Últimas indefectivações

quarta-feira, 22 de abril de 2026

🎬 Os bastidores da vitória no dérbi!

O Erro !!!

Diretamente de Mirandela !!!

Certo quando se erra, errado quando se acerta?!!!

Fundação: Rego vs. Afonso

Babalu dixit:

O dinheiro que não existe


"Portugal tem um talento particular para discutir a divisão de um bolo que quase ninguém tratou de fazer crescer. Nos direitos televisivos do futebol, esse talento tornou-se método. Reuniões, declarações, propostas, contrapropostas. Muito ruído, pouca consequência. E uma pergunta que continua por fazer. Quanto vale, hoje, o futebol português?
O debate foi desviado para a distribuição. Quem recebe mais, quem recebe menos, se é justo, se equilibra, se protege. São questões legítimas, mas secundárias. Todas partem do mesmo erro de base: assumir que o problema está na forma como o dinheiro é dividido. Não está.
O problema está no valor. No valor real que o campeonato consegue gerar num mercado onde ninguém paga por boas intenções.
E a resposta, sendo séria, não é confortável. O futebol português vale menos do que podia. E, em alguns pontos, menos do que devia. Não por falta de talento. Esse continua a sair em quantidade e qualidade suficientes para alimentar as maiores ligas do mundo. Não por falta de história. Essa ninguém nos tira. Vale menos porque, quando o produto é analisado de fora, há demasiadas coisas que não acompanham o que hoje se exige.
Olhe-se para o básico. Relvados irregulares, jornadas em que a qualidade do jogo começa condicionada antes do apito inicial. Quem paga direitos não compra imprevisibilidade neste ponto. Compra um padrão.
Olhe-se para o ritmo. Jogos interrompidos, pouco tempo útil, uma sensação de que o jogo anda mais a ser gerido do que jogado. Num contexto em que qualquer adepto tem acesso imediato às principais ligas europeias, isto não é um detalhe técnico. É um fator de escolha. E quando há escolha, há comparação. E quando há comparação, alguém perde.
Olhe-se para a arbitragem. Não pelo erro, que é universal, mas pela inconsistência. O mesmo lance, decisões diferentes. O VAR, que devia reduzir a incerteza, muitas vezes prolonga-a. Para quem está fora, a leitura é simples: menor previsibilidade, menor confiança. E um produto em que não se confia vale menos.
Olhe-se para a forma como o jogo é apresentado. Houve evolução, é justo reconhecê-lo. Mas não chega. A diferença face às ligas que disputam a mesma atenção continua visível. Não é apenas tecnologia. É construção de espetáculo. É a capacidade de transformar um jogo médio num evento interessante.
E depois há o que não foi feito.
A internacionalização nunca passou do potencial. Existe uma diáspora relevante, existe interesse, existe matéria-prima para trabalhar. No entanto, continuamos a agir como se bastasse esperar que o mercado fizesse sozinho o que nunca lhe foi verdadeiramente proposto.
A pirataria seguiu o mesmo padrão de complacência. Durante anos, foi sendo tolerada como inevitável. Não é inevitável. É combatida noutros mercados com resultados concretos. Cada transmissão ilegal é valor que sai do sistema.
Perante este quadro, a centralização não pode aparecer como solução mágica. Pode ser parte do caminho. Traz escala, pode melhorar o poder negocial, introduz alguma previsibilidade. Mas convém não confundir instrumento com resultado. Centralizar não cria valor.
Se o produto não melhorar, a centralização limita-se a redistribuir um valor que continua curto. E há um risco claro: tornar ainda mais evidente a fragilidade que já existe.
Há ainda um ponto que raramente entra na conversa porque complica os consensos. Nem todos criaram o mesmo valor.
Nem todos investiram da mesma forma. Há clubes que construíram marca, que melhoraram infraestruturas, que geraram audiências de forma consistente. Esse trabalho não desaparece por decreto. Tem impacto real no valor global do produto.
Ignorá-lo não resolve o problema. Apenas cria outro.
A centralização facultativa, neste momento, poderia ser uma tentativa imperfeita de lidar com essa realidade. Não é uma solução acabada. Mas parte de um princípio que a discussão dominante evita: não faz sentido, neste momento, sem um padrão de exigência cumprido por todos os clubes, tratar de forma igual quem contribui de forma diferente para o valor global.
No fundo, a questão é simples e tem uma resposta difícil. Como se constrói um modelo mais forte penalizando quem mais valor gera?
Enquanto essa resposta não existir, o debate continuará incompleto.
O futebol português precisa de fazer um exercício que tem evitado: perceber que não compete apenas com o clube do lado, mas com ligas que investiram anos a construir valor e que hoje colhem esse trabalho.
Precisa de relvados que não sejam tema. De jogos que fluam. De decisões que transmitam confiança. De transmissões que valorizem o espetáculo.
Precisa, sobretudo, de exigência.
Porque isto não se resolve apenas em reuniões. Resolve-se no terreno, jornada após jornada, decisão após decisão. Podemos continuar a discutir percentagens. A conversa é necessária. Mas é a segunda.
A primeira continua por fazer.
E enquanto continuar por fazer, vamos manter este exercício peculiar: discutir, com enorme detalhe, como dividir um valor que quase ninguém conseguiu fazer crescer.
O problema não é a divisão.
É o dinheiro que não existe."

