Últimas indefectivações

sábado, 16 de maio de 2015

Será preciso comentários?


Vantagem...

Ovarense 77 - 82 Benfica
(1-2)
21-14, 13-20, 19-29, 24-19

Depois da surpreendente derrota na Luz, já demos a volta à eliminatória. Agora, muito sinceramente, é só uma questão de quando?! Amanhã, ou vamos ter que jogar um 5.º jogo na Luz?!
Eu preferia acabar com isto, amanhã, até porque temos alguns jogadores a precisar de descanso: Jobey!!! O facto do Jobey ter começado no banco, é indicador, que o nosso atirador não está a 100%. Tem sido visível nos últimos jogos, uma quebra no rendimento do nosso melhor jogador, mas hoje, creio que as dúvidas acabaram...

Voltámos a começar mal, recuperámos, demos mesmo a volta, mas nunca conseguimos dar a machadada no resultado... e assim fomos obrigados a uns últimos segundos semi-emocionantes!!! Voltámos a sofrer demasiados pontos...

Depois da derrota no 1.º jogo o Guimarães, já deu volta (tal como nós), e parece estar bem encaminhado para ser o Finalista, tal como era esperado... O Barcelos, só tem praticamente dois jogadores ofensivamente!!!

Leões 'mansinhos' !!!

Benfica 6 - 1 Leões de Porto Salvo
(2-0)

Vitória e qualificação para as Meias-finais. Por acaso não gostei muito da 1.ª parte, facilitámos demasiado, o Bebé foi obrigado a várias boas defesas... Mas lá na frente resolvemos o jogo, com eficácia e algum cinismo: um 'frango', e duas recuperações altas, fizeram o 3-0 ao intervalo...
Gostei mais do 2.º tempo (apesar do golo sofrido), o resultado final nunca esteve em causa... E que grande golo do Patias!!!

Agora temos que esperar pelo adversário. Admito, que fiquei surpreendido com a vitória do Olivais sobre o Fundão, empatando a eliminatória, considero a equipa Beirã mais forte, mas o Olivais vai ter um factor casa a seu favor...

Festa... mas ainda falta a Taça!!!

Benfica 11 - 3 Tigres de Almeirim

Os Campeões apareceram de caras pintadas, mas não facilitámos. O Tigres 'sonhavam' com a manutenção, mas o Benfica não deu hipóteses...
Apesar do ambiente de festa, é importante recordar que ainda temos uma Taça de Portugal para ganhar, e a ausência de competição à séria no último mês (após o jogo do título com os Corruptos), pode ser prejudicial para o nosso ritmo...
Destaque óbvio para os 7 golos do João Rodrigues... destaque também, para o jogo do Diogo Rafael, que está a passar por uma fase de adaptação às novas funções. Com a avalanche ofensiva que se avizinha na próxima época, é preciso alguém para equilibrar a balança, o Diogo vai ter que ser a peça decisiva...


#Hóquei termina campeonato invicto!
#Hóquei: #SLBenfica 11-3 HC Tigres. Glorioso termina o campeonato invicto!#UmaCamisolaVáriasEmoções
Posted by Sport Lisboa e Benfica - Modalidades on Sábado, 16 de Maio de 2015

Juniores - 14.ª jornada - Fase Final

Jesse Sekidika
Sporting 1 - 1 Benfica

Num jogo onde o Sporting ainda podia ser Campeão, empatámos já nos descontos com um grande golo do jovem Sekidika!!!
Os Corruptos sagraram-se hoje Campeões, em mais um Campeonato muito mal perdido pelo Benfica (tal como o ano passado...). Terminamos num 4.º lugar 'estranho', quando se tinha o melhor plantel. É verdade que muitos destes jogadores, para o ano ainda são Juniores, mas alguns irão subir para a equipa B, e assim prevejo a repetição deste final de época...
A 1.ª Fase do Nacional de Juniores, é mesmo pouco competitiva... mas a Fase Final, já não é. Espero que os nossos responsáveis na próxima época, compreendam esta variável.

Lopes; Santos, Carvalho, Lima, Yuri; Dias, Alfa, Guga; Witi, Buta; Silva.

As emoções de um domingo gordo

"Mesmo que isso irrite alguns intelectuais paranóicos, a verdade é que o futebol também serve para manter o povo vivo e acordado. 

O Benfica pode sagrar-se, amanhã, em Guimarães, bicampeão nacional. É o tema mais forte da agenda desportiva e o que suscita maior expectativa. Porém, não será o único. Estão também por decidir lugares europeus, descidas e subidas de divisão, até porque a Liga não encontrou forma de descentralizar a maioria dos jogos da segunda liga.
Não deixa de ser curioso que tanta coisa de uma época inteira se jogue num dia. Será, por isso, um domingo gordo de futebol, que poderá durar até às tantas se o Benfica fizer a festa, ou nem por isso, se o Benfica adiar a festa e deixar todos os seus adeptos a roer unhas e os seus principais adversários a gastarem os últimos cartuchos dos mind games à portuguesa, um género de cozido psicológico, com orelha de árbitro a escaldar.
O futebol é isto. Emoções a transbordarem do prato da racionalidade humana. Alguns intelectuais paranóicos acharão que só um pobre povo se comove com estas ninharias. Têm, porém, um problema que não conseguem resolver no conforto do sofá: não é o país, é o mundo que os desmente, porque, afinal, todos os povos se entusiasmam nos grandes acontecimentos desportivos e vibram nas vitórias dos seus clubes, das suas cores, numa identidade colectiva que se cola à pele e que ninguém consegue despir. 
Calculo, pois, que o dia de hoje, um sábado perdido na história do mundo, seja, para muitos portugueses, um dia de angústias profundas, de sonhos, de infernizados medos e de celestiais esperanças. Não são, apenas, os que podem ganhar que fazem do dia de hoje um dia de expectativa. São, também, os que podem perder e que ainda temem que esta possa ser uma derrota definitiva.
Pois bem, se há coisa que desde já podemos anunciar é que a grande virtude do desporto é que nenhuma vitória, aqui, é definitiva nem nenhuma derrota é eterna. Umas e outras são efémeras. Não duram mais do que um tempo presente, que se esgota no fim de um clamor transitório.
É essa uma das maiores excentricidades de um título de futebol. Todos eles são sempre sentidos como se fossem únicos e todos eles são entendidos como insuficientes. O bi dá esperança para o tri, que propõe a existência do tetra, que sonha com o penta e assim sucessivamente.
Agora, o tema mais em voga é o de se tentar saber, caso o Benfica confirme este fim de semana, ou no próximo, o título de bicampeão, se essa conquista determinará uma nova mudança de página no grande livro do futebol português.
Coloca-se, enfim, a questão de se saber se o FC Porto perde em definitivo uma hegemonia que já leva décadas. E é nessa base que se relançará grande parte do interesse pelo futuro, que legitima a sempre renovada sedução do futebol português e o faz resistir às pequenas e grandes mazelas provocadas pela aselhice lusitana.
Claro que há sempre a possibilidade, embora remota, do Benfica ainda desaproveitar este saldo de conveniência de poder chegar à vitória no campeonato ganhando apenas um dos últimos dois jogos. Se acontecesse o impensável, não seria por isso que o futebol sofreria abalo fatal. Pelo contrário, todos os meses quentes do ano não chegariam para os comendadores da bola (muitos deles também comentadores) virem explicar o inexplicável com a sua generosa dose de condescendente sapiência para com a ignorância da populaça.
Festejemos, pois, este tempo em que os homens e mulheres de Portugal se sentem vivos. Bem sei que é só por causa do futebol e que isso irrita os incrédulos da bola, mas que seja. Ao menos que o futebol sirva para isso: manter o nosso povo vivo e acordado.
(...)"

Vítor Serpa, in A Bola

"Crimes" que mancham a festa

"Numa altura em que se fala tanto de festa a propósito das grandes decisões das ligas, há um lado negro no nosso futebol que teima em alastrar. O incumprimento salarial é recorrente mas, apesar dos contornos dramáticos de alguns casos que afligem jogadores e suas famílias, só quando a situação ameaça ter relação directa com os resultados das provas é que soa o alarme geral.
Os jornais relatam regularmente situações de clubes que não cumprem as suas obrigações; a Liga tem regulamentado nesta matéria para apertar a malha do controlo; o presidente do Sindicato dos Jogadores é sempre voz "incómoda" que denuncia casos. Ainda assim, o "crime" continua a ser cometido e... compensa. É mais do que evidente que existe uma competição desleal. Há clubes que inclusivamente têm participado sem terem em dia os seguros dos atletas, ao mesmo tempo que alimentam promessas aos jogadores que muitas vezes os levam a falsear a realidade.
Anos de má gestão e de crise deixaram os clubes numa posição de enorme fragilidade que se torna um convite a financiadores - que muitas vezes são a última esperança de um desesperado - mas cuja idoneidade e falta de conhecimento conduzem os emblemas para situações ainda mais graves.
Numa altura em que Luís Duque procura recuperar para a Liga alguma credibilidade e os clubes trabalham em conjunto para encontrar soluções que tornem a competição mais atractiva para eventuais patrocinadores, o caso da iminente greve do Beira-Mar é uma ameaça séria ao caminho que deve ser trilhado. Que fazer então? Inevitavelmente criar regulamentação ainda mais apertada, zelar por uma fiscalização eficaz e aplicar a lei sem piedade. Só assim o futebol será uma festa. Para todos."

O triunfo e o fiasco

"1. A história é recorrente. Repete-se mesmo até à exaustão e cobre quase invariavelmente de ridículo os seus protagonistas. Em Portugal, não se sabe perder e nunca há um campeão justo. Seja ele qual for. Ninguém consegue admitir que o adversário foi mais forte, mais competente ou, no mínimo, teve mais sorte. Cada vez que o vencedor da Liga parece estar encontrado, somos bombardeados com um chorrilho de disparates que só servem para encobrir junto dos adeptos - e às vezes com sucesso, dado o bom aproveitamento da cegueira alheia - o fiasco de projectos iminentemente perdedores. Nesta altura, com o Benfica perto de conquistar o título, temos Lopetegui (talvez à excepção da conferência de imprensa de ontem, em que esteve bem mais comedido) a insultar constantemente a nossa inteligência, mas, num passado não muito longínquo, não faltaram responsáveis de FC Porto, Benfica e Sporting, conforme aquilo que a classificação determinava, a ensaiar um espectáculo que só não é semelhante a uma sessão de "stand up comedy" porque o actor principal surge sentado e à frente de um painel com o nome de uma mão-cheia de patrocinadores. As arbitragens constituem sempre o foco de todas as polémicas, desculpabilizando os vencidos e tirando o mérito aos vencedores, mesmo que, por vezes, a vantagem pontual e a teimosia da matemática tornem imbecil o mais elaborado argumento. Esta temporada, Benfica e FC Porto foram, sem dúvida, as melhores equipas do campeonato. Resta-lhes ter dignidade na hora da vitória e, principalmente, na da derrota. Quem gosta do futebol como espectáculo e abomina a clubite começa a não ter mais paciência para tantas tentativas de passar atestados de menoridade mental ao comum dos adeptos.
2.(...)"

Luís Pedro Sousa, in Record

PS: Tudo isto é parcialmente verdadeiro... as arbitragens são muitas vezes usadas como desculpas para a incompetência. Mas em Portugal, também existem muitas ocasiões onde as arbitragens, têm de facto impacto directo nos resultados... Agora, ouvir e ler os Corruptos-mor, a queixarem-se das arbitragens (a coagirem publicamente...) é absurdo. Ainda esta semana, os Corruptos queixarem-se de Soares Dias e Rui Costa!!!! É um autêntico cumulo da 'espinha torta'!!!

