Últimas indefectivações

terça-feira, 7 de julho de 2026

Building 2026/27 | Media Day

Zona Mística: Inês Fernandes

5 Minutos: Kaminski

Operação ‘Apito Desafinado’


"Se a temporada se iniciar com a liderança da arbitragem sob investigação e procurando fazer de conta que o clima de suspeição que a visa não está desde já inculcado nas mentes de adeptos, dirigentes, jogadores e treinadores, o Carnaval não durará três dias, mas 34 jornadas. Que cada um saiba assumir responsabilidades…

É impensável começar a época de 2026/27 do futebol profissional sob o signo da suspeição. Se tal suceder, aberta que foi a caixa de Pandora, a anarquia instalar-se-á e a credibilidade das instituições ficará minada pelo ‘bicho’ da suspeição.
Precisa-se, pois, de ações céleres, quer de quem investiga, quer de quem está em xeque. Iniciar a temporada com este clima irrespirável será a suprema irresponsabilidade. Luciano Gonçalves, eleito presidente do Conselho de Arbitragem depois de uma disputa nas urnas com Jorge Sousa, possui legitimidade própria para o exercício de funções. Porém, após as várias posições vindas a público e a entrada em cena do Ministério Público, é fácil constatar que se encontra numa posição demasiado fragilizada para proceder a nomeações e gerir o setor.
Esta situação não pode passar ao lado da Liga Portugal, que tem o dever de garantir a integridade das competições que tutela, nem sequer dos clubes, que não podem estar sujeitos a movimentarem-se num terreno armadilhado, onde todos desconfiam de todos.
E há, também, a questão dos árbitros, pouco interessados, decerto, em darem a cara dentro das quatro linhas enquanto tudo não estiver em pratos limpos. Porque serão eles, ao primeiro deslize, a subirem ao pelourinho para serem escarnecidos pelos adeptos e vilipendiados pelos clubes.
Já não estranhamos quando, lá para março, começam as queixas dos que querem ser campeões e dos que não querem descer de escalão. Todavia, viver uma situação-limite como esta antes de a competição se iniciar é inédito e não pode ser tolerado, sob pena de o Carnaval, em vez de ter três dias, durar 34 jornadas.
Creio que interessará a todos que as dúvidas sejam dissipadas e, a partir do que se concluir, tomar decisões. A única coisa que não pode suceder, se não quisermos ser alvo da chacota interna e externa, é atirar os árbitros às feras e os clubes à incerteza. Todos os anos são mobilizadas centenas de milhões de euros no futebol nacional e o mínimo que se exige é que os investimentos dos diversos emblemas não fiquem à mercê de situações dúbias. Estou mais do que certo de que, se nada for feito e a decisão passar por vivermos no faz-de-conta, assobiando para o lado, o que demasiadas vezes corre mal irá correr pior.
Vivemos um momento de tal forma delicado que até pode vir a transformar-se numa força regeneradora, assim todos saibam assumir as suas responsabilidades.
No caso vertente, apesar de a Justiça estar a fazer o seu caminho, apurando factos, são os clubes, através da Liga, que estão obrigados a tomar uma posição firme, sob pena de se verem metidos num ninho de cucos.Haverá, pergunto, quem discorde que é impraticável iniciar uma época com a liderança da arbitragem debaixo do fogo certeiro de quem conhece o setor como as próprias mãos, que sempre manteve limpas?
Falta pouco mais de um mês para o ‘kick-off’ da Liga e, até lá, deverá haver uma solução sólida e definitiva. A política de empurrar as coisas com a barriga, que nunca é boa, neste caso, falando-se da arbitragem, será ainda pior.
Tratando-se de um órgão com legitimidade eleitoral e escasseando tempo para que os sócios da FPF possam intervir, deverão ser os clubes a exigir o mínimo dos mínimos, que é a normalidade. Se não o fizerem, se a época começar em regime de ‘bagunça’ na arbitragem, sujeitam-se a ser apanhados numa bola de neve que nunca poderão controlar.

