conselho Superior do Desporto. Os referidos dados serão ajustados de acordo com o relatório de auditoria, sendo tornando público pelo Conselho Superior do Desporto o cálculo obtido anualmente, mediante informação prévia da liga profissional respectiva.
Esta semana foram publicados, em diploma, estes dados relativamente ao futebol e ao basquetebol. Para a modalidade futebol, a parcela de 25% da média das despesas incorridas de acordo com os critérios supra referidos, foi fixada no valor de €3.246.203,55. Para o basquetebol, o valor é de €1.839.076,57."

Marta Vieira da Cruz, in A Bola

O ambiente no futebol está um nojo!

"Os nossos maiores clubes querem tornar o futebol um território sem lei. Um género de faroeste, onde se pergunta: a bolsa ou a vida?

A obrigação de ganhar a qualquer preço em nome do instinto de sobrevivência de dirigentes cultural e socialmente ultrapassados ou medíocres, que comandam os nossos principais clubes, viciou a gestão das maiores sociedades desportivas. São, hoje, um género de donos sem escrúpulos de uma indústria que contamina e polui o enorme rio do futebol.
Têm a seu fervor os ventos de uma política de abstinência desportiva do Estado, que sempre considerou ser melhor não se meter em assuntos que queimam as mãos e os lugares; têm a seu favor um exército acéfalo de adeptos, que cegamente entendem a paixão clubística como uma exclusiva manifestação de vitória sobre os outros, nem que para isso o clube, que juram amar, perca a sua identidade e eles próprios percam a sua dignidade individual.
Perante o que por aí vai de desfiles de horrores de carácter, a verdade é que a intensa e descontrolada discussão do poder tem tornado o ambiente do futebol português num nojo. Cheira mal, causa vómitos, suja tudo e todos os que por obrigação ou devoção dele se aproximam.
Pergunta essencial: resta-nos a conformada contemplação do espectáculo deprimente a que diariamente se assiste fora dos estádios? Nada mais podemos fazer de que esperar sentados na esperança de que um dia isto mude, porque tarde ou cedo ira´desabar de podre? Será que podemos acreditar nesse sonho improvável de que a mudança geracional nos trará, por si só, um futuro diferente e melhor?
A questão é complexa, porque ela própria afasta e não atrai quem se disponha a participar na solução. Raros serão os cidadãos, de bem, dispostos a serem enxovalhados e atacados na sua honra, se não, mesmo, tornados alvos de violência de grupos organizados, em nome de uma batalha que poucos querem travar.
A verdade é que a tendência das pessoas mais qualificadas, racionais e íntegras será a de fugirem a sete pés deste mundo do futebol, porque todo o palco de luta pelos títulos e feito da lama, todos os candidatos parecem estar viciados em truques desleais e quem passa a porta dos bastidores, antes de confrontar os chefes maiores, tem de passar pelos seus exércitos de legionários que, à maneira do velho faroeste, a todos nos quer obrigar a escolher entre a bolsa e a vida.
Afugentados e ameaçados os que podiam trazer alguma coisa de novo, a terra do futebol dos grandes continua a ser um território sem lei. Será assim até ao final da época, até à decisão do título de campeão mais selvagem da História desportiva nacional e assim continuará na próxima época e nas outras que se seguirem se, entretanto, a necessária e urgente revolução não acontecer, muito provavelmente, tendo por razão de fundo o motivo económico (ausências de fontes de financiamento) que é, afinal, o motivo pelo qual começam e acabam todas as verdadeiras revoluções.
Ainda há quem diga para não me preocupar, porque este ambiente de caótico ruído e de balbúrdia no oeste, acaba por ser bom para vender jornais e criar audiências televisivas. Ilusão. Este ambiente, a continuar assim por mais alguns anos - e eu acredito que isso seja possível -, haverá de nos matar a todos, de nos fazer extinguir como povo de uma futebolândia destroçada.
Oiço e leio, também por aí, alguns comentadores que deixaram a superior virtude do pensamento e da actividade crítica para abraçarem, espero que não de vez, a comunicação oficial da guarda pretoriana. Alguns, confesso, surpreendem-me pelo destemor de em si próprios destruírem os alicerces de uma credibilidade honestamente construída. Cegos e surdos, não devemos ignorar.
(...)"

Vítor Serpa, in A Bola

PS: Este esta cada vez mais burro!!! Sim, os avençados têm sido cúmplices activos dos incendiários do Tugão... e esta coluna de opinião, é um perfeito exemplo disso!!!
Continuar a meter todos no mesmo 'saco', não é sinal de ignorância, cobardia ou incompetência, é sinal de fazer parte de uma organização criminosa, nem que seja por associação inadvertida!!!
O Benfica tem sido declaradamente vitima de um ataque sem quartel por parte dos Corruptos e dos Lagartos, não admitir isso, é prova de cumplicidade... O Benfica até pode em determinados momentos respondido mal, mas isso não altera a dinâmica do crime...