O campeonato do Benfica não é ganhar ao Sporting


"O Sport Lisboa e Benfica é, por natureza, um clube de vitórias. Não se trata de retórica nem de memória seletiva. Trata-se de identidade. O Benfica nasceu para ganhar, não para se conformar.
A década de 90 marcou o período mais crítico da nossa história contemporânea. Um clube financeiramente fragilizado, desportivamente errático, institucionalmente vulnerável. A crise não foi circunstancial, foi estrutural. E exigiu decisões difíceis, muitas delas incompreendidas no seu tempo, mas determinantes para a reconstrução. Como escreveu José Saramago, é preciso sair da ilha para ver a ilha. Foi isso que o Benfica fez. Com custos. Com erros. Mas com direção.
Escrevo longe de Portugal, numa noite de domingo, após uma vitória frente ao Sporting Clube de Portugal que, paradoxalmente, me deixa insatisfeito. Porque há vitórias que não resolvem o essencial. Ganhar um dérbi tem valor, mas não define uma época. Não corrige um percurso. Não substitui um projeto. Mesmo o segundo lugar, a concretizar-se, não responde àquilo que o Benfica deve ser. O nosso campeonato não é esse.
Esta reflexão não nasce do impulso do momento. Precede o jogo. Resulta de uma inquietação mais profunda. O Benfica de hoje revela sinais preocupantes de regressão. Não tanto pela posição classificativa, mas pela ausência de um rumo claro. Falta visão estratégica. Falta coerência na decisão. Falta densidade no pensamento.
A gestão em regime de contingência tem consequências inevitáveis. O insucesso desportivo não é um acaso, é um padrão. A política de contratações evidencia inconsistência. A instabilidade técnica tornou-se recorrente. Os custos acumulam-se, dentro e fora de campo. Paralelamente, a marca Benfica perde tração. Projetos anunciados e não concretizados, hesitações em dossiês estruturais, perda de protagonismo em temas centrais como os direitos televisivos. A Cidade Desportiva permanece uma promessa adiada. O Benfica District, uma incógnita prolongada. Estes sinais, tomados em conjunto, configuram mais do que episódios. Configuram uma tendência.
Há seis meses, os sócios pronunciaram-se de forma inequívoca. Rui Costa foi eleito com a maior votação de sempre. Um mandato robusto, sustentado numa confiança clara. Mas a confiança, em instituições exigentes, é sempre condicional ao desempenho. E o tempo de mandato que falta (mais de três anos!) não pode ser uma extensão do que já se verificou.
O que hoje se observa é um Benfica desprovido de intensidade competitiva. Uma equipa sem a expressão emocional que historicamente a caracterizou. Falta energia, falta convicção, falta aquela tensão positiva que distingue quem compete para ganhar de quem apenas cumpre calendário. E essa insuficiência não se explica apenas por fatores técnicos. Tem origem no ambiente organizacional, na cultura interna, no grau de exigência que a estrutura impõe a si própria.
Este cenário contrasta, de forma evidente, com o comportamento dos adeptos. A presença constante, o apoio incondicional, a mobilização permanente. O Benfica continua a ser sustentado por uma base social que não abdica, que não desiste, que não negoceia a sua paixão. É precisamente por isso que o clube não pode falhar nesse compromisso implícito.
O momento exige mais do que correções pontuais. Exige densidade. Exige competência. Exige uma reconfiguração rigorosa da estrutura, com recurso às melhores soluções disponíveis. Porque, no Benfica, os resultados não são um efeito colateral. São a própria razão de ser.
Sem essa inversão, o risco é claro: a banalização competitiva. Um Benfica previsível, permeável, desprovido da autoridade que historicamente impôs. Um Benfica onde o adversário entra na Luz com expectativa, não com respeito. Esse seria um desvio inaceitável àquilo que o clube representa.
Não é tempo de roturas inconsequentes nem de conflitos estéreis. É tempo de construção séria. De agregação qualificada. De reconhecimento de que a complexidade do momento exige abertura e inteligência coletiva. Foi essa leitura que Manuel Vilarinho teve ao integrar Luís Filipe Vieira no projeto desportivo. Não por conveniência, mas por necessidade estratégica.
Os estatutos do Benfica não impedem a criação de um Conselho Estratégico. Um órgão consultivo, plural, apto a integrar diferentes perspetivas e competências.
Por essa razão, solicitei ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral que a criação deste Conselho seja levada a votação na próxima Assembleia. Porque organizações complexas não se fortalecem em circuito fechado. Fortalecem-se na diversidade de pensamento, na capacidade de escrutínio e na inteligência coletiva.
O universo benfiquista dispõe de capital humano qualificado. De ideias estruturadas. De experiências relevantes. Muitos dos candidatos às últimas eleições apresentaram contributos que merecem ser considerados. A divergência, quando bem enquadrada, não fragiliza. Enriquece.
A eventual ausência da UEFA Champions League agravará as exigências. Do ponto de vista financeiro, desportivo e reputacional. Não há margem para ilusões. O Benfica precisa de recuperar, em tempo útil, a sua capacidade competitiva plena.
A crítica, quando fundamentada, não deve ser evitada. Deve ser integrada. Porque aquilo que nos une ultrapassa largamente aquilo que nos distingue. O Benfica é, por definição, uma comunidade exigente.
Benfica não se explica. Sente-se. E quando esse sentir é pleno, indisciplinado e intransigente, não admite concessões nem tolera desvios. Não se revê na mediania, nem se satisfaz com o acessório. Porque, no Benfica, ganhar não é uma aspiração circunstancial. É critério. É referência. É ser Benfica.
O Benfica precisa de todos, e tenho a certeza que todos os benfiquistas estarão presentes."

