"Infelizmente, o dérbi de domingo não poderá colocar-nos no
1.º lugar da classificação. Em
bom rigor, nem sequer no
2.º (caso o Sporting vença o jogo
que tem em atraso). O título é
uma miragem. O 2.º lugar não
depende de nós.
Como não adianta chorar sobre
leite derramado, há que olhar
para o que ainda está no prato e
lutar até ao fim. Nessa medida,
para além do Benfica carregar
consigo a obrigação de jogar
sempre para ganhar, restam-
-lhe dois objectivos concretos
nesta temporada. Um, muito
importante, o de ainda tentar
chegar ao 2.º lugar do Campeonato, e ao acesso à próxima edição da Liga dos Campeões – da
qual, nos últimos 16 anos, só
ficámos arredados uma vez.
Outro, menos importante, o de
manter a invencibilidade até ao
fim da prova, repetindo os feitos
de 1972/73 e 1977/78.
Face a ambos os objectivos, o
jogo de Alvalade é determinante. É frente ao adversário directo na luta pela 2.ª posição, e é
também a partida teoricamente
mais difícil de entre as 5 que
restam até ao final. Para além
de tudo, trata-se de um Sporting-Benfica, e isso, por si só, é
motivo de entusiasmo para
todos os adeptos de um lado e
do outro, devendo ser também
factor de estímulo para os jogadores que entrarem em campo.
Não foi neste tipo de partidas
que o Benfica comprometeu as
suas hipóteses de ser campeão.
Empatámos os 3 clássicos.
Empatámos igualmente em
Braga. O que nos colocou longe
da liderança foram os 10 pontos
desperdiçados com equipas do
fundo da tabela (abaixo da 11.ª
posição), 8 deles depois de
estarmos em vantagem no marcador. Isso, paralelamente a
algumas boas exibições na
Champions, leva-me a pensar
que o problema do Benfica não
reside tanto na qualidade técnica dos seus jogadores, quanto
na mentalidade com que abordam certos jogos, ou parte desses jogos. Algo a rever para a
próxima época."
Luís Fialho, in O Benfica

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