Denúncia assinada

"As linhas que se seguem têm um autor, uma cara. Uma pessoa que se responsabiliza pelo que escreve. Sim, leu bem. Esta denúncia não é anónima. Está assinada. E é contra todos aqueles que se movem sem rosto, ao serviço de um ou outro clube, e tentam entupir o DCIAP de denúncias anónimas, semana após semana, pondo em causa tudo e todos. Sem provas. Apenas com o intuito de lançar ondas de suspeição e medo sobre jogadores.
Que ninguém se engane. Os jogos combinados são uma realidade. As tentativas de subornar jogadores e árbitros são tão antigas como o próprio futebol. E se alguém sabe de alguma coisa, deve chegar-se à frente e provar. Sem máscaras, sem cobardias. E os responsáveis, claro está, maiores ou mais pequenos, têm de ser punidos exemplarmente.
Mas o que se está a passar no futebol português, através de denúncias anónimas lançadas antes de cada jornada, é outra coisa. Faz parte de uma guerra de comunicação e descredibilização para atingir os clubes visados e os jogadores de outras equipas. É apenas um meio de tentar ganhar fora de campo aquilo que não se alcança no relvado. Doa a quem doer. Sejam quais for as vítimas. Quase sempre através da especulação. Quase sempre através da mentira.
Diz Carlos Queiroz que o futebol português se tornou num lamaçal. Tem razão. Uma lama que todos criticam, mas que alguns praticam na sombra. A lama onde vivem dirigentes dos maiores clubes portugueses, alguns dos seus directores de comunicação, comentadores – mais ou menos encartilhados –, e outros rostos por conhecer que se escondem por baixo de toda esta imundice. É este o ‘futebol’ que queremos deixar aos nossos filhos?"


PS: Nos últimos dias temos tido várias crónicas deste tipo. Curiosamente, não me recordo de ler 'indignações', quando se lançou e continua a lançar lama para cima do Benfica, com mentiras e manipulações, aproveitando-se de um roubo de correspondência privada... nessa altura, o discurso  foi: 'investigue-se'... e numa segunda vaga: 'não existe crime, mas cheira a esturro'!!!

Cadomblé do Vata

"1. Pronto assumo que perdemos por minha culpa... depois do desastre contra os andrades, não acreditei o suficiente no Penta.
2. Boas notícias pessoal... para ficarmos em 2°, não podemos jogar para o nulo em Alvalade.
3. Sinto-me como um velho mecânico que só de ouvir o ronronar do motor, já sabe qual é a avaria... foram muitos anos disto, não se recupera de derrotas como a sofrida contra o FCP, apenas gritando "acredita" 4 vezes por dia.
4. Demos uma bela resposta ao Pinto da Costa... quem manda na Luz não é o FC Porto, é o Tondela, chéché do caralho.
5. O meu filho que nasceu em Março fez hoje um cocó tão grande, que encheu a fralda e saiu pelas costas até ao pescoço... por incrível que pareça, esta não foi a maior cagada que vi hoje."

Benfiquismo (DCCCXII)

Nas vitórias e nas...
Para onde vão?!!!

Vermelhão: não foi até ao fim !!

Benfica 2 - 3 Tondela


A vontade de escrever não é muita, nenhuma mesmo... mas... Este jogo, acabou por ser o melhor diagnóstico à época do Benfica: o anti-Rui Vitória está neste momento ao rubro, mas o 'destaque' hoje, foi claramente, a falta de opções! Sem o Krovi e o Jonas já estava a ser complicado; sem o Fejsa e o Jardel ainda ficou mais difícil; e sem o Ameidinhos ficou 'impossível'!!!
Aquilo que foi escrito e dito no dia 1 de Setembro, confirmou-se: o plantel é curto...!!! Sem 5 titulares indiscutíveis, não temos profundidade suficiente... Ainda por cima: um dos ausentes é responsável por mais de metade dos golos da equipa (como marcador, como assistente, ou como 'construtor' da jogada!!!); e com uma linha defensiva completamente 'adulterada'!!!t

O desinvestimento programado e premeditado é o principal culpado (não é o único) pela não conquista do Penta. Eu sou daqueles que sempre mostrei preocupação com as Dívidas... Ao contrário de outros que estão sempre a falar do Passivo (sem saberem o que isso quer dizer), mas querem sempre que o Benfica compre os jogadores mais caros, não venda os nossos melhores jogadores, e ofereça salários milionários aos nossos craques...!!! Depois de 4 títulos de Campeão consecutivos, é perfeitamente aceitável que a estratégia de gestão fosse em reduzir a Dívida... Mas não era necessário ser tão radical... Podia ter sido feito de uma forma mais progressiva! Até porque o Benfica para ganhar no Tugão, não pode somente melhor do que os outros, tem que ser muitíssimo melhor... Parece que o Tetra acabou por ser um 'analgésico' para a ambição da nossa administração!!! O Manuel Seabra na BTV estava constantemente a bater nesta tecla... Temos que jogar 10 vezes mais do que os outros...!!!

Sim, o Rui Vitória voltou a errar duas vezes, hoje: quando deu a titularidade ao Cervi (se calhar sem o Fejsa, preferiu ter um ala que colaborasse na pressão...!!!); e voltou a errar na leitura do banco, quando tirou o Zivko que estava a ser um dos melhores, e deixou em campo o Rafa, que hoje, sem espaço para correr, não estava a fazer nada...!!!
Mas tudo isto seria 'ultrapassável' se a bola entrasse na baliza... e hoje, as carambolas foram tantas, que parecia que a baliza estava fechada... E é aqui, que entra o problema Jonas: com o Jonas em campo, mesmo quando jogámos mal, a probabilidade de ser golo do Benfica é muito maior... Hoje, por exemplo, mantendo todas as variáveis negativas, se o Jonas tem jogado, provavelmente teríamos goleado!!!