Recap | UEFA Youth League 2025/26

Falar Benfica #243 - Lisboa novamente vermelha e branca, Moreirense e modalidades

Terceiro Anel: Bola ao Centro #197 - VITORIA NO DERBI COM SENHORIO!!!

Possessivo: Sporting...

O Benfica Somos Nós - S05E53 - sporting Lisbon vs BENFICA

SportTV: Titulares - Águia domina em alvalade e final antecipada no Dragão

BF: Mercado...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Respeito e ambição: as palavras de Farioli e Rui Borges antes do clássico

Observador: E o Campeão é... - Sporting com mais lesionados. O que se passa com a equipa?

Observador: Três Toques - Óscar Cardozo termina carreira

BolaTV: Mais Vale à Tarde que Nunca #124

Zero: 5x4 - S06E31 - Fica (quase) tudo para a última

Benfica FM: O Capitão...

Pagar bem para falar menos? Era bom era...


"FPF apresenta proposta para aumentar multas e sanções sobre uma série de comportamentos inaceitáveis. Mas é preciso, também, garantir que elas têm efeito prático na sua aplicação

Este título é um contrassenso, porque o que não falta por aí é gente que, se pudesse, pagava para ser ouvida e poder falar mais. Até para gritar. Está na natureza humana esta vontade de ser escutado.
Mas o futebol português, lamento, chegou ao limite. E por isso é de louvar a iniciativa da Federação Portuguesa de Futebol, da qual A BOLA dá conta, de propor o aumento (e de forma assertiva) do preço das multas e do peso das sanções por uma série de prevaricações que já não se deviam usar, nomeadamente coação, agressões, declarações ofensivas, violência nas bancadas, pirotecnia, comportamentos discriminatórios (racismo, xenofobia, homofobia, LGBTfobia) ou assédio sexual e moral.
Há ainda um ponto dedicado ao atraso no pagamento de salários, que pode vir a custar pontos.
Para já, ao que se sabe, é uma proposta federativa que poderá, de per si, ter efeitos nas suas competições caso seja aprovada. Naturalmente, espera-se — e espera a FPF em primeira instância —que a Liga Portugal abrace a causa e vá a tempo de votar favoravelmente estas propostas, por forma a fazê-las entrar em Assembleia Geral da FPF em tempo útil para passarem a vigorar já no início da próxima época.
Conhecendo algo do futebol português, creio que estaremos numa daquelas alturas em que todos fingem concordar nas questões de princípio mas alguém há de arranjar forma de protelar decisões. E decisões desta envergadura só terão efeito se penderem sobre os mais fortes, leia-se os clubes que disputam os campeonatos profissionais.
Tudo o mais será operação de cosmética. Por falar em cosmética, há outro tema que devia entrar rapidamente na ordem do dia: já existem mecanismos antirracismo, antipirotecnia, antiviolência. Estão nas leis e creio não estar em falência cognitiva se arriscar que já li várias notícias sobre, por exemplo, sentenças de interdições de estádios ou jogos à porta fechada por prevaricações nestas áreas. Umas mais mediáticas que outras.
Admito que uma ou outra possa ter sido levada à prática, mas nenhuma de primeira água no que à informação e visibilidade diz respeito.
Porque entre as decisões da justiça desportiva e os recursos que daí podem advir vai um mundo de atrasos e expedientes. Se há uma justiça desportiva, que ela se cumpra no seu âmbito. Caso contrário mais vale ir logo entupir os tribunais civis e não se fala mais nisso."