CARTAS
ÁS
Diogo Costa
Antes do início do Mundial, num programa de A BOLA TV, coloquei o guarda-redes do FC Porto como a minha aposta de destaque para a competição. Quatro jogos volvidos acredito ter acertado na ‘mouche’. Estamos perante um dos melhores do Mundo na posição mais ingrata do futebol.

ÁS
Duarte Gomes
O antigo diretor-técnico da arbitragem disse, internamente, tudo o que tinha de ser dito, e, por pudor, foi mais sucinto no comunicado que produziu. Ter, em lugares importantes, homens livres, é meio caminho andado para que quem persiste em andar no arame sem rede se estatele.

DUQUE
Pierluigi Collina
Se é absurdo colocar, num Campeonato do Mundo, árbitros sem qualificação para tal, quando se nomeia para um Paraguai-França de mata-mata o incipiente Andrey Tsapenko, do Uzbequistão, atinge-se o nível da irresponsabilidade. Felizmente os ‘bleus’ não foram atrás das provocações…

CAPA
A maior homenagem aos Tubarões Azuis
A capa do Correio da Baía, do Brasil, mostra bem a consideração do mundo do futebol pelo que Cabo Verde fez no Mundial da América do Norte. Porque o gosto dos caboverdianos pelo jogo tem muito a ver connosco, também porque me sinto grato pelo apoio genuíno que sempre deram à Seleção Nacional, renovo os votos de que a FPF possa ajudar (mais) no desenvolvimento de infraestruras naquele país.

FOTOLEGENDA
DIOGO E ANDRÉ
Há uns meses, no contexto da biografia que escrevi do ‘Forever 20’ dos ‘reds’, foi-me dito pelo Liverpool que pensavam inaugurar o memorial dedicado a Diogo Jota, que não esquecia o irmão, André, por altura do primeiro aniversário do acidente que vitimou ambos em Cernadilla, Espanha. Assim foi. A imortalização, em pedra e bronze, que incorpora camisolas, flores e cachecóis deixados a 3 de julho de 2025 pelos ‘scousers’, está à vista de todos, paredes-meias com Anfield. Confesso que sabia que o Liverpool era um clube grande. Ao longo dos últimos meses aprendi que também é um grande clube."

Só para não haver duvidas

Porta-voz?!


"Muito bem, Frederico Varandas a sair em defesa de quem lhe deu um Bi Campeonato + 1 apuramento para a Champions de mãos beijadas."

Zero: Mercado - Rui Pedro Braz tenta levar Trincão para a Arábia Saudita

BF: Extremos...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Uma desilusão chamada Brasil

Observador: E o Campeão é... - Batalha de Aljubarrota, mas desta vez sem padeira

Observador: Três Toques - Oitavos de loucura: Europa manda e o Brasil chora no sofá

BolaTV: Mais Vale à Tarde que Nunca - Mundial #18

BolaTV: Entrevista Rodrigo Magalhães...

Zero: Negócio Mistério - S06E13 - Cahil...