Dentro de todo este ambiente, o jogo jogado de hoje é o menos importante: um jogo mal perdido, contra um adversário que em 4 remates, marcou 3 golos, e com um nível pornográfico de desperdício da nossa parte... E como contra o Benfica, os defesas ou guarda-redes adversários não passam a bola aos nossos jogadores, tudo se torna mais complicado!

E sim, o Douglas no 2.º tempo, praticamente como extremo, até jogou benzinho... mas tenho quase a certeza que com o Almeida em campo (mesmo em baixo de forma...), não tínhamos sofrido um único golo neste jogo!!!

Mesmo vencendo hoje, o jogo da próxima semana no Alvalixo não seria muito diferente, portanto as minhas preocupações não aumentaram hoje. É óbvio, que mais dinheiro da UEFA é sempre bem-vindo (e menos para os dois falidos...), mas o principal problema do Benfica nem é esse...!!!

O nosso principal problema é formar um plantel competitivo e equilibrado para a próxima época, com ou sem a Champions, com ou sem o Rui Vitória!
Fazendo as 'contas de cabeça' precisamos de cerca de 10 contratações!!! Sim, 10 !!! É um autêntica revolução!!! Vamos provavelmente perder vários líderes de balneário, aquela experiência que está presente nos balneários de Campeões, pode-se perder... Tudo isto além do velho problema das contratações: são falíveis...!!! Muitas são como os Melões, só depois de abrir é que se sabe...
E para piorar o cenário, tenho a certeza que a campanha difamatória anti-Benfica vai continuar, na comunicação social, com impacto real na Arbitragem e na Disciplina da FPF, com impacto real na 'entrega' dos nossos adversários e com a 'entrega' inversa nos adversários dos outros...!!!
Guarda-redes: um ou dois; defesa-direito um; pelo um central; provavelmente dois defesa-esquerdos com uma suposta venda do Grimaldo; no meio-campo, pelo menos um médio-defensivo... e se o Pizzi sair precisamos de outro; dois extremos: sim, por incrível que pareça precisamos de extremos... até porque existe a possibilidade do Salvio sair; e na linha avançada, temos muitas dúvidas: Jonas? Lesão grave ou recuperável para desporto de alta competição?! Jiménez saí ou não? Seferovic quase de certeza de saída...!!!
E não vale a pena vir com conversas dos putos, porque este ano só vejo dois jogadores da B, com maturidade para fazerem parte do plantel principal: Ferro (ou Kalaica) como 4.º central; e Parks no meio... tenho muitas dúvidas no Félix (está ou não pronto...). Gedson, Jota, não estão prontos... E ainda vamos ter alguns Euros jovens, durante o Verão, que podem 'retirar' aos putos a oportunidade de fazer a pré-época!!!
Conclusão: Revolução!!!

Não me apetece falar do Nuno Almeida, até porque pode parecer de desculpa, mas hoje tivemos mais uma aula de manhosice do mais alto nível!!! Foi mudando os critérios conforme o resultado (sendo que foi ele, que após o 1-0 'tirou' a bola do meio-campo do Tondela, e mudou o jogo para o meio-campo do Benfica, marcado faltas ofensivas absurdas, transformando Cantos em pontapés de baliza e marcando faltas aos nossos defesas que do outro lado nunca marcou...!!!),  mantendo sempre a impunidade para os nossos adversários, e foi sempre um 'defensor' do anti-jogo... os 5 minutos no final foram indicativos!!!

Não se pode ganhar sempre. O Tetra foi uma conquista inédita na história do Benfica. Aqueles que fizeram parte da caminhada, vão ficar na nosso história para sempre: jogadores, treinadores e dirigentes... e nós adeptos. No momento da derrota é preciso não perder a memória... e respeitar a nossa história, com a ambição tremenda de voltar a vencer...

sábado, 28 de abril de 2018

Dinheiro, isso mesmo, o vil metal

"Continua a provocar curiosidade – ou mera bisbilhotice – entre o público amante do desporto-rei, e não só, este taco-a-taco que se vai desenrolando entre o presidente e o treinador do Sporting. A discussão, sendo interna, será resolvida a favor de quem, na hora certa, tiver dentro de casa e do seu lado as forças indispensáveis. No entanto, tendo em conta a duração da contenda e a abundância de pormenores que têm sido servidos ao público, é caso para se dizer que ninguém sabe como isto vai acabar. De realçar o que tem sido também, no campo das figuras do clube, o firme posicionamento de uns, quer no pró quer no contra, e também o ‘desposicionamento’ estratégico de outros que, não querendo fazer má figura, e surpreendidos pela voragem dos acontecimentos, encontram-se em manifestas dificuldades para acertar no nome do triunfador, coisa que, ninguém duvide, é a que mais convém a quem anda metido nestas coisas. Observado do exterior, o caso parece cingir-se muito simplesmente a dinheiro. A isso mesmo, ao vil metal.
O presidente do Sporting gostaria de se ver livre do seu treinador, é o que parece. De preferência sem lhe ter de pagar um cêntimo dos 8 milhões de euros do último ano do contrato, é também o que parece. O treinador do Sporting, apesar de não ser sobrinho-neto de nenhum almirante, é muitíssimo mais sagaz do que o presidente e não lhe fez o favor de reagir com destempero na noite de Madrid e da primeira vaga de SMS’s. Nem nas noites que se seguiram. Aliás, jamais reagirá o treinador do Sporting de modo a colocar-se à mercê de um despedimento com justa causa. E é nisto que andam, basicamente. Um dia o presidente diz "acredito muito na equipa que escolhi para serem eu dentro das 4 linhas" e três dias depois o treinador diz "se o Sporting tem bons jogadores é sinal que o treinador os soube escolher", referindo-se, obviamente, a ele próprio quando diz "o treinador" e afrontando o presidente no limite, apenas no limite do aceitável.
É compreensível que a oposição a Bruno de Carvalho que, afinal, existe no Sporting – como ficou demonstrado na noite das vaias – reze a todos os santinhos para que Jorge Jesus triunfe sobre o presidente pela simples razão de que não apreciam o presidente e gostariam de ver outro no lugar. Já não é de todo compreensível que muitos benfiquistas, tal como o vêm expressando, pareçam estar a torcer pela queda do presidente a troco do reforço dos poderes do treinador. Não sejam parvos, amigos. É precisamente o contrário aquilo que vos devia interessar.
O treinador do Porto diz que a equipa está "como o aço" e o médico do Sporting diz que a equipa está como "o arame farpado". A imagem de Rafa na relva do Estoril, consumada a transcendente vitória da semana passada, diz-nos que, à falta de aço e de arame farpado, a equipa do Benfica lá vai fazendo os possíveis até ao fim."