BolaTV: Fora de Jogo - 90+3 - S03E29 - Blessing Lumueno | «Para mim o José Mourinho foi como o monstro de loch ness»

BolaTV: Entrevista Vítor Matos

Pre-Bet Show #180 - FC PORTO 🆚 SPORTING CP NA EMENTA COM RESCALDO DO DÉRBI

SportTV: Resumo SCP X SLB - PTM, Luís Franco-Bastos e Vasco Elvas - Transmissão Alternativa

Jogo Pelo Jogo - S03E37 - Benfica ajuda Porto

O Resto é Bola #48 - A polémica do Sporting-Benfica, a estatística que beneficia o Porto e jogão do Braga ⚽️

Throne: How Portimonense Destroyed Itself

DAZN: Premier League - R33 - Golos...

DAZN: The Premier Pub - Entrevista a Mateus Mané e Luta Acesa pelo Título

Oliveira: Ramos ou Ronaldo...

Rabona: The Vini Jr. Problem Nobody at Real Madrid Wants to Admit

SportTV: Grelha de Partida - S04E09 - Todos a Jerez!

SportTV - NBA - S04E28

Moreira e o futuro


"1. Gonçalo Moreira fez os seus primeiros minutos na equipa principal do Benfica, “o clube onde praticamente nasceu”, segundo José Mourinho. Moreira jogou no último domingo um bocadinho do Benfica-Nacional, que terminou como nunca podem deixar de terminar os jogos do Benfica na sua casa, com uma vitória.

2. O resultado foi de 2-0 e pode-se afirmar que foi a consequência de um primeiro quarto de hora à Benfica. Andreas Schjelderup marcou logo aos 3 minutos e Rafa marcou aos 14 minutos, fechando a discussão. O jovem jogador norueguês e o não tão jovem jogador português, que voltou a casa no último mercado de inverno, foram assistidos por Gianluca Prestianni, que deixou, assim, a sua marca no jogo e no desfecho do jogo.

3. Voltemos a Gonçalo Moreira, o tal jogador por quem o treinador do Benfica confessou ter “um fraquinho” e que tem vindo a fazer uma temporada sensacional, jogando em vários escalões das equipas da casa que o formou. Gonçalo, até ao momento da sua estreia na equipa principal, já levava 15 golos apontados e 5 assistências. Há matéria suficiente para se poder considerar que estamos perante um “caso” de jogador? Parece que sim.

4. José Mourinho escolheu outras palavras. “Gonçalo Moreira faz parte da pequena elite do Seixal”, disse o treinador do Benfica no decorrer da conferência de imprensa. E disse mais: “Merece muito. Tem feito uma época extraordinária em todos os escalões. É com grande satisfação que eu e toda a estrutura do Seixal assistimos a este momento.” Uma coisa é sempre certa nestes casos: a satisfação do público é igual ou superior à satisfação dos técnicos e de todos os que contribuem para “fazer” um jogador.

5. Moreira foi o 7.º produto da casa que, nesta temporada, teve a sua estreia na equipa principal. Depois de Ivan Lima, Rodrigo Rêgo, Tiago Freitas, José Neto, Banjaqui e de Anísio Cabral, chegou a vez do jovem nascido em Pedrouços, freguesia da Maia, há 20 anos.

6. “Não quero ficar por aqui”, foi o que disse o jovem jogador. Não teve muitos minutos, é certo. Mas o sonho está cumprido. Gonçalo Moreira fará a próxima pré-temporada integrado na equipa sénior do Benfica e, a partir daí, é com ele. Boa sorte, Gonçalo.