Afinal...

Já poucos se recordam, mas só passou um ano. Em plena Praça de Maratona do Estádio do Jamor, na entrada para a bancada Norte, reservada aos adeptos do Benfica, poucos minutos antes do jogo começar, esteve quase a acontecer uma desgraça.

Apertos, empurrões, pessoas no ar, crianças, adeptos a perderem os sentidos... foi um autêntico caos!!!
Na altura, como é costume em Portugal, a culpa foi do Mexilhão, neste caso dos Benfiquistas. O organizador e as autoridades, rejeitaram qualquer culpa no sucedido... Na crónica da nossa vitória no Jamor, alertei para a situação, que só não foi mais grave, por milagre.

Hoje, ao ler A Bola, fui surpreendido:
«Com a final da Taça de Portugal no horizonte, decorrem obras no Estádio Nacional para receber o jogo entre Sporting e SC Braga, agendado para dia 31, nas melhores condições possíveis. A grande novidade prende-se com a nova entrada que está a ser construída no topo norte, que aumentará o número de acesso de três para quatro. Um acréscimo às existentes do lado do peão (Praça de Maratona), no topo sul e na bancada central.
(...)»
Afinal, perceberam (apesar de ninguém o ter admitido em público), que obrigar o pessoal do Topo Norte e da Lateral Norte, a entrar somente pelos torniquetes da Praça da Maratona, não chegava... Quem é que o ano passado deveria ter pensado nesta obra, e não o fez?!

Cota... sem travões !!!

sexta-feira, 15 de maio de 2015

«Dá-me o 34...»

"Esta é a semana onde todos os benfiquistas reclamam junto da equipa, como os No Name cantam no estádio:
«Dá-me o 34, dá-me o 34».
Todos nos sentimos membros da claque, na vontade de ver novamente o Benfica bicampeão nacional. É preciso baixar a ansiedade e aumentar a concentração, porque acredito motivação não faltará. Os 4-0 ao Penafiel eram previsíveis, mas as dificuldades em Guimarães também. Contra o Penafiel a arbitragem apenas conseguiu produzir um ridículo amarelo a Samaris, mas causa dano para o jogo da cidade berço onde Gaitán ainda está em dúvida. Esperemos pelo melhor Fejsa, que deu excelentes indicações em Barcelos. Jorge Jesus sabe tratar das tácticas e avisar dos truques que se irão encontrar. O campeonato disputado ombro a ombro com o FC Porto não terá nenhuma facilidade nesta recta final. O Benfica tem a grande vantagem de ter dois jogos, para vencer um, e ser campeão, mas era muito importante resolver já a questão em Guimarães.
Uma palavra final para o voleibol do Benfica e para a sua época de sonho. Quando acabou o jogo com o Penafiel as atenções estavam todas nos Açores. José Jardim conseguiu um feito único, Supertaça, Taça de Portugal, e campeonato nacional ganho na negra em casa do adversário e uma final Europeia. O Voleibol está de parabéns (muito bom o Bastardo) e o do Benfica fez algo de verdadeiramente fantástico.
Para quem, como Rui Mourinha e José Jardim, passaram tantas dificuldades no passado para impor a modalidade no clube, esta é uma estrondosa vitória e um merecido prémio. Esta vitória é celebrada por todos os verdadeiros benfiquistas, e tem um toque de justa desforra do título perdido para o mesmo adversário há poucos anos. Este ecletismo vencedor que o Benfica ostenta é motivo de orgulho. Depois do hóquei em patins e do voleibol, haverá certamente mais. O ecletismo no Benfica não é um panfleto é um palco de títulos."

Sílvio Cervan, in A Bola

Condenados!!!

Está tudo a pensar no mesmo

Está tudo a pensar no mesmo!

Posted by Sport Lisboa e Benfica on Sexta-feira, 15 de Maio de 2015

Sonhos!!!

DÁ-ME O 34 !!!!!O Futuro está garantido, com adeptos como este e COLINHO assim ninguém nos pode parar. COMO EU TE AMO BENFICA !!!!!

Posted by SL Benfica - Maior Clube do Mundo on Sexta-feira, 15 de Maio de 2015

Só mais uma!

"Depois de nove longos meses de competição, de jornadas intensas - ora mais difíceis, ora menos complicadas -, de ansiedade e sofrimento, de muitos avanços e poucos recuos, de constante pressão, de demasiada conversa fora das quatro linhas, de boas exibições e grandes golos, de muito suor e algumas lágrimas, eis chegado o momento em que tudo poderá, enfim, ficar definido.
Falta-nos uma, apenas uma vitória. Com mais três pontos, ninguém nos poderá retirar o direito de comemorar a conquista do 34.º título nacional, consumando assim o principal objectivo da temporada desportiva de 2014/2015. Poderá acontecer já em Guimarães, num terreno difícil, e perante um adversário que não nos tem sido nada simpático - nos últimos sete anos, derrotou-nos cinco vezes, quer em jogos do Campeonato, quer na Taça de Portugal.
Com uma margem de erro que ainda permite um deslize, não haverá motivo para que a equipa acuse qualquer tipo de pressão negativa. Sabemos que somos melhores, que merecemos ganhar, e que vamos certamente cortar a meta em primeiro. É com a auto-estima em alta que devemos partir para a cidade-berço. E é em festa que esperamos de lá voltar.
Estou em crer que o Futebol nos fará justiça já nesta jornada, no primeiro de dois 'matchs-points' de que dispomos para fechar as contas do título. Estou em crer que a glória está iminente. Falta um bocadinho assim. Vamos a isso!

PS: O Hóquei e o Voleibol já estão no papo. O Futebol vem caminho. Espera-se que também o Basquetebol e o Futsal possam ainda festejar. Talvez estejamos à beira de um momento absolutamente ímpar na nossa história centenária."

Luís Fialho, in O Benfica

A duas jornadas do fim da Liga

"É já no próximo domingo que o Benfica vai jogar o primeiro dos dois championship points de que dispõe na I Liga de 2014/15. Da Luz têm chegado, nos últimos dias, sinais de maturidade: no âmbito desportivo as rotinas estão a ser seguidas com a tranquilidade de quem sabe estar a correr uma maratona; Guimarães, na importância que tem, não deve assoberbar os jogadores, tolhendo-os pela pressão desmesurada. No campo da política, as respostas residuais aos derradeiros mind games com origem no Dragão traduzem bem a serenidade com que esta recta final da prova mais importante do futebol português está a ser encarada.
Do Porto têm chegado inúmeros remoques e reparos, com a clara vontade de provocar uma reacção negativa ao rival. É uma estratégia que se compreende, própria de quem sabe que as hipóteses de chegar ao título são escassas e deve procurar desestabilizar a concorrência, à espera de, por aí, colher vantagem.
Os árbitros e as arbitragens têm vindo à baila, mas devido à falta de novidade subjacente a esses argumentos, invariavelmente usados por quem se senta no lugar do perdedor, não deve com eles perder-se muito tempo de análise.
A outra arma de arremesso tem nome, Julen Lopetegui, o treinador do FC Porto. E a dúvida que em relação a ele aqui e agora se levanta ganhará maior pertinência logo que a poeira assente e se façam as contas à época, aos meios que foram colocados à disposição do técnico basco, aos resultados obtidos e até à forma como ele acabou por colocar-se face à opinião pública e à classe a que pertence."

José Manuel Delgado, in A Bola

Por qué no te callas?

"A duas jornadas do fim do Campeonato, o SL Benfica está a três pontos de ser Bicampeão. Tem o melhor ataque da prova (mais de 100 golos em todas as competições), o maior número de vitórias, a segunda melhor defesa, não perdeu nenhum jogo frente aos rivais directos e o Estádio da Luz tem a melhor média de assistências de Portugal. Isso é suficiente para ser Campeão? Ainda não, falta uma vitória em Guimarães. Na última jornada, nova goleada ante um Penafiel que fez tudo para roubar pontos ao Benfica. E o tudo incluiu batalha táctica, vontade e duas agressões violentas (Rabiola com dois socos simultâneos em Luisão e Braga com uma pisadela na cara de Salvio) que nem amarelo valeram. O prémio de jogo deveria ser alto, mas nem assim o Penafiel escapou à descida de divisão. Acontece.
O que também aconteceu no fim de semana passado foi mais uma triste conferência de imprensa do treinador do segundo classificado. Desta vez, o técnico espanhol em vez de esclarecer alegadas agressões que ocorreram entre os seus jogadores num determinado treino da equipa, ao invés de comentar mais uma exibição fraquinha do FC Porto ou a sua continuidade no clube, resolveu atacar Jorge Jesus. Diz Lopetegui (está bem escrito, mister?) que perdeu o respeito ao treinador Campeão Nacional, que a sua equipa tem sido prejudicada pelas arbitragens (pausa para rir) e que Jesus só fala porque está sob um 'manto protector'. Tem razão: é o manto sagrado. O manto de milhões de adeptos, o manto da vitória. E será sempre melhor estar sob este manto do que trabalhar debaixo do pano, o modus operandi preferido do FC Porto nas últimas três décadas. Carrega, Benfica! Vozes de burros não chegam ao céu."

Ricardo Santos, in O Benfica

Por falar em 'ADNs'

" 'Coitadinho' do Jorge Jesus que já não é respeitado por Lopetegui. Já nem dorme... Mas será que há alguém que ainda respeite o treinador espanhol? Com duas semanas para digerir a polémica que ele próprio criou, ao interpelar ostensivamente o nosso treinador no relvado após noventa minutos em que nada fez, onde devia fazer - no banco - para tentar ganhar o jogo, e reflectir sobre os seus erros ao comando da equipa portista, prefere insistir, arrogantemente, em não reconhecer que, apesar de ter à sua disposição 'o melhor plantel dos últimos trinta anos' e o mais caro de sempre do futebol português, tem sido incapaz de superar um Benfica que, esperamos, conquistará o bicampeonato.
Pelos vistos, a arrogância 'faz parte' do seu ADN, por certo diferente daquele que é reclamado nas bancadas do estádio do dragão: O que potencia a propensão para inventar datas de fundação de clubes ou para ter conversas por telefone que obrigam a deslocações súbitas à Galiza... Pelo andar da carruagem, mais depressa regressará ao País Basco...
Mas falemos de assuntos sérios: O Sport Lisboa e Benfica é tricampeão nacional de Voleibol naquela que é a nossa melhor época de sempre na modalidade. Campeonato Nacional, Taça de Portugal, Supertaça e presença na final de uma competição europeia... É do ADN glorioso! A contagem de títulos e troféus prossegue a bom ritmo. Só nos seniores masculinos das modalidades de pavilhão, atletismo e futebol, já vamos em catorze. Os restantes clubes, em conjunto, somam cinco. A 'maior potência desportiva nacional', o Sporting (pausa para gargalhada), conquistou dois, enquanto F.C. Porto, Valongo e ABC têm um cada."

João Tomaz, in O Benfica

Guimarães Nossa!