Mais um equivoco ou um sucesso? O tempo confirmará

"O Campeonato de Sub-23 é notícia.
No nosso país, já é tradição avançar com novidades sem primeiro se aprofundar uma análise consistente do que existe e procurar formas para aperfeiçoar e eliminar imperfeições. Fico sempre com a convicção de que teóricos sem prática pensam que o futebol pode ser o que eles pretendem, só por esse motivo: a sua pretensão! Não será presunção excessiva? Em vez de se resolveram erros e falhas, num movimento imparável, criam-se novos desafios sem que se corrijam as evidências que nos atrofiam.
Inventar passou a moda, a destino e repentes imparáveis, porque mediáticos.
A maior parte das vezes, repetem-se consequências desastrosas: tudo fica mais confuso….
Raramente se privilegia a estabilidade, as reflexões cuidadas e ponderadas sobre custos, investimentos, riscos e vantagens… é mais um tipo de surto febril: vem de repente e pronto, já está. 
Ora o futebol, como todas as outras actividades, precisa de análise e de acompanhamento permanente, de ponderação e de profunda reflexão antes do afã de inovar.
As “guerrinhas” de protagonismo, os apetites por destaques noticiosos e financeiros, suportados por um poder praticamente total e sem um controlo efectivo e independente, provocam situações que vão minando confiança, desperdiçando recursos, matando hipóteses de crescimento sustentado.
Vive-se no futebol, nos organismos que o tutelam, como numa passerelle de vaidades meteóricas, a disputar primeiras páginas, não pela “grife” mas por ideias, algumas vezes, demasiado absurdas e sem contraditório.
Importa é que sejam sempre contra algo ou alguém, nunca pelo futebol como prioridade absoluta. 
Falta capacidade para entender que a humildade, o diálogo, a sensatez e a sabedoria, são essenciais para compromissos duradouros e vantajosos.
O VAR arrancou apressadamente, sem ser testado de forma segura, com tempo e tranquilidade, não se conseguindo evitar a tempo tantos erros e vícios que acabaram por influenciar resultados de uma competição que se deseja exemplar, até para ganhar impacto internacional.
Curiosamente, a Liga inglesa adiou a entrada dessa tecnologia, até que a mesma comprove a indispensável excelência generalizada. Um bom exemplo a vários níveis! O que “nasce torto, tarde ou nunca se endireita”.
Mesmo que em menor número do que os acertos, as falhas do VAR potenciaram suspeições, por vezes confirmações de dúvidas inquietantes e um crescimento de violência verbal e não só, que paira no ar e que podem ter subvertido, algumas vezes, a verdade da competição, ainda que inadvertidamente. Ou seja, com paciência, com acompanhamento, com detecção de pontos fracos e alternativas de aperfeiçoamento, poder-se-ia hoje mostrar ao mundo que sabemos trabalhar bem e que o nosso futebol seria um excelente exemplo na utilização do VAR. Perdemos, para já, essa possibilidade.
Assim não aconteceu, digam o que disserem os mais fervorosos defensores, mesmo escondendo as imperfeições com lóbis mediáticos que, por mais esforçados, não conseguem milagres de ilusão. 
Depois surgem sempre problemas: equipas que a justiça obriga a integrar em competições de onde foram expulsas por decisões erradas (com técnicos especialistas que se repetem e continuam a exercer impunemente altos cargos desportivos!), casos e litígios que duram anos e provocam posteriormente muita dificuldade de resolução, prejudicando outros, alterações de quadros competitivos instantâneos, sem darem qualquer importância ao drama de clubes que passam a ter vários meses sem competições, acumulando obrigações contratuais sem receitas, até ao futebol jovem onde muita coisa está mal embora continue silenciado, logo despercebido. E assim vai continuar… 
Um dia será tarde e o mal estará profundamente enraizado. Calam-se vozes contrárias e incómodas com chamadas para cargos e distinções, internacionalizam-se amizades para utilização mediática, abrem-se portas a uma “globalização selvagem”, a um universo de investimentos sem controlo, onde alguns vão minando o jogo, as apostas e os resultados desportivos, a credibilidade de um jogo que sempre foi mágico e brilhante e que se pode tornar bastante obscuro. Por isso, defendo a realização de auditorias periódicas às entidades que tutelam o nosso futebol (há uma ideia generalizada de que se movimentam muitos milhões sem um controlo seguro, apertado, vigilante e preventivo). Bastaria nunca esquecer a sina do senhor Blatter e o que se passou na FIFA para ter presente os potenciais riscos de corrupção e de destruição de um património valioso, que exige uma imagem de solidez, de indestrutível seriedade e transparência.