7. No domingo há dérbi em Alvalade. Lamentavelmente, o empate com o Casa Pia roubou ao Benfica a possibilidade de ir a casa do seu rival histórico apropriar-se do 2.º lugar da classificação. O Campeonato não acaba no domingo, e o Benfica sabe o que tem de fazer para poder chegar ao lugar que lhe dará a benesse de poder jogar na próxima edição da Liga dos Campeões."

Leonor Pinhão, in O Benfica

Guardiões goleadores


"COMO TRÊS GUARDA- -REDES SAÍRAM DA SUA ZONA DE CONFORTO E MARCARAM GOLOS PELO BENFICA.

Ao longo da história do Benfica, vários guarda- -redes saíram da sua área, aventuraram-se para lá do meio-campo e foram autores de golos.
Jacinto jogou 3 épocas de águia ao peito e foi precisamente no seu último ano que marcou o seu inédito tento. A 17 de março de 1929, trocou a camisola de guarda-redes pela de avançado, a única vez que o terá feito pelo Clube, para um jogo particular, composto por elementos da equipa principal (da qual fazia parte) e de reservas, frente ao Paço de Arcos. Jacinto, “o conhecido guarda-redes vermelho, substituiu Sampaio” no segundo tempo e marcou um dos golos da vitória encarnada por 8-1.
Para Manuel Bento, conhecido pelas suas defesas prodigiosas, enfrentar a baliza adversária era, pelo contrário, uma “coisa vulgar”. Foi “com a calma de um artilheiro” que converteu um penálti num jogo contra o Sporting, a contar para a Taça Federação, a 23 de junho de 1977, fechando o marcador numa vitória de 3 golos sem resposta. O mesmo não se podia dizer do público, que, não estando “habituado a ver o excelente guarda-redes marcar golos, entusiasmou-se um tanto”. Este foi o único golo que Bento marcou em jogo corrido, ou seja, no tempo regulamentar ou prolongamento, mas também participou diversas vezes, como marcador, em desempates por grandes penalidades em jogos nacionais e internacionais.
Trubin fez história ao tornar- -se no primeiro guarda-redes encarnado a marcar em tempo regulamentar numa prova europeia. O Benfica estava a um golo de distância de passar à fase seguinte da Liga dos Campeões, nos derradeiros momentos do desafio com o Real Madrid, a 28 de janeiro de 2026. Era tudo ou nada quando o guardião das águias também foi para a área adversária, num livre, e com um salto, marcou de cabeça, fazendo o 4-2. Um jogo inesquecível: “Não sei o que dizer, na verdade. Não sou o Pavlidis, que costuma marcar. Para mim é completamente novo. Tenho 24 anos e foi a primeira vez. Inacreditável.”
Jacinto, Manuel Bento e Trubin foram alguns dos guarda-redes, dos vários escalões do Benfica, que bateram diretamente o guardião da baliza adversária. Descubra outros guarda- -redes encarnados na área 22 – De Águia ao Peito, do Museu Benfica – Cosme Damião."

Lídia Jorge, in O Benfica

Memofante emocional


"Acompanho a atualidade do Sport Lisboa e Benfica há 45 anos, mais coisa, menos coisa. Foi quando comecei a ter consciência de ser de um clube. Já vi tudo acontecer ao Glorioso. Vitórias, claro, muitas. Empates que ficaram atravessados e derrotas que consegui apagar da memória imediata, mas não da duradoura. E isto apenas no futebol, porque, se alargar a todo o universo eclético do Clube, são centenas, milhares de boas memórias com dias históricos e noites épicas.
A dado momento da minha entrada na vida adulta, tive a sorte e o privilégio de poder envergar a camisola do SLB durante quase 2 épocas. Foi no atletismo, no final da década de 1990. E é exatamente sobre isso que vos quero falar nesta semana. Vivi alguns dos momentos mais emocionantes da minha curta (e mediana) carreira desportiva quando pude correr de águia a peito. Conheci gente fantástica, benfiquista e não-benfiquista, e pude sentir e ver como um clube em ruínas conseguiu sobreviver ao famoso ‘Vietname’. O orçamento para as deslocações das equipas masculinas e femininas (nos vários escalões) era insignificante para o que exigia a alta competição. Ao ponto de atletas terem de participar em diferentes provas para se poupar nos custos das deslocações. Algumas vezes, nem água quente havia nos balneários. Numa ocasião, partilhámos a sala de musculação com alguns jogadores do plantel principal. Foi confrangedor ver futebolistas profissionais a levantar menos peso (em exercícios perfeitamente normais) do que boa parte da equipa feminina de atletismo. O Glorioso não vivia momentos de glória, procurava sobreviver dentro e fora do campo. Passaram quase 3 décadas e nem há comparação possível. Há que conquistar mais, sem dúvida. E mais vezes, deixando tudo em campo, no pavilhão, nas pistas, nas piscinas ou onde quer que o símbolo do SL Benfica esteja presente. Podemos sempre exigir mais, mas nunca esquecer a nossa identidade, o nosso passado e o que passámos para aqui chegar."