"O FC Porto não deixa de nos surpreender. Note-se bem: para além de vencer com dificuldade um Gil Vicente que o Benfica dominou desde o início do jogo; para além de ter perdido em casa e empatado na Luz, com um saldo negativo de golos; para além de ter visto o domínio avassalador e a goleada sobre o Penafiel... Lopetegui vem falar de um "manto protector" e de um eco social favorável, como se fossem outros que não o trabalho árduo, a motivação e a crença inabalável na vitória os factores responsáveis pelo primeiro lugar dos 'encarnados' desde a 5.ª jornada do Campeonato!
O delírio chega aos comentadores afectos aos azuis e brancos que, mesmo após uma indiscutível vitória de quatro golos, se empenharam em discutir um eventual penalti de Talisca sobre a linha da grande área. Parecia impossível de acontecer mas acontece mesmo... na cabeça dos nossos amigos do Norte!
Chegam até a falar de um plantel benfiquista sem garra nem nota artística... que não joga nem deixa jogar. Não se percebe como é o Benfica a equipa com mais pontos e vitórias conquistados fora. Muito menos a marca avassaladora de 17 golos... pela defesa! A melhor defesa de sempre em termos de golos.
O melhor mesmo é deixá-los delirar sozinhos... porque discussões sem um único fio condutor racional não é facto que deva ocupar o tempo dos adeptos do Glorioso.
Agora o tempo é outro: o do assalto a Guimarães. No berço na Nação vamos recuperar o bicampeonato e marcar o início de uma nova era de domínio no Futebol português. Vem aí o título esperado. Vamos cobrir a cidade berço de um manto vermelho. E enquanto os portistas se entretêm a discutir os penáltis fúteis e os livres teóricos, nós começámos esta semana a gritar bem alto: Guimarães é a nossa vitória!"

André Ventura, in O Benfica

Gente pequena

"O Benfica pode conquistar o campeonato este fim de semana, em Guimarães. É normal que no dia da vitória se festeje. Não há 'festejómetros' e nenhum clube é dono da cidade onde a vitória se dá. Assim, as declarações de José Isidro Lobo, presidente da mesa da assembleia geral do Vitória de Guimarães, são abaixo de lamentáveis: 'Aqui, como sabem, nem há casas dos outros clubes, do FC Porto, Benfica e Sporting; aqui somos vitorianos'. E acrescentou: 'Até seria uma provocação irem festejar para o Toural'. Ficamos a saber que quem não seja vitoriano é estrangeiro em Guimarães. Estas declarações, negação do fair play e da hospitalidade, são prepotentes e roçam a ameaça. Festa não é provocação, é futebol. Que um qualquer hooligan não viva bem com isso, compreende-se. Que um dirigente desportivo o afirme publicamente, é inaceitável.
Continua o tal presidente da assembleia geral: 'Quando vencemos a Taça de Portugal não fomos festejar para o Marquês. Certamente que o Benfica também quererá fazer a festa em sua casa.' Acontece que a casa do Benfica, como a do Sporting e cada vez mais a do Porto, não é nas suas cidades de origem. É, pela sua dimensão desportiva, em milhões de casas em todo o país. Estes clubes são clubes nacionais. Estatuto que um dia, se o Vitória de Guimarães trabalhar muito e for dirigido por gente com mais visão, também conquistará. Se o Guimarães não festejou a sua taça no Marquês, fez mal. Seria bem tratado. Porque Lisboa, com três clubes na primeira divisão, está habituada ao pluralismo clubístico. E porque é uma cidade de chegada, onde vive gente de todo o país. Não é de ninguém porque é de todos. A culpa destas afirmações não é, claro, dos vimaranenses. Todas as cidades têm gente pequena que gostaria de viver em lugares à sua dimensão. Pena que tenham palco."

Destilar ódios

"O FC Porto inaugurou recentemente uma nova forma de destilar ódios. Chamam-lhe comunicação, mas o panfleto electrónico, em rigor, não comunica. Serve apenas como arma de arremesso contra tudo o que os dragões entenderem e nos últimos dias tem-se dedicado sobretudo a tentar manchar o provável 34.º título do Benfica. A escalada de agressividade não pára, seja contra árbitros ou contra quem os nomeia, passando por cima das próprias palavras de Pinto da Costa que ainda há poucas semanas dizia que estar sempre a falar de arbitragens 'é ridículo e estúpido'. Só que no momento em que o disse, o líder portista ainda acreditava que o título seria azul e branco. Talvez por isso não mostre actualmente qualquer incómodo com aquilo que se escreve no 'Dragões Diário'.
Enquanto a turba que subscreve a 'newsletter' se alimentar destes assuntos menores, esquece-se de questionar as verdadeiras razões pelas quais o FC Porto está muito perto de terminar a temporada sem um único título conquistado. Os erros de Lopetegui deixam de ser assunto (em rigor, parece que nunca o foram no Dragão...). Tudo o que importa é aquilo a que o treinador apelidou de 'manto protector'. Alimentados por este ódio, acredito que muitos adeptos esqueçam com outra facilidade um dos maiores falhanços da história recente do clube mais vencedor em Portugal nos últimos 30 anos. A história do pão e do circo continua bem actual. Apesar de sobre ela se terem passado muitos séculos.
O que mais me espanta em tudo isto é ver um clube que liderou o futebol português no caminho da modernidade aceitar agora este retrocesso para uma era primitiva, aquela em que tudo se discute na base da cacetada. Pelos vistos é esta a comunicação moderna, feita ao estilo das redes sociais, em que nada se respeita, em que vale tudo, seja o atropelo da verdade ou mesmo o insulto boçal.
Se o Benfica não 'fechar' o campeonato no domingo, em Guimarães, aposto que, se seguirá mais uma semana tão 'animada' quanto aquela que está a terminar. O circo continuará na cidade enquanto houver gente disponível para assistir a este espectáculo. E basta um dragão para o manter em permanente actividade."

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Se adormeceres roubam-te as botas

"O Porto considera que foram pessimamente nomeados os árbitros para o Vitória-Benfica e para o Belenenses-FC Porto. Caramba, isto é que são muitas exigências.

CARREGA, BENFICA!
Tão lindo este grito, lindíssimo mas talvez excessivamente coloquial tendo em conta a seriedade do momento.
É que o Benfica chegou ao ponto em que só tem dois jogos por disputar e está a uma vitória de revalidar o título de campeão.
O primeiro jogo é na casa do Vitória de Guimarães onde, nesta época, o Porto empatou e o Sporting saiu goleado.
O segundo jogo é na Luz com o Marítimo que nesta época, com dois treinadores diferentes, ganhou dois jogos ao Porto sempre com o mesmo treinador.
Nada disto se apresenta fácil.
Carrega, Sport Lisboa e Benfica!
Assim mesmo, com o nome completo porque chegou a hora de ser inteiro. E porque inteiro soa ainda melhor.
Carrega, Sport Lisboa e Benfica!
Assim mesmo, com o nome inteiro porque chegou a hora de ser completo. E completo demora mais tempo a dizer. E prolonga-se a satisfação.
Carrega, Sport Lisboa e Benfica!
Com as sílabas todas. É música que não deixa dormir.
Dormir é que não, Sport Lisboa e Benfica, dormir é que nunca.
Por exemplo, num filme antigo de Roberto Rossellini, chamado Libertação, retratando, precisamente, o mestre do neo-realismo a libertação da Itália pelos Aliados no culminar da II Guerra, há todo um episódio com uma esfaimada criança napolitana que persegue um soldado norte-americano com a intenção de lhe roubar qualquer coisa que valha dinheiro no mercado negro.
Exausto nas suas deambulações pelas ruas de Nápoles com a criança sempre à perna, o soldado acaba por se encostar a uns escombros e, entorpecido pela brutalidade do Sol, fecha os olhos.
Diz-lhe o rapazinho com toda a franqueza da sua miséria:
- Se adormeceres roubo-te as botas.
E é precisamente o que acontece. O soldado adormece e acorda descalço.
Carrega, Sport Lisboa e Benfica!
Se adormeceres roubam-te as botas.

NOS instantes que se seguiram ao quarto golo do Benfica, refiro-me ao jogo do último sábado, a expressão de um destino já inelutável levou Vítor Bruno, jogador do Penafiel, a uma curta e fogosa série de atitudes provocatórias que resultaram, objectivamente, em dois cartões amarelos mostrados a jogadores do Benfica como castigo por terem caído na tentação de responder à letra.
Foi o momento mais quente do jogo e imediatamente se transmitiu às bancadas.
Uma pequena parte do público, entusiasmado com a robustez do marcador e aborrecido com Vítor Bruno que nos tirou Samaris do jogo de Guimarães, desatou a cantar «olés» enquanto os jogadores do Benfica trocavam entre si a bola frente ao ali mesmo despromovido Penafiel.
Não foi bonito, não. Mas a verdade é que esse dispensável exercício de crueldade não se prolongou por muito tempo porque logo outra parte do público, mais adulta, fez valer os seus bons pergaminhos e impôs gentilmente o fim dos «olés» e o respeito pelo adversário.
Benditas sejam as maiorias esclarecidas que ainda habitam os estádios de futebol.

O presidente do Porto, por cansaço ou por ter mais que fazer, delegou a propaganda, área em que era mestre, numa elite de estrategas perfeitamente capaz de organizar recepções festivas depois de derrotas – e por isso já se exige o ADN de volta – e não menos capaz de descortinar «um toquezinho xenófobo» na resposta do director de comunicação do Benfica à última intervenção pública do treinador Julen Lopetegui. 
Lopetegui até pode ser o melhor treinador do mundo mas não é, certamente, o melhor comunicador do mundo. Contra si tem aquela notória desarticulação de um boneco a dar pinotes mas com os fios sempre à vista.
Entretanto o director de comunicação do Benfica, por iniciativa própria ou não, lá respondeu à última vaga de lamentações de Lopetegui sem recurso a nada que o pudesse ofender.
Limitou-se a publicar uma imagem de uma bancada repleta de benfiquistas, o tal «manto protector» na sua opinião, e a tratar o treinador do Porto não pelo nome mas pela sua naturalidade de «basco» que muita o honra, certamente.
Trocar o nome a Lopetegui é diminuí-lo. E de gosto duvidoso quando é propositado, admitamos. Já chamar «basco» a Lopetegui que é basco não é diminuí-lo nem se reveste de qualquer acinte.
Só mesmo pessoas que, por qualquer motivo fútil ou por paixão funesta, já não podem mais ver um «basco» pela frente é que conseguem descortinar «um toquezinho xenófobo» nesta redundância de chamar basco a um basco.
Pelo andar da carruagem, um dia destes ainda lhe chamam mouro.

NO princípio da semana, por causa da greve dos pilotos da TAP o Marítimo teve de pernoitar em Lisboa. No dia seguinte, antes do embarque paras o Funchal, a equipa treinou-se no Seixal devidamente autorizada pelo Benfica.
É um procedimento comum tal como o presidente do Marítimo se viu forçado a explicar recordando que a equipa da Madeira já anteriormente utilizou os campos de outros clubes de norte a sul do país, incluindo as instalações do Porto, sempre que se viu atrasada no continente por questões voos.
Como o Marítimo é o último adversário do Benfica nesta Liga o Porto reagiu oficiosamente a este episódio aéreo considerando-o um atentado à verdade desportiva. O presidente do Marítimo, por sua vez, considerou de «baixa intelectualidade» os protestos portistas. A verdade é que qualquer jogo que possa decidir um título arrasta consigo intricadas teorias da conspiração. É natural, o futebol é paixão não é império da lucidez. E o mais curioso é que a má fama da última jornada não nasceu esta semana no Seixal. 
A má fama da última jornada nasceu em Paços de Ferreira vai agora fazer três anos. Ainda ninguém se esqueceu. Eu também não. No entanto, para não dar parte fraca, aceitei placidamente a sagração do campeão e o pacote de negócios prontamente anunciado entre as partes.
E, francamente, houve ali alguma espécie de «amor», de «amor, só pode»?
Não, nunca, nada, zero.