Só assim as grandes marcas aceitam patrocinar e reforçar apoios. Credibilidade e honestidade são critérios em valor sempre crescente.
A desvalorização de campeonatos, além da omnipresente LIGA I, é um facto indesmentível; a distribuição arcaica dos direitos televisivos, nem sempre muito clara e justa, dá a ideia de um país a 5 velocidades: rápido, lento, muito lento, quase parado, a extinguir.
A invenção do campeonato sub-23 sob a égide da FPF, com alguns clubes a aderir de imediato, antes de haver regulamento e formato conhecidos, revela uma forma de estar muito preocupante. Dá a impressão de alinhamento de forças e de estratégia de confronto entre entidades, do que a opção racional por planos consolidados. Curiosamente, nesta altura, ainda sem conhecimento se vai haver um só campeonato ou mais um segundo escalão…
Numa competição da alçada da LIGA, já se coloca a hipótese de grande mudança: uma Zona Norte e uma Zona Sul (regresso a um passado bem distante), com alguns (?) a alegarem o peso das despesas e das deslocações, sem reflectirem com competência nas consequências.
Há uma grande probabilidade de desvirtuar a competição, caso uma zona seja muito mais competitiva do que a outra, logo prejudicando os clubes dessa série.
Como está, a competição tem a sua verdade desportiva garantida e despesas com critério uniforme; com mudança, mais um foco de desestabilização deverá ocorrer, pois haverá prejudicados e favorecidos em função da série em que competirem.
Presidentes da FPF e da LIGA, com diferença de meses, publicaram nos jornais desportivos artigos de opinião que são muito mais do que isso.
Para uns, a admissão de um diagnóstico sem terapia, disfarça um rotundo falhanço e admissão de incapacidade para resolver as questões mais complexas. Para outros, fica a ideia de mais um jogo de luta pelo “título” que consiga levar não há vitória mas antes à extinção/diminuição de influência do outro “adversário”.
Onde abunda confronto, por mais dissimulado que for, deveria haver cooperação e entendimento. 
Trata-se do Futebol e não de questões pessoais de poder, no fundo, pequenas vaidades embora bem lucrativas, num espaço onde ninguém vence e todos perdem, dos clubes aos atletas, dos agentes desportivos aos adeptos do futebol, E assim, com actores de “curtas- metragens” de qualidade duvidosa, vamos vivendo num ambiente virtual onde à superfície viaja a simpatia, a delicadeza, o sorriso, a modéstia e a educação e nos planos inferiores, tipo universo real, vão guerreiros, intriguistas com intenções destrutivas camufladas que acabam por travar “combates sucessivos”, mesmo que silenciosos, para derrotar o opositor e se possível anulá-lo. E o futebol, a quem se comprometeram honrar e defender? Palavras descartáveis, porque vazias, ocas…
Se os clubes apresentam dificuldades financeiras em suportar uma equipa sénior e vão heroicamente mantendo os escalões de formação, como será possível criar mais uma equipa (excepto os clubes que já tinham equipas B) com custos acrescidos de inscrição de atletas, despesas com técnicos, jogadores e staff, deslocações e todos os outros pagamentos do dia-a-dia? Será que se vai permitir a criação de um “parque especial de investimento maioritariamente estrangeiro” com total liberdade e dependência para os nossos clubes? “Barrigas de aluguer”, afinal tema em discussão neste momento na sociedade nacional.
Zona franca para movimentação de jogadores, num “mercado” cada vez mais livre e apetecível para longínquos e desconhecidos investidores?
Divulgam-se ideias (séries regionais, 1.ª e 2.ª divisão, Taça de Portugal específica, provas internacionais) bem como a possibilidade de os jogadores do campeonato sub-23 integrarem a equipa principal.
Recorde-se que em termos de campeonatos, os nossos regulamentos em vigor, apresentam diferenças (como se podem verificar nas provas Taça de Portugal e Campeonatos profissionais). Notar também a ausência de campos em relva natural.