DAZN: F1 - Foram 623 dias de espera

BolaTV: Falso Plano #129 - Quem dá o que Pogi, a mais não é obrigado

Porque é que um jogo da Seleção mexe tanto com a economia


"Quando Portugal entra em campo, como ontem contra a Espanha, milhões de portugueses fazem exatamente a mesma coisa: param para ver futebol.
Parece uma afirmação simples. Mas por detrás desse hábito aparentemente banal existe um dos fenómenos económicos mais interessantes do país. O estudo que desenvolvemos no IPAM sobre o impacto económico do Mundial 2026 mostra precisamente isso: um jogo da Seleção não gera apenas emoções, gera também consumo, negócios e atividade económica.
O futebol tem uma característica que poucas atividades conseguem replicar. Consegue mobilizar milhões de pessoas ao mesmo tempo. Quando Portugal joga num Mundial, o impacto sente-se muito antes do apito inicial. Nos dias anteriores, os canais de televisão reforçam a programação, os jornais aumentam a cobertura, as marcas lançam campanhas e as redes sociais enchem-se de previsões, comentários e debates.
Mas é no próprio dia do jogo que a economia acelera. E muito.
Os cafés e restaurantes registam um aumento significativo de clientes. As esplanadas enchem-se. Muitas famílias e grupos de amigos escolhem reunir-se para acompanhar os jogos. O consumo de cerveja, refrigerantes, snacks e refeições aumenta. Supermercados como Continente, Pingo Doce, Lidl ou Auchan sentem esse efeito nas vendas dos dias de jogo. Marcas como Super Bock, Sagres, Coca-Cola ou Sumol beneficiam diretamente desta concentração de consumo.
O fenómeno também se faz sentir dentro de casa. Há quem organize almoços, jantares ou churrascos para acompanhar a Seleção. Outros aproveitam para renovar equipamentos, trocar de televisão ou melhorar a experiência de visualização. São pequenas decisões individuais que, multiplicadas por milhões de pessoas, geram um efeito económico muito relevante.
O estudo mostra que o impacto económico mínimo do Mundial 2026 em Portugal será de cerca de 378 milhões de euros, podendo atingir 945 milhões de euros no cenário mais favorável. E uma parte importante deste valor está diretamente relacionada com o desempenho da Seleção. Quanto mais Portugal avança na competição, mais tempo dura o consumo associado ao evento.
Mas há uma diferença importante em relação aos Mundiais do passado.
Hoje o jogo não se vê apenas na televisão. Vê-se também no telemóvel. Comenta-se no X, discute-se no WhatsApp, partilha-se no Instagram e no TikTok, acompanha-se através do Record, do Maisfutebol, do zerozero ou da RTP Play. O adepto moderno vê o jogo e participa ao mesmo tempo.
Não surpreende, por isso, que cerca de 23% do impacto económico identificado no estudo já resulte de plataformas digitais, redes sociais e criação de conteúdos. Quase um quarto do valor gerado pelo Mundial nasce hoje fora dos estádios e até fora dos ecrãs tradicionais.
Talvez seja essa a maior conclusão do estudo. Um jogo da Seleção já não vale apenas pelos 90 minutos que decorrem dentro das quatro linhas. Vale pelas conversas que gera, pelas compras que provoca, pelos conteúdos que produz e pelo tempo que ocupa na vida dos portugueses.
Quando Portugal joga, não é apenas a bola que entra em movimento. É uma parte significativa da economia que acelera ao mesmo ritmo.
E isso ajuda a perceber porque é que o futebol continua a ser muito mais do que um jogo. É um dos maiores fenómenos de consumo coletivo que existe em Portugal."

Que venha a Espanha

"A Seleção fez com a Croácia, na primeira parte, a melhor exibição neste Mundial. Foi uma equipa equilibrada e sempre com um notável espírito de união e conquista. O jogo exterior melhorou pela forma como foi explorada a profundidade por Rafael Leão e Pedro Neto. Nuno Mendes subiu de produção e o jogo a três nas laterais foi importa
nte para criar situações difíceis de controlar pela defesa croata.
A saída a três na primeira fase de construção (Rúben Dias, Vitinha e Veiga) deu maior segurança e Vitinha assumiu papel decisivo nas decisões da posse. A equipa sempre junta e com as linhas muito próximas tornou possível, no ataque posicional, a presença de mais unidades na área de finalização.
A posse de bola teve mais critério com menos passes perdidos, e a última linha de três muito subida equilibrou a equipa e foi capaz de controlar os momentos de perda da bola sem dar muitos chances à Croácia, pela pressão de mais jogadores em espaço ofensivo mais reduzido.
Na segunda parte entrámos mal, tudo o que foi possível fazer antes muito bem (equipa junta com linhas subidas e com mais fácil recuperação da bola numa posse orientada para a baliza) deu lugar a uma outra equipa mais dispersa e sem capacidade de controlar os espaços defensivos que foram aproveitados pelos croatas para chegarem ao golo e virarem o jogo do avesso.
O golo do empate não trouxe grandes alterações e as substituições não equilibraram a equipa. Em desespero, Roberto Martínez quis ganhar o jogo mas esteve muito próximo de o perder. A saída de Ronaldo e a entrada de Rúben Neves melhorou um pouco.
Sem Ronaldo, foi Gonçalo Ramos quem aproveitou os espaços e o golo brilhante que marcou foi prémio para um jogador pouco aproveitado no clube e na Seleção.
Uma palavra também para Diogo Costa, decisivo nos jogos com Colômbia e Croácia. O seu fantástico trabalho garantiu dois resultados favoráveis: o empate na fase de grupos e a vitória que nos deu os oitavos de final.
Que venha a Espanha... vai dar Portugal!"