TIRO maravilhosamente certeiro contra a xenofobia foi dado por Leonardo Jardim ao ser confrontado com o facto de o seu nome não constar na lista de candidatos ao prémio para o melhor treinador do campeonato francês.
- Eu só posso ganhar o prémio para o melhor pedreiro português em França – disse o madeirense.
Bravo!
Só espero que o Leonardo Jardim não se ofenda por o tratar por «madeirense».

COM todo o respeito pelo Vitória de Guimarães e pelo seu presidente da Assembleia Geral mas aquela tirada «se ganharem que vão festejar para o Marquês que é a casa deles» não terá um «toquezinho» de qualquer coisa menos aceitável?
Ainda o jogo de Guimarães não começou e já os benfiquistas, que aprenderam a não deitar foguetes antes da festa, foram mandados para o Marquês que, sensatamente, se recusam a reservar por causa das tosses.
Sempre se vai aprendendo com os erros, felizmente.
Um dos erros que, no entanto, pode ainda ocorrer dada a sensibilidade do tema é o de se prestar mais atenção às palavras inebriantes do alto dirigente vimaranense do que ao jogo propriamente dito com o Vitória de Guimarães. Que é o que conta.

O antigo árbitro Jorge Coroado – o introdutor da «azia» no léxico do nosso futebol – considera que foi muito mal nomeado o árbitro para o Belenenses-Porto mas que foi muito bem nomeado o árbitro para o Vitória-Benfica.
Não se pode ter tudo, é o que é.
Por sua vez, o Porto considera que foi pessimamente nomeado o árbitro para o Vitória-Benfica e, pior ainda, considera que foi terrivelmente nomeado o árbitro para o Belenenses-Porto.
Caramba, isto é que são muitas exigências.

PS - O Real Madrid não conseguiu fazer à Juventus o que o Benfica conseguiu há um ano: ganhar em casa e não perder fora. E mais nada!"

Leonor Pinhão, in A Bola

(In)coerência

"Enquanto a minha cabeça já está no estádio D. Afonso Henriques, leio e ouço os habituais exageros face à iconografia do sucesso ou do fracasso. Bem sei que, neste mundo sequioso de quantidade, a hiperbolização linguística aumenta as audiências e as tiragens.
Vivemos freneticamente o tempo dos aumentativos, invadindo o reinado que já foi dos diminutivos. Sinal dos tempos? Já não é o tempo do ceguinho, é a hora do apagão. Já não se dá atenção à passagem da mocinha gordinha, porque os olhos estão virados para a boazona. Já não se escuta o passarinho esvoaçando, por causa do buzinão. O carrinho modesto e utilitário cede lugar ao jipão agressivo e urbanizado. Passado o tempo do Carcavelinhos há quem desespere pelo regresso do Boavistão (com Petit, treinador). E até o Luisão parece soar melhor que o diminutivo Luisinho.
Mais, maior, melhor. Super, hiper, maxi. São as medidas da maratona da vida numa caminhada sem stop. Uma corrida cada vez mais de cada um, no mar da intranquilidade egoísta e na construção efémera de fugazes cometas de miragens e de ilusões transaccionadas. Uma pressa em função do vazio que atirou para o sótão das inutilidades semânticas essa palavra: urgência!
Eficácia, eficiência, produtividade, rendibilidade, performance, ingredientes obsessivos de vidas-taxímetro, sem embraiagem para o espírito. Ou será que a felicidade apenas se mede por uma qualquer assíntota de matéria fungível?
Ah, todo este arrazoado para me distrair da penúltima jornada do campeonato. Na esperança de que o campeão passe a ser bicampeão. Ora aí está a minha (in)coerência. É, por causa dela, que também gosto do futebol."

Bagão Félix, in A Bola

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Defesa de cabeça aos pés

"Sem perfil de protagonista, Jardel é candidato ao Oscar de melhor actor secundário de 2014/15- Aos 29 anos tem a vantagem de conhecer com clareza as suas virtudes e limitações. É um dos baluartes do Benfica de Jorge Jesus.

1. Há jogadores que personificam a ideia de que o central de topo não tem de ser futebolista de eleição, analisado segundo parâmetros de magia, criatividade e riqueza de soluções na relação com a bola. Pelo contrário, é de interesse muito duvidoso querer agregar às qualidades imperiosas para cumprir a nobre função de defender, elementos porventura mais deslumbrantes como classe, talento, carisma, estética, habilidade e influência exercida em moldes mais abrangentes. Jardel não se deixou seduzir pelos desejos expansionistas de outros parceiros do mesmo ofício, daqueles que procuram a glória reclamando argumentos de estrelas sem antes cumprirem as obrigações mais elementares da tarefa que desempenham. E esses, mesmo que uma vez sem exemplo atinjam a excelência, não fogem à regra geradora da anarquia que transforma a equipa numa espécie de Deus nos Acuda FC.
2. Ultrapassada a fase de adaptação a uma potência como o Benfica, Jardel refinou o raciocínio e a execução de gestos e movimentos menos reconhecidos para quem vive o futebol com superficialidade. Domina cada vez melhor o espaço e o tempo; aproximou-se da perfeição no modo como actua sobre a bola e os adversários; é implacável no jogo aéreo, verdadeiramente imperial nas duas áreas; depurou a acção longe da bola e decide cada vez melhor nas situações de alerta máximo, quando a casa está desarrumada e vulnerável às investidas do inimigo. Jogador poderoso, fiável, regular, concentrado e responsável, não costuma exagerar no despudor da intervenção.
3. Aos 29 anos, idade magnífica para extrair o melhor de si mesmo, Jardel tem a vantagem de conhecer com clareza as suas virtudes e limitações. A capacidade para ouvir os conselhos do treinador e de assimilá-los como se fossem mandamentos sagrados permitiu-lhe dominar os conceitos de que precisa para ser um dos baluartes do Benfica de Jorge Jesus. E isso basta-lhe para ser feliz. É uma prova notável de inteligência realizar-se fazendo o que sabe e lhe pedem, evitando o risco de tentar o desconhecido, mesmo que, noutros tempos, se tenha deixado levar pelo fascínio da aventura criativa, nem sempre com bons resultados, como todos estarão recordados. A âncora mais sólida é a alma de defesa revelada, traduzida no modo como satisfaz paixão e prazer pelo jogo, cumprindo requisitos diferenciados dos artistas que deslumbram as plateias: o seu objectivo é travar antagonistas, impedindo que brilhem e sejam eficazes.
4. Jardel chega ao fim da temporada como um dos melhores centrais da Liga. Sem perfil de protagonista, é candidato ao Oscar de melhor ator secundário de 2014/15, processo lançado pela convicção de Jorge Jesus em colocá-lo à frente de Lisandro López e César na hierarquia liderada por Luisão. Muitos não compreendem como pode ser ele o parceiro do capitão com melhor estatística de sempre; muitos jamais encontrarão os motivos pelos quais um jogador com limitações técnicas apresenta rendimento superior a David Luiz e Garay. Jardel cumpre assim um dos principais requisitos do central de uma grande equipa: encontrou a medida exacta, de comportamento e atitude, para se articular com o companheiro do lado, de modo a completá-lo e até potenciá-lo; tudo para que o funcionamento de ambos, entendidos como dupla, seja superior à soma do talento individual de cada um.

A perfeição segundo Mika
Petit transformou manta de retalhos sem qualidade reconhecida numa equipa interessante.
O Boavista foi a surpresa e, ao mesmo tempo, um dos grandes vencedores da época. Longo e difícil foi o caminho que fez evoluir os axadrezados de condenados ao último lugar à formação que cedo abandonou a luta pela sobrevivência e vive tranquila há algumas semanas. Em Arouca, emergiu Mika para garantir o 0-0 - oitavo ponto fora de casa em 16 jogos. É raro o guarda-redes ser tão influente e esmagador num jogo, porque muito raramente alguém atinge a perfeição. E ele atingiu-a

Lopetegui foi enorme decepção
O basco foi contratado para corrigir uma época perdida e travar o ascendente do Benfica.
O FC Porto deu-lhe tudo mas ele nem um título venceu: no fim, contas feitas, prevaleceu a convicção de que merece segunda oportunidade. A época foi muito exigente a outros níveis porque, dando sempre a cara pela equipa, envolveu-se em questões institucionais para as quais não está vocacionado. Não percamos mais tempo: o diferendo com Jorge Jesus e as declarações após o jogo com o Gil Vicente mostram um homem acossado pelo insucesso, disposto a arranjar álibis e a desviar atenções para os problemas que, de repente, lhe entraram pela cabina dentro. Uma grande decepção.

Bernardo é um génio do futebol
Na relação entre tempo de jogo e valor da oferta do Mónaco, o Benfica não teve dúvidas.
Bernardo Silva foi para França por empréstimo mas consolidou a ligação ao clube monegasco, que pagou 15 milhões de euros aos encarnados. Bom ou mau negócio, é ele quem vai decidir nos próximos anos. Pelo que tem feito na estreia; pelas características que possui; pela visibilidade proporcionada pelo campeonato francês; porque tem um Europeu de sub-21 à porta e já é internacional A, não se pode excluir a hipótese de, em breve, valer muito mais do que custou. Ganha legitimidade a convicção de que estamos perante um génio de futebol."


PS: Por acaso, sussurraram-me à uns dias, que o Mika seria hipótese para o lugar do Paulo Lopes!!! Mas para ser sincero, não acredito...

Só falta mais um bocadinho...

Jonas e Lima

"Lima e Jonas têm, juntos, 35 golos marcados. É obra! Jonas foi a grande revelação encarnada. Ninguém percebe como o Valência o deixou sair tão facilmente. Eu tenho uma explicação: no sistema 4x3x3, em que o Valência joga, Jonas não tem lugar. Não tem estatura e já não tem poder físico nem velocidade para jogar entre os dois centrais adversários. Entalado entre eles, Jonas pode passar um jogo sem tocar na bola.
No sistema 4x4x2 que o Benfica adopta, Jonas tem mais mobilidade, aparecendo na esquerda e na direita, não se entregando à marcação. E beneficia das constantes desmarcações de Lima, que arrastam os defesas e abrem espaços. Não é por acaso que Jonas aparece muitas vezes sozinho em plena área para marcar. 
Mas, sendo esse sistema tão bom para alguns jogadores, por que não há mais equipas a adoptá-lo? A resposta é fácil: porque é um sistema muito exigente tacticamente. Num 4x3x3, tudo é simples: 4 defesas, 3 médios, dois extremos e um avançado. Num 4x4x2 há movimentos muito mais complexos. Por isso, os novos avançados como Jonathan Rodríguez têm tanta dificuldade em entrar na equipa do Benfica. O sistema em que Jesus aposta é mais difícil de interpretar do que o clássico 4x3x3 - mas, quando a equipa está rotinada, tem uma capacidade de produzir espectáculo e de marcar golos muito superior. Não é por acaso que o ataque do Benfica é, de longe, o melhor do campeonato, com 82 golos apontados. Se o Benfica for campeão, Jonas terá sido decisivo. Mas o modelo de jogo do Benfica também foi decisivo para recuperar Jonas. Quanto a Lima, é um jogador importantíssimo, mesmo quando não marca. Por isso é sempre titular."