Uma breve nota: James Rodriguez, jogador do Real Madrid emprestado ao Bayern de Munique, participou no primeiro jogo da meia-final da Champions, contra o clube que tem os seus direitos contratuais, porque a UEFA assim determina. Por cá, jogadores emprestados nas provas da LIGA não podem jogar contra o clube de origem embora o possam fazer na Taça de Portugal. São “especificidades” deste teor que Portugal deveria começar por resolver definitivamente, para contribuir para a eliminação de factores de suspeição.
A UEFA não poderá servir de exemplo?
Quanto ao campeonato de sub-23, como já nos habituaram as entidades que gerem o nosso futebol, o secretismo, a falta de divulgação e de discussão pública alargadas é sempre preterida em favor de planos de “especialistas”.
Infelizmente, o desconhecimento de todas as variantes e a capacidade para sentir e entender o futebol, para além do negócio, têm sido responsáveis por retrocessos que o tempo futuro acabará por revelar em toda a sua vasta extensão. O lamentável é que o futebol acabe por ter de pagar os erros dos que entretanto saberão sair, na melhor ocasião, para outros destinos, sempre sem responsabilização.
A pirâmide do futebol é hoje mais uma falácia que, com a urgência possível, precisa de apoio dos que defendem o futebol-jogo para o salvaguardar de aventureirismos imparáveis, que as escolhas para acolher os Mundiais revelam na plenitude.
É chegada a hora da afirmação das ideias, da divulgação das críticas e dos erros sistemáticos, e do fim dos silêncios cúmplices, estratégicos ou receosos.
O futebol precisa de contraditório, de portas abertas, de planos adequados para futuros favoráveis (Portugal abunda em talento para o jogo) e de coragem para um maior debate sem as incomodidades de dependências, sejam quais forem. São diversos os sintomas doentios que têm de ser tratados antes de se tornarem epidemia.
Há vírus que estão a moda: divulgação de denúncias anónimas à Procuradoria Geral da República, com objectivos que todos sabem ser invenções na hora, mas que vão minando os alicerces do futebol.
Neste caso, não pode haver quem proteste e quem bata palmas, pois todos serão vítimas.
A indignidade e cobardia do anonimato, sem indícios válidos, em momentos e datas precisas, merecem uma persistente investigação que permita identificar a fonte das evidentes falsas notícias, com a celeridade máxima.
Só com medicação adequada se pode conter a infecção com que o fanatismo procura derrotar o desportivismo. O futebol merece total empenho e dedicação.
A liberdade valoriza a criatividade, a tolerância, a paixão, e oferece as sementes para o nosso crescimento, desde que com dirigentes capazes de coordenar, mas sem nunca agrilhoar o património do nosso futebol.
O exemplo da antevisão do jogo entre o Desportivo de Chaves e o Rio Ave, que juntou um jogador de cada equipa, Pedro Tiba e Nélson Monte, num clima de amizade e fair play, no qual ambos lutam, com todo o empenho, pelo 5.º lugar, foi um momento de Grande Futebol: um golo fantástico e oportuno.
Adorava ser surpreendido positivamente por mais episódios deste género que nunca são anónimos, mas sempre devidamente personalizados."

Porque aposta Antero Henrique no Vitória de Guimarães

"Em vésperas de eleições no Vitória de Guimarães, uma notícia agitou o ambiente e despertou as atenções dos analistas: o anúncio de uma parceria entre o clube da cidade berço e o Paris St. Germain, no caso de Júlio Mendes conseguir a reeleição. Um anúncio pré-eleitoral que teve uma primeira confirmação na viagem a Paris do próprio Mendes nos primeiros dias de Abril, logo após o feliz desfecho dos votos.
A minha curiosidade acerca desta história levou-me a consultar um português que está muito por dentro destas coisas do futebol e da política. Por razões óbvias, mantenho o anonimato desta pessoa, especificando que se trata de alguém absolutamente credível e muito bem informado. Perguntei que significado político teria a aproximação do Paris St. Germain ao Vitória e se haveria alguma hipótese de se tratar de uma manobra de Antero Henrique para arrancar o clube minhoto da esfera de influência de outro Mendes: Jorge Mendes.
Antes de satisfazer a minha curiosidade, esta fonte explicou-me um aspecto: entre Antero Henrique e Júlio Mendes há uma relação sólida, de muito tempo, pelo que não há razão para nos espantarmos demasiado ante esta manobra política. Quanto à hipótese de tudo se tratar de uma iniciativa contra Jorge Mendes, esta pessoa responde-me que ela é plausível, mas que não será certamente o motivo principal que levará à parceria entre o Vitória e o PSG. O motivo principal seria outro, ligado à sede de vingança que Antero Henrique terá em relação ao seu ex-mentor, Jorge Nuno Pinto da Costa, presidente do FC Porto.
Que no Verão de 2016 as relações entre Antero Henrique e Pinto da Costa se fecharam de forma tempestuosa é algo evidente para todos. Era igualmente impensável que o conflito se fechasse por ali. E agora, que o ex-número dois da hierarquia portista tem nas mãos o mercado de transferências do clube mais rico do Mundo, eis que o ajuste de contas com quem o forçou a abdicar se torna uma perspectiva realista. Além disso, tudo isto se passa num momento histórico particular para o FC Porto. No campo, a equipa vai lançada para voltar a vencer a Liga, com pleno mérito. Fora de campo, contudo, a situação da SAD continua a ser crítica no ponto de vista económico-financeiro. Por fim, a liderança de Pinto da Costa não pode ser eterna. O presidente completará em Dezembro 81 anos, talvez ainda vá a tempo de mudar de namorada mais um par de vezes, mas mais cedo ou mais tarde acabará por deixar a presidência dos Dragões.
Mas no meio disto tudo, estará o leitor a perguntar, em que é que entra a aliança com o Vitória de Guimarães? O objectivo seria o de criar, no Norte de Portugal, uma alternativa à hegemonia futebolística, política e cultural do Porto. E, neste sentido, a escolha do Vitória tem alguma plausibilidade. Não só por se tratar de um clube de grandes tradições, mas sobretudo porque tem uma massa adepta fortemente identitária. A única além das dos três grandes que, em Portugal, não admite o apoio a uma segunda equipa, isto é, a um desses mesmos três grandes. Os adeptos do Vitória são apenas vitorianos e, portanto, estão prontos a abraçar o desafio de se oporem ao poder portista no Norte. O pacto com o PSG, sob a batuta de Antero Henrique, seria o primeiro passo deste caminho.
É um cenário plausível, o que me foi apresentado por esta pessoa da minha confiança? Na minha opinião, absolutamente, sim. Que depois seja igualmente realizável já é outra conversa. Seguro é que um Vitória mais forte no campo e fora dele pode ser um problema sério para o FC Porto.