Ricardo Santos, in O Benfica

Ganhar


"Infelizmente, o dérbi de domingo não poderá colocar-nos no 1.º lugar da classificação. Em bom rigor, nem sequer no 2.º (caso o Sporting vença o jogo que tem em atraso). O título é uma miragem. O 2.º lugar não depende de nós.
Como não adianta chorar sobre leite derramado, há que olhar para o que ainda está no prato e lutar até ao fim. Nessa medida, para além do Benfica carregar consigo a obrigação de jogar sempre para ganhar, restam- -lhe dois objectivos concretos nesta temporada. Um, muito importante, o de ainda tentar chegar ao 2.º lugar do Campeonato, e ao acesso à próxima edição da Liga dos Campeões – da qual, nos últimos 16 anos, só ficámos arredados uma vez. Outro, menos importante, o de manter a invencibilidade até ao fim da prova, repetindo os feitos de 1972/73 e 1977/78.
Face a ambos os objectivos, o jogo de Alvalade é determinante. É frente ao adversário directo na luta pela 2.ª posição, e é também a partida teoricamente mais difícil de entre as 5 que restam até ao final. Para além de tudo, trata-se de um Sporting-Benfica, e isso, por si só, é motivo de entusiasmo para todos os adeptos de um lado e do outro, devendo ser também factor de estímulo para os jogadores que entrarem em campo.
Não foi neste tipo de partidas que o Benfica comprometeu as suas hipóteses de ser campeão. Empatámos os 3 clássicos. Empatámos igualmente em Braga. O que nos colocou longe da liderança foram os 10 pontos desperdiçados com equipas do fundo da tabela (abaixo da 11.ª posição), 8 deles depois de estarmos em vantagem no marcador. Isso, paralelamente a algumas boas exibições na Champions, leva-me a pensar que o problema do Benfica não reside tanto na qualidade técnica dos seus jogadores, quanto na mentalidade com que abordam certos jogos, ou parte desses jogos. Algo a rever para a próxima época."

Luís Fialho, in O Benfica

Contribuir para a comunidade


"Uma das coisas mais importantes que temos nas nossas vidas é pertencer, fazer parte de alguma coisa, ser identificado em grupo, com símbolos, marcas, costumes e tradições que anunciam e re - forçam permanentemente essa pertença no seio da comunidade em que nos inserimos. Por isso, quando dizemos quem somos, falando de identidade nos seus aspetos mais profundos, inserimo-nos numa fa mília, num país, numa religião, num clube, numa terra e numa comunidade. Numa palavra: somos gregários, e o grupo para nós é tudo, durante toda a vida, mas muito particularmente na adolescência e juventude, em que a pressão dos pares é tão forte que um jovem pode valorizar mais a opinião do grupo do que a sua própria e agir em conformidade.
É por isso que o projeto Community Champions é tão importante para a formação pessoal e cívica dos jovens uma vez que os coloca no centro da ação, a resolver problemas de toda a comunidade, contribuindo para o bem- -estar coletivo. Mais importante ainda porque são jovens muitas vezes (e tantas injustamente) conotados com o problema e não com a solução, mas sobretudo porque o fazem refletindo em grupo na identificação de problemas e necessidades comunitárias, projetando ideias e agindo em conjunto. Esta participação cívica dos jovens, ao mesmo tempo que reforça a identidade grupal e lhes permite ganhar notoriedade e prestígio social, é a grande mais-valia do projeto, e, para isso, a notoriedade e o prestígio da marca Benfica são um ativo fundamental!"

Jorge Miranda, in O Benfica

3x4x3


Segunda Bola...


Benfica FM: Thunder Rafa !!!

Benfica FM: Schjellllll... derup!!!

Benfica FM: Turbinado!!!

BI: Fórum - Vitória em Alvalade e desilusão na Youth League 🦅