Voleibol, antes do futebol

"Numa semana de grande expectativa em relação ao almejado bicampeonato de futebol para o Benfica (embora todas as cautelas sejam avisadas), escrevo sobre uma modalidade de que sempre gostei: o voleibol.
O pretexto é, claro está, o tricampeonato do Sport Lisboa e Benfica que este ano faz o triplete vencendo campeonato, taça e supertaça e alcançando a final de uma prova europeia.
Um grande trabalho de um excelente técnico e enorme benfiquista José Jardim e de um conjunto de atletas de elevado nível, numa luta renhida com a surpreendente equipa Fonte do Bastardo, uma freguesia da Praia da Vitória na Terceira (com cerca de 1.300 habitantes).
Para ser coerente, devo referir que não concordo com esta ideia de play-off para decidir o campeão. Desta vez coube ao Benfica superar um invicto vencedor da fase regular. Antes, o Benfica havia perdido duas vezes nas mesmas circunstâncias.
Era eu estudante e vibrava com as sucessivas vitórias do Técnico, apesar de estudar em Económicas. Lembro-me, com gosto e saudade, da equipa das Marias do Benfica que, por cá, passeava a sua classe. Nas últimas décadas, admirei o voleibol de clubes considerados de menor expressão desde o Sp. Espinho (ainda o detentor de mais títulos), o Castêlo da Maia ou o Fonte do Bastardo.
Nos Jogos Olímpicos ou nas competições mundiais, o voleibol é espectacular. Uma modalidade vibrante, elegante, onde não há o contacto físico directo que é a fonte de tanta discussão noutros desportos. E onde a noção solidária de um colectivo se exprime melhor no jogo jogado e no abraço colectivo que se segue a cada ponto conquistado."

Bagão Félix, in A Bola

PS: Após a festa do título, nas últimas horas, já foram anunciadas as saídas dos nossos dois distribuidores: Vinhedo (regressa ao Brasil) e Perini (vai jogar para Ravenna!!!). E ainda podem sair mais jogadores... espero que não. Mas na despedida os dois deixaram algumas palavras:
- O Perini também se emocionou:



ADENDA: Agora, foi a vez do Honoré anunciar a saída. É curioso, mas o sucesso Europeu desta época, acabou por dar mais visibilidade aos nossos jogadores, e agora vamos ter um Verão complicado...

Cuidadito con incendiar a las aficiones

"Perdón por la prolongada ausencia de este blog, pero a veces uno no consigue ser ser dueño de su tiempo y, entre unas cosas y otras, han pasado muchos más dias de los que habría querido. Perdón a los que ya eram fieles a este blog, y bienvenidos a los que se incorporen. Desde ahora tenemos una doble cita, en Estadio y en Lopeteguia.
Aunque en este primer ‘post’ del año puede que llegue con más indignación de la que en mí es habitual. Porque esta masiva campaña de denuncia sobre favoritismos, persecuciones, trampas y robos arbitrales, me parece una hipocresía doblemente peligrosa que ni soy capaz de entender, ni por supuesto puedo compartir. Estamos jugando con fuego. Y esto es una cosa seria.
Porque se puede dudar de la capacidade de los árbitros españoles. Podemos discutir sobre su talante sobre el césped, su preparación y su grado de acierto. Incluso sus enormes errores en un partido. Pero dudar de su honestidad es um pecado gravísimo. Y un arma de doble filo.
En este país hemos tenido ambientes menos enconados, y hemos vivido comportamientos en el campo cercanos a la tragedia que nos han hecho estremecer a todos. U no me quiero poner dramático. Pero de verdad creo que ser realista es encender una bengala de aviso a navegantes para no seguir echando leña a este fuego."
¿No estamos rozando el colmo de la hipocresía? No se entiende que estemos hablando de fair play, denunciando la violencia, alabando el buen comportamiento…. Y corramos el peligro cierto de estar sacando de quicio y calentando más de lo que toca a algún ‘descerebrado’ que puede perder los papeles y acabar haciendo una barbaridad. Que los hay. Nos consta porque lo hemos visto.
Y eso que los actores principales del fútbol están dando la cara. Los futbolistas y los entrenadores no dejan lugar a la duda y tanto desde Madrid como desde Barcelona han lanzado mensajes bien claros de que los puntos se ganan en el campo.
Es cierto que un mal día de un árbitro te puede llevar a la derrota. Y te calientas, y le gritas, y luego ‘rajas’ en la prensa, o a él mismo. Y el entrenador llora en la rueda de prensa el desastre arbitral del penalti o el gol anulado. Y el medio de comunicación de un lado pone a caldo al colegiado mientras el otro sólo se acuerda de la gran victoria del equipo de su ciudad.
Claro que hay lugar en el fútbol para la polémica arbitral. Los propios profesionales viven (vivimos) en la hipocresía de no hablar de los árbitros cuando les va bien, y poner el grito en el cielo cuando las cosas se le tuercen. Tenemos ejemplos todas las semanas y yo mismo entono el mea culpa.
Todos entendemos la polémica arbitral y somos parte de ella. Sin más trascendencia y sabedores que es parte de la salsa del fútbol.
Pero si en toda esta historia metemos dudas sobre la intencionalidad del árbitro, podemos estar encendiendo un polvorín. Porque el error humano calienta… y se pasa. Pero el error con alevosía deja un poso de rencor que no se sabe cómo puede acabar.
Yo he jugado 18 años y he estado en el Real Madrid y en el Barcelona. Y de verdad que no conozco a futbolistas de esos equipos que hablen de favoritismos. Es más, siempre hemos sido conscientes de que se equivocaban más en contra de los más pequeños, aunque pensamos que se debe a que los equipos grandes pisan mucho más el área y es más fácil el error a su favor.
Además, les puedo garantizar que en un altísimo porcentaje, el futbolista profesional no sabe ni cómo se llama el árbitro del domingo. Tiene tantas cosas en la cabeza, tantas variables, que el árbitro no es una de sus preocupaciones.
Y como bien dijo Guardiola, el fútbol es demasiado bonito como para reducirlo a cuestiones arbitrales. Hay que disfrutar con las jugadas, con los goles, con tantas cosas preciosas que ocurren sobre el césped. Y si además hay polémica, pues bien. La ha habido siempre.
Pero cuidado con desmadrar las cosas. No podemos incendiar a las aficiones porque las consecuencias no las podremos controlar. Y después no vale lamentarse. Somos mayorcitos para saber lo que estamos haciendo y el riesgo que corremos. ¿O no?"

Palavras ditas e malditas

"Bruno de Carvalho tem uma virtude: diz aquilo que pensa. Na entrevista à Sporting TV, não escondeu a angústia pela incerteza que tem sobre o dinheiro com que pode contar para a próxima época, situação que resulta, entre outras, do facto de o Sporting não ter entrada directa na Champions. A ambição do líder leonino não se satisfaz, pois, com o 3.° lugar. Aquilo que para muitos estaria acima das possibilidades do Sporting seria para o líder leonino um objectivo viável. Bruno quer impor uma cultura de exigência. Custe o que custar... mesmo sem dinheiro. Nesse contexto, há palavras que podem magoar, como aquelas que manifestam desilusão pelo número de adeptos que foram a Alvalade na meia-final da Taça. O desafio presidencial é permanente, rejeitando a postura conformista.
Se o Benfica vencer em Guimarães, seria normal que os adeptos encarnados celebrassem a conquista do título por todo o país, inclusivamente em Guimarães. Assim não entende o presidente da AG do Vitória, que inclusivamente diz que qualquer festejo benfiquista no Toural será uma provocação. Obviamente, há que ler as palavras do máximo dirigente vitoriano, José Isidro Lobo, à luz de um arraigado clubismo e regionalismo que muitas vezes é salutar mas noutras deveria ser posto de lado em nome do fair play e do desportivismo, para não ir a outros valores ainda mais importantes como a paz e a liberdade.
Escreveu Lopetegui, em 2010, no jornal 'La Información': «A campanha de denúncia sobre favoritismos, perseguições e roubos de arbitragem parece-me ser uma hipocrisia duplamente perigosa que não sou capaz de entender e muito menos partilhar. Estamos a brincar com o fogo». Subscrevo Lopetegui, que acrescentou: «eu próprio faço o meu 'mea culpa'. Certamente voltará a fazê-lo»."

terça-feira, 12 de maio de 2015

Foi como se um raio apagasse a Luz

"Uma das manhãs mais negras da história do Benfica - 5 de Dezembro de 1966. Uma descarga eléctrica ceifa a vida de Luciano Fernandes e por pouco não mata Eusébio, Cavém, Santana, Carmo Pais, Camolas e Mata da Silva. Vale o sangue frio de Jaime Graça.

Dia 16 de Outubro de 1966. Estádio da Tapadinha: Atlético-Benfica para a 5.ª jornada do Campeonato Nacional.
Pouco depois dos 15 minutos, Luciano sofre uma distensão muscular e o Benfica fica reduzido a dez jogadores. Não era ainda o tempo das substituições.
Coluna recua para o lado de Jacinto, com Cruz e Cavém nas laterais.
A equipa bate-se e não se deixa abater pelo azar.
O Benfica venceria por 2-1: dois golos de Eusébio.
Luciano sai de campo desgostoso. Ganhara a titularidade desde o início do campeonato e soubera mantê-la até aí, ora fazendo par com Raul. Parecia ter a confiança do treinador Fernando Riera.
O destino ditou: não voltaria a jogar! Nunca mais! Ingrato Destino no qual não se pode confiar...
No dia 5 de Dezembro estava morto.
Luciano Jorge Fernandes: nascido em Olhão a 6 de Agosto de 1940. Um dos mártires da história do Benfica. É preciso lembrá-lo. Eu recordo-o aqui, nesta página.
Foi como se um raio apagasse a Luz.
Vários jogadores submetiam-se nesse dia ao trabalho de recuperação do jogo da véspera (3-1 em São João da Madeira). Cumpriram sessões de massagem e banhos de imersão. Eusébio, Jaime Graça, Cavém, Santana, Carmo Pais, Camolas e Malta da Silva estiveram no centro da tragédia.
Mergulhado na água daquela espécie de jacuzzi de tempos idos, um aparelho de hidromassagem recentemente adquirido pelo Benfica, Luciano morre electrocutado. Coisa primária: um simples objecto que se colocava na água e se ligava à electricidade de forma a provocar uma certa agitação.
Vale o sangue frio de Jaime Graça para que o desastre não seja de incomensuráveis dimensões.
Ele próprio recordou, na altura: «Senti o primeiro choque e reagi. Com a ajuda de um dos representantes da casa que instalou os aparelhos, tomámos as indispensáveis providências».
E lamentava-se: «Estávamos todos alegres, fazendo o barulho habitual. Noutras condições e mais despreocupados teríamos sido atingidos sem solução. Pobre Luciano...».
Também Cavém escapou à morte por uma unha negra: «Foi tudo vertiginoso. Uns momentos mais e ninguém se salvava. O que me valeu foi agarrar-me ao varão da escada».
De imediato, a Polícia Judiciária investiga. Os aparelhos e o restante material eléctrico foram requisitados para posterior apuramento de responsabilidades.
Confirmou-se que o cabo de ligação era curto e fora necessário impor-lhe uma extensão:apesar de vedada não resistiu à condensação que havia no ar.
Malta da Silva, o mais abalado dos restantes jogadores, dá baixa no Hospital da Cruz Vermelha.
Luciano teve morte quase instantânea: o Dr. Azevedo Gomes ainda procura fazer-lhe uma punção directamente ao miocárdio, mas debalde.
Caí o luto sobre o vermelho vivo.
O Benfica está em choque.
Chamaram-lhe o novo Germano
Luciano tinha 26 anos: era um companheiro estimado por todos.
O clube decreta luto de oito dias em todas as suas actividades.
Chegara ao Benfica em 1963, vindo do Olhanense. Ameaçava ser o novo Germano e ele usava um bigodinho a condizer, à Clark Gable.
As manifestações de desgosto foram enormes. Junto à sede da Rua Jardim do Regedor multiplicaram-se as visitas pesarosas. Sporting, Belenenses, Atlético... todos os clubes fizeram questão de estar representados.
Chovem telegramas aos milhares.
Uma enorme delegação do Benfica acompanhou o cortejo fúnebre até Olhão. Ao longo da estrada, pelas povoações, em Alcácer, Grândola, as pessoas saíram à rua para ver passar a urna do infeliz jogador.
Junto do Barranco Velho, a sua cidade recebeu-o para sempre.
Entretanto, «em Lisboa tudo na mesma, isto é, a vida corre»...
O Benfica recebe a CUF ainda envolto na amargura da perda. Vence por 3-0 - golos de Eusébio(2) e Yaúca - mas não exibe a alegria contagiante dos grandes tardes. Não havia motivos para isso.
A vitória no campeonato é surpreendentemente assegurada à custas da Académica que fica em segundo lugar a apenas três pontos do primeiro.
Mas será na realidade surpreendente? É que nessa mesma época a Académica chega à final da Taça de Portugal - perderá para o V. Setúbal (2-3) - e elimina o Benfica nos quartos-de-final com 2-0 em Coimbra e 1-2 na Luz. Obra do «Velho Capitão».
José Augusto estava no balneário naquele dia de morte: «Só quando ouvi gritos é que fui a correr perceber o que se passava. Mas nada havia a fazer... No final dessa época fui a Olhão depositar um ramo de flores na campo do Luciano em nome de todos os companheiros de equipa».
Luciano Fernandes morreu, portanto, campeão. Não fez muitos jogos pelo Benfica, exceptuando a primeira época de águia ao peito, a de 1963/64, em que actuou vinte vezes para o campeonato, quatro para a Taça e três para a Taça dos Campeões. A concorrência era muita. E forte.
Ficaram-lhe os títulos: três. Coisa de que muitos não se podem gabar.
E resta uma saudade própria daqueles que desaparecem cedo demais...
Uma vida de raio: apaga-se mal de acende..."