Última nota: a pessoa com quem falei é portista. E traçou-me este cenário com grande preocupação."


PS: Delírios...

O Expresso mente e deturpa factos

"A Sport Lisboa e Benfica SAD lamenta e repudia que o Jornal Expresso na edição deste sábado, num artigo e editorial da sua Direcção sob o título “O Expresso e as investigações ao Benfica”, em diversos momentos minta e deturpe factos, designadamente sobre a origem e as datas da divulgação pública de recentes denúncias anónimas.
Diz o Expresso que “o canal de televisão do Benfica noticiou uma denúncia anónima entregue na véspera sobre um alegado plano contra o clube orquestrada por clubes rivais, com a conivência do sistema judicial e a participação de jornalistas”.
Essa informação é falsa. Basta consultar essa denúncia, que circula em diversos blogues, para verificar que ela tem a data de 23 de Fevereiro, e tendo sido supostamente endereçada a diversas entidades, um trabalho jornalístico minimamente sério teria levado o Expresso a contactar essas entidades, para confirmar o recebimento, a data e desde há quanto tempo tinham conhecimento dessa denúncia anónima.
De facto, nessa data nem sequer existia o denominado “Gabinete de Crise” criado pelo Sport Lisboa e Benfica, o que só por si faz cair por terra toda e qualquer insinuação de estar na origem dessa denúncia e torna ilegítima qualquer ligação desse teor.
Segunda mentira do Expresso: diz em editorial que, “na peça da BTV, o Benfica revela o que ninguém escrevera, identificando nomes de jornalistas alegadamente envolvidos no plano”. Essa informação é falsa. O conteúdo e nomes envolvidos nessa denúncia já eram públicos, horas antes de serem divulgados na BTV, quer nas edições online de diversos órgãos de comunicação social generalistas, quer em inúmeros blogues e sítios da internet. E o nome do jornalista do Expresso que consta nessa denúncia, Pedro Candeias, é sobejamente conhecido e objeto de permanentes críticas por parte dos milhares de Benfiquistas que participam nos mais diversos espaços de opinião pública, tendo em conta a permanente campanha de notícias negativas que faz sobre o clube Tetracampeão. A única diferença é que nenhum conteúdo divulgado pela BTV resultou da prática de um crime ou da violação do segredo de justiça.
Se o Expresso visa condicionar o livre trabalho dos canais informativos do Sport Lisboa e Benfica com campanhas orquestradas de pretensos crimes e investigações em curso, desengane-se. E menos conseguirá montando toda uma narrativa baseada em insinuações, falsidades óbvias e factos intencionalmente deturpados.
Nenhum responsável da Sport Lisboa e Benfica SAD faz denúncias anónimas. Pelo contrário, o que fazemos é público e em legítima defesa através da competente interposição de acções contra os responsáveis dos diversos crimes cometidos contra a nossa instituição. A saber, roubo e divulgação pública da nossa correspondência privada e queixas-crime contra incertos mormente as alegadas “fontes da Justiça” que têm alimentado todo o tipo de especulações jornalísticas.
De facto, a notícia do Expresso parece confirmar a inaceitável suspeita sobre a persistência com que “fontes judiciais” se convertem em “fontes jornalísticas”, as sistemáticas violações do segredo de justiça e o conluio e patente intimidade que manterão com os autores das notícias, que, candidamente, noticiam os respectivos estados de alma, processos de intenção, teses e teorias sobre a investigação e mesmo opiniões anónimas sobre a actualidade, pondo assim em causa o meritório esforço que está a ser desenvolvido pela Procuradoria-Geral da República e Direcção Nacional da Polícia Judiciária para se acabar com essas reiteradas violações do segredo de justiça.
O que causa perplexidade é ver o Expresso numa obediência a uma estrutura especializada em actividade criminosa, mas sobre isso terá oportunidade para se justificar nos tribunais.
A Sport Lisboa e Benfica SAD reitera a sua total tranquilidade sobre uma pretensa investigação a todos os jogos realizados nestas últimas 5 épocas, conforme relata a citada notícia. Vitórias obtidas com todo o mérito e verdade desportiva, conforme reconhecido por todos os nossos adversários no campo e pela cobiça feita sobre os nossos técnicos e jogadores, sendo que estes últimos brilham nas principais competições internacionais.
Uma investigação que, a ser verdade, naturalmente deverá ser alargada a todos os jogos dos nossos rivais, e num espaço temporal de pelo menos as duas últimas décadas.
A Sport Lisboa e Benfica SAD desde a primeira hora pediu, e tem colaborado intensamente com as autoridades judiciais, para que tudo se investigue em prol do cabal esclarecimento de todas as questões, e está certa que, nos locais e momentos próprios, a justiça será feita contra quem efectivamente tem cometido diversos crimes contra a nossa instituição.
Estamos numa fase decisiva da época desportiva, em que o Sport Lisboa e Benfica luta por conseguir um objectivo que nunca conseguiu na sua história, depois de pela primeira vez ter conquistado um Tetra, a obtenção do Penta.
Vivemos uma fase da nossa história de grande afirmação desportiva, com uma situação de grande solidez financeira e com um plano de futuro assente num elevado esforço de construção de uma nova geração de infraestruturas.
Nenhum esforço de desestabilização nos fará desviar deste caminho.
E muito menos através do crime organizado e do cibercrime de que temos sido vítimas, misturados com notícias encomendadas e sustentadas em factos falsos."