Portugal, dia 5


"Tenho dito, e reafirmo, que Portugal pertence a um lote de oito seleções que podem sonhar com o título mundial. A Espanha, também. Um vai ficar pelo caminho, dando ‘falta de comparência’ aos ‘last eight’, que seria o seu ‘habitat natural’.
Será campeão do Mundo, dentro do grupo dos tais mais fortes, aquele que tiver o melhor alinhamento astral, seja nos duelos, seja, até, em eventuais desempates por penáltis. Recordo que ao longo da história Brasil (1994), Itália (2006) e Argentina (2022) venceram as respetivas finais dessa forma, e que Alemanha (1990), França (1998) e Argentina (2022) atingiram as finais depois de terem superado eliminatórias da marca dos onze metros. Também Portugal e Espanha têm um histórico nos desempates por penáltis: perdemos na meia-final do Euro/12 e ganhámos na final da Liga das Nações/25. Neste século, aliás, os confrontos entre portugueses e espanhóis têm sido marcados pelo equilíbrio, mas, desta feita, as exibições de ‘nuestros hermanos’ têm sido mais convincentes, o que revela um bom momento de forma e, também, a necessidade de nos preocuparmos com alguns dos pontos mais fortes da equipa de De La Fuente, nomeadamente a dinâmica do meio-campo. Se, nesse setor, não formos muito equilibrados, disciplinados e competentes, veremos reduzidas drasticamente as nossas possibilidades de chegarmos aos quartos-de-final.
É meu ‘feeling’, sem qualquer ‘inside information’, que tanto Roberto Martinez quanto a FPF já perceberam que o final da participação portuguesa no Mundial é o tempo certo para não prolongarem uma relação que já rendeu uma Liga das Nações. O técnico espanhol, que foi feliz nas substituições operadas na partida com a Croácia, quererá, mais do que ninguém, sair, como se diz na gíria, ‘por cima’. 
Uma coisa, questões técnico-táticas à parte, parece-me certa: a motivação do selecionador e dos jogadores face ao confronto com a Espanha, está na quota máxima, o que é um ótimo sinal. O resto, é futebol, um vai rir, o outro, chorar…

PS - Alemanha, Países Baixos, e agora… Brasil. Há grandes a ir para casa cedo demais. Schjelderup a assistir e Haaland a faturar, desfizeram o ‘escrete’. À hora que escrevo não sei se a Inglaterra passou ou não. E logo, Portugal ou Espanha, um fica pelo caminho.

* Eusébio da Silva Ferreira jogou no México (CF Monterrey), Estados Unidos (Boston Minuteman, Las Vegas Quicksilver e New Jersey Americans) e Canadá (Toronto Metros-Croatia). O Mundial de 2026 joga-se onde o ‘King’ espalhou o que lhe restava de magia…"

Acabe-se com o fado do acaso!


"Portugal defronta a Espanha refém de um fatalismo que impõe a si próprio. Para lá do estatuto, o bom senso exige a urgência do futebol coletivo. O mesmo que se elogia precisamente ao rival ibérico