Afonso de Melo, in O Benfica

Carga ao mar

"A viagem à '...formosa pérola do Atlântico' não foi inteiramente 'formosa'...

Primeiro clube continental a viajar até ao arquipélago da Madeira, o Sport Lisboa e Benfica partiu do cais de Santos, em Lisboa, a 5 de Abril de 1922. A deslocação, a convite do Club Sport Marítimo, durou aproximadamente 15 dias, durante os quais a equipa realizou cinco jogos e participou em diversos passeios, recepções e festas em sua homenagem.
Na Madeira, o Clube aguardado com verdadeiro entusiasmo e o objectivo de promover as boas relações entre o Futebol continental e o madeirense foi largamente cumprido. A comitiva 'encarnada' ficou encantada com a calorosa recepção e, sobretudo, com a beleza da ilha.
Mas nem tudo foi 'um mar de rosas'. A viagem a bordo do paquete Funchal não começou da melhor forma. O relato é feito na primeira pessoa, por Ribeiro dos Reis, no jornal O Sport de Lisboa: «Pelas alturas do Bugio começa a dança. Apanhamos uma mareta forte e a cousa começa a não sorrir (...) Á 13h25 regista-se a primeira baixa. O Belford, que tem vindo de grande galhofa, começa a sentir-se mal disposto (...) Está lívido como um cadáver. Cinco minutos depois, precisamente á 13h30, anuncia-se a primeira carga ao mar. É o Simões que abre a série, verdadeiramente atrapalhado (...) Pouco depois aparece-nos o Alberto Augusto, de olhos esbugalhados, e que diz já não ter mais nada para deitar fora. O Bráz, que está perto do Simões, segue-lhe o exemplo. São duas horas. A sineta de bordo chama-nos para o lunch. Descemos á sala de jantar, e isto constitue a nossa perdição! O cheiro da cozinha, e tudo aquilo a balouçar, acaba por agoniar-nos. Engulo uma canja á pressa, mas não tenho tempo para mais. Vejo tudo a dançar á minha volta. Completamente perdido, utiliso o primeiro receptáculo que se me depara (...) Esta primeira refeição inutilisa quasi todos.»
No Museu Benfica - Cosme Damião, na área 26. Benfica universal, encontra-se exposta, como símbolo desta viagem, a Taça Ilha da Madeira."

Mafalda Esturrenho, in O Benfica

A importância do 34

"Tem sido dito que a conquista do 34.º título do Benfica será muito importante, pois desde 1982-84, sob o comando de Eriksson, que o Benfica não ganha um bicampeonato. A vencer este ano, o clube inverte a tendência de hegemonia do Porto, que se faz sentir, em particular, desde a década de noventa.
Na verdade, há um outro aspecto tão ou mais importante do que ganhar dois títulos seguidos. Nos últimos campeonatos que o Benfica venceu, o adversário directo nunca foi o Porto. De facto, quando os campeonatos foram disputados até ao fim entre Benfica e Porto, os dragões acabaram por se sagrar campeões. Tendo em conta o legado psicológico de 2012/13 e 2013/14, a vitória deste ano pode anunciar uma mudança importante.
Senão vejamos: o último campeonato que o Benfica venceu, depois de uma competição ombro a ombro com o Porto, foi em 1990/91, já lá vão 24 anos. Na época passada, o 2.º classificado foi o Sporting e em 2009/10, o Braga. É um facto que quer em 1993/94, quer em 2004/05, o Benfica foi campeão com o Porto a sagrar-se vice-campeão. No entanto, ambos os campeonatos foram disputados entre Benfica e Sporting, com o clube de Alvalade a capitular na recta final (num caso, com a derrota por 6-3; noutro, com o golo de Luisão, quase ao cair no pano na Luz).
Este ano, o Benfica não só parece ter o título à mão se semear, como resistiu na liderança desde a 5.ª jornada, com o Porto à ilharga, nunca claudicando. É também por isso que estamos perante uma conquista que, a concretizar-se, é tão importante. Tanto mais que o Porto investiu muito, com empréstimos a preços impraticáveis (Casemiro), contratações de valores proibitivos para o campeonato português (Adrián López) e uma aposta de médio prazo num treinador desconhecido. Convém recordar que este era o ano em que o Porto não podia falhar e em que o Benfica iniciou a época quase derrotado."

O circo montado por Lopetegui

"Já lá vai o tempo de poucas ou nenhumas saudades em que os presidentes dos clubes rivais faziam cruzar ditos, remoques, acusações, ataques verbais, ofensas e outras formas de agitar o ambiente e de cultivar o desassossego nas hostes, o que se reflectia, não raras vezes, num ambiente de perigosa tensão.
Os tempos mudaram, e muito, no futebol português. Hoje, entre o FC Porto e o Benfica, por exemplo, há uma notória paz institucional que nem é oficialmente anunciada, nem é oficiosamente beliscada. Aqui e ali pode-se reconhecer um pequeno sinal de inquietação, até mesmo uma mensagem de contida indignação, mas nada que faça perigar relações pacificadas ou que desperte a ira adormecida dos adeptos mais cáusticos.
Será, talvez, pela constatação e pela consagração desse ambiente bem mais civilizada e com reconhecidos efeitos positivos na diminuição de incidentes e de acidentes no futebol que mais surpreende a persistência e, além disso, a insolência das declarações de Lopetegui sobre Jorge Jesus.
Acredito que elas resultem de uma nova, embora estranha, teoria de comunicação do FC Porto, porque seria inadmissível, para o clube, que o seu treinador montasse todo este circo por livre arbítrio. Porém, não se vislumbra o alcance da ideia, para além de colocar o treinador basco num patamar de antipatia generalizada, por ser tão obviamente grosseiro na análise, desculpabilizante dos seus próprios erros e, pior de tudo, por ser tão vulnerável no plano meramente ético, ao atacar um companheiro de profissão que - valerá a pena recordar - ele próprio começou por desrespeitar em público."

Vítor Serpa, in A Bola

Lopetegui igual a nada

"Pinto da Costa no treino é quase sempre tema de notícia. Filipe Vieira raramente merece essa saliência e, no entanto, as coisas estão a mudar: o que fraqueja no Porto, fortalece no Benfica.

Julen Lopetegui (espero ter escrito bem) demorou duas semanas a descobrir uma oportunidade para desancar Jorge Jesus por causa da troca de palavras que protagonizaram no final do Benfica - FC Porto, ainda no relvado, num quadro de temperaturas elevadas e que, em rigor, só eles conhecem. Se é que sim, na medida em que o incidente foi por ambos desvalorizado nas conferências de Imprensa que se seguiram.
Só agora, depois da vitória com o Gil Vicente, Julen resolveu confessar, à boleia de pergunta aparentemente inofensiva, que perdeu o respeito por Jesus, por este, alegadamente, ter feito uma comunicação distorcida daquilo que, afinal, não passou de 'conversa da treta', em face da nenhuma relevância que lhe atribuíram, na tarde de 26 de Abril.
A reacção do treinador portista é deselegante ao atacar um colega de profissão e desconchavada quanto à argumentação de suporte, revelando uma personalidade zangada com o mundo e, sobretudo, mal informada sobre a história do futebol português, suspeitando-se que na altura da contratação lhe terão contado apenas uma versão resumida e conveniente. De aí o tom petulante com que se apresenta ao trabalho numa realidade futebolística que desde o início desconsiderou, proclamando uma competência superior que a prática não justificou.

Objectivamente, Lopetegui está à beira de encerrar a sua primeira época no FC Porto com a total ausência de troféus, o que, a confirmar-se, representa um birombo na organização portista, vista até aqui como inexpugnável, de uma solidez à prova de bala, mas claramente distante do que era. Razão pela qual o treinador basco tem sido obrigado a expor-se mais do que devia, um pouco à semelhança de Paulo Bento no Sporting, com o desfecho que se conhece. É, no mínimo, estranho, por indicar que dessa endeusada estrutura pouco resta além das esporádicas ironias presidenciais; e é isso que começa a doer aos adeptos do emblema do dragão, aperceberem-se que depois de uma temporada falhada, com a desculpa de ter sido de transição (pelo menos Paulo Fonseca ergueu a Supertaça), outra se lhes depara despida de títulos, servindo-se habilmente Lopetegui do seu percurso na Champions, em contraponto ao eclipse de Jesus, para tentar esconder o que toda a gente vê: o FC Porto continua a transitar, apesar do forte investimento no plantel com o objectivo de incomodar a águia no seu voo ascendente.

Jesus ficar a saber que Lopetegui não gosta dele, deve ser para o lado que dorme melhor. Expressões como «manto protector» ou «eco social», além de desculpas de ocasião, servem para sublinhar a renitência de Lopetegui em assumir a abundância de erros que tem praticado, e, provavelmente, a impreparação para treinar em clube de topo. Deu-lhe jeito, por isso, que Mourinho, uma pessoa com «bastante experiência» e que «costuma acertar bastantes vezes no que diz», tivesse apoiado a sua continuidade no dragão. Creio, até, que devia servir-lhe de exemplo. Fica bem aprender com quem sabe mais, não obstante o professor ser português e o aluno espanhol. Paciência, é que o primeiro chegou em Fevereiro de 2002 em substituição de Octávio Machado e disse, mais ou menos isto: não me façam exigências, mas no próximo ano seremos campeões. Foram no próximo e no seguinte, e conquistaram a Taça UEFA e a Liga dos Campeões. Lopetegui chegou no verão de 2014, carregou uma rica equipa e não só nada disse como nada ganhou...