Benfiquismo (DCCCXI)

Juntos...

Uma Semana do Melhor... com sotaque!

Jogo Limpo... Tugão cada vez mais no fundo!!!

Vencer é mesmo o único caminho

"A época continua ainda sem Jonas ou, como parece, já sem Jonas. O melhor jogador do campeonato faz falta e limita muito o Benfica.

A vitória arrancada a ferros no passado sábado mostra o que foi este campeonato. O Benfica teve sempre mais obstáculos que os rivais para alcançar os mesmos objectivos. Certo que em condições de finalização normais, o jogo poderia ter sido decidido bem mais cedo, mas estivemos em risco de perder pontos até ao fim, contra uma equipa limitadíssima.
Rafa corre e desequilibra como poucos... e falha golos como nenhum. Há algum natural na altura da decisão que impede o jogador de atingir o patamar onde se reconhece poder chegar. Já Zivkovic, fez, contra o Estoril, um jogo fantástico. Para mim o melhor em campo que só não se percebe quando não está em campo. O que joga e faz jogar, como defende e como equilibra a equipa fazem dele um motor neste Benfica.
Este campeonato tem alguns vários pontos curiosos: o Benfica só chegará ao primeiro lugar, mesmo vencendo, se o FC Porto perder um jogo. O Sporting só chegará ao segundo lugar se o Benfica perder um jogo. O SC Braga só chegará a terceiro se o Sporting perder um jogo. Como a luta pelo quinto lugar e pela manutenção em aberto, há de facto interesse no que falta da Liga. Segue-se o Tondela, já tranquilo pela manutenção conseguida com justiça. Resta vencer sem muitas lógicas matemáticas. Vencer é mesmo o único caminho.
A época continua ainda sem Jonas ou, como parece, já sem Jonas. O melhor e mais decisivo jogador do campeonato faz evidente falta e limita muito o Benfica. Amanhã queremos uma Luz com boa assistência para ajudar no que falta fazer. E o que falta é vencer.
Ainda é cedo para garantir uma final de Liga dos Campeões entre Liverpool e Real Madrid, mas se tal viesse a suceder ficaria muito satisfeito. Emblemas de tradição (os meus preferidos dos seus países) é a vitória da Old School sobre os novos ricos deste futebol e para mim sempre motivo de regozijo. Ver o Manchester City e o PSG, autênticos clubes de estado (onde o dinheiro não custa dinheiro) ficarem de fora das decisões, dá alento e é positivo para o estado das clubes e do futebol. O futebol é paixão e emoção e quem quer reduzir o sentimento a um negócio, não percebe do negócio e não tem sentimento."

Sílvio Cervan, in A Bola

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Pontaria afinada...

Benfica 98 - 86 Guimarães
32-17, 17-20, 31-21, 18-28

Esta equipa é mesmo capaz de tudo... quando estão concentrados são invencíveis em Portugal!
O resultado só não foi mais 'pesado' porque nos últimos minutos 'desligámos'... Já tinha saudades de um jogo destes do Carlos Morais!!!

Juniores - 8.ª jornada - Fase Final

Setúbal 1 - 4 Benfica


Não foi fácil, o 1-2 só apareceu ao minuto 76...!!!
Com a equipa B, 'tranquila' todos os Juniores dos B's 'reforçaram' os Juniores, e assim no papel jogámos com um onze muito forte... mas, cada jogo é um jogo!!!
Estava muito vento, mas pelo menos jogámos num campo com dimensões normais...

Alvorada... do Guerra

Rio vermelho

"O filósofo do século XIII Nasreddin, entre as suas inúmeras histórias caracterizadas pela sabedoria e espirituosidade, conta-nos aquela de dois homens, cada um em margens opostas de um rio, em que um deles apela ao outro que o ajude a passar para o outro lado, ao que o outro responde: 'Mas tu estás do outro lado'. Esta anedota, se aplicada ao futebol português, explica o contexto benfiquista.
Desde que se reergueu financeira e desportivamente, o Benfica é como um rio que desagua frequentemente num mar de glória. Ao FC Porto e ao Sporting cabe o papel das margens que, fragilizadas pela voracidade de conquista de um rio que procura manter o curso que lhe é natural, se vêem cada vez mais sedimentadas nos seus intentos. O primeiro constrói barragens, dinamita-se com o intuito de criar enseadas artificiais e recorre a toda a espécie de dejectos para poluir o rio; o segundo só sabe tentar a via da poluição. E assim solicita ao seu semelhante, na margem oposta, que o puxe para o outro lado, que, ao invés de fazê-lo, lhe oferece a ilusão de que estão ambos na outra margem, portanto, supostamente na mesma.
Assim se explica que de toda a berraria e urdideira leoninas sobre as arbitragens não tenha sobressaído uma voz convictamente crítica à grande penalidade sonegada ao Sporting nos últimos minutos do clássico anti-Benfica no Dragão.
Ou que de toda a parafernália supostamente pró-verdade desportiva não tenha havido, pelo menos, a menção entredentes de que Artur Soares Dias perdoara um penálti ao FC Porto na Luz, em falta cometida sobre Zivkovic, para já não falar do dérbi na Luz... E assim se faz a classificação (mesmo que o Record, decido a um lapso freudiano, a deturpe)."

João Tomaz, in O Benfica