Há 23 anos que me tentam matar — é precisamente o tipo de expressão de alguém que leva as críticas como um ataque pessoal, não atende à lógica e não se consegue enquadrar numa ideia de bem maior. Cristiano Ronaldo não é perfeito, como ninguém o é —Maradona foi o mais imperfeito de todos e, ao mesmo tempo, o mais especial; a redoma que colocaram à volta de Messi desde cedo em La Masia, tornou-se uma estufa, roubou-lhe definitivamente uma dimensão mais natural e humana — e tem de perceber, se é que alguma vez o vai entender, que não pode nunca ser superior a uma equipa, qualquer que ela seja, mesmo que a sua dimensão a ultrapasse largamente quando não se juntam.
Pouco depois da estreia, Cristiano era indiscutível até na Seleção, hoje não o é. Isso só tem indiretamente a ver com a idade. Não são os 41 anos, são as consequências dos 41 anos. Pode ainda ter uma idade corporal biológica, graças ao profissionalismo e dedicação, de 23, 25 ou 28 anos, mas não joga como se tivesse essa idade. São coisas diferentes e os números são arrasadores: 1 toque na área apenas frente à Croácia e no penálti. A sua titularidade ou não deveria depender da resposta a uma simples questão: ataca Portugal de forma mais coletiva (e rotativa) e defende melhor logo no momento da pressão com Ronaldo ou Gonçalo Ramos? Infelizmente, temos uma federação a quem não interessa fazer essa pergunta e um selecionador que há muito assinou de cruz. Ninguém quer que Ronaldo se reforme, apenas que não condicione a Seleção com o sim ou o não.
Um Portugal mais coletivo pode perfeitamente hoje perder com Espanha. E até este, desgarrado, não está impedido de ganhar. Aconteça o que acontecer, a ideia que fica é que nada fizemos para ser bem-sucedidos, fomos incapazes de nos tornar mais fortes ao escolhermos os melhores. Ficou tudo entregue ao acaso.
Preocupa não só Ronaldo, mas também a tendência de recuar estrategicamente com mais um médio defensivo — a única vez que o justificava foi precisamente diante da Croácia, ainda que a opção pudesse ter sido mais vertical —quando o nível do adversário sobe. Até as leituras excessivamente positivas de Martínez da primeira parte do último jogo e dos anteriores parecem maquilhadas. Tal como as vezes em que abordou o momento defensivo sem falar no atacante. Só se incomoda a Espanha se dividirmos a bola. E para tal são precisos os jogadores certos. O que ainda não aconteceu na América."

Kylian Mbappé Lottin, o genial 'crème brûlée'


"Quem, monsieur Infantino, é o seu eleito para melhor jogador do Mundial? Cuccittini? O 10 das pampas? Lionel? O capitão da Argentina? Andrés? Messi?