O problema central é mais profundo e complexo e passa ao lado dos destemperos de Lopetegui e dos enganos de Jesus. O que está em cima da mesa é o que me parece ser a irreversibilidade de uma mudança de ciclos, temida por portistas e perseguida por benfiquistas. Talvez não se note, mas existe. Pinto da Costa no treino é quase sempre tema de notícia. Luís Filipe Vieira raramente merece essa saliência e, no entanto, as coisas estão a mudar: o que fraqueja no Porto, fortalece no Benfica."

Fernando Guerra, in A Bola

Diferenças

"O Jonas é diferente: joga como se fosse uma mentira, a mentira de quem parece que lhe falta apetite de golo, que anda a pairar sobre o campo, mas não: nunca lhe falta o apetite de golo, nunca anda a pairar sobre o campo - é como uma serpente que rodopia, traiçoeira, pelo prado, à procura do instante certo para ataque fatal, habilidoso e simples, oportunista e venenoso.
O Jackson é de outra estirpe: é como se fosse um conto, o conto em que o lobo mau se disfarça de avozinha para comer o capuchinho - o ponta de lança que se alguém prender numa prisão como Alcatraz consegue escapar de lá num golpe de magia com a baliza entre os olhos e o fogo nos pés. Também é capaz de descobrir o paraíso de bicicleta, fazendo sublime, o que fez, no domingo, ao Facchini, talvez o terceiro melhor guarda-redes da Liga. Ou de ir buscar espantos até à filosofia em voo baixo (ou não...) do Bob Pasley, o lendário treinador do Liverpool, que dizia aos seus avançados antes de os lançar o todos os seus jogos:
- Quanto estiveres na área e não souberes o que fazer à bola, mete-a na baliza que depois discutimos as opções...!
Por isso, por o Jackson ser assim, é que eu acho que se ainda houver um flanco aberto para a justiça poética lá entrar, nele ficará o único título que o FC Porto pode ganhar esta época: a Bola de Prata - pois tudo o resto Lopetegui deitou a perder. Acha?! Acha injustiça (e pouco poética) eu dizê-lo assim,nesta crueza? Eu não acho. Sabe porquê? O futebol é um jogo que se joga para se tornarem perfeitas as imperfeições - e nisso Jesus ganhou a Lopetegui. Aliás, acho mais: que, apesar do Jonas ou apesar do Jackson (ou apesar do «manto protector» que é a versão mais zangada e mais esquizofrénica do «colinho»...) - o que, na verdade, decidiu este campeonato foi, nesse jogo de tornar perfeitas as imperfeições, o Jesus compensar o ter pior plantel que Lopetegui com facto de ter sido muito melhor treinador que ele..."

António Simões, in A Bola

O efeito Vieira

"O tri conquistado pelo voleibol masculino do Benfica representa mais uma parcela nas contas traçadas por Luís Filipe Vieira, quando foi reeleito no final de 2012 e onde fez questão de afirmar que neste seu mandato queria que as modalidades chegassem aos 50 títulos.
Por mais uma vez foi sublinhado o importante papel que o presidente do Benfica teve em reerguer o clube, criando as condições essenciais para as modalidades ditas amadoras terem expressão ganhadora. O projecto de Luís Filipe Vieira, que agora se conhece melhor na sua essência, está directamente ligado à filosofia que o líder do clube tem para o futebol: a formação é uma pedra basilar e a experiência é mais-valia, tem de coabitar com a juventude. A cadeia hierárquica tem de funcionar na perfeição em cada modalidade para se fazer a avaliação concreta e objectiva no final de cada temporada.
Ao princípio foram criadas as condições: dois pavilhões bastante funcionais, aptos a receberem provas internacionais. Mas a cidade desportiva do Benfica engloba ainda ginásios e um enquadramento técnico específico a cada modalidade, que proporciona todo o apoio individual. A exigência do alto rendimento nos dias de hoje e a elevada carga de treino e de jogos tem se estar bem sustentada. E foi Vieira a antecipar as falsas desculpas.
Na ideia do líder do Benfica, a meia centena de títulos é possível, para quando terminar o seu mandato pensar em algo mais exigente. A pressão é uma constante, mas o apoio de Vieira traduz-se na hora, seja em mensagens de apoio, seja ao aumentar orçamento para as competições europeias.
Das modalidades com tradições no Benfica, o voleibol conseguiu o feito inédito de concretizar o terceiro título consecutivo, que o hóquei em patins e o basquetebol já tinham alcançado. O mistério continua a ser o andebol. Sem uma justificação plausível, a modalidade tarda em encontrar o caminho do sucesso, depois de terem sido ensaiadas várias mudanças na orientação técnica. Mas o mérito também tem de ser dado ao FC Porto, que exprime resultados tão bons no andebol como o Benfica em outras modalidades."

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Lixívia XXXII

Tabela Anti-Lixívia:
Benfica............... 81 ( 0) = 81
Corruptos........ 78 (+13) = 65
Sporting.......... 70 (+11) = 59
Braga................ 55 (+1) = 54


Apesar do sentimento de confiança nas qualidades da nossa equipa: jogadores, treinadores e directores... não podemos baixar a guarda, até porque no último Sábado em pleno relvado da Luz, tivemos um bom exemplo de como os javardos se 'movimentam'!!! E como avisei na crónica ao jogo, estou muito preocupado no que vai acontecer em Guimarães na questão disciplinar, porque no cenário de uma 'não vitória' na próxima jornada, temos que ter todos os jogadores disponíveis para a recepção ao Marítimo, e Júlio César, Salvio e Jonas estão à bica... Xistra?! Marco Ferreira?! Soares Dias?! Hugo Miguel?! Quem será o contemplado com o xisto?! Amanhã saberemos...

Jorge Tavares, só tinha apitado um jogo do Benfica para o Campeonato na sua carreira!!! E mesmo assim tinha feito merda...!!! É verdade que normalmente a responsabilidade dos foras-de-jogo, é dos árbitros auxiliares, mas o fora-de-jogo do Benfica-Belenenses da época anterior foi tão escandaloso, que ele tinha a obrigação de o ter assinalado!!! Mas esse jogo, ainda teve mais dois lances 'duvidosos' na área do Belém, sendo que o segundo, era claramente penalty sobre o Cardozo!!! O Benfica no final deste jogo, não se calou... E a verdade, é que nas jornadas seguintes, foi notório a vontade em não prejudicar o Benfica tão descaradamente como é costume!!! Depois deste capitulo, só voltou a apitar jogos do Benfica nas Taças, sempre sem grande destaque, o que é o indicado... Mas nestes momentos decisivos do Campeonato de 2014/15 voltou a calhar-nos em sorte, e que sorte!!!
O critério técnico e disciplinar usado neste jogo, foi basicamente 'não marcar nada'!!! E durante grande parte do tempo, até foi coerente, tenho que admitir... Apesar dos principais beneficiados, desta suspensão temporária das Leis, terem sido os jogadores do Penafiel, já que assim disciplinarmente foram escapando... Rabiola, agressão a Luisão: Vermelho; Pedro Ribeiro, pisadela a Salvio: Vermelho!!! Pelo menos estes dois mereciam ter sido expulsos, ainda na 1.ª parte.
Mas tudo mudou, quando o provocador/caceteiro profissional Vítor Bruno entrou em acção: primeiro André Fontes fez nova falta para amarelo sobre o Lima, e mais uma vez o cartão ficou no bolso. Na discussão 'normal' entre jogadores, o Samaris é picado por Vítor Bruno, trocam palavras... e o árbitro num assombro de zelo, mostra um Amarelo a cada um!!! Logo a seguir, nova troca de palavras entre Vítor Bruno e Maxi: cartão só para o Maxi!!! O absurdo é tão grande, que o próprio Vítor Bruno no final da partida, pediu desculpas aos jogadores do Benfica, devido ao seu comportamento!!! Estamos a falar de um jogador formado nos Corruptos. Alguém com pouco talento para a modalidade, que só tem emprego, para ir pagando alguns xitos aos seus adorados ex-patrões... Conclusão disto tudo: Samaris castigado para Guimarães, aquele que pode ser o jogo do título!!! Era impossível o árbitro não ter conhecimento da situação disciplinar do Samaris, é demasiado evidente, que houve premeditação...
Antes disso, houve um fora-de-jogo mal tirado ao Jonas, numa situação em que o brasileiro ficou isolado...; o Rabiola agrediu com duas chapadas(!!!) a careca do Luisão (vermelho), supostamente numa resposta ao nosso Capitão, a diferença é que no lance anterior não houve qualquer falta, somente uma disputa de bola no ar; o Salvio, depois de escorregar, é pisado, voluntariamente pelo Pedro Ribeiro... também vermelho directo; já nos minutos finais temos dois lances com Talisca: no 1.º o Baiano saltou mais alto, usou os braços, mas não agrediu ninguém... é visível que o contacto dá-se primeiro no ombro do adversário, e só depois com a mecânica do contacto, se dá o toque na cara... no máximo amarelo, e mesmo assim...; no 2.º lance o Talisca faz penalty sobre o Aldair, caíndo ingenuamente na finta do baixinho... estava 4-0 neste momento...!!!

O Patego não se cala, a cruzada continua... o curioso é que mais uma vez, apesar de todo o choradinho, os Corrpuptos foram altamente beneficiados... nada de anormal!!!
O penalty assinalado logo no início, é mal marcado, já que o contacto é fora da área. Um contacto involuntário diga-se... Mas era falta, agora, não era penalty. Verdade, o Adriano defendeu, mas na sequência da jogada, no mesmo ataque, os Corruptos acabaram por marcar...
O grande destaque no resto da partida, foi mais mais vez a impunidade disciplinar do Casemiro, do Alex Sandro... e principalmente do Martin Indi, este com uma pisadela, na cabeça do Simy que acabou por ser substituído. A tudo isto, o árbitro, Bruno Esteves, respondeu com impunidade...!!!

Na Amoreira, apesar do silêncio, das recepções calorosas dos adversários, mais um jogo onde os Lagartos são claramente beneficiados numa decisão com impacto do resultado, e aparentemente nada se passou...
Alguns dirão: mas o Sporting já não conta para o Totobola!!! Verdade, mas quando um Clube como o Sporting, se torna especialista em choradeiras, com a Direcção, jogadores e adeptos, a chorarem baba e ranho, constantemente (quando ainda têm esperanças!!!), com ou sem razão, ouvir o silêncio nos benefícios, deixa-me irado...!!!
Penalty sobre o Kléber, falta clara, mas o árbitro marcou fora da área, quando na repetição vê-se que é claramente dentro da área... Na altura, seria o 2-0 para o Estoril!!!
Os Sporting queixou-se de alguns foras-de-jogo, o mais duvidoso é no minuto 6, mas na repetição, parece-me que o Montero tem o corpo inclinado para a frente... é daqueles milimetricos, que 'dá para os dois lados'!!!

O Braga beneficiou de um penalty inexistente, que na altura lhe deu o empate, mas nem assim se safou, perdendo o jogo em casa...