Este Mundial está a ser uma delícia. O golaço absurdo de Sidny Cabral? Sublime cachupa com ovo estrelado e linguiça. Os três jogos loucos de Maxi Araújo? Tiras de assado uruguaio no ponto e um pouco de yerba mate. Mbappé, o genial dos geniais? Mistura de crème brûlée, éclair e, por fim, claro, um petit pain au chocolat. O poder físico, misturado com talento, de Kane? Roast beef, fish and chips e bread and butter pudding na fase de grupos, massa da Cornualha nos 16 avos e, espero, pudim de toffee (sem viagra) para o jogo da última madrugada com o México.
Os golos de Messi e Ronaldo? Roupa velha pós-Natal, mas sempre saborosíssima (cheira-me que para hoje há peixe-espada preto, bolo do caco e poncha em vez de paella). Alemanha? Apfelstrudel já um pouco fora de prazo. Marrocos de Bono, Hakimi, Mazraoui, Amrabat e Brahim Díaz? Impressionante como o kaab el ghazal de 2026 se parece com o de 2022. O Mundial de Vinicius tinha tudo: acarajé, bobó de camarão, canjica, canjicão e mugunzá e, claro, picanha. Mas ontem, em Nova Iorque, apareceu um bacalhau norueguês de cento e noventa e cinco centímetros, nascido em Leeds, a colocar um ponto final no spaghetti de Carlo Ancelotti. O Haaland, meus caros (parece que se diz Rolan), é delícia nórdica.
Mas nem só pelos jogadores e Seleções este Mundial tem sido delicioso. Também pelos jornalistas e, digamos, influencers. É delicioso, imediatamente após o final de cada jogo (pelo menos de Portugal), vermos misturadas perguntas sobre a tática utilizada por Roberto Martínez (por que não Ramos e Ronaldo juntos, a tática RR?) com outras atualíssimas e verdadeiramente pertinentes: como vai ser a futura noite de núpcias do 9 de Portugal; que música ouvem após os jogos; podemos ser aumentados e ter um carro; quem é o jogador mais divertido do balneário? Isto, imediatamente após os jogos, é delicioso. Música para os ouvidos de qualquer um que goste de futebol e da Seleção Nacional.
Deixo aqui algumas perguntas alternativas, igualmente deliciosas, para se fazer aos jogadores no final do jogo com Espanha: Diogo Costa! (nas zonas mistas é melhor gritar porque há muita confusão), já te disseram que esse sinalzinho que tens junto ao nariz é muito sexy? Renato Veiga!, quanto tempo demoras a ajeitar o cabelo? Gonçalo Inácio e Gonçalo Guedes!, já têm escaras nos glúteos? Vitinha!, o teu pai jogava mais do que tu? José Sá!, já alguma vez te confundiram com o Billy Gibbons dos ZZ Top? João Félix!, sabias que a Margarida acabou com o Lando? Pedro Neto!, quem é mais bonito, tu, o Vini ou o Rolan? Mister!, agora que se sabe que já não vai para o Al Nassr, não quer passar pela Insparya e meter uns cabelitos?
Já agora, se algum de vocês (João Pimpim! Nuno Matos!) se cruzar com o Infantino, podem fazer-lhe umas perguntinhas, sff? Sim? Ok, aqui vão. É verdade que torceu pela Argentina no jogo com Cabo Verde? Qual a pegada ecológica maior, a sua ou a de Montenegro e Seguro, juntas? Messi não devia ter sido expulso com a Argélia? Se em vez de ter sido Matanovic a tocar na bola no golo anulado à Croácia tivesse sido o senhor, tinha sido golo, certo? Quem será o seu eleito para melhor jogador do Mundial, mesmo que jogue nada até ao fim do torneio? Cuccittini? O baixinho que joga no Inter Miami? Lionel? O capitão da Argentina? Andrés? O número 10 das pampas? Messi? Para mim, até ver, o genial dos geniais: crème brûlée, éclair e um petit pain au chocolat."

Ounahi, um fenómeno 4x4


"Ounahi. Em 2022, é uma das figuras maiores da seleção marroquina que termina no 4.º lugar, depois de eliminada pela França e de ultrapassar Portugal nos quartos. Azzedine era 8, estrangulava a fase de criação dos rivais e acelerava veloz para o ataque. Quatro anos depois, é um 10, não daqueles mágicos que nos faziam sonhar quando éramos simples imitadores, mas um terceiro médio, a organizar e distribuir mais à frente, mais perto dos avançados ou então a partir dos flancos, sobretudo da direita, e ajudar também na distribuição de tarefas defensivas na zona intermediária. De tração 4x4. É ele quem devolve o rumo aos 'Leões do Atlas' diante de um Canadá em versão 'gegenpressing' — ou o treinador Jesse Marsch não tivesse passado pela 'escola' Red Bull — bem diferente do que derrotaram na Arábia, não só com dois golos fundamentais, mas também ao dizer 'presente', tornando-se porto de abrigo. Depois, faz tudo com naturalidade, com aquele futebol de rua, com ginga sul-americana, que ainda mais o ilumina nos grandes jogos.
A grande questão de Ounahi é que só o vemos de 4 em 4 anos (4x4). Não porque ande por ligas menos mediáticas, mas porque não se afirma em contexto que não a seleção e torneios curtos.
A 17 de dezembro de 2022, Ounahi participa, como suplente utilizado na derrota com a Croácia a contar para o 3.º e 4.º lugares. Pouco mais de um mês depois, a 29 de janeiro de 2023, transfere-se do Angers para o Marselha. Em setembro de 2024, é cedido ao Panathinaikos. E em agosto de 2025, o Girona contrata-o por €6M, menos dois do que o OM tinha gastado na sua aquisição. São 3 golos e 1 assistência em 44 jogos em França, 5 e 7 em 37 na Grécia e 5 e 3 em 23 em Espanha. Mas sem aquele brilho dos predestinados. Aos 26 anos, está no seu 'prime'. Um sério caso de estudo."

Teremos sempre Cabo Verde


"Há momentos que iremos sempre recordar dos Mundiais: o slalom de Maradona à Inglaterra em 86, o golaço de Hagi à Argentina em 94, o "bis" de Ronaldo "Fenómeno" na Final com a Alemanha em 2002, a extraordinária recuperação da França frente à Argentina de 0-3 para 3-3 no Qatar-22, talvez a melhor Final que já vi (de Mundiais e não só), mas que de nada valeu aos franceses, depois dos penalties ganhos pela Argentina.
Este Mundial de tantos jogos já teve alguns momentos inesquecíveis: os penalties do Países Baixos-Marrocos, o "hat-trick" de Dembelé à Noruega, a recuperação da Bélgica frente ao Senegal de 0-2 para 3-2, o voo perfeito de Gonçalo Ramos nos descontos do Portugal-Croácia.
Mas nada que se compare a Cabo Verde, a mais bela história destes EUA/Canadá/México-2026. Essa história bonita já tinha começado com o empate soberbo com Espanha. Mas sobretudo com o extraordinário 2-2 com o Uruguai, polvilhados com dos golaços de Kevin Pina e Hélio Varela. O empate com a Arábia Saudita tinha confirmado a passagem histórica de um estreante à fase a eliminar. Mas o grande momento dos "Tubarões Azuis" foi o jogo com a Argentina.
Cabo Verde não é um derrotado. Ficará sempre na coluna dos vencedores deste Mundial. Jogou sempre positivo, nunca baixou os braços, mostrou qualidade e critério. Adicionou sonho à qualidade que é preciso mostrar a este nível. O golo fabuloso de Sidny Lopes Cabral aos 102, a fazer um 2-2 que fez tremer os argentinos, fez-me lembrar (pelo arco, pela potência do remate, pela posição, pela improbabilidade) o golo de Maniche à Holanda, na meia-final do Euro-2004 (os mais novos que vão procurar ao You Tube).
E agora? França, Espanha e Marrocos foram as três melhores seleções que vi até agora neste Mundial. Os gauleses talvez sejam o principal candidato ao título. Espanha ou Portugal, quem vencer o duelo mais desejado dos "oitavos", lança-se para forte candidatura à vitória final. Marrocos, que junta eficácia com futebol que encanta, reforçou com os 0-3 ao Canadá que é mesmo pretendente ao título mundial (ou, pelo menos, a ser a primeira seleção africana a estar presente numa Final). A Argentina tem de fazer muito mais que do que fez com Cabo Verde para revalidar o título. O Brasil deve ter passado a Noruega (escrevo antes do jogo), mas ainda não mostrou futebol convincente para que o "hexa" seja provável. E se a Inglaterra eliminar o México no Azteca pode mesmo sonhar com o título.
Portugal? Para eliminar Espanha tem de estar melhor em quase tudo o que mostrou até agora. Mas é possível, claro. Num duelo destes, os nossos melhores instintos, geralmente, revelam-se."

Não existem milagres!!!

O Ceferin quer ir para a FIFA...

Santana: Espanha...

BolaTV: Dias de Mundial...

No Princípio Era a Bola - Não é a melhor Espanha, mas é a Espanha e Portugal devia ser capaz de resolver o conflito entre o que precisa e o que vai apresentar

ESPN: Futebol no Mundo #600

ESPN: Futebol no Mundo #599

TugaFut: Brasil...

TNT - Convocados...

AA9: Mundial - Day 25

Rabona: Brazil's WORST World Cup in 36 YEARS & Mexico FALLS | World Cup Day 25

Renascença: Bola Branca - Tertúlia - Espanha...

Terceiro Anel: Live - Espanha

Rabona: Live - Espanha

LiveMode: Live - Espanha...

LiveMode: Aquece vais entrar #33

FIFA: Argentina...

FIFA: Suíça...

FIFA: Egipto...

SportTV: México - Inglaterra