Anexos:
Benfica
1.ª-Paços de Ferreira(c), V(2-0), Cosme, Prejudicados, Sem influência no resultado
2.ª-Boavista(f), V(1-0), Marco Ferreira, Prejudicados, (2-0), Sem influência no resultado
3.ª-Sporting(c), E(1-1), Proença, Nada a assinalar
4.ª-Setúbal(f), V(0-5), Capela, Nada a assinalar
5.ª-Moreirense(c), V(3-1), Luís Ferreira, Prejudicados, (4-1), Sem influência no resultado
6.ª-Estoril(f), V(2-3), Vasco Santos, Nada a assinalar
7.ª-Arouca(c), V(4-0), Hugo Miguel, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
8.ª-Braga(f), D(2-1), Marco Ferreira, Prejudicados, (2-3), (-3 pontos)
9.ª-Rio Ave(c), V(1-0), Manuel Mota, Nada a assinalar
10.ª-Nacional(f), V(1-2), Bruno Paixão, Prejudicados, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
11.ª-Académica(f), V(0-2), Jorge Ferreira, Beneficiados, (0-1), Sem influência no resultado
12.ª-Belenenses(c), V(3-0), Manuel Oliveira, Nada a assinalar
13.ª-Corruptos(f), V(0-2), Jorge Sousa, Nada a assinalar
14.ª-Gil Vicente(c), V(1-0), Capela, Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
15.ª-Penafiel(f), V(0-3), Paulo Baptista, Nada a assinalar
16.ª-Guimarães(c), V(3-0), Rui Costa, Nada a assinalar
17.ª-Marítimo(f), V(0-4), Xistra, Nada a assinalar
18.ª-Paços de Ferreira(f), D(1-0), Paixão, Nada a assinalar
19.ª-Boavista(c), V(3-0), Hugo Miguel, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
20.ª-Sporting(f), E(1-1), Sousa, Nada a assinalar
21.ª-Setúbal(c), V(3-0), Manuel Oliveira, Prejudicados, Sem influência no resultado
22.ª-Moreirense(f), V(1-3), Jorge Ferreira, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
23.ª-Estoril(c), V(6-0), Capela, Nada a assinalar
24.ª-Arouca(f), V(1-3), Vasco Santos, Prejudicados, (1-5), Sem influência no resultado
25.ª-Braga(c), V(2-0), Soares Dias, Prejudicados, (3-0), Sem influência no resultado
26.ª-Rio Ave(f), D(2-1), Marco Ferreira, Prejudicados, (1-1), (-1 ponto)
27.ª-Nacional(c), V(3-1), Xistra, Nada a assinalar
28.ª-Académica(c), V(5-1), Luís Ferreira, Nada a assinalar
29.ª-Belenenses(f), V(0-2), Rui Costa, Nada a assinalar
30.ª-Corruptos(c), E(0-0), Jorge Sousa, Nada a assinalar
31.ª-Gil Vicente(f), V(0-5), Capela, Nada a assinalar
32.ª-Penafiel(c), V(4-0), Tavares, Prejudicados, Beneficiados, (5-1), Sem influência no resultado

Sporting
1.ª-Académica(f), E(1-1), Soares Dias, Beneficiados, (2-1), (+1 ponto)
2.ª-Arouca(c), V(1-0), Nuno Almeida, Prejudicados, (2-0), Sem influência resultado
3.ª-Benfica(f), E(1-1), Proença, Nada a assinalar
4.ª-Belenenses(c), E(1-1), Cosme Machado, Nada a assinalar
5.ª-Gil Vicente(f), V(0-4), Xistra, Beneficiados, (1-4), Sem influência no resultado
6.ª-Corruptos(c), E(1-1), Benquerença, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
7.ª-Penafiel(f), V(0-4), Rui Costa, Beneficiados, Impossível contabilizar
8.ª-Marítimo(c), V(4-2), Manuel Oliveira, Beneficiados, (4-3), Sem influência no resultado
9.ª-Guimarães(f), D(3-0), Hugo Miguel, Prejudicados, (2-0), Sem influência no resultado
10.ª-Paços de Ferreira(c), E(1-1), Bruno Esteves, Beneficiados, (1-2), (+1 ponto)
11.ª-Setúbal(c), V(3-0), Soares Dias, Beneficiados, Impossível contabilizar
12.ª-Boavista(f), V(1-3), Jorge Sousa, Nada a assinalar
13.ª-Moreirense(c), E(1-1), Jorge Ferreira, Nada a assinalar
14.ª-Nacional(f), V(0-1), Duarte Gomes, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
15.ª-Estoril(c), V(3-0), Soares Dias, Nada a assinalar
16.ª-Braga(f), V(0-1), Hugo Miguel, Nada a assinalar
17.ª-Rio Ave(c), V(4-2), Nuno Almeida, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
18.ª-Académica(c), V(1-0), Rui Costa, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
19.ª-Arouca(f), V(1-3), Jorge Ferreira, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
20.ª-Benfica(c), E(1-1), Sousa, Nada a assinalar
21.ª-Belenenses(f), E(1-1), Paulo Baptista, Nada a assinalar
22.ª-Gil Vicente(c), V(2-0), Jorge Tavares, Nada a assinalar
23.ª-Corruptos(f), D(3-0), Soares Dias, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
24.ª-Penafiel(c), V(3-2), Bruno Esteves, Beneficiados, Impossível contabilizar
25.ª-Marítimo(f), V(0-1), Rui Costa, Nada a assinalar
26.ª-Guimarães(c), V(4-1), Jorge Sousa, Beneficiados, (3-1), Sem influência no resultado
27.ª-Paços de Ferreira(f), E(1-1), Cosme Machado, Nada a assinalar
28.ª-Setúbal(f), V(1-2), Benquerença, Prejudicados, Sem influência no resultado
29.ª-Boavista(c), V(2-1), Luís Ferreira, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
30.ª-Moreirense(f), V(1-4), Vasco Santos, Beneficiados, (2-3), Impossível contabilizar
31.ª-Nacional(c), V(2-0), Cosme Machado, Nada a assinalar
32.ª-Estoril(f), E(1-1), Duarte Gomes, Beneficiados, (2-1), (+1 ponto)

Corruptos
1.ª-Marítimo(c), V(2-0), Xistra, Nada a assinalar
2.ª-Paços de Ferreira(f), V(1-0), Mota, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
3.ª-Moreirense(c), V(3-0), Bruno Esteves, Nada a assinalar
4.ª-Guimarães(f), E(1-1), Paulo Baptista, Nada a assinalar
5.ª-Boavista(c), E(0-0), Jorge Ferreira, Nada a assinalar
6.ª-Sporting(f), E(1-1), Benquerença, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
7.ª-Braga(c), V(2-1), Proença, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
8.ª-Arouca(f), V(0-5), Xistra, Beneficiados, Prejudicados, (1-6), Sem influência no resultado
9.ª-Nacional(c), V(2-0), Nuno Almeida, Nada a assinalar
10.ª-Estoril(f), E(2-2), Soares Dias, Beneficiados, (3-2), (+1 ponto)
11.ª-Rio Ave(c), V(5-0), Benquerença, Beneficiados, (1-2), (+3 pontos)
12.ª-Académica(f), V(0-3), Manuel Mota, Nada a assinalar
13.ª-Benfica(c), D(0-2), Jorge Sousa, Nada a assinalar
14.ª-Setúbal(f), V(4-0), Manuel Oliveira, Beneficiados, (2-0), Sem influência no resultado
15.ª-Gil Vicente(f), V(1-5), Nuno Almeida, Nada a assinalar
16.ª-Belenenses(c), V(3-0), Manuel Mota, Nada a assinalar
17.ª-Penafiel(f), V(1-3), Soares Dias, Beneficiados, (1-0), (+3 pontos)
18.ª-Marítimo(f), D(1-0), Capela, Nada a assinalar
19.ª-Paços de Ferreira(c), V(5-0), Marco Ferreira, Beneficiados, Impossível contabilizar
20.ª-Moreirense(f), V(0-2), Xistra, Nada a assinalar
21.ª-Guimarães(c), V(1-0), Nuno Almeida, Nada a assinalar
22.ª-Boavista(f), V(0-2), Hugo Miguel, PrejudicadosBeneficiados, Impossível contabilizar
23.ª-Sporting(c), V(3-0), Soares Dias, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
24.ª-Braga(f), V(0-1), Jorge Sousa, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
25.ª-Arouca(c), V(1-0), Jorge Tavares, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
26.ª-Nacional(f), E(1-1), Manuel Oliveira, Nada a assinalar
27.ª-Estoril(c), V(5-0), Bruno Esteves, Beneficiados, (3-0), Sem influência no resultado
28.ª-Rio Ave(f), V(1-3), Vasco Santos, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
29.ª-Académica(c), V(1-0), Duarte Gomes, Nada a assinalar
30.ª-Benfica(f), E(0-0), Jorge Sousa, Nada a assinalar
31.ª-Setúbal(f), V(0-2), Marco Ferreira, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
32.ª-Gil Vicente(c), V(2-0), Bruno Esteves, Beneficiados, Impossível contabilizar

Braga
1.ª-Boavista(c), V(3-0), Vasco Santos, Beneficiados, (1-0)?!, Impossível contabilizar
2.ª-Moreirense(f), E(0-0), Paixão, Prejudicados, (1-0), (-2 pontos)
3.ª-Estoril(c), V(2-1), Hugo Miguel, Prejudicados, (3-1), Sem influência no resultado
4.ª-Arouca(f), D(1-0), Proença, Nada a assinalar
5.ª-Nacional(f) E(1-1), Jorge Tavares, Prejudicados, Impossível contabilizar
6.ª-Rio Ave(c), V(3-0), Bruno Esteves, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
7.ª-Corruptos(f), D(2-1), Proença, Prejudicados, (2-2), (-1 ponto)
8.ª-Benfica(c), V(2-1), Marco Ferreira, Beneficiados, (2-3), (+3 pontos)
9.ª-Académica(f) E(1-1), Bruno Paixão, Nada a assinalar
10.ª-Gil Vicente(c), V(2-0), Manuel Oliveira, Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
11.ª-Penafiel(f), V(1-6), Hugo Miguel, Nada a assinalar
12.ª-Guimarães(c), E(0-0), Xistra, Nada a assinalar
13.ª-Belenenses(f), V(0-1), Paulo Baptista, Nada a assinalar
14.ª-Paços de Ferreira(c), V(3-0), Manuel Mota, Nada a assinalar
15.ª-Marítimo(f), D(2-1), Jorge Sousa, Nada assinalar
16.ª-Sporting(c), D(0-1), Hugo Miguel, Nada a assinalar
17.ª-Setúbal(f), V(1-3), Paulo Baptista, Nada a assinalar
18.ª-Boavista(f), D(0-1), Duarte Gomes, Beneficiados, Sem influência no resultado
19.ª-Moreirense(c), V(1-0), Soares Dias, Nada a assinalar
20.ª-Estoril(f), V(0-2), Manuel Oliveira, Prejudicados, (0-3), Sem influência no resultado
21.ª-Arouca(c), V(2-0), Tiago Martins, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
22.ª-Nacional(c), V(3-1), Bruno Esteves, Beneficiados, Sem influência no resultado
23.ª-Rio Ave(f), V(0-2), Xistra, Nada a assinalar
24.ª-Corruptos(c), D(0-1), Jorge Sousa, Prejudicados, (1-1), (-1 pontos)
25.ª-Benfica(f), D(2-0), Soares Dias, Beneficiados, (3-0), Sem influência no resultado
26.ª-Académica(c), E(0-0), Paixão, Prejudicados, (1-0), (-2 pontos)
27.ª-Gil Vicente(f), V(0-2), Capela, Nada a assinalar
28.ª-Penafiel(c), V(4-0), Marco Ferreira, Nada a assinalar
29.ª-Guimarães(f), D(1-0), Xistra, Nada a assinalar
30.ª-Belenenses(c), E(1-1), Paulo Baptista, Nada a assinalar
31.ª-Paços de Ferreira(f), E(2-2), Bruno Esteves, Nada a assinalar
32.ª-Marítimo(c), D(1-3), Rui Rodrigues, Beneficiados, Sem influência no resultado